Depois da Teologia – BTCast 648
03/06/2026
Depois da Teologia – BTCast 648
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O que acontece quando a teologia deixa de ser apenas um assunto de estudo e passa a moldar a forma como enxergamos a vida? Neste episódio, Rodrigo Bibo e Luiz Henrique compartilham suas próprias histórias e refletem sobre como o contato profundo com a teologia transformou suas trajetórias, suas vocações, seus relacionamentos e sua maneira de compreender Deus, a igreja e o mundo. Longe de ser apenas um exercício intelectual, a teologia tem o poder de reorganizar afetos, desafiar certezas, ampliar horizontes e nos ensinar a viver com mais humildade diante do mistério divino. Ao longo da conversa, Bibo e Luiz contam experiências pessoais, falam sobre descobertas marcantes, mudanças de perspectiva e os impactos práticos que o estudo teológico produziu em suas vidas. Se você já se perguntou se vale a pena estudar teologia, ou se teme que o conhecimento possa esfriar a fé, este episódio oferece um testemunho sincero de como pensar melhor sobre Deus pode nos ajudar a amá-lo mais profundamente.
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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
E aí pessoal, tudo bem? Meu nome é Ágda, e eu quero falar do impacto positivo que caminhar com o BT Talk gerou na minha vida nesses quatro anos que eu já estudo na BT. Eu faço faculdade e eles me ajudaram tanto a entender melhor, a desmistificar teologia, que mesmo parecendo um curso para iniciantes, eles vão muito além, eles entregam muito mais do que o que eles prometem quando eles falam que é um curso de teologia simples, de teologia simplificada, porque eles vão muito profundo, mas de uma forma muito simples. A linguagem é simples, mas a teologia é profunda. E eles ajudam muito você a entender o que tem de mais profundo na teologia e de uma forma acessível. E eu já estou há quatro anos fazendo, por quê? Porque eu acesso esse material de forma recorrente, eu revisito esse material e para mim vale muito a pena continuar investindo nessa escola, nesses materiais todos os anos. >> Começa agora o BT Cast. Teologia é nosso esporte. >> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BT Cast, hoje de número >> 648. >> Eu sou Rodrigo Bibo e hoje vocês vão conhecer a banda ATDT. Não. Conhece essa banda? [risadas] >> Não. >> É a banda Antes da Teologia, Depois da Teologia. >> Tá bom. >> Se liga nessa. >> Ok, ok. >> E esse D, se não tem nada a ver, né? Vocês sabem que o pessoal fala que é do demônio? >> Não, esse D é >> É liga e desliga da máquina de de costurar, é voltagem lá nos Estados Unidos, é isso. >> Então tá bom. >> Vai lá, Luís. >> Eu sou Luís Henrique e sem teologia eu não teria emprego, pronto, é isso. >> Boa, >> [risadas] >> é uma boa abertura, estourou até o áudio ali, a Isa ficou até desesperada. >> Estourou o microfone agora. Mas abre para nós aqui, Isa, estamos em mais um BT Cast e hoje nós vamos é é um programa testemunhal, eu gosto desse programa, é um programa testemunhal para você é ouvir um conhecer um pouco mais a nossa vida, conhecer um pouco mais aí a a como de fato a teologia mudou a nossa vida. E por que que a gente vai fazer esse programa? Porque nós acreditamos que a teologia realmente, a boa teologia, aquela que nos coloca de joelhos, né, aquela que nos ensina a viver para Deus, ela realmente é muito importante. E Luís, já falando aqui direto e reto, a gente está com a turma 07 aberta, tá? É, eu acho até que a gente ia finalizar, é, abrir, é, finalizar em maio, mas a gente está estendendo um pouquinho mais para junho também, tá? Que esse episódio, acho que vai sair em junho. É a chance, aqui ó, abre aqui ó, a turma 07, não está aqui, mas é, vem estudar teologia com a gente, que a turma 07 está aberta, tá gente? Nós temos uma plataforma com muita coisa publicada lá. Você tem encontros quinzenais, é, para mentoria, você tem um grupo no WhatsApp, ou seja, você vai estar num grupo de WhatsApp de pessoas que querem aprender mais sobre Deus e sua palavra, então vem estudar na Escola Bibotalk de Teologia, tá bom? A gente quer ensinar você a pensar o caminho, ok? Luís, para a gente começar e já fizemos o recado paroquial, já começar começando. Tu tem um momento assim, tipo, que tu diz assim, mano, isso mudou minha vida, ou seja, quando o conhecimento, ele realmente assim, tipo, isso me libertou. Né, a gente não fala aqui "corrigias nas áreas". É, para voltar ao tempo, né? Mano. >> Eu tive, não, esse final de semana, é, peguei carona com o Mac. >> O Mac, grande Mac, né? >> Além de dirigir muito bem, tá? >> Uhum, fica aí o Mac, piloto de fuga de Joinville, claro. >> O Mac é um piloto maravilhoso, para assaltar um banco, contrate o Mac. É, cara, foi uma >> [risadas] >> Piloto de fuga tudo e tal. >> Nossa mano, é propaganda de La Casa de Papel aí que eu não estou sabendo como é [risadas] que é. >> Mas assim, foi maravilhoso lembrar os tempos áureos do Bibotalk. >> Aliás, galera, deixa, não, abre, fechem minha câmera aqui que isso aqui envolve mais eu do que o Luís. Gente, o Mac, ele primeiro está congregando na igreja onde eu estou agora. Segundo, nós não brigamos. Todo evento do Bibotalk que é em Joinville ou que eu estou lá, o Mac está lá, tá? Então assim, o Mac continua nosso amigo, ele é da família Bibotalk. Ah, mas por que que ele saiu? Porque ele quis gente, demandas familiares e tal e ele sentiu que era o tempo dele se afastar e não foi por briga, por discordância teológica, nada. >> que pergunta isso? É sério? >> Tem, não assim, gente, assim, saudade do Márcio, vocês brigaram, o que aconteceu? E volta e meia eu tenho que dar essa explicação, né? Que sempre tem gente perguntando e tal, né? Mas é isso, gente, está tudo bem, está bom? >> Tudo bem, me deu carona, abri, abri aí. >> É, me deu carona. >> Jantou com a gente. >> e almoçou, se não me engano, em dois momentos, então está tudo certo, gente, está tudo certo. >> Tá bom. E aí, e hemorragia nasal? >> Era um jargão que a gente utilizava no, lá no passado, inclusive, já que é passado do Bibotalk, é, onde eu estava? Foi em Lisboa? Onde eu estava? Eu não sei. Alguém apareceu com, é, não foi o Cabelo, meu amigo Cabelo que mora em Sintra, em Portugal, a gente teve um BTD maravilhoso lá. Aliás, põe na tela, Rafa, a, a thumb aí do, já tem o BT Cash que nós gravamos lá em Portugal, está maravilhoso, tá, tá aparecendo a thumb aí na tela. É, e o, o Cabelo foi no evento? O amigo >> com a camiseta hemorragia nasal. A gente tinha uma camiseta vermelha, desenho do grande Brau Barbosa, tá? E, mano, o tempo que a gente vendia camiseta. Por que paramos de vender camiseta? Muito trabalho, pouco dinheiro. >> [risadas] >> A teologia é nosso esporte, tava doido quando fui comprar, tava, tinha esgotado. >> Exato, eu tenho uma lá, vou te, eu não te dei uma nova? A gente fez uma nova e nunca vendeu. >> Nunca vendeu? >> eu nunca fui pra frente. >> Muito bem, vai ser agora. >> Não, não, eu, eu, camiseta boa, malha boa, mas >> Cara, o acordo acabou, não sei o que aconteceu, mas é um, o pessoal da Grace é maravilhoso, eles fazem até a camisa do Projeto Sola, do Marco Telles, fizeram a nossa, no fundo aquilo não foi pra frente, um pouco culpa minha, acho que tudo culpa minha, enfim, mas acho que eu tenho lá uma GG, já que tu tá meio gordo, né? >> Eu não tô, olha lá. >> Já [risadas] sei o que aconteceu, a gente tá usando Insider, gente. >> Exatamente. >> ó, ó, a gente tá usando Insider. Inclusive, o meu eu do futuro vai aparecer agora com informações quentíssimas sobre a Insider. >> É, eu vim do futuro pra te lembrar que dia 12 é dia dos namorados e você esqueceu fala sério você esqueceu você maridão você é esposa ocupada você namoradão namoradinha você esqueceu que tem o dia dos namorados esse mês e a Insider está aqui para limpar tua barra para ajudar você a presentear com algo marcante que vai durar tanto quanto o amor de vocês a Insider dura muito porque você já conhece essa qualidade não vou ficar repetindo aqui galera e o que que é legal olha só como a Insider vai te ajudar de 3 a 7 de junho você tem os descontos com o meu cupom esse cupom aqui ó Bibotalk tá você tem desconto com o meu cupom se somam outros descontos no site isso você também já sabe mas o que você não sabe é que de 3 a 7 de junho tem brindes cumulativos brindes cumulativos e olha só 5% off no pix então aproveite presenteie o seu mozão com um produto de qualidade com uma coisa que realmente ela vai usar e que vai sempre lembrar de você porque a Insider aguenta a rotina aguenta o dia a dia como o seu amor tá aí a Insider te ajudando no dia dos namorados tenho certeza que tem algo ali no site da Insider que é a cara da pessoa que você ama e que merece ser presenteada com esse produto de qualidade tá esse QR code aqui te leva para o site tem o link também na descrição deste episódio e não esquece de usar o cupom Bibotalk tá bom feliz dia dos namorados para vocês aproveitem com a Insider >> Quando foi então esse momento que você sentiu assim mano o conhecimento me libertou legal a verdade o libertará então quando foi que tu sentiu assim mano >> Uau tá Eu conheci bom vamos lá eu conheci teologia pela pior forma de se conhecer foi através de debates na internet páginas neoateu todinho >> Nossa mano era Facebook ou era Orkut >> Discussões do William Lane Craig era Facebook das é discussões do William Lane Craig contra o Richard Dawkins então comecei a ler pior momento assim porque eu tinha um amigo muito querido é o Mas ele era um ateu e ele vinha com essas perguntas capciosas e eu cresci na igreja. >> Hum. >> Não necessariamente cresci no evangelho. E aí eu comecei a a procurar respostas, encontrei a figura do William Lane Craig, mas o momento em que a teologia realmente explodiu minha cabeça foi quando eu junto com a minha esposa no que era na na época namorada, é, estávamos nos cadastramos, né, nos matriculamos em uma escola de missões da JOCUM. E uma das aulas era aulas o caráter de Deus. E >> Olha aí. >> professor Christian Bittencourt, pastor presbiteriano, é, inclusive. Ele praticamente deu uma aula de teologia sistemática. >> Olha aí. >> E mano. >> E quando eu vi a uma aula de teologia sistemática, eu já sabia o que era uma teologia sistemática, já tinha comprado uma inclusive, nunca tinha lido inclusive. Mas quando eu vi uma aula de teologia sistemática sendo aplicada pro momento da missão, pro contexto da missão, não apenas na capacitação e do conhecimento teológico, mas os insights sobre o caráter de Deus, os atributos de Deus pra vida da missão e pra como evangelizar, aquilo ali eu olhei e falei: é isso que eu quero pra minha vida. >> Muito bom. >> Foi foi um momento em que eu olhei e falei: não é possível, eu nunca tinha visto isso antes, né? Volto pra pra minha igreja, meu contexto local e estou desde 2013 tentando fazer o que eu vi o Christian Bittencourt fazendo aquela aula. >> Que sensacional, cara, legal. Eu eu quero voltar em outros detalhes aí, mas agora eu respondendo essa pergunta, é, eu, enfim, fui criado espiritualmente no movimento >> Não, isso foi o Rudi agora. >> Por quê? você Bibo? Qual foi o seu momento? >> [risadas] >> Câmera em mim então Isa. >> Ah lá. >> Então, eu fui criado espiritualmente no movimento pentecostal. E a ideia da salvação sempre era assim, tipo, muito, né? A ideia do, eu preciso pagar o preço para a salvação. Eu sou muito grato ao movimento pentecostal porque, sim, eu tive um começo legalista na minha fé. Mas eu reconheço que esse legalismo, cara, ele me fez romper com muita coisa do mundo mesmo. >> Uhum. >> Que hoje em dia parece que a galera, tipo assim, né? Não precisa romper com nada, é Jesus e Souza Cruz tudo junto e misturado, né? Então assim. E o legalismo me fez romper, de forma equivocada, mas me fez romper com muita coisa do mundo. E a questão da salvação era sempre essa gangorra soteriológica, sabe? Tipo, uma semana eu estava salvo, outra semana eu não estava salvo. A ceia era sempre um terror, porque, mano, será que eu estou apto a tomar a ceia? Esse ano, é, é, é, esse sábado, né? A gente cantava, eu adolescente de 17 anos cantando mãos limpas, coração, será? Eu não sei. [risadas] É, e aí eu tinha medo, né? Que o pão gordasse no céu da boca, enfim, aquela coisa toda. E então a salvação sempre era uma, porque eu tinha muita essa crise. Mano, como é que eu sou salvo, mas eu ainda peco? Sabe? Eu tinha dificuldade de entender. É, um dos primeiros versículos que eu decorei, depois de João 3:16, é, tu agora nem, eu acho que eu fiquei com tanto bode assim, que, gente, não é que eu fiquei com bode do texto bíblico, mas é que eu nem lembro mais onde é que está a referência, mas é, o texto que dizia, acho que o segundo que eu decorei foi esse, tipo, é, aquele que pecar é do diabo. Quem permanece na prática do pecado é do diabo, porque o pecado, o diabo peca desde o princípio. É João, é primeira carta de João. >> João. >> Mas eu não lembro a referência, na época eu sabia. >> Nossa, e é um ACF ainda, né? >> É um ACF, não, porque foi onde eu fui doutrinado, né? Tipo, era, não, cara, é Almeida Revista e Atualizada. Era, era, não, a a Arc, a Arc. >> ARC. A Arc era a revista corrigida. Isso, a revista corrigida. Enfim, aquele que peca é do diabo. Então eu tinha muito assim, mano, eu pequei, eu sou do diabo, né? Mas tu vê, era esse lance de que faltava contexto, mas foi o que me ensinaram, me ensinaram esse versículo, cara, não peca, senão tu é do diabo. Então eu vivia numa gangorra soteriológica, salvo, não salvo, salvo. Ao ponto de eu chegar em Santa Ceia e eu falei, mano, hoje eu vou meter a mão nesse prato e vou pegar esse pão com gosto, vou beber esse, porque eu sou digno hoje, mano, entendeu? Hoje o Mjolnir vem na minha mão. E tipo, cara, sangue de Jesus derramou por mim. Nesse momento, nesse momento eu sou digno e tal. E cara, e é muito louco assim, porque, mas era sempre uma crise. E quando eu estava já na faculdade de teologia, >> Olha aí. >> eu tava lá e o pastor, pastor, também missionário, né? E o professor falou o seguinte, quando ele trouxe, começou a trazer a ideia de Lutero, >> Uhum. >> sabe? Do simultaneamente justo e pecador, né? É o simul iustus et peccator, peccator in re e iustus in spe, né? Simultaneamente justo e pecador, pecador em realidade e justo em esperança. Cara, sabe assim, quando tipo, mano, é isso, eu sou as duas coisas, entendeu? Cara, assim, aquilo foi, é, é como se o Espírito Santo tivesse pego uma tesoura e cortado um fardo assim da minha, das minhas costas. >> Olha aí. >> Tipo, uma leveza espiritual, mano. Tanto que isso mudou tanto a minha vida que depois eu me aprofundei um pouquinho mais na teologia da graça de Lutero e tal, daí é claro, a gente já dá uma mesclada também com, com Bonhoeffer, né? A a questão do, do, do, do discipulado, enfim, da graça, é, da graça barata e da, qual é a outra graça? Esqueci. >> É só tem graça né? Graça barata que não tem a ver com a graça preciosa, né? Então assim E aí mano, a minha pregação basicamente era isso, era justificação por graça e fé. Obviamente que naquela época né, ainda muito influenciado só pela teologia reformada de Lutero, então eu lia Gálatas é Lutero como intérprete, né? Que hoje em dia eu tenho uma visão um pouco mais ampla, mas não descarta aquilo, né? A NPP não joga Lutero fora, né? Então Mas antigamente era só isso, então eu pregava Lutero e era muito interessante cara, porque era um assunto de alguma forma novo no movimento pentecostal do qual eu fazia parte. Ainda que você já tinha boas revistas Escola Dominical ensinando a graça, a salvação por graça e fé, mas a teologia popular não não tinha essa compreensão. A compreensão popular das músicas, dos congressos é: pague o preço. Chega de dizer >> Ou por por exemplo, qual eram os pregadores dessa época que você mais ouvia e tal? >> Cara, vamos lá. Marcos Feliciano né, pregava no meu congresso de jovens. Marcos Feliciano >> E nem o Marcos Feliciano de antes é igual ao de hoje, tá? >> Não, é não, teologia ruim já, hoje em dia eu percebo que era uma teologia ruim, mas ele era uma referência, né? Na época ele não era não não tava envolvido com política e era um grande nome e tal e sempre falou muito bem, era uma inspiração. Você tinha Cláudio Gama >> Cláudio Gama >> é ai eu não lembro cara, eu eu me desliguei tanto né, do jeito de ser pentecostal >> É o jeito de evitar um trauma. >> Mas sabe quem? É não, não sei, esse é um trauma. Eu sou um cara mesmo que eu me desligo muito rápido assim. Mas cara, a própria Ana Paula Valadão era uma grande pregadora, né? É você tinha as músicas como a própria Damares, é Lauriete, Cassiane, é Shirley Carvalhaes, enfim, daí depois teve um pouco né, entrou um pouquinho outro tipo de cantor como Fernanda Brum, Eyshila Voices, né? >> Eu já pego já no meu evangelicalismo Fernanda Brum em diante. >> É, não, eu tive um pouco no Hinário para o Culto Cristão, né? Então, assim, é era essa galera, eu não lembro do nome de todos, mas era basicamente isso, a pregação, cara, você tem que pagar o preço pela sua salvação, entendeu? Você tem [limpando a garganta] que dar o sangue, né? Ou seja, você aí pegava, fazia aquela leitura de Hebreus, olha, vocês ainda não precisaram dar o tal sangue, então é até o sangue, tal, não sei quê. E era essa história de pagar o preço para ser salvo, você tinha que é era uma confusão muito grande com a santificação, né? Porque de fato nós participamos do processo da santificação, mas não é isso que nos salva, mas não, sem santidade ninguém verá o Senhor, né? Aliás, esse versículo tem uma outra coisa muito legal, que foi quando eu ouvi o Paulo Júnior, né, o Paulo Júnior Bacana, é falar sobre esse texto de Hebreus, sem santidade ninguém verá o Senhor, porque ele me fez olhar, ele mudou a minha interpretação desse texto, porque para mim faz sentido no contexto de toda a carta, eu não lembro onde é que está essa passagem, não sei se é o capítulo 12, né? Mas desde o capítulo 10 o autor aos Hebreus ou autora tá falando sobre a vida em comunidade e tal, né? E preparar o caminho para quem tem os joelhos trôpegos e tal, ou seja, sem a sua santidade, ou seja, o seu compromisso com Deus, o outro não verá Deus, ou seja, sem santidade ninguém verá o Senhor é porque se a igreja não se santificar, não ser separada para a missão, os outros não verão a Deus. >> É é a o reino, né, de sacerdotes, é >> Exato, é então, ou seja, esse quando ele falou isso e aí depois eu fui estudar outros autores e tal, mano, faz muito mais sentido, ou seja, é outro boom teológico também, né? Porque, mano, não é sobre a minha santidade para eu ver a Deus, é sobre a minha santidade para que o próximo veja Deus. Cara, isso é lindo em todos os idiomas. >> Ainda indo pelo ainda indo, né, boa. >> É ótimo, ainda indo. Vindo ainda. Ovinho. >> É em continuidade as aulas lá na Jocum, eu comecei a entender melhor sobre o sacerdócio real de todos os santos. E aí, ali foi a a primeira vez em que o texto de Hebreus, é, brilha de uma outra forma para mim também. >> É interessante. >> É mu, é muito interessante, porque quando, vamos lá, eu venho de um contexto em que eu vou para Jocum para poder, junto com a minha esposa, ser preparado para um projeto em faculdades >> [roncando] >> e em universidades. E aí, no contexto da minha igreja, contexto super hierárquico, também é antiga, super hierárquico. Então, você tinha um pastor presidente, você tinha que ir gente que tava embaixo, aí os líderes dos líderes, os líderes dos líderes e tudo mais. E aí, tudo aquilo me dava uma certa preguiça, sempre me deu uma certa preguiça desde sempre, sabe? E quando eu olho para atividades da, eu vou para missão e aí eu olho a, uma sala de aula da mulher de uma, a irmãzinha do coque, da, do Brasil para Cristo, do jovem da presbiteriana, todos no, na mesma sala, aprendendo a respeito de Deus, aprendendo e e criando e tendo e adquirindo ferramentais para poder realizar evangelismos, implementar uma cultura missional dentro das próprias igrejas e tal local, eu, automaticamente, eu, eu, eu, eu olho para aquilo e falo, Hebreus, Hebreus. Os crentes agora, eles são, >> [roncando] >> é, embuídos desse tipo de poder. E antes a minha visão hierárquica, que é, que era uma visão, é, típica católica, eu já, eu, eu ficava, não, que o pastor ele tem a, uma, um, uma diretriz correta, é a liderança que vai ter uma diretriz correta, que a missão estão, tá na mãos dele. Não, eu olhei para mim e falei, a missão tá na minha mão. >> Uhum. >> A missão começou, a missão caiu na minha mão, caiu na mão das pessoas que estavam ao meu redor. Eu falei, O Senhor tá nos convidando para isso. >> Uhum. >> Para a missão que é dele, na verdade, né? E aí o Senhor nos gabaritou. E aí eu olho para o texto de Hebreus e aí eu começo também a ter aquelas escamas, né? Saindo do dos olhos. E olhando para a realidade muito maior, bela, de formação espiritual, de discipulado. >> Eu comprei o módulo Espírito Santo na EBT e depois disso eu decidi migrar para o plano anual. E assim, bah, tá sendo uma experiência muito boa. Ah, eu admiro muito a forma que eles ensinam, que eles são bíblicos sem ser legalistas. Eles ensinam a Bíblia de uma forma simples, de uma, com uma linguagem acessível. E bah, muito legal, é um conteúdo muito profundo. Eu sinceramente estou gostando muito, está sendo muito bom mesmo. >> Uma outra coisa também, galera, que e aí a gente experiencia, né? Tanto na nossa vida em comunidade, ah, como no trabalho que a gente realiza aqui na internet, é como a a o conhecimento bíblico, ele de fato, ele liberta, assim. >> Sim. Sim. >> Quando, é, eu já tive, né? Por graça divina, eu já tive inúmeras, não sei se eu poderia dizer milhares, né? Mas assim, é, eu já tive inúmeras, incontáveis conversas ou já li testemunhos onde as pessoas tiveram uma mudança radical de vida. Vou dar um exemplo, né? Eu lancei em 2021 O Deus Que Destrói Sonhos, >> Um sucesso de vendas. >> Graças a Deus, um um sucessaço, né? E graças a Deus que é um sucesso de vendas com uma boa teologia. >> Então. >> Para a glória de Deus tudo isso. É, mas é verdade, é, porque, mano, quantas pessoas, né? Mandaram e-mail ou falaram para líderes, foram parar em igrejas que aí, ó, o pastor acabou mandando mensagem para mim porque foram libertos de uma opressão, sabe? De uma teologia ruim, é, porque leram o meu livro, entenderam que estavam numa igreja com uma teologia da prosperidade, da prosperidade afetiva. Porque, cara, a gente a gente não pode subestimar, Luís, o poder que a religião tem sobre as pessoas. >> Sim. >> Né? Eh, eu conheço história triste, tu deve conhecer história triste. >> Nós já vivemos histórias tristes. >> Cara, vamos contar uma história triste, então? >> Tá, sobre falta >> É, como não, como a a teologia levou a gente para um buraco que a gente não precisava estar. >> Tá, tá, tá. >> Então, vou vou dar um exemplo, né? Como eu falei, >> Nossa, qual qual? >> Quais buracos? >> Quais? Vamos vamos lá. Não, mas olha só, mano, por exemplo, eu fazia parte do movimento pentecostal e se tinha realmente muitos usos e costumes. >> Aham. >> Eu sempre gostei de cinema, sempre fui apaixonado por cinema e tal. Cara, eu tinha a coleção da revista Sete, mas não só as revistas Sete, que era revista de cinema, era como a gente se atualizava com o cinema antigamente. Pô, pode abrir a câmera, Isá. E aí, cara, o que que é doido? Eu tinha mini pôsteres, Luís, mini pôsteres de vários filmes. >> Aham. >> Eu tinha mini pôsteres. E, mano, e a religião vem e me diz que aquilo é do demônio, que eu tenho que aquilo ali são altares do demônio na minha vida. Eu tinha CDs da Spice Girls, que eu amava. E mentira, eu tinha, sabe? Eu tinha CD do Backstreet Boys, eu tinha uma bermuda que era a minha mãe pagou caríssima. Eu não sei, na época era a marca da Onbongo. >> Onbongo. >> Que era caríssima, era aquela bermuda, porque assim, quando você é pobre, você ganha uma roupa boa no ano, ou é no seu aniversário, bati no microfone, desculpa aí, Rafa, ou é no seu aniversário ou no Natal. Pobre é assim, é uma roupa boa e no caso eu ganhei aquela bermuda. >> E essa roupa é roupa de culto. >> No meu caso não era roupa, não, porque era bermuda, então não poderia. Então, meu não tinha esse lance de roupa de culto. E, cara, e quando vem a religião, ela vem e diz isso para mim, você não pode ter esses altares, né? Ah, eh, dentro da sua casa. Inclusive, eu quase arrumei um problemão com a minha mãe, porque eu tinha que remover os santos que a minha mãe tinha dentro de casa. >> Nossa. >> Entendeu? É, e ainda bem que a minha mãe não, a minha mãe tinha lá uma, uma Maria e um Buda. Minha mãe, né, assim, quem ajudasse ela tava ali. >> é tipo, é. >> E o Buda eu tirei. O Buda eu consegui tirar. Gente, só aqui, você que é budista, pelo amor de Deus, né? Eu era de uma religião, então assim, né, enfim, e a gente não acredita também da mesma forma que vocês. Então, pra nós, aquilo era estranho. >> dentro do nosso sistema de valores, assim, esse tipo de, de esculturas é um. >> Não dá, pra nós é complicado. E pra, e pra. >> pra extremos, assim, e no dilema de morar com alguém que acredita de maneira diferente. >> Exato. Isso nos gera problema, por isso que estamos falando que. >> Exato. Está, isso nos gera problemas. >> Problemas. E aí o que acontece, galera? Eu, eu, eu doei, né? Eu, eu queimei os meus, porque assim, eu queimei meus mini pôsteres. >> o Buda, né? >> Não queimei, não, não. É, eu queimei meus mini pôsteres, as, as minhas revistas, os CD da Spice Girls, troquei por uma Bíblia com uma amiga minha, né? É, aí acho que eu fiz errado, porque, né, que se não presta pra mim, não deveria prestar pros outros, mas tudo bem. E, cara, doei a minha bermuda e tal. Então, assim, eu tive vários comportamentos, né, deixei de ir no cinema, é, deixei de frequentar rios, né, de tomar banho em rios, porque amava, era coisa que eu fazia muito quando era moleque, tal. Tem rios, né, em Joinville, você a 40 minutos da sua casa, você tem praia, você tem rio e tal. E, mano, e algumas coisas. Comecei a ser muito rude com as pessoas. >> Uhum. >> Entende? Eu lembro até hoje, assim, que, é, eu comecei, as pessoas iam me convidar pra alguma festa, eu falava: "Eu não vou para lugares onde o demônio está e que me levam para o inferno". >> pesava o clima. >> direto. E era muito louco, porque o pessoal não começou a entender o movimento. Como assim, o Coco Louco? Era o meu apelido. Coco Louco, né? Como assim, o Coco Louco agora tá, tá indo pra igreja? Que loucura é essa, tal. E aí o pessoal dizia até. Tipo, me convidava pra algumas coisas. Então, eu rompi com todas as minhas amizades e tal. Então, assim, então a religião, cara, ela fez eu eu assim eu viver um ascetismo >> Sim. >> desnecessário. Como eu disse no começo, foi importante porque eu rompi, de fato, com coisas que seria importante eu romper. >> Algumas práticas >> Algumas práticas, enfim, tal tal tal. Entretanto, eu >> Uhum. >> ou várias outras coisas, eu cortei e não precisava, entendeu? Agora, é claro, assim, eu tô falando de coisas que me tiraram alguns prazeres de vida e tal, que eu não precisava tirar. Tanto que na época, velho, olha isso, um livro do Ricardo Gondim, né, é hoje em dia não né não concordo com né com o caminho que ele seguiu, enfim, só pra deixar isso registrado para os chatos de plantão, mas é inegável que o Ricardo Gondim do Antigo Testamento, vê se isso encaixa, que o Ricardo Gondim, ele era uma ele era uma voz muito lúcida naquela época, entendeu? E ele lançou um livro que chacoalhou, que a gente até foi meio proibido de >> ler que é >> O que a igreja proíbe é não é proibido, é o nome. É proibido. O que a igreja proíbe mas a Bíblia permite. Mano, então quando ele falou que a gente podia ouvir música e tal, porque não podia ouvir música do mundo, né? Então, assim, o Ricardo Gondim foi muito ousado com aquele livro, enfim, ele tinha ele tinha textos incríveis na Últimato naquela época. Nossa, é a religião a cocaína do povo, até hoje eu lembro disso. É se quando eu quando eu fosse se eu fosse mais velho, acho que é esse o nome do texto dele, que ele escreve uma carta pra ele mais novo, tipo, né, é tipo o que ele diria pro pro pro Ricardo Gondim mais novo. Mano, aquele texto é um é um nossa, é um lavar de almas aquilo. Enfim, o que eu quero dizer é o seguinte, que agora eu dei um exemplo de beleza, não fui no cinema, ah tadinho, ele não viu o Senhor dos Anéis no cinema. Agora, eu conheço histórias assim, de pessoas que viveram uma vida miserável, assim, de sabe, de E vezes não é de viver num vamos pegar a questão dos abusos. >> Sim. >> mulheres, e sim gente, isso recai é 98% das mulheres. >> seria nesse sentido. Eu vou eu vou contar nesse sentido, tentando resguardar o máximo, né? >> Tá, que é a sua sua mãe e seu pai? >> Oi? >> Mentira. >> [risadas] >> Não, minha mãe eu resguardo, meu pai não. É, mas aí fica para outra história. >> [roncando] >> Mas eu quando eu eu eu já fui complementarista. >> Ok. >> Todos nós fomos no começo, né? >> E tudo bem, né, acreditar nessa noção de que o homem é o provedor e tudo mais. Só que ah isso começou a gerar um determinado problema na minha casa. Em primeiro lugar, porque como profissão eu havia escolhido uma profissão que não me dava um um um retorno financeiro considerável. >> Até hoje não dá, diga-se de passagem. >> [risadas] >> Você é meu chefe, [roncando] você tá se colocando aí. Folha de pagamento Cami tá aí. É e ah a minha esposa escolheu um caminho muito mais seguro, muito mais tranquilo e que tem um retorno bom, um significativo financeiro. Aí você imagina dentro da mente de alguém que adota uma teologia complementarista estrita que o homem é tem que ser o provedor, a crise dele ter que lidar com a sua vocação, >> Uhum. >> porque eu acredito que eu nasci para ser para fazer isso, certo? E a crise de ter que contribuir pagando as contas de casa e vendo a a esposa que deveria ganhar menos ou nem trabalhar nem trabalhar ganhando mais e assumindo toda a a renda. E aí isso afetava, inclusive, a questões a respeito da minha própria umbridade, masculinidade, questões de segurança. A teologia complementarista me jogou em um abismo existencial. >> Mas Luís, deixa eu te cortar, porque o o teu caso não é um caso isolado, tá gente? Não é assim, ah, mas isso é coisa do Luís. Muitas histórias são assim, muitas histórias, tá gente? Então assim, é, não é um caso isolado. Mas então vocês tão dizendo que o complementarismo é um problema? Não, não, não, não. >> É a prática que é feita por conta de uma adesão teológica. >> E sim, ele é um ambiente que pode tornar propício esse tipo de coisa, né? Não à toa, galera, muitos casos de abuso, é, é, são, anco, usam como plataforma o complementarismo. Né? Mas não é um problema do complementarismo, mas muitas vezes, como ele é arquitetado e como ele é pregado, gera esse tipo de conflito, entendeu? >> E eu posso falar de exemplos que eu tenho autorização para falar, tá? É, de pessoas, de mulheres incríveis, vocacionalmente falando, de pessoas profissionais, sérias e que, é, se sujeitaram à promessa de que, na verdade, é a crença teológica de que o homem precisa governar o lar em todas as instâncias. Eu sei que existem diferenças comple, de complementarismo, mas é, nesse caso eu tô falando do complementarismo estrito, esse que é mal visto. >> o estrito ou esse é o largo, que pega em tudo quanto é lado, lata? Na minha cabeça o largo, então acho que eu falei errado em alguma aula por algum lugar. Na minha cabeça o largo é que proíbe a mulher de tudo, porque ele é tão largo que pega várias esferas da sociedade. E o estrito pega só o lance da eclesiologia. >> Boa. Eu, eu, agora me colocou em dúvida, porque >> [risadas] >> Mas sabe por quê? Porque da última vez que chegamos à conclusão eu tava errado também. Mas é porque, é, o termo, né? >> É, enfim, o o fato é que eu conheço é, o complementarismo estrito, ao qual eu estou me referindo, é um complementarismo que, a, a mulher não pode, em nenhum momento, em nenhuma instância da sociedade, em nenhuma instância familiar, em nenhuma instância eclesiástica, é, exercer liderança autoritativa. Ponto. >> Uhum. Então ela não pode ganhar mais, ela não pode ser juíza, ela não pode ser. Tem teólogos reformados, inclusive, que acreditam nisso. Ponto, né? >> Mulher não pode liderar a faculdade de teologia. >> o o o complementarismo um pouco mais brando, que a mulher, ela pode ser tudo isso, mas em casa o governo é é da é do homem. É do homem. E eu não concordo com nenhuma dessas duas, tá? Eu sou um mutualista, eu sou um igualitarista nesse sentido. Mas o o complementarismo me colocou nessa crise, quando eu era. E assim, nunca cheguei a virar Priscila e falar: "Ó, você tem que ganhar menos do que eu". Não sou louco, porque a gente comprava no é pedia as coisas no iFood por conta disso, entendeu? Por conta do salário dela. Mas isso me deixava uma determinada crise. E eu via também amigos seminaristas, e aqui eu posso contar mesmo de de pessoas que saíram desse rolê, amigos seminaristas que tinham crise com isso, porque enquanto eles estavam no tempo de preparação dedicado exclusivamente ao preparo ministerial no seminário, era a mulher que tocava a casa. Era a mulher financeiramente que acabava tocando a casa. E isso fez com que esses, muitas vezes, tomassem uma atitude ou esquizofrênica ou entrassem em questões existenciais e de de de coerência. Ao ponto de que muitos também se tornaram eh que eu conheço, né, que se tornaram eh igualitaristas, muito porque na prática isso não fazia nenhum sentido e que biblicamente vai se se olhar e falar: "Não, isso daqui tá meio equivocado. Existe existe uma exegese para poder explicar uma posição mais tranquila". >> É que tá certo. O complementarismo estrito ou hierárquico, ele é o modelo mais associado e tal tal e eu entendo John Piper, Grudem, Carson, que é assim, é homens e mulheres são iguais, mas as funções distintas e tal tal, ou seja, eh nesse modelo existe algum tipo de liderança masculina normativa no lar e na igreja, né? Então, já o outro, que é, cadê? Já o, ele começa a dar um monte de exemplo aqui. Já no outro, é aí, é, mais só focado na igreja e tal. >> Isso, exatamente. Então, olhando para, por exemplo, >> né? O moderado. Que é o O Keller é o Keller é o é mais brando, o moderado. >> Então, em alguma aula que eu dei em algum lugar, eu falei errado. Eu inverti as coisas. Fica aqui a errata, mas a, mas essa teologia, e eu considero que foi uma má teologia da minha parte, porque, em primeiro lugar, eu era jovem. Em segundo, eu precisava de orientações teológicas um pouquinho mais sérias. E isso me jogou em determinados lugares que me levaram a determinadas atitudes ah, equivocadas, sabe? Muito equivocadas e que, ah, olhando hoje em retrospecto, era só uma orientação, não, filho, relaxa, fica tranquilo. >> Exato, é que até nesse lance, né, cara? Ah, o homem é o sacerdote do lar, né? É, também que a gente já defendeu aqui no Bibotalk e tal, enfim, que a gente não acredita nessa teologia, porque para nós, tem que lavar o Exato, é que era isso que o sacerdote fazia um tempo atrás, né? São serviços bem femininos que até Paulo coloca ao homem lá nos códigos domésticos, domésticos. Mas esse é o lance assim, a gente não acredita que o homem é o sacerdote do lar, né? A gente defende um reino de sacerdotes, que é o que a gente entende que a Bíblia ensina, que todo cristão é um reino de sacerdotes. >> Aham. >> E a gente falou isso nesse episódio, inclusive, né? >> Exato, exato. É no último. >> No último, qual? >> Não, não, nesse episódio, nesse episódio. A gente tá gravando um monte [risadas] aqui. >> Mas esse é o lance, né? E aí, quando, e quantas mulheres a gente já viu em crise porque, não, mas é o meu marido que tem que fazer. Mas, minha amiga, se é tu que tá na vibe, vai, entendeu? Não não tem que esperar às vezes o homem, até porque nos lares, né, a maioria das mulheres acabam assumindo liderança espiritual, porque os homens às vezes são mais >> Não, isso a gente escolhe, por exemplo, se o se se a gente entende >> isso é um problema, o homem ser negligente, tá, gente? Não é que a gente quer passar a mão agora da cabeça e tal. Não, mas é que, não, agora vai deixar de educar os filhos no caminho, vai Não, e você pode, mulher, evangelizar o seu marido também, entendeu? Se ele tiver se desviando do caminho. >> Não, mas ó, eu Qual era a minha crise? A minha crise era: a minha vocação não me dá dinheiro, porque o sistema ao qual, eh, eu estou inserido não valoriza isso. Só que a minha vocação E e se levarmos em consideração que vocação é algo que Deus dá como um um presente para ser executado, né, para ser para ser benção para as outras pessoas, eu não posso cair no num papo de, ah, eu vou da larga, deixar minha vocação de lado e só fazer aquilo que dá dinheiro, >> Exatamente. É é Dá tem como você conciliar isso ou tem como você trabalhar a noção do contentamento. >> Exato, exato. >> Ah, e e olhar que cada pessoa tem uma vocação e que a vocação exclusiva da Não existe uma vocação exclusiva para a mulher. >> Uhum. >> E é e é onde eu me distancio dos complementaristas de vez, já é uma cisão. Para mim, mulheres têm, eh, múltiplas vocações, diversas, eh, vocações. Não só a de ser mãe, não é só de gerir um lar. >> Claro, claro. >> Inclusive, a gestão de um lar cabe aos dois. >> É, com certeza. Cara, inclusive, eh, eu não sei como é que tá isso agora, mas teve uma época que tava muito em voga esse lance que mulher não devia trabalhar, né? Isso meio estourou na internet, né? >> né? Mulher troféu. >> Eu nem lembro, mas eu sei que eu via muito assim, tipo, influencers cristãs e tal, não, mulher tem que ficar em casa, a mulher não pode trabalhar. E aí eu via garotas assim, tipo, seguidoras e tal, o o público feminino é muito alto no Bibotalk. É mais de 50% do nosso público é feminino. E e aí e algumas assim mandando mensagem: "Cara, mas poxa, eu tenho a minha profissão, quer dizer, então quando eu casar, eu tenho que largar minha profissão para cuidar do lar?" Não, até porque, primeiro, homens morrem, homens abandonam, entendeu? Assim, eu acho muito legal se no acordo entre os dois eles, ó, então, beleza, eu dou conta aqui, segura as pontas em casa e eu dou conta aqui e beleza. É o combinado do casal, tá tudo certo. >> Porque é circunstancial, não é uma >> Agora, mas eu diria para ti, mulher, sabe? Beleza, se o seu marido ou o seu namorado vem com esse papo de: "Ó, mas quando a gente casar, eu queria que você se dedicasse ao lar e tal". Beleza. >> Converse com ele, fala: "Não". >> Converse, não, não. Eu amo a minha profissão. Não é, ou ou mas e se tu talvez se você quiser achar: "Pô, legal, eu quero mesmo me dedicar ao lar". Mas tenha uma profissão, entendeu? Faça uma faculdade ou seja boa em alguma coisa. Por quê? Porque homens morrem, homens abandonam. >> Vou dar dar uma uma um exemplo aqui. Eu e a minha esposa atualmente a e a Agnes a gente fala, tipo, ah, se um dia você ficar bem financeiramente, por isso se inscreva na IBT. >> Venha não, é verdade, gente, olha, a turma 07 tá aberta, vem estudar teologia com a gente, tá? >> Transformar a Agnes em esposa troféu. >> Exato. Ela falou, ela fala ela fala sempre tem: "Eu eu puxo o freio de mão aqui mas eu vou soltar no momento em que eu achar necessário, então eu quero continuar trabalhando". >> Claro, faz bem até para cabeça dela. >> Só que eu não quero trabalhar na mesma num no mesmo ritmo, então claro, sensacional. Não, quero fazer uma consultoria aqui, ela é da área de RH, quero fazer a uma gestão de projetos aqui e tudo mais. É pontual, entendeu? Mas é um acordo. Não, não chegamos nesse nível, por isso que você precisa se inscrever aqui >> Exato, a turma 07 tá aberta, tá? >> [risadas] >> Tem 30% de desconto, inclusive, gente, sério, ó, você vai entrar no nosso site, vai aplicar o cupom IBT30 e vai te dar 30% de desconto. Tá tudo bem descritinho aqui na descrição do episódio. >> a gente só conversa hoje de maneira bem tranquila, é, e o matrimônio é levado de maneira muito leve, é, porque em algum momento uma boa teologia me encontra e aí eu consigo vencer essa crise interna. >> Exatamente. >> Essa cisão e aí nesse momento há um rompimento com isso, tá? OK. Essa teologia me transformou, entendeu? >> Então, gente, a teologia realmente transforma, né? A parte de qualquer propaganda que a gente tenha feito aqui, é, por isso que a igreja precisa investir em ensino na sua nem um bom ensino, porque tem uns lances, né? Tem igreja que até investe em ensino, mas ensina um monte de coisa mega complicada. Então, a gente parte do pressuposto de que tem que ser um bom ensino, porque de fato, o a boa teologia, a boa interpretação bíblica, ela liberta, ela liberta, ela não aprisiona, ela liberta. É claro, né? Para alguns vai dizer: "Não, mas a religião aprisiona". Ah, daí você quer viver conforme o desejo do seu bucho, do seu ventre? >> Você tá preso também. >> Ah, você tá preso também ao seu desejo, né? Então, agora sim, gente, por isso que eu digo assim, mano, muita coisa que a Bíblia pede e o pessoal fala que isso é prisão, cara, mas no fundo ela é para o nosso bem. Ah, porque o poliamor, não sei das quantas, só treta, só rolo, entendeu? Não, mano, é isso, sabe? É, tem um monte de coisa, um monte. Então, só que a gente tem que tomar muito cuidado que a religião é poderosa, líderes religiosos têm muito poder sobre o povo. Mas como o povo se liberta de opressores? Povo se liberta de opressores. >> com conhecimento, né? A gente eu até achei que você fosse entrar mais no lance do caso de abusos, né? Mas muita gente, né, muita mulher sofreu abuso no casamento, que não é o caso da Agnes, no caso, né? É, mas muita mulher sofreu abusos durante muito tempo da sua vida, porque tinha uma teologia que dizia para elas: "Aguenta quieta, aguenta calada, seja a glória do seu marido", entendeu? >> É que nesses casos específicos, Bibo, é o abuso, ele precisa ser tratado de parte a parte, mas passa pela teologia. Passa muito pela teologia. Muito pela teologia. Quantos crimes em nome de uma má teologia foram acobertados? A a teologia às vezes é leniente, ela é conveniente, né? Leniente e conveniente, mas ela é é conveniente com a situação e ela vai, ela pode endossar um sistema de abuso em que a todo o sistema de abuso vai gerar morte. A gente precisa sempre voltar para uma boa teologia bíblica, >> Boa. >> em que as implicações que Deus dá a humanidade, elas estão para gerar vida e nunca morte. É vida é o princípio da criação, vida é o princípio, ordem é o princípio da vida inclusive, né? E quando nós olhamos para a vida de Jesus de Nazaré, nós observamos de que nele havia vida e a vida, por sua vez, é gerada e gestada na igreja por conta dele, ele dinamiza isso é na existência. Então, toda e qualquer estrutura que esteja se pautando de uma teologia que está gerando abuso, opressão, morte, ah, crises, ah, equivocadas, não são as crises reais, né? Mas as crises equivocadas, crises onde não precisava ter crise, é, não está sendo uma teologia fundamentada na nas escrituras, está sendo uma teologia fundamentada em determinadas dinâmicas de poder. A gente repudia isso. Por isso você precisa de boa teologia. É verdade. Câmera em mim, Isa, porque eu quero terminar dizendo o seguinte: por isso que Jesus, ele começa o seu ministério ensinando, ele vai fazendo milagres e maravilhas, mas todos eles sempre querendo apontar. Então, milagres, maravilhas, exorcismos, tudo isso são sinais que apontam para a chegada do reino de Deus, apontam para Jesus Cristo como o Messias esperado, como Deus no meio do povo, mas também apontavam para, ei, olha o que eu tô dizendo aqui para vocês, por isso que ele contava parábolas que ensinavam princípios do reino de Deus. Então, ele começa o seu ministério ensinando e termina, por assim dizer, o seu ministério comissionando os seus discípulos a irem pelo mundo e ensinar. Discípulo é uma outra palavra para aluno, ou seja, aqueles que aprendem. Então, gente, a tarefa da igreja é ensinar. Por quê? Porque o ensino liberta, o ensino que parte das escrituras no poder do Espírito Santo, ele liberta. Tá bom? Então, por isso que nós não podemos ter medo de estudar teologia, de estudar a Bíblia, porque ela realmente nos traz um conhecimento que nos liberta, né? O povo de Israel pereceu porque lhe faltou conhecimento. Pessoas foram enganadas por líderes religiosos porque lhe faltaram conhecimento. Muita gente sai de ministérios ruins, abusadores, escravizadores, sabe, manipuladores, porque tiveram contato com boa literatura, com bom conteúdo na internet e tiveram os seus olhos abertos. Tá bom? Então, valorize isso, valorize o bom ensino teológico. É isso, Luís. Voltamos a semana que vem, se o Senhor Jesus permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus.