Inteligência Espiritual e Emocional na Era da Inteligência Artificial
01/06/2026
Inteligência Espiritual e Emocional na Era da Inteligência Artificial
Em um mundo hiperconectado, onde a solidão e a ansiedade parecem crescer exponencialmente, surge uma pergunta urgente: como descansar a mente em um mundo acelerado?
Nesta live especial de 10 anos do canal Rodrigo Silva Arqueologia, recebemos o Dr. Ismael Sobrinho, psiquiatra e autor, para desvendar o complexo universo da saúde mental e espiritualidade na era da inteligência artificial. Exploramos o paradoxo da conectividade, o preconceito contra a psicologia e psiquiatria no meio cristão e como a fé pode ser um poderoso fator de proteção e cura. É possível integrar ciência e fé para uma vida mais plena e com propósito?
A discussão aprofundou-se sobre os desafios que enfrentamos com o excesso de estímulos digitais, a banalização de diagnósticos e a importância de não confundir tendências com determinismos. À luz da Bíblia e da neurociência, Dr. Ismael e eu refletimos sobre a necessidade de buscar respostas não apenas dentro de nós, mas em uma conexão genuína com o Deus, reconhecendo que a verdadeira cura e o preenchimento vêm de um alicerce espiritual sólido.
Convidamos você a repensar a relação entre sua fé e seu bem-estar emocional. Entenda como o cuidado com o "hardware" cerebral através da ciência, e o cultivo da chamada Inteligência Espiritual através da oração e da palavra, são cruciais para navegar pelos desafios do século XXI. Esta conversa oferece insights valiosos para quem busca equilíbrio e significado em meio à agitação da vida moderna.
Discutimos questões que afetam diretamente nossa vida:
• Nunca estivemos tão conectados. Então por que tanta gente se sente tão vazia e sozinha?
• O que é inteligência espiritual?
• O que é inteligência emocional?
• Como descansar a mente em um mundo aceleradado?
• Como desenvolver inteligência espiritual e emocional em um mundo acelerado pela tecnologia?
00:00:02 – Aniversário de 10 anos do canal Rodrigo Silva Arqueologia
00:01:04 – Apresentação do Dr. Ismael Sobrinho
00:07:22 – Preconceito sobre saúde mental no meio cristão
00:11:11 – Diálogo entre espiritualidade e saúde mental
00:16:07 – Limites da neurociência e redução do ser humano
00:29:25 – Paradoxo da solidão em mundo hiperconectado
01:05:06 – Jesus no Getsêmani: angústia e humanidade
01:14:35 – Como fortalecer a inteligência espiritual
01:22:33 – Convite para escavação arqueológica em Israel
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Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?
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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!
#rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia #ExclusivoRodrigoSilva
Fonte: Rodrigo Silva Arqueologia
Legendas automáticas:
Olá, você que me segue no Rodrigo Silva Arqueologia. Nós estamos de volta pro nosso bate-papo semanal sobre Bíblia, teologia, religião, assuntos afins. E hoje é uma live especial, tá certo? Eu já anunciei nas redes sociais pela manhã, vocês devem ter acompanhado durante o dia. Estamos comemorando paraa honra e glória de Deus 10 anos do canal Rodrigo Silva Arqueologia. Parece que foi ontem que tudo começou, ainda bem improvisado, atravessando a época da pandemia. Eh, não sei quantos se lembram, aliás, quem tiver acompanhando a gente, que já me acompanhava desde lá de trás, deixa aí o seu depoimento, eu queria ouvir de vocês, tá bom? Lembra aquela época ainda da estante com ferros, estante de ferro com os livrinhos ali atrás? Depois eu mudei, me casei, hoje eu sou pai, tô muito feliz. E você tá aqui comigo. Glória a Deus por sua vida, por seu apoio. Eu fico muito feliz. Eu sei que há pessoas de vários lugares que estão conosco e hoje nós teremos um convidado especial, eh, o Dr. Ismael Sobrim. Ele eh está falando lá de Minas Gerais, o meu estado, que eu sou de Belo Horizonte, vocês sabem disso. E o Dr. Ismael, por que que eu convidei o Dr. Ismael para estar conosco? porque a gente quer sempre atender aos pedidos de você, de vocês. E houve um pedido muito assim veemente, além das temáticas bíblicas que eu trago sobre Apocalipse, volta de Jesus, arqueologia. Muitas pessoas gostam quando a gente traz um assunto espiritual, um assunto mais ao coração, eh um assunto que fale emoções, eh realmente é um uma grande demanda das pessoas. Então, eh, hoje nós decidimos falar desse assunto, mas falei, não quero falar disso sozinho, eu quero um especialista comigo. Então, o Dr. Ismael vai estar conosco, daqui a pouquinho ele vai entrar. Ele é autor de vários livros, é psiquiatra, ele cuida das pessoas em consultório, escreve, dá palestras, acredita na palavra de Deus, é um homem espiritual, trabalha muito alguma algumas temáticas que me são muito caras, eh, a questão de inteligência artificial e as consequências do seu mau uso para a nossa emoção, para a nossa mente. Inteligência espiritual, ele também bate muito nessa tecla. E do ponto de vista de alguém que sabe o que está falando, lembre-se, eu mesmo que falo com vocês, sou alguém que lutou com a depressão de maneira muito profunda. Então você já sabe disso aqui e eu vou aos pouquinhos conversar sobre esse assunto. E durante a nossa live nós vamos ter três sorteios aqui. Então fique comigo até o final porque você pode perder um sorteio se você sair antes, tá bom? Eu vou, em princípio, eh, na, na hora que eu chamar, nós vamos sortear o livro A enciclopédia histórica da vida de Jesus. Tá aqui, ó. Inclusive, eu tive a grata satisfação que essa semana o o professor Carnal, ele postou um story, eh, ele está muito agora estudando a vida de Jesus e ele postou um story que ele estava lendo a Enciclopédia Histórica da Vida de Jesus desde manhã e segundo as bondosas palavras dele, estou aprendendo muito. Eu fiquei lisongeado. Glória a Deus por isso. Foi sexta-feira esse post dele. E depois que eu sortear enciclopédia histórica da vida de Jesus, eu vou sortear dois livros. Então, olha, preciso tem que ficar. Se você perder o primeiro, no o outro vai ter dois. E no final, para fechar o nossa celebração, vamos sortear então uma um ano de assinatura da plataforma Bíblia comentada, tá bom? Então, fique ligadinho. Eh, o pessoal da One Big Media está comigo, eles vão me ajudar. A Tamires está aqui. Eu agradeço muito a Tamires. Vocês sabem que a One Big Media, que antes a gente chamava de Hitbell, ela está já a longos anos assessorando o canal, protegendo o canal contra hacker, contra qualquer coisa. E é muito bom estar com eles também. manda um abraço aqui, h, paraa Luía, que também me ajuda aqui nas redes sociais, o David que ajuda com a a as as th tambs, né, as capinhas. Muito obrigado e obrigado a você também pelo carinho. E para terminar, muito obrigado também a Laura, minha esposa, que sempre dá ajuda. Hoje ela não pode ficar comigo aqui. Pessoal da One Big Media tá me ajudando, porque a Laura tem tem que dar de mamar pra Sarinha lá em cima, mas ela tá acompanhando tudo e saiu daqui nesse momento para me ajudar a ligar tudo direitinho. Muito bem, pessoal. Então, boa noite a todos que estão entrando. Muita gente já participando. Vamos falar um pouquinho hoje sobre inteligência emocional no mundo de inteligência artificial. Vamos entender qual o significado disso para nossa vida, quais os riscos, quais as oportunidades. Um bate-papo legal. E eu já vou chamar aqui pro nosso estúdio, estúdio virtual, o Dr. Ismael Sobrinho. Boa noite, Ismael. Tudo bem? Ismael sem o título só para criar >> Ismael é melhor. Eu até não gosto dessas dessas formalidades, né? A gente que é de BH vive diferente, né? Então, como diz os os trem aqui são bem complicados, né? Entendeu? A linguagem é diferente. Mas queria te dar o parabéns primeiro pelo os parabéns pelo canal, né? Até são muitos pacientes que às vezes compartilham os vídeos, você sempre manda um corte seu. Eu digo que é aproximar as pessoas da fé, né? Quando a gente rompe qualquer barreira de fé e de ciência, a gente tá aproximando as pessoas da fé. E numa época que é tão complicado, né, >> com tanta eh polêmica, você comunicar com sabedoria, igual você faz, com equilíbrio, estando em comunicando até para pessoas fora da sua bolha. Eu acho que isso é um grande aprendizado e para mim é um privilégio estar aqui, mas também ah aprender bastante com quem sabe, com quem Deus já está usando para romper essas barreiras entre fé, ciência e um assunto como o seu também que é tão delicado, que é arqueologia, né? Então, que Deus possa continuar te abençoando. Eu conheci seu trabalho muitos anos atrás com meus parentes adventistas >> aí de BH mesmo. >> De não, lá do Espírito Santo. A minha turma é turma do Espírito Santo. Eu sou de Mantena, no interior de Minas, mas moro no Horizonte desde que eu vim fazer >> aqui medicina em 99, né? Mas bons tempos. E aí vi realmente que Deus continue te usando e que seja um canal aí para muitas décadas de muita bção na vida de tantas pessoas. Amém, Ismael. E eu louvo a Deus por pela sua profissão também. Olha que interessante como é que o criador realmente na sua infinita sabedoria ele ele lida com cada um de nós, né? Eh, quando você se especializa numa área, é um alto grau de sábia humildade reconhecer que você é bom naquela área e naquela área você não sabe tudo. >> É, sei. >> E que você precisa da área do outro. Ou seja, 99,9% do conhecimento que está em redor, eu sou leigo em relação a ele. Então, veja bem, eh, como foi bom para mim me entregar ao a ao tratamento de profissionais da área de saúde mental, psicólogos e psiquiatras. Há muito preconceito. E é interessante, Ismael, dizer isso aqui, porque quando você se apresenta como um acadêmico, as pessoas pensam que você vai ser bom em tudo. Não, você é bom dependendo da ótica na sua área. E eu digo dependendo da ótica, porque sempre tem gente melhor do que você, >> mas quando você vai para uma outra área, você se torna uma criança quase semanalfabeta. Então, se eu tivesse qualquer tipo de arrogância, de petulância e não me deixar ser tratado, eh eh eh ia ia prejudicar o que os profissionais da área de saúde mental podiam fazer por mim. Então, pessoas como você me ajudaram, eu louvo a Deus pelos psiquiatras que passaram a minha vida, os psicólogos que me permitiram estar aqui hoje. Eu falo isso por duas razões e já jogo uma pergunta para você. A primeira razão que eu falo isso é porque no mundo cristão ainda existe muito preconceito contra a psicologia e a psiquiatria. Parece que o cristão só resolve as coisas dele na base da oração, do jejum e da leitura da palavra e que ele não precisa da ajuda de um profissional, senão é falta de fé. Não é por aí. eu não me envergonho de de dizer que eu precisei da ajuda de profissionais de saúde. E em segundo lugar, eu aprendi, se me permite falar até numa numa comparação, eh, algo que um homem do Corpo de Bombeiros me ensinou uma vez. Ele disse que a maior dificuldade que tem às vezes de salvar uma pessoa no meio de um lago que está afogando é porque a pessoa no desespero dela, ela pode às vezes atrapalhar o trabalho do socorrista. Por exemplo, ele com medo de afundar, ele agarra no pescoço do do socorrista e acaba sufocando o socorrista e morre os dois. Corre esse risco. Ele até tinha uma técnica que à vezes ele foi salvar um camarada em Sete Lagoas, pertinho de onde o Ismael está, que tava afogando e quando o camarada tava desesperando, começou a dar uma esganadura nele aqui dentro da água. Que que ele fez? Ele afundou de propósito. Quando ele afundou que o outro tava debaixo da água, desesperou, soltou e quase desmaiou, que ele pode retirar o sujeito de lá. Ou seja, muitas vezes, eh, o meu papel no salvamento enquanto vítima é me deixar ser salvo. Mas nós temos tanta até até o desespero pegando a comparação do afogado, é, é tão grande que a gente atrapalha o trabalho do socorrista. E falando em termos espirituais, a gente pode às vezes atrapalhar o trabalho de Deus, não é? Então, nesse aspecto, eu já queria começar jogando essa essa bola para você, Ismael. Você é um cristão, você trabalha com saúde mental? Como é que você percebe esse preconceito ainda existente dentro das igrejas em relação a buscar ajuda quando você está com depressão, com uma síndrome do pânico ou qualquer coisa parecida dentro do mundo cristão, assim mais conservador? >> É esse eu vi essa jornada, né, essa transição quando eu entrei na faculdade em 99. E ali já começando a fazer todos os estágios, internatos. Uma coisa me chamava atenção que a gente tinha mais ou menos 50, 60% dos pacientes que estavam internados nos hospitais ali psiquiátricos, eles professam que eles eram cristãos, evangélicos, protestantes. E era curioso que a gente não tinha essa abordagem ah de falar de saúde mental dentro desse contexto mais eh religioso, principalmente em meios mais pentecostais ou mais neopentecostais. E dentro até de um meio assim eh teológico mais reformado, mais conservador, ainda também tinha muito preconceito. As pessoas até elas tinham uma base às vezes melhor de aconselhamento cristão, mas falava pouco. E o problema, Rodrigo, é que na época a gente apanhava dos dois lados, porque também a saúde mental em geral, ela tinha um grande preconceito com a o que a gente chama hoje de espiritualidade. Então, de um lado a igreja não dialogava e de outro a saúde mental também não dialogava. Isso começou a mudar mais ou menos, eu lembro ali por volta de 2006, 2007, ah, quando começaram acontecer duas coisas ao mesmo tempo. Primeiro na saúde mental, na psiquiatria, na psicologia. Ah, e aí a gente começou a ter os trabalhos do Herold Keny, que ele tava no Brasil ano passado, foi o primeiro pesquisador realmente de ponta a começar a publicar trabalho sobre benefício da espiritualidade na saúde mental. Eu lembro que eu fui num congresso em Los Angeles. Eu fiquei chocado quando eu entrei no maior congresso de psiquiatria do mundo e tinha ali duas palestras sobre os benefícios da espiritualidade na saúde mental. E ali eu comecei a me atentar que a ciência ela já estava começando a vencer esses preconceitos. Ou seja, ah, opa, pera aí, nós temos um preconceito, mas todos os estudos eles vêm mostrando que pacientes que têm depressão, ansiedade, eh, estresse pós-traumático, a evidência então é muito grande. Esses pacientes eles recuperam melhor, eles têm melhor prognóstico, eles têm mais expectativa de vida. E aí começou a publicar um monte de artigos em revistas de alto fator, eh, de impacto nature e por aí vai. Posteriormente, passou ali mais ou menos 17, 18, ah, eu vi que começou a chegar essa onda um pouco na igreja também. Ah, quando você pega as comunidades cristãs, começou a ter e aí entra muito que você colocou. Existia muito preconceito, né? Esse preconceito ele tem motivos. Ah, realmente quando começou a saúde mental tinha essa ideia de que ah, havia um preconceito da própria ciência de comportamento e muito da espiritualidade cristã, ela foi marcada para aquele para aquele conceito reducionista ah do que é uma emoção, né? Parece um conceito muito simples, mas essa ideia do que é a consciência, as pessoas determinavam muito que a emoção ela era algo só espiritual e de que a consciência era algo só espiritual. E aí a partir disso começou a ter uma onda até de pastores, de líderes religiosos ali, infelizmente, tentando eh autoestermine e outras doenças graves. E com a onda digitalização da vida, v esse bundo da internet, os transtornos mentais eles fizeram uma inundação dentro da igreja. E eu não me esqueço que eh eu vi que a coisa estava mudando, que a igreja estava mais aberta, quando eu estava num congresso até aqui em Belo Horizonte, na na Lagoinha, e eu vi assim uma primeira iniciativa de um congresso cristão, que na época era uma conferência meio que profética, algo bem direcionado a ministrações espirituais. E foi a primeira vez que eu lembro que eles eh fizeram um convite para falar sobre o físico, o emocional e o espiritual, qual que seria a origem do problema das pessoas. E ali eu lembro que foi a primeira vez assim onde eu vi que a bolha ela estava sendo rompida nesses anos melhorou muito. A gente ainda tem muita gente que ah ainda disso, eu falo que é o preconceito geral de que transtorno mental não existe, que transtorno mental é uma fraqueza, que não existe base, a gente vê até pessoas aqui no YouTube ah dizendo que não existe base fisiopatológica de depressão, que isso realmente não existe prova neurocientífica. a gente vê muitas questões sendo levantadas. H, mas ah, tem um preconceito também, sim, religioso de depressão, falta de fé, pecado, falta de comunhão com Deus, mas isso melhorou absurdamente. E eu creio que isso se deve também não apenas aos livros, mas aí eu vejo que o papel da tecnologia, da internet, das redes sociais, de lives no processo de educação. Então, quem está nos assistindo, né? Eh, se você realmente ainda pensa assim, hoje você pode, você que tá assistindo, tem uma paz de dizer assim: "A espiritualidade é um fator de proteção, você não está rompendo a ciência". E da mesma forma, teologicamente, também você pode dizer que não é um problema o cristão que profess, seja católica, evangélica, reformada, pentecostal, ele procurar uma ajuda psiquiátrica. Eh, aí eu tenho me um pouco te provocado, a gente vai conversar um pouco sobre isso, já agora, talvez seja uma terceira onda. Eu vi então a primeira onda foi onde fé e ciência não se conversavam, >> preconceito total, >> foi a conversa, né? Ou seja, vamos dialogar. Então, no Brasil essa discussão ainda é uma discussão cheia de preconceitos por parte de algumas eh pessoas que do do processo de que trabalham com saúde mental. Mas, por exemplo, a gente teve 15 dias atrás o sexto congresso mundial de saúde mental, espiritualidade lá em Boston e ele foi apoiado pela Sociedade Americana de Psicologia, pela Sociedade Americana de Psiquiatria, ou seja, lá nos Estados Unidos já é já não é um problema. Discutindo, obviamente, com ética, com cuidado, né? Eh, mas agora eu vejo que a terceira onda, e aí eu falo da espiritualidade cristã, eh, que talvez seja um excesso, uma psicologização excessiva um pouco da consciência, das experiências humanas. Parece que o ser humano ficou tanto tempo sem aprender sobre neurociência. Eu acho engraçado que as pessoas falou aí que quando a gente mais estuda, a gente tem uma certa dúvida sobre o que a gente sabe. E a ciência hoje ela já está caminhando por uma certeza de que não dá pra gente explicar a mente humana, a consciência humana, a experiência humana emocional somente com a ideia que a gente tem de neurociência e dessa ideia de neurônios e sinapse. Isso é uma um problema, porque nós vemos hoje talvez ah um movimento muito psicologizado às vezes da igreja, às vezes até com excesso um pouco de autoajuda. Eu penso que a gente também está perdendo a outra ponta que é a vida espiritual. Então esse assunto ele é muito fascinante. Eh, e a gente tem hoje até no âmbito da neurociência já, ah, obviamente não para descrever o fenômeno, mas a gente já entende hoje que o cérebro, basicamente, ele é um rádio de transmissão. E aí eu falo que cabe ao cristão entender de onde que vem as ondas, né? Mas a gente, eh, quem tá nos assistindo tem que entender que ou a gente realmente faz uma conexão melhor entre espiritualidade, saúde mental, ou a gente vai ser um ser humano incompleto nesse mundo que tá avançando aí, como você disse no início, para inteligência espiritual, para tanta coisa que a gente tá vendo aí nos atropelando. Então, eh, melhorou muito, viu, Rodrigo? Melhorou muito. >> Aham. Mas eu engraçado, você adiantou até uma pergunta que eu ia fazer agora quando você citou a dita terceira onda. >> Sim. E eu queria explorar um pouquinho mais isso aí, porque é interessante. Eh, no início até é é é interessante porque ao mesmo tempo que eu compreendo o ceticismo da psicanálise, vamos pegar a psicanálise, por exemplo, porque o pioneiro dela, Sigmund Freud, o pai da psicanálise, era um ateu e e revoltado com a religião, etc. Mas eu tinha a figura de Jung, por um lado, que já era até místico. >> Sim. e falava da psicologia da religião. E você tinha também Víctor Franel da terceira escola de psicanálise de Viena, que também era um crente. Eh, mesmo assim a a entende-se esse esse preconceito. Depois houve o diálogo e aí eu pensei em provocar essa pergunta e você já adiantou quando falou da terceira onda, que é essa esse excessivo psicologismo de tudo. E aí entra a minha pergunta de cunhho talvez mais teológico. Nós corremos o risco de agora também começar a dar explicações por demais psicológicas de problemas que cuja raiz é a escolha do indivíduo pelo pecado. O Paul Turnier falava muito de graça, culpa e graça, né? Ele falava muito sobre sobre isso já >> 50 anos atrás. E e eu lembro uma coisa interessante que um dos problemas, me corrija se eu tiver errado, porque eu tô falando da sua área, um dos problemas que era o calcanhar de Aquiles na teoria de Freud, que ele mesmo admitia era a questão da culpa. E isso e eh libertar o ser humano da culpa não é fácil, que nós nascemos com ela e somos fadados a morrer com ela. Eh, você vai muitas vezes encontrar mecanismos de como sobreviver, ou melhor, como conviver com a culpa sem ela causar maiores danos, mas ela vai estar aí. E achei interessante porque essa diminuição de Freud era um um ato de que realmente faltava no sentido teológico do termo a graça na teoria dele. Não existia a graça, é só o ser humano pelo ser humano. Aí vem o Porturn fala de de culpa e graça. E hoje também não corre o risco de nós realmente estarmos dando explicações psicológicas para algumas questões que são éticas e morais. O sujeito escolheu eh sei lá, fazer uma maldade com alguém e ao invés de chamar o pecado pelo nome, não, mas é porque na infância dele, o pai dele fugiu de casa contra a mulher, ele acabou ficando traumatizado. Por isso que ele bate na mulher, porque ele não teve uma referência, porque a mãe dele era tóxica. Qual que ser esse risco, ou seja, de tornar um remédio, um veneno, pela dosagem desequilibrada? >> É, eu creio que sim. Nós, quando eu digo que a gente tem limitações, pode parecer assim que eu estou aqui eh inventando algo, mas, por exemplo, por muito tempo, até sobre um pouco dessa questão da escolha, da consciência, por muito tempo você achou, Rodrigo, que ah quando você eh não tinha atividade cerebral organizada, as pessoas não poderiam ter o que a gente chama de consciência ou que talvez elas não estivessem vivas ou que talvez ah a gente poderia reduzir a experiência humana. aí esse cérebro, digamos assim, que estivesse neurocompetente. E aí a gente tem cefálica e nada mais do que isso. >> Exatamente. E a gente tem uns problemas para quem está nos assistindo que a gente tem vários fenômenos que vão de encontro a isso, né? A gente tem, por exemplo, tem um famoso estudo que é o Wake, que ele mostra que pacientes, por exemplo, estavam em parada cardíaca, que eles estavam com eletrofalograma totalmente eh praticamente indicando que o cérebro não estava ali tendo uma atividade organizada para quem estava nos assistindo. É como se o cérebro estivesse ali quase que incapaz de gerar algum tipo de experiência racional, lógica, consciente. E aí eles levavam os pacientes para um para um esses eram neurologistas e psiquiatras que eles faziam um eletriofalograma e algumas eh alguns monitoramentos. esses pacientes estavam em parada cardíaca, eles monitoravam esses pacientes. E o interessante que mesmo com o traçado eh muito ruim, ou seja, incapaz talvez de dar algum tipo de atividade de consciência, o que eles perceberam é que esses pacientes que sobreviviam e voltavam das paradas cardíacas, eles tinham depois um nível de percepção de fatos que não poderia ser explicado se a experiência humana fosse só neurônios e sinapse, né? Há um outro fenômeno que quem tá nos assistindo aqui talvez já ouvi falar que chama melhorou para morrer, que é o que nós chamamos de lucidez terminal, né? Eh, se nós acreditamos que o cérebro é é o que indita tudo e que são só neurônios e sinos, a gente tem que entender então que é uma pessoa que tem uma demência que é irreversível, que essa pessoa então ela praticamente ela não tem uma percepção muito adequada da vida. Quantas vezes eu já médio que quem está nos assistindo já viu aquela pessoa que ela melhora, ela tem uma demência grave, de repente, às vezes dois, três dias antes de morrer, ela tem uma consciência super avançada que não se explica pela lógica dos neurônios. Ela conversa, ela lembra fato, eu tive uma paciente mês passado assim, a família me falou: "Ah, parece que ela melhorou e dois dias depois ela morreu". Ou seja, como explicar realmente esses fenômenos, né? A a própria ciência hoje ela tenta entender, como eu disse que o cérebro é um órgão de tradução, eles tentam talvez entender o seguinte. alguns neurocientistas já de pesquisa muito avançada que envolve até eh questões de de até envolve ciências de de ondas eh de rádio, questões de frequência cerebral, que o cérebro ele parece ser um órgão que recebe ondas de informação de algo que a gente não sabe. Ou seja, o cérebro parece ser um rádio que ele recebe uma onda assim como a gente liga o radinho que é antiga aqui, você a música, mas você não sabe de onde que está vindo a a música. E aí nós vamos chamar isso de cérebro oculto ou hiem bem. Obviamente a a ciência ela não se dedica a estudar esse fenômeno, ainda que a gente tem muita gente estudando os fenômenos espirituais, o que a psiquiatria chama de fenômenos de transe e de possessão, os fenômenos que nós eh podemos chamar de paranormalidade, eh que são os fenômenos que nós podemos chamar, por exemplo, no meio cristão de ah de pessoas que têm dons espirituais, como revelação ou algumas pessoas chamam de premonição ou mediunidade. Ou seja, já existe uma turma que estuda isso muito sério. Mas por que que eu falei isso? Porque realmente, eh, como Deus coloca lá, a palavra coloca em Eclesiastes 3, que Deus colocou a eternidade no coração do homem, existe sim algum tipo, digamos assim, de calvinismo ah no sentido do cérebro, algum tipo de predeterminação do cérebro há fatos e há questões aos quais ah nós não podemos apenas achar ah que um condicionamento cognitivo, comportamental e realmente um choque estrutural de fora para dentro seja seja capaz de resolver, né? Ou seja, a gente já tem essas limitações e essas limitações e é a minha área, eu amo a minha área e eu vejo a importância dos tratamentos. Quem está me assistindo aqui, assistindo Rodrigo, tratar, como o Rodrigo diz, é muito importante. As medicações elas são muito importantes. Mas assim, por exemplo, pessoas com depressão grave, Rodrigo, em torno de 25 a 30% dos pacientes com depressão grave, eles não atingem o que nós chamamos de remissão. Por mais que nós tentemos dar os medicamentos, tentemos organizar, a gente não consegue fazer. Por quê? Porque a gente sabe hoje que a relação que o ser humano tem com a afetividade, ela é muito importante, que relação essa em relação à rejeição, ela é muito importante. Então a afetividade, que eu falo assim, é ser amado, né? A questão realmente de rejeição. E um ponto muito importante que você colocou que é a culpa. Não é à toa que ele escreveu lá o o poel ele é psiquiatra, ele escreveu culpa e graça. Por quê? Porque a culpa é um processo que nós vemos na psiquiatria que ele é quase que ah um catalisador de doença. Então, quando nós reduzimos ao biológico, eu estou deixando de entender primeiro a história desse paciente, que nós sabemos hoje, que ela começa a ser construída neurobiologicamente, memórias, elas já são introjetadas em nós desde 12 a 14 semanas de gestação. já começa a receber memórias da mãe, primeira infância, segunda infância, tudo que você colocou da psicanálise, nós herdamos comportamentos também, mas isso sozinho não explica a experiência humana. E a gente vai ver essas limitações. Quando nós vamos pra escritura, aí a gente entra num consenso melhor, porque a escritura ela nunca foi ao contrário do que as pessoas pensam, um ah, um ser mistificado, né, sem corpo e também ah um corpo sem espírito. A escritura sempre trabalhou essa ideia de um corpo material, de um corpo imaterial. Você que é um estudioso aí sabe que a gente é uma alma vivente, né? Ou seja, a gente é um fruto de uma experiência espiritual que roda em nós. Então, o que você colocou é importante porque ah quando nós reduzimos a experiência só de neurônios e sinapses, a gente está ah um pouco sendo reducionista, porque a própria ciência diz pra gente que não é bem por aí. Eh, nós, eh, de uma segunda maneira, nós estamos dizendo que, ah, não apenas, o ser humano não tem implicações morais e que é algo também que a gente vem avançando. Não sei se você sabia, Rodrigo, você que estuda isso, 98% do nosso genoma é igual de um morango tango, entendeu? Então assim, eh nós somos muito parecidos com outros primatas. E aí há uma pergunta muito curiosa, obviamente 2% de genética é muito, mas o que que nos faz ter esse discernimento moral tão sofisticado? o que faz o ser humano, né? O que a gente chama aí de que nós chamamos, aprendemos na escola de homo sapiens ou seja lá o nome que você que nos faz. E aí a gente não tem como não cair eh em limites em que explicar só no âmbito da genética, no âmbito da neurobiologia, eh cientificamente até hoje se caminha para um reducionismo do que é a experiência humana. >> Perigoso. Perigoso. >> Perigoso. Eu eu até diria que nós somos homo religiosos. É sim. E e e o que você falou é é um alerta também para os cristãos, porque você tá falando do reducionismo que não funciona fora no mundo, fora do ambiente religioso, muito menos deveria funcionar aqui. Então, que a gente reduz toda a questão apenas a um comportamento, né? Agora, a a moralidade é gerida pelo pelo gene, né? Então, quer dizer, o gene não, mas coitado, não pode fazer. E é é lógico, eu também não vou fechar os olhos as tendências. Eh, claro que uma pessoa que cresce num lar cheio de ódio, cheio de incompreensão, cheio de desamor, de não diálogos, de punições com o silêncio ou com a gritaria, é uma pessoa que tem a tendência tendência a ter mais dificuldade para amar, para ser carinhoso, para ser efetuoso. Mas o que devemos determinar é que tendência não é determinismo. Às vezes a pessoa confunde tendência com determinismo e o determinismo acaba virando um um uma uma desculpa teológica para muitos males que acontecem, né? E e eu acho que não é por aí. Isso é um risco muito grande. Agora, num determinado momento da sua resposta, você falou eh também da culpa, da nossa ausência. E deixa eu aproveitar esse esse gancho para perguntar uma outra coisa para você. Nós vivemos hoje num mundo hiperconectado. É um mundo conectado e com excesso de emoções. Eu li certa vez, Ismael, um uma um artigo, alguém falando que um cidadão eh normal americano leria numa edição dominical do The New York Times mais texto do que uma pessoa letrada inglesa poderia ler durante toda a sua vida no século X. Ou seja, uma edição do do de um jornal dominical teria mais informações do que alguém poderia ler durante toda sua vida no século X, caso fosse letrado. Hoje nós temos livro de tudo. Eh, eh, eh, mesmo quem não é da área, você vai numa numa biblioteca e deve ter tanto livro sobre psicanálise e psiquiatria para leigos, né? Eh, Freud, para quem tem pressa, não sei o que e tudo mais. é tanta informação e tanta conectividade e mesmo assim as pessoas se sentem solitárias como nunca. faz um passeio para mim, eh, nesse paradoxo aí que você, eu sei que você estuda muito essa questão, principalmente de inteligência artificial, conexões, eh não somente sinapse, eu tô falando também de internet e tudo. Na sua opinião como profissional, o que tem tornado as pessoas com esse sentimento de tanta solidão num mundo que, ironicamente falando, é tão conectado? É, primeiro você trouxe um fato que ele é importante. Quem está nos assistindo, preste atenção. Você pegar os 10 livros, talvez mais vendidos em autaju, desenvolvimento, eh uns 50%, vão falar sobre felicidade, sobre bem-estar, sobre empoderamento humano, sobre autoconhecimento. E se você pegar esses livros, todos vão ter muita coisa boa, né? Então, a gente não nega a importância da psicologia positiva, como Rodrigo disse, a gente não nega a importância da genética. A gente sabe que comportamentos muitas vezes eles são herdados. a gente sabe do poder da primeira e da segunda infância. Ou seja, esses pontos eles são muito importantes. Mas é curioso que esse paradoxo eh do nosso tempo, nunca se falou tanto de felicidade, nunca se falou tanto de bem-estar, nunca, como você disse, teve tanta literatura acessível, mas nunca as pessoas foram tão infelizes, né? E isso tem assim várias explicações, mas tem uma muito simples. Quer ver uma coisa muito curiosa? Como que a mente da gente funciona? Por exemplo, a gente nunca teve tanta insônia, né? a gente realmente hoje vive uma epidemia de insônia. Eh, e as pessoas não sabem que a gente começa a dormir ah no porro do sol. A gente tem um um sensor atrás do olho que ele chama núcleo supraqumático, que ele é como se fosse um sensor que ele entende que assim está escurecendo e ali no pô do sol ele já começa a dar uma ordem lá para pineal, para aquelas regiões da produção da melatonina para dizer para ela assim: "Olha, presta atenção, já está escurecendo, é hora de desacelerar um pouco". Então, o que que o cérebro faz? Ele acorda de manhã, o pico dele de cortisol é de manhã, digamos assim, o modo prime dele de hormônios é de manhã, nós temos 30 a 40% mais chances de reter memórias de aprendizado entre 6 da manhã e 8 da manhã ou entre 5:30 a 8, depende do horário para as pessoas, do que, por exemplo, de noite. Quando chega à noite, eu sei que isso é a realidade, que isso que que a gente tem feito, né? A gente, então, um homem há 30 anos atrás, ele não tinha o WhatsApp, ele não tinha e-mail, >> não tinha televisão, só assistia televisão, né? Então, o que acontecia, por exemplo, com o médico ou com o profissional, com o pedreiro, com quem quer que seja, você chegava em casa, você saía do seu trabalho, seja um computador, já existia aqueles eh MS idoses lá, as antigas, aqueles disquetes, né? Eu peguei aquilo. Então, você não tinha esse excesso de estímulo. O que acontece hoje? nós ah, em vez de nós escurecermos a vida, a gente continua dando estímulo, a gente continua dando luz. O que que os cientistas, por exemplo, estão mapeando que a gente tá confundindo o núcleo supraquiasmático. Esse pico de melatonina, ele vai acontecer mais ou menos 4 horas depois do porro do sol. Se a gente começa a estimular esse núcleo supraquasmático e deixar ele meio excitado e confuso, o que que vai acontecer? o nosso pique de melatonina não vai acontecer e aí a gente não dorme. Então, ah, estudos, por exemplo, mostram que se você tira a tela 2 horas antes de dormir, você vai ler papel, você já diminui a ccitação em 50%, e você conseguiu, por exemplo, reverter 30% das insônias em adolescentes no estudo lá nos Estados Unidos. Então, isso é só um exemplo que as nossas cadeias de neurônios, e eu acredito, isso é uma opinião minha, que o cérebro humano ele vem se evoluindo, ele vem se adaptando, né? Deus não criou uma coisa estática, né? Você me corrija se eu estiver errado. Não, >> com certeza. Eu eu costumo brincar que se a gente entrasse numa máquina do tempo e fosse ao jardim do Éden, a gente não ia encontrar lá leão, girafa, eh, crocodilo, como a gente imagina, não. Iam, iam encontrar matrizes de animais que só iriam se desenvolver muito tempo depois. Talvez um um casal de feliz Léo ia virar todos os felinos que temos hoje, mas a gente ia se surpreender ao ao perceber seja no Éder ou na arca de Noé que ali você teria apenas um casal de feliz lléu de lupos caninos. E e esse casal é que depois iria dando origem às vários tipos diferentes de coyote, lobo, ah, né, o a raposa, e cachorro chihua, shinauser, não importa, né? E realmente os animais vão adaptando. O urso polar tem aquela cor para uma razão adaptacionista. É o urso já cinzento também tem a sua cor adaptada. E assim também os seres humanos, o negro, o caucasiano, o indígena, o o asiático e assim por diante. O mameluco. Aí vem as missigenações, é claro, também >> não isso é bacana porque quando a gente a gente tem um conceito na psicologia que chama psicologia evolucionista, que quando a gente cita esse nome, as pessoas ficam assim: "Ah, meu Deus, mas você é cristão?" Não, falei não, o cérebro humano ele vai sofrendo adaptações de acordo com os tempos e é. O que nós estamos vivendo agora é que nós estamos vivendo um processo de 30 a 40 anos por, poxa, milhares de anos de adaptações que nós não temos tempo ah de ter conseguido fazer. O hardware, eu brinco com os pacientes, olha, o hardware, quando a gente pensa na estrutura cerebral, ele está a ele não deu conta ainda de a processar esse software novo que a gente está instalando. Eu brinco assim, assim como a IA hoje ela não tem energia suficiente, não tem chip suficiente para rodar tudo, o nosso cérebro não está ah conseguindo rodar. E o que que isso gera? Isso gera desregulação de ritmo circadiano. Isso gira desregulação hormonal. que a gente nunca teve tanto homem com baixa de testosterona, tanta mulher com menopausa precoce. Isso gira estresse de estruturas neuronais. O que a gente tá vendo hoje, por exemplo, é que o comportamento de resposta das pessoas com rede social, ele tá tão curto que a questão do real de 15 segundos, do vídeo de 20 segundos, ah, que as pessoas elas estão levando esse tipo de comportamento paraa vida ali meio que real e aí elas não estão conseguindo ah ter as gratificações, né, que elas são mais lentas, elas são mais ah digamos assim, elas têm exigem um sustento maior de foco de atenção e no dia a dia. Então isso tá afetando o cérebro humano. Teve um exemplo também para quem está nos assistindo muito claro, de 10 pessoas que chegam no consultório hoje da gente, que é psiquiatra, eh, achando que tem TDH, eh, a gente sustenta o diagnóstico em 30%, 25, 30%. Os outros sete eles não têm um transtorno do desenvolvimento que vem da infância de desatenção. Eles estão o quê? Com uma dificuldade de foco transitória, porque essas estruturas cerebrais elas estão extremamente estimuladas. É por isso que você, perdoe-me interrompê-la, é que você deu mais um, embora seja uma outra resposta, mas você tá dando mais um exemplo que confirma aquela nossa hipótese do psicologizar demais alguns comportamentos, né? Às vezes a pessoa, ele tem um problema de falta de organização de tempo, falta de organização de hábitos, hábitos ruins. Aí ele, para justificar as consequências do hábito ruim, aí vem aquela famosa aí, eu sou TDAH leve. Eu [risadas] não sei se existe isso, mas é um tal de TD. Eu sou autista leve, eu tenho, né? Eu sou TDAH leve. E isso é ruim, porque os que realmente são TDAHs, são autistas, de repente tem a a uma coisa que é laudada, que é séria, que é pesquisada, banalizada, porque agora ficou chique você falar que é TDH, >> como se fosse uma coisa assim para eu ficar feliz na internet e fazendo piadinha daquilo, né? Eh, eu acho que a gente, eu outro dia eu tava num grupo de psiquiatra, a gente tava brincando, poxa, saudade que ninguém, quando as pessoas não glamorizavam e tudo. A gente sabe que é, por exemplo, quem tem um um te mesmo no autismo, às vezes o diagnóstico ele não é importante assim só, até porque a gente não tem uma medicação específica, mas é muito importante pra pessoa entender como que ela lê o mundo e quem convive, entender como que essa pessoa processa as emoções. Um verdadeiro TDAH é muito importante até para ele criar estratégias de aprendizado. maneira às vezes TDAH aprende tudo. Mas o que você disse é isso, né? O pais chegam no consultório, traz a pessoa, >> aí tu fala assim: "Olha, doutor, esse tratamento não funcionando não, porque ele realmente tem os testes neuropsicológicos mostraram, mas não tá funcionando, ele não tá tendo vontade de estudar, né?" Aí eu falo: "Olha, eu posso até colocar gasolina no carro, melhorar os cavalos do motor, mas eu não sei ensinar motorista para que lado que ele vai dirigir." Isso aí tem uma escolha. se ele vai pegar esse foco, vai pro videogame, vai pro livro, eh, vai pro esporte ou vai paraa rua. E eu, infelizmente, eu não tenho esse tipo de condicionamento da seu ambiente. Então, é o reflexo um pouco do nosso tempo, né? E onde isso tem um apelo muito grande, porque eh voltando até ao que você estava falando, porque é uma é muito sedutor aquela questão daquele filme sem limites, né? Você ter a droga para tudo, né? Você tem a droga para quem come muito. Eu não sou contra, acho que monja, Zempi, e tudo são revoluções, mas eh não muda o comportamento humano, né? A medicação ela é importante, mas ela não muda o trauma, ela não relê o cérebro, ela não é capaz de discernir os pensamentos, como a escritura diz, né? os pensamentos e o propósito do coração humano. Ah, nós nós às vezes eh caímos nessa limitação e eu vejo que até trazendo um pouco aqui paraa nossa realidade cristã, como eu disse, eh quem tá nos assistindo guarde isso que é importante, né? Depressão não é falta de fé, ansiedade não é pecado. Até acho que as pessoas misturam muito de misturar ansiedade e pecado com transtorno psiquiátrico, né? Isso é uma discussão interessante que às vezes pega o não mandeis ansiosa, aí a pessoa que tá lá com pânico, com ansiedade, já tá sofrendo, achar que ela tá. É, mas eh ao mesmo tempo também nós não podemos ah entrar nesse banquinho dos três pés ali, né, que eh da mente, do espiritual e do material e esquecer também quem está nos assistindo da gente resgatar também o poder da palavra, o poder da espiritualidade, o poder daquilo que nos sonda o coração. Ah, e eu vejo que nós, eh, a minha mãe que é do interior, pessoa muito simples, ela chama de mistério, né? Eu creio que nós cristãos nós estamos eh desacreditando no mistério. Eh, e a própria, é engraçado que a ciência ela já tá lá pensando no mistério, ou seja, tem um mistério na mente. Nós estamos aqui ainda presos somente na visão ou reducionista de que tudo é espiritual ou ou do reducionismo de que tudo é emocional. É verdade. Eu quero aproveitar o momento aqui, eh, rapidamente, porque hoje é comemoração e eu prometi, Ismael, a gente vai fazer três sorteios aqui. Nós já estamos eh pouco mais da da do primeiro terço da nossa live aqui e eu prometi que eu ia sortear um livro. Então, olha, vou fiquem tranquilos porque a Tamires já tá pegando o nome de todos vocês que estão participando da live conosco, tá bom? Então, fique tranquilo, todos os nomes estão aqui. E Tamires vai sortear daqui a pouquinho. Eu vou anunciar quem vai ganhar o primeiro livro. Vai ser o Enciclopédia Histórica da Vida de Jesus, tá bom? Esse Enciclopédia Histórica da Vida de Jesus, nós vamos mandar para alguém eh um livro que eu escrevi sobre a vida de Cristo, do ponto de vista da arqueologia e e tudo mais. E enquanto a Tamires já tá fazendo o sorteio aqui, seria a Laura normalmente que faria isso, mas a ela tá me ajudando. Enquanto a Tamires vai fazendo eh o o sorteio aqui, eu vou fazer uma sugestão. Faça uma pergunta aqui pro Dr. Ismael. Você que quer saber de alguma coisa, de algum traço, tá bom? Que você tá enfrentando com filhos, faça pergunta que a gente pode pinçar aqui. A Tamires me ajuda a pinçar uma das perguntas aqui e a gente faz para ele aqui ao vivo, tá bom? Lembrando só uma última fala dele. Já tô, já tô já tô com o nome aqui já do, ó, já apareceu aqui para mim no WhatsApp aqui o nome de quem ganhou. Eh, quando ele falou do remédio, da importância, eu me lembrei de um conselho que eu tive de um dos terapeutas que me me ajudou na época da depressão, o seguinte, eh, os remédios que eu tomei, eu tomei, tomei Valium, tomei Rivotril, eu tomei eh paroxetina, vários desses aí, mas eu lembro que eles aprenderam assim: "Olha, o remédio é só uma muleta, tá certo? ou aquelas rodinhas da bicicleta ali para te ajudar a andar, mas daqui a pouco você vai ter que soltar as rodinhas e andar sozinho, senão você nunca vai andar de bicicleta plenamente. Então isso aqui é é para alguns pacientes é muito importante, assim, a gente sabe que tem pacientes que eles têm quadros mais graves, que eles têm defend talvez tomar a vida toda, né? >> Toma a vida inteira, que não é problema nenhum, né, Rodrigo? as pessoas, quem é insulino dependente e toma medicação a vida inteira, quem tem distúrbio de tireoide, eu digo que >> eh as pessoas, por exemplo, elas se esquecem que há 40, 50 anos atrás boa parte dos pacientes psiquiátricos mais graves, eles eram internados. E as pessoas falam mal hoje, às vezes fala: "Mas você ler a história é complicado porque não tinha a farmacologia que a gente tem hoje." Então, pacientes bipolares graves, psicóticos, depressões graves, até ansiedades graves, eles eram disfuncionais. E hoje 80% dessas pessoas no ninho, elas estão tendo qualidade de vida, elas conseguem ser funcionais. O que a gente tem de paciente que é médico, que ele é transtipolar, que ele tem ansiedade, tá equilibrado. Então, quem tá nos assistindo também, eh, para alguns, você vai usar a medicação tempo, outros vai usar o resto da vida. Ah, mas aquilo que eu falei, né? Se o cérebro ele traduz experiências, eu sempre brinco com os pacientes, falo: "Olha, você é um ser espiritual, mas entenda, né, o espírito está habitando aqui dentro eh do seu corpo e o cérebro é a estância final de tradução, né? Até as nossas experiências espirituais, elas passam por um processo de tradução também das nossas emoções e tudo, né? Ou seja, quer seja uma um uma um ação medicamentosa temporária sim, >> ou vitalícia, dependendo do meu tratamento, dependendo da minha condição, o remédio sozinho não faz tudo. >> Não faz tudo. Você precisa ter >> a uma disposição mental, espiritual. Vamos lá. O sorteado aqui é do Rio de Janeiro. É as sorteada. Rio de Janeiro, Nova Iguaçu. Quem ganhou foi Isa Martins Simões. Tá bom. Isa. Então, olha, você tá assistindo aí já pode dar um viva, tá bom? A gente vai depois a Tamisa vai passar o seu endereço aqui para nossa equipe. A gente vai mandar um livro para você aí, Enciclopédia Histórica da Vida de Jesus na sua casa aí no Rio de Janeiro. Eh, daqui a pouquinho nós vamos ter outro sorteio. Aí eu vou sortear os dois livros aqui, ó, Ceticismo da Fé Maria Madalena, a verdadeira história, tá bom? Maria Madalena, a verdadeira história, que, aliás, eh eh inclusive eu falo um pouquinho desse livro aqui, Ismael, esse livro eu eu li muito sobre tem uma uma área que nós nossas duas especialidades se encontram. Ela é chamada de psicobiografia. É quando alguém da área de arqueologia ou história eh dá as mãos eh para recursos da psicologia comportamental e outras áreas. para tentar descobrir alguns elementos psicossociais de um vulto do passado. Por exemplo, fizeram um livro interessantíssimo lá em Israel, eh eh Rei Herodes, o perseguidor perseguido, eh mostrando as patologias de Herodes, a sociopatia dele, que como eu falei, não justifica o erro. Você não pode falar assim: "Ah, eu sou assim porque meu pai foi assado. Você vai comparecer perante o tribunal de Deus do mesmo jeito." Mas algumas patologias são compreendidas até até passa-se a impressão, me corrigem aqui, que desvios de caráter podem potencializar propensõ propensões ruins. É um desvio de caráter. Às vezes eu escolho odiar, eu escolho eh eh aliás, até uma uma um vídeo seu que eu vi, você falou uma coisa, foi um recorte de internet. Eh, eu achei interessante, você falou alguma coisa mais ou menos assim, temos que entender que o amor também é decisão, não é só um um sentimento assim que você não tem controle sobre ele. Eu não sei se foi uma palestra numa igreja, foi um recorte que eu vi, né, você falando. E assim como o amor é uma decisão, o ódio também pode ser uma decisão ruim, de modo que escolhas ruins potencializam patologias emocionais, tá certo? Eu posso pegar o meu trauma e transformar o meu trauma numa criança mimada que vai me sugar. Eu posso transformar o meu preconceito de ter sofrido racismo por ser negro como sendo agora um racismo contra quem não é do meu time. Eh, sabe? Ou ou ou ou ver todo mundo como opressor, que são são distorções também. E nesse livro da Maria Madalena, eu eu fui fazendo uma análise do do comportamento dela e Maria Madalena tem elementos assim muito próprios. E eu pedi até gente da área de saúde mental também para ler o livro depois foi publicado pela editora Planeta para ver se se eu não tava cometendo nenhum nenhum impropério. E eles confirmaram que tava certa a minha a minha opinião ali. Ela tem muitos traços de uma mulher que foi abusada dentro de casa, tá certo? Então espero que que vocês apreciem esse livro teu centicismo da Fé. Depois vou mandar um livro desse para você também para você me dar a sua análise se você tiver tempo de lê-lo, viu? deixado de sua sua observação crítica, porque eu lido muito com a >> Esse é o último? Não, esse na verdade não é o último que eu lancei. Eu lancei mais dois livros depois desse, mas dos que eu tenho aqui é o mais recente. O Cismo da Fé anterior, mas eu por que que eu entrei nessa área aqui da da >> é até acho um exercício legal essa essa percepção de nós olharmos dessa perspectiva. Eh, tu pega, por exemplo, sobre Davi, né, que ele era segundo o coração de Deus, mas a escritura diz, por exemplo, que no tempo em que os reis deveriam estar na guerra, eh, e ele ali já numa meia já com o reinoado oceano e tudo, ou seja, >> eh, e a escritura diz assim: "Olha, quando tu for tentado, não diga que é tentado". Você é tentado pela sua própria concupiscência. A escritura diz que ela vai o atrair, vai o seduzir e o pecado, uma vez consumado, leva à morte. Ou seja, eh, eu posso ter predisposições, sim. Eh, eu creio até que o eterno Senhor, ele nos lê a partir dessas estruturas, né? Deus conhece a nossa estrutura e sabe que nós somos pó. Se eu que ah tenho um conhecimento super finito, eu consigo olhar para um paciente à luz da história dele e ter um pouquinho de graça e misericórdia de um antes durante um atendimento e entender que às vezes a história de vida dele conta muito sobre dificuldades que ele tem a respeito de algumas demandas que outras pessoas não têm. Então, pessoas criadas em ambientes diferentes, com exposições diferentes, elas vão ter dificuldades diferentes. Agora, eh, em todos eles, assim como o Davi, que foi um homem segundo o coração de Deus, há um um ponto de ruptura, né? Eh, onde e eu creio que Deus sabe exatamente e e a gente é convocado a a pensar e a refletir sobre isso, onde deixa de ser, digamos assim, algo que está um pouco ali quase que um pouco de uma programaçãozinha pré-determinada, como você disse, a própria genética ela não diz, e a gente passa sim ah do pano de fundo, onde a gente já começa a exercer consciência sobre o que nós estamos fazendo, né? Eh, e quem pode estar nos assistindo pode perguntar: "Mas isso é um conceito muito vago? Qual que é o limite disso, né? E aí eu digo que eh trago de volta as palavras de Davi, né? Quando ele diz assim: "Olha, eh eu peço que o Senhor cria em mim um um coração puro, renova dentro de mim um espírito estável", né? É aquele homem que ele chega num limite que ele fala: "Cara, é impossível eu me ler, é impossível eu me autoanalisar, é impossível traçar o próprio destino." E que eu acho, Rodrigo, que é o grande problema do nosso tempo. É todo mundo querendo se autoanalisar. É uma eh é você querendo acender a sua própria luz. É você, >> e permita-me dizer, se autoanalisar na maioria das vezes se autojustificando. >> Sim. Sim. Porque na maioria das vezes o que se autoanalisa, ele nunca ou ou ele se autoanalisa para se considerar a pior pessoa do mundo, muito ausente, muito distante do alcance da graça de Deus, que também é uma distorção, ou ele se autoalisa sempre para justificar as patologias dele. E mesmo no primeiro caso que ele se alija da graça de Deus, ele também tá justificando as patologias dele. Ah, eu sou assim mesmo, né? Deus não vai me alcançar, eu já tô perdido, já estou perdido, né? ou então eh eh eh Deus não responde minha oração, Deus responde do outro, mas não responde a mim. Ou seja, ele sempre tem uma historinha, uma desculpa para não sair ali da mesmice dele. >> É, e é interessante você colocar isso porque eu que trabalhei muitos anos em hospital e quando a escritura diz que nem os loucos errariam o caminho, né? quantos pacientes, às vezes psicóticos, esquizofrênicos e tudo que eu via uma fé assim muito ativa, eh, muito rica, ah, com experiências que elas eram reais com o Senhor. Eh, eu lembro quando eu tava começando e vi essas experiências e eu imaginava muito, falei: "Gente, a gente realmente eh não tem uma ideia de como que a fé ela realmente Deus escolheu as coisas loucas para confundir as sabas, as que não são, para reduzir as que são." como que a experiência humana, se ela fosse um processo só cognitivo, a experiência de fé, a gente perderia o melhor da festa, né? Então, eh, eu escuto muitos pacientes, mas eu sou bipolar, como que eu vou ter estabilidade na fé? Como que eu Olha bem, as disciplinas espirituais que elas vão fomentar em você fé, elas são as mesmas. E Deus, eu sempre falo, se eu que sou psiquiatra eu consigo entender um pouco das suas situações, você pode ter certeza que Deus não vai ser injusto com você, né, de não entender que nas suas fases de depressão você vai estar com dificuldade de orar e que nas fases de euforia você vai estar se sentindo um avivamento que você vai querer virar a madrugada orando. E Deus vai entender que as duas experiências espirituais feitas com o coração, elas são honestas. vi um exemplo até prático sobre isso. O bipolar às vezes, por exemplo, quando ele tá em euforia, ele tem uma coisa mais mística, mais religiosa. Às vezes ele não não tem aquela experiência ali só no âmbito do negativo, do mal ou de uma coisa assim como nós pensávamos antes, né? Eh, e até parte, não sei se você já se perguntou sobre isso, mas por que que a maior parte dos delírios psiquiátricos eles são religiosos? Eles são eles envolvem alguma questão com místicos e religiosos, né? >> A gente pode falar que isso é sobre cultura, mas não é só sobre cultura, né? Eu volto a dizer, Deus realmente colocou a eternidade no nosso coração. E isso é importante a gente colocar isso aqui, quem está nos assistindo sobre não eh ser só olhar para dentro de você ou o poder está dentro de você ou olhe para o seu interior e encontre as respostas. Eh, o que a gente percebe é que as pessoas ficam mais angutiadas, elas ficam mais frustradas, elas ficam mais tensas, elas ficam mais ansiosas. Ah, se não tiver algo externo para trazer sobre elas alicer, cosmovisão e ancoragens, eh, que é o que a gente vê hoje, as pessoas ficam piores emocionalmente. Aí volta a espiritualidade. Acho que é por isso que o povo tá voltando aí pra igreja, Rodrigo, assim, as pessoas, >> amém. Amém. Que assim seja. Eu, eu, eu quando você falou o seguinte, Deus colocou, você já repetiu duas vezes esse versículo, porque eu acho lindo assim, >> é lindo. E é interessante que no hebraico a palavra eternidade é a palavra olam. Ol. É, é, é, é a totalidade. Tanto é que o lam às vezes é traduzido como eternidade, como cosmos, como mundo. Raolan, raolam é todo mundo. E e e é é colaolan em hebraico. Col ha raol. Todo o mundo, mas todo o universo, todo tudo criado. Ou seja, o ser humano tem uma sede de eternidade. Aquilo que Carl Hunner falava de a abertura para o transcendente, né? O o Pascal também dizia assim, um vazio conforme de Deus no coração humano. Isso é muito interessante. Agora você também tocou num ponto, gosto de biografia, eu tenho assim lendo. Acho que ele era um Teia com altíssimas habilidades. Eu sei que hoje a gente tá na moda falar disso, mas ele provavelmente, quem tiver curiosidade, estuda depois a vida do Pascal e a conversão dele, né? E ele é uma prova disso, de um gênio que chegou no ápice do que o a cognição humana poderia experimentar, mas quando ele tem lá aquela visitação espiritual na noite de fogo, ele realmente ele tem um encontro com Cristo e a partir dali ele se torna um ser onde a vida espiritual se conecta com a vida emocional dele. >> Exatamente. que quando ele fala o razão, o coração tem razões que a própria razão desconhece, que muita gente leva isso aí só pro lado romântico que não tem nada a ver originalmente é um ponto que você pensou aí quando você falou o seguinte: existe o vazio dentro do ser humano, porque nós fos com vazio em forma de eternidade, de ol, né? >> Sim. Só que olhar para dentro de si, você não vai encontrar as respostas ali. Mas isso não significa também que eu não posso olhar para dentro da minha miséria, mas eu olho para mim, reconheço o vazio e a partir daquele reconhecimento da necessidade, eu vou buscar o preenchimento desse vazio fora de mim. Talvez o erro de muitas autoajudas é que elas mandam você olhar dentro de você, no seu vazio para encontrar no seu vazio, um preenchimento que não existe para preencher aquele próprio vazio. Aí que que gera frustração, né? A pessoa tá buscando a resposta certa no lugar errado. >> É, você vê que tira aqui o espiritual um pouco. Quando você vai para estudos, tem um estudo muito famoso na psiquiatria na que é um link sobre generosidade e saúde mental. As pessoas têm mais bem-estar e felicidade quando elas eram desafiadas a gastar dinheiro com terceiros do que gastar com elas. Ah, então, pessoas que se envolvem a à comunidade, tudo. Você falou do Vittor Franco, eh, um dos maiores fatores hoje de risco que nós temos eh em relação à depressão em adolescentes e em jovens é a falta de propósito de pertencimento, onde que realmente a espiritualidade traz uma das melhores ancoragens pro nosso tempo, propósito, pertencimento e senso de comunidade. Então, as peças elas vão se encaixando, né? a gente vai dando uma volta, a gente vai rodando, mas a gente vai chegar a um ponto que, digamos assim, é impossível se auto fazer feliz, né? A gente não tem como eu até brinco que a gente precisa de autoajuda com L. É [risadas] >> que no autoajuda, né? Mas também não vamos não vamos eh negar a a a o papel do ajudado também. Lembra que eu falei? maneira de ajudar >> é é não atrapalhar, é deixar o psicólogo. Porque gente, vamos vamos raciocinar o seguinte, para aqueles que acham que tudo é na base da oração e do jejum, não tô desprezando a oração e jejum, muito menos do Dr. Ismael, muito menos. Mas raciocina comigo, quando o seu carro estraga o motor e você não entende de motor, o que que você faz? Ah, eu levo na mecânica. Ué, por que que você leva na mecânica? Por que que você não ora? Você tá entendendo? Se você tá com um problema na justiça, ah, eu procuro um advogado para fazer uma peça jurídica em minha defesa. Por que que você mesmo não escreve através de jejum e oração? Então, quando eu tô com um problema jurídico, eu procuro um advogado. Quando eu tô com problema de mecânica, eu procuro o o a mecânica. Eh, se eu tô até com problema de saúde, eu tô com um um câncer, eu vou procurar um um oncologista. falar que dor de dente era pecado, falta de fé. >> Exatamente. Vou procurar o dentista. >> Vou procurar o dentista, né? Mas e e lembremos que a antropologia bíblica, o ser humano, ele é visto no todo. Aliás, uma das maiores definições de ser humano foi dada por santo Santo Tomás Jaquino, quando ele chamou em latim o ser humano de indivíduo é não. divide divisível por dois, ou seja, o o ser humano é inseparável, então corpo, alma e espírito. Nós precisamos tratar tudo. Uma coisa que eu aprendi com os fisioterapeutas, que à vezes eu tô com uma dor no ciático, mas o o ponto de que dá colocando atenção no ciático, ele tá trabalhando no pé, mas a dor tá aqui atrás no ciático, mas é no pé que ele vai vai mexer naquilo, porque o o tá tudo interligado. E eu até noto, Ismael, antes de passar pro nosso próximo sorteio aqui, que a Tamir já me avisou, a Tamirs, aliás, se tiver uma pergunta legal aqui que você quiser pensar, viu? Eh, aí você passa aqui que eu que eu passo pro pro Dr. Ismael, quem sabe responder eh depois do sorteio aqui. Eh, o próprio Deus na Bíblia, eu acho que ele é um grande terapeuta. Eu vejo Deus provocando e Deus trabalhando. Se eu me atrapalhar com as palavras ou for impreciso do que vocês especialistas em saúde mental dizem, me corrija, por favor. Ele deu essa esse pedido, mas a impressão que eu passo, que eu entendo, é que Deus usa até as consequências do erro de alguém como ferramenta terapêutica para curar aquela pessoa. Dou um exemplo, poderia dar vários. Eh, Jacó, Jacó teria a bênção da primogenitura, mas nós conhecemos a história de Jacó. Ele engana o pai. Ele ele consegue a bênção na base do engano. Quando o pai perguntou: "Qual o teu nome?" Ele falou: "Eaú mentiu". Mentiu? E se a gente não notar, a partir dali em diante vem a consequência. O Jacó, cujo nome até passou a significar enganador, porque é interessante, eh, existe uma diferença entre origem etimológica e semântica de um nome, tá bom? Em termos etimológicos, o nome Jacó significa calcanhar. Só isso. Calcanhar em termos etimológicos. Em termos semânticos passou a significar enganador. É igual Judas. Judas em termos etimológicos significa o Senhor salva. O Senhor é louvado seja o Senhor. E rudá. Louvado seja o Senhor. Mas como ele traiu Jesus hoje Judas você já pensa o quê? traidor. E o Jacó acabou pegando essa alcunha de de de enganador. E pode olhar, o resto da vida de Jacó é só engano. Ele vai pra casa de Labão. Labão o engana, fazendo ele trabalhar o dobro para casar com a irmã errada. Depois os filhos de Jacó o enganam que José tinha morrido. E no ápice de tudo isso, vem Deus usando essas consequências do erro dele, questões hereditárias passando até pros filhos, onde o Jacó agora tem um encontro com o próprio Deus em forma angelical, que luta com ele e ele implora a bênção como ele implorou pro pai. E novamente a pergunta é feita: "Qual é o teu nome?", né? e desloca ainda a coxa dele ainda para ele sentir a dor da cura. E ele ficou manco depois disso, né? Manco depois disso. E eu acho que é isso mesmo, né? Na Bíblia está repleta de situações. Muito antes de muito antes de de Freud, muito antes de William Rich, de todos esses nomes que a gente po citar aí da história moderna das das ciências eh eh mentais, Deus já estava fazendo processos terapêuticos com esse povo, né? É, eu acho que o o Lacan, né, que pessoal da psicanálise gosta muito, foi um grande gênio. Ah, e ele falou muito da importância da linguagem. E Deus, ele tem sempre essa esse essa boa abordagem que às vezes ela chega a ser até curiosa, né? Eu às vezes lendo a escritura, acho que você lê às vezes pincelando a arqueologia, eu fico lendo ali da questão psiquiátrica. Aí tu pega lá Elias, por exemplo, ele aquela aquele processo de burnout, né? E e ele tinha acabado de vir dias atrás de encarar aqueles profetas de Baal. E e ele entra ali num processo e fala assim: "Cara, como que pode um cara que ele viva um avivamento daquele?" Dou dias depois ele disse que basta toma logo a minha vida porque eu não sou melhor do que os meus pais, né? Ou seja, um grande profeta. Aí Deus vira para ele e quando ele tá lá na caverna fala: "Que fazes aqui Elias?", né? Ou seja, não é uma pergunta para Deus. Deus sabia o que que ele estava fazendo ali, mas era muito importante ele expressar as dores dele e a e a todo aquele processo de solidão em forma de linguagem, o que que ele estava passando. E Jesus era muito, muito assim, né? Jesus ele tinha uma variabilidade de cura >> muito interessante. Algumas pessoas ele olhava e falava assim: "Olha, eh, o que que você quer que eu te faça?" Acho que os discípulos mais chegaram, fala: "Cara, não é possível que você tá vendo que ele não é cego." É óbvio que ele quer ser >> é [risadas] idiota e tal. E outras vezes ele encostava, outras vezes ele expulsava um demônio. Ou seja, Jesus ele sabia a linguagem. E tem uma passagem assim que eu acho muito legal, Rodrigo, para quem está nos assistindo, como que isso é belo, né? Que é sobre como que a gente tem que ter paciência com esses toques de Deus, como que a gente tem que ter eh um entendimento de que Deus sabe como você está dizendo o que falar, que ele cego em duas etapas, né? Eh, aquele texto me deixava muito curioso, fal poxa, por >> ver as pessoas como árvores, né, andando e etc. o que que aconteceu ali, né? E quando você vai hoje para você vai entendendo assim só uma ideia, né? Ah, quando a gente pega a neurociência, né? A gente até tem um livro muito legal, quem está nos assistindo, que é o do Oliver Sax, que ele fala do homem que confundiu a sua mulher com o chapéu e que é um livro que ele conta histórias ah sobre isso. E quando a gente tem uma uma lesão no cérebro, eh às vezes a gente vê um objeto, mas a gente não consegue nomear ou interpretar aquele objeto. Então, no livro lá do Oliver Sax, ele >> ele pegava, por exemplo, a que que é isso aqui? Fala, uma caneta. Ah, isso aqui é aquele objeto que você pega para escrever, mas ele não conseguia. trazer. Então, eu creio, por exemplo, >> processar a informação. Então, eu creio, por exemplo, que ali >> o primeiro toque de Jesus, ele restaura realmente todo o arcabolso biológico dele. Ele passa a ter luz, né? Ele não conseguia captar a luz, mas ele tinha ficado tanto tempo sem ver árvores e sem que ele tinha perdido a capacidade de interpretar a realidade. E aí Jesus o traz para um segundo toque, onde passa ali do de consertar o o hardware, de consertar o biológico e Jesus passa a trabalhar com ele ali um processo de entender novamente como que seria a interpretação eh do que ele estava vendo. Isso acontece com a gente, né? biológico. Eh, você vai lá no psiquiatra, beleza, ele vai organizar o seu cérebro, ele vai fazer com que você não confunda às vezes homens como árvores. Ele pode trazer, digamos assim, uma luz na sua retina emocional. Ele pode equilibrar o neurônio da depressão, o neurônio da ansiedade. Mas esa aí, o que que você vai fazer com essa informação daqui paraa frente? Como que você vai continuar interpretando a vida? Qual que é a luz que você precisa para poder enxergar bem? E aí eu falo que eh são as múltiplas curas que nós vamos tendo que passar ao longo da nossa existência humana, né? >> Amém. E a responsabilidade de de viver curado, isso é importante também. Eu vou eu vou te exp uma pergunta agora e vou fazer o o sorteio. Sorteio, >> mas essa pergunta eu achei interessante aí você porque você falou em determinado momento aí citando eh Elias, eu citei Jacó aí eh aqui tá @pratt. Tá bom? Então, não sei se é o nome fictício, nickname de internet, mas fez uma pergunta assim: Jesus teve crise de ansiedade no Getsemêmane, na sua opinião? Enquanto você vai vai preparando a resposta aí, a Tamir já tá fazendo lá o o sorteio para mim, >> já tá rodando aqui. Quem vai ganhar agora? Maria Madalena e opa, botar aqui e e a o ceticismo da fé, os dois. Tá bom? Então vamos lá. Deixa eu ver se já tá aqui chegando. Chegou. Veio de Campinas, São Paulo, mais perto aqui. Lídia dos Passos Lima. Tá bom, Lídia? Então você vai receber na sua casa os dois livros e muito obrigado por estar conosco. Que você continue, porque ainda tem uma última parte da nossa live aqui. E no final, na hora de despedir, Dr. Ismael, ainda vou sortear um ano de assinatura da Bíblia comentada, tá bom? Para você em qualquer lugar. Então vamos lá. Jesus no Jeman, é possível arriscar um um palpite da do ponto de vista da da psicanálise, da psicoterapia? Você acha que Jesus sofreu uma crise de ansiedade ou outro nome qualquer? Porque eu sei que para nós leigos, por exemplo, tudo é depressão, >> mas eu sei que vocês têm tem t nomes mais precisos que alguma eh, né, transtorno eh bipolaridade, etc. Na sua opinião, Jesus teve uma crise de ansiedade naquele momento que ele estava orando um gsemano? >> Pois é, primeiro assim que a gente tem que resgatar a natureza de Jesus. Assim, em Hebreus diz que a gente não tem um sacerdote que ele é incapaz de de nos entender, porque realmente Jesus ele experimentou todas o espectro das emoções humanas sem pecar. Isso que é importante. Então, hoje a gente escuta assim, por exemplo, eh, o cristão não tem tristeza, o cristão não pode ficar angustiado. Eh, tinha um hino antigo, você é mais novo, talvez do que eu, dizia assim: "Jesus é alegria, eh, euforia todo dia". Eu escutava esse hino psiquiatra sentado no culto, fala: "Cara, mas Jesus não é alegria e euforia todo dia?" Por quê? Tu vai lá pro G semin e aí respondendo a tua pergunta direta agora sobre eh Jesus e as emoções. Primeiro que a Bíblia diz que ele diante da dor ele não faz um uma autoajuda barata. Ele não diz assim: "Olha, discípulos, fiquem tranquilos, eu vou ressuscitar daqui três dias, fiquem sossegados. Eh, a gente não precisa, não precisa chorar, tá tudo resolvido na eternidade", não. A Bíblia diz que as expressões dele são assim: "A minha alma está abatida numa tristeza mortal". >> Uhum. É, não, uma tristeza até a morte. >> Até a morte. É, >> é muito forte isso. >> É forte, né? Obviamente eu não posso pegar primeiro falando sobre tristeza, falar que é depressão, porque até na psiquiatria a gente separa tristeza de depressão. A depressão, por exemplo, não é só tristeza, ela tem que durar 15 dias, perda de energia, perda de prazer, mas ah, com certeza ali já desmistifica um pouco esse simples versículo, essa ideia de que a pessoa nascida de novo não tem tristeza, não tem angústia, porque se Jesus teve tristeza e não pecou, obviamente você também pode ter tristeza e não está em pecado. Agora realmente o processo no jeito sem de da questão do transpirar de tudo que aconteceu com Jesus, né? >> Transpirar sangue no caso, né? >> Sangue, né? que é um processo eh de reação muito intensa ao estresse. Eh, a gente pode dizer sim que ali, se eu fosse estudar, fazer um exame, o que a gente chama de eixo hipotálam, hipófise adrenal, que é o eixo da ansiedade, que é o eixo do estresse, com certeza o eixo de cortisol, o eixo de estresse, os circuitos de ansiedade de Jesus, eles estavam extremamente ativados, né? Você vê que ele diz para os amigos, ele diz o seguinte: "Olha, eh, vocês fiquem aqui em vigem comigo. Era uma atitude de quem gostaria de ter um amparo e a reação dele não foi uma da Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste." Eu acho esse esse texto ele ele lindo. Então, respondendo direta a quem está nos assistindo, eh para mim a experiência de Jesus no Getsemana, ela mostra que uma pessoa pode ter ansiedade, uma reação ao estress, uma reação ansiosa e isso não necessariamente ser pecado, assim como a tristeza também. Não dá para falar que Jesus tinha um transtorno de ansiedade, porque os critérios que nós utilizamos hoje para depressão e ansiedade, obviamente eles indicam o curso crônico, mas ah é um engano nosso. Nós já sabemos que Jesus não tinha ah sentimentos, né? Ah, a gente tem às vezes uma ideia de que Jesus era quase que um ser, você pode falar disse, um ser angelical. Eh, e o ele às vezes ele anulou essa expressão emocional de Jesus, né? Eh, você tem razão. No mundo da da teologia existem as primeiras heresias cristológicas que ocorreram ao longo da história do cristianismo. E uma heresia cristológica era o docetismo. O docetismo ensinava que Jesus não era ser humano, que ele aparentava ser humano. Daí a palavra docetismo do grego doquel, que significa aparentar, parecer. Então, o docetismo que alguns acreditam que já existia desde a época do apóstolo João, por isso que ele falou lá nas suas cartas, né? Aquele que nega que Cristo veio em carne, já tem um espírito do anticristo e tudo mais, porque o Cristo veio em carne, ele se encarnou e no evangelho também ele se fez carne, se tornou um de nós. Então, a negação disso era o seguinte: "Não, mas ele é muito puro para ter a carne. A carne vai contaminá-lo." Então, criava um Jesus apenas que aparentava ser humano. Embora essa seja uma heresia do passado, o docetismo, mas pelo que você está falando, a gente vê e reverberações delas hoje quando as pessoas querem negar o lado humano de Jesus. Por exemplo, eh eu imagino que Jesus, só o fato de Jesus, mesmo sendo onisciente, onipotente, onipresente, ele não perdeu a sua onisciência, oniprosência e onipotência, porque não tem como Deus deixar de ser Deus. Mas durante o momento em que ele se encarnou, ele voluntariamente se esvaziou para usar a linguagem de Filipenses 2 verso 5, ele se esvaziou queis em grego e ele assumiu a nossa natureza em tudo, como você bem lembrou aí, citando Paulo, sem pecado. Então Jesus só não pecou, mas por exemplo, quando ele estava trabalhando lá na carpintaria, ele poderia acidentalmente, ao martelar um prego, errar e bater o dedão. >> Sim, sim. >> Eventualmente errar um cálculo, no uma régua, sair torto, ele poderia, ele Jesus podia eh eh se Jesus tivesse hoje na época do Covid, ele poderia ser contaminado pelo pelo pelo Covid, pelo vírus do Covid, tá certo? Então ele era um ser humano. >> É provável que ele teve resfriados, né? Exatamente. Então assim, eh eh isso que que foi falado por Ismael me levanta três coisas aqui para responder a pergunta aí se Jesus, né, teve essa crise de ansiedade. Letra A. Jesus foi um de nós. Lembremos isso. Menos no pecado, no resto como um de nós. Segundo lugar, mesmo tendo as nossas angústias, ele não usou isso como critério para se afastar de Deus. Então, por que que eu vou usar isso? Então, ninguém vai poder chegar no dia do juiz e falar assim: "Não, eu me afastei de Deus porque eu estava com crise de ansiedade. Eu me afastei de Deus porque eu tava com isso." Não é não é motivo. E lembre-se que eh eu acho que que o que o Ismael, pela linha dele, acho que ele vai concordar com o que eu vou dizer, tendências não são determinismos. O fato de você ter algumas tendências eh eh emocionais complicadas por causa do ambiente onde você foi criado não significa você é obrigado a seguir aquilo. Esse negócio de filho de peixe peixinho é só pro poema, mas na vida você pode, pela graça de Cristo, reconstruir a sua vida, revisar as suas tendências e não segui-las, sabe? E Deus usando tudo para poder eh trazer você a cura. Ismael, nós estamos quase chegando ao final porque eu sei que nós temos que terminar 8:30 e você também não tem um compromisso. Eu também não. Eu tenho uma bebezinha esperando lá. Eu quero fazer >> tem três filhos. Vale. Eu sei como é que é, né? Tem três. >> Você tem três. >> Tem três. 12, 10 e 7 anos. Entendeu? >> Então você tá e você tá mais criacionista do que eu, porque Deus falou no Gênesis crescer e multiplicar e enchei a terra. >> Um espaço, táando três, né? [risadas] Eu vou eu vou fazer o seguinte, eu vou eu vou colocar o terceiro eh sorteio daqui a pouquinho. Já vou jogar a última pergunta para você. Eh Ismael, e depois que responder essa terceira pergunta, nós vamos despedir. Eu vou fazer o terceiro sorteio aqui paraa nossa live. Já já dizendo de antemão que tá sendo muito gratificante o bate-papo com você. Eu que agradeço. >> Mas a pergunta que eu faço é o seguinte, em termos práticos, você não se envergonha da sua fé, nem da expressão que você já usou, que eu vi em alguns vídeos seus, já tem livros seus sobre a inteligência espiritual. Então, minha pergunta é: como fortalecer a minha inteligência espiritual no mundo de tantos problemas assim? Porque, deixa eu ampliar um pouquinho essa essa pergunta. A gente já vive num mundo e eh eh eh eh tóxico. Eh, eu costumo falar que casamento é um encontro de patologias, porque eu trago todos os traumas mal resolvidos da minha da minha família. minha esposa traz todos os dela e junto os dois aqui para formar uma bebê que por mais que a gente tente tirar dela tudo, ela vai sair também com as suas questões. Os seus três filhos, sendo filhos de um profissional, vão sair. A natureza de Adão tá conosco ainda. Eh, nós temos um mundo que nos leva sempre a pro pecado, paraas coisas de Deus, contrárias às coisas de Deus. É um mundo de grande desafio. Você falou aí, nós não dormimos mais, né? nosso cortisol tá ruim, nossa, nossos hábitos estão ruins, uma série de coisas está aumentando o problema de insônia, de depressão. Em termos práticos, [roncando] eh, o que você poderia dizer para nós, assim, dois ou três palavras assim de elementos que não vão substituir uma terapia bem feita? Não é, não é fazer uma autoanálise, não é agora com essa receita resolver todos os males, mas pelo menos algumas dicas de uma boa saúde mental, como fortalecer a minha inteligência espiritual, a minha espiritualidade do ponto de vista clínico, eh, como é o seu? Pois é, primeiro eu disse no início que nós temos essa natureza biológica que ela é importante. Então, se você luta com sintomas que você tem, eh, realmente questões psiquiátricas que elas estão te impedindo de ter funcionalidade, isso é muito importante. Eu digo sempre que ah uma vida espiritual rodando num cérebro disfuncional, ela tende a trazer leituras que elas podem ser disfuncionais. O, eu até creio que quando a vida espiritual ela se manifesta, não que Deus seja refém de nós, mas até pela nossa estrutura de queda e toda a nossa alteração fisiológica ou consertar o biológico, ele é muito importante. Então, quem está nos assistindo, uma dica prática é essa, consertar o hardware, consertar o o rádio de transmissão. Da mesma forma terapia. Eh, quando a gente coloca aqui a importância do externo, a terapia ela é muito importante porque se o a psiquiatria tenta consertar o hardware, a psicoterapia ela tenta sim fazer um processo de eh de instalar arquivos novos que eles são importantes para você. E hoje, cientificamente, a gente sabe que a terapia ela muda a estrutura do cérebro, que a gente chama de neuroplasticidade. Seu cérebro ele se remodela. Agora, eh, falando sobre o espiritual, que é o que você perguntou, eh, no livro de Daniel, eh, uns anos atrás, tava lendo, e certa vez a rainha, eh, o rei tava diante de um grande problema e a rainha viu que eles estavam não tava conseguindo solucionar e nenhum daqueles magos e encantadores estava conseguindo. E ela diz uma expressão muito bacana que ela diz assim: "Olha, tem no meio de vocês uma pessoa que na época do seu antecessor, ele era um iluminado, ele era uma pessoa que ele tinha a sabedoria e o espírito dos deuses, digamos assim". >> Uhum. >> Lá no capítulo um de Daniel, ah, a Bíblia diz que Daniel e seus amigos, eles eram ah versados em toda a cultura e conhecimento, mas eles eram 10 vezes mais inteligentes do que a média. E quando eu li aqueles textos, eh, aquilo me despertou muito há anos atrás, ah, para realmente entender que Daniel tinha cultura, que Daniel não se negou a estudar, a fazer as pontes de conexão. Ele realmente era um sábio, um entendido que ele participou do processo seletivo da Babilônia. Ah, mas Daniel, ele sempre foi um homem ah, que ele via que não somente esse processo do temor, como a gente coloca, mas dessa disciplina espiritual de buscar esse Deus eterno, ele seria aquilo que iria fazer toda a diferença na vida dele. Isso eh me traz uma reflexão, Rodrigo. A gente passa muito tempo preocupado com o Cloud, preocupado com os empregos, preocupado com Geminai, preocupado com chat GPT, mas a gente está ignorando que em Cristo estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e da ciência. Ah, e nós não estamos pedindo a Deus que o espírito dele eh testifique aonde? Ao nosso espírito, né? O espírito não vai testificar ali ao meu cérebro, aos meus neurônios. que o espírito vai testificar ao meu espírito. Ah, e trazendo sim um pulso ali do Senhor, que ele vai me trazer criatividade, que ele vai me trazer intencionalidade, que ele vai reorganizar os meus pensamentos, que ele vai reorganizar os meus afetos, que ele me vai trazer percepções ah de pontos que estão escondidos dentro de mim, que por melhor que seja o psiquiatra ou terapeuta, eles nunca vão conseguir ah identificar. E você que tá assistindo e acha que isso é uma coisa teórica, quantos eu já vi nesses anos, né, que por meio de o conhecimento de Deus, ah, que se revela na mente humana, essas pessoas tiveram transformações que elas seriam impensáveis de ser descritas apenas à luz de um conhecimento ah biológico. E aí, ah, o segredo de Daniel, ah, a Bíblia diz que certa vez eles foram o olhar e ele tinha dois hábitos muito importantes que são muito simples para quem está nos assistindo. três vezes por dia ele orava em direção a Jerusalém. E no finalzinho do livro diz que ele lendo as escrituras ele sabia discernir o tempo. Ele lendo inclusive o livro de Jeremias, né? A a Bíblia, o livro a Bíblia diz claramente que ele tava lendo o livro de Jeremias. Então, quero estimular vocês que estão nos assistindo, poderia aqui falar dicas sobre a importância da oração, a importância da do mindfulness, da meditação, a importância do exercício físico aeróbico, a importância de pertencer a uma comunidade, que isso é totalmente terapêutico, a importância de ter uma alimentação saudável, que Daniel até nos ensina sobre isso também. Eh, isso tudo é muito importante, mas eu acho que a grande, o grande ponto do nosso tempo, Rodrigo, hoje a nossa grande urgência é o que eu chamo de inteligência espiritual, que nada mais é de maneira bem clara e direta, que é a vida de Deus na mente do homem. Eu creio que nós abandonamos e esquecemos de Thago. Se alguém tem realmente falta, pede que ele dá. E eu tenho visto eh grandes revoluções sobre isso de pessoas que ah eu digo não no âmbito cognitivo, mas no âmbito de descobrir o que é a vida verdadeira. E bate com a escritura, Rodrigo, que Jesus disse que eh ele diz assim: "Olha, se você quer realmente descobrir o que que é a vida plena, o que que é o caminho que ele apontou? Negue-se a si mesmo, toma a sua cruz, né?" Ou seja, eh, existe um paradoxo na fé, eh, de que você se permitindo se desinstalar um pouquinho e permitindo que essa vida de Deus se instale, você aí sim você descobre o que que é a Páscoa seja todo entendimento e a vida é verdadeira. Então, quero desafiar vocês a deixar aqui uma dica prática. poderia falar de medicina aqui, a gente faz uma outra live um dia, se você quiser. Meditem no livro de Daniel, eh, porque eu creio que é um livro muito importante e acho que você que é um grande estudioso ali no final, quando ele disse que essa busca que a gente vai ter ali na consumação dos séculos, né, sobre o conhecimento, eu creio que a gente tem que nos antenar o que que ele fez e o que que eu nos aponta para um homem que, apesar de inteligente, apesar de culto, era um homem que submetia a sua vida inteira aos domínios do ET. Então, que Deus abençoe vocês. Obrigado pela live. >> Amém. Ainda quero daqui a pouquinho despedir de você. Fica com a gente aí. Eu só eu quero pensar só uma coisa interessante que eu gostei da sua resposta. É que muitas pessoas hoje estão querendo reinventar a roda. >> Sim. >> Sabe? E mas reinventar do jeito assim, eles querem uma dica que seja diferente do convencional. Eh, eh, e tem muita propaganda disso na internet, né? Aprenda inglês sem precisar olhar gramática, né? Eh, eh, aprenda a estar a a estar bem com e fisicamente com apenas um minuto de exercício a cada a cada mês. >> É porque isso vende, né, Rodrigo? Se eu falar que um monte de coisa de neurociência, isso vende, né? vende. E você não desprezou a importância da comunidade, da terapia e tudo mais, mas você centralizou naquela velha receita de avó, falando linguagem pentecostal, daquelas irmãs do coque, da Assembleia de Deus antigas, que é oração e palavra, contato com a palavra, uma mente bíblica e oração. Pronto, não tem conversa, gente, sabe? Não, mas eu quero um método, não é por aí. E e eu quero aproveitar e fazer um convite para vocês também antes de fazer o o o sorteio final. É uma boa notícia que eu tô trazendo agora como comemoração. Vocês sabem que nós estamos com um grupo de escavação para Israel agora em julho. Vamos continuar as escavações em Laquis. E hoje, exatamente hoje, no dia do aniversário, eu recebi uma mensagem eh do pessoal de Israel que nós vamos poder levar um pouco mais de pessoas que estamos levando já. Está tudo tranquilo lá com relação à à segurança, sempre esteve, mas eu não estava falando muito mais da viagem porque eu falei assim: "Olha, vai que acontece algum algum revertério aí entre Irã e Israel e e resbolar no Líbano e tenha que cancelar, vamos manter os que já estão." E eu sempre avisando os que já estão, gente, fiquem tranquilos, se acontecer alguma coisa, vocês vão receber o dinheiro de volta, não tem problema nenhum e tal, mas graças a Deus tudo tudo tá encaminhando de maneira positiva. Então, eh, a Tamires deve est fixando aí para vocês um link, se você quiser participar de uma experiência comigo em Israel, escavando de verdade na cidade de Laquis e ainda por cima conhecendo Israel e minha companhia de Aline, lembre da Aline, do canal Israel com a Aline? Pois é, ela vai guiar vocês, eu vou guiar vocês e nós vamos escavar juntos na cidade de Laquisa. ainda vamos eh eu vou dar aulas de arqueologia em loco. Quem assistiu Inteligência Limitada, que eu participei semana passada, eu mostrei alguns vídeos e fotos do nossa última escavação lá. Imagina você tendo a oportunidade de tirar da terra um objeto arqueológico que está 2600 anos guardados ali e você é a primeira pessoa a tocar naquele objeto que nem foi pro museu ainda. Você tocar na história bíblica. Tudo isso que o Ismael tá falando aí de oração e palavra aqui, você lê a Bíblia lá na escavação você vai tocar na história bíblica, tá bom? se interessou, quer ir para Israel comigo agora em julho, tá bom? Dá tempo ainda de você se inscrever. Então, terminando essa live, tá aí o link fixado, acredito, tá bem? E você pode pode se inscrever ali. Vamos sortear então. Tamire, só me fala se tá OK o link lá da live se eu já posso fazer o outro sorteio aqui. Enquanto o sorteio tá sendo feito. Eh, eh, realmente a gente tem que fazer um outro bate-papo, Ismael, porque vieram muitas outras perguntas interessantes aqui. Por exemplo, eh, o José, eh, a José Amori Silva Júnior perguntou: "E Jó, no lixão ele também teve depressão? É um assunto interessante para tratar aqui." >> Eu acho que Jó, sim. a gente um dia pode falar, mas >> é não, Jó, >> Jó. Jó, inclusive é um enigma de tratamento, né? Porque enquanto os amigos dele ficaram calados, eles ajudaram. Quando eles começaram a fazer teologia, eles eles prejudicaram ele, entendeu? >> Verdade. É verdade. [limpando a garganta] Eh, também a Leila, um outro assunto a gente pode tratar como lidar com a pessoa narcisista, tá certo? Eh, ou também que o Moisés Cruz, aparentemente as doenças transtornos mentais aumentaram hoje. Isso é fato ou apenas temos um conhecimento maior sobre isso? Tem muita coisa. Eh, ou também aqui a a GZ Loures, o que falar para cristãos que se recusam à ajuda médica, como cirurgias ou ajuda psiquiátrica, etc. Mas faç o seguinte, para pra gente também não deixar esse pessoal no vácuo até nosso próximo encontro, eu sei que você tem vários livros que você publicou. Eh, tem um ou dois, não sei qual livro aí da da sua autoria que você podia indicar pra gente, eh, que o pessoal pode adquirir e ao mesmo tempo onde as pessoas podem te achar nas redes sociais. É, pois é. Eu já tenho seis livros publicados para quem está nos assistindo. Um livro mais simples que ele introduz a ideia da saúde mental e espiritualidade é um livro que chama Psiquiatria e Jesus. Ele é da editora Thomas Nelson Brasil. Você joga no Google Psiquiatria Jesus, você já vai cair na Amazon, em vários sites. E quem quiser entender um pouquinho mais sobre essa questão do que é físico, do que é emocional, como que o cérebro processa a vida espiritual, ah, como que eu penso, né, e integro neurociência com essa ideia de fé, aí tem meu último livro, vou mostrar aqui para vocês. que eu tenho aqui, que é esse o Illuminados, né, que é inteligência espiritual e emocional à luz da Bíblia e da neurociência >> da Thomas Nelson também. >> Eu tenho alguns livros na editora Vida e alguns livros na Thomas Nelson Brasil. Então, se você está assistindo, acho que um bom livro para introdução é o Psiquiatria e Jesus. Tem também o Psiquiatria e Fé saudável, que é sobre espiritualidade emocionalmente saudável. Mas o iluminados é para quem quer aprofundar um pouquinho mais. Eu falo que o Psiquiatria Jesus, talvez para um novo convertido, para uma pessoa que quer aprender o básico, o Illuminados já é um livro um pouquinho para quem já tem mais uma vivência de fé. Então agradecer até você pelo convite. As pessoas podem me achar no @ismael.sobrinho no Instagram, @ismael.sobrinho e no ismail.sobrinho no YouTube também. >> Por favor, gente, sigam os perfis, as redes lá e vamos ao último aqui. Já está aparecendo agora. Quem ganhar esse vai ganhar um ano de assinatura da plataforma Bíblia comentada. Tá bom? Vamos ver. A Tamir já tá mandando para mim aqui. Opa, agora vi de longe. Palmares Pernambuco, tá certo? E quem ganhou foi José Ramos da Silva Júnior. José Ramos da Silva Júnior de Palmares, Pernambuco. Ganhou então um ano de assinatura da Bíblia comentada. A Lídia, eh, dos Passos Lima de Campinas ganhou o livro eh O ceticismo da Fé Maria Madalena Verdadeira História. E a Isa Martins Simões de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, ganhou a enciclopédia histórica da vida de Jesus. E todos nós ganhamos juntos um bom, um bom cultura sobre saúde mental, espiritual aqui com o Dr. Ismael Sobrinho, a quem eu agradeço muito, tá bom? Procure o nome dele no Google lá com os livros, sigam na nas redes sociais e não se esqueça de clicar aí para saber as condições de viagem comigo para Israel. Porque eu não disse uma coisa, são poucas vagas que nós temos, que os grupos estão quase cheios. Então assim, são algumas vagas remanescentes que eu vou poder abrir. Então quem chegar primeiro bebe água limpa, tá bom? Um grande abraço, um beijo no coração e mais uma vez, Dr. muito obrigado. Que Deus abençoe sua o seu ministério também, que não deixe seu ministério aí. Amém. Deus abençoe vocês. Obrigado, gente. >> E feliz aniversário. 10 anos. Mas el bra. >> Obrigado, viu, gente? Um abraço para vocês.