Amizade Real Pode Acabar Mal – 2 Reis 9 | Jônatas Hübner | IBNU
22/06/2026
Amizade Real Pode Acabar Mal – 2 Reis 9 | Jônatas Hübner | IBNU
Nossos relacionamentos têm nos aproximado de Deus ou nos afastado dos seus propósitos? Ao refletirmos sobre a história de Jeú, Jorão e Acasias em 2 Reis 9, descobrimos como amizades, alianças e influências podem moldar profundamente nossa caminhada espiritual.
Muitas vezes buscamos aceitação, pertencimento e reconhecimento, mas nem sempre percebemos o impacto que determinadas companhias exercem sobre nossas decisões, valores e fé. A Palavra de Deus nos alerta sobre a importância de discernir quem está influenciando nossa vida e de que forma estamos influenciando aqueles que estão ao nosso redor.
Ao analisar esse episódio marcante da história de Israel, refletimos sobre comunhão cristã, influência espiritual, escolhas pessoais e as consequências de relacionamentos construídos sem os princípios de Deus. Também aprendemos que pessoas aparentemente anônimas podem ser usadas poderosamente pelo Senhor para transformar vidas e cumprir Seus propósitos.
Uma mensagem relevante para quem deseja fortalecer sua fé, desenvolver relacionamentos saudáveis e viver uma comunhão que glorifique a Deus em todas as áreas da vida.
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Fonte: Com IBNU
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Você é uma pessoa que tem muitos relacionamentos? Você interage muito bem >> [música] >> em várias camadas da sociedade, na escola, no seu trabalho, na sua faculdade. Mas você já se perguntou se você tem sido uma boa influência ou se [música] eles têm influenciado muito você? É isso que a gente vai ver hoje, falando sobre amizade real pode acabar [música] mal. Lembrando ali o período dos reis de Israel, baseado em 2 Reis, capítulo 9. [música] Uma história muito interessante. Convido você a acompanhar aqui comigo e também se tornar um parceiro divulgador, influenciando as pessoas que você conhece positivamente, divulgando esse conteúdo aqui da IBNU. E caso você ainda não tenha feito a sua inscrição, se inscreva aqui no nosso canal, ative o sininho para você receber as notificações e [música] que Deus te abençoe hoje e sempre. Seja muito bem-vindo a mais um momento de reflexão aqui no nosso canal, canal da IBNU. E nesse momento que nós estamos parados aqui, pensando sobre o que que a palavra de Deus tem a nos ensinar, nós queremos voltar a nossa atenção, voltar o nosso foco para o tema de comunhão. É um período que nós estamos falando sobre comunhão nesse mês. E como que a comunhão ou os relacionamentos dentro da própria igreja e na sua vida, caso você tenha aí um relacionamento até mais amplo, né? Eles podem ser benéficos ou até mesmo maléficos para você, no sentido de você influenciar ou talvez até mesmo ser influenciado pelas relações que você faz, pelos relacionamentos que você desenvolve com aqueles que estão ao seu redor. E é interessante pensar nisso porque muitas vezes a gente, muitas Às não, eu diria que quase sempre, ou até mesmo sempre, a gente desenvolve relacionamentos que tragam para nossa vida um sentimento de pertencimento. É, e por conta desse sentimento de pertencimento, ou dessa necessidade de pertencermos a um grupo, pertencermos a a uma certa coletividade aí de pessoas, a gente pode incorrer num erro de não perceber quais caminhos esse grupo está tomando. Não é à toa que nós vemos em tantos momentos da história, e inclusive eu tenho certeza que você que me acompanha aqui tem experiências com isso, de pessoas que tiveram a sua trajetória marcada negativamente por grupos a qual aos quais elas pertenceram. Quantas vezes você não já ouviu uma mãe ou um pai falando que o seu filho se envolveu com grupos muito complicados, ao ponto de estar ali envolvido com problema de drogadição, de bebida, e abandonando, por exemplo, prospectos é, favoráveis para a sua vida por conta de influências que ele recebeu na sua caminhada. Essa dinâmica, ela é uma dinâmica constante, e ela é uma dinâmica que não dá para a gente vencer apenas pela força de vontade. A gente precisa realmente de convencimento, de entender o nosso papel, entender a nossa posição, tanto como indivíduos, como dentro do grupo que nós percebemos, e avaliar se o caminho que nós estamos fazendo é um caminho de, vou chamar assim, de prosperidade, e aqui eu não tô falando exatamente prosperidade financeira, mas de produzir coisas positivas e boas, ou se é um caminho que traz problemas, traz, é, é, resultados que são nocivos para a minha própria saúde, para a minha própria integridade, para a minha parte psicológica e, principalmente, no que nós estamos querendo apontar aqui, para o reino. Será que as minhas relações de comunidade, de comunhão, elas são benéficas para o reino? Elas reproduzem, elas demonstram esse amor de Deus que a Bíblia vai falar em tantos momentos lá, é, para as outras pessoas ou será que o que eu estou buscando nos meus relacionamentos é um tipo de ganho pessoal, de ganho, inclusive, financeiro, pessoal, cujo resultado pode ser muito mais perigoso e devastador para mim e para aqueles que estão ao meu redor? Talvez você pensou, então ele deve falar lá sobre as cartas paulinas, Paulo que escreveu para muitas igrejas e ele sempre tentando corrigir uma coisa ou outra de comportamento, mas eu queria falar sobre um texto que não é tão trabalhado assim, porque ele demonstra, justamente, como as influências do passado, a, as decisões do presente vão afetar o meu futuro. É, a gente não tá preso a uma carga, vamos dizer assim, geracional, nós não estamos presos a uma sequência de, de, de, de fatos, vamos dizer assim, causados a duas, três, quatro gerações atrás, o que muita gente considera, é, o chama de maldição hereditária, isso o texto bíblico não defende, inclusive combate isso. Profeta Jeremias tem um texto muito importante contra esse tipo de, de, de pensamento, mas nós temos, sim, uma influência, a, da nossa formação. Quando nós vivemos e estamos ambientados em certos círculos, nós podemos, sim, ser influenciados por esses círculos na hora de tomar as nossas decisões. E aí o que eu quero trazer para a gente hoje aqui é justamente isso, como que a nossa análise do momento que nós vivemos faz com que a gente tome decisões melhores, faz com que a gente possa caminhar numa direção de nos livrarmos dessas influências que podem ser negativas para escolhermos caminhos mais positivos. E a gente vai falar de um texto hoje que está lá no livro dos Reis. Texto que muitas vezes a gente lê, né? Mas muita gente não gosta de ler muito porque é um período, vamos dizer assim, bem conturbado da história da monarquia, tanto do reino do norte, o reino de Israel, como do reino do sul também, o reino de Judá. E o tema que a gente vai tratar hoje é amizade real pode acabar mal. E a gente vai falar sobre Segundo Reis, o o livro de Segundo Reis, é, no capítulo nove. E aqui aparece uma figura muito importante que vai impactar a história tanto de Israel como do reino de Judá. E aqui tem um fator histórico extra bíblico extraordinário, a gente vai falar sobre isso já já. Mas vamos ler o texto primeiro, o texto do capítulo nove, para a gente entender o que que tá acontecendo aqui. Quem está, antes da gente ler o texto, é importante isso, nós estamos naquele período em que os dois profetas sequenciais muito conhecidos, um inclusive vai se tornar o paradigma da profecia ou do profetismo de Israel, que é o profeta Elias. Elias aqui encerrou o seu ministério, tem um final apoteótico, Elias é levado aos céus num carro de fogo e ele lança a sua capa que vai cair sobre, é, é, Eliseu e Eliseu vai inclusive pedir porção dobrada da benção de Elias e isso é concedido pelo senhor Eliseu também vai ter um ministério de extremo impacto no reino do sul e no reino do norte principalmente porque é o reino mais complicado e controvertido desse momento nós estamos falando do período em que encerrou o o reino de Acabe e você vai lembrar Acabe é aquele rei muito controverso o texto bíblico quando vai relacionar vai vai vai mencionar Acabe do seu casamento com Jezabel vai dizer que nenhum outro rei havia se afastado tanto dos dos desígnios de Deus do que a lei falava do que Acabe ele é pior que Jeroboão Jeroboão foi quem instaurou dois cultos idólatras um na cidade de Betel outro na cidade de Dã lá no norte essa cidade é importante para nosso desenvolvimento aqui guarde essa cidade e aí Acabe vai ter acabado de morrer Acabe vai ter acabado inclusive o título da nossa mensagem aqui também brinca com isso ou seja uma amizade real pode acabar mal por conta do próprio Acabe mas quem vai estar aqui vai ser o seu filho não o primeiro filho porque o primeiro filho vai morrer por conta de seguir os pecados de Acabe isso está no capítulo um do livro dos reis do do do segundo livro dos reis segundo reis um vai falar sobre Acazias que é o filho de Acabe que vai morrer por conta de uma prática muito difícil da época dele em vez dele consultar o senhor através dos sacerdotes através até dos profetas que estavam ali falando os oráculos as mensagens do senhor para o povo ele vai procurar o Deus Baal ele vai correr para outra divindade para descobrir se a sua situação melhoraria tem uma história de um acidente ele cai da sacada do do palácio se machuca fica acamado e nesse momento ele busca não o conselho do senhor mas ele busca o conselho de Baal. E Eliseu vai falar com ele, perdão, Elias vai falar com ele, não é Eliseu ainda. Elias vai falar com ele e Elias vai perguntar uma pergunta a a a tão lógica, tão óbvia, mas que o próprio Acazias não tinha resposta. A pergunta para ele é: "Por acaso não há Deus em Israel?" E Acazias vai eh sucumbir a sua a a as suas feridas, os seus ferimentos e é interessante porque Acazias tenta matar Elias duas vezes. E aí na terceira vez, ele manda duas tropas para matar Elias, o Senhor manda fogo do céu como aconteceu no Monte Carmelo e consome essas tropas. E aí na terceira vez a tropa vem pedindo perdão, ela chega diante de Elias com temor do Senhor e fala: "Elias, por favor, não nos mate, não deixe que o Senhor tire a nossa vida". E aí Elias fala: "Como vocês temeram o Senhor, eu vou com vocês e vou lá falar com Acazias e ele vai declarar que Acazias vai morrer". Por conta da morte de Acazias, o seu irmão, Acazias não chegou a ter filhos, então não tinha ninguém na sequência eh real para assumir o trono. Quem vai assumir vai ser o rei Jorão, que é o irmão de Acazias. E é ele que está nesse momento da história que nós vamos ler aqui sendo o rei do reino do norte. E olha o que que vai dizer o texto. Elias já foi aos céus, Eliseu está atuando e Eliseu vai ter essa [roncando] esse esse relato aqui da sua trajetória com Jorão e um outro Acazias. É essa aqui é a confusão que muita gente faz, porque Jorão vai se associar a um outro Acazias. Aí você vai pensar: "Mas era o irmão dele que morreu?" Não, não, é porque o reino do sul, o reino de Judá, teve um rei chamado Acazias que subiu ao trono. Ele não é contemporâneo do Acazias, irmão de Jorão. Ele é um outro Acazias, então Jorão e Acazias vão fazer uma aliança. A gente vai falar sobre isso já já. Vamos ler o texto. Diz o seguinte: "Enquanto Enquanto isso, o profeta Eliseu chamou um dos discípulos dos profetas e lhe disse: "Põe a capa por dentro do cinto. Pegue este frasco de óleo e vá a Ramote-Gileade. Quando lá chegar, procure Jeú, filho de Josafá e neto de Ninsi. Dirija-se a ele e leve-o para uma sala longe dos seus companheiros. Depois pegue o frasco, derrame o óleo sobre a cabeça dele e declare: Assim diz o Senhor: Eu o estou ungindo rei sobre Israel. Em seguida, abra a porta e fuja sem demora". Então o jovem profeta foi a Ramote-Gileade. Ao chegar, encontrou os comandantes do exército reunidos e disse: "Trago uma mensagem para ti, comandante". "Para qual de nós?", perguntou Jeú. E ele respondeu: "Para ti, comandante". Jeú levantou-se e entrou na casa. Então o jovem profeta derramou o óleo na cabeça de Jeú e declarou: "Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Eu o estou ungindo rei de Israel, o povo do Senhor. Você dará fim à família de Acabe, seu senhor, e assim eu vingarei o sangue de meus servos, os profetas, e o sangue de todos os servos do Senhor derramado por Jezabel. Toda a família de Acabe perecerá. Eliminarei todos os do sexo masculino de sua família em Israel, seja escravo, seja livre. Tratarei a família de Acabe como tratei a de Jeroboão, filho de Nebate, e a de Baasa, filho de Aías. E Jezabel será devorada por cães num terreno em Jezreel, e ninguém a sepultará". Então ele abriu a porta e saiu correndo. Quando Jeú voltou para junto dos outros oficiais do rei, um deles lhes lhe perguntou: "Está tudo bem? O que esse louco queria com você?" Jeú respondeu: "Vocês conhecem essa gente e sabem que é sabem as coisas que eles dizem". Mas insistiram: "Não nos engane, conte-nos o que ele disse". Então Jeú contou: "Ele me disse o seguinte: Assim diz o Senhor: Eu o estou ungindo rei sobre Israel". Imediatamente eles pegaram seus mantos e estenderam sobre os degraus diante dele e em seguida tocaram a trombeta e gritaram: "Jeú é rei". Aqui a gente vai fazer uma pausa porque é muito importante a gente entender todo esse contexto aqui. Nesse momento da história nós temos uma união uma união entre dois reis. Essa é uma história narrativa, então ela está contando vários relatos sequenciais da trajetória de Israel, da trajetória de Judá também, do reino do sul e vai mostrando como Deus ele vai escolher certos personagens para manter acesa, viva a chama da sua salvação. Não estou querendo dizer com isso que poderia em algum momento essa chama se apagar, pelo contrário, é Deus quem sustenta a própria chama, é Ele quem levava essa essa informação ao longo da história através dos seus servos. Mas o texto bíblico faz questão de registrar justamente essa trajetória do projeto salvífico de Deus que vai passar, por exemplo, por um afastamento quase que completo de Israel dos preceitos divinos ao ponto de Deus falar: "Vocês não vão mais habitar na minha terra, saiam daqui" e expulsar todo mundo da terra. E aí, nesse momento até da expulsão que vai acontecer no final do livro do segundo reis, também vai acontecer nas crônicas a crônicas vai contar esse trecho vai haver um remanescente fiel, vai haver um grupo que não se afastou do Senhor, inclusive nós temos o grande profeta Daniel, que pertence a um uma uma casta real ali do do do povo, do reino do sul, e que não vai abandonar os preceitos do Senhor ainda no cativeiro. Isso vai estar registrado no livro dele como aquelas histórias fantásticas da fornalha ardente, onde os três amigos dele são lançados, o fato deles não comerem dos manjares do rei e serem vistos como mais belos até que todos aqueles outros servos do palácio real, e Deus mantendo ali a história da sua salvação através dos seus servos. Aqui não é diferente. Deus já havia levantado um grande servo, que era Elias. Elias havia confrontado diretamente a posição de de Acabe e de Jezabel. Agora Deus está levantando um outro servo. E é interessante porque Eliseu está caminhando, Eliseu está é é é participando ali desse momento da história, e não é nem Eliseu quem vai fazer a vai levar a mensagem. Aliás, tem uma história muito interessante com Eliseu, porque Eliseu ele parece, tipo assim, ser não ter a mesma paciência de Elias. Vamos deixar dessa forma. Elias, ele conversa com Acabe, Elias, ele fala diretamente com Acabe, ele entra no palácio, ele fala diretamente com Jezabel. Eliseu tem um comportamento um pouco diferente. Quando Naamã, que é um grande general do exército sírio, do exército de Hazael, é que está no meio dessa história aqui, vai lá para poder é é ser curado da sua lepra, Eliseu não vai encontrá-lo. Eliseu manda um servo. Vá, vai lá e fala para ele mergulhar sete vezes no rio Jordão. Aqui de novo, Eliseu não vai ao encontro de Jeú. Eliseu manda um servo do profeta para ir lá para Ramote de que é bem distante da região onde ele estava, ele estava mais ou menos na região de Jericó. Ramote de Gileade fica nas montanhas do que hoje é Jordânia. E aí, ele manda esse servo lá e o servo vai fazer o serviço do profeta. Então assim, esses personagens, eles estão narrando essa história. Só que o que que isso tem a ver com comunhão? Que que isso tem a ver com os relacionamentos que a gente que a gente desenvolve? O relacionamento problemático aqui não é o relacionamento de Eliseu com esse servo, por exemplo, ou com Eliseu com qualquer outro rei da sua época. É justamente essa união problemática, não divina, entre os dois reinos, reino do sul e reino do norte. O que que eles queriam? Eles queriam lutar contra os assírios, não não contra os assírios, contra a Síria, especificamente, Damasco. Os assírios, eles vão surgir logo depois, eles vão se unificar ali na região da Mesopotâmia e vão conquistar o reino de Samaria, o reino do norte, em 722, mas estamos um pouco antes disso aqui. E aí, o que que acontece? Você tem esses dois reis que se unem contra esse domínio, era chamado de domínio arameu, da região de Padã Arã, região de Damasco. E eles vão se unir para lutar contra esse pequeno reino que estava ali, o reino do rei Hazael. Hazael é uma figura extremamente importante aqui. Porque Hazael, ele foi provocado, ele não vem, vamos dizer assim, para conquistar a terra de Canaã. Ele é provocado por esses dois reis, Acazias e Jorão. Acazias e Jorão vão se unificar. E aí, nesse momento, qual é o grande problema? Jorão é da família de Acabe. Jorão, ele pertence à linhagem de Acabe e Deus havia prometido para Acabe, por conta do pecado tanto dele quanto de Jezabel, que ele eliminaria todos os homens da família de Acabe. Por quê? E aí nós lemos isso aqui rapidamente no texto. O que que acontece se você elimina todos os homens da família real? Você não tem mais rei. Aquela dinastia acaba ali porque a genealogia é contabilizada pelos homens. As mulheres, quando elas se casam, elas pertencem à genealogia do marido delas e não mais do seu pai. Então não haveria ninguém para assumir o trono. Só que antes disso acontecer, nós lemos na história, Deus levantou Eliseu, mandou que Eliseu ungisse Jeú, Eliseu faz isso através desse servo do profeta e o servo do profeta faz essa unção já colocando o próximo na dinastia real do reino do norte. Então, quem são os personagens dessa história aqui? Nós temos Acazias e Jeorão, que são esses reis que abandonaram os princípios de Deus por uma aliança militar com foco, eh, financeiro, com foco de extensão de poder. Eles queriam pegar os despojos de guerra, eles queriam pegar as riquezas de Arã, eles queriam ter o seu nome marcado na história como um reino que se expandiu. E aí eles fazem essa união que não é uma união que Deus aprova. Não é uma união que vai trazer benefícios nem para Israel, nem para a sua trajetória salvífica. Não tem nenhum benefício nesse tipo de de de de embate, de de conquista. Não é isso que Deus tá pedindo. Inclusive, ele vai falar disso justamente no início, aqui no final, perdão, do capítulo 8, antes do capítulo 9, mostrando os dois reis que vão assumir, eh, o reino do norte e o reino do sul. Ou seja, no quinto ano do rei Jeorão, Acabe, rei de Israel, sendo ainda Josafá, rei de Judá, Jeorão, seu filho, começou a reinar. Ou seja, Jeorão reina no lugar de Josafá, que é um rei extremamente, eh, eh, louvado no reino do sul. É um rei que fez uma grande reforma e que segurou uma batalha que veio dos reinos do sul, os reinos dos edomitas, dos moabitas e dos habitantes de Seir. E depois que Jo, é, Jeorão, é, assume o reino do sul, ele vai falecer e Acazias vai ser o rei no lugar dele. Então Acazias assume o reino do reino do sul, é, assume o reino do sul e é, Jeorão assume, já estava como rei do reino do norte. E só para vocês terem noção, quando Acazias vai ser rei, vai ser no 12º ano do reinado de Jeorão, filho de Acabe. Então é nesse momento da história que os dois reis aparecem e eles vão, é, sair em guerra, olha só, Acazias aliou-se a Jeorão, filho de Acabe e saiu a guerra contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade. Jeorão foi ferido e voltou a Jezreel para recuperar-se dos ferimentos sofridos em Ramote, na batalha contra Hazael, rei da Síria. Acazias, rei de Judá, foi a Jezreel visitar Jeorão, que se recuperava de seus ferimentos. Então essa aliança foi uma aliança terrível. Deus não abençoou essa aliança, eles foram lutar contra Hazael. Jeorão vai ter um ferimento que quase imortal, que é quase imortal e ele vai ser levado para o vale de Jezreel. Vale de Jezreel é aquela porção no centro do território de Israel que separa a cadeia montanhosa da Samaria da cadeia montanhosa de é, can, de, da Galileia que fica no norte. Então ela separa essas duas cadeias montanhosas, lugar, inclusive, onde está o Monte Carmelo, que é o ponto lá mais importante, talvez, da trajetória de Elias, o ponto onde ele desafia os, os profetas de Baal e de Aserá, lá, os profetas que sentavam à mesa de Jezabel e lá eles vão ser consumidos, no caso, vai ser consumido pelo fogo o sacrifício de Elias e depois eles vão matar os 850 e 50 profetas sacerdotes, perdão, de de Baal que estavam ali naquele reino. E aí aparece a figura de Jeú. Quem é Jeú? Jeú era um dos comandantes do exército. Jeú era um daqueles que estava nessa batalha. Aí você tem que pensar que estrategicamente não fazia sentido essa batalha. >> [suspirando] >> Eles não pensaram, tipo assim, quais seriam os desdobramentos deles ganharem aquele território, deles lutarem naquele momento. O que que teria de benefício para isso? Era uma coisa que partia meio que de cima para baixo. E aí Jeú, com os seus comandantes, estão reunidos, como você viu ali, na região de Ramote-Gileade, porque os dois reis voltaram para proteção do seu próprio território, foram lá para Jezreel e eles ficaram lá no campo de batalha. Eles ficaram segurando as tropas lá. E aí o que que vai acontecer? Jeú está lá com os seus comandantes, aparece esse servo desse profeta que nem tem nome. O profeta, o servo do profeta não tem nome mencionado. Ele não Ele entra e sai da história e ninguém sabe qual é o nome dele, qual é a sua genealogia e isso, você sabe muito bem, nesse momento é a identidade da pessoa. A pessoa é conhecida pelo nome da sua família, o nome do seu pai e o nome que ele vai deixar para as próximas gerações. Esse homem, esse servo que vai obedecer a voz, o comando do profeta Eliseu, entra e sai da história sem ser identificado. A gente vai falar sobre isso quando a gente falar também da história de Naamã, que é uma história que é um pouquinho anterior dessa que nós estamos vendo aqui. E é tão interessante a gente perceber isso porque quando Jeú está lá e aparece esse homem, esse homem sem identificação, sem um nome expresso na história, vai transformar a história não apenas de Jeú, como a história de todo Israel. Às vezes a gente pensa que nos nossos relacionamentos de comunhão, nas nossas caminhadas, a gente precisa ter o nosso nome conhecido, ou melhor ainda, a gente precisa se relacionar com pessoas que vão nos colocar em evidência e em destaque. Eu vou buscar relacionamentos que me elevem, que me façam me sentir melhor, que façam que me tragam destaque diante do grupo que eu estou e até para as outras pessoas. Não é algo que a Bíblia se interessa tanto. Se fosse tão importante assim você ter o seu nome propagandeado nos quatro cantos do mundo, esse servo aqui que transforma a trajetória de Israel naquele momento teria o seu nome expresso em placas de pedra. Não, nele nem é citado. Quando a gente vai lembrar da história de Naamã, Naamã, ele é um dos generais, assim como Jeú é um dos generais, dos comandantes do exército aqui de Jorão e Acazias, Naamã, ele é um dos generais de Hazael. Ele é um dos dos dos homens importantes ali do exército da do exército sírio, do exército de Damasco. E o que que vai acontecer? Ele vai desenvolver uma doença de pele que muitas vezes é traduzido por lepra, a gente não sabe exatamente se é realmente uma lepra ou se tem alguma outra eh eh designação específica, normalmente hoje a tradução coloca doença de pele porque não sabe, a gente não consegue identificar exatamente o que que era, mas o texto bíblico diz que ele tava com essa doença de pele e ele já tinha visitado todos os sábios, os médicos da sua região, da sua época e ninguém tinha resolvido o problema. E aí, assim como aparece na história esse servo do profeta que não tem nome, aparece na casa de Naamã uma escrava que foi levada de uma dessas batalhas, de um desses combates de Asael contra o reino do norte. Num desses combates essa menina é levada e ela se torna escrava de Naamã, trabalhando na casa de Naamã. E ela vendo a situação do seu chefe, do seu captor, do seu, do, daquele que a mantinha no, no, no, no, no ambiente de escravidão, ela lembra do Deus de Israel. Ela lembra que em Israel havia um homem que falava em nome do Senhor. E ela lembra que esse Deus tinha poder para transformar a história de Naamã. Esses dois casos são muito emblemáticos, porque ela também é uma escrava que não tem o nome mencionado, que não tem a genealogia apresentada. Simplesmente diz: "Uma escrava de Israel que servia na casa de Naamã". Menciona para o seu senhor: "Ah, se o meu senhor", que é a forma, vamos dizer assim, eh, educada de se referir ao seu capturador, né? "Se o meu senhor conhecesse o homem de Deus, o homem do Senhor que está lá em Israel, com certeza ele teria a sua sorte mudada". E aí a gente conhece a história de Naamã. Ele, depois de tentar, de ter tentado várias coisas, vai visitar esse homem. E o homem é Eliseu. Só que Eliseu, como a gente já mencionou, nem vai encontrar Naamã. Eliseu vira para Naamã e fala assim: "Ó, pode falar para ele que o Senhor mandou dizer que se ele se mergulhar sete vezes no rio Jordão, ele está curado". E há toda uma questão geográfica aqui muito importante, porque Naamã está muito próximo dos rios da Mesopotâmia. Os grandes rios Tigre e Eufrates são rios caudalosos, são rios que produzem, eh, nas suas margens ali um, um uma condição de uma produção agrícola abundante, não é à toa que várias civilizações sempre quiseram dominar aquela região. E aí Naamã se irrita, ele falou: "Além dele nem vir falar comigo, manda eu tomar banho nesse riacho". Um riacho que dá para pular de um lado para o outro da margem. Em alguns pontos é tão fino o rio Jordão que você consegue atravessar no pulo. E aí ele fala: "Isso é uma vergonha". E aí aparece um servo de Naamã. Meu senhor, se ele não tivesse falado que você tinha que entregar somas e somas de dinheiro, você não se movimentaria para levantar esse montante e entregar para ele? Agora ele pediu para você dar sete mergulhos, o que que é isso? Vamos lá, e Naamã decide mergulhar sete vezes e quando na sétima vez ele sai da água, ele está com a pele, o texto bíblico ainda vai falar com a pele como se fosse de bebê. A pele limpa, completamente limpa. E aí ele volta para o, para o, o, o servo do senhor Eliseu e quer entregar todo o montante de dinheiro que ele trouxe. Eliseu não aceita. Aí ele simplesmente pede: "Posso levar um punhado dessa terra para aqui, para que eu lembre disso por toda a minha vida"? Essa história de Naamã mostra que não dependemos, para transformar a vida de alguém, não dependemos de estarem em destaque. Não, a gente não precisa estar em uma posição onde os holofotes estão sobre a gente. Nos nossos relacionamentos, nós podemos ser o servo do profeta sem nome, a serva escrava sem nome. Nós podemos ser aqueles que vão mudar a história da humanidade, da, de todo esse, da sociedade onde nós estamos inseridos, sem nem mesmo sermos lembrados. Aí você percebe essa diferença. A diferença entre dois reis que se unem contra um reino externo, atrás de fama e riqueza, e de um homem e uma menina, um um um servo e uma serva que transformam a trajetória de todo Israel sem ter o seu nome alardeado. Aí a gente levanta essa pergunta para a nossa caminhada: Como que nós temos desenvolvido nossos relacionamentos de comunhão? O que que nós estamos buscando quando nós procuramos relacionamentos? O que que nós estamos querendo ao nos envolvermos com certos grupos, com certas pessoas? Será que o nosso foco está, como eu posso ser benção nesse grupo? Como eu posso levar esse grupo mais perto de Deus, para mais perto de Deus? Como que eu posso mostrar para eles o amor de Deus expresso em toda a trajetória do Antigo Testamento e também na presença dele entre nós, em Jesus Cristo, e também no desenvolvimento dessa igreja em amor? Como que eu posso mostrar para as pessoas que eu estou envolvidas, que estão envolvidas comigo, que Deus as ama, que esse amor ele é real? Ou será que eu tô olhando de uma forma mais comercial? De uma forma mais pensando em business? O que que eu vou ganhar estando aqui? A gente tem vivido esse problema em várias comunidades. Em vários lugares que a gente tem entrado, eh, a gente percebe as pessoas falando: "Olha, cuidado com o fulano, fulano é o que a gente chama de alpinista". Como assim alpinista? Não, ele usa você para subir cada vez mais. E é quando ele já passou do que ele considera ser o o salto que ele deveria dar, ele te descarta. Isso é muito complicado. A gente não sabe porque o desfecho da história que nós vamos ler agora é um desfecho muito pesado. É o cumprimento da profecia de Elias a Acabe. Olha só o que que o texto vai nos dizer na sequência aqui. A partir do verso 14. Então Jeú, filho de Josafá, neto de Ninsi, começou uma conspiração contra o rei Jorão, na época em que este defendeu com todo Israel Israel Ramote-Gileade contra Hazael, rei da Síria. O rei Jorão tinha voltado a Jezreel para recuperar-se dos ferimentos sofridos na batalha contra Hazael, rei da Síria. Jeú propôs: "Se vocês me apoiam, não deixem ninguém sair escondido da cidade para nos denunciar a Jezreel em Jezreel". Então ele subiu em seu carro e foi para Jezreel. Porque Jorão estava lá se recuperando e Acazias, rei de Judá, tinha ido visitá-lo. Quando a sentinela que estava na torre de vigia de Jezreel percebeu a tropa de Jeú aproximando, gritou: "Estou vendo uma tropa". Jorão ordenou: "Envia um cavaleiro ao encontro deles para perguntar se eles vêm em paz". O cavaleiro foi ao encontro de Jeú e disse: "O rei pergunta: Vocês vêm em paz"? Jeú respondeu: "Não me venha falar em paz. Saia da minha frente". A sentinela relatou: "O mensageiro chegou a eles, mas não está voltando". Já é um mau sinal isso aqui. Se você assistiu essas séries ou algum filme medieval, por exemplo, os filmes de batalha, quando você tinha lá os exércitos montados um diante do outro, normalmente saía um pequeno grupo de um exército para o outro lado, o outro grupo vinha, encontrava-se no meio e eles tentavam negociar uma paz. Se não houvesse paz, cada grupo voltava e sabia que a batalha ia acontecer. Aqui o sentinela já tá avisando: "Ó, o mensageiro chegou a eles, mas não está voltando". Então o rei enviou um segundo cavaleiro. Quando ele, quando chegou a eles disse: "O rei pergunta, vocês vem em paz?" Jeú respondeu: "Não me venha falar em paz, saia da minha frente". A sentinela relatou: "Ele chegou a eles, mas também não está voltando". E acrescentou: "O jeito de o chefe da tropa guiar o carro é como o de Jeú, neto de Ninsi, dirige como louco". Jorão ordenou que preparassem seu carro de guerra. Assim que ficou pronto Jorão, rei de Israel, e Acazias, rei de Judá, saíram cada um em seu carro ao encontro de Jeú. Eles o encontraram na propriedade que havia pertencido a Nabote de Jezreel. Uma pequena pausa aqui, se você quiser ler aqui os capítulos anteriores, você vai descobrir que Nabote tinha uma vinha e Jezabel queria a vinha de Nabote, só que Nabote não queria passar para eles, não queria vender porque era vinha dele. Então, Jezabel e Acabe acabam matando Nabote e tomando a vinha dele. E uma das profecias que Elias vai falar contra Acabe é: "Você vai perecer, ou seja, sua família vai perecer aqui nesse território, no terreno de Nabote". E olha que interessante como o desfecho da história vai fazer. E aí, quando Jorão viu Jeú, perguntou: "Você vem em paz, Jeú?" Jeú respondeu: "Como pode haver paz enquanto continuam toda a idolatria e as feitiçarias de sua mãe Jezabel?" Jorão deu meia volta e fugiu gritando para Acazias: "Traição, Acazias!" Jeú disparou seu arco com toda a força e atingiu Jorão nas costas. A flecha atravessou-lhe o coração e ele caiu morto. Jeú disse a Bidcar, seu oficial: "Pegue o cadáver e jogue-o nesta propriedade que pertence a Nabote de de Jezreel. Lembre-se da advertência que o Senhor proferiu contra Acabe, pai dele, quando juntos acompanhávamos sua comitiva. Ele disse: "Ontem vi o sangue de Nabote e o sangue dos seus filhos, declara o Senhor. E com certeza farei você pagar por isso nesta mesma propriedade, declara o Senhor. Agora então, pegue o cadáver e jogue-o nessa propriedade, conforme a palavra do Senhor". Vendo isso, Acazias, rei de Judá, fugiu na direção de Bete-Hagã. Mas Jeú o perseguiu gritando: "Matem-no também". Eles o atingiram em seu carro de guerra na subida de Gur para Gur, perto de Ibleão, mas ele conseguiu refugiar-se em Megido, onde morreu. Seus oficiais o levaram a Jerusalém e o sepultaram com os seus antepassados em seu túmulo na cidade de Davi. Acazias havia se tornado rei de Judá no 11º ano de Jorão, filho de Acabe. Não é uma história bonita. A gente tem que admitir. Não é uma história que a gente busca entender exatamente o que que isso tenha nos ensinar, ou seja, será que eu devo perseguir os meus inimigos, atravessá-los com a flecha, perseguir os outros? Essa é uma história muito conturbada do do período eh real de Israel, do período monárquico de Israel. Essa é uma história que demonstra como Israel e também Judá estava se afastando paulatinamente, gradativamente, dos preceitos do Senhor. Só que essa é uma história que tem um um ponto de inflexão muito importante. As nossas escolhas dentro dos nossos relacionamentos têm consequências. Quando o servo do profeta decide ouvir o profeta Eliseu e correr até o outro lado, lá no campo de batalha, para falar com Jeú, a gente não sabe qual o desfecho da sua vida, mas a gente sabe que esse homem foi foi por Deus para a transformação da história de Israel. Jeú também vai ter consequências na sua trajetória. Jeú nesse momento foi ungido rei de Israel, reino do norte, ele vai assumir o reino justamente nesse momento aqui, até porque a sequência do texto nós não vamos ler, mas ele fala justamente da morte de Jezabel. Jezabel vai morrer num acidente trágico, caindo de uma torre e vai se espatifar no chão e no momento em que eles vão pre, correr atrás para pegar o corpo de Jezabel, já estão espalhados lá, aquilo que foi prometido na morte dela. É, como a gente já leu. Então, a família de Acabe se encerra com Jeú. Jeú, ele é o cumprimento de uma promessa que Deus havia feito para Acabe e para Jezabel, eliminando todos os homens da sua casa. Mas Jeú também teve comportamentos, é, muito complicados, por exemplo, ele não eliminou toda a idolatria. Ele acusa Jorão de não ter eliminado a idolatria da sua mãe, Jezabel, mas ele também não elimina todos os postes ídolos de Baal, não elimina os touros que havia sido, que haviam sido colocados por, é, Jeroboão em Betel e em Dã e ele também vai ser condenado por isso. Mas nessa trajetória que nós estamos vendo aqui, nós vimos a história desses dois, é, personagens que entram e saem sem o nome ser citado e que impactam grandemente a nação de Israel, impactam grandemente o reino de Judá também e todo o povo vai lembrar da história deles. Não se lembram do nome, mas a história deles está registrada aqui no texto bíblico. Aí a pergunta que a gente fica é: Como tem sido os nossos relacionamentos? Eles têm nos aproximado de Deus? Você tem dois reis que tinham todo um corpo de profetas e de sacerdotes em volta de si, principalmente o rei Acazias de Judá, que tinha o templo do lado dele. Ele estava lá em Jerusalém. Se ele tivesse se voltado para os preceitos e para os ensinos do Senhor, talvez nessa aliança com Jorão, ele fosse influência política. Talvez Deus apontasse, inclusive, eh, eh, a sua misericórdia para Jorão. Talvez ele revertesse a situação. Talvez ele falasse: "Não vai acontecer na sua geração, vai acontecer nas gerações para frente", porque a história de Acabe mostra isso. Quando ele, Elias, questiona Acabe nas decisões, Acabe se volta ao Senhor, pede perdão e o Senhor fala: "Tudo bem, Acabe, a minha promessa vai se manter, mas não vai ser na sua geração que vai acontecer isso". Claro que Deus, conhecendo todos os fatos da história, ele vai ler a história e vai falar: "Jorão vai ser o último personagem da sua família, como eu havia prometido, que vai ser eliminado". Será que Acazias poderia influenciar e impactar positivamente Jorão? Será que Jeú, tendo também pessoas ao seu redor que ensinassem a ele os preceitos da lei, não faria com que ele se voltasse ao Senhor, eliminasse completamente os cultos idólatras, talvez até mesmo reunificando os dois reinos? O que nós temos registrado não fala isso. Nós temos registrado que escolhas de amizade, escolhas de relacionamento, impactam a nossa trajetória. Então, quando a gente está nos nossos ambientes de comunhão, quando a gente está buscando essa relação com as pessoas ao nosso redor, nós devemos estar atentos para onde essas relações estão nos levando. Qual a direção que nós estamos caminhando? Como que nós temos sido impactados por essas relações e como nós temos influenciado essas relações para levar essas pessoas, levar esses grupos que nós estamos relacionados para cada vez mais perto dos preceitos do Senhor, para o conhecimento real do seu amor em Cristo Jesus, para a transformação das ações de cada um daqueles que cruzam o nosso caminho. E é interessante a gente perceber que muitas vezes o que a gente quer, o que o nosso coração almeja, deseja, é um reconhecimento, é um sentimento de pertencimento, é um sentimento de caminhar junto com as pessoas, sendo reconhecido pelo que nós temos feito. Mas o que esse texto mostra para a gente, e vários outros textos vão falar também, é que não importa aquilo que nós fazemos com as nossas mãos, importa a bênção de Deus no trabalho das nossas mãos. Inclusive, existe um salmo que fala disso: "Abençoa, Senhor, a obra das nossas mãos". Porque o que importa é se nós somos reconhecidos pelo nosso pai criador, se nós somos lembrados por aquele que se entregou por nós, se nós somos impactados pela ação do espírito nas nossas vidas. E através dessa caminhada, se nos relacionamentos nós temos essa preocupação de influenciar, de impactar, de trazer as pessoas ao nosso redor mais perto de Deus, com certeza o nosso nome será será lembrado pelo nosso pai. Então, fica esse recado para você. Avalie os seus relacionamentos. Olhe como você tem se associado às pessoas. Você é alguém que influencia positivamente? Você é alguém que carrega o amor de Deus para as pessoas que estão ao seu redor? Ou você é alguém que tem sido levado? Você é alguém que tem participado de relacionamentos conturbados, capazes até de te levar a um mal muito terrível? Que o Senhor transforme a sua vida e transforme o seu coração em um porta-voz, um servo de profeta, um um escravo que vai mostrar o caminho do Senhor para as pessoas que estão ao seu redor. Que Ele te abençoe hoje e sempre. >> [música]