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A fé vem pelo ouvir

Celebração – 28/06/2026 | Luiz Sayão | IBNU

Celebração – 28/06/2026 | Luiz Sayão | IBNU

Celebração – 28/06/2026 | Luiz Sayão | IBNU

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Missão.
É interessante que dos
tempos antigos da Bíblia,
para iluminar o ambiente, nós tínhamos
uma lâmpada que era
preenchida aqui com azeite para iluminar
o ambiente.
E essa iluminação nos traz aquela figura
que envolve tanto
a nação de Israel como o próprio
Messias, Senhor Jesus, que tinha
o objetivo de ser luz para as nações,
aquela ideia de que o povo que estava
vivendo em trevas agora foi abençoado
pela luz de Deus.
Jesus mesmo disse que nós devemos
ser sal da terra e
luz do mundo. Então, é muito importante
que o povo de Deus, a igreja de Jesus,
entenda essa dimensão para fora da
igreja.
Nós precisamos entender [música] que a
missão não é um departamento da igreja,
não é uma das funções, uma das
atividades ou para onde a gente manda
alguns recursos, é o coração da igreja.
Nós somos, na verdade,
enviados de Jesus para anunciar [música]
as boas notícias da salvação e do reino
de Deus. Por isso,
a comunidade de cristão que não está em
missão perdeu a direção porque é seu
foco
daquilo que encontramos na Bíblia. Você
observe, por exemplo, não só o que Jesus
nos deixou na grande comissão,
como também a própria igreja de Atos,
como ela é encaminhada. E é tão
interessante observar que lá você vê
a importância da estratégia [música] no
reino de Deus, como o apóstolo Paulo, a
igreja primitiva trabalha
de maneira estratégica e muito bem
pensada.
E ao mesmo tempo em que nós temos uma
estratégia, nós temos a direção [música]
do Espírito Santo, porque o espírito
encaminha a igreja na direção da missão,
porque afinal de contas missão,
estratégia e o espírito estão nessa
união para
atingir aquilo que vem de Deus, a sua
orientação. Por isso eu convido você a
pensar seriamente,
a entender que esse evangelho do reino
será pregado a todas as nações, então
virá o fim.
Eu quero antecipadamente celebrar o dia
diante do trono,
quando a gente vai ver povo de toda
tribo, língua, raça e nação diante
[música] do cordeiro
celebrando a chegada definitiva do reino
de Deus. Por isso o povo de Deus,
povo que está com Cristo no coração,
todo mundo é chamado para ser luz para
cada nação no cumprimento
da missão.
>> [música]
>> Olá, tudo bom com você? Bem-vindo para a
IBNU, é muito bom ter você com a gente e
hoje a gente quer ter um momento muito
especial e para isso eu quero convidar
você agora a se conectar de fato com
Deus, se conectar com a gente, mesmo a
distância daí da onde você tá. Tira
aquilo que pode causar distrações,
ah, tira tudo aquilo que pode
trazer uma uma informação diferente, se
conecta agora, se conecta de verdade,
presta atenção em tudo que vai [música]
acontecer, vamos ter músicas, vamos ter
ah, uma mensagem, um momento de oração,
tudo isso
>> [música]
>> para que você possa ser abençoado. Fica
aqui com a gente.
>> [música]
[música]
>> Senhor, tu és bom, tua [canto]
misericórdia
é para sempre.
>> [música]
>> Senhor, tu és bom, tua [canto]
misericórdia [música]
é para sempre.
>> Todos [música] os povos te exaltarão,
[canto]
de geração
em geração [música] te adorarei.
>> [canto]
>> Aleluia,
aleluia,
te adorarei
>> [canto]
[música]
>> por tudo que és.
Te adorarei,
>> [canto][música]
>> aleluia,
aleluia, te adorarei
>> [canto][música]
>> por tudo que és.
Deus [música] é bom.
>> [música]
[música]
>> Senhor, tu és bom, tua misericórdia
é para sempre.
>> [música]
>> Senhor, tu és bom, tua
misericórdia é para sempre. [música]
>> Todos os povos te exaltarão,
[música][canto]
de geração
em geração te adorarei.
>> [música]
>> Aleluia,
aleluia,
te adorarei
>> [música]
>> por tudo
que és.
Te adorarei,
>> [música]
>> aleluia,
>> [canto]
>> aleluia,
te [música] adorarei
por tudo que [sino] és.
Deus é bom
o tempo
>> [música][canto]
>> todo,
o tempo todo,
Deus é bom,
Deus é bom
>> [música]
>> o tempo
todo,
o tempo
todo,
Deus é bom,
>> [música]
>> Deus é bom
o tempo
todo,
o tempo
todo,
Deus é bom,
>> [música]
>> Deus é bom
o tempo
todo,
>> [música]
>> o tempo
todo,
Deus é bom
Todos os povos
te exaltarão
>> [música]
>> de geração
em geração.
Te adorarei,
aleluia,
>> [música][canto]
>> aleluia,
te adorarei
>> [música]
>> por tudo
que és.
>> [sino]
>> Te adorarei,
>> [música][canto]
>> aleluia,
aleluia
>> [música][canto]
>> te
adorarei
por tudo que
>> [sino]
>> és.
>> [música]
>> Deus é bom
>> [música]
>> Deus é bom,
o Deus é tão
>> [música]
>> bom,
>> [canto]
>> Deus é bom
>> [música][canto]
>> E aí, vamos falar um pouquinho sobre
gratidão? [música]
Lá em Salmo 103 diz: "Bendiga o Senhor
minha alma. Bendiga o Senhor todo o meu
ser. Bendiga o Senhor minha alma, não
esqueça de nenhuma de suas bênçãos".
Mas é fácil, né, falar
>> [música]
>> "graças a Deus", "obrigada, Senhor",
quando tá tudo indo bem, como a gente
achou que seria. Mas a verdade é que
vamos ter problemas, [música]
vamos ter momentos de luta, de
lamentações.
E nesses momentos devemos lembrar o que
diz Lamentações 3:21.
Ele diz: "Quero trazer à memória o que
pode me dar esperança".
O que me traz muita esperança, [música]
e espero que também traga a você, é
saber que Deus continua sendo o mesmo
Deus.
Se eu tô feliz, se eu tô triste, se
[música] as coisas estão indo bem, se
está tudo caindo,
Deus continua sendo Deus.
Então, lá em 3:24 continua falando: "A
minha porção é o Senhor", diz a minha
alma.
"Portanto, [música] esperarei nele".
A gente espera nele nos momentos
difíceis,
porque é dele [música] que vem o nosso
socorro.
Ele continua tendo o controle da
história. [música] Ele nunca perdeu o
controle da história, nem do mundo, nem
da sua.
Então, vamos render graças a Deus
>> [música]
>> nos momentos bons, de alegria e também
nos tristezas e de luta.
Porque ele é bom o tempo inteiro.
>> [música]
[música]
>> Em comunhão
quero viver.
>> [música]
>> com meus irmãos
e assim crescer
>> [canto]
>> em comunhão.
>> [música]
>> Quero viver
com meus irmãos [música][canto]
e assim crescer
uma aliança [canto]
eterna de amor.
Ser bem sucedido
e proteção
temos uns aos outros [música]
>> [canto]
>> por meio de Cristo.
>> [música]
>> O compromisso [canto]
de edificar,
>> [música]
>> de repartir
e abençoar
sempre uns aos outros
em comunhão.
>> [música]
>> Em comunhão.
Quero [música] viver
com meus irmãos [canto]
>> [música]
>> e assim crescer
uma [canto] aliança
eterna de amor. [música]
Ser bem sucedido
e proteção [música]
temos uns aos [canto] outros
>> [música]
>> por por de Cristo.
O O compromisso [música]
de edificar,
de repartir
e abençoar
sempre uns [música] aos outros
>> [canto]
>> em comunhão.
Em [canto][música]
Cristo,
um
corpo,
uma
>> [música]
>> só
fé,
um só coração.
>> [música][canto]
>> Em Cristo,
um
>> [canto]
>> só
povo,
uma
>> [canto]
[música]
>> missão,
plena comunhão. [canto]
Uma aliança
>> [música][canto]
>> eterna de amor,
serviço [música]
mútuo
e proteção
temos uns aos outros
>> [música]
>> por meio
de Cristo.
O compromisso
>> [canto]
>> de edificar, [música]
de repartir
e abençoar
sempre uns [música] aos outros
em comunhão. [música][canto]
Sempre uns [música] aos outros
em comunhão.
Sempre uns aos outros
>> [música]
[canto]
[música]
>> Temos então a oportunidade de orarmos
juntos [música][canto] como comunidade
tantos motivos, tantos anseios do nosso
coração, [música] que a gente tem a
oportunidade de colocar tudo isso
nas mãos do nosso bondoso pai.
Senhor Jesus, nosso Senhor, nosso pai,
nós queremos te agradecer pela nossa
comunidade, pela oportunidade que temos
de levantar as nossas vozes
[música][canto] e de colocar o nosso
coração diante de ti
por todos os nossos anseios do nosso
coração,
de agradecer por tudo que o Senhor tem
feito na história [música] de cada um,
na história da comunidade,
na história da nossa cidade, do nosso
entorno e de tudo que o Senhor fez e
ainda vai fazer
por meio das nossas vidas, nos usando,
apesar de não merecermos, [música]
não temos nenhum mérito, mas pela tua
graça, pelo teu Santo Espírito que nos
capacita,
nós pedimos que o Senhor continue a nos
usar, a nos dirigir,
>> [música]
>> a nos guiar, Senhor.
Em nome de Jesus, amém.
>> [música]
[música]
[canto][música]
[música]
[canto]
>> E ao som da sua
voz,
>> [música][canto]
>> o universo se
desfaz.
>> [música]
>> Não há
>> [canto]
>> outro nome comparado
ao grande
>> [música]
>> eu sou.
E mesmo sendo
um
>> [música][canto]
>> pó, com
tudo que há
em mim,
confessarei. [canto]
Que céus e
terra
passarão,
>> [canto]
>> mas
o teu
>> [canto]
>> nome
é
eterno.
>> [música]
>> Todo
joelho dobrará
ao
ouvir o
>> [música]
>> teu nome.
>> [canto]
[música]
>> Todo
ser
confessará.
>> [canto]
>> Louvado
>> [música]
>> seja o teu nome.
Deus
santo nome.
>> [música]
>> E mesmo
sendo
um
>> [música]
>> pó,
com
tudo que há
em
mim, [canto]
confessarei.
>> [música]
>> Que céus
e terra
passarão,
mas
o
teu
nome
é
>> [música]
>> eterno.
Todo
joelho
dobrará
>> [música][canto]
>> ao
ouvir o
teu
nome.
Deus
santo nome.
>> [música]
>> Todo
ser confessará.
Louvado
seja o teu nome.
>> [música]
[música]
>> Para onde vou
se eu não sei nem quem eu sou? Esse é o
grande desafio que muita gente tem.
Nos nossos dias, quando parece que uma
das discussões mais importantes sobre a
vida,
sobre a nossa identidade
e sobre a nossa trajetória
marca muito o nosso tempo. E hoje então
aqui nós vamos pensar e refletir sobre
isso. Eu acho que todo mundo
já está bastante consciente de uma
espécie de
de crise muito definida no nosso tempo
quando né, os estudiosos da cultura,
especialmente no nosso ambiente do mundo
ocidental
eh, fala-se muito né, daquilo que tem a
ver com os desdobramentos do mundo
pós-moderno né, o que é chamado de
modernidade líquida, quando
aquilo que
sempre foi meio paradigmático assim, foi
meio que derretendo né.
E a gente, inclusive alguns falam que
estamos na época da da pós-verdade né, e
todo esse universo
social, filosófico, gelatinoso
hoje tem causado uma série de questões
assim, que as pessoas de fato, olha, eu
não sei se eu sou isso, eu não sei se eu
sou aquilo.
Ah, nós temos crises tanto do ponto de
vista de pessoas completamente vazias de
referência, de identidade, até gente que
caminha na busca de movimentos radicais,
ultranacionalistas,
tentando definir afinal de contas onde é
que eu me apoio na minha realidade
existencial
para caminhar na minha vida. E
exatamente por causa desse vazio
é que muitas pessoas ficam assim
pensando né, então para que lado eu vou,
qual é a direção né, qual qual é o
caminho né, qual é a jornada que a minha
experiência, minha vida nesse mundo
estabelece. Eu vejo muitas pessoas hoje
com medo do futuro, eh, dizendo que a
gente não tem esperança, tem pessoas
dizendo que nem vale a pena mais a gente
eh, viver da maneira mais básica que a
experiência humana sempre nos mostrou,
por exemplo, viver em família, né?
Geração após geração, porque a gente não
tá indo para lugar nenhum. Como é que a
gente lida com isso? Vamos ver. Eu tava
aqui lendo
esses dias um trecho interessante
que aparece numa carta que o apóstolo
Paulo escreveu aos Gálatas.
E me parece que ela tem muita coisa para
nos orientar sobre esse
mundo meio confuso que se percebe nos
dias de hoje.
Capítulo três do livro de Gálatas, a
partir do verso 21.
A palavra de Deus diz o seguinte:
"Então, a lei opõe-se às promessas de
Deus?
De maneira nenhuma, pois se tivesse sido
dada uma lei que pudesse conceder vida,
certamente a justiça viria da lei. Mas a
escritura encerrou tudo debaixo do
pecado,
a fim de que a promessa que é pela fé em
Jesus Cristo fosse dada aos que creem.
Antes que viesse essa fé, estávamos sob
a custódia da lei, nela encerrados,
até que a fé que haveria de vir fosse
revelada. Assim, a lei
foi o nosso tutor até Cristo, para que
fôssemos justificados pela fé.
Agora, porém, tendo chegado a fé, já não
estamos mais sob o controle do tutor.
Todos vocês são filhos de Deus mediante
a fé em Cristo Jesus, pois os que em
Cristo foram batizados de Cristo se
revestiram.
Não há judeu nem grego, escravo nem
livre, homem nem mulher,
pois todos são um em Cristo Jesus. E se
vocês são de Cristo,
são descendência de Abraão e herdeiros
segundo a promessa.
Digo, porém,
que enquanto o herdeiro é menor de
idade, em nada difere de um escravo,
embora seja dono de tudo. No entanto,
ele está sujeito a guardiões e
administradores
até o tempo determinado por seu pai.
Assim também nós, quando éramos menores,
estávamos escravizados aos princípios
elementares do mundo.
Mas quando chegou a plenitude do tempo,
Deus enviou seu filho nascido de mulher,
nascido debaixo da lei, a fim de redimir
os que estavam sob a lei,
para que recebêssemos a adoção de
filhos. E porque vocês são filhos,
Deus enviou o espírito de seu filho ao
coração de vocês e ele clama:
"Aba, Pai".
Assim, você já não é mais escravo, mas
filho.
E por ser filho, também
Deus também o tornou herdeiro. Que coisa
impressionante, a riqueza e o
detalhamento desse texto especial
da carta de Paulo aos Gálatas. Mas vamos
entender o que que está acontecendo
aqui. Que história é essa de lei? Que
história é essa de
filho, de herdeiro,
de dizer que não tem mais grego nem
judeu, nem homem, nem mulher.
Como é que a gente pode entender esse
texto? Então, vamos lá. Que que
acontece?
Nos tempos do primeiro século, a gente
tinha
uma presença marcante dos judeus no
mundo
greco-romano.
E por que eles tinham uma presença
marcante? Porque as pessoas de fora, que
vinham deste mundo marcado pelo
paganismo, politeísta, com vários
grupos religiosos, mais ou menos
místicos ou
ligados ou não ao culto imperial e assim
por diante, eles olhavam para a
realidade da sinagoga, eles olhavam e
viam algumas coisas diferentes. Eles
observavam, por exemplo,
que ali não tinha nenhuma estátua. Todos
os cultos pagãos tinham suas estátuas,
os seus deuses representados.
Inclusive o desafio, né? Os romanos
queriam colocar a estátua do imperador e
dos deuses greco-romanos e os judeus não
aceitavam isso e eles achavam curioso e
diferente.
Depois, eles falavam desse Deus que é
invisível e era um Deus só,
ao
contrário das diversas divindades que
estavam presentes no panteão
do mundo marcado pelo paganismo.
E a outra coisa que chamava atenção era
a maneira de lidar com a comunidade.
Então, a preocupação com
pobres, com viúvas, com órfãos.
É, essa essa relação social presente na
tradição judaica, né? Aquilo que envolve
a tsedacá, né?
Isso
é, marcava de modo que nesse ambiente
várias pessoas passaram a se interessar
pelo judaísmo. Isso quer dizer o quê?
Que havia muitas pessoas que
de fato se convertiam ao judaísmo. Esses
eram chamados prosélitos. Várias vezes
você vai encontrar no Novo Testamento
essa referência aos prosélitos.
E não só isso, mas havia aqueles que não
tavam tão convencidos de que todo pacote
do judaísmo predominante valia a pena.
Então, eles eram amigos da sinagoga,
eles eram chamados de tementes a Deus.
É o caso de Cornélio, por exemplo, em
Atos 10, de Lídia em Atos 16.
E essa era a realidade. Que que
acontece? Quando o apóstolo Paulo
começa a anunciar o evangelho nesse
mundo propriamente gentílico e pagão,
várias pessoas ali eh recebem o
evangelho. Tudo começa na primeira
viagem missionária, entre os anos 46 e
48, quando ele
vai naquela região ali, né, do onde se
falava o dialeto licaônico, ele vai para
ali,
vai para Listra e Icônio, Derbe, né, e
anuncia o evangelho e logo, não demora
muito, Paulo vai escrever a carta aos
Gálatas. Por quê?
Por quê?
Quando esse pessoal recebe a fé em
Jesus, surge um grupo de pessoas
que eram seguidores de Jesus, mas de
base farisaica, que chegaram à seguinte
conclusão:
"Se esses indivíduos, que agora
receberam a fé, não se tornarem
praticantes do judaísmo, como nós o
entendemos,
eles não podem ah fazer parte da
comunidade da fé, eles não podem ser
considerados seguidores do Messias de
Israel". Paulo vai ter um confronto com
eles. E quando ele faz isso,
>> [roncando]
>> e Paulo vai deixar claro, olha, se você
é judeu, a gente entende que certas
coisas são pertinentes à sua caminhada,
mas aqueles que vêm desse mundo
gentílico, eles não podem ser colocados
debaixo dessa
postura de lidar com a tradição e com a
lei, como acontece com os judeus. E
ainda mais quando se pensa na maneira
farisaica de pensar, que nem é
consenso em todos os ambientes judaicos
da época, por exemplo. E aí a grande
discussão é o quê?
Envolve a lei.
Então, qual é a questão?
A primeira discussão é, afinal de
contas, o que que é a lei, qual é o seu
propósito? E tanto em Gálatas como em
Romanos, Paulo vai deixar claro,
pessoal, não tem nenhum problema na lei.
A lei é a expressão da santidade de
Deus, mostrando para nós aquilo que
envolve
a sua diretriz para nossa vida, né? E a
gente vai ver isso, Jesus falando, né,
da lei de maneira positiva
e dizendo que a essência dela é amar
Deus e amar o próximo, então isso, a lei
enquanto revelação de Deus presente na
Torá.
Só que essa lei ela não tinha condições
de produzir a justiça de Deus na nossa
vida. Ela apenas nos mostrava as
diretrizes de Deus e quando isso
acontecia
em vez do resultado ser promissor, era
mais problemático que a pessoa
simplesmente ia percebendo
quão maior é a sua dívida e a sua
incapacidade de estar dentro daquilo que
a lei diz.
Então, a lei, na verdade
ela não se opõe, verso 21, às promessas
de Deus de maneira nenhuma. A gente tem
que entender direito qual é o seu papel.
E aí que vem a questão, né? A lei não
tinha
o poder e a capacidade de produzir vida
espiritual e justiça em nós, ainda que
ela fosse expressão
da diretriz de Deus para a a humanidade.
Então, ele diz: "Pois se tivesse sido
dado uma lei que pudesse conceder vida,
certamente a justiça viria da lei". Mas
quando a lei é dada, que que acontece? A
escritura encerrou
tudo debaixo do pecado para mostrar, por
exemplo, olha pessoal, a
diretriz divina é essa. Veja, quando
todo mundo entra no caminho de
alinhar, enquadrar a sua vida
naquilo que a lei diz, a gente percebe
que todo mundo é reprovado. Por isso que
o texto diz
que tudo foi encerrado debaixo do
pecado, a fim de que um princípio que
faz parte
da revelação da Torá, por quê? Por quê?
A maneira como a própria Torá, o
Pentateuco vai tratar da questão, começa
lá em Gênesis 15, verso 6, quando Abraão
creu em Deus e ele é chamado de justo,
isso lhe é acreditado
como justiça, como o Romanos 4 vai
reforçar.
Então ele disse que essa promessa, que é
a fé em Jesus Cristo,
ah, fosse dada aos que creem. Então ele
diz, percebe que a maneira como a gente
tem um caminho promissor
para estar em sintonia com a vontade
divina, não é a simples tentativa de
leitura
literal da lei e na força humana
tentando fazê-la como se a gente pudesse
construir através da nossa justiça
própria. Então
o texto vai dizer que esse caminho é um
caminho pela fé na redenção divina que
aparece em Cristo Jesus.
Aí ele diz, então como é que é essa
relação? Olha que coisa bonita e
interessante. Antes que viesse essa fé,
nós estávamos sob custódia da lei, nela
encerrados, até que
a fé que haveria de vir fosse revelada.
Assim a lei foi o nosso tutor até
Cristo, para que fôssemos justificados
pela fé. Ou seja,
diferentemente da ideia de que tudo o
que aparece aqui simplesmente substitui,
anula no sentido absoluto
o que temos na lei,
em vez de ter uma oposição absoluta
entre a lei e aquilo que vai aparecer na
nova aliança, na revelação em Cristo, a
gente vê uma relação de conexão. Olha, a
lei, ela serviu de um tutor para chegar
no seu ponto final,
no seu ponto de conclusão, que é
exatamente a fé em Cristo. Até porque
Cristo é o cumprimento da lei.
Jesus nunca pecou, ele se submeteu
completamente, ele cumpriu de fato a lei
por nós,
sendo completamente justo e por isso,
quando somos justificados pela fé em
Cristo, a justiça de Cristo é
transferida
a nós, que nele cremos e nele temos
esperança. Então, nesse sentido,
nós agora fomos justificados pela fé
e tendo chegado a fé, já não estamos
mais sob o controle do tutor. Ou seja,
não quer dizer que a lei não tenha valor
nenhum. Aliás, é bom entender aqui, nós
temos
na lei, ah, vários
mandamentos ou melhor, diretrizes,
instruções, que são de perfil
cerimonial, que apontam para Cristo, o
Messias, se cumprem nele e tem o seu
propósito final. Isso era sombra daquilo
que haveria de vir.
Mas nós temos
outras diretrizes da lei que são morais
e teológicas, é claro, que
promiscuidade,
ah, assassinato, né, roubo, continuam
sendo errados, não é? Porque estamos no
Novo Testamento que essas coisas não são
mais consideradas equivocadas e erradas,
claro que são.
E nós temos princípios para a sociedade,
para a vida, que não são necessariamente
aplicáveis literalmente, mas o princípio
tem validade, como, por exemplo, cuidado
de necessitados e outras coisas
semelhantes. Então,
é interessante a gente observar
que agora não estamos nesse sentido sob
o controle do tutor. E aí que vem a
questão, por que será
que esse pessoal religioso não só tinha
feito
um caminho de dizer o seguinte, olha,
nós temos que olhar as exigências da lei
literalmente como estão lá
e nós temos que acrescentar um peso
maior sobre isso e eles começaram a
desenvolver tradições maiores
que iam além do próprio sentido da lei e
também faziam aí uma coisa meio
seletiva, alguns mandamentos tinham
validade muito importante e outros não.
E aí a coisa começou a ficar confusa.
Por que que a gente faz isso? Pessoal,
pessoa faz isso
quando sem entender o propósito que tá
lá, faz disso a base, vamos dizer,
existencial
da sua própria vida. É como se aquilo
definisse a sua identidade de maneira
absoluta. É como se fosse
uma espécie de salvaguarda de mim mesmo,
um lugar onde eu possa colocar os meus
pés e me firmar. Por isso daí surge uma
coisa complicada que não é exclusividade
da tradição judaica, mas também tá
na tradição cristã e em outras tradições
religiosas que é uma espécie de orgulho
religioso. Quando a pessoa diz, olha, eu
sou uma pessoa, eu faço isso, a minha
tradição é tal, você vê que aquilo vira
o centro da identidade da pessoa,
a pertinência de um grupo que
supostamente se enquadra
da melhor maneira possível naquilo que
deve ser a razão de ser da vida.
Então, o que que acontece? Por isso
Paulo chega e entra num caminho
interessante que parece vir do nada, mas
que tem relação absolutamente nítida. O
que que ele diz?
No verso 26 ele prossegue e diz: "Todos
vocês são filhos de Deus mediante a fé
em Cristo Jesus,
pois os que em Cristo foram batizados de
Cristo se revestiram". Então, o que que
ele vai dizer? Ele vai dar esse grito
espetacular
para dizer para a gente assim, ó:
"Primeira coisa que vocês têm que saber
é o que de fato vocês são, ou melhor,
quem vocês são". Porque se eu não sei
quem eu sou,
eu nem sei para onde vou. Claro que eu
não tenho como organizar a vida. Claro
que eu não tenho como
definir o sentido, a direção, o
propósito, por isso esse marasmo vazio.
E aqui ele vai dizer: "Você quer saber
de uma coisa? Você quer, você quer uma
referência maior
daquilo que define quem a gente é?
A referência máxima do universo é o
próprio criador, o próprio Deus, a razão
de ser de todas as coisas no tempo e no
espaço,
na criação e na história".
Então, ele diz: "Olha, pessoal, vocês
que
encontraram a fé em Jesus,
vocês que encontraram essa salvação
gratuita pela fé
que chega a nós com o seu poder em nosso
coração, vocês são
filhos de Deus". Quer dizer, ele poderia
dizer coisas diferentes, você já
reparou? Poderia dizer assim: "Vocês são
as pessoas que agem da maneira certa.
Vocês são o grupo que Deus define como
sendo o mais adequado de todos.
Vocês são as pessoas que estão na
trajetória
que é mais promissora". Ele não entra
com o argumento assim de vantagem, ele
não entra com o argumento eh de perfil
de quem tá pisando no quadrado da
maneira que se espera, ele diz: "Vocês
são filhos de Deus. Isso é muito
especial porque
porque é uma linguagem relacional
é uma linguagem que evoca as relações
mais profundas que nós temos na nossa
constelação familiar
e é uma relação de intimidade, de
pertinência que estabelece de maneira
psicológica e sociológica nossa
verdadeira identidade. Então somos
filhos de Deus mediante a fé em Cristo
Jesus, pois quem em Cristo foi batizado
a linguagem é muito bonita, né? Você se
revestiu, como quem trocou, pegou roupas
antigas, tirou tudo, fez uma espécie de
novo guarda-roupa que dá fé se revestiu
de Cristo
realiando a sua identidade. Aí sim, ele
vai entrar no âmago da questão. Por quê?
O que que é importante para as pessoas?
A gente vê orgulho racial
orgulho
ligado ao nacionalismo orgulho de
herança religiosa
orgulho de gênero, orgulho de qualquer
tipo de coisa que pretende ser a
referência maior da nossa identidade.
Por isso ele diz, escuta, agora
que você entendeu
que você é filho de Deus em Cristo,
saiba que não há judeu nem grego.
Então saiam, quer dizer que agora não
tem
ninguém, quer dizer, não tem mais
brasileiro nem argentino não tem mais
americano nem chinês, não tem mais russo
nem alemão
não tem mais angolano nem moçambicano.
Como assim? Não é bem o caso, é claro
que essas coisas existem. Paulo não tá
dizendo aqui
ainda mais nesse mundo, não é? O pessoal
não tem mais escravo, como não tem? O
pessoal que tá recebendo a mensagem é
escravo.
Ah, não tem homem nem mulher, lógico que
tem.
Que que acontece? Ele diz que essas
categorias
que marcam
a maneira das pessoas construírem
a sua fonte de identidade
principal, aquilo que sustenta a sua
realidade
existencial e até espiritual, não tem
nenhum tipo de sustentação. Então, nesse
sentido
não faz diferença em relação à salvação
dada em Cristo para nós
a fé em Cristo que nos salva e nos
coloca como filhos de Deus nesse sentido
profundo de identidade espiritual, não
faz diferença se você é judeu ou grego.
E o judeu tinha toda uma compreensão,
né, de uma espécie de
identidade religiosa e étnica
fundamental. O grego também, como o
paradigma do conhecimento, da filosofia,
tudo isso era muito forte.
Então
Deus desafia
as identidades étnicas
como fundamento daquilo que nós somos.
Porque se a gente se prende a esse
particularismo, pessoal, a gente nunca
vai
entender de fato os outros seres
humanos. Ficaremos presos dentro da
nossa realidade circunscrita e limitada.
Então, não importa se você é coreano, se
você é alemão, se você é mongol, se você
é paraguaio, se você
é mexicano, se você
é da Guiné-Bissau ou do Marrocos ou do
Brasil, isso não vai fazer diferença no
sentido pleno e nem
critérios
sociais
ou sociológicos. Por exemplo, não há
escravo nem livre. Olha que coisa
interessante. Você percebe que o mundo
hoje é um mundo de conflitos raciais
conflitos de etnia, conflitos de classe
social. Quer dizer, pessoas querendo
colocar sempre um grupo contra o outro e
usando isso como massa de manobra,
Gálatas vai exatamente na direção
oposta, pessoal. Agora, essas
diferenças, elas
estão ofuscadas, elas estão num espaço
secundário, elas estão numa relação
periférica em relação à nossa identidade
de ser filho de Deus em Cristo Jesus.
Não precisa ter guerra entre os gêneros,
porque em relação à salvação em Deus
também não existe homem nem mulher,
nenhum deles é mais importante ou melhor
do que o outro. Discursos machistas e
feministas desaparecem diante do poder
do evangelho. Olha lá.
Pois todos são um em Cristo Jesus. Olha
que coisa impressionante.
Isso é espetacular, por quê? Porque esse
mundo do primeiro século é totalmente
dividido.
É um mundo de opressão no Império
Romano. É um mundo demarcado por quem?
Para quem é cidadão romano e quem não é.
É um mundo cheio de escravos e de povos
dominados. É um mundo no ambiente
judaico altamente restritivo para quem é
de fora.
É um mundo que enfrenta essa realidade
de um mundo grego que se entende acima
dos demais.
E então o texto vai dizer: "Olha, se
vocês são de Cristo,
são descendência de Abraão e herdeiros
segundo a promessa". Importante isso por
quê?
Porque o argumento desses judaizantes
para com esses Gálatas que são gentios é
muito simples, olha:
"Você não pode ser considerado alguém
que tem direito à promessa que Deus fez
a Abraão, porque você não está
enquadrado num legalismo que estamos
exigindo de vocês".
E Paulo vai dizer: "Pessoal, o que que
Deus falou para Abraão?
Que Abraão sim ia ser pai de uma grande
nação.
Que Abraão, sim, através da sua
descendência com Isaque, com Jacó, o
povo de Israel, a benção de Deus que
atinge a nação
judaica de maneira muito clara, mas
Abraão também, tá claro, que ele haveria
de ser benção para todas as famílias,
todas as tribos e etnias da terra. E
agora isso aparece
nessa inclusão dos gentios aqui.
Portanto, eles também são descendência
de Abraão no sentido espiritual do
termo.
E herdeiros segundo a promessa. Ou seja,
olha que coisa interessante. Agora,
preste atenção. Eu me lembro até hoje
quando eu recebi o evangelho, fui
alcançado pela graça de Deus em Cristo
Jesus.
A coisa mais forte que eu senti na minha
vida, no meu coração, foi exatamente
isso. Como é que podia ser
>> [roncando]
>> que o criador do universo, o Deus de
toda a terra, de todo da imensidão do
tempo e do espaço,
como é que ele podia me amar e fazer o
que fez em meu favor
em Cristo Jesus. Aquilo me deu um senso
de pertinência, um senso de
amor incondicional no coração que
redirecionou minha vida para sempre. A
minha identidade se concretizou em
Cristo. Ali eu não me importava mais o
que eu era aqui e ali. O importante era
agora ter
passado por cima de todas as fronteiras
que distanciam as pessoas por causa de
Cristo Jesus e pelo fato de sermos
filhos de Deus,
herdeiros da fé
que havia em Abraão e também herdeiros a
partir dessa promessa. E Paulo prossegue
e diz: "Digo, porém,
enquanto herdeiro, que enquanto herdeiro
é menor de idade, em nada difere de um
escravo, embora seja dono de tudo. É
essa linguagem, né? O herdeiro, ele
tá aguardando a sua herança, ele é
menor, não pode usufruir dela e, apesar
de ser esse herdeiro,
ele é como um escravo que não tem
direito a nada. No entanto, ele está
sujeito a quem? A guardiões,
administradores, até o tempo determinado
por seu pai. Assim também nós, quando
éramos menores, estávamos escravizados
aos princípios elementares do mundo.
Ou seja, Paulo diz assim: "Pessoal, Deus
tava preparando um negócio muito legal.
Tava preparando essa promessa que tava
sendo, assim, trabalhada no eixo da
história.
E, enquanto isso, vocês estavam na
vulnerabilidade da experiência de vocês.
Qual era a vida de vocês nesse mundo sem
Deus?
Com a presença dos poderes espirituais
da maldade, que são discutidos, por
exemplo, em Efésios, em Colossenses,
esses chamados princípios elementares do
mundo, uma referência
aos espíritos maus, que, na linguagem de
Efésios, estão nas regiões celestiais,
ou seja, no mundo espiritual.
Mas, quando chegou a plenitude do tempo,
e é isso que tá sendo celebrado agora,
Deus enviou, olha que bonito, né? Seu
filho. Eu acho tão espetacular porque
ele fala de coisas espirituais
poderosas, fortes, assim, impactantes. E
aí ele entra nessa intimidade, nessa
particularidade, na presença divina
concreta invadindo o tempo, essa
intimidade próxima de nós. Ele diz:
"Deus enviou o seu filho".
Poderia dizer: "Deus enviou o grande
redentor, Deus enviou o seu
salvador, aquele que cumpriu o seu
propósito". Não, "seu filho,
nascido de mulher". Olha a linguagem,
né?
E nascido debaixo da lei. No momento em
que a única coisa que a gente tinha, que
nos orientava a respeito de quem Deus é
e como é que ele se apresenta diante de
nós era a lei, a fim de redimir os que
estavam sob a lei,
que tinha esse papel até chegar plena
redenção numa conexão entre as partes e
não num conflito entre elas
para que recebêssemos a
adoção
de filhos. E aí que coisa interessante,
e porque vocês são filhos
tudo muda.
Tá tá minha pergunta para você que tem
caminhado na fé
qual é a sua identidade? Do que que você
gosta de ser chamado? O que que marca
você é o quê?
A sua herança familiar é o mais
importante?
A sua
identidade, o seu pertencimento a um
grupo social qualquer com qual você se
identifique? Eu acho interessante a
maneira
curiosa do nosso tempo. Eu conheço
pessoas, por exemplo, que são fanáticas
por algum tipo de esporte
principalmente
por exemplo, torcedores de futebol. Mas
a questão não é se a pessoa torce
é que a identidade dessas pessoas está
marcada por isso. Eu conheço gente que é
tão fanática por futebol
que o sujeito se pinta, ele tem as
camisas, o quarto dele é lotado daqueles
símbolos
é quando ele vai ao estádio aquilo
parece um verdadeiro culto, eles choram,
eles gritam, eles riem, eles cantam,
eles pintam a cara, eles desfiguram até
a aparência
por causa da sua identificação máxima na
vida com o seu time de futebol.
Inclusive se você ousar questionar ou
discutir algo sobre o time, a pessoa
vira uma fera, aquilo se tornou a sua
identidade. Eu conheço gente fechando a
identidade em particularidade de gênero
fechando a sua identidade
na sua origem étnica, como se a sua
origem étnica, de alguma maneira, fosse
mais importante do que as outras,
ou na sua postura nacionalista, porque o
meu país é assim, porque eu sou de tal
lugar, ou até na sua cidade, ou até no
seu regionalismo. A pessoa é capaz de
dizer assim: "Eu sou máximo, porque na
minha terra se come tal coisa". Pessoal,
que doideira, que loucura é essa?
Nós somos todos criados por Deus.
Somos meramente seres humanos, com as
nossas limitações e agora, não só
criados, mas na nova criação, redimidos.
E passamos a ter a nossa identidade como
filhos de Deus e isso é
o que importa e por isso o texto vai
nessa direção. Eu fico pensando lá, né?
Gálatas, pagãos, gente de
ambientes étnicos variáveis, pessoas de
perfil romano, outro grego, judeu, judeu
mais ligado à tradição religiosa
ferrenha, como foi o caso de Paulo,
outros judeus de perfil um pouco
diferente.
E agora, porque vocês são filhos, olha
que bonito aqui. Deus enviou o espírito
do seu filho ao coração de vocês.
E aí você vê essa dimensão, que eu acho
interessante, né? Porque
quando a gente pensa em identidade, a
gente pensa em identidade ligada,
principalmente, ao grupo social. Ah,
você é o quê, né?
Você é de que país? Você é de que etnia?
Você é de que região? Fala aí para eu
sentir o seu sotaque, né?
A gente marca assim, mas a identidade
profunda, que é a dor da sociedade de
hoje,
ela é emocional, ela é existencial, ela
é psicológica, ela é espiritual.
E quando a gente não
percebe o abraço poderoso do criador,
que é o pai
celestial
da sua vida, da minha vida em Cristo
Jesus,
a gente nunca vai encontrar
um espaço de descanso e tranquilidade
para a alma. E se aqui não tiver
tranquilo,
se a gente não tiver esse afago que
redefine quem nós somos,
a gente sempre vai procurar um
substituto
de qualquer tipo para definir, olha, eu
sou isso.
Você não é nada
daquilo
que
a nossa sociedade confusa, perdida,
pós-verdade, atrapalhada pretende
emprestar provisoriamente para a sua
vida. Não,
Deus enviou o espírito do seu filho ao
coração de vocês e ele clama Aba, Pai.
Isso que é a coisa interessante, por
quê?
Porque a gente pode pensar em Deus sobre
muitas coisas. Eu já participei de
encontros teológicos, filosóficos e aí
se fala sobre Deus,
Deus conforme o motor de Aristóteles, o
que a filosofia antiga diz, o encontro
do pensamento platônico com a tradição
da igreja primitiva,
o Deus todo-poderoso no Antigo
Testamento, o El Shaddai, o criador do
universo, o Deus que existe fora do
tempo, do espaço,
o Deus que precisa ser descrito na
linguagem da filosofia mais profunda. A
gente tem tantas possibilidades de
descrever a Deus quando a definição de
identidade para saber
quem de fato eu sou, que vai definir
para onde eu vou,
ela se dá
na revelação ao coração de alguém que
agora, com uma ousadia
diferenciada, chama Deus de
Aba, Pai. Eu acho legal, sabe por quê?
Porque Paulo
>> [risadas]
>> faz questão.
Eu tenho a impressão que ele ficou
pensando assim, que que eu vou escrever
aqui. E aí ele foi buscar lá no
aramaico barra hebraico, né? Ele poderia
ter colocado simplesmente pater em
grego, mas não, ele faz questão.
Até porque essa é a linguagem também
usada em Romanos 8 de maneira especial.
Ele diz: "Abba, pai". E aí ele diz:
"Pessoal,
afinal de contas, a maioria de vocês,
gálatas, gentios,
limitados, pobres, a maioria numa
situação
escrava ou análoga à escravidão". Ele
diz: "Assim você já não é mais escravo,
mas filho". E por ser filho,
Deus também
o tornou herdeiro. A maior
força e segurança
que existe no coração de uma pessoa vem
daquilo que está
no profundo do seu coração, do seu
interior. Uma construção de uma
espiritualidade
verdadeira, inabalável,
significativa
e definidora da nossa vida.
A gente pode mudar as coisas sociais. Eu
percebo pessoas, aliás, eu vejo pessoas
em busca de identidade, inclusive
curiosamente,
mudando de caminho em cada momento da
vida, inclusive, inclusive mudando até
de de compreensão teológica da
realidade. A pessoa fala: "Olha,
se eu for mais assim, eu acho que eu tô
mais no
naquilo que eu deveria ser". Aí daqui a
pouco ele descobre uma grama mais verde
do outro lado e fala: "Olha, então eu
acho que esse caminho aqui é melhor".
Olha, você percebe todo esse
descaminho confuso de busca de alguma
coisa maior envolve uma sede profunda,
que é uma sede que tenta descobrir quem
eu sou,
para eu poder saber para onde eu vou. E
aí eu olho para a vida do apóstolo
Paulo. Eu olho para tantas pessoas da
igreja primitiva.
Se tinha alguém que podia ter definido a
sua identidade de maneira absolutamente
completa, ele tinha várias opções. Ele
poderia dizer, o que ele disse
inclusive, eu sou
judeu de judeus, sou fariseu de
fariseus. Eu tenho uma identidade
religiosa marcante, definida,
promissora. É isso aqui, Paulo diz,
olha,
eu olhei para isso, não deu em nada.
Minha etnia, pessoal, eu tenho o nome do
rei Saul, eu sei até a minha tribo, eu
sou da tribo de Benjamim.
Eu poderia me firmar nisso. Pessoal, eu
tenho a melhor formação possível. Eu fiz
a Harvard, a Sorbonne,
a Heidelberg da época, eu tinha a maior
referência,
porque eu tive educação grega, eu
conheço a literatura grega com
profundidade, inclusive a filosofia,
posso conversar com esse pessoal.
Pessoal, eu tenho o melhor passaporte de
todos, eu sou cidadão romano. Eu tenho
condições de mostrar quem eu sou num
mundo onde pouca gente tem essa
capacidade.
Paulo diz, olha,
nem judeu, nem grego,
nem romano,
nem a minha
tradição de fé ou minha identidade
étnica são capazes de definir quem eu
sou. Portanto,
o que eu sou, eu sou em Cristo Jesus. A
maravilha do evangelho não envolve
apenas o perdão dos pecados, apenas a
salvação pela fé, apenas a compreensão
do que Deus fez na história, apenas a
esperança da vida eterna,
apenas a vida em comunidade, o grande
impacto transformador
que muda tudo envolve a nossa nova
identidade em Cristo Jesus como filhos
de Deus. Quando isso se estabelece, se
firma no nosso coração,
a gente não vê mais nada à nossa volta,
a não ser
aquele que é irmão.
Aí a gente tem condição
de ter
verdadeira
comunhão. E na vida a gente acha
direção. Paulo achou a direção
na sua proposta de servir a Deus para
aquilo que ele foi chamado.
E aí não importa a circunstância. Os
elementos mais ameaçadores externos
nunca vão poder
abalar
quem tem plena convicção de quem é e
para onde está indo, porque é filho
de Deus através da fé em Cristo Jesus.
Deus abençoe a sua vida.
Deus permita que você chegue a essa
conclusão
de se tornar filho de Deus pela fé
em Cristo Jesus, entregando a sua vida e
colocando todos os ídolos que a gente
constrói na vida de lado, para que a
gente, de fato,
entenda, de fato,
quem a gente é e a gente possa dizer:
"Puxa, finalmente, agora eu sei quem eu
sou.
Portanto, sei
para onde vou".
Deus abençoe a nossa vida
e o nosso coração.
Amém.
>> [música]
>> A IBNU se propõe a ser uma comunidade,
[música]
uma igreja que é fiel àquilo que é a
missão que Deus nos deu de transformar
todas as [música] nações por meio da
pregação do evangelho e da manifestação
do reino.
Isso acontece [música] de muitas formas
e muitas dessas formas está diretamente
ligada à sua [música] fidelidade em
contribuir também com seus recursos para
o reino de Deus. Mas se entendemos que
Deus
vai cumprir e ele já [música] tem feito
isso aquilo que é o seu propósito e a
sua missão da forma que ele desejar.
>> [música]
>> Mas ele escolheu usar nossa vida e os
recursos que ele coloca em nossa mão
para construção [música] desse reino que
manifesta misericórdia, cuidado e amor
às pessoas, inclusive [música]
com aquilo que é a nossa ação concreta.
Por isso nesse momento a gente convida
você a participar [música]
da manifestação do cuidado, do amor de
Deus e do seu reino poderoso através
desse [música] ato de fidelidade que é
depositar suas ofertas, colocar o seu
recurso diante [música] de Deus para
transformação da realidade de outras
pessoas.
>> Foi um grande prazer receber você aqui
no nosso canal hoje nessa celebração
IBNU. Uma alegria quando você está
conosco e quando você pode partilhar da
palavra de Deus com a gente, colocar a
sua vida em perspectiva, observar se
você tem seguido aquilo que a Bíblia nos
ensina nas nossas nos nossos dias, na
nossa caminhada. E agora nós queremos
também contar com você, com a sua
expertise aí nos relacionamentos que
você tem. Você poder divulgar esse
conteúdo, divulgar o canal da IBNU
>> [música]
>> para as pessoas que você conhece. Também
se você ainda não fez a inscrição, se
inscreva agora aqui no canal do YouTube
assinando ativando também o sininho para
você [música] receber todas as
notificações. E nós também temos as
nossas programações nos outros canais,
no Instagram e no Facebook. [música] Se
você quiser se inscrever lá, vai receber
ali as notícias, as informações dos
eventos que nós fazemos tanto online
aqui no nosso canal como também
presencial na cidade de São Paulo. Quero
que Deus te abençoe nessa semana, que
você tenha momentos impactantes com ele
na sua vida e que você seja um canal de
benção para todas as pessoas que estão
ao seu redor. Que Deus te abençoe, um
forte abraço. Semana que vem, 9:30, aqui
no domingo, nós estamos juntos mais uma
vez.
>> [música]
[música]
>> Senhor, tu és bom, tua misericórdia
[canto]
é para sempre.
Senhor, tu és bom, tua [música]
misericórdia [canto]
é para sempre.
Todos [música]
os povos te exaltarão,
>> [canto]
>> de geração
em geração [música] te adorarei.
>> [canto]
>> Aleluia,
aleluia,
te adorarei
>> [canto][música]
>> por tudo que és.
>> [música]
>> Te adorarei.
>> [canto]
[música]
>> Aleluia,
aleluia, te adorarei
>> [música]
>> por tudo que és.
Deus [música] é bom.
>> [música]
[música]
>> Senhor, tu és bom, tua misericórdia
[música]
é pra sempre.
>> [canto]
>> Senhor, tu és [música] bom, tua
misericórdia é pra sempre.
Todos os povos te
>> [música]
>> exaltarão, [canto]
de geração
em geração te adorarei.
>> [música]
>> Aleluia,
aleluia,
te adorarei
>> [música]
>> por tudo que és.
Te adorarei
>> [música]
>> Aleluia,
>> [canto]
>> aleluia,
te adorarei
>> [música]
>> por tudo
que és.
Deus é bom
o tempo [música][canto] todo.
O tempo todo.
Deus é bom.
Deus é bom
o tempo todo.
>> [música]
>> O tempo todo.
Deus é bom.
Deus é bom
o tempo [música] todo.
O tempo todo.
Deus é bom.
Deus é bom
o tempo
>> [música]
>> o tempo todo.
Deus é bom.
Todos os povos te
exaltarão, [música]
de geração
em geração
te adorarei.
Aleluia,
>> [canto][música]
>> aleluia,
te adorarei
por tudo
>> [música]
>> que és.
>> [sino]
>> Te adorarei
>> [canto][música]
>> Aleluia,
aleluia, te adorarei
>> [música][canto]
>> por tudo que és.
>> [música]
>> Deus é bom.
Deus [música] é bom,
Deus é tão bom.
>> [canto]
>> Deus é bom.
>> [música]
[canto]
[música]

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