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A fé vem pelo ouvir

Inteligência Espiritual e Emocional na Era da Inteligência Artificial

Inteligência Espiritual e Emocional na Era da Inteligência Artificial

Inteligência Espiritual e Emocional na Era da Inteligência Artificial

Em um mundo hiperconectado, onde a solidão e a ansiedade parecem crescer exponencialmente, surge uma pergunta urgente: como descansar a mente em um mundo acelerado?

Nesta live especial de 10 anos do canal Rodrigo Silva Arqueologia, recebemos o Dr. Ismael Sobrinho, psiquiatra e autor, para desvendar o complexo universo da saúde mental e espiritualidade na era da inteligência artificial. Exploramos o paradoxo da conectividade, o preconceito contra a psicologia e psiquiatria no meio cristão e como a fé pode ser um poderoso fator de proteção e cura. É possível integrar ciência e fé para uma vida mais plena e com propósito?

A discussão aprofundou-se sobre os desafios que enfrentamos com o excesso de estímulos digitais, a banalização de diagnósticos e a importância de não confundir tendências com determinismos. À luz da Bíblia e da neurociência, Dr. Ismael e eu refletimos sobre a necessidade de buscar respostas não apenas dentro de nós, mas em uma conexão genuína com o Deus, reconhecendo que a verdadeira cura e o preenchimento vêm de um alicerce espiritual sólido.

Convidamos você a repensar a relação entre sua fé e seu bem-estar emocional. Entenda como o cuidado com o "hardware" cerebral através da ciência, e o cultivo da chamada Inteligência Espiritual através da oração e da palavra, são cruciais para navegar pelos desafios do século XXI. Esta conversa oferece insights valiosos para quem busca equilíbrio e significado em meio à agitação da vida moderna.

Discutimos questões que afetam diretamente nossa vida:

• Nunca estivemos tão conectados. Então por que tanta gente se sente tão vazia e sozinha?
• O que é inteligência espiritual?
• O que é inteligência emocional?
• Como descansar a mente em um mundo aceleradado?
• Como desenvolver inteligência espiritual e emocional em um mundo acelerado pela tecnologia?

00:00:02 – Aniversário de 10 anos do canal Rodrigo Silva Arqueologia
00:01:04 – Apresentação do Dr. Ismael Sobrinho
00:07:22 – Preconceito sobre saúde mental no meio cristão
00:11:11 – Diálogo entre espiritualidade e saúde mental
00:16:07 – Limites da neurociência e redução do ser humano
00:29:25 – Paradoxo da solidão em mundo hiperconectado
01:05:06 – Jesus no Getsêmani: angústia e humanidade
01:14:35 – Como fortalecer a inteligência espiritual
01:22:33 – Convite para escavação arqueológica em Israel

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Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?

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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!

#rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia #ExclusivoRodrigoSilva

Legendas automáticas:

Olá, você que me segue no Rodrigo Silva
Arqueologia. Nós estamos de volta pro
nosso bate-papo semanal sobre Bíblia,
teologia, religião, assuntos afins. E
hoje é uma live especial, tá certo? Eu
já anunciei nas redes sociais pela
manhã, vocês devem ter acompanhado
durante o dia. Estamos comemorando paraa
honra e glória de Deus 10 anos do canal
Rodrigo Silva Arqueologia. Parece que
foi ontem que tudo começou, ainda bem
improvisado,
atravessando a época da pandemia. Eh,
não sei quantos se lembram, aliás, quem
tiver acompanhando a gente, que já me
acompanhava desde lá de trás, deixa aí o
seu depoimento, eu queria ouvir de
vocês, tá bom? Lembra aquela época ainda
da estante com ferros, estante de ferro
com os livrinhos ali atrás? Depois eu
mudei, me casei, hoje eu sou pai, tô
muito feliz. E você tá aqui comigo.
Glória a Deus por sua vida, por seu
apoio. Eu fico muito feliz. Eu sei que
há pessoas de vários lugares que estão
conosco e hoje nós teremos um convidado
especial, eh, o Dr. Ismael Sobrim. Ele
eh está falando lá de Minas Gerais, o
meu estado, que eu sou de Belo
Horizonte, vocês sabem disso. E o Dr.
Ismael, por que que eu convidei o Dr.
Ismael para estar conosco? porque a
gente quer sempre atender aos pedidos de
você, de vocês. E houve um pedido muito
assim veemente, além das temáticas
bíblicas que eu trago sobre Apocalipse,
volta de Jesus, arqueologia. Muitas
pessoas gostam quando a gente traz um
assunto espiritual, um assunto mais ao
coração, eh um assunto que fale emoções,
eh realmente é um uma grande demanda das
pessoas. Então, eh, hoje nós decidimos
falar desse assunto, mas falei, não
quero falar disso sozinho, eu quero um
especialista comigo. Então, o Dr. Ismael
vai estar conosco, daqui a pouquinho ele
vai entrar. Ele é autor de vários
livros, é psiquiatra, ele cuida das
pessoas em consultório, escreve, dá
palestras, acredita na palavra de Deus,
é um homem espiritual, trabalha muito
alguma algumas temáticas que me são
muito caras, eh, a questão de
inteligência artificial e as
consequências do seu mau uso para a
nossa emoção, para a nossa mente.
Inteligência espiritual, ele também bate
muito nessa tecla. E do ponto de vista
de alguém que sabe o que está falando,
lembre-se, eu mesmo que falo com vocês,
sou alguém que lutou com a depressão de
maneira muito profunda. Então você já
sabe disso aqui e eu vou aos pouquinhos
conversar sobre esse assunto. E durante
a nossa live nós vamos ter três sorteios
aqui. Então fique comigo até o final
porque você pode perder um sorteio se
você sair antes, tá bom? Eu vou, em
princípio, eh, na, na hora que eu
chamar, nós vamos sortear o livro A
enciclopédia histórica da vida de Jesus.
Tá aqui, ó.
Inclusive, eu tive a grata satisfação
que essa semana o o professor Carnal,
ele postou um story, eh, ele está muito
agora estudando a vida de Jesus e ele
postou um story que ele estava lendo a
Enciclopédia Histórica da Vida de Jesus
desde manhã e segundo as bondosas
palavras dele, estou aprendendo muito.
Eu fiquei lisongeado. Glória a Deus por
isso. Foi sexta-feira esse post dele. E
depois que eu sortear enciclopédia
histórica da vida de Jesus, eu vou
sortear dois livros. Então, olha,
preciso tem que ficar. Se você perder o
primeiro, no o outro vai ter dois. E no
final, para fechar o nossa celebração,
vamos sortear então uma um ano de
assinatura da plataforma Bíblia
comentada, tá bom? Então, fique
ligadinho. Eh, o pessoal da One Big
Media está comigo, eles vão me ajudar. A
Tamires está aqui. Eu agradeço muito a
Tamires. Vocês sabem que a One Big
Media, que antes a gente chamava de
Hitbell, ela está já a longos anos
assessorando o canal, protegendo o canal
contra hacker, contra qualquer coisa. E
é muito bom estar com eles também. manda
um abraço aqui, h, paraa Luía, que
também me ajuda aqui nas redes sociais,
o David que ajuda com a a as as th
tambs, né, as capinhas. Muito obrigado e
obrigado a você também pelo carinho. E
para terminar, muito obrigado também a
Laura, minha esposa, que sempre dá
ajuda. Hoje ela não pode ficar comigo
aqui. Pessoal da One Big Media tá me
ajudando, porque a Laura tem tem que dar
de mamar pra Sarinha lá em cima, mas ela
tá acompanhando tudo e saiu daqui nesse
momento para me ajudar a ligar tudo
direitinho. Muito bem, pessoal. Então,
boa noite a todos que estão entrando.
Muita gente já participando. Vamos falar
um pouquinho hoje sobre inteligência
emocional no mundo de inteligência
artificial. Vamos entender qual o
significado disso para nossa vida, quais
os riscos, quais as oportunidades. Um
bate-papo legal. E eu já vou chamar aqui
pro nosso estúdio, estúdio virtual, o
Dr. Ismael Sobrinho. Boa noite, Ismael.
Tudo bem?
Ismael sem o título só para criar
>> Ismael é melhor. Eu até não gosto dessas
dessas formalidades, né? A gente que é
de BH vive diferente, né? Então, como
diz os os trem aqui são bem complicados,
né? Entendeu? A linguagem é diferente.
Mas queria te dar o parabéns primeiro
pelo os parabéns pelo canal, né? Até são
muitos pacientes que às vezes
compartilham os vídeos, você sempre
manda um corte seu. Eu digo que é
aproximar as pessoas da fé, né? Quando a
gente rompe qualquer barreira de fé e de
ciência, a gente tá aproximando as
pessoas da fé. E numa época que é tão
complicado, né,
>> com tanta eh polêmica, você comunicar
com sabedoria, igual você faz, com
equilíbrio, estando em comunicando até
para pessoas fora da sua bolha. Eu acho
que isso é um grande aprendizado e para
mim é um privilégio estar aqui, mas
também ah aprender bastante com quem
sabe, com quem Deus já está usando para
romper essas barreiras entre fé, ciência
e um assunto como o seu também que é tão
delicado, que é arqueologia, né? Então,
que Deus possa continuar te abençoando.
Eu conheci seu trabalho muitos anos
atrás com meus parentes adventistas
>> aí de BH mesmo.
>> De não, lá do Espírito Santo. A minha
turma é turma do Espírito Santo. Eu sou
de Mantena, no interior de Minas, mas
moro no Horizonte desde que eu vim fazer
>> aqui medicina
em 99, né? Mas bons tempos. E aí vi
realmente que Deus continue te usando e
que seja um canal aí para muitas décadas
de muita bção na vida de tantas pessoas.
Amém, Ismael. E eu louvo a Deus por pela
sua profissão também. Olha que
interessante como é que o criador
realmente na sua infinita sabedoria ele
ele lida com cada um de nós, né? Eh,
quando você se especializa numa área, é
um alto grau de sábia humildade
reconhecer que você é bom naquela área e
naquela área você não sabe tudo.
>> É, sei.
>> E que você precisa da área do outro. Ou
seja, 99,9%
do conhecimento que está em redor, eu
sou leigo em relação a ele. Então, veja
bem, eh, como foi bom para mim me
entregar ao a ao tratamento de
profissionais da área de saúde mental,
psicólogos e psiquiatras.
Há muito preconceito. E é interessante,
Ismael, dizer isso aqui, porque quando
você se apresenta como um acadêmico, as
pessoas pensam que você vai ser bom em
tudo. Não, você é bom dependendo da
ótica na sua área. E eu digo dependendo
da ótica, porque sempre tem gente melhor
do que você,
>> mas quando você vai para uma outra área,
você se torna uma criança quase
semanalfabeta.
Então, se eu tivesse qualquer tipo de
arrogância, de petulância e não me
deixar ser tratado,
eh eh eh ia ia prejudicar o que os
profissionais da área de saúde mental
podiam fazer por mim. Então, pessoas
como você me ajudaram, eu louvo a Deus
pelos psiquiatras que passaram a minha
vida, os psicólogos que me permitiram
estar aqui hoje. Eu falo isso por duas
razões e já jogo uma pergunta para você.
A primeira razão que eu falo isso é
porque no mundo cristão ainda existe
muito preconceito contra a psicologia e
a psiquiatria. Parece que o cristão só
resolve as coisas dele na base da
oração, do jejum e da leitura da palavra
e que ele não precisa da ajuda de um
profissional, senão é falta de fé. Não é
por aí. eu não me envergonho de de dizer
que eu precisei da ajuda de
profissionais de saúde. E em segundo
lugar, eu aprendi, se me permite falar
até numa numa comparação, eh, algo que
um homem do Corpo de Bombeiros me
ensinou uma vez. Ele disse que a maior
dificuldade que tem às vezes de salvar
uma pessoa no meio de um lago que está
afogando é porque a pessoa no desespero
dela, ela pode às vezes atrapalhar o
trabalho do socorrista. Por exemplo, ele
com medo de afundar, ele agarra no
pescoço do do socorrista e acaba
sufocando o socorrista e morre os dois.
Corre esse risco. Ele até tinha uma
técnica que à vezes ele foi salvar um
camarada em Sete Lagoas, pertinho de
onde o Ismael está, que tava afogando e
quando o camarada tava desesperando,
começou a dar uma esganadura nele aqui
dentro da água. Que que ele fez? Ele
afundou de propósito. Quando ele afundou
que o outro tava debaixo da água,
desesperou, soltou e quase desmaiou, que
ele pode retirar o sujeito de lá. Ou
seja, muitas vezes, eh, o meu papel no
salvamento enquanto vítima é me deixar
ser salvo. Mas nós temos tanta até até o
desespero pegando a comparação do
afogado, é, é tão grande que a gente
atrapalha o trabalho do socorrista. E
falando em termos espirituais, a gente
pode às vezes atrapalhar o trabalho de
Deus, não é? Então, nesse aspecto, eu já
queria começar jogando essa essa bola
para você, Ismael. Você é um cristão,
você trabalha com saúde mental? Como é
que você percebe esse preconceito ainda
existente dentro das igrejas em relação
a buscar ajuda quando você está com
depressão, com uma síndrome do pânico ou
qualquer coisa parecida dentro do mundo
cristão, assim mais conservador?
>> É esse eu vi essa jornada, né, essa
transição quando eu entrei na faculdade
em 99. E ali já começando a fazer todos
os estágios, internatos. Uma coisa me
chamava atenção que a gente tinha mais
ou menos 50, 60% dos pacientes que
estavam internados nos hospitais ali
psiquiátricos, eles professam que eles
eram cristãos, evangélicos,
protestantes. E era curioso que a gente
não tinha essa abordagem ah de falar de
saúde mental dentro desse contexto mais
eh religioso, principalmente em meios
mais pentecostais ou mais
neopentecostais.
E dentro até de um meio assim eh
teológico mais reformado, mais
conservador, ainda também tinha muito
preconceito. As pessoas até elas tinham
uma base às vezes melhor de
aconselhamento cristão, mas falava
pouco. E o problema, Rodrigo, é que na
época a gente apanhava dos dois lados,
porque também a saúde mental em geral,
ela tinha um grande preconceito com a o
que a gente chama hoje de
espiritualidade. Então, de um lado a
igreja não dialogava e de outro a saúde
mental também não dialogava. Isso
começou a mudar mais ou menos, eu lembro
ali por volta de 2006, 2007, ah, quando
começaram acontecer duas coisas ao mesmo
tempo. Primeiro na saúde mental, na
psiquiatria, na psicologia. Ah, e aí a
gente começou a ter os trabalhos do
Herold Keny, que ele tava no Brasil ano
passado, foi o primeiro pesquisador
realmente de ponta a começar a publicar
trabalho sobre benefício da
espiritualidade na saúde mental. Eu
lembro que eu fui num congresso em Los
Angeles. Eu fiquei chocado quando eu
entrei no maior congresso de psiquiatria
do mundo e tinha ali duas palestras
sobre os benefícios da espiritualidade
na saúde mental. E ali eu comecei a me
atentar que a ciência ela já estava
começando a vencer esses preconceitos.
Ou seja, ah, opa, pera aí, nós temos um
preconceito, mas todos os estudos eles
vêm mostrando que pacientes que têm
depressão, ansiedade, eh, estresse
pós-traumático, a evidência então é
muito grande. Esses pacientes eles
recuperam melhor, eles têm melhor
prognóstico, eles têm mais expectativa
de vida. E aí começou a publicar um
monte de artigos em revistas de alto
fator, eh, de impacto nature e por aí
vai. Posteriormente, passou ali mais ou
menos 17, 18, ah, eu vi que começou a
chegar essa onda um pouco na igreja
também. Ah, quando você pega as
comunidades cristãs, começou a ter e aí
entra muito que você colocou. Existia
muito preconceito, né? Esse preconceito
ele tem motivos. Ah, realmente quando
começou a saúde mental tinha essa ideia
de que ah, havia um preconceito da
própria ciência de comportamento e muito
da espiritualidade cristã, ela foi
marcada para aquele para aquele conceito
reducionista ah do que é uma emoção, né?
Parece um conceito muito simples, mas
essa ideia do que é a consciência, as
pessoas determinavam muito que a emoção
ela era algo só espiritual e de que a
consciência era algo só espiritual. E aí
a partir disso começou a ter uma onda
até de pastores, de líderes religiosos
ali, infelizmente, tentando eh
autoestermine e outras doenças graves. E
com a onda digitalização da vida, v esse
bundo da internet, os transtornos
mentais eles fizeram uma inundação
dentro da igreja. E eu não me esqueço
que eh eu vi que a coisa estava mudando,
que a igreja estava mais aberta, quando
eu estava num congresso até aqui em Belo
Horizonte, na na Lagoinha, e eu vi assim
uma primeira iniciativa de um congresso
cristão, que na época era uma
conferência meio que profética, algo bem
direcionado a ministrações espirituais.
E foi a primeira vez que eu lembro que
eles eh fizeram um convite para falar
sobre o físico, o emocional e o
espiritual, qual que seria a origem do
problema das pessoas. E ali eu lembro
que foi a primeira vez assim onde eu vi
que a bolha ela estava sendo rompida
nesses anos melhorou muito. A gente
ainda tem muita gente que ah ainda
disso, eu falo que é o preconceito geral
de que transtorno mental não existe, que
transtorno mental é uma fraqueza, que
não existe base, a gente vê até pessoas
aqui no YouTube ah dizendo que não
existe base fisiopatológica de
depressão, que isso realmente não existe
prova neurocientífica. a gente vê muitas
questões sendo levantadas. H, mas ah,
tem um preconceito também, sim,
religioso de depressão, falta de fé,
pecado, falta de comunhão com Deus, mas
isso melhorou absurdamente. E eu creio
que isso se deve também não apenas aos
livros, mas aí eu vejo que o papel da
tecnologia, da internet, das redes
sociais, de lives no processo de
educação. Então, quem está nos
assistindo, né? Eh, se você realmente
ainda pensa assim, hoje você pode, você
que tá assistindo, tem uma paz de dizer
assim: "A espiritualidade é um fator de
proteção, você não está rompendo a
ciência". E da mesma forma,
teologicamente, também você pode dizer
que não é um problema o cristão que
profess, seja católica, evangélica,
reformada, pentecostal, ele procurar uma
ajuda psiquiátrica. Eh, aí eu tenho me
um pouco te provocado, a gente vai
conversar um pouco sobre isso, já agora,
talvez seja uma terceira onda. Eu vi
então a primeira onda foi onde fé e
ciência não se conversavam,
>> preconceito total,
>> foi a conversa, né? Ou seja, vamos
dialogar. Então, no Brasil essa
discussão ainda é uma discussão cheia de
preconceitos por parte de algumas eh
pessoas que do do processo de que
trabalham com saúde mental. Mas, por
exemplo, a gente teve 15 dias atrás o
sexto congresso mundial de saúde mental,
espiritualidade lá em Boston e ele foi
apoiado pela Sociedade Americana de
Psicologia, pela Sociedade Americana de
Psiquiatria, ou seja, lá nos Estados
Unidos já é já não é um problema.
Discutindo, obviamente, com ética, com
cuidado, né? Eh, mas agora eu vejo que a
terceira onda, e aí eu falo da
espiritualidade cristã, eh, que talvez
seja um excesso, uma psicologização
excessiva um pouco da consciência, das
experiências humanas. Parece que o ser
humano ficou tanto tempo sem aprender
sobre neurociência. Eu acho engraçado
que as pessoas falou aí que quando a
gente mais estuda, a gente tem uma certa
dúvida sobre o que a gente sabe. E a
ciência hoje ela já está caminhando por
uma certeza de que não dá pra gente
explicar a mente humana, a consciência
humana, a experiência humana emocional
somente com a ideia que a gente tem de
neurociência e dessa ideia de neurônios
e sinapse. Isso é uma um problema,
porque nós vemos hoje talvez ah um
movimento muito psicologizado às vezes
da igreja, às vezes até com excesso um
pouco de autoajuda. Eu penso que a gente
também está perdendo a outra ponta que é
a vida espiritual. Então esse assunto
ele é muito fascinante. Eh, e a gente
tem hoje até no âmbito da neurociência
já, ah, obviamente não para descrever o
fenômeno, mas a gente já entende hoje
que o cérebro, basicamente, ele é um
rádio de transmissão. E aí eu falo que
cabe ao cristão entender de onde que vem
as ondas, né? Mas a gente, eh, quem tá
nos assistindo tem que entender que ou a
gente realmente faz uma conexão melhor
entre espiritualidade, saúde mental, ou
a gente vai ser um ser humano incompleto
nesse mundo que tá avançando aí, como
você disse no início, para inteligência
espiritual, para tanta coisa que a gente
tá vendo aí nos atropelando. Então, eh,
melhorou muito, viu, Rodrigo? Melhorou
muito.
>> Aham. Mas eu engraçado, você adiantou
até uma pergunta que eu ia fazer agora
quando você citou a dita terceira onda.
>> Sim. E eu queria explorar um pouquinho
mais isso aí, porque é interessante. Eh,
no início até é é é interessante porque
ao mesmo tempo que eu compreendo o
ceticismo da psicanálise, vamos pegar a
psicanálise, por exemplo, porque o
pioneiro dela, Sigmund Freud, o pai da
psicanálise, era um ateu e e revoltado
com a religião, etc. Mas eu tinha a
figura de Jung, por um lado, que já era
até místico.
>> Sim. e falava da psicologia da religião.
E você tinha também Víctor Franel da
terceira escola de psicanálise de Viena,
que também era um crente. Eh, mesmo
assim a a entende-se esse esse
preconceito. Depois houve o diálogo e aí
eu pensei em provocar essa pergunta e
você já adiantou quando falou da
terceira onda, que é essa esse excessivo
psicologismo de tudo. E aí entra a minha
pergunta de cunhho talvez mais
teológico. Nós corremos o risco de agora
também começar a dar explicações por
demais psicológicas
de problemas que cuja raiz é a escolha
do indivíduo pelo pecado. O Paul Turnier
falava muito de graça, culpa e graça,
né? Ele falava muito sobre sobre isso já
>> 50 anos atrás. E e eu lembro uma coisa
interessante que um dos problemas, me
corrija se eu tiver errado, porque eu tô
falando da sua área, um dos problemas
que era o calcanhar de Aquiles na teoria
de Freud, que ele mesmo admitia era a
questão da culpa. E isso e eh libertar o
ser humano da culpa não é fácil, que nós
nascemos com ela e somos fadados a
morrer com ela. Eh, você vai muitas
vezes encontrar mecanismos de como
sobreviver, ou melhor, como conviver com
a culpa sem ela causar maiores danos,
mas ela vai estar aí. E achei
interessante porque essa diminuição de
Freud era um um ato de que realmente
faltava no sentido teológico do termo a
graça na teoria dele. Não existia a
graça, é só o ser humano pelo ser
humano. Aí vem o Porturn fala de de
culpa e graça. E hoje também não corre o
risco de nós realmente estarmos dando
explicações psicológicas para algumas
questões que são éticas e morais. O
sujeito escolheu eh sei lá, fazer uma
maldade com alguém e ao invés de chamar
o pecado pelo nome, não, mas é porque na
infância dele, o pai dele fugiu de casa
contra a mulher, ele acabou ficando
traumatizado. Por isso que ele bate na
mulher, porque ele não teve uma
referência, porque a mãe dele era
tóxica.
Qual que ser esse risco, ou seja, de
tornar um remédio, um veneno, pela
dosagem desequilibrada?
>> É, eu creio que sim. Nós, quando eu digo
que a gente tem limitações, pode parecer
assim que eu estou aqui eh inventando
algo, mas, por exemplo, por muito tempo,
até sobre um pouco dessa questão da
escolha, da consciência, por muito tempo
você achou, Rodrigo, que ah quando você
eh não tinha atividade cerebral
organizada, as pessoas não poderiam ter
o que a gente chama de consciência ou
que talvez elas não estivessem vivas ou
que talvez ah a gente poderia reduzir a
experiência humana. aí esse cérebro,
digamos assim, que estivesse
neurocompetente.
E aí a gente tem cefálica e nada mais do
que isso.
>> Exatamente. E a gente tem uns problemas
para quem está nos assistindo que a
gente tem vários fenômenos que vão de
encontro a isso, né? A gente tem, por
exemplo, tem um famoso estudo que é o
Wake, que ele mostra que pacientes, por
exemplo, estavam em parada cardíaca, que
eles estavam com eletrofalograma
totalmente
eh praticamente indicando que o cérebro
não estava ali tendo uma atividade
organizada para quem estava nos
assistindo. É como se o cérebro
estivesse ali quase que incapaz de gerar
algum tipo de experiência racional,
lógica, consciente. E aí eles levavam os
pacientes para um para um esses eram
neurologistas e psiquiatras que eles
faziam um eletriofalograma e algumas eh
alguns monitoramentos. esses pacientes
estavam em parada cardíaca, eles
monitoravam esses pacientes. E o
interessante que mesmo com o traçado eh
muito ruim, ou seja, incapaz talvez de
dar algum tipo de atividade de
consciência, o que eles perceberam é que
esses pacientes que sobreviviam e
voltavam das paradas cardíacas, eles
tinham depois um nível de percepção de
fatos que não poderia ser explicado se a
experiência humana fosse só neurônios e
sinapse, né? Há um outro fenômeno que
quem tá nos assistindo aqui talvez já
ouvi falar que chama melhorou para
morrer, que é o que nós chamamos de
lucidez terminal, né? Eh, se nós
acreditamos que o cérebro é é o que
indita tudo e que são só neurônios e
sinos, a gente tem que entender então
que é uma pessoa que tem uma demência
que é irreversível, que essa pessoa
então ela praticamente ela não tem uma
percepção muito adequada da vida.
Quantas vezes eu já médio que quem está
nos assistindo já viu aquela pessoa que
ela melhora, ela tem uma demência grave,
de repente, às vezes dois, três dias
antes de morrer, ela tem uma consciência
super avançada que não se explica pela
lógica dos neurônios. Ela conversa, ela
lembra fato, eu tive uma paciente mês
passado assim, a família me falou: "Ah,
parece que ela melhorou e dois dias
depois ela morreu". Ou seja, como
explicar realmente esses fenômenos, né?
A a própria ciência hoje ela tenta
entender, como eu disse que o cérebro é
um órgão de tradução, eles tentam talvez
entender o seguinte. alguns
neurocientistas já de pesquisa muito
avançada que envolve até eh questões de
de até envolve ciências de de ondas eh
de rádio, questões de frequência
cerebral, que o cérebro ele parece ser
um órgão que recebe ondas de informação
de algo que a gente não sabe. Ou seja, o
cérebro parece ser um rádio que ele
recebe uma onda assim como a gente liga
o radinho que é antiga aqui, você a
música, mas você não sabe de onde que
está vindo a a música. E aí nós vamos
chamar isso de cérebro oculto ou hiem
bem. Obviamente a a ciência ela não se
dedica a estudar esse fenômeno, ainda
que a gente tem muita gente estudando os
fenômenos espirituais, o que a
psiquiatria chama de fenômenos de transe
e de possessão, os fenômenos que nós eh
podemos chamar de paranormalidade, eh
que são os fenômenos que nós podemos
chamar, por exemplo, no meio cristão de
ah de pessoas que têm dons espirituais,
como revelação ou algumas pessoas chamam
de premonição ou mediunidade. Ou seja,
já existe uma turma que estuda isso
muito sério. Mas por que que eu falei
isso? Porque realmente, eh, como Deus
coloca lá, a palavra coloca em
Eclesiastes 3, que Deus colocou a
eternidade no coração do homem, existe
sim algum tipo, digamos assim, de
calvinismo ah no sentido do cérebro,
algum tipo de predeterminação do cérebro
há fatos e há questões aos quais ah nós
não podemos apenas achar ah que um
condicionamento cognitivo,
comportamental e realmente um choque
estrutural de fora para dentro seja seja
capaz de resolver, né? Ou seja, a gente
já tem essas limitações e essas
limitações e é a minha área, eu amo a
minha área e eu vejo a importância dos
tratamentos. Quem está me assistindo
aqui, assistindo Rodrigo, tratar, como o
Rodrigo diz, é muito importante. As
medicações elas são muito importantes.
Mas assim, por exemplo, pessoas com
depressão grave, Rodrigo, em torno de 25
a 30% dos pacientes com depressão grave,
eles não atingem o que nós chamamos de
remissão. Por mais que nós tentemos dar
os medicamentos, tentemos organizar, a
gente não consegue fazer. Por quê?
Porque a gente sabe hoje que a relação
que o ser humano tem com a afetividade,
ela é muito importante, que relação essa
em relação à rejeição, ela é muito
importante. Então a afetividade, que eu
falo assim, é ser amado, né? A questão
realmente de rejeição. E um ponto muito
importante que você colocou que é a
culpa. Não é à toa que ele escreveu lá o
o poel ele é psiquiatra, ele escreveu
culpa e graça. Por quê? Porque a culpa é
um processo que nós vemos na psiquiatria
que ele é quase que ah um catalisador de
doença. Então, quando nós reduzimos ao
biológico, eu estou deixando de entender
primeiro a história desse paciente, que
nós sabemos hoje, que ela começa a ser
construída neurobiologicamente,
memórias, elas já são introjetadas em
nós desde 12 a 14 semanas de gestação.
já começa a receber memórias da mãe,
primeira infância, segunda infância,
tudo que você colocou da psicanálise,
nós herdamos comportamentos também, mas
isso sozinho não explica a experiência
humana. E a gente vai ver essas
limitações. Quando nós vamos pra
escritura, aí a gente entra num consenso
melhor, porque a escritura ela nunca foi
ao contrário do que as pessoas pensam,
um ah, um ser mistificado, né, sem corpo
e também ah um corpo sem espírito. A
escritura sempre trabalhou essa ideia de
um corpo material, de um corpo
imaterial. Você que é um estudioso aí
sabe que a gente é uma alma vivente, né?
Ou seja, a gente é um fruto de uma
experiência espiritual que roda em nós.
Então, o que você colocou é importante
porque ah quando nós reduzimos a
experiência só de neurônios e sinapses,
a gente está ah um pouco sendo
reducionista, porque a própria ciência
diz pra gente que não é bem por aí. Eh,
nós, eh, de uma segunda maneira, nós
estamos dizendo que, ah, não apenas, o
ser humano não tem implicações morais e
que é algo também que a gente vem
avançando. Não sei se você sabia,
Rodrigo, você que estuda isso, 98% do
nosso genoma é igual de um morango
tango, entendeu? Então assim, eh nós
somos muito parecidos com outros
primatas. E aí há uma pergunta muito
curiosa, obviamente 2% de genética é
muito, mas o que que nos faz ter esse
discernimento moral tão sofisticado? o
que faz o ser humano, né? O que a gente
chama aí de que nós chamamos, aprendemos
na escola de homo sapiens ou seja lá o
nome que você que nos faz. E aí a gente
não tem como não cair eh em limites em
que explicar só no âmbito da genética,
no âmbito da neurobiologia, eh
cientificamente até hoje se caminha para
um reducionismo do que é a experiência
humana.
>> Perigoso. Perigoso.
>> Perigoso. Eu eu até diria que nós somos
homo religiosos. É sim. E e e o que você
falou é é um alerta também para os
cristãos, porque você tá falando do
reducionismo que não funciona fora no
mundo, fora do ambiente religioso, muito
menos deveria funcionar aqui. Então, que
a gente reduz toda a questão apenas a um
comportamento, né? Agora, a a moralidade
é gerida pelo pelo gene, né? Então, quer
dizer, o gene não, mas coitado, não pode
fazer. E é é lógico, eu também não vou
fechar os olhos as tendências. Eh, claro
que uma pessoa que cresce num lar cheio
de ódio, cheio de incompreensão, cheio
de desamor, de não diálogos, de punições
com o silêncio ou com a gritaria, é uma
pessoa que tem a tendência
tendência a ter mais dificuldade para
amar, para ser carinhoso, para ser
efetuoso. Mas o que devemos determinar é
que tendência não é determinismo.
Às vezes a pessoa confunde tendência com
determinismo e o determinismo acaba
virando um um uma uma desculpa teológica
para muitos males
que acontecem, né? E e eu acho que não é
por aí. Isso é um risco muito grande.
Agora, num determinado momento da sua
resposta, você falou eh também da culpa,
da nossa ausência. E deixa eu aproveitar
esse esse gancho para perguntar uma
outra coisa para você. Nós vivemos hoje
num mundo hiperconectado.
É um mundo conectado e com excesso de
emoções. Eu li certa vez, Ismael, um uma
um artigo, alguém falando que um cidadão
eh normal americano
leria numa edição dominical do The New
York Times mais texto do que uma pessoa
letrada inglesa poderia ler durante toda
a sua vida no século X.
Ou seja, uma edição do do de um jornal
dominical teria mais informações do que
alguém poderia ler durante toda sua vida
no século X, caso fosse letrado. Hoje
nós temos livro de tudo. Eh, eh, eh,
mesmo quem não é da área, você vai numa
numa biblioteca e deve ter tanto livro
sobre psicanálise e psiquiatria para
leigos, né? Eh, Freud, para quem tem
pressa, não sei o que e tudo mais. é
tanta informação e tanta conectividade e
mesmo assim as pessoas se sentem
solitárias como nunca.
faz um passeio para mim, eh, nesse
paradoxo aí que você, eu sei que você
estuda muito essa questão,
principalmente de inteligência
artificial,
conexões, eh não somente sinapse, eu tô
falando também de internet e tudo. Na
sua opinião como profissional, o que tem
tornado as pessoas com esse sentimento
de tanta solidão num mundo que,
ironicamente falando, é tão conectado?
É, primeiro você trouxe um fato que ele
é importante. Quem está nos assistindo,
preste atenção. Você pegar os 10 livros,
talvez mais vendidos em autaju,
desenvolvimento, eh uns 50%, vão falar
sobre felicidade, sobre bem-estar, sobre
empoderamento humano, sobre
autoconhecimento. E se você pegar esses
livros, todos vão ter muita coisa boa,
né? Então, a gente não nega a
importância da psicologia positiva, como
Rodrigo disse, a gente não nega a
importância da genética. A gente sabe
que comportamentos muitas vezes eles são
herdados. a gente sabe do poder da
primeira e da segunda infância. Ou seja,
esses pontos eles são muito importantes.
Mas é curioso que esse paradoxo eh do
nosso tempo, nunca se falou tanto de
felicidade, nunca se falou tanto de
bem-estar, nunca, como você disse, teve
tanta literatura acessível, mas nunca as
pessoas foram tão infelizes, né? E isso
tem assim várias explicações, mas tem
uma muito simples. Quer ver uma coisa
muito curiosa? Como que a mente da gente
funciona? Por exemplo, a gente nunca
teve tanta insônia, né? a gente
realmente hoje vive uma epidemia de
insônia. Eh, e as pessoas não sabem que
a gente começa a dormir ah no porro do
sol. A gente tem um um sensor atrás do
olho que ele chama núcleo supraqumático,
que ele é como se fosse um sensor que
ele entende que assim está escurecendo e
ali no pô do sol ele já começa a dar uma
ordem lá para pineal, para aquelas
regiões da produção da melatonina para
dizer para ela assim: "Olha, presta
atenção, já está escurecendo, é hora de
desacelerar um pouco".
Então, o que que o cérebro faz? Ele
acorda de manhã, o pico dele de cortisol
é de manhã, digamos assim, o modo prime
dele de hormônios é de manhã, nós temos
30 a 40% mais chances de reter memórias
de aprendizado entre 6 da manhã e 8 da
manhã ou entre 5:30 a 8, depende do
horário para as pessoas, do que, por
exemplo, de noite. Quando chega à noite,
eu sei que isso é a realidade, que isso
que que a gente tem feito, né? A gente,
então, um homem há 30 anos atrás, ele
não tinha o WhatsApp, ele não tinha
e-mail,
>> não tinha televisão, só assistia
televisão, né? Então, o que acontecia,
por exemplo, com o médico ou com o
profissional, com o pedreiro, com quem
quer que seja, você chegava em casa,
você saía do seu trabalho, seja um
computador, já existia aqueles eh MS
idoses lá, as antigas, aqueles
disquetes, né? Eu peguei aquilo. Então,
você não tinha esse excesso de estímulo.
O que acontece hoje? nós ah, em vez de
nós escurecermos a vida, a gente
continua dando estímulo, a gente
continua dando luz. O que que os
cientistas, por exemplo, estão mapeando
que a gente tá confundindo o núcleo
supraquiasmático. Esse pico de
melatonina, ele vai acontecer mais ou
menos 4 horas depois do porro do sol. Se
a gente começa a estimular esse núcleo
supraquasmático e deixar ele meio
excitado e confuso, o que que vai
acontecer? o nosso pique de melatonina
não vai acontecer e aí a gente não
dorme. Então, ah, estudos, por exemplo,
mostram que se você tira a tela 2 horas
antes de dormir, você vai ler papel,
você já diminui a ccitação em 50%, e
você conseguiu, por exemplo, reverter
30% das insônias em adolescentes no
estudo lá nos Estados Unidos. Então,
isso é só um exemplo que as nossas
cadeias de neurônios, e eu acredito,
isso é uma opinião minha, que o cérebro
humano ele vem se evoluindo, ele vem se
adaptando, né? Deus não criou uma coisa
estática, né? Você me corrija se eu
estiver errado. Não,
>> com certeza. Eu eu costumo brincar que
se a gente entrasse numa máquina do
tempo e fosse ao jardim do Éden, a gente
não ia encontrar lá leão, girafa, eh,
crocodilo, como a gente imagina, não.
Iam, iam encontrar matrizes
de animais que só iriam se desenvolver
muito tempo depois. Talvez um um casal
de feliz Léo ia virar todos os felinos
que temos hoje, mas a gente ia se
surpreender ao ao perceber seja no Éder
ou na arca de Noé que ali você teria
apenas um casal de feliz lléu de lupos
caninos. E e esse casal é que depois
iria dando origem às vários tipos
diferentes de coyote, lobo, ah, né, o a
raposa, e cachorro chihua, shinauser,
não importa, né? E realmente os animais
vão adaptando. O urso polar tem aquela
cor para uma razão adaptacionista. É o
urso já cinzento também tem a sua cor
adaptada. E assim também os seres
humanos, o negro, o caucasiano, o
indígena, o o asiático e assim por
diante. O mameluco. Aí vem as
missigenações, é claro, também
>> não isso é bacana porque quando a gente
a gente tem um conceito na psicologia
que chama psicologia evolucionista, que
quando a gente cita esse nome, as
pessoas ficam assim: "Ah, meu Deus, mas
você é cristão?" Não, falei não, o
cérebro humano ele vai sofrendo
adaptações de acordo com os tempos e é.
O que nós estamos vivendo agora é que
nós estamos vivendo um processo de 30 a
40 anos por, poxa, milhares de anos de
adaptações que nós não temos tempo ah de
ter conseguido fazer. O hardware, eu
brinco com os pacientes, olha, o
hardware, quando a gente pensa na
estrutura cerebral, ele está a ele não
deu conta ainda de a processar esse
software novo que a gente está
instalando. Eu brinco assim, assim como
a IA hoje ela não tem energia
suficiente, não tem chip suficiente para
rodar tudo, o nosso cérebro não está ah
conseguindo rodar. E o que que isso
gera? Isso gera desregulação de ritmo
circadiano. Isso gira desregulação
hormonal. que a gente nunca teve tanto
homem com baixa de testosterona, tanta
mulher com menopausa precoce. Isso gira
estresse de estruturas neuronais. O que
a gente tá vendo hoje, por exemplo, é
que o comportamento de resposta das
pessoas com rede social, ele tá tão
curto que a questão do real de 15
segundos, do vídeo de 20 segundos, ah,
que as pessoas elas estão levando esse
tipo de comportamento paraa vida ali
meio que real e aí elas não estão
conseguindo ah ter as gratificações, né,
que elas são mais lentas, elas são mais
ah digamos assim, elas têm exigem um
sustento maior de foco de atenção e no
dia a dia. Então isso tá afetando o
cérebro humano. Teve um exemplo também
para quem está nos assistindo muito
claro, de 10 pessoas que chegam no
consultório hoje da gente, que é
psiquiatra, eh, achando que tem TDH, eh,
a gente sustenta o diagnóstico em 30%,
25, 30%. Os outros sete eles não têm um
transtorno do desenvolvimento que vem da
infância de desatenção. Eles estão o
quê? Com uma dificuldade de foco
transitória, porque essas estruturas
cerebrais elas estão extremamente
estimuladas. É por isso que você,
perdoe-me interrompê-la, é que você deu
mais um, embora seja uma outra resposta,
mas você tá dando mais um exemplo que
confirma aquela nossa hipótese do
psicologizar demais alguns
comportamentos, né? Às vezes a pessoa,
ele tem um problema de falta de
organização de tempo, falta de
organização de hábitos, hábitos ruins.
Aí ele, para justificar as consequências
do hábito ruim, aí vem aquela famosa aí,
eu sou TDAH leve. Eu [risadas]
não sei se existe isso, mas é um tal de
TD. Eu sou autista leve, eu tenho, né?
Eu sou TDAH leve. E isso é ruim, porque
os que realmente são TDAHs, são
autistas, de repente tem a a uma coisa
que é laudada, que é séria, que é
pesquisada, banalizada, porque agora
ficou chique você falar que é TDH,
>> como se fosse uma coisa assim para eu
ficar feliz na internet e fazendo
piadinha daquilo, né? Eh, eu acho que a
gente, eu outro dia eu tava num grupo de
psiquiatra, a gente tava brincando,
poxa, saudade que ninguém, quando as
pessoas não glamorizavam e tudo. A gente
sabe que é, por exemplo, quem tem um um
te mesmo no autismo, às vezes o
diagnóstico ele não é importante assim
só, até porque a gente não tem uma
medicação específica, mas é muito
importante pra pessoa entender como que
ela lê o mundo e quem convive, entender
como que essa pessoa processa as
emoções. Um verdadeiro TDAH é muito
importante até para ele criar
estratégias de aprendizado. maneira às
vezes TDAH aprende tudo. Mas o que você
disse é isso, né? O pais chegam no
consultório, traz a pessoa,
>> aí tu fala assim: "Olha, doutor, esse
tratamento não funcionando não, porque
ele realmente tem os testes
neuropsicológicos mostraram, mas não tá
funcionando, ele não tá tendo vontade de
estudar, né?" Aí eu falo: "Olha, eu
posso até colocar gasolina no carro,
melhorar os cavalos do motor, mas eu não
sei ensinar motorista para que lado que
ele vai dirigir." Isso aí tem uma
escolha. se ele vai pegar esse foco, vai
pro videogame, vai pro livro, eh, vai
pro esporte ou vai paraa rua. E eu,
infelizmente, eu não tenho esse tipo de
condicionamento da seu ambiente. Então,
é o reflexo um pouco do nosso tempo, né?
E onde isso tem um apelo muito grande,
porque eh voltando até ao que você
estava falando, porque é uma é muito
sedutor aquela questão daquele filme sem
limites, né? Você ter a droga para tudo,
né? Você tem a droga para quem come
muito. Eu não sou contra, acho que
monja, Zempi, e tudo são revoluções, mas
eh não muda o comportamento humano, né?
A medicação ela é importante, mas ela
não muda o trauma, ela não relê o
cérebro, ela não é capaz de discernir os
pensamentos, como a escritura diz, né?
os pensamentos e o propósito do coração
humano. Ah, nós nós às vezes eh caímos
nessa limitação e eu vejo que até
trazendo um pouco aqui paraa nossa
realidade cristã, como eu disse, eh quem
tá nos assistindo guarde isso que é
importante, né? Depressão não é falta de
fé, ansiedade não é pecado. Até acho que
as pessoas misturam muito de misturar
ansiedade e pecado com transtorno
psiquiátrico, né? Isso é uma discussão
interessante que às vezes pega o não
mandeis ansiosa, aí a pessoa que tá lá
com pânico, com ansiedade, já tá
sofrendo, achar que ela tá. É, mas eh ao
mesmo tempo também nós não podemos ah
entrar nesse banquinho dos três pés ali,
né, que eh da mente, do espiritual e do
material e esquecer também quem está nos
assistindo da gente resgatar também o
poder da palavra, o poder da
espiritualidade, o poder daquilo que nos
sonda o coração. Ah, e eu vejo que nós,
eh, a minha mãe que é do interior,
pessoa muito simples, ela chama de
mistério, né? Eu creio que nós cristãos
nós estamos eh desacreditando no
mistério. Eh, e a própria, é engraçado
que a ciência ela já tá lá pensando no
mistério, ou seja, tem um mistério na
mente. Nós estamos aqui ainda presos
somente na visão ou reducionista de que
tudo é espiritual ou ou do reducionismo
de que tudo é emocional.
É verdade. Eu quero aproveitar o momento
aqui, eh, rapidamente, porque hoje é
comemoração e eu prometi, Ismael, a
gente vai fazer três sorteios aqui. Nós
já estamos eh pouco mais da da do
primeiro terço da nossa live aqui e eu
prometi que eu ia sortear um livro.
Então, olha, vou fiquem tranquilos
porque a Tamires já tá pegando o nome de
todos vocês que estão participando da
live conosco, tá bom? Então, fique
tranquilo, todos os nomes estão aqui. E
Tamires vai sortear daqui a pouquinho.
Eu vou anunciar quem vai ganhar o
primeiro livro. Vai ser o Enciclopédia
Histórica da Vida de Jesus, tá bom? Esse
Enciclopédia Histórica da Vida de Jesus,
nós vamos mandar para alguém eh um livro
que eu escrevi sobre a vida de Cristo,
do ponto de vista da arqueologia e e
tudo mais. E enquanto a Tamires já tá
fazendo o sorteio aqui, seria a Laura
normalmente que faria isso, mas a ela tá
me ajudando. Enquanto a Tamires vai
fazendo eh o o sorteio aqui, eu vou
fazer uma sugestão. Faça uma pergunta
aqui pro Dr. Ismael. Você que quer saber
de alguma coisa, de algum traço, tá bom?
Que você tá enfrentando com filhos, faça
pergunta que a gente pode pinçar aqui. A
Tamires me ajuda a pinçar uma das
perguntas aqui e a gente faz para ele
aqui ao vivo, tá bom? Lembrando só uma
última fala dele. Já tô, já tô já tô com
o nome aqui já do, ó, já apareceu aqui
para mim no WhatsApp aqui o nome de quem
ganhou. Eh, quando ele falou do remédio,
da importância, eu me lembrei de um
conselho que eu tive de um dos
terapeutas que me me ajudou na época da
depressão, o seguinte, eh, os remédios
que eu tomei, eu tomei, tomei Valium,
tomei Rivotril, eu tomei eh paroxetina,
vários desses aí, mas eu lembro que eles
aprenderam assim: "Olha, o remédio é só
uma muleta,
tá certo? ou aquelas rodinhas da
bicicleta ali para te ajudar a andar,
mas daqui a pouco você vai ter que
soltar as rodinhas e andar sozinho,
senão você nunca vai andar de bicicleta
plenamente. Então isso aqui é é para
alguns pacientes é muito importante,
assim, a gente sabe que tem pacientes
que eles têm quadros mais graves, que
eles têm defend talvez tomar a vida
toda, né?
>> Toma a vida inteira, que não é problema
nenhum, né, Rodrigo? as pessoas, quem é
insulino dependente e toma medicação a
vida inteira, quem tem distúrbio de
tireoide, eu digo que
>> eh as pessoas, por exemplo, elas se
esquecem que há 40, 50 anos atrás boa
parte dos pacientes psiquiátricos mais
graves, eles eram internados. E as
pessoas falam mal hoje, às vezes fala:
"Mas você ler a história é complicado
porque não tinha a farmacologia que a
gente tem hoje." Então, pacientes
bipolares graves, psicóticos, depressões
graves, até ansiedades graves, eles eram
disfuncionais. E hoje 80% dessas pessoas
no ninho, elas estão tendo qualidade de
vida, elas conseguem ser funcionais. O
que a gente tem de paciente que é
médico, que ele é transtipolar, que ele
tem ansiedade, tá equilibrado. Então,
quem tá nos assistindo também, eh, para
alguns, você vai usar a medicação tempo,
outros vai usar o resto da vida. Ah, mas
aquilo que eu falei, né? Se o cérebro
ele traduz experiências, eu sempre
brinco com os pacientes, falo: "Olha,
você é um ser espiritual, mas entenda,
né, o espírito está habitando aqui
dentro eh do seu corpo e o cérebro é a
estância final de tradução, né? Até as
nossas experiências espirituais, elas
passam por um processo de tradução
também das nossas emoções e tudo, né? Ou
seja, quer seja uma um uma um ação
medicamentosa temporária sim,
>> ou vitalícia, dependendo do meu
tratamento, dependendo da minha
condição, o remédio sozinho não faz
tudo.
>> Não faz tudo. Você precisa ter
>> a uma disposição mental, espiritual.
Vamos lá. O sorteado aqui é do Rio de
Janeiro. É as sorteada. Rio de Janeiro,
Nova Iguaçu. Quem ganhou foi Isa Martins
Simões. Tá bom. Isa. Então, olha, você
tá assistindo aí já pode dar um viva, tá
bom? A gente vai depois a Tamisa vai
passar o seu endereço aqui para nossa
equipe. A gente vai mandar um livro para
você aí, Enciclopédia Histórica da Vida
de Jesus na sua casa aí no Rio de
Janeiro. Eh, daqui a pouquinho nós vamos
ter outro sorteio. Aí eu vou sortear os
dois livros aqui, ó, Ceticismo da Fé
Maria Madalena, a verdadeira história,
tá bom? Maria Madalena, a verdadeira
história, que, aliás, eh eh inclusive eu
falo um pouquinho desse livro aqui,
Ismael, esse livro eu eu li muito sobre
tem uma uma área que nós nossas duas
especialidades se encontram. Ela é
chamada de psicobiografia.
É quando alguém da área de arqueologia
ou história eh dá as mãos eh para
recursos da psicologia comportamental e
outras áreas. para tentar descobrir
alguns elementos
psicossociais
de um vulto do passado. Por exemplo,
fizeram um livro interessantíssimo lá em
Israel, eh eh Rei Herodes, o perseguidor
perseguido,
eh mostrando as patologias de Herodes, a
sociopatia dele, que como eu falei, não
justifica o erro. Você não pode falar
assim: "Ah, eu sou assim porque meu pai
foi assado. Você vai comparecer perante
o tribunal de Deus do mesmo jeito." Mas
algumas patologias são compreendidas até
até passa-se a impressão, me corrigem
aqui, que desvios de caráter podem
potencializar propensõ propensões ruins.
É um desvio de caráter. Às vezes eu
escolho odiar, eu escolho eh eh aliás,
até uma uma um vídeo seu que eu vi, você
falou uma coisa, foi um recorte de
internet. Eh, eu achei interessante,
você falou alguma coisa mais ou menos
assim, temos que entender que o amor
também é decisão, não é só um um
sentimento assim que você não tem
controle sobre ele. Eu não sei se foi
uma palestra numa igreja, foi um recorte
que eu vi, né, você falando. E assim
como o amor é uma decisão, o ódio também
pode ser uma decisão ruim, de modo que
escolhas ruins potencializam patologias
emocionais, tá certo? Eu posso pegar o
meu trauma e transformar o meu trauma
numa criança mimada que vai me sugar. Eu
posso transformar o meu preconceito de
ter sofrido racismo por ser negro como
sendo agora um racismo contra quem não é
do meu time. Eh, sabe? Ou ou ou ou ver
todo mundo como opressor, que são são
distorções também. E nesse livro da
Maria Madalena, eu eu fui fazendo uma
análise do do comportamento dela e Maria
Madalena tem elementos assim muito
próprios. E eu pedi até gente da área de
saúde mental também para ler o livro
depois foi publicado pela editora
Planeta para ver se se eu não tava
cometendo nenhum nenhum impropério. E
eles confirmaram que tava certa a minha
a minha opinião ali. Ela tem muitos
traços de uma mulher que foi abusada
dentro de casa, tá certo? Então espero
que que vocês apreciem esse livro teu
centicismo da Fé. Depois vou mandar um
livro desse para você também para você
me dar a sua análise se você tiver tempo
de lê-lo, viu? deixado de sua sua
observação crítica, porque eu lido muito
com a
>> Esse é o último?
Não, esse na verdade não é o último que
eu lancei. Eu lancei mais dois livros
depois desse, mas dos que eu tenho aqui
é o mais recente. O Cismo da Fé
anterior, mas eu por que que eu entrei
nessa área aqui da da
>> é até acho um exercício legal essa essa
percepção de nós olharmos dessa
perspectiva.
Eh, tu pega, por exemplo, sobre Davi,
né, que ele era segundo o coração de
Deus, mas a escritura diz, por exemplo,
que no tempo em que os reis deveriam
estar na guerra, eh, e ele ali já numa
meia já com o reinoado
oceano e tudo, ou seja,
>> eh, e a escritura diz assim: "Olha,
quando tu for tentado, não diga que é
tentado". Você é tentado pela sua
própria concupiscência. A escritura diz
que ela vai o atrair, vai o seduzir e o
pecado, uma vez consumado, leva à morte.
Ou seja, eh, eu posso ter
predisposições, sim. Eh, eu creio até
que o eterno Senhor, ele nos lê a partir
dessas estruturas, né? Deus conhece a
nossa estrutura e sabe que nós somos pó.
Se eu que ah tenho um conhecimento super
finito, eu consigo olhar para um
paciente à luz da história dele e ter um
pouquinho de graça e misericórdia de um
antes durante um atendimento e entender
que às vezes a história de vida dele
conta muito sobre dificuldades que ele
tem a respeito de algumas demandas que
outras pessoas não têm. Então, pessoas
criadas em ambientes diferentes, com
exposições diferentes, elas vão ter
dificuldades diferentes. Agora, eh, em
todos eles, assim como o Davi, que foi
um homem segundo o coração de Deus, há
um um ponto de ruptura, né? Eh, onde e
eu creio que Deus sabe exatamente e e a
gente é convocado a a pensar e a
refletir sobre isso, onde deixa de ser,
digamos assim, algo que está um pouco
ali quase que um pouco de uma
programaçãozinha pré-determinada, como
você disse, a própria genética ela não
diz, e a gente passa sim ah do pano de
fundo, onde a gente já começa a exercer
consciência sobre o que nós estamos
fazendo, né? Eh, e quem pode estar nos
assistindo pode perguntar: "Mas isso é
um conceito muito vago? Qual que é o
limite disso, né? E aí eu digo que eh
trago de volta as palavras de Davi, né?
Quando ele diz assim: "Olha, eh eu peço
que o Senhor cria em mim um um coração
puro, renova dentro de mim um espírito
estável", né? É aquele homem que ele
chega num limite que ele fala: "Cara, é
impossível eu me ler, é impossível eu me
autoanalisar, é impossível traçar o
próprio destino." E que eu acho,
Rodrigo, que é o grande problema do
nosso tempo. É todo mundo querendo se
autoanalisar. É uma eh é você querendo
acender a sua própria luz. É você,
>> e permita-me dizer, se autoanalisar na
maioria das vezes se autojustificando.
>> Sim. Sim. Porque na maioria das vezes o
que se autoanalisa, ele nunca ou ou ele
se autoanalisa para se considerar a pior
pessoa do mundo, muito ausente, muito
distante do alcance da graça de Deus,
que também é uma distorção, ou ele se
autoalisa sempre para justificar as
patologias dele. E mesmo no primeiro
caso que ele se alija da graça de Deus,
ele também tá justificando as patologias
dele. Ah, eu sou assim mesmo, né? Deus
não vai me alcançar, eu já tô perdido,
já estou perdido, né? ou então eh eh eh
Deus não responde minha oração, Deus
responde do outro, mas não responde a
mim. Ou seja, ele sempre tem uma
historinha, uma desculpa para não sair
ali da mesmice dele.
>> É, e é interessante você colocar isso
porque eu que trabalhei muitos anos em
hospital e quando a escritura diz que
nem os loucos errariam o caminho, né?
quantos pacientes, às vezes psicóticos,
esquizofrênicos e tudo que eu via uma fé
assim muito ativa, eh, muito rica, ah,
com experiências que elas eram reais com
o Senhor. Eh, eu lembro quando eu tava
começando e vi essas experiências e eu
imaginava muito, falei: "Gente, a gente
realmente eh não tem uma ideia de como
que a fé ela realmente Deus escolheu as
coisas loucas para confundir as sabas,
as que não são, para reduzir as que
são." como que a experiência humana, se
ela fosse um processo só cognitivo, a
experiência de fé, a gente perderia o
melhor da festa, né? Então, eh, eu
escuto muitos pacientes, mas eu sou
bipolar, como que eu vou ter
estabilidade na fé? Como que eu Olha
bem, as disciplinas espirituais que elas
vão fomentar em você fé, elas são as
mesmas. E Deus, eu sempre falo, se eu
que sou psiquiatra eu consigo entender
um pouco das suas situações, você pode
ter certeza que Deus não vai ser injusto
com você, né, de não entender que nas
suas fases de depressão você vai estar
com dificuldade de orar e que nas fases
de euforia você vai estar se sentindo um
avivamento que você vai querer virar a
madrugada orando. E Deus vai entender
que as duas experiências espirituais
feitas com o coração, elas são honestas.
vi um exemplo até prático sobre isso. O
bipolar às vezes, por exemplo, quando
ele tá em euforia, ele tem uma coisa
mais mística, mais religiosa. Às vezes
ele não não tem aquela experiência ali
só no âmbito do negativo, do mal ou de
uma coisa assim como nós pensávamos
antes, né? Eh, e até parte, não sei se
você já se perguntou sobre isso, mas por
que que a maior parte dos delírios
psiquiátricos eles são religiosos? Eles
são eles envolvem alguma questão com
místicos e religiosos, né?
>> A gente pode falar que isso é sobre
cultura, mas não é só sobre cultura, né?
Eu volto a dizer, Deus realmente colocou
a eternidade no nosso coração. E isso é
importante a gente colocar isso aqui,
quem está nos assistindo sobre não eh
ser só olhar para dentro de você ou o
poder está dentro de você ou olhe para o
seu interior e encontre as respostas.
Eh, o que a gente percebe é que as
pessoas ficam mais angutiadas, elas
ficam mais frustradas, elas ficam mais
tensas, elas ficam mais ansiosas. Ah, se
não tiver algo externo para trazer sobre
elas alicer, cosmovisão e ancoragens,
eh, que é o que a gente vê hoje, as
pessoas ficam piores emocionalmente. Aí
volta a espiritualidade. Acho que é por
isso que o povo tá voltando aí pra
igreja, Rodrigo, assim, as pessoas,
>> amém. Amém. Que assim seja. Eu, eu, eu
quando você falou o seguinte, Deus
colocou, você já repetiu duas vezes esse
versículo, porque eu acho lindo assim,
>> é lindo. E é interessante que no
hebraico a palavra eternidade é a
palavra olam. Ol.
É, é, é, é a totalidade. Tanto é que o
lam às vezes é traduzido como
eternidade, como cosmos, como mundo.
Raolan, raolam é todo mundo. E e e é é
colaolan em hebraico. Col ha raol. Todo
o mundo, mas todo o universo, todo tudo
criado. Ou seja, o ser humano tem uma
sede de eternidade. Aquilo que Carl
Hunner falava de a abertura para o
transcendente, né? O o Pascal também
dizia assim, um vazio conforme de Deus
no coração humano. Isso é muito
interessante. Agora você também tocou
num ponto, gosto de biografia, eu tenho
assim lendo. Acho que ele era um Teia
com altíssimas habilidades. Eu sei que
hoje a gente tá na moda falar disso, mas
ele provavelmente, quem tiver
curiosidade, estuda depois a vida do
Pascal e a conversão dele, né? E ele é
uma prova disso, de um gênio que chegou
no ápice do que o a cognição humana
poderia experimentar, mas quando ele tem
lá aquela visitação espiritual na noite
de fogo, ele realmente ele tem um
encontro com Cristo e a partir dali ele
se torna um ser onde a vida espiritual
se conecta com a vida emocional dele.
>> Exatamente. que quando ele fala o razão,
o coração tem razões que a própria razão
desconhece, que muita gente leva isso aí
só pro lado romântico que não tem nada a
ver originalmente é um ponto que você
pensou aí quando você falou o seguinte:
existe o vazio dentro do ser humano,
porque nós fos com vazio em forma de
eternidade, de ol, né?
>> Sim.
Só que olhar para dentro de si, você não
vai encontrar as respostas ali. Mas isso
não significa também que eu não posso
olhar para dentro da minha miséria, mas
eu olho para mim,
reconheço o vazio e a partir daquele
reconhecimento da necessidade, eu vou
buscar o preenchimento desse vazio fora
de mim. Talvez o erro de muitas
autoajudas é que elas mandam você olhar
dentro de você, no seu vazio para
encontrar no seu vazio, um preenchimento
que não existe para preencher aquele
próprio vazio. Aí que que gera
frustração, né? A pessoa tá buscando a
resposta certa no lugar errado.
>> É, você vê que tira aqui o espiritual um
pouco. Quando você vai para estudos, tem
um estudo muito famoso na psiquiatria na
que é um link sobre generosidade e saúde
mental. As pessoas têm mais bem-estar e
felicidade quando elas eram desafiadas a
gastar dinheiro com terceiros do que
gastar com elas. Ah, então, pessoas que
se envolvem a à comunidade, tudo. Você
falou do Vittor Franco, eh, um dos
maiores fatores hoje de risco que nós
temos eh em relação à depressão em
adolescentes e em jovens é a falta de
propósito de pertencimento, onde que
realmente a espiritualidade traz uma das
melhores ancoragens pro nosso tempo,
propósito, pertencimento e senso de
comunidade. Então, as peças elas vão se
encaixando, né? a gente vai dando uma
volta, a gente vai rodando, mas a gente
vai chegar a um ponto que, digamos
assim, é impossível se auto fazer feliz,
né? A gente não tem como eu até brinco
que a gente precisa de autoajuda com L.
É [risadas]
>> que no autoajuda, né? Mas também não
vamos não vamos eh negar a a a o papel
do ajudado também. Lembra que eu falei?
maneira de ajudar
>> é é não atrapalhar, é deixar o
psicólogo. Porque gente, vamos vamos
raciocinar o seguinte, para aqueles que
acham que tudo é na base da oração e do
jejum, não tô desprezando a oração e
jejum, muito menos do Dr. Ismael, muito
menos. Mas raciocina comigo, quando o
seu carro estraga o motor e você não
entende de motor, o que que você faz?
Ah, eu levo na mecânica. Ué, por que que
você leva na mecânica? Por que que você
não ora? Você tá entendendo? Se você tá
com um problema na justiça,
ah, eu procuro um advogado para fazer
uma peça jurídica em minha defesa. Por
que que você mesmo não escreve através
de jejum e oração? Então, quando eu tô
com um problema jurídico, eu procuro um
advogado. Quando eu tô com problema de
mecânica, eu procuro o o a mecânica. Eh,
se eu tô até com problema de saúde, eu
tô com um um câncer, eu vou procurar um
um oncologista. falar que dor de dente
era pecado, falta de fé.
>> Exatamente. Vou procurar o dentista.
>> Vou procurar o dentista, né? Mas e e
lembremos que a antropologia bíblica, o
ser humano, ele é visto no todo. Aliás,
uma das maiores definições de ser humano
foi dada por santo Santo Tomás Jaquino,
quando ele chamou em latim o ser humano
de indivíduo é não.
divide divisível por dois, ou seja, o o
ser humano é inseparável, então corpo,
alma e espírito. Nós precisamos tratar
tudo. Uma coisa que eu aprendi com os
fisioterapeutas, que à vezes eu tô com
uma dor no ciático, mas o o ponto de que
dá colocando atenção no ciático, ele tá
trabalhando no pé, mas a dor tá aqui
atrás no ciático, mas é no pé que ele
vai vai mexer naquilo, porque o o tá
tudo interligado. E eu até noto, Ismael,
antes de passar pro nosso próximo
sorteio aqui, que a Tamir já me avisou,
a Tamirs, aliás, se tiver uma pergunta
legal aqui que você quiser pensar, viu?
Eh,
aí você passa aqui que eu que eu passo
pro pro Dr. Ismael, quem sabe responder
eh depois do sorteio aqui. Eh, o próprio
Deus na Bíblia, eu acho que ele é um
grande terapeuta.
Eu vejo Deus provocando e Deus
trabalhando. Se eu me atrapalhar com as
palavras ou for impreciso do que vocês
especialistas em saúde mental dizem, me
corrija, por favor. Ele deu essa esse
pedido, mas a impressão que eu passo,
que eu entendo, é que Deus usa até as
consequências do erro de alguém
como ferramenta terapêutica para curar
aquela pessoa. Dou um exemplo, poderia
dar vários. Eh, Jacó,
Jacó teria a bênção da primogenitura,
mas nós conhecemos a história de Jacó.
Ele engana o pai. Ele ele consegue a
bênção na base do engano. Quando o pai
perguntou: "Qual o teu nome?" Ele falou:
"Eaú mentiu". Mentiu? E se a gente não
notar, a partir dali em diante vem a
consequência.
O Jacó, cujo nome até passou a
significar enganador, porque é
interessante, eh, existe uma diferença
entre origem etimológica e semântica de
um nome, tá bom? Em termos etimológicos,
o nome Jacó significa calcanhar. Só
isso. Calcanhar em termos etimológicos.
Em termos semânticos passou a significar
enganador. É igual Judas. Judas em
termos etimológicos significa o Senhor
salva. O Senhor é louvado seja o Senhor.
E rudá. Louvado seja o Senhor. Mas como
ele traiu Jesus hoje Judas você já pensa
o quê? traidor. E o Jacó acabou pegando
essa alcunha de de de enganador. E pode
olhar, o resto da vida de Jacó é só
engano. Ele vai pra casa de Labão. Labão
o engana, fazendo ele trabalhar o dobro
para casar com a irmã errada. Depois os
filhos de Jacó o enganam que José tinha
morrido.
E no ápice de tudo isso, vem Deus usando
essas consequências do erro dele,
questões hereditárias passando até pros
filhos,
onde o Jacó agora tem um encontro com o
próprio Deus em forma angelical, que
luta com ele e ele implora a bênção como
ele implorou pro pai. E novamente a
pergunta é feita: "Qual é o teu nome?",
né? e desloca ainda a coxa dele ainda
para ele sentir a dor da cura. E ele
ficou manco depois disso, né? Manco
depois disso. E eu acho que é isso
mesmo, né? Na Bíblia está repleta de
situações. Muito antes de muito antes de
de Freud, muito antes de William Rich,
de todos esses nomes que a gente po
citar aí da história moderna das das
ciências eh eh mentais, Deus já estava
fazendo processos terapêuticos com esse
povo, né? É, eu acho que o o Lacan, né,
que pessoal da psicanálise gosta muito,
foi um grande gênio. Ah, e ele falou
muito da importância da linguagem. E
Deus, ele tem sempre essa esse essa boa
abordagem que às vezes ela chega a ser
até curiosa, né? Eu às vezes lendo a
escritura, acho que você lê às vezes
pincelando a arqueologia, eu fico lendo
ali da questão psiquiátrica. Aí tu pega
lá Elias, por exemplo, ele aquela aquele
processo de burnout, né? E e ele tinha
acabado de vir dias atrás de encarar
aqueles profetas de Baal. E e ele entra
ali num processo e fala assim: "Cara,
como que pode um cara que ele viva um
avivamento daquele?" Dou dias depois ele
disse que basta toma logo a minha vida
porque eu não sou melhor do que os meus
pais, né? Ou seja, um grande profeta. Aí
Deus vira para ele e quando ele tá lá na
caverna fala: "Que fazes aqui Elias?",
né? Ou seja, não é uma pergunta para
Deus. Deus sabia o que que ele estava
fazendo ali, mas era muito importante
ele expressar as dores dele e a e a todo
aquele processo de solidão em forma de
linguagem, o que que ele estava
passando. E Jesus era muito, muito
assim, né? Jesus ele tinha uma
variabilidade de cura
>> muito interessante. Algumas pessoas ele
olhava e falava assim: "Olha, eh, o que
que você quer que eu te faça?" Acho que
os discípulos mais chegaram, fala:
"Cara, não é possível que você tá vendo
que ele não é cego." É óbvio que ele
quer ser
>> é [risadas]
idiota e tal. E outras vezes ele
encostava, outras vezes ele expulsava um
demônio. Ou seja, Jesus ele sabia a
linguagem. E tem uma passagem assim que
eu acho muito legal, Rodrigo, para quem
está nos assistindo, como que isso é
belo, né? Que é sobre como que a gente
tem que ter paciência com esses toques
de Deus, como que a gente tem que ter eh
um entendimento de que Deus sabe como
você está dizendo o que falar, que ele
cego em duas etapas, né? Eh, aquele
texto me deixava muito curioso, fal
poxa, por
>> ver as pessoas como árvores, né, andando
e etc. o que que aconteceu ali, né? E
quando você vai hoje para você vai
entendendo assim só uma ideia, né? Ah,
quando a gente pega a neurociência, né?
A gente até tem um livro muito legal,
quem está nos assistindo, que é o do
Oliver Sax, que ele fala do homem que
confundiu a sua mulher com o chapéu e
que é um livro que ele conta histórias
ah sobre isso. E quando a gente tem uma
uma lesão no cérebro, eh às vezes a
gente vê um objeto, mas a gente não
consegue nomear ou interpretar aquele
objeto. Então, no livro lá do Oliver
Sax, ele
>> ele pegava, por exemplo, a que que é
isso aqui? Fala, uma caneta. Ah, isso
aqui é aquele objeto que você pega para
escrever, mas ele não conseguia. trazer.
Então, eu creio, por exemplo,
>> processar a informação. Então, eu creio,
por exemplo, que ali
>> o primeiro toque de Jesus, ele restaura
realmente todo o arcabolso biológico
dele. Ele passa a ter luz, né? Ele não
conseguia captar a luz, mas ele tinha
ficado tanto tempo sem ver árvores e sem
que ele tinha perdido a capacidade de
interpretar a realidade. E aí Jesus o
traz para um segundo toque, onde passa
ali do de consertar o o hardware, de
consertar o biológico e Jesus passa a
trabalhar com ele ali um processo de
entender novamente como que seria a
interpretação eh do que ele estava
vendo. Isso acontece com a gente, né?
biológico. Eh, você vai lá no
psiquiatra, beleza, ele vai organizar o
seu cérebro, ele vai fazer com que você
não confunda às vezes homens como
árvores. Ele pode trazer, digamos assim,
uma luz na sua retina emocional. Ele
pode equilibrar o neurônio da depressão,
o neurônio da ansiedade. Mas esa aí, o
que que você vai fazer com essa
informação daqui paraa frente? Como que
você vai continuar interpretando a vida?
Qual que é a luz que você precisa para
poder enxergar bem? E aí eu falo que eh
são as múltiplas curas que nós vamos
tendo que passar ao longo da nossa
existência humana, né?
>> Amém. E a responsabilidade de de viver
curado, isso é importante também. Eu vou
eu vou te exp uma pergunta agora e vou
fazer o o sorteio. Sorteio,
>> mas essa pergunta eu achei interessante
aí você porque você falou em determinado
momento aí citando eh Elias, eu citei
Jacó aí eh aqui tá @pratt.
Tá bom? Então, não sei se é o nome
fictício, nickname de internet, mas fez
uma pergunta assim: Jesus teve crise de
ansiedade no Getsemêmane, na sua
opinião? Enquanto você vai vai
preparando a resposta aí, a Tamir já tá
fazendo lá o o sorteio para mim,
>> já tá rodando aqui. Quem vai ganhar
agora? Maria Madalena e opa, botar aqui
e e a o ceticismo da fé, os dois. Tá
bom? Então vamos lá.
Deixa eu ver se já tá aqui chegando.
Chegou.
Veio de Campinas, São Paulo, mais perto
aqui. Lídia dos Passos Lima. Tá bom,
Lídia? Então você vai receber na sua
casa os dois livros e muito obrigado por
estar conosco. Que você continue, porque
ainda tem uma última parte da nossa live
aqui. E no final, na hora de despedir,
Dr. Ismael, ainda vou sortear um ano de
assinatura da Bíblia comentada, tá bom?
Para você em qualquer lugar.
Então vamos lá. Jesus no Jeman, é
possível arriscar um um palpite da do
ponto de vista da da psicanálise, da
psicoterapia? Você acha que Jesus sofreu
uma crise de ansiedade ou outro nome
qualquer? Porque eu sei que para nós
leigos, por exemplo, tudo é depressão,
>> mas eu sei que vocês têm tem t nomes
mais precisos que alguma eh, né,
transtorno eh bipolaridade, etc. Na sua
opinião, Jesus teve uma crise de
ansiedade naquele momento que ele estava
orando um gsemano?
>> Pois é, primeiro assim que a gente tem
que resgatar a natureza de Jesus. Assim,
em Hebreus diz que a gente não tem um
sacerdote que ele é incapaz de de nos
entender, porque realmente Jesus ele
experimentou todas o espectro das
emoções humanas sem pecar. Isso que é
importante. Então, hoje a gente escuta
assim, por exemplo, eh, o cristão não
tem tristeza, o cristão não pode ficar
angustiado.
Eh, tinha um hino antigo, você é mais
novo, talvez do que eu, dizia assim:
"Jesus é alegria, eh, euforia todo dia".
Eu escutava esse hino psiquiatra sentado
no culto, fala: "Cara, mas Jesus não é
alegria e euforia todo dia?" Por quê? Tu
vai lá pro G semin e aí respondendo a
tua pergunta direta agora sobre eh Jesus
e as emoções. Primeiro que a Bíblia diz
que ele diante da dor ele não faz um uma
autoajuda barata. Ele não diz assim:
"Olha, discípulos, fiquem tranquilos, eu
vou ressuscitar daqui três dias, fiquem
sossegados. Eh, a gente não precisa, não
precisa chorar, tá tudo resolvido na
eternidade", não. A Bíblia diz que as
expressões dele são assim: "A minha alma
está abatida numa tristeza mortal".
>> Uhum. É, não, uma tristeza até a morte.
>> Até a morte. É,
>> é muito forte isso.
>> É forte, né? Obviamente eu não posso
pegar primeiro falando sobre tristeza,
falar que é depressão, porque até na
psiquiatria a gente separa tristeza de
depressão. A depressão, por exemplo, não
é só tristeza, ela tem que durar 15
dias, perda de energia, perda de prazer,
mas ah, com certeza ali já desmistifica
um pouco esse simples versículo, essa
ideia de que a pessoa nascida de novo
não tem tristeza, não tem angústia,
porque se Jesus teve tristeza e não
pecou, obviamente você também pode ter
tristeza e não está em pecado. Agora
realmente o processo no jeito sem de da
questão do transpirar de tudo que
aconteceu com Jesus, né?
>> Transpirar sangue no caso, né?
>> Sangue, né? que é um processo eh de
reação muito intensa ao estresse. Eh, a
gente pode dizer sim que ali, se eu
fosse estudar, fazer um exame, o que a
gente chama de eixo hipotálam, hipófise
adrenal, que é o eixo da ansiedade, que
é o eixo do estresse, com certeza o eixo
de cortisol, o eixo de estresse, os
circuitos de ansiedade de Jesus, eles
estavam extremamente ativados, né? Você
vê que ele diz para os amigos, ele diz o
seguinte: "Olha, eh, vocês fiquem aqui
em vigem comigo. Era uma atitude de quem
gostaria de ter um amparo e a reação
dele não foi uma da Deus meu, Deus meu,
porque me desamparaste." Eu acho esse
esse texto ele ele lindo. Então,
respondendo direta a quem está nos
assistindo, eh para mim a experiência de
Jesus no Getsemana, ela mostra que uma
pessoa pode ter ansiedade, uma reação ao
estress, uma reação ansiosa e isso não
necessariamente ser pecado, assim como a
tristeza também. Não dá para falar que
Jesus tinha um transtorno de ansiedade,
porque os critérios que nós utilizamos
hoje para depressão e ansiedade,
obviamente eles indicam o curso crônico,
mas ah é um engano nosso. Nós já sabemos
que Jesus não tinha ah sentimentos, né?
Ah, a gente tem às vezes uma ideia de
que Jesus era quase que um ser, você
pode falar disse, um ser angelical. Eh,
e o ele às vezes ele anulou essa
expressão emocional de Jesus, né? Eh,
você tem razão. No mundo da da teologia
existem as primeiras heresias
cristológicas que ocorreram ao longo da
história do cristianismo. E uma heresia
cristológica era o docetismo.
O docetismo ensinava que Jesus não era
ser humano, que ele aparentava ser
humano. Daí a palavra docetismo do grego
doquel, que significa aparentar,
parecer. Então, o docetismo que alguns
acreditam que já existia desde a época
do apóstolo João, por isso que ele falou
lá nas suas cartas, né? Aquele que nega
que Cristo veio em carne, já tem um
espírito do anticristo e tudo mais,
porque o Cristo veio em carne, ele se
encarnou e no evangelho também ele se
fez carne, se tornou um de nós. Então, a
negação disso era o seguinte: "Não, mas
ele é muito puro para ter a carne. A
carne vai contaminá-lo." Então, criava
um Jesus apenas que aparentava ser
humano. Embora essa seja uma heresia do
passado, o docetismo, mas pelo que você
está falando, a gente vê e reverberações
delas hoje quando as pessoas querem
negar o lado humano de Jesus. Por
exemplo, eh eu imagino que Jesus, só o
fato de Jesus, mesmo sendo onisciente,
onipotente, onipresente,
ele não perdeu a sua onisciência,
oniprosência e onipotência, porque não
tem como Deus deixar de ser Deus. Mas
durante o momento em que ele se
encarnou, ele voluntariamente se
esvaziou para usar a linguagem de
Filipenses 2 verso 5, ele se esvaziou
queis em grego e ele assumiu a nossa
natureza em tudo, como você bem lembrou
aí, citando Paulo, sem pecado. Então
Jesus só não pecou, mas por exemplo,
quando ele estava trabalhando lá na
carpintaria, ele poderia acidentalmente,
ao martelar um prego, errar e bater o
dedão.
>> Sim, sim.
>> Eventualmente errar um cálculo,
no uma régua, sair torto, ele poderia,
ele Jesus podia eh eh se Jesus tivesse
hoje na época do Covid, ele poderia ser
contaminado pelo pelo pelo Covid, pelo
vírus do Covid, tá certo? Então ele era
um ser humano.
>> É provável que ele teve resfriados, né?
Exatamente. Então assim, eh eh isso que
que foi falado por Ismael me levanta
três coisas aqui para responder a
pergunta aí se Jesus, né, teve essa
crise de ansiedade. Letra A. Jesus foi
um de nós. Lembremos isso. Menos no
pecado, no resto como um de nós. Segundo
lugar, mesmo tendo as nossas angústias,
ele não usou isso como critério para se
afastar de Deus. Então, por que que eu
vou usar isso? Então, ninguém vai poder
chegar no dia do juiz e falar assim:
"Não, eu me afastei de Deus porque eu
estava com crise de ansiedade. Eu me
afastei de Deus porque eu tava com
isso." Não é não é motivo. E lembre-se
que eh eu acho que que o que o Ismael,
pela linha dele, acho que ele vai
concordar com o que eu vou dizer,
tendências não são determinismos.
O fato de você ter algumas tendências eh
eh emocionais complicadas por causa do
ambiente onde você foi criado não
significa você é obrigado a seguir
aquilo. Esse negócio de filho de peixe
peixinho é só pro poema, mas na vida
você pode, pela graça de Cristo,
reconstruir a sua vida,
revisar as suas tendências e não
segui-las,
sabe? E Deus usando tudo para poder eh
trazer você a cura. Ismael, nós estamos
quase chegando ao final porque eu sei
que nós temos que terminar 8:30 e você
também não tem um compromisso. Eu também
não. Eu tenho uma bebezinha esperando
lá. Eu quero fazer
>> tem três filhos. Vale. Eu sei como é que
é, né? Tem três.
>> Você tem três.
>> Tem três. 12, 10 e 7 anos. Entendeu?
>> Então você tá e você tá mais
criacionista do que eu, porque Deus
falou no Gênesis crescer e multiplicar e
enchei a terra.
>> Um espaço, táando três, né? [risadas]
Eu vou eu vou fazer o seguinte, eu vou
eu vou colocar o terceiro eh sorteio
daqui a pouquinho. Já vou jogar a última
pergunta para você. Eh Ismael, e depois
que responder essa terceira pergunta,
nós vamos despedir. Eu vou fazer o
terceiro sorteio aqui paraa nossa live.
Já já dizendo de antemão que tá sendo
muito gratificante o bate-papo com você.
Eu que agradeço.
>> Mas a pergunta que eu faço é o seguinte,
em termos práticos, você não se
envergonha da sua fé, nem da expressão
que você já usou, que eu vi em alguns
vídeos seus, já tem livros seus sobre a
inteligência espiritual. Então, minha
pergunta é:
como fortalecer
a minha inteligência espiritual
no mundo de tantos
problemas assim? Porque, deixa eu
ampliar um pouquinho essa essa pergunta.
A gente já vive num mundo
e eh eh eh eh tóxico.
Eh, eu costumo falar que casamento é um
encontro de patologias, porque eu trago
todos os traumas mal resolvidos da minha
da minha família. minha esposa traz
todos os dela e junto os dois aqui para
formar uma bebê que por mais que a gente
tente tirar dela tudo, ela vai sair
também com as suas questões. Os seus
três filhos, sendo filhos de um
profissional, vão sair. A natureza de
Adão tá conosco ainda. Eh, nós temos um
mundo que nos leva sempre a pro pecado,
paraas coisas de Deus, contrárias às
coisas de Deus. É um mundo de grande
desafio. Você falou aí, nós não dormimos
mais, né?
nosso cortisol tá ruim, nossa, nossos
hábitos estão ruins, uma série de coisas
está aumentando o problema de insônia,
de depressão. Em termos práticos,
[roncando] eh, o que você poderia dizer
para nós, assim, dois ou três palavras
assim de elementos que não vão
substituir uma terapia bem feita? Não é,
não é fazer uma autoanálise, não é agora
com essa receita resolver todos os
males, mas pelo menos algumas dicas de
uma boa saúde mental, como fortalecer a
minha inteligência espiritual, a minha
espiritualidade do ponto de vista
clínico, eh, como é o seu?
Pois é, primeiro eu disse no início que
nós temos essa natureza biológica que
ela é importante. Então, se você luta
com sintomas que você tem, eh, realmente
questões psiquiátricas que elas estão te
impedindo de ter funcionalidade, isso é
muito importante. Eu digo sempre que ah
uma vida espiritual rodando num cérebro
disfuncional, ela tende a trazer
leituras que elas podem ser
disfuncionais.
O, eu até creio que quando a vida
espiritual ela se manifesta, não que
Deus seja refém de nós, mas até pela
nossa estrutura de queda e toda a nossa
alteração fisiológica ou consertar o
biológico, ele é muito importante.
Então, quem está nos assistindo, uma
dica prática é essa, consertar o
hardware, consertar o o rádio de
transmissão. Da mesma forma terapia. Eh,
quando a gente coloca aqui a importância
do externo, a terapia ela é muito
importante porque se o a psiquiatria
tenta consertar o hardware, a
psicoterapia ela tenta sim fazer um
processo de eh de instalar arquivos
novos que eles são importantes para
você. E hoje, cientificamente, a gente
sabe que a terapia ela muda a estrutura
do cérebro, que a gente chama de
neuroplasticidade. Seu cérebro ele se
remodela. Agora, eh, falando sobre o
espiritual, que é o que você perguntou,
eh, no livro de Daniel, eh, uns anos
atrás, tava lendo, e certa vez a rainha,
eh, o rei tava diante de um grande
problema e a rainha viu que eles estavam
não tava conseguindo solucionar e nenhum
daqueles magos e encantadores estava
conseguindo. E ela diz uma expressão
muito bacana que ela diz assim: "Olha,
tem no meio de vocês uma pessoa que na
época do seu antecessor, ele era um
iluminado, ele era uma pessoa que ele
tinha a sabedoria e o espírito dos
deuses, digamos assim".
>> Uhum.
>> Lá no capítulo um de Daniel, ah, a
Bíblia diz que Daniel e seus amigos,
eles eram ah versados em toda a cultura
e conhecimento, mas eles eram 10 vezes
mais inteligentes do que a média. E
quando eu li aqueles textos, eh, aquilo
me despertou muito há anos atrás, ah,
para realmente entender que Daniel tinha
cultura, que Daniel não se negou a
estudar, a fazer as pontes de conexão.
Ele realmente era um sábio, um entendido
que ele participou do processo seletivo
da Babilônia. Ah, mas Daniel, ele sempre
foi um homem ah, que ele via que não
somente esse processo do temor, como a
gente coloca, mas dessa disciplina
espiritual de buscar esse Deus eterno,
ele seria aquilo que iria fazer toda a
diferença na vida dele. Isso eh me traz
uma reflexão, Rodrigo. A gente passa
muito tempo preocupado com o Cloud,
preocupado com os empregos, preocupado
com Geminai, preocupado com chat GPT,
mas a gente está ignorando que em Cristo
estão ocultos todos os tesouros da
sabedoria e da ciência. Ah, e nós não
estamos pedindo a Deus que o espírito
dele eh testifique aonde? Ao nosso
espírito, né? O espírito não vai
testificar ali ao meu cérebro, aos meus
neurônios. que o espírito vai testificar
ao meu espírito. Ah, e trazendo sim um
pulso ali do Senhor, que ele vai me
trazer criatividade, que ele vai me
trazer intencionalidade, que ele vai
reorganizar os meus pensamentos, que ele
vai reorganizar os meus afetos, que ele
me vai trazer percepções ah de pontos
que estão escondidos dentro de mim, que
por melhor que seja o psiquiatra ou
terapeuta, eles nunca vão conseguir ah
identificar. E você que tá assistindo e
acha que isso é uma coisa teórica,
quantos eu já vi nesses anos, né, que
por meio de o conhecimento de Deus, ah,
que se revela na mente humana, essas
pessoas tiveram transformações que elas
seriam impensáveis de ser descritas
apenas à luz de um conhecimento ah
biológico. E aí, ah, o segredo de
Daniel, ah, a Bíblia diz que certa vez
eles foram o olhar e ele tinha dois
hábitos muito importantes que são muito
simples para quem está nos assistindo.
três vezes por dia ele orava em direção
a Jerusalém. E no finalzinho do livro
diz que ele lendo as escrituras ele
sabia discernir o tempo. Ele lendo
inclusive o livro de Jeremias, né? A a
Bíblia, o livro a Bíblia diz claramente
que ele tava lendo o livro de Jeremias.
Então, quero estimular vocês que estão
nos assistindo, poderia aqui falar dicas
sobre a importância da oração, a
importância da do mindfulness, da
meditação, a importância do exercício
físico aeróbico, a importância de
pertencer a uma comunidade, que isso é
totalmente terapêutico, a importância de
ter uma alimentação saudável, que Daniel
até nos ensina sobre isso também. Eh,
isso tudo é muito importante, mas eu
acho que a grande, o grande ponto do
nosso tempo, Rodrigo, hoje a nossa
grande urgência é o que eu chamo de
inteligência espiritual, que nada mais é
de maneira bem clara e direta, que é a
vida de Deus na mente do homem. Eu creio
que nós abandonamos e esquecemos de
Thago. Se alguém tem realmente falta,
pede que ele dá. E eu tenho visto eh
grandes revoluções sobre isso de pessoas
que ah eu digo não no âmbito cognitivo,
mas no âmbito de descobrir o que é a
vida verdadeira. E bate com a escritura,
Rodrigo, que Jesus disse que eh ele diz
assim: "Olha, se você quer realmente
descobrir o que que é a vida plena, o
que que é o caminho que ele apontou?
Negue-se a si mesmo, toma a sua cruz,
né?" Ou seja, eh, existe um paradoxo na
fé, eh, de que você se permitindo se
desinstalar um pouquinho e permitindo
que essa vida de Deus se instale, você
aí sim você descobre o que que é a
Páscoa seja todo entendimento e a vida é
verdadeira. Então, quero desafiar vocês
a deixar aqui uma dica prática. poderia
falar de medicina aqui, a gente faz uma
outra live um dia, se você quiser.
Meditem no livro de Daniel, eh, porque
eu creio que é um livro muito importante
e acho que você que é um grande
estudioso ali no final, quando ele disse
que essa busca que a gente vai ter ali
na consumação dos séculos, né, sobre o
conhecimento, eu creio que a gente tem
que nos antenar o que que ele fez e o
que que eu nos aponta para um homem que,
apesar de inteligente, apesar de culto,
era um homem que submetia a sua vida
inteira aos domínios do ET. Então, que
Deus abençoe vocês. Obrigado pela live.
>> Amém. Ainda quero daqui a pouquinho
despedir de você. Fica com a gente aí.
Eu só eu quero pensar só uma coisa
interessante que eu gostei da sua
resposta. É que muitas pessoas hoje
estão querendo reinventar a roda.
>> Sim.
>> Sabe? E mas reinventar do jeito assim,
eles querem uma dica que seja diferente
do convencional. Eh, eh, e tem muita
propaganda disso na internet, né?
Aprenda inglês sem precisar olhar
gramática, né? Eh, eh, aprenda a estar a
a estar bem com e fisicamente com apenas
um minuto de exercício a cada a cada
mês.
>> É porque isso vende, né, Rodrigo? Se eu
falar que um monte de coisa de
neurociência, isso vende, né? vende. E
você não desprezou a importância da
comunidade, da terapia e tudo mais, mas
você centralizou naquela velha receita
de avó, falando linguagem pentecostal,
daquelas irmãs do coque, da Assembleia
de Deus antigas, que é oração e palavra,
contato com a palavra, uma mente bíblica
e oração. Pronto, não tem conversa,
gente, sabe? Não, mas eu quero um
método, não é por aí. E e eu quero
aproveitar e fazer um convite para vocês
também antes de fazer o o o sorteio
final. É uma boa notícia que eu tô
trazendo agora como comemoração. Vocês
sabem que nós estamos com um grupo de
escavação para Israel agora em julho.
Vamos continuar as escavações em Laquis.
E hoje, exatamente hoje, no dia do
aniversário, eu recebi uma mensagem eh
do pessoal de Israel que nós vamos poder
levar um pouco mais de pessoas que
estamos levando já. Está tudo tranquilo
lá com relação à à segurança, sempre
esteve, mas eu não estava falando muito
mais da viagem porque eu falei assim:
"Olha, vai que acontece algum algum
revertério aí entre Irã e Israel e e
resbolar no Líbano e tenha que cancelar,
vamos manter os que já estão." E eu
sempre avisando os que já estão, gente,
fiquem tranquilos, se acontecer alguma
coisa, vocês vão receber o dinheiro de
volta, não tem problema nenhum e tal,
mas graças a Deus tudo tudo tá
encaminhando de maneira positiva. Então,
eh, a Tamires deve est fixando aí para
vocês um link, se você quiser participar
de uma experiência comigo em Israel,
escavando de verdade na cidade de Laquis
e ainda por cima conhecendo Israel e
minha companhia de Aline, lembre da
Aline, do canal Israel com a Aline? Pois
é, ela vai guiar vocês, eu vou guiar
vocês e nós vamos escavar juntos na
cidade de Laquisa. ainda vamos eh eu vou
dar aulas de arqueologia em loco. Quem
assistiu Inteligência Limitada, que eu
participei semana passada, eu mostrei
alguns vídeos e fotos do nossa última
escavação lá. Imagina você tendo a
oportunidade de tirar da terra um objeto
arqueológico que está 2600 anos
guardados ali e você é a primeira pessoa
a tocar naquele objeto que nem foi pro
museu ainda. Você tocar na história
bíblica. Tudo isso que o Ismael tá
falando aí de oração e palavra aqui,
você lê a Bíblia lá na escavação você
vai tocar na história bíblica, tá bom?
se interessou, quer ir para Israel
comigo agora em julho, tá bom? Dá tempo
ainda de você se inscrever. Então,
terminando essa live, tá aí o link
fixado, acredito, tá bem? E você pode
pode se inscrever ali. Vamos sortear
então. Tamire, só me fala se tá OK o
link lá da live se eu já posso fazer o
outro sorteio aqui. Enquanto o sorteio
tá sendo feito. Eh, eh, realmente a
gente tem que fazer um outro bate-papo,
Ismael, porque vieram muitas outras
perguntas interessantes aqui. Por
exemplo, eh, o José, eh, a José Amori
Silva Júnior perguntou: "E Jó, no lixão
ele também teve depressão? É um assunto
interessante para tratar aqui."
>> Eu acho que Jó, sim. a gente um dia pode
falar, mas
>> é não, Jó,
>> Jó. Jó, inclusive é um enigma de
tratamento, né? Porque enquanto os
amigos dele ficaram calados, eles
ajudaram. Quando eles começaram a fazer
teologia, eles eles prejudicaram ele,
entendeu?
>> Verdade. É verdade.
[limpando a garganta] Eh, também a
Leila, um outro assunto a gente pode
tratar como lidar com a pessoa
narcisista, tá certo? Eh, ou também que
o Moisés Cruz, aparentemente as doenças
transtornos mentais aumentaram hoje.
Isso é fato ou apenas temos um
conhecimento maior sobre isso? Tem muita
coisa. Eh, ou também aqui a a GZ Loures,
o que falar para cristãos que se recusam
à ajuda médica, como cirurgias ou ajuda
psiquiátrica, etc. Mas faç o seguinte,
para pra gente também não deixar esse
pessoal no vácuo até nosso próximo
encontro, eu sei que você tem vários
livros que você publicou. Eh, tem um ou
dois, não sei qual livro aí da da sua
autoria que você podia indicar pra
gente, eh, que o pessoal pode adquirir e
ao mesmo tempo onde as pessoas podem te
achar nas redes sociais.
É, pois é. Eu já tenho seis livros
publicados para quem está nos
assistindo. Um livro mais simples que
ele introduz a ideia da saúde mental e
espiritualidade é um livro que chama
Psiquiatria e Jesus. Ele é da editora
Thomas Nelson Brasil. Você joga no
Google Psiquiatria Jesus, você já vai
cair na Amazon, em vários sites. E quem
quiser entender um pouquinho mais sobre
essa questão do que é físico, do que é
emocional, como que o cérebro processa a
vida espiritual, ah, como que eu penso,
né, e integro neurociência com essa
ideia de fé, aí tem meu último livro,
vou mostrar aqui para vocês. que eu
tenho aqui, que é esse o Illuminados,
né, que é inteligência espiritual e
emocional à luz da Bíblia e da
neurociência
>> da Thomas Nelson também.
>> Eu tenho alguns livros na editora Vida e
alguns livros na Thomas Nelson Brasil.
Então, se você está assistindo, acho que
um bom livro para introdução é o
Psiquiatria e Jesus. Tem também o
Psiquiatria e Fé saudável, que é sobre
espiritualidade emocionalmente saudável.
Mas o iluminados é para quem quer
aprofundar um pouquinho mais. Eu falo
que o Psiquiatria Jesus, talvez para um
novo convertido, para uma pessoa que
quer aprender o básico, o Illuminados já
é um livro um pouquinho para quem já tem
mais uma vivência de fé. Então agradecer
até você pelo convite. As pessoas podem
me achar no @ismael.sobrinho
no Instagram, @ismael.sobrinho
e no ismail.sobrinho no YouTube também.
>> Por favor, gente, sigam os perfis, as
redes lá e vamos ao último aqui. Já está
aparecendo agora. Quem ganhar esse vai
ganhar um ano de assinatura da
plataforma Bíblia comentada. Tá bom?
Vamos ver. A Tamir já tá mandando para
mim aqui. Opa, agora vi de longe.
Palmares Pernambuco, tá certo? E quem
ganhou foi José Ramos da Silva Júnior.
José Ramos da Silva Júnior de Palmares,
Pernambuco. Ganhou então um ano de
assinatura da Bíblia comentada. A Lídia,
eh, dos Passos Lima de Campinas ganhou o
livro eh O ceticismo da Fé Maria
Madalena Verdadeira História. E a Isa
Martins Simões de Nova Iguaçu, Rio de
Janeiro, ganhou a enciclopédia histórica
da vida de Jesus. E todos nós ganhamos
juntos um bom, um bom cultura sobre
saúde mental, espiritual aqui com o Dr.
Ismael Sobrinho, a quem eu agradeço
muito, tá bom? Procure o nome dele no
Google lá com os livros, sigam na nas
redes sociais e não se esqueça de clicar
aí para saber as condições de viagem
comigo para Israel. Porque eu não disse
uma coisa, são poucas vagas que nós
temos, que os grupos estão quase cheios.
Então assim, são algumas vagas
remanescentes que eu vou poder abrir.
Então quem chegar primeiro bebe água
limpa, tá bom? Um grande abraço, um
beijo no coração e mais uma vez, Dr.
muito obrigado. Que Deus abençoe sua o
seu ministério também, que não deixe seu
ministério aí. Amém. Deus abençoe vocês.
Obrigado, gente.
>> E feliz aniversário. 10 anos. Mas el
bra.
>> Obrigado, viu, gente? Um abraço para
vocês.

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