ASSISTIR O JOGO DA COPA NA IGREJA É MUNDANISMO? NÃO PODE? E MUDAR O HORÁRIO DO CULTO PRA VER JOGO?
26/06/2026
ASSISTIR O JOGO DA COPA NA IGREJA É MUNDANISMO? NÃO PODE? E MUDAR O HORÁRIO DO CULTO PRA VER JOGO?
Quando assistimos um jogo, estamos celebrando o ápice do treinamento de um ser criado por Deus, celebramos a habilidade técnica e a beleza de uma vida dedicada ao aperfeiçoamento de uma capacidade. E todos os grandes atletas tiveram recursos de ponta para ajudar nos treinos. A Fiber é uma marca brasileira construída sobre a ideia de que performance não é intensidade, é continuidade. Meu cupom "TEOLOGIA" dá aos seguidores do canal 15% de desconto!
https://www.fiberoficial.com.br?sca_ref=11396310.ZGjY7Wejkc
Livro As coisas da Terra: https://link.amazon/B00ZK6tyW
Playlist sobre Israel: https://www.youtube.com/playlist?list=PLbpxpr9FkcGg
Playlist sobre a Lei: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8QFCXv3-9ku0bXbCexsOLnG
ESTUDE CONOSCO!
– TODOS OS CURSOS (60% off): https://institutoschaeffer.com/cursos/
– ESCOLA DE TEOLOGIA: https://institutoschaeffer.com/edt
– SIMPLIFICANDO O GREGO BÍBLICO: https://institutoschaeffer.com/sgb
– TEOLOGIA DESCOMPLICADA: https://institutoschaeffer.com/td
– ACADEMIA DE MISSIONÁRIOS: https://institutoschaeffer.com/am
Seja membro e mande perguntas para os vídeos: https://www.youtube.com/channel/UCzGwyAyWLB2Si6VDFpq8rjw/join
NOSSAS REDES
– Twitter: https://twitter.com/doisdedosdeteo
– Facebook: https://www.facebook.com/doisdedosdeteologia/
– Instagram: https://www.instagram.com/doisdedosdeteologia/
PROGRAMAS DO CANAL
– DOIS DEDOS DE TEOLOGIA: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8Qkipu-tZcL-LBe516QbiUM
– DE OLHO NO TEXTO: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8SElIzT9AnnbzqSyoP6cUrY
– PERGUNTE AO PASTOR: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8RiYOvgtthDIqG_74kNNBOy
– MUNDO CÓPIA: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8QMOQrmpdZ8PemDcEt99N4p
– PODCAST: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8SdjEdBT40Ij_ZcosEF565H
Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Assistir o jogo da Copa na igreja é pecado. O Brasil deu esperança pra gente no último jogo. E se a gente for paraa final? Eu sei, eu sei, eu sei. Sou um homem de fé, né? Sou um homem de fé. Mas se a gente for paraa final, o horário da final talvez choque aí com o culto de algumas igrejas. Alguns jogos na semana estão chocando com o culto nas igrejas. Será que é pecado mudar o horário do culto para assistir o jogo? Será que é pecado cancelar o culto para assistir o jogo? Será que é pecado assistir o jogo no telão da igreja? E tem várias igrejas fazendo reuniões formais com o pastor presente, às vezes até com uma palavra evangelística ou às vezes é só o pessoal mesmo gritando: "Vai, vai virginio", né? Vine Júnior, vai lá, vai o Ipinco, vai o Ipinco é pecado. Assistir o jogo é pecado. E as propagandas de Bet e os palavrões do Casimiro. Como é que a gente lida com tudo isso? O vídeo de hoje lida com a polêmica do momento, mas eu acredito que muita boa teologia pode sair disso. É pecado assistir a Copa do Mundo? Se é do mundo, né? Então não pode, é do mundo. É do mundo, então não é da igreja, né? A gente quer lidar com tudo isso de forma séria, inteligente e acima de tudo bíblica, tratando uma pergunta que para algumas pessoas parece boba como uma pergunta séria e tentando dar uma resposta a partir da palavra de Deus. Então no vídeo de hoje a gente vai falar sobre teologia do culto, a gente vai discutir ética cristã, vamos falar de mundanismo, vamos falar de diferenças entre a antiga e a nova aliança e outros temas teológicos sérios. Então esse vai ser um vídeo de teologia. Nossa, meu irmão, a polêmica teológica do século XX, enquanto a igreja fez seus concílios de Niceia, de Calcedônia, a gente tem a igreja perseguida. A gente tá discutindo se pode assistir futebol num telão. Bom, são as perguntas de hoje, mas as respostas das perguntas que parecem bobas hoje pode evocar muita profundidade teológica também. E você sabe como é que é a filosofia aqui no dos dedos de teologia. Se a gente entra em uma polêmica do momento, a gente sempre recompensa o seu clique com teologia, com uma boa aula que lhe instrua biblicamente. Se é a sua primeira vez aqui nesse canal, eu sou o pastor Iago Martims, sou doutorando em teologia, sou pastor Batista há mais de 10 anos aqui no Ceará e este é o dos dedos de teologia, o programa que dá nome a esse canal, que é o programa de avaliação de um tema a partir da palavra de Deus. A gente tem vários tipos diferentes de vídeos aqui, de teologia em lugares históricos, história da igreja, exegese do Novo e do Antigo Testamento, análise de filmes a partir da cosmovisão cristã. Se você gosta de aprender teologia, não deixa de se inscrever no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Dito isso, simbora pro vídeo de hoje. Muito bem, vamos começar com algumas definições fundamentais para que a gente possa estar na mesma página quando a gente vai definir essas questões desolvendo pecado, se uma prática é pecaminosa ou não é. O primeiro termo que a gente tem que parar para avaliar é o termo mundanismo. Iago, por que que você tá levantando justamente o termo mundanismo? Porque esse foi o termo que eu vi ser mais repetido em toda a postagem de rede social que eu encontrei sobre essas questões de assistir a Copa do Mundo na igreja ou não. Pode parecer um exagero, mas antes de fazer esse vídeo, eu fui assistir outros vídeos sobre o assunto. Obviamente eu sempre faço isso para saber como é que as pessoas estão desenvolvendo as temáticas ali ah na internet, mas também para ver como é que as pessoas estão reagindo e interagindo já para coletar alguns contraargumentos ao vídeo que eu vou gravar. E à medida que eu assistia outros materiais sobre se pode ou não assistir a Copa do Mundo na igreja, lendo os comentários desses vídeos, a palavra que mais volta é sempre isso, mundanismo. Isso é o mundo entrando na igreja. Será que a gente pode concordar com esse tipo de leitura? Claro que o mundanismo é um problema muito presente. Claro que a igreja moderna é uma igreja que é muito influenciada pelo mundo. Isso é uma coisa que ninguém pode negar. A igreja moderna é uma igreja com muitas imaturidades e com muito mundanismo dentro dela. Mas será que os irmãos se reunirem para assistir um jogo é um desses sinais de mundanismo na igreja? Bom, pode ser que sim, tá? Pode ser que irmãos se reúnam mundanamente para fazer algumas coisas que são lícitas. E alguns irmãos podem fazer coisas boas de forma mundana e pecaminosa. Mas necessariamente é mundano assistir um jogo juntos? A resposta, se você me acompanha aqui algum tempo, vai saber que é claramente negativa, porque mundanismo é um termo definido pela escritura. Mundanismo é se adaptar aos valores do mundo. Por exemplo, Romanos 12 fala sobre não se conformar com esse século, com esse mundo. O que seria mundanismo? É estar conformado aos valores desse século. Você tá conformado aos valores desse século ao assistir um jogo de futebol? De jeito nenhum. Primeira João 2 vai falar sobre não amar o mundo e nem as coisas que há no mundo. Aqui as coisas que há no mundo fala daquilo que é pecaminoso, tá? O futebol é pecaminoso. Amar moderadamente, não é? Se você for um idólatra de time de futebol, é um problema, mas se divertir com um esporte, uma celebração, é mundanismo, é amar as coisas do mundo. Não. Thiago 4 fala de amizade com o mundo, como inimizade contra Deus, falando do pecado, de você se entregar a práticas pecaminosas, como por exemplo, o uso maldoso da língua. Efésios 2 vai falar do curso deste mundo de você andar de acordo com a vontade desse mundo. João 17 vai falar sobre pertencer ao mundo. Todos esses textos que falam sobre mundanismo, sobre de alguma forma tá associado a esse mundo, não são textos sobre nós aproveitarmos as coisas boas do mundo, sobre nós vivermos no mundo e talvez encontrarmos algum entretenimento saudável nesse mundo. Fala sobre imoralidade, sobre pecado, sobre valores, sobre pertencimento. Não existe mundanismo em praticar esportes. Não existe mundanismo em assistir um jogo. Não existe mundanismo em torcer por uma seleção. Não existe mundanismo em rir. Não existe mundanismo em fazer festa. Não existe mundanismo em comer uma comida gostosa com os amigos. Não existe mundanismo em descansar. Mundanismo não pode ser confundido com participar de coisas boas e ilícitas que Deus nos deu. Porque por mais que exista sim pecado à nossa volta, o mundo não é só pecado. O mundo é criação de Deus. Quando a gente acha que tudo é mundanismo e que qualquer coisa que cause alegria, que não seja oração e jejum, é mundano, a gente tá assumindo uma visão pouquíssimo bíblica da realidade. O mundo foi criado por Deus, foi criado bom segundo a escritura. Não foi o diabo que criou o mundo. O mundo não é um acidente cósmico. O mundo foi criado pelo próprio Senhor. E sendo criado por Deus, o mundo é bom. O pecado corrompeu esse mundo. Essa corrupção do pecado tirou tudo de bom do mundo? Não. Essa corrupção do pecado fez com que todo o nosso relacionamento com o mundo seja pecaminoso? Não. Agora a gente tá constantemente tendo bondade e maldade. O bem e o mal são miscuídos em tudo a nossa volta. O que é que cabe a nós avaliar se uma coisa é mal ou não é. Ninguém pode chamar de mundanismo aquilo que a escritura não chama de mundanismo. A gente não pode chamar de mundanismo simplesmente as coisas que a gente talvez não goste ou certas atitudes de celebração que talvez não sejam as nossas. Ah, eu não gosto de futebol, não gosto de Copa do Mundo, acho que tem muita gente que é idólatra, que fica gritando em estádio. Eu, isso deve ser mundanismo. Você não pode escolher o que é mundanismo. Quem escolhe é a escritura. O que é mundanismo? Então, é a absorção dos amores, das prioridades, dos valores, da ética, das práticas, dos critérios de valor de uma ordem caída, mundana, que vive como se Deus não existisse. Aí fica a pergunta: torcer por uma seleção é mundanismo? De forma nenhuma. Se é uma coisa boa, por que que a gente não poderia se reunir como cristãos para assistir juntos, para louvar a Deus pela alegria de um esporte que a gente tá assistindo? A gente pode fazer isso com um bom filme, a gente pode fazer isso com uma peça teatral, a gente pode fazer isso com uma boa música, a gente pode fazer isso com um jogo de tabuleiro, a gente pode fazer isso, obviamente, com os esportes. O que é que tornaria, talvez se envolver com a Copa do Mundo um undanismo? Bom, se o futebol for pecado, se o futebol for um tipo de pecado, aí obviamente a gente não pode estar envolvido nisso, porque a gente teria no caso mundanismo. Mas não existe nenhuma proibição bíblica direta ao esporte, nenhuma proibição bíblica à competição, nenhuma proibição bíblica à torcida. Paulo usa imagens esportivas de forma positiva na escritura. Em Primeiro Coríntios 9, em segunda Timóteo 2, em Hebreus 12. São textos que usam a linguagem do esporte para ilustrar a fé, para ilustrar a carreira da fé, né? O corredor e atleta, o esportista. São elementos que Paulo usa positivamente como uma boa analogia da nossa experiência de cristianismo. E Paulo não faz nenhuma, sabe, crítica direta, digamos assim, a esses esportes como coisas que são opostas a Deus. Paulo não usaria talvez a licenciosidade. Paulo não usaria a preguiça, não usaria a maldade, não usaria o assassinato, não usaria a prostituição ah como ilustração pra vida da fé, certo? Ele não faria isso. Mas Paulo usa os esportes como ilustração pra vida da fé. Significa que no melhor cenário existem coisas intrinsecamente positivas nos esportes. No pior cenário, o esporte é uma coisa neutra, culturalmente neutra, que pode ser usada positiva ou negativamente a como ilustração de alguma coisa. Agora, discutido mundanismo, a gente tem que discutir o futebol em si mesmo. Muitas pessoas acreditam que o futebol ele é de alguma forma ou algo pecaminoso ou algo inferior, não é, no relacionamento do crente com a sociedade. E aí eu tenho que parar para conversar um pouco com vocês sobre essa distinção entre natureza e graça. Como se nós vivêsemos em um tipo de mundo em que os elementos naturais da vida fossem necessariamente elementos dos quais a gente tem que se afastar. Nós entendemos, a gente já viu isso, que a gente se afasta do mundanismo, daquilo que é pecaminoso, daquilo que é ofensivo à natureza de Deus e aquilo que Deus projetou pra gente como humanidade. Mas a gente pode receber como um presente de Deus as coisas boas da criação que ele nos deu. Uma boa teologia da criação nos ajuda a aproveitar as coisas da terra. Esse é um excelente livro escrito pelo Joe Rigney, publicado em português com esse mesmo título, As coisas da Terra. É um livro que ensina muito bem a como como interpretar e receber das bênçãos e da graça de Deus através daquilo que Deus criou. Deus criou um mundo bom. É claro que o pecado o corrompeu, mas ainda existe muita bondade de Deus no mundo da nossa volta. E isso inclui elementos naturais da existência. Isso inclui o nosso corpo, aquilo que a gente faz com o nosso corpo e os prazeres que nós encontramos, não apenas no uso do corpo, mas também no modo como os outros desenvolvem o seu corpo, desenvolvendo talentos, habilidades e fazendo coisas incríveis com a bola no pé. muitas vezes ou em outras artes marciais, habilidades das mais variadas. Quando a gente para para assistir um jogo, então a gente não tem só elementos negativos que podem surgir dali, a idolatria cega, muitas vezes, a violência, né, de torcidas organizadas, são coisas que muitas vezes ah são percaminosas, estão relacionadas à vida dos esportes. Mas existem muitas coisas boas também. O futebol mostra pra gente muitos elementos bons da criação de Deus. o uso habilidoso do corpo, a dedicação a uma a uma técnica, a disciplina que é necessária para você se tornar um atleta de elite, todas as questões estratégicas relacionadas ao jogo, a beleza, não é, de um de um hat trick muito bem feito. Vocês viram o hat trick do Messi, rapaz, como é que você não olha para aquilo ali e diz, mas Deus é muito muito poderoso. Como é que ele dá pro ser humano a capacidade de fazer coisas tão incríveis no esporte? até mesmo um senso de cooperação, quando não é só o talento individual de de uma pessoa, mas é um time inteiro construindo uma jogada ou até mesmo quando é um fominha mesmo desses grandes heróis aí do do esporte fazendo uma coisa sozinho e fazendo uma grande jogada. Tudo isso representa algo bonito, belo, bom que pode ser recebido por um cristão e que redunda em glória a Deus no fim das contas, porque nós estamos contemplando a beleza de algo que Deus criou, fora outros elementos muito mais profundos que uma Copa do Mundo tem para nos dar, como a celebração comunitária da união entre países, de povos distintos, não é? encontrando ali um ambiente comum de comunhão, até quando times rivais terminam o jogo e se reúnem para orar, celebrando ali uma coisa muito maior do que eles próprios, que estavam ali como adversários, mas não como inimigos. Até mesmo a ideia de descanso, não é? De você parar os afazeres da vida para assistir uma coisa que é simplesmente um entretenimento, que é útil e bom também pra nossa alma. Deus mesmo criou e inventou o descanso, ordenou o descanso pra gente. O esporte, né, o futebol, uma Copa do Mundo, pode ser um instrumento para celebrar tudo isso. Muitas vezes, em debates como esses, os cristãos passam muito mais tempo falando sobre os perigos, né, da pecaminosidade que pode estar ali dentro do futebol e esquecem que Deus fez coisas boas na no mundo. Também existe coisa boa no mundo pra gente ver, apreciar e louvar a Deus por isso. Se assim não fosse, primeira Coríntios 10:31 não fazia sentido, né? Quando ele diz que é comais, quer ver mais, quer faç qualquer outra coisa, façais tudo pra glória de Deus. A ideia de fazer tudo paraa glória de Deus envolve coisas comuns e naturais da vida sendo recebidas e vividas paraa glória do Deus vivo. O corpo é bom, o movimento é bom, o trabalho é bom, o descanso é bom, o jogo é bom, é vem da nossa habilidade como subcriadores, a imagem e semelhança de Deus. A habilidade física é uma coisa boa, a excelência é uma coisa boa. O problema nunca foi a existência dessas coisas. O problema sempre foi a desordem dos nossos amores com relação a essas coisas. Agora, o abuso não tolle o uso, já dizia o ditado romano. Não é porque existe uma forma pecaminosa de se relacionar com essas coisas, que essas coisas são inerentemente pecaminosas. Por isso, quando nós falamos de esportes, a gente não tá falando simplesmente de um objeto que traz pra gente perigos de idolatria e vê sempre como um risco, não é? É uma forma muito triste de enxergar a vida que Deus deu pra gente. A gente tá falando de algo que, na verdade, faz parte da própria experiência de criatura que Deus entregou pra gente. Quando a gente assiste um jogo, a gente tá celebrando o ápice, não é, do treinamento ali de um ser humano que é criado por Deus. Nós celebramos a habilidade técnica, o resultado de uma vida que é dedicada ao aperfeiçoamento de uma habilidade. Gente que se dedicou por muitos anos para fazer muito bem aquilo que a gente tá assistindo. E todos esses atletas tiveram recursos de ponta para ajudar eles nos treinos. A Fiber é uma marca brasileira construída sobre a ideia de que performance-se não é só sobre intensidade, é sobre continuidade. Ou seja, o seu corpo não foi criado por Deus para ser destruído na busca por resultado. Ele foi feito para funcionar bem, para se mover bem e para continuar funcionando muito bem ao longo do tempo. O Barfoot Ultra foi desenvolvido com a tecnologia zero drop e o quê? uma biqueira larga, justamente para dar respiro e estabilidade aí no seu treino, fazendo dele um excelente calçado, não só pro treino, mas pro dia a dia. Mas se você tá procurando algo diretamente voltado pro seu treino de força de inferiores, você também tem a sapatilha training. Ela é uma sapatilha que oferece mais estabilidade, mais contato com o solo e mais controle de movimento. Eu sou usuário dessa sapatilha aqui da Fiber. Ela me acompanha no meus agachamentos, meus treinos de força. são muito úteis para te dar mais estabilidade, mais contato com o solo. Você que gosta de ficar de meia, é perigoso, tá? Pegar chin de meia, porque você pode escorregar o solado dela, ó, te deixa firme no chão. Eu uso isso aqui pr correr na praia também, que aí você vai correr na praia, você mete o pisão no vidro ou numa pedra. Isso aqui, ó, é maravilhoso. É excelente para você que gosta, ó, de pegar firme o treino de perna na academia. Mas se você tá procurando algo pro seu treino de superiores, eles também possuem a Python. A Python Max Grip é a evolução do strap. É um strap especial. Voltado para exercícios de puxada, para que a força do teu dedo não seja um impeditivo para que você puxe com mais força aí o seu peso. Muitas vezes você nem faz aí no seu músculo do ombro, das costas e você já abre a sua pegada porque você não tem força para segurar tanto peso. São músculos grandes, muitas vezes que precisam de muito peso e o teu dedo não acompanha. O Python Max Grip é o seu melhor amigo, não só na hipertrofia, mas no fortalecimento das suas costas. Eu gosto da fiber porque ela parte justamente do pressuposto de que o corpo não é um inimigo a ser destruído, mas é algo para ser preparado e cuidado com muita inteligência. Ele te permite melhorar os seus treinos e diminuir as possibilidades de lesão. Usando cupom teologia, você garante 15% de desconto em todos os produtos da Fiber. Então, ó, lê o Qcode na tela, vai no link na descrição ou no comentário fixado para aproveitar o cupom teologia 15% off em qualquer produto. Vai no link e vem aproveitar os produtos da Fer. Agora, existe, infelizmente, uma postura muito ruim na parte de algumas pessoas no relacionamento com entretenimento. Eu lembro de um dia nunca nunca sei esse dia, eu tava das minhas primeiras viagens para pregar e a Guin 18 anos no auge davescência reformada na internet. E aí eu tava na casa do irmão que me hospedava. Ele tinha filhos muito, um filho era um cristão, devoto, muito severo, ah, muito impactado por essas pregações, né, de redes sociais. E o irmão, outro irmão dele, ele não era crente, era descrente. E aí um dia o irmão dele tava, foi assistir um filme, eu tava p lá conversando e tal, escrevendo sobre missões, pregando sobre missões. Eu disse: "Pô, o cara que é descrente, tal, vou, né, ficar próximo dele". E ele faz assistir um filme qualquer lá. Disse: "Pô, posso assistir contigo?" Ele: "Claro." "Aí você estamos lá no sofá para assistir o filme". O irmão dele chegou para mim, pegou no meu braço, disse assim: "Você vai assistir um filme com ele? Caraca, vai assistir o quê? Vai assistir pornografia? Vai assistir que que ele vai assistir?" Não é que não posso, era um filme qualquer de ação, sei lá, uns filmes qualquer. Aí ele olhou para mim, levantou um dedo e disse: "Leonard Haven Hill disse que o entretenimento é o substituto demoníaco da alegria". Aí ele se virou e saiu e me deixou com essa frase, não é? O entretenimento é o substituto demoníaco da alegria. Será que se entreter, né? Encontrar entretenimento, sempre vai ser algo demoníaco, sempre vai ser algo que substitui a alegria genuína e verdadeira em Cristo? Eu acho que não. Como a gente citou, não é a antes aqui nesse vídeo, o livro As Coisas da Terra nos ajuda muito a entender que Deus usa meios para seus fins e Deus usa a beleza do mundo que ele criou paraos seus fins. Ele nos dá alegria por meio da criação. O entretenimento, a celebração, os relacionamentos são coisas que Deus criou também pro nosso bem. O problema é claro, é quando o entretenimento vira a nossa vida, a gente não faz nada além de se entreter, a gente dedica a vida às redes sociais, aos aos filmes, e a gente centra a nossa vida nessas coisas ou a gente perde a nossa vida por essas coisas, jogando videogame o dia inteiro, sem brincar com os filhos, sem gastar tempo com a esposa, sem progredir espiritual ou até mesmo financeira profissionalmente. O entretenimento pode se tornar espiritualmente perigoso quando ele substitui a devoção ou quando o próprio entretenimento é um entretenimento demoníaco, negativo, pecaminoso. Mas encontrar prazeres na vida presente, novamente, é uma coisa lícita. Se não for uma coisa que Deus condena, é um presente de Deus. a gente recebe pela graça e misericórdia dele. Da mesma forma, torcer, né, por um time não é um entretenimento negativo ou ou maligno ou demoníaco. Existem pessoas que idolatram o futebol, que matam, brigam pelo futebol, que sabe, tatuam, literalmente tatuam na própria pele o a o símbolo do próprio time, coisas assim. E a gente pode questionar o quanto isso, né, pode representar um tipo de devoção, de dedicação exagerada, idólatra, às vezes pecaminosa a certas certos elementos da vida presente. Pessoas que perdem a noite de sono por causa do time, que cortam relacionamentos por causa de time, sabe? Que sofrem genuinamente por causa de um time para o qual eles torcem. E aí o entretenimento deixa de selo para se tornar um tipo de expressão realmente de devoção inadequada a o que é simplesmente um esporte. Isso torna, volta à pergunta, necessariamente o relacionamento com o esporte ou coisa pecaminosa? Não, porque você não precisa ter esse tipo de dedicação e devoção para torcer. Você pode celebrar, gritar, vai, vai Neymar, sei lá, Neymar tá jogando, torce ali, vai time, isso tal, fica chateadão, sai tal, você torce, você pode torcer, mas quando o jogo acaba, aquilo foi uma brincadeira, foi um tempo de diversão. Só isso. Se a gente coloca o futebol no lugar certo, ele pode ser recebido como um presente de Deus, como uma coisa boa que Deus nos dá. A gente já discutiu mundanismo, a gente já discutiu o futebol em si em termos de pecaminosidade, a gente tem que discutir uma outra coisa, tem que discutir agora igreja. Você pode estar convencido a partir do que eu falei aqui que tudo bem, pastor, me reunir com os irmãos da igreja pra gente assistir um jogo, não tem problema nenhum, mas o pessoal está se reunindo na igreja. Eles estão abrindo os templos, indo lá no altar, colocando no telão que fica no altar o jogo. Isso é pecado ou não é? Aí a gente vai para outro nível de discussão. Um ponto de confusão muito grande é o modo como as pessoas enxergam o prédio da igreja. O prédio da igreja conhecido por muitos como igreja. E não, não é errado chamar o prédio da igreja de igreja, porque Paulo chama a reunião da igreja de igreja em primeira Coríntios. Então a gente tem ali essa possibilidade de usar a palavra igreja de forma um pouco mais fluida. Não existe não é pecado dizer que estou indo pra igreja. É, eu tô indo para o local de ajuntamento da igreja. É uma metodonímia altamente possível, mas o prédio da igreja não é uma igreja no sentido teologicamente mais formal. A igreja somos nóses, né? Como diz aquele antigo meme. Nós somos a igreja. A igreja é uma comunidade de santos reunida, a eclesia do Senhor, os salvos se reunindo para louvar a Deus e viver de acordo com a sua palavra. Existe algum nível de sacralidade no prédio da igreja? É claro que é um prédio ao qual a gente tem respeito, né? coisas pecaminosas praticadas no prédio da igreja. Sou um pior, não é? Um adultério que é cometido num quarto de hotel é um é um pecado horrível. Um adultério que é cometido na no estacionamento de um de um shopping, sei lá, é muito específico. Mas bom, pastores ouvem muitas histórias. É uma coisa horrível por ter ali um aspecto público. O o eu já ouvi falar de adultérios cometidos no prédio da igreja, em salas da igreja. Existe um aspecto maior até de profanação, assim, você tá indo para um espaço, para um local onde costuma ter o ajuntamento dos santos pro louvor do Senhor e tá usando aquele local como um espaço pro pecado. Obviamente existe um tipo de gravidade maior pelo desrespeito por aquele lugar. Uma coisa é pixar o muro de uma casa, outra coisa pichar muro da igreja. Existe um, sabe, um símbolo que aquilo representa. A igreja representa alguma coisa. Roubar uma pessoa e roubar um prédio da igreja, entendeu? Existe um peso, ninguém tá dizendo que não existe um um peso diferente em olhar para maldades, para crimes, para pecados que são cometidos dentro do ou contra, né, o patrimônio e aquele espaço físico daquela comunidade. Por quê? Porque é um lugar de respeito, é um lugar de reverência, um lugar que representa esse relacionamento da comunidade de fé com o seu senhor. Mas isso é porque existe algum tipo de sacralidade especial no prédio da igreja. E é muito difícil a gente vir na internet dizer que não, mas é teologicamente muito coerente fazer isso. É difícil porque na espiritualidade padrão do cristianismo brasileiro, nós acreditamos ainda em objetos sagrados e e a fé religiosa no Brasil é uma fé muito supersticiosa. Então, por exemplo, grandes influencers vão construir suas casas e eles colocam bíblias nas casas. Eles eles enterram bíblias ali no no fundamento da casa para de alguma forma abençoar aquele lar. Sua avó, sua tia, tem uma Bíblia aberta no Salmo 91, mesmo que não tenham uma fé muito genuína, mesmo que não participem da vida da igreja, aquela Bíblia aberta às vezes faz parte de um tipo de supersticiosidade cristã, porque existe o cristianismo e existe um tipo de supersticiosidade de um cristianismo cultural que tenta de alguma forma alcançar as bênçãos de Deus sem ser por meio da obra de redenção plena de Cristo Jesus, simplesmente através de assumir alguns pequenos elementos do cristianismo bíblico a escolhidos ali da a própria vontade. Atelado a isso, a gente ainda tem a cultura neopentecostal no Brasil que vai acreditar que a gente ainda vive muitos elementos do Antigo Testamento. Então, ainda se unge objetos, né, se unge espaços. Eu fui convertido em uma igreja que dizia que você não podia subir no palco do do prédio. E sim, o nome é palco, certo? É, ah, porque isso aqui não é um palco, isso é um altar. Altares eram próprios do Antigo Testamento. A teologia do Novo Testamento vai dizer que nós temos um altar espiritual em Cristo Jesus. Nós não temos altares no Novo Testamento. Nós temos um espaço elevado onde alguém se levanta para falar mais alto. O nosso altar não é está no nosso templo e o nosso templo hoje é espiritual. O livro de Hebreus vai falar de que existe um templo. Esse templo está nos céus, está com Cristo, está em Cristo. Ele intercede por nós nesse templo. Uma vez que nós não temos mais os sacrifícios da antiga aliança, nós não temos mais os espaços de culto da antiga aliança. Nós não temos templos, nós não temos altares, nós temos prédios. Esses prédios têm um elevado, um palco onde as pessoas sobem para poder falar. a um púlpito para poder apoiar a sua sua Bíblia e o seu esboço, mas nada ali é particularmente santo. Muitos ungem coisas, né? O cara compra um carro e tem que ungir o carro. Esse tipo de espiritualidade que não representa necessariamente o cristianismo do Novo Testamento, tá muito emiscuído no modo como as pessoas enxergam o próprio prédio da igreja. Então o instrumento musical que é tocado, que é usado no culto, não pode ser usado para outra coisa. O prédio da igreja não pode ser usado para nenhuma outra atividade além da reunião da igreja e coisas assim. E aí existe uma divisão entre o prédio, a nave da igreja e um salão social. Não por uma questão logística, né, de ser um espaço mais apropriado para reuniões, mas simplesmente porque ali, nossa, não pode usar o prédio da igreja para mais nada. Então, o prédio, né, tratado por muitos como casa de Deus, casa de oração, um santuário, altar, um lugar consagrado, é um espaço que não pode ser usado para nada, que é comum. Eu vou discordar plenamente dessa leitura. Claro, se a gente olha pro Antigo Testamento, a gente tem no Antigo Testamento um espaço físico onde Deus se manifesta. Há uma religião profundamente ritualística no judaísmo. O judaísmo é ritual e esse ritual externo, toda a cerimonialidade do Antigo Testamento, comunicava justamente essa ideia de que toda essa pureza externa, toda essa ritualística externa tinha que ser correspondente a uma realidade interior. Era a forma externa de expressar a importância daquilo que tinha dentro. Se Deus está se importando tanto com aquilo que a gente faz fora, com lavagens de mãos, com a ordem de certos elementos, com tamanhos de prédios e coisas do tipo, o que é que ele não espera do nosso coração? Deus tinha uma casa, Deus tinha uma morada, Deus tinha um lugar para se expressar. O que acontece? A antiga aliança é superada. Ela é superada por uma nova aliança. E como diz o livro de Hebreu, se a antiga aliança fosse perfeita, não, não, ela não daria espaço para uma nova. Existe uma nova aliança justamente pelas limitações da antiga aliança. O povo não foi fiel à aliança. O povo quebrou a aliança repetidamente e Deus então fornece uma nova. Essa nova aliança não é tão ritualística quanto a antiga aliança. Ela não é centrada nesses aspectos externos e cerimoniais. Nós não temos sacrifícios nos templos. Nós não temos tribos sacerdotais, terras sagradas, objetos sagrados. Nós não temos um culto totalmente descrito com a liturgia específica para poder louvar a Deus. Nós temos uma fé que se expressa agora de forma muito mais interior, de forma até mesmo mais livre em termos de tipos de de atitudes que representam essa vida de louvor a Deus e esse ajuntamento da igreja no louvor a Deus. Nós não temos altares, nós não temos sacrifícios, nós não temos sacerdotes. Tanto que o cristianismo primitivo foi muito perseguido sobre acusação de ateísmo. Diziam que nós éramos ateus, porque nossa religião não tinha nada físico, externo, material. para poder provar que a gente adorava alguma coisa. Ícones, sacerdotes, bispos, altares, até mesmo palcos, templos sagrados, tudo isso foi surgir posteriormente ao cristianismo do Novo Testamento. O livro de Hebreus é um livro muito forte para mostrar essa quebra entre o culto dos antigos e o culto daqueles que estão debaixo da nova aliança, mas a gente já tem uma série inteira aqui nesse canal só sobre o nosso relacionamento com a antiga aliança e o modo como a gente enxerga os judeus. Gabriel Tuller, nosso editor, tá colocando aí na tela as playlists aí para você para você ver e talvez vendo o primeiro vídeo aí para você assistir de cada série. Vai ter um link na descrição e no comentário fixado para você dar uma olhada lá e conferir essas nossas séries se você quiser se aprofundar nesses assuntos. Mas o texto de João 4 talvez seja um texto importante pra gente elencar aqui nesse vídeo. João 4 é justamente um texto que vai quebrar muito da expectativa de adoração que havia na antiga aliança. Uma mulher samaritana que é da religião de Samaria, que é uma religião separada do centro geográfico da fé judaica que era Jerusalém. Ela se aproxima da pessoa de Jesus no pulso e começa ali um uma tentativa de embate sobre o local apropriado da adoração, se era em Jerizim ou se era em Jerusalém. Qual é a resposta de Jesus? A resposta de Jesus é que a verdadeira adoração não aconteceria mais dependente de nenhuma geografia, agora seria dependente da verdade, da espiritualidade do coração. Ou seja, Jesus desloca o centro da adoração da exterioridade do de locais e rituais e coloca na interioridade do modo verdadeiro e espiritual com o qual a gente se aproxima de Deus. O que é muito coerente o que a gente vê em João 2, né, um pouco antes, quando Jesus é descrito como o verdadeiro templo. No verso 19 e no verso 21, você tem Cristo deixando claro que o nosso templo agora é o seu corpo. O nosso templo não é mais o prédio, o nosso templo é o corpo de Cristo. E é por meio desse corpo de Cristo que a gente acessa a Deus. Antes o templo era o local que a gente ia para acessar a Deus. Agora Cristo é o local onde a gente vai para acessar a Deus. Ele é o único intermediário. Ele é o nosso verdadeiro tempo. Porque Cristo é o local da presença de Deus. Agora, ele não habita em prédios feitos por mãos humanas. Ele habita nos nossos corações através do espírito de Cristo que nós recebemos com a fé. Ou seja, quando a gente olha pro prédio da igreja como um local que não pode ser usado para atividades comuns, porque é o local santo, é onde Deus se manifesta, a gente tá caindo num erro muito comum do neopentecostalismo, um erro que eles tomam das comunidades judais antes também é tratar o local de ajuntamento dos crentes da nova aliança como se fosse a mesma coisa dos prédios da antiga aliança, não é? a gente tem uma descontinuidade muito severa entre esses elementos do antigo pacto e do novo pacto. Então, quando alguns dizem que o prédio da igreja não pode ser usado para alguma reunião social comum, eu não consigo concordar com isso. Prédios de igreja são usados para várias outras coisas. A galera bota em tatama e faz um projeto social com crianças lá com jitsu. A jantares de casais em alguns eventos, a café da manhã em momentos de catástrofe. É usado para abrigar pessoas desabrigadas. Conheço igrejas que usam seus prédios para que gente da população de rua durma nesses prédios. amostra de artes, competições infantis. O prédio da igreja muitas vezes é usado para coisas comuns. Alguma coisa impede que o prédio da igreja seja usado para uma reunião social, para uma reunião livre de irmãos ali que vão buscar nada além de simples entretenimento, por um tempo para se divertir, para brincar. Absolutamente nada impede esse tipo de coisa. Baseado numa teologia de sacralidade daquele prédio em particular. É claro que não faz sentido se reunir, virar um culto, né? o culto da Copa, né? Vai ver um culto e vai ver a Copa, não é isso. Mas o prédio pode ser usado para coisas que não são culto, ou melhor, que não são um culto propriamente dito, não é? Porque toda a nossa vida é um culto. Até o modo como a gente assiste um jogo e se entretém no dia a dia também é uma forma de louvar o nosso bom Deus. Não são só coisas que nos edificam, né, que louvam a Deus. Muita gente diz: "Ah, não assisto a copa porque não me edifica". Já, já vi muito isso. E eu vou dizer, tá? A gente não é edificado por muita coisa boa. Comer não me edifica. Comer uma boa comida não me edifica, só é gostoso. Beber Coca-Cola ao invés de beber água não me edifica. Só é, sabe? Só é legal. Tomar um cafezinho de manhã não me edifica, só me faz bem fisicamente. Brincar com os meus filhos não me edifica, só é bom, entendeu? Ler uma boa peça de literatura não me edifica. Muitas vezes à veza, mas nem sempre assistir um bom filme ali, um filme qualquer de ação, carro explodindo. Ah, que legal. A gente não faz só coisas que edificam. A gente não pode se virar, a gente não pode virar escravo do entretenimento, mas a gente não pode achar que a nossa vida, para ser uma vida santa, tem que ser uma vida em que tudo que a gente faz está nos edificando. Eu duvido que qualquer pessoa viva exatamente desse jeito. A gente deve buscar edificação, obviamente, mas a gente também tem direito, e isso é santo, é momentos de relaxamento. O próprio Deus instituiu o descanso. Nada nos impede de nos reunir para louvar a Deus. Um tempinho ali de diversão, 90 minutos um jogo de bola e depois a gente volta para as nossas atividades comuns. Então, se isso não é uma polêmica na sua comunidade, não tem nada que impecça de usar o projetor da igreja, usar o telão da igreja, usar o espaço físico da igreja. como um espaço de reunião para que jovens assistam filmes, sabe? Fazam uma noite no cinema com pipoca, sabe? Nada impede de assistir um jogo de futebol usando a infraestrutura da igreja, se aquilo foi autorizado pela comunidade, se ninguém se importa, que vai gastar energia da igreja, né? Gastar uma luz, um ar condicionado, sei lá. Mas muitos pais até preferem, né? Pelo menos meus filhos tá na igreja, não tá aí fora com os amigos do mundo, sei lá, num lugar cheio de cerveja, cheio de cachaça, estão ali um monte de gente da igreja, num lugar apropriado, com gente crente assistindo o jogo. Às vezes é um lugar agradável ali, comum, perto, faz parte daquele ambiente sustentado pela própria comunidade. Usa o telão, cara. Usa o teu telão aí, usa o projetor da igreja para assistir o jogo da Copa. Não tem problema absolutamente nenhum. Entendido isso, a gente pode considerar alguns dos argumentos que são usados contra a transmissão de jogos na igreja. Existe uma série de argumentações e eu fiz, eu pela primeira vez usei a num vídeo do teologia, vou dar, vou confessar aqui, tá? Eu fui em vários vídeos dando opiniões variadas sobre poder ou não assistir jogo na igreja, printei tudo que eu pude de comentário, printei tudo, tudo, tudo, joguei no GPT e falei assim, ó, GPT, organize todos os argumentos que foram dados aqui em ordem. Não esqueça nenhum quais argumentos estão sendo usados para dizer que você não pode assistir jogos na igreja. Acho que é um bom uso da IA, né, para compilar dados enormes. E aí, sério, foram centenas de comentários, centenas de comentários, compilei tudo e pedi pro chat GPT compilar para mim quais eram esses argumentos. O chat GPT me deu 16 argumentos. Então ele compilou tudo isso em 16 argumentos de porque a gente não deveria se reunir na igreja para assistir jogos. E eu vou passar por todos eles com vocês. O primeiro é o argumento da reverência. A transmissão pode banalizar o senso de reverência. A gente tá ali no prédio da igreja. expressões que foram usadas, né? Eu pedi pro chat é copiar para mim as expressões que eram usadas nesses comentários para poder a gente saber qual como é que a galera tá sentindo isso. Então, muitos disseram era fal que isso é falta de temor, que é perda de reverência, que essa nova geração não tem respeito pelo templo, que é uma irreverência diante do púlpito, é uma banalização da casa de oração. Qual é o problema? Como a gente já falou no tópico passado, o prédio é um prédio. Não existem prédios consagrados, prédios é só um prédio. A igreja pode se reunir num buraco, debaixo de uma árvore, numa casa. Nós não somos católicos para acreditarmos que existe uma sacralidade particular no prédio da igreja. Não é falta de reverência fazer uma coisa que é correta, se alegrar como parte da vida de igreja, mesmo dentro do prédio da igreja, porque é um salão social que pode ser usado por outras coisas. Isso vai pro segundo argumento. O segundo argumento é o da casa de oração. O argumento é que Jesus disse que a casa de Deus seria chamada casa de oração. Se é uma casa de oração, não pode ser uma casa para outras coisas. A igreja tem que ser marcada pela oração e não pelo entretenimento. O problema é que o texto original se refere ao templo, não se refere aos ajuntamentos da igreja. Os prédios cristãos na nova aliança eram casas adaptadas. As pessoas moravam ali e se moravam ali viviam a sua vida comum ali, sabe? Os prédios eram prédios comuns. Claro que existiam templos judaicos que foram reapropriados pela igreja cristã, mas veja só, a maioria das igrejas se reunia em casas adaptadas. Você vê novo Tchamento várias dizendo: "Ah, saúde é a casa de fulano, a igreja que se reúne na casa de fulano. Se ali era a casa de alguém, como é que aquele prédio era sagrado e usado para nenhuma outra coisa? Era um prédio onde pessoas viviam suas vidas comuns. No prédio onde a igreja se reunia, crianças brincavam, pessoas se alimentavam, casais namoravam, gente tomava banho, pessoas usavam banheiro. Era, sabe, era o o lugar da vida comum. E ali a igreja se reunia também. A casa de Deus ser uma casa de oração. Inclusive, é um texto que é usado para falar de a igreja ser uma casa de oração e não um lugar para as pessoas impedirem os outros a se aproximar do Senhor por meio do comércio, que é o que acontecia, que é o que aconteceu nesse momento aqui. As pessoas estão sendo impedidas de orar ou de acessar a Deus por meio de um comércio, do sacrifício no templo do Antigo Testamento. Não é isso que a gente tem nas nossas igrejas. Nossas reuniões são reuniões de oração. Nós somos a casa de oração quando nos reunimos. Não é o prédio em si. Nós podemos usar o prédio da igreja para finalidades variadas. Sabe quando tem enchente no sul do país, pessoas dormiram em prédios de igrejas, deixou de ser uma casa de oração. Por isso, quando existe um recital, quando existe uma apresentação infantil, quando a igreja bota um tatame pra galera fazer um jitso ali como projeto social da comunidade, deixou de ser uma casa de oração, de forma nenhuma. O terceiro argumento é o argumento da profanação. Ah, mas o futebol introduz coisas profanas em um espaço que é santo. Esse espaço é separado. E aí nos comentários evocavam textos como Levítico 10, segundo Coríntios 6, Abacu 2. Qual é o problema? Não existem prédios santos no Novo Tchamento. Como a gente já conversou, o prédio não está sendo profanado quando a gente tá celebrando qualquer coisa da vida comum dentro desse prédio que a igreja usa. Agora, e aqui eu quero adiantar um pontinho que eu vou desenvolver mais na nossas aplicações finais. Existe a possibilidade de existir profanação, pessoal começar a gritar palavrão, não é? Quando assiste o jogo, se na tua transmissão tu escolhe a galera que fica falando palavrão na transmissão, né? Porque você sabe que nessas transmissões online, por exemplo, a CASE TV tem sido a principal fonte para muitas pessoas de assistir os jogos da Copa e muitos usam esse canal que é do YouTube para assistir a Copa do Mundo. E há muito palavrão, há muita propaganda de bet, de de sabe de cassino online. Existe um risco de profana ação real quando o pecado faz parte de um ajuntamento de crentes que estão ali para se divertir, para louvar a Deus através de de ver um esporte. Será que seria legal usar dentro do prédio da igreja um grupo que vai transmitir a Copa cheio de palavrões e propaganda de bets e coisas do tipo? Aí a gente tem um problema, mas a gente pode escolher outras transmissões, não é? Um pouco mais family friendly, um pouco mais familiares que vão usar menos, que vai ter muito menos desse tipo de coisa. Obviamente muitas pessoas ficam dizendo assim: "Ah, assisti o jogo da Copa, o pessoal xingando o juiz e tudo isso no prédio da igreja". Gente, você vai assistindo uma Globo no SBT da vida, você não tem o áudio de ninguém xingando o juiz aparecendo porque é uma transmissão de TV aberta. Eles já pensam no fato de que famílias vão assistir aquilo nas suas casas. Não tô dizendo que a o SBT e o a Globo são santas, não. Tô dizendo que existe uma ética pública que ainda faz parte da grande mídia, que muitas vezes a mídia alternativa, como o YouTube não não segue. É muito mais seguro você assistir um jogo da Copa num SBT da vida, não sei, sei lá, no SPN, sei lá quais são os canais de esporte que transmitem, né, por aí, do que, né, usar um canal que você sabe que vai fazer não só propaganda de bet de forma muito agressiva, muito mais agressiva do que a TV aberta no fim das contas e cheio de de linguagem decente moral. Quarto, o argumento da idolatria do futebol. E a gente sabe que o futebol funciona como um tipo de religião civil para muita gente, mas de novo, o abuso não tolle o uso. Existir idolatria ao futebol não impede que o futebol possa ser recebido como um presente de Deus para celebrarmos juntos. Existe idolatria ao ministério e nem por isso as igrejas estão fechadas. Existe idolatria à música, nem por isso a gente tirar música da nossa vida. Existe muita idolatria. A idolatria muitas vezes é um mau uso de coisas lícitas. A gente não vence a idolatria destruindo a coisa, é destruindo a idolatria. Cinco, o argumento da substituição da adoração. Ah, mas aí o pessoal tá cancelando o culto ou encurtando o culto para poder assistir o jogo. E aí eu acho realmente um problema. Você tá cancelando o culto por causa de jogo. Problema. Realmente seria um pecado. Ah, mas a gente mudou o dia da reunião de pequeno grupo, mudou o dia da reunião de oração, mudou o dia aqui para poder ter reunião, né? As pessoas querem assistir o jogo. Se a gente fizer aqui a reunião, o pessoal vai assistir o jogo. Ao invés de vir pra reunião, todo mundo quer ver o jogo. A gente muda aqui o horário do culto da semana, né? no culto de quarta, o culto de quinta, culto de sexta. Algum problema, pastor? Por si só, não. A igreja tem liberdade para organizar seus cultos na semana no que for mais conveniente. Às vezes tem uma atividade, um evento, às vezes a gente cancela a nossa escola dominical por causa das eleições. Por exemplo, a gente cancela a escola bíblica dominical da nossa comunidade por causa das eleições. Às vezes a gente não faz café, a gente muda a data de programações da nossa igreja por causa do Enem, por exemplo. Em alguns momentos, por causa de questões logísticas, a gente muda por causa do do carnaval, por causa de questões de segurança e tal. O fato da gente mudar algumas programações da nossa igreja por causa do Enem significa que a gente ama o sucesso acadêmico dos nossos filhos mais do que ama a Deus? Claro que não. Quando a gente cancela a Escola Bíblica Dominical por causa que o pessoal tem que ir votar, significa que a gente ama mais os políticos e a vida civil do que a gente ama aprender da palavra de Deus? Claro que não. As igrejas têm autoridade para tomar suas decisões logísticas de acordo com o que é mais conveniente à circunstâncias ali da da vida de serviço e de aprendizado e de crescimento de uma comunidade. Mudar a data de uma reunião por causa de um entretenimento que é muito importante, né, pra vida daquelas pessoas naquele momento. A coisa eles gostam muito, uma reunião muito legal que que para, né, a sociedade, né? Poxa, a jogo do Brasil na Copa do Mundo faz a galera parar o trabalho, não é? A galera dava folga no trabalho. É, não é, não é um evento simples, não é um evento muito importante na identidade comunitária, né, do nosso país. É errado fazer isso. Pode ser errado. Pode evidenciar uma coisa errada quando muito mais gente tá preocupado com a Copa do que com a reunião de oração. Quando a reunião de oração mingua, mas a reunião para assistir o jogo, né, tá lotado de gente. Quarta-feira é reunião de oração. Vamos passar a reunião de oração pra quinta-feira, pra quarta-feira a gente assistir o jogo junto aqui na igreja e aí lota da galera para ver o jogo. Reunião de oração nunca tem ninguém. Isso é uma evidência de alguma coisa. Isso evidencia um problema. Isso é um problema? Não é um problema, mas evidencia o problema. Uma igreja que a reunião de oração é lotada e aí coloca lá o jogo e vem menos gente pro jogo do que pra reunião de oração. Isso é um sinal muito bom. É uma ótima evidência. Se vem tanta gente pro jogo quanto pra reunião de oração, você tem uma ótima evidência da vida da igreja sendo saudável. Eles participam da vida da igreja, participam dos tempos de comunhão. Agora, a gente tem uma reunião de oração. A gente moveu a reunião de oração para outro dia por causa do jogo. E as pessoas estão muito mais preocupadas em assistir um jogo do que em orar juntos. Significa que você tem uma igreja natural, é uma igreja humana, uma igreja em que as pessoas se preocupam mais com seus entretenimentos comuns do que realmente com a vida da comunidade. Então, pode substituir o culto por um entretenimento, mas mover a agenda da igreja baseado no que é mais conveniente pra comunidade, eu não vejo problema nenhum. Mas existe o risco, o risco de isso evidenciar um problema da igreja? Ah, existe sim. Essa é uma oportunidade que você tem agora de avaliar sua própria comunidade, tá? Nossa igreja se empolga mais com a copa do que com as coisas de Deus, do que com o evangelismo, do que com o discipulado, do que com o culto de oração. Isso pode evidenciar parte da nossa carnalidade. Não acho que é pecado mover a agenda da igreja. Eu acho que isso pode evidenciar um coração muito pecaminoso na vida da igreja e a gente tem que estar muito atento a isso. Sexto argumento do diagnóstico espiritual. Isso aqui tá muito derivado do passado. Se a reunião de oração junta pouco e o jogos junta muito, o jogo revela, né, a condição espiritual da igreja. Sete, o argumento da atração e da formação, a ideia de que aquilo com qual você atrai alguém tende a determinar aquilo para o qual você atrai alguém. Então, se a igreja é guiada principalmente por entretenimento, por vínculos sociais, por experiências estéticas, por conforto, a gente tem uma igreja que tá sendo centrada nessas coisas. Mas e a pergunta é: nossa igreja é centrada nisso ou não? Se a gente retirar o entretenimento, as pessoas continuariam vindo pra igreja? Aí não é um argumento direto sobre nos unirmos para vermos a Copa, mas sobre a saúde direta de uma comunidade. Oito. Argumento da igreja como clube social. Um dos comentários dizia que a igreja estaria deixando ser comunidade adoração e missão para se tornar um clube recreativo. De novo, se isso é verdade, a gente teria um sinal claro quando a igreja se reúne para assistir as coisas da Copa. Agora, uma igreja que não é um clube social pode ter momentos sociais. Se esse for o caso, não tem problema nenhum. Nove, o argumento da ladeira escorregadia. Aqui foi um comentário, o chat manteve para mim. Ele disse assim, ó: "Hoje é Copa, amanhã é Brasileirão, depois UFC, depois carnaval". A ideia é que decisões criam precedentes, não é? As exceções podem virar padrão e símbolos formam hábitos. Que eu tô lendo o GPT, tá? Por isso tem essa estruturinha de GPT mesmo. Chatíssimo. Não aguento mais ouvir tudo que eu vejo na minha vida tem essa estruturinha. Essa estruturinha agora decisões que precedentes, sessões paraar padrão, símbolos formam hábitos. Linguagem de Ya. Qual o problema? É que nem toda exceção vira regra, tá? Uma liderança sábia vai saber ler as circunstâncias e estabelecer limites. Um possível abuso futuro não torna errado o uso do presente. 10º argumento do testemunho público. O que é que visitantes, crianças e novos convertidos vão entender disso? Será que é um mau testemunho de fato a gente se reunir como igreja para para ver um jogo? Eu não acho que seja um mau testemunho. Eu acho que isso ofende crentes de índole um pouco mais severa do que descrentes, de forma geral. Assim pessoal, ah, os crentes estão ali assistindo o jogo, que ninguém liga, desde que o comportamento seja o comportamento crente, comportamento correto, comportamento justo. Eu lembro de um de um juiz, a gente fez uns rachas da igreja e aí a gente contratava juiz, né, nos rachas assim, pagava uma grana, fazia uma cotinha, um juiz profissional, digamos assim, né, porque ninguém queria, era o juiz, o juiz era era legal jogar com o juiz contratado, era massa. E aí eu lembro de uma vez quase teve uma confusão assim, um coisinho um desentendimentozinho de nada, o pessoal, opa, foi mal, desculpa aí, não sei que já já se resolveram rapidinho ali. E aí no final o juiz disse: "Rapaz, olha, eu trabalho aqui há muitos anos. Eu nunca vi uma galera igual a vocês, assim, povo que não xinga, não briga, quando foi se estranhar, rapidinho ali se acalmaram e ficaram bem e tal, não sei o quê. É um bom testemunho, não é? Quando nós temos uma ética cristã, quando a gente se reúne para assistir um jogo com graça, com tranquilidade, com bom testemunho para as outras pessoas, tem nenhum problema nisso. Argumento 11, muito parecido com o 10º, que é o argumento da aparência do mal. Primeira Tessalonicenses 5:22. O chat GPT me disse aqui que Primeira Tessalonicenses 5:22 foi muito citado como argumento para fugir da aparência do mal. A ideia é que mesmo que não seja pecado, pode parecer mundano. O problema é que esse texto não pode ser usado para tudo aquilo que você acredite que tem uma aparência subjetiva de impropriedade deva ser absolutamente vetado, simplesmente porque você não gosta. Primeiro que o texto tá falando de aparência do mal, não no sentido de algo que parece mal. A ideia ali, a melhor tradução seria fugir de toda forma de mal. Então tudo que for mal você foge em qualquer sentido. A ideia ali não é algo que é bom, mas parece mal. A ideia de coisas que são más que se disfaçam de qualquer coisa. Então esse é um texto um tanto inapropriado, mas qual é a aparência do mal em torcer pra Copa, em torcer pra seleção? Não tem nenhuma aparência do mal diretamente a isso. Argumento 12 é o argumento da linguagem e do comportamento, porque jogos podem despertar palavrões, agressividade, zombaria, hostilidade, ira, mas não necessariamente. Se insta isso aí tem que repreender, discipular, disciplinar quem tava vivendo assim. Mas eu tô assistindo Jogos da Copa com meus irmãos da igreja, não estão, não estamos assistindo na igreja, mas a gente tá se reunindo para assistir. Ninguém tá xingando, brigando, nada desse tipo, certo? 13. O argumento da transmissão, esse aqui eu já adiantei um pouco. Muitos argumentaram que as transmissões incluem palavrões, piadas indecentes, comentários sexualizados, provocações vulgares, humor grosseiro e propagandas impróprias. Eu acho que realmente existe algo aqui importante. Uma pessoa deixou o seguinte comentário, segundo o chat que ele guardou para mim aqui, ó. Se a igreja não colocaria aquele áudio antes ou depois do culto, não deveria usá-lo como trilha sonora de uma comunhão. Eu acho que tem um argumento muito bom aqui, tá? Eu não colocaria Casé TV no telão da igreja, por exemplo, ou numa reunião, né? A gente tá usando a casa da TV, quando a gente bota o jogo para assistir, eu e meus amigos, a gente deixa o áudio baixo, a gente não ouve a narração, que a gente fica batendo papo por cima, conversando por cima, a gente tá a gente não tá nem aí por questão diz, a gente tá vendo o jogo, aí a gente fica batendo papo, conversando, rindo, brincando, e aí a gente só vê o jogo sem ouvir, né, o que tá sendo transmitido ali. Mas se a gente vai fazer uma transmissão pública para um monte de gente ouvir e tal na igreja, vai ter o áudio dessa transmissão bem colocado, eu usaria uma transmissão mais familiar, não usaria uma transmissão assim mais, sabe, com linguagem vulgar e coisas assim. Argumento 14, esse que eu adorei, é o argumento da consagração simbólica do evento. Muitos comentários diziam que a Copa do Mundo e sua cerimônia de abertura são pagãos, são atos de sacrifício ao diabo. E o chat GPT de uma atenção muito séria a esse argumento, muito mais do que eu daria. Ele fala que é importante levar a sério essa participação simbólica e tal. O chat GPT é meio meio ne pentecostal às vezes, né? A gente, irmãos, a gente vê diabo em todo lugar, né? A gente vê diabo em tudo, vê o capeta em tudo, só não vê no em arrumar outra família. Aí não vê o diabo, não vê e ficar devolando a vida a político, não vê o diabo, não vê na pornografia, aí não vê o diabo. Mas a gente assiste a Copa do Mundo cantando hino nacional, aí vira cor do diabo. Sempre que a gente tem esses grandes eventos, Olimpíadas, Copa do Mundo, né? Sempre tem aquela galera apocalíptica vendo o diabo e as manifestações demoníacas que aparecem aqui, cara. Mas esse mundo já as no maligno por causa do pecado, esse esforço de encontrar simbologias demoníacas em tudo, eu acho isso muito pueril, até porque é muito inútil, né? É um monte de crente assistindo e não estão louvando o diabo com isso. E agora estamos louvando a Deus assistindo o negócio. De onde é que vai esse rito? É um ritual escondido pro diabo. Não existe rituais escondidos, gente. Sabe qual é o ritual para o diabo que existe? É o pecado. O ritual que existe ao diabo é o pecado. Ficar vivendo a vida achando que existe algum tipo de ritual oculto que você pode participar sem querer. Isso não existe em nenhum lugar da escritura. 15. O argumento do sistema corrupto do futebol. O problema não seria jogar bola, mas esse espetáculo institucional do futebol moderno é cheio de corrupção. A FIFA, a CBF, essa indústria com lucros terríveis, exorbitantes, não sei o quê. Ah, bom. E aí eu já acho que o argumento vai um pouco longe demais. E a gente assiste filmes e Hollywood é corrupta, cheio de moralidade, coisas erradas. A gente joga jogos de tabuleiro, que pode vir de uma indústria que às vezes as coisas de forma negativa. Eu acho que achar que por causa que existe uma indústria às vezes negativa por trás daquilo que a gente consome, irmão, a gente não vai usar mais roupa, não vai mais comer comida, a gente não vai mais usar energia elétrica, entendeu? Porque tem ilustra uma indústria maligna às vezes por trás de muitas coisas. Último argumento, esse argumento eu acho maravilhoso, é o argumento da igreja perseguida. Enquanto irmãos sofrem, perdem bens, são presos ou morrem, igrejas livres discutem telão e futebol. Eu acho isso aqui importantíssimo, porque isso deveria ser motivo para de alegria e não de tristeza. O fato da gente ter liberdade para poder assistir o jogo da Copa sendo crente, se reunir numa igreja para assistir um jogo, cara, o pessoal da igreja perseguida daria tudo por isso, sabe? Daria tudo por essa liberdade, por essa tranquilidade, por essa vida de fé que pode ser vivida em paz. O fato de muitos irmãos ao longo da história do mundo e neste momento em alguns lugares do do planeta, não poderem ter essa paz, não poderem, sabe, receber essa tranquilidade, não significa que a gente evita essa tranquilidade, significa que a gente vive isso com gratidão. Se esforça na obra missionária, nos esforços, né, sociais para poder, porque esses irmãos também têm essa liberdade. Não é que a gente tem que se livrar dessa liberdade porque outros não têm. A gente tem que orar para que os outros também tenham essa liberdade. Usar a igreja perseguida como um motivo, como um argumento para que a gente não possa se reunir como igreja para poder se divertir. Isso é uma bobagem, né? Os irmãos estão sofrendo, estão sofrendo de fato. Isso significa que a gente tem que emular um sofrimento falso em respeito a eles ou que a gente tem que receber a liberdade que a gente tem com graça e felicidade, orando e lutando para que eles também possam ter a mesma liberdade, a mesma felicidade. Esses foram os argumentos que a gente compilou aqui contra nos reunirmos como igreja para assistir a Copa do Mundo. Eu acho que alguns deles tem alguns pontos aí importantes, algumas considerações em particular, mas eu acho que fica um pouco claro que nenhum deles é suficiente ou bem estabelecido bastante para nos convencer de que a igreja se reunir para assistir o jogo da Copa seja necessariamente uma coisa errada. Mas também existem argumentos favoráveis a você assistir o jogo na igreja, tá? Ou simplesmente assistir com seus amigos. Existem motivos assim, não é só que Deus deixa, é que talvez você, se você gosta aí de futebol, você devesse, fosse uma coisa boa assim, realmente positiva, você ia assistir um jogo da Copa com seus amigos. Mas antes de entrar no no por que seria, por que que você deveria fazer isso, bora falar de por que você pode fazer isso, tá? Primeiro, a liberdade cristã é uma doutrina, tá? Não é uma doutrina que pode ser desprezada. O que é o pecado? O pecado é a transgressão da lei. Então, para você estar pecando, você tem que estar desobedecendo alguma coisa que Deus proíbe ou fazendo alguma coisa que vai contra um princípio bíblico direto. Qual é o princípio bíblico que tá sendo quebrado por meio dos esportes ou de torcer para um time? Absolutamente nenhum. O que entra dentro da liberdade cristã. Você como cristão é livre para fazer aquilo que não é pecado. E ninguém tem o direito de tirar isso de você. Você pode se eximir disso se você quiser respeitar a consciência de um fraco na fé que participaria junto com você fé. Então você tem um amigo que acha que futebol é pecado e você quer chamar ele para ver a copa, ele vai sem fé, participa contigo e acha que pecou fazendo isso. Você tem na sua comunidade um grupo de pessoas que acredita que é pecado ver futebol e vai passar no telão e as pessoas vão estar pecando. Ele vai tentar participar daquilo com a consciência ali, meio em dúvida e tal. E isso é o fraco na fé, tá? O fraco na fé é aquele que participa junto com você. Não é que ele tá fazendo confusão, não, tá? O fraco na fé não é o confuseiro. O fraco na fé é o cara que tem dúvida se aquilo é realmente verdadeiro, se pode mesmo fazer aquilo. E faz, mas faz sem saber se tá realmente glorificando a Deus, achando que tá pecando e tal. Isso é primeiro Coríntios 8, 9:10. Você pode se eximir em nome dessa consciência para esperar que esse irmão amadureça, perceba melhor as coisas. Você existe a possibilidade de abrir mão de algumas liberdades em amor. Agora, quando outra pessoa só discorda, só discorda, acha que não deveria fazer isso, que isso é tal. E o confuseiro é Romanos 14. O fraco que participa com você é primeiro Coríntios 8. O confuseiro é Romanos 14. Você tem sua convicção? Eu tenho a minha. É para Deus que você não assiste, é para Deus que eu assisto. E a gente vive em paz sem ficar brigando, sem ficar discutindo. Mas a igreja não pode transformar as preferências pessoais, as sensibilidades, né, das lideranças em mandamentos divinos. Agora eu vou dizer, tá? Existe um um motivo muito bom para você assistir o jogo da Copa. É uma celebração cultural muito forte dentro da cultura brasileira que traz muitas coisas boas também. Famílias riem, conversam, brincam, celebram. E um jogo da Copa do Mundo é uma ótima oportunidade de celebração. Novamente, é algo culturalmente muito forte no nosso país. Muitas pessoas que você conhece que ou não participariam da vida da igreja, não conhecem a Deus, nunca participariam de uma reunião, nunca iriam na sua casa para ouvir um estudo bíblico, gente, sabe, a Copa pode ser um ponto de contato para ter relacionamentos. Nós somos cristãos, pessoal. Nós representamos Deus no mundo. Somos embaixadores do evangelho. Se você fosse um missionário em campo, entendeu? Você imagina que você é um missionário em campo e você tá em outro país, você ia aproveitar funeral para fazer amizade. Você ia aproveitar aniversário de criança, aniversário de cachorro, você ia tá lá para poder ter amizade. Aí a gente que tá num local cheio de pessoas serem evangelizadas, a gente tem uma celebração cultural tão poderosa com a Copa e a gente se exime não porque não gosta de jogo. Aí beleza, você não é obrigado a gostar de jogo, mas a gente se exime por um tipo de de zelo religioso que não é baseado na escritura. A gente tá perdendo uma chance de contato cultural muito profundo, de encontrar aquele teu tio que tu já não fala algum tempo, de ter teus primos na tua casa, de você sabe levar um churrasco ali na no na porta do teu vizinho. Fez um churrasco aí, vai lá no vizinho aqui, vizinho, fiz aqui uma carne aqui, você já já almoçou, tá? Sabe, existe uma possibilidade muito grande de celebração cultural, existe uma abertura muito grande dentro dos relacionamentos humanos que a gente pode aproveitar para brilhar a luz de Cristo e encontrar aí um caminho de abertura de relacionamentos para poder pregar o evangelho para as pessoas. Cristãos são definidos pela hospitalidade. O Novo Testamento fala muito sobre isso, sobre ter a casa aberta, ter a vida aberta, ser uma pessoa aberta aos outros. A hospitalidade é uma característica cristã. A Copa do Mundo é uma oportunidade de hospitalidade em que você convida pessoas pra sua casa. Você geralmente não chama seus vizinhos pra sua casa para almoçar num domingo genérico, entendeu? Isso não acontece. Mas você faz um churrasco na sua casa, chama os vizinhos, tudinho, vai lá um monte de criança, um monte de velho que tu nunca viu na tua vida e e tu abre uma porta de relacionamento para poder apresentar algo do evangelho. Isso é uma coisa muito poderosa, é um contato cultural maravilhoso para você que é um cristão, que tá procurando oportunidades para apresentar Cristo pras pessoas. Mas a gente vive numa sociedade altamente atomizada, ninguém mais conhece ninguém, ninguém fala com ninguém, os vizinhos não sabem nem o nome do outro e todo mundo agora, sei lá, eu acho que a internetou todo tem um autismo de verdade, tá? a internet, deixou todo mundo meio autista e a gente não consegue mais. A gente só quer saber de ficar isolado. O vizinho bom é aquele que a gente não sabe nem quem é. O que é uma tristeza. É uma tristeza. A Copa é uma oportunidade de exercermos algum tipo de hospitalidade cristã e com isso abrir as portas a um tipo de comunitariedade que esses elementos culturais facilitam que a gente consiga alcançar. Então sim, você pode celebrar a Copa do Mundo, mas em certo sentido eu acho que sabe, é bom que a gente participe da Copa do Mundo. Eu não sou um cara do futebol, não sou louco pro futebol, mas a cada 4 anos eu assisto a copa, torço, chamo os amigos pra minha casa, tem um tempo de comunhão com os irmãos da igreja, a gente se diverte, ri, come uma comidinha, termina e bate um papo, conversa, fala da vida, as crianças brincam, é um momento de celebração maravilhosa. Memórias boas que ficam aí paraos seus filhos, memórias boas que você constrói com sua família. Por que se eximir de uma coisa boa que Deus nos deu quando tanto fruto positivo pode sair daí? Claro que coisas negativas podem sair de qualquer coisa, mas cristãos vivendo elementos da vida comum deveriam receber como presentes de Deus motivo de alegria e de muita celebração. Agora vamos parar até passar a mão na testa aqui pra gente pensar nessa situação intrincada e específica de mudar o horário do culto, principalmente falando do culto dominical. Se o Brasil for, não é, para as finais, tiver jogo do Brasil aí num domingo à noite, que o que é que a gente faz, né? O final da Copa do Mundo é domingo à noite, né? Pra gente talvez pegue aí o horário do culto. É ou não é? É domingo à noite o final. E quando será a final da Copa? Vai ser, não, não sabe, né? Vai ser no dia 19 às 16 horas, ó. 16 horas. Nosso culto é 6:30, vai ser às 4 horas que começa. Se começa às 4, quanto tempo de jogo? Intervalo, tudo mais. É tipo 2 horas. Então vai acabar às 6. Começa às 4, começa às 4. Meu culto é 6:30, então não vai pegar meu culto. Dá para assistir o jogo e ir pro culto, né? Pessoal já se veste, já chega no, já chega no culto com uma roupinha, né? Vai ser o culto com a maior quantidade de irmão atrasado da nossa igreja, né? Aí eu vou pensar agora aqui, ó. Se a gente, o culto é 6:30, se a gente c irmãos, nosso culto excepcionalmente esse domingo começa à 7. É um pecado terrível. Será? Essa é a pergunta. Meu culto começa 6:30. 6:30. Pô, o jogo vai acabar às 6 porque começa ali às 4, não é? A a final. Brasil foi pra final, eu creio. Foi final. Ganhamos a Copa do Mundo. O ex é nosso. Culto é 18:30. E aí a gente, gente, ó, tá, vai ter o jogo. Sei que vocês vão estar celebrando com suas famílias e tal. A gente vai começar o culto, não, às 18:30, como é de costume. Vamos começar às 19 horas. Pode fazer isso ou isso, sei lá, é um pecado, evidencia alguma coisa terrível, qual é a parada? Para mim é claramente inadmissível cancelar o culto para assistir o jogo. Inadmissível. Eu também acho que é inadmissível encurtar o culto por causa de jogo, deixar o culto menor. Agora, antecipar ou adiar o horário do culto em algumas horas para que as pessoas possam participar de um evento cultural que é importante pra maioria delas, mantendo a integridade do culto. Isso é um problema? Eu não acho que seja. Pode evidenciar um problema? Pode. Uma igreja que às vezes se importa muito mais com entretenimento do que com se a gente já falou disso já, mas necessariamente é isso. Não acho que seja. O horário do culto é uma coisa sagrada na escritura não é. a gente não tem nada na escritura que nos diga que existe um horário específico de culto que tem que ser vivido. Também não existe nada na escritura que diga que o culto tem que ser sempre no mesmo horário. Se existe algum elemento cultural, social, alguma questão logística que é importante considerar quando a gente tá falando sobre a reunião da igreja, não existe nada que nos impeça de mudar o horário de nossas reuniões, seja por qualquer motivo. Muitas vezes as igrejas mudam os horários de culto por causa de questões de segurança pública, Enem e eleições, como eu já falei aqui, questões de transporte, chuvas, conferências, feriados. A prioridade do culto é uma coisa sagrada, mas a gente pode manter o culto prioritário, mesmo mudando o horário dele por causa de algum elemento cultural que surge muito esporadicamente. Ou seja, o horário do culto pode mudar, pode. A centralidade do culto não pode mudar, a prioridade do culto não pode mudar. O culto não pode ser visto como um obstáculo ao lazer, sabe? Tem gente que falta culto para ir para jogo. Isso é absurdo. E se a sua igreja vai manter o horário de culto chocando com o jogo, a decisão é uma só. e frequentar a sua comunidade, participar da sua comunidade, mas fazer pequenas pequenas adaptações na igreja com relação ao horário de culto, o si só não é um problema. E digo mais, existe um argumento, na minha opinião, um tanto importante para considerar mudanças de horário de culto quando a gente enfrenta esses grandes eventos sociais e culturais. São questões de segurança e de mobilidade urbana. Eu já participei de uma igreja que não queria mudar essa os horários de culto, coisas assim. E muitas vezes questões de mobilidade urbana são muito importantes. Você não consegue pedir Uber durante o horário do jogo se o culto tiver chocando ali com o horário do jogo. Em muitos lugares a frota de ônibus é alterada. Tarifas sobem muito, tarifa de táxi, tarifa de Uber. Muitas famílias vão sofrer com deslocamento. Às vezes filhos são crentes, os pais não são. Os filhos às vezes são levados pelos pais pro culto e aí o pai não quer deixar de assistir o jogo para deixar o filho na igreja. Às vezes há questões de relacionamento social também, às vezes vai vir o teu tio para ver o jogo, vai receber os primos em casa e aí existe uma questão logística complicada de você sair e voltar. Às vezes parte da sua família não é crente. Você perde às vezes a oportunidade de ter comunhão e tempo com familiares que às vezes nem participam da sua fé em um tempo de, sabe, de intimidade ali que pode ser convertido para um relacionamento evangelístico ou alguma coisa do tipo. Então eu acho que é importante considerar e ter sensibilidade às dificuldades que acabam sendo causadas quando a gente fica, ah, não, vamos mostrar que a nossa igreja, Jesus é mais importante do que a copa. Eu acho isso muito, eu acho que beira o infantil, assim, beira, o infantil, o poeriil. A gente não vai soar profético, sabe? O mundo para por causa do futebol. A gente vai ignorar isso e a gente vai só orar. Cara, a gente não vive desse jeito. Não é assim que a vida funciona. Jesus não orou pra gente ser retirado do mundo, sabe? A gente vive essa vida comum, a gente recebe essas coisas. Eu acho isso muito infantil. É tentar, sabe, bater o pé e afincar o pé para em troco de quê, sabe? Acho que não comunica nada verdadeiramente certo sobre o evangelho. Agora, eu acredito realmente que existem riscos pastorais aqui. E esses riscos pastorais estão em ambos os lados, tá? tanto aqueles do lado mais permissivo como aqueles um lado mais fechado. Do lado mais permissivo, a gente tem um risco real de uma centralidade do entretenimento, de nós termos uma igreja, não é, que muitas vezes tá muito mais preocupada nas reuniões sociais do que nas reuniões ah espirituais. Há um risco de substituir a comunhão por um tipo de associação recreativa. Existe talvez um risco de escândalo real dentro de uma própria comunidade quando pessoas são fracas na fé e sendo fracas e sendo, sabe, às vezes pessoas que se sentem muito mal e acabam participando daquilo sem ter uma consciência firme. E às vezes a pessoa acaba se sentindo obrigada a participar daquele momento, sem estar com a consciência firme e aí vira um risco de escândalo real. Existem elementos que têm que ser levados a sério no modo como a igreja vai lidar com isso, ser sensível às realidades que podem surgir ali. Mas existe também riscos pastorais do lado menos permissivo. De cara o risco de legalismo é muito claro de ficar transformando vontades e desejos e preferências humanas em mandamento divino. Poder mudar o horário do culto, transformar isso em mandamento divino, não poder ver futebol, não poder celebrar como igreja, cara, muitas vezes transformar em mandamento divino coisas que não fazem parte da palavra de Deus. Essa postura legalista é pecado e também desagrada a Deus. Existe esse risco de sacralização divina do prédio, como se o prédio fosse o templo, não é? E nós não temos templo, nós somos o templo da nova aliança. A gente trata o prédio, claro, com cuidado, com respeito, a gente não entrega para coisas pecaminosas, mas a gente pode usar o prédio de uma forma que seja variada e que glorifica a Deus. Existe o risco de uma falsa espiritualidade, da gente achar que a nossa espiritualidade é definida por essas práticas culturais ilícitas que a gente decide não participar, como o pessoal que se sente mais crente porque não ouve música do mundo, porque não não prova vinho ou esse tipo de coisa assim, ou mulher que não usa calça, só usa saia. As pessoas às vezes assumem certos comportamentos como se fossem uma expressão maior de espiritualidade sem ser. Sabe? Existe essa bobeira de romantizar a perseguição. Ó, a igreja perseguida. A gente tem que viver igual a igreja perseguida. Você não vive igual a igreja perseguida, meu brother. Você não vive. Você não vive com a igreja perseguida. Não é porque você não tá assistindo o jogo da Copa do Mundo, meu Deus, que sacrifício terrível, não é? Você não tem nada a ver com a igreja perseguida. Não tente se comparar, não tente emular, virar cosplay de cristião perseguido. Você não vai virar. Pode, pode, pode deixar, pode esquecer de cara. Mas acima de tudo, eu acho que existe o risco da contenda de cristãos que brigam, se odeiam, perdem a comunhão uns com os outros por causa de uma questão tão boba quanto essa. Assistir a Copa é pecado, não é? Perder comunhão com cristãos porque eles assistem a Copa, isso é pecado. Xingar o juiz é pecado. Do mesmo jeito que xingar o teu irmão é pecado. Desprezar os outros é pecado. Se sentir espiritualmente superior aos outros porque os outros assistem um jogo e você não é pecado. Então você ficar transformando isso num cavalo de batalha e arrumando confusão na igreja e brigando é claramente algo que que desagrada ao Senhor. Romanos 14 diz o quê? Não existe concordância. A gente chegou num momento teológico, prático, aplicacional que a gente não concorda. Vocês não ficam brigando. Um não fica julgando o outro. Um não assiste, é para Deus que não assiste. O outro assiste a Copa é para Deus que assiste a Copa. Vocês se respeitam, não ficam discutindo e tá tudo bem. É assim que te lida com diferenças na igreja, segundo Paulo em Romanos 14. Então para mim, para mim não tem problema em você assistir o jogo da Copa junto com seus amigos. Não tem problema em assistir o jogo da Copa junto com o pessoal da igreja. Na igreja não tem problema em fazer pequenas adaptações na rotina da igreja para liberar os irmãos a assistirem eles celebrarem junto com suas famílias e seus amigos. Existem riscos associados a isso, eles foram considerados aqui, mas isso não impede a possibilidade da gente receber esse tempo de Copa do Mundo como um presente de Deus vivido para louvar ao Senhor por meio da alegria, por meio da celebração e por meio da festividade. E aí, que que você achou do vídeo de hoje? Houve alguma edificação, alguma instrução pra sua fé a partir dele? Não deixa de ir lá na Fiber para aproveitar o desconto de 15% usando o cupom teologia. O link tá aí na descrição e não deixa de se inscrever no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Um cheiro no seu cangote e até a próxima.