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A fé vem pelo ouvir

O Cristo Completo – BTCast 649

O Cristo Completo – BTCast 649

O Cristo Completo – BTCast 649

Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast!
Nesta semana, Rodrigo Bibo recebe Alex e Nunes para uma conversa necessária sobre um tema que atravessa toda a fé cristã: afinal, quem é o Cristo que seguimos?

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Em tempos em que é comum destacar apenas os aspectos de Jesus que mais nos agradam — o mestre da compaixão, o revolucionário, o amigo dos pecadores ou o exemplo moral —, corremos o risco de construir um Cristo à nossa imagem e semelhança. Mas o testemunho das Escrituras nos apresenta algo muito maior: o Cristo completo. Neste episódio, conversamos sobre a plena identidade de Jesus, sua humanidade e divindade, sua obra redentora, seu senhorio sobre todas as áreas da vida e os perigos de reduzir Cristo a uma versão parcial, moldada por preferências culturais, ideológicas ou espirituais. O que perdemos quando fragmentamos quem Jesus é? E como redescobrir a beleza e a profundidade daquele que está no centro da fé cristã? Dê o play e venha refletir conosco sobre a grandiosidade daquele que não pode ser encaixado em caricaturas, agendas pessoais ou leituras seletivas: o Cristo revelado nas Escrituras, suficiente para salvar, digno de adoração e Senhor sobre tudo.

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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
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Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
>> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número
>> 649.
>> Eu sou Rodrigo Bib e eu quero conhecer
Jesus. Que crente, viu?
>> Que crente, viu?
>> Eu sou Alex.
>> Alex.
>> E é um paradoxo, man.
>> Fala fácil. Fala fácil. Fala fácil.
>> Eu não vou resolver. É um paradoxo. Tá
bom. Agora é tua vez.
>> Me chamo Guilherme Nunes e cuidado
porque a espiritualidade falsa parece
com a verdadeira. Olha, muito bom.
Espiritualidade falsa parece com a
verdadeira. Gente, estamos aqui na
primeira conferência teológica da Escola
Bibotal de Teologia ao vivo. E a galera
tá gostando?
>> Muito bom. Palma. Gente, com alguém bate
palma vocês tem que bater também. Isso.
Muito bom. Muito bom. Muito bom.
[aplausos]
E tivemos aqui palestrando o nosso amigo
Alex, falando sobre o Deus encarnado. Se
tem o Deus encarnado é o nosso. E como é
que você resumiria numa frase a sua
palestra, Alex? Jesus.
>> Numa frase que a gente conseguir
entender. Isso.
>> Jesus veio ao mundo e ele é Deus.
>> Jesus veio ao mundo, ele é Deus. Muito
bom. E o Guilherme Nunes falou sobre
espiritualidade e a espiritualidade de
Jesus. Hoje não teve nada de ética ou
teve, né? E talvez esteja por ali, né? É
amanhã que tu falar das orações de
Lucas. Muito bom. E como é que você
resumiria num story, já que você é o
cara do Instagram?
>> Conhecer Jesus, experimentar Jesus e
testemunhar Jesus.
>> Olha aí, muito bom, muito bom.
>> E aí, pessoal? Luís Henrique invadindo
aqui os recados paroquiais para dar dois
recados muito importantes. Então, não
pula, fica aí, prometo que vai ser
rápido. O primeiro desses recados é que
a Escola Bibotal de Teologia está com a
turma 07 aberta. Isso mesmo. Nós
estendemos a abertura e as matrículas
aqui para que você possa estudar conosco
teologia e continuamos com a promoção.
30% no plano anual. A gente tá dando 30%
aqui para que você em um ano possa
estudar com Cacau Marques, Cíntia Muniz,
Paulo André Daniel Heike. Você pode
estudar com Marcelo Bert, com o Erlan
Tostes, Thiago Garro, sobre vários temas
da teologia ali. E nós temos exercido um
grande esforço para construir uma
comunidade muito legal. A cada 15 dias,
nós temos uma aula comigo, ao qual nós
tratamos sobre temas teológicos,
geralmente dividido ali em ciclos.
Então, estamos encerrando o primeiro
ciclo aqui do primeiro semestre e
entraremos em um novo ciclo com um novo
tema em que há um espaço para
esclarecimento de dúvidas, comentários,
propostas, entre outras coisas, a
compartilhar vivências, entre outras
coisas. Então assim, a Escola Bibotal de
Teologia tá deixando de ser só um lugar
na internet para poder adquirir
conhecimento, mas também para
compartilhar o conhecimento já adquirido
na experiência e para além disso
construir conhecimento teológico
robusto. Coisa boa mesmo. Coisa boa
mesmo. E dito isso, eu quero
convidá-los, tá bom? Vou deixar os links
aqui embaixo do site da Escola Bibliotca
de Teologia e também o cupom EBT30, 30%
off no plano anual. Vem estudar teologia
conosco. E o segundo recado muito
importante que eu gostaria de passar
para vocês é de que com muita alegria a
o livro que nós escrevemos, eu e o
Rodrigo Bibo de Aquino, Igreja Sob
Medida, já está em pré-venda na Amazon.
E aí a gente gostaria realmente de
compartilhar com vocês isso, que é uma
grande alegria, pois achamos que
realmente respondemos às dúvidas e damos
uma diretriz para todo aquele que esteja
avaliando a própria igreja ou em um
processo de transição. Então, se você
está interessado realmente em entender
se a sua igreja ela é saudável ou se
você está num momento de vivência, de
troca de igreja, de transferência de
igreja, está procurando uma igreja que
tenha o evangelho sob medida, pois bem,
esse livro vai ser de grande ajuda. Já
recebi alguns relatos de algumas pessoas
que que leram antecipadamente, outros
também amigos próximos, né? outros
também que acabaram comprando, estão
muito ansiosos e tal. Já estamos
inclusive como primeiro na categoria de
eclesiologia e espiritualidade. E eu
quero que ah, eu quero realmente
recomendar esse livro porque ele foi
feito com muito amor, com muito carinho
para todos vocês, principalmente a
audiência aqui do Bibotalco. Então vou
deixar o link do grupo da pré-venda aqui
no na descrição e também no primeiro
comentário é fixado. Dito isso, vamos
para esse episódio, que esse episódio
está, ó, fenomenal. Mas, Alex, eu quero
começar com uma pergunta assim, tu falou
do Deus encarnado, né? É, tu respondeu
um pouco a tua pergunta na palestra, mas
eu acho que agora o Gui também pode
fazer uma cola. Não, tu pode tomar tua
água, pode tomar, pode ficar à vontade.
Eh, o Gui pode fazer uma colaboração
também, mas vamos lá. Se Deus é todo
poderoso, ele é o criador dos céus e da
terra. E ele é Deus, Deus. Deus. E aí a
galera pecou, nós pecamos. E aí a gente
agora, né, enfim, precisa de um
salvador. Deus não poderia resolver a
parada lá do céu, tipo, galera, vocês
estão absolvidos, né? Por que que Deus,
né, curdeus homo, já que tu gosta de
falar bonito, ninguém entende nada com
essas coisas que tu fala, né? Mas enfim,
mas já assim, por que que Deus teve qu
por que a carne, né? Aí a gente lê João,
né, no evangelho dele, nas cartas, mano,
João bate muito nessa tecla, né? Jesus
vem em carne. Quem nega que Jesus vem em
carne tá errado. Enfim, tem que a gente
não pode aceitar essa parada que Jesus é
e não veio em carne. Tipo, é um absurdo
para João e e pra teologia talvez do NT,
mas em João isso fica bem evidente
também. Por Deus teve que sabe, e agora
vou fazer uma menção ao Euler também,
né? Por que que Deus teve que nascer
entre fees e urina? Entende? Por que que
ele teve que ser morto como um bandido,
né? ser um maldito.
Não dava para resolver, galera. Só agora
aí, né? Cinco Pai Nosso, três Ave Maria,
tá tudo resolvido, né? Não dava para
fazer uma parada assim, gente, ó,
sacrifique as galinhas do Guilherme e tá
tudo certo, né? Não dava para resolver
uma coisa assim, faz um sacrifinho,
entendeu? Aí você pega o animalzinho e
põe no vulcãozinho. Aí os deuses,
amiguinhos falam: "Hum, muito bom o
sacrifício. Não dá para fazer uma
coisinha assim? Lembra do rei Júlia? Eu
me remecho muito. Não dava para ser uma
coisa meio assim? [risadas] Muito bom,
>> sabe? Por que esse lance de carne entre
nós, sabe? E se Deus for um de nós,
tipo, tem duas duas opções que foram
três opções foram aventadas ao longo da
história da igreja. uma que eh eu chamei
do Christus Victor, que é a vitória eh
de Cristo sobre os poderes da morte, do
diabo, do inferno, eh do pecado. Uma
segunda que é a satisfação,
eh, que há uma honra ferida, que precisa
ser eh reparada e essa reparação precisa
ser maior do que o crime, tá? Então,
>> essa é mais progressista, né? Uma
reparação histórica e tal. Não é, não,
não, não. Essa é a do Anselmo. Essa é a
clássica. Essa é a clássica do Anselmo,
que é, eh, alguém precisa morrer pelo
pecado e essa morte precisa ser maior do
que o crime cometido, que é o pecado. E
aí nenhum ser humano é capaz de fazer
isso. Por quê? Porque nenhum ser humano
é capaz de fazer uma obra maior do que o
seu próprio pecado. Portanto, precisa
ser Deus mesmo a satisfazer, tá? Esse é
Anselmo. Essa é a segunda opção.
Terceira opção seria o oposto e o
Abelardo, que é Deus escolhe fazer isso
porque é a sua eh manifestação de amor
máximo. Temos uma uma que escolher uma
delas? Eu acho que não. Eu acho que
>> Qual percentual, Guilherme, que tu tá
nessas aí? Porque quem acompanha o
Guilherme sabe, né? Não, eu sou 37%
isso, 47%,
8 isso. E, né?
>> E aquele 1%. E aquele 1%? [risadas]
E aquele 1% é complicado. Mas enfim, Al,
cara.
>> Não, não, não, não precisa. E o copo tá
limpo, tá, Guilherme? A galera aqui é
caprichosa. Pode. Eu vi que você tava
olhando assim e tal. É que enxerga
mesmo.
>> Olha, não, eu tô olhando a beleza. Tá
muito belo esse copo.
>> É isso, gente.
>> O que que vocês viram?
>> Que bom, né?
>> É. Ah, eh,
eu acho que indo direto à resposta assim
da pergunta,
ele teve que encarnar porque tinha
>> Não, não, pera aí, Guilherme, eu vou ter
que te cortar. Pera aí. Não é que a
gente vamos deixar o o Alex terminar a
as percentuais aí, porque ele falou que
você tem que soler uma das três, né? Que
a gente tá boiando nessas três aí agora.
Depois tu responde a pergunta,
>> tá? Tá. Para mim, em termos de
percentuais,
>> aí tu vai responder mesmo, tá?
Não é super. Eu vou falar números que
para não ficar esquisito, mas já tá
muito esquisito, mas
>> tudo bem.
>> Eu acho que não tem que escolher
nenhuma. Eu acho que nós temos uma
multiperspectiva.
Eu acho que das três João falou uma,
primeira de Pedro falou outra e nós
temos ali nos Evangelhos a terceira. E
aí quando a gente junta, a gente tem um
um grande mosaico das necessidades pelas
quais Deus precisava encarnar. Essa é a
ideia.
>> Boa, boa. Paulo ficou chateado porque tu
não citou ele, mas vamos. Não concordo
com ele. É exatamente isso. Não, porque
assim, muitas vezes o pessoal vai dizer
assim: "Ah, mas você é luterano?" Logo
você tem que pensar no sistema de
Anselmo, porque esse é o é seria o
clássico. Porém, Lutero também fala de
Cristus Victor. Ele não elimina essa
possibilidade. É, e ele também fala que
é uma obra de amor, ou seja, ele também
traz, ou seja, não é porque uma talvez
apareceu mais é na história da teologia,
que é a única opção que nós temos de
explicar eh essa esse mistério, esse
grande mistério que é a encarnação de
Jesus Cristo. Então eu concordo que é
uma multiperspectiva e a gente não pode,
por isso eu falei que é paradoxo, porque
toda vez que a gente tenta eliminar, até
nós estava lá atrás conversando com
isso, que é o problema da teologia do
século XX, é que é pegar e dizer que a
cristologia eh dos dos sinóticos eh eh
que seria então a visão petrina lá, que
é a comunidade primitiva de Jerusalém,
que é a tese. Aí eu tenho a visão de
Paulo, que é a antítese, e o evangelho
de João é a síntese. Nossa, que
incrível, né? E transformei a Bíblia em
subproduto de Hegel, né? E aí estraguei
com tudo e eh e avacalhei com toda
coisa. Então, não é isso, não é isso. A
gente precisa manter a tensão entre as
diversas narrativas, os diversos textos.
Eh, e ao invés de tentar resolver eles
num sistema todo coerente, onde tudo
funciona, eu acho que Deus não funciona.
Deus é
>> boa. Mas por que que tem que ter corpo
nessa parada? Eu quero saber por que
Jesus teve que ter corpo. Eu cutucar pro
Tobé, pegar, enfiar o dedo na Ai,
tá malhando caramba.
>> Natação.
[risadas]
>> Eu até tento, sabe? Eu tento, mas não
dá.
Ó, aí ó,
>> eu falei porque qual a importância do
corpo da cara,
>> mas tu pode responder o que tu quiser
também, tá de boa. Você ia falar de
Romano 5, eu ia puxar Romano 5 a texto
importante.
>> O En W, ele fala o seguinte, que se a
reforma tivesse sido mais em
Colossenses,
a gente teria mais Cristo victo do que
substituição penal, né? E aí acho que o
Víor vai falar um pouquinho sobre Cristo
Víctor, dá para explicar um pouquinho
mais. amanhã de amanhã não faltem.
>> A grande questão assim de, e aí eu vou
responder aqui do lado da teologia
bíblica é de que existia um problema em
nós e esse problema não poderia ser
corrigido de qualquer forma. Era um
problema de moral, de justiça e que
apagar aquilo seria injustiça.
Produziríamos um Deus injusto. Deus não
poderia só chegar e dizer: "Você fez
algo assim, eh, mal e eu vou te perdoar
e acabou. E isso é injusto. A gente
estaria completamente atingindo o
caráter de Deus,
>> porque a gente estaria dizendo para
Deus: Deus, o Senhor é injusto ao não
condenar uma injustiça. O Senhor não é
santo ao abraçar uma não santidade, uma
impureza. Então, a resposta da
encarnação está no próprio Deus e em
quem ele é. Ele é santo, nós não somos.
E o problema em nós precisava ser
corrigido. E para isso ele se encarnou e
se tornou um de nós, como se foi, como
foi colocado aqui. O tabernacularizou-se
lá de João, né?
>> Muito difícil essa palavra.
>> É.
>> Tá bom. Mas tu entend
o o se tornar um tabernáculo, tá?
[risadas]
Mas é que, né? Entendeu? Mas eu não, eu
queria puxar a ideia do tabernáculo
dele, tipo, pode ter alguma coisa a ver
com o, né, o templo onde se entendia que
a presença de Deus, a salvação, ele se
tabernaculariza, ele agora é a salvação.
Então essa questão da materialidade
poderia passar por aí alguma coisa
assim?
>> Claro. Lá claro tá falando da palavra lá
em João capítulo 1 verso 7, né?
É quando diz que ele é mais do que um
homem que veio, ele traz algo com ele
que se chama um novo tabernáculo, uma
nova tenda, que e dentro dessa tenda tem
a presença de Deus de novo que foi
perdida.
>> Isso é bom, hein?
>> É ele, ele é o Cristo, né? Essa é a
ideia.
>> Legal. Por isso que ele vai no templo e
limpa o templo
e depois ele aponta para ele mesmo como
sendo novo templo. Então ele tá dizendo
agora o novo lugar do encontro com Deus
eh sou eu mesma. E isso aí é o motivo
pelo qual eu vim. Isso é João, né?
Obviamente que para Paula existe outros
motivos.
>> É para acho que a gente deveria citar
Romano 5 aqui, né? Porque tudo que você
falou ali para mim, acho que Romanos 5
de alguma forma sintetiza. Primeiro
Adão, segundo Adão.
>> Eu ia até comentar isso porque acho que
a questão do primeiro Adão e segundo
Adão, primeiro, eh, se a gente pensar em
termos de Isaías, por exemplo, que vai
tratar da primeira criação e de uma nova
criação, ele não fala segunda criação. A
vocabulário de Isaías é primeira criação
e nova criação. É que de novo, em Paulo
também não tem uma segunda criação, tem
nova criação. Nova criatura não, segunda
criatura. Então, Adão, que Adão eh é o
ser humano, mas é a humanidade. E agora
em Cristo, nós temos o ser humano, o
Cristo, o Jesus de Nazaré, que é
exemplar também para toda a humanidade.
Então, pegando aqui Irineu de Leon de
empréstimo, né, a gente tem uma
recapitulação no sentido de voltar
ao princípio das coisas, tá? é o que o
termo significa, literalmente
recapitular, é voltar ao início das
coisas, mas não uma volta no sentido
romântica, idílica, ah, deixa eu voltar
numa época que eu nunca vivi, que era
bem melhor. Não nesse sentido, mas no
sentido de recuperar aquilo que é o
propósito original de Deus com a sua
criação, para o que ela foi feita, o
amor, a graça, a misericórdia de Deus,
porque ele cria, não porque ele precisa,
ele cria porque ele quer, não porque ele
é obrigado a criar, mas porque é desejo
dele. E se é desejo, ele faz porque ele
quer. É manifestação do seu amor. essa
mesma graça, esse mesmo amor e
misericórdia para com a criação se
mostra ao redimi-la também. Então,
Cristo precisa vir em corpo e assumir a
carne, não só por todos os outros
motivos já citados, mas porque isso é
uma,
eu diria assim, necessidade, necessidade
do amor de se manifestar.
>> E é o que o Anselmo falava, aquilo que
não é assumido não pode ser redimido,
né?
>> É isso, é, são os pais capados, na
verdade. Mas
>> não é Anselm, é capad. Eu aprendi com
Ancelmo. Ancelm. Ancelmo tinha as suas
fontes. Agora mudando um pouquinho do
tema da encarnação, vamos um pouquinho
pra palestra do Gui, que falou um
pouquinho sobre espiritualidade e tal.
Aí é uma pessoa perguntou o seguinte:
"Tenho dificuldade, aliás, muita gente
com dificuldade de fazer perguntas. O
Luís teve que passar várias no GPT para
reformular a pergunta". Mentira. Só umas
três. Tenho [roncando] dificuldade de
entender como experimentar Jesus de modo
profundo.
A sensação é que os discípulos tinham
mais facilidade por tê-lo fisicamente
presente. Quando vou pro momento de
oração, ter a convicção da presença sem
uma presença física me deixa sempre com
a sensação de incompletude. O que fazer?
Você bom,
>> quer que eu leia de novo? Não entendi.
Boa pergunta, viu? Muito bem formulada.
Tá bom.
[limpando a garganta][tosse]
Eh,
quando Tomé pediu para Deus, para Jesus,
uma prova de que era ele mesmo, Jesus
disse para ele: "Olha, você pode vir
aqui e tocar."
E Tomé tocou. E Jesus não repreendeu
Tomé.
Porque às vezes a gente pensa que Jesus
olhou para Tomé e disse assim: "Que cara
mais incrédulo, sai daqui tu." Esse cara
aí só creu porque tocou
>> Tomé virou até um sinônimo, né? De
pessoa incrédula, de pessoa que só só só
acredito se vê, né? Tipo a seu Tomé e
tal, né?
>> Isso. E Cristo não faz uma crítica.
Cristo só diz o seguinte: "Você creu
porque você viu".
Pronto. O objeto da tua fé foi
>> como todos os outros, né? O que Tomé
pediu não é nada diferente do que os
outros já tinham experimentado também.
>> Exato. Aí ele diz logo depois, mas tem
gente que não vai ver e vai ser também
bem-aventurada,
ou seja, não vai ter uma alegria menor.
Por quê? Porque a fé é verdadeira, ela
existe, ela é real, ela transforma o
Cristo intocável em intocável,
porque ela é fé genuína.
A ideia de que essa espiritualidade
agora, ela de fato, agora vem o ponto
que eu quero colocar,
não vai ter o Cristo físico,
mas ela não vai ser menos eh ela não vai
ser inferior.
A questão é justamente entender que as
experiências do aqui sem o Cristo físico
serão experiências reais, mas serão
experiências ainda incompletas,
esperando ele voltar.
É por isso que vem a importância do
jejum. O jejum ele acontece
pela falta do noivo,
por querer ter a experiência com o noivo
e não ter.
E então se jejua,
e a ceia é pela presença do noivo
espiritualmente.
Quando o espírito está alegre,
então em comunidade
você ali seia e a Cristo diz assim: "Eu
estarei com vocês". A seia, a seia é a
presença dele. Então, como é que ele,
deixa eu, deixa eu colocar de forma
prática para você, de como você pode
lidar com isso. O, o povo de Israel
fazia o seguinte exercício. Todas as
vezes que não sentia a presença de Deus,
eles lembravam dos grandes feitos de
Deus e da presença de Deus com eles.
Então beleza, eu posso ter uma
espiritualidade porque Cristo disse
porque eu também seria feliz lá lá em
Tomé, mesmo não vendo. Beleza, eu posso
ter. Se eu posso ter, eu acei que não
vai ser aquela física, vai ser outra.
OK? Agora, de forma prática, o que que
eu posso fazer? Lembrar das histórias e
das experiências que eu tive com Deus.
Palpável, palpáveis. Eu lembro, eh,
Bibo, que eu tava voltando de avião
daqui há três anos atrás,
indo indo, aliás, vindo para cá
e eu tava eu tava bem, eu tava acabado
assim, tava bem destruidinho, sabe?
Assim, acabado, tipo,
tipo tolite assim, uma coisa assim,
tipo quê?
[risadas]
Essa parte corta também, Rafa.
Tolete, cara. Tu tem certeza que essa
palavra
>> É porque eu eu quis uma palavra
inesperada, entendeu?
>> Essa foi bastante. Tu tava sentindo um
Ah, entendi. Ele tava sentindo. Tá,
entendi. É,
>> vai,
>> continua, desenvolva.
>> E aí? [risadas]
E aí eu tava no avião.
E aí no avião eu o tava para para
fechar, já tinham fechado as portas, eu
ia colocar no modo avião e eu recebi uma
mensagem
e assim eu sou uma pessoa que para ler
mensagem, irmão, é muito, precisa muita
oração, né? Bibo, bibo,
>> bastante que tu me responde. [risadas]
>> E eu lembro que era uma pessoa
um texto enorme e aí já dificultaria
mais porque eu textões para mim, você
quer mandar um texto para mim, divide
ele, por favor, tá? E aí mandou um texto
que era uma profecia
e era uma profecia tão direta do que eu
tava pensando no momento do voo.
E a pessoa colocou assim para mim,
eh, professor, eu tô com vergonha, eu
não ia mandar,
mas Deus mandou eu mandar agora.
E a e foi quando eu perdi o sinal,
porque tava e eu não consegui responder
a irmã, ô, glória a Deus, nada disso,
né?
Eh, e aí eu no avião eu me comecei a me
tremer todinho
porque era uma coisa, sabe aquela coisa
onde ela descreveu o passado, o presente
e o futuro e envolvia a nossa conversa.
>> Acredita? E eu tava vindo para cá
e o bíbo me pegou no carro. A, ele foi
me deixar no hotel e aí na porta ele
começou a conversar comigo e envolvia
dentro da profecia aqui. E eu assustado
também, quem não fica, né,
do nada aquilo ali.
E eu comecei a lembrar todas as vezes
que Deus já tinha feito aquilo comigo e
a minha mente tinha esquecido.
E eu senti a presença de Deus naquele
momento dentro do carro falando com Bíb
ali.
Sabe quando você lembra das tantas vezes
que Deus já te livrou, já te libertou,
já te consolou, da graça que você não
viu, das lágrimas que você nem percebeu
que ele enxulgou?
É essa hora que você lembra que você
começa a a relembrar a presença dele
real na tua vida.
>> Muito bom. Eu, se eu pudesse dar uns
dois centavos, eh, eu acho que às vezes
também, né, experimentar de modo mais
profundo. Eu acho que todos nós temos
que buscar mesmo mais a presença de
Deus. Acho que todo mundo pode ser, eh,
melhor do que é hoje, pode mergulhar um
pouco mais na presença de Deus. Todos
nós podemos melhorar um pouco, mas às
vezes a gente tem que tomar cuidado
também, não sei se é o caso aqui, mas se
for, receba, né? Que às vezes a gente
também começa se comparar com coisas que
a gente vê na internet, com talvez algum
influencer, algum cantor, cantora,
pregador, pregadora, que às vezes pinta,
né, uma espiritualidade com Deus que é
performática para as redes sociais. E a
gente às vezes acha que aquilo é
profundo, né? Eu a gente até constrói
uma ideia de espiritualidade profunda a
partir de performances postadas em redes
sociais, em clipes, em vídeos no
YouTube, em stories, em reals. Então, às
vezes a gente tem, a gente começa a
achar, meu, aquilo lá, meu, olha como
essa pessoa busca a Deus, olha como
aquela pessoa chora na presença de Deus,
olha como aquela pessoa, meu Deus, ela
discute com Deus como se fosse tão
íntima de Deus e tal, quando na verdade
é muita performance e é só barulho, né?
É muito barulho. Então, às vezes a gente
tem que tomar cuidado também com as
nossas referências do que é uma
espiritualidade profunda, porque às
vezes a gente pode tá olhando pra
performance e não para uma vida
realmente prática, porque não é aquilo
que muitas vezes aqueles influencers
mostram nas suas redes sociais aquela
vida com Deus. Então, toma muito
cuidado, porque às vezes a vida com Deus
é um pouco mais simples e tá nesses
nessas lembranças, né, e trazer a
memória aquilo que traz esperança e de
às vezes pequenos atos de Deus que foram
acontecendo na sua vida e tal. Então, às
vezes também cuidar com que com quem a
gente tá se comparando e tal, porque às
vezes pode gerar uma expectativa do que
não, isso é uma espiritualidade profunda
e não, você só tá vendo performance na
telinha do celular. Então também tome
cuidado aí a importância de uma
comunidade de fé, de pessoas mais
experientes caminhando com você, porque
daí é vida na vida, vida real, né? Sem
sem edição, né?
>> É encarnado, né? E aí a questão até para
conectar com a encarnação rapidinho,
Jesus era o cara que viveu uma vida
comum, simples, ordinária, como qualquer
um de nós. Eh, e na sua vida normal,
fazendo as coisas que a gente faz, as
coisas que ele fazia na sua época, no
seu século e que a gente faz hoje, é ali
que ele vivia
sendo Deus
conosco, com a gente. Então, gente,
lembrar que o Cristo que nós adoramos,
para quem nós levantamos as mãos, a quem
nós chamamos de Senhor e Deus, é o cara
que tava estaria aqui no meio da galera
aqui tomando cafezinho, batendo papo.
Então, não apagar como se Cristo fosse
presente apenas em momentos gloriosos e
incríveis, né? Cristo está ali onde eu
converso com o meu irmão, né? Bon Refa
tem uma frase que ele diz: "É Cristo
existindo em comunidade". Tá? Então
lembrar disso.
>> Uma pergunta agora também eh que envolve
a palestra do Alex. Eh Alex, tu Alex tem
que fazer o, né? No final eh tu falaste
que não, quem é que falou? Não sei se
foi Alex ou ou Gui, que não tem Jesus no
Antigo Testamento. Quem falou isso?
>> Eu falei,
>> tá? Me explica isso aí. Porque e as
teofanias? E o anjo do Senhor, entendeu?
E o quarto homem na fornalha. Aleluia.
Entendeu? Pô, [risadas] eu sou
pentecostal. Cantei a vida inteira sobre
o quarto homem na fornalha. Mano, como é
que Jesus não tá no Antigo Testamento?
Me explica isso aí que eu achei isso aí
bem complicadinho. Pena que o pessoal já
desligou o fogo ali do lado já.
O logos pré-existente
pode ser visto, prefigurado no Antigo
Testamento, em todas essas menções que
você trouxe. Mas o Jesus de Nazaré nasce
historicamente
>> numa narrativa em Belém, na outra eles
chamam de Nazareno. Eu já disse, eu não
vou resolver isso. Eh, Jesus nasce
efetivamente,
>> hum,
>> lá
nas terras de Israel.
naquela época
daquela mãe
que é Maria
>> e ponto final, entendeu? Tipo, não tem
Jesus,
>> filho de José e Maria,
>> ele não se chamava Jesus no Antigo
Testamento. Entendi.
>> Ele é o logos.
>> Entendi. Entendi. Faz sentido. Faz
sentido para você isso aí? Deu para
entender? Não. Tá bom. Quer falar alguma
coisa, Guilherme? Tudo bem.
>> O Fontana quer falar lá. Ele tá tá ele
tá,
>> aliás, para lá em Fontana tem perguntas
que, gente, é para palestras de amanhã,
tá bom? Por isso que eu, aliás, nem vai
dar tempo de fazer. Todas também quer
falar um pouquinho sobre isso, Gu?
Alguma coisa assim.
>> É porque o Jesus que encarna, a
encarnação não é o mero vim na terra.
>> A encarna encarnação, por exemplo, se
você pensa que Jesus é o anjo do Senhor
no Antigo Testamento e veio na terra,
isso não é encarnação.
>> Uhum.
>> Hum. É tipo, E aí, galera? Tô aqui, dei
uma aparecidinha.
>> A encarnação em cor,
>> mas será que tinha corpo, tinha? Devia
ter, porque, pô, não teve, enrolou até
uma briga ali, uns fight. É porque a
Jacó lá, Jacó segurou o anjo
>> anjo do Senhor. [risadas]
>> Desculpa,
>> eu não sei onde tava agora no
raciocínio.
>> Raciocínio racional.
>> Não é? Tu tá falando sobre nem toda nem
toda aparição no Antigo Testamento é uma
encarnação.
>> Isso.
>> Daí eu fiz a brincadeira. Mas será que
não tinha corpo anjo do Senhor e tal?
>> É porque nem todo anjo do Senhor para
mim é teofânico. É Jesus. OK?
>> Nem todo, todo.
>> Alguns anjos do Senhor, a expressão
hebraica é manifestação divina.
>> Uhum.
>> Que no hebraico ele é é é como se fosse
uma expressão idiomática para anjo do
Senhor ou ou manifestação angelical, mas
não necessariamente o anjo.
>> Entendi.
>> Então é uma forma de dizer, cara,
aconteceu uma coisa ali angelical, a
gente não sabe o que foi e vamos chamar
isso de manifestação do anjo do Senhor.
>> Só sei que foi assim. É mistério.
>> Se foi Jesus ou se não foi, a gente não
tem como saber.
>> Entendi. É. É. Tá certo, Víor. Tá bom.
Quer falar alguma coisa? Não.
>> O que foi? O Vitor falou o quê?
>> Não, o Víor falou que não é bem assim.
Oi.
>> Não, eu falei obrigado.
>> Obrigado. Ele falou
>> concordando comigo? Não, meu Deus do
céu. Hoje eu não durmo não. [risadas]
>> A hora seja ele. Ah, ele precisa da
aprovação do Víor. Tadinho dele. Ai, que
menino.
>> Ai, meu Deus.
>> A gente vai vai sair para comer depois
daqui? Espero que sim.
>> Vou comer uma sobremesa hoje.
>> Vai aí. Merece. Mas tomou a insulina.
Ixe.
>> Ó, aí tem que tomar insulina. Não
esquece, viu? Eu sou teu amigo. Eu cuido
de ti, irmão. Táou tr
>> eu não tô à toa no teu contato de
emergência. Vamos lá pra gente pra gente
finalizar aqui, gente. Vamos lá. É outra
frase também. Não desliga o microfone
para que isso me dá no zervo. Fica
ligado que tu vai falar ainda aqui, ó.
Pra gente encerrar aqui esse lance de,
né, Jesus encarnado, OK? Jesus tinha um
corpo, ele era 100% homem. E cara, essa
possibilidade de pecar, né? Não respira,
respira. Mas porque assim, mano, tá, se
ele tinha uma possibilidade real de
pecar, é como assim tinha chance de dar
ruim? Tipo assim, mano, Adão deu ruim,
aí Deus pega assim e fala e aí do filho
dele dá ruim também. Aí só sobra. Cara,
eu gosto de distinguir duas coisas aqui.
Um é a
possibilidade de pecar e a outra é a
especulação.
>> Vamos na especulação, é mais legal.
>> Não, então aí é que tá o problema.
Quando a gente parte pra especulação, a
gente vai além do que o texto nos
permite. E o texto diz não pecou.
Ele diz: "Não pecou". Então, ponto
final, não pecou. Então, não vou além do
que isso. Agora, do outro lado, eu
preciso afirmar que se Cristo assume a
carne, a materialidade e a condição do
ser humano e assume eh o pecado do ser
humano, inclusive sendo tentado. E aí
agora você pode imaginar que eh para ser
tentado
tem que ter algo concreto ali. No caso
lá da tentação no deserto, há coisas
concretas e Jesus precisa ter sentido
alguma coisa ali, porque essa é a
tentação. É assim que a gente
experimenta tentação. Não sei se com
vocês não, para mim é há uma força, há
um treco ali que te dá que tu diz: "Hum,
>> o crente mesmo não é tentado, né?
>> Não, não, ele é de outro, tá?"
Eh, então
tem que para para ele de fato estar na
mesma condição na nossa pele e vivenciar
as mesmas coisas que nós, tem que ter
sentido alguma coisa,
>> alguma possibilidade de
>> alguma possibilidade de, mesmo que a
Bíblia diga não pecou,
>> foi tentado em tudo, mas foi fiel até o
fim, né? Não pecou, tá? Então, para
deixar claro aqui, porque a gente pode
cair, mas e si não tem e si, cara, ele
não pecou. Ponto,
Guilherme, a sua saidira agora vai antes
de dar a tremedeira final.
Eu não sei se eu concordo.
Não precisa, não. Obriguei ele a
concordar. Não,
>> não.
Porque eu entendo as dificuldades do
texto, mas eu acredito que no caso do
deserto Jesus, o diabo tentou tentar
Jesus.
Pá, mas daí o texto fala que ele foi
tentado. Não,
>> ele foi levado para ser tentado,
mas não significa que ele foi tentado.
Ih,
o ponto seria ali.
Eu prefiro a tradução.
>> Ah, tá. Daí agora pelo porque a tradução
do original da
>> eu não quero levar para esse lado
>> não. Mas vai lá. É, é o teu momento.
>> Mas eu não entendo que o diabo tentou
necessariamente e conseguiu tentar,
mas que ele tentou tentar Jesus e Jesus
prontamente respondeu a ele para trás de
mim.
As respostas de Jesus são respostas para
quem não foi tentado. De quem não foi
tentado.
Ah, o outro ponto é o texto de Hebreus,
capítulo 4, verso 17. É, desculpa te
cortar. Desculpa te cortar. Não, eu tô
pensando agora o seguinte. Vamos fazer
aqui
>> só um ponto. É muito difícil esse
assunto.
>> Não, eu sei que é, mas a gente já é 10
horas, ninguém, mas já tá todo mundo lá.
Tá.
>> O que eu quero dizer é o seguinte, mas é
é porque eu tô entendendo o que você tá
falando, eu acho, mas eu tenho
dificuldade com ele não foi tentado.
Isso eu tenho um pouco de dificuldade
com essa tua expressão. Vou tentar te
explicar com Teatrinho.
>> Não, pera aí. Eu tô dizendo que no
deserto
não é um bom exemplo de que ele foi
tentado, mas ele foi tentado porque o
texto de Hebreus capítulo 4 verso 17 diz
que ele foi tentado em tudo.
>> Exato.
>> Não igual a nós, mas semelhante a nós.
Agora,
entender [roncando] essa semelhança em
que nível ele foi,
>> daí não tem como.
Ora, ele podia pecar.
Eu entendo que não.
>> Ah, eu também acho que não. Eu gosto do
CS Luis, né? Tipo, se alguém tá, eu tô
morrendo afogado na piscina e tem alguém
que pode me salvar desse afogamento, eu
lá quero saber se era igual a mim, se
era melhor. Eu sei que ele tá em
condição de me tirar da piscina e isso
que importa.
>> Agora eu entendo que é um texto mais
difícil e eu entendo que do lado do
biblicista
eu me sinto menos capaz do que um
sistemático de lidar com isso, tá? Não,
>> mas eu quero tentar, eu quero tentar que
você imagine o seguinte. Vamos lá, vamos
pegar a tentação no deserto. Não tem a
parada que o o diabo lá leva ele pro
lugar, pro pináculo do templo e tal, ou
até o momento em que ele leva, ó, esse
aqui estão os reinos dessa terra. Não é
uma tentação rolando ali,
>> não. Encenações externas.
>> Isso, mas é uma tentação rolando. Não
quer dizer que Jesus assim, hum, rapaz,
vou vou cair nessa. Não, mas acho que tá
rolando uma tentação ali. Tá entendendo
o meu ponto?
Quando ele fala assim, o Getseman é
pior. Getsman.
Dia de semane foi que meu Jesusou.
>> É porque é porque eu não tô dizendo que
Jesus não foi tentado.
>> É, tu disse isso. Volta a câmera aí.
>> Eu tô dizendo
>> não não. Aí, ó. Aí, aí, aí
>> não, Bibo. Peção, var. Var. Eu [risadas]
tô dizendo que vem cá falar comigo.
>> Eu tô dizendo
que o deserto não é o exemplo
para falar de tentação, de que Jesus
caiu em que Jesus foi tentado. Ele foi
tentado.
>> Que Jesus foi tentado. Não exemplo. Por
quê?
>> Porque a dinâmica do texto em termos do
que eu considero grego, e aí é por isso
que eu não quero trazer esse assunto
para cá,
>> tá?
indica de que houve uma tentação. Ele
tentou tentar,
>> tá? Ele não conseguiu fazer isso agora
quando
>> porque Jesus, tipo, já ia dando rasteira
já
>> para Jesus, o diabo aqui. E Lucas coloca
a tentação de Jesus logo depois da da de
Adão. De Adão.
>> Adão caiu na tentação.
Jesus nem caiu na tentação.
>> Não, é claro que não ia cair, mas foi
tentado, mano. O Lucas fala inclusive
que o Espírito Santo levou Jesus. Não,
>> para o deserto para ser tentado pelo
diabo. Não,
>> não, não.
>> No grego significa a mesma coisa.
>> Não, não, não, não, não,
[aplausos]
[risadas]
>> não, não
>> foi levado. Bem coisa, [risadas]
>> Essa é a minha questão. Essa é a minha
questão.
>> O grego e o português é igualzinho,
entendeu? Mas e aí nos comentários, diga
aí o que que você pensa. Você quer falar
uma palavra final? Eu sei que é um tema
muito complexo. Eu sei que fazer um VTQ
sobre isso agora. Agora tô aqui em
crise.
>> Sei que eh eu não sou a única pessoa que
defende isso. Obviamente eu não seria
maluco de estar aqui falando isso
sozinho,
mas eu não acho que é tão simples lidar
com as tentações de Jesus. Ele sendo
Deus homem.
>> É punk, né?
>> Porque ele era Deus.
Ele não deixou de ser Deus na hora da
tentação.
>> Quem dá o exemplo do murro no no muro de
aço? Quem é que usa esse exemplo? Ma, tu
não tu que citou, né? Tu que se deu esse
exemplo, Ma. Ó, que refirou referência
agora. Tipo, mas o murro ele acontece, o
soco acontece, mas o muro é de aço, não
vai, não vai ter pecado. Mas o murro
acontece. Então, tentaram tentar ele,
mas ele não foi tentado.
[risadas]
[aplausos]
Acabou.
É isso, gente. Muito obrigado. Quer
falar uma palavra final, Alex?
>> Não
>> quer tentar você tentar uma palavra
final. Não,
[risadas]
>> não. Eu teria que aprofundar. Deixa pro
episódio dois. Exato. Olha, muito
obrigado por você que acompanha esse
BTC, foi ao vivo, a galera tava aqui
também participando. Voltamos a semana
que vem, se Deus quiser. Sem permitir.
Fiquem todos na paz do Senhor e até o
próximo evento ao vivo que a galera
curtiu.
>> [aplausos]

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