EP27 – IntegreComenta Gálatas: Semeando e Colhendo parte 2
06/06/2026
EP27 – IntegreComenta Gálatas: Semeando e Colhendo parte 2
Comunidade Saudável. Cidade melhor!
Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7
Conheça mais:
[email protected]
Siga-nos:
https://www.instagram.com/ibnusaopaulo/
https://www.facebook.com/ibnusp
Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
Oi gente, tudo bom? Meu nome é Bianca, eu faço parte do grupo Integre Jovem da IBNU e a gente vai estar dando sequência os nossos devocionais do livro do Timot Keller Galata para vocês. E agora a gente vai começar a última parte do último capítulo desse livro, que é o capítulo 13. Então, se você ainda não viu os nossos outros devocionais, esse o seu primeiro vídeo, ou se você tá vendo de uma forma aleatória, eu aconselho você a começar a assistir desde o começo para você entender mais ou menos em que ponto que a gente tá falando e entender o contexto de tudo que vai ser discutido aqui. Então, a gente vai ler os últimos versículos de Gálatas, que é Gálatas 6 de 11 a 18. Eu vou ler agora o primeiro versículo que fala assim: "Vejam com que letras grandes estou escrevendo no meu próprio punho." Então, muita gente diz que Paulo talvez tivesse algum problema de visão, alguma coisa que impedisse de escrever, mas nesse momento ele decide tirar a pena do escriba e poder fazer a dedicatória com o próprio punho. Isso é muito interessante porque deu um ar de pessoalidade muito intenso pra carta. Ele queria saber que ele estava presente naquela carta, mostrar que ele escreveu aquela carta com todo o coração dele. Então, no versículo 12, 13, ele vai falar assim: "Os que desejam causar a boa impressão exteriormente, tentando obrigá-los a se circuncidarem, agem desse modo apenas para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Nem mesmo os que são circuncidados cumprem a lei. Querem, no entanto, que vocês sejam circuncidados a fim de se gloriarem no corpo de vocês." Então, nesse texto, ele volta a trazer essa questão da circuncisão e a maneira como muito cristãos que eram judeus queriam obrigar as pessoas que tinham se convertido, mas que não eram judeus, a se circuncisarem. E ele já tinha discutido isso antes de como que isso não era necessário para a salvação. Então, na realidade, muitos deles já sabiam que a circuncisão não era uma coisa necessária para se ter uma nova vida em Cristo. Mas muitos deles estavam obrigando os novos convertidos a se circuncisarem com medo do que que as outras pessoas iriam falar, com medo da impressão que eles iriam ter perante os outros judeus e porque eles não queriam ser perseguidos por causa do evangelho. E isso é muito interessante porque aparentemente essas pessoas que estavam insistindo na circuncisão eram as pessoas mais religiosas que eram mais apegada à lei. Teoricamente seria as pessoas mais entre aspas espirituais. E na verdade Paulo, ele destaca essa hipocrisia. Se eles estavam forçando outras pessoas circuncidares, não tinha nada a ver com o fato deles serem mais espirituais que outros. Na verdade, tinha muito mais a ver com a preocupação que eles tinham com relação à própria reputação e também com medo que eles tinham de serem perseguidos. Então ele destaca esse fato de que na verdade muitas vezes alguns costumes que a gente tem, algumas regras que são impostas, que parecem que são super religiosas, que as pessoas são super espirituais, na verdade tem muito mais a ver com o orgulho próprio, com as aparências externas, do que uma real transformação do coração. E aí ele reforça, nem as pessoas que são circuncisadas estão cumprindo toda a lei, porque na verdade ninguém consegue cumprir toda a lei, né? E isso acontece muito hoje em dia. Às vezes a gente elege eh determinados tipos de pecados que não podem acontecer de forma nenhuma e alguns outros comportamentos que eles são símbolos da fé cristã e pro resto a gente meio que passa o pano. Então a gente determinadas igrejas querem que as pessoas se vistam de uma forma X ou até algum tipo de comportamento e que na verdade é muito mais uma questão de aparência, uma questão exterior do que de transformação de vida, né? de uma transformação externa. Então, às vezes as pessoas estão muito mais preocupadas com que roupa a pessoa tá vestindo do que se ela tá sendo uma pessoa orgulhosa, se ela tá sendo uma pessoa sincera, se ela tá amando a sua esposa, o seu esposo, cuidando bem dos seus filhos. Então, isso são coisas que as pessoas não conseguem ver de uma forma tão evidente e acabam achando que não tem tanta importância. E às vezes a gente se apega a muito preciosismos, né? Algumas coisas muito específicas que às vezes são muito mais protocolos de uma determinada igreja, de uma determinada circunstância, do que tá relacionado com que o cristianismo é de verdade, do que que realmente Deus tem proposto para nossas vidas. Então, eh, essa questão da circuncisão, as pessoas que eram circuncisadas e os outros que falavam sobre circuncisão pareciam os super crentes, os super espirituais. O pessoal falava assim: "Nossa, eles são tão zelosos com as leis de Deus". E na verdade, primeiro, eles também estavam desobedecendo a lei de Deus, igual a qualquer ser humano, né? Então, eles não conseguiam guardar toda a lei de Deus. E segundo, né, as motivações deles eram completamente egoístas. Era medo de sofrer perseguição, era medo do que que as outras pessoas iam pensar, era questão de status. Então isso é uma coisa que a gente tem que repensar. Eh, o que a gente tá fazendo, o que a gente tem preconizado nas nossas igrejas tem a ver com a gente vai estar sendo apresentado pela sociedade ou tem a ver com o que é realmente Deus tem pro nosso coração, com a ver com realmente a transformação das nossas vidas. Então, no versículo 14, ele vai falar assim: "Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do qual o mundo foi crucificado para mim e eu para o mundo. De nada vale ser circuncidado ou não. O que importa é ser uma nova criação." Então, novamente, ele reforça essa ideia de que a circuncisão não era algo importante para ele. E o que mais importava era o fato dele ser uma nova criação. E é isso que a gente tem que pensar em nossas vidas. O que que é importante? eh a denominação do qual que eu participo, eh as músicas que eu tô cantando, o fato de eu me denominar, né, do determinada religião ou o fato de eu ser uma nova pessoa, de eu ser uma pessoa transformada, de eu ser uma nova criatura. Então isso é uma coisa que mexe profundamente com a nossa identidade, a maneira como a gente se enxerga. Quando Paulo fala que ele não tem nada para se orgulhar além da cruz de Cristo, é uma coisa muito forte, porque significava que de todas as conquistas da vida dele, de tudo que ele tinha de mais precioso, a única coisa que enchia de ele de orgulho era a cruz de Cristo. A única coisa que realmente fazia sentido na própria identidade dele era a Cristo. E eu penso que às vezes é muito difícil, né? Porque a nossa identidade ela é muito pautada pelas nossas próprias conquistas. é o curso que eu fiz, a minha profissão, a minha família, o lugar da onde eu venho. Isso tudo faz parte da nossa identidade, da nossa autoimagem. E o que Paulo deixa claro aqui é que nada disso importa. Não importa o quanto que você tá ganhando, qual que é a sua profissão, o que na verdade realmente importa é se você é um seguidor de Cristo. E o que você devia gerar orgulho para você, deveria gerar felicidade para você, deveria ser o que que você é em Cristo, você ser uma nova criatura em Cristo, o fato de Jesus ter nos redimido e ter nos transformado, isso devia ser realmente a coisa mais importante das nossas vidas. E esse fato de que a única coisa que importa pra nossa identidade é quem nós somos em Cristo, também nos dá uma nova liberdade em relação ao mundo e em relação às expectativas que as pessoas têm sobre as nossas vidas, né? Então, queria ler uma frase que também marcou do livro do Timote Keller, que ele fala assim: "Nada mundo inteiro tem qualquer poder sobre mim. Sou livre, afinal para desfrutar do mundo, pois não preciso dele. Não preciso me sentir inferior e nem superior a ninguém. E estou sendo reconstruído, transformado em algo que e alguém completamente novo. E aí ele termina a carta desse jeito: paz e misericórdia estejam sobre todos os que andam conforme esta regra e também sobre o Israel de Deus. Sem mais que ninguém me perturbe, pois trago no corpo as marcas de Jesus. Irmãos, que a graça de nosso Senhor Jesus seja com o espírito de vocês. Amém. Então, neste final, Paulo até termina com essa oração bem sentimental, bem profunda. Parece foi algo que ele escreveu do coração. E ele deseja paz e misericórdia para todas aquelas pessoas que estiverem realmente seguindo o evangelho, que realmente estiverem preocupadas em serem novas criaturas e não apenas em seguir regras externas de uma religião. E aí no final ele fala: "Gente, ninguém me perturbe porque eu trago no meu corpo as marcas do evangelho". E é interessante que ele faz essa contraposição entre aqueles judeus que estavam preocupados com a provação externa, que estavam forçando os outros a circuncisarem por medo eh de sofrerem perseguição. E ele deixou muito claro que ele não tinha medo de sofrer perseguição. Ele não tinha medo do que as outras pessoas iam fazer com ele. E ele trazia no corpo dele a prova viva de que ele realmente era uma pessoa autêntica, que ele estava disposto e esteve disposto a sua vida inteira a sofrer pelo evangelho. Então ele fala assim: "Ah, ninguém me perturbe porque eu sei no meu próprio corpo de tudo que eu sofri para poder estar levando e trazendo para vocês essa mensagem. E o último versículo, que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo estejam com vocês. E é sobre isso que se trata ao livro de Gálatas, sobre a graça de Cristo, sobre a graça transformadora, a graça salvadora que ele teve sobre nós, né, de todo o preço, de tudo que ele pagou sem que nós merecêssemos. E que a nossa vida ela seja um reflexo da graça de Deus, de todo esse amor e merecido que a gente recebeu. E que a gente pare de ficar tentando se salvar de todas as formas, tentando se autojustificar e tentando reduzir todo o evangelho e todo o cristianismo a uma lista de regras, porque a graça de nosso Senhor Jesus Cristo é que tem que estar guiando nossas vidas. E pra gente poder refletir um pouco essa semana e já vai ser a nossa última semana falando sobre o livro de Gálatas, eu queria que a gente pensasse, eh, além de tem vivido essa paz do evangelho, paz e misericórdia, ou será que a gente tem vivido em constante conflito? E quantas vezes a gente abre mão de estar vivendo essa paz em nome do que as outras pessoas vão estar pensando da gente, em nome da aprovação que o mundo tem que dar pra gente. Então o evangelho da graça é isso. Ele vai nos trazer para paz, vai nos trazer paraa liberdade e a gente precisa realmente estar encontrando essa paz em Cristo, que isso é possível quando nós nos deixarmos ser transformados por ele, transformados integralmente para que nós sejamos novas criaturas em Deus. Então, é só uma pergunta, é só isso que eu queria que a gente tivesse refletindo, é, será se essa paz de Deus, a paz de Jesus, ela é presente em nossas vidas ou a gente tem abrido aberto mão dessa paz por qualquer outra coisa?