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A fé vem pelo ouvir

O Justo Pelos Injustos – Aprenda a Orar | Josemar Bessa | Domingo, 21 de Junho de 2026

O Justo Pelos Injustos – Aprenda a Orar | Josemar Bessa | Domingo, 21 de Junho de 2026

O Justo Pelos Injustos – Aprenda a Orar | Josemar Bessa | Domingo, 21 de Junho de 2026

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Legendas automáticas:

Amém. Queria meditar hoje em Gênesis 18,
né, a partir do
16,
Deus fará algo e Deus diz que ele não
fará isso sem falar com o seu servo
Abraão, sem revelar a ele. Na Bíblia,
eh,
quando Paulo se converte,
quando Deus vai falar pro primeiro
cristão, que aquele homem terrível que
perseguia a igreja tinha se convertido,
ele diz: "Eis que ele ora.
É como se dissesse: "Ele é uma nova
criatura". Essa é é o choro do bebê, é o
o respirar contínuo da nova criação. Eis
que ele ora. Pela primeira vez Paulo
estava orando de verdade. E olha que ele
era um homem religioso. Devia ter orado
do ponto de vista humano muitas vezes na
na vida. Mas agora a prova que Ananias e
todas as pessoas precisavam de que ele
era uma nova criatura é que ele orava de
verdade. Eis que ele ora. Há pessoas da
nossa cultura que dizem que horam, nossa
cultura secular, não é? As pessoas não
têm problema em dizer isso. Elas elas
dizem e eh na igreja ou fora da igreja
isso acontece, não é? E
elas oram em suas crises, elas sentem eh
eh algo místico e elas oram também
quando a noite aperta, quando a notícia
chega, quando o corpo falha, quando o
futuro fica meio escuro.
Mas quando elas falam sobre isso, grande
parte da nossa cultura quase sempre faz
uma distinção.
Eles dizem: "Eu sou espiritual, mas não
sou religioso".
Até na igreja é muito comum as pessoas
falarem isso, né? Como se elas elas
quisessem traçar uma linha que acaba se
parecendo muito com a nossa cultura,
porque
ela tá dizendo que ela crê, mas é
como a nossa cultura faz, é em Deus como
uma força, como uma energia, como eh uma
coisa misteriosa, não é? eh algo de
cima, mas não em doutrinas específicas
que delimitam, que colocam uma linha.
Não é um Deus que fala com precisão como
você deve viver. Não um Deus que tem a
vontade, uma vontade soberana, um plano
eterno no qual a sua vida tem que ser e
estar inserido. Não em um Deus que possa
contradizer quem você, o que você pensa,
o que você acha. Então, as pessoas
preferem algo assim, uma impressão no
coração,
uma eu oro, eh, mas tudo é muito
nebuloso, né? Tudo é muito em vez de ser
objetivo, é subjetivo. Eu sinto isso, eu
sinto aquilo, Deus falou isso comigo e
com aquilo. E essa espiritualidade
agrada ao homem moderno porque preserva
a sensação transcendente sem exigir uma
submissão a Deus.
Ah, eu posso seguir meus sentimentos,
minhas impressões, orar eh quando isso é
conveniente. Então, permite uma
linguagem de profundidade, conexão,
reverência vaga, sem forçar nada em mim
a estar debaixo de um senhorio real.
Mas a escritura não deixa você nesse
lugar, nunca deixa. A Bíblia não conhece
espiritualidade como uma mera tentativa
humana de alcançar uma presença meio que
indefinida que eu mesmo vou sentindo no
meu coração o que Deus está querendo.
Não conhece oração, por exemplo, como um
exercício de sinceridade voltada para o
céu. Eu só eh sou sincero quando falo e
eu sinto não conhece o sagrado apenas
como uma atmosfera,
algo vago, mas sublime.
Na escritura, a verdadeira
espiritualidade começa do lado de Deus e
se não começar lá, nunca começou. Ah,
nascemos em escuridão, continuamos na
escuridão e até o que chamamos de
espiritualidade é escuridão, apesar do
nosso misticismo. Começa quando vem de
Deus, começa quando Deus fala, quando
Deus se aproxima, quando Deus se dá a
conhecer. Paulo estava orando pela
primeira vez. Por quê? Porque Jesus se
deu a conhecer a ele de verdade. Ele
estava respondendo.
Nada em nossa vida espiritual começa em
nós mesmos. Mesmo a oração começa em
Deus. Uma oração que começa em mim não é
oração. Quando Deus rompe o silêncio,
não para confirmar nossas imaginações,
impressões, sonhos, planos, sensação
mística, mas para nos chamar a
realidade, por mais dura que a realidade
seja. Isso muda tudo, porque o a oração
já não é o homem procurando um Deus que
ele gostaria que fosse. Não, não. É o
homem respondendo ao Deus que já se
revelou plenamente em seu filho nas
escrituras. Um Deus que de fato é, e
isso é mais sério, mais vivo, mais
perigoso e a única coisa que é
transformadora, porque esse Deus está me
contradizendo o tempo todo. Quando Deus
é uma impressão e quando a oração é algo
que começa comigo, eh, é meio que meus
sentimentos, minhas impressões
conduzindo a história que começa comigo
mesmo. Mas o Deus vivo entra para
refazer o coração. E é isso que a gente
vê aqui em Gênesis 18. Abraão não está
tatiando no escuro,
não está simplesmente lançando palavras
no vazio. Ele começa com o que Deus
fala, se submete ao que Deus fala e
estabelece para nós o padrão da
verdadeira oração. Ele não está
perguntando eh eh porque está sentindo
em alguns dias mais difíceis ou então
algumas emoções. Então ele tá colocando
assim e eh algo por alto e entendendo
por alto. O texto começa de outro modo.
O Senhor fala, Deus decide se revelar.
O Senhor abre o seu conselho. Esconderei
de Abraão o que estou para fazer.
Que começo para uma oração. Começar
ouvindo a a a palavra de Deus. Não
começar falando com Deus o que nós
pensamos sobre ele, como ele devia ser.
como as coisas deviam ser, como nossa
vida devia ser. Começa com a
condescendência de Deus, não começa com
Abraão subindo a Deus, começa com Deus
descendo, não começa com o desejo humano
de tocar o céu como pessoal de Babel,
né? Mas começa com Deus do céu,
dignando-se a falar com o homem que é pó
e cinza.
E foi porque um Deus do céu se dignou a
falar com homem pó e cinza e rebelde
como Saulo que é dito a Ananês. Eis que
ele ora.
Se esse ponto for perdido, a oração
inteira já foi perdida antes de nós
começarmos a orar. A oração verdadeira
nasce da revelação, nasce de Deus.
Começa com ele. Começa com ele falando,
não conosco. Não nasce primeiro do nosso
sentimento, não nasce da nossa
necessidade. Grande parte das orações
nascem da nossa necessidade. Se não tem
necessidade, logo eu não tenho o impulso
de orar. Não nasce da crise, nem da
nossa criatividade religiosa que ousa eh
de maneira arrogante imaginar Deus ou o
que que Deus quer ou que ele devia ser.
Ela nasce do Deus que desce e se dá a
conhecer a nós.
Sem isso, o homem pode falar muito, pode
se emocionar, pode sentir isso, sentir
que Deus tá dizendo aquilo no seu
coração, dizendo aquilo outro e tudo
isso é inútil. H, experiências
interiores, intensas e ainda assim
continuar simplesmente orbitando em
torno de si mesmo.
O que ele chama de Deus é o seu próprio
interior, seus próprios sentimentos,
suas próprias opiniões.
E porque o Deus a quem ele fala sempre é
uma ampliação refinada das suas próprias
preferências, das suas próprias ideias.
Por isso tanta espiritualidade moderna é
e é tão cálida, tão estéril ao mesmo
tempo há uma esterilidade
e é confortadora porque sempre diz o que
eu quero ouvir e tão incapaz de me
transformar, porque sempre o que eu
quero ouvir é exatamente o que eu não
precisava, não é? Eu já me ouvi demais.
Paulo já tinha escutado demais. ele
mesmo tava na hora de ele escutar Cristo
e é tão acolhedor e a gente hoje em dia
acha que tudo tem que ser tão acolhedor
e é tão impotente para remodelar a alma.
As próprias pessoas eh eh acabam
admitindo, a o o evangeliz
o evangelho vai fazer isso e aquilo,
porque nós somos muito complexos. Ah,
então é verdade. O Deus, o Deus
imaginário não pode fazer nada. Pode dar
paz, não pode dar alegria, não pode dar
sustento, não pode remir nosso passado,
presente e futuro, como cantamos, porque
no fim
a pessoa muitas vezes não passa,
a oração da pessoa não passa de uma
conversa com um Deus feito a sua própria
imagem e semelhança. Um Deus que pensa
como você, um Deus que sente como você,
um Deus que planeja como você, um Deus
que é você mesmo. Abraão não tem esse
problema. Ele não está diante de um Deus
que ele escolheu. Ele vivia adorando a
lua e Deus foi lá e chamou ele.
Ele não tava buscando Deus. Deus buscou
ele. Ele está diante do Deus que ou
escolheu. Ele não está diante de um Deus
que ele sentiu que Deus era assim ou
assado. Ele não sentiu nada. Deus foi lá
e começou a se revelar a ele. Está
diante do Deus que o chamou, o corrige,
o visita, o prova. Quantas provas Abraão
faz? Um Deus que não revela tudo, que
diz ai, mas não diz para onde, é um Deus
que sustenta e agora resolve
compartilhar com ele um aspecto do seu
juízo, do seu julgamento,
da sua justiça.
Por isso, sua oração é tão viva, porque
a oração de Abraão é uma resposta. É uma
resposta.
H resposta ao que Deus diz, ao que Deus
revela que vai fazer ou que fez, né?
Não, eh, quando olhamos para tudo que
Deus eh revelou a nós, é uma resposta à
iniciativa divina.
Nada espiritual que não é uma resposta à
iniciativa divina é verdadeiro. É uma
resposta ao Senhor no que Deus revelou.
E Deus fala com Abraão, não apenas para
informá-lo, fala porque escolheu eh eh
ele para um propósito. Então, ah, não é
só porque Deus quer falar coisas, ele
está dirigindo o seu filho para o
propósito que ele determinou. E o Senhor
declara que o escolheu para que ele
ordene os seus filhos e a sua casa, que
guardem o caminho do Senhor, pratiquem a
justiça e o juízo. Essa frase é central
porque mostra que a intimidade de Abraão
com Deus não era um privilégio vazio. A
vida de Abraão nunca mais seria como era
da cultura onde ele viveu até os 75
anos. Não é a experiência privada, sem
direção,
sabe? Só uma coisas vagas. Deus se
aproxima dele em aliança, em vocação, em
história. Abraão deve carregar o caminho
do Senhor e para dentro da sua casa,
para dentro da sua família, para a
jornada do dia a dia. E logo, oração não
é uma meraxpressão humana. O ser humano
adora se se expressar, né? Eu preciso e
eh me expressar. Mas a oração não é
autoexpressão humana, é uma participação
naquilo que Deus está fazendo no mundo,
na história.
É uma participação no seu plano eterno.
Um homem moderno costuma tratar a oração
como ferramenta de bem-estar interior.
De tal maneira que quanto menos
bem-estar interior ele tem, mais ele
acha que precisa de oração para as
coisas melhorarem. Mas se ele se
estivesse se sentindo bem, ele acha que
precisa menos.
Ele vi a oração como algo para o
centrar-se, estabilizar, algo para
suportar ansiedade, medo. Mas aqui a
oração nasce no contexto da aliança, da
justiça, da promessa e do chamado de
Deus para o homem que não viverá mais
para si mesmo. Ou seja, a mesma razão
para nós, a mesma razão para Paulo,
quando Deus diz que ele estava orando,
Abraão então é chamado para conhecer o
coração de Deus, a fim de andar nos
caminhos de Deus. conhecer o que Deus
está fazendo, o que ele fará
inexoravelmente. Então, como Abraão ora?
A oração é uma resposta
a iniciativa de Deus. Nós podemos ficar
lá em Paulo e é a mesma coisa. Essa é a
primeira grande pergunta e a resposta é
surpreendente. Ele ora responsivamente.
Ele ora eh eh de forma extrema e ele ora
com coração não centralizado nele, mas
ele ora de uma maneira e em atingir
outras pessoas.
A gente podia dizer uma coisa, a oração
dele é missional, não é? Primeiro, ele
ora responsivamente. Oração não é o
início da conversa.
É responsivamente. É a continuação. Deus
falou, ele responde.
Deus abriu o assunto. Abraão entra
naquele assunto. Ele não cria o assunto
baseado nas suas necessidades. Abraão
entra nele. Deus revelou o que ele
faria. Abraão se levanta sobre essa
revelação para falar de Deus a respeit
com Deus a respeito daquilo que Deus vai
fazer. E esse é o padrão bíblico para
nós orarmos. A verdadeira oração nasce
da palavra de Deus ou não é verdadeira?
Por isso, a palavra e oração nunca podem
ser separadas sem deformação espiritual.
Se eu acho que a vida é orar, orar,
orar, orar sem a palavra, então há uma
deformação espiritual. Se a [roncando]
minha coisa é a palavra, estudar,
estudar, estudar, isso nunca me leva a à
verdadeira oração diante de Deus, isso
também é uma deformação espiritual. Sem
palavra oração tende a virar o quê? uma
projeção de nós mesmos.
Criamos um Deus que é nossos próprios
sentimentos e ideias. E
sem a oração, a palavra tende a virar
uma formalidade seca. Nós falamos sobre
a paz que excede todo entendimento, mas
não experimentamos paz nenhuma.
Falamos sobre uma alegria cheia de
glória, mas aquilo é só o texto. A gente
mesmo não tem alegria nenhuma. Mas
quando Deus fala e a alma responde, eh,
aí está o o ciclo da vida. Na esse
encontro, nesse comunhão real,
Deus começa e ele nos coloca em sua
vida. Então, oração verdadeira não é
apenas despesar seus sentimentos para
para o céu. Não basta sinceridade
diante de um Deus indefinido, como se
ele não tivesse falado nada, como se não
tivesse uma revelação clara a respeito
dele. Porque a oração verdadeira é a
resposta ao Deus que falou e revelou o
seu caráter, revelou o seu propósito,
revelou qual é o fim para o qual ele faz
todas as coisas. revelou sua vontade,
seu juízo, sua misericórdia, sua
santidade, sua aliança,
sua graça soberana,
sua condenação com justiça. E se eu oro
Deus como prefiro imaginá-lo
ou de acordo com os meus sentimentos,
eh, eu vou ficar o quê? seguro demais,
confortável demais,
eh reafirmado demais,
porque tudo está girando ainda em torno
de mim. Mas se eu oro a um Deus da
Escritura, serei frequentemente
atravessado, serei contrariado,
eh levado a regiões em que minha
intuição jamais me levaria,
levado a olhar para coisas em mim que eu
jamais olharia, olharia de maneira
enzada, de racionalizando.
E isso é bom, porque só Deus, só Deus
que me contraria pode me santificar.
Deus não veio para afirmar o que nós
somos. O que nós somos era o problema ou
é o problema. Só um Deus que me excede
me ampliar.
Só um Deus que me mostra toda a
diferença entre eu e o seu filho pode me
conformar a imagem do seu filho. Sou um
Deus que não inventei pode me conduzir a
uma vida que eu jamais produziria.
Porque o Deus que eu inventei só me
conduziria paraa vida que eu mesmo
imaginei. Segundo Abraão, ora de forma
extrema, ou seja, ele ora em duas
direções. Ele é extremamente familiar e
ao mesmo tempo ele é reverente. Ele é
como Jesus. E Jesus chamava o pai de
aba. Isso era um escândalo. Porque que
intimidade é essa? Mas no entanto, você
vê sempre, ele diz: "Pai santo, ele tá
sempre se submetendo.
Ele que é igual
ao pai, não é? Em divindade, ainda assim
mostra uma reverência profunda eh diante
do Pai". Abraão mostra essas duas
coisas. Ele é ousado e humilde. Coisas
difíceis de estarem na mesma pessoa.
Quase escandalosamente próximo demais e
ao mesmo tempo profundamente consciente
da distância entre o criador e a
criatura, entre o Deus eterno e ele que
é pó.
Então, Abraão insiste, ele volta, ele
empurra um argumento, ele eh pede mais,
ele desce e, por exemplo, nessa oração
aqui de 50 para 45, de 45 para 40, de 40
para 30, ele está orando de 30 para 20,
de 20 para 10, ele está orando como
Jesus no Jets Maria.
Mas
tem momento que você acha que parece até
o que Abraão está fazendo, não é? Eh,
especificamente aqui parece quase uma
negociação, uma ousadia que muitos
chamar chamariam de excesso. Mas se
tiver 40 justos, tu não não salva as
cidades. Aí Deus, se tiver, me mostra,
eu salvo. Não, e se tiver menos. Mas em
nenhum momento Abraão é irreverente.
Ele não trata Deus como igual.
Ele diz: "Sou apenas pó e cinza. Tu
éjusto, tu és o juiz de toda a terra.
Ah, ele pede que o Senhor não se ire por
ele eh
continuar eh
diminuindo o número. Ele sabe que ele
pisa num num terreno santo. Ele está
diante do Deus eterno, sabe? Que fala
com o juiz de toda a terra. E
normalmente nós eh separamos essas
coisas. Ou temos uma religião reverente
e pouco íntima, formal e pouco viva,
ou temos uma espiritualidade íntima que
não tem reverência nenhuma, como se Deus
fosse um igual a nós.
e começamos fazer das nossas próprias
opiniões algo que forma o que Deus
começamos a falar que eu não eu não
posso aceitar um Deus assim porque então
porque os meus sentimentos jamais
imaginariam um Deus assim.
Quanto mais sabe que Deus é
Abraão aqui, que ele é o Eu Sou, mais
ousado ele se torna e mais reverente.
Quanto mais ousado se torna, mais
humilde ele se mostra diante desse Deus.
Porque ousadia não nasce da banalização
de Deus, nasce do conhecimento
de Deus, do seu propósito. Então o autor
diz: "Entremos, pois, com ousadia". Por
quê? Porque eu sou arrogante, porque eu
acho que há alguma justiça em mim, há
algo bom em mim. Entremos, pois com a
ousadia nos santos dos santos pelo
sangue de Jesus. Tá vendo? É uma ousadia
porque eu conheço algo. Não é uma
ousadia porque eu sou alguma coisa.
Então ele sabe, Abraão, isso tá
norteando sua oração. Ele sabe que Deus
é santo, por isso ele treme. Mas ele
sabe que Deus é gracioso, por isso ele
se aproxima. Nós nos aproximamos com
ousadia. Por quê? Porque sei que ele é
gracioso em Cristo para mim, mas eu sei
que ele é santo, então tremo.
Por isso se aproxim. Ele sabe que Deus é
um juiz, por isso ele fala com temor.
Sabe que Deus é misericordioso, por isso
ele insiste.
Abraão tem ambos, né? Ele tem tremor e
confiança.
Deus fala que ele se e se eh eh se
agrada aquele que treme da sua palavra e
confia nele. Você vê as duas coisas,
tremor e confiança, pó e cinza. E ainda
assim ele entra com ousadia, como o
autor de Hebreus diz, entremos com
ousadia pelo novo e vivo caminho. A
ousadia está no que Cristo fez, no que
Deus fez, não em alguma coisa em mim.
Então, há uma distância real, há uma
distância infinita entre eu e Deus. Deus
é totalmente outro. Ah, eu sou uma
criatura. Ele é Deus.
Então essa distância há entre um
querubim e Deus entre e ao mesmo tempo
há uma aproximação real em Cristo.
Nele eu estou próximo. Nele aqueles que
estavam longe
foram aproximados. E terceiro, Abraão
ora de maneira eh eh voltado eh eh para
os outros, não é? O que manifesta também
um aspecto da verdadeira oração, não é
sobre os meus problemas, minhas
dificuldades, minhas.
E ele usa a sua intimidade com Deus em
favor de outros. É como se você tivesse
o ouvido do rei. Vamos dizer que o você
mora num reino onde o rei, não é? O rei
é tudo, decide tudo e você é uma pessoa,
uma daquelas pessoas que tem intimidade
com o rei e você usa essa intimidade não
para benefício próprio, mas para ajudar
outros que não têm essa intimidade, que
nunca poderiam falar com o rei como você
fala. E ele usa sua intimidade com Deus
em favor de outros e não de pessoas
agradáveis. Eles tinha uma uma visão
desagradável
de Sodoma e Gomorra. Você vê, ele não
foi para lá porque lá ele teria uma vida
melhor, mais conforto. Ele não queria
viver a vida deles. Eles achavam que
eles não eram pessoas agradáveis. Ele
não se alegrava em banquetear-se com
aquelas cidades,
mas
não era eh as pessoas com as quais ele
dividia o que o seu coração amava.
Não era um lugar de seus amigos. Ele ora
cidade perversa.
Em vez de dizer isso mesmo, agora chegou
a hora, não é? Tem que realmente fazer o
e destruí-los. Ele ele olha para pessoas
que ele não admirava, que ele não queria
conviver,
que ele
sabia ser uma sociedade perversa. e ora,
tem misericórdia deles.
Isso é maravilhoso, isso é espantoso,
porque nós pensamos em oração quase
sempre como fortalecimento
pessoal, necessidades pessoais,
eh
consolo, direção, ajuda para o dia e a
alugar para isso, é óbvio. Mas Abraão
faz algo mais alto. Ele leva o seu
acesso a Deus e tenta eh fazer dele um
instrumento de misericórdia para com os
outros. Não, eh eh eh faça justiça lá.
Simplesmente ele ele queria ver que a
misericórdia estendida a ele fosse
estendida a outros, porque ele sabia que
ele não era melhor em si mesmo. Seria
mais fácil eh orar assim: "Senhor, tens
razão.
A cidade é má, o Rio de Janeiro é mal, o
mundo é mal, o Brasil é mal, todo mundo
é mal. julga apenas tira o meu sobrinho
de lá porque ele é meu parente.
Salva o meu sobrinho. Você vê algo que
meu coração faz parte de mim, mas o
resto Deus destrói mesmo. Mas ele não
faz isso. Ele ora pela cidade toda, não
ora só pelo seu sobrinho.
Ele quer, ele não relativiza o mal
daquelas cidades, mas ao mesmo tempo
diz: "Deus, tu podes usar da tua
misericórdia".
Ele não chama perversidade de fraqueza.
Ele não diz que o pecado não é pecado.
Ele não diz que aquilo não é
extremamente mal. Ele não quer ser um
como uma igreja acolhedora que em vez de
se receber as pessoas bem, ela resolve
tratar o pecado das pessoas bem.
Ele não faz isso, mas também não se
deleita com a sua queda, não deleita com
a com a perdição daquelas pessoas.
Ele intercede por elas. Ele pede
misericórdia. Esse é um dos sinais mais
profundos da oração verdadeira. Quando a
comunhão com Deus nos torna menos
centrados em nós mesmos e pensamos:
"Para mim misericórdia, pros outros
justiça,
nós começamos a conhecer algo de Cristo.
Você vê que Abraão aqui tá expressando
algo de Cristo na cruz, na sua oração.
Pai, perdoa-os, porque eles não sabem o
que fazem."
Jesus não tá inocentando eles como se
eles fossem não tivessem a menor ideia,
mas eles não tinham uma ideia completa
de quão terrível era a situação deles.
Quando nossa intimidade deixa de ser
autoabsorção espiritual, algo que vai
consertar minha vida, meu casamento,
meu, sabe? e se torna súplica, mediação.
Eh, isso nos expõe
essa essa essa verdade sobre oração.
Nossa oração nasce da palavra.
Ela é uma resposta ao que Deus disse, ao
plano eterno de Deus, a revelação de
Deus. Nossa oração ela treme diante de
Deus e ao mesmo tempo ela é ousada só
por causa de Cristo. Ou seja, nós
realmente chegamos com ousadia, mas
apenas pelo sangue. Não achamos que Deus
deve nos abençoar por nada que fizemos
ontem, hoje ou faremos amanhã. Ou e
nossa oração carrega essa sociedade
corrompida
com um senso de misericórdia. Nós
sentimos que merecíamos o mesmo destino
dos homens que são entregues às suas
próprias paixões e por isso chafurdam na
lama da corrupção.
Ou se há misericórdia para nós, nós
simplesmente sentimos que tem que haver
juízo para aqueles que se não fosse a
misericórdia era exatamente o que
éramos.
O nosso espiritualidade é apenas uma
extensão religiosa do nosso próprio
projeto de sobrevivência que todo homem
tem. Viver o melhor de manhor maneira
possível, eh, de não ter muitos
problemas e ter vitórias.
Então,
a oração verdadeira começa quando Deus
fala.
A oração viva junta humildade extrema e
ousadia extrema.
Humildade total no que somos, pó.
Ousadia extrema no que Cristo é. E a
oração madura não fica fechada em nossa
vida privada,
mas se derrama em intercessão.
Não só intercessão por pessoas como meu
sobrinho LW, mas por pessoas que eu
nunca vi e pessoas que realmente são
perversas,
má, uma sociedade má. Mas nós sentimos o
impulso de pedir misericórdia a Deus.
Que a verdade que nos tocou com tanta
misericórdia toque também os outros. Mas
ainda falta o centro. Por que Abraão
consegue orar assim? De onde está vindo
essa ousadia? De onde vem essa
combinação tão rara de tremor e
humildade?
Eh, está em
nenhuma técnica que alguém possa ensinar
alguém.
está em teologia, está numa visão de
Deus, está em nossos olhos serem abertos
paraa realidade. Abraão aprendeu a
pensar diante de Deus, com Deus, com a
palavra de Deus.
E isso se torna
uma oração verdadeira, a resposta a
isso. Então, ele consegue orar assim por
causa disso. Essa é a pergunta
respondida para nós. O texto não quer
que nós admiremos Abraão, simplesmente
quer que entendamos o que está
acontecendo. Ele não nasce
no temperamento natural
ousado,
nem da sensibilidade incomum
homem natural pudesse ter, nem da
inclinação mística eh especial. Abraão
ora sim porque pensa teologicamente
diante de Deus. Pensa é movido pela
verdade de Deus. E aqui é fácil a gente
se perder. que a oração mais viva não é
menos teológica, ela é mais teológica,
ela é mais centrada em Cristo, ela é
mais totalmente resposta à revelação de
Deus. Oração mais quente não é a menos
doutrinária e cheia de emoções,
sentimentos que vem tudo de mim mesmo. É
a mais saturada da verdade sobre Deus. A
oração mais intensa não é a que esqueceu
quem Deus é. Quando eu esqueço quem Deus
é, eu posso orar a vida inteira. Paulo
já tava orando desde criança, mas agora
Deus diz: "Eis que ele ora". Então,
muita gente imagina que a doutrina e
oração elas competem, que a verdade é
esfria, né? Que pensar demais matervor,
que precisão sobre Deus atrapalha a
minha espontaneidade.
Mas Gênesis 18 mostra o contrário.
Abraão ora com vigor, intimidade,
humildade, ousadia, porque sabe com quem
está falando, porque sabe quem ele é,
sabe quem Deus é, sabe que ele é um Deus
justo, um Deus misericordioso, não
apenas eh como quem decorou o seu o seu
cateicismo, não é? Mas como alguém que
conhece Deus ainda em forma peregrina
como nós,
mas ele conhece o caráter diante daquele
a quem ele está. A gente pode dizer que
Abraão tem pés teológicos.
Ele caminha sobre a verdade do que Deus
disse. Está de pé sobre verdades a
respeito de Deus. E essas verdades lhe
dão coragem para avançar.
E é por isso que ele é um homem que vai
montando e desmontando e indo para o
lugar onde Deus ainda não disse. Então,
há dois pilares sobre os pés de Abraão,
graça e justiça.
Se a justiça faltar, tudo é
sentimentalismo frouxo.
E
nós gostamos de sentimentalismo frouxo.
Eu tenho uma sensação de que no fundo
todo mundo, apesar de tudo, é o ideal é
a gente eh dizer pras pessoas que elas
só tm problemas psicológicos,
que o mundo é muito ruim e tratar trando
todo mundo ruim, o problema é esse.
Então todo mundo coitado.
E então eu não falo muito sobre a
justiça, porque eu não quero que as
pessoas se sintam mal, mas então a graça
não tem nenhum peso, não é? A graça é
graça para culpados.
Graça para miseráveis,
graça para pessoas debaixo da maldição.
Mas Abraão conhece as duas coisas
e conhecendo as duas, ele faz algo
extraordinário. Ele argumenta com Deus a
partir do caráter de Deus. Ele nunca vai
argumentar com Deus além do caráter de
Deus. Ele não vai querer que Deus seja
simplesmente sentimentalista e passe por
cima da sua santidade.
Isso é uma oração madura, verdadeira.
Não apenas pedir, mas raciocinar diante
de Deus com base em quem Deus é. Nunca
raciocinar ou ir além do que Deus é ou
achar que Deus deveria fazer algo que
está em desacordo com o caráter de Deus
que ele revelou. Não apenas despejar
nossas emoções, isso é o que eu sinto
sobre isso, mas transformar a visão de
Deus em combustível da minha intercessão
a Deus.
Só trazer o que Deus revelou. O primeiro
Deus é justo. Abraão sabe disso. A frase
decisiva é esta: "Não fará justiça o
juiz de toda a terra. Deus não está
certo em destruir as duas cidades.
Não é justo.
Essa pergunta não pede informação. Está
afirmando, né? Tu és o juiz de toda a
terra. Tu farás justiça. Tu jamais age
injustamente.
O inferno é eterno. Não, não há nenhuma
injustiça nisso. Tu ag sempre de maneira
justa. Tu não agirás injustamente. Tu
não tratarás o justo como ímpio, de modo
moralmente confuso.
Tu jamais negas a si mesmo. Tu és luz.
Tu não eh eh
olha para as trevas, a não ser como ela
é mesmo. Trevas. Abraão não começa
pedindo que Deus deixe sua justiça de
lado. Não diz: "Senhor, desta vez
esquece tua santidade,
esquece um pouco. Não seja tão justo.
Seja menos justo. Passa por cima da
verdade moral do universo. Relaxe seus
padrões
para que o homem não não fique nessa
situação. Não, ele não poderia fazer
isso porque sabe que se Deus deixasse
sua justiça de lado, não há esperança
para o mundo. Nossa esperança é Cristo.
Porque Jesus, porque Deus foi justo em
puni-lo infinitamente.
Se Deus não pudesse ser justo, então ele
nunca em Cristo, ele nunca mostraria
misericórdia a nós.
Ser injustiça não há esperança, não é um
plano. O plano de Deus é satisfazer a
sua justiça, a glória do seu nome que
foi é roubada pelo pecado, a mentira
sobre ele que o pecado contra sem nos
destruir.
No mundo que gosta de opor amor e
justiça,
graça e juízo, compaixão e santidade,
precisamos ouvir isso com calma. Sem
justiça não há esperança.
Olhe para o mundo. Violência, abuso,
exploração, arrogância dos poderosos,
arrogância dos que não são poderosos,
mentira institucionalizada, corrupção,
derramamento de sangue, grandes formas
de perversão que só crescem. O o homem
não tem como perverter mais o sexo do
que ele perverteu. Não tem como
perverter mais o dinheiro do que ele
perverteu. E ainda assim, quando você
vê, ele consegue dar um passo além.
Olha as pequenas e grandes formas de
perversão humana em todas as áreas da
vida. Se não existe um Deus que julga
retamente, o mundo,
o mundo está solto no absurdo,
porque não há nenhum limite para até
onde o pecado leva um homem. Se não
existe um juiz de toda a terra, o grito
das vítimas
nunca encontra uma resposta.
O mal reina para sempre. Se não existe
justiça divina, o mal terá a última
palavra e não Deus.
E a glória de Deus nunca será mostrada.
E a glória da graça de Deus em Cristo
nunca será mostrada. Quando Abraão
afirma que Deus é o juiz de toda a
terra, ele não está criando um obstáculo
para misericórdia. Ele reconhece só a
tua misericórdia pode lidar com isso.
Não há bondade ali. Não há bondade no
homem. Tu és justo e tu precisas sê-lo,
porque senão tu não eras Deus
e tu continuaris sendo justo para
sempre. Portanto, a oração nunca nunca
tenta de alguma maneira diminuir essa
justiça, essa santidade,
a dignidade ofendida, a glória que não
tem sido dada a Deus. Abraão não quer
que Deus ele ele não Ele não anseia por
um Deus justo porque ama um parente.
Não quero um Deus sentimentalmente
frouxo
para se adequar ao politicamente
correto. Ele não quer um Deus convencido
a ser moralmente menor pelas nossas
palavras. Quando nossas orações é tentar
fazer de Deus santo, menos justo, menos
centrado em si mesmo, menos centrado em
sua glória, é uma oração diabólica.
Mas Deus não pode negar a si mesmo. Ele
é o juiz de toda a terra. E Deus sempre
fará o que é justo, o que é certo, o que
é reto. Segundo Deus é gracioso. Esse
era o outro pilar dos pilares do caminho
onde Abraão
caminhava. Se Abraão soubesse apenas que
Deus era justo, ele apenas tremeria,
apenas calaria, apenas reconheceria o
juízo. Ele apenas diria, é isso mesmo.
Sodoma, Gomor tem que ser destruído
mesmo. Tudo tem que ser destruído. Até
eu.
Mas ele conhece algo mais
sobre Deus. Conhece o Deus que escolhe
soberanamente, como escolheu ele. Ele
era um pagão, como aquelas pessoas. lá
na sua cidade adorando nana, a lua.
E ele conhece o Deus que escolhe, que
chama eficazmente, que promete, o Deus
que vem a Abraão. Não porque Abraão
fosse impressionante, não porque Abraão
estava buscando ele, não porque Abraão
queria glorificá-lo, mas porque Deus
decidiu amá-lo
e usar sua vida para abençoar as nações.
Deus escolheu Abraão por amá-lo por
graça soberana e decidiu usar ele para
nos abençoar. Nós somos benditos, hã,
com o pai Abraão.
Eu o escolhi. Isso importa muito, porque
Abraão já sabe que sua relação com Deus
não foi construída por mérito, que ele
não tinha mais mérito do que as pessoas
em Sodoma, e Gomorra. E a caminhado
curou dessa fantasia. Ele já falhou
aqui, ele já mentiu, ele já temeu, ele
já tentou realizar promessas divinas
pela carne. Ele já mostrou toda a
fragilidade, apesar de tudo que Deus já
tinha feito por ele. E mesmo assim, Deus
ainda volta. Deus ainda volta.
Deus ainda traz ele de volta. Deus ainda
fala. Deus ainda se assenta à mesa. Deus
ainda o trata dentro da aliança. Eu fiz
uma aliança. Eu cortei essa aliança. Eu
passei pelo meio dos animais por mim e
por você. Ele sabe disso, que Deus é
gracioso. Deus se inclina. Deus escolhe,
sustenta, visita, perdoa e continua
sustentando até o fim. Ele sabe. Abraão
sabe disso de maneira o quê?
Experimentalmente. Ele experimentava a
graça de Deus todos os dias.
sabe que está vivo diante de Deus por
graça, sabe que a promessa continua por
graça, sabe que Deus vai completar o que
prometeu só pela sua graça. Então, nós
temos esses dois pilares, justiça e
graça. Ele conhecia Deus
verdadeiramente, o Deus justo, que
jamais deixará de ser justo, e o Deus
gracioso. Ele conhece santidade e
misericórdia,
juízo e paciência. O Deus que nunca
relativiza o mal, nunca dá um nome
terapêutico pro teu pecado. Deus nunca
diz que você tem uma doença no sentido
eh de que você não é culpado. Ah, ele
nunca dá um nome humanista secular para
os seus sentimentos,
que são sentimentos que fuem de um
coração caído.
É o Deus que não se deleita em destruir.
É o Deus que é juiz. É o Deus que chama
Abraão para ser canal de bênção à
nações. Em ti serão benditas todas as
famílias da terra.
A oração de Abraão é genial porque ele
não tenta eliminar nada disso. Ele não
tenta fazer de Deus menos justo.
Ele não tenta manipular a misericórdia.
Ele ele olha integralmente para um Deus
justo, santo e um Deus misericordioso.
E ele não pede: Deus seja menos justo
ele não pede: Deus tenha menos graça com
eles do que tem comigo.
Ele quer ambos. Ele quer que a justiça e
a graça se encontrem. Mas esse é o
drama. Como essas duas coisas podem se
encontrar?
A intercessão ganha profundidade.
Exatamente. Por isso, Abraão começa a
explorar teologicamente o caráter de
Deus. um Deus santo e um Deus
misericordioso.
Ele raciocina, ele argumenta, ele parte
de premissas verdadeiras sobre Deus e
avança. Ele sabe, Deus é justo, então
ele é justo em destruir, mas Deus é
misericordioso.
E em essência ele está dizendo o
seguinte: "Se tu és justo
e se tu amas a justiça como amas, não
poderias agir de modo eh que honre a
justiça e ainda assim usar da sua
misericórdia.
Há uma maneira de tu ser justo
e justificador.
Há uma maneira de sem abrir mão de um
milésimo da sua santidade, da sua
justiça, sem relativizar um pecado, sem
usar nenhum nome terapêutico para o
pecado. Não há uma maneira de tu ser
totalmente justo e totalmente
misericordioso
e honrar sua justiça. e ainda assim
poupar a cidade.
Se a justiça dos justos te é tão
preciosa, é a essência da oração dele,
né? Não poderia ela de algum modo ter
efeito sobre
para além deles se há ali justos. Não
poderias, por amor,
por amor à justiça, poupar os injustos
por causa do justo? Não poderias?
Tu que amas a justiça. Sim. Então veja
essa a beleza. Abraão não pede perdão
arbitrário. Esquece o que eles fizeram.
Passa por cima. Ele não pede
cancelamento moral do juízo.
Não seja um justo juiz. Agora ele não
pede que Deus finja que os pecados não
importem, porque isso era mais. Isso era
só colocar injustiça diante de Deus, não
é? Ele pede
por algo que honre totalmente a sua
justiça enquanto poupa.
E o homem não conhece nem Abraão o
caminho disso. Ele procura uma forma
pela qual a retidão de algum possa
contar em favor do outro.
Isso é espantoso. Espantoso porque
mostra que grande oração não é mera
insistência emocional. Salva, salva,
porque eu sinto que tinha que salvar,
tinha que poupar.
É discernimento sobre Deus. É perceber
que Deus ama e a partir disso pleitear.
É perceber que Deus é justo e a partir
disso pleitear. É a é perceber que Deus
é é é misericordioso e a partir disso
pleitear. Abraão percebe que Deus ama a
justiça.
Então ele percebe que Deus ama tanto a
justiça
que talvez justamente por amor à justiça
ele possa poupar, achar uma maneira de
poupar
por causa da justiça de alguns. Amar
tanto a justiça que por causa da justiça
de alguns salvar outros que são
injustos.
E então ele vai descendo
50, 45, 40, 30, 20, 10. Cada passo é uma
exploração mais ousada
da dessa tese maravilhosa,
embrionária, que é quase inacreditável
como Abraão pode chegar tão longe.
Cada redução do número é uma nova forma
da mesma pergunta.
É como se tivesse perguntando: "Quão
longe vai a tua misericórdia?
sem que tua justiça seja abandonada.
Até onde pode ir para usar misericórdia
sem abrir mão da tua justiça? É isso que
a diminuição do número ali está fazendo,
não é? Quanto pode a retidão de poucos
contar a favor de muitos?
Deus responde sempre sim. Sim.
Se tiver
50 justos, eu salvo a cidade inteira.
E cada resposta, o coração de Abraão é
empurrado mais adiante para dentro de um
território teológico surpreendente.
Naqueles dias,
o território onde a pergunta começa a
emergir. Será possível que a justiça de
poucos conte para a salvação de muitos?
É isso que nasceu em seu coração. Será
que o amor de Deus pela justiça pode ser
de tal maneira que se essa justiça for
satisfeita em um, em poucos, muitos
possam ser salvos?
Será possível que a retidão possa cobrir
de algum modo a culpa alheia,
a culpa do outro?
Será possível que a bondade de um número
reduzido que seja tem efeito poupador
sobre aquilo que é totalmente indigno?
Essas perguntas surgem aqui e elas não
são plenamente respondidas, não é? Mas
elas são abertas, são plantadas, são
insinuadas. Você vê que Abraão, só no
conhecimento que ele tinha de Deus, em
oração verdadeira, ele ele entendeu o
evangelho, né? o próprio evangelho, a a
o evangelho
sintetizado,
eh ainda que não completamente
compreendido.
E então há um silêncio ensurdecedor,
porque se Deus disse sim para 50, 45,
40, 30, 20, 10,
uma pergunta inevitável surge.
Abraão quando chega a 10 ele para.
Porque Deus diz: "Eu poupo, eu poupo a
cidade toda por 10 justos". Mas a
pergunta inevitável é: tu pouparia por
um um justo, um único justo?
E se houvesse um justo verdadeiramente
justo? Abraão parou porque era evidente
e Abraão sabia, não tinha justo nenhum
naquelas cidades.
Deus não poderia poupar nem o mundo
inteiro por haver um justo aqui.
Todos pecaram,
todos carecem da mesma coisa. Não há um
justo sequer. Não há quem faça o bem.
E se a retidão de um só pudesse contar
em favor de muitos culpados? Você vê o
que Abraão está descobrindo na sua vida
de oração quando oração é uma resposta à
revelação de Deus. Ele descobriu e
conhece mais do evangelho do que grande
parte dos evangélicos hoje, que ainda
acha que o homem é salvo por algo que o
homem faz
e acha que isso é evangelho. E se o amor
de Deus pela justiça fosse tão grande
que por causa de um justo ele poupasse
uma multidão incontável, enorme,
tudo parece caminhar para aí, mas Abraão
para. Ele para nos 10. Ele volta para
casa. Não faz a pergunta final, não diz:
"Senhor, e se houver um, um justo?"
Por quê? Porque ele não faz, porque ele
sabe que não há. Quem é justo lá? Ló. Ló
é justo.
Não ali, não em Sodoma. E mais
profundamente ele sabe que nem mesmo ele
mesmo podia ser o justo
para que, por causa daquela justiça
perfeita, Deus poupasse outros.
Abraão encontrou a trilha, ele encontrou
o evangelho.
Mas tem um problema. Ele foi muito
longe, mais longe do que qualquer homem
já tinha ido e do que os homens não
chegaram e do que grande parte dos que
se dizem cristãos hoje não chegaram. A
maneira como Deus salva,
crendo ainda que Deus salva alguém pelo
que alguém fez ao se diferenciar dos
outros.
Ele viu a possibilidade, mas Abraão não
sabia. Ele não conseguia, ele não possui
uma pessoa que pudesse ser esse justo.
Ele percebeu a lógica. Há uma maneira de
Deus ser totalmente justo e justificar.
Mas para isso eu ia ter que ter um
justo. Mas eu não tenho. Eu achei o
caminho. Você vê, ele é ele através de
uma oração centrada no coração de Deus,
na revelação de Deus de si mesmo. Ele
achou o caminho. Ele achou a
incapacidade humana, mas achou um
caminho que a justiça de Deus podia
fazer a misericórdia
soberana prevalecer. A oração de Abraão
está tatiando em direção a algo maior do
que ele consegue ver. Ele não consegue
ver. Ele ficou, ele achou o caminho, mas
encontrou uma grande impossibilidade.
Não tem um justo.
Mas se tivesse um justo, Deus podia
salvar injustos por causa dele.
Um representante, alguém que realmente
Deus pudesse olhar e dizer justo,
perfeito,
me ama de todo coração, a alma. Ah, eu
já disse aqui, as pessoas elas mostram,
mesmo quando estão tentando melhorar, às
vezes a maior mais profunda ignorância
sobre o evangelho. Então, tava vendo, eu
já falei aqui que tava vendo uma uma
mulher famosa no mundo todo, pregadora
aí, né? Ela dizendo: "Não, agora". Ela
disse que antigamente ela vivia e
pregava errado, mas agora ela tá
pregando certo, mudou. Aí você pensou:
"Opa, que bom, né? Bom que essa pessoa
mudou". Ela diz: "Agora eu entendi o
evangelho". Eu deixei todas as outras
coisas e eu sei que o evangelho é amar a
Deus sobre todas as coisas e o próximo
como a nós mesmos.
Eu pensei: "Meu Deus, isso é a lei,
isso é o resumo da lei, não é o
evangelho. Eu amar a Deus de todo
coração, força e um próximo é mesmo é
cumprir a lei. O evangelho é o que outro
fez.
Mas muitos cristãos acham como acham
bonito esse negócio de amar o próximo,
né? Amar a Deus sobre todas as coisas e
amar o próximo, o próximo acham que isso
é o evangelho.
Só que isso condena todo mundo. Ninguém
nunca amou a Deus sobre todas as coisas,
nem o próximo como a si mesmo.
Isso é o resumo da lei. Jesus diz, não é
o resumo do evangelho. [roncando]
Então ele está tatiando, mas não tem
nenhum justo. Está tatiando em direção
ao evangelho, mas ainda há muita sombra.
Nós achamos que ele viu demais, como
hoje achamos que com a Bíblia, com a
revelação completa e como a igreja age,
é o contrário, né? Ela tem muito, não
consegue ver nada.
A onde tinha muito pouco e consegui ver
o caminho
ainda em forma inicial ele tava
tatiando. Por isso esse texto é tão
vasto, não é apenas uma aula sobre
oração intercessória, é uma janela para
o coração da redenção. Há uma maneira de
Deus salvar injustos por causa de um
justo. O problema é que não há um justo
sequer.
Abraão está tatiando e tentando entender
como um Deus infinitamente justo,
infinitamente gracioso, pode salvar
culpados sem deixar de ser justo. Porque
liberar um culpado é injustiça.
Essa é a grande questão. Como Deus pode
ser reto e ainda assim não me destruir?
A ideia de que Deus pode ser bom e não
me destruir é o mesmo que admitir que
Deus não é reto. Porque o certo, o justo
é me destruir.
Como pode o juiz de toda a terra
continuar sendo juiz de toda a terra e
ainda assim não exercer
juízo? Abraão sente essa tensão e não
resolve ela totalmente, mas ele põe
diante de Deus. Isso torna a sua oração
viva
por essa razão, porque é teologicamente
verdadeira, honesta, não está negando
nada em Deus, não está tentando diminuir
sua justiça, sua santidade. Não está
tentando fazer Deus ver o pecado de
maneira menor. Não simplifica Deus não.
Deus é só amor. Deus é só graça. Ou
Deus,
ele não separa artificialmente os
atributos de Deus que são inseparáveis.
não sentimentaliza a santidade de Deus
como se fosse algo que Deus pode dar uma
diminuidazinha nela para fazer outra
coisa, mas ele não se endurece paraa
graça também. Ele leva Deus a sério,
leva o pecado a sério, leva o mal a
sério, leva o amor de Deus a sério, leva
a justiça de Deus a sério, leva a ira de
Deus a sério, leva Deus a sério como
Deus se revelou e não como um homem
poderia imaginar Deus. Quem vê pouco de
Deus, ora pouco, queridos.
Quem vê Deus sentimentalizado, ora sem
tremor. Acha que Deus pode ir contra
aquilo que ele é para fazer algo para si
ou para eh aquilo que eu acho que é mais
importante, que Deus que é o mundo, as
pessoas. Quem vê Deus apenas como
remoto, ora sem ousadia.
Quem vê Deus de modo raso, ora de modo
raso. Quem pensa em Deus com a mente do
humanismo secular, ora de maneira
humanista secular, não ora de verdade.
Mas quem conhece algo da santa gravidade
de Deus e algo da sua espantosa bondade,
já não consegue orar de uma maneira
morna,
porque sabe que está diante do juiz de
toda a terra e sabe que esse juiz
escolhe, sustenta, visita, ouve, que
esse juiz, apesar de ser o juiz de toda
a terra, chamou ele soberanamente,
escolheu ele. Sabe que há fogo, mas sabe
que também há aliança.
Sabe que há justiça, mas sabe que também
há misericórdia. Ele não coloca justiça
contra a misericórdia ou a misericórdia
contra a justiça. Isso produz uma
extrema reverência e também uma extrema
ousadia. Exatamente. A temperatura
da oração de Abraão. Ele realmente está
diante de Deus. Ele realmente ora. Ele
não está orando para um Deus que ele
inventou,
que ele sentimentalizou.
Então, eh, porque toda essa exploração
teológica estava preparando o coração da
história para alguém maior do que
Abraão. Ele já tinha visto o caminho,
mas como esse caminho poderá ser feito?
Ele não tinha menor ideia.
Alguém que não apenas perguntaria sobre
a justiça de um em favor de muitos,
alguém que seria esse um.
Alguém que não apenas intercederia, mas
ofereceria sua própria justiça
para ser a justiça de outros e abraçar a
injustiça
e o juízo infinito
disso. Então, há momentos na escritura
em que a verdade parece parar um passo
antes da explosão final.
Como se Deus abrisse uma porta, mas não
totalmente. Isso acontece várias vezes,
né? Como se a luz entrasse, mas ainda é
um feixe estreito,
não clarão, como se o coração fosse
levado até a borda de um abismo de
glória, mas ainda sem ver toda a glória.
E esse texto em Gênesis 18 é isso, é um
desses momentos. Depois da ousadia de
Abraão, depois da descida dos números
até 10, depois da argumentação apoiada
no caráter de Deus, na justiça,
santidade e na graça, na misericórdia,
o texto deixa no ar essa pergunta: "E se
houver um, não, 50,
não, 45, 40, 30, 20, 10, um, um apenas,
um só, um justo verdadeiro, um justo sem
mistura,
um justo cuja cuja retidão fosse
perfeita aos olhos de Deus. Um justo
cuja vida estivesse inteira debaixo do
prazer de Deus, do agrado de de Deus.
Poderia a justiça de Deus contar
essa justiça perfeita em favor de
muitos? Poderia o amor de Deus por
aquela justiça ser tão
dignificante do caráter de Deus, daquela
única pessoa, ser tão satisfatória
que fosse possível cobrir a injustiça de
outros,
porque e ela era mais do que suficiente
para muitos.
Então,
Abraão não formula, ele para, conversa e
termina nesse ponto.
Mas o silêncio de Abraão não é vazio, é
carregado de antecipação, né? Carregado
de uma teologia muito profunda que um
homem, quando não existia nenhuma página
da Bíblia escrita ainda,
tinha de Deus.
Na verdade, Abraão procura aqui uma
forma de mediação, uma forma pela qual a
retidão não desapareça, ainda que todos
sejam culpados.
Uma forma pela qual Deus permanece reto
ao poupar. Abraão está tatiando em
direção ao coração do evangelho.
Ainda sem esse nome, ainda sem ver como
isso seria possível. Ele já amava o
evangelho.
Ainda sem um filho encarnado e
crucificado, mas ele ele tá tatiando. A
pergunta sobre o um é inevitável. Se por
50 justos Deus salv salvaria muitos.
E você vai baixando. Ele sempre diz que
sim. O princípio já é admitido. Sim, por
um justo realmente que agrade totalmente
e honre minha justiça mais do que
milhões fariam.
salvaria milhões.
Então, por que não? Porque
Abraão não continua baixando porque ele
sabia. Não tem. Esse é o caminho, mas
ninguém pode trilhá-lo. É como um
caminho maravilhoso, que realmente é o
caminho certo, mas nenhum ser humano
pode andar por ele.
Essa não é uma pergunta e artificial. O
problema é que a resposta é sim, mas eu
não tenho. Eu não tenho um homem. E é
sobre Deus ensinando já ali categorias
pelas quais um dia
nós seríamos salvos.
Justo,
injusto, juiz e misericórdia, culpa e
poupar, retidão representativa,
intercessão, mediação sacerdotal,
tava tudo ali. Isso é vida de oração, é
sentir da verdade de Deus e a verdade
moldar.
E quando a semente é vista,
eh, Abraão tem um conhecimento mais
profundo de Deus.
Apesar dele não saber como Deus pode
fazer
essas duas coisas, ser totalmente justo
e misericordioso, porque não há nenhum
justo. E você vê a espiritualidade de
Abraão não é uma coisa vaga, é uma coisa
totalmente sustentada pela verdade, do
caráter de Deus.
Ela é concreta demais,
santa demais.
Abraão não está falando com energia
superior, com eh um ser indefinido, com
uma consciência cósmica, ou então com
seus próprios sentimentos.
Você vê que a oração verdadeira exige um
Deus real, exige um pecado real, culpa
real, justiça real, misericórdia real,
mediação real.
Abraão está agindo meio como um
sacerdote, não é assim? se colocando
ali, já que não há ninguém em Sodoma
para orar por eles mesmos. Ele se coloca
ali. Ele não está apenas conversando,
ele está
eh não debatendo um problema moral,
abstrato.
Ele se coloca entre o juízo e a cidade.
Ele vai diante de Deus em favor de
outros. Vai por gente perversa, por
gente que ele não admira, por gente que
ele não queria conviver.
Vai por gente que não merece a simpatia
dele, vai por gente cuja culpa não há
menor dúvida de que são culpadas.
Ele não tenta diminuir isso. Isso é
intercessão. Isso é mediação em
miniatura.
É um homem colocando sua relação com
Deus a serviço
da bênção de outros. o que ele conhece
de Deus, sua verdadeira, ele tem o
ouvido do rei e então ele vai usar toda
a verdade que ele conhece sobre Deus e o
fato dele ter o ouvido de Deus por
outros que ele acha e sabe que são
perversos. É belo, mas é insuficiente,
não é? Abraão pode argumentar, pode
pedir, pode suplicar, pode ousar, mas
você vê, ele não pode resolver o
problema.
Não pode.
Ele é um intercessor real, mas só
parcialmente. Ele é um verdadeiro
intercessor no sentido que ele pode
apresentar
apresentar a aquilo que é necessário
para que a misericórdia e a justiça
realmente se se beijem.
Ele não pode ser o verdadeiro mediador,
né? Por quê? Porque ele mesmo também
precisa de misericórdia. Ele também não
é justo. O fato dele não ser destruído
junto com aquela cidade já era algo
espantoso.
Ele não é justo. Ele mesmo não é o homem
cuja retidão poderia servir. Ele não
pode dizer com base na minha justiça, na
minha bondade, tu não pode salvar eles
com o fato de eu ter obedecido e feito
isso e feito aquilo. Ele mesmo é pós
cinza. Ele mesmo vive da graça
que ainda nem compreende direito. Está
tentando compreender cada vez mais. Ele
mesmo sente que é misturado, ele peca,
ele mesmo teme, ele tropeça.
Ele também precisa
de um justo.
Por isso, a oração dele não pode ir até
o fim. Por isso ele para. A oração dele
pode descobrir uma trilha. Agora ele
pode pedir a Deus, mesmo sem compreender
tudo. Deus, tu não pode prover para si
um justo.
E
a velha aliança aqui brilha em forma de
promessa, né? A luz, mas não
a luz do meio-dia. Na velha aliança,
Deus tá respondendo a Abraão, eu tenho
uma maneira. Eu tenho alguém
pela qual as orações verdadeiras
são totalmente eficazes.
A verdade aqui, mas ela é só
embrionária. Há mediação, mas é só uma
figura. Ah, alguém agindo meio como
sacerdote, intercedendo, mediando, mas
não o sacerdote final. Abraão vai longe,
muito longe, muito mais longe do que é
inacreditável quase. Como ele pôde
entender o evangelho que muitos não
entendem na igreja hoje.
E ele não pode ir mais, não porque ele
falte fervor,
não porque falte ele eh eh mas porque
ele tem a marca da injustiça,
ele mesmo. E essa falta é exatamente o
que o Novo Testamento vai preencher. O
que Abraão não pode ser, Cristo é.
A pergunta silenciosa é: se houver um,
encontra finalmente sua resposta. Não em
Sodoma,
não em Jardim da Luz, não em Abraão,
não em Josemá,
mas em Cristo.
Há um, houve um, existe um, um justo
verdadeiro, um homem plenamente
obediente, um homem que honrou tanta
justiça,
satisfez tanto a Deus,
deleitou tanto o coração de Deus e a
justiça de Deus, muito mais do que o
pecado, mesmo em muitos. Um homem sem
mistura, um homem sem pecado, um homem
cuja vida inteira
o profundo deleite de Deus.
Um homem cujo justiça não é parcial, não
é relativa, não é manchada. Um que
revela plenamente quem Deus é em sua
graça, juízo. [roncando]
Há um. Por isso o evangelho não é uma
ideia humana, não tem nada a ver com o
humanismo, porque ele não ele não
diminui nada. A maldade inata do ser
humano. Ele não dá nomes bonitos
terapêuticos
ao pecado no coração do homem, na mente,
nos seus sentimentos.
Por isso o evangelho não é uma ideia que
encaixe
na ideia humana sobre si mesmo. É uma
resposta concreta, pactual, moral e
redentiva. A pergunta de Gênesis 18: Se
houver um,
por causa da justiça de um que te
satisfizesse plenamente, tu não poderia
salvar muitos. Sim, Deus salvará muitos
por causa de um. Sim, a justiça de um
contará em favor de uma multidão.
Sim, o juiz de toda a terra fará o que é
reto e ainda assim vai poupar culpados
para por toda a eternidade mostrar a
glória da sua graça,
sendo justo e justificador,
justo juiz e que pode ainda exercer sua
misericórdia.
será um substituto que não apenas
argumentará com Deus se não há um
caminho, ele vai se oferecer.
Ele mesmo é o caminho. Não apenas ficará
diante do juízo, ele vai beber.
Ele vai experimentar o juízo infinito de
Deus, não de um pecador,
mas de todos os que o pai deu a ele.
Como já dissemos, no inferno ninguém
sofrerá como Cristo, porque ninguém é
eterno para esvaziar o cálice.
Por isso que fica bebendo o cálice para
sempre. Mas Jesus bebeu até o fim.
Não o cálice de um pecador, mas de todos
os que o Pai deu a ele.
É o inferno multiplicado e perfeito.
Abraão intercede por gente que talvez um
dia o prejudicasse.
Cristo intercedeu até por pessoas que
estavam matando ele.
Abraão se aproxima de Deus em favor da
cidade. Cristo desce ao mundo para
carregar em si o juízo devido ao que nós
podemos chamar da cidade dos homens.
Abraão argumenta
sem ser consumido. Ele sempre fala: "Tem
misericórdia, eu que sou pó, eu vou usar
falar aqui, mas não, não jogue sua ira
sobre mim. Tô intercedendo pelas
pessoas, tô tentando aqui encontrar, mas
não não jogue sua ira em mim". Mas Jesus
não intercedeu assim.
Deus jogou sua ira sobre ele.
Cristo desceu ao mundo para carregar em
si o juízo devido
a quem ele salva. Abraão argumenta, mas
não é consumido. Cristo é consumido pela
justa ira de Deus.
Abraão pede que o lugar seja poupado por
causa dos justos. Cristo se torna a base
objetiva pela qual a única Deus pode
salvar.
Só por isso e por mais nada que o homem
possa acrescentar.
Então, Abraão é uma bela sombra, mas
Cristo é a substância. Cristo é a aquilo
que é concreto.
Abraão aponta, Cristo é o verdadeiro
cordeiro, verdadeiro sacerdote. Abraão
pronuncia, Cristo cumpre. Então, a
pergunta muda. Já não perguntamos
apenas: "E se houver um?" Agora, nós
sabemos, há um. Nossas orações deviam
ser muito mais
intensas,
profundas, verdadeiras,
que a de Abraão foi. Queridos,
não estamos tatiando.
O que significa para nós então agora?
significa tudo. Abraão acabou sua
grande, profunda oração baseada no
caráter verdadeiro, na revelação de
Deus, pensando, ah, se houvesse um,
mas nós sabemos. Então, isso significa
tudo. Significa que a justiça de Deus
não precisa ser atenuada. Não precisamos
falar do pecado dos homens em termos
terapêuticos, humanistas seculares.
Sabemos que não há cura nesse caminho.
Ninguém será poupado por Deus por
apresentar seus problemas psicológicos
para ele.
Esse não é o caminho.
É um erro consolar as pessoas como ele.
Elas não vão ser poupadas por esse
caminho. Não é o caminho,
ela não é justa.
Todas as outras coisas são resultados do
pecado, operando no centro do seu ser,
no homem ser voltado para si mesmo.
Isso causa dor no mundo. É óbvio. O
pecado causa todas as dores no mundo
externo e no mundo interno.
Deus não salva pecadores relaxando sua
santidade. Salva-os em plena santidade,
em plena justiça, em plena verdade
moral. Porque o justo ofereceu a si
mesmo por eles, não dizendo que eles não
eram tão maus ou eram apenas pessoas
traumatizadas pela sociedade, pelas
pessoas e pelos seus problemas,
porque elas eram mais.
Isso muda a qualidade da oração cristã,
muda radicalmente. Já não nos
aproximamos de Deus apenas com a
intuição de que deve haver um caminho.
Nós conhecemos o caminho. Então, por que
flertamos com outros?
Porque achamos que realmente o pecado em
nós, em alguém, pode ser tratado de
outra forma.
Já não nos aproximamos apenas como uma
esperança de que talvez Deus possa ser
justo e justificador. Sabemos que na
cruz ele pode. Por isso Paulo disse: "Eu
me propus pregar Cristo e este
crucificado. Não tem mais nada para
falar para as pessoas. Nada pode
ajudá-las.
Todos pecaram. Não há argumentação para
que toda a boca se cale diante de Deus
no dia do juízo. Não há argumentação
humana.
O humanismo secular não encontrará uma
desculpa para o homem diante de Deus.
Paulo diz: "Não pregarei isso.
Não é o caminho. Ao ver algo em você que
não glorifica a Deus, não é o caminho
encontrar uma explicação humanista para
aquilo.
Já não vamos a Deus perguntando até onde
sua misericórdia pode ir. Sabemos, ele
vai até o inimaginável, mas ele nunca
vai negar sua justiça. Ele vai até ele
mesmo beber o cálice infinito da sua
ira. Mas ele nunca vai chamar um pecado
de outra coisa.
Foi até o filho, até o não poupado, até
o santo carregando culpados, até o justo
pelos injustos. Mas o justo foi pelos
injustos,
não pelos disfuncionais.
Toda oração cristã verdadeira
está atravessada por uma certeza que
Abraão ainda não possuía com essa
nitidez. um mediador,
um intercessor perfeito. Há um justo que
pode ficar no lugar do injusto e não há
nenhuma outra
caminho ou nada que eu possa somar a
isso.
Há um advogado cuja própria obra
constitui o argumento dele. O argumento
dele diante do trono. Sou o justo
que dei minha vida por aqueles injustos.
Esse é o seu argumento. Ele não diz que
as pessoas não eram tão injustas.
É o fundamento da nossa aproximação.
Porque sem Cristo, o juiz de toda a
terra é um terror para todos nós.
Não pense, não sentimentalize isso. Ele
é um terror. Não porque ele não é bom,
mas é porque ele é bom demais, santo
demais.
reto demais.
Portanto, o fato de Deus ser um terror
para o pecador não é porque é mau, é
porque ele é bom,
é porque ele é santo.
Você nunca vai poder dizer que é porque
Deus não é justo, porque Deus não é tão
bom como devia ser. O problema do homem
é exatamente esse. Deus é luz perfeita e
o homem é trevas.
Ele é totalmente bom e só ama o que é
bom. E não há quem faça o bem.
nenhum sequer.
Então ele só pode ser um terror para o
homem, não por causa das que ele é mau e
bravo, né, mas por causa do motivo
oposto, porque ele é bom e santo e puro
e odeio o mal
e odeio as trevas, tudo que somos em
nossa própria natureza.
Mas porque sua justiça foi honrada no
lugar onde sua misericórdia nos abraçou?
Então todo mundo a cruz não diminui a
justiça. Você vê, ela manifesta a
justiça.
Mesmo Deus tomou o cálice inteiro. A
justiça não foi em nada. Ela foi honrada
mais do que vai ser no inferno.
A cruz não enfraquece a graça. Ela é o
único fundamento.
A ideia de que Deus pode ser gracioso
sem a cruz,
não é? E de certa forma a graça produz a
cruz, mas a cruz é que dá condições
verdadeiras de Deus ser quem ele é e
usar da sua misericórdia. A cruz não faz
Deus parecer menos santo porque ele é
gracioso.
Não faz Deus parecer odiar menos o
pecado.
A cruz mostra até onde eu lhe odeio o
pecado.
Sem nenhuma exceção,
sem nenhuma concessão,
nem no seu próprio filho. Então, a cruz
onde mostra a sua misericórdia, mostra a
sua justiça como nada mais. O inferno
dos demônios e dos homens não mostrariam
a sua justiça tanto quanto a cruz
mostra. Nem o meu filho.
Quando o pecado foi colocado sobre ele,
nem ele podia parar a ira infinita.
Nada pode. As pessoas às vezes ficam em
dúvida se Deus não vai dar um jeito para
salvar aquele aquele. Deus não poupou o
seu filho.
Por isso, quando oramos em Cristo, não
pedimos a um Deus vago, que seja
simpático com os homens.
Não tentamos apaziguar Deus, fazendo ele
compreender através do nosso humanismo
secular como as pessoas são para que ele
dê um jeito lá e não seja tão assim.
Nós vamos ao pai pelo filho.
Nós só chegamos ao juiz pelo justo. Não
temos outra argumentação.
Para que o homem seja salvo, para que
ele seja poupado.
Nós vamos ao trono por meio do cordeiro.
E nisso nos dá o quê? Humildade. Você
vê, não há nenhuma razão, a não ser
Cristo, para Deus me salvar e nenhuma
razão para ele salvar mais ninguém.
Não oramos baseados nisso, de que Deus
tem uma razão porque os seres humanos
merecem alguma coisa.
Isso nos dá ousadia porque nada revela o
amor de Deus como a cruz.
Se o filho for entregue, então Deus não
está apenas tolerando nossa aproximação.
Ele comprou, ele abriu, ele ordenou e
ele mesmo chama.
Eficzmente através disso, Abraão tinha
tremor e confiança. Nós temos tremor e
confiança em um grau muito maior,
porque conhecemos o mediador que Abraão
apenas viu de longe, não é? Depois de
ver Abraão intercedendo,
depois de sentir a pergunta silenciosa e
se houver um? A pergunta que não foi
feita, né? E depois de reconhecer em
Cristo a resposta final, não podemos
pensar a oração da mesma forma,
queridos.
Ela não é uma técnica espiritual. Você
vê, a oração deve ser fruto do
evangelho,
do caráter de Deus. ou não é oração, não
é simplesmente
minha sinceridade não faz oração.
Não é a tentativa vaga de uma conexão
com um poder maior.
Não é um alívio devocional, emocional,
porque eu preciso falar sobre os meus
problemas.
A oração cristã entra na ordem da
mediação consumada. Da mesma maneira que
Paulo não pregava nada a não ser Cristo
este crucificado, não oramos nada a não
ser Cristo este crucificado.
Não temos acesso.
A oração cristã entra na ordem dessa
mediação consumada da justiça
satisfeita, do acesso comprado. Nunca
vamos a Deus falando sobre o que os
homens merecem, o que eu mereço, o que
Deus tem que fazer.
Orar pressupõe que eu já sei que o homem
não merece nada, eu não mereço nada, a
não ser o juízo de Deus. Eu estou orando
em nome de Jesus.
Eu já tô dizendo, nem eu nem ninguém
merece nada a não ser experimentar a ti
como um terror.
Do tribunal em que já existe um advogado
perfeito, um sumo sacerdote, um justo
perfeito. É, é disso que nos
aproximamos. Isso muda tudo. Abraão não
tinha intimidade eh eh eh
final com Deus, assim, tinha aliança,
tinha palavra, tinha experiência viva da
graça, tinha consciência da justiça
divina e da misericórdia, tinha uma
ousadia santa que poucos conheceram como
ele. Mas ele estava falando antes da
cruz. Ele não tinha o
ele falava ainda na região da promessa,
olhando para o futuro, sem saber
exatamente como Deus resolveria esse
grande enigma que ele acabou descobrindo
em oração verdadeira, baseada na
revelação verdadeira.
Falava de um lugar em que a lógica da
mediação agora estava aberta, mas
não tinha ninguém na história que
pudesse ser.
Nós estamos do outro lado, do lado do
cordeiro que já foi oferecido.
É óbvio que do ponto de vista de Deus, o
cordeiro foi oferecido antes da fundação
do mundo, mas do ponto de vista
histórico para nós foi há 2000 anos
atrás.
Do lado do filho que já não foi poupado,
que já na história tomou o cálice, do
lado da sentença que já foi cumprida,
a justiça já disse satisfeita.
Do lado da mediação já entronizada. Se
Abraão orou com aquela ousadia, nós
temos uma razão muito maior para orar
com extrema ousadia por causa da cruz e
com completa humildade por causa da
cruz.
Porque Cristo é o verdadeiro advogado
diante do tribunal divino. Abraão se
aproxima como alguém que leva o caso
diretamente a um juiz e diz: "Se não, se
tivéssemos esse um".
Ele argumenta, pleiteia a pela caráter
de Deus. Isso já é maravilhoso. Isso
mostra a comunhão. Eh, como ele conhecia
Deus verdadeiramente.
Mas Cristo quando intercede diante do
Pai, ele não intercede assim.
Ele não comparece diante do Pai apenas
com uma súplica.
Comparece como uma obra consumada.
Eu sou justo.
Eu vivi. Eu já bebi o pecado deles até o
fim.
comparece com essa obra consumada. Ele
não apenas diz poupa-os, diz, por assim
dizer, a justiça em relação a eles já
está cumprida,
não há mais nada.
Não apenas ele intercede no vazio,
intercede sobre a base do seu próprio
sangue. O sangue dele fala, o sangue
dele fala por aqueles que ele intercede,
por aqueles que o pai deu a ele. Não
apenas pede misericórdia genérica. Ele
agora pede uma misericórdia que está de
acordo com a justiça. Deus é justo em
perdoar
porque Deus cumpriu toda a justiça.
Porque a justiça do caráter de Deus foi
totalmente satisfeita.
Misericórdia que não contradiz sua
justiça.
Essa é a única. Qualquer outra
misericórdia seria fazer de Deus um juiz
injusto. Fazer de Deus não Deus. Você
pode até sentimentalizar um Deus assim,
mas um Deus assim não existe.
O cristão não chega diante de Deus
tentando persuadi-lo a ser menos justo
para salvar seu filho, seus parentes, a
cidade.
Chega por causa de uma justiça já
cumprida em outro.
O você não chega diante de Deus no final
do dia e diz: "Ô Deus, ignora o meu
pecado hoje". Aí isso são problemas que
eu tenho. Eu nasci num lar funcional.
As pessoas são muito difíceis. Então a
minha vida foi muito cheia de traumas.
Então eh ignora meu pecado hoje. O
crente chega dizendo: "O meu pecado foi
lavado no sangue do seu filho.
Ele não diz deixa a tua santidade de
lado". Ele diz: "Tua santidade foi
honrada na cruz do teu filho". Ele não
diz: "Recebe a mim
por uma suposta bondade sentimentalista
sem teu juízo." Mas ele diz: "Me receba,
porque o teu juízo
devido a mim foi assumido pelo justo.
E ele tomou o cálice dos meus pecados
até o fim." Essa é a diferença entre
oração cristã e uma espiritualidade vaga
que impera mesmo na igreja dos nossos
dias.
A espiritualidade vaga quer proximidade
sem uma resolução moral, sem estar
centrado na retidão, justiça de Deus.
Fala de uma misericórdia que é
totalmente sentimentalizada.
Fala dos homens para Deus como se os
homens valessem mais do que Deus.
A Bíblia não permite isso. Ela nos leva
ao tribunal, nos leva ao juiz de toda a
terra. Ela nos leva à culpa real. Ela
nos leva até não termos nenhuma desculpa
para nenhum pecado baseado em qualquer
ideia humana, para que toda a boca
esteja calada diante de Deus e todos
sejam culpados.
É isso.
Então nos mostra o advogado, mediador, o
sacerdote, o cordeiro, aquele cujo
intercessção não é apenas comovente,
tentando sentimentalizar,
mostrando os sofrimentos,
mas é uma intercessão infalível, porque
ele não pede com base apenas na
intensidade do amor. Ele ele mostra a
justiça satisfeita,
a justiça honrada, glorificada, o nome
de Deus exaltado.
Por isso, a escritura fala de Cristo
como nosso advogado junto ao Pai. E não
apenas como advogado,
como Jesus Cristo, o justo.
O justo. Precisamente sua justiça é o
fundamento dele ser o advogado
infalível.
Eles não tá falando que nós vamos daqui
paraa frente. Perdoa eles dessa vez,
porque daqui para frente eles vão eles
vão cada vez ser neles mesmos melhores.
Eles pelo menos se diferenciaram dos
outros. Eles não são tão ruins assim.
Nada nos humilha mais do que a cruz. Se
o filho de Deus teve que morrer por nós,
então o nosso caso era de fato
desesperador mesmo. Então não há nenhuma
bondade em nós mesmo.
Então não há nada que nós pudéssemos
fazer mesmo. Então se ele não nos der
arrependimento, nós não nos
arrependemos. Nós somos inimigos de
Deus. Se ele não nos der fé, nós não
cremos. Se ele não nos der tudo, nós
ficamos sem nada. Porque é o que nós
temos, nada.
Não havia recurso em nós, não havia
nenhum pingo de justiça em nós, nem
força, nem desejo, nem anseio. Nós não
estávamos nas trevas, nós amávamos as
trevas. Não há mérito em nada no fim em
nós. Se ele teve de morrer, somos mais
pecadores, mais perdidos e mais falidos
moralmente do que a nossa religiosidade
gosta de admitir.
Por incrível que pareça, há cristãos que
não acreditam na depravação total, olhe
para a cruz.
Se essa é a única maneira de um homem
ser salvo, como ele não é totalmente mal
em todos os aspectos,
como há alguma coisa boa nele, algo
intocável, algo que pudesse ser pelo
menos aquela parte dele ali, não foi
tocada pelo pecado, não foi escravizada
pelo pecado, seu sentimento, se tudo foi
mente. O homem raciocina, raciocina. Ele
é racional, é, mas ele raciocina
racionalizando o seu pecado. Por quê?
Porque o pecado tocou tudo. Mente,
vontade, desejos.
A cruz arranca pretensão, arranca
superioridade, arranca o moralismo,
arranca a ilusão de que estamos diante
de Deus em algum momento da vida por
desempenho próprio, porque eu sou
cristão já há 30 anos agora, então eu
tenho Cristo, mas mas minha bagagem.
Temos nada.
Nunca chegamos diante de Deus carregando
algo nosso mesmo. Diante da cruz, toda a
vanglória se torna grotesca, se torna
uma monstruosidade, se torna a negação
do evangelho. Toda comparação orgulhosa
com outros irmãos, com outras pessoas ou
com a Sodoma e Gomorra
é coisa de pecador tolo.
Não a diferença. Não a diferença. A
Bíblia diz claramente: "Todos pecaram.
Não se compare. Você não vai ficar
melhor diante de Deus assim, mostrando
que teu orgulho é menor do que daquele,
que tu é menor do que daquele outro, de
que você pelo menos faz isso e aquilo
outro.
É tolicante.
A cruz é maravilhosa, mas nos põe no
chão, queridos.
Nos desmascara.
desmascar um homem,
mas nada ao mesmo tempo nos torna mais
ousados do que a mesma cruz. Por isso,
diz: "Entremos, pois, como ousadia
no Santo dos Santos. Nem o sacerdote,
sumo sacerdote,
Arão e sua família entravam com a
ousadia no santo do santo. Ninguém
entrava,
mas agora entre.
recebidos eh eh eh
mais do que simplesmente eh eh eh
ajudados.
Ah, se Cristo morreu por nós, Deus não
está apenas tolerando nossa aproximação,
podendo de repente nos matar.
Como o sumo sacerdote poderia morrer no
Santo dos Santos de repente? Tem que
puxar ele para fora. Deus não está
apenas permitindo que falemos com ele de
longe. Ele está abrindo acesso.
Deus não está suspendendo durante um
tempo o seu juízo. Seu juízo já foi
derramado.
Ele está reconciliado.
Ele não está fazendo a paz. A paz foi
feita.
Ele não está vendo se depois que ele
fizer todo o balanço da, sabe, das toda
a contabilidade,
eh, não vai haver condenação. Ele
nenhuma condenação mata.
Ele não está apenas dizendo, se aproxime
e vê no que de que dá. Ele diz:
"Aproxime-se". A mesma cruz que diz você
o pior
é muito pior do que você imagina.
Você só acha o inferno duro porque você
é mau.
A cruz diz: "Você é muito pior do que
você." Os teus pecados são muito piores.
E quando você tenta racionalizá-los,
mostra com pior eles são.
Mas também diz: "Eu posso usar da minha
misericórdia
sem que a minha justiça seja
ofendida, mas que seja perfeitamente
mais exaltada do que qualquer outra
coisa faria." Isso cria a temperatura da
nossa oração.
Pó e cinza. Sim.
Mas filhos,
pequenos, sim, mas já
recebidos,
indignos em nós mesmos. Sempre
nunca oramos a Deus baseado em alguma
dignidade, alguma obediência, alguma
coisa. Nossas obediências precisam ser
remidas no sangue de Jesus.
nossas melhores coisas agora que nós
somos novas criaturas, precisam nossas
orações,
nosso cântico, tudo isso sem o sangue de
Jesus não passaria de ofensa
e arrogância.
Indignos em nós mesmos, sim, mas
justificados em Cristo. Tremendo, sim,
mas nunca parando.
Entramos com santo temor e com ousadia,
com reverência, sim.
A distância entre uma criatura e o
criadora é infinita, mas com confiança.
Essa é a glória da vida de oração.
Essa é a verdadeira oração. Ela está
totalmente
expressando o evangelho.
Porque quando entendemos o evangelho,
passamos a ver tudo de outra forma.
Não olhamos para o Rio de Janeiro, o
mundo de uma maneira superior. Sabemos é
o que somos.
Não somos melhores do que Sodoma e
Gomorra,
mas também não olhamos de maneira
relativista. Não é tão ruim assim.
Há algo bom.
Não, não somos não conseguimos mais
chamar mal de bem.
Não conseguimos mais dizer que há bem no
homem quando só há mal.
Não estamos mais entre aqueles que
chamam mal de bem e bem de mal. Nós
agora por causa da cruz podemos chamar
mal de mal.
Vemos tudo agora como pecadores
justificados. Quando olhamos paraa nossa
salvação, não nos sentimos melhor do que
os não salvos.
Não nos sentimos no lugar superior em
nós mesmos.
Gente que denuncia a perversidade sem
esquecer que só por misericórdia não é
tão perverso
quanto todos
as pessoas que nós achamos mais
perversas. Só o evangelho mantém junto
essas duas coisas que o coração humano
insiste em separar. seriedade moral e
humildade pessoal. Sem o evangelho, nós
sempre vamos relativizar o mal. Com
falso evangelho, vamos fazer do
evangelho uma relativização do mal. E
vamos trazer um Deus que nós inventamos
e vamos orar por um Deus que não existe,
porque não queremos parecer duros,
não queremos parecer inflexíveis,
não queremos parecer eh
fundamentalistas.
Ou nos tornamos então moralistas porque
amamos a sensação de estarmos do lado
certo e sentimos uma certa superioridade
entre nós e os piores pecadores, porque
não não sentimos que somos os piores
pecadores. O evangelho destrói ambas as
coisas, destrói o relativismo porque
mostra um Deus de justiça num tribunal
real, num pecado real e numa cruz
necessária e como a única base na qual
eu estou diante dele. que destrói o
moralismo, porque mostra que nós mesmos
só podemos chegar a ele pelo sangue e
não por nada que é em nós. Então, em que
que eu tenho melhor do que o mundo? O
mundo não pode chegar a ele e eu também
não posso chegar a ele em mim mesmo.
Então, qual é a diferença? A diferença é
Cristo.
Não somos a parte boa da humanidade
contra a parte má. Nós nascemos todos
juntos, todos iguais. Todos nós nascemos
parte má da humanidade, porque não
existe a parte boa.
Somos pecadores. Ah, mas somos salvos.
Somos salvos pela graça.
Não somos salvos por algo que
houve em nós ou há em nós que nos
diferenciou dos outros.
Por isso, podemos amar
a cidade, amar
eh, orar por Sodoma e Gomorra
sem
relativizar o mal dela.
Podemos desejar sua salvação sem desejar
que Deus seja menos justo e santo. Não
precisamos diluir o pecado em humanismo
secular.
interceder por lugares violentos sem
romantizar a culpa do violento e dizer
que ele é violento por isso, por aquilo,
por aquilo outro e que a sociedade que
fez os homens violentos
Caimou Abel por causa da sociedade.
Os homens precisam ser ensinado ao homem
ser egoísta,
ser ressentido, achar que todos devem a
ele, porque no fundo acha que Deus deve
a ele.
É o que vemos, sabe? Podemos querer o
bem de gente difícil, sem deixar
de chamar o mal pelo seu nome. Não
precisamos dizer que a pessoa não é tão
difícil.
Não é com base em ela ser fácil que
estamos intercedendo. E é o que vemos em
Abraão e muito mais perfeitamente em
Cristo.
É o que o evangelho produz em quem o
recebe de verdade, em quem é chamado.
Então, como recebemos o que Abraão
tinha?
E mais,
primeiro, somos cativos a revelação de
quem Deus é. Sem o Evangelho, a Bíblia
pode parecer uma sucessão de histórias
antigas e símbolos distantes que não
levam a nada. Se nós não chegamos
finalmente no justo, no único
e somente Cristo este crucificado, então
toda a Bíblia é um monte de histórias,
um monte de símbolos, um monte de
enigmas que não levou a lugar nenhum.
E só quando a gente de fato chegou ao
evangelho, ao coração do evangelho, nós
estamos orando de verdade,
porque Deus falou, estamos respondendo a
Deus, não começamos isso.
Não vem das nossas intuições.
A resposta do coração a essa voz que se
revelou perfeitamente em Cristo é a
verdadeira oração.
E se entendermos o evangelho,
seremos humildes e ousados.
Vamos ser verdadeiros intercessores por
todos os homens.
Não vamos achar que estamos numa posição
melhor por alguma razão que encontramos
em nós nossa bondade,
pelo menos comparativa, nosso livre
arbítrio.
Sabemos
o que somos e sabemos o que Deus fez e
com base no que ele fez sozinho, podemos
ir a ele e então podemos pedir coisas
tão grandes.
a hora de nós ora pequeno, tímido, quase
pedindo desculpa, como se Deus tivesse
eh
a gente soubesse que Deus está nos
ouvindo, mas está nos ouvindo com
desagrado, não é? Porque não não
conseguimos abraçar totalmente nossa
maldade, não conseguimos abraçar tudo
que Cristo é para nós.
E achamos que realmente comparecemos
diante de Deus com essa mistura entre
nós e Cristo,
entre
a nossa
suposta bondade misturada
e não chegamos então com a ousadia. Ou
então começamos a achar que temos algo
de bom e somos ousados, mas somos
irreverentes.
Abraão não faz isso. Ele vai, ele pede,
ele insiste, ele volta, ele aperta o
argumento, desce o número e pede muito
porque sabe de diante de quem ele está e
nós mais ainda. Não porque somos
presunçosos, porque temos a cruz.
A cruz é a única coisa que pregamos, é a
única base da nossa oração.
Ela é a base da nossa ousadia e a base
da nossa humilhação. Nós temos tudo na
cruz de Cristo e fora dela não temos
nada. É ali que começa uma vida de
oração.
É ali que é sustentada a vida de oração.
Não temos nada na pregação, a não ser
Cristo e este crucificado. Não temos
nada na oração, a não ser Cristo e este
crucificado. Não temos nada numa vida
santa, a não ser Cristo e este
crucificado. Não temos nada em justiça,
a não ser Cristo e este crucificado.
O evangelho,
o evangelho que Abraão anteviu em
sombra, nós já temos claramente e não
temos nada fora do evangelho. Vamos
ficar de pé. Obrigado, Deus por esta
noite, essa celebração,
ó Deus, o gozo que a verdade da cruz
traz para nós e ao mesmo tempo, ô Deus,
temor,
reverência, santidade, amor a ti que nos
constrange a viver para tua glória, que
nos leva à santificação, nos faça ver
Cristo Deus. Ficamos maravilhados como a
comunhão de um homem, como Abraão fez
ele ver longe. Mas quão longe tu se
revelou para nós. Quão mais longe, quão
mais profundo, quão mais claro. Que teu
espírito abra, Senhor Pai, realmente os
olhos do nosso coração para
compreendermos junto com todos os santos
tudo que Cristo é, tudo em todos, ó
Deus. E assim compreendamos, Senhor Pai,
ó Deus, eh a altura, a largura e a
profundidade desse amor que excede a
todo entendimento, em [roncando] nome de
Jesus.
Amém.
Ja.

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