HUNTER X HUNTER ENTENDEU A QUEDA DO HOMEM NO ARCO DAS QUIMERAS
04/06/2026
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
O que é que um anime pode nos ensinar sobre identidade? Hunter versus Hunter é um anime muito conhecido, muito famoso e tem um arco muito particular que fala sobre as quimeras dentro de nós. Você quer aprender uma lição com a formiga? Fica aqui que o vídeo de hoje não é só para quem é ner de anime não, que é nerd de anime vai ficar muito feliz, mas é para todos aqueles que gostam de avaliações e análises culturais a partir da Cosmovisão Cristã. Esse é o mundo Cópia, o programa em que a gente traz um devocional pop. A gente traz alguma reflexão teológica, filosófica, bíblica a partir de um filme, uma série, uma peça cultural que normalmente seria lida como secular. Se é sua primeira vez aqui nesse canal, sou pastor Iago Martins, pastor Batista aqui no Ceará, doutorando em teologia e lhe convido para se inscrever e fazer parte desse canal, O dois Dedos de Teologia. O vídeo de hoje chega até você, graças a Grove Suplementos, patrocinadora desse canal, que nos deu o cupom Jesus, o que faz com que a gente tem muita responsabilidade de representar a glorificação do nome de Cristo no modo como a gente cuida do nosso corpo. Grove suplementos tem tudo que você precisa. Creatina, pré-treino, roupa de treino, Wpr, tem, tem tudo lá. Uma empresa muito reconhecida, muito respeitada, passa em todos os testes, premiada por vender ao preço de logista para o consumidor final. Usa o cupom Jesus para dizer pro pessoal da Grove que você cuida da sua saúde pra glória [música] do Deus vivo. Vai no link na descrição, no comentário fixado ou no Qcode na tela para você conhecer a Grove e usar o nosso cupom por lá. Sempre que você faz isso, você apoia os vídeos desse canal. [música] Dito isso, simbora pro vídeo de hoje. Desde criança, a gente aprende que as formigas são criaturas trabalhadoras. O imaginário popular associaicamente as formigas ao compromisso, à organização, a à falta de preguiça. Até o livro de Provérbios traz essa ilustração para falar contra a preguiça, né? Vai ter a formiga, ó proeminente esminguido, né? No dia a dia, formiga são aqueles seres inconvenientes que invadem o nosso pote de açúcar ou atacam a comida que a gente deixou em cima da mesa. Se minúsculas como são, elas possuem esse potencial de destruição, então imagina o que aconteceria se elas ficassem gigantes. Será que as formigas serviriam de cavalos mais empenhados? Ou será que elas se voltariam contra nós por causa das inundações dos seus formigueiros, né, causados por mangueiras de jardim e e as bombas atômicas causadas pelos sprays detetizadores? Será que nos perdoariam pelo pela pelas vezes que queimamos formigas com com lupas? [música] Não é bom. Um dos melhores arcos do anime Hunter versus Hunter é o arco das formigas quimera. No mundo dos animes, dos mangás, nós chamamos de arco, aquele trecho que conta uma história completa dentro de uma história maior. Por exemplo, se a gente usar essa linguagem, na escritura, a gente tem o arco dos patriarcas, né? Ou escuta a história do chamado de Abraão até o fim da vida de José. Depois dele vem o arco do deserto, o nascimento chamado liderança de Moisés até chegada na terra prometida. A gente pode chamar do do o arco de Jesus, né? Contando a história dos evangelhos até a ascensão de Cristo. Mas assim, calma lá, né? Só é só um exemplo, né? Falando nisso, como é que vocês pronunci hunter versus Hunter, hein? Eu sempre chamei de Hunter versus Hunter. Sempre, sempre chamei assim. Eu acho que nem o Yoshiro Togashi, né, que é o criador, tem essa resposta. E mesmo que tivesse, seria que nem uno, né? Cada um inventa a melhor regra para si. Mas tô tangverciando já. Para quem gosta de anime, esse é um daqueles que tá no mínimo do top 10, ao lado de cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Death Note, Naruto, Full Metal Ork Mist e só as coisas boas. Se ele não tiver no seu top 10, você tá errado. E o que esse arco tem de especial é justamente a discussão filosófica e a transformação dos personagens ao longo de seus quase 60 episódios. Começa no episódio 76 com os protagonistas Gon Lua encontrando Kite, um amigo do pai de Gon, que possivelmente sabe lá do seu paradeiro. Kite se torna para Gon, o que o Sirius Black se torna pro Harry Potter. Ele é o mais próximo de um vínculo familiar que ele tinha, visto que seu pai ganhou o mundo e deixou o filho numa ilha desde criança. E juntos eles passam a investigar um novo perigo que estava surgindo, uma criatura monstruosa e humanoide, uma formiga quimera que tinha o poder de passar as características das criaturas de que ela se alimentava pros seus filhos. As formigas quimera que ela gera herdam essa característica como tipo de aperfeiçoamento da raça. Se ela for um peixe, vai ver uma formiga que mera com característica de peixe. Se for um pássaro, contém uma formiga que mera com característica de pássaros, né? A fome da raha formiga quimera é insaciável. Então ela quer mais e mais criaturas que ela vai comendo de forma até planejada para poder gerar o rei, né? Que seria o ápice da sua criação. E inicialmente as formigas se comportam como predadoras, guiadas só por seus instintos, possuindo uma mente colmeia. não são tão diferentes dos carnívoros que caçam suas presas, por exemplo, só monstruosas, não é, segundo a nossa percepção, mas isso muda quando elas passam a se alimentar de gente. Togashi faz questão de ser chocante no modo como retrata isso, porque as primeiras vítimas humanas das formigas são um casal de irmãos. Para essas criaturas não há nenhuma diferença entre um humano e uma vaca, né? Todas são presos. E aí que as situações começam a ficar mais complexas, né? Porque enquanto essas formigas estão comendo coisas que normalmente a gente mataria para comer, tá tudo bem. Mas quando elas passam a nos caçar, aí não. Aí é demais. Muito pior quantos primeiras vítimas são crianças. É inaceitável. Esses seres precisam ser determinados. Então, uma comunidade de caçadores, pessoas que possuem poderes especiais e possuem menos restrições que um civil comum, vão pra ilha, onde estão as formigas para tentar exterminá-las. A questão é que ao devorar humanos, as formigas adquiriram suas características, em especial nossa individualidade. E assim as formigas abandonaram aquele estado de predação instintiva para um tipo de predação autoconsciente em menor ou maior grau, né? Agora elas elas entendem, elas elas compreendem a sua existência. A palavra-chave aqui é autoconsciência. Autoconsciência, como afirma Rogers Scrutton, implica na capacidade de ter não apenas estados mentais, mas de atribuí-los a um centro de consciência e de identificar esse centro de consciência na primeira pessoa, no eu, como uma pessoa como você. Aí você diz: "Não, pera aí, né, que essa criatura não pode ser igual a mim, olha para ela, né? é monstruoso. É, eu não sou monstruoso, eu sou humano. Togachi, então, tenta acrescentar um degrau a mais na discussão filosófica ao mostrar que agora essas características humanas de individualização que se dá por meio dessas formigas perderem sua característica de mente coletiva, passando a adquirir um senso de diferenciação e de busca de interesses pessoais, assim como nós, seres humanos, isso se expressa para mostrar parte da da semelhança entre nós e essas criaturas agora, o que torna o debate filosófico aqui muito profundo. Ao adquirir isso, muitos deles passam a questionar a autoridade da rainha e passam a agir por conta própria, desobedecendo as leis que a rainha havia instituído e procurando agora os mesmos reis e rainhas e locais onde elas poderiam exercer poder. Afinal, muita individualidade pode ser um problema. A gente nem sempre percebe isso em nós mesmos, né? Nós nunca fomos nada além de humanos. Nós não sabemos deixar de ser humano. Quando o togart então expõe a individualidade desses monstros, é claramente uma metáfora da monstruosidade que há em nós. É um pouco cfano tudo isso aqui. Nós não somos formigas, mas talvez sejamos como quimeras, compostos de variadas ideologias, pensamentos, convicções, com os quais a gente alimenta a fome insaciável da nossa alma. O rei das formigas que mera nasce com forte desprezo por todosos que são mais fracos que ele, inclusive os seus semelhantes à sua própria espécie. Ele é um ser que pelo seu poder exige subserviência inquestionável. Inclusive ele dá um golpe de estado em Diego, um ditador do país chamado GTO do Lest, para a partir de lá instituir uma utopia que ele idealizou, escravizando e transformando humanos em servos que estariam sobre seu poder. Aliás, ele serviu de boca para uma crítica mordais sobre líderes de governo. Ele diz: >> "Alguém pode me explicar por esse lixo tá afirmando que é o rei?" Isso parece ser um fenômeno bem comum no mundo humano. Humanos sem inteligência ou talento acabam em posições de poder devido à hereditariedade ou contatos. >> Isso não tem lógica alguma. Ele nasce sem saber seu nome. As circunstâncias em que ele nasceu fizeram com que sua mãe fosse separada dele e então posta sob o poder dos humanos, que em vez de matá-la, se aproveitam daquela situação como um meio para obter vantagens no conhecimento sobre as formigas que mera. Pois é, a sobrevivência humana para alguns não é simplesmente uma questão de eliminar o mal que aflige a humanidade, mas sim de tirar proveito da situação o tanto quanto possível. Por causa dessa separação, ele ouviu de sua mãe o nome que ela escolheu. Em seu último suspiro, a rainha o nomeou Maruen, que significa a luz que ilumina a todos. Porém, sem saber seu nome, ele nasceu simplesmente com um propósito, né? Era governar por meio de um poder soberano. Além de matá o prazer em um gosto peculiar, ele desafia mestres de vários jogos de inteligência, né, em uma partida. Se o oponente vence, o rei lhe concede um desejo. Se ele perde, você sabe o que acontece. É através desses desafios que ele conhece Comud, uma garota cega e campeã de Gunj, um jogo fictício semelhante ao xadrez. E o rei, que até então tinha aprendido rapidamente todos os jogos e vencido seus oponentes, não consegue ganhar daquela humilde, pobre e frágil garota cega. Então, guiado pelo seu orgulho, o rei a desafia a inúmeras partidas. E aí uma dessas partidas perdidas que comidin pergunta o seu nome e ele que nunca tinha pensado nisso até aquele momento, tem uma uma crise existencial do tipo: "Quem sou eu?" E é essa pergunta que leva a uma transformação de dentro para fora. Charles Taylor, na sua opulenta obra As Fontes do Self descorre que saber quem sou eu é uma espécie de saber em que posição me coloco. Minha identidade é definida pelos compromissos e identificações que proporcionam a estrutura ou horizonte em cujo âmbito posso tentar determinar caso a caso o que é bom ou valioso ou o que se deveria fazer ou aquilo que endosso ou a que me apoio. Em outros termos, trata-se do horizonte dentro do qual sou capaz de tomar uma posição. O rei das Formigas Quimera nasceu somente com o horizonte de governo pelo poder e por isso ele endossava o uso em restrito da força. A sua identidade era assim definida porque em sua gênese ele foi guiado por esse propósito. No entanto, quando é confrontado com a pergunta qual o seu nome, especialmente vindo de uma criatura que ele julgava inferior e deficiente, ele entra em uma crise e nada mais é que uma forma aguda de desorientação que as pessoas costumam exprimir em termos de não saber quem são, mas que pode também ser vista como uma incerteza radical acerca da posição em que se colocam. Agora ele passa a questionar quem ele era e isso consequentemente leva ao questionamento do porqu ele ter que manifestar poder para governar sobre as criaturas. que ele julga serem inferiores. Essa pergunta tão simples que usamos em interações diárias, quando a gente quer conhecer alguém ou nos apresentar para alguma pessoa, causou no rei a ausência de uma estrutura ou de um horizonte em que ele poderia dar significado pro seu eu de forma estável. Ele percebeu que ele não tinha possibilidades de vida que lhe servissem de guia para que ele soubesse como tomar bons juízos morais. Então, confrontado com essa nova realidade, o rei vê tudo o que o definia prestes a ruir, porque ele não podia responder uma simples pergunta: "Qual o seu nome?" Togas mostra de forma muito inteligente, através de um vilão monstruoso, algo da nossa percepção de individualidade. É impossível encontrar uma resposta para essa pergunta, olhando somente para si. A gente precisa de um outro que seja ao mesmo tempo semelhante, a ponto de nos sentirmos pertencentes, mas ao mesmo tempo diferente, a ponto de podermos nos diferenciar dele para encontrar uma resposta. Agora, o enredo não para por aí, porque nós não vemos a discussão sobre individualização representada apenas pelas ações das formigas Quimera. Os humanos também apresentam cada um características distintas. Gon, por exemplo, um dos protagonistas do anime, talvez seja o que mais mudou com a avançada narrativa. Depois que Kite é levado como refém ao salvar Gon e que lua de serem mortos por Pitu, uma das formigas que mera mais fortes. Gon se culpa por não ter sido forte o bastante por causa dele Kait ter sido levado. Gon, que só tem 12 anos e até então foi retratado como alguém sorridente, alegre, bem humorado, é transformado pela culpa. A culpa então se transforma em raiva e a raiva contida provoca uma fome insaciável por vingança. Gon então estocou essa ira por vários poros do sol e isso transformou a figura carismática que ele era numa pessoa sem brilho nos olhos, guiada pela sede de justiça própria. Já que Lua, outro dos protagonistas, que até então foi retratado como alguém mais frio, mais calculista e pragmático, supera traumas familiares, passando a encarar seus medos sem fugir deles. Ele luta contra essa espécie de autossabotagem, contra esse pensamento limitante de evitar problemas que ele pensa não ser capaz de vencer. O grande catalisador disso foi a lembrança da amizade com Gon e de tudo que eles passaram juntos. Essa libertação o transforma em um indivíduo que encara seus medos sob outra perspectiva e ele ganha empatia ao ponto de ser o vetor do mais próximo de uma redenção que Gon teria. Outros personagens relevantes são o Netero e o Zeno, os encarregados de atacarem e lutarem contra o rei. Eles desencadeiam uma série de eventos imprevistos do alto do dragão de energia dizendo, eles atacam o quartel general do rei, uma vez que a gente tá do lado dos humanos, né, a gente tende a vibrar com a cena e com ataque. Mas novamente, Togache acerta e nos fazer pensar no que isso significa. Em primeiro lugar, porque havia milhares de pessoas humanas como nós, que seriam transformados na frente do quartel general e que inevitavelmente seriam, pelo menos parcialmente, mortas pelo ataque. Em segundo lugar, porque o ataque vitimou o Kug, que se não fosse pela intervenção de Pitu teria morrido. É inevitável observar que o dragão de energia de Zeno é a representação dos aviões que soltam bombas sobre inimigos de guerra. Isso vindo de um desenho japonês, não é? Diz muita coisa. Os raios de energia são como torpedos que destróem sem fazer excepção de pessoas. Enquanto os poderosos ordenam os ataques para destruirem algum grande inimigo, inúmeras vítimas são feitas pelo caminho e é por isso que Zeno desiste de continuar a luta. Ao ver o que é que o seu ataque fez contra uma humana inocente e vendo a inimiga que ele tinha sido ordenado a matar, disposta a se sacrificar para salvar a humana, ele simplesmente se retira. Etério enfrenta o rei sozinho e convenhamos, baita luta. Apesar de ser mostrado como um homem que alcançou o seu poder máximo através de um processo espiritual que evoca paz, harmonia, devoção e tranquilidade, o seu poder é brutal e a sua última cartada para derrotar o rei não é menos monstruosa. Acostumado a vários jogos vencidos, o rei não percebe a jogada final dupla de Netero. Como último ato, ele fala o nome do rei e se explode com uma bomba atômica em seu coração, que ironicamente forma uma rosa de fumaça. Miren é carbonizado, consegue ressuscitar porque Shay Puff e Mentutuyopei sacrificam parte de sua vida para dá-la a ele. E depois de um breve lapso de memória, Miren se lembra do que fez e principalmente de Comug. Interessante é que enquanto não se lembrava da menina, o rei sentia como se algo ainda estivesse faltando, como se uma parte do seu ser ainda estivesse incompleta. Essa é uma sacada incrível desse arco. Gon, o herói alegre, se deixa consumir pela ira, a ponto de consumir toda a sua energia para que ele pudesse destruir quem tinha atacado e matado o Kaite. Gon se transforma numa forma embrutecida de si mesmo, sua forma cheipada o que ele teria com o passado tempo e treinamento. Uma vez que ele deixou ir a tomar conta, ele acelerou o que não deveria ter acelerado, as custas de nunca mais poder usar os seus poderes. Ele vence Ferptu, mas encontra a derrota de quem ele era. Ou seja, ele destruiria completamente a sua identidade se que Lua não tivesse chegado a tempo para intervir e salvá-lo de uma autodestruição da sua identidade. Por outro lado, Meren, cujos primeiros atos foram de crueldade e desprezo por todos os demais, desiste dos seus planos de dominação. O plano de Netero guarda ainda um plano que revela que por trás do mais espiritual humano existe algo de cruel. A bomba não somente teria o efeito de explosão, mas ele teria um efeito venenoso em todos aqueles que fossem atingidos por ela e todos aqueles que tivessem contato com os envenenados. É a radiação, não é? Ciente de que não tinha muito tempo de vida, Meero não se revolta contra a humanidade, mas decide passar o resto do seu tempo naquilo que lhe deu um senso de identidade, jogando comug. Ironicamente, a luz que iluminaria o mundo se apaga. Como a luz de um vagalume moribundo nos braços de uma pessoa que não tinha capacidade de enxergar luz alguma. É poético, mas é triste. O arco das formigas que mera nos põe diante de monstros terríveis, os seres humanos. O enredo mostra a capacidade humana pro mal. Um mal que é guiado simplesmente por interesses próprios. Humanos que esmagam insetos, que já estão mortos por pura crueldade. Humanos que lançam bombas, que poluem, que vivem em luxo enquanto outros vivem na miséria, que são violentos e que foram os responsáveis, sim, por crucificar Jesus Cristo. Sim, o anime mostra claramente crucificações. Esse arco de Hunter versus Hunter mostra que as piores que meras são nós mesmos. Nossa crueldade, nossa maldade, nossa violência não tem tamanho. Nós nos horrorizamos diariamente com as guerras, com os assassinatos, com os latrocínios e abusos sexuais, com tráfico de drogas, com tráfico de pessoas e todo tipo de maldade contra nosso semelhante. A verdade é que somos guiados por essa crueldade porque esquecemos quem fomos criados para ser. A queda do Édenem não é somente uma separação de Deus, é uma separação de nossa própria identidade e uma incapacidade de responder a pergunta: Quem sou eu? Substituímos Deus por qualquer coisa que nos seja agradável. Uma vez criados para ser a imagem de Deus, nos tornamos imagem do que mesmo? N sabe do que do que preferimos naquele momento ou circunstância. E por isso, invariavelmente, seremos levados a uma crise de identidade, porque perdemos o referente que nos definiria. Perdemos o Senhor que nos daria um propósito. Uma vez criados para sermos luz do mundo, fomos consumidos pela escuridão de nossos pecados. Mas graças a Deus que não fomos deixados nessa escuridão. Deus teve misericórdia e graça e nos enviou seu filho, a verdadeira luz que resplandece sobre as trevas. E as trevas não o compreendem. O Deus homem encarnado no humilde Galileu foi vítima da crueldade humana, xingado, cuspido, torturado, morto numa cruz. Mas foi essa morte que nos trouxe redenção e foi sua ressurreição que nos assegurou uma herança eterna nos céus. De alguma forma, é isso que o arco das formigas que mera nos lembra. Eu tinha o potencial de ser tremendamente mau, mas Deus teve misericórdia de mim e de tantos outros. Todos nós podemos nos tornar como Gom. Um trauma, uma perda, um sofrimento tem poder para tirar o brilho de nossos olhos. Nossos ideais passam a ser guiados por amargura, por vingança, por raiva, rancor, tristeza e quaisquer outros sentimentos desequilibrados ou pecados não arrependidos. Precisamos de alguém que nos tire desse poço. Precisamos de amigos que nos resgatem dos maus caminhos e do abismo da alma. Principalmente precisamos de Cristo porque ele encarnou e foi sacrificado para nos resgatar do pecado e fazer com que nossos olhos resplandeçam sua luz. Deus transforma a quimera do nosso ser na imagem do seu filho. Todos que creem são confrontados por seus pecados, mas encontram no arrependimento ou perdão por cada um deles. Não importa quão graves sejam, porque a graça superabunda, onde outrora abundou o pecado. Deus não exenta o mal. O mal é pago na cruz ou no inferno. A realidade do inferno é a justiça para toda crueldade, maldade e violência humana que não encontra justiça na terra. Sua realidade é a aplicação da justiça de Deus para a maldade que é acompanhada da impunidade humana. Os malfeitores não arrependidos podem até passar o resto dos seus dias se refrescando, mas passarão a eternidade no inferno, sofrendo a punição por seus males. Porque Deus é a real luz que ilumina todos. Nosso verdadeiro rei que resplandece sobre as trevas de nossos corações. Que ele ilumine nossas almas com a sua luz. Que ele nos console nossos sofrimentos. Que ele seja a salvação de nossas [música] almas e das almas de todo mundo. E você, aquele sonho ser tira de Hunter versus Hunter? Deixe seu comentário aqui embaixo. Não deixe de se inscrever no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo e vamos continuar falando de de temas culturais a partir da cosmovisão cristã. Usa lá o cupom Jesus na Grofo Suplementos. Um cheiro no seu cangote e até a próxima.