O Justo Pelos Injustos – Aprenda a Orar | Josemar Bessa | Domingo, 21 de Junho de 2026
22/06/2026
O Justo Pelos Injustos – Aprenda a Orar | Josemar Bessa | Domingo, 21 de Junho de 2026
QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:
Pix 21 999811424
Pix [email protected]
Pix 011.737.737.62
PayPal – [email protected]
Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3
Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa
Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa
REDES SOCIAIS:
💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: [email protected]
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv
Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Amém. Queria meditar hoje em Gênesis 18, né, a partir do 16, Deus fará algo e Deus diz que ele não fará isso sem falar com o seu servo Abraão, sem revelar a ele. Na Bíblia, eh, quando Paulo se converte, quando Deus vai falar pro primeiro cristão, que aquele homem terrível que perseguia a igreja tinha se convertido, ele diz: "Eis que ele ora. É como se dissesse: "Ele é uma nova criatura". Essa é é o choro do bebê, é o o respirar contínuo da nova criação. Eis que ele ora. Pela primeira vez Paulo estava orando de verdade. E olha que ele era um homem religioso. Devia ter orado do ponto de vista humano muitas vezes na na vida. Mas agora a prova que Ananias e todas as pessoas precisavam de que ele era uma nova criatura é que ele orava de verdade. Eis que ele ora. Há pessoas da nossa cultura que dizem que horam, nossa cultura secular, não é? As pessoas não têm problema em dizer isso. Elas elas dizem e eh na igreja ou fora da igreja isso acontece, não é? E elas oram em suas crises, elas sentem eh eh algo místico e elas oram também quando a noite aperta, quando a notícia chega, quando o corpo falha, quando o futuro fica meio escuro. Mas quando elas falam sobre isso, grande parte da nossa cultura quase sempre faz uma distinção. Eles dizem: "Eu sou espiritual, mas não sou religioso". Até na igreja é muito comum as pessoas falarem isso, né? Como se elas elas quisessem traçar uma linha que acaba se parecendo muito com a nossa cultura, porque ela tá dizendo que ela crê, mas é como a nossa cultura faz, é em Deus como uma força, como uma energia, como eh uma coisa misteriosa, não é? eh algo de cima, mas não em doutrinas específicas que delimitam, que colocam uma linha. Não é um Deus que fala com precisão como você deve viver. Não um Deus que tem a vontade, uma vontade soberana, um plano eterno no qual a sua vida tem que ser e estar inserido. Não em um Deus que possa contradizer quem você, o que você pensa, o que você acha. Então, as pessoas preferem algo assim, uma impressão no coração, uma eu oro, eh, mas tudo é muito nebuloso, né? Tudo é muito em vez de ser objetivo, é subjetivo. Eu sinto isso, eu sinto aquilo, Deus falou isso comigo e com aquilo. E essa espiritualidade agrada ao homem moderno porque preserva a sensação transcendente sem exigir uma submissão a Deus. Ah, eu posso seguir meus sentimentos, minhas impressões, orar eh quando isso é conveniente. Então, permite uma linguagem de profundidade, conexão, reverência vaga, sem forçar nada em mim a estar debaixo de um senhorio real. Mas a escritura não deixa você nesse lugar, nunca deixa. A Bíblia não conhece espiritualidade como uma mera tentativa humana de alcançar uma presença meio que indefinida que eu mesmo vou sentindo no meu coração o que Deus está querendo. Não conhece oração, por exemplo, como um exercício de sinceridade voltada para o céu. Eu só eh sou sincero quando falo e eu sinto não conhece o sagrado apenas como uma atmosfera, algo vago, mas sublime. Na escritura, a verdadeira espiritualidade começa do lado de Deus e se não começar lá, nunca começou. Ah, nascemos em escuridão, continuamos na escuridão e até o que chamamos de espiritualidade é escuridão, apesar do nosso misticismo. Começa quando vem de Deus, começa quando Deus fala, quando Deus se aproxima, quando Deus se dá a conhecer. Paulo estava orando pela primeira vez. Por quê? Porque Jesus se deu a conhecer a ele de verdade. Ele estava respondendo. Nada em nossa vida espiritual começa em nós mesmos. Mesmo a oração começa em Deus. Uma oração que começa em mim não é oração. Quando Deus rompe o silêncio, não para confirmar nossas imaginações, impressões, sonhos, planos, sensação mística, mas para nos chamar a realidade, por mais dura que a realidade seja. Isso muda tudo, porque o a oração já não é o homem procurando um Deus que ele gostaria que fosse. Não, não. É o homem respondendo ao Deus que já se revelou plenamente em seu filho nas escrituras. Um Deus que de fato é, e isso é mais sério, mais vivo, mais perigoso e a única coisa que é transformadora, porque esse Deus está me contradizendo o tempo todo. Quando Deus é uma impressão e quando a oração é algo que começa comigo, eh, é meio que meus sentimentos, minhas impressões conduzindo a história que começa comigo mesmo. Mas o Deus vivo entra para refazer o coração. E é isso que a gente vê aqui em Gênesis 18. Abraão não está tatiando no escuro, não está simplesmente lançando palavras no vazio. Ele começa com o que Deus fala, se submete ao que Deus fala e estabelece para nós o padrão da verdadeira oração. Ele não está perguntando eh eh porque está sentindo em alguns dias mais difíceis ou então algumas emoções. Então ele tá colocando assim e eh algo por alto e entendendo por alto. O texto começa de outro modo. O Senhor fala, Deus decide se revelar. O Senhor abre o seu conselho. Esconderei de Abraão o que estou para fazer. Que começo para uma oração. Começar ouvindo a a a palavra de Deus. Não começar falando com Deus o que nós pensamos sobre ele, como ele devia ser. como as coisas deviam ser, como nossa vida devia ser. Começa com a condescendência de Deus, não começa com Abraão subindo a Deus, começa com Deus descendo, não começa com o desejo humano de tocar o céu como pessoal de Babel, né? Mas começa com Deus do céu, dignando-se a falar com o homem que é pó e cinza. E foi porque um Deus do céu se dignou a falar com homem pó e cinza e rebelde como Saulo que é dito a Ananês. Eis que ele ora. Se esse ponto for perdido, a oração inteira já foi perdida antes de nós começarmos a orar. A oração verdadeira nasce da revelação, nasce de Deus. Começa com ele. Começa com ele falando, não conosco. Não nasce primeiro do nosso sentimento, não nasce da nossa necessidade. Grande parte das orações nascem da nossa necessidade. Se não tem necessidade, logo eu não tenho o impulso de orar. Não nasce da crise, nem da nossa criatividade religiosa que ousa eh de maneira arrogante imaginar Deus ou o que que Deus quer ou que ele devia ser. Ela nasce do Deus que desce e se dá a conhecer a nós. Sem isso, o homem pode falar muito, pode se emocionar, pode sentir isso, sentir que Deus tá dizendo aquilo no seu coração, dizendo aquilo outro e tudo isso é inútil. H, experiências interiores, intensas e ainda assim continuar simplesmente orbitando em torno de si mesmo. O que ele chama de Deus é o seu próprio interior, seus próprios sentimentos, suas próprias opiniões. E porque o Deus a quem ele fala sempre é uma ampliação refinada das suas próprias preferências, das suas próprias ideias. Por isso tanta espiritualidade moderna é e é tão cálida, tão estéril ao mesmo tempo há uma esterilidade e é confortadora porque sempre diz o que eu quero ouvir e tão incapaz de me transformar, porque sempre o que eu quero ouvir é exatamente o que eu não precisava, não é? Eu já me ouvi demais. Paulo já tinha escutado demais. ele mesmo tava na hora de ele escutar Cristo e é tão acolhedor e a gente hoje em dia acha que tudo tem que ser tão acolhedor e é tão impotente para remodelar a alma. As próprias pessoas eh eh acabam admitindo, a o o evangeliz o evangelho vai fazer isso e aquilo, porque nós somos muito complexos. Ah, então é verdade. O Deus, o Deus imaginário não pode fazer nada. Pode dar paz, não pode dar alegria, não pode dar sustento, não pode remir nosso passado, presente e futuro, como cantamos, porque no fim a pessoa muitas vezes não passa, a oração da pessoa não passa de uma conversa com um Deus feito a sua própria imagem e semelhança. Um Deus que pensa como você, um Deus que sente como você, um Deus que planeja como você, um Deus que é você mesmo. Abraão não tem esse problema. Ele não está diante de um Deus que ele escolheu. Ele vivia adorando a lua e Deus foi lá e chamou ele. Ele não tava buscando Deus. Deus buscou ele. Ele está diante do Deus que ou escolheu. Ele não está diante de um Deus que ele sentiu que Deus era assim ou assado. Ele não sentiu nada. Deus foi lá e começou a se revelar a ele. Está diante do Deus que o chamou, o corrige, o visita, o prova. Quantas provas Abraão faz? Um Deus que não revela tudo, que diz ai, mas não diz para onde, é um Deus que sustenta e agora resolve compartilhar com ele um aspecto do seu juízo, do seu julgamento, da sua justiça. Por isso, sua oração é tão viva, porque a oração de Abraão é uma resposta. É uma resposta. H resposta ao que Deus diz, ao que Deus revela que vai fazer ou que fez, né? Não, eh, quando olhamos para tudo que Deus eh revelou a nós, é uma resposta à iniciativa divina. Nada espiritual que não é uma resposta à iniciativa divina é verdadeiro. É uma resposta ao Senhor no que Deus revelou. E Deus fala com Abraão, não apenas para informá-lo, fala porque escolheu eh eh ele para um propósito. Então, ah, não é só porque Deus quer falar coisas, ele está dirigindo o seu filho para o propósito que ele determinou. E o Senhor declara que o escolheu para que ele ordene os seus filhos e a sua casa, que guardem o caminho do Senhor, pratiquem a justiça e o juízo. Essa frase é central porque mostra que a intimidade de Abraão com Deus não era um privilégio vazio. A vida de Abraão nunca mais seria como era da cultura onde ele viveu até os 75 anos. Não é a experiência privada, sem direção, sabe? Só uma coisas vagas. Deus se aproxima dele em aliança, em vocação, em história. Abraão deve carregar o caminho do Senhor e para dentro da sua casa, para dentro da sua família, para a jornada do dia a dia. E logo, oração não é uma meraxpressão humana. O ser humano adora se se expressar, né? Eu preciso e eh me expressar. Mas a oração não é autoexpressão humana, é uma participação naquilo que Deus está fazendo no mundo, na história. É uma participação no seu plano eterno. Um homem moderno costuma tratar a oração como ferramenta de bem-estar interior. De tal maneira que quanto menos bem-estar interior ele tem, mais ele acha que precisa de oração para as coisas melhorarem. Mas se ele se estivesse se sentindo bem, ele acha que precisa menos. Ele vi a oração como algo para o centrar-se, estabilizar, algo para suportar ansiedade, medo. Mas aqui a oração nasce no contexto da aliança, da justiça, da promessa e do chamado de Deus para o homem que não viverá mais para si mesmo. Ou seja, a mesma razão para nós, a mesma razão para Paulo, quando Deus diz que ele estava orando, Abraão então é chamado para conhecer o coração de Deus, a fim de andar nos caminhos de Deus. conhecer o que Deus está fazendo, o que ele fará inexoravelmente. Então, como Abraão ora? A oração é uma resposta a iniciativa de Deus. Nós podemos ficar lá em Paulo e é a mesma coisa. Essa é a primeira grande pergunta e a resposta é surpreendente. Ele ora responsivamente. Ele ora eh eh de forma extrema e ele ora com coração não centralizado nele, mas ele ora de uma maneira e em atingir outras pessoas. A gente podia dizer uma coisa, a oração dele é missional, não é? Primeiro, ele ora responsivamente. Oração não é o início da conversa. É responsivamente. É a continuação. Deus falou, ele responde. Deus abriu o assunto. Abraão entra naquele assunto. Ele não cria o assunto baseado nas suas necessidades. Abraão entra nele. Deus revelou o que ele faria. Abraão se levanta sobre essa revelação para falar de Deus a respeit com Deus a respeito daquilo que Deus vai fazer. E esse é o padrão bíblico para nós orarmos. A verdadeira oração nasce da palavra de Deus ou não é verdadeira? Por isso, a palavra e oração nunca podem ser separadas sem deformação espiritual. Se eu acho que a vida é orar, orar, orar, orar sem a palavra, então há uma deformação espiritual. Se a [roncando] minha coisa é a palavra, estudar, estudar, estudar, isso nunca me leva a à verdadeira oração diante de Deus, isso também é uma deformação espiritual. Sem palavra oração tende a virar o quê? uma projeção de nós mesmos. Criamos um Deus que é nossos próprios sentimentos e ideias. E sem a oração, a palavra tende a virar uma formalidade seca. Nós falamos sobre a paz que excede todo entendimento, mas não experimentamos paz nenhuma. Falamos sobre uma alegria cheia de glória, mas aquilo é só o texto. A gente mesmo não tem alegria nenhuma. Mas quando Deus fala e a alma responde, eh, aí está o o ciclo da vida. Na esse encontro, nesse comunhão real, Deus começa e ele nos coloca em sua vida. Então, oração verdadeira não é apenas despesar seus sentimentos para para o céu. Não basta sinceridade diante de um Deus indefinido, como se ele não tivesse falado nada, como se não tivesse uma revelação clara a respeito dele. Porque a oração verdadeira é a resposta ao Deus que falou e revelou o seu caráter, revelou o seu propósito, revelou qual é o fim para o qual ele faz todas as coisas. revelou sua vontade, seu juízo, sua misericórdia, sua santidade, sua aliança, sua graça soberana, sua condenação com justiça. E se eu oro Deus como prefiro imaginá-lo ou de acordo com os meus sentimentos, eh, eu vou ficar o quê? seguro demais, confortável demais, eh reafirmado demais, porque tudo está girando ainda em torno de mim. Mas se eu oro a um Deus da Escritura, serei frequentemente atravessado, serei contrariado, eh levado a regiões em que minha intuição jamais me levaria, levado a olhar para coisas em mim que eu jamais olharia, olharia de maneira enzada, de racionalizando. E isso é bom, porque só Deus, só Deus que me contraria pode me santificar. Deus não veio para afirmar o que nós somos. O que nós somos era o problema ou é o problema. Só um Deus que me excede me ampliar. Só um Deus que me mostra toda a diferença entre eu e o seu filho pode me conformar a imagem do seu filho. Sou um Deus que não inventei pode me conduzir a uma vida que eu jamais produziria. Porque o Deus que eu inventei só me conduziria paraa vida que eu mesmo imaginei. Segundo Abraão, ora de forma extrema, ou seja, ele ora em duas direções. Ele é extremamente familiar e ao mesmo tempo ele é reverente. Ele é como Jesus. E Jesus chamava o pai de aba. Isso era um escândalo. Porque que intimidade é essa? Mas no entanto, você vê sempre, ele diz: "Pai santo, ele tá sempre se submetendo. Ele que é igual ao pai, não é? Em divindade, ainda assim mostra uma reverência profunda eh diante do Pai". Abraão mostra essas duas coisas. Ele é ousado e humilde. Coisas difíceis de estarem na mesma pessoa. Quase escandalosamente próximo demais e ao mesmo tempo profundamente consciente da distância entre o criador e a criatura, entre o Deus eterno e ele que é pó. Então, Abraão insiste, ele volta, ele empurra um argumento, ele eh pede mais, ele desce e, por exemplo, nessa oração aqui de 50 para 45, de 45 para 40, de 40 para 30, ele está orando de 30 para 20, de 20 para 10, ele está orando como Jesus no Jets Maria. Mas tem momento que você acha que parece até o que Abraão está fazendo, não é? Eh, especificamente aqui parece quase uma negociação, uma ousadia que muitos chamar chamariam de excesso. Mas se tiver 40 justos, tu não não salva as cidades. Aí Deus, se tiver, me mostra, eu salvo. Não, e se tiver menos. Mas em nenhum momento Abraão é irreverente. Ele não trata Deus como igual. Ele diz: "Sou apenas pó e cinza. Tu éjusto, tu és o juiz de toda a terra. Ah, ele pede que o Senhor não se ire por ele eh continuar eh diminuindo o número. Ele sabe que ele pisa num num terreno santo. Ele está diante do Deus eterno, sabe? Que fala com o juiz de toda a terra. E normalmente nós eh separamos essas coisas. Ou temos uma religião reverente e pouco íntima, formal e pouco viva, ou temos uma espiritualidade íntima que não tem reverência nenhuma, como se Deus fosse um igual a nós. e começamos fazer das nossas próprias opiniões algo que forma o que Deus começamos a falar que eu não eu não posso aceitar um Deus assim porque então porque os meus sentimentos jamais imaginariam um Deus assim. Quanto mais sabe que Deus é Abraão aqui, que ele é o Eu Sou, mais ousado ele se torna e mais reverente. Quanto mais ousado se torna, mais humilde ele se mostra diante desse Deus. Porque ousadia não nasce da banalização de Deus, nasce do conhecimento de Deus, do seu propósito. Então o autor diz: "Entremos, pois, com ousadia". Por quê? Porque eu sou arrogante, porque eu acho que há alguma justiça em mim, há algo bom em mim. Entremos, pois com a ousadia nos santos dos santos pelo sangue de Jesus. Tá vendo? É uma ousadia porque eu conheço algo. Não é uma ousadia porque eu sou alguma coisa. Então ele sabe, Abraão, isso tá norteando sua oração. Ele sabe que Deus é santo, por isso ele treme. Mas ele sabe que Deus é gracioso, por isso ele se aproxima. Nós nos aproximamos com ousadia. Por quê? Porque sei que ele é gracioso em Cristo para mim, mas eu sei que ele é santo, então tremo. Por isso se aproxim. Ele sabe que Deus é um juiz, por isso ele fala com temor. Sabe que Deus é misericordioso, por isso ele insiste. Abraão tem ambos, né? Ele tem tremor e confiança. Deus fala que ele se e se eh eh se agrada aquele que treme da sua palavra e confia nele. Você vê as duas coisas, tremor e confiança, pó e cinza. E ainda assim ele entra com ousadia, como o autor de Hebreus diz, entremos com ousadia pelo novo e vivo caminho. A ousadia está no que Cristo fez, no que Deus fez, não em alguma coisa em mim. Então, há uma distância real, há uma distância infinita entre eu e Deus. Deus é totalmente outro. Ah, eu sou uma criatura. Ele é Deus. Então essa distância há entre um querubim e Deus entre e ao mesmo tempo há uma aproximação real em Cristo. Nele eu estou próximo. Nele aqueles que estavam longe foram aproximados. E terceiro, Abraão ora de maneira eh eh voltado eh eh para os outros, não é? O que manifesta também um aspecto da verdadeira oração, não é sobre os meus problemas, minhas dificuldades, minhas. E ele usa a sua intimidade com Deus em favor de outros. É como se você tivesse o ouvido do rei. Vamos dizer que o você mora num reino onde o rei, não é? O rei é tudo, decide tudo e você é uma pessoa, uma daquelas pessoas que tem intimidade com o rei e você usa essa intimidade não para benefício próprio, mas para ajudar outros que não têm essa intimidade, que nunca poderiam falar com o rei como você fala. E ele usa sua intimidade com Deus em favor de outros e não de pessoas agradáveis. Eles tinha uma uma visão desagradável de Sodoma e Gomorra. Você vê, ele não foi para lá porque lá ele teria uma vida melhor, mais conforto. Ele não queria viver a vida deles. Eles achavam que eles não eram pessoas agradáveis. Ele não se alegrava em banquetear-se com aquelas cidades, mas não era eh as pessoas com as quais ele dividia o que o seu coração amava. Não era um lugar de seus amigos. Ele ora cidade perversa. Em vez de dizer isso mesmo, agora chegou a hora, não é? Tem que realmente fazer o e destruí-los. Ele ele olha para pessoas que ele não admirava, que ele não queria conviver, que ele sabia ser uma sociedade perversa. e ora, tem misericórdia deles. Isso é maravilhoso, isso é espantoso, porque nós pensamos em oração quase sempre como fortalecimento pessoal, necessidades pessoais, eh consolo, direção, ajuda para o dia e a alugar para isso, é óbvio. Mas Abraão faz algo mais alto. Ele leva o seu acesso a Deus e tenta eh fazer dele um instrumento de misericórdia para com os outros. Não, eh eh eh faça justiça lá. Simplesmente ele ele queria ver que a misericórdia estendida a ele fosse estendida a outros, porque ele sabia que ele não era melhor em si mesmo. Seria mais fácil eh orar assim: "Senhor, tens razão. A cidade é má, o Rio de Janeiro é mal, o mundo é mal, o Brasil é mal, todo mundo é mal. julga apenas tira o meu sobrinho de lá porque ele é meu parente. Salva o meu sobrinho. Você vê algo que meu coração faz parte de mim, mas o resto Deus destrói mesmo. Mas ele não faz isso. Ele ora pela cidade toda, não ora só pelo seu sobrinho. Ele quer, ele não relativiza o mal daquelas cidades, mas ao mesmo tempo diz: "Deus, tu podes usar da tua misericórdia". Ele não chama perversidade de fraqueza. Ele não diz que o pecado não é pecado. Ele não diz que aquilo não é extremamente mal. Ele não quer ser um como uma igreja acolhedora que em vez de se receber as pessoas bem, ela resolve tratar o pecado das pessoas bem. Ele não faz isso, mas também não se deleita com a sua queda, não deleita com a com a perdição daquelas pessoas. Ele intercede por elas. Ele pede misericórdia. Esse é um dos sinais mais profundos da oração verdadeira. Quando a comunhão com Deus nos torna menos centrados em nós mesmos e pensamos: "Para mim misericórdia, pros outros justiça, nós começamos a conhecer algo de Cristo. Você vê que Abraão aqui tá expressando algo de Cristo na cruz, na sua oração. Pai, perdoa-os, porque eles não sabem o que fazem." Jesus não tá inocentando eles como se eles fossem não tivessem a menor ideia, mas eles não tinham uma ideia completa de quão terrível era a situação deles. Quando nossa intimidade deixa de ser autoabsorção espiritual, algo que vai consertar minha vida, meu casamento, meu, sabe? e se torna súplica, mediação. Eh, isso nos expõe essa essa essa verdade sobre oração. Nossa oração nasce da palavra. Ela é uma resposta ao que Deus disse, ao plano eterno de Deus, a revelação de Deus. Nossa oração ela treme diante de Deus e ao mesmo tempo ela é ousada só por causa de Cristo. Ou seja, nós realmente chegamos com ousadia, mas apenas pelo sangue. Não achamos que Deus deve nos abençoar por nada que fizemos ontem, hoje ou faremos amanhã. Ou e nossa oração carrega essa sociedade corrompida com um senso de misericórdia. Nós sentimos que merecíamos o mesmo destino dos homens que são entregues às suas próprias paixões e por isso chafurdam na lama da corrupção. Ou se há misericórdia para nós, nós simplesmente sentimos que tem que haver juízo para aqueles que se não fosse a misericórdia era exatamente o que éramos. O nosso espiritualidade é apenas uma extensão religiosa do nosso próprio projeto de sobrevivência que todo homem tem. Viver o melhor de manhor maneira possível, eh, de não ter muitos problemas e ter vitórias. Então, a oração verdadeira começa quando Deus fala. A oração viva junta humildade extrema e ousadia extrema. Humildade total no que somos, pó. Ousadia extrema no que Cristo é. E a oração madura não fica fechada em nossa vida privada, mas se derrama em intercessão. Não só intercessão por pessoas como meu sobrinho LW, mas por pessoas que eu nunca vi e pessoas que realmente são perversas, má, uma sociedade má. Mas nós sentimos o impulso de pedir misericórdia a Deus. Que a verdade que nos tocou com tanta misericórdia toque também os outros. Mas ainda falta o centro. Por que Abraão consegue orar assim? De onde está vindo essa ousadia? De onde vem essa combinação tão rara de tremor e humildade? Eh, está em nenhuma técnica que alguém possa ensinar alguém. está em teologia, está numa visão de Deus, está em nossos olhos serem abertos paraa realidade. Abraão aprendeu a pensar diante de Deus, com Deus, com a palavra de Deus. E isso se torna uma oração verdadeira, a resposta a isso. Então, ele consegue orar assim por causa disso. Essa é a pergunta respondida para nós. O texto não quer que nós admiremos Abraão, simplesmente quer que entendamos o que está acontecendo. Ele não nasce no temperamento natural ousado, nem da sensibilidade incomum homem natural pudesse ter, nem da inclinação mística eh especial. Abraão ora sim porque pensa teologicamente diante de Deus. Pensa é movido pela verdade de Deus. E aqui é fácil a gente se perder. que a oração mais viva não é menos teológica, ela é mais teológica, ela é mais centrada em Cristo, ela é mais totalmente resposta à revelação de Deus. Oração mais quente não é a menos doutrinária e cheia de emoções, sentimentos que vem tudo de mim mesmo. É a mais saturada da verdade sobre Deus. A oração mais intensa não é a que esqueceu quem Deus é. Quando eu esqueço quem Deus é, eu posso orar a vida inteira. Paulo já tava orando desde criança, mas agora Deus diz: "Eis que ele ora". Então, muita gente imagina que a doutrina e oração elas competem, que a verdade é esfria, né? Que pensar demais matervor, que precisão sobre Deus atrapalha a minha espontaneidade. Mas Gênesis 18 mostra o contrário. Abraão ora com vigor, intimidade, humildade, ousadia, porque sabe com quem está falando, porque sabe quem ele é, sabe quem Deus é, sabe que ele é um Deus justo, um Deus misericordioso, não apenas eh como quem decorou o seu o seu cateicismo, não é? Mas como alguém que conhece Deus ainda em forma peregrina como nós, mas ele conhece o caráter diante daquele a quem ele está. A gente pode dizer que Abraão tem pés teológicos. Ele caminha sobre a verdade do que Deus disse. Está de pé sobre verdades a respeito de Deus. E essas verdades lhe dão coragem para avançar. E é por isso que ele é um homem que vai montando e desmontando e indo para o lugar onde Deus ainda não disse. Então, há dois pilares sobre os pés de Abraão, graça e justiça. Se a justiça faltar, tudo é sentimentalismo frouxo. E nós gostamos de sentimentalismo frouxo. Eu tenho uma sensação de que no fundo todo mundo, apesar de tudo, é o ideal é a gente eh dizer pras pessoas que elas só tm problemas psicológicos, que o mundo é muito ruim e tratar trando todo mundo ruim, o problema é esse. Então todo mundo coitado. E então eu não falo muito sobre a justiça, porque eu não quero que as pessoas se sintam mal, mas então a graça não tem nenhum peso, não é? A graça é graça para culpados. Graça para miseráveis, graça para pessoas debaixo da maldição. Mas Abraão conhece as duas coisas e conhecendo as duas, ele faz algo extraordinário. Ele argumenta com Deus a partir do caráter de Deus. Ele nunca vai argumentar com Deus além do caráter de Deus. Ele não vai querer que Deus seja simplesmente sentimentalista e passe por cima da sua santidade. Isso é uma oração madura, verdadeira. Não apenas pedir, mas raciocinar diante de Deus com base em quem Deus é. Nunca raciocinar ou ir além do que Deus é ou achar que Deus deveria fazer algo que está em desacordo com o caráter de Deus que ele revelou. Não apenas despejar nossas emoções, isso é o que eu sinto sobre isso, mas transformar a visão de Deus em combustível da minha intercessão a Deus. Só trazer o que Deus revelou. O primeiro Deus é justo. Abraão sabe disso. A frase decisiva é esta: "Não fará justiça o juiz de toda a terra. Deus não está certo em destruir as duas cidades. Não é justo. Essa pergunta não pede informação. Está afirmando, né? Tu és o juiz de toda a terra. Tu farás justiça. Tu jamais age injustamente. O inferno é eterno. Não, não há nenhuma injustiça nisso. Tu ag sempre de maneira justa. Tu não agirás injustamente. Tu não tratarás o justo como ímpio, de modo moralmente confuso. Tu jamais negas a si mesmo. Tu és luz. Tu não eh eh olha para as trevas, a não ser como ela é mesmo. Trevas. Abraão não começa pedindo que Deus deixe sua justiça de lado. Não diz: "Senhor, desta vez esquece tua santidade, esquece um pouco. Não seja tão justo. Seja menos justo. Passa por cima da verdade moral do universo. Relaxe seus padrões para que o homem não não fique nessa situação. Não, ele não poderia fazer isso porque sabe que se Deus deixasse sua justiça de lado, não há esperança para o mundo. Nossa esperança é Cristo. Porque Jesus, porque Deus foi justo em puni-lo infinitamente. Se Deus não pudesse ser justo, então ele nunca em Cristo, ele nunca mostraria misericórdia a nós. Ser injustiça não há esperança, não é um plano. O plano de Deus é satisfazer a sua justiça, a glória do seu nome que foi é roubada pelo pecado, a mentira sobre ele que o pecado contra sem nos destruir. No mundo que gosta de opor amor e justiça, graça e juízo, compaixão e santidade, precisamos ouvir isso com calma. Sem justiça não há esperança. Olhe para o mundo. Violência, abuso, exploração, arrogância dos poderosos, arrogância dos que não são poderosos, mentira institucionalizada, corrupção, derramamento de sangue, grandes formas de perversão que só crescem. O o homem não tem como perverter mais o sexo do que ele perverteu. Não tem como perverter mais o dinheiro do que ele perverteu. E ainda assim, quando você vê, ele consegue dar um passo além. Olha as pequenas e grandes formas de perversão humana em todas as áreas da vida. Se não existe um Deus que julga retamente, o mundo, o mundo está solto no absurdo, porque não há nenhum limite para até onde o pecado leva um homem. Se não existe um juiz de toda a terra, o grito das vítimas nunca encontra uma resposta. O mal reina para sempre. Se não existe justiça divina, o mal terá a última palavra e não Deus. E a glória de Deus nunca será mostrada. E a glória da graça de Deus em Cristo nunca será mostrada. Quando Abraão afirma que Deus é o juiz de toda a terra, ele não está criando um obstáculo para misericórdia. Ele reconhece só a tua misericórdia pode lidar com isso. Não há bondade ali. Não há bondade no homem. Tu és justo e tu precisas sê-lo, porque senão tu não eras Deus e tu continuaris sendo justo para sempre. Portanto, a oração nunca nunca tenta de alguma maneira diminuir essa justiça, essa santidade, a dignidade ofendida, a glória que não tem sido dada a Deus. Abraão não quer que Deus ele ele não Ele não anseia por um Deus justo porque ama um parente. Não quero um Deus sentimentalmente frouxo para se adequar ao politicamente correto. Ele não quer um Deus convencido a ser moralmente menor pelas nossas palavras. Quando nossas orações é tentar fazer de Deus santo, menos justo, menos centrado em si mesmo, menos centrado em sua glória, é uma oração diabólica. Mas Deus não pode negar a si mesmo. Ele é o juiz de toda a terra. E Deus sempre fará o que é justo, o que é certo, o que é reto. Segundo Deus é gracioso. Esse era o outro pilar dos pilares do caminho onde Abraão caminhava. Se Abraão soubesse apenas que Deus era justo, ele apenas tremeria, apenas calaria, apenas reconheceria o juízo. Ele apenas diria, é isso mesmo. Sodoma, Gomor tem que ser destruído mesmo. Tudo tem que ser destruído. Até eu. Mas ele conhece algo mais sobre Deus. Conhece o Deus que escolhe soberanamente, como escolheu ele. Ele era um pagão, como aquelas pessoas. lá na sua cidade adorando nana, a lua. E ele conhece o Deus que escolhe, que chama eficazmente, que promete, o Deus que vem a Abraão. Não porque Abraão fosse impressionante, não porque Abraão estava buscando ele, não porque Abraão queria glorificá-lo, mas porque Deus decidiu amá-lo e usar sua vida para abençoar as nações. Deus escolheu Abraão por amá-lo por graça soberana e decidiu usar ele para nos abençoar. Nós somos benditos, hã, com o pai Abraão. Eu o escolhi. Isso importa muito, porque Abraão já sabe que sua relação com Deus não foi construída por mérito, que ele não tinha mais mérito do que as pessoas em Sodoma, e Gomorra. E a caminhado curou dessa fantasia. Ele já falhou aqui, ele já mentiu, ele já temeu, ele já tentou realizar promessas divinas pela carne. Ele já mostrou toda a fragilidade, apesar de tudo que Deus já tinha feito por ele. E mesmo assim, Deus ainda volta. Deus ainda volta. Deus ainda traz ele de volta. Deus ainda fala. Deus ainda se assenta à mesa. Deus ainda o trata dentro da aliança. Eu fiz uma aliança. Eu cortei essa aliança. Eu passei pelo meio dos animais por mim e por você. Ele sabe disso, que Deus é gracioso. Deus se inclina. Deus escolhe, sustenta, visita, perdoa e continua sustentando até o fim. Ele sabe. Abraão sabe disso de maneira o quê? Experimentalmente. Ele experimentava a graça de Deus todos os dias. sabe que está vivo diante de Deus por graça, sabe que a promessa continua por graça, sabe que Deus vai completar o que prometeu só pela sua graça. Então, nós temos esses dois pilares, justiça e graça. Ele conhecia Deus verdadeiramente, o Deus justo, que jamais deixará de ser justo, e o Deus gracioso. Ele conhece santidade e misericórdia, juízo e paciência. O Deus que nunca relativiza o mal, nunca dá um nome terapêutico pro teu pecado. Deus nunca diz que você tem uma doença no sentido eh de que você não é culpado. Ah, ele nunca dá um nome humanista secular para os seus sentimentos, que são sentimentos que fuem de um coração caído. É o Deus que não se deleita em destruir. É o Deus que é juiz. É o Deus que chama Abraão para ser canal de bênção à nações. Em ti serão benditas todas as famílias da terra. A oração de Abraão é genial porque ele não tenta eliminar nada disso. Ele não tenta fazer de Deus menos justo. Ele não tenta manipular a misericórdia. Ele ele olha integralmente para um Deus justo, santo e um Deus misericordioso. E ele não pede: Deus seja menos justo ele não pede: Deus tenha menos graça com eles do que tem comigo. Ele quer ambos. Ele quer que a justiça e a graça se encontrem. Mas esse é o drama. Como essas duas coisas podem se encontrar? A intercessão ganha profundidade. Exatamente. Por isso, Abraão começa a explorar teologicamente o caráter de Deus. um Deus santo e um Deus misericordioso. Ele raciocina, ele argumenta, ele parte de premissas verdadeiras sobre Deus e avança. Ele sabe, Deus é justo, então ele é justo em destruir, mas Deus é misericordioso. E em essência ele está dizendo o seguinte: "Se tu és justo e se tu amas a justiça como amas, não poderias agir de modo eh que honre a justiça e ainda assim usar da sua misericórdia. Há uma maneira de tu ser justo e justificador. Há uma maneira de sem abrir mão de um milésimo da sua santidade, da sua justiça, sem relativizar um pecado, sem usar nenhum nome terapêutico para o pecado. Não há uma maneira de tu ser totalmente justo e totalmente misericordioso e honrar sua justiça. e ainda assim poupar a cidade. Se a justiça dos justos te é tão preciosa, é a essência da oração dele, né? Não poderia ela de algum modo ter efeito sobre para além deles se há ali justos. Não poderias, por amor, por amor à justiça, poupar os injustos por causa do justo? Não poderias? Tu que amas a justiça. Sim. Então veja essa a beleza. Abraão não pede perdão arbitrário. Esquece o que eles fizeram. Passa por cima. Ele não pede cancelamento moral do juízo. Não seja um justo juiz. Agora ele não pede que Deus finja que os pecados não importem, porque isso era mais. Isso era só colocar injustiça diante de Deus, não é? Ele pede por algo que honre totalmente a sua justiça enquanto poupa. E o homem não conhece nem Abraão o caminho disso. Ele procura uma forma pela qual a retidão de algum possa contar em favor do outro. Isso é espantoso. Espantoso porque mostra que grande oração não é mera insistência emocional. Salva, salva, porque eu sinto que tinha que salvar, tinha que poupar. É discernimento sobre Deus. É perceber que Deus ama e a partir disso pleitear. É perceber que Deus é justo e a partir disso pleitear. É a é perceber que Deus é é é misericordioso e a partir disso pleitear. Abraão percebe que Deus ama a justiça. Então ele percebe que Deus ama tanto a justiça que talvez justamente por amor à justiça ele possa poupar, achar uma maneira de poupar por causa da justiça de alguns. Amar tanto a justiça que por causa da justiça de alguns salvar outros que são injustos. E então ele vai descendo 50, 45, 40, 30, 20, 10. Cada passo é uma exploração mais ousada da dessa tese maravilhosa, embrionária, que é quase inacreditável como Abraão pode chegar tão longe. Cada redução do número é uma nova forma da mesma pergunta. É como se tivesse perguntando: "Quão longe vai a tua misericórdia? sem que tua justiça seja abandonada. Até onde pode ir para usar misericórdia sem abrir mão da tua justiça? É isso que a diminuição do número ali está fazendo, não é? Quanto pode a retidão de poucos contar a favor de muitos? Deus responde sempre sim. Sim. Se tiver 50 justos, eu salvo a cidade inteira. E cada resposta, o coração de Abraão é empurrado mais adiante para dentro de um território teológico surpreendente. Naqueles dias, o território onde a pergunta começa a emergir. Será possível que a justiça de poucos conte para a salvação de muitos? É isso que nasceu em seu coração. Será que o amor de Deus pela justiça pode ser de tal maneira que se essa justiça for satisfeita em um, em poucos, muitos possam ser salvos? Será possível que a retidão possa cobrir de algum modo a culpa alheia, a culpa do outro? Será possível que a bondade de um número reduzido que seja tem efeito poupador sobre aquilo que é totalmente indigno? Essas perguntas surgem aqui e elas não são plenamente respondidas, não é? Mas elas são abertas, são plantadas, são insinuadas. Você vê que Abraão, só no conhecimento que ele tinha de Deus, em oração verdadeira, ele ele entendeu o evangelho, né? o próprio evangelho, a a o evangelho sintetizado, eh ainda que não completamente compreendido. E então há um silêncio ensurdecedor, porque se Deus disse sim para 50, 45, 40, 30, 20, 10, uma pergunta inevitável surge. Abraão quando chega a 10 ele para. Porque Deus diz: "Eu poupo, eu poupo a cidade toda por 10 justos". Mas a pergunta inevitável é: tu pouparia por um um justo, um único justo? E se houvesse um justo verdadeiramente justo? Abraão parou porque era evidente e Abraão sabia, não tinha justo nenhum naquelas cidades. Deus não poderia poupar nem o mundo inteiro por haver um justo aqui. Todos pecaram, todos carecem da mesma coisa. Não há um justo sequer. Não há quem faça o bem. E se a retidão de um só pudesse contar em favor de muitos culpados? Você vê o que Abraão está descobrindo na sua vida de oração quando oração é uma resposta à revelação de Deus. Ele descobriu e conhece mais do evangelho do que grande parte dos evangélicos hoje, que ainda acha que o homem é salvo por algo que o homem faz e acha que isso é evangelho. E se o amor de Deus pela justiça fosse tão grande que por causa de um justo ele poupasse uma multidão incontável, enorme, tudo parece caminhar para aí, mas Abraão para. Ele para nos 10. Ele volta para casa. Não faz a pergunta final, não diz: "Senhor, e se houver um, um justo?" Por quê? Porque ele não faz, porque ele sabe que não há. Quem é justo lá? Ló. Ló é justo. Não ali, não em Sodoma. E mais profundamente ele sabe que nem mesmo ele mesmo podia ser o justo para que, por causa daquela justiça perfeita, Deus poupasse outros. Abraão encontrou a trilha, ele encontrou o evangelho. Mas tem um problema. Ele foi muito longe, mais longe do que qualquer homem já tinha ido e do que os homens não chegaram e do que grande parte dos que se dizem cristãos hoje não chegaram. A maneira como Deus salva, crendo ainda que Deus salva alguém pelo que alguém fez ao se diferenciar dos outros. Ele viu a possibilidade, mas Abraão não sabia. Ele não conseguia, ele não possui uma pessoa que pudesse ser esse justo. Ele percebeu a lógica. Há uma maneira de Deus ser totalmente justo e justificar. Mas para isso eu ia ter que ter um justo. Mas eu não tenho. Eu achei o caminho. Você vê, ele é ele através de uma oração centrada no coração de Deus, na revelação de Deus de si mesmo. Ele achou o caminho. Ele achou a incapacidade humana, mas achou um caminho que a justiça de Deus podia fazer a misericórdia soberana prevalecer. A oração de Abraão está tatiando em direção a algo maior do que ele consegue ver. Ele não consegue ver. Ele ficou, ele achou o caminho, mas encontrou uma grande impossibilidade. Não tem um justo. Mas se tivesse um justo, Deus podia salvar injustos por causa dele. Um representante, alguém que realmente Deus pudesse olhar e dizer justo, perfeito, me ama de todo coração, a alma. Ah, eu já disse aqui, as pessoas elas mostram, mesmo quando estão tentando melhorar, às vezes a maior mais profunda ignorância sobre o evangelho. Então, tava vendo, eu já falei aqui que tava vendo uma uma mulher famosa no mundo todo, pregadora aí, né? Ela dizendo: "Não, agora". Ela disse que antigamente ela vivia e pregava errado, mas agora ela tá pregando certo, mudou. Aí você pensou: "Opa, que bom, né? Bom que essa pessoa mudou". Ela diz: "Agora eu entendi o evangelho". Eu deixei todas as outras coisas e eu sei que o evangelho é amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos. Eu pensei: "Meu Deus, isso é a lei, isso é o resumo da lei, não é o evangelho. Eu amar a Deus de todo coração, força e um próximo é mesmo é cumprir a lei. O evangelho é o que outro fez. Mas muitos cristãos acham como acham bonito esse negócio de amar o próximo, né? Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo, o próximo acham que isso é o evangelho. Só que isso condena todo mundo. Ninguém nunca amou a Deus sobre todas as coisas, nem o próximo como a si mesmo. Isso é o resumo da lei. Jesus diz, não é o resumo do evangelho. [roncando] Então ele está tatiando, mas não tem nenhum justo. Está tatiando em direção ao evangelho, mas ainda há muita sombra. Nós achamos que ele viu demais, como hoje achamos que com a Bíblia, com a revelação completa e como a igreja age, é o contrário, né? Ela tem muito, não consegue ver nada. A onde tinha muito pouco e consegui ver o caminho ainda em forma inicial ele tava tatiando. Por isso esse texto é tão vasto, não é apenas uma aula sobre oração intercessória, é uma janela para o coração da redenção. Há uma maneira de Deus salvar injustos por causa de um justo. O problema é que não há um justo sequer. Abraão está tatiando e tentando entender como um Deus infinitamente justo, infinitamente gracioso, pode salvar culpados sem deixar de ser justo. Porque liberar um culpado é injustiça. Essa é a grande questão. Como Deus pode ser reto e ainda assim não me destruir? A ideia de que Deus pode ser bom e não me destruir é o mesmo que admitir que Deus não é reto. Porque o certo, o justo é me destruir. Como pode o juiz de toda a terra continuar sendo juiz de toda a terra e ainda assim não exercer juízo? Abraão sente essa tensão e não resolve ela totalmente, mas ele põe diante de Deus. Isso torna a sua oração viva por essa razão, porque é teologicamente verdadeira, honesta, não está negando nada em Deus, não está tentando diminuir sua justiça, sua santidade. Não está tentando fazer Deus ver o pecado de maneira menor. Não simplifica Deus não. Deus é só amor. Deus é só graça. Ou Deus, ele não separa artificialmente os atributos de Deus que são inseparáveis. não sentimentaliza a santidade de Deus como se fosse algo que Deus pode dar uma diminuidazinha nela para fazer outra coisa, mas ele não se endurece paraa graça também. Ele leva Deus a sério, leva o pecado a sério, leva o mal a sério, leva o amor de Deus a sério, leva a justiça de Deus a sério, leva a ira de Deus a sério, leva Deus a sério como Deus se revelou e não como um homem poderia imaginar Deus. Quem vê pouco de Deus, ora pouco, queridos. Quem vê Deus sentimentalizado, ora sem tremor. Acha que Deus pode ir contra aquilo que ele é para fazer algo para si ou para eh aquilo que eu acho que é mais importante, que Deus que é o mundo, as pessoas. Quem vê Deus apenas como remoto, ora sem ousadia. Quem vê Deus de modo raso, ora de modo raso. Quem pensa em Deus com a mente do humanismo secular, ora de maneira humanista secular, não ora de verdade. Mas quem conhece algo da santa gravidade de Deus e algo da sua espantosa bondade, já não consegue orar de uma maneira morna, porque sabe que está diante do juiz de toda a terra e sabe que esse juiz escolhe, sustenta, visita, ouve, que esse juiz, apesar de ser o juiz de toda a terra, chamou ele soberanamente, escolheu ele. Sabe que há fogo, mas sabe que também há aliança. Sabe que há justiça, mas sabe que também há misericórdia. Ele não coloca justiça contra a misericórdia ou a misericórdia contra a justiça. Isso produz uma extrema reverência e também uma extrema ousadia. Exatamente. A temperatura da oração de Abraão. Ele realmente está diante de Deus. Ele realmente ora. Ele não está orando para um Deus que ele inventou, que ele sentimentalizou. Então, eh, porque toda essa exploração teológica estava preparando o coração da história para alguém maior do que Abraão. Ele já tinha visto o caminho, mas como esse caminho poderá ser feito? Ele não tinha menor ideia. Alguém que não apenas perguntaria sobre a justiça de um em favor de muitos, alguém que seria esse um. Alguém que não apenas intercederia, mas ofereceria sua própria justiça para ser a justiça de outros e abraçar a injustiça e o juízo infinito disso. Então, há momentos na escritura em que a verdade parece parar um passo antes da explosão final. Como se Deus abrisse uma porta, mas não totalmente. Isso acontece várias vezes, né? Como se a luz entrasse, mas ainda é um feixe estreito, não clarão, como se o coração fosse levado até a borda de um abismo de glória, mas ainda sem ver toda a glória. E esse texto em Gênesis 18 é isso, é um desses momentos. Depois da ousadia de Abraão, depois da descida dos números até 10, depois da argumentação apoiada no caráter de Deus, na justiça, santidade e na graça, na misericórdia, o texto deixa no ar essa pergunta: "E se houver um, não, 50, não, 45, 40, 30, 20, 10, um, um apenas, um só, um justo verdadeiro, um justo sem mistura, um justo cuja cuja retidão fosse perfeita aos olhos de Deus. Um justo cuja vida estivesse inteira debaixo do prazer de Deus, do agrado de de Deus. Poderia a justiça de Deus contar essa justiça perfeita em favor de muitos? Poderia o amor de Deus por aquela justiça ser tão dignificante do caráter de Deus, daquela única pessoa, ser tão satisfatória que fosse possível cobrir a injustiça de outros, porque e ela era mais do que suficiente para muitos. Então, Abraão não formula, ele para, conversa e termina nesse ponto. Mas o silêncio de Abraão não é vazio, é carregado de antecipação, né? Carregado de uma teologia muito profunda que um homem, quando não existia nenhuma página da Bíblia escrita ainda, tinha de Deus. Na verdade, Abraão procura aqui uma forma de mediação, uma forma pela qual a retidão não desapareça, ainda que todos sejam culpados. Uma forma pela qual Deus permanece reto ao poupar. Abraão está tatiando em direção ao coração do evangelho. Ainda sem esse nome, ainda sem ver como isso seria possível. Ele já amava o evangelho. Ainda sem um filho encarnado e crucificado, mas ele ele tá tatiando. A pergunta sobre o um é inevitável. Se por 50 justos Deus salv salvaria muitos. E você vai baixando. Ele sempre diz que sim. O princípio já é admitido. Sim, por um justo realmente que agrade totalmente e honre minha justiça mais do que milhões fariam. salvaria milhões. Então, por que não? Porque Abraão não continua baixando porque ele sabia. Não tem. Esse é o caminho, mas ninguém pode trilhá-lo. É como um caminho maravilhoso, que realmente é o caminho certo, mas nenhum ser humano pode andar por ele. Essa não é uma pergunta e artificial. O problema é que a resposta é sim, mas eu não tenho. Eu não tenho um homem. E é sobre Deus ensinando já ali categorias pelas quais um dia nós seríamos salvos. Justo, injusto, juiz e misericórdia, culpa e poupar, retidão representativa, intercessão, mediação sacerdotal, tava tudo ali. Isso é vida de oração, é sentir da verdade de Deus e a verdade moldar. E quando a semente é vista, eh, Abraão tem um conhecimento mais profundo de Deus. Apesar dele não saber como Deus pode fazer essas duas coisas, ser totalmente justo e misericordioso, porque não há nenhum justo. E você vê a espiritualidade de Abraão não é uma coisa vaga, é uma coisa totalmente sustentada pela verdade, do caráter de Deus. Ela é concreta demais, santa demais. Abraão não está falando com energia superior, com eh um ser indefinido, com uma consciência cósmica, ou então com seus próprios sentimentos. Você vê que a oração verdadeira exige um Deus real, exige um pecado real, culpa real, justiça real, misericórdia real, mediação real. Abraão está agindo meio como um sacerdote, não é assim? se colocando ali, já que não há ninguém em Sodoma para orar por eles mesmos. Ele se coloca ali. Ele não está apenas conversando, ele está eh não debatendo um problema moral, abstrato. Ele se coloca entre o juízo e a cidade. Ele vai diante de Deus em favor de outros. Vai por gente perversa, por gente que ele não admira, por gente que ele não queria conviver. Vai por gente que não merece a simpatia dele, vai por gente cuja culpa não há menor dúvida de que são culpadas. Ele não tenta diminuir isso. Isso é intercessão. Isso é mediação em miniatura. É um homem colocando sua relação com Deus a serviço da bênção de outros. o que ele conhece de Deus, sua verdadeira, ele tem o ouvido do rei e então ele vai usar toda a verdade que ele conhece sobre Deus e o fato dele ter o ouvido de Deus por outros que ele acha e sabe que são perversos. É belo, mas é insuficiente, não é? Abraão pode argumentar, pode pedir, pode suplicar, pode ousar, mas você vê, ele não pode resolver o problema. Não pode. Ele é um intercessor real, mas só parcialmente. Ele é um verdadeiro intercessor no sentido que ele pode apresentar apresentar a aquilo que é necessário para que a misericórdia e a justiça realmente se se beijem. Ele não pode ser o verdadeiro mediador, né? Por quê? Porque ele mesmo também precisa de misericórdia. Ele também não é justo. O fato dele não ser destruído junto com aquela cidade já era algo espantoso. Ele não é justo. Ele mesmo não é o homem cuja retidão poderia servir. Ele não pode dizer com base na minha justiça, na minha bondade, tu não pode salvar eles com o fato de eu ter obedecido e feito isso e feito aquilo. Ele mesmo é pós cinza. Ele mesmo vive da graça que ainda nem compreende direito. Está tentando compreender cada vez mais. Ele mesmo sente que é misturado, ele peca, ele mesmo teme, ele tropeça. Ele também precisa de um justo. Por isso, a oração dele não pode ir até o fim. Por isso ele para. A oração dele pode descobrir uma trilha. Agora ele pode pedir a Deus, mesmo sem compreender tudo. Deus, tu não pode prover para si um justo. E a velha aliança aqui brilha em forma de promessa, né? A luz, mas não a luz do meio-dia. Na velha aliança, Deus tá respondendo a Abraão, eu tenho uma maneira. Eu tenho alguém pela qual as orações verdadeiras são totalmente eficazes. A verdade aqui, mas ela é só embrionária. Há mediação, mas é só uma figura. Ah, alguém agindo meio como sacerdote, intercedendo, mediando, mas não o sacerdote final. Abraão vai longe, muito longe, muito mais longe do que é inacreditável quase. Como ele pôde entender o evangelho que muitos não entendem na igreja hoje. E ele não pode ir mais, não porque ele falte fervor, não porque falte ele eh eh mas porque ele tem a marca da injustiça, ele mesmo. E essa falta é exatamente o que o Novo Testamento vai preencher. O que Abraão não pode ser, Cristo é. A pergunta silenciosa é: se houver um, encontra finalmente sua resposta. Não em Sodoma, não em Jardim da Luz, não em Abraão, não em Josemá, mas em Cristo. Há um, houve um, existe um, um justo verdadeiro, um homem plenamente obediente, um homem que honrou tanta justiça, satisfez tanto a Deus, deleitou tanto o coração de Deus e a justiça de Deus, muito mais do que o pecado, mesmo em muitos. Um homem sem mistura, um homem sem pecado, um homem cuja vida inteira o profundo deleite de Deus. Um homem cujo justiça não é parcial, não é relativa, não é manchada. Um que revela plenamente quem Deus é em sua graça, juízo. [roncando] Há um. Por isso o evangelho não é uma ideia humana, não tem nada a ver com o humanismo, porque ele não ele não diminui nada. A maldade inata do ser humano. Ele não dá nomes bonitos terapêuticos ao pecado no coração do homem, na mente, nos seus sentimentos. Por isso o evangelho não é uma ideia que encaixe na ideia humana sobre si mesmo. É uma resposta concreta, pactual, moral e redentiva. A pergunta de Gênesis 18: Se houver um, por causa da justiça de um que te satisfizesse plenamente, tu não poderia salvar muitos. Sim, Deus salvará muitos por causa de um. Sim, a justiça de um contará em favor de uma multidão. Sim, o juiz de toda a terra fará o que é reto e ainda assim vai poupar culpados para por toda a eternidade mostrar a glória da sua graça, sendo justo e justificador, justo juiz e que pode ainda exercer sua misericórdia. será um substituto que não apenas argumentará com Deus se não há um caminho, ele vai se oferecer. Ele mesmo é o caminho. Não apenas ficará diante do juízo, ele vai beber. Ele vai experimentar o juízo infinito de Deus, não de um pecador, mas de todos os que o pai deu a ele. Como já dissemos, no inferno ninguém sofrerá como Cristo, porque ninguém é eterno para esvaziar o cálice. Por isso que fica bebendo o cálice para sempre. Mas Jesus bebeu até o fim. Não o cálice de um pecador, mas de todos os que o Pai deu a ele. É o inferno multiplicado e perfeito. Abraão intercede por gente que talvez um dia o prejudicasse. Cristo intercedeu até por pessoas que estavam matando ele. Abraão se aproxima de Deus em favor da cidade. Cristo desce ao mundo para carregar em si o juízo devido ao que nós podemos chamar da cidade dos homens. Abraão argumenta sem ser consumido. Ele sempre fala: "Tem misericórdia, eu que sou pó, eu vou usar falar aqui, mas não, não jogue sua ira sobre mim. Tô intercedendo pelas pessoas, tô tentando aqui encontrar, mas não não jogue sua ira em mim". Mas Jesus não intercedeu assim. Deus jogou sua ira sobre ele. Cristo desceu ao mundo para carregar em si o juízo devido a quem ele salva. Abraão argumenta, mas não é consumido. Cristo é consumido pela justa ira de Deus. Abraão pede que o lugar seja poupado por causa dos justos. Cristo se torna a base objetiva pela qual a única Deus pode salvar. Só por isso e por mais nada que o homem possa acrescentar. Então, Abraão é uma bela sombra, mas Cristo é a substância. Cristo é a aquilo que é concreto. Abraão aponta, Cristo é o verdadeiro cordeiro, verdadeiro sacerdote. Abraão pronuncia, Cristo cumpre. Então, a pergunta muda. Já não perguntamos apenas: "E se houver um?" Agora, nós sabemos, há um. Nossas orações deviam ser muito mais intensas, profundas, verdadeiras, que a de Abraão foi. Queridos, não estamos tatiando. O que significa para nós então agora? significa tudo. Abraão acabou sua grande, profunda oração baseada no caráter verdadeiro, na revelação de Deus, pensando, ah, se houvesse um, mas nós sabemos. Então, isso significa tudo. Significa que a justiça de Deus não precisa ser atenuada. Não precisamos falar do pecado dos homens em termos terapêuticos, humanistas seculares. Sabemos que não há cura nesse caminho. Ninguém será poupado por Deus por apresentar seus problemas psicológicos para ele. Esse não é o caminho. É um erro consolar as pessoas como ele. Elas não vão ser poupadas por esse caminho. Não é o caminho, ela não é justa. Todas as outras coisas são resultados do pecado, operando no centro do seu ser, no homem ser voltado para si mesmo. Isso causa dor no mundo. É óbvio. O pecado causa todas as dores no mundo externo e no mundo interno. Deus não salva pecadores relaxando sua santidade. Salva-os em plena santidade, em plena justiça, em plena verdade moral. Porque o justo ofereceu a si mesmo por eles, não dizendo que eles não eram tão maus ou eram apenas pessoas traumatizadas pela sociedade, pelas pessoas e pelos seus problemas, porque elas eram mais. Isso muda a qualidade da oração cristã, muda radicalmente. Já não nos aproximamos de Deus apenas com a intuição de que deve haver um caminho. Nós conhecemos o caminho. Então, por que flertamos com outros? Porque achamos que realmente o pecado em nós, em alguém, pode ser tratado de outra forma. Já não nos aproximamos apenas como uma esperança de que talvez Deus possa ser justo e justificador. Sabemos que na cruz ele pode. Por isso Paulo disse: "Eu me propus pregar Cristo e este crucificado. Não tem mais nada para falar para as pessoas. Nada pode ajudá-las. Todos pecaram. Não há argumentação para que toda a boca se cale diante de Deus no dia do juízo. Não há argumentação humana. O humanismo secular não encontrará uma desculpa para o homem diante de Deus. Paulo diz: "Não pregarei isso. Não é o caminho. Ao ver algo em você que não glorifica a Deus, não é o caminho encontrar uma explicação humanista para aquilo. Já não vamos a Deus perguntando até onde sua misericórdia pode ir. Sabemos, ele vai até o inimaginável, mas ele nunca vai negar sua justiça. Ele vai até ele mesmo beber o cálice infinito da sua ira. Mas ele nunca vai chamar um pecado de outra coisa. Foi até o filho, até o não poupado, até o santo carregando culpados, até o justo pelos injustos. Mas o justo foi pelos injustos, não pelos disfuncionais. Toda oração cristã verdadeira está atravessada por uma certeza que Abraão ainda não possuía com essa nitidez. um mediador, um intercessor perfeito. Há um justo que pode ficar no lugar do injusto e não há nenhuma outra caminho ou nada que eu possa somar a isso. Há um advogado cuja própria obra constitui o argumento dele. O argumento dele diante do trono. Sou o justo que dei minha vida por aqueles injustos. Esse é o seu argumento. Ele não diz que as pessoas não eram tão injustas. É o fundamento da nossa aproximação. Porque sem Cristo, o juiz de toda a terra é um terror para todos nós. Não pense, não sentimentalize isso. Ele é um terror. Não porque ele não é bom, mas é porque ele é bom demais, santo demais. reto demais. Portanto, o fato de Deus ser um terror para o pecador não é porque é mau, é porque ele é bom, é porque ele é santo. Você nunca vai poder dizer que é porque Deus não é justo, porque Deus não é tão bom como devia ser. O problema do homem é exatamente esse. Deus é luz perfeita e o homem é trevas. Ele é totalmente bom e só ama o que é bom. E não há quem faça o bem. nenhum sequer. Então ele só pode ser um terror para o homem, não por causa das que ele é mau e bravo, né, mas por causa do motivo oposto, porque ele é bom e santo e puro e odeio o mal e odeio as trevas, tudo que somos em nossa própria natureza. Mas porque sua justiça foi honrada no lugar onde sua misericórdia nos abraçou? Então todo mundo a cruz não diminui a justiça. Você vê, ela manifesta a justiça. Mesmo Deus tomou o cálice inteiro. A justiça não foi em nada. Ela foi honrada mais do que vai ser no inferno. A cruz não enfraquece a graça. Ela é o único fundamento. A ideia de que Deus pode ser gracioso sem a cruz, não é? E de certa forma a graça produz a cruz, mas a cruz é que dá condições verdadeiras de Deus ser quem ele é e usar da sua misericórdia. A cruz não faz Deus parecer menos santo porque ele é gracioso. Não faz Deus parecer odiar menos o pecado. A cruz mostra até onde eu lhe odeio o pecado. Sem nenhuma exceção, sem nenhuma concessão, nem no seu próprio filho. Então, a cruz onde mostra a sua misericórdia, mostra a sua justiça como nada mais. O inferno dos demônios e dos homens não mostrariam a sua justiça tanto quanto a cruz mostra. Nem o meu filho. Quando o pecado foi colocado sobre ele, nem ele podia parar a ira infinita. Nada pode. As pessoas às vezes ficam em dúvida se Deus não vai dar um jeito para salvar aquele aquele. Deus não poupou o seu filho. Por isso, quando oramos em Cristo, não pedimos a um Deus vago, que seja simpático com os homens. Não tentamos apaziguar Deus, fazendo ele compreender através do nosso humanismo secular como as pessoas são para que ele dê um jeito lá e não seja tão assim. Nós vamos ao pai pelo filho. Nós só chegamos ao juiz pelo justo. Não temos outra argumentação. Para que o homem seja salvo, para que ele seja poupado. Nós vamos ao trono por meio do cordeiro. E nisso nos dá o quê? Humildade. Você vê, não há nenhuma razão, a não ser Cristo, para Deus me salvar e nenhuma razão para ele salvar mais ninguém. Não oramos baseados nisso, de que Deus tem uma razão porque os seres humanos merecem alguma coisa. Isso nos dá ousadia porque nada revela o amor de Deus como a cruz. Se o filho for entregue, então Deus não está apenas tolerando nossa aproximação. Ele comprou, ele abriu, ele ordenou e ele mesmo chama. Eficzmente através disso, Abraão tinha tremor e confiança. Nós temos tremor e confiança em um grau muito maior, porque conhecemos o mediador que Abraão apenas viu de longe, não é? Depois de ver Abraão intercedendo, depois de sentir a pergunta silenciosa e se houver um? A pergunta que não foi feita, né? E depois de reconhecer em Cristo a resposta final, não podemos pensar a oração da mesma forma, queridos. Ela não é uma técnica espiritual. Você vê, a oração deve ser fruto do evangelho, do caráter de Deus. ou não é oração, não é simplesmente minha sinceridade não faz oração. Não é a tentativa vaga de uma conexão com um poder maior. Não é um alívio devocional, emocional, porque eu preciso falar sobre os meus problemas. A oração cristã entra na ordem da mediação consumada. Da mesma maneira que Paulo não pregava nada a não ser Cristo este crucificado, não oramos nada a não ser Cristo este crucificado. Não temos acesso. A oração cristã entra na ordem dessa mediação consumada da justiça satisfeita, do acesso comprado. Nunca vamos a Deus falando sobre o que os homens merecem, o que eu mereço, o que Deus tem que fazer. Orar pressupõe que eu já sei que o homem não merece nada, eu não mereço nada, a não ser o juízo de Deus. Eu estou orando em nome de Jesus. Eu já tô dizendo, nem eu nem ninguém merece nada a não ser experimentar a ti como um terror. Do tribunal em que já existe um advogado perfeito, um sumo sacerdote, um justo perfeito. É, é disso que nos aproximamos. Isso muda tudo. Abraão não tinha intimidade eh eh eh final com Deus, assim, tinha aliança, tinha palavra, tinha experiência viva da graça, tinha consciência da justiça divina e da misericórdia, tinha uma ousadia santa que poucos conheceram como ele. Mas ele estava falando antes da cruz. Ele não tinha o ele falava ainda na região da promessa, olhando para o futuro, sem saber exatamente como Deus resolveria esse grande enigma que ele acabou descobrindo em oração verdadeira, baseada na revelação verdadeira. Falava de um lugar em que a lógica da mediação agora estava aberta, mas não tinha ninguém na história que pudesse ser. Nós estamos do outro lado, do lado do cordeiro que já foi oferecido. É óbvio que do ponto de vista de Deus, o cordeiro foi oferecido antes da fundação do mundo, mas do ponto de vista histórico para nós foi há 2000 anos atrás. Do lado do filho que já não foi poupado, que já na história tomou o cálice, do lado da sentença que já foi cumprida, a justiça já disse satisfeita. Do lado da mediação já entronizada. Se Abraão orou com aquela ousadia, nós temos uma razão muito maior para orar com extrema ousadia por causa da cruz e com completa humildade por causa da cruz. Porque Cristo é o verdadeiro advogado diante do tribunal divino. Abraão se aproxima como alguém que leva o caso diretamente a um juiz e diz: "Se não, se tivéssemos esse um". Ele argumenta, pleiteia a pela caráter de Deus. Isso já é maravilhoso. Isso mostra a comunhão. Eh, como ele conhecia Deus verdadeiramente. Mas Cristo quando intercede diante do Pai, ele não intercede assim. Ele não comparece diante do Pai apenas com uma súplica. Comparece como uma obra consumada. Eu sou justo. Eu vivi. Eu já bebi o pecado deles até o fim. comparece com essa obra consumada. Ele não apenas diz poupa-os, diz, por assim dizer, a justiça em relação a eles já está cumprida, não há mais nada. Não apenas ele intercede no vazio, intercede sobre a base do seu próprio sangue. O sangue dele fala, o sangue dele fala por aqueles que ele intercede, por aqueles que o pai deu a ele. Não apenas pede misericórdia genérica. Ele agora pede uma misericórdia que está de acordo com a justiça. Deus é justo em perdoar porque Deus cumpriu toda a justiça. Porque a justiça do caráter de Deus foi totalmente satisfeita. Misericórdia que não contradiz sua justiça. Essa é a única. Qualquer outra misericórdia seria fazer de Deus um juiz injusto. Fazer de Deus não Deus. Você pode até sentimentalizar um Deus assim, mas um Deus assim não existe. O cristão não chega diante de Deus tentando persuadi-lo a ser menos justo para salvar seu filho, seus parentes, a cidade. Chega por causa de uma justiça já cumprida em outro. O você não chega diante de Deus no final do dia e diz: "Ô Deus, ignora o meu pecado hoje". Aí isso são problemas que eu tenho. Eu nasci num lar funcional. As pessoas são muito difíceis. Então a minha vida foi muito cheia de traumas. Então eh ignora meu pecado hoje. O crente chega dizendo: "O meu pecado foi lavado no sangue do seu filho. Ele não diz deixa a tua santidade de lado". Ele diz: "Tua santidade foi honrada na cruz do teu filho". Ele não diz: "Recebe a mim por uma suposta bondade sentimentalista sem teu juízo." Mas ele diz: "Me receba, porque o teu juízo devido a mim foi assumido pelo justo. E ele tomou o cálice dos meus pecados até o fim." Essa é a diferença entre oração cristã e uma espiritualidade vaga que impera mesmo na igreja dos nossos dias. A espiritualidade vaga quer proximidade sem uma resolução moral, sem estar centrado na retidão, justiça de Deus. Fala de uma misericórdia que é totalmente sentimentalizada. Fala dos homens para Deus como se os homens valessem mais do que Deus. A Bíblia não permite isso. Ela nos leva ao tribunal, nos leva ao juiz de toda a terra. Ela nos leva à culpa real. Ela nos leva até não termos nenhuma desculpa para nenhum pecado baseado em qualquer ideia humana, para que toda a boca esteja calada diante de Deus e todos sejam culpados. É isso. Então nos mostra o advogado, mediador, o sacerdote, o cordeiro, aquele cujo intercessção não é apenas comovente, tentando sentimentalizar, mostrando os sofrimentos, mas é uma intercessão infalível, porque ele não pede com base apenas na intensidade do amor. Ele ele mostra a justiça satisfeita, a justiça honrada, glorificada, o nome de Deus exaltado. Por isso, a escritura fala de Cristo como nosso advogado junto ao Pai. E não apenas como advogado, como Jesus Cristo, o justo. O justo. Precisamente sua justiça é o fundamento dele ser o advogado infalível. Eles não tá falando que nós vamos daqui paraa frente. Perdoa eles dessa vez, porque daqui para frente eles vão eles vão cada vez ser neles mesmos melhores. Eles pelo menos se diferenciaram dos outros. Eles não são tão ruins assim. Nada nos humilha mais do que a cruz. Se o filho de Deus teve que morrer por nós, então o nosso caso era de fato desesperador mesmo. Então não há nenhuma bondade em nós mesmo. Então não há nada que nós pudéssemos fazer mesmo. Então se ele não nos der arrependimento, nós não nos arrependemos. Nós somos inimigos de Deus. Se ele não nos der fé, nós não cremos. Se ele não nos der tudo, nós ficamos sem nada. Porque é o que nós temos, nada. Não havia recurso em nós, não havia nenhum pingo de justiça em nós, nem força, nem desejo, nem anseio. Nós não estávamos nas trevas, nós amávamos as trevas. Não há mérito em nada no fim em nós. Se ele teve de morrer, somos mais pecadores, mais perdidos e mais falidos moralmente do que a nossa religiosidade gosta de admitir. Por incrível que pareça, há cristãos que não acreditam na depravação total, olhe para a cruz. Se essa é a única maneira de um homem ser salvo, como ele não é totalmente mal em todos os aspectos, como há alguma coisa boa nele, algo intocável, algo que pudesse ser pelo menos aquela parte dele ali, não foi tocada pelo pecado, não foi escravizada pelo pecado, seu sentimento, se tudo foi mente. O homem raciocina, raciocina. Ele é racional, é, mas ele raciocina racionalizando o seu pecado. Por quê? Porque o pecado tocou tudo. Mente, vontade, desejos. A cruz arranca pretensão, arranca superioridade, arranca o moralismo, arranca a ilusão de que estamos diante de Deus em algum momento da vida por desempenho próprio, porque eu sou cristão já há 30 anos agora, então eu tenho Cristo, mas mas minha bagagem. Temos nada. Nunca chegamos diante de Deus carregando algo nosso mesmo. Diante da cruz, toda a vanglória se torna grotesca, se torna uma monstruosidade, se torna a negação do evangelho. Toda comparação orgulhosa com outros irmãos, com outras pessoas ou com a Sodoma e Gomorra é coisa de pecador tolo. Não a diferença. Não a diferença. A Bíblia diz claramente: "Todos pecaram. Não se compare. Você não vai ficar melhor diante de Deus assim, mostrando que teu orgulho é menor do que daquele, que tu é menor do que daquele outro, de que você pelo menos faz isso e aquilo outro. É tolicante. A cruz é maravilhosa, mas nos põe no chão, queridos. Nos desmascara. desmascar um homem, mas nada ao mesmo tempo nos torna mais ousados do que a mesma cruz. Por isso, diz: "Entremos, pois, como ousadia no Santo dos Santos. Nem o sacerdote, sumo sacerdote, Arão e sua família entravam com a ousadia no santo do santo. Ninguém entrava, mas agora entre. recebidos eh eh eh mais do que simplesmente eh eh eh ajudados. Ah, se Cristo morreu por nós, Deus não está apenas tolerando nossa aproximação, podendo de repente nos matar. Como o sumo sacerdote poderia morrer no Santo dos Santos de repente? Tem que puxar ele para fora. Deus não está apenas permitindo que falemos com ele de longe. Ele está abrindo acesso. Deus não está suspendendo durante um tempo o seu juízo. Seu juízo já foi derramado. Ele está reconciliado. Ele não está fazendo a paz. A paz foi feita. Ele não está vendo se depois que ele fizer todo o balanço da, sabe, das toda a contabilidade, eh, não vai haver condenação. Ele nenhuma condenação mata. Ele não está apenas dizendo, se aproxime e vê no que de que dá. Ele diz: "Aproxime-se". A mesma cruz que diz você o pior é muito pior do que você imagina. Você só acha o inferno duro porque você é mau. A cruz diz: "Você é muito pior do que você." Os teus pecados são muito piores. E quando você tenta racionalizá-los, mostra com pior eles são. Mas também diz: "Eu posso usar da minha misericórdia sem que a minha justiça seja ofendida, mas que seja perfeitamente mais exaltada do que qualquer outra coisa faria." Isso cria a temperatura da nossa oração. Pó e cinza. Sim. Mas filhos, pequenos, sim, mas já recebidos, indignos em nós mesmos. Sempre nunca oramos a Deus baseado em alguma dignidade, alguma obediência, alguma coisa. Nossas obediências precisam ser remidas no sangue de Jesus. nossas melhores coisas agora que nós somos novas criaturas, precisam nossas orações, nosso cântico, tudo isso sem o sangue de Jesus não passaria de ofensa e arrogância. Indignos em nós mesmos, sim, mas justificados em Cristo. Tremendo, sim, mas nunca parando. Entramos com santo temor e com ousadia, com reverência, sim. A distância entre uma criatura e o criadora é infinita, mas com confiança. Essa é a glória da vida de oração. Essa é a verdadeira oração. Ela está totalmente expressando o evangelho. Porque quando entendemos o evangelho, passamos a ver tudo de outra forma. Não olhamos para o Rio de Janeiro, o mundo de uma maneira superior. Sabemos é o que somos. Não somos melhores do que Sodoma e Gomorra, mas também não olhamos de maneira relativista. Não é tão ruim assim. Há algo bom. Não, não somos não conseguimos mais chamar mal de bem. Não conseguimos mais dizer que há bem no homem quando só há mal. Não estamos mais entre aqueles que chamam mal de bem e bem de mal. Nós agora por causa da cruz podemos chamar mal de mal. Vemos tudo agora como pecadores justificados. Quando olhamos paraa nossa salvação, não nos sentimos melhor do que os não salvos. Não nos sentimos no lugar superior em nós mesmos. Gente que denuncia a perversidade sem esquecer que só por misericórdia não é tão perverso quanto todos as pessoas que nós achamos mais perversas. Só o evangelho mantém junto essas duas coisas que o coração humano insiste em separar. seriedade moral e humildade pessoal. Sem o evangelho, nós sempre vamos relativizar o mal. Com falso evangelho, vamos fazer do evangelho uma relativização do mal. E vamos trazer um Deus que nós inventamos e vamos orar por um Deus que não existe, porque não queremos parecer duros, não queremos parecer inflexíveis, não queremos parecer eh fundamentalistas. Ou nos tornamos então moralistas porque amamos a sensação de estarmos do lado certo e sentimos uma certa superioridade entre nós e os piores pecadores, porque não não sentimos que somos os piores pecadores. O evangelho destrói ambas as coisas, destrói o relativismo porque mostra um Deus de justiça num tribunal real, num pecado real e numa cruz necessária e como a única base na qual eu estou diante dele. que destrói o moralismo, porque mostra que nós mesmos só podemos chegar a ele pelo sangue e não por nada que é em nós. Então, em que que eu tenho melhor do que o mundo? O mundo não pode chegar a ele e eu também não posso chegar a ele em mim mesmo. Então, qual é a diferença? A diferença é Cristo. Não somos a parte boa da humanidade contra a parte má. Nós nascemos todos juntos, todos iguais. Todos nós nascemos parte má da humanidade, porque não existe a parte boa. Somos pecadores. Ah, mas somos salvos. Somos salvos pela graça. Não somos salvos por algo que houve em nós ou há em nós que nos diferenciou dos outros. Por isso, podemos amar a cidade, amar eh, orar por Sodoma e Gomorra sem relativizar o mal dela. Podemos desejar sua salvação sem desejar que Deus seja menos justo e santo. Não precisamos diluir o pecado em humanismo secular. interceder por lugares violentos sem romantizar a culpa do violento e dizer que ele é violento por isso, por aquilo, por aquilo outro e que a sociedade que fez os homens violentos Caimou Abel por causa da sociedade. Os homens precisam ser ensinado ao homem ser egoísta, ser ressentido, achar que todos devem a ele, porque no fundo acha que Deus deve a ele. É o que vemos, sabe? Podemos querer o bem de gente difícil, sem deixar de chamar o mal pelo seu nome. Não precisamos dizer que a pessoa não é tão difícil. Não é com base em ela ser fácil que estamos intercedendo. E é o que vemos em Abraão e muito mais perfeitamente em Cristo. É o que o evangelho produz em quem o recebe de verdade, em quem é chamado. Então, como recebemos o que Abraão tinha? E mais, primeiro, somos cativos a revelação de quem Deus é. Sem o Evangelho, a Bíblia pode parecer uma sucessão de histórias antigas e símbolos distantes que não levam a nada. Se nós não chegamos finalmente no justo, no único e somente Cristo este crucificado, então toda a Bíblia é um monte de histórias, um monte de símbolos, um monte de enigmas que não levou a lugar nenhum. E só quando a gente de fato chegou ao evangelho, ao coração do evangelho, nós estamos orando de verdade, porque Deus falou, estamos respondendo a Deus, não começamos isso. Não vem das nossas intuições. A resposta do coração a essa voz que se revelou perfeitamente em Cristo é a verdadeira oração. E se entendermos o evangelho, seremos humildes e ousados. Vamos ser verdadeiros intercessores por todos os homens. Não vamos achar que estamos numa posição melhor por alguma razão que encontramos em nós nossa bondade, pelo menos comparativa, nosso livre arbítrio. Sabemos o que somos e sabemos o que Deus fez e com base no que ele fez sozinho, podemos ir a ele e então podemos pedir coisas tão grandes. a hora de nós ora pequeno, tímido, quase pedindo desculpa, como se Deus tivesse eh a gente soubesse que Deus está nos ouvindo, mas está nos ouvindo com desagrado, não é? Porque não não conseguimos abraçar totalmente nossa maldade, não conseguimos abraçar tudo que Cristo é para nós. E achamos que realmente comparecemos diante de Deus com essa mistura entre nós e Cristo, entre a nossa suposta bondade misturada e não chegamos então com a ousadia. Ou então começamos a achar que temos algo de bom e somos ousados, mas somos irreverentes. Abraão não faz isso. Ele vai, ele pede, ele insiste, ele volta, ele aperta o argumento, desce o número e pede muito porque sabe de diante de quem ele está e nós mais ainda. Não porque somos presunçosos, porque temos a cruz. A cruz é a única coisa que pregamos, é a única base da nossa oração. Ela é a base da nossa ousadia e a base da nossa humilhação. Nós temos tudo na cruz de Cristo e fora dela não temos nada. É ali que começa uma vida de oração. É ali que é sustentada a vida de oração. Não temos nada na pregação, a não ser Cristo e este crucificado. Não temos nada na oração, a não ser Cristo e este crucificado. Não temos nada numa vida santa, a não ser Cristo e este crucificado. Não temos nada em justiça, a não ser Cristo e este crucificado. O evangelho, o evangelho que Abraão anteviu em sombra, nós já temos claramente e não temos nada fora do evangelho. Vamos ficar de pé. Obrigado, Deus por esta noite, essa celebração, ó Deus, o gozo que a verdade da cruz traz para nós e ao mesmo tempo, ô Deus, temor, reverência, santidade, amor a ti que nos constrange a viver para tua glória, que nos leva à santificação, nos faça ver Cristo Deus. Ficamos maravilhados como a comunhão de um homem, como Abraão fez ele ver longe. Mas quão longe tu se revelou para nós. Quão mais longe, quão mais profundo, quão mais claro. Que teu espírito abra, Senhor Pai, realmente os olhos do nosso coração para compreendermos junto com todos os santos tudo que Cristo é, tudo em todos, ó Deus. E assim compreendamos, Senhor Pai, ó Deus, eh a altura, a largura e a profundidade desse amor que excede a todo entendimento, em [roncando] nome de Jesus. Amém. Ja.