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A fé vem pelo ouvir

HUNTER X HUNTER ENTENDEU A QUEDA DO HOMEM NO ARCO DAS QUIMERAS

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Legendas automáticas:

O que é que um anime pode nos ensinar
sobre identidade? Hunter versus Hunter é
um anime muito conhecido, muito famoso e
tem um arco muito particular que fala
sobre as quimeras dentro de nós. Você
quer aprender uma lição com a formiga?
Fica aqui que o vídeo de hoje não é só
para quem é ner de anime não, que é nerd
de anime vai ficar muito feliz, mas é
para todos aqueles que gostam de
avaliações e análises culturais a partir
da Cosmovisão Cristã. Esse é o mundo
Cópia, o programa em que a gente traz um
devocional pop. A gente traz alguma
reflexão teológica, filosófica, bíblica
a partir de um filme, uma série, uma
peça cultural que normalmente seria lida
como secular. Se é sua primeira vez aqui
nesse canal, sou pastor Iago Martins,
pastor Batista aqui no Ceará, doutorando
em teologia e lhe convido para se
inscrever e fazer parte desse canal, O
dois Dedos de Teologia. O vídeo de hoje
chega até você, graças a Grove
Suplementos, patrocinadora desse canal,
que nos deu o cupom Jesus, o que faz com
que a gente tem muita responsabilidade
de representar a glorificação do nome de
Cristo no modo como a gente cuida do
nosso corpo. Grove suplementos tem tudo
que você precisa. Creatina, pré-treino,
roupa de treino, Wpr, tem, tem tudo lá.
Uma empresa muito reconhecida, muito
respeitada, passa em todos os testes,
premiada por vender ao preço de logista
para o consumidor final. Usa o cupom
Jesus para dizer pro pessoal da Grove
que você cuida da sua saúde pra glória
[música] do Deus vivo. Vai no link na
descrição, no comentário fixado ou no
Qcode na tela para você conhecer a Grove
e usar o nosso cupom por lá. Sempre que
você faz isso, você apoia os vídeos
desse canal. [música] Dito isso, simbora
pro vídeo de hoje.
Desde criança, a gente aprende que as
formigas são criaturas trabalhadoras. O
imaginário popular associaicamente
as formigas ao compromisso, à
organização, a à falta de preguiça. Até
o livro de Provérbios traz essa
ilustração para falar contra a preguiça,
né? Vai ter a formiga, ó proeminente
esminguido, né? No dia a dia, formiga
são aqueles seres inconvenientes que
invadem o nosso pote de açúcar ou atacam
a comida que a gente deixou em cima da
mesa. Se minúsculas como são, elas
possuem esse potencial de destruição,
então imagina o que aconteceria se elas
ficassem gigantes. Será que as formigas
serviriam de cavalos mais empenhados? Ou
será que elas se voltariam contra nós
por causa das inundações dos seus
formigueiros, né, causados por
mangueiras de jardim e e as bombas
atômicas causadas pelos sprays
detetizadores? Será que nos perdoariam
pelo pela pelas vezes que queimamos
formigas com com lupas? [música] Não é
bom. Um dos melhores arcos do anime
Hunter versus Hunter é o arco das
formigas quimera. No mundo dos animes,
dos mangás, nós chamamos de arco, aquele
trecho que conta uma história completa
dentro de uma história maior. Por
exemplo, se a gente usar essa linguagem,
na escritura, a gente tem o arco dos
patriarcas, né? Ou escuta a história do
chamado de Abraão até o fim da vida de
José. Depois dele vem o arco do deserto,
o nascimento chamado liderança de Moisés
até chegada na terra prometida. A gente
pode chamar do do o arco de Jesus, né?
Contando a história dos evangelhos até a
ascensão de Cristo. Mas assim, calma lá,
né? Só é só um exemplo, né? Falando
nisso, como é que vocês pronunci hunter
versus Hunter, hein? Eu sempre chamei de
Hunter versus Hunter. Sempre, sempre
chamei assim. Eu acho que nem o Yoshiro
Togashi, né, que é o criador, tem essa
resposta. E mesmo que tivesse, seria que
nem uno, né? Cada um inventa a melhor
regra para si. Mas tô tangverciando já.
Para quem gosta de anime, esse é um
daqueles que tá no mínimo do top 10, ao
lado de cavaleiros do Zodíaco, Dragon
Ball Z, Death Note, Naruto, Full Metal
Ork Mist e só as coisas boas. Se ele não
tiver no seu top 10, você tá errado. E o
que esse arco tem de especial é
justamente a discussão filosófica e a
transformação dos personagens ao longo
de seus quase 60 episódios. Começa no
episódio 76 com os protagonistas Gon Lua
encontrando Kite, um amigo do pai de
Gon, que possivelmente sabe lá do seu
paradeiro. Kite se torna para Gon, o que
o Sirius Black se torna pro Harry
Potter. Ele é o mais próximo de um
vínculo familiar que ele tinha, visto
que seu pai ganhou o mundo e deixou o
filho numa ilha desde criança. E juntos
eles passam a investigar um novo perigo
que estava surgindo, uma criatura
monstruosa e humanoide, uma formiga
quimera que tinha o poder de passar as
características das criaturas de que ela
se alimentava pros seus filhos. As
formigas quimera que ela gera herdam
essa característica como tipo de
aperfeiçoamento da raça. Se ela for um
peixe, vai ver uma formiga que mera com
característica de peixe. Se for um
pássaro, contém uma formiga que mera com
característica de pássaros, né? A fome
da raha formiga quimera é insaciável.
Então ela quer mais e mais criaturas que
ela vai comendo de forma até planejada
para poder gerar o rei, né? Que seria o
ápice da sua criação. E inicialmente as
formigas se comportam como predadoras,
guiadas só por seus instintos, possuindo
uma mente colmeia. não são tão
diferentes dos carnívoros que caçam suas
presas, por exemplo, só monstruosas, não
é, segundo a nossa percepção, mas isso
muda quando elas passam a se alimentar
de gente. Togashi faz questão de ser
chocante no modo como retrata isso,
porque as primeiras vítimas humanas das
formigas são um casal de irmãos. Para
essas criaturas não há nenhuma diferença
entre um humano e uma vaca, né? Todas
são presos. E aí que as situações
começam a ficar mais complexas, né?
Porque enquanto essas formigas estão
comendo coisas que normalmente a gente
mataria para comer, tá tudo bem. Mas
quando elas passam a nos caçar, aí não.
Aí é demais. Muito pior quantos
primeiras vítimas são crianças. É
inaceitável. Esses seres precisam ser
determinados. Então, uma comunidade de
caçadores, pessoas que possuem poderes
especiais e possuem menos restrições que
um civil comum, vão pra ilha, onde estão
as formigas para tentar exterminá-las. A
questão é que ao devorar humanos, as
formigas adquiriram suas
características, em especial nossa
individualidade. E assim as formigas
abandonaram aquele estado de predação
instintiva para um tipo de predação
autoconsciente em menor ou maior grau,
né? Agora elas elas entendem, elas elas
compreendem a sua existência. A
palavra-chave aqui é autoconsciência.
Autoconsciência, como afirma Rogers
Scrutton, implica na capacidade de ter
não apenas estados mentais, mas de
atribuí-los a um centro de consciência e
de identificar esse centro de
consciência na primeira pessoa, no eu,
como uma pessoa como você. Aí você diz:
"Não, pera aí, né, que essa criatura não
pode ser igual a mim, olha para ela, né?
é monstruoso. É, eu não sou monstruoso,
eu sou humano. Togachi, então, tenta
acrescentar um degrau a mais na
discussão filosófica ao mostrar que
agora essas características humanas de
individualização que se dá por meio
dessas formigas perderem sua
característica de mente coletiva,
passando a adquirir um senso de
diferenciação e de busca de interesses
pessoais, assim como nós, seres humanos,
isso se expressa para mostrar parte da
da semelhança entre nós e essas
criaturas agora, o que torna o debate
filosófico aqui muito profundo. Ao
adquirir isso, muitos deles passam a
questionar a autoridade da rainha e
passam a agir por conta própria,
desobedecendo as leis que a rainha havia
instituído e procurando agora os mesmos
reis e rainhas e locais onde elas
poderiam exercer poder. Afinal, muita
individualidade pode ser um problema. A
gente nem sempre percebe isso em nós
mesmos, né? Nós nunca fomos nada além de
humanos. Nós não sabemos deixar de ser
humano. Quando o togart então expõe a
individualidade desses monstros, é
claramente uma metáfora da
monstruosidade que há em nós. É um pouco
cfano tudo isso aqui. Nós não somos
formigas, mas talvez sejamos como
quimeras, compostos de variadas
ideologias, pensamentos, convicções, com
os quais a gente alimenta a fome
insaciável da nossa alma. O rei das
formigas que mera nasce com forte
desprezo por todosos que são mais fracos
que ele, inclusive os seus semelhantes à
sua própria espécie. Ele é um ser que
pelo seu poder exige subserviência
inquestionável. Inclusive ele dá um
golpe de estado em Diego, um ditador do
país chamado GTO do Lest, para a partir
de lá instituir uma utopia que ele
idealizou, escravizando e transformando
humanos em servos que estariam sobre seu
poder. Aliás, ele serviu de boca para
uma crítica mordais sobre líderes de
governo. Ele diz:
>> "Alguém pode me explicar por esse lixo
tá afirmando que é o rei?"
Isso parece ser um fenômeno bem comum no
mundo humano.
Humanos sem inteligência ou talento
acabam em posições de poder devido à
hereditariedade ou contatos.
>> Isso não tem lógica alguma. Ele nasce
sem saber seu nome. As circunstâncias em
que ele nasceu fizeram com que sua mãe
fosse separada dele e então posta sob o
poder dos humanos, que em vez de
matá-la, se aproveitam daquela situação
como um meio para obter vantagens no
conhecimento sobre as formigas que mera.
Pois é, a sobrevivência humana para
alguns não é simplesmente uma questão de
eliminar o mal que aflige a humanidade,
mas sim de tirar proveito da situação o
tanto quanto possível. Por causa dessa
separação, ele ouviu de sua mãe o nome
que ela escolheu. Em seu último suspiro,
a rainha o nomeou Maruen, que significa
a luz que ilumina a todos. Porém, sem
saber seu nome, ele nasceu simplesmente
com um propósito, né? Era governar por
meio de um poder soberano. Além de matá
o prazer em um gosto peculiar, ele
desafia mestres de vários jogos de
inteligência, né, em uma partida. Se o
oponente vence, o rei lhe concede um
desejo. Se ele perde, você sabe o que
acontece. É através desses desafios que
ele conhece Comud, uma garota cega e
campeã de Gunj, um jogo fictício
semelhante ao xadrez. E o rei, que até
então tinha aprendido rapidamente todos
os jogos e vencido seus oponentes, não
consegue ganhar daquela humilde, pobre e
frágil garota cega. Então, guiado pelo
seu orgulho, o rei a desafia a inúmeras
partidas. E aí uma dessas partidas
perdidas que comidin pergunta o seu nome
e ele que nunca tinha pensado nisso até
aquele momento, tem uma uma crise
existencial do tipo: "Quem sou eu?" E é
essa pergunta que leva a uma
transformação de dentro para fora.
Charles Taylor, na sua opulenta obra As
Fontes do Self descorre que saber quem
sou eu é uma espécie de saber em que
posição me coloco. Minha identidade é
definida pelos compromissos e
identificações que proporcionam a
estrutura ou horizonte em cujo âmbito
posso tentar determinar caso a caso o
que é bom ou valioso ou o que se deveria
fazer ou aquilo que endosso ou a que me
apoio. Em outros termos, trata-se do
horizonte dentro do qual sou capaz de
tomar uma posição. O rei das Formigas
Quimera nasceu somente com o horizonte
de governo pelo poder e por isso ele
endossava o uso em restrito da força. A
sua identidade era assim definida porque
em sua gênese ele foi guiado por esse
propósito. No entanto, quando é
confrontado com a pergunta qual o seu
nome, especialmente vindo de uma
criatura que ele julgava inferior e
deficiente, ele entra em uma crise e
nada mais é que uma forma aguda de
desorientação que as pessoas costumam
exprimir em termos de não saber quem
são, mas que pode também ser vista como
uma incerteza radical acerca da posição
em que se colocam. Agora ele passa a
questionar quem ele era e isso
consequentemente leva ao questionamento
do porqu ele ter que manifestar poder
para governar sobre as criaturas. que
ele julga serem inferiores. Essa
pergunta tão simples que usamos em
interações diárias, quando a gente quer
conhecer alguém ou nos apresentar para
alguma pessoa, causou no rei a ausência
de uma estrutura ou de um horizonte em
que ele poderia dar significado pro seu
eu de forma estável. Ele percebeu que
ele não tinha possibilidades de vida que
lhe servissem de guia para que ele
soubesse como tomar bons juízos morais.
Então, confrontado com essa nova
realidade, o rei vê tudo o que o definia
prestes a ruir, porque ele não podia
responder uma simples pergunta: "Qual o
seu nome?" Togas mostra de forma muito
inteligente, através de um vilão
monstruoso, algo da nossa percepção de
individualidade. É impossível encontrar
uma resposta para essa pergunta, olhando
somente para si. A gente precisa de um
outro que seja ao mesmo tempo
semelhante, a ponto de nos sentirmos
pertencentes, mas ao mesmo tempo
diferente, a ponto de podermos nos
diferenciar dele para encontrar uma
resposta. Agora, o enredo não para por
aí, porque nós não vemos a discussão
sobre individualização representada
apenas pelas ações das formigas Quimera.
Os humanos também apresentam cada um
características distintas. Gon, por
exemplo, um dos protagonistas do anime,
talvez seja o que mais mudou com a
avançada narrativa. Depois que Kite é
levado como refém ao salvar Gon e que
lua de serem mortos por Pitu, uma das
formigas que mera mais fortes. Gon se
culpa por não ter sido forte o bastante
por causa dele Kait ter sido levado.
Gon, que só tem 12 anos e até então foi
retratado como alguém sorridente,
alegre, bem humorado, é transformado
pela culpa. A culpa então se transforma
em raiva e a raiva contida provoca uma
fome insaciável por vingança. Gon então
estocou essa ira por vários poros do sol
e isso transformou a figura carismática
que ele era numa pessoa sem brilho nos
olhos, guiada pela sede de justiça
própria. Já que Lua, outro dos
protagonistas, que até então foi
retratado como alguém mais frio, mais
calculista e pragmático, supera traumas
familiares, passando a encarar seus
medos sem fugir deles. Ele luta contra
essa espécie de autossabotagem, contra
esse pensamento limitante de evitar
problemas que ele pensa não ser capaz de
vencer. O grande catalisador disso foi a
lembrança da amizade com Gon e de tudo
que eles passaram juntos. Essa
libertação o transforma em um indivíduo
que encara seus medos sob outra
perspectiva e ele ganha empatia ao ponto
de ser o vetor do mais próximo de uma
redenção que Gon teria. Outros
personagens relevantes são o Netero e o
Zeno, os encarregados de atacarem e
lutarem contra o rei. Eles desencadeiam
uma série de eventos imprevistos do alto
do dragão de energia dizendo, eles
atacam o quartel general do rei, uma vez
que a gente tá do lado dos humanos, né,
a gente tende a vibrar com a cena e com
ataque. Mas novamente, Togache acerta e
nos fazer pensar no que isso significa.
Em primeiro lugar, porque havia milhares
de pessoas humanas como nós, que seriam
transformados na frente do quartel
general e que inevitavelmente seriam,
pelo menos parcialmente, mortas pelo
ataque. Em segundo lugar, porque o
ataque vitimou o Kug, que se não fosse
pela intervenção de Pitu teria morrido.
É inevitável observar que o dragão de
energia de Zeno é a representação dos
aviões que soltam bombas sobre inimigos
de guerra. Isso vindo de um desenho
japonês, não é? Diz muita coisa. Os
raios de energia são como torpedos que
destróem sem fazer excepção de pessoas.
Enquanto os poderosos ordenam os ataques
para destruirem algum grande inimigo,
inúmeras vítimas são feitas pelo caminho
e é por isso que Zeno desiste de
continuar a luta. Ao ver o que é que o
seu ataque fez contra uma humana
inocente e vendo a inimiga que ele tinha
sido ordenado a matar, disposta a se
sacrificar para salvar a humana, ele
simplesmente se retira. Etério enfrenta
o rei sozinho e convenhamos, baita luta.
Apesar de ser mostrado como um homem que
alcançou o seu poder máximo através de
um processo espiritual que evoca paz,
harmonia, devoção e tranquilidade, o seu
poder é brutal e a sua última cartada
para derrotar o rei não é menos
monstruosa. Acostumado a vários jogos
vencidos, o rei não percebe a jogada
final dupla de Netero. Como último ato,
ele fala o nome do rei e se explode com
uma bomba atômica em seu coração, que
ironicamente forma uma rosa de fumaça.
Miren é carbonizado, consegue
ressuscitar porque Shay Puff e
Mentutuyopei sacrificam parte de sua
vida para dá-la a ele. E depois de um
breve lapso de memória, Miren se lembra
do que fez e principalmente de Comug.
Interessante é que enquanto não se
lembrava da menina, o rei sentia como se
algo ainda estivesse faltando, como se
uma parte do seu ser ainda estivesse
incompleta. Essa é uma sacada incrível
desse arco. Gon, o herói alegre, se
deixa consumir pela ira, a ponto de
consumir toda a sua energia para que ele
pudesse destruir quem tinha atacado e
matado o Kaite. Gon se transforma numa
forma embrutecida de si mesmo, sua forma
cheipada o que ele teria com o passado
tempo e treinamento. Uma vez que ele
deixou ir a tomar conta, ele acelerou o
que não deveria ter acelerado, as custas
de nunca mais poder usar os seus
poderes. Ele vence Ferptu, mas encontra
a derrota de quem ele era. Ou seja, ele
destruiria completamente a sua
identidade se que Lua não tivesse
chegado a tempo para intervir e salvá-lo
de uma autodestruição da sua identidade.
Por outro lado, Meren, cujos primeiros
atos foram de crueldade e desprezo por
todos os demais, desiste dos seus planos
de dominação. O plano de Netero guarda
ainda um plano que revela que por trás
do mais espiritual humano existe algo de
cruel. A bomba não somente teria o
efeito de explosão, mas ele teria um
efeito venenoso em todos aqueles que
fossem atingidos por ela e todos aqueles
que tivessem contato com os envenenados.
É a radiação, não é? Ciente de que não
tinha muito tempo de vida, Meero não se
revolta contra a humanidade, mas decide
passar o resto do seu tempo naquilo que
lhe deu um senso de identidade, jogando
comug. Ironicamente, a luz que
iluminaria o mundo se apaga. Como a luz
de um vagalume moribundo nos braços de
uma pessoa que não tinha capacidade de
enxergar luz alguma. É poético, mas é
triste. O arco das formigas que mera nos
põe diante de monstros terríveis, os
seres humanos. O enredo mostra a
capacidade humana pro mal. Um mal que é
guiado simplesmente por interesses
próprios. Humanos que esmagam insetos,
que já estão mortos por pura crueldade.
Humanos que lançam bombas, que poluem,
que vivem em luxo enquanto outros vivem
na miséria, que são violentos e que
foram os responsáveis, sim, por
crucificar Jesus Cristo. Sim, o anime
mostra claramente crucificações. Esse
arco de Hunter versus Hunter mostra que
as piores que meras são nós mesmos.
Nossa crueldade, nossa maldade, nossa
violência não tem tamanho. Nós nos
horrorizamos diariamente com as guerras,
com os assassinatos, com os latrocínios
e abusos sexuais, com tráfico de drogas,
com tráfico de pessoas e todo tipo de
maldade contra nosso semelhante. A
verdade é que somos guiados por essa
crueldade porque esquecemos quem fomos
criados para ser. A queda do Édenem não
é somente uma separação de Deus, é uma
separação de nossa própria identidade e
uma incapacidade de responder a
pergunta: Quem sou eu? Substituímos Deus
por qualquer coisa que nos seja
agradável. Uma vez criados para ser a
imagem de Deus, nos tornamos imagem do
que mesmo? N sabe do que do que
preferimos naquele momento ou
circunstância. E por isso,
invariavelmente, seremos levados a uma
crise de identidade, porque perdemos o
referente que nos definiria. Perdemos o
Senhor que nos daria um propósito. Uma
vez criados para sermos luz do mundo,
fomos consumidos pela escuridão de
nossos pecados. Mas graças a Deus que
não fomos deixados nessa escuridão. Deus
teve misericórdia e graça e nos enviou
seu filho, a verdadeira luz que
resplandece sobre as trevas. E as trevas
não o compreendem. O Deus homem
encarnado no humilde Galileu foi vítima
da crueldade humana, xingado, cuspido,
torturado, morto numa cruz. Mas foi essa
morte que nos trouxe redenção e foi sua
ressurreição que nos assegurou uma
herança eterna nos céus. De alguma
forma, é isso que o arco das formigas
que mera nos lembra. Eu tinha o
potencial de ser tremendamente mau, mas
Deus teve misericórdia de mim e de
tantos outros. Todos nós podemos nos
tornar como Gom. Um trauma, uma perda,
um sofrimento tem poder para tirar o
brilho de nossos olhos. Nossos ideais
passam a ser guiados por amargura, por
vingança, por raiva, rancor, tristeza e
quaisquer outros sentimentos
desequilibrados ou pecados não
arrependidos. Precisamos de alguém que
nos tire desse poço. Precisamos de
amigos que nos resgatem dos maus
caminhos e do abismo da alma.
Principalmente precisamos de Cristo
porque ele encarnou e foi sacrificado
para nos resgatar do pecado e fazer com
que nossos olhos resplandeçam sua luz.
Deus transforma a quimera do nosso ser
na imagem do seu filho. Todos que creem
são confrontados por seus pecados, mas
encontram no arrependimento ou perdão
por cada um deles. Não importa quão
graves sejam, porque a graça
superabunda, onde outrora abundou o
pecado. Deus não exenta o mal. O mal é
pago na cruz ou no inferno. A realidade
do inferno é a justiça para toda
crueldade, maldade e violência humana
que não encontra justiça na terra. Sua
realidade é a aplicação da justiça de
Deus para a maldade que é acompanhada da
impunidade humana. Os malfeitores não
arrependidos podem até passar o resto
dos seus dias se refrescando, mas
passarão a eternidade no inferno,
sofrendo a punição por seus males.
Porque Deus é a real luz que ilumina
todos. Nosso verdadeiro rei que
resplandece sobre as trevas de nossos
corações. Que ele ilumine nossas almas
com a sua luz. Que ele nos console
nossos sofrimentos. Que ele seja a
salvação de nossas [música] almas e das
almas de todo mundo. E você, aquele
sonho ser tira de Hunter versus Hunter?
Deixe seu comentário aqui embaixo. Não
deixe de se inscrever no canal e assinar
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sempre que houver vídeo novo e vamos
continuar falando de de temas culturais
a partir da cosmovisão cristã. Usa lá o
cupom Jesus na Grofo Suplementos. Um
cheiro no seu cangote e até a próxima.

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