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POR QUE OS CATÓLICOS TÊM UMA VISÃO DIFERENTE DAS ESCRITURAS? – PEDRO DULCI

POR QUE OS CATÓLICOS TÊM UMA VISÃO DIFERENTE DAS ESCRITURAS? – PEDRO DULCI

POR QUE OS CATÓLICOS TÊM UMA VISÃO DIFERENTE DAS ESCRITURAS? – PEDRO DULCI

Existem alguns motivos pelos quais católicos e protestantes são tão diferentes. Uma das razões está na existência de uma interpretação oficial sobre a Escritura, orientada pela tradição e pela autoridade da Igreja. Pedro Dulci explica como essa estrutura influencia a leitura bíblica no catolicismo e por que isso resulta em diferenças na forma de interpretar o texto bíblico.

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Legendas automáticas:

E aí, ah,
o Greg Allison vai pegar esse catecismo
e, semelhante a catecismos como o que
temos da da Westminster, o catecismo
batista, enfim, outros,
ele vai pegar doutrinas e vai avaliando,
né, as expressões ou ensino. E, dentre
essas doutrinas, nós temos várias que
nós poderíamos trazer aqui para a
conversa, mas não dá para a gente
abordar todas, seria impossível. Quem
quiser se aprofundar é no livro, sempre
vale a pena lembrar, é no livro que você
vai encontrar isso, mas a gente quer
conversar sobre algumas. Eu acho que uma
muito relevante para percebermos
distinções entre o catolicismo e o
protestantismo é a visão das escrituras
que os católicos vão ter, né? Então, de
maneira mais geral, como o entendimento
católico romano
é difere do entendimento evangélico a
respeito das escrituras.
Tudo bom. Esse aí é o tal, ah, às vezes
os evangélicos pensam que os pontos
centrais de discordância é quanto a
Maria, sacramentos, que são as coisas
que, eh, nos distanciam, santos, que nos
distanciam muito dos católicos, mas
tanto o catecismo começa por aí,
como também aí está um dos grandes motes
da reforma protestante, porque a
compreensão é muito diferente, não só
quanto à autoridade da escritura, mas
também a interpretação da escritura e a
transmissão da escritura.
Vou explicar cada um desses pontos.
Primeiro,
na, a, a Bíblia, no catolicismo, ela não
é vista como uma autoridade solta,
eh, independente
das outras.
Dentro do catolicismo é sempre um
conglomerado de, entre tradição
e escritura.
Porque a Bíblia, ela não pode ser
interpretada
sem a tradição. Existe uma interpretação
oficial sobre a escritura. Não só tem um
olhar para a escritura, não só tem uma
decisão da igreja sobre o que é
escritura e o que não é. Por exemplo, a
Bíblia católica tem mais livros do que a
Bíblia protestante.
Então, há uma há uma compreensão do que
que entra e o que que sai, a
transmissão, que é a igreja que
determina isso dentro do catolicismo. A
igreja cria o cânon. Essa é uma
diferença muito gritante da evangélica.
A evangélica reconhece o cânon. A o
cânon cria a igreja, se a gente quiser
colocar assim, é a Bíblia que cria a
igreja. Não é a igreja que cria a
Bíblia.
Nosso fundamento inicial é a escritura e
a partir dela a igreja construída. Na
visão católica, seria correto dizer que
a igreja é o fundamento inicial e a
partir da igreja vem a escritura?
Exatamente, exatamente. Esse é o ponto.
E aí, por causa dessa afirmação
fundamental, a a a Bíblia não tem
autoridade sozinha. Ela só tem
autoridade quando ela está alinhada com
a autoridade da igreja. A Bíblia não
pode ser interpretada sozinha, ela só
pode ser interpretada quando ela está
alinhada à interpretação oficial da
igreja.
Veja, a os evangélicos também têm outras
fontes para sua teologia.
A gente diz, tem pelo menos quatro
fontes clássicas para toda toda
expressão teológica. É a Bíblia, a
tradição, a experiência pessoal e a
razão.
Os evangélicos creem nisso também. Só
que tem uma diferença. Dessas quatro
fontes,
tem uma delas que é inerrante. Tem uma
delas que é infalível e não é a mente
humana, não é a experiência humana,
muito menos a tradição.
É a palavra de Deus. É isso que
distingue a avaliação evangélica
da apreciação católica romana da
escritura. A gente encara a Bíblia como
autoritativa,
a despeito
da tradição, da experiência humana e da
razão. A Bíblia avalia essas outras
fontes, porque ela é a única fonte
inerrante. As outras fontes são
importantes, mas elas são errantes, elas
podem errar, elas são falíveis, elas
precisam de correção, elas precisam de
crítica, de melhoramento, normal. É uma
expressão humana. Um catecismo é uma
expressão humana, um credo é uma
expressão humana, uma confissão de fé é
uma expressão humana.
Hum, agora, tem muita diferença das
expressões humanas que são avaliadas
pela escritura, que querem estar debaixo
de sua autoridade, e outras expressões
humanas que querem, é, colocar a
escritura em pé de igualdade. E essa é a
importância da gente dizer que o
catecismo ele é um documento oficial da
igreja, igual a gente disse antes. Por
quê?
É através dele que a escritura é
avaliada, e não a escritura avaliando o
catecismo. Quando a gente diz que o
catecismo, ele é uma expressão
autorizada,
é porque justamente ele interpreta, ele
mostra como a Bíblia é transmitida e ele
tem autoridade em pé de igualdade com a
escritura.

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