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A fé vem pelo ouvir

ASSISTIR O JOGO DA COPA NA IGREJA É MUNDANISMO? NÃO PODE? E MUDAR O HORÁRIO DO CULTO PRA VER JOGO?

ASSISTIR O JOGO DA COPA NA IGREJA É MUNDANISMO? NÃO PODE? E MUDAR O HORÁRIO DO CULTO PRA VER JOGO?

ASSISTIR O JOGO DA COPA NA IGREJA É MUNDANISMO? NÃO PODE? E MUDAR O HORÁRIO DO CULTO PRA VER JOGO?

Quando assistimos um jogo, estamos celebrando o ápice do treinamento de um ser criado por Deus, celebramos a habilidade técnica e a beleza de uma vida dedicada ao aperfeiçoamento de uma capacidade. E todos os grandes atletas tiveram recursos de ponta para ajudar nos treinos. A Fiber é uma marca brasileira construída sobre a ideia de que performance não é intensidade, é continuidade. Meu cupom "TEOLOGIA" dá aos seguidores do canal 15% de desconto!

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Legendas automáticas:

Assistir o jogo da Copa na igreja é
pecado. O Brasil deu esperança pra gente
no último jogo. E se a gente for paraa
final? Eu sei, eu sei, eu sei. Sou um
homem de fé, né? Sou um homem de fé. Mas
se a gente for paraa final, o horário da
final talvez choque aí com o culto de
algumas igrejas. Alguns jogos na semana
estão chocando com o culto nas igrejas.
Será que é pecado mudar o horário do
culto para assistir o jogo? Será que é
pecado cancelar o culto para assistir o
jogo? Será que é pecado assistir o jogo
no telão da igreja? E tem várias igrejas
fazendo reuniões formais com o pastor
presente, às vezes até com uma palavra
evangelística ou às vezes é só o pessoal
mesmo gritando: "Vai, vai virginio", né?
Vine Júnior, vai lá, vai o Ipinco, vai o
Ipinco é pecado. Assistir o jogo é
pecado. E as propagandas de Bet e os
palavrões do Casimiro.
Como é que a gente lida com tudo isso? O
vídeo de hoje lida com a polêmica do
momento, mas eu acredito que muita boa
teologia pode sair disso. É pecado
assistir a Copa do Mundo? Se é do mundo,
né? Então não pode, é do mundo. É do
mundo, então não é da igreja, né? A
gente quer lidar com tudo isso de forma
séria, inteligente e acima de tudo
bíblica, tratando uma pergunta que para
algumas pessoas parece boba como uma
pergunta séria e tentando dar uma
resposta a partir da palavra de Deus.
Então no vídeo de hoje a gente vai falar
sobre teologia do culto, a gente vai
discutir ética cristã, vamos falar de
mundanismo, vamos falar de diferenças
entre a antiga e a nova aliança e outros
temas teológicos sérios. Então esse vai
ser um vídeo de teologia. Nossa, meu
irmão, a polêmica teológica do século
XX, enquanto a igreja fez seus concílios
de Niceia, de Calcedônia, a gente tem a
igreja perseguida. A gente tá discutindo
se pode assistir futebol num telão. Bom,
são as perguntas de hoje, mas as
respostas das perguntas que parecem
bobas hoje pode evocar muita
profundidade teológica também. E você
sabe como é que é a filosofia aqui no
dos dedos de teologia. Se a gente entra
em uma polêmica do momento, a gente
sempre recompensa o seu clique com
teologia, com uma boa aula que lhe
instrua biblicamente. Se é a sua
primeira vez aqui nesse canal, eu sou o
pastor Iago Martims, sou doutorando em
teologia, sou pastor Batista há mais de
10 anos aqui no Ceará e este é o dos
dedos de teologia, o programa que dá
nome a esse canal, que é o programa de
avaliação de um tema a partir da palavra
de Deus. A gente tem vários tipos
diferentes de vídeos aqui, de teologia
em lugares históricos, história da
igreja, exegese do Novo e do Antigo
Testamento, análise de filmes a partir
da cosmovisão cristã. Se você gosta de
aprender teologia, não deixa de se
inscrever no canal e assinar as
notificações para ficar sabendo sempre
que houver vídeo novo. Dito isso,
simbora pro vídeo de hoje.
Muito bem, vamos começar com algumas
definições fundamentais para que a gente
possa estar na mesma página quando a
gente vai definir essas questões
desolvendo pecado, se uma prática é
pecaminosa ou não é. O primeiro termo
que a gente tem que parar para avaliar é
o termo mundanismo. Iago, por que que
você tá levantando justamente o termo
mundanismo? Porque esse foi o termo que
eu vi ser mais repetido em toda a
postagem de rede social que eu encontrei
sobre essas questões de assistir a Copa
do Mundo na igreja ou não. Pode parecer
um exagero, mas antes de fazer esse
vídeo, eu fui assistir outros vídeos
sobre o assunto. Obviamente eu sempre
faço isso para saber como é que as
pessoas estão desenvolvendo as temáticas
ali ah na internet, mas também para ver
como é que as pessoas estão reagindo e
interagindo já para coletar alguns
contraargumentos ao vídeo que eu vou
gravar. E à medida que eu assistia
outros materiais sobre se pode ou não
assistir a Copa do Mundo na igreja,
lendo os comentários desses vídeos, a
palavra que mais volta é sempre isso,
mundanismo. Isso é o mundo entrando na
igreja. Será que a gente pode concordar
com esse tipo de leitura? Claro que o
mundanismo é um problema muito presente.
Claro que a igreja moderna é uma igreja
que é muito influenciada pelo mundo.
Isso é uma coisa que ninguém pode negar.
A igreja moderna é uma igreja com muitas
imaturidades e com muito mundanismo
dentro dela. Mas será que os irmãos se
reunirem para assistir um jogo é um
desses sinais de mundanismo na igreja?
Bom, pode ser que sim, tá? Pode ser que
irmãos se reúnam mundanamente para fazer
algumas coisas que são lícitas. E alguns
irmãos podem fazer coisas boas de forma
mundana e pecaminosa. Mas
necessariamente é mundano assistir um
jogo juntos? A resposta, se você me
acompanha aqui algum tempo, vai saber
que é claramente negativa, porque
mundanismo é um termo definido pela
escritura. Mundanismo é se adaptar aos
valores do mundo. Por exemplo, Romanos
12 fala sobre não se conformar com esse
século, com esse mundo. O que seria
mundanismo? É estar conformado aos
valores desse século. Você tá conformado
aos valores desse século ao assistir um
jogo de futebol? De jeito nenhum.
Primeira João 2 vai falar sobre não amar
o mundo e nem as coisas que há no mundo.
Aqui as coisas que há no mundo fala
daquilo que é pecaminoso, tá? O futebol
é pecaminoso. Amar moderadamente, não é?
Se você for um idólatra de time de
futebol, é um problema, mas se divertir
com um esporte, uma celebração, é
mundanismo, é amar as coisas do mundo.
Não. Thiago 4 fala de amizade com o
mundo, como inimizade contra Deus,
falando do pecado, de você se entregar a
práticas pecaminosas, como por exemplo,
o uso maldoso da língua. Efésios 2 vai
falar do curso deste mundo de você andar
de acordo com a vontade desse mundo.
João 17 vai falar sobre pertencer ao
mundo. Todos esses textos que falam
sobre mundanismo, sobre de alguma forma
tá associado a esse mundo, não são
textos sobre nós aproveitarmos as coisas
boas do mundo, sobre nós vivermos no
mundo e talvez encontrarmos algum
entretenimento saudável nesse mundo.
Fala sobre imoralidade, sobre pecado,
sobre valores, sobre pertencimento. Não
existe mundanismo em praticar esportes.
Não existe mundanismo em assistir um
jogo. Não existe mundanismo em torcer
por uma seleção. Não existe mundanismo
em rir. Não existe mundanismo em fazer
festa. Não existe mundanismo em comer
uma comida gostosa com os amigos. Não
existe mundanismo em descansar.
Mundanismo não pode ser confundido com
participar de coisas boas e ilícitas que
Deus nos deu. Porque por mais que exista
sim pecado à nossa volta, o mundo não é
só pecado. O mundo é criação de Deus.
Quando a gente acha que tudo é
mundanismo e que qualquer coisa que
cause alegria, que não seja oração e
jejum, é mundano, a gente tá assumindo
uma visão pouquíssimo bíblica da
realidade. O mundo foi criado por Deus,
foi criado bom segundo a escritura. Não
foi o diabo que criou o mundo. O mundo
não é um acidente cósmico. O mundo foi
criado pelo próprio Senhor. E sendo
criado por Deus, o mundo é bom. O pecado
corrompeu esse mundo. Essa corrupção do
pecado tirou tudo de bom do mundo? Não.
Essa corrupção do pecado fez com que
todo o nosso relacionamento com o mundo
seja pecaminoso? Não. Agora a gente tá
constantemente tendo bondade e maldade.
O bem e o mal são miscuídos em tudo a
nossa volta. O que é que cabe a nós
avaliar se uma coisa é mal ou não é.
Ninguém pode chamar de mundanismo aquilo
que a escritura não chama de mundanismo.
A gente não pode chamar de mundanismo
simplesmente as coisas que a gente
talvez não goste ou certas atitudes de
celebração que talvez não sejam as
nossas. Ah, eu não gosto de futebol, não
gosto de Copa do Mundo, acho que tem
muita gente que é idólatra, que fica
gritando em estádio. Eu, isso deve ser
mundanismo. Você não pode escolher o que
é mundanismo. Quem escolhe é a
escritura. O que é mundanismo? Então, é
a absorção dos amores, das prioridades,
dos valores, da ética, das práticas, dos
critérios de valor de uma ordem caída,
mundana, que vive como se Deus não
existisse. Aí fica a pergunta: torcer
por uma seleção é mundanismo? De forma
nenhuma. Se é uma coisa boa, por que que
a gente não poderia se reunir como
cristãos para assistir juntos, para
louvar a Deus pela alegria de um esporte
que a gente tá assistindo? A gente pode
fazer isso com um bom filme, a gente
pode fazer isso com uma peça teatral, a
gente pode fazer isso com uma boa
música, a gente pode fazer isso com um
jogo de tabuleiro, a gente pode fazer
isso, obviamente, com os esportes. O que
é que tornaria, talvez se envolver com a
Copa do Mundo um undanismo? Bom, se o
futebol for pecado, se o futebol for um
tipo de pecado, aí obviamente a gente
não pode estar envolvido nisso, porque a
gente teria no caso mundanismo. Mas não
existe nenhuma proibição bíblica direta
ao esporte, nenhuma proibição bíblica à
competição, nenhuma proibição bíblica à
torcida. Paulo usa imagens esportivas de
forma positiva na escritura. Em Primeiro
Coríntios 9, em segunda Timóteo 2, em
Hebreus 12. São textos que usam a
linguagem do esporte para ilustrar a fé,
para ilustrar a carreira da fé, né? O
corredor e atleta, o esportista. São
elementos que Paulo usa positivamente
como uma boa analogia da nossa
experiência de cristianismo. E Paulo não
faz nenhuma, sabe, crítica direta,
digamos assim, a esses esportes como
coisas que são opostas a Deus. Paulo não
usaria talvez a licenciosidade. Paulo
não usaria a preguiça, não usaria a
maldade, não usaria o assassinato, não
usaria a prostituição ah como ilustração
pra vida da fé, certo? Ele não faria
isso. Mas Paulo usa os esportes como
ilustração pra vida da fé. Significa que
no melhor cenário existem coisas
intrinsecamente positivas nos esportes.
No pior cenário, o esporte é uma coisa
neutra, culturalmente neutra, que pode
ser usada positiva ou negativamente a
como ilustração de alguma coisa.
Agora, discutido mundanismo, a gente tem
que discutir o futebol em si mesmo.
Muitas pessoas acreditam que o futebol
ele é de alguma forma ou algo pecaminoso
ou algo inferior, não é, no
relacionamento do crente com a
sociedade. E aí eu tenho que parar para
conversar um pouco com vocês sobre essa
distinção entre natureza e graça. Como
se nós vivêsemos em um tipo de mundo em
que os elementos naturais da vida fossem
necessariamente elementos dos quais a
gente tem que se afastar. Nós
entendemos, a gente já viu isso, que a
gente se afasta do mundanismo, daquilo
que é pecaminoso, daquilo que é ofensivo
à natureza de Deus e aquilo que Deus
projetou pra gente como humanidade. Mas
a gente pode receber como um presente de
Deus as coisas boas da criação que ele
nos deu. Uma boa teologia da criação nos
ajuda a aproveitar as coisas da terra.
Esse é um excelente livro escrito pelo
Joe Rigney, publicado em português com
esse mesmo título, As coisas da Terra. É
um livro que ensina muito bem a como
como interpretar e receber das bênçãos e
da graça de Deus através daquilo que
Deus criou. Deus criou um mundo bom. É
claro que o pecado o corrompeu, mas
ainda existe muita bondade de Deus no
mundo da nossa volta. E isso inclui
elementos naturais da existência. Isso
inclui o nosso corpo, aquilo que a gente
faz com o nosso corpo e os prazeres que
nós encontramos, não apenas no uso do
corpo, mas também no modo como os outros
desenvolvem o seu corpo, desenvolvendo
talentos, habilidades e fazendo coisas
incríveis com a bola no pé. muitas vezes
ou em outras artes marciais, habilidades
das mais variadas. Quando a gente para
para assistir um jogo, então a gente não
tem só elementos negativos que podem
surgir dali, a idolatria cega, muitas
vezes, a violência, né, de torcidas
organizadas, são coisas que muitas vezes
ah são percaminosas, estão relacionadas
à vida dos esportes. Mas existem muitas
coisas boas também. O futebol mostra pra
gente muitos elementos bons da criação
de Deus. o uso habilidoso do corpo, a
dedicação a uma a uma técnica, a
disciplina que é necessária para você se
tornar um atleta de elite, todas as
questões estratégicas relacionadas ao
jogo, a beleza, não é, de um de um hat
trick muito bem feito. Vocês viram o hat
trick do Messi, rapaz, como é que você
não olha para aquilo ali e diz, mas Deus
é muito muito poderoso. Como é que ele
dá pro ser humano a capacidade de fazer
coisas tão incríveis no esporte? até
mesmo um senso de cooperação, quando não
é só o talento individual de de uma
pessoa, mas é um time inteiro
construindo uma jogada ou até mesmo
quando é um fominha mesmo desses grandes
heróis aí do do esporte fazendo uma
coisa sozinho e fazendo uma grande
jogada. Tudo isso representa algo
bonito, belo, bom que pode ser recebido
por um cristão e que redunda em glória a
Deus no fim das contas, porque nós
estamos contemplando a beleza de algo
que Deus criou, fora outros elementos
muito mais profundos que uma Copa do
Mundo tem para nos dar, como a
celebração comunitária da união entre
países, de povos distintos, não é?
encontrando ali um ambiente comum de
comunhão, até quando times rivais
terminam o jogo e se reúnem para orar,
celebrando ali uma coisa muito maior do
que eles próprios, que estavam ali como
adversários, mas não como inimigos. Até
mesmo a ideia de descanso, não é? De
você parar os afazeres da vida para
assistir uma coisa que é simplesmente um
entretenimento, que é útil e bom também
pra nossa alma. Deus mesmo criou e
inventou o descanso, ordenou o descanso
pra gente. O esporte, né, o futebol, uma
Copa do Mundo, pode ser um instrumento
para celebrar tudo isso. Muitas vezes,
em debates como esses, os cristãos
passam muito mais tempo falando sobre os
perigos, né, da pecaminosidade que pode
estar ali dentro do futebol e esquecem
que Deus fez coisas boas na no mundo.
Também existe coisa boa no mundo pra
gente ver, apreciar e louvar a Deus por
isso. Se assim não fosse, primeira
Coríntios 10:31 não fazia sentido, né?
Quando ele diz que é comais, quer ver
mais, quer faç qualquer outra coisa,
façais tudo pra glória de Deus. A ideia
de fazer tudo paraa glória de Deus
envolve coisas comuns e naturais da vida
sendo recebidas e vividas paraa glória
do Deus vivo. O corpo é bom, o movimento
é bom, o trabalho é bom, o descanso é
bom, o jogo é bom, é vem da nossa
habilidade como subcriadores, a imagem e
semelhança de Deus. A habilidade física
é uma coisa boa, a excelência é uma
coisa boa. O problema nunca foi a
existência dessas coisas. O problema
sempre foi a desordem dos nossos amores
com relação a essas coisas. Agora, o
abuso não tolle o uso, já dizia o ditado
romano. Não é porque existe uma forma
pecaminosa de se relacionar com essas
coisas, que essas coisas são
inerentemente pecaminosas. Por isso,
quando nós falamos de esportes, a gente
não tá falando simplesmente de um objeto
que traz pra gente perigos de idolatria
e vê sempre como um risco, não é? É uma
forma muito triste de enxergar a vida
que Deus deu pra gente. A gente tá
falando de algo que, na verdade, faz
parte da própria experiência de criatura
que Deus entregou pra gente. Quando a
gente assiste um jogo, a gente tá
celebrando o ápice, não é, do
treinamento ali de um ser humano que é
criado por Deus. Nós celebramos a
habilidade técnica, o resultado de uma
vida que é dedicada ao aperfeiçoamento
de uma habilidade. Gente que se dedicou
por muitos anos para fazer muito bem
aquilo que a gente tá assistindo. E
todos esses atletas tiveram recursos de
ponta para ajudar eles nos treinos. A
Fiber é uma marca brasileira construída
sobre a ideia de que performance-se não
é só sobre intensidade, é sobre
continuidade. Ou seja, o seu corpo não
foi criado por Deus para ser destruído
na busca por resultado. Ele foi feito
para funcionar bem, para se mover bem e
para continuar funcionando muito bem ao
longo do tempo. O Barfoot Ultra foi
desenvolvido com a tecnologia zero drop
e o quê? uma biqueira larga, justamente
para dar respiro e estabilidade aí no
seu treino, fazendo dele um excelente
calçado, não só pro treino, mas pro dia
a dia. Mas se você tá procurando algo
diretamente voltado pro seu treino de
força de inferiores, você também tem a
sapatilha training. Ela é uma sapatilha
que oferece mais estabilidade, mais
contato com o solo e mais controle de
movimento. Eu sou usuário dessa
sapatilha aqui da Fiber. Ela me
acompanha no meus agachamentos, meus
treinos de força. são muito úteis para
te dar mais estabilidade, mais contato
com o solo. Você que gosta de ficar de
meia, é perigoso, tá? Pegar chin de
meia, porque você pode escorregar o
solado dela, ó, te deixa firme no chão.
Eu uso isso aqui pr correr na praia
também, que aí você vai correr na praia,
você mete o pisão no vidro ou numa
pedra. Isso aqui, ó, é maravilhoso. É
excelente para você que gosta, ó, de
pegar firme o treino de perna na
academia. Mas se você tá procurando algo
pro seu treino de superiores, eles
também possuem a Python. A Python Max
Grip é a evolução do strap. É um strap
especial. Voltado para exercícios de
puxada, para que a força do teu dedo não
seja um impeditivo para que você puxe
com mais força aí o seu peso. Muitas
vezes você nem faz aí no seu músculo do
ombro, das costas e você já abre a sua
pegada porque você não tem força para
segurar tanto peso. São músculos
grandes, muitas vezes que precisam de
muito peso e o teu dedo não acompanha. O
Python Max Grip é o seu melhor amigo,
não só na hipertrofia, mas no
fortalecimento das suas costas. Eu gosto
da fiber porque ela parte justamente do
pressuposto de que o corpo não é um
inimigo a ser destruído, mas é algo para
ser preparado e cuidado com muita
inteligência. Ele te permite melhorar os
seus treinos e diminuir as
possibilidades de lesão. Usando cupom
teologia, você garante 15% de desconto
em todos os produtos da Fiber. Então, ó,
lê o Qcode na tela, vai no link na
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aproveitar o cupom teologia 15% off em
qualquer produto. Vai no link e vem
aproveitar os produtos da Fer.
Agora, existe, infelizmente, uma postura
muito ruim na parte de algumas pessoas
no relacionamento com entretenimento. Eu
lembro de um dia nunca nunca sei esse
dia, eu tava das minhas primeiras
viagens para pregar e a Guin 18 anos no
auge davescência reformada na internet.
E aí eu tava na casa do irmão que me
hospedava. Ele tinha filhos muito, um
filho era um cristão, devoto, muito
severo, ah, muito impactado por essas
pregações, né, de redes sociais. E o
irmão, outro irmão dele, ele não era
crente, era descrente. E aí um dia o
irmão dele tava, foi assistir um filme,
eu tava p lá conversando e tal,
escrevendo sobre missões, pregando sobre
missões. Eu disse: "Pô, o cara que é
descrente, tal, vou, né, ficar próximo
dele". E ele faz assistir um filme
qualquer lá. Disse: "Pô, posso assistir
contigo?" Ele: "Claro." "Aí você estamos
lá no sofá para assistir o filme". O
irmão dele chegou para mim, pegou no meu
braço, disse assim: "Você vai assistir
um filme com ele? Caraca, vai assistir o
quê? Vai assistir pornografia? Vai
assistir que que ele vai assistir?" Não
é que não posso, era um filme qualquer
de ação, sei lá, uns filmes qualquer. Aí
ele olhou para mim, levantou um dedo e
disse: "Leonard Haven Hill disse que o
entretenimento é o substituto demoníaco
da alegria". Aí ele se virou e saiu e me
deixou com essa frase, não é? O
entretenimento é o substituto demoníaco
da alegria. Será que se entreter, né?
Encontrar entretenimento, sempre vai ser
algo demoníaco, sempre vai ser algo que
substitui a alegria genuína e verdadeira
em Cristo? Eu acho que não. Como a gente
citou, não é a antes aqui nesse vídeo, o
livro As Coisas da Terra nos ajuda muito
a entender que Deus usa meios para seus
fins e Deus usa a beleza do mundo que
ele criou paraos seus fins. Ele nos dá
alegria por meio da criação. O
entretenimento, a celebração, os
relacionamentos são coisas que Deus
criou também pro nosso bem. O problema é
claro, é quando o entretenimento vira a
nossa vida, a gente não faz nada além de
se entreter, a gente dedica a vida às
redes sociais, aos aos filmes, e a gente
centra a nossa vida nessas coisas ou a
gente perde a nossa vida por essas
coisas, jogando videogame o dia inteiro,
sem brincar com os filhos, sem gastar
tempo com a esposa, sem progredir
espiritual ou até mesmo financeira
profissionalmente. O entretenimento pode
se tornar espiritualmente perigoso
quando ele substitui a devoção ou quando
o próprio entretenimento é um
entretenimento demoníaco, negativo,
pecaminoso. Mas encontrar prazeres na
vida presente, novamente, é uma coisa
lícita. Se não for uma coisa que Deus
condena, é um presente de Deus. a gente
recebe pela graça e misericórdia dele.
Da mesma forma, torcer, né, por um time
não é um entretenimento negativo ou ou
maligno ou demoníaco. Existem pessoas
que idolatram o futebol, que matam,
brigam pelo futebol, que sabe, tatuam,
literalmente tatuam na própria pele o a
o símbolo do próprio time, coisas assim.
E a gente pode questionar o quanto isso,
né, pode representar um tipo de devoção,
de dedicação exagerada, idólatra, às
vezes pecaminosa a certas certos
elementos da vida presente. Pessoas que
perdem a noite de sono por causa do
time, que cortam relacionamentos por
causa de time, sabe? Que sofrem
genuinamente por causa de um time para o
qual eles torcem. E aí o entretenimento
deixa de selo para se tornar um tipo de
expressão realmente de devoção
inadequada a o que é simplesmente um
esporte. Isso torna, volta à pergunta,
necessariamente o relacionamento com o
esporte ou coisa pecaminosa? Não, porque
você não precisa ter esse tipo de
dedicação e devoção para torcer. Você
pode celebrar, gritar, vai, vai Neymar,
sei lá, Neymar tá jogando, torce ali,
vai time, isso tal, fica chateadão, sai
tal, você torce, você pode torcer, mas
quando o jogo acaba, aquilo foi uma
brincadeira, foi um tempo de diversão.
Só isso. Se a gente coloca o futebol no
lugar certo, ele pode ser recebido como
um presente de Deus, como uma coisa boa
que Deus nos dá. A gente já discutiu
mundanismo, a gente já discutiu o
futebol em si em termos de
pecaminosidade, a gente tem que discutir
uma outra coisa, tem que discutir agora
igreja. Você pode estar convencido a
partir do que eu falei aqui que tudo
bem, pastor, me reunir com os irmãos da
igreja pra gente assistir um jogo, não
tem problema nenhum, mas o pessoal está
se reunindo na igreja. Eles estão
abrindo os templos, indo lá no altar,
colocando no telão que fica no altar o
jogo. Isso é pecado ou não é? Aí a gente
vai para outro nível de discussão.
Um ponto de confusão muito grande é o
modo como as pessoas enxergam o prédio
da igreja. O prédio da igreja conhecido
por muitos como igreja. E não, não é
errado chamar o prédio da igreja de
igreja, porque Paulo chama a reunião da
igreja de igreja em primeira Coríntios.
Então a gente tem ali essa possibilidade
de usar a palavra igreja de forma um
pouco mais fluida. Não existe não é
pecado dizer que estou indo pra igreja.
É, eu tô indo para o local de
ajuntamento da igreja. É uma metodonímia
altamente possível, mas o prédio da
igreja não é uma igreja no sentido
teologicamente mais formal. A igreja
somos nóses, né? Como diz aquele antigo
meme. Nós somos a igreja. A igreja é uma
comunidade de santos reunida, a eclesia
do Senhor, os salvos se reunindo para
louvar a Deus e viver de acordo com a
sua palavra. Existe algum nível de
sacralidade no prédio da igreja? É claro
que é um prédio ao qual a gente tem
respeito, né? coisas pecaminosas
praticadas no prédio da igreja. Sou um
pior, não é? Um adultério que é cometido
num quarto de hotel é um é um pecado
horrível. Um adultério que é cometido na
no estacionamento de um de um shopping,
sei lá, é muito específico. Mas bom,
pastores ouvem muitas histórias. É uma
coisa horrível por ter ali um aspecto
público. O o eu já ouvi falar de
adultérios cometidos no prédio da
igreja, em salas da igreja. Existe um
aspecto maior até de profanação, assim,
você tá indo para um espaço, para um
local onde costuma ter o ajuntamento dos
santos pro louvor do Senhor e tá usando
aquele local como um espaço pro pecado.
Obviamente existe um tipo de gravidade
maior pelo desrespeito por aquele lugar.
Uma coisa é pixar o muro de uma casa,
outra coisa pichar muro da igreja.
Existe um, sabe, um símbolo que aquilo
representa. A igreja representa alguma
coisa. Roubar uma pessoa e roubar um
prédio da igreja, entendeu? Existe um
peso, ninguém tá dizendo que não existe
um um peso diferente em olhar para
maldades, para crimes, para pecados que
são cometidos dentro do ou contra, né, o
patrimônio e aquele espaço físico
daquela comunidade. Por quê? Porque é um
lugar de respeito, é um lugar de
reverência, um lugar que representa esse
relacionamento da comunidade de fé com o
seu senhor. Mas isso é porque existe
algum tipo de sacralidade especial no
prédio da igreja. E é muito difícil a
gente vir na internet dizer que não, mas
é teologicamente muito coerente fazer
isso. É difícil porque na
espiritualidade padrão do cristianismo
brasileiro, nós acreditamos ainda em
objetos sagrados e e a fé religiosa no
Brasil é uma fé muito supersticiosa.
Então, por exemplo, grandes influencers
vão construir suas casas e eles colocam
bíblias nas casas. Eles eles enterram
bíblias ali no no fundamento da casa
para de alguma forma abençoar aquele
lar. Sua avó, sua tia, tem uma Bíblia
aberta no Salmo 91, mesmo que não tenham
uma fé muito genuína, mesmo que não
participem da vida da igreja, aquela
Bíblia aberta às vezes faz parte de um
tipo de supersticiosidade cristã, porque
existe o cristianismo e existe um tipo
de supersticiosidade de um cristianismo
cultural que tenta de alguma forma
alcançar as bênçãos de Deus sem ser por
meio da obra de redenção plena de Cristo
Jesus, simplesmente através de assumir
alguns pequenos elementos do
cristianismo bíblico a escolhidos ali da
a própria vontade. Atelado a isso, a
gente ainda tem a cultura neopentecostal
no Brasil que vai acreditar que a gente
ainda vive muitos elementos do Antigo
Testamento. Então, ainda se unge
objetos, né, se unge espaços. Eu fui
convertido em uma igreja que dizia que
você não podia subir no palco do do
prédio. E sim, o nome é palco, certo? É,
ah, porque isso aqui não é um palco,
isso é um altar. Altares eram próprios
do Antigo Testamento. A teologia do Novo
Testamento vai dizer que nós temos um
altar espiritual em Cristo Jesus. Nós
não temos altares no Novo Testamento.
Nós temos um espaço elevado onde alguém
se levanta para falar mais alto. O nosso
altar não é está no nosso templo e o
nosso templo hoje é espiritual. O livro
de Hebreus vai falar de que existe um
templo. Esse templo está nos céus, está
com Cristo, está em Cristo. Ele
intercede por nós nesse templo. Uma vez
que nós não temos mais os sacrifícios da
antiga aliança, nós não temos mais os
espaços de culto da antiga aliança. Nós
não temos templos, nós não temos
altares, nós temos prédios. Esses
prédios têm um elevado, um palco onde as
pessoas sobem para poder falar. a um
púlpito para poder apoiar a sua sua
Bíblia e o seu esboço, mas nada ali é
particularmente santo. Muitos ungem
coisas, né? O cara compra um carro e tem
que ungir o carro. Esse tipo de
espiritualidade que não representa
necessariamente o cristianismo do Novo
Testamento, tá muito emiscuído no modo
como as pessoas enxergam o próprio
prédio da igreja. Então o instrumento
musical que é tocado, que é usado no
culto, não pode ser usado para outra
coisa. O prédio da igreja não pode ser
usado para nenhuma outra atividade além
da reunião da igreja e coisas assim. E
aí existe uma divisão entre o prédio, a
nave da igreja e um salão social. Não
por uma questão logística, né, de ser um
espaço mais apropriado para reuniões,
mas simplesmente porque ali, nossa, não
pode usar o prédio da igreja para mais
nada. Então, o prédio, né, tratado por
muitos como casa de Deus, casa de
oração, um santuário, altar, um lugar
consagrado, é um espaço que não pode ser
usado para nada, que é comum. Eu vou
discordar plenamente dessa leitura.
Claro, se a gente olha pro Antigo
Testamento, a gente tem no Antigo
Testamento um espaço físico onde Deus se
manifesta. Há uma religião profundamente
ritualística no judaísmo. O judaísmo é
ritual e esse ritual externo, toda a
cerimonialidade
do Antigo Testamento, comunicava
justamente essa ideia de que toda essa
pureza externa, toda essa ritualística
externa tinha que ser correspondente a
uma realidade interior. Era a forma
externa de expressar a importância
daquilo que tinha dentro. Se Deus está
se importando tanto com aquilo que a
gente faz fora, com lavagens de mãos,
com a ordem de certos elementos, com
tamanhos de prédios e coisas do tipo, o
que é que ele não espera do nosso
coração? Deus tinha uma casa, Deus tinha
uma morada, Deus tinha um lugar para se
expressar. O que acontece? A antiga
aliança é superada. Ela é superada por
uma nova aliança. E como diz o livro de
Hebreu, se a antiga aliança fosse
perfeita, não, não, ela não daria espaço
para uma nova. Existe uma nova aliança
justamente pelas limitações da antiga
aliança. O povo não foi fiel à aliança.
O povo quebrou a aliança repetidamente e
Deus então fornece uma nova. Essa nova
aliança não é tão ritualística quanto a
antiga aliança. Ela não é centrada
nesses aspectos externos e cerimoniais.
Nós não temos sacrifícios nos templos.
Nós não temos tribos sacerdotais, terras
sagradas, objetos sagrados. Nós não
temos um culto totalmente descrito com a
liturgia específica para poder louvar a
Deus. Nós temos uma fé que se expressa
agora de forma muito mais interior, de
forma até mesmo mais livre em termos de
tipos de de atitudes que representam
essa vida de louvor a Deus e esse
ajuntamento da igreja no louvor a Deus.
Nós não temos altares, nós não temos
sacrifícios, nós não temos sacerdotes.
Tanto que o cristianismo primitivo foi
muito perseguido sobre acusação de
ateísmo. Diziam que nós éramos ateus,
porque nossa religião não tinha nada
físico, externo, material. para poder
provar que a gente adorava alguma coisa.
Ícones, sacerdotes, bispos, altares, até
mesmo palcos, templos sagrados, tudo
isso foi surgir posteriormente ao
cristianismo do Novo Testamento. O livro
de Hebreus é um livro muito forte para
mostrar essa quebra entre o culto dos
antigos e o culto daqueles que estão
debaixo da nova aliança, mas a gente já
tem uma série inteira aqui nesse canal
só sobre o nosso relacionamento com a
antiga aliança e o modo como a gente
enxerga os judeus. Gabriel Tuller, nosso
editor, tá colocando aí na tela as
playlists aí para você para você ver e
talvez vendo o primeiro vídeo aí para
você assistir de cada série. Vai ter um
link na descrição e no comentário fixado
para você dar uma olhada lá e conferir
essas nossas séries se você quiser se
aprofundar nesses assuntos. Mas o texto
de João 4 talvez seja um texto
importante pra gente elencar aqui nesse
vídeo. João 4 é justamente um texto que
vai quebrar muito da expectativa de
adoração que havia na antiga aliança.
Uma mulher samaritana que é da religião
de Samaria, que é uma religião separada
do centro geográfico da fé judaica que
era Jerusalém. Ela se aproxima da pessoa
de Jesus no pulso e começa ali um uma
tentativa de embate sobre o local
apropriado da adoração, se era em
Jerizim ou se era em Jerusalém. Qual é a
resposta de Jesus? A resposta de Jesus é
que a verdadeira adoração não
aconteceria mais dependente de nenhuma
geografia, agora seria dependente da
verdade, da espiritualidade do coração.
Ou seja, Jesus desloca o centro da
adoração da exterioridade do de locais e
rituais e coloca na interioridade do
modo verdadeiro e espiritual com o qual
a gente se aproxima de Deus. O que é
muito coerente o que a gente vê em João
2, né, um pouco antes, quando Jesus é
descrito como o verdadeiro templo. No
verso 19 e no verso 21, você tem Cristo
deixando claro que o nosso templo agora
é o seu corpo. O nosso templo não é mais
o prédio, o nosso templo é o corpo de
Cristo. E é por meio desse corpo de
Cristo que a gente acessa a Deus. Antes
o templo era o local que a gente ia para
acessar a Deus. Agora Cristo é o local
onde a gente vai para acessar a Deus.
Ele é o único intermediário. Ele é o
nosso verdadeiro tempo. Porque Cristo é
o local da presença de Deus. Agora, ele
não habita em prédios feitos por mãos
humanas. Ele habita nos nossos corações
através do espírito de Cristo que nós
recebemos com a fé. Ou seja, quando a
gente olha pro prédio da igreja como um
local que não pode ser usado para
atividades comuns, porque é o local
santo, é onde Deus se manifesta, a gente
tá caindo num erro muito comum do
neopentecostalismo, um erro que eles
tomam das comunidades judais antes
também é tratar o local de ajuntamento
dos crentes da nova aliança como se
fosse a mesma coisa dos prédios da
antiga aliança, não é? a gente tem uma
descontinuidade muito severa entre esses
elementos do antigo pacto e do novo
pacto. Então, quando alguns dizem que o
prédio da igreja não pode ser usado para
alguma reunião social comum, eu não
consigo concordar com isso. Prédios de
igreja são usados para várias outras
coisas. A galera bota em tatama e faz um
projeto social com crianças lá com
jitsu. A jantares de casais em alguns
eventos, a café da manhã em momentos de
catástrofe. É usado para abrigar pessoas
desabrigadas. Conheço igrejas que usam
seus prédios para que gente da população
de rua durma nesses prédios. amostra de
artes, competições infantis. O prédio da
igreja muitas vezes é usado para coisas
comuns. Alguma coisa impede que o prédio
da igreja seja usado para uma reunião
social, para uma reunião livre de irmãos
ali que vão buscar nada além de simples
entretenimento, por um tempo para se
divertir, para brincar. Absolutamente
nada impede esse tipo de coisa. Baseado
numa teologia de sacralidade daquele
prédio em particular. É claro que não
faz sentido se reunir, virar um culto,
né? o culto da Copa, né? Vai ver um
culto e vai ver a Copa, não é isso. Mas
o prédio pode ser usado para coisas que
não são culto, ou melhor, que não são um
culto propriamente dito, não é? Porque
toda a nossa vida é um culto. Até o modo
como a gente assiste um jogo e se
entretém no dia a dia também é uma forma
de louvar o nosso bom Deus. Não são só
coisas que nos edificam, né, que louvam
a Deus. Muita gente diz: "Ah, não
assisto a copa porque não me edifica".
Já, já vi muito isso. E eu vou dizer,
tá? A gente não é edificado por muita
coisa boa. Comer não me edifica. Comer
uma boa comida não me edifica, só é
gostoso. Beber Coca-Cola ao invés de
beber água não me edifica. Só é, sabe?
Só é legal. Tomar um cafezinho de manhã
não me edifica, só me faz bem
fisicamente. Brincar com os meus filhos
não me edifica, só é bom, entendeu? Ler
uma boa peça de literatura não me
edifica. Muitas vezes à veza, mas nem
sempre assistir um bom filme ali, um
filme qualquer de ação, carro
explodindo. Ah, que legal. A gente não
faz só coisas que edificam. A gente não
pode se virar, a gente não pode virar
escravo do entretenimento, mas a gente
não pode achar que a nossa vida, para
ser uma vida santa, tem que ser uma vida
em que tudo que a gente faz está nos
edificando. Eu duvido que qualquer
pessoa viva exatamente desse jeito. A
gente deve buscar edificação,
obviamente, mas a gente também tem
direito, e isso é santo, é momentos de
relaxamento. O próprio Deus instituiu o
descanso. Nada nos impede de nos reunir
para louvar a Deus. Um tempinho ali de
diversão, 90 minutos um jogo de bola e
depois a gente volta para as nossas
atividades comuns. Então, se isso não é
uma polêmica na sua comunidade, não tem
nada que impecça de usar o projetor da
igreja, usar o telão da igreja, usar o
espaço físico da igreja. como um espaço
de reunião para que jovens assistam
filmes, sabe? Fazam uma noite no cinema
com pipoca, sabe? Nada impede de
assistir um jogo de futebol usando a
infraestrutura da igreja, se aquilo foi
autorizado pela comunidade, se ninguém
se importa, que vai gastar energia da
igreja, né? Gastar uma luz, um ar
condicionado, sei lá. Mas muitos pais
até preferem, né? Pelo menos meus filhos
tá na igreja, não tá aí fora com os
amigos do mundo, sei lá, num lugar cheio
de cerveja, cheio de cachaça, estão ali
um monte de gente da igreja, num lugar
apropriado, com gente crente assistindo
o jogo. Às vezes é um lugar agradável
ali, comum, perto, faz parte daquele
ambiente sustentado pela própria
comunidade. Usa o telão, cara. Usa o teu
telão aí, usa o projetor da igreja para
assistir o jogo da Copa. Não tem
problema absolutamente nenhum.
Entendido isso, a gente pode considerar
alguns dos argumentos que são usados
contra a transmissão de jogos na igreja.
Existe uma série de argumentações e eu
fiz, eu pela primeira vez usei a num
vídeo do teologia, vou dar, vou
confessar aqui, tá? Eu fui em vários
vídeos dando opiniões variadas sobre
poder ou não assistir jogo na igreja,
printei tudo que eu pude de comentário,
printei tudo, tudo, tudo, joguei no GPT
e falei assim, ó, GPT, organize todos os
argumentos que foram dados aqui em
ordem. Não esqueça nenhum quais
argumentos estão sendo usados para dizer
que você não pode assistir jogos na
igreja. Acho que é um bom uso da IA, né,
para compilar dados enormes. E aí,
sério, foram centenas de comentários,
centenas de comentários, compilei tudo e
pedi pro chat GPT compilar para mim
quais eram esses argumentos. O chat GPT
me deu 16 argumentos. Então ele compilou
tudo isso em 16 argumentos de porque a
gente não deveria se reunir na igreja
para assistir jogos. E eu vou passar por
todos eles com vocês. O primeiro é o
argumento da reverência. A transmissão
pode banalizar o senso de reverência. A
gente tá ali no prédio da igreja.
expressões que foram usadas, né? Eu pedi
pro chat é copiar para mim as expressões
que eram usadas nesses comentários para
poder a gente saber qual como é que a
galera tá sentindo isso. Então, muitos
disseram era fal que isso é falta de
temor, que é perda de reverência, que
essa nova geração não tem respeito pelo
templo, que é uma irreverência diante do
púlpito, é uma banalização da casa de
oração. Qual é o problema? Como a gente
já falou no tópico passado, o prédio é
um prédio. Não existem prédios
consagrados, prédios é só um prédio. A
igreja pode se reunir num buraco,
debaixo de uma árvore, numa casa. Nós
não somos católicos para acreditarmos
que existe uma sacralidade particular no
prédio da igreja. Não é falta de
reverência fazer uma coisa que é
correta, se alegrar como parte da vida
de igreja, mesmo dentro do prédio da
igreja, porque é um salão social que
pode ser usado por outras coisas. Isso
vai pro segundo argumento. O segundo
argumento é o da casa de oração. O
argumento é que Jesus disse que a casa
de Deus seria chamada casa de oração. Se
é uma casa de oração, não pode ser uma
casa para outras coisas. A igreja tem
que ser marcada pela oração e não pelo
entretenimento. O problema é que o texto
original se refere ao templo, não se
refere aos ajuntamentos da igreja. Os
prédios cristãos na nova aliança eram
casas adaptadas. As pessoas moravam ali
e se moravam ali viviam a sua vida comum
ali, sabe? Os prédios eram prédios
comuns. Claro que existiam templos
judaicos que foram reapropriados pela
igreja cristã, mas veja só, a maioria
das igrejas se reunia em casas
adaptadas. Você vê novo Tchamento várias
dizendo: "Ah, saúde é a casa de fulano,
a igreja que se reúne na casa de fulano.
Se ali era a casa de alguém, como é que
aquele prédio era sagrado e usado para
nenhuma outra coisa? Era um prédio onde
pessoas viviam suas vidas comuns. No
prédio onde a igreja se reunia, crianças
brincavam, pessoas se alimentavam,
casais namoravam, gente tomava banho,
pessoas usavam banheiro. Era, sabe, era
o o lugar da vida comum. E ali a igreja
se reunia também. A casa de Deus ser uma
casa de oração. Inclusive, é um texto
que é usado para falar de a igreja ser
uma casa de oração e não um lugar para
as pessoas impedirem os outros a se
aproximar do Senhor por meio do
comércio, que é o que acontecia, que é o
que aconteceu nesse momento aqui. As
pessoas estão sendo impedidas de orar ou
de acessar a Deus por meio de um
comércio, do sacrifício no templo do
Antigo Testamento. Não é isso que a
gente tem nas nossas igrejas. Nossas
reuniões são reuniões de oração. Nós
somos a casa de oração quando nos
reunimos. Não é o prédio em si. Nós
podemos usar o prédio da igreja para
finalidades variadas. Sabe quando tem
enchente no sul do país, pessoas
dormiram em prédios de igrejas, deixou
de ser uma casa de oração. Por isso,
quando existe um recital, quando existe
uma apresentação infantil, quando a
igreja bota um tatame pra galera fazer
um jitso ali como projeto social da
comunidade, deixou de ser uma casa de
oração, de forma nenhuma. O terceiro
argumento é o argumento da profanação.
Ah, mas o futebol introduz coisas
profanas em um espaço que é santo. Esse
espaço é separado. E aí nos comentários
evocavam textos como Levítico 10,
segundo Coríntios 6, Abacu 2. Qual é o
problema? Não existem prédios santos no
Novo Tchamento. Como a gente já
conversou, o prédio não está sendo
profanado quando a gente tá celebrando
qualquer coisa da vida comum dentro
desse prédio que a igreja usa. Agora, e
aqui eu quero adiantar um pontinho que
eu vou desenvolver mais na nossas
aplicações finais. Existe a
possibilidade de existir profanação,
pessoal começar a gritar palavrão, não
é? Quando assiste o jogo, se na tua
transmissão tu escolhe a galera que fica
falando palavrão na transmissão, né?
Porque você sabe que nessas transmissões
online, por exemplo, a CASE TV tem sido
a principal fonte para muitas pessoas de
assistir os jogos da Copa e muitos usam
esse canal que é do YouTube para
assistir a Copa do Mundo. E há muito
palavrão, há muita propaganda de bet, de
de sabe de cassino online. Existe um
risco de profana ação real quando o
pecado faz parte de um ajuntamento de
crentes que estão ali para se divertir,
para louvar a Deus através de de ver um
esporte. Será que seria legal usar
dentro do prédio da igreja um grupo que
vai transmitir a Copa cheio de palavrões
e propaganda de bets e coisas do tipo?
Aí a gente tem um problema, mas a gente
pode escolher outras transmissões, não
é? Um pouco mais family friendly, um
pouco mais familiares que vão usar
menos, que vai ter muito menos desse
tipo de coisa. Obviamente muitas pessoas
ficam dizendo assim: "Ah, assisti o jogo
da Copa, o pessoal xingando o juiz e
tudo isso no prédio da igreja". Gente,
você vai assistindo uma Globo no SBT da
vida, você não tem o áudio de ninguém
xingando o juiz aparecendo porque é uma
transmissão de TV aberta. Eles já pensam
no fato de que famílias vão assistir
aquilo nas suas casas. Não tô dizendo
que a o SBT e o a Globo são santas, não.
Tô dizendo que existe uma ética pública
que ainda faz parte da grande mídia, que
muitas vezes a mídia alternativa, como o
YouTube não não segue. É muito mais
seguro você assistir um jogo da Copa num
SBT da vida, não sei, sei lá, no SPN,
sei lá quais são os canais de esporte
que transmitem, né, por aí, do que, né,
usar um canal que você sabe que vai
fazer não só propaganda de bet de forma
muito agressiva, muito mais agressiva do
que a TV aberta no fim das contas e
cheio de de linguagem decente moral.
Quarto, o argumento da idolatria do
futebol. E a gente sabe que o futebol
funciona como um tipo de religião civil
para muita gente, mas de novo, o abuso
não tolle o uso. Existir idolatria ao
futebol não impede que o futebol possa
ser recebido como um presente de Deus
para celebrarmos juntos. Existe
idolatria ao ministério e nem por isso
as igrejas estão fechadas. Existe
idolatria à música, nem por isso a gente
tirar música da nossa vida. Existe muita
idolatria. A idolatria muitas vezes é um
mau uso de coisas lícitas. A gente não
vence a idolatria destruindo a coisa, é
destruindo a idolatria. Cinco, o
argumento da substituição da adoração.
Ah, mas aí o pessoal tá cancelando o
culto ou encurtando o culto para poder
assistir o jogo. E aí eu acho realmente
um problema. Você tá cancelando o culto
por causa de jogo. Problema. Realmente
seria um pecado. Ah, mas a gente mudou o
dia da reunião de pequeno grupo, mudou o
dia da reunião de oração, mudou o dia
aqui para poder ter reunião, né? As
pessoas querem assistir o jogo. Se a
gente fizer aqui a reunião, o pessoal
vai assistir o jogo. Ao invés de vir pra
reunião, todo mundo quer ver o jogo. A
gente muda aqui o horário do culto da
semana, né? no culto de quarta, o culto
de quinta, culto de sexta. Algum
problema, pastor? Por si só, não. A
igreja tem liberdade para organizar seus
cultos na semana no que for mais
conveniente. Às vezes tem uma atividade,
um evento, às vezes a gente cancela a
nossa escola dominical por causa das
eleições. Por exemplo, a gente cancela a
escola bíblica dominical da nossa
comunidade por causa das eleições. Às
vezes a gente não faz café, a gente muda
a data de programações da nossa igreja
por causa do Enem, por exemplo. Em
alguns momentos, por causa de questões
logísticas, a gente muda por causa do do
carnaval, por causa de questões de
segurança e tal. O fato da gente mudar
algumas programações da nossa igreja por
causa do Enem significa que a gente ama
o sucesso acadêmico dos nossos filhos
mais do que ama a Deus? Claro que não.
Quando a gente cancela a Escola Bíblica
Dominical por causa que o pessoal tem
que ir votar, significa que a gente ama
mais os políticos e a vida civil do que
a gente ama aprender da palavra de Deus?
Claro que não. As igrejas têm autoridade
para tomar suas decisões logísticas de
acordo com o que é mais conveniente à
circunstâncias ali da da vida de serviço
e de aprendizado e de crescimento de uma
comunidade. Mudar a data de uma reunião
por causa de um entretenimento que é
muito importante, né, pra vida daquelas
pessoas naquele momento. A coisa eles
gostam muito, uma reunião muito legal
que que para, né, a sociedade, né? Poxa,
a jogo do Brasil na Copa do Mundo faz a
galera parar o trabalho, não é? A galera
dava folga no trabalho. É, não é, não é
um evento simples, não é um evento muito
importante na identidade comunitária,
né, do nosso país. É errado fazer isso.
Pode ser errado. Pode evidenciar uma
coisa errada quando muito mais gente tá
preocupado com a Copa do que com a
reunião de oração. Quando a reunião de
oração mingua, mas a reunião para
assistir o jogo, né, tá lotado de gente.
Quarta-feira é reunião de oração. Vamos
passar a reunião de oração pra
quinta-feira, pra quarta-feira a gente
assistir o jogo junto aqui na igreja e
aí lota da galera para ver o jogo.
Reunião de oração nunca tem ninguém.
Isso é uma evidência de alguma coisa.
Isso evidencia um problema. Isso é um
problema? Não é um problema, mas
evidencia o problema. Uma igreja que a
reunião de oração é lotada e aí coloca
lá o jogo e vem menos gente pro jogo do
que pra reunião de oração. Isso é um
sinal muito bom. É uma ótima evidência.
Se vem tanta gente pro jogo quanto pra
reunião de oração, você tem uma ótima
evidência da vida da igreja sendo
saudável. Eles participam da vida da
igreja, participam dos tempos de
comunhão. Agora, a gente tem uma reunião
de oração. A gente moveu a reunião de
oração para outro dia por causa do jogo.
E as pessoas estão muito mais
preocupadas em assistir um jogo do que
em orar juntos. Significa que você tem
uma igreja natural, é uma igreja humana,
uma igreja em que as pessoas se
preocupam mais com seus entretenimentos
comuns do que realmente com a vida da
comunidade. Então, pode substituir o
culto por um entretenimento, mas mover a
agenda da igreja baseado no que é mais
conveniente pra comunidade, eu não vejo
problema nenhum. Mas existe o risco, o
risco de isso evidenciar um problema da
igreja? Ah, existe sim. Essa é uma
oportunidade que você tem agora de
avaliar sua própria comunidade, tá?
Nossa igreja se empolga mais com a copa
do que com as coisas de Deus, do que com
o evangelismo, do que com o discipulado,
do que com o culto de oração. Isso pode
evidenciar parte da nossa carnalidade.
Não acho que é pecado mover a agenda da
igreja. Eu acho que isso pode evidenciar
um coração muito pecaminoso na vida da
igreja e a gente tem que estar muito
atento a isso. Sexto argumento do
diagnóstico espiritual. Isso aqui tá
muito derivado do passado. Se a reunião
de oração junta pouco e o jogos junta
muito, o jogo revela, né, a condição
espiritual da igreja. Sete, o argumento
da atração e da formação, a ideia de que
aquilo com qual você atrai alguém tende
a determinar aquilo para o qual você
atrai alguém. Então, se a igreja é
guiada principalmente por
entretenimento, por vínculos sociais,
por experiências estéticas, por
conforto, a gente tem uma igreja que tá
sendo centrada nessas coisas. Mas e a
pergunta é: nossa igreja é centrada
nisso ou não? Se a gente retirar o
entretenimento, as pessoas continuariam
vindo pra igreja? Aí não é um argumento
direto sobre nos unirmos para vermos a
Copa, mas sobre a saúde direta de uma
comunidade. Oito. Argumento da igreja
como clube social. Um dos comentários
dizia que a igreja estaria deixando ser
comunidade adoração e missão para se
tornar um clube recreativo. De novo, se
isso é verdade, a gente teria um sinal
claro quando a igreja se reúne para
assistir as coisas da Copa. Agora, uma
igreja que não é um clube social pode
ter momentos sociais. Se esse for o
caso, não tem problema nenhum. Nove, o
argumento da ladeira escorregadia. Aqui
foi um comentário, o chat manteve para
mim. Ele disse assim, ó: "Hoje é Copa,
amanhã é Brasileirão, depois UFC, depois
carnaval". A ideia é que decisões criam
precedentes, não é? As exceções podem
virar padrão e símbolos formam hábitos.
Que eu tô lendo o GPT, tá? Por isso tem
essa estruturinha de GPT mesmo.
Chatíssimo. Não aguento mais ouvir tudo
que eu vejo na minha vida tem essa
estruturinha. Essa estruturinha agora
decisões que precedentes, sessões paraar
padrão, símbolos formam hábitos.
Linguagem de Ya. Qual o problema? É que
nem toda exceção vira regra, tá? Uma
liderança sábia vai saber ler as
circunstâncias e estabelecer limites. Um
possível abuso futuro não torna errado o
uso do presente. 10º argumento do
testemunho público. O que é que
visitantes, crianças e novos convertidos
vão entender disso? Será que é um mau
testemunho de fato a gente se reunir
como igreja para para ver um jogo? Eu
não acho que seja um mau testemunho. Eu
acho que isso ofende crentes de índole
um pouco mais severa do que descrentes,
de forma geral. Assim pessoal, ah, os
crentes estão ali assistindo o jogo, que
ninguém liga, desde que o comportamento
seja o comportamento crente,
comportamento correto, comportamento
justo. Eu lembro de um de um juiz, a
gente fez uns rachas da igreja e aí a
gente contratava juiz, né, nos rachas
assim, pagava uma grana, fazia uma
cotinha, um juiz profissional, digamos
assim, né, porque ninguém queria, era o
juiz, o juiz era era legal jogar com o
juiz contratado, era massa. E aí eu
lembro de uma vez quase teve uma
confusão assim, um coisinho um
desentendimentozinho de nada, o pessoal,
opa, foi mal, desculpa aí, não sei que
já já se resolveram rapidinho ali. E aí
no final o juiz disse: "Rapaz, olha, eu
trabalho aqui há muitos anos. Eu nunca
vi uma galera igual a vocês, assim, povo
que não xinga, não briga, quando foi se
estranhar, rapidinho ali se acalmaram e
ficaram bem e tal, não sei o quê. É um
bom testemunho, não é? Quando nós temos
uma ética cristã, quando a gente se
reúne para assistir um jogo com graça,
com tranquilidade, com bom testemunho
para as outras pessoas, tem nenhum
problema nisso. Argumento 11, muito
parecido com o 10º, que é o argumento da
aparência do mal. Primeira
Tessalonicenses 5:22. O chat GPT me
disse aqui que Primeira Tessalonicenses
5:22 foi muito citado como argumento
para fugir da aparência do mal. A ideia
é que mesmo que não seja pecado, pode
parecer mundano. O problema é que esse
texto não pode ser usado para tudo
aquilo que você acredite que tem uma
aparência subjetiva de impropriedade
deva ser absolutamente vetado,
simplesmente porque você não gosta.
Primeiro que o texto tá falando de
aparência do mal, não no sentido de algo
que parece mal. A ideia ali, a melhor
tradução seria fugir de toda forma de
mal. Então tudo que for mal você foge em
qualquer sentido. A ideia ali não é algo
que é bom, mas parece mal. A ideia de
coisas que são más que se disfaçam de
qualquer coisa. Então esse é um texto um
tanto inapropriado, mas qual é a
aparência do mal em torcer pra Copa, em
torcer pra seleção? Não tem nenhuma
aparência do mal diretamente a isso.
Argumento 12 é o argumento da linguagem
e do comportamento, porque jogos podem
despertar palavrões, agressividade,
zombaria, hostilidade, ira, mas não
necessariamente. Se insta isso aí tem
que repreender, discipular, disciplinar
quem tava vivendo assim. Mas eu tô
assistindo Jogos da Copa com meus irmãos
da igreja, não estão, não estamos
assistindo na igreja, mas a gente tá se
reunindo para assistir. Ninguém tá
xingando, brigando, nada desse tipo,
certo? 13. O argumento da transmissão,
esse aqui eu já adiantei um pouco.
Muitos argumentaram que as transmissões
incluem palavrões, piadas indecentes,
comentários sexualizados, provocações
vulgares, humor grosseiro e propagandas
impróprias. Eu acho que realmente existe
algo aqui importante. Uma pessoa deixou
o seguinte comentário, segundo o chat
que ele guardou para mim aqui, ó. Se a
igreja não colocaria aquele áudio antes
ou depois do culto, não deveria usá-lo
como trilha sonora de uma comunhão. Eu
acho que tem um argumento muito bom
aqui, tá? Eu não colocaria Casé TV no
telão da igreja, por exemplo, ou numa
reunião, né? A gente tá usando a casa da
TV, quando a gente bota o jogo para
assistir, eu e meus amigos, a gente
deixa o áudio baixo, a gente não ouve a
narração, que a gente fica batendo papo
por cima, conversando por cima, a gente
tá a gente não tá nem aí por questão
diz, a gente tá vendo o jogo, aí a gente
fica batendo papo, conversando, rindo,
brincando, e aí a gente só vê o jogo sem
ouvir, né, o que tá sendo transmitido
ali. Mas se a gente vai fazer uma
transmissão pública para um monte de
gente ouvir e tal na igreja, vai ter o
áudio dessa transmissão bem colocado, eu
usaria uma transmissão mais familiar,
não usaria uma transmissão assim mais,
sabe, com linguagem vulgar e coisas
assim. Argumento 14, esse que eu adorei,
é o argumento da consagração simbólica
do evento. Muitos comentários diziam que
a Copa do Mundo e sua cerimônia de
abertura são pagãos, são atos de
sacrifício ao diabo. E o chat GPT de uma
atenção muito séria a esse argumento,
muito mais do que eu daria. Ele fala que
é importante levar a sério essa
participação simbólica e tal. O chat GPT
é meio meio ne pentecostal às vezes, né?
A gente, irmãos, a gente vê diabo em
todo lugar, né? A gente vê diabo em
tudo, vê o capeta em tudo, só não vê no
em arrumar outra família. Aí não vê o
diabo, não vê e ficar devolando a vida a
político, não vê o diabo, não vê na
pornografia, aí não vê o diabo. Mas a
gente assiste a Copa do Mundo cantando
hino nacional, aí vira cor do diabo.
Sempre que a gente tem esses grandes
eventos, Olimpíadas, Copa do Mundo, né?
Sempre tem aquela galera apocalíptica
vendo o diabo e as manifestações
demoníacas que aparecem aqui, cara. Mas
esse mundo já as no maligno por causa do
pecado, esse esforço de encontrar
simbologias demoníacas em tudo, eu acho
isso muito pueril, até porque é muito
inútil, né? É um monte de crente
assistindo e não estão louvando o diabo
com isso. E agora estamos louvando a
Deus assistindo o negócio. De onde é que
vai esse rito? É um ritual escondido pro
diabo. Não existe rituais escondidos,
gente. Sabe qual é o ritual para o diabo
que existe? É o pecado. O ritual que
existe ao diabo é o pecado. Ficar
vivendo a vida achando que existe algum
tipo de ritual oculto que você pode
participar sem querer. Isso não existe
em nenhum lugar da escritura. 15. O
argumento do sistema corrupto do
futebol. O problema não seria jogar
bola, mas esse espetáculo institucional
do futebol moderno é cheio de corrupção.
A FIFA, a CBF, essa indústria com lucros
terríveis, exorbitantes, não sei o quê.
Ah, bom. E aí eu já acho que o argumento
vai um pouco longe demais. E a gente
assiste filmes e Hollywood é corrupta,
cheio de moralidade, coisas erradas. A
gente joga jogos de tabuleiro, que pode
vir de uma indústria que às vezes as
coisas de forma negativa. Eu acho que
achar que por causa que existe uma
indústria às vezes negativa por trás
daquilo que a gente consome, irmão, a
gente não vai usar mais roupa, não vai
mais comer comida, a gente não vai mais
usar energia elétrica, entendeu? Porque
tem ilustra uma indústria maligna às
vezes por trás de muitas coisas. Último
argumento, esse argumento eu acho
maravilhoso, é o argumento da igreja
perseguida. Enquanto irmãos sofrem,
perdem bens, são presos ou morrem,
igrejas livres discutem telão e futebol.
Eu acho isso aqui importantíssimo,
porque isso deveria ser motivo para de
alegria e não de tristeza. O fato da
gente ter liberdade para poder assistir
o jogo da Copa sendo crente, se reunir
numa igreja para assistir um jogo, cara,
o pessoal da igreja perseguida daria
tudo por isso, sabe? Daria tudo por essa
liberdade, por essa tranquilidade, por
essa vida de fé que pode ser vivida em
paz. O fato de muitos irmãos ao longo da
história do mundo e neste momento em
alguns lugares do do planeta, não
poderem ter essa paz, não poderem, sabe,
receber essa tranquilidade, não
significa que a gente evita essa
tranquilidade, significa que a gente
vive isso com gratidão. Se esforça na
obra missionária, nos esforços, né,
sociais para poder, porque esses irmãos
também têm essa liberdade. Não é que a
gente tem que se livrar dessa liberdade
porque outros não têm. A gente tem que
orar para que os outros também tenham
essa liberdade. Usar a igreja perseguida
como um motivo, como um argumento para
que a gente não possa se reunir como
igreja para poder se divertir. Isso é
uma bobagem, né? Os irmãos estão
sofrendo, estão sofrendo de fato. Isso
significa que a gente tem que emular um
sofrimento falso em respeito a eles ou
que a gente tem que receber a liberdade
que a gente tem com graça e felicidade,
orando e lutando para que eles também
possam ter a mesma liberdade, a mesma
felicidade. Esses foram os argumentos
que a gente compilou aqui contra nos
reunirmos como igreja para assistir a
Copa do Mundo. Eu acho que alguns deles
tem alguns pontos aí importantes,
algumas considerações em particular, mas
eu acho que fica um pouco claro que
nenhum deles é suficiente ou bem
estabelecido bastante para nos convencer
de que a igreja se reunir para assistir
o jogo da Copa seja necessariamente uma
coisa errada.
Mas também existem argumentos favoráveis
a você assistir o jogo na igreja, tá? Ou
simplesmente assistir com seus amigos.
Existem motivos assim, não é só que Deus
deixa, é que talvez você, se você gosta
aí de futebol, você devesse, fosse uma
coisa boa assim, realmente positiva,
você ia assistir um jogo da Copa com
seus amigos. Mas antes de entrar no no
por que seria, por que que você deveria
fazer isso, bora falar de por que você
pode fazer isso, tá? Primeiro, a
liberdade cristã é uma doutrina, tá? Não
é uma doutrina que pode ser desprezada.
O que é o pecado? O pecado é a
transgressão da lei. Então, para você
estar pecando, você tem que estar
desobedecendo alguma coisa que Deus
proíbe ou fazendo alguma coisa que vai
contra um princípio bíblico direto. Qual
é o princípio bíblico que tá sendo
quebrado por meio dos esportes ou de
torcer para um time? Absolutamente
nenhum. O que entra dentro da liberdade
cristã. Você como cristão é livre para
fazer aquilo que não é pecado. E ninguém
tem o direito de tirar isso de você.
Você pode se eximir disso se você quiser
respeitar a consciência de um fraco na
fé que participaria junto com você fé.
Então você tem um amigo que acha que
futebol é pecado e você quer chamar ele
para ver a copa, ele vai sem fé,
participa contigo e acha que pecou
fazendo isso. Você tem na sua comunidade
um grupo de pessoas que acredita que é
pecado ver futebol e vai passar no telão
e as pessoas vão estar pecando. Ele vai
tentar participar daquilo com a
consciência ali, meio em dúvida e tal. E
isso é o fraco na fé, tá? O fraco na fé
é aquele que participa junto com você.
Não é que ele tá fazendo confusão, não,
tá? O fraco na fé não é o confuseiro. O
fraco na fé é o cara que tem dúvida se
aquilo é realmente verdadeiro, se pode
mesmo fazer aquilo. E faz, mas faz sem
saber se tá realmente glorificando a
Deus, achando que tá pecando e tal. Isso
é primeiro Coríntios 8, 9:10. Você pode
se eximir em nome dessa consciência para
esperar que esse irmão amadureça,
perceba melhor as coisas. Você existe a
possibilidade de abrir mão de algumas
liberdades em amor. Agora, quando outra
pessoa só discorda, só discorda, acha
que não deveria fazer isso, que isso é
tal. E o confuseiro é Romanos 14. O
fraco que participa com você é primeiro
Coríntios 8. O confuseiro é Romanos 14.
Você tem sua convicção? Eu tenho a
minha. É para Deus que você não assiste,
é para Deus que eu assisto. E a gente
vive em paz sem ficar brigando, sem
ficar discutindo. Mas a igreja não pode
transformar as preferências pessoais, as
sensibilidades, né, das lideranças em
mandamentos divinos. Agora eu vou dizer,
tá? Existe um um motivo muito bom para
você assistir o jogo da Copa. É uma
celebração cultural muito forte dentro
da cultura brasileira que traz muitas
coisas boas também. Famílias riem,
conversam, brincam, celebram. E um jogo
da Copa do Mundo é uma ótima
oportunidade de celebração. Novamente, é
algo culturalmente muito forte no nosso
país. Muitas pessoas que você conhece
que ou não participariam da vida da
igreja, não conhecem a Deus, nunca
participariam de uma reunião, nunca
iriam na sua casa para ouvir um estudo
bíblico, gente, sabe, a Copa pode ser um
ponto de contato para ter
relacionamentos. Nós somos cristãos,
pessoal. Nós representamos Deus no
mundo. Somos embaixadores do evangelho.
Se você fosse um missionário em campo,
entendeu? Você imagina que você é um
missionário em campo e você tá em outro
país, você ia aproveitar funeral para
fazer amizade. Você ia aproveitar
aniversário de criança, aniversário de
cachorro, você ia tá lá para poder ter
amizade. Aí a gente que tá num local
cheio de pessoas serem evangelizadas, a
gente tem uma celebração cultural tão
poderosa com a Copa e a gente se exime
não porque não gosta de jogo. Aí beleza,
você não é obrigado a gostar de jogo,
mas a gente se exime por um tipo de de
zelo religioso que não é baseado na
escritura. A gente tá perdendo uma
chance de contato cultural muito
profundo, de encontrar aquele teu tio
que tu já não fala algum tempo, de ter
teus primos na tua casa, de você sabe
levar um churrasco ali na no na porta do
teu vizinho. Fez um churrasco aí, vai lá
no vizinho aqui, vizinho, fiz aqui uma
carne aqui, você já já almoçou, tá?
Sabe, existe uma possibilidade muito
grande de celebração cultural, existe
uma abertura muito grande dentro dos
relacionamentos humanos que a gente pode
aproveitar para brilhar a luz de Cristo
e encontrar aí um caminho de abertura de
relacionamentos para poder pregar o
evangelho para as pessoas. Cristãos são
definidos pela hospitalidade. O Novo
Testamento fala muito sobre isso, sobre
ter a casa aberta, ter a vida aberta,
ser uma pessoa aberta aos outros. A
hospitalidade é uma característica
cristã. A Copa do Mundo é uma
oportunidade de hospitalidade em que
você convida pessoas pra sua casa. Você
geralmente não chama seus vizinhos pra
sua casa para almoçar num domingo
genérico, entendeu? Isso não acontece.
Mas você faz um churrasco na sua casa,
chama os vizinhos, tudinho, vai lá um
monte de criança, um monte de velho que
tu nunca viu na tua vida e e tu abre uma
porta de relacionamento para poder
apresentar algo do evangelho. Isso é uma
coisa muito poderosa, é um contato
cultural maravilhoso para você que é um
cristão, que tá procurando oportunidades
para apresentar Cristo pras pessoas. Mas
a gente vive numa sociedade altamente
atomizada, ninguém mais conhece ninguém,
ninguém fala com ninguém, os vizinhos
não sabem nem o nome do outro e todo
mundo agora, sei lá, eu acho que a
internetou todo tem um autismo de
verdade, tá? a internet, deixou todo
mundo meio autista e a gente não
consegue mais. A gente só quer saber de
ficar isolado. O vizinho bom é aquele
que a gente não sabe nem quem é. O que é
uma tristeza. É uma tristeza. A Copa é
uma oportunidade de exercermos algum
tipo de hospitalidade cristã e com isso
abrir as portas a um tipo de
comunitariedade que esses elementos
culturais facilitam que a gente consiga
alcançar. Então sim, você pode celebrar
a Copa do Mundo, mas em certo sentido eu
acho que sabe, é bom que a gente
participe da Copa do Mundo. Eu não sou
um cara do futebol, não sou louco pro
futebol, mas a cada 4 anos eu assisto a
copa, torço, chamo os amigos pra minha
casa, tem um tempo de comunhão com os
irmãos da igreja, a gente se diverte,
ri, come uma comidinha, termina e bate
um papo, conversa, fala da vida, as
crianças brincam, é um momento de
celebração maravilhosa. Memórias boas
que ficam aí paraos seus filhos,
memórias boas que você constrói com sua
família. Por que se eximir de uma coisa
boa que Deus nos deu quando tanto fruto
positivo pode sair daí? Claro que coisas
negativas podem sair de qualquer coisa,
mas cristãos vivendo elementos da vida
comum deveriam receber como presentes de
Deus motivo de alegria e de muita
celebração.
Agora vamos parar até passar a mão na
testa aqui pra gente pensar nessa
situação intrincada e específica de
mudar o horário do culto, principalmente
falando do culto dominical. Se o Brasil
for, não é, para as finais, tiver jogo
do Brasil aí num domingo à noite, que o
que é que a gente faz, né? O final da
Copa do Mundo é domingo à noite, né? Pra
gente talvez pegue aí o horário do
culto. É ou não é? É domingo à noite o
final. E quando será a final da Copa?
Vai ser, não, não sabe, né? Vai ser no
dia 19 às 16 horas, ó. 16 horas. Nosso
culto é 6:30, vai ser às 4 horas que
começa. Se começa às 4, quanto tempo de
jogo? Intervalo, tudo mais. É tipo 2
horas. Então vai acabar às 6. Começa às
4, começa às 4. Meu culto é 6:30, então
não vai pegar meu culto. Dá para
assistir o jogo e ir pro culto, né?
Pessoal já se veste, já chega no, já
chega no culto com uma roupinha, né? Vai
ser o culto com a maior quantidade de
irmão atrasado da nossa igreja, né? Aí
eu vou pensar agora aqui, ó. Se a gente,
o culto é 6:30, se a gente c irmãos,
nosso culto excepcionalmente esse
domingo começa à 7. É um pecado
terrível. Será? Essa é a pergunta. Meu
culto começa 6:30. 6:30. Pô, o jogo vai
acabar às 6 porque começa ali às 4, não
é? A a final. Brasil foi pra final, eu
creio. Foi final. Ganhamos a Copa do
Mundo. O ex é nosso. Culto é 18:30. E aí
a gente, gente, ó, tá, vai ter o jogo.
Sei que vocês vão estar celebrando com
suas famílias e tal. A gente vai começar
o culto, não, às 18:30, como é de
costume. Vamos começar às 19 horas. Pode
fazer isso ou isso, sei lá, é um pecado,
evidencia alguma coisa terrível, qual é
a parada? Para mim é claramente
inadmissível cancelar o culto para
assistir o jogo. Inadmissível. Eu também
acho que é inadmissível encurtar o culto
por causa de jogo, deixar o culto menor.
Agora, antecipar ou adiar o horário do
culto em algumas horas para que as
pessoas possam participar de um evento
cultural que é importante pra maioria
delas, mantendo a integridade do culto.
Isso é um problema? Eu não acho que
seja. Pode evidenciar um problema? Pode.
Uma igreja que às vezes se importa muito
mais com entretenimento do que com se a
gente já falou disso já, mas
necessariamente é isso. Não acho que
seja. O horário do culto é uma coisa
sagrada na escritura não é. a gente não
tem nada na escritura que nos diga que
existe um horário específico de culto
que tem que ser vivido. Também não
existe nada na escritura que diga que o
culto tem que ser sempre no mesmo
horário. Se existe algum elemento
cultural, social, alguma questão
logística que é importante considerar
quando a gente tá falando sobre a
reunião da igreja, não existe nada que
nos impeça de mudar o horário de nossas
reuniões, seja por qualquer motivo.
Muitas vezes as igrejas mudam os
horários de culto por causa de questões
de segurança pública, Enem e eleições,
como eu já falei aqui, questões de
transporte, chuvas, conferências,
feriados. A prioridade do culto é uma
coisa sagrada, mas a gente pode manter o
culto prioritário, mesmo mudando o
horário dele por causa de algum elemento
cultural que surge muito
esporadicamente. Ou seja, o horário do
culto pode mudar, pode. A centralidade
do culto não pode mudar, a prioridade do
culto não pode mudar. O culto não pode
ser visto como um obstáculo ao lazer,
sabe? Tem gente que falta culto para ir
para jogo. Isso é absurdo. E se a sua
igreja vai manter o horário de culto
chocando com o jogo, a decisão é uma só.
e frequentar a sua comunidade,
participar da sua comunidade, mas fazer
pequenas pequenas adaptações na igreja
com relação ao horário de culto, o si só
não é um problema. E digo mais, existe
um argumento, na minha opinião, um tanto
importante para considerar mudanças de
horário de culto quando a gente enfrenta
esses grandes eventos sociais e
culturais. São questões de segurança e
de mobilidade urbana. Eu já participei
de uma igreja que não queria mudar essa
os horários de culto, coisas assim. E
muitas vezes questões de mobilidade
urbana são muito importantes. Você não
consegue pedir Uber durante o horário do
jogo se o culto tiver chocando ali com o
horário do jogo. Em muitos lugares a
frota de ônibus é alterada. Tarifas
sobem muito, tarifa de táxi, tarifa de
Uber. Muitas famílias vão sofrer com
deslocamento. Às vezes filhos são
crentes, os pais não são. Os filhos às
vezes são levados pelos pais pro culto e
aí o pai não quer deixar de assistir o
jogo para deixar o filho na igreja. Às
vezes há questões de relacionamento
social também, às vezes vai vir o teu
tio para ver o jogo, vai receber os
primos em casa e aí existe uma questão
logística complicada de você sair e
voltar. Às vezes parte da sua família
não é crente. Você perde às vezes a
oportunidade de ter comunhão e tempo com
familiares que às vezes nem participam
da sua fé em um tempo de, sabe, de
intimidade ali que pode ser convertido
para um relacionamento evangelístico ou
alguma coisa do tipo. Então eu acho que
é importante considerar e ter
sensibilidade às dificuldades que acabam
sendo causadas quando a gente fica, ah,
não, vamos mostrar que a nossa igreja,
Jesus é mais importante do que a copa.
Eu acho isso muito, eu acho que beira o
infantil, assim, beira, o infantil, o
poeriil. A gente não vai soar profético,
sabe? O mundo para por causa do futebol.
A gente vai ignorar isso e a gente vai
só orar. Cara, a gente não vive desse
jeito. Não é assim que a vida funciona.
Jesus não orou pra gente ser retirado do
mundo, sabe? A gente vive essa vida
comum, a gente recebe essas coisas. Eu
acho isso muito infantil. É tentar,
sabe, bater o pé e afincar o pé para em
troco de quê, sabe? Acho que não
comunica nada verdadeiramente certo
sobre o evangelho. Agora, eu acredito
realmente que existem riscos pastorais
aqui. E esses riscos pastorais estão em
ambos os lados, tá? tanto aqueles do
lado mais permissivo como aqueles um
lado mais fechado. Do lado mais
permissivo, a gente tem um risco real de
uma centralidade do entretenimento, de
nós termos uma igreja, não é, que muitas
vezes tá muito mais preocupada nas
reuniões sociais do que nas reuniões ah
espirituais. Há um risco de substituir a
comunhão por um tipo de associação
recreativa. Existe talvez um risco de
escândalo real dentro de uma própria
comunidade quando pessoas são fracas na
fé e sendo fracas e sendo, sabe, às
vezes pessoas que se sentem muito mal e
acabam participando daquilo sem ter uma
consciência firme. E às vezes a pessoa
acaba se sentindo obrigada a participar
daquele momento, sem estar com a
consciência firme e aí vira um risco de
escândalo real. Existem elementos que
têm que ser levados a sério no modo como
a igreja vai lidar com isso, ser
sensível às realidades que podem surgir
ali. Mas existe também riscos pastorais
do lado menos permissivo. De cara o
risco de legalismo é muito claro de
ficar transformando vontades e desejos e
preferências humanas em mandamento
divino. Poder mudar o horário do culto,
transformar isso em mandamento divino,
não poder ver futebol, não poder
celebrar como igreja, cara, muitas vezes
transformar em mandamento divino coisas
que não fazem parte da palavra de Deus.
Essa postura legalista é pecado e também
desagrada a Deus. Existe esse risco de
sacralização divina do prédio, como se o
prédio fosse o templo, não é? E nós não
temos templo, nós somos o templo da nova
aliança. A gente trata o prédio, claro,
com cuidado, com respeito, a gente não
entrega para coisas pecaminosas, mas a
gente pode usar o prédio de uma forma
que seja variada e que glorifica a Deus.
Existe o risco de uma falsa
espiritualidade, da gente achar que a
nossa espiritualidade é definida por
essas práticas culturais ilícitas que a
gente decide não participar, como o
pessoal que se sente mais crente porque
não ouve música do mundo, porque não não
prova vinho ou esse tipo de coisa assim,
ou mulher que não usa calça, só usa
saia. As pessoas às vezes assumem certos
comportamentos como se fossem uma
expressão maior de espiritualidade sem
ser. Sabe? Existe essa bobeira de
romantizar a perseguição. Ó, a igreja
perseguida. A gente tem que viver igual
a igreja perseguida. Você não vive igual
a igreja perseguida, meu brother. Você
não vive. Você não vive com a igreja
perseguida. Não é porque você não tá
assistindo o jogo da Copa do Mundo, meu
Deus, que sacrifício terrível, não é?
Você não tem nada a ver com a igreja
perseguida. Não tente se comparar, não
tente emular, virar cosplay de cristião
perseguido. Você não vai virar. Pode,
pode, pode deixar, pode esquecer de
cara. Mas acima de tudo, eu acho que
existe o risco da contenda de cristãos
que brigam, se odeiam, perdem a comunhão
uns com os outros por causa de uma
questão tão boba quanto essa. Assistir a
Copa é pecado, não é? Perder comunhão
com cristãos porque eles assistem a
Copa, isso é pecado. Xingar o juiz é
pecado. Do mesmo jeito que xingar o teu
irmão é pecado. Desprezar os outros é
pecado. Se sentir espiritualmente
superior aos outros porque os outros
assistem um jogo e você não é pecado.
Então você ficar transformando isso num
cavalo de batalha e arrumando confusão
na igreja e brigando é claramente algo
que que desagrada ao Senhor. Romanos 14
diz o quê? Não existe concordância. A
gente chegou num momento teológico,
prático, aplicacional que a gente não
concorda. Vocês não ficam brigando. Um
não fica julgando o outro. Um não
assiste, é para Deus que não assiste. O
outro assiste a Copa é para Deus que
assiste a Copa. Vocês se respeitam, não
ficam discutindo e tá tudo bem. É assim
que te lida com diferenças na igreja,
segundo Paulo em Romanos 14. Então para
mim, para mim não tem problema em você
assistir o jogo da Copa junto com seus
amigos. Não tem problema em assistir o
jogo da Copa junto com o pessoal da
igreja. Na igreja não tem problema em
fazer pequenas adaptações na rotina da
igreja para liberar os irmãos a
assistirem eles celebrarem junto com
suas famílias e seus amigos. Existem
riscos associados a isso, eles foram
considerados aqui, mas isso não impede a
possibilidade da gente receber esse
tempo de Copa do Mundo como um presente
de Deus vivido para louvar ao Senhor por
meio da alegria, por meio da celebração
e por meio da festividade. E aí, que que
você achou do vídeo de hoje? Houve
alguma edificação, alguma instrução pra
sua fé a partir dele? Não deixa de ir lá
na Fiber para aproveitar o desconto de
15% usando o cupom teologia. O link tá
aí na descrição e não deixa de se
inscrever no canal e assinar as
notificações para ficar sabendo sempre
que houver vídeo novo. Um cheiro no seu
cangote e até a próxima.

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