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A fé vem pelo ouvir

Missão na Íntegra está ao vivo!

Missão na Íntegra está ao vivo!

Missão na Íntegra está ao vivo!

Legendas automáticas:

por todos vós em todas as minhas
orações.
Essa carta de Paulo aos Filipenses foi
escrita enquanto ele estava na sua
prisão em Roma.
Então, hoje eu quero falar sobre isso,
sobre a alegria que nasceu na arena da
vida, da história.
Imagina um ser humano preso numa sala
vigiada.
Não pode sair quando quer,
não pode caminhar livremente pelas ruas,
não pode sentir o solo da manhã sem que
haja um guarda por perto.
Não pode visitar os amigos que tinha
deixado espalhados por tantas e tantas
cidades.
Simplesmente não pode.
Havia correntes prendendo seus passos e
havia uma porta que só se abria quando
outra pessoa decidia abri-la.
Imagine o silêncio,
aquele lugar silencioso,
isolado,
o tempo passando devagar,
hora após hora, com pouca coisa para
fazer e muito tempo para pensar. O que
pode ser um martírio?
dependendo do ser humano com quem
estamos tratando.
E ele estava lá.
E se olhássemos para esse homem apenas
com os olhos
da perspectiva humana,
nós já saberíamos de antemão o que
encontrar.
Esperaríamos
um rosto cansado, um olhar baixo, um
coração amargurado,
remoendo a injustiça,
porque a prisão dele era injusta.
palavras cheias de queixa,
de revolta,
de por logo eu, por exemplo.
Afinal, é assim que costuma reagir quem
é tratado com injustiça.
É assim que o coração humano se fecha
quando a vida
o oprime.
Mas com aquele homem aconteceu uma coisa
muito estranha. É naquela sala uma coisa
que ninguém esperaria.
Quando Paulo pegou a pena para escrever,
ele decidiu escrever aos seus irmãos à
cidade de Filipos.
O que saiu daquela prisão não foi
tristeza,
não foi lamento.
O que transbordou daquele lugar apertado
e vigiado foi alegria. Alegria, uma
alegria luminosa, quase de se tocar com
a mão.
Uma alegria que atravessou as paredes
grossas da prisão,
que passou por cima das correntes, que
saiu pela porta fechada e viajou
quilômetros e quilômetros de estrada
até chegar ao coração daquela comunidade
distante.
E aí a gente para e pergunta: "Como?
De onde vinha essa alegria?
O que é que aquele homem sabia que nós
às vezes esquecemos?
Essa é a parte mais bonita da história.
Vamos prestar atenção porque aqui tá um
segredo. Tem um segredo num homem que
está preso injustamente, que senta para
escrever aos seus amigos e transborda de
alegria.
Tem um segredo.
E o segredo é que a alegria dele não era
um sonho solitário.
Não, não era um sonho solitário,
não era o consolo de alguém que aprendeu
a fechar os olhos pro mundo e fugir para
dentro da própria cabeça.
Às vezes a gente faz isso, a gente
decide fugir para dentro da própria
cabeça.
Aldos Huxley dizia que se a sua, o seu
dia tá cheio de pesadelos,
a melhor coisa que você faz é dormir.
tentando com isso
sugerir que tem uma hora para encerrar a
vida.
Esse homem não pensava como Roxley, não.
Ele tava lá,
tava preso, tava injustamente preso.
Mas quando ele sentou-se para conversar
com os seus amigos, para escrever pros
seus amigos,
transbordou alegria.
Não era fechar olhos para o mundo e
fugir para dentro da própria cabeça como
Huxley sugeriria,
fingindo que a dor não existe ou achando
que tem um jeito de pôr o fim a dor da
pior forma possível.
Não, não era uma fuga.
A alegria dele, a alegria dele tinha
endereço,
a alegria dele tinha rosto,
a alegria dele tinha nome, a alegria
dele tinha história. Porque quando Paulo
fechava os olhos naquela cela,
ele não via apenas as paredes,
ele via uma igreja. Olha só, ele via uma
igreja.
Parece que as paredes não existiam.
Parece que as paredes não vetavam.
Parece que as paredes
não eram limitação, não eram demarcação.
As paredes não existiam. Ele fechava os
olhos e via uma igreja.
Ele via um por um os rostos de gente, de
homens e mulheres que estavam longe na
cidade de Filipos, muito longe.
Via gente que não tinha apenas ouvido de
passagem a boa notícia sobre Jesus. É
porque igreja é a reunião daqueles
que ouviram sobre a boa notícia de
Jesus, mas que não ouviram de passagem.
Sabe o que é ouvido de passagem? É
quando entra num ouvido a 20 por hora e
sai do outro a 120.
Não, eles não ouviram de passagem
de jeito nenhum.
Pelo contrário,
eles tinham tomado uma decisão corajosa,
a decisão de entrar nessa história,
a decisão de mergulhar nessa história,
a decisão de fazer daquela notícia o
centro da própria vida.
Porque é isso que acontece quando a
gente se depara com Jesus de Nazaré.
ou a gente o rejeita ou a gente o
abraça.
Não tem meio termo, não tem essa coisa
de de vez em quando eu passo por aqui.
Não tem. Porque o que ele fala acerca de
si e o que ele fala para cada um de nós
é extremamente
decisivo
e é extremamente constrangedor.
Se ele estiver certo,
nós precisamos urgentemente dele.
Se ele não estiver certo, nós precisamos
nos afastar urgentemente dele.
Não tem meio termo.
Então Jesus constrange.
É impossível cruzar com ele e não ficar
constrangido.
Então ele tava escrevendo para um
pessoal que decidiu fazer daquela
notícia sobre Jesus o centro da própria
vida. Sim, porque como disse eh eh o o
russo maravilhoso Dostoyevski,
se Deus tá morto, então tudo é
permitido.
Mas aí rebate o outro o outro filósofo,
o Melopontique, que diz: "Mas se Deus
está vivo,
tem um jeito certo de viver.
Não se pode viver de qualquer jeito.
E é isso que Jesus coloca diante de nós.
Você tem de decidir
se Deus está vivo ou Deus está morto. Se
Deus estiver morto, então
comamos e bebamos, porque amanhã
morreremos.
Mas se Deus estiver vivo,
então tem um jeito certo de viver.
Não se pode viver de qualquer jeito.
É esse choque que Jesus Cristo causa em
todo o mundo.
E ele se lembrava de como tudo tinha
começado lá em Filipos, desde o primeiro
dia em que a semente do evangelho caiu
naquele chão.
Sim, aquela gente foi transformando a fé
em comunhão.
E a comunhão foi se transformando em
serviço.
E o serviço foi sendo transformado em
apoio concreto.
E o apoio, com o passar do tempo, foi se
transformando numa coragem inabalável,
daquele tipo que nada no mundo consegue
derrubar. Era essa a história inteira
que passava diante dos olhos de Paulo.
Ele fechava os olhos e via tudo isso.
E era por isso que ele sorria.
É interessante
porque esta alegria dele
fazia a prisão dele
ser um grande testemunho
e não uma grande lamentação ou uma
grande lamúria.
Sim, porque poderia ser uma grande
lamúria,
injusta.
Ele está lá justamente porque acreditou
em Jesus Cristo,
mas ele não.
Para ele não era um momento de
lamentação, era um momento de alegria.
Ele se sentia parte de alguma coisa.
E ele sentia que o que estava
acontecendo com ele era parte disso, do
qual ele fazia
não apenas
participação,
onde ele era um dos grandes
anunciadores,
um dos grandes anunciadores de algo que
tava mudando no mundo.
Então, eh, essa história passava diante
dos olhos dele e ele sorria. Não é
interessante isso? Ele sorria.
Sabe, os antigos tinham uma palavra
muito bonita para descrever essa beleza.
Essa palavra é coinonia,
que significa comunhão,
parceria,
vida partilhada.
Imagina você estar preso numa cela
inóspita e sentir-se participando da
vida de um montão de gente e sentir que
um montão de gente participa da sua
vida,
que você não está só. Na verdade, você
nunca estará só.
Que coisa impressionante isso.
Mas a gente tem de prestar atenção numa
coisa pra gente não entender errado. Não
era uma comunhão fechada em si mesma
como se fosse uma confraria qualquer.
Não era um grupo de amigos que se junta
apenas para se aquecer do frio do mundo
lá fora. Não era a gente fugindo da
vida, de costas para tudo e preocupado
só consigo mesmo. Não. Era o que ele
chamava de comunhão para o evangelho,
comunhão para as boas notícias, uma
parceria que caminhava numa direção. Ele
estava junto com um montão de gente
andando num caminho que os levaria
finalmente
a um ápice.
Ele sabia
que ele não estava estacionado, embora
estivesse aprisionado.
Que coisa interessante isso.
Se a gente aprendesse como Paulo, a
gente se livrava das claustrofobias da
vida,
porque a gente nunca se sentiria
aprisionado,
porque o claustrófobo é o sujeito que se
sente aprisionado.
Ele não se sentia.
Ele não se sentia. Ele conseguia
respirar um ar que atravessava a parede.
Ele conseguia respirar uma esperança que
atravessava as frestas.
Isso é extraordinário.
Então, não era uma comunidade,
uma confraria tentando fugir do mundo de
costas para tudo, preocupado só consigo
mesmo. Não. Durante muito tempo, muitos
cristãos pensaram em fazer isso e
fizeram.
construíram comunidades fechadas,
verdadeiros guetos,
cheios de códigos, cheios de senhas e um
grupo fechadíssimo
pensando que isso era a igreja, mas a
igreja de Jesus Cristo é uma comunidade
aberta para o mundo, é uma comunidade
aberta para a sociedade e é uma
comunidade radiando luz pra sociedade
que não se entende
como um gueto,
não se entende como um esconderijo.
Por isso que nós não usamos o termo
paróquia, porque paróquia é esconderijo.
Paróquia é o lugar de se esconder, de
fugir do mundo.
Por isso que nós rompemos com o termo
paróquia, porque nós não somos uma
paróquia, nós não somos um grupo fugindo
do mundo, se escondendo do mundo. Nós
queremos ser um grupo que ilumina o
mundo,
>> que mostra o mundo que tem um outro
jeito de ser gente e um outro jeito de
viver como gente em sociedade.
Então, ah, era por isso que ele sorria,
porque ele fazia parte de uma coinonia,
de uma comunhão para o mundo. Não é um
grupo que fica de costas para tudo
preocupado consigo mesmo. Não. Comunhão
para as boas notícias, uma parceria que
caminhava numa direção, uma comunhão de
pessoas que tinha descoberto juntas um
segredo maravilhoso.
E qual é o segredo? A fé não é um
tesouro que a gente guarda trancado e
escondido
no cofre íntimo da nossa alma, só pro
nosso próprio consolo. A fé é uma porta,
uma porta que se abre.
E essa porta aberta nos convida a
participar da maior missão de toda a
história.
Sabe, nós vivemos num sistema
exclusivista e individualista,
cada um por si.
E ponto.
Antigamente
a as pessoas diziam: "Cada um por si,
Deus por todos". Agora é: "Cada um por
si e Deus por mim".
principalmente nessas novas pregações
que nós estamos ouvindo, é cada um por
si e Deus por mim.
Se Deus tá com você ou não, o problema
seu. O bom é que ele tá comigo.
Não, não, isso não é fé. Não, isso não é
fé.
Fé um tesouro pro mundo.
É quando a gente percebe que tem de
conversar com as pessoas.
que gente conversa com gente
e que só dá para viver se for para viver
entre pessoas.
Ninguém nasce para viver. Todos nós
nascemos para conviver.
O sistema individualista quer nos
convencer que cada um nasce para viver.
E é assim, cada um por si
e Deus por mim.
Não, nós nascemos para conviver,
porque nós somos a grande mostra divina
no universo.
Deus eterno
se apresenta por meio de muitas faces e
essas faces se encontram
para juntas refletirem a face de Deus.
É essa a ideia. E quando a gente conta
essa história, percebe como ela conversa
com a gente, como ela é cheia de
encorajamento para nós hoje, aqui e
agora.
Porque primeiro dá a a a impressão
corretíssima de que a gente não tá
sozinho.
A gente não tá sozinho.
Agora mesmo nós tivemos o caso da irmã
que acabou de dar a luz a sua filha, que
não sabia o que ia o que ia acontecer
com ela e de repente a comunidade toda
tava se mexendo.
>> Esperava-se o caos. Esperava-se o caos
>> e a comunidade toda começou a se mexer.
Não, isso não vai ficar assim. Você não
vai sofrer, você não vai ficar ao léo. A
comunidade começou a se mexer e não fala
isso, fala com aquele, fala com aquele
outro, vamos resolver isso. De repente
ela tá no hospital e a gente tá lá
cercando ela.
E tem gente lá cuidando e tem gente indo
e mobiliza esse, mobiliza aquele. Por
quê? Porque isso é a fé.
A fé gera comunidade
e a comunidade é o fim da solidão.
Então,
a alegria
cristã
é uma alegria que brilha com mais força,
justamente quando a gente descobre a
beleza de se engajar.
Tem de se engajar.
Ela se acende quando a gente entende uma
coisa simples e libertadora.
Nós não fomos chamados para sermos
espectadores de um espetáculo religioso,
sentados confortavelmente na plateia,
assistindo de longe, enquanto outros
vivem a fé. Não.
Esse é um dos problemas com o sonho da
mega igreja. O sonho da mega igreja é o
fim da igreja,
porque é o lugar onde todo mundo se
perde.
Não só onde todo mundo se perde, mas
onde ninguém é achado.
Simples assim.
Porque eu no meio de de 12.000 1000
pessoas.
Eu não sou uma ilha,
eu sou um acidente que ninguém presta
atenção.
Por isso que Jesus, quando foi
distribuir os pães, mandou dividir o
povo em grupos de 50. Eram mais ou menos
2500 pessoas. E Jesus disse: "Divide o
grupo em as pessoas em grupos de 50.
Agora, como é que 12 homens dividem 2500
pessoas em grupos de 50?
precisa achar parceria, precisa começar
a conversar com todo mundo, precisa
pedir ajuda. Você aí de túnica amarela,
faz o povo se assentar em grupos de 50,
50, 50.
Você aí de Túnica Azul ajuda a gente,
faz o povo aí se assentar em grupos de
50. Tem que fazer parceria, tem de
conversar com todo mundo,
tá certo?
E aí de repente uma multidão de duas
2500 pessoas se transformou numa reunião
de 250 comunidades.
Não era mais uma multidão amorfa,
não era mais gente eh eh deitada. Na
verdade não era 2.500, era 12.500.
Uma multidão de 12.500 00 pessoas virou
uma uma reunião de de 250 comunidades de
50 pessoas.
Porque Jesus fez isso? Porque entre
12.500
pessoas eu não sou nada.
Não dá para conversar com 12.500
pessoas. Desculpa,
mas com 50 dá.
Com 50 dá para dizer quem eu sou, dá
para ouvir quem é o outro, dá para ouvir
as histórias, dá para contar a história.
Pronto, virou comunidade.
E vai todo mundo participar do mesmo
pão, do mesmo peixe multiplicado
e vai fazer isso como se do do seu lado
não tivesse ninguém.
Não com Jesus Cristo.
Ele disse: "Ah, vamos, vamos, mas divide
o grupo em em divide essa multidão em
grupos de 50. Além do que se não dividir
esses 12.500
em grupos de 50, não cria corredor pro
pão, né?
precisa criar corredor pro pão chegar
para todo mundo.
Qual é a arte de administrar a
sociedade? É a arte de criar corredores
pro pão chegar em todos os lugares.
É simplesmente assim.
Um dia um camarada me perguntou: "Por
que que você toma esse essas posições
que você toma na sociedade?"
disse: "Porque eu aprendi com Jesus
Cristo que tem de criar corredores pro
pão chegar para todo mundo. Porque se
você não criar corredores, os primeiros
comem, os demais observam, porque não
tem corredor, não tem onde chegar, não
tem como chegar. Não adianta ter gente
multiplicando pão, não tem como chegar.
Então tem de criar corredor. Por isso
que a primeira coisa que Jesus Cristo
fez foi: criem corredores,
criem comunidades,
porque o pão tem de chegar para todo
mundo, porque todo mundo tá com fome.
Não são só os primeiros 1000, 1200 que
estão com fome. Tem 12.500 00 pessoas
com fome
criem corredores pro pão chegar para
todo mundo.
Então, a alegria cristã é uma alegria
engajada.
Ela se acende quando a gente entende uma
coisa simples e libertadora. Não somos
espectadores de um espetáculo religioso.
Quando você se torna espectador de um
espetáculo religioso, os palhaços que
estão lá na frente
manipulam você,
porque você é só espectador. Então você
foi lá para ser manipulado mesmo.
E pronto, os artistas lá na
e você os aplaude porque você acha que
eles falam por Deus,
mas um Deus que não fala com todo mundo
é um Deus à exclusividade.
É um Deus de poucos.
Um Deus de poucos
não quer ser ouvido por ninguém, a não
ser os que ele com quem quer falar. Me
lembro que uma vez um camarada disse:
"Você acredita que Deus se revelou de
formas diferentes paraas várias
expressões eh religiosas que tem no
mundo?" Eu falei: "Não, não acredito
não". E ele falou para mim: "Por que que
você não acredita?" Porque se ele
tivesse feito isso, ele só semearia
confusão.
Então, uma ele disse uma coisa para mim,
disse outra coisa pro outro, disse outra
coisa pro outro e fez isso de tal
maneira que nenhum de nós tem certeza de
nada.
Nenhum de nós tem direção, nenhum de nós
tem caminho e nenhum de nós sabe quem
falou com a gente.
Quem fez isso semeou a confusão. E se
semeou a confusão é porque não quer
conhecido e tá não quer ser conhecido e
tá pouco se lixando para o que a gente
acha.
Quem quer ser conhecido
abandona a sua glória e vem morar entre
os seres humanos.
Há um Deus que quer ser conhecido, que
quer se fazer conhecer. Só tem um jeito.
Ele abandona a sua glória e vem andar
entre os seres humanos. É por isso que
Jesus Cristo nos constrange, porque ele
disse: "Eu sou a manifestação do Criador
e eu vim em carne e osso para vocês não
terem dúvida.
Eu
sou,
eu sou
o caminho, a verdade e a vida.
>> Aleluia. Glória a Deus.
>> Por isso que Jesus constrange, porque aí
você fica: "E agora?
E agora?"
Porque não é um Deus que tem vários
emissários,
é um Deus que se fez carne e habitou
entre nós. E nós vimos a sua glória.
Ponto.
Aí a gente decide diante disso.
Então, a alegria cristã
é aquela do engajamento. Ela se acende
quando a gente entende que não é mero
espectador.
Não fomos chamados para assistir, fomos
chamados para entrar, para sermos
participantes de uma casa viva, para
deixermos da arquibancada
e pisarmos na arena.
>> Glória a Deus.
>> Sair da arquibancada
e pisar na arena.
E essa é a alegria que o Paulo sentia,
a alegria de ver o evangelho criando um
povo que se move, um povo criando uma
causa, um povo que se move,
um povo que serve, que presta serviço,
um povo que sustenta,
um povo que permanece unido, mesmo
quando seria mais fácil dispersar,
porque é isso Isso que o sistema nos
incita a fazer. Dispersa.
Cada um vai cuidar de si.
Não, não foi isso que Cristo disse.
Ele disse: "Aglutinem-se,
juntem-se, movam-se juntos.
Vamos construir outra sociedade.
Eu já eu já disse para vocês que eu ouvi
um teólogo uma vez que era um um
pesquisador sobre o Jesus histórico
e ele
nós estávamos num encontro de teologia e
ele era um pesquisador sobre o Jesus
histórico. Jesus historicamente existiu
ou não? E aí, claro, nós perguntamos
para ele: "E aí,
na sua pesquisa, na sua tese, Jesus
existiu ou não?"
Aí ele falou assim: "É, quando eu
comecei a estudar isso, eu achei que que
ele era uma figura mítica, que ele nunca
existiu, mas agora todas as minhas
pesquisas deixam claro, absolutamente
claro, que ele existiu e andou entre nós
mesmo."
Aí a gente disse: "Bom, mas você
acredita em tudo que ele disse acerca de
si?" Ele falou: "Ah, ainda não." "Ah,
não. Então, tá bom. Aí o outro falou: "E
mesmo assim você se considera um
cristão?" Ele disse: "Me considero". Aí
uma pessoa disse: "Por quê?" Ele falou:
"Porque eu concordo com Jesus que o
único jeito de resistir aos impérios é
criar comunidades de amor." Aí eu falei:
"Jesus, eu sou seu fã.
O senhor é o máximo porque o senhor
acabou de fazer um homem dizer que não
acredita em tudo, mas que não tem como
escapar do senhor. O senhor é o máximo.
Eu tenho de tirar o chapéu pro senhor.
Toda vez que eu entro em contato com
alguém que tá atrás do senhor, eu vejo o
que o senhor faz na vida do sujeito.
Esse aí, ele não tem as experiências que
eu tenho, não tem a alegria que eu
tenho, mas ele já concluiu.
Não tem caminho fora de Jesus. Ah, o
senhor é o máximo. O senhor é, o senhor
eu tenho de tirar o chapéu. O senhor é o
cara. O senhor é o cara. Porque até quem
diz que não acredita direito, acredita
porque não tem mais em quem acreditar,
porque não tem outro caminho, porque a
sua receita é a única que pode salvar a
humanidade.
Isso é extraordinário, gente. Isso é
extraordinário.
Agora, nós estamos em muita vantagem,
temos muita vantagem em relação à aquele
homem, porque a gente sabe que Jesus
Cristo é Deus que vem em carne para nos
libertar.
Então a gente tá muito mais longe,
muito mais longe. Agora, se aquele
camarada que não tinha chegado a mesma
compreensão que nós chegamos já sabia
que fora de Jesus não tem saída,
imagino que conosco isso deva ser uma
convicção absoluta, né?
convicção absoluta.
Então, eh, a alegria que Paulo sentia
era exatamente essa,
a alegria de ver um povo que descobriu
na prática, no dia a dia, que a vida
compartilhada em Cristo é muito maior do
que qualquer projeto individual que a
gente possa sonhar sozinho. Vida
compartilhada em Cristo é muito maior do
que qualquer projeto individual que a
gente possa sonhar sozinho.
Se a gente aprender isso, a gente escapa
das armadilhas do sistema,
a gente escapa das armadilhas do
individualismo.
E escapar das armadilhas do
individualismo,
não é? escapar apenas de um sistema
econômico pura e simplesmente, porque
não é essa questão. Escapar, não é essa
a questão básica. Escapar das armadilhas
do individualismo é escapar da
depressão, é escapar da angústia, é
escapar do medo, é escapar do pavor.
Porque qualquer sujeito sozinho nesses
nessa sociedade, nesse mundo, com todas
as notícias que nós ouvimos de manhã, de
tarde e de noite, sozinho, ele não tem
saída, ele vai desbancar.
no pavor.
>> É só isso.
>> O camarada diz: "Puxa, a depressão." Mas
como não estar depressivo num mundo em
que você tá sozinho e apavorado?
apavorado, porque todo dia tem uma outra
notícia de de pavor, de destruição.
>> Como
>> entendeu?
A vida comunitária
baseada no amor do Cristo
nos livra da angústia de ter de viver só
conosco mesmo.
E viver só conosco mesmo é uma tragédia,
porque nós olhamos para nós e não vamos
gostar do que a gente vai ver.
>> É verdade,
>> porque nós somos só seres humanos.
Então, nós precisamos de outros seres
humanos que saibam que há um Senhor e um
Salvador,
que nós não vamos morrer nisso
e que isso não vai morrer em nós.
É simples assim.
Então, ah,
esse povo descobriu que
vida compartilhada em Cristo é maior que
qualquer projeto individual que a gente
possa sonhar sozinho.
Pense bem no que o evangelho significava
para aquela comunidade. Não era uma
ideia parada, congelada no tempo,
guardada num livro empoeirado. De jeito
nenhum. O evangelho andava, o evangelho
criava vínculos entre as pessoas. O
evangelho entrava na prisão junto com
Paulo e o sustentava de pé. O evangelho
avançava mesmo quando todas as
circunstâncias pareciam empurrar na
direção contrária.
Ele chamava a igreja a viver de um modo
digno, a lutar como uma só alma, a unir
mulheres e homens na mesma arena do
serviço.
É lamentável ver como a
o evangelho ser aprisionado pela
religiosidade foi matando o evangelho.
Matando.
Eu me lembro que uma vez o um camarada
me pediu para
falar, dar um estudo em Efésios sobre a
submissão da mulher.
Eu disse: "Tá bom, sem nenhum problema.
Aí fui lá, sentei, chamei o povo e
disse: "Então, esse negócio que vocês
chamam de submissão da mulher não tá em
Efésios?"
Aí ele falou:
"Tá sim, eu tô lendo aqui." Não, você
não tá lendo aí, você pensa que tá
lendo, porque você só termina de ler uma
carta quando você chega ao fim.
O que você fez foi tirar um pedaço da
carta
e reduzir a carta aquele pedaço.
>> Foi isso que você fez. Mas se você
tivesse lido a carta até o fim, você
viria que esse pedaço que você separou é
uma fala irônica do Paulo. Porque o
Paulo tá dizendo assim: "Esse negócio
que vocês estão dizendo que existe, só
existe entre Cristo e a igreja". Vocês
não leram? Eu vou ler para vocês aí. Li
de novo. Leia aqui. E esse negócio que
vocês estão dizendo que existe entre
homem e mulher, só existe entre Cristo e
a igreja.
O que existe entre homem e mulher é
igualdade e reciprocidade.
É isso que tá na Bíblia.
Aí os caras liam, reliam. Aí um cara no
meio falou:
"Caramba, ele tá certo".
Ele tá certo. Paulo não escreveu isso
desse jeito que a gente lê. Tá vendo?
Tá vendo?
Paulo não escreveu isso do jeito que
você lê.
Você não percebeu que tem uma ironia
aqui.
E aí ele termina dizendo: "Isso só é
possível entre Cristo e a igreja. Meu
Deus do céu, o que é que eu tô lendo
aqui que vocês não leram, que não tá
escrito aqui há 2000 anos?
Então é isso, é o espírito religioso.
Espírito religioso é uma praga, porque o
espírito religioso transforma Deus num
ídolo manipulável.
Enquanto a fé reconhece o Cristo como um
Deus que se revelou, que é diferente
de um Deus que eu criei,
tá certo?
Então, Deus que eu criei é a minha cara,
mas um Deus que se revelou exige que a
minha cara seja dele,
que eu seja a cara dele e não ele a
minha cara.
Tá certo? Faz sentido?
>> Então é isso aí. Então, é extraordinário
ver isso, que o Paulo tá contente porque
aquele povo se tornou um sinal vivo,
histórico e visível da boa notícia que
eles tinham recebido. Cooperar com o
evangelho era entregar a vida
comunitária inteira à causa de Cristo.
Cristo tem uma causa. E qual é a causa
de Cristo? Libertação.
Se o filho vos libertar, verdadeiramente
>> sereis livres.
Cristo tem uma causa, libertação.
A gente pensa que Cristo tem uma causa
que é redenção. Não. Redenção é o meio
necessário para a libertação.
>> Eu vim para que vocês tenham vida e a
tenham em
>> abundância. Então, redenção é o meio
para ter vida e vida em abundância. Se
você pensa que o fim de Cristo é a
redenção, você vira religioso.
Se você percebe que a redenção é o meio
para ter vida e vida em abundância,
você vai em direção a essa vida.
Se você percebe que a redenção é o meio
de Cristo para libertar você, você vai
paraa liberdade
e vai em comunidade, porque Cristo é o
Cristo da comunidade.
>> Glória a Deus.
>> Então, ah, eles não falavam o evangelho
apenas com os lábios.
O evangelho ganhou forma diante deles e
diante dos olhos da cidade. A cidade viu
que Jesus Cristo tinha libertado um povo
e que esse povo agora tava libertando
todo mundo.
Então é inspirador perceber uma coisa, a
graça de Deus não termina em indivíduos
isolados. Ela não para na alma de uma
pessoa. A graça de Deus forma uma
família.
A graça de Deus forma uma família. A
salvação que recebemos em Cristo ganha
corpo. Ela ganha mãos, pés, numa
comunidade que aprende a pensar junto, a
servir junto, a doar junto, a perseverar
junto. Por isso Paulo não agradecia
apenas porque algumas pessoas em em
Filipos tinham uma bela experiência
religiosa lá no fundo do coração.
Cada um na sua, não.
Claro que cada um de nós tem uma
experiência com Deus e deve ter mesmo,
mas a ideia é que essa experiência tinha
virado uma casa aberta, tinha virado um
apoio para todas as pessoas, tinha
virado uma vida digna diante da cidade,
tinha virado serviço provado no calor
dos dias difíceis.
Simplesmente assim.
Amém.
>> Então,
se a gente não aprende essa verdade, a
gente não entendeu a vida cristã. A vida
cristã é comunitária.
Por isso que a gente sente falta quando
não vê os irmãos.
Poxa, fulano, como é que ele tá? Tá
sabendo dele? Que que houve? Tem alguma
coisa? A gente pode ser útil em alguma
coisa? Tá precisando do quê?
Entendeu?
Você sente falta?
Não importa. Não importa. O cara pode
ser são paulino e você fala: "Cadê
aquele são paulino?
Onde é que ele tá?"
Entendeu? O outro lá São Paulo. Nossa,
você tem muito são paulino aqui. Jesus.
Tem alguma coisa errada nessa comunidade
aqui. Eu preciso repensar isso,
entendeu?
É um negócio impressionante
que você começa a sentir falta. Falta é
como se uma parte de você não viesse,
não estivesse lá e você não sabe o que.
A a pior coisa que existe é quando você
olha para as pessoas e não vê mais
gente.
Você só vê um um um uma
utilizável,
uma coisa. Eu me lembro de uma história
que o o irmão era professor de uma
classe na escola dominical
e ele faltou, faltou de repente e a
classe lotada. Aí alguém chegou pro
pastor e disse assim: "O fulano faltou,
a classe dele tá lá lotada, saindo gente
pelo ladrão e ele faltou". E ele e o
pastor disse e ele não avisou, não disse
nada. Não, não disse nada. Não mandou
substituto, não, não mandou. Aí a pessoa
que trouxe a notícia falou: "Nós
precisamos conversar com ele porque isso
é irresponsável".
Aí o pastor falou assim: "Meu filho,
um irmão que traz tanta gente para
ouvi-lo
e desaparece num dia,
tá precisando que a gente vá atrás dele
para saber porque o que que ele tá
precisando, porque um ser humano assim
não some,
sofre. Nós precisamos saber o que que
ele tá sofrendo, porque esse homem tem
50 pessoas querendo ouvi-lo.
Gente assim não some. Gente assim quando
não aparece porque tá sofrendo.
Então nós nós temos de parar tudo e lá
ver o que que tá acontecendo com ele
para ver como a gente o ajuda no seu
sofrimento.
Se a gente não tiver essa visão, a gente
mata a vida comunitária.
Vira uma instituição
de servos.
E Jesus Cristo disse: "Eu não vos chamo
servos, porque o servo não sabe o que
faz o seu senhor. Eu vos chamo de
amigos,
porque eu compartilho tudo com vocês.
O reino de Deus é, antes de tudo, um
reino de amigos.
Se a gente não aprender isso, a gente
não aprendeu nada.
Nada.
E aí a gente vira eh vigilante um do
outro, que é o que a religião faz, né?
Fica tentando descobrir quem é que
errou.
Ué, não é melhor ficar procurando quem
acertou pra gente, inclusive ajudar o
sujeito a acertar mais?
já que vai fazer esse tipo de pesquisa,
então pesquisa quem tá acertando.
Então, alguma coisa mudou e a gente não
percebeu. Então, a fé daqueles irmãos lá
ganhou forma, ganhou mãos, ganhou pés,
ganhou rosto, deixou de ser sentimento
guardado e viver e virou vida vivida,
virou vida compartilhada, vida
derramada. uns pelos outros, porque essa
é a causa de Cristo. E é exatamente
nesse lugar, no lugar da participação,
no lugar do engajamento, que a alegria
respira livremente a plenos pulmões.
Porque a alegria é alegria comunitária.
Alegria de um só é crueldade.
Alegria ou é comunitária ou é crueldade.
Não pode haver alegria de um só.
É assim, eu não posso agradecer a Deus
porque eu não tô preso.
Eu não posso agradecer a Deus porque eu
tenho comida.
Eu não posso agradecer a Deus porque eu
tô confortável no inverno.
Eu não posso.
Eu tenho de perguntar a Deus como eu
posso partilhar esse conforto com
outros.
Como eu posso partilhar essa comida com
outros? Como eu posso partilhar esses e
esses casacos com outros?
Porque eu não posso ser o único cara que
não tá sentindo frio.
Isso, o mundo é uma comunidade.
Eu não posso ser o único cara que não tá
passando fome.
Isso não existe na fé cristã.
Nós damos graças a Deus porque faz o
alimento nascer no solo
e nós damos graças a Deus porque nos dá
o coração de distribuí-lo,
senão tem alguma coisa errada.
Fica parecendo aquelas festas dos nobres
que a gente vê na TV que não para de
chegar comida e você diz: "Nem 100 anos
essa gente vai comer tudo que tá sobre
essa mesa aí.
Que loucura é essa aqui? Tudo isso aí
vai pro lixo.
E aí chama um sacerdote para agradecer.
Agradecer o quê?
O exclusivismo, a vaidade,
a ganância?
Não é porque Deus abençoou? Não, Deus
não abençoou.
Ele roubou a bênção de todo mundo,
porque Deus abençoou o mundo.
Então, ah,
o Paulo diz que tá alegre porque ele tem
essa alegria que é multiplicada quando a
gente entra na causa de Cristo, que é
iluminada pelo engajamento, que se
levanta para levantar, para lutar junto
como uma só alma pela fé do evangelho.
Os antigos ouviam, usavam uma palavra
para isso que era
sinatleu.
Parece a língua dos
maias e dos incas, né? Tlatletli trotlu.
Então, é, parece, mas não é. Sinatlel,
que significa
um grupo de pessoas eh carregando juntos
o mesmo peso.
Então, imagina que todo mundo vai
levantar um tronco de árvore.
Um cara sozinho não dá conta,
mas todo mundo levanta. Isso é sinatle.
Todo mundo levanta esse tronco de ar. Aí
isso que você falou, né? A gente vai
agradecer. Vou agradecer o alimento, vou
agradecer.
>> E e para mim é bem isso. Eu agradeço,
agradeço mais obrigado que eu tenho e o
restante que não tem. E aí eu fico
constrango, gente. Ficou um estranho.
Mas aí a gente também não agradece,
>> não. A gente agradece e a gente agradece
porque veio para nós para passar para
muita gente.
Obrigado, senhor, porque a gente pode
ser canal de bênção. Obrigado porque
chegou aqui, vai saciar a nossa fome
e vai continuar andando
e vai saciar a fome de muita gente,
porque nós vamos distribuir.
Mostra pra gente a quem a gente tem de
distribuir,
quem que a gente pode ajudar,
quem que o senhor quer que a gente se
lembre agora?
Tem algum irmão
que precisa de ajuda?
Entendeu?
Não fica só na nossa satisfação,
>> não. Na nossa satisfação.
Mas se eu tenho, então eu posso
distribuir.
>> Exatamente.
Exatamente.
Esse é o caminho da fé cristã.
Isso é sinatle, que é uma palavra cheia
de imagem.
Cheia de imagem.
atletas que correm juntos na mesma
pista, empurrando uns aos outros paraa
frente. Trabalhadores que ergam juntos
uma um um um tronco de de um peso
enorme.
Ah,
cada um segurando uma parte do peso.
Isso não é um lugar para solidão.
Isso é uma arena onde estamos ombro a
ombro.
A luta divide o peso, mas a vitória
multiplica a alegria.
Esse é o projeto de Jesus Cristo.
E é interessante que a a história de
Filipos começa
numa numa situação totalmente inusitada,
porque ele chega, tem uma senhora
chamada Lídia, eh, que é uma negociante,
o Espírito Santo abre o coração dela e
depois o próximo que vem é um um
centurião, um carcereiro, que leva um
maior assusto porque pensou que todo
mundo ia fugir e ninguém fugiu.
e entrega a vida para Jesus. E aí,
pronto, agora tem uma senhora, um
carcereiro, e tem uma moça que era
escrava
e que o Paulo foi usado pelo Espírito
Santo para libertá-la da opressão
demoníaca e tirá-la da escravidão.
Então, na mesma comunidade, senta uma
uma mulher que negociava,
um
centurião romano que era carcereiro e
uma moça que era escrava e agora eles
são só a igreja de Cristo.
>> Agora eles só são a igreja de Cristo.
Foi assim que a igreja foi desmontando o
império romano antes do século 4. Depois
com Teodósio, eles traíram traíram Jesus
Cristo. Mas até que veio a traição que
aconteceu no século 4 com Teodósio, a
igreja solapou o o Império Romano desse
jeito. Imagina que o camarada é é
escravo de alguém numa fazenda qualquer,
um romano qualquer. Esse romano tá
doente e aí já fez oferendas para todos
os deuses e não conseguiu nada. Aí o
cristão chega para ele e diz assim: "Eu
posso orar pelo senhor?"
Pode.
Aí ele ora e o homem é curado.
Ele disse: "Fui curado". Aí o o cristão
disse: "É Jesus Cristo".
Quem é Jesus Cristo? Aí ele conta quem é
Jesus Cristo. E ele falou: "E Jesus
Cristo tem uma comunidade comunidade
inclusive se reúne na sua fazenda". Você
não quer ir lá? Quero. Ele leva pra
comunidade. Chega lá, ele tá lá, um dos
apóstolos tá visitando a comunidade
e conta a história de Jesus Cristo. E
ele se rende a Jesus Cristo. Aí no dia
seguinte ele acorda na fazenda como
sempre.
Só que não é mais como sempre,
porque aquele
escravo que orou por ele é presbítero na
igreja.
E agora?
Ele não consegue mais ver nele um
escravo. Ele é o presbítero da igreja.
Ele é o presbítero de Cristo.
Ele orou por mim.
Aí um dia um amigo dele vem visitá-lo,
um outro cônsul romano qualquer, e diz:
"Escuta, tem alguma coisa errada aqui na
sua fazenda, hein?" Ele falou: "O quê?
Esses teus escravos andam por aqui como
se fosse um dono da os donos da casa".
E aí ele diz: "É, mas eles são os donos
da casa".
Como assim eles são os donos da casa? É,
essa casa agora é nossa. Como assim
nossa? É porque nós somos a igreja.
Não tem mais senhor e nem tem não tem
mais escravos aqui. Aqui só tem irmãos.
Nós somos a igreja. Essa casa é a casa
da igreja.
Todos nós aqui andamos como quem anda na
sua casa, porque essa casa é de todos
nós. Agora,
quando os imperadores romanos acordaram,
não tinha mais império.
Os cristãos tinham solapado a base do
império,
porque o império precisa de senhores e
de escravos.
Por isso que essas igrejas malucas que
nós temos agora tem os ungidos do Senhor
e os escravos do Senhor.
Isso não é igreja.
Isso não é a igreja.
A igreja não precisa de senhores e nem
precisa de escravos.
Ela já tem um senhor.
Todos os demais são irmãos.
É só isso.
E tudo é dos irmãos.
E os irmãos são tudo.
E cada um tem seu dom
e reparte o seu dom em benefício de
todos os irmãos.
Isso é maravilhoso, porque ninguém
precisa ser todo poderoso.
E deve ser um difícil ser todo poderoso
sem ser Deus,
tá certo?
Porque para ser todo poderoso tem que
ser Deus.
Sujeito que não é Deus não tenta ser
todopoderoso, que ele vai matar todo
mundo e vai se matar.
Então essa é a alegria Paulina.
Aí a a história dos filipenses
é uma história da alegria que permanece
forte de pé.
Quando a igreja se engaja na causa de
Cristo com generosidade.
Amém.
>> Amém.
Que a graça de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo,
que é a unidade da Trindade,
que
a presença materna
do Espírito Santo, seu aconchego,
abraço, carinho e cuidado.
E que a cura de Jesus Cristo seja com
cada um dos irmãos e irmãs, com todo o
povo de Deus.
que está espalhado pela terra e que
alcance toda a humanidade,
como Deus prometeu a Abraão.
Amém.

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