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A fé vem pelo ouvir

Amizade Real Pode Acabar Mal – 2 Reis 9 | Jônatas Hübner | IBNU

Amizade Real Pode Acabar Mal – 2 Reis 9 | Jônatas Hübner | IBNU

Amizade Real Pode Acabar Mal – 2 Reis 9 | Jônatas Hübner | IBNU

Nossos relacionamentos têm nos aproximado de Deus ou nos afastado dos seus propósitos? Ao refletirmos sobre a história de Jeú, Jorão e Acasias em 2 Reis 9, descobrimos como amizades, alianças e influências podem moldar profundamente nossa caminhada espiritual.

Muitas vezes buscamos aceitação, pertencimento e reconhecimento, mas nem sempre percebemos o impacto que determinadas companhias exercem sobre nossas decisões, valores e fé. A Palavra de Deus nos alerta sobre a importância de discernir quem está influenciando nossa vida e de que forma estamos influenciando aqueles que estão ao nosso redor.

Ao analisar esse episódio marcante da história de Israel, refletimos sobre comunhão cristã, influência espiritual, escolhas pessoais e as consequências de relacionamentos construídos sem os princípios de Deus. Também aprendemos que pessoas aparentemente anônimas podem ser usadas poderosamente pelo Senhor para transformar vidas e cumprir Seus propósitos.

Uma mensagem relevante para quem deseja fortalecer sua fé, desenvolver relacionamentos saudáveis e viver uma comunhão que glorifique a Deus em todas as áreas da vida.

Comunidade Saudável. Cidade melhor!

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Legendas automáticas:

Você é uma pessoa que tem muitos
relacionamentos? Você interage muito bem
>> [música]
>> em várias camadas da sociedade, na
escola, no seu trabalho, na sua
faculdade.
Mas você já se perguntou se você tem
sido uma boa influência ou se [música]
eles têm influenciado muito você?
É isso que a gente vai ver hoje, falando
sobre amizade real pode acabar [música]
mal. Lembrando ali o período dos reis de
Israel, baseado em 2 Reis, capítulo 9.
[música] Uma história muito
interessante. Convido você a acompanhar
aqui comigo e também se tornar um
parceiro divulgador, influenciando as
pessoas que você conhece positivamente,
divulgando esse conteúdo aqui da IBNU. E
caso você ainda não tenha feito a sua
inscrição, se inscreva aqui no nosso
canal, ative o sininho para você receber
as notificações e [música] que Deus te
abençoe hoje e sempre.
Seja muito bem-vindo a mais um momento
de reflexão aqui no nosso canal, canal
da IBNU. E nesse momento que nós estamos
parados aqui, pensando sobre o que que a
palavra de Deus tem a nos ensinar, nós
queremos voltar a nossa atenção, voltar
o nosso foco para o tema de comunhão. É
um período que nós estamos falando sobre
comunhão nesse mês. E como que a
comunhão ou os relacionamentos
dentro
da própria igreja e na sua vida, caso
você
tenha aí um relacionamento até mais
amplo, né? Eles podem ser benéficos ou
até mesmo maléficos para você,
no sentido de você influenciar ou talvez
até mesmo ser influenciado pelas
relações que você
faz, pelos relacionamentos que você
desenvolve com aqueles que estão ao seu
redor. E é interessante pensar nisso
porque muitas vezes a gente, muitas Às
não, eu diria que quase
sempre, ou até mesmo sempre, a gente
desenvolve relacionamentos que tragam
para nossa vida um sentimento de
pertencimento.
É, e por conta desse sentimento de
pertencimento, ou dessa necessidade de
pertencermos
a um grupo, pertencermos a a uma certa
coletividade aí de pessoas,
a gente pode
incorrer num erro de não perceber
quais caminhos esse grupo está tomando.
Não é à toa que nós vemos
em tantos momentos da história, e
inclusive eu tenho certeza que você que
me acompanha aqui
tem experiências com isso, de pessoas
que tiveram a sua trajetória marcada
negativamente por grupos a qual aos
quais elas pertenceram. Quantas vezes
você não já ouviu
uma mãe ou um pai falando que o seu
filho se envolveu com grupos muito
complicados, ao ponto de estar ali
envolvido com problema de drogadição, de
bebida, e
abandonando, por exemplo, prospectos
é, favoráveis para a sua vida por conta
de influências que ele recebeu na sua
caminhada. Essa dinâmica, ela é uma
dinâmica constante, e ela é uma dinâmica
que
não dá para a gente vencer apenas pela
força de vontade.
A gente precisa realmente de
convencimento, de
entender o nosso papel, entender a nossa
posição, tanto como indivíduos, como
dentro do grupo que nós percebemos, e
avaliar se o caminho que nós estamos
fazendo é um caminho de, vou chamar
assim, de prosperidade, e aqui eu não tô
falando exatamente prosperidade
financeira, mas de produzir coisas
positivas e boas, ou se é um caminho que
traz problemas, traz, é, é, resultados
que são nocivos para a minha própria
saúde, para a minha própria integridade,
para a minha
parte psicológica e, principalmente, no
que nós estamos querendo apontar aqui,
para o reino. Será que as minhas
relações de comunidade, de comunhão,
elas são benéficas para o reino? Elas
reproduzem, elas
demonstram
esse amor de Deus que a Bíblia vai falar
em tantos momentos lá,
é, para as outras pessoas ou será que o
que eu estou buscando nos meus
relacionamentos é um tipo de ganho
pessoal, de ganho, inclusive,
financeiro, pessoal, cujo resultado pode
ser muito mais perigoso e devastador
para mim e para aqueles que estão ao meu
redor?
Talvez você pensou, então ele deve falar
lá sobre as cartas paulinas, Paulo que
escreveu para muitas igrejas e ele
sempre tentando corrigir uma coisa ou
outra de comportamento,
mas eu queria falar sobre um texto que
não é tão trabalhado assim, porque ele
demonstra, justamente, como as
influências do passado, a, as decisões
do presente vão afetar o meu futuro. É,
a gente não tá preso a uma carga, vamos
dizer assim, geracional, nós não estamos
presos a uma sequência de, de, de, de
fatos, vamos dizer assim, causados
a duas, três, quatro gerações atrás, o
que muita gente considera, é, o chama de
maldição hereditária, isso o texto
bíblico não defende, inclusive combate
isso. Profeta Jeremias tem um texto
muito importante contra esse tipo de,
de, de pensamento,
mas nós temos, sim, uma influência,
a,
da nossa formação.
Quando nós vivemos e estamos ambientados
em certos círculos, nós podemos, sim,
ser influenciados por esses círculos na
hora de tomar as nossas decisões. E aí o
que eu quero trazer para a gente hoje
aqui é justamente isso, como que a nossa
análise
do momento que nós vivemos faz com que a
gente tome decisões melhores, faz com
que a gente possa caminhar numa direção
de
nos livrarmos dessas influências que
podem ser negativas para escolhermos
caminhos mais positivos. E a gente vai
falar
de um texto hoje que está lá no livro
dos Reis.
Texto que muitas vezes a gente lê, né?
Mas muita gente não gosta de ler muito
porque é um período, vamos dizer assim,
bem conturbado da história da monarquia,
tanto do reino do norte, o reino de
Israel, como do reino do sul também, o
reino de Judá. E o tema que a gente vai
tratar hoje é
amizade real
pode acabar mal. E a gente vai falar
sobre Segundo Reis, o o livro de Segundo
Reis,
é,
no capítulo nove.
E aqui aparece uma figura muito
importante
que vai impactar a história tanto de
Israel
como do reino de Judá.
E aqui tem um fator histórico extra
bíblico extraordinário, a gente vai
falar sobre isso já já. Mas vamos ler o
texto primeiro, o texto do capítulo
nove,
para a gente entender o que que tá
acontecendo aqui.
Quem está, antes da gente ler o texto, é
importante isso, nós estamos naquele
período em que os dois
profetas sequenciais muito conhecidos,
um inclusive vai se tornar o paradigma
da profecia ou do profetismo de Israel,
que é o profeta Elias.
Elias aqui encerrou o seu ministério,
tem um final
apoteótico, Elias é levado aos céus num
carro de fogo e ele lança a sua capa que
vai cair sobre, é, é, Eliseu e Eliseu
vai inclusive pedir porção dobrada da
benção de Elias e isso é concedido pelo
senhor Eliseu também vai ter um
ministério de extremo impacto no reino
do sul e no reino do norte
principalmente porque é o reino mais
complicado e controvertido desse momento
nós estamos falando do período em que
encerrou o o reino de Acabe e você vai
lembrar Acabe é aquele rei muito
controverso o texto bíblico quando vai
relacionar vai vai vai mencionar Acabe
do seu casamento com Jezabel vai dizer
que nenhum outro rei havia se afastado
tanto dos dos desígnios de Deus do que a
lei falava do que Acabe ele é pior que
Jeroboão Jeroboão foi quem instaurou
dois cultos idólatras um na cidade de
Betel outro na cidade de Dã lá no norte
essa cidade é importante para nosso
desenvolvimento aqui guarde essa cidade
e aí Acabe vai ter acabado de morrer
Acabe vai ter acabado inclusive o título
da nossa mensagem aqui também brinca com
isso ou seja
uma amizade real pode acabar mal por
conta do próprio Acabe mas quem vai
estar aqui vai ser o seu filho não o
primeiro filho porque o primeiro filho
vai morrer por conta de seguir os
pecados de Acabe isso está no capítulo
um do livro dos reis do do do segundo
livro dos reis segundo reis um vai falar
sobre Acazias que é o filho de Acabe que
vai morrer por conta de uma prática
muito difícil da época dele em vez dele
consultar o senhor através dos
sacerdotes através até dos profetas que
estavam ali falando os oráculos as
mensagens do senhor para o povo ele vai
procurar o Deus Baal ele vai correr para
outra divindade para descobrir se a sua
situação melhoraria tem uma história de
um acidente ele cai da sacada do do
palácio se machuca fica acamado e nesse
momento ele busca não o conselho do
senhor mas ele busca o conselho de Baal.
E Eliseu
vai falar com ele, perdão, Elias vai
falar com ele, não é Eliseu ainda. Elias
vai falar com ele e Elias vai perguntar
uma pergunta
a a a tão lógica, tão óbvia, mas que o
próprio Acazias não tinha resposta. A
pergunta para ele é: "Por acaso não há
Deus em Israel?"
E Acazias vai
eh
sucumbir
a sua
a a as suas feridas, os seus ferimentos
e é interessante porque Acazias tenta
matar Elias duas vezes. E aí na terceira
vez, ele manda duas tropas para matar
Elias, o Senhor manda fogo do céu como
aconteceu no Monte Carmelo e consome
essas tropas. E aí na terceira vez a
tropa vem pedindo perdão, ela chega
diante de Elias com temor do Senhor e
fala: "Elias, por favor,
não nos mate, não deixe que o Senhor
tire a nossa vida". E aí Elias fala:
"Como vocês temeram o Senhor, eu vou com
vocês e vou lá falar com Acazias e ele
vai declarar que Acazias vai morrer".
Por conta da morte de Acazias, o seu
irmão, Acazias não chegou a ter filhos,
então não tinha ninguém na sequência
eh real para assumir o trono. Quem vai
assumir vai ser o rei Jorão, que é o
irmão de Acazias. E é ele que está nesse
momento da história que nós vamos ler
aqui sendo o rei do reino do norte. E
olha o que que vai dizer o texto.
Elias já foi aos céus, Eliseu está
atuando e Eliseu vai ter essa [roncando]
esse esse relato aqui da sua trajetória
com Jorão e um outro Acazias. É essa
aqui é a confusão que muita gente faz,
porque Jorão vai se associar a um outro
Acazias. Aí você vai pensar: "Mas era o
irmão dele que morreu?" Não, não, é
porque o reino do sul, o reino de Judá,
teve um rei chamado Acazias que subiu ao
trono.
Ele não é contemporâneo do Acazias,
irmão de Jorão. Ele é um outro Acazias,
então Jorão e Acazias vão fazer uma
aliança. A gente vai falar sobre isso já
já. Vamos ler o texto.
Diz o seguinte: "Enquanto
Enquanto isso, o profeta Eliseu
chamou um dos discípulos dos profetas e
lhe disse:
"Põe a capa por dentro do cinto.
Pegue este frasco de óleo e vá a
Ramote-Gileade.
Quando lá chegar, procure Jeú, filho de
Josafá e neto de Ninsi.
Dirija-se a ele e leve-o para uma sala
longe dos seus companheiros.
Depois pegue o frasco, derrame o óleo
sobre a cabeça dele e declare: Assim diz
o Senhor: Eu o estou ungindo
rei sobre Israel.
Em seguida, abra a porta e fuja sem
demora".
Então o jovem profeta foi a
Ramote-Gileade.
Ao chegar, encontrou os comandantes do
exército reunidos e disse: "Trago uma
mensagem para ti, comandante".
"Para qual de nós?", perguntou Jeú. E
ele respondeu: "Para ti, comandante".
Jeú levantou-se e entrou na casa.
Então o jovem profeta derramou o óleo na
cabeça de Jeú e declarou: "Assim diz o
Senhor, o Deus de Israel: Eu o estou
ungindo rei de Israel, o povo do Senhor.
Você dará fim à família de Acabe, seu
senhor, e assim eu vingarei o sangue de
meus servos, os profetas, e o sangue de
todos os servos do Senhor derramado por
Jezabel.
Toda a família de Acabe perecerá.
Eliminarei todos os do sexo masculino de
sua família em Israel, seja escravo,
seja livre.
Tratarei a família de Acabe como tratei
a de Jeroboão, filho de Nebate, e a de
Baasa, filho de Aías.
E Jezabel será devorada por cães num
terreno em Jezreel, e ninguém a
sepultará".
Então ele abriu a porta e saiu correndo.
Quando Jeú voltou para junto dos outros
oficiais do rei, um deles lhes lhe
perguntou: "Está tudo bem? O que esse
louco queria com você?"
Jeú respondeu: "Vocês conhecem essa
gente e sabem que é sabem as coisas que
eles dizem". Mas insistiram: "Não nos
engane, conte-nos o que ele disse".
Então Jeú contou: "Ele me disse o
seguinte: Assim diz o Senhor: Eu o estou
ungindo rei
sobre Israel".
Imediatamente eles pegaram seus mantos e
estenderam sobre os degraus diante dele
e em seguida tocaram a trombeta e
gritaram: "Jeú
é rei".
Aqui a gente vai fazer uma pausa porque
é muito importante a gente entender todo
esse contexto aqui.
Nesse momento da história nós temos uma
união
uma união entre dois
reis.
Essa é uma história narrativa, então ela
está contando vários relatos sequenciais
da trajetória de Israel, da trajetória
de Judá também, do reino do sul e vai
mostrando como Deus ele vai escolher
certos personagens para manter acesa,
viva a chama da sua salvação.
Não estou querendo dizer com isso que
poderia em algum momento essa chama se
apagar, pelo contrário, é Deus quem
sustenta a própria chama, é Ele quem
levava essa essa informação ao longo da
história através dos seus servos. Mas o
texto bíblico faz questão de registrar
justamente essa trajetória do projeto
salvífico de Deus que vai passar, por
exemplo, por um afastamento quase que
completo de Israel dos preceitos divinos
ao ponto de Deus falar: "Vocês não vão
mais habitar na minha terra, saiam
daqui" e expulsar todo mundo da terra.
E aí, nesse momento até da expulsão que
vai acontecer no final do livro do
segundo reis, também vai acontecer nas
crônicas a crônicas vai contar esse
trecho
vai haver um remanescente fiel, vai
haver um grupo que não se afastou do
Senhor, inclusive nós temos o grande
profeta Daniel, que pertence a um uma
uma casta real ali do do do povo, do
reino do sul,
e que não vai abandonar os preceitos do
Senhor ainda no cativeiro.
Isso vai estar registrado no livro dele
como aquelas histórias fantásticas da
fornalha ardente, onde os três amigos
dele são lançados, o fato deles não
comerem dos manjares do rei e serem
vistos como mais belos até que todos
aqueles outros servos do palácio real, e
Deus mantendo ali a história da sua
salvação através dos seus servos. Aqui
não é diferente.
Deus já havia levantado um grande servo,
que era Elias. Elias havia confrontado
diretamente a posição de de Acabe e de
Jezabel.
Agora Deus está levantando um outro
servo. E
é interessante porque Eliseu está
caminhando, Eliseu está é é é
participando ali desse momento da
história,
e não é nem Eliseu quem vai fazer a vai
levar a mensagem. Aliás,
tem uma história muito interessante com
Eliseu, porque Eliseu ele parece, tipo
assim, ser não ter a mesma
paciência de Elias. Vamos deixar dessa
forma. Elias, ele conversa com Acabe,
Elias, ele fala diretamente com Acabe,
ele entra no palácio, ele fala
diretamente com Jezabel. Eliseu tem um
comportamento um pouco diferente. Quando
Naamã, que é um grande general do
exército sírio, do exército de Hazael,
é que está no meio dessa história aqui,
vai lá para poder é é ser curado da sua
lepra,
Eliseu não vai encontrá-lo. Eliseu manda
um servo.
Vá, vai lá e fala para ele mergulhar
sete vezes no rio Jordão.
Aqui de novo, Eliseu não vai ao encontro
de Jeú. Eliseu manda um servo do profeta
para ir lá para Ramote de que é bem
distante da região onde ele estava, ele
estava mais ou menos na região de
Jericó. Ramote de Gileade fica nas
montanhas do que hoje é Jordânia.
E aí, ele manda esse servo lá e o servo
vai fazer o serviço do profeta.
Então assim, esses personagens, eles
estão narrando essa história.
Só que o que que isso tem a ver com
comunhão? Que que isso tem a ver com os
relacionamentos que a gente que a gente
desenvolve?
O relacionamento problemático aqui não é
o relacionamento de Eliseu com esse
servo, por exemplo, ou com Eliseu com
qualquer outro rei da sua época.
É justamente essa união
problemática, não divina, entre os dois
reinos, reino do sul e reino do norte. O
que que eles queriam? Eles queriam lutar
contra os assírios, não não contra os
assírios, contra a Síria,
especificamente, Damasco. Os assírios,
eles vão surgir logo depois, eles vão se
unificar ali na região da Mesopotâmia e
vão conquistar o reino de Samaria, o
reino do norte, em 722,
mas estamos um pouco antes disso aqui.
E aí, o que que acontece? Você tem esses
dois reis que se unem contra esse
domínio, era chamado de domínio arameu,
da região de Padã Arã, região de
Damasco.
E eles vão se unir para lutar contra
esse pequeno reino que estava ali, o
reino do rei Hazael.
Hazael é uma figura extremamente
importante aqui.
Porque Hazael, ele foi provocado,
ele não vem, vamos dizer assim, para
conquistar a terra de Canaã. Ele é
provocado por esses dois reis, Acazias e
Jorão. Acazias e Jorão vão se unificar.
E aí, nesse momento, qual é o grande
problema? Jorão é da família de Acabe.
Jorão, ele pertence à linhagem de Acabe
e Deus havia prometido para Acabe, por
conta do pecado tanto dele quanto de
Jezabel,
que ele eliminaria todos os homens da
família de Acabe.
Por quê? E aí nós lemos isso aqui
rapidamente no texto. O que que acontece
se você elimina todos os homens da
família real?
Você não tem mais rei. Aquela dinastia
acaba ali porque a genealogia é
contabilizada pelos homens. As mulheres,
quando elas se casam, elas pertencem à
genealogia do marido delas e não mais do
seu pai. Então não haveria ninguém para
assumir o trono.
Só que antes disso acontecer, nós lemos
na história, Deus levantou Eliseu,
mandou que Eliseu ungisse Jeú, Eliseu
faz isso através desse servo do profeta
e o servo do profeta faz essa unção já
colocando o próximo na dinastia real do
reino do norte. Então,
quem são os personagens dessa história
aqui? Nós temos Acazias e Jeorão,
que são esses reis que abandonaram os
princípios de Deus por uma aliança
militar com foco,
eh,
financeiro, com foco de extensão de
poder. Eles queriam pegar os despojos de
guerra, eles queriam pegar as riquezas
de Arã, eles queriam ter o seu nome
marcado na história como um reino que se
expandiu.
E aí eles fazem essa união que não é uma
união que Deus aprova.
Não é uma união que vai trazer
benefícios nem para Israel, nem para a
sua trajetória salvífica.
Não tem nenhum benefício nesse tipo de
de de de embate, de de conquista. Não é
isso que Deus tá pedindo. Inclusive, ele
vai
falar disso
justamente no início, aqui no final,
perdão, do capítulo 8, antes do capítulo
9, mostrando os dois reis que vão
assumir,
eh, o reino do norte e o reino do sul.
Ou seja, no quinto ano do rei Jeorão,
Acabe, rei de Israel, sendo ainda
Josafá, rei de Judá, Jeorão, seu filho,
começou a reinar. Ou seja, Jeorão reina
no lugar de Josafá, que é um rei
extremamente, eh, eh, louvado no reino
do sul. É um rei que fez uma grande
reforma e que segurou uma batalha que
veio dos reinos do sul, os reinos dos
edomitas, dos moabitas e dos habitantes
de Seir.
E depois que Jo, é, Jeorão, é, assume o
reino do sul, ele vai falecer e Acazias
vai ser o rei no lugar dele. Então
Acazias assume o reino do reino do sul,
é, assume o reino do sul e
é, Jeorão assume, já estava como rei do
reino do norte. E só para vocês terem
noção, quando Acazias vai ser rei, vai
ser no 12º ano do reinado de Jeorão,
filho de Acabe. Então é nesse momento da
história que os dois reis aparecem
e eles vão, é, sair em guerra, olha só,
Acazias aliou-se a Jeorão, filho de
Acabe e saiu a guerra contra Hazael, rei
da Síria, em Ramote-Gileade. Jeorão foi
ferido e voltou a Jezreel para
recuperar-se dos ferimentos sofridos em
Ramote, na batalha contra Hazael, rei da
Síria. Acazias, rei de Judá, foi a
Jezreel visitar Jeorão, que se
recuperava de seus ferimentos. Então
essa aliança foi uma aliança terrível.
Deus não abençoou essa aliança, eles
foram lutar contra Hazael.
Jeorão vai ter um ferimento que quase
imortal, que é quase imortal e ele vai
ser levado para o vale de Jezreel. Vale
de Jezreel é aquela porção no centro do
território de Israel que separa a cadeia
montanhosa da Samaria da cadeia
montanhosa de
é, can, de, da Galileia que fica no
norte. Então ela separa essas duas
cadeias montanhosas, lugar, inclusive,
onde está o Monte Carmelo,
que é o ponto lá mais importante,
talvez, da trajetória de Elias, o ponto
onde ele desafia os, os profetas de Baal
e de Aserá, lá, os profetas que sentavam
à mesa de Jezabel
e lá eles vão ser consumidos, no caso,
vai ser consumido pelo fogo o sacrifício
de Elias e depois eles vão
matar os 850 e 50 profetas
sacerdotes, perdão, de de Baal que
estavam ali naquele reino.
E aí aparece a figura de Jeú. Quem é
Jeú? Jeú era um dos comandantes do
exército.
Jeú era um daqueles que estava nessa
batalha. Aí você tem que pensar que
estrategicamente
não fazia sentido essa batalha.
>> [suspirando]
>> Eles não pensaram, tipo assim, quais
seriam os desdobramentos deles ganharem
aquele território, deles lutarem naquele
momento. O que que teria de benefício
para isso? Era uma coisa que partia meio
que de cima para baixo.
E aí Jeú, com os seus comandantes, estão
reunidos, como você viu ali, na região
de Ramote-Gileade, porque os dois reis
voltaram para proteção do seu próprio
território, foram lá para Jezreel e eles
ficaram lá no campo de batalha. Eles
ficaram segurando as tropas lá. E aí o
que que vai acontecer? Jeú está lá com
os seus comandantes, aparece esse servo
desse profeta
que nem tem nome.
O profeta, o servo do profeta não tem
nome mencionado.
Ele não Ele entra e sai da história e
ninguém sabe qual é o nome dele, qual é
a sua genealogia e isso, você sabe muito
bem,
nesse momento é a identidade da pessoa.
A pessoa é conhecida pelo nome da sua
família, o nome do seu pai e o nome que
ele vai deixar para as próximas
gerações.
Esse homem, esse servo que vai obedecer
a voz, o comando do profeta Eliseu,
entra e sai da história sem ser
identificado.
A gente vai falar sobre isso quando a
gente falar também da história de Naamã,
que é uma história que é um pouquinho
anterior dessa que nós estamos vendo
aqui.
E é tão interessante a gente perceber
isso
porque
quando Jeú está lá e aparece esse homem,
esse homem sem identificação,
sem um nome expresso na história, vai
transformar a história não apenas de
Jeú,
como a história de todo Israel.
Às vezes a gente pensa que nos nossos
relacionamentos de comunhão, nas nossas
caminhadas,
a gente precisa ter o nosso nome
conhecido, ou melhor ainda, a gente
precisa se relacionar com pessoas que
vão nos colocar em evidência e em
destaque.
Eu vou buscar relacionamentos
que me elevem, que me façam me sentir
melhor, que façam
que me tragam destaque diante do grupo
que eu estou e até para as outras
pessoas.
Não é algo que a Bíblia se interessa
tanto.
Se fosse tão importante assim você ter o
seu nome propagandeado nos quatro cantos
do mundo,
esse servo aqui que transforma a
trajetória de Israel naquele momento
teria o seu nome
expresso em placas de pedra.
Não, nele nem é citado.
Quando a gente vai lembrar da história
de Naamã,
Naamã, ele é um dos generais, assim como
Jeú é um dos generais, dos comandantes
do exército aqui de Jorão e Acazias,
Naamã, ele é um dos generais de Hazael.
Ele é um dos dos dos homens importantes
ali
do exército da do exército sírio, do
exército de Damasco.
E o que que vai acontecer? Ele vai
desenvolver uma doença de pele que
muitas vezes é traduzido por lepra, a
gente não sabe exatamente se é realmente
uma lepra ou se tem alguma outra eh eh
designação específica, normalmente hoje
a tradução coloca doença de pele porque
não sabe, a gente não consegue
identificar exatamente o que que era,
mas o texto bíblico diz que ele tava com
essa doença de pele e ele já tinha
visitado todos os sábios, os médicos da
sua região, da sua época e ninguém tinha
resolvido o problema.
E aí, assim como aparece na história
esse servo do profeta que não tem nome,
aparece
na casa de Naamã uma escrava
que foi levada de uma dessas batalhas,
de um desses combates de Asael contra o
reino do norte. Num desses combates essa
menina é levada e ela se torna escrava
de Naamã, trabalhando na casa de Naamã.
E ela vendo a situação do seu chefe, do
seu captor, do seu, do, daquele que
a mantinha no, no, no, no, no ambiente
de escravidão,
ela lembra do Deus de Israel.
Ela lembra que em Israel
havia um homem que falava em nome do
Senhor.
E ela lembra que esse Deus tinha poder
para transformar a história de Naamã.
Esses dois casos são muito emblemáticos,
porque ela também é uma escrava que não
tem o nome mencionado,
que não tem a genealogia apresentada.
Simplesmente diz: "Uma escrava de Israel
que servia na casa de Naamã".
Menciona para o seu senhor: "Ah,
se o meu senhor", que é a forma, vamos
dizer assim, eh,
educada de se referir ao seu
capturador, né? "Se o meu senhor
conhecesse
o homem de Deus, o homem do Senhor
que está lá
em Israel,
com certeza ele teria a sua sorte
mudada". E aí a gente conhece a história
de Naamã. Ele, depois de tentar, de ter
tentado várias coisas, vai visitar
esse homem. E o homem é Eliseu.
Só que Eliseu, como a gente já
mencionou, nem vai encontrar Naamã.
Eliseu vira para Naamã e fala assim: "Ó,
pode falar para ele que o Senhor mandou
dizer
que se ele se mergulhar sete vezes no
rio Jordão, ele está curado". E há toda
uma questão geográfica aqui muito
importante, porque Naamã está muito
próximo dos rios da Mesopotâmia. Os
grandes rios Tigre e Eufrates são rios
caudalosos, são rios que produzem, eh,
nas suas margens ali um, um
uma condição de uma produção agrícola
abundante, não é à toa que várias
civilizações sempre quiseram dominar
aquela região.
E aí Naamã se irrita, ele falou: "Além
dele nem vir falar comigo, manda eu
tomar banho nesse riacho".
Um riacho que dá para pular de um lado
para o outro da margem. Em alguns pontos
é tão fino o rio Jordão que você
consegue atravessar no pulo.
E aí ele fala: "Isso é uma vergonha". E
aí aparece um servo de Naamã.
Meu senhor,
se ele não tivesse falado que você tinha
que entregar
somas e somas de dinheiro, você não se
movimentaria para levantar esse montante
e entregar para ele?
Agora ele pediu para você dar sete
mergulhos, o que que é isso?
Vamos lá, e Naamã decide mergulhar sete
vezes e quando na sétima vez ele sai da
água, ele está com a pele, o texto
bíblico ainda vai falar com a pele como
se fosse de bebê.
A pele limpa,
completamente limpa.
E aí ele volta para o, para o, o, o
servo do senhor Eliseu e quer entregar
todo o montante de dinheiro que ele
trouxe.
Eliseu não aceita.
Aí ele simplesmente pede: "Posso levar
um punhado dessa terra para aqui, para
que eu lembre disso por toda a minha
vida"?
Essa história de Naamã mostra
que não dependemos,
para transformar a vida de alguém, não
dependemos de estarem em destaque.
Não, a gente não precisa estar
em uma posição onde os holofotes estão
sobre a gente.
Nos nossos relacionamentos, nós podemos
ser
o servo do profeta sem nome,
a serva escrava sem nome.
Nós podemos ser aqueles que vão
mudar a história da humanidade, da, de
todo esse, da sociedade onde nós estamos
inseridos, sem nem mesmo sermos
lembrados.
Aí você percebe essa diferença.
A diferença entre dois reis que se unem
contra um reino externo, atrás de fama e
riqueza,
e de um homem e uma menina, um um um
servo e uma serva que transformam a
trajetória de todo Israel sem ter o seu
nome alardeado.
Aí a gente levanta essa pergunta para a
nossa caminhada: Como que nós temos
desenvolvido nossos relacionamentos de
comunhão?
O que que nós estamos buscando quando
nós procuramos relacionamentos?
O que que nós estamos querendo
ao nos envolvermos com certos grupos,
com certas pessoas? Será que o nosso
foco está, como eu posso ser benção
nesse grupo? Como eu posso levar esse
grupo mais perto de Deus, para mais
perto de Deus? Como que eu posso mostrar
para eles o amor de Deus expresso em
toda a trajetória do Antigo Testamento e
também na presença dele entre nós, em
Jesus Cristo, e também no
desenvolvimento dessa igreja em amor?
Como que eu posso mostrar para as
pessoas que eu estou envolvidas, que
estão envolvidas comigo,
que Deus as ama, que esse amor ele é
real?
Ou será que eu tô olhando de uma forma
mais
comercial?
De uma forma mais
pensando em business?
O que que eu vou ganhar estando aqui?
A gente tem vivido esse problema em
várias comunidades.
Em vários lugares que a gente tem
entrado, eh, a gente percebe as pessoas
falando: "Olha, cuidado com o fulano,
fulano é o que a gente chama de
alpinista". Como assim alpinista? Não,
ele usa você para subir cada vez mais.
E é quando ele já passou do que ele
considera ser o
o salto que ele deveria dar, ele te
descarta.
Isso é muito complicado.
A gente não sabe porque o desfecho da
história que nós vamos ler agora é um
desfecho muito pesado. É o cumprimento
da profecia de Elias a Acabe.
Olha só o que que o texto vai nos dizer
na sequência aqui.
A partir do verso 14. Então Jeú,
filho de Josafá, neto de Ninsi,
começou uma conspiração
contra o rei Jorão, na época em que este
defendeu com todo Israel Israel
Ramote-Gileade contra Hazael, rei da
Síria.
O rei Jorão tinha voltado a Jezreel para
recuperar-se dos ferimentos sofridos na
batalha contra Hazael, rei da Síria.
Jeú propôs: "Se vocês me apoiam, não
deixem ninguém sair escondido da cidade
para nos denunciar a Jezreel em
Jezreel".
Então ele subiu em seu carro e foi para
Jezreel.
Porque Jorão estava lá se recuperando e
Acazias, rei de Judá, tinha ido
visitá-lo.
Quando a sentinela que estava na torre
de vigia de Jezreel
percebeu a tropa de Jeú aproximando,
gritou: "Estou vendo uma tropa".
Jorão ordenou: "Envia um cavaleiro ao
encontro deles para perguntar se eles
vêm em paz".
O cavaleiro foi ao encontro de Jeú e
disse:
"O rei pergunta: Vocês vêm em paz"? Jeú
respondeu: "Não me venha falar em paz.
Saia da minha frente".
A sentinela relatou:
"O mensageiro chegou a eles, mas não
está voltando".
Já é um mau sinal isso aqui.
Se você assistiu essas séries ou algum
filme medieval,
por exemplo, os filmes de batalha,
quando você tinha lá
os exércitos montados um diante do
outro, normalmente saía um pequeno grupo
de um exército para o outro lado, o
outro grupo vinha, encontrava-se no meio
e eles tentavam negociar uma paz. Se não
houvesse paz, cada grupo voltava e sabia
que a batalha ia acontecer.
Aqui o sentinela já tá avisando: "Ó, o
mensageiro chegou a eles, mas não está
voltando".
Então o rei enviou um segundo cavaleiro.
Quando ele, quando chegou a eles disse:
"O rei pergunta, vocês vem em paz?"
Jeú respondeu: "Não me venha falar em
paz, saia da minha frente".
A sentinela relatou:
"Ele chegou a eles, mas também não está
voltando". E acrescentou:
"O jeito de o chefe da tropa guiar o
carro é como o de Jeú, neto de Ninsi,
dirige como louco".
Jorão ordenou que preparassem seu carro
de guerra.
Assim que ficou pronto Jorão, rei de
Israel, e Acazias, rei de Judá, saíram
cada um em seu carro ao encontro de Jeú.
Eles o encontraram na propriedade que
havia pertencido a Nabote de Jezreel.
Uma pequena pausa aqui, se você quiser
ler aqui os capítulos anteriores, você
vai descobrir que Nabote tinha uma vinha
e Jezabel queria a vinha de Nabote, só
que Nabote não queria passar para eles,
não queria vender porque era vinha dele.
Então, Jezabel e Acabe acabam matando
Nabote e tomando a vinha dele. E uma das
profecias que Elias vai falar contra
Acabe é: "Você vai perecer, ou seja, sua
família vai perecer aqui nesse
território, no terreno de Nabote". E
olha que interessante como o desfecho da
história vai fazer.
E aí,
quando Jorão viu Jeú, perguntou: "Você
vem em paz, Jeú?" Jeú respondeu: "Como
pode haver paz enquanto continuam toda a
idolatria e as feitiçarias de sua mãe
Jezabel?" Jorão deu meia volta e fugiu
gritando para Acazias: "Traição,
Acazias!"
Jeú disparou seu arco com toda a força e
atingiu Jorão nas costas. A flecha
atravessou-lhe o coração e ele caiu
morto. Jeú disse a Bidcar, seu oficial:
"Pegue o cadáver e jogue-o nesta
propriedade que pertence a Nabote de de
Jezreel. Lembre-se da advertência que o
Senhor proferiu contra Acabe, pai dele,
quando juntos acompanhávamos sua
comitiva. Ele disse: "Ontem vi o sangue
de Nabote e o sangue dos seus filhos,
declara o Senhor. E com certeza farei
você pagar por isso nesta mesma
propriedade,
declara o Senhor. Agora então, pegue o
cadáver e jogue-o nessa propriedade,
conforme a palavra do Senhor".
Vendo isso, Acazias, rei de Judá, fugiu
na direção de Bete-Hagã.
Mas Jeú o perseguiu gritando: "Matem-no
também".
Eles o atingiram em seu carro de guerra
na subida de Gur para Gur, perto de
Ibleão,
mas ele conseguiu refugiar-se em Megido,
onde morreu.
Seus oficiais o levaram a Jerusalém e o
sepultaram com os seus antepassados em
seu túmulo na cidade de Davi.
Acazias havia se tornado rei de Judá no
11º ano de Jorão,
filho de Acabe.
Não é uma história bonita.
A gente tem que admitir.
Não é uma história que a gente
busca entender
exatamente o que que isso tenha nos
ensinar, ou seja, será que eu devo
perseguir os meus inimigos,
atravessá-los com a flecha, perseguir os
outros?
Essa é uma história muito conturbada do
do período
eh real de Israel, do período monárquico
de Israel.
Essa é uma história
que demonstra como Israel e também Judá
estava se afastando paulatinamente,
gradativamente,
dos preceitos do Senhor.
Só que essa é uma história que tem um um
ponto de
inflexão muito importante.
As nossas escolhas dentro dos nossos
relacionamentos têm consequências.
Quando o servo do profeta decide ouvir o
profeta Eliseu e correr até o outro
lado, lá no campo de batalha, para falar
com Jeú,
a gente não sabe qual o desfecho da sua
vida,
mas a gente sabe que esse homem foi foi
por Deus para a transformação da
história de Israel.
Jeú também vai ter consequências na sua
trajetória.
Jeú nesse momento foi ungido rei de
Israel, reino do norte, ele vai assumir
o reino justamente nesse momento aqui,
até porque a sequência do texto nós não
vamos ler, mas ele fala justamente da
morte de Jezabel.
Jezabel vai morrer num acidente trágico,
caindo de uma torre e vai se espatifar
no chão e no momento em que eles vão
pre, correr atrás para pegar o corpo de
Jezabel, já estão espalhados lá, aquilo
que foi prometido na morte dela.
É, como a gente já leu.
Então,
a família de Acabe se encerra com Jeú.
Jeú, ele é o cumprimento de uma promessa
que Deus havia feito para Acabe e para
Jezabel,
eliminando todos os homens da sua casa.
Mas Jeú também teve comportamentos,
é, muito complicados, por exemplo, ele
não eliminou toda a idolatria. Ele acusa
Jorão de não ter eliminado a idolatria
da sua mãe, Jezabel, mas ele também não
elimina todos os postes ídolos de Baal,
não elimina os touros que havia sido,
que haviam sido colocados
por, é, Jeroboão em Betel e em Dã e ele
também vai ser condenado por isso.
Mas nessa trajetória que nós estamos
vendo aqui, nós vimos a história desses
dois,
é,
personagens que entram e saem sem o nome
ser citado e que impactam grandemente
a nação de Israel, impactam grandemente
o reino de Judá também e
todo o povo vai lembrar da história
deles. Não se lembram do nome, mas a
história deles está registrada aqui no
texto bíblico. Aí a pergunta que a gente
fica é:
Como tem sido os nossos relacionamentos?
Eles têm nos aproximado de Deus?
Você tem dois reis que tinham todo um
corpo de profetas e de sacerdotes em
volta de si, principalmente o rei
Acazias de Judá, que tinha o templo do
lado dele.
Ele estava lá em Jerusalém.
Se ele tivesse se voltado para os
preceitos e para os ensinos do Senhor,
talvez nessa aliança com Jorão, ele
fosse influência política. Talvez Deus
apontasse, inclusive, eh, eh,
a sua misericórdia para Jorão.
Talvez ele revertesse a situação.
Talvez ele falasse: "Não vai acontecer
na sua geração, vai acontecer nas
gerações para frente", porque a história
de Acabe mostra isso. Quando ele, Elias,
questiona Acabe nas decisões, Acabe se
volta ao Senhor, pede perdão e o Senhor
fala: "Tudo bem, Acabe, a minha promessa
vai se manter, mas não vai ser na sua
geração que vai acontecer isso".
Claro que Deus, conhecendo todos os
fatos da história, ele vai ler a
história e vai falar: "Jorão vai ser o
último personagem da sua família, como
eu havia prometido, que vai ser
eliminado".
Será que Acazias poderia influenciar e
impactar positivamente Jorão?
Será que Jeú, tendo também pessoas ao
seu redor que ensinassem a ele os
preceitos da lei, não faria com que ele
se voltasse ao Senhor, eliminasse
completamente os cultos idólatras,
talvez até mesmo reunificando os dois
reinos?
O que nós temos registrado não fala
isso.
Nós temos registrado que escolhas de
amizade,
escolhas de relacionamento, impactam a
nossa trajetória.
Então, quando a gente está nos nossos
ambientes de comunhão, quando a gente
está buscando
essa relação
com as pessoas ao nosso redor,
nós devemos estar atentos para
onde essas relações estão nos levando.
Qual a direção que nós estamos
caminhando?
Como que nós temos sido impactados por
essas relações e como nós temos
influenciado essas relações para levar
essas pessoas, levar esses grupos que
nós estamos relacionados para cada vez
mais perto dos preceitos do Senhor, para
o conhecimento real do seu amor em
Cristo Jesus, para a transformação das
ações de cada um daqueles que cruzam o
nosso caminho.
E é interessante a gente perceber
que
muitas vezes o que a gente quer,
o que o nosso coração almeja, deseja, é
um reconhecimento,
é um sentimento de pertencimento,
é um sentimento de
caminhar junto com as pessoas, sendo
reconhecido pelo que nós temos feito.
Mas o que esse texto mostra para a
gente, e vários outros textos vão falar
também, é que não importa aquilo que nós
fazemos com as nossas mãos,
importa a bênção de Deus no trabalho das
nossas mãos.
Inclusive, existe um salmo que fala
disso: "Abençoa, Senhor, a obra das
nossas mãos".
Porque o que importa é se nós somos
reconhecidos pelo nosso pai criador,
se nós somos lembrados por aquele que
se entregou por nós,
se nós somos impactados pela ação do
espírito nas nossas vidas.
E através dessa caminhada, se nos
relacionamentos nós temos essa
preocupação de influenciar, de impactar,
de trazer as pessoas ao nosso redor mais
perto de Deus,
com certeza o nosso nome será será
lembrado pelo nosso pai.
Então, fica esse recado para você.
Avalie os seus relacionamentos.
Olhe como você tem se associado às
pessoas.
Você é alguém que influencia
positivamente? Você é alguém que carrega
o amor de Deus para as pessoas que estão
ao seu redor?
Ou você é alguém que tem sido levado?
Você é alguém que tem participado
de relacionamentos conturbados, capazes
até de te levar a um mal muito terrível?
Que o Senhor transforme a sua vida e
transforme o seu coração
em um porta-voz, um servo de profeta, um
um escravo que vai mostrar o caminho do
Senhor para as pessoas que estão ao seu
redor. Que Ele te abençoe hoje e sempre.
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