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O QUE É A ORAÇÃO DO PAI NOSSO? – ALLEN PORTO

O QUE É A ORAÇÃO DO PAI NOSSO? – ALLEN PORTO

O QUE É A ORAÇÃO DO PAI NOSSO? – ALLEN PORTO

Mais do que uma oração conhecida e repetida ao longo da história da igreja, ela apresenta princípios que direcionam toda a nossa espiritualidade. Neste vídeo, Allen Porto explica por que o Pai-Nosso ocupa um lugar central na fé cristã e como seus ensinamentos moldam nossa relação com Deus.

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Legendas automáticas:

O foco do Kevin aqui é falar da oração
do Pai Nosso. Então, por mais que ela
seja a oração mais conhecida de todas e
essa pergunta talvez seja extremamente
óbvia para a maioria, tem gente que tá
chegando agora, tá conhecendo a fé agora
e vale a pena a gente enfatizar. Então,
o que é a oração do Pai Nosso, Alan?
>> Ele eh começa o livro tratando um
pouquinho disso, inclusive.
E
isso é interessante para a gente, até
você mencionou isso. É a oração mais
conhecida?
Mas muitas vezes aquilo que é muito
popularmente conhecido é
superficialmente conhecido.
Então,
por mais que alguma coisa seja muito
popular, não necessariamente ela é
compreendida em seu significado, né, e
seus impactos.
A oração do Senhor eh
ele até no livro ele coloca da seguinte
forma, né? Talvez a gente pudesse chamar
melhor a oração do Senhor da oração que
Jesus fez em João 17, né?
E não em Mateus 6 ou
>> [limpando a garganta]
>> nos nos outros evangelhos, como a gente
tem aqui.
Mas essa oração, o Pai Nosso, é
o Senhor Jesus
ensinando os seus filhos, ensinando o
seu povo a falar com o Pai, a buscar a
Deus e até mais do que isso, ele nos
ensina a
falar, ele nos ensina o que falar, ele
nos dá um
uma postura e um direcionamento
adequado. Então, isso também eh
desenvolveria o como falar.
E assim ele direciona não só a oração em
si, mas toda a nossa espiritualidade.
Mas, em resumo, quando você olha para os
textos que trazem a oração, você vai
perceber basicamente ou o Senhor Jesus
respondendo a um pedido direto dos
discípulos, né, ensina-nos a orar,
ou o Senhor Jesus instruindo os
discípulos. O Calvin Diller também
explica isso, né? Como é que a gente
entende que em um texto, Jesus tá
respondendo a um pedido, e em outro
texto, ele tá
ensinando sem esse registro do pedido
anterior.
É que provavelmente, como em outros dos
sermões, das mensagens do Senhor Jesus,
você vai ter ensinos que são repetidos
ao longo da caminhada de discipulado, em
que Jesus foi tratando e treinando os
seus discípulos. Então é provável que
nós tenhamos aqui, ah,
alguns momentos nos quais o Senhor Jesus
instruiu seus discípulos, ora
respondendo ao que eles perguntaram, ora
manifestando diante deles as formas
adequadas de se falar com Deus. E acabou
se transformando num modelo que nós
devemos assumir, adotar, quando também,
né, pensamos então em em buscar o
Senhor, em falar com o Senhor e em
caminhar com o Senhor.
>> Essa palavra modelo, inclusive, ela é
muito significativa pra nossa conversa,
porque desperta uma outra pergunta
relevante.
Nós deveríamos
orar o Pai Nosso, exatamente do jeito
que ele tá, repetindo vez após vez? como
é que isso se concilia com o que Jesus
acabou de falar, de não fazermos vãs
repetições, né?
Que é o que ele fala nos versos
anteriores.
>> Ah, eu
O primeiro capítulo do livro é pra
tratar um pouco dessas questões, né?
Mas eu lembro também de quando eu,
era criança, tava crescendo, eu cresci
numa igreja batista, né? Meu pai era
pastor batista.
E
>> Olha aí, ó.
Tá passando [risadas] batista.
>> É, não.
>> Diga aí.
>> Os os irmãos batistas vivem dizendo que
o sonho deles é é eu voltar pra casa,
né? Então é igual a outros grupos aí que
gostam de falar assim.
>> Os presbiterianos falam o mesmo pra mim,
viu?
>> Pois [risadas] é.
Tá tudo em casa.
>> É.
>> Mas a eu lembro assim que a gente
crescia ouvindo que as nossas orações
não não devem ser
repetições, porque repetições são ah
semelhante ao que os católicos fazem e
seria mais uma reza do que uma oração.
Ah
e aí nesse sentido, quando eu fui
crescendo na igreja,
eu
cresci com esse tipo de ensino e de
postura
de que a ideia de repetir orações ou
orações escritas ou coisas assim seriam
algo
contrário ao espírito eh de uma oração
genuína, vamos dizer assim.
O que a Vivian trata disso nesse livro,
ele nos ajuda a pensar que
ah
a repetição da oração não é algo ruim.
Embora nós sim devamos ter cuidado com a
forma, né, que nós vamos adotar esse
tipo de coisa.
Então o ensino de Jesus vai nesses dois
lados, o que a Vivian aponta para isso.
Ele diz: Jesus quer nos livrar
de uma mera
ah
de um de uma mera formalidade
religiosa
as suas as suas orações, mas sem um
coração no lugar certo.
E Deus também quer nos livrar
de uma mera repetição
ah como os pagãos faziam em seus
rituais.
Então ah ah os os os fariseus queriam
orar publicamente para serem vistos e
ganharem os seus aplausos dos homens. Os
pagãos oravam eh segundo os seus rituais
e mantras e coisas nesse sentido.
Hoje nós podemos repetir a oração e
a repetição é parte do movimento
didático
pelo qual Deus vai formando o nosso
coração e moldando o nosso vocabulário.
Então, quando os meus filhos eh bebês
queriam
eh água, então eles diziam eh aba ou
abua, alguma coisa assim.
E aí eu
me esforçava para entender
e tentava corrigir
para que eles repetissem aquilo que eu
estava falando. Ah, você quer água? Fala
água.
Então, que que eu estava fazendo? Quando
eles repetiam a palavra que eu estava
dando para eles, eles estavam ampliando
o seu vocabulário para que a comunicação
e o relacionamento deles comigo fosse ah
eh desenvolvida.
A oração do Pai Nosso é algo semelhante.
Jesus está
colocando diante de nós as palavras para
nos ajudar a desenvolver as palavras
corretas, o vocabulário correto, a
gramática correta da nossa ah não só da
nossa fala, mas do nosso relacionamento
com ele.
O problema é quando nós tornamos essas
palavras em uma espécie de
ritual intocável.
E aí nós criamos um problema e deixamos
de perceber o espírito que move a oração
e passamos a transformar a oração em uma
espécie de mantra mesmo.
Então, a gente pode repetir essas
palavras, mas essas palavras não foram
eh eh pronunciadas para se tornarem um
mantra ou um uma camisa de força e sim
para nos direcionarem a uma forma
adequada de nos relacionar com Deus.
>> [música]

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