QUAL A DIFERENÇA DE BISPO, PASTOR E PRESBÍTERO?
29/06/2026
QUAL A DIFERENÇA DE BISPO, PASTOR E PRESBÍTERO?
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Téashi virou bispo e a internet não fala de outra coisa. E por trás de todas as grandes polêmicas de discutir toda a cerimônia pública, toda a ritualística, toda a pompa em circunstância, o o óleo ungido sendo derramado de um chofar, todo o neopentecostalismo que já é comum dentro desses grandes movimentos, porque Rashi é talvez o maior líder jovem do neopentecostalismo moderno, talvez seja o líder neopentecostal mais influente no Brasil hoje. Para além de tudo isso, levanta-se uma questão teológica muito profunda. Faz sentido ter bispos, né? O que é um bispo? pastor, bispo, presbítero, diácono, são são o que é que é diferente, o que é que é igual. Rash fez um vídeo explicando porque é que ele foi consagrado bispo, em que ele basicamente não explica nada, ele só fala que fez isso para ser mais bíblico, mas ele não dá base bíblica, não argumento nada parecido. A igreja do Té soltou um vídeo com a história do episcopado e aí é só uma peça de propaganda também. Mas o Dunam Podcast juntou alguns jovens para discutir teologicamente o que é essa unção com o bispo. E esse podcast é o objetivo de explicar e justificar, né, as decisões envolvendo a Zan Church e o ministério Terracho, que agora não é mais pastor Telracho, agora é bispo Telash, recebido no púlpito da sua igreja aos gritos de bispo, bispo, bispo da sua comunidade, como se a sua consagração a esse novo cargo eclesiástico fosse, sei lá, um gol na Copa do Mundo ou alguma coisa do tipo. Por que que é importante discutir isso agora? e endereçar isso, não é, nominalmente ao caso do teu Rayash. É porque quando esses eventos acontecem relacionados a indivíduos tão influentes e também tão poderosos dentro do universo religioso brasileiro, pessoas de várias igrejas, várias denominações, crentes de várias idades, levantam questões muito parecidas. E aí é uma oportunidade que nós temos para aprender teologia e avaliar esses acontecimentos a partir da palavra de Deus. Você sabe que aqui no 2D do teologia a gente não tem nenhum constrangimento de discutir temas do momento e falar das polêmicas da semana, mas se você nos acompanha, você também sabe que a gente sempre usa esses assuntos para discutir teologia de forma séria, respeitável e com background acadêmico para que você saia daqui não tendo visto um vídeo sobre uma polêmica da semana, mas você tenha saído daqui aprendendo algo sério sobre a palavra de Deus. No vídeo de hoje, a gente vai discutir sobre episcopado, sobre o que é que a Bíblia fala sobre bispos, como a tradição talvez transformou o sentido de bispo e se faz sentido Té Rash ser consagrado bispo em tempos modernos. Se é sua primeira vez aqui nesse canal, eu sou o pastor Iago Martins, sou pastor Batista aqui no Ceará já há mais de 10 anos, sou doutorando em teologia e este programa é o 2D do de teologia. É o programa em que a gente discurtina um tema teológico a partir da palavra de Deus. é o programa que dá nome a esse canal, que tem vários outros programas, como programas de exagese bíblica, como de olho no texto, o Teologia na Estrada, onde nós vamos para lugares importantes do cristianismo para apresentar algo da história da igreja, resenhas de livros, reacts a coisas que estão viralizando sobre Deus na internet, que é o nosso programa Teólogos do Twitter, e até mesmo resenhas de filmes a partir da palavra de Deus. Se você quer aprender teologia de forma gratuita, teologia de forma grátis, só clicar aqui nesse canal, se inscrever e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Se você quiser se aprofundar mais na teologia, o Instituto Cheif Teologia e Cultura é o nosso Instituto Teológico. Se você é alguém que quer entender mais sobre dons espirituais, nós temos um miniurso que custa menos de R$ 10. É, é, esse é o nível de popularização de teologia que a gente quer fornecer para você. Menos de R$ 10. É um curso sobre dons espirituais em que um teólogo sensacionista, um teólogo pentecostal, um teólogo continuista e um teólogo devanescentista, que sou eu, cada um deles apresenta várias aulas defendendo o seu próprio ponto de vista, para que você possa não simplesmente acreditar no que você escuta na sua denominação ou na tradição da sua própria comunidade ou naquilo que você teve das suas experiências pessoais, mas para que você possa conhecer a palavra de Deus, os mesmos textos bíblicos, por vários ângulos diferentes e você finalmente chegar à sua conclusão a partir do conhecimento mais profundo da palavra da sua própria visão e entendendo bem o que é que os outros Outros de quem você discorda acreditam para que você possa discordar com sabedoria e inteligência. Vai ter um link na descrição. O Instituto Chif tem vários outros cursos como Grego, Missões, Introdução Teologia Sistemática, uma verdadeira Netflix de teologia. Vai lá e aproveita. Dito isso, simbora pro vídeo de hoje. Quando a gente olha pro Novo Testamento, a gente tem uma primeira estrutura que não é ainda a estrutura que se expressaria ao longo dos textos mais normativos do Novo Tchamento. A gente tinha Jesus e seus apóstolos. A gente vê isso em todos os evangelhos. Jesus aparece, chama 12 apóstolos para caminharem com ele, 12 homens, que seriam os fundamentos da igreja. Todo o Novo Testamento trata os apóstolos como pessoas que tiveram um ministério próprio, particular, de fundamento. É isso que diz o livro de Efésios, não é? A igreja é fundada, fundada sobre os apóstolos. aqueles que trouxeram o ensino revelado de Deus para formar o que nós chamamos de Novo Testamento. A partir do momento que o Ministério apostólico é encerrado, o Novo Testamento está completamente escrito. E aí nós temos o fundamento na igreja, na doutrina apostólica. Até os bons teólogos que acreditam em algum nível de apostolado moderno não acreditam que os apóstolos modernos são como os 12, né? No caso os 12 mais Paulo, né? Porque Paulo é descrito como a única exceção, né? O nascido fora de tempo. Muitos usam o termo apóstolo para descrever missionários, né? O termo missionário não é bíblico. Não sei se você sabe, não tem missionário na Bíblia. Alguns vão usar o termo aposto para falar de missionários, para falar de pessoas que estão indo levar o evangelho em locais onde o evangelho ainda não chegou, que é um termo um pouco mais lato. E alguns vão achar bons argumentos, um novo tachamento para argumentar que você pode chamar de apóstolo, pessoas que levam o evangelho em regiões de fronteira, levando a palavra a locais onde o evangelho ainda não havia chegado, que era parte fundamental do ministério apostólico, que continuaria para além da parte do ministério apostólico que teria acessado, que é trazer a revelação do Novo Testamento. acontece que os apóstolos não instituíram outros apóstolos. Os apóstolos abriram igrejas, fundaram igrejas, levantaram líderes nas igrejas ou entre igrejas, né? Porque haviam líderes locais e haviam pessoas que andavam com os apóstolos servindo e cuidando dessas comunidades. Nenhum desses líderes que são formados pelos apóstolos eram também apóstolos. Os apóstolos não fizeram outros apóstolos. Não existe sucessão apostólica no Novo Testamento. Não existe uma continuidade do Ministério Apostólico como dos 12 no Novo Testamento. Claro que haviam vários ofícios, né, no serviço da igreja. haviam diáconos, por exemplo, existiam a evangelistas, né, que que eu acho que é o mais próximo do conceito de missionário que a gente tem hoje. Mas quando a gente olha para a estrutura da comunidade, da liderança da igreja, a gente tem fundamentalmente presbíteros, bispos e pastores. Esses são os termos usados no Novo Testamento para falar sobre as lideranças sobre as igrejas. Além de presbítero, bispo e pastor, você tem o termo guia, você tem o termo líder. Também são usados no Novo Testamento para falar das lideranças da igreja. presbítero, bispo, pastor, guia, líder. São cargos diferentes e separados. Quando a gente olha pra consagração, não é, de Rach, por exemplo, que foi o que aconteceu modernamente, ou em algumas outras comunidades, o bispo é visto como um tipo plus de pastor. Você tem o bispo como um pastor que está acima de outros pastores, o pastor que supervisiona outras igrejas. O bispo seria um tipo de pastor plus, pastor digevoluído, é um pastor acima de outros pastores, o pastor que pastoreia outros pastores, o pastor primaso ou alguma coisa do tipo. Em outras comunidades, no entanto, você tem modelos episcopais mais bem estabelecidos. Igrejas como a igreja anglicana, por exemplo, possuem uma estrutura de bispado em que existe pastores que pastoreiam áreas muito grandes. Esses pastores que estão sobre outros pastores pastoreando áreas, seriam tratados como bispos. O o bispo presidente seria o bispo primá e tudo mais. Existem estruturas eclesiásticas diferentes que dão papéis, funções e um plano ministerial diferente para você chegar ao bispado, se é que a gente pode chamar assim. Mas o que acontece quando a gente olha pro Novo Testamento? Não é isso que a gente encontra. No Novo Testamento, bispo, pastor e presbítero são termos intercambiáveis que destacam as atribuições que o líder teria, assim como o termo guia, assim como o termo líder, que é usado também no Novo Testamento, para se referir ao mesmo ofício, é o ofício de ser o líder de uma comunidade local. bispos, pastores, epíscopos, presbíteros, guias, líderes. Todos esses termos falam do mesmo ministério, falam do mesmo serviço. Existem apenas ênfases diferentes na no tipo de serviço que tá sendo feito quando você chama atenção para um termo ou para outro. Quando você chama a sua mulher de esposa ou chama de namorada ou chama de amor, ou chama de parceira ou de companheira, você tá usando o mesmo nome para falar da mesma pessoa que está cumprindo o mesmo ofício naquele casamento, mas você tá chamando atenção para coisas diferente. Quando você chama ela de parceira, você fala de um aspecto de tá do seu lado é em construir alguma coisa. Quando você chama de amante, quando você chama de namorada ou de amor, você tá chamando atenção pro aspecto talvez de intimidade física, do sentimento que vocês tm um pelo outro. Quando você chama de esposa, você tá chamando atenção para outra coisa. Você pode chamar a mesma pessoa por termos diferentes para chamar atenção para algo diferente. O Novo Testamento faz a mesma coisa com as heranças da igreja. líder, guia, bispo, pastor, presbítero. São termos usados para se referir ao mesmo indivíduo, cumprindo o mesmo ministério, apenas com ênfase diferente sobre qual seria o tipo de atuação. Agora, a gente tem que olhar pro novo techamento pra gente chegar algumas conclusões acerca disso. Eu tô abrindo aqui o meu Logus Bible software, que é o meu logos de exagese bíblica, e vou abrir talvez o texto mais famoso que a gente tem sobre esse assunto, que é Primeira Timóteo 3:1. Primeiro Timóteo, capítulo 3, diz a palavra: "Se alguém deseja o episcopado, excelente obra almeja". É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, explodindo a sua mulher e tal, tal. Ele vai explicar aqui a figura do bispo. A palavra aqui episcopado, no grego aqui tá episcopes. A palavra bispo aqui é episcopom. A gente tem a mesmíssima palavra grega, episcopé. Sobre aqui o low naida, que é o principal léxico de domínio semântico que a gente tem no mundo. Hoje a gente tem episcopé como alguém que tem um papel religioso, vendo serviço, liderança, cargo, posição, ministério, como líder da igreja. Se a gente vai para episcopeu, a gente tem a responsabilidade pelo cuidado de alguém, implicando uma responsabilidade de certa forma oficial dentro de uma congregação. Ministrar a ser responsável por cuidar de traz a ideia de ser pastor do rebanho em Primeira Pedro 5:2. Isso a gente vai olhar um pouco mais na frente. Se eu vou aqui para episcopos, que é a palavra que é traduzido por bispo, eu tenho alguém que serve como líder em uma igreja. Em algumas traduções, diz aqui o Lonaida, um equivalente pode ser ajudante e líder. Então, quando a palavra bispo aparece aqui no Novo Testamento, o que é que a gente tá lendo? a gente tá lendo uma palavra que fala diretamente sobre ser líder de uma igreja. Você for em busca da palavra episcopon, que é a palavra bispo aqui no novo tachamento, e tentar fazer um estudo de palavra do termo bispo, que o Bidag, que talvez seja o segundo grandexo que a gente tem novo testamento, o Low K e o Bidag são a dobradinha aí favorita dos teólogos, dos exegetas, e vai trazer como guardião e como supervisor. Essa palavra aparece cinco vezes novo Tchamento, segundo o logos. Atos 20:28, Filipenses 1, Primeira Timóteo 3:2, Tito 17, Primeira Pedro 2:25, Primeira Pedro 3:2 é o texto que a gente tá olhando agora. Do que é que Paulo tá falando quando? Ele fala então do bispo aqui em Primeira Timóteo 3, ele tá falando de alguém que tá relacionado ao ministério do diácono. Ele fala: "É necessário, pois que o bispo seja repreensível, expos sua mulher, moderado, tal, tal". Vai falar aqui sobre o bispo aí vai dizer no fim do verso 5, que se ele não souber governar bem a própria casa, como cuidará da igreja de Deus? Então o bispo é alguém que está cuidando da igreja de Deus. E aí diz no verso oito, do mesmo modo quanto a diáconos, é necessário que seja respeitáveis de uma só palavra, tal, tal, tal, tal, tal. Aí eu digo, quem é o bispo aqui? Por que é que ele fala de bispos e de diáconos? Ele não fala de pastores, sabe? do ministério do pastor, não fala do ministério do presbítero, ele fala de dois ministérios em uma carta que é escrita a um líder aqui. Ele tá falando do ministério do bispo, do epíscopo, do líder e do diácono. Seria muito estranho o bispo ser simplesmente um supervisor que tá acima de outras igrejas e Paulo não falar sobre pastores locais, sobre presbíteros e falar diretamente de diáconos, bispos e diáconos. Essa é uma dobradinha que faz mais sentido quando a gente tá pensando numa igreja local, onde você tem os pastores e os diáconos dentro dessa estrutura, que são os ofícios mais comuns dentro de uma própria comunidade local. Você tem diáconos no serviço do dia a dia e você tem os bispos, que são os pastores daquela comunidade local. Se a gente for olhar os outros textos que usam a palavra bispo, como Atos 20:28, cuidem de vocês mesmos e de todo rebanho no qual o Espírito Santo os colocou como bispos para pastorearem a igreja de Deus, a qual ele comprou com o próprio sangue. Olha que coisa interessante. Qual é a função do bispo? A função do bispo é pastorear. A palavra pastorear aqui é justamente a palavra pastor que é usada no Novo Testamento para falar dos pastores das igrejas. Então o que é um bispo? O bispo é alguém que é o pastor dos pastores. Não, ele é o pastor da igreja de Deus. Ele pastoreia a igreja de Deus. Não existe nada nessa passagem que dê a entender que o bispo ele é um tipo de pastor que está sobre os outros pastores. Ele é o pastor de uma cidade. Ele é um pastor líder. Um bispo é alguém que pastoreia a igreja. Ou seja, o bispo é um líder de uma igreja, é o líder de uma comunidade. Não existe nada aqui que dê ao bispo uma função, não é, acima de qualquer função diferente da função que seja pastorear. Mas sabe o que é mais interessante nesse texto aqui? É o verso 17. O verso 17 que dá o contexto que das dos bispos, não é, que pastoreiam para o qual Paulo tá falando. O verso 17 diz: "De Mileto Paulo enviou a mensagem a Éfeso, pedindo aos presbíteros da igreja que se encontrem com ele." Então, quem são esses bispos que pastoreiam? São os presbíteros. Então eu tenho Paulo chamando os presbíteros da igreja para que se encontrem com ele. Então quando ele encontra os presbíteros, os presbíteros da igreja em Éfeso, certo? No plural, os presbíteros da igreja em Éfeso. O que é que ele fala aos presbíteros da igreja em Éfeso? Deus os colocou como bispos. Deus os colocou como bispos para pastorearem a igreja de Deus. Então, bispos e presbíteros são termos intercambiáveis. Qual é a função de bispos e de presbíteros? Pastorearem. Do mesmo jeito, texto de Atos 20 é um texto muito importante para nos mostrar que criar uma divisão entre o que é um pastor, o que é um bispo, o que é um presbítero é incompatível com o modo como essas palavras são usadas novo tachamento. O outro texto bíblico que vai usar o termo bispo é Filipenses 1 onde Paulo diz: "Pulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos. Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai e nosso Senhor Jesus Cristo, estejam com vocês. Tem uma coisa muito interessante aqui em Filipenses 1. Primeiro, novamente, ele não fala pastores e diáconos, ele não fala presbíteros e diáconos, ele fala bispos e diáconos. Por que bispos e diáconos? Porque a dobradinha novamente, bispos e diáconos. Não faz nenhum sentido. O bispo ser um supervisor, o diácono ser aquele servo, né, das atividades mais braçais da igreja local, como a gente vê em Atos 6. E você ter todo um uma série de cargos, né, nessa eclesiologia e eles serem completamente ignorados. Paulo tá escrevendo pros diáconos das igrejas, tá escrevendo pros bispos das igrejas, mas ele não tá escrevendo pros pastores, pros presbíteros das igrejas. Por quê? Porque bispos é o termo que é usado para pastores, para presbíteros das igrejas. Mas tem uma coisa que me chama mais atenção aqui, tá? Ao longo da história da igreja, o termo bispo vai mudando e sendo usado para falar de o líder de uma cidade, aquele que é o líder da igreja naquela localidade. Hoje, modernamente, é usado para falar sobre o líder de uma denominação normalmente. Então, o pastor fundador de uma denominação, o líder de uma denominação acaba virando, né, o bispo daquela denominação. Mas veja só, o termo bispo em Filipenses 1 está no plural. Existe uma pluralidade de bispos na cidade de Filipos. Você não tem uma igreja tão grande em Filipos, mas você tem muitos bispos. Por quê? Do mesmo jeito você tem muitos presbíteros, muitos pastores. Você tem uma pluralidade de liderança no Novo Testamento. É estranho ao Novo Testamento uma igreja com um pastor. É estranho ao Novo Testamento uma igreja com um presbítero. É estranho ao Novo Testamento uma igreja com um bispo. Porque a igreja não tem um bispo. A igreja tem bispos, tem supervisores, líderes, pastores, guias no plural. Então, quando sua igreja unge uma pessoa como bispo, porque ele é o líder primá sobre todos os outros bispos, você tem algo também estranho ao novo tachamento. Não corresponde ao uso que o termo bispo é usado na escritura. Primeira Timóteo 3:2, a gente já leu, que a gente também tem título 17, que é basicamente a descrições das características também de um bispo no serviço da sua igreja. A gente tem em Primeira Pedro 2:25, onde diz: "Porque vocês estavam desgarrados como ovelhas, agora, porém se convertam ao pastor e bispo da alma de vocês." Aí, mas você não tá vendo aí, ó, ele tá dizendo pastor e bispo, porque são duas coisas separadas, não é isso? Quando a gente tem no grego essa estrutura, você tem o artigo, um substantivo, um kai e um substantivo. Sem dois artigos, um único artigo para dois substantivos divididos por kai. A gente chama isso de regra de Groundville sharp. Ou seja, as duas palavras estão sendo unidas como uma coisa só. Então aqui no grego a gente tem se converterem, não é? Epiton, não é ton, é o artigo, a o ton poimena, ao pastor cai. A gente não tem ton episcopon, a gente tem kai episcopon. Então literalmente a gente tem, a gente vai se converter a o pastor e bispo. A gente não tem o pastor e o bispo de nossas almas. A gente tem o pastor e bispo de nossas almas. Essa é uma estrutura grega que significa que as duas coisas, pastor e bispo, devem ser entendidos como a mesma coisa. Ele é quem pastoreia, ele é quem bispa, né? A palavra bispa não existe em português, mas ele é o bispo, ele é o supervisor, né? Ele é aquele que tá vendo de cima, ele é o supervisor de nossas almas, ele é aquele que cuida de nossas almas, ele é aquele que pastoreia as nossas almas. O uso de Gronville Sharp aqui no grego de Primeira Pedro 2 é mais um indicativo de que pastor e bispo são a mesma coisa. Claro que alguns sentam ler isso de forma diferente, né? Não, mas é na na verdade é só porque estão colocando pastor e bispo para se referir a a Jesus. E aí você coloca, mas existe um indicativo de unidade muito profunda aqui. E todos os textos que nós lemos que relacionam o pastor e bispo são indicativos de unidade muito profunda. E em nenhum texto existe algum nível de divisão, ruptura entre o que é ser pastor e o que quer ser bispo. Então a gente tem argumentos muito fortes aqui pra gente entender que o que é um bispo. O bispo é um pastor de uma igreja. O bispo é um outro nome que é usado para posteriorear sua igreja. Então eu sou pastor da Igreja Batista Manaí. Eu não plantei milhões de igrejas, não somos uma grande denominação, mas podiam me chamar de bispo Iago Martins se quisessem, não faz nenhuma diferença. Podiam me chamar de presbítero Iago Martins, pastor Iago Martins, pastor, bispo, presbítero, são exatamente a mesma coisa. A gente já viu aqui que presbítero no Novo Testamento é usado para se referir ao ministério pastoral, ao ministério presbiteral. Agora, mas vamos olhar um pouco para os outros termos que são usados, que eu acho que vale a pena pra gente entender um pouco como essa estrutura deça aparece no Novo Testamento. Vamos olhar pro termo presbítero também. O termo presbítero, presbíteros, né, indica uma pessoa que é investida de autoridade e responsabilidade também em questões religiosas. É um termo que literalmente no grego significa ancião. Isso é uma pessoa experiente para dar conselhos que envolvam os aspectos, né, da sua vida religiosa. Presbítero era o nome que era usado para o grupo de líderes que era reconhecido nas igrejas. Quando a gente olha para Atos 15, na resolução da questão entre judeus e gentios, a gente vê que já havia presbíteros nas igrejas e que eles lideravam juntamente com os apóstolos. Lucas escreve que os apóstolos e os presbíteros se reuniram para examinar a questão. Aqui Pedro, o apóstolo, assume a palavra e mais tarde, na carta dele, ele se designa como um presbítero e então também designa as atuações dos presbíteros. vai dizer o seguinte, ó: "A presbíteros que há entre vocês, eu, presbítero como eles, testemunha do sofrimento de Cristo e ainda c participante da glória que há de ser revelada, peço que pastoreiem o rebanho de Deus que há entre vocês, não por obrigação, mas espontaneamente como Deus quer, não por ganância, mas de boa vontade, não como dominadores dos que lhe foram confiados, mas sendo exemplos para o rebanho. E quando o supremo pastor se manifestar, vocês receberão a coroa da glória que nunca perde o seu brilho." Olha que texo intrigante. A gente tem presbíteros como aqueles que pastoreiam e aí o presbítero deve ser um bom pastor porque o sumo pastor vai vir para julgar o trabalho dos presbíteros. Pedro não se coloca como alguém acima dos presbíteros. Ele se equipara um presbítero. Ele não se põe alguém acima, né? Ele mesmo é um presbítero sendo um apóstolo. Ou seja, ele é uma liderança sobre a igreja local. Ele diz que esses presbíteros têm que pastorear bem a igreja. Então, que é um presbítero? É um pastor da igreja. Ele compara o presbítero ao pastor. Presbíteros, sejam bons pastores, porque o sumo pastor vai vir. Ou seja, Jesus é o sumo pastor, é o sumo presbítero, é o sumo bispo, é o bispo de nossas almas, é o pastor de nossas almas, é o grande pastor a quem todos os pastores, bispos e presbíteros, se referem. João também vai se chamar de presbítero, né, lá na sua segunda carta, ele vai dizer o presbítero, não é? Se referindo a si mesmo como o presbítero, a senhora eleita e aos seus filhos, a quem eu amo na verdade, e não somente eu, mas também a todos que conhecem a verdade. Os apóstolos se reconheciam como presbíteros também. Paulo escreve a Timóteo dizendo que devem ser considerados merecedores de pagamento em dobro. os presbíteros que presidem bem, especialmente os que se esforçam na pregação da palavra e no ensino. Aqui falando da igreja local, a igreja tem presbíteros se esforçando no ensino. Quem é que ensinava a igreja? Segundo primeira Timóteo, o texto que fala de bispo, eram os bispos. As descrições dos bispos eram descrições de pastores que ensinavam a igreja. Eles têm que ser aptos para ensinar. Aqui não. Aqui são os presbíteros que ensinam as igrejas. Quem são? Quem são então esses? Nossa, tem uma contradição. Em um texto, aqueles que está, aquele que tá ensinando a igreja é o bispo. Em outra, em outro texto, aquele que tá ensinando a igreja é o presbítero. Qual será a solução para isso? Não é? Porque bispos e presbíteros são exatamente a mesma coisa. Presbíteros são líderes que ensinam o povo. Bispos são líderes que ensinam o povo. O termo presbítero, claro, ele pode ser traduzido por ancião. Algumas denominações até fazem isso, porque o bispo normalmente, né, o presbítero normalmente era uma pessoa mais velha, alguém mais experimentado na palavra de Deus, mais experimentado na vida. Por isso que vai ser dito que o bispo não pode ser um novo convertido, alguém que ainda tá no começo da família da fé. Por isso que a palavra ancião é usada para se referir aos bispos em outro momento, aos pastores outro momento. O ancião, o presbítero, é alguém mais velho, mais experimentado, é coerente com o que é dito sobre o bispo, né? O bispo não pode ser uma pessoa nova convertida que ainda tá aprendendo os caminhos da fé de alguma forma. Ou seja, presbíteros tinham uma função pastoral no cuidado do povo de Deus, como bispos e pastores. Há uma intercambialidade no uso aqui no Novo Testamento. Presbíteros não são administradores, né? Eles também pastoreiam, também cuidam, são literalmente líderes sobre a igreja local. Já o termo pastor, termo poi menos, destaca a responsabilidade da liderança, né, com o cuidado da congregação. A bons exemplos dos termos s usados de forma quase intercambiável, a gente já leu algum deles aqui para vocês, mas se a gente olhar para Tito 1, 5 a 9, Paulo instrui sobre como devem ser a vida e o comportamento dos presbíteros. Ele vai dizer o seguinte: "Foi por esta causa que deixei você increta para que pusesse em ordem as coisas restantes, bem como em cada cidade constituísse presbíteros, conforme prescrevi a você, alguém que seja repreensível. marido de uma só mulher que tenha filhos crentes, que não são acusados de avacidão, que não são subordinados. Porque é indispensável que o bispo, por ser encarregado das coisas de Deus, seja repreensível não arrogante, alguém que não se irrita facilmente, não apegado ao vinho, não violento, nem ganancioso. Pelo contrário, o bispo deve ser hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, piedoso, deve ser domínio de si. E aí ele vai descrevendo um pouco mais características aqui do bispo. Vê como ele usa o termo presbítero e bispo, como a mesma coisa, presbíteros e bispos. Ele começa falando sobre presbíteros nos versos 5 e 6, os conecta no verso s usando partícula gto, né? Porque sem quebrar a continuidade do argumento, fazendo uma coisa nova, falando de bispos, nos fazendo entender que o bispo do verso 7 é o presbítero do verso 5. Não tem muito como fugir desse tipo de leitura, o que nos leva a entender que bispos e presbíteros são exatamente o mesmo afício. Ah, você tá dizendo isso aí porque você não conhece a história dos pentecostais, os a tradição. Eu vi muito isso sobre isso assim. Não, Igo, isso é só uma tradição do mundo pentecostal, sabe? Um teólogo pentecostal que eu gosto muito é do Gordon Fe Gordon Fe é um grande teólogo pentecostal, tá? Pentecostal mesmo, um grande exegeta, um grande hermeneuta. Foi muito influenciado pela hermenêutica de Gordon Fe, da minha formação teológica, um homem pentecostal, mesmo que eu não seja pentecostal. E o Gordon Fi vai dizer justamente o seguinte, ó, vou ler aqui uma citação dele. Ele diz assim, ó: "O epíscopos, no caso aqui é o é o bispo, né? É claramente um presbítero, tanto em primeiro Timóteo 3:2 quanto em título 9. O epíscopos é um mestre. E primeiro Timóteo 5:17 deixa claro que mestres também são presbíteros. Também parece provável que nem todos os presbíteros sejam episcopoi e, portanto, que as palavras sejam intercambiáveis somente em sentido limitado. Se determinada congregação tivesse ou não vários presbíteros e um deles fosse um epíscopos, é um ponto discutível, mas não é altamente provável nesse estágio dado do uso plural em Filipenses 1. Portanto, bispo é provavelmente um termo genérico. Então vê só, mesmo o Gordon Fi, não é sendo alguém de dentro dessa tradição pentecostal, que muitas vezes vê essa divisão, não é, entre bispos e presbíteros, ele mesmo reconhece que presbíteros são bispos, que é uma pluralidade tanto de presbíteros como de bispos, que bispo é um termo genérico que pode ser aplicado a alguns presbíteros, ainda que ele faça alguma tentativa de restrição aqui, até porque o argumento que ele usa, tá? Parece provável que nem todos os presbíteros sejam epíscopos. Ele não dá muita base exergética para essa declaração que ele faz. parece muito mais uma opinião pessoal dele do que algo que provém dos textos que ele tá lhe dando. E ele mesmo vai estabelecer o mesmo argumento que a gente faz em Filipenses 1 de que havia uma pluralidade de de bispos, não é? Em em Filipenses 1. Então é muito mais provável na leitura de Gordon Fi, que é alguém de dentro dessa tradição, que o termo bispo seja um termo genérico para falar, não é de presbíteros de forma geral também. Eu trouxe aqui o Gordon Fi só por causa da sua tradição pentecostal. Eu acho que faz sentido ao público, não é, do T Rash e da do pessoal do Dunames que tá em Povorosa, né, com a consagração do Teófilo. Mas existe um entendimento muito muito comum entre os acadêmicos, não é? E eu acho que esse é não existe exatamente um consenso acadêmico sobre isso, mas a posição majoritária na academia teológica hoje é que bispo, presbítero e pastor são termos usados como sinônimos no Novo Testamento, onde cada palavra chama atenção para um aspecto particular da atuação pastoral. Pastor, né? Tá a ideia de pastor de ovelhas. Presbítero traz a ideia de um ancião, alguém mais velho. Bispo traz a ideia de um supervisor, alguém que tá supervisionando a comunidade. Até mesmo a palavra líder ou guia lá em Hebreus 13, Hebreus 13:17 vai dizer: "Obedecei os vossos guias". Falando dos pastores. Em 13:24 dizer: "Saudai todos os vossos guias". Se eu abrir aqui no logos, Hebreus 13:17 diz: "Obedeça os seus líderes, egomóis". É o termo que é usado para falar aqui de pastores, presbíteros e bispos, né? No texto de hebreus é guia, é líder. No grego fala de governar com implicação de fornecer direção e liderança. Governar, ordenar. Se a gente tem então os termos do Novo Testamento usados de forma tão livre, tão solta, né, intercambiavelmente, de onde é que veio essa ideia de que o bispo, na verdade, é o líder dos pastores, é o pastor dos pastores, é aquele que tá acima dos outros, não é? De forma que alguns buscam, né, esse cargo de episcopado, de pastorado, como se fosse um tipo de plano de carreira espiritual, ministerial, onde você tá agora virando um pastor nível A, um pastor triple A. Isso começou muito cedo na história da igreja. Lembrando, tá? Não é porque algo começou cedo na história da igreja que tá certo. Muitas heresias começaram cedo na história da igreja. Nasceram heresias na igreja no período apostólico. Os apóstolos escreviam contra gnósticos. O gnosticismo cristão é uma doutrina muito antiga e é falsa. Não é porque é antigo que é verdadeiro. Não é porque começou muito cedo na história da igreja que é verdadeiro. Porque nossa fé ela é apostólica. Nossa fé não é patrística, a nossa fé não é primitiva. Nossa fé é apostólica. Nós seguimos a doutrina dos apóstolos. Nós não seguimos a doutrina dos primeiros cristãos. E os primeiros cristãos foram criticados pelos apóstolos porque seguiam heresias que criam em falsos profetas, em falsos líderes também. Certo? Então vamos começar já estabelecendo isso, não é porque uma coisa que começou muito cedo na história da igreja, quando aquilo vai diretamente contra o que tá no novo tachamento, a gente fica com o novo tachamento e não com o que começou cedo na história da igreja. Mas a gente volta pros documentos da patrística, a gente encontra alguns usos interessantes, um desenvolvimento interessante aqui do uso do termo bispo. O dia daqu, que é um livro de práticas litúrgicas comuns da igreja primitiva, falando sobre a ordenação de bispos, ele vai dizer o seguinte aqui: "Ecolham para vocês bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados, porque eles também exercem para vocês o ministério dos profetas e dos mestres. Não os desprezem, porque entre vocês eles têm a mesma dignidade que os profetas e mestres." Ou seja, aqui a gente tem o Dak não fazendo nenhuma menção a presbíteros e a pastores, o que faz a gente entender que o bispo era o líder da igreja que exercia a função de presbítero, a função de pastor. Ele não ensina que a comunidade deve escolher pastores para liderar a igreja e bispos para supervisionarem a igreja. Ainda no dia daqu, o bispo era o pastor da igreja e não alguém que estava acima da igreja. Mais à frente a gente tem Primeira Clemente, em Primeira Clemente a gente vai ler o seguinte: "Os apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o evangelho que nos pregaram. Jesus Cristo foi enviado por Deus. Cristo, portanto, vem de Deus e os apóstolos vêm de Cristo. As duas coisas em ordem provém da vontade de Deus. Eles receberam instruções e repletos de certeza por causa da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Fortificados pela palavra de Deus e com a plena certeza dada pelo Espírito Santo, saíram anunciando que o reino de Deus estava para chegar. Pregavam pelos campos e cidades e aí produziam suas primícias, provando-as pelo espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não é algo novo. Desde há muito tempo, a escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: "Estabelecei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé". A mesma carta vai usar aqui então a fórmula bispos e diáconos que a gente vê no dequê, que a gente vê no Novo Testamento. Bispos como aqueles que pastoreavam a igreja e diáconos como aqueles que lidavam com funções ligadas ao serviço às mesas. O que parece é que a palavra bispo designava aqueles que estavam à frente da igreja, assim como hoje a gente comumente usa a palavra pastor. É interessante que tanto Clemente quanto dequê falam de bispos provavelmente indicando que uma comunidade tem mais de um. Não é só um líder que manda na igreja, é uma pluralidade de líderes sobre a comunidade. Em primeira clemente. Em outro lugar a gente também tem o seguinte: nossos apóstolos conheciam da parte do Senhor Jesus Cristo que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério. Os que foram estabelecidos por eles ou por outros homens iminentes com aprovação de toda a igreja e que serviram irrepreensivelmente ao rebanho de Cristo com humildade, calma e dignidade, e que durante muito tempo receberam o testemunho de todos, achamos que não é justo demiti-los de suas funções. Para nós não seria culpa leve se exonerássemos do episcopado aqueles que apresentaram os dons de maneira irrepreensível e santa. Felizes os presbíteros que percorreram seu caminho e cuja vida terminou de modo fecundo e perfeito. Eles não precisam temer que alguém os afaste do lugar que lhes foi designado. Nós vemos que, apesar da ótima conduta deles, removestes alguns das funções que exerciam de modo irrepreensível e honrado. Olha só, ele tá literalmente chamando bispos de presbítero. Ele aborda a função episcopal e equipara bispo a presbítero. Não há um marcador textual que aponte diferença aqui dos dois termos. Os presbíteros não deveriam ser exonerados do episcopado se eles fossem irrepreensíveis e eles seriam felizes se tivessem a conduta exemplar durante a vida. Tem até um ponto interessante aqui, né? Ele diz que os apóstolos estabeleceram não outros apóstolos, diz que os apóstolos estabeleceram presbíteros. O que é que os apóstolos deixaram para as igrejas? Foram outros apóstolos em continuidade apostólica? Não foram presbíteros e bispos sobre a comunidade. Agora, alguns anos mais à frente, a gente começa a encontrar outros escritos indo para outro caminho. Quando a gente vai para Inácio de Antioquia, por exemplo, ele começa a fazer algumas distinções entre bispos e presbíteros. Na carta dele australianos, ele diz o seguinte: "Da mesma forma, todos respeitem os diáconos como a Jesus Cristo e também ao bispo, que é a imagem do Pai, e os presbíteros como a assembleia dos apóstolos. Sem eles não se pode falar de igreja." Vê só, ele faz uma divisão tripla isso aqui. Diáconos, bispos e presbíteros. Respeitem os diáconos e os bispos e os presbíteros. Aqui a gente tem talvez um dos primeiros casos na história da igreja dessa divisão entre presbítero, bispo e diácono. Em outro texto dele, na carta aos esmirniotas, ele escreve de forma ainda mais clara sobre um tipo de primazia episcopal. Ele vai dizer o seguinte: "Segui todos ao bispo, como Jesus Cristo segue ao Pai, e ao presbitério como aos apóstolos. Respeitai os diáconos como a lei de Deus. Sem o bispo ninguém faça nada do que de respeito à igreja. Considerar legítima a eucaristia realizada pelo bispo ou por alguém que foi encarregado por ele. Onde aparece o bispo, aí esteja a multidão. Do mesmo modo que onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica. Sem o bispo, não é permitido batizar, nem realizar o ágape. Tudo que ele aprova também agradável a Deus, para que seja legítimo e válido tudo o que se faz. Aqui a gente tem uma visão extremamente elevada da figura do bispo, né? Ele faz essa tripla divisão dos ofícios, né? Não mais dupla, agora tripla, né? Diáconos, bispos e presbíteros. confere ao bispo a liderança e a prerrogativa de que somente ele, alguém carregado por ele, pode executar batismos e celebrar ceia, o que é completamente alheio, não é, ao novo testamento. E mais tá a aqui contradizendo Clemente e contradizendo de daqu, na minha opinião também contradizendo o novo tachamento que falavam de bispos no plural, aquele fala sempre de bispo no singular, é o bispo seguir o bispo. Sem o bispo ninguém faça nada, assim por diante. Ou seja, a pluralidade de bispos começou a dar lugar a uma singularidade episcopal em Inácio, o que é um abandono do que a gente encontra no Novo Testamento e em outras páginas do cristianismo primitivo. Mais à frente, outro personagem vai surgir que é Irineu de Lon. Irineu escreve o seguinte: "Os bem-aventurados apóstolos que fundaram e edificaram a igreja transmitiram o governo episcopal a Lino, o Lino que Paulo lembra na carta a Timóteo. Lino teve como ele sucessor Anacleta. Depois dele, em terceiro lugar, depois dos apóstolos, coube o episcopada Clemente que vira os próprios apóstolos e estiverem em relação com eles, que ainda guardava viva em seus ouvidos a pregação deles e diante dos olhos da tradição. E não era o único, porque nos seus dias viviu ainda muitos que foram instituídos pelos apóstolos. do pontificado de Clemente surgiram divergências graves entre os irmãos de Corinto. Aqui a gente vê Irineu considerando Clemente como bispo de Roma, que sucedeu a Anacleta. Mas essa questão profundamente controversa. Uns consideram que já havia episcopado e que Clemente era bispo de Roma, enquanto outros discordam profundamente disso. Tem um teólogo católico chamado Klaus Sharts que vai escrever que essa carta de Clemente escrita por volta de 95 é o primeiro documento a indicar que a comunidade romana se sentia responsável por outras igrejas. Seu nome é evidentemente um acréscimo posterior. Segundo a lista de bispos de Egésipo, Clemente era naquela época um bispo de Roma, terceiro na sucessão. Contudo, ele não era nomeado como autor da carta. O verdadeiro remetente é antes à comunidade romana. Provavelmente não podemos afirmar com certeza que havia um bispo de Roma naquele tempo. Parece provável que a Igreja Romana fosse governada por um grupo de presbíteros, do qual logo emergiu um presidente, ou primeiro entre iguais, cujo nome foi preservado na memória e que veio a ser descrito como bispo somente depois de meados do século II. Um outro teólogo católico, Francis Sullivan, vai dizer o seguinte: "Existe um amplo consenso entre os estudiosos, incluindo a maioria dos católicos, de que igrejas como as de Alexandria, Filipos, Corinto e Roma, muito provavelmente continuaram a ser dirigidas por algum tempo por um colégio de presbíteros e que somente no decorrer do século II a estrutura tripartite se tornou, de modo geral a regra com o bispo assistido por presbíteros presidindo cada igreja local. O que mostra, não é, esse processo de corrupção da teologia do Novo Testamento, afetando a eclesiologia da igreja primitiva, né, já muito cedo. O que é muito triste, a morte dos apóstolos faz com que haja rupturas muito graves na vida da igreja primitiva. Um outro personagem, eu acho que é importante a gente olhar, é Jerônimo. Jerônimo, ele tem um comentário aos Gálatas, a Tito e a Filemon. E no comentário dele, ele vai dizer que essas coisas foram ditas a fim de mostrar que para os antigos, os mesmos homens que eram os presbíteros eram também os bispos. Mas pouco a pouco, à medida que as sementeiras das discensões iam sendo erradicadas, toda a solicitude foi conferida a um só homem. Portanto, assim como os presbíteros sabem que pelo costume da igreja estão sujeitos à aquele que foi previamente constituído sobre eles, também os bispos sabem que mais por costume do que pela verdade de uma disposição do Senhor, são maiores que os presbíteros e eles deveriam governar a igreja em comum. A imitação de Moisés, que tendo em seu poder presidir sozinho o povo de Israel, escolheu 70 pelos quais pudesse julgar o povo. Vejamos, portanto, que tipo de presbítero ou bispo deve ser ordenado. Ou seja, a gente tem um texto falando com clareza que é um costume surgir bispo acima dos presbíteros. Foi um costume, uma tradição que surgiu alheia àquilo que era o texto do Novo Testamento, o que é novamente muito triste, que a igreja passe a ser organizada a partir de um costume, de uma tradição humana e não a partir do modo como o Novo Testamento estabelece, que é eclesiologia cristã. Inclusive, vou até trazer você aqui pro meu home office, que é meu quarto onde eu durmo e onde eu quando quero trabalhar em casa, paro um pouquinho para para trabalhar. Para preparar esse vídeo, eu assisti vários vídeos das pessoas comentando, né, a ordenação abispo do T Rach, esse tipo de coisa. E obviamente eu fui assistir os vídeos deles próprios. Rash fez um vídeo em que ele não explica nada, só fala que fez isso para ser mais bíblico e ponto. Ah, tem vídeo lá da Zion também falando sobre a história do movimento episcopal e os bispos que existem no mundo e deixando claro que ela agora é uma igreja de eclesiologia episcopal. Então eu não sei qual era a eclesiologia prévia da da Zion, se eles eram batistas, né, com assembleia, se eles eram presbiterianos com um presbitério. Mas bom, todo grande grupo, né, pentecostal geralmente é episcopal já, né? Então eles basicamente só deram o nome daquilo que eles já eram. você tem um bispo, um bispo que toma as decisões por todo mundo. É o que acontece geralmente em igrejas episcopais, né? O bispo, ele é um um primo entre pares, ele é uma autoridade superior a todos os outros. Ele decide, não é, de forma autocrática qual é o caminho da igreja. Mas aí de longe, o mais instrutivo, digamos assim, sobre a posição da Dunamis e da Zion e da desse movimento todo sobre, né, o Teatas virar um bispo, vem do podcast do Dunamis, no Dunamis Movement, em um podcast que até eu parei, não, eu tô tô no começo desse podcast, certo? Eu vou ouvir inteiro antes desse vídeo que você tá assistindo ter ido pro a obviamente, mas eu precisei muito parar porque eu eu tô tão impactado pelo que eu assisti que eu queria poder gravar aqui à medida que as ideias vieram no no momento em que eu assisti esse negócio. Durante os primeiros 10 minutos, primeiros 11 minutos aqui do podcast, você tem eles definindo o que é pastor, bispo, presbítero de uma forma completamente oposta, não é a tudo que a gente definiu no vídeo até aqui. Confunde o que é uma coisa, o que é outra, trata como se fossem coisas completamente diferentes, pegam, definem arbitrariamente o que é um bispo, o que é um pastor, o que é o que é muito ruim, tá? É muito ruim mesmo. O que me chama atenção até aqui, até o minuto 11 do podcast, é como eles tratam o bispo como um tipo de apóstolo. E isso para mim é um tanto tocante, porque ajuda a gente a perceber parte das intenções de um grande movimento neopentecostal em transformar sua liderança máxima em um bispo. O argumento que é colocado já aqui é que a figura do bispo é uma continuidade do ministério apostólico de que o bispo ele é basicamente um apóstolo que continua a parte do trabalho dos 12 que que não é fundacional da igreja. Então você tem os 12 apóstolos. 12 apóstolos foram fundacionais. Não existem outros apóstolos além dos 12 e Paulo que veio como fora de tempo. Mas aí depois deles tudo aquilo que era função apostólica continua por meio dos bispos com exceção daquilo que era o fundamento da igreja. O que já mostra como é que agora T Rash será visto. T R Hash é um apóstolo. Ele é um apóstolo moderno quando ele é ungido como bispo, que confirma certas suspeitas ah de intenção, né? Por que é que ele precisou disso? Bom, por porque o coloca como uma figura plus acima de todas as outras. Mas o ponto que me intrigou e eu parei aqui para ouvir, veio no minuto 11, em que um dos convidados vai dizer o que se segue, >> que quando a gente fala de cargos, a gente tá falando de títulos de cargos que eles meio que se desenvolvem ao longo dos anos. É impossível a gente chegar a uma estrutura 100% igual à estrutura neotestamentária, porque a gente vive numa cultura completamente diferente, a gente vive num tempo diferente. Tanto é que se você for ler as cartas pastorais, Timóteo, as cartas a Timóteo e e a Tito, muitas vezes você vê instruções a a presbíteros e a bispos que são iguais, aonde a gente pode pode até interpretar como a bispos e presbíteros são o mesmo cargo, mas porqueamente os critérios de caráter, >> mas é porque era uma uma igreja diferente, a igreja vai ficando mais complexa, a sociedade fica mais complexa. Então a gente precisa que os cargos comecem a se adaptar às nossas realidades. Olha que coisa maluca. Quando a gente olha para Novo Tchamento, a gente percebe que existe uma indicação ali de que bispos e presbíteros eram o mesmo cargo. Então ele assume um conhecimento da visão mais tradicional da igreja sobre esse assunto, ao mesmo tempo em que ele vai dizer: "Mas a igreja mudou, a igreja é diferente, não é mais a mesma igreja. Então a gente não tem que seguir. Olha o que que ele tá dizendo. Só falta ele deixar isso muito claro. Não fala isso com essa clareza, porque é muito chocante dizer com essa clareza, mas ele deixa subentendido, o que é a consequência mais óbvia do que ele tá dizendo. Eu não tô levando nada a um declívecadinho, não. Ele tá dizendo é que a estrutura de liderança do Novo Testamento não é a estrutura de liderança da igreja moderna. A estrutura de liderança eclesiástica do Novo Testamento, o governo de igreja do Novo Testamento, não será a estrutura de governo de igreja, de liderança eclesiástica da igreja moderna. Por quê? Porque uma igreja diferente, porque os templos mudaram. >> Hoje é difícil também a gente enxergar nos primeiros séculos da igreja primitiva, porque era a igreja perseguida. >> Então não era a preocupação maior desses pais da igreja, não era tanto se relatar, tu fazer um manualzinho bonitinho, mas tipo não vou morrer. >> Mas na hora que a igreja começa a se organizar, você falmente tem que também. >> O que que é chocante para mim é um movimento eclesiástico que assume assume com clareza que não é bíblico, entendeu? É um movimento que assume com clareza que a Bíblia define algo que eles não vão, a Bíblia deixa a entender que são a mesma coisa. O argumento dele não é que não é a mesma coisa. O argumento dele é o que tá lá não vale para hoje. O que tá lá não é o paradigma de como a igreja deveria ser. E aí para mim sempre fica a velha pergunta, né? Se a Bíblia não é o paradigma do modo como a igreja deve ser, então o que é? Se a Bíblia não é o paradigma de como a igreja deveria ser, o que é? É por isso que obviamente essas comunidades precisam de apóstolos modernos, um tipo de apóstolo chamado de bispo, epíscopo, mas no fim das contas assume a função apostólica. É porque a escritura não é suficiente. Por isso que todos esses treinamentos, esses ensinos, essa esses tudo que tá em volta desse movimento são sempre coisas que não são fundamentadas na escritura. sempre uma coisa que vem de outro lugar, de uma revelação, de uma profecia, de uma visão, de um uma de um discernimento espiritual que eles tiveram, justamente porque esses são movimentos profundamente centrados em indivíduos e na revelação que esses indivíduos têm de Deus e não naquilo que diz a escritura acerca de como a igreja deve ser. Perigosíssimo, tá? Perigoso isso. Agora, se a gente quiser fazer aqui um fluxo histórico, a gente tem o Didaque e Primeira Clemente datando do fim do século Io, Inácio pertencendo ao início do século II, Jerônimo ali entre 342 e 420. Enquanto havia quem defendesse que presbíteros e bispos eram a mesma coisa, havia quem defendesse uma autoridade episcopal distinta. Entre esses aqui que a gente citou, o comentário de Jerônimo é bem importante, porque ele defende que o episcopado surgiu mais por costume do que por uma instrução divina direta. Por que que eu tô chamando atenção para tudo isso? Eu quero mostrar que desde o início da igreja não havia um só pensamento acerca da autoridade episcopal, desde o comecinho mesmo, tá? Se a gente vai pro período da reforma, Melâncton, no tratado sobre o poder e o primado do Papa de 1537, ele vai citar Jerônimo e vai concordar com ele, dizendo que não é uma instituição divina que coloca bispos acima dos presbíteros, mas uma ordenação humana para resolver as questões de cisma. Ele compara essa ordenação humana do bispo ao que pode ocorrer entre os diáconos, quando elegem um arquidiácono para liderá-los com razão de suas competências. O Melanctton, no período da reforma, vai dizer o seguinte: Jerônimo ensina abertamente que nas cartas apostólicas todos os que presidem as igrejas são tanto bispos quanto presbíteros. Da mesma forma, Pedro e João chamam a si mesmos de presbíteros ou anciãos em Primeira Pedro 5:1 e segunda João 1. E ele então acrescenta: "Mas o fato de posteriormente ter sido escolhido para ser colocado acima dos demais, isso foi feito como remédio contra o cisma para que cada um, atraindo uma congregação aqui ou ali, para si não dilacerasse a igreja de Cristo. Pois em Alexandria, desde Marcos, o evangelista até os bispos Heracles e Dionísio, os presbíteros sempre elegiam entre eles e o colocavam numa posição mais elevada a quem chamavam bispo, assim como o exército constituiria para si um comandante. Os diáconos, ademais, podem eleger dentre si um que saibam ser diligente e chamá-lo de arquiácono, pois com exceção da ordenação, o que o bispo faz que o presbítero não faz. Ou seja, Melancton, reformador, já entendia que existia simplesmente uma estrutura humana, uma tradição humana que não provém do Novo Testamento, que pelo contrário, pelo que a gente tá vendo aqui, contradiz o Novo Testamento, que era usada por uma questão organizacional. Não, o bispo é quem? O bispo é só o líder dos pastores, líder dos presbíteros. O que é um arqueiácono? Não é o líder dos diáconos. A minha igreja não tem arqueiácono. A gente não tem um diácono principal. Mas assim, se a gente se a gente olha para essas unções, não é? Alguém virou bispo. Alguém virou bispo agora. Té Rash foi ungido bispo ou o líder de uma grande denominação na pentecostal foi ungido bispo. É porque isso é uma grande tradição, é uma unção especial que provém do espírito para não é certo, não é? É só uma tradição humana organizacional que por si só não significaria muita coisa. Muitas igrejas têm uma estrutura episcopal dentro da sua eclesiologia, mas que se torna uma grande questão a ser comentada por todo o peso que dão para isso, pelo que isso significa, porque pelo que isso representa, por todo o escarcel, minha igreja não tem um bispo e agora e ele virou bispo que ele tem uma unção sobrenatural, o que é que vai mudaros essa igreja agora que tem um bispo agora tá mais próxima do Não, na minha na minha leitura agora a igreja se afasta ainda mais daquilo que havê no Novo Testamento. É uma igreja que tá menos ortodoxa, menos ortopática. Agora, já que a gente tá falando sobre a reforma, vale a pena olhar pra opinião de Calvino, porque Calvino tá em concordância com a ideia de que pastor, bispo e presbítero são sinônimos. E ele defende que igrejas possuam um colegiado de bispos. No tomo 4, capítulo 3, parágrafo 8, das institutas, ele vai dizer o seguinte: "Ao dar o nome de bispos, presbíteros e pastores, indistintamente aqueles que governam as igrejas, eu fiz com base na autoridade da Escritura, que usa as palavras como sinônimas. A todos os que desempenham o ministério da palavra, ele dá o nome de bispos. Assim, Paulo, depois de ordenar a Tito que constituísse presbíteros em cada cidade, acrescenta imediatamente: "Um bispo deve serreensível", etc. Da mesma forma, em outra passagem, ele saúda vários bispos numa só igreja. E nos atos aos presbíteros de Éfeso, que se diz haver com ele convocado, designa no decorrer do seu discurso como bispo. Desde o princípio, portanto, cada igreja deve ter seu cenado composto de homens piedosos, respeitáveis e veneráveis, nos quais residia o poder de corrigir as faltas. desse poder, falaremos adiante. Ademais, a experiência mostra que esse arranjo não se limitou a uma só época e, por isso, devemos considerar o ofício de governo como necessário para todas as épocas. Ou seja, os teólogos da reforma eles se opuseram diretamente à liderança da do catolicismo romano, né, que é uma igreja distintamente episcopal, com o Papa como líder máximo, né, como sumo bispo. Nesse período da reforma e nos séculos seguintes, outras igrejas também de estrutura episcopal acabaram surgindo, como a igreja anglicana, posteriormente a igreja metodista. A igreja anglicana surge de uma desvinculação da igreja da Inglaterra, né, da Igreja Católica Romana. Ela se considera uma via média, né, entre o catolicismo e o protestantismo. Já a Igreja Metodista também surge nesses períodos, destacando por seu fervor em busca de santidade pessoal, por meio de hábitos espirituais. E de lá para cá, outras denominações surgiram, né, algumas diretamente relacionadas com concordâncias em vários pontos e discordâncias em outros. Mas isso não deveria, né, o governo episcopal não deveria ser uma questão de ruptura muito profunda entre as igrejas. Uma igreja tem liderança paal, outra é presbiteriana, outra é congregacional, outras são mistas, né? Tudo isso e tá dentro do campo da da liberdade cristã, eu acredito. Mas existem formas muito ruins de você participar de modelos episcopais. É justamente quando você tem um bispo que é simplesmente um pastor plus. Quando o bispo da igreja é único, você tem apenas um único bispo como o líder da comunidade maior, supremo, superior, muitas vezes dono da igreja, muitas vezes quem tem o poder e o e a capacidade de reger a comunidade, não é, de acordo com o seu próprio sua própria vontade, você tem aí algo que vai muito contra o modelo bíblico de governo de igreja, até porque existe um aspecto muito congregacional na escritura também, quem é que toma decisões na igreja, né? a gente tem uma assembleia, existem muitos aspectos de congregacionalismo no Novo Testamento, em que tanto a congregação como a liderança tomam decisões juntas. Mas aí congregacionalismo é é tema para outro para outro vídeo. Falando dessas formas ruins, né, de ser episcopal, é justamente quando uma comunidade que não é episcopal se torna episcopal como uma forma de conferir mais autoridade e mais poder a um a um líder. Tanto igrejas neopentecostais como igrejas anglicanas possuem bispos, não é? Mas veja, são duas funções muito diferentes, duas visões muito diferentes da figura do bispo, o que torna tudo muito perigoso quando você tá dentro de uma igreja, ainda mais quando essa igreja assume que o bispo é uma continuidade do ministério apostólico de alguma forma. O episcopado neopentecostal arroga para si seguir a tradição apostólica para defender que o bispo carrega para si essa centelha apostólica de poder, de cura, de autoridade espiritual, longe de ser simplesmente um presbítero dentre os presbíteros ou ou um alguém só tá sabe ou alguém que tá supervisionando a igreja. O bispo ne pentecostal é um representante apostólico imbuído de autoridade divina e poder para abençoar, amaldiçoar. E isso é muito perigoso quando você tem agora esses homens galgando cargos cada vez maiores, com nomes cada vez mais robustos, com pompas e circunstâncias cada vez mais altas, não é? Eu lembro no vídeo que eu assisti, né, da Z Church para tentar respaldar a ordenação do Telha, eles dizem que os cristãos compreenderam que o evangelho não deveria ser preservado apenas pela memória dos acontecimentos registrados nas escrituras, mas também pela continuidade do ensino apostólico recebido de Cristo e transmitido à igreja. Quando a gente vê lá o podcast, estão deixando claro que o bispo ele é um continuador do ministério apostólico. O que é, de novo, muito perigoso. Que tipo de continuidade do ministério apostólico é essa? Na na prática, quando Ray é ungido o bispo, dentro da defesa que é feita no podcast do Donams, dos vídeos que são postados, ele tá na prática sendo ungido um apóstolo para sua comunidade. Ele tá sendo embuído de prerrogativas apostólicas. O que absolutamente não condiz com o modo como o termo bispo é usado no novo tachamento. Não condiz sequer com o modo como o termo bispo foi usado na história da igreja até em suas deturpações. É um caminho ainda mais longe daquilo que a gente encontra até mesmo nos afastamentos da história da igreja da definição do que é um bispo. Por isso, eu acho que é nulo a o apelo de que o episcopado tal tem algum tipo de espiritualidade que remonte diretamente aos apóstolos. tá muito mais baseado nas crenças que eles adotaram, baseados nas próprias vontades e tradições do que em algo respaldado biblicamente de forma correta. É claro que cada igreja vai defender seu modelo eclesiástico como certo, como melhor do que o modelo do outro, mas muitas vezes é mais uma questão organizacional do que uma questão institucional divina. Cristo instituiu a sua igreja, Cristo instituiu apóstolos. Esses apóstolos deixaram bispos, presbíteros, pastores sobre as comunidades. É muito estranho, não é? criar uma estrutura de igreja tão diferente daquilo que a gente encontra nas páginas do Novo Tchamento. No fim desse vídeo, você sai um pouco mais instruído sobre o que significa ser bispo, pastor, presbítero, sobre a estrutura de igreja do novo Tchamento, sobre algo da história da igreja e como lidar, não é, com a polêmica aí do momento. Eu espero ter recompensado sua audiência e em clicar em um vídeo que vai ter um título, uma capa polêmica, lá vai, mais uma polêmica do momento. Você sabe que o nosso acordo é sempre esse. A polêmica do momento é só uma desculpa para ensinar teologia sobre um assunto que tá todo mundo conversando a respeito e pensando a respeito. Se você gosta de mais vídeos assim, dois desologia é um canal para você. Basta se inscrever no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo ou se aprofundar teologicamente com a gente lá no Instituto Cheifes de Teologia e Cultura. Tem o link aí na descrição, no comentário fixado ou no QRcode que apareceu na tela para você ir lá. A gente tem vídeo aqui praticamente todo dia de segunda a sexta-feira. Então vem participar da nossa comunidade. Um cheiro no seu cangote e até a próxima. M.