Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Culpa, Remorso e Arrependimento | Josemar Bessa

Culpa, Remorso e Arrependimento  | Josemar Bessa

Culpa, Remorso e Arrependimento | Josemar Bessa

QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:

Pix 21 999811424
Pix josemarbessa@gmail.com
Pix 011.737.737.62

PayPal – math_510@hotmail.com

Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3

Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa

Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa

REDES SOCIAIS:

💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: josemarbessa@gmail.com
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv

Legendas automáticas:

Nem todo eu pequei nasce
do arrependimento. Há bocas que dizem a
verdade enquanto o coração continua
mentindo. Há consciências que trem sem
se render. Há lágrimas que caem sem
lavar a alma.
Há confissões que parecem humildes, mas
apenas querem escapar da dor. Há
palavras certas pronunciadas por homens
que ainda amam o pecado errado.
Eu pequei pode ser o começo da vida, mas
também pode ser apenas o eco do
desespero. Pode ser
a oração de um filho voltando para casa.
Pode ser o grito de um condenado que não
quer Deus, mas teme o castigo. Pode ser
o lamento de um santo ferido pela
própria queda. Pode ser a fala de um
hipócrita tentando salvar
aparência. Pode ser a confissão de um
homem dividido que vê a luz, mas
continua andando para a escuridão. As
mesmas palavras, mas não o mesmo
coração. E é aqui que a alma precisa,
precisa tremer, porque a confissão de
pecado é necessária. Ninguém encontra
misericórdia enquanto protege a própria
culpa. Ninguém é curado enquanto defende
a ferida. Ninguém recebe perdão enquanto
insiste em esconder o veneno. O homem
que encobre o pecado
endurece. O homem que confessa e
abandona encontra compaixão. Deus não
promete misericórdia ao pecado
acariciado. Não promete paz ao coração
que apenas muda o nome da rebelião.
Não promete perdão ao homem que quer
Cristo como alívio, mas não como Senhor.
A graça é livre, mas não é falsa. Ela
recebe pecadores, sim, mas não recebe
mentiras como se fossem arrependimento.
Ela acolhe culpados, sim, mas não chama
dureza de quebrantamento. Ela perdoa
grandes quedas, sim, com certeza, mas
não transforma a confissão vazia em
conversão verdadeira. Por isso, não
basta perguntar: "Eu já confessei". É
preciso perguntar: "Que tipo de
confissão saiu de mim?"
A boca pode dizer o que o coração não
abraçou. O homem pode aprender a
linguagem da culpa sem sentir a
gravidade do pecado.
Pode repetir frases corretas porque
ouviu outros dizerem. Pode chorar porque
foi pressionado. Pode admitir erro
porque foi descoberto. Pode baixar a
cabeça porque perdeu reputação. Pode
falar de arrependimento porque teme
consequência.
Mas nada disso por si só é novo
nascimento. A confissão verbal e a
confissão espiritual, a remorço natural
e arrependimento evangélico.
A confissão verbal pode ser apenas som,
palavras, palavras organizadas, frases
religiosas, um reconhecimento
superficial de que algo
saiu errado. Ela pode dizer pequei e no
fundo significar apenas fui descoberto
ou estou sofrendo ou quero que a
consequência acabe ou quero que pensem
bem de mim outra vez. A convicção
espiritual é mais profunda. Ela não eh
apenas admite que houve erro. Ela
enxerga Deus no centro da ofensa. Vê que
o pecado não é primeiro uma falha contra
a própria imagem, nem apenas dano contra
outras pessoas. Tem somente prejuízo
contra a paz interior e é uma afronta
contra o Senhor. É rebelião contra a
santidade. É desprezo por bondade. É
ingratidão diante da graça. É vontade da
criatura se erguendo
contra o criador. O remorço natural olha
para as consequências e geme. O
arrependimento evangélico olha para Deus
e se quebra. O remorço diz: "Como pude
arruinar minha vida?" O arrependimento
diz: "Contra ti pequei".
O remorço
odeia a vergonha, o arrependimento odeia
o pecado. O remorço quer voltar ao
conforto, o arrependimento quer voltar
ao pai. O remorço pode devolver moedas e
ainda fugir paraa morte. O
arrependimento volta coberto de trapos,
mas volta para casa. A confissão
verdadeira não é apenas admitir culpa, é
abandonar desculpas.
É parar de dizer, foi a pressão, foi o
ambiente, foi a fraqueza, foi a
influência, foi o medo, foi só uma fase,
foi menor do que parece.
Outros fazem pior do que eu. O
arrependimento não faz tribunal para
absolver o ego. Ele se coloca diante de
Deus e diz: "Eu pequei". sem maquiagem,
sem negociação, sem transferir
responsabilidade, coisa que o humanismo
secular nos ensinou fazer com termos
terapêuticos,
sem transformar a confissão em defesa,
mas também não para no desespero, porque
a confissão verdadeira não corre apenas
para dentro da própria culpa, ela corre
para a misericórdia, não cava um túmulo
dentro do remorço,
se lança sobre Cristo.
A confção verdadeira não diz: "Meu
pecado é grande demais para Deus". Diz:
"Meu pecado é grande, mas Cristo é
maior". Não chama incredulidade de
humildade. Não usa
indignidade como argumento para ficar
longe. Ela confessa e vai ao Salvador.
Essa é a diferença entre morrer esmagado
pela culpa e viver quebrantado pela
graça. O pecado deve ser visto, mas
Cristo deve ser visto mais. A culpa deve
ser confessada, mas a misericórdia deve
ser buscada. A alma deve descer ao pó,
mas deve descer aos pés de Cristo, não
ao abismo do desespero. É por isso que
sete homens podem dizer as mesmas duas
palavras e revelar sete mundos
diferentes. Faraó diz: "Eu pequei, mas
sua confissão nasce no trovão. Enquanto
o granizo cai, enquanto o fogo desce,
enquanto a praga aponta eh eh para o
coração dele, aperta o Egito, ele se
curva. Mas seu coração não ama Deus.
Quer apenas que a tempestade pare. Sua
confissão dura enquanto dura o terror.
Balaão diz: "Eu pequei, mas continua
dividido. Vê o anjo, sente o perigo,
reconhece a falta, mas seu coração ainda
ama o prêmio da injustiça. Tem palavras
eh de profeta e alma de mercenário.
Deseja morrer à morte dos justos, mas
não deseja viver a vida dos justos".
Saul diz: "Eu pequei, mas sua confissão
procura preservar aparência". Ele fala,
mas se desculpa. Baixa a cabeça, mas
quer honra diante do povo. Parece
sensível, mas não foi quebrado. Recebe
impressão rápida como coração de
borracha e logo volta ao formato antigo.
A diz: "Eu pequei contra o Senhor". Mas
diz, quando o esconderijo já foi aberto,
viu, cobiçou, tomou, escondeu, sua
confissão vem tarde sob descoberta e
juízo. Pode haver misericórdia soberana,
mas há tremor em um arrependimento que
só aparece quando não há mais eh como
esconder. Judas diz: "Eu pequei" e diz:
"É verdade. Trai o sangue inocente, mas
não volta para Cristo. sente horror,
devolve moedas, reconhece culpa, mas
foge da misericórdia. Sua confissão não
se torna oração, torna-se
sentença.
Jó diz: "Eu pequei e aqui há outra luz".
Não é o ímpio negociando com Deus, é o
santo ainda fraco, ainda limitado, ainda
necessitado de
de humilhação, falando diante do
preservador dos homens.
O filho também confessa, o santo também
se arrepende. A graça não elimina a
confissão, torna filial. E o pródigo
diz: "Pai, pequei aqui está a confissão
bendita". Ele não apenas admite culpa,
levanta-se e volta. Não manda recado da
terra distante, não discute sua
degradação, não culpa os companheiros,
não exige lugar, não fala como merecedor
de alguma coisa, vem faminto, sujo,
indigno, mas vem ao Pai e encontra mais
misericórdia do que usava pedir. Sete
bocas, sete confissões, sete espelhos. E
agora a pergunta vem para nós. Não
apenas você já disse que pecou, mas como
disse? disse como Faraó, porque o medo
apertou,
como Balaão, enquanto o coração ainda
queria o preço,
como Saul para salvar a reputação, como
a Cã apenas depois que Deus abriu a
tenda, como Judas afundando em culpa,
sem correr para Cristo, para graça, para
misericórdia, como Jó, filho quebrantado
diante de Deus que do Deus que preserva
ou como pródigo voltando para casa. A
eternidade pode estar escondida nessa
diferença, porque as mesmas palavras
podem subir como perfume de
arrependimento ou cair como cinza de um
remorço
morto.
Então, há confissões que nascem no
trovão e morrem quando o céu clareia.
Elas parecem fortes no momento, parecem
sinceras, parecem profundas, parecem
quebrantadas, mas são filhas do pânico,
não da graça. Enquanto a ameaça está
perto, a boca fala. Enquanto a dor
aperta, os olhos choram. Enquanto o
juízo parece bater a porta, o homem se
dobra. Mas quando o perigo passa, o
coração volta ao seu antigo trono. A
confissão desaparece com a tempestade
que a produziu. Faraó disse: "Desta vez
eu pequei. O Senhor é justo. Eu e o meu
povo é que somos culpados. As palavras
estão corretas, mas não um coração
correto. Ele não estava quebrantado,
estava assustado. O granizo caía, o fogo
descia, o trovão rolava,
a terra do Egito tremia debaixo da mão
de Deus. O tirano que antes perguntara:
"Quem é o Senhor?" Agora fala como se
soubesse.
A boca que resistira ao mandamento
divino, agora reconhece culpa. O homem
que endurecer o coração diante da praga,
de praga após praga, agora diz: "Eu
pequei".
Mas por quê? Porque Deus lhe parecera
belo? Não. Porque a santidade lhe
parecera amável? Não. Porque o pecado
lhe parecer odioso? Não. Porque seu
orgulho for esmagado diante da majestade
do Senhor?
Não, de modo salvador. Faraó queria
alívio. Queria que o trovão parasse,
queria que o granizo cessasse, queria
que o fogo deixasse o campo, queria que
a mão de Deus se afastasse do Egito. Sua
confissão era uma negociação
com o juízo, não era rendição a Deus.
Ele não dizia: "Senhor, toma-me". Dizia
no fundo: "Senhor, poupa-me".
Há uma diferença infinita entre essas
duas coisas.
O arrependimento verdadeiro quer Deus,
mesmo quando Deus disciplina. O falso
arrependimento quer apenas escapar da
disciplina. O arrependimento verdadeiro
se entristece por ter ofendido o Senhor.
O falso se entristece por ter atraído o
sofrimento para si.
O arrependimento verdadeiro deseja
santidade. O falso deseja segurança.
Faraó é o retrato do pecador endurecido
quando o terror visita a sua casa.
Enquanto tudo está bem, ele zomba.
Enquanto os negócios prosperam, ele se
esquece. Enquanto a saúde permanece, ele
se julga Senhor de si. Enquanto a morte
parece distante, ele adia. Enquanto o
céu está limpo, vive como se Deus não
fosse Deus. Mas então o trovão vem e a
boca prende uma oração. O marinheiro
blasfema em dias calmos, mas quando o
navio geme, quando o mastro se parte,
quando as ondas parecem abrir a boca
para engolir, ele cai de joelhos e diz:
"Senhor, eu pequei". Promete mudar,
promete servir, promete abandonar a
impureza, na a incredulidade,
o mundanismo, a vida velha. Mas quando
pisa terra firme, a promessa se afoga
atrás dele. O homem no leito de
enfermidade também promete. O corpo
arde, o médico fala baixo, a família
chora no corredor, a morte parece ter
entrado no quarto. Então ele diz:
"Senhor,
se Deus me levantar, seria outro homem.
fala com lágrimas, pede oração, confessa
excessos, reconhece caminhos tortos, mas
a saúde volta e o pecado volta com ela.
A família cercada pela morte também
treme. Um enterro passa, depois outro. A
casa fica silenciosa, a eternidade
parece menos distante. Todos falam com
mais seriedade. A alma percebe por um
momento que é pó. Então surgem votos,
surgem frases santas. Surgem decisões.
Agora vamos buscar a Deus. Agora tudo
será diferente, mas a rotina retorna e
Deus volta a ser deixado para depois.
Cidades inteiras fazem isso em dias de
calamidade. Quando a peste ronda, quando
o medo enche as ruas, quando a morte
passa perto demais, igrejas se enchem,
vozes se curvam, consciências despertam
por um instante, mas quando a ameaça se
afasta, muitos voltam ao mesmo riso
antigo, ao mesmo prazer baixo, a mesma
indiferença, a mesma dureza. O medo pode
lutar templos, mas só o Espírito Santo
pode converter corações. Essa é a
gravidade do arrependimento de
emergência.
Ele parece piedade, mas muitas vezes é
apenas instinto de sobrevivência,
instinto de preservação. Parece
quebrantamento, mas é apenas o ego
pedindo para não sofrer. Parece
reverência, mas é apenas terror diante
da possibilidade de perder controle.
Não confunda
susto e medo com conversão. Não confunda
medo do inferno com amor à santidade.
Não confunda lágrimas de pânico com
arrependimento evangélico. Não confunda
promessas feitas em angústia com
rendição verdadeira a Cristo. A prova da
confissão não está apenas no que a boca
diz quando o trovão cai, está no que a
vida faz quando o céu clareia.
Faraó confessou, mas depois endureceu.
Prometeu, mas depois resistiu. Falou
como culpado, mas continuou como
rebelde. Essa é a marca da falsa
penitência, do falso arrependimento. Ela
desaparece quando a pressão diminui. Ela
não sobrevive à calmaria. Ela precisa do
trovão para aparecer viva. Sem ameaça,
ela seca. Sem medo, ela perde linguagem.
sem juízo, imediato,
volta ao sono. A confissão verdadeira é
diferente.
Ela permanece depois da tempestade.
Quando o perigo passa, continua odiando
o pecado. Quando a saúde volta, continua
buscando a Deus. Quando a morte se
afasta, continua lembrando que a vida
pertence ao Senhor. Quando a dor
diminui, continua dizendo: "Não quero
apenas alívio, quero santidade, quero
Cristo, quero o ser de Deus". A falsa
confissão diz: "Tira-me daqui". A
verdadeira diz: "Tire o pecado de mim".
A falsa diz: "Livra-me da consequência".
A verdadeira diz: "Livra-me da
rebelião". A falsa diz: "Que a praga
cesse." A verdadeira diz que o meu
coração seja quebrado. A falsa quer um
Deus que suspenda o castigo. A
verdadeira quer um Deus que reine.
Há ainda há algo mais solene. O homem
pode esquecer seus votos de angústia.
Deus não esquece. A promessa feita no
leito, no mar, no luto, na crise, na
noite de medo, não desaparece porque a
emoção passou. O céu ouviu, a
consciência ouviu, a própria boca se
tornou testemunha. E no dia do juízo,
muitas palavras ditas em pânico se
levantarão contra vidas que voltaram
tranquilamente ao pecado. Senhor, se me
curares, eu te servirei. Curado não
serviu. Senhor, se me poupares, mudarei.
Poupado não mudou. Senhor, se me
livrares, abandonarei este caminho.
Livre voltou ao caminho antigo. Que
terrível é ser preservado por
misericórdia e usar a preservação como
oportunidade para endurecer mais.
Que monstruoso é receber alívio e
transformar alívio em licença para
pecar.
Que coisa grave é prometer entrega
quando se sente fraco e esquecer a
entrega quando se sente seguro. A
bondade de Deus deveria conduzir ao
arrependimento. É o que Paulo diz em
Romanos. Mas o coração endurecido a
transforma em intervalo antes da nova
rebelião. Por isso, examine-se.
Sua confissão nasceu apenas porque você
estava com medo. Você buscou Deus apenas
quando a vida desabou. Você prometeu
santidade enquanto a morte parecia
próxima, mas voltou ao pecado quando a
vida apareceu sua outra vez. Você
confundiu a mão pesada de Deus com
conversão. Você chamou de arrependimento
aquilo que era apenas
pavor?
Então, não brinque com isso. Não espere
outro trovão. Não espere outra
enfermidade. Não espere outra perda. Não
espere outra praga. Não espere o coração
ficar tão acostumado a quebrar votos que
já não consiga
tremer, temer.
Hoje é tempo de confessar de modo
verdadeiro. Não como faraó que queria
apenas a retirada da praga, mas como
alguém que vê o próprio pecado diante do
Deus santo e corre para misericórdia.
Confess não para negociar com o juízo,
mas para se render ao Senhor. Não para
escapar da dor apenas, mas para ser
salvo da culpa. Não para salvar o
casamento,
relações,
mas por causa da culpa, do domínio do
pecado e da dureza do coração. Cristo
não veio apenas acalmar tempestades
externas, veio ressuscitar mortos, não
veio apenas aliviar consciências
assustadas, veio purificar pecadores,
não veio apenas remover o granizo sobre
o campo, veio quebrar o faraó dentro da
alma. Então, diga: "Eu pequei". Mas diga
diante da cruz, diga sem negociar, diga
sem operar eh qualquer tipo de
racionalização humanista que dá nomes
terapêuticos ao pecado. Diga sem esperar
a calamidade. Diga enquanto a palavra
chama. diga pedindo não apenas
livramento, mas novo coração.
Porque quando o medo é a raiz da
confissão, a paz costuma revelar que o
coração nunca mudou
e
o homem fica num estado pior do que
estava antes.
Há homens que vem a luz, mas continuam
caminhando para o preço da escuridão.
Eles não são ignorantes, não são brutos,
não são homens sem contato algum com a
verdade, não vivem completamente fora do
som da palavra e às vezes da boa
pregação da palavra. Não estão cegos
para tudo. Eles vem algo, sentem algo,
sabem algo, dizem algo. Às vezes dizem
coisas elevadas, coisas impressionantes,
coisas que fazem outros pensarem:
"Certamente este homem pertence a Deus,
mas por dentro.
Há um amor escondido, governando tudo,
um preço, um valor, um prêmio, uma
recompensa, um ganho, uma ambição
secreta, um ídolo que não solta o
coração.
Pode ser qualquer coisa, né? Carreira,
romance, dinheiro, sexo, qualquer coisa.
Um ídolo que não solta o coração. Balaão
diz: "Pequei". Ele viu o anjo, sente o
perigo, reconhece que errou, a boca
admite culpa, mas seu coração ainda
caminha na direção do prêmio. Essa é a
tragédia. Não é um homem sem revelação.
Não é um homem que nunca ouviu nada
sobre Deus. Não é um homem incapaz de
falar verdades. Pelo contrário, Balaão é
uma das figuras mais assustadoras das
escrituras, justamente porque nele há
uma mistura terrível. Luz na mente e
trevas no coração. Palavras sublimes e
desejos baixos. Visão espiritual e afeto
vendido. Voz de profeta, alma de
mercenário. Palavras elevadas, afetos
comprados.
Olhos que contemplam algo da glória.
Coração que deseja a recompensa da
injustiça. Ele podia olhar para Israel e
dizer: "Como amaldiçoarei a quem Deus
não amaldiçoou?"
podia falar da estrela que sairia de
Jacó, podia desejar morrer a morte dos
justos, podia pronunciar bênçãos que não
nasceram de seu próprio coração, mas
foram colocadas em sua boca pela
soberania de Deus. E ainda assim não era
inteiro. Sua boca subia ao céu, seu
coração descia ao pagamento, ao inferno.
Ele eh abençoava Israel com os lábios,
mas depois ensinaria Moabe a derrubar
Israel pelo pecado. Não conseguiu
amaldiçoar o povo pela palavra, então
indicou o caminho da sedução para
destruir o povo de Deus. Se não podia
vencer Israel frontalmente, ajudou a
corrompê-lo por dentro.
Essa é uma perversidade profunda.
Dizer coisas verdadeiras sobre Deus e
ainda servir ao pecado. Conhecer a
linguagem do céu e usar a inteligência
para abrir portas ao inferno.
Admirar os justos e, ao mesmo tempo,
amar a recompensa dos ímpios. Balão
queria o fim dos santos, mas não queria
o caminho dos santos.
que eu morra a morte dos justos. Mas ele
não quis viver a vida dos justos. Essa
frase deve pesar sobre nós, porque há
muita gente que deseja morrer em paz,
mas não deseja viver em obediência. Quer
o consolo final dos filhos de Deus, mas
não quer a cruz diária dos filhos de
Deus. Quer a segurança da salvação, mas
não quer a santidade da salvação. Quer o
céu como destino, mas não quer Cristo
como Senhor. Quer a morte dos justos,
mas não a vida dos justos.
Isso é balaão. O coração dividido é uma
das formas mais perigosas de perdição
religiosa.
Ele não rejeita tudo. Rejeitar tudo
seria mais evidente. Ele mistura
o mundo e o reino de Deus. Ele mistura.
Ele preserva linguagem santa e pecado
amado, reverência e cobiça, confissão e
negociação, culto e idolatria.
Palavra de Deus na boca e preço do mundo
no coração. Um homem pode conhecer
linguagem santa e amar o dinheiro. Pode
falar com reverência e negociar a
consciência.
Pode admirar a pureza e alimentar a
impureza. pode defender doutrina e
explorar o próximo. Pode louvar a
soberania de Deus e viver escravo da
aprovação humana
em casa, no trabalho, na faculdade, em
qualquer lugar. Pode dizer: "Eu pequei".
E ainda assim continuar perguntando
quanto o pecado pode render, qual lucro
ele pode dar. Esse é o ponto. A
confissão de Balaão não termina em
rendição, termina em continuação. Ele
reconhece o erro, mas não abandona o
caminho. Vê a espada do anjo, mas ainda
carrega o desejo do que ele quer
receber. Sente a interrupção divina, mas
não entrega o coração. Sua confissão não
é uma ruptura
com o amor errado, com um falso amor. É
apenas uma pausa dentro da mesma
estrada. É uma parada no caminho apenas.
É uma confissão que não rompe com o
pecado amado, ainda
não arrependido.
E
uma confissão que não rompe com o pecado
ainda não é verdadeiramente
arrependimento. Pode haver tremor, pode
haver admissão, pode haver linguagem
religiosa, não pode haver até frases
belas, mas se o coração continua
guardando o preço, pensando no que pode
ganhar ou perder, ainda não se rendeu. A
duplicidade sempre tenta servir a dois
senhores, mas o Senhor Jesus foi claro,
ninguém pode servir a dois senhores.
Não porque o homem não possa ocupar-se
de muitas atividades, cumprir muitos
deveres,
ser um cristão nominal e servir e ao
dinheiro. Pode ah lidar assim com a vida
com várias responsabilidades, mas porque
só há um trono no coração, só há um amor
final, só há uma lealdade suprema. Não
há duas. Só há um Deus verdadeiro ou
falso governando as decisões secretas do
coração. O coração terá um Senhor. Se
Cristo não reina, outro amor governará.
Pode ser dinheiro, pode ser reputação,
pode ser prazer, pode ser poder, pode
ser segurança, pode ser controle,
pode ser influência, pode ser uma paixão
escondida, pode ser a aprovação de
homens, pode ser o desejo de ser
reconhecido, de ser grande, mas algo
governará. E o homem pode cobrir esse
senhor falso com muita linguagem
bíblica. Pode frequentar culto, pode
pronunciar verdades, pode cantar, pode
contribuir, pode conhecer histórias
sagradas, pode se emocionar com sermões,
pode até confessar eu pequei como Balão
fez. Mas quando chega a hora de escolher
entre Deus e o prêmio, o coração revela
quem manda. O domingo fala uma língua, a
semana fala outra.
No culto, reverência. Nos negócios,
fraude. Na igreja, generosidade visível.
Na prática, opressão invisível.
Na oração, submissão. Na decisão,
rebelião.
Na boca eu pequei. No coração eu ainda
quero o preço.
É possível ajoelhar-se diante de Deus e
levantar-se para servir a mamão no resto
do tempo. É possível cantar sobre a cruz
e no dia seguinte pisar a consciência
por lucro. aceitação,
prazer. É possível falar em santidade e
manter uma tenda secreta para o pecado.
É possível usar a teologia como capa da
respeitabilidade enquanto a alma
continua vendida.
Isso é terrível, porque o homem dividido
quase nunca se considera perdido. Ele
tem muita luz para sentir-se pagão, mas
tem muita cobiça para ser santo. Tem
muita religião para descansar no mundo
sem conflito, mas tem muito mundo para
descansar em Deus.
Tem consciência suficiente para dizer
pequei mas não tem rendição suficiente
para dizer Senhor toma tudo
vive entre duas vozes. Quando ouve a voz
de Deus, treme. Quando ouve a voz do
prêmio, inclina-se. Quando vê a beleza
dos justos, admira. Quando vê a
recompensa da injustiça, deseja. Quando
a eternidade aparece, fala como profeta.
Quando o ganho aparece, age como
mercenário.
Alma dividida é uma alma em guerra
contra a própria luz. Por isso, o
arrependimento verdadeiro precisa ir
mais fundo do que a frase, a palavra.
Precisa alcançar o amor que governa. Não
basta dizer eu pequei é preciso
perguntar por que continuo querendo
isso? Não basta admitir a culpa. Era
preciso odiar o prêmio que conduziu à
alma.
É preciso odiar o prêmio que seduziu a
alma. Não basta reconhecer a estrada
errada. É preciso voltar. A confissão
verdadeira não negocia com o pecado
amado. Ela não diz: "Pequei, mas ainda
quero preservar a vantagem". Não diz
pequei, mas ainda quero manter a
reputação
não diz pequei, mas ainda quero o lucro.
Não despequei, mas ainda quero a pessoa,
o prazer, o controle, a posição, o
aplauso, a moeda. Ela diz: "Pequei
contra Deus e aquilo que me levou o
pecado não pode continuar reinando em
mim." Esse é o ponto onde a graça fere
para curar. Ela não apenas arranca a
culpa da consciência
e dos lábios, arranca o ídolo do trono.
Não apenas limpa a boca, divide a alma
do seu amor perverso. Separa a alma do
seu amor perverso. Não apenas ensina a
frase certa da um novo coração,
porque só um novo coração pode ser
inteiro diante de Deus. Coração natural
é dividido por natureza. Quer Deus como
socorro, mas não como Senhor. Quer
perdão, mas não santidade. Quer
promessa, mas não cruz. Quer morrer bem,
mas viver segundo seus próprios termos.
Mas quando a graça vem,
quando a graça vem com poder, ela
unifica a alma ao redor de Cristo.
Cristo se torna tesouro, Cristo se torna
fim, Cristo se torna Senhor. Cristo se
torna melhor que o prêmio, melhor que a
aprovação, melhor que o lucro, melhor
que o prazer, melhor que a injustiça,
melhor que um romance. Então, a
confissão deixa de ser pausa no caminho
errado, torna-se retorno.
E aqui está a pergunta para nós. Qual é
o preço que ainda nos chama? O que seria
difícil perder por fidelidade a Deus?
Que recompensa do mundo ainda parece
grande demais para nós? Que pecado ainda
recebe linguagem suave, termos
terapêuticos humanista secular?
Que área da vida fala diferente do
culto?
Que desejo continue escondido debaixo de
palavras corretas. Não basta desejar a
morte dos justos. É preciso entregar a
vida ao justo.
Não basta admirar a bênção de Israel.
Era preciso pertencer ao Deus de Israel.
Não basta ter frases certas sobre o
Senhor. É preciso que o Senhor tenha o
coração.
Balaão nos adverte:
"A luz contemplada não salva se o
coração continua vendido." A frase: "Eu
pequei não cura se a alma ainda abraça o
prêmio."
Quem confessa o pecado, mas continua
carregando seu preço no coração, ainda
não se rendeu, ainda não se entregou,
ainda não houve verdadeiro
arrependimento que a graça produz.
Há confissões que não buscam perdão,
buscam preservar imagem.
Elas não nasce de um coração esmagado
diante de Deus, nascem de uma reputação
ameaçada diante dos homens.
Não querem santidade, querem controle de
danos. Não querem luz, querem reduzir a
exposição. Não querem matar o pecado,
querem salvar o nome.
Então Saul diz: "Pequei". Mas a frase
sai cercada de desculpas. Ele consegue
colocar a culpa em várias
circunstâncias.
Ele não se lança no diante de Deus. Não
cai quebrado, sem defesa, sem argumento,
sem tentativa de preservar a própria
grandeza. Ele confessa, pequei, mas logo
se explica.
Confessa, mas logo aponta as
circunstâncias.
Confessa, mas logo tenta diminuir a
culpa. Eu temi o povo. Como se Saul
fosse um homem governado por temor
frágil.
Como se aquele rei, tão disposto a impor
sua vontade quando queria tivesse sido
apenas arrastado pela pressão
externa,
como se seu pecado tivesse nascido
primeiro da fraqueza diante dos homens e
não da desobediência e rebelião diante
de Deus.
Depois aparece
outra justificativa. Os animais poupados
seriam para o sacrifício. A retidão
tenta vestir roupa litúrgica,
não é?
A rebelião faz isso eh de maneira muito
precisa.
A rebelião gosta de parecer eh liturgia
para Deus. A desobediência tenta
aparecer zelo. O pecado tenta entrar no
templo com linguagem de adoração. Mas
Deus não se engana com isso. O coração
de Saul não está nu,
está administrando consequências. Está
tentando salvar alguma dignidade.
Está procurando uma forma de dizer: "Eu
pequei". Sem ser realmente destruído no
orgulho, no ego.
Ele não quer ser purificado diante de
Deus.
quer não ser diminuído diante de Samuel,
diante do povo.
Esse é o perigo da confissão insincera.
Ela usa palavras de arrependimento
certas, mas usa palavras para proteger o
ego. Eu pequei. Saul é um homem
pressionável, mas não transformado.
Um dia parece humilde, outro dia se
exalta. Um dia parece tocado, outro dia
endurece. Um dia está entre profetas,
outro dia busca trevas, uma bruxa. Um
dia promete poupar Davi, outro dia
persegue Davi. Um dia chora ao ser
confrontado, outro dia volta ao mesmo
caminho de inveja, medo e violência.
Ele é religioso por momentos, sensível
por momentos, convencido por momentos,
mas não convertido no
centro.
Essa é uma das condições mais perigosas
da alma. Ser facilmente impressionado e
nunca profundamente quebrado. Facilmente
impressionado por um sermão, facilmente
impressionado
num culto, mas nunca quebrado. Há
pessoas assim, recebem a palavra com
lágrimas, sentem o peso da repreensão,
concordam com o diagnóstico, dizem: "É
verdade, eu pequei". Parecem tocadas,
parecem vencidas, parecem [roncando]
próximas do reino, mas não foram
atingidas no trono interior. São como
coração de borracha. A pressão vem e a
marca aparece. A mão aperta e a forma
muda. O sermão toca e a alma parece
ceder, parece tá mudando de forma. A
repressão vem e a pessoa parece se
dobrar. Mas espere um pouco. Depois que
a pressão passa, a borracha volta ao seu
formato normal. A pressão passa, a
emoção seca, a conversa termina, o
ambiente muda e o coração volta ao
formato antigo. Nada permaneceu.
A impressão foi real, mas superficial. A
emoção foi sincera, entre aspas, mas era
natural, não espiritual. A concordância
foi honesta naquele instante, mas não
era arrependimento evangélico, porque
emoção não é conversão e nem verdadeiro
arrependimento. Lágrimas podem cair
sobre um coração ainda rebelde. Suspiros
podem sair de uma alma ainda presa ao
orgulho. A pessoa pode seover com a
verdade e ainda não se curvar a verdade.
Pode chorar por ter sido exposta, não
por ter ofendido a Deus. Pode lamentar a
perda de honra, não a perda da
santidade. Pode desejar que a culpa pare
de doer,
mas não deseja que Cristo reine. O medo
de perder honra não é temor de Deus. O
desejo de ser visto como humilde não é
humildade.
A vergonha diante dos homens não é
quebrantamento diante do Senhor. É
possível confessar pecado para parecer
melhor. É possível dizer: "Eu errei para
controlar a narrativa."
É possível pedir perdão sem odiar o
pecado. É possível se humilhar com a
boca enquanto o coração ainda protege
sua coroa. Saul queria algo depois da
confissão. queria que Samuel o honrasse
diante do povo. Isso revela tudo. Ele
diz: "Pequei, mas ainda está olhando
para a plateia. Ainda quer manter o peso
do próprio nome, né, da sua majestade.
Ainda quer sair da cena com alguma
majestade. Ainda quer que o profeta
esteja ao seu lado para que o os os
anciãos não vejam pequeno demais.
A confissão dele tem Deus no
vocabulário,
mas os homens no centro.
E quantas confissões são assim? A pessoa
não suporta o pecado porque Deus é
santo.
Suporta menos ainda ser vista como
pecadora.
Não está profundamente triste por ter
ferido a glória do Senhor. Está triste
porque sua imagem foi manchada, não quer
necessariamente ser limpa. Quer ser
aceita de novo. Não quer necessariamente
andar na luz. quer que os outros parem
de falar da sua escuridão. Então,
pergunta: "Como vou consertar minha
reputação? Como faço para parecer
arrependido? Como recupero confiança?
Como mostro que não sou tão ruim? Como
volto ao lugar que perdi?"
Mas o arrependimento verdadeiro pergunta
diferente. Como pude pecar contra Deus?
Que raiz há em mim? O que precisa
morrer? Como volto ao Senhor? Onde tenho
resistido à palavra? Como me rendo sem
reservas? A confissão de Saul revela uma
das uma alma eh mais preocupada
em não ser envergonhada diante dos
homens do que em ser purificada diante
de Deus. E isso não é pequeno, porque
enquanto a aparência for mais preciosa
que a santidade, o pecado continua
agindo e o pecado continuará protegido.
Enquanto a reputação for mais importante
que a comunhão com Deus, a confissão
será apenas estratégia.
Enquanto o ego for o centro, até as
palavras de arrependimento serão usadas
para defendê-lo. O verdadeiro
arrependimento não tenta salvar a
própria aparência. Ele aceita ser visto
por Deus. E ser visto por Deus é mais
terrível e mais libertador do que ser
visto pelos homens. Mas terrível porque
nada fica escondido. Nenhuma desculpa
permanece intacta. Nenhum motivo impuro
escapa, nenhuma manobra religiosa engana
o santo. Nenhuma desculpa psicológica e
com linguagem terapêutica purifica,
espia ou propicia o pecado.
Mas libertador, porque diante de Deus
não precisamos administrar imagem,
precisamos confessar verdade.
E só a verdade confessada diante da
misericórdia
pode ser curada. O pecador que se
arrepende de verdade para de negociar
com sua própria grandeza. Ele já não diz
pequei mais, diz pequei. Não diz pequei
porque me pressionaram, diz pequei
porque eh meu coração
se desviou e amou o mal, a maldade. Não
diz pequei, mas havia boa intenção
religiosa. Diz obediência é melhor do
que sacrifício.
Não diz pequei, mas preserve minha
honra. diz que Deus seja verdadeiro,
ainda que eu seja
exposto como culpado. Isso não santifica
eh eh
simplesmente algo que e está torto. Isso
não significa que todo arrependido
verdadeiro
saiba explicar tudo imediatamente. Não
significa que não haja confusão, medo,
vergonha e tremor no verdadeiro
arrependimento. Mas há uma diferença
profunda. O arrependido verdadeiro quer
a Deus mais do que quer preservar a
própria imagem. Ele prefere perder a
máscara a perder a alma, a perder Deus,
a face de Deus. Prefere ser humilhado e
curado a ser honrado e continuar doente.
Prefere a ferida limpa pela verdade, a
aparência intacta sobre uma infecção
escondida. Por isso, precisamos
perguntar com seriedade. Quando digo:
"Eu pequei". Busco Deus ou apenas alívio
social?
Quero santidade ou quero reputação
restaurada? Quero abandonar o pecado ou
apenas evitar exposição? Quero ser
transformado ou apenas parecer
quebrantado? Quero a aprovação do Senhor
ou a preservação da minha imagem diante
dos homens?
Essas perguntas são cortantes, mas
precisam cortar. Porque Saul está mais
perto de nós do que imaginamos. Há um
pequeno Saul em todo coração que prefere
honra a obediência, que quer sacrificar,
cultuar
sem obedecer, que quer parecer humilde
sem ser quebrado, que quer confessar sem
descer do trono, que quer o profeta por
perto, não para ser santificado, mas
para ser validado diante dos outros.
A única esperança é Cristo. Cristo nunca
confessou pecado porque nunca pecou, mas
ele carregou a vergonha de pecadores que
passaram a vida protegendo a própria
aparência. Ele foi exposto diante dos
homens para salvar culpados que se
escondiam.
foi despido, zombado, acusado,
humilhado, para que os que fugiam da luz
pudessem finalmente vir à luz e não
morrer.
A cruz destrói a necessidade de fingir,
porque ali o pecado é exposto em toda a
sua gravidade e a graça é revelada em
toda a sua suficiência.
Não precisamos salvar nossa aparência
diante de Deus.
Cristo salva pecadores, não personagens,
não máscaras, não reputações fabricadas,
pecadores.
Então venha sem Saul, não é? Sem
desculpa, sem teatro, sem gerenciamento
de danos, sem pedir que Deus preserve o
seu trono. Venha como culpado, venha
para ser perdoado, venha para ser
quebrado, venha para ser refeito, venha
para receber
aquilo que nos faz ser capaz de
obedecer.
A confissão que protege o ego não mata o
pecado, apenas o veste de religiosidade
e o deixa pior do que era antes.
Já há confissões que chegam quando
o esconderijo já foi aberto.
Pense, há confissões que chegam quando o
esconderijo já foi aberto. Não vem
quando a consciência ainda sussurra. Não
vem quando a palavra ainda diverte. Não
vem quando o pecado ainda está escondido
debaixo da tenda. Não vem quando a
misericórdia chama em secreto. Vem
quando a mão de Deus já puxou a cortina.
Vem quando o lote caiu, quando a
denúncia chegou, quando a máscara caiu,
quando não há mais como negar, quando o
pecado antes enterrado aparece diante de
todos.
Acan diz: "É verdade que pequei contra o
Senhor, o Deus de Israel. O que fiz foi
o seguinte.
A frase é séria. Há verdade nela. Há
reconhecimento, há confissão, a nome
dado ao pecado. Ele diz tudo que fez. Há
admissão diante de Deus e diante do
povo, mas há também um peso terrível,
porque Acan confessa tarde. Ele viu,
cobiçou, tomou, escondeu, guardou
debaixo da tenda aquilo que Deus havia
proibido. Essa é a anatomia do pecado.
Primeiro olho se detém. Nem todo olhar é
queda, mas há olhares que já são demora
culpada.
O pecado começa a trabalhar quando a
alma para diante do proibido e o
contempla como possibilidade.
O coração deveria fugir, mas fica.
Deveria desviar, mas examina. Deveria
tremer, mas calcula. Depois
o desejo acende. O objeto visto começa a
ganhar
voz na alma. A imaginação veste de
beleza, a proibição divina começa a
parecer distante. A advertência perde o
volume, o coração começa a dizer:
"Talvez não seja tão grave, talvez
ninguém veja. Talvez eu mereça, talvez
eu consiga esconder, talvez haja um modo
de possuir isso sem consequência".
Então, a mão toma. O pecado deixa de ser
apenas imaginação e se torna ato. O
desejo atravessa a fronteira. O coração
que já havia se rendido por dentro,
agora obedece por fora. A mão apenas
revela aquilo que a vontade já escolheu.
Depois o coração começa a justificar.
E hoje em dia nós temos tantos eh
tantos diagnósticos terapêuticos para o
pecado, né? Com o humanismo secular.
Nenhum pecador gosta de ver a si mesmo
como rebelde. Por isso, a consciência
fabrica explicações. Foi só isso. Não
fará diferença. Outros fariam pior. Eu
precisava. Foi uma oportunidade única.
Ninguém será ferido. Ninguém vai se
machucar. Depois eu acerto com Deus.
Então a tenda esconde. O pecado procura
sombra, procura lugar subterrâneo,
procura compartimento secreto, procura
uma camada de terra onde possa ficar
longe dos olhos humanos. A cãra o que
tomou, mas a tenda que esconde dos
homens não esconde de Deus. Por fim, a
culpa contamina.
E aqui está uma verdade que o coração
moderno odeia. O pecado secreto nunca é
apenas privado. Acan feriu Israel. Seu
pecado escondido trouxe derrota pública.
Sua cobiça enterrada passou sobre o
povo. O que estava debaixo da sua tenda
atingiu o campo de batalha. A pessoa diz
que o pecado é só aquilo é só dela
particular, mas aquilo atinge outras
pessoas.
Deshonra a Deus. A desobediência de um
homem abriu uma ferida na comunidade,
num relacionamento, numa amizade, num
coração, numa igreja. O pecado sempre
tenta convencer a alma de que ficará
confinado só ali, só nele, que será
apenas meu problema. O problema é meu.
Minha escolha, meu segredo, minha vida,
minha tenda, meu canto escondido. Mas o
pecado não respeita essas fronteiras.
Ele vaza, contamina o olhar, endurece o
coração, enfraquece o testemunho, torna
a alma evasiva, rouba a autoridade
espiritual e fere os que convivem
conosco.
Família, amigos no trabalho, igreja,
traz peso para dentro de casa, coloca
sombras onde deveria haver luz. O pecado
escondido de um homem pode pesar sobre
muitos. A can não era uma ilha, ninguém
é.
Por isso a confissão tardia é tão
solene. Ele confessa quando é
descoberto, não antes. Confessa diante
da sentença, não enquanto ainda era,
enquanto parecia seguro, ele não
confessa. Confessa quando o pecado já
não pode permanecer escondido ou
enterrado. Confessa quando a providência
o encurralou. Isso torna seu caso sério
e duvidoso. Não devemos falar onde Deus
não falou. Não devemos negar que a
misericórdia soberana possa alcançar
alguém no último instante. Deus é livre.
Deus salva salva ladrões na cruz, mas
não todos. Deus pode arrancar uma alma
das bordas da morte. Deus pode fazer uma
confissão tardia, nascer de um coração
real, mesmo quando as circunstâncias são
terríveis, mas apenas se ele realmente
regenerar o coração. Mas também não
devemos transformar exceções de
misericórdia em estratégia de vida.
O ladrão na cruz não é uma estratégia
para sua vida.
Há um grande diferença entre confiar na
misericórdia de Deus e abusar dela,
entre crer que Deus pode salvar no fim e
decidir pecar agora esperando uma última
chance.
Saul procurou um lugar de
arrependimento, mas não encontrou. O
arrependimento é um dom de Deus. Quem
disse que você vai ter isso na hora que
você quiser se você brincar com isso,
entre admirar a graça que resgata a
tarde e usar a graça como travesseiro
para dormir em pecado escondido,
há uma grande eh há um grande perigo.
[roncando]
[tosse]
Desculpa. A confissão arrancada, quando
a mão de Deus já expôs tudo, não oferece
o mesmo conforto que uma vida
quebrantada pela graça antes da
exposição.
Todos nunca saberão. Pode haver
esperança, mas não há segurança
tranquila. Pode haver misericórdia, mas
há também temor, tremor. Porque a
pergunta permanece: Ele confessou porque
viu a santidade de Deus ou porque não
havia mais como esconder? Chorou pelo
pecado ou pela vergonha?
Voltou-se ao Senhor ou apenas reconheceu
o fato inevitável?
Esse é o perigo dos arrependimentos
tardios,
o leito de morte, a doença final, a
crise irreversível,
a consequência que não pode mais ser
administrada,
a descoberta que não pode mais ser
negada. Nessas horas, muitos dizem: "Eu
pequei". E talvez digam com sinceridade,
mas talvez não. Só Deus p o coração. Mas
é loucura esperar chegar ali ou planejar
estar ali. É loucura adiar o
arrependimento até que a voz esteja
fraca, o corpo esteja quebrado,
as consequências estejam fechadas e o
pecado já tenha devastado outras
pessoas,
como no caso dele. A confissão que só
vem quando não há mais como pecar não
oferece a mesma evidência que uma vida
transformada.
O homem que abandonou o pecado quando
ainda podia desfrutá-lo, dá sinal mais
claro da graça do que aquele que apenas
o larga quando o pecado já o abandonou.
Aquele que traz o mal à luz enquanto
ainda poderia escondê-lo, manifesta uma
obra mais profunda do que aquele cuja
tenda foi aberta a força. Por isso, a
palavra é urgente.
Confesse antes que o lote caia sobre
você. Traga o pecado à luz antes que
Deus o arranque das trevas. Não espere a
morte para dizer o que a graça chama
você a dizer agora, hoje. Não espere a
exposição pública para tratar o que a
consciência já conhece em secreto.
Não espere a disciplina severa para
obedecer
a advertência suave. Não espere que a
tenda seja revirada. Abra você mesmo o
coração diante de Deus. A misericórdia
para pecadores que vem à luz. Há sangue
para culpa confessada.
Há advogado para quem não se esconde
atrás de desculpas. A graça para quem
diz: "Senhor, eu vi, cobicei, tomei,
escondi, pequei contra ti, não quero
mais enterrar minha rebelião, quero ser
limpo."
Se quiseres, a pessoa pode falar na nós
podemos falar como aquele leproso, se
quiseres, pode me fazer limpo. A
resposta de Jesus para o leproso foi:
Quero, seja limpo. Cristo é suficiente
para pecados que estiveram escondidos.
Mas Cristo não é cúmplice de
esconderijos.
Ele perdoa, mas também purifica. Recebe
culpados, mas não faz aliança com a
mentira. Cobre com justiça, mas não
mantém o pecado enterrado debaixo da
tenda.
Então, venha, não é tarde. Não proteja o
que está matando você. Não chame de
prudência aquilo que é medo de ser
conhecido. Não chame de privacidade
aquilo que é trevas.
Não chame de fraqueza aquilo que já se
tornou desobediência guardada, rebelião.
Não chame de luta aquilo que na verdade
é um acordo secreto com o pecado. Ah, é
uma luta. Não chame. Traga tudo a Deus
antes que o juízo traga. Porque o pecado
escondido não está seguro. Ele está
apenas esperando o dia em que Deus
decidirá expô-lo. E se a graça está
chamando hoje, não a trate como uma
interrupção inconveniente.
Trate a graça como misericórdia.
O chamado ao arrependimento antes da
exposição é bondade divina. A
inquietação da consciência é bondade. O
medo santo é bondade. A palavra que
denuncia o pecado
na pregação é bondade. Não espere o
juízo abrir sua tenda. Abra você mesmo o
coração diante de Deus e faça isso eh
imediatamente.
É possível confessar a culpa e ainda
fugir da misericórdia.
Essa é uma das verdades mais terríveis
que a escritura coloca diante de nós.
Judas disse: "Pequei, pois traí sangue
inocente". A frase era verdadeira:
"Pecou e porque traiu sangue inocente?"
Ele não mentiu.
Ele não suavizou o crime, não deu o nome
bonito, não deu o nome psicológico, não
deu o nome terapêutico do humanismo
secular. Ele não mentiu. Ele não não
esvaziou crime, não chamou traição de
fraqueza, não chamou cubiça de
necessidade, não chamou sua entrega do
mestre de malentendido.
Não disse que era porque ele tava
confuso.
Ele viu algo, viu que havia traído
sangue inocente, viu que sua moeda tinha
peso de condenação. Viu que o negócio
que parecia vantajoso agora ardia em
suas mãos.
Judas viu que o pecado cumprira sua
promessa falsa, não é? Dera o preço, as
moedas, mas roubou a alma dele. O
dinheiro volta, mas volta às mãos
erradas. A culpa fala, mas não se
transforma em fé. A consciência grita,
mas o coração não corre para Cristo.
Esse é o horror de Judas.
Como eu disse, o verdadeiro
arrependimento é um dom de Deus. Não
podemos brincar que vamos na hora que
quisermos
termos um verdadeiro arrependimento de
todo coração.
Não é ausência de remorço, não? É
remorço sem arrependimento,
sabe? Ah, remorço, mas não há
arrependimento. Não é ausência de
percepção da culpa. Porque Judas tinha
uma percepção da sua culpa. Mas é culpa
percebida sem busca de misericórdia.
Não é consciência morta. É consciência
acordada para condenar, não para,
não iluminada,
para correr para o Salvador.
Há em Judas remorço, há horror de
consciência, há desespero, há percepção
real da culpa, mas não há fé, não há
retorno, não há súplica por
misericórdia, não há queda aos pés do
Salvador. Isso nos obriga a distinguir
coisas que muitas vezes
confundimos.
Remorço não é arrependimento. Remorço
olha para a consequência. Arrependimento
olha para Deus. Remorço diz: "O que fiz
comigo? Com a minha vida. Arrependimento
diz: "O que fiz contra o Senhor? Remorço
se odeia por ter caído. Arrependimento
odeia o pecado porque feriu a Deus.
Remço quer desfazer o resultado.
Arrependimento quer ser purificado da
rebelião.
Remorço foge sozinho para escuridão,
para alto piedade.
Arrependimento corre para Cristo, mesmo
coberto de vergonha. O remorço pode ser
intenso, profundo, forte, pode ser
violento, pode arrancar lágrimas,
devolver moedas, produzir confissão
pública, destruir o sono, esmagar a
mente, fazer o homem sentir no peito um
inferno antecipado.
Mas se não leva a Cristo em amor, não
salva. Se não busca misericórdia, não
cura. Se apenas fecha a alma dentro da
própria culpa, torna-se uma prisão.
O arrependimento verdadeiro
também sofre, mas sofre voltado para
Deus. Ele não diminui a culpa, mas
também não diminui Cristo. Não nega a
gravidade do pecado, mas também não nega
a suficiência do sangue. Não diz não foi
tão grave, diz: "Foi grave, mas há
cordeiro". Não diz, eu consigo reparar
tudo. Diz só a misericórdia pode me
salvar. Judas reconhece o sangue
inocente,
mas não se lava nele. Vê a culpa, mas
não vê a suficiência do sangue do
cordeiro.
Sente a condenação mais real que a porta
da misericórdia.
Sente a culpa do pecado como algo mais
real do que a graça soberana. E aqui o
desespero revela a sua impiedade
escondida. Ele pode parecer profundo,
pode parecer humilde, pode parecer o
extremo oposto da presunção,
mas quando conclui que o pecado é maior
que Cristo, deshonra a graça de Deus.
Quando diz que não há esperança, então o
evangelho ainda chama, chama Deus de
mentiroso.
Quando afirma que a culpa é mais forte
que o sangue de Cristo, coloca o pecado
no trono. Isso não é humildade, é
incredulidade mortal.
A humildade verdadeira não diz: "Sou tão
vivo que Cristo não pode me receber". A
humildade verdadeira diz: "Sou viu, por
isso preciso de Cristo totalmente."
A humildade verdadeira não se agarra à
própria indignidade como se ela fosse
maior que o Salvador. Ela confessa a
indignidade e se lança exatamente por
isso aos pés daquele que veio buscar e
salvar o perdido.
Há pessoas esmagadas pela consciência
que ainda recusam o evangelho ou se
mantém cristãos nominais, mas não homens
regenerados. Elas dizem: "Não há
esperança para mim. Fui tão longe. Fui
longe demais. Deus não me receberá. Meu
pecado é diferente. Minha culpa é
profunda demais. Cristo recebe outros,
mas não a mim. Isso pode soar como
quebrantamento, mas muitas vezes é
orgulho ferido falando a língua da
tristeza,
porque ainda coloca o eu no centro,
ainda mede Cristo pela própria sensação,
ainda julga a promessa pelo tamanho da
própria culpa, ainda diz lá no fundo:
"Minha queda define mais a realidade do
que a palavra e o sangue do Salvador".
Não. Enquanto Cristo chama, o pecador
deve vir. Enquanto há evangelho, o
culpado deve correr. Enquanto há trono
da graça, a alma não deve construir um
túmulo dentro do remorço. Pedro também
pecou gravemente, negou o Senhor, chorou
amargamente, mas suas lágrimas não
terminaram longe de Cristo, dando fim à
sua vida. A graça o buscou. O olhar do
Salvador o quebrou sem destruí-lo. O
arrependimento o levou de volta. Judas,
porém, saiu para a escuridão.
E essa diferença é imensa. Não é que
Pedro tivesse pecado leve e Judas pecado
grave apenas. Ambos caíram de modo
terrível,
mas um foi quebrantado para voltar, o
outro foi esmagado para fugir. Um chorou
em direção à misericórdia, o outro se
afundou na culpa sem buscar o Salvador.
Aqui está o
alerta. Não brigue com pecado até que o
remorço se torne inferno antecipado.
Não pense que pode vender a consciência
por 30 moedas e depois comprá-la de
volta com as 30 moedas.
Não imagine que depois de abraçar a as
trevas, você terá domínio
sobre o caminho de retorno. O pecado
endurece enquanto promete prazer, cega
enquanto promete luz, escraviza enquanto
promete liberdade. E quando termina seu
serviço, entrega a alma a acusação, a
culpa. O pecado é um Senhor cruel. Antes
ele sorri, depois ele acusa. Antes
oferece as moedas, depois faz as moedas
queimarem nas mãos. Antes diz: "Ninguém
verá". Depois grita: "Você está
perdido".
Antes o pecado diminui Deus, depois
diminui Cristo, dizendo que o pecado é
maior do que o Salvador, o seu sangue.
Antes diz que o juízo não virá, depois
diz que a misericórdia não existe.
Não ouça o pecado quando ele atrai e não
ouça o desespero quando ele condena.
Ambos mentem. O único que fala a verdade
perfeita é Cristo. Ele diz que o pecado
mata e diz que há vida nele, que ele é a
vida. Ele diz que a culpa é real. Não
adianta botar nomes terapêuticos do
humanismo secular.
E diz que seu sangue purifica. Ele diz
que o inferno é sério e diz que
quem vem a ele de modo nenhum será
lançado fora.
Então venha.
Não devolva apenas moedas. Nada do que
você fizer pode
compensar um único pecado, espiar um
único pecado. Volte para o Salvador. Não
confesse apenas aos homens como o Judas.
Clame a Deus. Não diga apenas trair
sangue inocente. Diga: "Senhor, que esse
sangue inocente seja a minha única
esperança".
Não fique sozinho com a culpa. Leve a
culpa para a cruz. Não transforme
remorço em um altar. Cristo é o altar.
Cristo e este crucificado.
Não transforme desespero em verdade
final. Cristo ressuscitado tem a palavra
final. Há uma tristeza que conduz à
morte e há uma tristeza, segundo Deus,
que conduz ao arrependimento para a
vida. A primeira fecha a alma em si
mesma.
A segunda abre a alma diante de Deus. A
primeira diz: "Estou acabado". A segunda
diz: "Estou perdido, mas Cristo salva".
A primeira vê o pecado e para nele.
A segunda vê o pecado e corre ao
redentor.
Que nenhum de nós faça de Judas seu
mestre. Não use sua culpa como desculpa
para fugir. Não use sua vergonha como
muro contra a graça. Não use sua espada
como argumento contra a promessa.
Não use seu passado para chamar Cristo
de insuficiente para fazer uma obra
completa.
Se você pecou, confesse. Mas confesse
indo a Cristo. Se você traiu, confesse.
Mas confesse esperando misericórdia.
Se sua consciência arde, não fuja para a
noite, corra para a cruz, porque a
confissão que não leva a Cristo pode
apenas abrir a boca para anunciar
a própria ruína
final.
Agora,
até os santos precisam dizer: "Eu
pequei". Não apenas Faraó, não apenas
Balaão, não apenas Saul, não apenas Acã,
não apenas Judas, também Jó. E isso nos
humilha, porque Jó não era um homem
leviano, não era um profano, não era um
hipócrita brincando com coisas santas,
não era um homem endurecido contra Deus.
A própria escritura o apresenta como
homem íntegro, reto, temente a Deus e
que se desviava do mal. Mas Jó
não era impecável. Era santo, mas ainda
era criatura caída. Era justo, mas ainda
era pó. Era fiel, mas ainda precisava da
graça contínua. Era amado por Deus, mas
ainda precisava ser corrigido por Deus.
O santo ainda tem carne, ainda sofre
confusão, ainda fala demais, ainda
interpreta mal os caminhos do Senhor,
ainda pode ser esmagado pela dor e no
meio da dor falar com ousadia excessiva.
Ainda precisa ser humilhado, ainda
precisa aprender que Deus é Deus, mesmo
quando não explica tudo a nós. A
confissão do santo é diferente.
Ela não foge de Deus como Judas, não
negocia com Deus como o Faraó. Não tenta
preservar aparência como Saul, não
carrega coração dividido como Balaão.
Não espera apenas o esconderijo ser
aberto como a cã.
Ela se volta para o próprio Deus. Jó
diz: "Se pequei o que te fiz, ó tu que
fingias os homens". Essa palavra tem
peso. Ele fala com o Deus que o vê, não
como uma ideia vaga, não como uma força
distante, não com uma religião abstrata,
não com uma consciência sem rosto. Ele
fala com o preservador, com o que vigia,
com aquele que observa os caminhos
humanos, com aquele diante de quem nada
está oculto, com aquele que guarda a
vida e também examina a alma. Deus vê.
Deus vê.
Deus vê
isso. Consola e assusta. Consola porque
nenhuma lágrima do santo cai no vazio.
Nenhuma dor passa despercebida, nenhuma
injustiça escapa, nenhuma noite é
invisível, nenhuma oração fraca se
perde. O preservador dos homens conhece
o caminho de quem teme o seu nome, mas
também assusta, porque nenhum pecado
fica escondido, nenhum motivo impuro
permanece fora da luz.
Nenhuma palavra precipitada se dissolve
no ar.
Nenhuma murmuração é pequena diante do
Deus santo. Nenhuma dúvida amarga é
irrelevante quando nasce de uma alma que
conhece o Senhor. O Santo confessa
diante desse Deus e isso é essencial
porque é um perigo sutil entre os
crentes usar a própria posição em Deus
como anestesia contra o arrependimento.
Como se a graça eliminasse a necessidade
de confissão.
como se a justificação encerrasse toda
humilhação diária. Como se a segurança
eterna autorizasse uma consciência
descuidada.
Como se ser filho significa eh
significasse nunca mais precisar voltar
ao pai com lágrimas. Mas filhos também
confessam, santos também choram,
redimidos também se quebrantam. A vida
cristã não é ausência de arrependimento,
é uma vida de retorno constante a Deus.
O crente não é salvo por confessar
perfeitamente. Se fosse, nenhum crente
seria salvo. Nossa confissão também
precisa do sangue de Cristo para não nos
condenar. Nosso arrependimento também
precisa ser purificado, porque nosso
arrependimento não é perfeito. Nossas
lágrimas também carregam mistura. Até
quando nos humilhamos a orgulho
a ser morto na nossa humilhação, até
quando confessamos a cegueira a ser
vencida. Por isso Davi disse: "Examine
se há algum caminho mal". Ele já tinha
confessado, já tinha se examinado, mas
ele diz: "Examina se há algum caminho
mau, porque até quando confessamos a
cegueira a ser vencida. Mas quem foi
salvo aprende a confessar sinceramente.
A graça cria uma nova sensibilidade. O
pecado já não é tratado como
normalidade. A queda já não é abraçada
como identidade. A desobediência já não
consegue morar em paz no coração. O
santo pode cair, mas não consegue fazer
morada confortável na lama.
Algo nele geme, algo nele se levanta,
algo nele busca novamente a face do
Senhor. Esse é um sinal de vida. O morto
não geme, o filho, sim. Davi é um eco
disso. Quando caiu, caiu terrivelmente.
Mas quando Deus o confrontou, ele não
fez da coroa um escudo. Não transformou
sua posição em desculpa. Não disse que a
queda era pequena porque era rei. Não
chamou adultério e sangue de
complexidade emocional
por causa das suas feridas do passado.
Não teologizou sua culpa para parecer
menos culpado. Ele disse: "Pequei contra
o Senhor". E chorou. O santo não defende
o pecado, não o protege, não o infeita,
não o chama de fraqueza inevitável para
deixá-lo vivo, não o cobre com doutrina
correta.
Não o esconde debaixo da linguagem da
graça, não o acomoda dentro da casa como
se fosse um hóspede ã tolerável.
Ele volta para o Senhor. Isso precisa
ser dito com força aos crentes.
Não esconda pecado sobre doutrina
correta. Você pode conhecer a eleição e
ainda precisa se arrepender.
Pode defender a justificação pela fé e
ainda precisar confessar sua frieza.
Pode crer na perseverança dos santos e
ainda precisar tremer diante da própria
negligência.
Pode amar a teologia reformada e ainda
precisar chorar por orgulho, dureza,
impureza.
inveja, murmuração, mundanidade,
incredulidade e falta de amor.
Doutrina verdadeira não foi dada para
blindar o pecado, foi dada para matar o
pecado. Não use graça como anestesia. A
graça não foi derramada para tornar a
consciência insensível. foi dada para
nos levar a Deus, nos levar ao Pai com
confiança, sim, mas também com
reverência e temor. Ela não diminui a
santidade de Deus. A graça não diminui a
santidade de Deus. Ela nos reconcilia
com o Deus santo. A graça não diz seu
pecado não importa. Ela diz: "Seu pecado
foi tão sério que exigiu sangue e esse
sangue agora o chama para andar na luz".
Não transforme segurança em indiferença.
A segurança do crente não é permissão
para dormir, é motivo para amar mais.
Não é licença para brincar com o mal, é
fundamento para correr de volta quando
caímos.
O filho seguro nos braços do pai não
deve usar esse amor para ferir o pai.
deve ser constrangido por esse amor, a
confessar mais depressa, voltar mais
profundamente, obedecer com mais
alegria.
O perdão paterno não elimina o
arrependimento filial, pelo contrário,
torna o possível. O escravo esconde
porque teme apenas o açoite. O filho
confessa porque deseja comunhão
restaurada.
O hipócrita confessa quando é exposto. O
santo confessa porque não suporta a
distância.
O mundano lamenta a consequência. O
filho lamenta ter entristecido o pai.
Essa é a marca do arrependimento santo.
Não é desespero. Não é o pavor de Judas.
Não é o terror passageiro de Faraó. Não
é a duplicidade de Balaão. Não é o
teatro de Saul. É o retorno reverente ao
Deus vivo. É o coração dizendo: "Senhor,
tu me conheces, tu me guardas, tu me
vês. Não quero esconder nada. Não quero
defender nada, não quero chamar trevas
de luz. Preserva-me, purifica-me,
restaura-me.
E Cristo é o caminho desse retorno.
Nenhum santo volta a Deus senão por
Cristo. O crente não confessa para
comprar de novo a aceitação. Confessa
porque já foi aceito no amado. Não se
arrepende para reconstruir sozinho sua
relação com Deus. se arrepende porque o
sangue de Cristo abriu caminho
permanente ao trono da graça. Não volta
como condenado tentando subornar o juiz.
volta como filho disciplinado,
quebrantado, buscando o pai por meio do
filho.
Há advogado, a sangue, a intercessão, a
misericórdia, a restauração, a expiação,
a propiciação,
mas há também chamado santo. Confesse.
Não adie, não endureça, não se acostume,
não transforme pequenas quedas em
hábitos protegidos.
Não permita que a consciência perca a
sua sensibilidade. O santo não deixa de
confessar porque pertence a Deus. Ele
confessa justamente porque pertence a
Deus. E ele faz isso depressa.
A confissão verdadeira não apenas admite
culpa, ela se levanta e volta para o Pai
sempre. Ela não fica sentada entre as
ruínas, repetindo palavras certas
enquanto o coração permanece longe ou
cheio de autopiedade.
Não transforma remorço em morada. Não
faz da vergonha uma desculpa para
continuar no chiqueiro.
Não diz apenas: "Eu pequei como quem
anuncia a própria miséria e permanece
nela". Ele volta. Esse é o sinal.
O pródigo caiu longe. Não foi uma queda
pequena, não foi um tropeço discreto,
não foi apenas um momento de confusão.
Ele saiu da casa do pai, tomou a
herança, gastou tudo, comprou prazeres,
alimentou companhias falsas, confundiu
liberdade com distância, confundiu
dinheiro com vida, confundiu festa com
alegria, confundiu o mundo com casa. Mas
o mundo é cruel com quem já não tem nada
para oferecer. Enquanto havia dinheiro,
havia companhia. Enquanto havia
banquete, havia amigos. Enquanto havia
música, havia risos. Enquanto havia
abundância, havia braços ao redor. Mas
quando acabou o dinheiro, acabaram os
amigos. Quando secou a bolsa, secou a
feição. Quando terminou a festa,
apareceu a fome. Quando o pecado
terminou sua canção, restou o silêncio
do chiqueiro.
Ele perdeu dinheiro, perdeu dignidade,
perdeu companhia, perdeu esperança,
desceu a fome, desejou comida de porcos.
E isso para um filho que conhecia a casa
do pai era mais do que pobreza, era
humilhação, era degradação, era a alma
olhando para si mesma e dizendo: "Foi
para isso que me trouxe a minha
liberdade."
O pecado sempre promete mesa e termina
em chiqueiro.
Promete autonomia e entrega fome.
Promete prazer e entrega vergonha.
Promete amigos e entrega abandono.
Promete identidade e entrega trapos.
promete vida e entrega morte por dentro.
Mas então a graça despertou um
pensamento
na casa do pai a pão. Essa frase é o
começo do retorno. Não nasceu da carne,
não nasceu do orgulho, não nasceu da
esperteza do pecador. Foi misericórdia
entrando
na memória. Foi graça acendendo luz
dentro da miséria. Foi o espírito
fazendo o homem lembrar que havia casa,
havia pai, havia pão.
Ele não apenas sentiu o remorço, ele se
levantou. Isso é decisivo. O remorço
pode chorar no chiqueiro. O
arrependimento se levanta e vai ao Pai.
O remorço pode dizer: "Que vida
miserável". O arrependimento diz:
"Voltarei".
O remorço pode lamentar a fome, a sorte.
O arrependimento confessa a culpa. O
remorço pode odiar as consequências. O
arrependimento odeia o pecado.
E ele
ensaia uma
confissão. Pai, pequei contra o céu e
contra ti. Não sou mais digno de ser
chamado teu filho.
Que confissão bendita. Ele chama Deus de
pai. Não porque se sente digno, não
porque tem direito a exigir, não porque
volta cheio de confiança em si mesmo,
mas porque sabe para onde voltar. A
confissão verdadeira não corre para o
vazio, não corre para si mesma, não
corre para autopiedade, não corre para
aprovação humana,
não corre para um consolo humano, corre
para o Pai.
Ele reconhece que pecou contra o céu.
Seu pecado não foi apenas imprudência,
não foi apenas má administração, não foi
apenas juventude desperdiçada,
não foi apenas erro social, foi pecado
diante de Deus. Todo pecado tem endereço
vertical.
Explicações horizontais não são ajuda.
Pode ferir pessoas, pode destruir
famílias, pode envergonhar o nome, pode
arruinar o corpo, pode trazer
consequências terríveis, mas no centro
pecado é contra Deus. O pródigo não
culpa o irmão, não culpa os amigos, não
culpa a fome, não culpa a juventude, não
culpa a pressão, não culpa a distância,
não culpa o Pai por ter dado a herança.
Ele diz: "Pequei sem defesa, sem
maquiagem, sem negociação, sem desculpa.
E ele não exige lugar. Não sou mais
digno de ser chamado teu filho. A
confissão verdadeira não chega cobrando
honra,
cobrando algo. Não entra na casa com
lista de direitos.
Não transforma arrependimento em moeda.
Não diz: "Voltei agora me restitua
tudo".
Ela sabe que se houver recepção, será
misericórdia. E Deus não deve
misericórdia a ninguém. Se houver roupa,
será graça.
Se houver pão, será bondade. Se houver
beijo, será amorcido.
Ele volta com fome de misericórdia.
Então vem a resposta do Pai. Antes que o
Filho termine o caminho, o Pai o vê.
Olhos de misericórdia.
Ele corre, pernas de misericórdia. Ele
abraça, braços de misericórdia. Ele
beija beijos de misericórdia. E ele fala
palavras de misericórdia. Ele manda
trazer a melhor roupa.
E essas são roupas de misericórdia.
Manda colocar o anel aliança da graça,
da misericórdia.
Manda calçar os pés sandálias de
misericórdia.
Manda preparar festa, mesa de
misericórdia. Tudo é misericórdia. Nada
é pode ser exigido. Não é justiça. A
justiça era ficar no chiqueiro.
Do primeiro olhar ao último cântico, do
abraço ao banquete, da estrada à casa,
da sujeira às vestes, da fome à mesa, da
vergonha à celebração. O filho queria
falar como servo. O pai o recebe como
filho. Essa é a glória da graça de Deus.
O pródigo não voltou limpo, voltou para
ser recebido e vestido. Não voltou
cheio, voltou para ser alimentado. Não
voltou digno, voltou porque ainda havia
misericórdia no Pai.
E aqui Cristo está no centro, porque
nenhum pecador volta para casa por um
caminho que ele mesmo abriu.
O pai recebe pecadores por causa do
filho. Ele é o caminho. A casa só está
aberta porque há sangue. A melhor roupa
aponta para uma justiça recebida
de alguém que ficou debaixo da ira de
Deus.
Essa roupa não é a justiça recebida, não
fabricada. O homem não pode fabricar
esse tecido de justiça. A festa aponta
para graça, não mérito. O retorno aponta
para arrependimento dado pelo espírito
soberanamente. O vento que sopra onde
quer e como quer. Não
pela virtude natural do pecador.
Cristo é o caminho da casa. Ele é a
porta. Ele é a roupa, ele é o
sacrifício, ele é o irmão verdadeiro que
não ficou longe do perdido, mas veio
buscá-lo. Ele é o filho perfeito que
saiu da casa do pai, não por rebelião,
mas por obediência para trazer rebeldes
de volta.
Por isso, volte agora. Não se espere
melhorar. O pródigo não esperou lavar-se
antes de voltar. Não esperou recuperar o
dinheiro, não esperou reconstruir
reputação, não esperou parecer menos
miserável, não esperou sentir-se digno.
Voltou sujo, mas voltou. Voltou faminto,
mas voltou. Voltou quebrado, mas voltou.
E foi recebido.
Não diga: "Sou sujo demais". É verdade.
A sujeira é motivo para vir, não para
ficar longe. Não diga: "Pequei demais".
O pecado é motivo para correr ao a cruz,
não para construir casa no desespero.
Então não diga não mereço é claro que
não. A graça nunca foi dada para
merecedores.
E não diga preciso primeiro consertar
tudo. Você não consegue consertar a alma
sem o pai. Só ele faz isso. Não consegue
se vestir sem Cristo. Não consegue criar
vida dentro da morte. Arrependimento
verdadeiro. Não consegue transformar
chiqueiro em casa.
Volte. Cristo não lança fora quem vem a
ele, porque todo que o pai deu a ele vem
a ele. Então, quem vem a ele
verdadeiramente, ele jamais lança fora.
Nenhum verdadeiro penitente jamais foi
rejeitado, porque o verdadeiro
arrependimento é um dom de Deus. Nenhum
pecador que veio pela fé encontrou porta
fechada. Nenhum pródigo que voltou para
o Pai por meio do Filho ouviu: "Agora é
tarde." Nenhuma alma quebrantada,
faminta de misericórdia foi recebida com
desprezo por Cristo. Então diga: "Eu
pequei".
Mas diga como pródigo, não como faraó,
que queria apenas o fim da praga, não
como Balaão, que ainda queria o preço da
injustiça.
Não como Saul, que queria preservar a
aparência, o ego, o orgulho. Não como a
que esperou o esconderijo ser aberto.
Não como Judas que confessou,
não racionalizou,
mas fugiu da misericórdia. Diga
voltando. Diga crendo. Diga sem
desculpas. Diga aos pés do Pai. Diga
olhando para Cristo. Diga com a fome de
quem sabe que na casa do Pai há pão.
Então, descubra que a misericórdia é
maior do que você imaginava. Você ensaia
uma frase de servo. O pai prepara roupa
de filho. Você espera talvez um canto
distante, o pai prepara a mesa. Você
teme rejeição, o pai corre. Você traz
vergonha, o pai traz beijo.
Você vem com eu pequei o pai responde
com graça. Eu pequei
que chega ao pai encontra mais
misericórdia do que ousava pedir.
Essa é a verdadeira confissão.
E nós, todos nós, temos que chegar com
essa verdadeira confissão.
que pequei.
>> Santo Deus, eu me aproximo sem defesa,
sem razão.
Tu me vês nos detalhes, [canto]
no segredo do coração,
nos pequenos [música][canto]
pensamentos,
nas palavras que eu soltei.
Teu espírito me chama, [música]
confessa.
E eu confessei,
[música]
não escondo [canto] minha culpa,
não maquio minha dor.
Contra [música][canto] ti eu pequei
contra o teu santo amor.
Mas que [canto] atos minha raiz,
[música] um querer desalinhado.
Eu preciso de limpeza. [canto]
Eu preciso ser
lavado.
[música] Cordeiro, minha justiça,
[canto]
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça, [canto][música]
me rendo ao teu final.
[canto]
Jesus,
tem misericórdia.
[música]
Jesus,
vem me purificar.
[canto]
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado a gritar.
[grito]
Minha única defesa
é a cruz, é o teu [música] favor. Eu
adoro a tua graça. [canto]
Eu descanso [música]
no teu amor.
>> Tua misericórdia [canto] é melhor.
Tua misericórdia [música][canto]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me prostro. [música]
Tu és luz [canto] e eu sou pó.
Quando eu tento [música]
ser meu dono, [canto] eu no terco em mim
só.
Autonomia é mentira, [canto]
autossuficiência [música]
também.
Tu [música] és fonte, tu és vida.
Sem ti nada me sustém.
Eu
não venho com rico, [música][canto]
venho com mãos sem ter. Não confio no
meu choro, nem o meu [canto]
vou vencer. [música]
Eu confio na firmeza do teu pacto, ó
Senhor.
Tua aliança [canto]
é selada no [música] cordeiro
redentor.
[música] Restaura minha alegria,
tua salvação em mim.
Sustenta-me com [canto] espírito
pronto até o fim.
Jesus [música]
tem misericórdia. [canto]
Jesus [música]
vem me purificar.
Teu sangue fula mais alto [música] que o
meu pecado a gritar.
A minha única defesa [música][canto]
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro
[música] a tua graça.
Eu [música][canto] descanso no teu amor.
[música] Inclina [canto] o meu coração,
ensina-me a obedecer.
Dá-me um espírito [música] pronto,
[canto] mais doce do meu querer.
Guarda-me na tentação, [música]
na rotina e na [canto] aflição.
Tua graça me carrega,
tua mão me põem de pé
no chão.
Tu [música] me defines,
Cristo.

Tags: