Missão na Íntegra está ao vivo!
29/06/2026
Missão na Íntegra está ao vivo!
Fonte: Missão na Íntegra
Legendas automáticas:
por todos vós em todas as minhas orações. Essa carta de Paulo aos Filipenses foi escrita enquanto ele estava na sua prisão em Roma. Então, hoje eu quero falar sobre isso, sobre a alegria que nasceu na arena da vida, da história. Imagina um ser humano preso numa sala vigiada. Não pode sair quando quer, não pode caminhar livremente pelas ruas, não pode sentir o solo da manhã sem que haja um guarda por perto. Não pode visitar os amigos que tinha deixado espalhados por tantas e tantas cidades. Simplesmente não pode. Havia correntes prendendo seus passos e havia uma porta que só se abria quando outra pessoa decidia abri-la. Imagine o silêncio, aquele lugar silencioso, isolado, o tempo passando devagar, hora após hora, com pouca coisa para fazer e muito tempo para pensar. O que pode ser um martírio? dependendo do ser humano com quem estamos tratando. E ele estava lá. E se olhássemos para esse homem apenas com os olhos da perspectiva humana, nós já saberíamos de antemão o que encontrar. Esperaríamos um rosto cansado, um olhar baixo, um coração amargurado, remoendo a injustiça, porque a prisão dele era injusta. palavras cheias de queixa, de revolta, de por logo eu, por exemplo. Afinal, é assim que costuma reagir quem é tratado com injustiça. É assim que o coração humano se fecha quando a vida o oprime. Mas com aquele homem aconteceu uma coisa muito estranha. É naquela sala uma coisa que ninguém esperaria. Quando Paulo pegou a pena para escrever, ele decidiu escrever aos seus irmãos à cidade de Filipos. O que saiu daquela prisão não foi tristeza, não foi lamento. O que transbordou daquele lugar apertado e vigiado foi alegria. Alegria, uma alegria luminosa, quase de se tocar com a mão. Uma alegria que atravessou as paredes grossas da prisão, que passou por cima das correntes, que saiu pela porta fechada e viajou quilômetros e quilômetros de estrada até chegar ao coração daquela comunidade distante. E aí a gente para e pergunta: "Como? De onde vinha essa alegria? O que é que aquele homem sabia que nós às vezes esquecemos? Essa é a parte mais bonita da história. Vamos prestar atenção porque aqui tá um segredo. Tem um segredo num homem que está preso injustamente, que senta para escrever aos seus amigos e transborda de alegria. Tem um segredo. E o segredo é que a alegria dele não era um sonho solitário. Não, não era um sonho solitário, não era o consolo de alguém que aprendeu a fechar os olhos pro mundo e fugir para dentro da própria cabeça. Às vezes a gente faz isso, a gente decide fugir para dentro da própria cabeça. Aldos Huxley dizia que se a sua, o seu dia tá cheio de pesadelos, a melhor coisa que você faz é dormir. tentando com isso sugerir que tem uma hora para encerrar a vida. Esse homem não pensava como Roxley, não. Ele tava lá, tava preso, tava injustamente preso. Mas quando ele sentou-se para conversar com os seus amigos, para escrever pros seus amigos, transbordou alegria. Não era fechar olhos para o mundo e fugir para dentro da própria cabeça como Huxley sugeriria, fingindo que a dor não existe ou achando que tem um jeito de pôr o fim a dor da pior forma possível. Não, não era uma fuga. A alegria dele, a alegria dele tinha endereço, a alegria dele tinha rosto, a alegria dele tinha nome, a alegria dele tinha história. Porque quando Paulo fechava os olhos naquela cela, ele não via apenas as paredes, ele via uma igreja. Olha só, ele via uma igreja. Parece que as paredes não existiam. Parece que as paredes não vetavam. Parece que as paredes não eram limitação, não eram demarcação. As paredes não existiam. Ele fechava os olhos e via uma igreja. Ele via um por um os rostos de gente, de homens e mulheres que estavam longe na cidade de Filipos, muito longe. Via gente que não tinha apenas ouvido de passagem a boa notícia sobre Jesus. É porque igreja é a reunião daqueles que ouviram sobre a boa notícia de Jesus, mas que não ouviram de passagem. Sabe o que é ouvido de passagem? É quando entra num ouvido a 20 por hora e sai do outro a 120. Não, eles não ouviram de passagem de jeito nenhum. Pelo contrário, eles tinham tomado uma decisão corajosa, a decisão de entrar nessa história, a decisão de mergulhar nessa história, a decisão de fazer daquela notícia o centro da própria vida. Porque é isso que acontece quando a gente se depara com Jesus de Nazaré. ou a gente o rejeita ou a gente o abraça. Não tem meio termo, não tem essa coisa de de vez em quando eu passo por aqui. Não tem. Porque o que ele fala acerca de si e o que ele fala para cada um de nós é extremamente decisivo e é extremamente constrangedor. Se ele estiver certo, nós precisamos urgentemente dele. Se ele não estiver certo, nós precisamos nos afastar urgentemente dele. Não tem meio termo. Então Jesus constrange. É impossível cruzar com ele e não ficar constrangido. Então ele tava escrevendo para um pessoal que decidiu fazer daquela notícia sobre Jesus o centro da própria vida. Sim, porque como disse eh eh o o russo maravilhoso Dostoyevski, se Deus tá morto, então tudo é permitido. Mas aí rebate o outro o outro filósofo, o Melopontique, que diz: "Mas se Deus está vivo, tem um jeito certo de viver. Não se pode viver de qualquer jeito. E é isso que Jesus coloca diante de nós. Você tem de decidir se Deus está vivo ou Deus está morto. Se Deus estiver morto, então comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. Mas se Deus estiver vivo, então tem um jeito certo de viver. Não se pode viver de qualquer jeito. É esse choque que Jesus Cristo causa em todo o mundo. E ele se lembrava de como tudo tinha começado lá em Filipos, desde o primeiro dia em que a semente do evangelho caiu naquele chão. Sim, aquela gente foi transformando a fé em comunhão. E a comunhão foi se transformando em serviço. E o serviço foi sendo transformado em apoio concreto. E o apoio, com o passar do tempo, foi se transformando numa coragem inabalável, daquele tipo que nada no mundo consegue derrubar. Era essa a história inteira que passava diante dos olhos de Paulo. Ele fechava os olhos e via tudo isso. E era por isso que ele sorria. É interessante porque esta alegria dele fazia a prisão dele ser um grande testemunho e não uma grande lamentação ou uma grande lamúria. Sim, porque poderia ser uma grande lamúria, injusta. Ele está lá justamente porque acreditou em Jesus Cristo, mas ele não. Para ele não era um momento de lamentação, era um momento de alegria. Ele se sentia parte de alguma coisa. E ele sentia que o que estava acontecendo com ele era parte disso, do qual ele fazia não apenas participação, onde ele era um dos grandes anunciadores, um dos grandes anunciadores de algo que tava mudando no mundo. Então, eh, essa história passava diante dos olhos dele e ele sorria. Não é interessante isso? Ele sorria. Sabe, os antigos tinham uma palavra muito bonita para descrever essa beleza. Essa palavra é coinonia, que significa comunhão, parceria, vida partilhada. Imagina você estar preso numa cela inóspita e sentir-se participando da vida de um montão de gente e sentir que um montão de gente participa da sua vida, que você não está só. Na verdade, você nunca estará só. Que coisa impressionante isso. Mas a gente tem de prestar atenção numa coisa pra gente não entender errado. Não era uma comunhão fechada em si mesma como se fosse uma confraria qualquer. Não era um grupo de amigos que se junta apenas para se aquecer do frio do mundo lá fora. Não era a gente fugindo da vida, de costas para tudo e preocupado só consigo mesmo. Não. Era o que ele chamava de comunhão para o evangelho, comunhão para as boas notícias, uma parceria que caminhava numa direção. Ele estava junto com um montão de gente andando num caminho que os levaria finalmente a um ápice. Ele sabia que ele não estava estacionado, embora estivesse aprisionado. Que coisa interessante isso. Se a gente aprendesse como Paulo, a gente se livrava das claustrofobias da vida, porque a gente nunca se sentiria aprisionado, porque o claustrófobo é o sujeito que se sente aprisionado. Ele não se sentia. Ele não se sentia. Ele conseguia respirar um ar que atravessava a parede. Ele conseguia respirar uma esperança que atravessava as frestas. Isso é extraordinário. Então, não era uma comunidade, uma confraria tentando fugir do mundo de costas para tudo, preocupado só consigo mesmo. Não. Durante muito tempo, muitos cristãos pensaram em fazer isso e fizeram. construíram comunidades fechadas, verdadeiros guetos, cheios de códigos, cheios de senhas e um grupo fechadíssimo pensando que isso era a igreja, mas a igreja de Jesus Cristo é uma comunidade aberta para o mundo, é uma comunidade aberta para a sociedade e é uma comunidade radiando luz pra sociedade que não se entende como um gueto, não se entende como um esconderijo. Por isso que nós não usamos o termo paróquia, porque paróquia é esconderijo. Paróquia é o lugar de se esconder, de fugir do mundo. Por isso que nós rompemos com o termo paróquia, porque nós não somos uma paróquia, nós não somos um grupo fugindo do mundo, se escondendo do mundo. Nós queremos ser um grupo que ilumina o mundo, >> que mostra o mundo que tem um outro jeito de ser gente e um outro jeito de viver como gente em sociedade. Então, ah, era por isso que ele sorria, porque ele fazia parte de uma coinonia, de uma comunhão para o mundo. Não é um grupo que fica de costas para tudo preocupado consigo mesmo. Não. Comunhão para as boas notícias, uma parceria que caminhava numa direção, uma comunhão de pessoas que tinha descoberto juntas um segredo maravilhoso. E qual é o segredo? A fé não é um tesouro que a gente guarda trancado e escondido no cofre íntimo da nossa alma, só pro nosso próprio consolo. A fé é uma porta, uma porta que se abre. E essa porta aberta nos convida a participar da maior missão de toda a história. Sabe, nós vivemos num sistema exclusivista e individualista, cada um por si. E ponto. Antigamente a as pessoas diziam: "Cada um por si, Deus por todos". Agora é: "Cada um por si e Deus por mim". principalmente nessas novas pregações que nós estamos ouvindo, é cada um por si e Deus por mim. Se Deus tá com você ou não, o problema seu. O bom é que ele tá comigo. Não, não, isso não é fé. Não, isso não é fé. Fé um tesouro pro mundo. É quando a gente percebe que tem de conversar com as pessoas. que gente conversa com gente e que só dá para viver se for para viver entre pessoas. Ninguém nasce para viver. Todos nós nascemos para conviver. O sistema individualista quer nos convencer que cada um nasce para viver. E é assim, cada um por si e Deus por mim. Não, nós nascemos para conviver, porque nós somos a grande mostra divina no universo. Deus eterno se apresenta por meio de muitas faces e essas faces se encontram para juntas refletirem a face de Deus. É essa a ideia. E quando a gente conta essa história, percebe como ela conversa com a gente, como ela é cheia de encorajamento para nós hoje, aqui e agora. Porque primeiro dá a a a impressão corretíssima de que a gente não tá sozinho. A gente não tá sozinho. Agora mesmo nós tivemos o caso da irmã que acabou de dar a luz a sua filha, que não sabia o que ia o que ia acontecer com ela e de repente a comunidade toda tava se mexendo. >> Esperava-se o caos. Esperava-se o caos >> e a comunidade toda começou a se mexer. Não, isso não vai ficar assim. Você não vai sofrer, você não vai ficar ao léo. A comunidade começou a se mexer e não fala isso, fala com aquele, fala com aquele outro, vamos resolver isso. De repente ela tá no hospital e a gente tá lá cercando ela. E tem gente lá cuidando e tem gente indo e mobiliza esse, mobiliza aquele. Por quê? Porque isso é a fé. A fé gera comunidade e a comunidade é o fim da solidão. Então, a alegria cristã é uma alegria que brilha com mais força, justamente quando a gente descobre a beleza de se engajar. Tem de se engajar. Ela se acende quando a gente entende uma coisa simples e libertadora. Nós não fomos chamados para sermos espectadores de um espetáculo religioso, sentados confortavelmente na plateia, assistindo de longe, enquanto outros vivem a fé. Não. Esse é um dos problemas com o sonho da mega igreja. O sonho da mega igreja é o fim da igreja, porque é o lugar onde todo mundo se perde. Não só onde todo mundo se perde, mas onde ninguém é achado. Simples assim. Porque eu no meio de de 12.000 1000 pessoas. Eu não sou uma ilha, eu sou um acidente que ninguém presta atenção. Por isso que Jesus, quando foi distribuir os pães, mandou dividir o povo em grupos de 50. Eram mais ou menos 2500 pessoas. E Jesus disse: "Divide o grupo em as pessoas em grupos de 50. Agora, como é que 12 homens dividem 2500 pessoas em grupos de 50? precisa achar parceria, precisa começar a conversar com todo mundo, precisa pedir ajuda. Você aí de túnica amarela, faz o povo se assentar em grupos de 50, 50, 50. Você aí de Túnica Azul ajuda a gente, faz o povo aí se assentar em grupos de 50. Tem que fazer parceria, tem de conversar com todo mundo, tá certo? E aí de repente uma multidão de duas 2500 pessoas se transformou numa reunião de 250 comunidades. Não era mais uma multidão amorfa, não era mais gente eh eh deitada. Na verdade não era 2.500, era 12.500. Uma multidão de 12.500 00 pessoas virou uma uma reunião de de 250 comunidades de 50 pessoas. Porque Jesus fez isso? Porque entre 12.500 pessoas eu não sou nada. Não dá para conversar com 12.500 pessoas. Desculpa, mas com 50 dá. Com 50 dá para dizer quem eu sou, dá para ouvir quem é o outro, dá para ouvir as histórias, dá para contar a história. Pronto, virou comunidade. E vai todo mundo participar do mesmo pão, do mesmo peixe multiplicado e vai fazer isso como se do do seu lado não tivesse ninguém. Não com Jesus Cristo. Ele disse: "Ah, vamos, vamos, mas divide o grupo em em divide essa multidão em grupos de 50. Além do que se não dividir esses 12.500 em grupos de 50, não cria corredor pro pão, né? precisa criar corredor pro pão chegar para todo mundo. Qual é a arte de administrar a sociedade? É a arte de criar corredores pro pão chegar em todos os lugares. É simplesmente assim. Um dia um camarada me perguntou: "Por que que você toma esse essas posições que você toma na sociedade?" disse: "Porque eu aprendi com Jesus Cristo que tem de criar corredores pro pão chegar para todo mundo. Porque se você não criar corredores, os primeiros comem, os demais observam, porque não tem corredor, não tem onde chegar, não tem como chegar. Não adianta ter gente multiplicando pão, não tem como chegar. Então tem de criar corredor. Por isso que a primeira coisa que Jesus Cristo fez foi: criem corredores, criem comunidades, porque o pão tem de chegar para todo mundo, porque todo mundo tá com fome. Não são só os primeiros 1000, 1200 que estão com fome. Tem 12.500 00 pessoas com fome criem corredores pro pão chegar para todo mundo. Então, a alegria cristã é uma alegria engajada. Ela se acende quando a gente entende uma coisa simples e libertadora. Não somos espectadores de um espetáculo religioso. Quando você se torna espectador de um espetáculo religioso, os palhaços que estão lá na frente manipulam você, porque você é só espectador. Então você foi lá para ser manipulado mesmo. E pronto, os artistas lá na e você os aplaude porque você acha que eles falam por Deus, mas um Deus que não fala com todo mundo é um Deus à exclusividade. É um Deus de poucos. Um Deus de poucos não quer ser ouvido por ninguém, a não ser os que ele com quem quer falar. Me lembro que uma vez um camarada disse: "Você acredita que Deus se revelou de formas diferentes paraas várias expressões eh religiosas que tem no mundo?" Eu falei: "Não, não acredito não". E ele falou para mim: "Por que que você não acredita?" Porque se ele tivesse feito isso, ele só semearia confusão. Então, uma ele disse uma coisa para mim, disse outra coisa pro outro, disse outra coisa pro outro e fez isso de tal maneira que nenhum de nós tem certeza de nada. Nenhum de nós tem direção, nenhum de nós tem caminho e nenhum de nós sabe quem falou com a gente. Quem fez isso semeou a confusão. E se semeou a confusão é porque não quer conhecido e tá não quer ser conhecido e tá pouco se lixando para o que a gente acha. Quem quer ser conhecido abandona a sua glória e vem morar entre os seres humanos. Há um Deus que quer ser conhecido, que quer se fazer conhecer. Só tem um jeito. Ele abandona a sua glória e vem andar entre os seres humanos. É por isso que Jesus Cristo nos constrange, porque ele disse: "Eu sou a manifestação do Criador e eu vim em carne e osso para vocês não terem dúvida. Eu sou, eu sou o caminho, a verdade e a vida. >> Aleluia. Glória a Deus. >> Por isso que Jesus constrange, porque aí você fica: "E agora? E agora?" Porque não é um Deus que tem vários emissários, é um Deus que se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos a sua glória. Ponto. Aí a gente decide diante disso. Então, a alegria cristã é aquela do engajamento. Ela se acende quando a gente entende que não é mero espectador. Não fomos chamados para assistir, fomos chamados para entrar, para sermos participantes de uma casa viva, para deixermos da arquibancada e pisarmos na arena. >> Glória a Deus. >> Sair da arquibancada e pisar na arena. E essa é a alegria que o Paulo sentia, a alegria de ver o evangelho criando um povo que se move, um povo criando uma causa, um povo que se move, um povo que serve, que presta serviço, um povo que sustenta, um povo que permanece unido, mesmo quando seria mais fácil dispersar, porque é isso Isso que o sistema nos incita a fazer. Dispersa. Cada um vai cuidar de si. Não, não foi isso que Cristo disse. Ele disse: "Aglutinem-se, juntem-se, movam-se juntos. Vamos construir outra sociedade. Eu já eu já disse para vocês que eu ouvi um teólogo uma vez que era um um pesquisador sobre o Jesus histórico e ele nós estávamos num encontro de teologia e ele era um pesquisador sobre o Jesus histórico. Jesus historicamente existiu ou não? E aí, claro, nós perguntamos para ele: "E aí, na sua pesquisa, na sua tese, Jesus existiu ou não?" Aí ele falou assim: "É, quando eu comecei a estudar isso, eu achei que que ele era uma figura mítica, que ele nunca existiu, mas agora todas as minhas pesquisas deixam claro, absolutamente claro, que ele existiu e andou entre nós mesmo." Aí a gente disse: "Bom, mas você acredita em tudo que ele disse acerca de si?" Ele falou: "Ah, ainda não." "Ah, não. Então, tá bom. Aí o outro falou: "E mesmo assim você se considera um cristão?" Ele disse: "Me considero". Aí uma pessoa disse: "Por quê?" Ele falou: "Porque eu concordo com Jesus que o único jeito de resistir aos impérios é criar comunidades de amor." Aí eu falei: "Jesus, eu sou seu fã. O senhor é o máximo porque o senhor acabou de fazer um homem dizer que não acredita em tudo, mas que não tem como escapar do senhor. O senhor é o máximo. Eu tenho de tirar o chapéu pro senhor. Toda vez que eu entro em contato com alguém que tá atrás do senhor, eu vejo o que o senhor faz na vida do sujeito. Esse aí, ele não tem as experiências que eu tenho, não tem a alegria que eu tenho, mas ele já concluiu. Não tem caminho fora de Jesus. Ah, o senhor é o máximo. O senhor é, o senhor eu tenho de tirar o chapéu. O senhor é o cara. O senhor é o cara. Porque até quem diz que não acredita direito, acredita porque não tem mais em quem acreditar, porque não tem outro caminho, porque a sua receita é a única que pode salvar a humanidade. Isso é extraordinário, gente. Isso é extraordinário. Agora, nós estamos em muita vantagem, temos muita vantagem em relação à aquele homem, porque a gente sabe que Jesus Cristo é Deus que vem em carne para nos libertar. Então a gente tá muito mais longe, muito mais longe. Agora, se aquele camarada que não tinha chegado a mesma compreensão que nós chegamos já sabia que fora de Jesus não tem saída, imagino que conosco isso deva ser uma convicção absoluta, né? convicção absoluta. Então, eh, a alegria que Paulo sentia era exatamente essa, a alegria de ver um povo que descobriu na prática, no dia a dia, que a vida compartilhada em Cristo é muito maior do que qualquer projeto individual que a gente possa sonhar sozinho. Vida compartilhada em Cristo é muito maior do que qualquer projeto individual que a gente possa sonhar sozinho. Se a gente aprender isso, a gente escapa das armadilhas do sistema, a gente escapa das armadilhas do individualismo. E escapar das armadilhas do individualismo, não é? escapar apenas de um sistema econômico pura e simplesmente, porque não é essa questão. Escapar, não é essa a questão básica. Escapar das armadilhas do individualismo é escapar da depressão, é escapar da angústia, é escapar do medo, é escapar do pavor. Porque qualquer sujeito sozinho nesses nessa sociedade, nesse mundo, com todas as notícias que nós ouvimos de manhã, de tarde e de noite, sozinho, ele não tem saída, ele vai desbancar. no pavor. >> É só isso. >> O camarada diz: "Puxa, a depressão." Mas como não estar depressivo num mundo em que você tá sozinho e apavorado? apavorado, porque todo dia tem uma outra notícia de de pavor, de destruição. >> Como >> entendeu? A vida comunitária baseada no amor do Cristo nos livra da angústia de ter de viver só conosco mesmo. E viver só conosco mesmo é uma tragédia, porque nós olhamos para nós e não vamos gostar do que a gente vai ver. >> É verdade, >> porque nós somos só seres humanos. Então, nós precisamos de outros seres humanos que saibam que há um Senhor e um Salvador, que nós não vamos morrer nisso e que isso não vai morrer em nós. É simples assim. Então, ah, esse povo descobriu que vida compartilhada em Cristo é maior que qualquer projeto individual que a gente possa sonhar sozinho. Pense bem no que o evangelho significava para aquela comunidade. Não era uma ideia parada, congelada no tempo, guardada num livro empoeirado. De jeito nenhum. O evangelho andava, o evangelho criava vínculos entre as pessoas. O evangelho entrava na prisão junto com Paulo e o sustentava de pé. O evangelho avançava mesmo quando todas as circunstâncias pareciam empurrar na direção contrária. Ele chamava a igreja a viver de um modo digno, a lutar como uma só alma, a unir mulheres e homens na mesma arena do serviço. É lamentável ver como a o evangelho ser aprisionado pela religiosidade foi matando o evangelho. Matando. Eu me lembro que uma vez o um camarada me pediu para falar, dar um estudo em Efésios sobre a submissão da mulher. Eu disse: "Tá bom, sem nenhum problema. Aí fui lá, sentei, chamei o povo e disse: "Então, esse negócio que vocês chamam de submissão da mulher não tá em Efésios?" Aí ele falou: "Tá sim, eu tô lendo aqui." Não, você não tá lendo aí, você pensa que tá lendo, porque você só termina de ler uma carta quando você chega ao fim. O que você fez foi tirar um pedaço da carta e reduzir a carta aquele pedaço. >> Foi isso que você fez. Mas se você tivesse lido a carta até o fim, você viria que esse pedaço que você separou é uma fala irônica do Paulo. Porque o Paulo tá dizendo assim: "Esse negócio que vocês estão dizendo que existe, só existe entre Cristo e a igreja". Vocês não leram? Eu vou ler para vocês aí. Li de novo. Leia aqui. E esse negócio que vocês estão dizendo que existe entre homem e mulher, só existe entre Cristo e a igreja. O que existe entre homem e mulher é igualdade e reciprocidade. É isso que tá na Bíblia. Aí os caras liam, reliam. Aí um cara no meio falou: "Caramba, ele tá certo". Ele tá certo. Paulo não escreveu isso desse jeito que a gente lê. Tá vendo? Tá vendo? Paulo não escreveu isso do jeito que você lê. Você não percebeu que tem uma ironia aqui. E aí ele termina dizendo: "Isso só é possível entre Cristo e a igreja. Meu Deus do céu, o que é que eu tô lendo aqui que vocês não leram, que não tá escrito aqui há 2000 anos? Então é isso, é o espírito religioso. Espírito religioso é uma praga, porque o espírito religioso transforma Deus num ídolo manipulável. Enquanto a fé reconhece o Cristo como um Deus que se revelou, que é diferente de um Deus que eu criei, tá certo? Então, Deus que eu criei é a minha cara, mas um Deus que se revelou exige que a minha cara seja dele, que eu seja a cara dele e não ele a minha cara. Tá certo? Faz sentido? >> Então é isso aí. Então, é extraordinário ver isso, que o Paulo tá contente porque aquele povo se tornou um sinal vivo, histórico e visível da boa notícia que eles tinham recebido. Cooperar com o evangelho era entregar a vida comunitária inteira à causa de Cristo. Cristo tem uma causa. E qual é a causa de Cristo? Libertação. Se o filho vos libertar, verdadeiramente >> sereis livres. Cristo tem uma causa, libertação. A gente pensa que Cristo tem uma causa que é redenção. Não. Redenção é o meio necessário para a libertação. >> Eu vim para que vocês tenham vida e a tenham em >> abundância. Então, redenção é o meio para ter vida e vida em abundância. Se você pensa que o fim de Cristo é a redenção, você vira religioso. Se você percebe que a redenção é o meio para ter vida e vida em abundância, você vai em direção a essa vida. Se você percebe que a redenção é o meio de Cristo para libertar você, você vai paraa liberdade e vai em comunidade, porque Cristo é o Cristo da comunidade. >> Glória a Deus. >> Então, ah, eles não falavam o evangelho apenas com os lábios. O evangelho ganhou forma diante deles e diante dos olhos da cidade. A cidade viu que Jesus Cristo tinha libertado um povo e que esse povo agora tava libertando todo mundo. Então é inspirador perceber uma coisa, a graça de Deus não termina em indivíduos isolados. Ela não para na alma de uma pessoa. A graça de Deus forma uma família. A graça de Deus forma uma família. A salvação que recebemos em Cristo ganha corpo. Ela ganha mãos, pés, numa comunidade que aprende a pensar junto, a servir junto, a doar junto, a perseverar junto. Por isso Paulo não agradecia apenas porque algumas pessoas em em Filipos tinham uma bela experiência religiosa lá no fundo do coração. Cada um na sua, não. Claro que cada um de nós tem uma experiência com Deus e deve ter mesmo, mas a ideia é que essa experiência tinha virado uma casa aberta, tinha virado um apoio para todas as pessoas, tinha virado uma vida digna diante da cidade, tinha virado serviço provado no calor dos dias difíceis. Simplesmente assim. Amém. >> Então, se a gente não aprende essa verdade, a gente não entendeu a vida cristã. A vida cristã é comunitária. Por isso que a gente sente falta quando não vê os irmãos. Poxa, fulano, como é que ele tá? Tá sabendo dele? Que que houve? Tem alguma coisa? A gente pode ser útil em alguma coisa? Tá precisando do quê? Entendeu? Você sente falta? Não importa. Não importa. O cara pode ser são paulino e você fala: "Cadê aquele são paulino? Onde é que ele tá?" Entendeu? O outro lá São Paulo. Nossa, você tem muito são paulino aqui. Jesus. Tem alguma coisa errada nessa comunidade aqui. Eu preciso repensar isso, entendeu? É um negócio impressionante que você começa a sentir falta. Falta é como se uma parte de você não viesse, não estivesse lá e você não sabe o que. A a pior coisa que existe é quando você olha para as pessoas e não vê mais gente. Você só vê um um um uma utilizável, uma coisa. Eu me lembro de uma história que o o irmão era professor de uma classe na escola dominical e ele faltou, faltou de repente e a classe lotada. Aí alguém chegou pro pastor e disse assim: "O fulano faltou, a classe dele tá lá lotada, saindo gente pelo ladrão e ele faltou". E ele e o pastor disse e ele não avisou, não disse nada. Não, não disse nada. Não mandou substituto, não, não mandou. Aí a pessoa que trouxe a notícia falou: "Nós precisamos conversar com ele porque isso é irresponsável". Aí o pastor falou assim: "Meu filho, um irmão que traz tanta gente para ouvi-lo e desaparece num dia, tá precisando que a gente vá atrás dele para saber porque o que que ele tá precisando, porque um ser humano assim não some, sofre. Nós precisamos saber o que que ele tá sofrendo, porque esse homem tem 50 pessoas querendo ouvi-lo. Gente assim não some. Gente assim quando não aparece porque tá sofrendo. Então nós nós temos de parar tudo e lá ver o que que tá acontecendo com ele para ver como a gente o ajuda no seu sofrimento. Se a gente não tiver essa visão, a gente mata a vida comunitária. Vira uma instituição de servos. E Jesus Cristo disse: "Eu não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo de amigos, porque eu compartilho tudo com vocês. O reino de Deus é, antes de tudo, um reino de amigos. Se a gente não aprender isso, a gente não aprendeu nada. Nada. E aí a gente vira eh vigilante um do outro, que é o que a religião faz, né? Fica tentando descobrir quem é que errou. Ué, não é melhor ficar procurando quem acertou pra gente, inclusive ajudar o sujeito a acertar mais? já que vai fazer esse tipo de pesquisa, então pesquisa quem tá acertando. Então, alguma coisa mudou e a gente não percebeu. Então, a fé daqueles irmãos lá ganhou forma, ganhou mãos, ganhou pés, ganhou rosto, deixou de ser sentimento guardado e viver e virou vida vivida, virou vida compartilhada, vida derramada. uns pelos outros, porque essa é a causa de Cristo. E é exatamente nesse lugar, no lugar da participação, no lugar do engajamento, que a alegria respira livremente a plenos pulmões. Porque a alegria é alegria comunitária. Alegria de um só é crueldade. Alegria ou é comunitária ou é crueldade. Não pode haver alegria de um só. É assim, eu não posso agradecer a Deus porque eu não tô preso. Eu não posso agradecer a Deus porque eu tenho comida. Eu não posso agradecer a Deus porque eu tô confortável no inverno. Eu não posso. Eu tenho de perguntar a Deus como eu posso partilhar esse conforto com outros. Como eu posso partilhar essa comida com outros? Como eu posso partilhar esses e esses casacos com outros? Porque eu não posso ser o único cara que não tá sentindo frio. Isso, o mundo é uma comunidade. Eu não posso ser o único cara que não tá passando fome. Isso não existe na fé cristã. Nós damos graças a Deus porque faz o alimento nascer no solo e nós damos graças a Deus porque nos dá o coração de distribuí-lo, senão tem alguma coisa errada. Fica parecendo aquelas festas dos nobres que a gente vê na TV que não para de chegar comida e você diz: "Nem 100 anos essa gente vai comer tudo que tá sobre essa mesa aí. Que loucura é essa aqui? Tudo isso aí vai pro lixo. E aí chama um sacerdote para agradecer. Agradecer o quê? O exclusivismo, a vaidade, a ganância? Não é porque Deus abençoou? Não, Deus não abençoou. Ele roubou a bênção de todo mundo, porque Deus abençoou o mundo. Então, ah, o Paulo diz que tá alegre porque ele tem essa alegria que é multiplicada quando a gente entra na causa de Cristo, que é iluminada pelo engajamento, que se levanta para levantar, para lutar junto como uma só alma pela fé do evangelho. Os antigos ouviam, usavam uma palavra para isso que era sinatleu. Parece a língua dos maias e dos incas, né? Tlatletli trotlu. Então, é, parece, mas não é. Sinatlel, que significa um grupo de pessoas eh carregando juntos o mesmo peso. Então, imagina que todo mundo vai levantar um tronco de árvore. Um cara sozinho não dá conta, mas todo mundo levanta. Isso é sinatle. Todo mundo levanta esse tronco de ar. Aí isso que você falou, né? A gente vai agradecer. Vou agradecer o alimento, vou agradecer. >> E e para mim é bem isso. Eu agradeço, agradeço mais obrigado que eu tenho e o restante que não tem. E aí eu fico constrango, gente. Ficou um estranho. Mas aí a gente também não agradece, >> não. A gente agradece e a gente agradece porque veio para nós para passar para muita gente. Obrigado, senhor, porque a gente pode ser canal de bênção. Obrigado porque chegou aqui, vai saciar a nossa fome e vai continuar andando e vai saciar a fome de muita gente, porque nós vamos distribuir. Mostra pra gente a quem a gente tem de distribuir, quem que a gente pode ajudar, quem que o senhor quer que a gente se lembre agora? Tem algum irmão que precisa de ajuda? Entendeu? Não fica só na nossa satisfação, >> não. Na nossa satisfação. Mas se eu tenho, então eu posso distribuir. >> Exatamente. Exatamente. Esse é o caminho da fé cristã. Isso é sinatle, que é uma palavra cheia de imagem. Cheia de imagem. atletas que correm juntos na mesma pista, empurrando uns aos outros paraa frente. Trabalhadores que ergam juntos uma um um um tronco de de um peso enorme. Ah, cada um segurando uma parte do peso. Isso não é um lugar para solidão. Isso é uma arena onde estamos ombro a ombro. A luta divide o peso, mas a vitória multiplica a alegria. Esse é o projeto de Jesus Cristo. E é interessante que a a história de Filipos começa numa numa situação totalmente inusitada, porque ele chega, tem uma senhora chamada Lídia, eh, que é uma negociante, o Espírito Santo abre o coração dela e depois o próximo que vem é um um centurião, um carcereiro, que leva um maior assusto porque pensou que todo mundo ia fugir e ninguém fugiu. e entrega a vida para Jesus. E aí, pronto, agora tem uma senhora, um carcereiro, e tem uma moça que era escrava e que o Paulo foi usado pelo Espírito Santo para libertá-la da opressão demoníaca e tirá-la da escravidão. Então, na mesma comunidade, senta uma uma mulher que negociava, um centurião romano que era carcereiro e uma moça que era escrava e agora eles são só a igreja de Cristo. >> Agora eles só são a igreja de Cristo. Foi assim que a igreja foi desmontando o império romano antes do século 4. Depois com Teodósio, eles traíram traíram Jesus Cristo. Mas até que veio a traição que aconteceu no século 4 com Teodósio, a igreja solapou o o Império Romano desse jeito. Imagina que o camarada é é escravo de alguém numa fazenda qualquer, um romano qualquer. Esse romano tá doente e aí já fez oferendas para todos os deuses e não conseguiu nada. Aí o cristão chega para ele e diz assim: "Eu posso orar pelo senhor?" Pode. Aí ele ora e o homem é curado. Ele disse: "Fui curado". Aí o o cristão disse: "É Jesus Cristo". Quem é Jesus Cristo? Aí ele conta quem é Jesus Cristo. E ele falou: "E Jesus Cristo tem uma comunidade comunidade inclusive se reúne na sua fazenda". Você não quer ir lá? Quero. Ele leva pra comunidade. Chega lá, ele tá lá, um dos apóstolos tá visitando a comunidade e conta a história de Jesus Cristo. E ele se rende a Jesus Cristo. Aí no dia seguinte ele acorda na fazenda como sempre. Só que não é mais como sempre, porque aquele escravo que orou por ele é presbítero na igreja. E agora? Ele não consegue mais ver nele um escravo. Ele é o presbítero da igreja. Ele é o presbítero de Cristo. Ele orou por mim. Aí um dia um amigo dele vem visitá-lo, um outro cônsul romano qualquer, e diz: "Escuta, tem alguma coisa errada aqui na sua fazenda, hein?" Ele falou: "O quê? Esses teus escravos andam por aqui como se fosse um dono da os donos da casa". E aí ele diz: "É, mas eles são os donos da casa". Como assim eles são os donos da casa? É, essa casa agora é nossa. Como assim nossa? É porque nós somos a igreja. Não tem mais senhor e nem tem não tem mais escravos aqui. Aqui só tem irmãos. Nós somos a igreja. Essa casa é a casa da igreja. Todos nós aqui andamos como quem anda na sua casa, porque essa casa é de todos nós. Agora, quando os imperadores romanos acordaram, não tinha mais império. Os cristãos tinham solapado a base do império, porque o império precisa de senhores e de escravos. Por isso que essas igrejas malucas que nós temos agora tem os ungidos do Senhor e os escravos do Senhor. Isso não é igreja. Isso não é a igreja. A igreja não precisa de senhores e nem precisa de escravos. Ela já tem um senhor. Todos os demais são irmãos. É só isso. E tudo é dos irmãos. E os irmãos são tudo. E cada um tem seu dom e reparte o seu dom em benefício de todos os irmãos. Isso é maravilhoso, porque ninguém precisa ser todo poderoso. E deve ser um difícil ser todo poderoso sem ser Deus, tá certo? Porque para ser todo poderoso tem que ser Deus. Sujeito que não é Deus não tenta ser todopoderoso, que ele vai matar todo mundo e vai se matar. Então essa é a alegria Paulina. Aí a a história dos filipenses é uma história da alegria que permanece forte de pé. Quando a igreja se engaja na causa de Cristo com generosidade. Amém. >> Amém. Que a graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que é a unidade da Trindade, que a presença materna do Espírito Santo, seu aconchego, abraço, carinho e cuidado. E que a cura de Jesus Cristo seja com cada um dos irmãos e irmãs, com todo o povo de Deus. que está espalhado pela terra e que alcance toda a humanidade, como Deus prometeu a Abraão. Amém.