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A fé vem pelo ouvir

Boa noite, Espírito Santo – BTCast 651

Boa noite, Espírito Santo – BTCast 651

Boa noite, Espírito Santo – BTCast 651

Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast!
Nesta semana, Bibo recebe Gutierres Siqueira, Alcino Junior e Luiz Henrique (que caiu no meio da gravação por não ser tão pentecostal assim!) para conversar sobre Boa Noite, Espírito Santo, o mais recente lançamento da Thomas Nelson Brasil.

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Por que um livro como o "Bom dia, Espírito Santo" do autor Benny Hinn desperta tanta curiosidade, debates e expectativas? Afinal, o que ele propõe sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo está correto? Nesta conversa, os convidados analisam a trajetória da obra, seu impacto no cenário evangélico e aproveitam para discutir como a pneumatologia tem sido ensinada, vivida e, por vezes, mal compreendida nas igrejas brasileiras.
Entre concordâncias, críticas e boas risadas, o episódio busca responder uma pergunta importante: como podemos cultivar uma compreensão bíblica, equilibrada e profunda sobre o Espírito Santo?
Ouça agora e participe dessa conversa sobre teologia, discernimento e a importância de examinar tudo, retendo o que é bom.

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– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número 651.
Eu sou Rodrigo Bibo e este livro é uma
boa ideia humana.
>> Olha aí, eu sou Gutierre Siqueira e é
hora de dar um boa noite ao Espírito
Santo.
>> Olha aí, chama o William Bonner para
escrever esse livro. Boa noite,
>> eu sou Alcino Júnior e espero que a
gente não fique 8 horas gravando esse
episódio.
>> Nossa, não tem como, não tem não.
Impossível. Eu eu eu perdi alguma
referência, tipo, perdi a referência,
né? Poxa, perdi, foi mal. E
>> é porque o o Benny Rin ficou 8 horas,
né, lá na presença do do Espírito Santo.
>> Pois é, perdi, perdi a referência,
graças a graças a Deus eu perdi essa
referência.
>> Ainda bem.
>> E eu sou o Luís Henrique. Menos
dopamina, mais descanso.
>> Olha aí. Muito bom, gente. Estamos aqui
no episódio 651. Vou explicar minha
entrada, já que ninguém riu, é porque
ela foi ruim, né? 51 boa ideia e seis o
é número do homem. Não,
>> foi muito ruim. Eu não peguei, cara. Eu
não peguei.
>> É, não, mas é que foi muito ruim mesmo.
Desculpa. Foi, é que os gênos sempre são
compreendidos.
>> Ok. Mas é que eu via muita propaganda e
as propagandas antigamente eram muito
boas, muito boas mesmo. Já estamos aqui
reunidos para falarmos sobre dopamina
espiritual, loucuras envolvendo o
Espírito Santo e, é claro, né, heresias
de Benim. Até que enfim temos um livro
agora em português que vai trazer a os
principais pontos onde o Benim escorrega
e na verdade ele não dá nem bom dia pro
Espírito Santo, nem boa noite. Ele já
deu tchau, né, pro Espírito Santo. Então
não é nem bom dia, nem boa noite. Não é
nem bem-vindo, né, que é o outro livro
dele que é o Bem-vindo Espírito. É dele
o bem-vindo Espírito Santo.
>> Ou seja, mas ele deu chau pro Espírito
Santo e por isso falou o que falou. Mas
aqui pera, pera, não é uma crítica
gratuita ao Benin, é algo maior, tá bom?
É algo maior. E é isso, a gente vai
conversar sobre boa noite Espírito
Santo. Por que que isso faz tanto
sentido? Fica com a gente, porque esse é
aquele episódio que você vai passar pra
galera naquele grupo lá, entendeu?
Enfim, vai ser massa, vai ser massa, mas
tudo com muito respeito, um pouquinho de
humor, mas é isso que a gente faz aqui
no BTC, tá bom? Simbora então conversar
sobre a pneumatologia beniniana e os
seus problemas e o que causou na igreja
e enfim e o como é que a gente entende
essas coisas e como é que seria então
uma boa relação com o Espírito Santo.
Simbora. Gutierre Siqueira, boa noite
Espírito Santo, né? Um livro que nasceu
numa brincadeira, basicamente numa
conferência da Thomas Nelson Brasil lá
em João Pessoa. E justamente porque eu e
o Alcino também que aliás gente sigam
Alcino Júnior aí no Instagram também,
Gutierre Siqueira no Instagram, mas o
Alcino deu uma reativada no seu
Instagram, tá aí trazendo várias
curiosidades bíblicas e enfim, tá bem
legal o Instagram do Alcino, tá com
publicações aí é quase diárias, né,
Alcino? Às vezes a vida chama, né, mas
quase diárias e tal. E o que acontece? A
gente tava lá na conferência da da
Thomas Nelson e eu recebo muito essa
pergunta: "Ah, o que tu acha do Bom Dia
Espírito Santo e tal, que é um livro que
vende muito ainda hoje, vende muito. Eu
não sei como é que ele está agora depois
que ah tinha uma igreja que eu não quero
citar o nome e tal, né? Deu uma
derretida na bola, mas eh mas era uma
igreja que fomentava bastante, né, a
venda desse livro virou um lago, né?
>> Virou uma lago. É, enfim. [risadas] Aí o
que acontece? Eh, mas vende muito Ben
Rin, né? Vende vende em posto de
gasolina, em catálogo de de Avon, né? É
muito vendido esse livro, só que ele tem
problemas e eu tinha preguiça de ficar
destrinchando, né? Tipo, ah, esse livro
é um problema por causa disso, isso,
aquilo. E numa conferência automa falei:
"Ô, Guti quero te desafiar, mano.
Escreveu o livro Boa noite, Espírito
Santo". E a galera achou legal e tal. O
Gutieres olhou para mim e falou:
"Escrevo, né?" E e tá aí, escreveu, né?
[risadas]
escreveu. Mas, ô, ô, Gutés, vamos lá,
eh, vamos começar já direto, sem
enrolaceira aqui. Vamos direto ao ponto.
Já expliquei como é que o livro nasceu.
Nasceu de uma brincadeira, de uma
inquietação. E você foi lá e, e fez uma,
né, uma análise, mas não só do Bom Dia e
Espírito Santo, mas do que o Benim, né,
o a cultura da qual o Benhim faz parte,
ao mesmo tempo ajudou a fomentar. Mas
pra gente começar a aquecer aqui a
conversa, a Gutierrez, qual foi, como é
que foi o teu contato com o Benin, você
como um pentecostal e depois um teólogo
pentecostal? Qual como é que foi a tua
primeira experiência com o Ben Ringin? E
depois acho que a primeira pergunta que
eu vou fazer pra mesa é essa, né?
Primeira a primeiro contato que vocês
tiveram com Benny Rin e como foi para
vocês naquela época?
Perfeito. Eh, até só aquecendo a sua
memória, Bibo. Eh, na verdade a gente
estava falando de algum assunto
aleatório.
>> Aí eu brinquei, é, eu brinquei falando,
ainda vou escrever o boa noite, Espírito
Santo. Falei numa brincadeira e você,
você precisa escrever esse livro.
[risadas]
>> Ah, foi isso? Nossa, mano, você precisa
escrever esse livro.
>> Sensacional. Sensacional. E aí nasceu
ali essa essa
>> Eu achava que eu tinha dado o nome Boa
noite, Espírito Santo. Então não fui eu
>> não. Eu joguei numa brincadeira e aí
você adorou. Não, isso é um
>> Não é porque é genial mesmo. É genial.
Vamos dar boa noite pro Espírito Santo.
Porque bom dia já deu, né? Já deu.
>> Mas e aí, como é que foi o teu primeiro
contato? E e tu consegue talvez lembrar
mais ou menos o efeito que teve na
época?
>> Efeito muito muito pequeno. Não tive
nenhuma empolgação com esse livro na
época. Não, não foi algo que me
impressionou. deveria ter 13, 14 anos.
Não lembro que já tinha uma fama o
livro, mas eu sequer li todo na época,
não foi algo que me pegou, né? Até
porque, na verdade, eu nunca fui fã de
livros de testemunho, de muitos
testemunhos, nunca foi o tipo de leitura
que eu que eu gostava, né? e nem gosto
até hoje. Mas aí quando você fez esse
desafio e eu topei, eu tive que reler,
claro, o livro. E vou até falar uma
coisa que parece contradiz, mas o livro
me soou menos ruim do que eu imaginava,
do que eu tinha na minha cabeça, né? Só
que aquilo que tem de ruim é bastante
ruim. Esse é o ponto.
>> E grave, né? E grave. E grave.
>> Mas isso é legal, essa tua percepção,
Gutis. Eu acho que isso acontece com
algumas obras também. Assim, você tem
uma, você cria uma imagem, você é ruim,
porque muita gente fala que é ruim e às
vezes você tá, mas por que que é tão
ruim? Aí você não vai atrás, você meio
que reproduz o que todo mundo fala e
tal. Porque aí eu trago a minha
experiência aqui com com o Bom Dia
Espírito Santo. Ele imagina eu, cara,
ele é um livro tão famoso, porque gente,
para um livro viralizar na década de 90
é porque ele tinha alguma coisa muito
extraordinária ou ruim ou boa, enfim,
né? Mas porque não tinha internet, era o
boca a boca mesmo, né? Então, e
obviamente que é um livro que caiu na
minha mão, eh, junto com a Divina
Revelação do Inferno, né? Era meio que
os livros que a gente lia quando jovens,
assim, Divina Revelação do Inferno, Bom
Dia Espírito Santo, ele veio para
libertar os cativos. Ah, enfim, né? Ah,
e o Bom Dia Espírito Santo, eu li na
época, enfim, eu gostei de algumas
coisas e tal, mas na época eu já fiquei
com uma sensação assim, mano, eu não
consigo essa vida com Deus, assim, então
era um pouco da frustração, tipo
Caçadores de Deus, que também na época
me deu um pouco de frustração do Tom
Tine, não sei se é o nome do autor,
porque o cara descrevia coisas tão
espetaculares assim que eu falo: "Mano,
não dá, a minha igreja, a galera não
fica caída a a oito quadras da minha
igreja, entendeu? Não é a minha igreja
boa. Jesus tá aqui. Mas o cara contava
coisas tão e e sempre com aquela ideia
de que você precisa viver isso, né? Não
era uma coisa assim, tipo, gente,
aconteceu e foi maravilhoso, não. Era
sempre com uma ideia assim de você
precisa disso, sabe? Também. E então já
na época eu tive um pouco essa sensação
assim com com Bom Dia Espírito Santo,
mano. Eh, pô, esse cara aqui ele é fera
mesmo, né? Olha, pô, o cara vai abrir a
porta do Espírito Santo, arremessa ele,
né? E tal. E aí, pouco tempo depois eu
tive contato com o Hank Renegraf, que já
tem, né, uma crítica ao Ben Rind. Falei:
"Opa, pera aí, ô, isso aqui faz mais
sentido, hein?"
>> As manifestações estáticas ou essas
manifestações que eram resultado desse
relacionamento com Deus eram muito
tratados na minha adolescência,
principalmente porque eu estava em uma
comunidade carismática. E os líderes
eles eram muito, muito, hã,
influenciados por literaturas como o
Caçadores de Deus e o Bom Dio Espírito
Santo. Então, eu cresci ouvindo bastante
e tendo a a influência de líderes que
foram atravessados por esse tipo de
literatura, por esse tipo de teologia e
que eh eu acabei eh vendo isso se tornar
parte do ministério, uma ênfase do
ministério deles. Inclusive quando é uma
experiência muito legal ler o livro do
Gutierres, eh, porque eu tava lendo e aí
ele vai analisando a escrita do Benim,
vai pontuando algumas questões de
equívocos teológicos e aí você e aí eu
fui trazendo a memória realmente aquilo
que não dava esperança. Aí eu olhava,
fala: "Nossa, era isso mesmo? Eu me
lembro de um líder pregando pros jovens
que falava isso. Eu me lembro de
determinados eventos que falavam um
pouco sobre isso. Eh, a ênfase,
inclusive de uma espiritualidade eh
carismática. E aí aí Gutierre, você
pode, Gutierrez écino, né? Vocês podem
me falar bastante e me corrigir nesse
sentido, né? essa ênfase, ênfase
carismática em busca desses ah dessas
manifestações estáticas, desse
relacionamento que é um relacionamento
de muito tempo de qualidade e que tudo
isso permeou muito da minha adolescência
e mostrou-me que igual a uma sensação
igual a a do Bibo, né? Cara, eu não
consigo chegar a esse nível realmente,
principalmente numa adolescência,
sabe?Onde onde eu tinha outros
interesses, tipo anime, assistir,
[risadas]
ler quadrinhos, conversar com meus
amigos, jogar videogame e tudo mais. E
aí eu me sentia muito inadequado eh na
adolescência como um cristão.
>> No meu caso, o meu contato com esse
livro foi assim, eu eu realmente não sei
dizer como esse livro chegou na minha
casa, mas eu lembro que na adolescência
também, né, eu tava, a gente fica
naquela coisa de querer alguma coisa
para ler e aí eu achei esse livro lá em
casa, mas ninguém na minha casa nunca
tinha lido esse livro, ninguém sabia
como ele tava lá. Provavelmente ganharam
de alguém, né? meus pais devem ter,
minha mãe deve ter ganhado de alguém. E
aí eu peguei para ler e li. Mas eu,
graças a Deus, eu cresci numa igreja
pentecostal biblicamente saudável.
Então, foi um livro que desde o início,
quando eu li, mesmo na adolescência,
quando eu disse na igreja que tava lendo
esse livro, eu já fui de cara alertado
sobre os problemas. Mesmo assim, eu li e
a minha experiência foi muito parecida
com a com a de vocês, principalmente com
a do Bibo, no sentido de ler e falar
assim: "Cara, isso aqui é inalcançável,
né? Isso daqui porque esse cara viveu e
o pior é essa coisa de assim você achar
que se você não viver aquilo ali, é
porque você não foi chamado por Deus,
porque quem é chamado tem que viver uma
experiência extraordinária daquela
forma." Então eu passei por esse
sentimento, mas doutrinariamente,
digamos assim, foi um livro que, graças
a Deus em mim nunca teve impacto.
>> Interessante. Agora vamos lá, Gutieres.
Legal a gente compartilhar um pouco
desse contato. É, na tua pesquisa,
Gutierres, assim, antes da gente entrar
pelo menos no principal erro do livro,
assim, mas ah, em termos é de coisas
boas, será que teve algum impacto
positivo desse livro assim no sentido de
talvez trazer o Espírito Santo de novo
pra conversa? Como o pentecostalismo
trouxe para o movimento cristão, por
assim dizer, né? Não que o Espírito
Santo não fosse eh uma figura importante
no cristianismo. O próprio Calvino é um
cara que fala muito do espírito e tal,
mas é innegável que o movimento
pentecostal dê uma sacudida na história
do cristianismo e na história da
teologia cristã, trazendo aí essa
questão tanto da experiência quanto do
espírito para se conversar e tal, né? Ou
seja, a o Espírito Santo precisa ser
pensado também e tal. E será que o bom
Dia Espírito Santo ele causou algo
também, apesar de ter assim problemas
complicados, né, enfim, erros graves até
e a gente vai trazer pelo menos um aqui
nesse podcast. Eh, teve algum efeito
positivo ou no fundo não? Tem que cavar
muito fundo para tirar alguma coisa
positiva daí.
>> Então, Bibo, seria muito radicalismo eu
falar que não teve efeito positivo
nenhum sobre várias pessoas. Eh, a vida
não funciona assim, né? 8, né? Um livro
que pode ser realmente na sua maior
parte ruim, ele ainda pode provocar
efeitos positivos, inclusive de levar
muita gente a querer ter uma experiência
com Deus mais profunda e nisso, nesse
buscar, ela de fato encontrar uma
experiência bacana com Deus, né? Eh, eu
eu conheço muita gente que vai falar
isso do livro Bom Dia Espírito Santo,
que depois que leu passou a orar mais,
passou a buscar mais a Deus e maravilha,
é um efeito positivo que o livro trouxe,
né? Inclusive, a minha preocupação ao
escrever o livro foi não trazer a
impressão que eu estou desmerecendo
a experiência de quem teve uma
experiência positiva na leitura do livro
ou que teve uma experiência positiva
como resultado da leitura do livro, né?
Eh, aqui eu não sou eu não sou um
sensacionista, eu não sou um teólogo
reformado de Wesminster, eh, eu sou um
pentecostal, eu sou um assembleano, eu
sou eu eu tô na tradição carismática,
né? Então, eu sou um irmão, a, o meu
papel aqui e eu me sinto assim, é de um
irmão um pouquinho mais velho, eh,
tentando dizer pros irmãos mais novos,
que são da mesma fé, da mesma turma, da
mesma família, dizendo: "Olha, legal,
essa experiência é muito bacana, mas tem
alguns problemas aí de rumo que a gente
precisa eh consertar". Então, o meu
intuito não é nem desmerecer o Bom Dia
Espírito Santo. Eu acho que vai ser
muito bom. Inclusive, eu vi, eu recebi
ontem de um amigo aí em Santa Catarina
que ele mandou que tem uma livraria
vendendo os dois livros juntos. Eu
espero que [risadas] a pessoa
>> Sim, esse é é um amigo em comum,
inclusive que temos.
>> Eh, e mano, e foi assim, aliás, fizeram
um meme também agora, né, Gutier, né? O
leitor de Bom Dia Espírito Santo. E um
cara todo desconfiado e tal. Uma moça
postou agora, não sei se chegou a ver no
Instagram. É bem legal esse meme e tal.
Não, seria muito legal se as pessoas
lessem os dois mesmo em conjunto, né?
Até quando eu dei ideia da capa para
Thomas Nelson, eu falei: "Olha, eu faria
uma capa bem parecida, bem parecida, que
curiosamente Bom Dia Espírito Santo
pertence a Thomas Nelson."
>> Exatamente.
>> Exat. Olha aí como a Thomas Nelson é
dialogal, né? Lança um livro que critica
um grande sucesso de vendas dela,
entendeu? Então assim, isso é isso é
maturidade editorial. Poucas editoras t.
Mas é isso. Vamos lá, galera. Vamos lá.
>> Já falamos um pouquinho aqui da nossa
experiência. Oi, fala Alcino. Uma outra,
eu queria falar de uma outra virtude
também que eu vejo nesse livro, que é o
seguinte, eh, por mais que tenha todos
os problemas que a gente já falou e
ainda vai falar aqui, mas esse livro foi
também uma porta de entrada, né, para
muita gente no na questão da leitura,
muita gente, porque a gente sabe que no
meio pentecostal, eh, lá no final dos
anos 90 ali, havia ainda uma certa
resistência em alguns setores a ler
livros que não a Bíblia. Então esse
livro ele foi uma porta de entrada para
muita gente no mundo das leituras. E o
Benny Ring, ele tem um mérito nesse
livro que é o mérito de ser uma escrita
muito acessível. É um livro talvez pela
carga de testemunho que ele tem, né,
pessoal, mas é uma leitura muito
acessível. Se você nunca leu nenhum
livro na vida além da Bíblia, você vai
pegar esse livro Bom Dia Espírito Santo
e vai conseguir ler, vai conseguir
entender o que tá sendo transmitido ali.
Então, por mais que o que seja esteja
sendo transmitido ali na maior parte do
tempo, sejam coisas que que vão contra
eh a Bíblia, mas há um mérito na forma
com que ele foi escrito.
>> Muito bom. Isso é verdade. Isso é
verdade. E
>> não à toa é um grande é um grande
longeller, né? Ele não é nem um
bestseller, ele é um long seller porque
continua vendendo. É de maneira, cara.
Mano, eu cheguei a fé em 99. Esse livro
é de quando, Gutierres? O Bom Dia
Espírito Santo.
>> Ele é de comecinho dos anos 90
>> em inglês.
>> Se eu não me engano é 91, se eu não me
engano.
>> Nossa, mano. Olha só. E continua
vendendo até hoje. Isso sim. Tipo, algum
mérito tem, algum mérito tem.
>> Exatamente. Não, amigo secreto de
igreja. Eh, bom dia, Espírito Santo
circulava bem assim como presente. Era
impressionante. Tem um encontro, teve um
amigo secreto do da comunidade que eu
fazia parte que eh três, quatro pessoas
ganharam Bom Dia Espírito Santo do Benny
Rin.
>> Olha aí. E eu acho até que eles mudaram
até bem pouco assim a capa, né? Porque
eu sou do tempo da capa amarela clássica
mesmo, aquela amarela com azul. E agora
eles mudaram até a capa, mas não é tão
tão diferente assim. E eu me espantei
isso há décadas atrás, quando eu vi ele
no catálogo da Avon ou da Natura, não
sei. Vamos lá, mas Siqueira, vamos
apontar aí, ah, na sua opinião, qual é o
principal e problema de bom dia,
Espírito Santo, né? Apesar dos méritos
que a gente reconhece, muita gente
começou a ler, muita gente talvez buscou
mais a Deus, né? você acorda e dá bom
dia, Espírito Santo, que não é uma coisa
ruim em última análise, é bom, mas qual
é aquilo que está ali no livro e pode,
né, a primeira coisa teológica
complicada, a gente não vai falar de
todas, mas na sua opinião assim, o livro
teologicamente ele erra muito nesse
aspecto,
>> Bibo, o livro tem dois e eixos de erro.
Eh, tem o erro doutrinário e tem o erro
de comportamento, tá? ou de incentivo de
comportamento. No erro doutrinário, o
livro é muito pobre na forma como ele
descreve a doutrina da Santíssima
Trindade. E esse é um ponto grave. A
gente tá falando da principal doutrina
da fé cristã, não é qualquer coisa, né?
Ah, a minha a minha impressão ao ler o
livro, ao reler esse livro, eh, é de
alguém que despreza completamente a
tradição da igreja, no sentido de que
nunca se preocupou em estudar o que a
Igreja pensa há 2000 anos sobre a
Santíssima Trindade, que vai pelas suas
meras impressões e pela sua leitura
literalista da Bíblia e vai julgando uma
série de opiniões sobre a trindade, que
são opiniões bastante ruins, tá? Eh, tem
uma clara influência do Phois Dake. Eh,
Phois Dake foi um teólogo, entre aspas,
que lançou uma Bíblia de estudo nos anos
60. Ele era pentecostal, uma terrível
Bíblia de estudo, muito ruim. E
>> que é a de que é a De?
Exato. A Bíblia dele que foi lançada
>> foi lançada em português, que tinha
também esses defeitos, um excesso de
literalismo.
Eh, dizia que o a trindade eram nove,
não três. É, coisas malucas assim.
>> E vale ressaltar que quando a Bíblia
Dake foi lançada em língua portuguesa,
ela foi anunciada como a maior e melhor
bíblia de estudo de todos os tempos.
>> Caramba, pontuar isso.
>> É verdade. Verdade. Mas enfim. Então
esse cara teologicamente tem uma
influência forte sobre a teologia do
Benny Hin. Então,
>> e vale a pena mencionar o Finis Dake,
porque eh de alguma forma o Benny Rin
reproduz a cultura que o Dake também eh
fazia, que é essa cultura da grandeza,
de que eu eu tenho um acesso a Deus
direto, então não preciso da mediação da
tradição. O De quando lançou um livro de
escatologia, Bíblo, até registro isso no
meu livro aqui na página 41, ele
escreveu o seguinte: "Preições 100%
corretas das coisas do porvi." Este
livro responde a centenas de perguntas a
respeito das profecias e ressalta muitas
verdades novas, nunca ensinadas no mundo
profético. Verdades estas que, segundo
as nossas predições, revolucionarão
completamente os ensinos modernos sobre
as profecias.
assim, [risadas] meu Deus,
>> de de megalomania, né, que você vê e que
tá presente um pouco no na forma como
Benin constrói teologia. Mas deixa eu
dar um exemplo concreto.
>> Hum.
>> O Benin fala que as três pessoas da
trindade t corpo.
Qual o problema? Alguém pode ouvir isso
e dizer: "OK, eu sei que só Jesus passou
pelo milagre da encarnação. Qual o
problema de afirmar que o Pai e que o
Espírito Santo tem corpo?" N o problema
é o seguinte, gente, eh em nenhum
momento a Bíblia diz que o Pai e o
Espírito Santo passaram também pelo
milagre da encarnação.
A encarnação também implica em uma dupla
natureza. Jesus é ao mesmo tempo homem e
ao mesmo tempo Deus. ou como a gente
gosta de dizer no popular, né, 100%
homem, 100% Deus, ou como tá no credo,
né, eh, verdadeiro Deus, verdadeiro
homem. Então, nesse sentido, se o pai
tivesse corpo e se o espírito tivesse
corpo, a gente teria que trabalhar
também uma encarnação do Pai e do
Espírito. E a Bíblia não dá margem para
isso. Isso é uma distorção de como a
doutrina da trindade foi construída.
Então ele afirma isso. Ah, os três têm
corpos. A própria Bíblia diz, o próprio
Jesus falou que Deus é espírito, né?
Deus Deus não tem matéria em Deus. Eh,
então é só um exemplo de como alguém
pode eh distorcer uma doutrina tão
importante e tão cara paraa fé cristã
como a doutrina da trindade. Ele fala
coisas do tipo, ah, o Espírito Santo é
pai de Jesus. quando a teologia clássica
da doutrina da trindade e vai nos
ensinar que o espírito procede do pai e
do filho, né? Não,
>> pera aí, pera aí, ô Gutier, pera aí.
Vamos lá. Eu até lembro dessa parte tua
no teu livro aí, mas já que eu tô aqui,
vou perguntar para ti. Mas com base
assim no que que ele faz uma afirmação
del assim, galera, é aquela coisa, o
Espírito Santo ele tem muita
predominância, notoriedade, né, no
movimento pentecostal. é a pessoa da
trindade que tem mais evidência, né?
Então o espírito ele passa a ter. E aí
você vai tendo vários desdobramentos
disso. O próprio Alcino fala, né, de um
movimento pentecostal saudável, onde o
Benim não não sambou tanto assim. Mas
vamos lá. O cara fala um negócio desse
com base no quê? Porque o herege ele tem
base bíblica, né? Ele cita texto bíblico
e o Beningin fala um negócio desse sem
corar, né? Tipo, com base no que assim,
o Espírito Santo é pai de Deus, né? Pai
de Jesus.
>> Pai de Jesus.
>> Pai de Jesus, mano. É,
>> ele ele vai basear no texto de Lucas 1
da no caso de Maria ficando grávida por
meio do poder do espírito, né?
>> Então essa é a base dele.
>> Ele tem uma leitura apagando o processo.
[risadas]
>> Ele faz uma leitura apagando o texto.
>> É. E na questão do corpo de Deus que ele
fala que os os três têm
até nas nas pregações dele, ele se vai
estão fismos que a Bíblia coloca, né?
Eh, [roncando] eu já vi ele em pregações
falar que Deus tem corpo porque a Bíblia
fala do braço do Senhor e e e usa coisas
desse tipo, que é uma distorção da
linguagem poética do texto, né?
>> Total, total. E e tem uma base eh no no
Phois Dake também, que o Finis Dake
dizia que Deus era corpo, alma e
espírito, assim como o homem. O homem é
corpo, alma e espírito. Então Deus
também é corpo, alma e espírito. Eh,
primeiro que isso já é controverso em
si, né? Quem estuda antropologia bíblica
sabe que essa divisão tricotômica é
furada. Eh, mas esse é outro assunto.
Agora, atribuí-seo a Deus é uma furada
ao triplo. Eh, então é esse nível de eh
de loucura que vai misturando e vai
fazendo uma leitura literalista da
Bíblia. O problema de fundo é esse. É
uma pessoa que se autoatribui uma
autoridade
que ela não tem, que é uma autoridade de
refazer a teologia cristã de [roncando]
2000 anos.
>> Hum. Hum.
>> E eu nem diria, Bibo, que talvez ele
tenha feito isso de maneira consciente.
Ah, eu quero refazer os credos
históricos da fé cristã. Mas é aquela
mania da autossuficiência que tem muito
no meio carismático de que, ah, eu tenho
contato com o Espírito Santo, então tudo
que eu falo aqui tem uma validade
divina.
>> Hum.
>> Então,
>> tem um pouco dessa cultura, sabe? E e é
isso, ele é uma figura de autoridade,
>> mas aí mas aí por mais que ele não tenha
feito isso de forma premeditada, eu
também acredito que possa não ter sido,
mas ele criou uma escola e que faz isso
agora sim de forma premeditada. Eh, hoje
a gente tem eh determinados nichos que
são herdeiros intelectuais do Benim que
acham eh bonito você romper com as
tradições do cristianismo e são e herdam
são herdeiros desse pensamento. Por mais
que ele pode ser que não tenha tido essa
intenção, mas ele criou uma escola que
agora faz isso de maneira intencional.
>> Cara, herdeiros da herdeiros da
intelectualidade de Ben Rin. É, pensa
uma frase que não faz sentido para mim.
>> [risadas]
>> Mas pior que tem, pior que tem. Não,
não, eu entendi o que você quer dizer,
mas sabe, tipo, ok, tá bom, né? Vamos
lá.
>> [risadas]
>> Eh, ele chega a firmar em um momento no
livro, eh, deveria ter guardado essa
página aqui, mas ele chega a afirmar em
um momento no livro que o que ele tem
ali de experiência com Deus valida o que
ele tá falando. Eh, que
>> que ele tá ele tá certo por isso, porque
ele tem uma sensibilidade de ouvir Deus.
Eh, nas primeiras vezes que os teólogos
levantaram problemas na sua obra, o
Benin reagiu mal, amaldiçoou. Eu disse
que era coisa de gente incrédula, né?
Depois ele voltou atrás,
>> ele fez correções. O livro era ainda
pior nesse sentido da trindade, na
primeira edição de 90.
>> O que nós temos aqui é um espelho da
edição de 93.
Já passou então ali por pelo menos duas
revisões doutrinárias, mas não tirou
todos esses erros que ficaram ali a
respeito da Santíssima Trindade.
>> Eh, foi foi até uma virtude dele ter
voltado atrás algumas coisas.
Mas ele tem essa mania, ele vai, ele
volta, ele já se arrependeu da teologia
da prosperidade
300 vezes e depois volta a pregar a
teologia da prosperidade.
>> Uhum.
>> E por aí vai, né?
>> Mas vamos lá então pro outro ponto,
então, Gutierres, que é tem outros
problemas doutrinários também no livro,
tá? O Gutex também não, até eu achei
parabéns, Gutx, que a a tua ideia no
livro não é fazer um, sabe, um
detalhamento, né, das heresias do Benny
Rin. Eh, e seria até um livro meio chato
de ler se o teu livro fosse isso, né?
Vou pegar ponto por ponto. Não, não é
uma, não é uma sabatina. Você não tá ali
colocando o Benin num numa dieta, né?
Uma dieta de, sei lá, dieta de Azusa. Aí
você tá lá julgando o Beningrin e as
suas doutrinas. você aponta algumas
outras coisas e tal, mas a você vai
muito para a questão comportamental, ou
seja, o que o Benin ajudou a criar ao
mesmo tempo que é fruto, né? Essa
relação, ele é fruto de um meio e ao
mesmo tempo se torna um grande expoente
desse meio. Então ajuda também a criar
essa cultura que o formou e tal. Que
cultura que é essa? E é por isso que tem
o nome Boa noite, Espírito Santo, porque
a a eu achava que seria assim: boa noite
Espírito Santo. Galera, para de ler esse
livro aí. Eh, boa noite. Ou seja,
silencia esse livro do Benim. E não, né?
Tu é um pouco mais nobre e elegante e o
Boa noite do Espírito Santo aponta para
uma outra questão. Queria entender um
pouco isso.
>> É exatamente o o a questão de fundo é a
cultura que o Bom Dia Espírito Santo
ajudou a fomentar. Não, não criou do
nada, como você disse, já vem de um
lastro histórico, mas ajudou muito a
divulgar, né, até pelo sucesso do livro,
que é essa cultura da dopamina
espiritual. Daí que vem o subtítulo do
livro, né, a espiritualidade além da
dopamina. Só uma rápida explicação, o
que que é dopamina, né? Dopamina é o
neurotransmissor que tem no nosso
cérebro, que neurotransmissor é é uma
molécula que carrega uma informação para
outra pro outro canto do cérebro. Em
resumo, tô fazendo aqui uma um resumo de
explicação quase infantil do assunto.
Eh, e quando que ele acontece? É, é
muito importante ter dopamina. eh, não é
algo ruim por si só, pelo contrário, a
dopamina que nos motiva a sair da cama
para ir trabalhar, fazer as nossas
coisas e tal. Eh, mas a dopamina
normalmente ela ela sobe ou ela aparece
no momento da expectativa.
Ah, por exemplo, você recebe um
presente, você tá esperando um presente
bacana, antes de abrir ali o presente, a
sua dopamina sobe para caramba. até para
você ter a motivação para abrir aquele
presente. Depois que você abre o
presente, ela cai. Então, como tudo na
vida, se a dopamina fori estimulada em
excesso, ela fica desregulada,
então ela passa a depender de estímulos
novos o tempo todo. É por isso que a
gente tá lá no Instagram eh rolando tela
o tempo todo, porque a gente tá na
expectativa que o próximo vídeo vai ser
melhor. O próximo vídeo vai ser melhor.
Então a gente fica, e a gente faz isso
com a Netflix, a gente faz isso aqui com
YouTube, a gente faz isso o tempo todo.
E a gente faz isso com a espiritualidade
também. Ó, o culto hoje foi muito
impactante, foi muito legal, mas o
próximo culto, nossa, Deus vai me levar
pro terceiro céu, Deus vai eh fazer uma
obra maravilhosa na minha vida, aquela
coisa toda. E aí eu crio uma dependência
de espiritualidade
de que eu preciso ser surpreendido por
Deus o tempo todo. Só que a vida cristã
não é assim. Inclusive tem uma mensagem
no seu canal que eu preguei, Bibo, que
foi numa conferência que fizemos aqui em
São Paulo, que eu chamo atenção que
quando Paulo vai falar da sua
experiência do terceiro céu, ele faz
questão de destacar. Isso aconteceu há
14 anos,
>> quando os caras em Corinto tinham
experiências extraordinárias todo santo
dia. Paulo vai remontar a uma
experiência de 14 anos atrás. Então, o
que eu tô combatendo também é essa
cultura. Olha, eu sou pentecostal. Eu já
tive experiências e tenho ainda
experiências maravilhosas com o Espírito
Santo, mas a vida cristã não é sair de
uma experiência para ir para outra
experiência e ir para outra experiência.
Isso não é real, isso não é verdade. E
aí por isso que muita gente acaba
inventando coisa, inventando
experiência, forçando experiência que
não tá ocorrendo. Eu odeio aquela aquela
pergunta de pregador pentecostal. Quem
sentiu a presença de Deus nessa noite?
Aí a maioria dos crentes respondem que
sim, quando a maioria não sentiu coisa
nenhuma, né? Tá todo mundo mentindo ali.
Eh, então é o tipo de coisa que me
incomoda bastante. Há muitos anos eu não
sabia expressar isso em palavras. Agora
eu sei por meio desse livro aí eu
consegui que é justamente isso. A vida
cristã se envolve o extraordinário.
Claro, eu sou pentecostal, eu acredito
no extraordinário, só que só que a maior
parte da vida cristã é totalmente
ordinária. Esse é o ponto que eu quero
trabalhar nesse livro. E um outro, uma
questão também, Gutierre, do que você
disse aí, é que existe um certo ambiente
por conta desse dessa, desse incentivo à
dopamina, onde se cria quase que uma
idolatria na questão da expectativa,
porque quando você coloca a dopamina
como sendo combustível, você precisa est
sempre com a expectativa de algo e quase
sempre esse algo não vai corresponder à
sua expectativa. E aí, como você falou,
então na sequência eu já preciso criar
outra expectativa e outra expectativa. E
quando a gente vai pros ambientes que
são muito influenciados
por essa teologia,
sempre que eles vão anunciar, por
exemplo, algum evento, alguma coisa, uma
das frases que você que eles repetem a
exaustão é a frase: "Gere expectativas".
Gere expectativas. você precisa gerar
expectativas, porque a expectativa
muitas vezes é mais importante do que o
que vai acontecer realmente, porque a
expectativa que vai alimentando essa
dopamina constantemente.
>> Exatamente. E tem um problema sério
nisso também, que
e justamente como não tem como manter
isso na real, o pessoal vai inventando
coisas novas o tempo todo. Então, é uma
igreja viciada em novidade. É por isso
que você vai ter igreja com UFC no meio
do culto, porque ela tem que criar
novidades o tempo todo. E fora a
manipulação
eh emocional, porque olha, se tem uma
pessoa aqui que não briga com emoção,
sou eu. Eu tenho um outro livro pela
Thomas Nelson, que eu faço um baita
elogio a emoção, que é o autoridade
bíblica, experiência no espírito. tem um
capítulo defendendo o papel da emoção.
Mas uma coisa que como pentecostal eu
preciso ter ciência é que a emoção tem
que ser espontânea.
Ela não pode ser provocada ou forçada.
Nada mais lindo do que um culto
pentecostal onde você vê pessoas
emocionadas.
Eh, não porque teve um uma música
forçando isso, um pregador forçando
isso, e sim porque de fato estão
sentindo a presença de Deus.
é o lance de colocar o avivamento no
calendário, né? Ou aquela pressão. Há
muito tempo que eu não prego em igrejas
pentecostais. Faz tempo mesmo.
Carismáticas prego bastante, mas faz
tempo que eu não prego numa Assembleia
de Deus, por exemplo. Faz muito tempo. O
que eu não lembro, eu não lembro, tá,
gente? Eu acho que acho que eu vou
pregar agora, vou pregar semana que vem.
Eu vou estar numa Assembleia de Deus, se
não me falha a memória. [roncando] E
assim, e tem uma pressão sobre o
pregador às vezes ou sobre o cantor, né,
irmãos, vamos ouvir agora o cantor tal,
o pregador tal e Deus vai fazer coisas
incríveis, maravilhosas, grande. Falei,
mano, é sou eu que vou pregar, não vai
acontecer nada disso, eu acho, né? Tipo,
tipo, e e é isso. E o que tu fala, mano,
é muito verdade. Assim, é essa
necessidade de manter a música alta, né?
De manter, sabe, a coisa lá em cima. Não
dá para respirar. É por isso que os
cultos estão cada vez mais
performáticos, né? Você não pode deixar
a galera parar, respirar. Você tem que
manter a rotação lá em cima, a luz lá em
cima, administração, administração lá em
cima. Eh, aí a galera fala mesmo, né? Os
criadores de atmosfera, né? Você tem que
ter aquela galera que vai lá, que vai
est orando, que vai no fundo falando
glória a Deus alto, que vai
movimentando. Por quê? Porque todo culto
tem que ser como foi aquele outro. Não,
porque Deus fez uma vez, ele fará de
novo e tal.
Eh, essa necessidade de sempre tá
sentindo um frio na barriga. O que eu
chamo, até coloquei no prefácio do teu
livro, é o que eu chamo de
espiritualidade circense.
É sempre uma espiritualidade do
espetáculo, sempre tem que ter. Eh, o
culto foi frio hoje. Por que que foi
frio? Ah, o cara pregou, não teve
choradeira, ninguém falou em línguas,
não teve um demônio para expulsar,
ninguém foi curado do câncer, sabe? E aí
você coloca Deus numa obrigatoriedade.
Deus, agora você vai fazer. É igual a
teologia da prosperidade, né? Não dá o
dinheiro aqui agora para ver se Deus não
vai fazer. Cara, Deus às vezes não vai
fazer, né? E e acaba acontecendo também
uma distorção em qual em qual é a
finalidade do culto,
>> porque como
>> tanto eu quanto Gutierres como
pentecostais, eh, é claro, como ele
falou e escreveu no outro livro também
que ele publicou, a gente não despreza a
emoção. A emoção é um elemento do culto.
Muitas vezes isso é é totalmente
legítimo. Só que uma coisa é eu tratar a
emoção como algo que faz parte do culto,
outra coisa é eu tratar a emoção como a
finalidade do culto. Uhum.
>> Eu vou ao culto para me emocionar, para
sentir algo, para ter algum pico, né, de
emoção. Aí a gente tem um problema,
porque aí a emoção vira o ídolo. É isso
que acontece. E isso se reflete tanto no
livro que tem um momento em que o Benim
fala que ele tá ali saindo daquele
ambiente de oração e o Espírito Santo
fala a ele: "Fique comigo mais 5
minutos". Cara,
>> até o Espírito Santo ali é carente, né?
Ele precisa do calorzinho, da oração.
>> Ex. A gente volta lá pra nossa
experiência que eu e o Alcino, o Alino
não sei quem que tava junto comigo nessa
de tipo mano, eu não, o Espírito Santo
não fala comigo desse jeito,
>> foi você. Então é só que eu, ao
contrário do alcino, eu vivia uma culpa
assim, tipo, mano, eu preciso buscar
mais até o Espírito Santo dizer: "Ah,
não vai, amigão, fica aqui comigo",
né? Tipo, [risadas] e você se sente mal
porque você não vive aquilo que ele
vive. Gente, vamos lá para se você ainda
não entendeu, eu acredito que pessoas
possam ter ouvido a voz de Deus. Víor
Fontana conta isso. O Víor Fontana já
ouviu audivelmente a voz de Deus. E eu
não
>> ol Víor Fontana, hein?
>> E é o Víor Fontana, né? Um dos maiores
teólogos do Brasil e um cara assim,
tipo, com coração incrível e tal. E não
é o mentiroso, é um cara que não precisa
mentir, né? A igreja dele nem espera
esse tipo de coisa dele.
>> Exato. Presbiteriano.
>> Ele é um presbiteriano e tal. quem não
há dolo. E o que acontece? E ele já
ouviu a voz de Deus. E eu acredito que o
Víor Fontan está falando a verdade, só
que ele ouviu aquela vez. Foi uma uma
experiência única que pode voltar a se
repetir. E sim, eu nunca ouvi a voz de
Deus. Eu já tive outros tipos de
experiência, de sonhos, de visões,
enfim. Mas, cara, é uma experiência
que aconteceu. Pode acontecer de novo,
sim. Pode ser que não esteja acontecendo
mais comigo, porque talvez eu devesse
buscar mais a Deus. Pode,
>> pode.
>> Agora, o fato de eu buscar mais a Deus é
sinal de que eu vou ter de novo essa
experiência? Não, porque a minha
finalidade enquanto um filho de Deus,
enquanto alguém que tem comunhão com com
Deus, por meio do poder do Espírito
Santo, não é sentir essas coisas, mas
testemunhar de Cristo, né? O poder do
Espírito Santo é dado para testemunho. E
o problema é que essa galera cria uma
religiosidade ou uma espiritualidade
para ser melhor,
que a maioria não vai alcançar, porque
eu acredito que o Espírito Santo possa
ter tido realmente uma coisa incrível
com o Espírito Santo,
>> entende? Eu acredito, acredito. Só que o
problema é
>> o Ben Rim, o Benny Rim com o Espírito
Santo. Que que eu falei? O Espírito
Santo com Ben com Espírito Santo.
>> Ah, tá. Isso é porque, pô, são vários
espíritos santos, né? São nove espíritos
de Deus e tal,
>> mas vamos lá.
>> É um n ateísmo.
>> Exato. Exatamente. Mas eu acredito que
ele possa ter uma experiência verdadeira
com Deus, sabe? Só que o que acontece?
Opa, a galera gostou disso. Bora. Só que
daí não aconteceu de novo. Aí entra a
loucura, aí entra o delírio, sabe? Aí
entra sugestionamento.
Eu acredito que o espírito que o Benim
possa ter pregado e as pessoas caído no
poder em algum momento. Mas agora toda a
conferência dele, quando ele passa o
palitó, a galera cai. Eu não acredito.
Para mim aquilo ali é sugestionamento, é
efeito manada, sabe? Eh, emocionalismo,
eu não acredito. Posso vir dar com a,
né, com a língua nos dentes, posso, mas
eu não acredito. Acredito que possa ter
acontecido em algum momento. Agora, acho
tudo fabricação humana e emocionalismo
vazio. E eu acho que aí que tá o grande
perigo, sabe? Porque são eh são coisas
que podem ser real.
Só que agora você querer isso em todo
culto, você querer isso em toda
conferência, por exemplo, quando uma
conferência promete o avivamento no
país, não dá, mano. Não dá. Aí não dá.
>> E é um problema porque vira idolatria,
né?
>> Eu lembrei aqui de teve nos anos 2000,
teve o auge ali daquele avivamento no
Canadá, na igreja do aeroporto, não sei
se vocês lembram.
Eh, esqueci o nome da igreja agora. Eu
acho que era igreja do aeroporto
>> do Toronto, né? Isso é outra coisa, né?
É Toronto.
>> Ah, tá. Conhecido como de Toronto,
lembro.
>> E um dos efeitos desse chamado
avivamento de Toronto era o pessoal ri
no espírito. Pessoa pessoal ria e tal e
tal e tal. E aí na época alguns teólogos
pentecostais até da Assembleia de Deus
escreveram textos criticando esse
avivamento. E algumas pessoas disseram:
"Ah, mas o Gunavingle
relata nos nas suas memórias episódios
de riso no espírito, que houve uma
manifestação tão intensa que eles riam.
Mas tem uma diferença
Absal, a diferença que o o Gunaving não
fazia disso um estímulo. Não há nada no
livro dele dizendo: "Ah, e nós fomos
orar para que as pessoas recebessem o
riso santo ou coisas desse tipo." Essas
coisas simplesmente aconteciam na
reunião de oração. Essa é a diferença,
tá? Qualquer coisa extraordinária que
foge ali a descrição típica da Bíblia, a
gente tem que trabalhar como exceção,
que pode acontecer, sim, pode acontecer,
mas não que é estimulado que aconteça.
Inclusive, eu já contei essa experiência
algumas vezes em podcasts. Eu tive uma
experiência certa vez ali com 14 anos,
em que a minha experiência com o
Espírito Santo foi tão intensa que eu
tive uma confusão espacial. Eu não sabia
se eu estava na terra ou no céu,
>> no corpo ou fora do corpo. A coisa muito
Paulo, né?
>> É no corpo ou fora do corpo. Foi muito
intensa. Era um branco assim, era uma
leveza, era uma coisa muito especial. E
o meu braço tava levantado, Bíblo, por
mais de meia hora.
>> E eu não me cansava. E eu não me
cansava.
>> Já pensou se hoje eu tivesse por aí
ministrando nas igrejas a unção do braço
levantado?
>> Olha [risadas] só.
>> E não seria Moisés, né? É unção de
Moisés. Exato. Eh, inclusive, inclusive
esse lance do braço levantado me lembra
uma experiência que eu tive com um amigo
meu numa vigília e e a gente já era
batizado no Espírito Santo, né, nos
moldes pentecostais, né, de falar em
línguas. E a gente tava numa vigília de
jovens e tal, e aquela oração para as
pessoas receberem o batismo com o
Espírito Santo. E aí eu e ele, a gente
falou assim, ó, só vamos baixar as
nossas mãos quando alguém for batizado
com o Espírito Santo e aí era nós lá com
a mão levantada. a gente abaixou em
algum momento. Alguém deve ter sido,
alguém falou em línguas lá, né? Mas
olha, ó, sem querer essa unção do braço
levantado tava rolando. Mas é algo
genuíno, né? É algo genuíno que e esse é
o problema espontâneo e de Deus,
>> né? E Deus não atende a nossa agenda.
Muitas vezes Deus não atende. E
extraordinário. Extraordinário, não só
no sentido de sobrenatural, mas
extraordinário no sentido de não ser
algo corriqueiro,
>> não fazer parte do ordinário. Você não é
como foi dito, a gente não vai todo todo
mundo que que é pentecostal ou que já
passou por uma igreja pentecostal já
viveu alguma experiência desse tipo ou
pelo menos deveria ter vivido.
>> Mas a gente não vai fazer disso uma
doutrina. Exato. Como por exemplo a
galera, pra gente finalizar aqui,
Gutierrezes, a galera que fica pedindo
porção dobrada. Vamos pedir uma porção
dobrada. Benim, cara, inclusive Benim
teve no Brasil esse ano ou ano passado.
>> Esse ano.
>> Esse ano, né? Enfim. Eh, ele teve e eu
chegou para mim um res de um casal de
pastores que eu não lembro o nome ainda
bem, mas eu também não citaria porque eu
não conheço o ministério deles, mas
achei esse momento super problemático
assim em que eles estão na conferência
do Ben Rin e eles falam justamente dessa
ideia de receber, né? Eh, não sei se
usaram o termo ativação profética, não
sei se o Benin utiliza esse termo, não
lembro agora, mas essa ideia assim é
como o legado espiritual do Benhim, né?
Então, essa ideia de receber, né, a
unção deste grande homem de Deus. E tem
essa passagem, né, de Elias e Eliseu, em
que a galera utiliza hoje, né, queremos
a porção dobrada do teu espírito, que
geralmente é entendida como Senhor,
dá-nos o plus, né, Gutierres? Como é que
tu aborda esse esse jargão, né? Virou
quase um jargão esse, cara. Virou um
fetiche em última análise, né? Um
fetiche, né? Esse lance da porção
dobrada. de transferência de unção, né?
Ou seja, porque Elias transferiu a unção
dele para Eliseu e a porção dobrada é o
plus. Como é que tu rebate isso com uma
teologia saudável?
>> Eu fazo uma análise exegética desse
texto, eh, inclusive
é um ponto que merece bastante atenção
do leitor. Tá bem no final do livro. O
que eu lembro ali, Bibo, que essa é uma
linguagem da herança.
É o filho mais velho na cultura oriental
antiga, ele recebia
[limpando a garganta] uma porção dobrada
em relação aos demais filhos. Então, se
o pai tivesse uma propriedade ali com 10
gados, ele receberia cinco gados e os
outros filhos receberiam, dividiriam o
restante dos outros cinco. Então, a
ideia da poção dobrada é eh reconheça a
mim como o filho mais velho, como o
filho que tem a o dever de carregar o
seu legado. É esse o sentido. O pedido
de Eliseu era carregar o legado de
Elias, tá? E aí eu pergunto para você,
se você for pro Novo Testamento, quem é
o profeta mais importante? Elias ou
Eliseu? Elias continua sendo Elias.
>> É o cara que aparece lá no Monte da
transfiguração, não é?
>> Exatamente. É ele que é o representante
dos profetas. é ele que a Israel na
época de Jesus eh tem uma esperança de
uma certa eh volta, né? Vê ali João
Batista como um novo Elias. Então assim,
eh Eliseu não se tornou maior que Elias,
tá? Mas o que Eliseu fez foi carregar o
legado de Elias como um filho
primogênito.
É nesse sentido, filho primogênito
espiritual, tá? esse sentido de de da do
direito ali de receber uma poção
dobrada. Esse pedido que ele faz a
Elias, tá? Não que ele teria um
ministério infinitamente maior e mais
poderoso eh do que Elias, embora foi
também um baita profeta. Então, quando a
gente entende o pano de fundo eh do que
ele quis dizer, fica claro que não tá
trabalhando aí com uma transmissão de
milagre ou de poder necessariamente.
>> E também não tem a ver com um contexto
de paternidade espiritual no sentido que
a gente entende hoje, né? Porque quando
você fala de filho eh espiritual, as
pessoas podem acabar entendendo que é
disso que a gente tá falando, mas não
não é no sentido de que Elias era
consanguíneo espiritualmente de Eliseu.
Não é esse o sentido. É apenas no
sentido de levar aquele ministério
adiante.
>> E a gente nunca pode esquecer também que
essas figuras ungidas no Antigo
Testamento, todas apontam para Cristo. o
profeta ungido, o rei ungido, o
sacerdote ungido, todos apontam. É basta
ler Hebreus. Hebreus vai fazer todo esse
movimento, colocar Jesus acima dos
anjos, acima dos sacerdotes, acima dos
profetas, acima dos reis. Por quê?
Porque Jesus é por excelência o ungido.
Jesus é o Cristo. Cristo é o ungido.
Então,
>> sensacional. Sensacional.
>> Para ninguém achar aí que é mais ungido
que outro. Então galera, é isso. O Boa
noite Espírito Santo. A espiritualidade
além da dopamina de Gutierre Siqueira
pela Thomas Nelson Brasil do selo
pentecostal carismático já está
disponível. Não é um livro para criticar
Benin em última análise. Não é isso.
Como vocês puderam ver, obviamente que
tem uma crítica a pontos que são
complicadíssimos do Benhin, mas é mais
uma análise do nosso tempo que está
desesperado por dopamina. espiritual.
Então esse livro aqui, gente, é ótimo
para você realmente ler. Você que é de
movimentos pentecostais, carismáticos, é
importantíssimo você ler esse livro
aqui, porque é escrito por um
pentecostal, não é para invalidar
qualquer experiência espiritual, mas é
para a gente às vezes entender que nem
tudo é da forma como se quer construir
ou como se forçam a barra, tá bom?
Então, o boa noite Espírito Santo
Gutierres é essa literatura
importantíssima para o Brasil, que é um
país pentecostal, grosso modo, o o
o pentecostalismo é a maior
representação teológica do
protestantismo brasileiro. Então, é um
livro Gutiérrez, que eu realmente torço
para que ele alcance mesmo muitas mãos e
gere boas discussões, né? As pessoas não
precisam concordar com você, mas que
pelo menos pensem, né? eh, discutam seus
argumentos e tal que são bons. E é isso.
Boa noite, Espírito Santo de Gutierre
Siqueira pela Thomas Elson Brasil. O
link tá aqui na descrição deste
episódio. Tem o link aqui no Spotify
agora, tá bom? Tem o link no YouTube,
tem no nosso site e tem também eh aí só
você jogar na Amazon, compra lá ou
compra em alguma livraria onde você
achar. O importante é você ter. E outra,
né, aqueles livros do Gutierres que não
são, não é grosso, é um livro que você
vai conseguir ler até o final. E o
Gutierre escreve muito bem também, tá?
São capítulos curtos, gosto disso. E vai
direto ao ponto, tá bom? São o quê? Nove
capítulos, né, Guti?
>> Nove capítulos.
>> São nove capítulos.
>> E e eu eu gosto de escrever capítulos
curtos com subdivisão para você ler no
final de semana. Não vai dar nem
preguiça assim. Exatamente. Ou vai ler
antes de dormir. Vou ler só mais esse
tópico. Pronto, tudo certo. E é uma boa
leitura para você pensar um pouquinho
mais sobre o que a gente tem feito aí
com o Espírito Santo e não o que ele tem
feito com a gente, que deveria ser o
certo, né? Mas é isso, é o que a gente
tem feito com o Espírito Santo, né?
Gutiérres, parabéns por esse livro aqui.
Eh, é isso. E no ano que vem a gente
volta aqui para falar do livro do Alcino
que só não escreveu ainda porque não
quis, porque o convite já foi feito só
para jogar na cara aqui na frente da
multidão. É sobre isso. Amém. Esse ano
sai. Esse ano sai.
>> Esse ano ele escreve. A gente lança ano
que vem daí. Porque eu tô achando que
aqui aqui
>> esse ano sai. Sai inscrita que eu tô
dizendo.
>> É, tu entrega o Word, a gente publica.
Ó, o Alcino entregou, galera. Vamos
correr aí. Tá achando o que, Alcino? Te
comporto, irmão. Te comporto.
>> Esse ano sai o arquivo. O arquivo.
>> Ok. Ok. Ok. Voltamos a semana que vem,
se Deus quiser, assim permitir. Fiquem
todos na paz do Senhor Jesus. M.

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