O QUE É A ORAÇÃO DO PAI NOSSO? – ALLEN PORTO
23/06/2026
O QUE É A ORAÇÃO DO PAI NOSSO? – ALLEN PORTO
Mais do que uma oração conhecida e repetida ao longo da história da igreja, ela apresenta princípios que direcionam toda a nossa espiritualidade. Neste vídeo, Allen Porto explica por que o Pai-Nosso ocupa um lugar central na fé cristã e como seus ensinamentos moldam nossa relação com Deus.
Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/pai-nosso-o-aprendendo-com-jesus-sobre-o-que-por-que-e-como-orar
EDIÇÕES VIDA NOVA
Edições Vida Nova: https://www.vidanova.com.br/
Versão Bíblica Almeida Século 21: https://bibliaalmeida21.com.br/
Teologia Brasileira: http://www.teologiabrasileira.com.br/
Cruciforme: https://cruciforme.com.br/
Instagram: https://instagram.com/edicoesvidanova/
Facebook: https://www.facebook.com/vidanovaedicoes/
Twitter: https://twitter.com/edicoesvidanova
Telegram: https://t.me/edicoesvidanova
Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
O foco do Kevin aqui é falar da oração do Pai Nosso. Então, por mais que ela seja a oração mais conhecida de todas e essa pergunta talvez seja extremamente óbvia para a maioria, tem gente que tá chegando agora, tá conhecendo a fé agora e vale a pena a gente enfatizar. Então, o que é a oração do Pai Nosso, Alan? >> Ele eh começa o livro tratando um pouquinho disso, inclusive. E isso é interessante para a gente, até você mencionou isso. É a oração mais conhecida? Mas muitas vezes aquilo que é muito popularmente conhecido é superficialmente conhecido. Então, por mais que alguma coisa seja muito popular, não necessariamente ela é compreendida em seu significado, né, e seus impactos. A oração do Senhor eh ele até no livro ele coloca da seguinte forma, né? Talvez a gente pudesse chamar melhor a oração do Senhor da oração que Jesus fez em João 17, né? E não em Mateus 6 ou >> [limpando a garganta] >> nos nos outros evangelhos, como a gente tem aqui. Mas essa oração, o Pai Nosso, é o Senhor Jesus ensinando os seus filhos, ensinando o seu povo a falar com o Pai, a buscar a Deus e até mais do que isso, ele nos ensina a falar, ele nos ensina o que falar, ele nos dá um uma postura e um direcionamento adequado. Então, isso também eh desenvolveria o como falar. E assim ele direciona não só a oração em si, mas toda a nossa espiritualidade. Mas, em resumo, quando você olha para os textos que trazem a oração, você vai perceber basicamente ou o Senhor Jesus respondendo a um pedido direto dos discípulos, né, ensina-nos a orar, ou o Senhor Jesus instruindo os discípulos. O Calvin Diller também explica isso, né? Como é que a gente entende que em um texto, Jesus tá respondendo a um pedido, e em outro texto, ele tá ensinando sem esse registro do pedido anterior. É que provavelmente, como em outros dos sermões, das mensagens do Senhor Jesus, você vai ter ensinos que são repetidos ao longo da caminhada de discipulado, em que Jesus foi tratando e treinando os seus discípulos. Então é provável que nós tenhamos aqui, ah, alguns momentos nos quais o Senhor Jesus instruiu seus discípulos, ora respondendo ao que eles perguntaram, ora manifestando diante deles as formas adequadas de se falar com Deus. E acabou se transformando num modelo que nós devemos assumir, adotar, quando também, né, pensamos então em em buscar o Senhor, em falar com o Senhor e em caminhar com o Senhor. >> Essa palavra modelo, inclusive, ela é muito significativa pra nossa conversa, porque desperta uma outra pergunta relevante. Nós deveríamos orar o Pai Nosso, exatamente do jeito que ele tá, repetindo vez após vez? como é que isso se concilia com o que Jesus acabou de falar, de não fazermos vãs repetições, né? Que é o que ele fala nos versos anteriores. >> Ah, eu O primeiro capítulo do livro é pra tratar um pouco dessas questões, né? Mas eu lembro também de quando eu, era criança, tava crescendo, eu cresci numa igreja batista, né? Meu pai era pastor batista. E >> Olha aí, ó. Tá passando [risadas] batista. >> É, não. >> Diga aí. >> Os os irmãos batistas vivem dizendo que o sonho deles é é eu voltar pra casa, né? Então é igual a outros grupos aí que gostam de falar assim. >> Os presbiterianos falam o mesmo pra mim, viu? >> Pois [risadas] é. Tá tudo em casa. >> É. >> Mas a eu lembro assim que a gente crescia ouvindo que as nossas orações não não devem ser repetições, porque repetições são ah semelhante ao que os católicos fazem e seria mais uma reza do que uma oração. Ah e aí nesse sentido, quando eu fui crescendo na igreja, eu cresci com esse tipo de ensino e de postura de que a ideia de repetir orações ou orações escritas ou coisas assim seriam algo contrário ao espírito eh de uma oração genuína, vamos dizer assim. O que a Vivian trata disso nesse livro, ele nos ajuda a pensar que ah a repetição da oração não é algo ruim. Embora nós sim devamos ter cuidado com a forma, né, que nós vamos adotar esse tipo de coisa. Então o ensino de Jesus vai nesses dois lados, o que a Vivian aponta para isso. Ele diz: Jesus quer nos livrar de uma mera ah de um de uma mera formalidade religiosa as suas as suas orações, mas sem um coração no lugar certo. E Deus também quer nos livrar de uma mera repetição ah como os pagãos faziam em seus rituais. Então ah ah os os os fariseus queriam orar publicamente para serem vistos e ganharem os seus aplausos dos homens. Os pagãos oravam eh segundo os seus rituais e mantras e coisas nesse sentido. Hoje nós podemos repetir a oração e a repetição é parte do movimento didático pelo qual Deus vai formando o nosso coração e moldando o nosso vocabulário. Então, quando os meus filhos eh bebês queriam eh água, então eles diziam eh aba ou abua, alguma coisa assim. E aí eu me esforçava para entender e tentava corrigir para que eles repetissem aquilo que eu estava falando. Ah, você quer água? Fala água. Então, que que eu estava fazendo? Quando eles repetiam a palavra que eu estava dando para eles, eles estavam ampliando o seu vocabulário para que a comunicação e o relacionamento deles comigo fosse ah eh desenvolvida. A oração do Pai Nosso é algo semelhante. Jesus está colocando diante de nós as palavras para nos ajudar a desenvolver as palavras corretas, o vocabulário correto, a gramática correta da nossa ah não só da nossa fala, mas do nosso relacionamento com ele. O problema é quando nós tornamos essas palavras em uma espécie de ritual intocável. E aí nós criamos um problema e deixamos de perceber o espírito que move a oração e passamos a transformar a oração em uma espécie de mantra mesmo. Então, a gente pode repetir essas palavras, mas essas palavras não foram eh eh pronunciadas para se tornarem um mantra ou um uma camisa de força e sim para nos direcionarem a uma forma adequada de nos relacionar com Deus. >> [música]