Celebração – 28/06/2026 | Luiz Sayão | IBNU
28/06/2026
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Missão. É interessante que dos tempos antigos da Bíblia, para iluminar o ambiente, nós tínhamos uma lâmpada que era preenchida aqui com azeite para iluminar o ambiente. E essa iluminação nos traz aquela figura que envolve tanto a nação de Israel como o próprio Messias, Senhor Jesus, que tinha o objetivo de ser luz para as nações, aquela ideia de que o povo que estava vivendo em trevas agora foi abençoado pela luz de Deus. Jesus mesmo disse que nós devemos ser sal da terra e luz do mundo. Então, é muito importante que o povo de Deus, a igreja de Jesus, entenda essa dimensão para fora da igreja. Nós precisamos entender [música] que a missão não é um departamento da igreja, não é uma das funções, uma das atividades ou para onde a gente manda alguns recursos, é o coração da igreja. Nós somos, na verdade, enviados de Jesus para anunciar [música] as boas notícias da salvação e do reino de Deus. Por isso, a comunidade de cristão que não está em missão perdeu a direção porque é seu foco daquilo que encontramos na Bíblia. Você observe, por exemplo, não só o que Jesus nos deixou na grande comissão, como também a própria igreja de Atos, como ela é encaminhada. E é tão interessante observar que lá você vê a importância da estratégia [música] no reino de Deus, como o apóstolo Paulo, a igreja primitiva trabalha de maneira estratégica e muito bem pensada. E ao mesmo tempo em que nós temos uma estratégia, nós temos a direção [música] do Espírito Santo, porque o espírito encaminha a igreja na direção da missão, porque afinal de contas missão, estratégia e o espírito estão nessa união para atingir aquilo que vem de Deus, a sua orientação. Por isso eu convido você a pensar seriamente, a entender que esse evangelho do reino será pregado a todas as nações, então virá o fim. Eu quero antecipadamente celebrar o dia diante do trono, quando a gente vai ver povo de toda tribo, língua, raça e nação diante [música] do cordeiro celebrando a chegada definitiva do reino de Deus. Por isso o povo de Deus, povo que está com Cristo no coração, todo mundo é chamado para ser luz para cada nação no cumprimento da missão. >> [música] >> Olá, tudo bom com você? Bem-vindo para a IBNU, é muito bom ter você com a gente e hoje a gente quer ter um momento muito especial e para isso eu quero convidar você agora a se conectar de fato com Deus, se conectar com a gente, mesmo a distância daí da onde você tá. Tira aquilo que pode causar distrações, ah, tira tudo aquilo que pode trazer uma uma informação diferente, se conecta agora, se conecta de verdade, presta atenção em tudo que vai [música] acontecer, vamos ter músicas, vamos ter ah, uma mensagem, um momento de oração, tudo isso >> [música] >> para que você possa ser abençoado. Fica aqui com a gente. >> [música] [música] >> Senhor, tu és bom, tua [canto] misericórdia é para sempre. >> [música] >> Senhor, tu és bom, tua [canto] misericórdia [música] é para sempre. >> Todos [música] os povos te exaltarão, [canto] de geração em geração [música] te adorarei. >> [canto] >> Aleluia, aleluia, te adorarei >> [canto] [música] >> por tudo que és. Te adorarei, >> [canto][música] >> aleluia, aleluia, te adorarei >> [canto][música] >> por tudo que és. Deus [música] é bom. >> [música] [música] >> Senhor, tu és bom, tua misericórdia é para sempre. >> [música] >> Senhor, tu és bom, tua misericórdia é para sempre. [música] >> Todos os povos te exaltarão, [música][canto] de geração em geração te adorarei. >> [música] >> Aleluia, aleluia, te adorarei >> [música] >> por tudo que és. Te adorarei, >> [música] >> aleluia, >> [canto] >> aleluia, te [música] adorarei por tudo que [sino] és. Deus é bom o tempo >> [música][canto] >> todo, o tempo todo, Deus é bom, Deus é bom >> [música] >> o tempo todo, o tempo todo, Deus é bom, >> [música] >> Deus é bom o tempo todo, o tempo todo, Deus é bom, >> [música] >> Deus é bom o tempo todo, >> [música] >> o tempo todo, Deus é bom Todos os povos te exaltarão >> [música] >> de geração em geração. Te adorarei, aleluia, >> [música][canto] >> aleluia, te adorarei >> [música] >> por tudo que és. >> [sino] >> Te adorarei, >> [música][canto] >> aleluia, aleluia >> [música][canto] >> te adorarei por tudo que >> [sino] >> és. >> [música] >> Deus é bom >> [música] >> Deus é bom, o Deus é tão >> [música] >> bom, >> [canto] >> Deus é bom >> [música][canto] >> E aí, vamos falar um pouquinho sobre gratidão? [música] Lá em Salmo 103 diz: "Bendiga o Senhor minha alma. Bendiga o Senhor todo o meu ser. Bendiga o Senhor minha alma, não esqueça de nenhuma de suas bênçãos". Mas é fácil, né, falar >> [música] >> "graças a Deus", "obrigada, Senhor", quando tá tudo indo bem, como a gente achou que seria. Mas a verdade é que vamos ter problemas, [música] vamos ter momentos de luta, de lamentações. E nesses momentos devemos lembrar o que diz Lamentações 3:21. Ele diz: "Quero trazer à memória o que pode me dar esperança". O que me traz muita esperança, [música] e espero que também traga a você, é saber que Deus continua sendo o mesmo Deus. Se eu tô feliz, se eu tô triste, se [música] as coisas estão indo bem, se está tudo caindo, Deus continua sendo Deus. Então, lá em 3:24 continua falando: "A minha porção é o Senhor", diz a minha alma. "Portanto, [música] esperarei nele". A gente espera nele nos momentos difíceis, porque é dele [música] que vem o nosso socorro. Ele continua tendo o controle da história. [música] Ele nunca perdeu o controle da história, nem do mundo, nem da sua. Então, vamos render graças a Deus >> [música] >> nos momentos bons, de alegria e também nos tristezas e de luta. Porque ele é bom o tempo inteiro. >> [música] [música] >> Em comunhão quero viver. >> [música] >> com meus irmãos e assim crescer >> [canto] >> em comunhão. >> [música] >> Quero viver com meus irmãos [música][canto] e assim crescer uma aliança [canto] eterna de amor. Ser bem sucedido e proteção temos uns aos outros [música] >> [canto] >> por meio de Cristo. >> [música] >> O compromisso [canto] de edificar, >> [música] >> de repartir e abençoar sempre uns aos outros em comunhão. >> [música] >> Em comunhão. Quero [música] viver com meus irmãos [canto] >> [música] >> e assim crescer uma [canto] aliança eterna de amor. [música] Ser bem sucedido e proteção [música] temos uns aos [canto] outros >> [música] >> por por de Cristo. O O compromisso [música] de edificar, de repartir e abençoar sempre uns [música] aos outros >> [canto] >> em comunhão. Em [canto][música] Cristo, um corpo, uma >> [música] >> só fé, um só coração. >> [música][canto] >> Em Cristo, um >> [canto] >> só povo, uma >> [canto] [música] >> missão, plena comunhão. [canto] Uma aliança >> [música][canto] >> eterna de amor, serviço [música] mútuo e proteção temos uns aos outros >> [música] >> por meio de Cristo. O compromisso >> [canto] >> de edificar, [música] de repartir e abençoar sempre uns [música] aos outros em comunhão. [música][canto] Sempre uns [música] aos outros em comunhão. Sempre uns aos outros >> [música] [canto] [música] >> Temos então a oportunidade de orarmos juntos [música][canto] como comunidade tantos motivos, tantos anseios do nosso coração, [música] que a gente tem a oportunidade de colocar tudo isso nas mãos do nosso bondoso pai. Senhor Jesus, nosso Senhor, nosso pai, nós queremos te agradecer pela nossa comunidade, pela oportunidade que temos de levantar as nossas vozes [música][canto] e de colocar o nosso coração diante de ti por todos os nossos anseios do nosso coração, de agradecer por tudo que o Senhor tem feito na história [música] de cada um, na história da comunidade, na história da nossa cidade, do nosso entorno e de tudo que o Senhor fez e ainda vai fazer por meio das nossas vidas, nos usando, apesar de não merecermos, [música] não temos nenhum mérito, mas pela tua graça, pelo teu Santo Espírito que nos capacita, nós pedimos que o Senhor continue a nos usar, a nos dirigir, >> [música] >> a nos guiar, Senhor. Em nome de Jesus, amém. >> [música] [música] [canto][música] [música] [canto] >> E ao som da sua voz, >> [música][canto] >> o universo se desfaz. >> [música] >> Não há >> [canto] >> outro nome comparado ao grande >> [música] >> eu sou. E mesmo sendo um >> [música][canto] >> pó, com tudo que há em mim, confessarei. [canto] Que céus e terra passarão, >> [canto] >> mas o teu >> [canto] >> nome é eterno. >> [música] >> Todo joelho dobrará ao ouvir o >> [música] >> teu nome. >> [canto] [música] >> Todo ser confessará. >> [canto] >> Louvado >> [música] >> seja o teu nome. Deus santo nome. >> [música] >> E mesmo sendo um >> [música] >> pó, com tudo que há em mim, [canto] confessarei. >> [música] >> Que céus e terra passarão, mas o teu nome é >> [música] >> eterno. Todo joelho dobrará >> [música][canto] >> ao ouvir o teu nome. Deus santo nome. >> [música] >> Todo ser confessará. Louvado seja o teu nome. >> [música] [música] >> Para onde vou se eu não sei nem quem eu sou? Esse é o grande desafio que muita gente tem. Nos nossos dias, quando parece que uma das discussões mais importantes sobre a vida, sobre a nossa identidade e sobre a nossa trajetória marca muito o nosso tempo. E hoje então aqui nós vamos pensar e refletir sobre isso. Eu acho que todo mundo já está bastante consciente de uma espécie de de crise muito definida no nosso tempo quando né, os estudiosos da cultura, especialmente no nosso ambiente do mundo ocidental eh, fala-se muito né, daquilo que tem a ver com os desdobramentos do mundo pós-moderno né, o que é chamado de modernidade líquida, quando aquilo que sempre foi meio paradigmático assim, foi meio que derretendo né. E a gente, inclusive alguns falam que estamos na época da da pós-verdade né, e todo esse universo social, filosófico, gelatinoso hoje tem causado uma série de questões assim, que as pessoas de fato, olha, eu não sei se eu sou isso, eu não sei se eu sou aquilo. Ah, nós temos crises tanto do ponto de vista de pessoas completamente vazias de referência, de identidade, até gente que caminha na busca de movimentos radicais, ultranacionalistas, tentando definir afinal de contas onde é que eu me apoio na minha realidade existencial para caminhar na minha vida. E exatamente por causa desse vazio é que muitas pessoas ficam assim pensando né, então para que lado eu vou, qual é a direção né, qual qual é o caminho né, qual é a jornada que a minha experiência, minha vida nesse mundo estabelece. Eu vejo muitas pessoas hoje com medo do futuro, eh, dizendo que a gente não tem esperança, tem pessoas dizendo que nem vale a pena mais a gente eh, viver da maneira mais básica que a experiência humana sempre nos mostrou, por exemplo, viver em família, né? Geração após geração, porque a gente não tá indo para lugar nenhum. Como é que a gente lida com isso? Vamos ver. Eu tava aqui lendo esses dias um trecho interessante que aparece numa carta que o apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas. E me parece que ela tem muita coisa para nos orientar sobre esse mundo meio confuso que se percebe nos dias de hoje. Capítulo três do livro de Gálatas, a partir do verso 21. A palavra de Deus diz o seguinte: "Então, a lei opõe-se às promessas de Deus? De maneira nenhuma, pois se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida, certamente a justiça viria da lei. Mas a escritura encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa que é pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos que creem. Antes que viesse essa fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor. Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus. E se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa. Digo, porém, que enquanto o herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, embora seja dono de tudo. No entanto, ele está sujeito a guardiões e administradores até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo. Mas quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu filho nascido de mulher, nascido debaixo da lei, a fim de redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. E porque vocês são filhos, Deus enviou o espírito de seu filho ao coração de vocês e ele clama: "Aba, Pai". Assim, você já não é mais escravo, mas filho. E por ser filho, também Deus também o tornou herdeiro. Que coisa impressionante, a riqueza e o detalhamento desse texto especial da carta de Paulo aos Gálatas. Mas vamos entender o que que está acontecendo aqui. Que história é essa de lei? Que história é essa de filho, de herdeiro, de dizer que não tem mais grego nem judeu, nem homem, nem mulher. Como é que a gente pode entender esse texto? Então, vamos lá. Que que acontece? Nos tempos do primeiro século, a gente tinha uma presença marcante dos judeus no mundo greco-romano. E por que eles tinham uma presença marcante? Porque as pessoas de fora, que vinham deste mundo marcado pelo paganismo, politeísta, com vários grupos religiosos, mais ou menos místicos ou ligados ou não ao culto imperial e assim por diante, eles olhavam para a realidade da sinagoga, eles olhavam e viam algumas coisas diferentes. Eles observavam, por exemplo, que ali não tinha nenhuma estátua. Todos os cultos pagãos tinham suas estátuas, os seus deuses representados. Inclusive o desafio, né? Os romanos queriam colocar a estátua do imperador e dos deuses greco-romanos e os judeus não aceitavam isso e eles achavam curioso e diferente. Depois, eles falavam desse Deus que é invisível e era um Deus só, ao contrário das diversas divindades que estavam presentes no panteão do mundo marcado pelo paganismo. E a outra coisa que chamava atenção era a maneira de lidar com a comunidade. Então, a preocupação com pobres, com viúvas, com órfãos. É, essa essa relação social presente na tradição judaica, né? Aquilo que envolve a tsedacá, né? Isso é, marcava de modo que nesse ambiente várias pessoas passaram a se interessar pelo judaísmo. Isso quer dizer o quê? Que havia muitas pessoas que de fato se convertiam ao judaísmo. Esses eram chamados prosélitos. Várias vezes você vai encontrar no Novo Testamento essa referência aos prosélitos. E não só isso, mas havia aqueles que não tavam tão convencidos de que todo pacote do judaísmo predominante valia a pena. Então, eles eram amigos da sinagoga, eles eram chamados de tementes a Deus. É o caso de Cornélio, por exemplo, em Atos 10, de Lídia em Atos 16. E essa era a realidade. Que que acontece? Quando o apóstolo Paulo começa a anunciar o evangelho nesse mundo propriamente gentílico e pagão, várias pessoas ali eh recebem o evangelho. Tudo começa na primeira viagem missionária, entre os anos 46 e 48, quando ele vai naquela região ali, né, do onde se falava o dialeto licaônico, ele vai para ali, vai para Listra e Icônio, Derbe, né, e anuncia o evangelho e logo, não demora muito, Paulo vai escrever a carta aos Gálatas. Por quê? Por quê? Quando esse pessoal recebe a fé em Jesus, surge um grupo de pessoas que eram seguidores de Jesus, mas de base farisaica, que chegaram à seguinte conclusão: "Se esses indivíduos, que agora receberam a fé, não se tornarem praticantes do judaísmo, como nós o entendemos, eles não podem ah fazer parte da comunidade da fé, eles não podem ser considerados seguidores do Messias de Israel". Paulo vai ter um confronto com eles. E quando ele faz isso, >> [roncando] >> e Paulo vai deixar claro, olha, se você é judeu, a gente entende que certas coisas são pertinentes à sua caminhada, mas aqueles que vêm desse mundo gentílico, eles não podem ser colocados debaixo dessa postura de lidar com a tradição e com a lei, como acontece com os judeus. E ainda mais quando se pensa na maneira farisaica de pensar, que nem é consenso em todos os ambientes judaicos da época, por exemplo. E aí a grande discussão é o quê? Envolve a lei. Então, qual é a questão? A primeira discussão é, afinal de contas, o que que é a lei, qual é o seu propósito? E tanto em Gálatas como em Romanos, Paulo vai deixar claro, pessoal, não tem nenhum problema na lei. A lei é a expressão da santidade de Deus, mostrando para nós aquilo que envolve a sua diretriz para nossa vida, né? E a gente vai ver isso, Jesus falando, né, da lei de maneira positiva e dizendo que a essência dela é amar Deus e amar o próximo, então isso, a lei enquanto revelação de Deus presente na Torá. Só que essa lei ela não tinha condições de produzir a justiça de Deus na nossa vida. Ela apenas nos mostrava as diretrizes de Deus e quando isso acontecia em vez do resultado ser promissor, era mais problemático que a pessoa simplesmente ia percebendo quão maior é a sua dívida e a sua incapacidade de estar dentro daquilo que a lei diz. Então, a lei, na verdade ela não se opõe, verso 21, às promessas de Deus de maneira nenhuma. A gente tem que entender direito qual é o seu papel. E aí que vem a questão, né? A lei não tinha o poder e a capacidade de produzir vida espiritual e justiça em nós, ainda que ela fosse expressão da diretriz de Deus para a a humanidade. Então, ele diz: "Pois se tivesse sido dado uma lei que pudesse conceder vida, certamente a justiça viria da lei". Mas quando a lei é dada, que que acontece? A escritura encerrou tudo debaixo do pecado para mostrar, por exemplo, olha pessoal, a diretriz divina é essa. Veja, quando todo mundo entra no caminho de alinhar, enquadrar a sua vida naquilo que a lei diz, a gente percebe que todo mundo é reprovado. Por isso que o texto diz que tudo foi encerrado debaixo do pecado, a fim de que um princípio que faz parte da revelação da Torá, por quê? Por quê? A maneira como a própria Torá, o Pentateuco vai tratar da questão, começa lá em Gênesis 15, verso 6, quando Abraão creu em Deus e ele é chamado de justo, isso lhe é acreditado como justiça, como o Romanos 4 vai reforçar. Então ele disse que essa promessa, que é a fé em Jesus Cristo, ah, fosse dada aos que creem. Então ele diz, percebe que a maneira como a gente tem um caminho promissor para estar em sintonia com a vontade divina, não é a simples tentativa de leitura literal da lei e na força humana tentando fazê-la como se a gente pudesse construir através da nossa justiça própria. Então o texto vai dizer que esse caminho é um caminho pela fé na redenção divina que aparece em Cristo Jesus. Aí ele diz, então como é que é essa relação? Olha que coisa bonita e interessante. Antes que viesse essa fé, nós estávamos sob custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Ou seja, diferentemente da ideia de que tudo o que aparece aqui simplesmente substitui, anula no sentido absoluto o que temos na lei, em vez de ter uma oposição absoluta entre a lei e aquilo que vai aparecer na nova aliança, na revelação em Cristo, a gente vê uma relação de conexão. Olha, a lei, ela serviu de um tutor para chegar no seu ponto final, no seu ponto de conclusão, que é exatamente a fé em Cristo. Até porque Cristo é o cumprimento da lei. Jesus nunca pecou, ele se submeteu completamente, ele cumpriu de fato a lei por nós, sendo completamente justo e por isso, quando somos justificados pela fé em Cristo, a justiça de Cristo é transferida a nós, que nele cremos e nele temos esperança. Então, nesse sentido, nós agora fomos justificados pela fé e tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor. Ou seja, não quer dizer que a lei não tenha valor nenhum. Aliás, é bom entender aqui, nós temos na lei, ah, vários mandamentos ou melhor, diretrizes, instruções, que são de perfil cerimonial, que apontam para Cristo, o Messias, se cumprem nele e tem o seu propósito final. Isso era sombra daquilo que haveria de vir. Mas nós temos outras diretrizes da lei que são morais e teológicas, é claro, que promiscuidade, ah, assassinato, né, roubo, continuam sendo errados, não é? Porque estamos no Novo Testamento que essas coisas não são mais consideradas equivocadas e erradas, claro que são. E nós temos princípios para a sociedade, para a vida, que não são necessariamente aplicáveis literalmente, mas o princípio tem validade, como, por exemplo, cuidado de necessitados e outras coisas semelhantes. Então, é interessante a gente observar que agora não estamos nesse sentido sob o controle do tutor. E aí que vem a questão, por que será que esse pessoal religioso não só tinha feito um caminho de dizer o seguinte, olha, nós temos que olhar as exigências da lei literalmente como estão lá e nós temos que acrescentar um peso maior sobre isso e eles começaram a desenvolver tradições maiores que iam além do próprio sentido da lei e também faziam aí uma coisa meio seletiva, alguns mandamentos tinham validade muito importante e outros não. E aí a coisa começou a ficar confusa. Por que que a gente faz isso? Pessoal, pessoa faz isso quando sem entender o propósito que tá lá, faz disso a base, vamos dizer, existencial da sua própria vida. É como se aquilo definisse a sua identidade de maneira absoluta. É como se fosse uma espécie de salvaguarda de mim mesmo, um lugar onde eu possa colocar os meus pés e me firmar. Por isso daí surge uma coisa complicada que não é exclusividade da tradição judaica, mas também tá na tradição cristã e em outras tradições religiosas que é uma espécie de orgulho religioso. Quando a pessoa diz, olha, eu sou uma pessoa, eu faço isso, a minha tradição é tal, você vê que aquilo vira o centro da identidade da pessoa, a pertinência de um grupo que supostamente se enquadra da melhor maneira possível naquilo que deve ser a razão de ser da vida. Então, o que que acontece? Por isso Paulo chega e entra num caminho interessante que parece vir do nada, mas que tem relação absolutamente nítida. O que que ele diz? No verso 26 ele prossegue e diz: "Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados de Cristo se revestiram". Então, o que que ele vai dizer? Ele vai dar esse grito espetacular para dizer para a gente assim, ó: "Primeira coisa que vocês têm que saber é o que de fato vocês são, ou melhor, quem vocês são". Porque se eu não sei quem eu sou, eu nem sei para onde vou. Claro que eu não tenho como organizar a vida. Claro que eu não tenho como definir o sentido, a direção, o propósito, por isso esse marasmo vazio. E aqui ele vai dizer: "Você quer saber de uma coisa? Você quer, você quer uma referência maior daquilo que define quem a gente é? A referência máxima do universo é o próprio criador, o próprio Deus, a razão de ser de todas as coisas no tempo e no espaço, na criação e na história". Então, ele diz: "Olha, pessoal, vocês que encontraram a fé em Jesus, vocês que encontraram essa salvação gratuita pela fé que chega a nós com o seu poder em nosso coração, vocês são filhos de Deus". Quer dizer, ele poderia dizer coisas diferentes, você já reparou? Poderia dizer assim: "Vocês são as pessoas que agem da maneira certa. Vocês são o grupo que Deus define como sendo o mais adequado de todos. Vocês são as pessoas que estão na trajetória que é mais promissora". Ele não entra com o argumento assim de vantagem, ele não entra com o argumento eh de perfil de quem tá pisando no quadrado da maneira que se espera, ele diz: "Vocês são filhos de Deus. Isso é muito especial porque porque é uma linguagem relacional é uma linguagem que evoca as relações mais profundas que nós temos na nossa constelação familiar e é uma relação de intimidade, de pertinência que estabelece de maneira psicológica e sociológica nossa verdadeira identidade. Então somos filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois quem em Cristo foi batizado a linguagem é muito bonita, né? Você se revestiu, como quem trocou, pegou roupas antigas, tirou tudo, fez uma espécie de novo guarda-roupa que dá fé se revestiu de Cristo realiando a sua identidade. Aí sim, ele vai entrar no âmago da questão. Por quê? O que que é importante para as pessoas? A gente vê orgulho racial orgulho ligado ao nacionalismo orgulho de herança religiosa orgulho de gênero, orgulho de qualquer tipo de coisa que pretende ser a referência maior da nossa identidade. Por isso ele diz, escuta, agora que você entendeu que você é filho de Deus em Cristo, saiba que não há judeu nem grego. Então saiam, quer dizer que agora não tem ninguém, quer dizer, não tem mais brasileiro nem argentino não tem mais americano nem chinês, não tem mais russo nem alemão não tem mais angolano nem moçambicano. Como assim? Não é bem o caso, é claro que essas coisas existem. Paulo não tá dizendo aqui ainda mais nesse mundo, não é? O pessoal não tem mais escravo, como não tem? O pessoal que tá recebendo a mensagem é escravo. Ah, não tem homem nem mulher, lógico que tem. Que que acontece? Ele diz que essas categorias que marcam a maneira das pessoas construírem a sua fonte de identidade principal, aquilo que sustenta a sua realidade existencial e até espiritual, não tem nenhum tipo de sustentação. Então, nesse sentido não faz diferença em relação à salvação dada em Cristo para nós a fé em Cristo que nos salva e nos coloca como filhos de Deus nesse sentido profundo de identidade espiritual, não faz diferença se você é judeu ou grego. E o judeu tinha toda uma compreensão, né, de uma espécie de identidade religiosa e étnica fundamental. O grego também, como o paradigma do conhecimento, da filosofia, tudo isso era muito forte. Então Deus desafia as identidades étnicas como fundamento daquilo que nós somos. Porque se a gente se prende a esse particularismo, pessoal, a gente nunca vai entender de fato os outros seres humanos. Ficaremos presos dentro da nossa realidade circunscrita e limitada. Então, não importa se você é coreano, se você é alemão, se você é mongol, se você é paraguaio, se você é mexicano, se você é da Guiné-Bissau ou do Marrocos ou do Brasil, isso não vai fazer diferença no sentido pleno e nem critérios sociais ou sociológicos. Por exemplo, não há escravo nem livre. Olha que coisa interessante. Você percebe que o mundo hoje é um mundo de conflitos raciais conflitos de etnia, conflitos de classe social. Quer dizer, pessoas querendo colocar sempre um grupo contra o outro e usando isso como massa de manobra, Gálatas vai exatamente na direção oposta, pessoal. Agora, essas diferenças, elas estão ofuscadas, elas estão num espaço secundário, elas estão numa relação periférica em relação à nossa identidade de ser filho de Deus em Cristo Jesus. Não precisa ter guerra entre os gêneros, porque em relação à salvação em Deus também não existe homem nem mulher, nenhum deles é mais importante ou melhor do que o outro. Discursos machistas e feministas desaparecem diante do poder do evangelho. Olha lá. Pois todos são um em Cristo Jesus. Olha que coisa impressionante. Isso é espetacular, por quê? Porque esse mundo do primeiro século é totalmente dividido. É um mundo de opressão no Império Romano. É um mundo demarcado por quem? Para quem é cidadão romano e quem não é. É um mundo cheio de escravos e de povos dominados. É um mundo no ambiente judaico altamente restritivo para quem é de fora. É um mundo que enfrenta essa realidade de um mundo grego que se entende acima dos demais. E então o texto vai dizer: "Olha, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa". Importante isso por quê? Porque o argumento desses judaizantes para com esses Gálatas que são gentios é muito simples, olha: "Você não pode ser considerado alguém que tem direito à promessa que Deus fez a Abraão, porque você não está enquadrado num legalismo que estamos exigindo de vocês". E Paulo vai dizer: "Pessoal, o que que Deus falou para Abraão? Que Abraão sim ia ser pai de uma grande nação. Que Abraão, sim, através da sua descendência com Isaque, com Jacó, o povo de Israel, a benção de Deus que atinge a nação judaica de maneira muito clara, mas Abraão também, tá claro, que ele haveria de ser benção para todas as famílias, todas as tribos e etnias da terra. E agora isso aparece nessa inclusão dos gentios aqui. Portanto, eles também são descendência de Abraão no sentido espiritual do termo. E herdeiros segundo a promessa. Ou seja, olha que coisa interessante. Agora, preste atenção. Eu me lembro até hoje quando eu recebi o evangelho, fui alcançado pela graça de Deus em Cristo Jesus. A coisa mais forte que eu senti na minha vida, no meu coração, foi exatamente isso. Como é que podia ser >> [roncando] >> que o criador do universo, o Deus de toda a terra, de todo da imensidão do tempo e do espaço, como é que ele podia me amar e fazer o que fez em meu favor em Cristo Jesus. Aquilo me deu um senso de pertinência, um senso de amor incondicional no coração que redirecionou minha vida para sempre. A minha identidade se concretizou em Cristo. Ali eu não me importava mais o que eu era aqui e ali. O importante era agora ter passado por cima de todas as fronteiras que distanciam as pessoas por causa de Cristo Jesus e pelo fato de sermos filhos de Deus, herdeiros da fé que havia em Abraão e também herdeiros a partir dessa promessa. E Paulo prossegue e diz: "Digo, porém, enquanto herdeiro, que enquanto herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, embora seja dono de tudo. É essa linguagem, né? O herdeiro, ele tá aguardando a sua herança, ele é menor, não pode usufruir dela e, apesar de ser esse herdeiro, ele é como um escravo que não tem direito a nada. No entanto, ele está sujeito a quem? A guardiões, administradores, até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo. Ou seja, Paulo diz assim: "Pessoal, Deus tava preparando um negócio muito legal. Tava preparando essa promessa que tava sendo, assim, trabalhada no eixo da história. E, enquanto isso, vocês estavam na vulnerabilidade da experiência de vocês. Qual era a vida de vocês nesse mundo sem Deus? Com a presença dos poderes espirituais da maldade, que são discutidos, por exemplo, em Efésios, em Colossenses, esses chamados princípios elementares do mundo, uma referência aos espíritos maus, que, na linguagem de Efésios, estão nas regiões celestiais, ou seja, no mundo espiritual. Mas, quando chegou a plenitude do tempo, e é isso que tá sendo celebrado agora, Deus enviou, olha que bonito, né? Seu filho. Eu acho tão espetacular porque ele fala de coisas espirituais poderosas, fortes, assim, impactantes. E aí ele entra nessa intimidade, nessa particularidade, na presença divina concreta invadindo o tempo, essa intimidade próxima de nós. Ele diz: "Deus enviou o seu filho". Poderia dizer: "Deus enviou o grande redentor, Deus enviou o seu salvador, aquele que cumpriu o seu propósito". Não, "seu filho, nascido de mulher". Olha a linguagem, né? E nascido debaixo da lei. No momento em que a única coisa que a gente tinha, que nos orientava a respeito de quem Deus é e como é que ele se apresenta diante de nós era a lei, a fim de redimir os que estavam sob a lei, que tinha esse papel até chegar plena redenção numa conexão entre as partes e não num conflito entre elas para que recebêssemos a adoção de filhos. E aí que coisa interessante, e porque vocês são filhos tudo muda. Tá tá minha pergunta para você que tem caminhado na fé qual é a sua identidade? Do que que você gosta de ser chamado? O que que marca você é o quê? A sua herança familiar é o mais importante? A sua identidade, o seu pertencimento a um grupo social qualquer com qual você se identifique? Eu acho interessante a maneira curiosa do nosso tempo. Eu conheço pessoas, por exemplo, que são fanáticas por algum tipo de esporte principalmente por exemplo, torcedores de futebol. Mas a questão não é se a pessoa torce é que a identidade dessas pessoas está marcada por isso. Eu conheço gente que é tão fanática por futebol que o sujeito se pinta, ele tem as camisas, o quarto dele é lotado daqueles símbolos é quando ele vai ao estádio aquilo parece um verdadeiro culto, eles choram, eles gritam, eles riem, eles cantam, eles pintam a cara, eles desfiguram até a aparência por causa da sua identificação máxima na vida com o seu time de futebol. Inclusive se você ousar questionar ou discutir algo sobre o time, a pessoa vira uma fera, aquilo se tornou a sua identidade. Eu conheço gente fechando a identidade em particularidade de gênero fechando a sua identidade na sua origem étnica, como se a sua origem étnica, de alguma maneira, fosse mais importante do que as outras, ou na sua postura nacionalista, porque o meu país é assim, porque eu sou de tal lugar, ou até na sua cidade, ou até no seu regionalismo. A pessoa é capaz de dizer assim: "Eu sou máximo, porque na minha terra se come tal coisa". Pessoal, que doideira, que loucura é essa? Nós somos todos criados por Deus. Somos meramente seres humanos, com as nossas limitações e agora, não só criados, mas na nova criação, redimidos. E passamos a ter a nossa identidade como filhos de Deus e isso é o que importa e por isso o texto vai nessa direção. Eu fico pensando lá, né? Gálatas, pagãos, gente de ambientes étnicos variáveis, pessoas de perfil romano, outro grego, judeu, judeu mais ligado à tradição religiosa ferrenha, como foi o caso de Paulo, outros judeus de perfil um pouco diferente. E agora, porque vocês são filhos, olha que bonito aqui. Deus enviou o espírito do seu filho ao coração de vocês. E aí você vê essa dimensão, que eu acho interessante, né? Porque quando a gente pensa em identidade, a gente pensa em identidade ligada, principalmente, ao grupo social. Ah, você é o quê, né? Você é de que país? Você é de que etnia? Você é de que região? Fala aí para eu sentir o seu sotaque, né? A gente marca assim, mas a identidade profunda, que é a dor da sociedade de hoje, ela é emocional, ela é existencial, ela é psicológica, ela é espiritual. E quando a gente não percebe o abraço poderoso do criador, que é o pai celestial da sua vida, da minha vida em Cristo Jesus, a gente nunca vai encontrar um espaço de descanso e tranquilidade para a alma. E se aqui não tiver tranquilo, se a gente não tiver esse afago que redefine quem nós somos, a gente sempre vai procurar um substituto de qualquer tipo para definir, olha, eu sou isso. Você não é nada daquilo que a nossa sociedade confusa, perdida, pós-verdade, atrapalhada pretende emprestar provisoriamente para a sua vida. Não, Deus enviou o espírito do seu filho ao coração de vocês e ele clama Aba, Pai. Isso que é a coisa interessante, por quê? Porque a gente pode pensar em Deus sobre muitas coisas. Eu já participei de encontros teológicos, filosóficos e aí se fala sobre Deus, Deus conforme o motor de Aristóteles, o que a filosofia antiga diz, o encontro do pensamento platônico com a tradição da igreja primitiva, o Deus todo-poderoso no Antigo Testamento, o El Shaddai, o criador do universo, o Deus que existe fora do tempo, do espaço, o Deus que precisa ser descrito na linguagem da filosofia mais profunda. A gente tem tantas possibilidades de descrever a Deus quando a definição de identidade para saber quem de fato eu sou, que vai definir para onde eu vou, ela se dá na revelação ao coração de alguém que agora, com uma ousadia diferenciada, chama Deus de Aba, Pai. Eu acho legal, sabe por quê? Porque Paulo >> [risadas] >> faz questão. Eu tenho a impressão que ele ficou pensando assim, que que eu vou escrever aqui. E aí ele foi buscar lá no aramaico barra hebraico, né? Ele poderia ter colocado simplesmente pater em grego, mas não, ele faz questão. Até porque essa é a linguagem também usada em Romanos 8 de maneira especial. Ele diz: "Abba, pai". E aí ele diz: "Pessoal, afinal de contas, a maioria de vocês, gálatas, gentios, limitados, pobres, a maioria numa situação escrava ou análoga à escravidão". Ele diz: "Assim você já não é mais escravo, mas filho". E por ser filho, Deus também o tornou herdeiro. A maior força e segurança que existe no coração de uma pessoa vem daquilo que está no profundo do seu coração, do seu interior. Uma construção de uma espiritualidade verdadeira, inabalável, significativa e definidora da nossa vida. A gente pode mudar as coisas sociais. Eu percebo pessoas, aliás, eu vejo pessoas em busca de identidade, inclusive curiosamente, mudando de caminho em cada momento da vida, inclusive, inclusive mudando até de de compreensão teológica da realidade. A pessoa fala: "Olha, se eu for mais assim, eu acho que eu tô mais no naquilo que eu deveria ser". Aí daqui a pouco ele descobre uma grama mais verde do outro lado e fala: "Olha, então eu acho que esse caminho aqui é melhor". Olha, você percebe todo esse descaminho confuso de busca de alguma coisa maior envolve uma sede profunda, que é uma sede que tenta descobrir quem eu sou, para eu poder saber para onde eu vou. E aí eu olho para a vida do apóstolo Paulo. Eu olho para tantas pessoas da igreja primitiva. Se tinha alguém que podia ter definido a sua identidade de maneira absolutamente completa, ele tinha várias opções. Ele poderia dizer, o que ele disse inclusive, eu sou judeu de judeus, sou fariseu de fariseus. Eu tenho uma identidade religiosa marcante, definida, promissora. É isso aqui, Paulo diz, olha, eu olhei para isso, não deu em nada. Minha etnia, pessoal, eu tenho o nome do rei Saul, eu sei até a minha tribo, eu sou da tribo de Benjamim. Eu poderia me firmar nisso. Pessoal, eu tenho a melhor formação possível. Eu fiz a Harvard, a Sorbonne, a Heidelberg da época, eu tinha a maior referência, porque eu tive educação grega, eu conheço a literatura grega com profundidade, inclusive a filosofia, posso conversar com esse pessoal. Pessoal, eu tenho o melhor passaporte de todos, eu sou cidadão romano. Eu tenho condições de mostrar quem eu sou num mundo onde pouca gente tem essa capacidade. Paulo diz, olha, nem judeu, nem grego, nem romano, nem a minha tradição de fé ou minha identidade étnica são capazes de definir quem eu sou. Portanto, o que eu sou, eu sou em Cristo Jesus. A maravilha do evangelho não envolve apenas o perdão dos pecados, apenas a salvação pela fé, apenas a compreensão do que Deus fez na história, apenas a esperança da vida eterna, apenas a vida em comunidade, o grande impacto transformador que muda tudo envolve a nossa nova identidade em Cristo Jesus como filhos de Deus. Quando isso se estabelece, se firma no nosso coração, a gente não vê mais nada à nossa volta, a não ser aquele que é irmão. Aí a gente tem condição de ter verdadeira comunhão. E na vida a gente acha direção. Paulo achou a direção na sua proposta de servir a Deus para aquilo que ele foi chamado. E aí não importa a circunstância. Os elementos mais ameaçadores externos nunca vão poder abalar quem tem plena convicção de quem é e para onde está indo, porque é filho de Deus através da fé em Cristo Jesus. Deus abençoe a sua vida. Deus permita que você chegue a essa conclusão de se tornar filho de Deus pela fé em Cristo Jesus, entregando a sua vida e colocando todos os ídolos que a gente constrói na vida de lado, para que a gente, de fato, entenda, de fato, quem a gente é e a gente possa dizer: "Puxa, finalmente, agora eu sei quem eu sou. Portanto, sei para onde vou". Deus abençoe a nossa vida e o nosso coração. Amém. >> [música] >> A IBNU se propõe a ser uma comunidade, [música] uma igreja que é fiel àquilo que é a missão que Deus nos deu de transformar todas as [música] nações por meio da pregação do evangelho e da manifestação do reino. Isso acontece [música] de muitas formas e muitas dessas formas está diretamente ligada à sua [música] fidelidade em contribuir também com seus recursos para o reino de Deus. Mas se entendemos que Deus vai cumprir e ele já [música] tem feito isso aquilo que é o seu propósito e a sua missão da forma que ele desejar. >> [música] >> Mas ele escolheu usar nossa vida e os recursos que ele coloca em nossa mão para construção [música] desse reino que manifesta misericórdia, cuidado e amor às pessoas, inclusive [música] com aquilo que é a nossa ação concreta. Por isso nesse momento a gente convida você a participar [música] da manifestação do cuidado, do amor de Deus e do seu reino poderoso através desse [música] ato de fidelidade que é depositar suas ofertas, colocar o seu recurso diante [música] de Deus para transformação da realidade de outras pessoas. >> Foi um grande prazer receber você aqui no nosso canal hoje nessa celebração IBNU. Uma alegria quando você está conosco e quando você pode partilhar da palavra de Deus com a gente, colocar a sua vida em perspectiva, observar se você tem seguido aquilo que a Bíblia nos ensina nas nossas nos nossos dias, na nossa caminhada. E agora nós queremos também contar com você, com a sua expertise aí nos relacionamentos que você tem. Você poder divulgar esse conteúdo, divulgar o canal da IBNU >> [música] >> para as pessoas que você conhece. 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