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A fé vem pelo ouvir

Missão na Íntegra está ao vivo!

Missão na Íntegra está ao vivo!

Missão na Íntegra está ao vivo!

Legendas automáticas:

diz assim:
"Não que tenhamos domínio sobre a sua
fé, mas cooperamos com vocês para que
tenham alegria,
pois é pela fé que vocês permanecem
firmes."
Em outra versão, o texto diz: "Não que
tenhamos domínio sobre vossa fé, mas
porque somos cooperadores
de vossa alegria,
porquanto pela fé já estais firmados."
E aqui a alegria, nós temos falado de
alegria todo esse tempo, aqui a alegria
aparece como uma missão.
Em vários textos, a alegria aparece como
uma dádiva, como um fruto, como um
resultado, etc. Mas aqui ela aparece
como missão. Somos cooperadores
da vossa
alegria,
porquanto pela fé já estais firmados.
Muito bem.
Corinto é uma cidade à beira do mar.
Quem passasse por suas ruas perceberia
logo que ali tudo se encontrava.
comércio, vozes, línguas diferentes,
ambições, promessas, disputas, festas
e feridas.
Era uma cidade de encontros,
mas também uma cidade de divisões.
E no meio daquela cidade cheia de
movimentos, havia uma comunidade cristã.
Não era uma comunidade silenciosa, nem
uma comunidade simples.
Era uma comunidade viva,
cheia de dons, cheia de perguntas,
cheia de gente que havia sido alcançada
pelo evangelho,
mas que ainda carregava dentro de si
muitas marcas da velha vida.
carregava dentro de si muitas marcas da
velha vida.
Eles se reuniam, obviamente, em nome de
Cristo, ouviam a palavra, partiam o pão,
oravam, cantavam e esperavam o Senhor.
Contudo, também discutiam,
desconfiavam,
comparavam líderes, confundiam poder com
aparência e, às vezes deixavam que a
alegria comum fosse substituída por
suspeita,
orgulho e tristeza.
Eh, impressionante a tendência humana
de
olhar sempre o lado pior da existência.
É impressionante.
E isso obviamente
anula a fé,
porque a fé
tem como principal
fruto
a capacidade de mudar a nossa
perspectiva.
Então, quando a gente não deixa a
perspectiva da gente eh ser mudada pela
nossa fé,
a gente fica olhando sempre pro lado
pior.
E isso é muito complicado, muito
complicado.
Então, às vezes a gente, eles eram
assim,
Paulo conhecia aquela comunidade por
dentro, ele não a conhecia como quem lê
um relatório distante, não, mas como
quem havia trabalhado entre aquelas
pessoas, pregado a Cristo, chorado por
elas e visto o evangelho nascer no meio
de suas casas.
Para muitos ali, Paulo era pai
espiritual,
fundador, apóstolo, mestre e companheiro
de luta. Isso era a marca do apóstolo
Paulo na comunidade de Conito. Mas com o
tempo a relação se tornou difícil.
Algumas vozes começaram a dizer que
Paulo não era tão firme quanto parecia,
que sua palavra mudava, que seus planos
não eram confiáveis, que ele dizia sim e
depois parecia dizer não. E o motivo
imediato era simples,
mas a ferida era profunda. Por quê?
porque Paulo havia planejado visitá-los,
eh, e aí passar pela Macedônia e depois
retornar ah a Corinto,
de modo que a igreja recebesse uma dupla
oportunidade de comunhão e auxílio.
[limpando a garganta] Porém, mudou o
plano. Mudou o plano. E quando um plano
muda em uma comunidade já ferida,
a mudança pode virar suspeita e a
suspeita pode se transformar em
acusação.
Quando eu falo numa comunidade ferida,
essa comunidade pode ter o tamanho que
for, inclusive o tamanho da sua casa,
o tamanho da sua família.
Se houver uma ferida, ela não foi
tratada.
A situação não foi resolvida,
acabou.
Qualquer coisa levanta a suspeita
e qualquer suspeita vira acusação. E aí
a acusação é uma dessas coisas
terríveis e danosas,
porque muitas vezes a acusação que se
faz
é muito mais resultado da do imaginário
de quem acusa do que da verdade dos
fatos.
Essa é outra capacidade humana. A
humanidade tem uma capacidade imensa de
criar quadros mentais acerca de tudo e
de todos.
Aí cria o quadro mental
e por um motivo que só Deus deve
entender, o sujeito
entende que o quadro mental que ele
criou é a verdade.
É a verdade.
E aí se fecha pros fatos. E mais do que
se fechar pros fatos, não permite
contraargumentação, porque já tem um
quadro,
já construiu o imaginário.
Aí, ó, aí acabou.
Aí acabou porque o diálogo se torna
impossível
e a recuperação da comunhão já era, já
foi, acabou.
Não tem mais diálogo, porque é aquela
história,
quantas línguas tem no mundo?
Mais ou menos 7100 línguas. Mais ou
menos.
É isso. É verdade. É claro. São as
registradas. tem os povos ainda não
alcançados, não contactados, que a gente
não sabe que língua que eles falam e
como é que é a língua deles, mas do de
tudo que já se catalogou, a gente tem
mais ou menos 7100
línguas no mundo.
Só que na verdade
nós temos cerca de 8 bilhões de línguas,
porque a língua que eu falo e que você
fala, só você fala.
O que você acha óbvio, só você vê
e você fala a partir de um quadro que
você criou, que eu criei,
é o meu imaginário e o seu imaginário.
Porque todas as vezes que eu e você
vamos falar, a gente tem de organizar o
mundo da gente primeiro.
Então, a gente organiza o nosso mundo a
partir do nosso imaginário.
O nosso imaginário
não presta atenção nos fatos,
não presta atenção nas provas,
porque o problema é salvar o nosso
mundo, não salvar o mundo do outro.
Então, a gente cria um imaginário e a
partir do imaginário a gente vai para
cima do outro. O problema é que o outro
fez a mesma coisa.
Por isso que o Espírito Santo é o grande
tradutor.
Porque só o Espírito Santo começa,
consegue olhar para dentro de você e
dizer:
"Oi,
tudo isso aí que você tá falando foi
você que construiu.
Não tem nada disso em nenhum outro
lugar, só aí dentro.
E verdade
é um privilégio
que só eu tenho, diz o Espírito Santo.
Só a trindade tem. Você não sabe a
verdade.
A verdade é muito maior do que você
consegue compreender.
Se eu fosse você, me atinha mais aos
fatos,
porque pelo menos você tem alguma coisa
concreta na mão.
Cuidado com isso. É o que tava
acontecendo com o eh
povo de Corinto. criar um imaginário
sobre Paulo. Aí acabou.
E quando cria um imaginário, pode ser
positivo, pode ser negativo, pode ser
até eh
lúdico, não importa. Esses vezes eu tava
falando com a Sarinha dizendo: "Vou
comprei uma camisa pro seu pai, eu vou
entregar para ele e ele vai mudar de
time". Ela falou: "Se Deus quiser, não."
Falei: "Pronto, tinha de ter sido bem
doutrinada, já tinha um imaginário, tá
vendo? Já tinha um imaginário."
Então, essas coisas acontecem. Às vezes
é o pai que faz isso.
E aí fica aquela marca e eu falei: "Puxa
vida, essa menina tinha tanto futuro".
Mas é assim, é o imaginário, vai criando
o imaginário.
Então o camarada botou no coração da
filha que o time que ele torce é o maior
do mundo, só que o mundo não sabe.
[risadas] Então é assim, o imaginário
tem esse negócio. Agora esse é um
imaginário lúdico, maravilhoso,
que gera comunhão, mas tem outros
imaginários que destróem.
Porque eles não são conferidos.
Não são conferidos com a outra pessoa,
não são conferidos com os dados, não são
conferidos com os fatos,
porque eles são construídos para salvar
o mundo da gente
e não para salvar o mundo de todo mundo.
E isso,
isso é um problema.
Nossa oração tem de ser sempre: Senhor,
livra-me de querer ser meu Salvador.
Me faça
um missionário da alegria de todo mundo.
Como disse o apóstolo Paulo,
a nossa vocação
é a vossa alegria. Então, a alegria
aparece como uma missão,
uma missão que o Paulo assume como sua
em relação ao povo de Corinto. Não que
tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas
porque somos cooperadores de vossa
alegria, porquanto pela fé já estais
firmados. E essa essa frase do Paulo que
parece apenas uma frase de despedida de
capítulo,
embora o Paulo nem sabia que era um
capítulo, porque fomos nós depois que
organizamos tudo isso, na verdade é uma
grande
uma grande confissão
que todo homem e mulher que tá no
ministério devia transformar como a sua
confissão de fé ministerial.
E qual é a confissão de fé? Não tenho
domínio sobre a vossa fé,
que é o que todo mundo quer ter.
Você ouve os companheiros aí, eles
querem dominar a fé do irmão e da irmã,
dizendo exatamente como elas têm de
fazer.
Quando na verdade fé é um dom de Deus.
Pela graça sois salvos mediante a
>> fé. Isso não vem de vós. É dom de Deus.
Então o que o Paulo tá dizendo é vocês
já tão já tem fé. O Senhor deu fé para
vocês, então vocês já estão firmes.
Agora é entre vocês e o Senhor.
Eu não sou o Senhor da vossa fé e mais
eu sou cooperador da vossa alegria.
Com com relação a vocês, eu tenho uma
missão,
não um mandato.
Então, essa é a cena. Alguns irmãos lá
em Corinto começaram a se entreolhar
depois de uma reunião e começaram a
dizer: "Se o Paulo nos ama, por que não
veio?"
é típico do do imaginário.
Se o fulano realmente tá interessado
nisso, por que que ele não tá aqui?
Sei lá,
tem só só pode perguntar para ele,
não pode perguntar para mais ninguém
ou falar com o eterno,
tá certo?
E nem sempre o eterno vai responder esse
tipo de coisa.
Porque às vezes o eterno pode dizer:
"Mãe, o que que você tem a ver com isso?
Que ele não tá aqui?
Ele tá onde eu mandei ele tá?"
Então
os irmãos começaram a dizer: "Eh, se o
Paulo nos ama, por que que não veio?"
Aí, claro, começam as respostas do
imaginário. Um responde: "Ah, talvez ele
tenha medo de ver".
O outro comenta, tal, comenta, talvez
ele não saiba o que quer.
E pouco a pouco a ausência do apóstolo
deixa de ser interpretada como prudência
e passa a ser lida como fraqueza,
como duplicidade ou abandono.
A alegria da comunidade que deveria ser
alegria partilhada em Cristo começa a
ser corroída por ruídos.
E volto a dizer,
essa comunidade pode ter todos os
tamanhos,
inclusive o tamanho da minha e da sua
casa.
A alegria vai sendo corroída. Alegria
tem de ser a nossa missão
em relação ao outro,
ao irmão, ao companheiro, a companheira.
Alegria tem de ser a nossa missão. Que
eu faço para garantir a alegria
do irmão, da irmã,
da companheira, do companheiro, do
filho, do pai, da mãe.
Se a gente tivesse essa perspectiva,
a gente teria maior controle sobre os
nossos imaginários, porque a gente não
permitiria que os nossos imaginários
virassem
instrumentos de juízo.
Então, onde deveria haver comunhão,
cresce distância. Onde deveria ter
esperança? Instala-se uma pergunta
amarga. Será que Paulo ainda está
conosco?
Será que fulana ainda me ama? Será que
fulano ainda me ama? E daí vai.
E daí vai. E longe dali, onde é que tava
o Paulo? Tava carregando o peso daquela
história.
O Paulo não era um líder indiferente
desses que mudam de rota sem sentir o
impacto sobre as pessoas.
Ele havia passado aflições tão intensas
na Ásia que chegou a falar de desespero
da própria vida.
O Alex estava falando aqui de de crise,
achamos um outro cara que tem crise
aqui,
não é só o João, eh, o Batista,
tem o Paulo, o grande Paulo de To,
o apóstolo das gentes, o grande
na Ásia ele chegou a falar de desespero
da própria vida. Eu não sei porque é que
venderam pros crentes que ser crente é
parar de viver,
>> que não vai ter luta, não vai ter
dificuldade, que vai ser tudo as mil
maravilhas. A beleza da nossa fé
não é não sofrer, é não ser derrotado
pelo sofrimento.
>> É essa é a diferença. Graças.
>> A beleza da nossa fé não é não sofrer, é
não ser derrotado pelo sofrimento. Então
Paulo trazia no corpo e na alma sinais
de um ministério sofrido. Além disso,
guardava a memória de uma visita
dolorosa e de uma carta escrita com
muitas lágrimas. Uma carta que não
nasceira do do desejo de ferir, mas do
amor que não consegue se calar diante do
desvio, da perda, do equívoco,
da confusão e da ameaça comunhão que
Corinto tava vivendo. Corinto tava
vivendo uma tragédia
e Paulo sabia que ir a Corinto no
momento errado poderia abrir ainda mais
a ferida.
Isso é uma sabedoria.
Qual é o momento de tratar, seja lá o
que for?
Por isso que a alegria como missão
é um padrão, é uma régua,
porque eu tenho de saber qual é a hora
de ir lá mexer nisso.
Se for na hora errada,
é o desastre.
Acabou.
Acabou. Por isso, um pouquinho de um
pouquinho de oração acho que faz bem,
entendeu? Pouquinho só. Vamos falar com
Jesus. Escuta Jesus, estamos aqui com
uma situação meio complicada
e precisamos de sabedoria e acho que só
o senhor tem.
Ouvi dizer que o senhor tem sabedoria e
que o senhor doa sabedoria. Então agora
eu tô precisando que o Senhor doe mesmo.
Então o Paulo sabia que sua presença se
chegasse como um confronto imediato,
aumentaria a tristeza. Então ele
escolheu esperar.
Não esperou por desprezo, não adiou por
descuido, não mudou os planos por
leviandade. Mudou porque queria poupar
os irmãos em Corinto. Qual é a grande
lição disso tudo? A grande lição disso
tudo é: "Eu não sei, você também não
sabe. Nenhum de nós sabe."
>> Por isso, não é melhor deixar isso na
mão do Senhor?
>> Não é melhor interceder pela pessoa? Não
é melhor pedir ao Senhor que sustente a
alegria daquela pessoa, a vida daquela
pessoa, que é o o a agracie com a sua
presença? Não é melhor orar pela pessoa
ao invés de julgá-la?
que eu não sei,
eu não sei.
Então, essa é uma das partes eh bonita
da história.
Ah, às vezes o amor chega,
às vezes o amor espera,
às vezes o amor fala face a face,
às vezes o amor escreve com lágrimas.
Às vezes o amor se se aproxima
imediatamente.
Às vezes o amor permanece à distância
por um tempo. Não porque deixou de amar,
mas porque ama o suficiente para não
transformar a presença em peso
desnecessário.
Por isso tem de pedir sabedoria.
Paulo olhou para Corinto e percebeu que
sua autoridade não devia, não deveria
ser ousada para provar força.
Aqui quem manda sou eu. Isso não existe
no reino de Deus, pelo amor de Deus.
O reino de Deus é antes de tudo um reino
de amigos.
Porque todos nós,
talvez você não
tenha necessidade, mas todos nós, com
raríssimas exceções, tem necessidade de
salvação.
Todos nós. E a nossa salvação não é uma
coisa apenas estanque. Ela continua,
ela continua nos modelando, nos
transformando a imagem e e e semelhança
de Jesus Cristo. Nós continuamos sendo
moldados de glória em glória.
Todos nós precisamos que a salvação
avance dentro da gente.
>> Amém.
até pra gente se conter, pra gente ser
contido no nosso orgulho, na nossa
vaidade e principalmente pra gente não
apostar no nosso imaginário como fonte
de verdade.
>> Entendeu? Porque guarda isso. O
imaginário é a tentativa da gente salvar
o mundo da gente,
mas a nossa missão é salvar a alegria de
todo mundo.
>> Então Paulo percebeu que não dava. Ele
poderia ter dito: "Eu sou apóstolo. Eu
irei quando quiser, falarei como quiser
e vocês terão de aceitar".
Já ouvi muito cara falando sim,
já muitas vezes.
Qual é o único problema com essa fala? É
que ela não é o caminho do evangelho.
Onde é que tá a boa notícia aqui?
Qual é a boa notícia aqui? Quando eu
chego e digo: "Não, eu sou apóstolo. Eu
vou quando quer? Eu falo como quiser e
vocês têm de aceitar". Onde é que tem a
boa notícia aqui?
Qual é a boa notícia disso?
A boa notícia não existe. Existe a má
notícia que você acabou de de conhecer
mais um tirano
ou um pretenso tirano ou um próoto.
Tá certo? Então
o caminho do evangelho é outro.
Portanto, a autoridade de Paulo não se
não se parecia com um trono sobre a fé
dos irmãos. Não,
não.
A autoridade do Paulo se parecia com
mãos calejadas,
trabalhando no campo da alegria comum.
Que que nós podemos fazer uns pelos
outros?
Que que eu posso fazer pela minha
companheira?
O que que eu posso fazer pela minha
filha?
O que que nós podemos fazer uns pelos
outros? Mãos calejadas trabalhando no
campo da alegria comum. Então, a carta
de Paulo chegou e a gente pode imaginar
a comunidade reunida para ouvir a carta.
Alguns talvez tensos, outros
envergonhados, outros resistentes,
outros que estão esperando uma defesa
dura. Há os que têm ah medo de uma
repreensão esmagadora. Há quem deseja
apenas que aquela atenção termine logo.
E a carta começa falando de consolação
em meio ao sofrimento,
do Deus que consola os abatidos,
de aflições que não conseguem impedir a
esperança.
E Paulo fala de sua consciência limpa,
de sua sinceridade diante de Deus e de
sua conduta, não segundo a sabedoria
humana, mas segundo a graça.
Você pode olhar para qualquer situação
da sua vida e dizer:
"Acabou".
E aí você perde a esperança. Acabou.
Acabou. Acabou. Perdeu a esperança.
Acabou.
Ou você pode olhar para qualquer
situação da sua vida e dizer: "Graças ao
amor de nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo". Seja isso o que for,
não terá a última palavra na vida, nem
da minha casa, nem da minha vida, nem da
minha comunidade,
seja o que for.
É simples assim.
tem de se levantar em prol da alegria,
tem de se levantar em prol da vida, tem
de se levantar em prol da paz,
tem de se levantar.
E isso é fruto da esperança
que é exatamente
maior de todos os dons,
os presentes de Deus para nós. Então,
ah, ele explica que a sua palavra não é
sim e não, porque o evangelho que ele
pregou não é ambíguo.
Em Cristo, todas as promessas de Deus
encontram o seu sim. E por meio dele, a
comunidade responde amém paraa glória de
Deus. Que que ele tá dizendo?
que tudo que Deus eh eh a trindade ia
fazer, fez através de Cristo.
Tudo que a Trindade prometeu que ia
acontecer, aconteceu quando veio Cristo,
que agora a partir de Cristo, nós
podemos olhar pra vida de outro jeito,
nós podemos olhar pra história de outro
jeito,
inclusive nós podemos reagir à história.
É assim que funciona.
Enquanto a carta é lida, talvez alguns
corações comecem a baixar as armas.
Paulo não tá se defendendo sua agenda.
Tá levando a igreja de volta ao centro.
O centro não é o itinerário do apóstolo.
O centro não é a sensibilidade ferida de
Corinto. O centro é Cristo.
Então,
quando você na sua comunidade pequena,
que é a sua família, não tiver nenhum
bom motivo
para se movimentar em direção do outro,
faça isso para centralizar Cristo.
Faça isso para dizer: "Não, não, pera
aí. Cristo é o sim das promessas de
Deus. E uma das promessas de Deus é que
ele nos daria paz, que excede todo
entendimento.
E essa paz veio com Cristo, o príncipe
da paz.
Isso vai acontecer porque nós vamos
agradecer a Cristo por sua presença e
vamos pedir a Cristo que a sua paz
inunde o nosso coração, porque eu tenho
de estabelecer como princípio na minha
vida que eu não farei nada
sem estar diante da paz de Cristo.
Ponto,
ponto.
>> Pacificadores.
>> Pronto, pacificadores.
Esse é um dos nossos apelidos,
ou deveria ser?
Então, o que sustenta a comunidade, a
família, não é a perfeição dos planos da
gente, mas a fidelidade daquele daquele
em quem Deus confirmou suas promessas.
Você acredita que Deus trouxe você para
esse casamento? Você
acredita que Jesus trouxe você para essa
realidade?
Você acredita que Jesus Cristo trouxe
você para esse desafio?
Então, saiba,
em Jesus Cristo, você tem o sim para
todas as necessidades que você tiver
para sustentar essa verdade,
>> para sustentar esse casamento, para
sustentar essa comunidade, para
sustentar essa comunhão, para sustentar
a sua vida.
>> Amém.
Cristo é o sim
e ele insiste em estar do seu lado.
>> Ele insiste estar do seu lado e ele não
faz acepção de pessoas mesmo.
>> Ele visita santista, são paulino, eh
corintiano. É claro que ele prefere os
palmeirenses, mas isso ele prefere os
palmeirenses, porque o justo floresce
como Palmeiras. Mas tudo isso passa.
Tudo passa, tudo passa. Ele é fiel e
fica do lado de todo mundo.
>> É.
>> Pronto. Alguns ele vai ter de consolar
mais, outros ele vai ter de consolar a
vida toda.
Vamos continuar
>> então por aí, entendeu?
>> Som de
>> É, exatamente.
>> É, tem uns descendo agora. Então, tudo é
assim na vida.
>> [risadas]
>> Então essa frase é o o Paulo,
ele tá dizendo, gente, calma.
Jesus tá no nosso negócio. Jesus tá na
nossa vida.
>> Jesus é o sim de Deus.
>> Teve uma tragédia.
Todos nós já passamos por tragédia ou
não? Eu já passei das bravas.
Jesus continua sendo o sim de Deus.
>> Isso vai passar.
Jesus vai nos tirar daqui.
>> Amém.
>> Ele vai mostrar o caminho.
>> Amém. Eu creo.
>> Ele vai fazer o que ele sabe fazer com
excelência, que é salvar.
>> Amém.
>> Salvar. Eu vim buscar e salvar. Glória a
Deus.
>> Nunca se esqueça disso.
>> Glória a nosso nome, Jesus.
>> O filho do homem veio buscar e salvar o
que se havia perdido.
>> Nunca se esqueça disso, porque tem um
montão de gente que já transformou o
evangelho em O filho de Deus veio julgar
e condenar todos os pecadores. Eu fico
ouvindo essas coisas. Eu falo: "Da onde
esse cara buscou esse texto? [roncando]
Com onde tá esse texto?
O texto é: "O filho do homem veio buscar
e salvar
o que se havia perdido."
>> Então o Paulo chega a e diz: "Olha, eu
não fui aí porque eu queria poupar
vocês". Essa frase deve ter caído como
uma luz difícil.
Porque o que parecia descaso talvez
fosse cuidado.
Suspeite o bem, irmão.
Suspeite o bem, irmã.
Um dos grandes problemas do nosso
imaginário é que a gente sempre suspeita
o mal.
>> Suspeita o bem na pessoa que você ama e
que você sabe que ama você. Suspeite o
bem, pelo amor de Deus. Dá uma chance
pro bem,
uma só.
Suspeite o bem
e espera para ver o que o Senhor Jesus
vai fazer. Suspeite o bem,
porque são pessoas que você ama e
pessoas que amam você.
São pessoas que amam Jesus Cristo e que
são amadas por Jesus Cristo.
Suspeite o bem.
Aquilo que parecia distância era
misericórdia.
Aquilo que parecia hesitação
era o amor não querendo ver a ferida
aberta.
E aí logo depois vem a palavra dele
final que nós acabamos de ler
que transforma toda a cena. Não que
tenhamos domínio sobre a sua fé, mas
cooperamos com vocês para que tenham
alegria,
porque é pela fé que vocês permanecem
firmes. Então, é como se o Paulo parasse
diante da comunidade e dissesse:
"Queridos, queridas irmãos e irmãs,
entendam bem,
eu tenho responsabilidade diante de Deus
por vocês. Os amo, os corrijo, oro por
vocês, sofro por vocês, escrevo a vocês
e for, se for necessário, falarei com
firmeza. Mas eu não sou o dono da fé de
vocês.
Eu não sou o dono da fé de vocês. Eu não
sou o Senhor da consciência de vocês. Eu
não estou acima de Cristo. Só Jesus
Cristo é o Senhor. Glória.
>> E aí o Paulo diria: "Eu não vim ocupar o
lugar de Cristo.
Eu vim trabalhar
para a alegria de vocês.
O dia que eu e você aprendermos isso,
nossa casa muda,
nossos relacionamentos mudam,
nossas conversas mudam,
porque esse é outro vício humano,
querer mandar na consciência do outro.
Você
tem de pensar assim, você tem de fazer
assim, você tem de querer isso.
>> Se eu quero, você tem de querer.
Hello.
Da onde saiu isso?
Só Jesus Cristo é o Senhor sobre a nossa
consciência. Aleluia, aleluia, aleluia.
>> Porque Jesus Cristo realmente veio
recuperar a nossa humanidade, porque só
ele sabe o que que isso significa ser
gente é ser como Jesus de Nazaré. Em
Jesus de Nazaré, a gente vê o Pai como é
e a gente como a gente pode ser.
>> Amém.
Então, a fé das pessoas
não é uma sala trancada
cuja chave fica no bolso de outro,
seja apóstolo, seja marido, seja esposa,
seja o que for.
Não.
A fé das pessoas é a forma pela qual as
pessoas permanecem em pé diante de Deus.
Ponto.
>> É particular, né?
>> Graças a Deus.
Vocês já estão falando com um grupo de
irmãos falando: "Não, mas assim, como é
que eu tenho certeza disso, daquilo?"
Falei: "Ol, irmã, não tem irmão.
>> Não tem.
A minha questão aqui não é se você
concorda comigo ou discorda de mim. Eh,
você quer estudar isso aqui ou não?
Porque certeza só Jesus tem.
Então, a fé não é uma sala trancada cuja
chave fica no bolso do outro, não.
A fé é a forma pela qual a gente
permanece em pé diante de Deus. Você já
passou por isso várias vezes. Você já
teve vários motivos pelos quais você
estava quase a um passo de abandonar
todo esse negócio de fé, de Bíblia, de
mensagem de Deus. Esquece esse negócio.
Esse negócio só dá dor de cabeça. Essa
gente só quer roubar os outros.
Tá cheio deles mesmo.
Então, a pergunta que só você pode
responder é: o que impediu você de fazer
isso?
>> Como, pastor,
>> o que impediu você de fazer isso? Você
já tava com o pé fora do barco.
O que não deixou você dormir?
Essa fé que faz você permanecer diante
dele.
Deus
>> graças.
>> Ele foi visitar você e disse:
"Eu sei o que você viu.
Eu choro pelo que você viu,
mas o relacionamento entre nós não tem
nada a ver com isso.
>> Amém. Graças a
>> Graças. Glória a Deus!
>> Nada a ver com isso.
>> Amém.
Vamos continuar como nós sempre
estivemos.
>> Porque isso aí é sua volta é o desvio.
Vai ser assim até o grande dia,
mas isso não pode abalar o
relacionamento entre nós dois.
>> Amém, Jesus. Obrigado.
>> É isso. Essa fé que manteve a gente em
pé diante de Deus depois de ter visto um
montão de besteira.
De vez em quando o o o Denis vinha me
contar um tempo. Esse Denis, o outro só
veio me contar coisa boa. Mas esse Denis
aqui, o santista sofredor por definição,
ele só vinha me contar coisa ruim. Ele
falava: "E Ari, você não viu nada?" É,
>> e eu não tinha visto mesmo, porque tudo
que [risadas] tudo que ele me viu, eu
não tinha visto mesmo.
>> E toda vez que eu conversava com ele, eu
dizia: "Caramba, que fé maravilhosa que
Deus deu para esse cara,
>> porque ele ficou em pé diante do Senhor.
>> Por que ele ficou em pé diante do Senhor
depois de ter visto tudo que viu?
Porque o senhor foi falar com ele,
falei: "Meu filho,
isso não tem nada a ver com você, nem
comigo."
>> Amém, Jesus.
>> Tá certo.
>> Amém, Jesus.
>> As coisas erradas.
>> Por que essa gente se desviou? Eu vejo o
o o outro deles que, como eu visitou uma
teve uma tragédia visitando a vida dele.
Lamentável.
A gente chorou.
Mas o que que isso tem a ver com o
relacionamento entre Jesus Cristo e nós?
Nada.
Nada. Jesus Cristo continua no mesmo
lugar
e nós continuamos com ele no mesmo
lugar. Nada mudou.
Então, o Paulo não queria que a igreja
ficasse firme por qualquer outro outra
coisa que não fosse Cristo.
Não queria que a igreja ficasse firme
porque tinha medo do apóstolo, porque
dependia do apóstolo ou por qualquer
submissão psicológica.
Não,
eu já já fui várias vezes, ouvi gente
que dizia,
não, não, nós temos de de organizar como
que nós vamos fazer isso, porque aí a
gente aumenta o tom do do da nota tal e
as pessoas, essa música mexe com o
coração das pessoas e tal e aí depois a
gente vai lá dar o aviso. Aí eu tive que
dizer: "Bom, tô fora.
Eu tô fora, tô levantando e tô indo
embora.
Eu não vou participar disso.
Eu acredito no Espírito Santo.
A Bíblia diz que é o Espírito Santo que
convence o ser humano do pecado, da
justiça e do juízo.
>> Amém.
>> Amém. Não são truques.
É verdade.
>> É uma ação da trindade.
Ponto.
E se a trindade não fizer, nada mais
fará, porque não não será transformação,
será manipulação.
Então, é preciso ficar firme pela fé em
Cristo. No seu casamento, na sua vida
comunitária, na sua vida com seus
filhos, você tem uma estaca,
a sua fé em Cristo.
>> Amém.
>> Essa fé que vai fazer você continuar
crendo que vai dar certo, que você não
consegue conversar hoje, mas vai
conseguir amanhã.
>> Amém. É verdade
>> que o seu filho não entendeu agora, mas
vai entender depois.
>> Amém.
>> Graças.
>> Porque as promessas de Deus tem sim em
Jesus Cristo.
>> Aleluia.
que Jesus Cristo é o Senhor,
não é o tirano,
é o amigo.
Então, eh,
por isso a autoridade não pode ser
domínio.
A autoridade só existe onde há
cooperação.
Não era a mão que aperta o pescoço, é a
mão que ajuda a levantar.
Isso é comunhão, é comunidade
dessa coisa do Alex dizer ali, pera aí,
pera aí, pera aí, nós vamos mudar aqui
um negócio. Isso é comunidade.
Então você tem que suspeitar bem do
cara, opa, ele tá sabendo de uma coisa
que eu não sei, porque ele é meu amigo,
é meu irmão. Nós estamos juntos nesse
negócio.
Ele ama tanto quanto eu às vezes mais.
Porque tem coisas que ele faz que eu não
faria de jeito nenhum.
De jeito nenhum.
>> A começar pelo time que ele torce, que
eu acho o fim da picada. Mas tá bom,
paciência. Vai fazer o quê?
>> Não, eu tô. Segue o líder,
[risadas]
>> segue o líder. Só tô acostumado com
goleada agora,
[risadas]
entendeu? Isso é comunidade, pelo amor
de Deus. Isso é comunidade.
Comunidade não é governar a alma dos
outros.
Verdade.
>> Comunidade é a voz que chama de volta a
alegria,
que ajuda a levantar.
>> Amém.
>> É serviço pra comunidade, pra comunidade
se reencontrar.
>> E se reencontrar com o quê? Com a
alegria da salvação. Pelo amor de Deus,
eu e você fomos salvos. Você não tá
alegre por isso?
Amém.
>> Glória a Deus.
>> Você já visitou gente que não consegue
sair das trevas?
>> E você não percebe que você não tá lá?
>> Graças a Deus.
>> É verdade.
>> Que tem uma hora que você nem consegue
entender o que a pessoa tá dizendo,
porque simplesmente você não tá lá. Eu
não sei do que que você tá falando.
>> Por isso, gente que tem essa consciência
devia ter essa alegria
até para ajudar quem tá lá a sair de lá,
porque não precisa ficar lá.
Ninguém precisa ficar nas trevas.
Então o Paulo poderia ter dito: "Eu sou
guardião da doutrina de vocês".
Isso era verdade. Em certo sentido, sim.
Como nós somos guardiões uns dos outros
para ajudar a gente a entender o que tá
nas escrituras. Calma, vai com calma,
pensa melhor antes de aceitar isso como
verdade. Você já leu isso, já leu
aquilo? Nesse sentido, todos somos uns
dos outros.
Ele poderia dizer: "Não, eu sou
apóstolo. Eu tenho autoridade sobre
vocês". Ah, pode ser também. Claro, é
apóstolo,
não é?
o e e do e dos verdadeiros, né? Porque
eu agora tenho um apóstolo que vai dar
certo e o outro apóstolo que vai dar
errado, que porque eles na verdade não
são apóstolos de nada, mas ele era.
Ele poderia ter dito tudo isso, mas ele
simplesmente disse: "Eu sou cooperador
da alegria de vocês".
E a palavra que sugere esse trabalho,
eh, é um, ela sugere um trabalho
conjunto,
ela eh sugere o labor lado a lado,
lado a lado.
Entendeu?
Isso é extraordinário.
>> É,
>> eu penso no meu amigo Jonatas. Quantas
vezes a gente não conversou sobre
oração,
assim como Osvaldo, quantas vezes o Jô
vai lá, de vez em quando eu vou lá, dou
uma bronca nele, porque ele some, mas de
vez em quando ele se arrepende e volta.
Então é sempre ele que se arrepende,
gente. Eu não tenho que arrepender de
nada. Isso é o problema. É do Jonathan.
E o Jonatas que não vem, mas eu sempre
digo: "Ô meu, quando é que nós vamos
orar de novo? Quando a gente vai se
encontrar de novo?" A gente tá sempre se
provocando.
Por quê?
Porque essa é a ideia
>> de cooperar, de estarmos juntos,
de orarmos uns pelos outros,
de sentirmos falta do irmão.
Diz: "Escuta, cadê o o fulano? Vamos lá
ver o que que tá acontecendo com ele.
Suspeitar o bem. Pelo amor de Deus,
suspeite o bem,
porque você já tem o diabo ensinando
você a suspeitar mal de todo mundo,
inclusive de você mesmo.
>> Aliás, eu diria principalmente de você
mesmo.
>> Misericórdia.
Então Paulo, ao invés de chegar como
proprietário de terra,
chega como trabalhador, chamado a
cultivar
com os irmãos e irmãs o fruto que Deus
queria fazer crescer.
Lembre-se disso. A igreja não é lugar de
latifundiário, não.
>> A igreja é lugar de trabalhadoras e
trabalhadores.
>> E essa alegria não é riso fácil, não é
alegria que finge que nada aconteceu.
Não é alegria superficial de uma
comunidade que evita conversa difícil
para manter aparência de paz. Nada
disso. Paulo, por exemplo, escreveu
algumas das cartas dele com lágrimas nos
olhos.
tinha de confrontar, foi entristecido,
enfim,
as cartas não nasciam da frieza, mas do
amor. Isso nos ensina que a alegria
cristã muitas vezes passa pelo caminho
estreito da verdade. E o caminho da
verdade é estreito.
Há alegrias, inclusive que só nascem
depois da confissão,
que alguém tem de pedir perdão quando
tem de se pedir perdão.
braços que só são verdadeiros depois que
a mentira é abandonada.
Há comunhões que se só se tornam maduras
depois que a comunidade para de fingir
que as que as feridas não existem.
A alegria que Paulo buscava era a
alegria restaurada, aquela que surge
quando o povo de Deus volta a caminhar
paraa luz.
Por isso, na história de Corinto, a
tristeza não é a inimiga final.
A tristeza é destrutiva, sim, a tristeza
esmaga. Acusa sem restaurar, humilha sem
curar. Sim, mas a tristeza, segundo
Deus, aquela que faz o coração acordar,
pode ser parte do caminho para alegria.
Então, quando eu tô falando de alegria,
eu não tô falando para pra gente chegar
pro irmão e dizer: "Por que que você não
tá alegre, hein? Por que que você não tá
alegre? Você devia tá alegre. Você é
salvo, você tinha que tá alegre".
Não, a pergunta é: o que que eu posso
fazer para que a alegria retorne ao seu
coração? Tá acontecendo alguma coisa?
Posso ser útil? Posso ser bênção na sua
vida? Tem alguma coisa que eu possa
fazer por você?
No mínimo eu posso ficar do seu lado e
chorar junto,
porque tristeza repartida dói menos
e passa mais rápido.
Isso é vida comunitária.
Então, a gente não pode se alimentar da
culpa dos outros. A coisa mais odiosa
que tem nos púlpitos é quando o líder, o
pregador sobe para botar culpa em todo
mundo.
Aí você diz: "Ah, não, Jesus, agora não
vai dar".
Eu
já disse para vocês que uma vez ouvi uma
pregação extraordinária,
uma das melhores que eu ouvi na minha
vida em termos de retórica,
mas quando o pregador terminou de falar,
eu olhei pro povo dele e disse: "Meu,
esses caras não aguentam dois dias com
essa pregação
porque ele esmagou os caras.
Só que ele falou com uma classe, com uma
capacidade retórica
e uma cultura
impressionante. Como eu sou um cara que
gosto de ver essas esses movimentos
de gente que sabe
falar e expor, maravilhoso. Que
exposição maravilhosa. Não serve para
nada, mas é maravilhoso.
forma extraordinária.
Uma vez perguntaram o irmão a após o
discurso de um outro, escuta, o que foi
que ele disse, o irmão falar: "Bom,
dizer, dizer, ele não disse nada, mas
falou muito bem". [risadas]
Então,
aquela pregação
esmagou os irmãos. Eu disse: "Gente,
esse povo não aguenta uma semana para
isso aqui,
porque ele botou culpa. E aí você tem
culpa? Você sai para purgar o seu
pecado.
Você sai para purgar o seu pecado. Mas
isso já não foi resolvido por Jesus.
Jesus já não perdoou você?
Ele já não tá construindo em você uma um
novo ser humano?
>> Graças a Deus. Amém.
>> Você tá descontente? Você acha que Jesus
não sabe o que fazer? Tá perdido.
Podemos orar juntos sobre isso. Jesus,
eu viemos aqui ajudar o Senhor porque
temos notado que o Senhor tá meio
perdido.
O irmão aqui, por exemplo, não tá
gostando do que o Senhor tá fazendo
nele, né?
Então, eh,
uma comunidade
tem de ter espaço para uma alegria
limpa. Portanto, uma alegria que permite
correção.
>> Amém. Uma alegria que permite conversa
clara, tranquila,
uma
alegria que seja uma plantação
preciosa
e que todas as vezes que for ameaçada
pelas ervas da suspeita, do orgulho, do
pecado, do medo, da divisão,
as pessoas digam: "Não, eu não vou por
esse caminho."
>> Amém. Eu veio pelo caminho de Jesus.
Glória a seu nome.
>> Jesus vai dar um jeito nisso e vai fazer
a gente conversar, porque o Espírito
Santo é o grande tradutor. Ele traduz a
gente para paraa gente mesmo, traduz a
gente para outra pessoa, traduz a gente
para Deus e traduz pra gente.
Então, eh, essa alegria não é riso
fácil, não é fácil mesmo, mas essa
alegria é a alegria do Espírito Santo.
É uma alegria
que vence a tristeza,
não porque despreza a tristeza,
mas porque sofre juntos até que o
sofrimento passe.
Então, uma comunidade que permite
correção,
uma comunidade que chora, que ri, que
canta, que faz festa,
que come junto,
que senta à mesa e agradece.
Alegria compartilhada é saber que
ninguém precisa dominar a fé de ninguém
para que todos permaneçam em pé.
é descobrir, descobrir que esse termo
líder não tá na Bíblia.
Na Bíblia tem apacentamento,
tem ensino, mas esse termo líder é um
termo dos gringos.
Eles inventaram esse tema.
>> Isso não tá na Bíblia.
O que tá na Bíblia é apacentamento,
é ensino,
é
misericórdia,
encorajamento.
Então,
que do
segunda Coríntios 1:24
ajude a mim, a você
a olhar para todos os que convivem
conosco
como missionário.
Minha missão em relação a ela, minha
missão em relação a ele
é
sustentar a alegria que o Espírito Santo
deu para ele,
>> que a alegria deu que o Espírito Santo
deu para ela.
>> Amém.
Porque a palavra amor na Bíblia é a
palavra para unidade.
Não é a palavra para um sentimento
romântico, é a palavra paraa unidade.
Então, quando eu vou pra unidade,
eu vou para buscar a alegria do outro
e para ficar alegre com ele, com ela.
Então, é uma alegria profunda,
porque é uma alegria a partir de Jesus
Cristo.
Muito bem.
Quando a gente tiver diante dessas
crises, a gente pode dizer: "Escuta,
a única autoridade que eu recebi de
Cristo é de abençoar.
Só essa.
Eu vou fazer o possível para abençoar".
E às vezes isso significa escuta, vamos
orar juntos sobre uma situação.
Presta atenção. É mais fácil resolver
qualquer situação orando juntos sobre
ela do que discutindo quem é que tá com
a verdade.
>> Porque quando você ora junto sobre a
situação, você tá falando com quem sabe
a verdade.
Verdade.
>> Cuidado.
Cuidado, porque o imaginário da gente a
gente desenvolve para salvar a gente
mesmo.
Isso acaba com famílias inteiras, acaba
com amizades,
acaba com ministérios,
com tudo.
>> É simples assim.
E a vida comunitária
é uma vida que se sustenta na alegria do
Senhor.
>> Amém.
Não importa o tamanho da comunidade.
A comunidade pode ser só sua casa,
pode ser só você e seu filho.
Não importa o tamanho da comunidade,
essa verdade é verdade para qualquer
tipo de comunidade.
Amém.
>> Amém.
que a gente possa buscar juntos isso,
porque às vezes eu percebo em quase
todas as crises que chegam ao meu
conhecimento,
que a vida da de alguns de nós é como
aquele homem que ficava na porta da
cidade sentado em cima de uma pedra
pedindo esmola.
E ele
fez isso durante muitos anos. Ele virou
um um personagem da cidade.
Todo mundo passava por ele, dava alguma
coisa. Ele era um personagem da cidade.
Um dia ele morreu, óbvio, todo mundo
morre, ele morreu. A cidade decidiu
enterrá-lo debaixo da pedra, porque ele
viveu a vida toda de sobre a pedra.
E aí levantaram a pedra e descobriram
que embaixo da pedra tinha um tesouro,
tinha um
>> um tesouro.
E a vida dele se tornou
uma grande ironia.
Um homem sentado sobre um tesouro que
pedia esmolas.
É como eu vejo a grande maioria dos
cristãos.
>> Graças. Eu olho para pros irmãos de
várias experiências e digo: "Escuta,
você é um sujeito
sentado sobre um tesouro pedindo
esmolas.
Por quê?"
>> Vamos conversar com Jesus, vamos
conversar uns com os outros.
Essa é a beleza que o Paulo traz pros
irmãos e para nós.
Às vezes a gente tem a tendência de
querer corrigir alguém sempre. Uma vez
alguém disse: "Não, não, nós não vamos
ajudar mais porque o fulano não faz
isso, não faz aquilo, não faz aquilo
outro". Eu disse:
"Nós vamos ajudar sim,
porque ajudar é o nosso papel.
Mudar o sujeito é um problema de Deus.
>> Nós vamos ajudar sim. Nós não vamos
parar de ajudar nenhum minuto, nenhum
segundo.
>> Ele não vai passar necessidade porque
não é o ser humano que a gente queria
que ele fosse.
Isso não existe.
Nós vamos sim.
O resto é problema do senhor.
O senhor não disse para mim: "Mude, mude
a vida das pessoas".
O Senhor disse para mim e para você:
"Abençoe a pessoa, as pessoas para que
elas tenham vida
e a ten em abundância".
É por isso que nós vamos pra favela. É
por isso que a gente tá em tudo que a
gente pode estar para ajudar as pessoas.
Porque nosso chamado é ajudar as pessoas
para que elas tenham vida.
Mudá-las é trabalho de Deus.
É claro que nós vamos ter limite sempre
tem limite
e a gente vai ter de avisar a pessoa, ó,
tem um limite aqui. Não é um limite
paraa nossa ajuda, é o limite pro seu
comportamento. Tem coisa que você vai
precisar repensar,
mas que depender de nós.
Eu me lembro de uma senhora no Rio de
Janeiro que cuidava de moradores em
situação de rua. uma senhora pobre,
negra da periferia,
crente, crente, crente, crente, crente.
>> Ela decidiu que ia ajudar os moradores
em situação de rua e ela foi radical.
Ela começou a levá-los paraa casa dela.
Ela já tinha, tinham seus filhos, tinha
sua casa. De repente, a casa tinha 20,
30 pessoas, uma casinha de de de perifa,
de de favela.
E um dia nós estávamos no ministério, o
nosso ministério, o ministério que eu
fazia parte, descobriu a irmã.
Aí trouxemos a irmã para apresentar pros
pastores, olha o trabalho que essa irmã
tá fazendo aqui.
Aí
perguntaram pra irmã, como é que a irmã
faz? Ela falou: "Ah, nós buscamos ajuda
uns aos outros com um montão de irmãos e
ajudamos as pessoas e já ajudamos muita
gente a sair da rua e a voltar a
trabalhar, reencontrar sua família, etc,
etc, etc." E aí sai um, a gente põe
outro, saiu, sa cheia. Aí um irmão
levantou e disse para ela: "Irmã, a
senhora sustenta isso como?" Ela falou:
"Com oração".
A gente ora eh às 6 da manhã, às 9 da
manhã, o meiodia, às 3 da manhã, a às 3
da tarde, às 18 horas e às 21 horas. Ah,
é? Tá. Aí ele falou: "Muito bom, irmã. A
irmã sabe que essa gente que tá na rua
muitas vezes são só aproveitadores
e a senhora não percebe um desses
aproveitadores entrando na sua casa?
A senhora prefere correr esse risco?
E tá todo mundo olhando pro cara que tá
constrangendo a irmã.
A irmã disse:
"Ah, pastor,
tem
de vez em quando tem.
Mas aí eu começo a sessão de oração da
meia-noite.
E
>> isso muda, pastor.
Isso muda. Nunca se esqueça,
tem um camarada mais interessado em
você, no seu casamento, na sua vida, na
vida da sua companheira, do seu filho,
do seu pai, da sua mãe, do que você?
Chama-se Jesus Cristo,
>> verdadeiramente Deus e verdadeiramente
homem. Ele gosta de você mais do que
você gosta de si.
>> Obrigado.
>> Fala com ele.
>> Amém.
>> Fala com ele.
Porque eu não sei porque cargas d'água
ele gosta mesmo da gente. Ele gosta de
mim, inclusive. Muitas vezes eu já me
desgostei profundamente,
muitas vezes,
mas aí eu olhava para ele e eu e eu via
que nada mudava com ele. Ué, o senhor
continua gostando de mim?
Presta atenção nisso. Você não precisa
do seu imaginário para se salvar.
Você já tá salvo. Amém. Amém.
>> Você já tá salva.
Confia em Jesus Cristo. Suspeita o bem
acerca da sua esposa, do seu filho, do
seu esposo, da sua comunidade. Suspeita
o bem.
Por isso que o Paulo diz para em tudo
dar graças, suspeita o bem.
Suspeitar o bem é dizer, não importa o
que tá acontecendo, Jesus Cristo que nos
ama vai fazer alguma coisa em relação a
isso.
>> Como disse a irmã, vamos começar o turno
da meia-noite.
Amém.
>> Amém. Que a graça de nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo,
a unidade da Trindade
e a comunhão materna do Espírito Santo,
a Rua Caduche
e a cura de Jesus,
a libertação de Jesus,
o amor de Jesus
e a alegria de Jesus seja com cada um
dos irmãos, cada uma das irmãs
E que alcance todo o povo de Deus
espalhados por esse planeta,
mas que também atinge toda a humanidade,
como Deus prometeu a Abraão.
Amém.
>> Amém.
>> Glória a Deus.
Com licença.

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