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A fé vem pelo ouvir

QUAL A DIFERENÇA DE BISPO, PASTOR E PRESBÍTERO?

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Legendas automáticas:

Téashi virou bispo e a internet não fala
de outra coisa. E por trás de todas as
grandes polêmicas de discutir toda a
cerimônia pública, toda a ritualística,
toda a pompa em circunstância, o o óleo
ungido sendo derramado de um chofar,
todo o neopentecostalismo que já é comum
dentro desses grandes movimentos, porque
Rashi é talvez o maior líder jovem do
neopentecostalismo moderno, talvez seja
o líder neopentecostal mais influente no
Brasil hoje. Para além de tudo isso,
levanta-se uma questão teológica muito
profunda. Faz sentido ter bispos, né? O
que é um bispo? pastor, bispo,
presbítero, diácono, são são o que é que
é diferente, o que é que é igual. Rash
fez um vídeo explicando porque é que ele
foi consagrado bispo, em que ele
basicamente não explica nada, ele só
fala que fez isso para ser mais bíblico,
mas ele não dá base bíblica, não
argumento nada parecido. A igreja do Té
soltou um vídeo com a história do
episcopado e aí é só uma peça de
propaganda também. Mas o Dunam Podcast
juntou alguns jovens para discutir
teologicamente
o que é essa unção com o bispo. E esse
podcast é o objetivo de explicar e
justificar, né, as decisões envolvendo a
Zan Church e o ministério Terracho, que
agora não é mais pastor Telracho, agora
é bispo Telash, recebido no púlpito da
sua igreja aos gritos de bispo, bispo,
bispo da sua comunidade, como se a sua
consagração a esse novo cargo
eclesiástico fosse, sei lá, um gol na
Copa do Mundo ou alguma coisa do tipo.
Por que que é importante discutir isso
agora? e endereçar isso, não é,
nominalmente ao caso do teu Rayash. É
porque quando esses eventos acontecem
relacionados a indivíduos tão influentes
e também tão poderosos dentro do
universo religioso brasileiro, pessoas
de várias igrejas, várias denominações,
crentes de várias idades, levantam
questões muito parecidas. E aí é uma
oportunidade que nós temos para aprender
teologia e avaliar esses acontecimentos
a partir da palavra de Deus. Você sabe
que aqui no 2D do teologia a gente não
tem nenhum constrangimento de discutir
temas do momento e falar das polêmicas
da semana, mas se você nos acompanha,
você também sabe que a gente sempre usa
esses assuntos para discutir teologia de
forma séria, respeitável e com
background acadêmico para que você saia
daqui não tendo visto um vídeo sobre uma
polêmica da semana, mas você tenha saído
daqui aprendendo algo sério sobre a
palavra de Deus. No vídeo de hoje, a
gente vai discutir sobre episcopado,
sobre o que é que a Bíblia fala sobre
bispos, como a tradição talvez
transformou o sentido de bispo e se faz
sentido Té Rash ser consagrado bispo em
tempos modernos. Se é sua primeira vez
aqui nesse canal, eu sou o pastor Iago
Martins, sou pastor Batista aqui no
Ceará já há mais de 10 anos, sou
doutorando em teologia e este programa é
o 2D do de teologia. É o programa em que
a gente discurtina um tema teológico a
partir da palavra de Deus. é o programa
que dá nome a esse canal, que tem vários
outros programas, como programas de
exagese bíblica, como de olho no texto,
o Teologia na Estrada, onde nós vamos
para lugares importantes do cristianismo
para apresentar algo da história da
igreja, resenhas de livros, reacts a
coisas que estão viralizando sobre Deus
na internet, que é o nosso programa
Teólogos do Twitter, e até mesmo
resenhas de filmes a partir da palavra
de Deus. Se você quer aprender teologia
de forma gratuita, teologia de forma
grátis, só clicar aqui nesse canal, se
inscrever e assinar as notificações para
ficar sabendo sempre que houver vídeo
novo. Se você quiser se aprofundar mais
na teologia, o Instituto Cheif Teologia
e Cultura é o nosso Instituto Teológico.
Se você é alguém que quer entender mais
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miniurso que custa menos de R$ 10. É, é,
esse é o nível de popularização de
teologia que a gente quer fornecer para
você. Menos de R$ 10. É um curso sobre
dons espirituais em que um teólogo
sensacionista, um teólogo pentecostal,
um teólogo continuista e um teólogo
devanescentista, que sou eu, cada um
deles apresenta várias aulas defendendo
o seu próprio ponto de vista, para que
você possa não simplesmente acreditar no
que você escuta na sua denominação ou na
tradição da sua própria comunidade ou
naquilo que você teve das suas
experiências pessoais, mas para que você
possa conhecer a palavra de Deus, os
mesmos textos bíblicos, por vários
ângulos diferentes e você finalmente
chegar à sua conclusão a partir do
conhecimento mais profundo da palavra da
sua própria visão e entendendo bem o que
é que os outros Outros de quem você
discorda acreditam para que você possa
discordar com sabedoria e inteligência.
Vai ter um link na descrição. O
Instituto Chif tem vários outros cursos
como Grego, Missões, Introdução Teologia
Sistemática, uma verdadeira Netflix de
teologia. Vai lá e aproveita. Dito isso,
simbora pro vídeo de hoje. Quando a
gente olha pro Novo Testamento, a gente
tem uma primeira estrutura que não é
ainda a estrutura que se expressaria ao
longo dos textos mais normativos do Novo
Tchamento. A gente tinha Jesus e seus
apóstolos. A gente vê isso em todos os
evangelhos. Jesus aparece, chama 12
apóstolos para caminharem com ele, 12
homens, que seriam os fundamentos da
igreja. Todo o Novo Testamento trata os
apóstolos como pessoas que tiveram um
ministério próprio, particular, de
fundamento. É isso que diz o livro de
Efésios, não é? A igreja é fundada,
fundada sobre os apóstolos. aqueles que
trouxeram o ensino revelado de Deus para
formar o que nós chamamos de Novo
Testamento. A partir do momento que o
Ministério apostólico é encerrado, o
Novo Testamento está completamente
escrito. E aí nós temos o fundamento na
igreja, na doutrina apostólica. Até os
bons teólogos que acreditam em algum
nível de apostolado moderno não
acreditam que os apóstolos modernos são
como os 12, né? No caso os 12 mais
Paulo, né? Porque Paulo é descrito como
a única exceção, né? O nascido fora de
tempo. Muitos usam o termo apóstolo para
descrever missionários, né? O termo
missionário não é bíblico. Não sei se
você sabe, não tem missionário na
Bíblia. Alguns vão usar o termo aposto
para falar de missionários, para falar
de pessoas que estão indo levar o
evangelho em locais onde o evangelho
ainda não chegou, que é um termo um
pouco mais lato. E alguns vão achar bons
argumentos, um novo tachamento para
argumentar que você pode chamar de
apóstolo, pessoas que levam o evangelho
em regiões de fronteira, levando a
palavra a locais onde o evangelho ainda
não havia chegado, que era parte
fundamental do ministério apostólico,
que continuaria para além da parte do
ministério apostólico que teria
acessado, que é trazer a revelação do
Novo Testamento. acontece que os
apóstolos não instituíram outros
apóstolos. Os apóstolos abriram igrejas,
fundaram igrejas, levantaram líderes nas
igrejas ou entre igrejas, né? Porque
haviam líderes locais e haviam pessoas
que andavam com os apóstolos servindo e
cuidando dessas comunidades. Nenhum
desses líderes que são formados pelos
apóstolos eram também apóstolos. Os
apóstolos não fizeram outros apóstolos.
Não existe sucessão apostólica no Novo
Testamento. Não existe uma continuidade
do Ministério Apostólico como dos 12 no
Novo Testamento. Claro que haviam vários
ofícios, né, no serviço da igreja.
haviam diáconos, por exemplo, existiam a
evangelistas, né, que que eu acho que é
o mais próximo do conceito de
missionário que a gente tem hoje. Mas
quando a gente olha para a estrutura da
comunidade, da liderança da igreja, a
gente tem fundamentalmente presbíteros,
bispos e pastores. Esses são os termos
usados no Novo Testamento para falar
sobre as lideranças sobre as igrejas.
Além de presbítero, bispo e pastor, você
tem o termo guia, você tem o termo
líder. Também são usados no Novo
Testamento para falar das lideranças da
igreja. presbítero, bispo, pastor, guia,
líder. São cargos diferentes e
separados. Quando a gente olha pra
consagração, não é, de Rach, por
exemplo, que foi o que aconteceu
modernamente, ou em algumas outras
comunidades, o bispo é visto como um
tipo plus de pastor. Você tem o bispo
como um pastor que está acima de outros
pastores, o pastor que supervisiona
outras igrejas. O bispo seria um tipo de
pastor plus, pastor digevoluído, é um
pastor acima de outros pastores, o
pastor que pastoreia outros pastores, o
pastor primaso ou alguma coisa do tipo.
Em outras comunidades, no entanto, você
tem modelos episcopais mais bem
estabelecidos. Igrejas como a igreja
anglicana, por exemplo, possuem uma
estrutura de bispado em que existe
pastores que pastoreiam áreas muito
grandes. Esses pastores que estão sobre
outros pastores pastoreando áreas,
seriam tratados como bispos. O o bispo
presidente seria o bispo primá e tudo
mais. Existem estruturas eclesiásticas
diferentes que dão papéis, funções e um
plano ministerial diferente para você
chegar ao bispado, se é que a gente pode
chamar assim.
Mas o que acontece quando a gente olha
pro Novo Testamento? Não é isso que a
gente encontra. No Novo Testamento,
bispo, pastor e presbítero são termos
intercambiáveis que destacam as
atribuições que o líder teria, assim
como o termo guia, assim como o termo
líder, que é usado também no Novo
Testamento, para se referir ao mesmo
ofício, é o ofício de ser o líder de uma
comunidade local. bispos, pastores,
epíscopos, presbíteros, guias, líderes.
Todos esses termos falam do mesmo
ministério, falam do mesmo serviço.
Existem apenas ênfases diferentes na no
tipo de serviço que tá sendo feito
quando você chama atenção para um termo
ou para outro. Quando você chama a sua
mulher de esposa ou chama de namorada ou
chama de amor, ou chama de parceira ou
de companheira, você tá usando o mesmo
nome para falar da mesma pessoa que está
cumprindo o mesmo ofício naquele
casamento, mas você tá chamando atenção
para coisas diferente. Quando você chama
ela de parceira, você fala de um aspecto
de tá do seu lado é em construir alguma
coisa. Quando você chama de amante,
quando você chama de namorada ou de
amor, você tá chamando atenção pro
aspecto talvez de intimidade física, do
sentimento que vocês tm um pelo outro.
Quando você chama de esposa, você tá
chamando atenção para outra coisa. Você
pode chamar a mesma pessoa por termos
diferentes para chamar atenção para algo
diferente. O Novo Testamento faz a mesma
coisa com as heranças da igreja. líder,
guia, bispo, pastor, presbítero. São
termos usados para se referir ao mesmo
indivíduo, cumprindo o mesmo ministério,
apenas com ênfase diferente sobre qual
seria o tipo de atuação. Agora, a gente
tem que olhar pro novo techamento pra
gente chegar algumas conclusões acerca
disso. Eu tô abrindo aqui o meu Logus
Bible software, que é o meu logos de
exagese bíblica, e vou abrir talvez o
texto mais famoso que a gente tem sobre
esse assunto, que é Primeira Timóteo
3:1. Primeiro Timóteo, capítulo 3, diz a
palavra: "Se alguém deseja o episcopado,
excelente obra almeja". É necessário,
pois, que o bispo seja irrepreensível,
explodindo a sua mulher e tal, tal. Ele
vai explicar aqui a figura do bispo. A
palavra aqui episcopado, no grego aqui
tá episcopes. A palavra bispo aqui é
episcopom. A gente tem a mesmíssima
palavra grega, episcopé. Sobre aqui o
low naida, que é o principal léxico de
domínio semântico que a gente tem no
mundo. Hoje a gente tem episcopé como
alguém que tem um papel religioso, vendo
serviço, liderança, cargo, posição,
ministério, como líder da igreja. Se a
gente vai para episcopeu, a gente tem a
responsabilidade pelo cuidado de alguém,
implicando uma responsabilidade de certa
forma oficial dentro de uma congregação.
Ministrar a ser responsável por cuidar
de traz a ideia de ser pastor do rebanho
em Primeira Pedro 5:2. Isso a gente vai
olhar um pouco mais na frente. Se eu vou
aqui para episcopos, que é a palavra que
é traduzido por bispo, eu tenho alguém
que serve como líder em uma igreja. Em
algumas traduções, diz aqui o Lonaida,
um equivalente pode ser ajudante e
líder. Então, quando a palavra bispo
aparece aqui no Novo Testamento, o que é
que a gente tá lendo? a gente tá lendo
uma palavra que fala diretamente sobre
ser líder de uma igreja. Você for em
busca da palavra episcopon, que é a
palavra bispo aqui no novo tachamento, e
tentar fazer um estudo de palavra do
termo bispo, que o Bidag, que talvez
seja o segundo grandexo que a gente tem
novo testamento, o Low K e o Bidag são a
dobradinha aí favorita dos teólogos, dos
exegetas, e vai trazer como guardião e
como supervisor. Essa palavra aparece
cinco vezes novo Tchamento, segundo o
logos. Atos 20:28, Filipenses 1,
Primeira Timóteo 3:2, Tito 17, Primeira
Pedro 2:25, Primeira Pedro 3:2 é o texto
que a gente tá olhando agora. Do que é
que Paulo tá falando quando? Ele fala
então do bispo aqui em Primeira Timóteo
3, ele tá falando de alguém que tá
relacionado ao ministério do diácono.
Ele fala: "É necessário, pois que o
bispo seja repreensível, expos sua
mulher, moderado, tal, tal". Vai falar
aqui sobre o bispo aí vai dizer no fim
do verso 5, que se ele não souber
governar bem a própria casa, como
cuidará da igreja de Deus? Então o bispo
é alguém que está cuidando da igreja de
Deus. E aí diz no verso oito, do mesmo
modo quanto a diáconos, é necessário que
seja respeitáveis de uma só palavra,
tal, tal, tal, tal, tal. Aí eu digo,
quem é o bispo aqui? Por que é que ele
fala de bispos e de diáconos? Ele não
fala de pastores, sabe? do ministério do
pastor, não fala do ministério do
presbítero, ele fala de dois ministérios
em uma carta que é escrita a um líder
aqui. Ele tá falando do ministério do
bispo, do epíscopo, do líder e do
diácono. Seria muito estranho o bispo
ser simplesmente um supervisor que tá
acima de outras igrejas e Paulo não
falar sobre pastores locais, sobre
presbíteros e falar diretamente de
diáconos, bispos e diáconos. Essa é uma
dobradinha que faz mais sentido quando a
gente tá pensando numa igreja local,
onde você tem os pastores e os diáconos
dentro dessa estrutura, que são os
ofícios mais comuns dentro de uma
própria comunidade local. Você tem
diáconos no serviço do dia a dia e você
tem os bispos, que são os pastores
daquela comunidade local. Se a gente for
olhar os outros textos que usam a
palavra bispo, como Atos 20:28, cuidem
de vocês mesmos e de todo rebanho no
qual o Espírito Santo os colocou como
bispos para pastorearem a igreja de
Deus, a qual ele comprou com o próprio
sangue. Olha que coisa interessante.
Qual é a função do bispo? A função do
bispo é pastorear. A palavra pastorear
aqui é justamente a palavra pastor que é
usada no Novo Testamento para falar dos
pastores das igrejas. Então o que é um
bispo? O bispo é alguém que é o pastor
dos pastores. Não, ele é o pastor da
igreja de Deus. Ele pastoreia a igreja
de Deus. Não existe nada nessa passagem
que dê a entender que o bispo ele é um
tipo de pastor que está sobre os outros
pastores. Ele é o pastor de uma cidade.
Ele é um pastor líder. Um bispo é alguém
que pastoreia a igreja. Ou seja, o bispo
é um líder de uma igreja, é o líder de
uma comunidade. Não existe nada aqui que
dê ao bispo uma função, não é, acima de
qualquer função diferente da função que
seja pastorear. Mas sabe o que é mais
interessante nesse texto aqui? É o verso
17. O verso 17 que dá o contexto que das
dos bispos, não é, que pastoreiam para o
qual Paulo tá falando. O verso 17 diz:
"De Mileto Paulo enviou a mensagem a
Éfeso, pedindo aos presbíteros da igreja
que se encontrem com ele." Então, quem
são esses bispos que pastoreiam? São os
presbíteros.
Então eu tenho Paulo chamando os
presbíteros da igreja para que se
encontrem com ele. Então quando ele
encontra os presbíteros, os presbíteros
da igreja em Éfeso, certo? No plural, os
presbíteros da igreja em Éfeso. O que é
que ele fala aos presbíteros da igreja
em Éfeso? Deus os colocou como bispos.
Deus os colocou como bispos para
pastorearem a igreja de Deus. Então,
bispos e presbíteros são termos
intercambiáveis. Qual é a função de
bispos e de presbíteros? Pastorearem. Do
mesmo jeito, texto de Atos 20 é um texto
muito importante para nos mostrar que
criar uma divisão entre o que é um
pastor, o que é um bispo, o que é um
presbítero é incompatível com o modo
como essas palavras são usadas novo
tachamento. O outro texto bíblico que
vai usar o termo bispo é Filipenses 1
onde Paulo diz: "Pulo e Timóteo, servos
de Jesus Cristo, todos os santos em
Cristo Jesus, inclusive bispos e
diáconos que vivem em Filipos. Que a
graça e a paz de Deus, nosso Pai e nosso
Senhor Jesus Cristo, estejam com vocês.
Tem uma coisa muito interessante aqui em
Filipenses 1. Primeiro, novamente, ele
não fala pastores e diáconos, ele não
fala presbíteros e diáconos, ele fala
bispos e diáconos. Por que bispos e
diáconos? Porque a dobradinha novamente,
bispos e diáconos. Não faz nenhum
sentido. O bispo ser um supervisor, o
diácono ser aquele servo, né, das
atividades mais braçais da igreja local,
como a gente vê em Atos 6. E você ter
todo um uma série de cargos, né, nessa
eclesiologia e eles serem completamente
ignorados. Paulo tá escrevendo pros
diáconos das igrejas, tá escrevendo pros
bispos das igrejas, mas ele não tá
escrevendo pros pastores, pros
presbíteros das igrejas. Por quê? Porque
bispos é o termo que é usado para
pastores, para presbíteros das igrejas.
Mas tem uma coisa que me chama mais
atenção aqui, tá? Ao longo da história
da igreja, o termo bispo vai mudando e
sendo usado para falar de o líder de uma
cidade, aquele que é o líder da igreja
naquela localidade. Hoje, modernamente,
é usado para falar sobre o líder de uma
denominação normalmente. Então, o pastor
fundador de uma denominação, o líder de
uma denominação acaba virando, né, o
bispo daquela denominação. Mas veja só,
o termo bispo em Filipenses 1 está no
plural. Existe uma pluralidade de bispos
na cidade de Filipos. Você não tem uma
igreja tão grande em Filipos, mas você
tem muitos bispos. Por quê? Do mesmo
jeito você tem muitos presbíteros,
muitos pastores. Você tem uma
pluralidade de liderança no Novo
Testamento. É estranho ao Novo
Testamento uma igreja com um pastor. É
estranho ao Novo Testamento uma igreja
com um presbítero. É estranho ao Novo
Testamento uma igreja com um bispo.
Porque a igreja não tem um bispo. A
igreja tem bispos, tem supervisores,
líderes, pastores, guias no plural.
Então, quando sua igreja unge uma pessoa
como bispo, porque ele é o líder primá
sobre todos os outros bispos, você tem
algo também estranho ao novo tachamento.
Não corresponde ao uso que o termo bispo
é usado na escritura. Primeira Timóteo
3:2, a gente já leu, que a gente também
tem título 17, que é basicamente a
descrições das características também de
um bispo no serviço da sua igreja. A
gente tem em Primeira Pedro 2:25, onde
diz: "Porque vocês estavam desgarrados
como ovelhas, agora, porém se convertam
ao pastor e bispo da alma de vocês." Aí,
mas você não tá vendo aí, ó, ele tá
dizendo pastor e bispo, porque são duas
coisas separadas, não é isso? Quando a
gente tem no grego essa estrutura, você
tem o artigo, um substantivo, um kai e
um substantivo. Sem dois artigos, um
único artigo para dois substantivos
divididos por kai. A gente chama isso de
regra de Groundville sharp. Ou seja, as
duas palavras estão sendo unidas como
uma coisa só. Então aqui no grego a
gente tem se converterem, não é? Epiton,
não é ton, é o artigo, a o ton poimena,
ao pastor cai. A gente não tem ton
episcopon, a gente tem kai episcopon.
Então literalmente a gente tem, a gente
vai se converter a o pastor e bispo. A
gente não tem o pastor e o bispo de
nossas almas. A gente tem o pastor e
bispo de nossas almas. Essa é uma
estrutura grega que significa que as
duas coisas, pastor e bispo, devem ser
entendidos como a mesma coisa. Ele é
quem pastoreia, ele é quem bispa, né? A
palavra bispa não existe em português,
mas ele é o bispo, ele é o supervisor,
né? Ele é aquele que tá vendo de cima,
ele é o supervisor de nossas almas, ele
é aquele que cuida de nossas almas, ele
é aquele que pastoreia as nossas almas.
O uso de Gronville Sharp aqui no grego
de Primeira Pedro 2 é mais um indicativo
de que pastor e bispo são a mesma coisa.
Claro que alguns sentam ler isso de
forma diferente, né? Não, mas é na na
verdade é só porque estão colocando
pastor e bispo para se referir a a
Jesus. E aí você coloca, mas existe um
indicativo de unidade muito profunda
aqui. E todos os textos que nós lemos
que relacionam o pastor e bispo são
indicativos de unidade muito profunda. E
em nenhum texto existe algum nível de
divisão, ruptura entre o que é ser
pastor e o que quer ser bispo. Então a
gente tem argumentos muito fortes aqui
pra gente entender que o que é um bispo.
O bispo é um pastor de uma igreja. O
bispo é um outro nome que é usado para
posteriorear sua igreja. Então eu sou
pastor da Igreja Batista Manaí. Eu não
plantei milhões de igrejas, não somos
uma grande denominação, mas podiam me
chamar de bispo Iago Martins se
quisessem, não faz nenhuma diferença.
Podiam me chamar de presbítero Iago
Martins, pastor Iago Martins, pastor,
bispo, presbítero, são exatamente a
mesma coisa. A gente já viu aqui que
presbítero no Novo Testamento é usado
para se referir ao ministério pastoral,
ao ministério presbiteral.
Agora, mas vamos olhar um pouco para os
outros termos que são usados, que eu
acho que vale a pena pra gente entender
um pouco como essa estrutura deça
aparece no Novo Testamento. Vamos olhar
pro termo presbítero também. O termo
presbítero, presbíteros, né, indica uma
pessoa que é investida de autoridade e
responsabilidade também em questões
religiosas. É um termo que literalmente
no grego significa ancião. Isso é uma
pessoa experiente para dar conselhos que
envolvam os aspectos, né, da sua vida
religiosa. Presbítero era o nome que era
usado para o grupo de líderes que era
reconhecido nas igrejas. Quando a gente
olha para Atos 15, na resolução da
questão entre judeus e gentios, a gente
vê que já havia presbíteros nas igrejas
e que eles lideravam juntamente com os
apóstolos. Lucas escreve que os
apóstolos e os presbíteros se reuniram
para examinar a questão. Aqui Pedro, o
apóstolo, assume a palavra e mais tarde,
na carta dele, ele se designa como um
presbítero e então também designa as
atuações dos presbíteros. vai dizer o
seguinte, ó: "A presbíteros que há entre
vocês, eu, presbítero como eles,
testemunha do sofrimento de Cristo e
ainda c participante da glória que há de
ser revelada, peço que pastoreiem o
rebanho de Deus que há entre vocês, não
por obrigação, mas espontaneamente como
Deus quer, não por ganância, mas de boa
vontade, não como dominadores dos que
lhe foram confiados, mas sendo exemplos
para o rebanho. E quando o supremo
pastor se manifestar, vocês receberão a
coroa da glória que nunca perde o seu
brilho." Olha que texo intrigante. A
gente tem presbíteros como aqueles que
pastoreiam e aí o presbítero deve ser um
bom pastor porque o sumo pastor vai vir
para julgar o trabalho dos presbíteros.
Pedro não se coloca como alguém acima
dos presbíteros. Ele se equipara um
presbítero. Ele não se põe alguém acima,
né? Ele mesmo é um presbítero sendo um
apóstolo. Ou seja, ele é uma liderança
sobre a igreja local. Ele diz que esses
presbíteros têm que pastorear bem a
igreja. Então, que é um presbítero? É um
pastor da igreja. Ele compara o
presbítero ao pastor. Presbíteros, sejam
bons pastores, porque o sumo pastor vai
vir. Ou seja, Jesus é o sumo pastor, é o
sumo presbítero, é o sumo bispo, é o
bispo de nossas almas, é o pastor de
nossas almas, é o grande pastor a quem
todos os pastores, bispos e presbíteros,
se referem. João também vai se chamar de
presbítero, né, lá na sua segunda carta,
ele vai dizer o presbítero, não é? Se
referindo a si mesmo como o presbítero,
a senhora eleita e aos seus filhos, a
quem eu amo na verdade, e não somente
eu, mas também a todos que conhecem a
verdade. Os apóstolos se reconheciam
como presbíteros também. Paulo escreve a
Timóteo dizendo que devem ser
considerados merecedores de pagamento em
dobro. os presbíteros que presidem bem,
especialmente os que se esforçam na
pregação da palavra e no ensino. Aqui
falando da igreja local, a igreja tem
presbíteros se esforçando no ensino.
Quem é que ensinava a igreja? Segundo
primeira Timóteo, o texto que fala de
bispo, eram os bispos. As descrições dos
bispos eram descrições de pastores que
ensinavam a igreja. Eles têm que ser
aptos para ensinar. Aqui não. Aqui são
os presbíteros que ensinam as igrejas.
Quem são? Quem são então esses? Nossa,
tem uma contradição. Em um texto,
aqueles que está, aquele que tá
ensinando a igreja é o bispo. Em outra,
em outro texto, aquele que tá ensinando
a igreja é o presbítero. Qual será a
solução para isso? Não é? Porque bispos
e presbíteros são exatamente a mesma
coisa. Presbíteros são líderes que
ensinam o povo. Bispos são líderes que
ensinam o povo. O termo presbítero,
claro, ele pode ser traduzido por
ancião. Algumas denominações até fazem
isso, porque o bispo normalmente, né, o
presbítero normalmente era uma pessoa
mais velha, alguém mais experimentado na
palavra de Deus, mais experimentado na
vida. Por isso que vai ser dito que o
bispo não pode ser um novo convertido,
alguém que ainda tá no começo da família
da fé. Por isso que a palavra ancião é
usada para se referir aos bispos em
outro momento, aos pastores outro
momento. O ancião, o presbítero, é
alguém mais velho, mais experimentado, é
coerente com o que é dito sobre o bispo,
né? O bispo não pode ser uma pessoa nova
convertida que ainda tá aprendendo os
caminhos da fé de alguma forma. Ou seja,
presbíteros tinham uma função pastoral
no cuidado do povo de Deus, como bispos
e pastores. Há uma intercambialidade no
uso aqui no Novo Testamento. Presbíteros
não são administradores, né? Eles também
pastoreiam, também cuidam, são
literalmente líderes sobre a igreja
local. Já o termo pastor, termo poi
menos, destaca a responsabilidade da
liderança, né, com o cuidado da
congregação. A bons exemplos dos termos
s usados de forma quase intercambiável,
a gente já leu algum deles aqui para
vocês, mas se a gente olhar para Tito 1,
5 a 9, Paulo instrui sobre como devem
ser a vida e o comportamento dos
presbíteros. Ele vai dizer o seguinte:
"Foi por esta causa que deixei você
increta para que pusesse em ordem as
coisas restantes, bem como em cada
cidade constituísse presbíteros,
conforme prescrevi a você, alguém que
seja repreensível. marido de uma só
mulher que tenha filhos crentes, que não
são acusados de avacidão, que não são
subordinados. Porque é indispensável que
o bispo, por ser encarregado das coisas
de Deus, seja repreensível não
arrogante, alguém que não se irrita
facilmente, não apegado ao vinho, não
violento, nem ganancioso. Pelo
contrário, o bispo deve ser
hospitaleiro, amigo do bem, sensato,
justo, piedoso, deve ser domínio de si.
E aí ele vai descrevendo um pouco mais
características aqui do bispo. Vê como
ele usa o termo presbítero e bispo, como
a mesma coisa, presbíteros e bispos. Ele
começa falando sobre presbíteros nos
versos 5 e 6, os conecta no verso s
usando partícula gto, né? Porque sem
quebrar a continuidade do argumento,
fazendo uma coisa nova, falando de
bispos, nos fazendo entender que o bispo
do verso 7 é o presbítero do verso 5.
Não tem muito como fugir desse tipo de
leitura, o que nos leva a entender que
bispos e presbíteros são exatamente o
mesmo afício. Ah, você tá dizendo isso
aí porque você não conhece a história
dos pentecostais, os a tradição. Eu vi
muito isso sobre isso assim. Não, Igo,
isso é só uma tradição do mundo
pentecostal, sabe? Um teólogo
pentecostal que eu gosto muito é do
Gordon Fe Gordon Fe é um grande teólogo
pentecostal, tá? Pentecostal mesmo, um
grande exegeta, um grande hermeneuta.
Foi muito influenciado pela hermenêutica
de Gordon Fe, da minha formação
teológica, um homem pentecostal, mesmo
que eu não seja pentecostal. E o Gordon
Fi vai dizer justamente o seguinte, ó,
vou ler aqui uma citação dele. Ele diz
assim, ó: "O epíscopos, no caso aqui é o
é o bispo, né? É claramente um
presbítero, tanto em primeiro Timóteo
3:2 quanto em título 9. O epíscopos é um
mestre. E primeiro Timóteo 5:17 deixa
claro que mestres também são
presbíteros. Também parece provável que
nem todos os presbíteros sejam episcopoi
e, portanto, que as palavras sejam
intercambiáveis somente em sentido
limitado. Se determinada congregação
tivesse ou não vários presbíteros e um
deles fosse um epíscopos, é um ponto
discutível, mas não é altamente provável
nesse estágio dado do uso plural em
Filipenses 1. Portanto, bispo é
provavelmente um termo genérico. Então
vê só, mesmo o Gordon Fi, não é sendo
alguém de dentro dessa tradição
pentecostal, que muitas vezes vê essa
divisão, não é, entre bispos e
presbíteros, ele mesmo reconhece que
presbíteros são bispos, que é uma
pluralidade tanto de presbíteros como de
bispos, que bispo é um termo genérico
que pode ser aplicado a alguns
presbíteros, ainda que ele faça alguma
tentativa de restrição aqui, até porque
o argumento que ele usa, tá? Parece
provável que nem todos os presbíteros
sejam epíscopos. Ele não dá muita base
exergética para essa declaração que ele
faz. parece muito mais uma opinião
pessoal dele do que algo que provém dos
textos que ele tá lhe dando. E ele mesmo
vai estabelecer o mesmo argumento que a
gente faz em Filipenses 1 de que havia
uma pluralidade de de bispos, não é? Em
em Filipenses 1. Então é muito mais
provável na leitura de Gordon Fi, que é
alguém de dentro dessa tradição, que o
termo bispo seja um termo genérico para
falar, não é de presbíteros de forma
geral também. Eu trouxe aqui o Gordon Fi
só por causa da sua tradição
pentecostal. Eu acho que faz sentido ao
público, não é, do T Rash e da do
pessoal do Dunames que tá em Povorosa,
né, com a consagração do Teófilo. Mas
existe um entendimento muito muito comum
entre os acadêmicos, não é? E eu acho
que esse é não existe exatamente um
consenso acadêmico sobre isso, mas a
posição majoritária na academia
teológica hoje é que bispo, presbítero e
pastor são termos usados como sinônimos
no Novo Testamento, onde cada palavra
chama atenção para um aspecto particular
da atuação pastoral. Pastor, né? Tá a
ideia de pastor de ovelhas. Presbítero
traz a ideia de um ancião, alguém mais
velho. Bispo traz a ideia de um
supervisor, alguém que tá
supervisionando a comunidade. Até mesmo
a palavra líder ou guia lá em Hebreus
13, Hebreus 13:17 vai dizer: "Obedecei
os vossos guias". Falando dos pastores.
Em 13:24 dizer: "Saudai todos os vossos
guias". Se eu abrir aqui no logos,
Hebreus 13:17 diz: "Obedeça os seus
líderes, egomóis". É o termo que é usado
para falar aqui de pastores, presbíteros
e bispos, né? No texto de hebreus é
guia, é líder. No grego fala de governar
com implicação de fornecer direção e
liderança. Governar, ordenar. Se a gente
tem então os termos do Novo Testamento
usados de forma tão livre, tão solta,
né, intercambiavelmente, de onde é que
veio essa ideia de que o bispo, na
verdade, é o líder dos pastores, é o
pastor dos pastores, é aquele que tá
acima dos outros, não é? De forma que
alguns buscam, né, esse cargo de
episcopado, de pastorado, como se fosse
um tipo de plano de carreira espiritual,
ministerial, onde você tá agora virando
um pastor nível A, um pastor triple A.
Isso começou muito cedo na história da
igreja. Lembrando, tá? Não é porque algo
começou cedo na história da igreja que
tá certo. Muitas heresias começaram cedo
na história da igreja. Nasceram heresias
na igreja no período apostólico. Os
apóstolos escreviam contra gnósticos. O
gnosticismo cristão é uma doutrina muito
antiga e é falsa. Não é porque é antigo
que é verdadeiro. Não é porque começou
muito cedo na história da igreja que é
verdadeiro. Porque nossa fé ela é
apostólica. Nossa fé não é patrística, a
nossa fé não é primitiva. Nossa fé é
apostólica. Nós seguimos a doutrina dos
apóstolos. Nós não seguimos a doutrina
dos primeiros cristãos. E os primeiros
cristãos foram criticados pelos
apóstolos porque seguiam heresias que
criam em falsos profetas, em falsos
líderes também. Certo? Então vamos
começar já estabelecendo isso, não é
porque uma coisa que começou muito cedo
na história da igreja, quando aquilo vai
diretamente contra o que tá no novo
tachamento, a gente fica com o novo
tachamento e não com o que começou cedo
na história da igreja. Mas a gente volta
pros documentos da patrística, a gente
encontra alguns usos interessantes, um
desenvolvimento interessante aqui do uso
do termo bispo. O dia daqu, que é um
livro de práticas litúrgicas comuns da
igreja primitiva, falando sobre a
ordenação de bispos, ele vai dizer o
seguinte aqui: "Ecolham para vocês
bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles
devem ser homens mansos, desprendidos do
dinheiro, verazes e provados, porque
eles também exercem para vocês o
ministério dos profetas e dos mestres.
Não os desprezem, porque entre vocês
eles têm a mesma dignidade que os
profetas e mestres." Ou seja, aqui a
gente tem o Dak não fazendo nenhuma
menção a presbíteros e a pastores, o que
faz a gente entender que o bispo era o
líder da igreja que exercia a função de
presbítero, a função de pastor. Ele não
ensina que a comunidade deve escolher
pastores para liderar a igreja e bispos
para supervisionarem a igreja. Ainda no
dia daqu, o bispo era o pastor da igreja
e não alguém que estava acima da igreja.
Mais à frente a gente tem Primeira
Clemente, em Primeira Clemente a gente
vai ler o seguinte: "Os apóstolos
receberam do Senhor Jesus Cristo o
evangelho que nos pregaram. Jesus Cristo
foi enviado por Deus. Cristo, portanto,
vem de Deus e os apóstolos vêm de
Cristo. As duas coisas em ordem provém
da vontade de Deus. Eles receberam
instruções e repletos de certeza por
causa da ressurreição de nosso Senhor
Jesus Cristo. Fortificados pela palavra
de Deus e com a plena certeza dada pelo
Espírito Santo, saíram anunciando que o
reino de Deus estava para chegar.
Pregavam pelos campos e cidades e aí
produziam suas primícias, provando-as
pelo espírito, a fim de instituir com
elas bispos e diáconos dos futuros
fiéis. Isso não é algo novo. Desde há
muito tempo, a escritura falava dos
bispos e dos diáconos. Com efeito, em
algum lugar está escrito: "Estabelecei
seus bispos na justiça e seus diáconos
na fé". A mesma carta vai usar aqui
então a fórmula bispos e diáconos que a
gente vê no dequê, que a gente vê no
Novo Testamento. Bispos como aqueles que
pastoreavam a igreja e diáconos como
aqueles que lidavam com funções ligadas
ao serviço às mesas. O que parece é que
a palavra bispo designava aqueles que
estavam à frente da igreja, assim como
hoje a gente comumente usa a palavra
pastor. É interessante que tanto
Clemente quanto dequê falam de bispos
provavelmente indicando que uma
comunidade tem mais de um. Não é só um
líder que manda na igreja, é uma
pluralidade de líderes sobre a
comunidade. Em primeira clemente. Em
outro lugar a gente também tem o
seguinte: nossos apóstolos conheciam da
parte do Senhor Jesus Cristo que haveria
disputas por causa da função episcopal.
Por esse motivo, prevendo exatamente o
futuro, instituíram aqueles de quem
falávamos antes e ordenaram que, por
ocasião da morte desses, outros homens
provados lhes sucedessem no ministério.
Os que foram estabelecidos por eles ou
por outros homens iminentes com
aprovação de toda a igreja e que
serviram irrepreensivelmente ao rebanho
de Cristo com humildade, calma e
dignidade, e que durante muito tempo
receberam o testemunho de todos, achamos
que não é justo demiti-los de suas
funções. Para nós não seria culpa leve
se exonerássemos do episcopado aqueles
que apresentaram os dons de maneira
irrepreensível e santa. Felizes os
presbíteros que percorreram seu caminho
e cuja vida terminou de modo fecundo e
perfeito. Eles não precisam temer que
alguém os afaste do lugar que lhes foi
designado. Nós vemos que, apesar da
ótima conduta deles, removestes alguns
das funções que exerciam de modo
irrepreensível e honrado. Olha só, ele
tá literalmente chamando bispos de
presbítero. Ele aborda a função
episcopal e equipara bispo a presbítero.
Não há um marcador textual que aponte
diferença aqui dos dois termos. Os
presbíteros não deveriam ser exonerados
do episcopado se eles fossem
irrepreensíveis e eles seriam felizes se
tivessem a conduta exemplar durante a
vida. Tem até um ponto interessante
aqui, né? Ele diz que os apóstolos
estabeleceram não outros apóstolos, diz
que os apóstolos estabeleceram
presbíteros. O que é que os apóstolos
deixaram para as igrejas? Foram outros
apóstolos em continuidade apostólica?
Não foram presbíteros e bispos sobre a
comunidade.
Agora, alguns anos mais à frente, a
gente começa a encontrar outros escritos
indo para outro caminho. Quando a gente
vai para Inácio de Antioquia, por
exemplo, ele começa a fazer algumas
distinções entre bispos e presbíteros.
Na carta dele australianos, ele diz o
seguinte: "Da mesma forma, todos
respeitem os diáconos como a Jesus
Cristo e também ao bispo, que é a imagem
do Pai, e os presbíteros como a
assembleia dos apóstolos. Sem eles não
se pode falar de igreja." Vê só, ele faz
uma divisão tripla isso aqui. Diáconos,
bispos e presbíteros. Respeitem os
diáconos e os bispos e os presbíteros.
Aqui a gente tem talvez um dos primeiros
casos na história da igreja dessa
divisão entre presbítero, bispo e
diácono. Em outro texto dele, na carta
aos esmirniotas, ele escreve de forma
ainda mais clara sobre um tipo de
primazia episcopal. Ele vai dizer o
seguinte: "Segui todos ao bispo, como
Jesus Cristo segue ao Pai, e ao
presbitério como aos apóstolos.
Respeitai os diáconos como a lei de
Deus. Sem o bispo ninguém faça nada do
que de respeito à igreja. Considerar
legítima a eucaristia realizada pelo
bispo ou por alguém que foi encarregado
por ele. Onde aparece o bispo, aí esteja
a multidão. Do mesmo modo que onde está
Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica.
Sem o bispo, não é permitido batizar,
nem realizar o ágape. Tudo que ele
aprova também agradável a Deus, para que
seja legítimo e válido tudo o que se
faz. Aqui a gente tem uma visão
extremamente elevada da figura do bispo,
né? Ele faz essa tripla divisão dos
ofícios, né? Não mais dupla, agora
tripla, né? Diáconos, bispos e
presbíteros. confere ao bispo a
liderança e a prerrogativa de que
somente ele, alguém carregado por ele,
pode executar batismos e celebrar ceia,
o que é completamente alheio, não é, ao
novo testamento. E mais tá a aqui
contradizendo Clemente e contradizendo
de daqu, na minha opinião também
contradizendo o novo tachamento que
falavam de bispos no plural, aquele fala
sempre de bispo no singular, é o bispo
seguir o bispo. Sem o bispo ninguém faça
nada, assim por diante. Ou seja, a
pluralidade de bispos começou a dar
lugar a uma singularidade episcopal em
Inácio, o que é um abandono do que a
gente encontra no Novo Testamento e em
outras páginas do cristianismo
primitivo. Mais à frente, outro
personagem vai surgir que é Irineu de
Lon. Irineu escreve o seguinte: "Os
bem-aventurados apóstolos que fundaram e
edificaram a igreja transmitiram o
governo episcopal a Lino, o Lino que
Paulo lembra na carta a Timóteo. Lino
teve como ele sucessor Anacleta. Depois
dele, em terceiro lugar, depois dos
apóstolos, coube o episcopada Clemente
que vira os próprios apóstolos e
estiverem em relação com eles, que ainda
guardava viva em seus ouvidos a pregação
deles e diante dos olhos da tradição. E
não era o único, porque nos seus dias
viviu ainda muitos que foram instituídos
pelos apóstolos. do pontificado de
Clemente surgiram divergências graves
entre os irmãos de Corinto. Aqui a gente
vê Irineu considerando Clemente como
bispo de Roma, que sucedeu a Anacleta.
Mas essa questão profundamente
controversa. Uns consideram que já havia
episcopado e que Clemente era bispo de
Roma, enquanto outros discordam
profundamente disso. Tem um teólogo
católico chamado Klaus Sharts que vai
escrever que essa carta de Clemente
escrita por volta de 95 é o primeiro
documento a indicar que a comunidade
romana se sentia responsável por outras
igrejas. Seu nome é evidentemente um
acréscimo posterior. Segundo a lista de
bispos de Egésipo, Clemente era naquela
época um bispo de Roma, terceiro na
sucessão. Contudo, ele não era nomeado
como autor da carta. O verdadeiro
remetente é antes à comunidade romana.
Provavelmente não podemos afirmar com
certeza que havia um bispo de Roma
naquele tempo. Parece provável que a
Igreja Romana fosse governada por um
grupo de presbíteros, do qual logo
emergiu um presidente, ou primeiro entre
iguais, cujo nome foi preservado na
memória e que veio a ser descrito como
bispo somente depois de meados do século
II. Um outro teólogo católico, Francis
Sullivan, vai dizer o seguinte: "Existe
um amplo consenso entre os estudiosos,
incluindo a maioria dos católicos, de
que igrejas como as de Alexandria,
Filipos, Corinto e Roma, muito
provavelmente continuaram a ser
dirigidas por algum tempo por um colégio
de presbíteros e que somente no decorrer
do século II a estrutura tripartite se
tornou, de modo geral a regra com o
bispo assistido por presbíteros
presidindo cada igreja local. O que
mostra, não é, esse processo de
corrupção da teologia do Novo
Testamento, afetando a eclesiologia da
igreja primitiva, né, já muito cedo. O
que é muito triste, a morte dos
apóstolos faz com que haja rupturas
muito graves na vida da igreja
primitiva. Um outro personagem, eu acho
que é importante a gente olhar, é
Jerônimo. Jerônimo, ele tem um
comentário aos Gálatas, a Tito e a
Filemon. E no comentário dele, ele vai
dizer que essas coisas foram ditas a fim
de mostrar que para os antigos, os
mesmos homens que eram os presbíteros
eram também os bispos. Mas pouco a
pouco, à medida que as sementeiras das
discensões iam sendo erradicadas, toda a
solicitude foi conferida a um só homem.
Portanto, assim como os presbíteros
sabem que pelo costume da igreja estão
sujeitos à aquele que foi previamente
constituído sobre eles, também os bispos
sabem que mais por costume do que pela
verdade de uma disposição do Senhor, são
maiores que os presbíteros e eles
deveriam governar a igreja em comum. A
imitação de Moisés, que tendo em seu
poder presidir sozinho o povo de Israel,
escolheu 70 pelos quais pudesse julgar o
povo. Vejamos, portanto, que tipo de
presbítero ou bispo deve ser ordenado.
Ou seja, a gente tem um texto falando
com clareza que é um costume surgir
bispo acima dos presbíteros. Foi um
costume, uma tradição que surgiu alheia
àquilo que era o texto do Novo
Testamento, o que é novamente muito
triste, que a igreja passe a ser
organizada a partir de um costume, de
uma tradição humana e não a partir do
modo como o Novo Testamento estabelece,
que é eclesiologia cristã.
Inclusive, vou até trazer você aqui pro
meu home office, que é meu quarto onde
eu durmo e onde eu quando quero
trabalhar em casa, paro um pouquinho
para para trabalhar. Para preparar esse
vídeo, eu assisti vários vídeos das
pessoas comentando, né, a ordenação
abispo do T Rach, esse tipo de coisa. E
obviamente eu fui assistir os vídeos
deles próprios. Rash fez um vídeo em que
ele não explica nada, só fala que fez
isso para ser mais bíblico e ponto. Ah,
tem vídeo lá da Zion também falando
sobre a história do movimento episcopal
e os bispos que existem no mundo e
deixando claro que ela agora é uma
igreja de eclesiologia episcopal. Então
eu não sei qual era a eclesiologia
prévia da da Zion, se eles eram
batistas, né, com assembleia, se eles
eram presbiterianos com um presbitério.
Mas bom, todo grande grupo, né,
pentecostal geralmente é episcopal já,
né? Então eles basicamente só deram o
nome daquilo que eles já eram. você tem
um bispo, um bispo que toma as decisões
por todo mundo. É o que acontece
geralmente em igrejas episcopais, né? O
bispo, ele é um um primo entre pares,
ele é uma autoridade superior a todos os
outros. Ele decide, não é, de forma
autocrática qual é o caminho da igreja.
Mas aí de longe, o mais instrutivo,
digamos assim, sobre a posição da
Dunamis e da Zion e da desse movimento
todo sobre, né, o Teatas virar um bispo,
vem do podcast do Dunamis, no Dunamis
Movement, em um podcast que até eu
parei, não, eu tô tô no começo desse
podcast, certo? Eu vou ouvir inteiro
antes desse vídeo que você tá assistindo
ter ido pro a obviamente, mas eu
precisei muito parar porque eu eu tô tão
impactado pelo que eu assisti que eu
queria poder gravar aqui à medida que as
ideias vieram no no momento em que eu
assisti esse negócio. Durante os
primeiros 10 minutos, primeiros 11
minutos aqui do podcast, você tem eles
definindo o que é pastor, bispo,
presbítero de uma forma completamente
oposta, não é a tudo que a gente definiu
no vídeo até aqui. Confunde o que é uma
coisa, o que é outra, trata como se
fossem coisas completamente diferentes,
pegam, definem arbitrariamente o que é
um bispo, o que é um pastor, o que é o
que é muito ruim, tá? É muito ruim
mesmo. O que me chama atenção até aqui,
até o minuto 11 do podcast, é como eles
tratam o bispo como um tipo de apóstolo.
E isso para mim é um tanto tocante,
porque ajuda a gente a perceber parte
das intenções de um grande movimento
neopentecostal em transformar sua
liderança máxima em um bispo. O
argumento que é colocado já aqui é que a
figura do bispo é uma continuidade do
ministério apostólico de que o bispo ele
é basicamente um apóstolo que continua a
parte do trabalho dos 12 que que não é
fundacional da igreja. Então você tem os
12 apóstolos. 12 apóstolos foram
fundacionais. Não existem outros
apóstolos além dos 12 e Paulo que veio
como fora de tempo. Mas aí depois deles
tudo aquilo que era função apostólica
continua por meio dos bispos com exceção
daquilo que era o fundamento da igreja.
O que já mostra como é que agora T Rash
será visto. T R Hash é um apóstolo. Ele
é um apóstolo moderno quando ele é
ungido como bispo, que confirma certas
suspeitas ah de intenção, né? Por que é
que ele precisou disso? Bom, por porque
o coloca como uma figura plus acima de
todas as outras. Mas o ponto que me
intrigou e eu parei aqui para ouvir,
veio no minuto 11, em que um dos
convidados vai dizer o que se segue,
>> que quando a gente fala de cargos, a
gente tá falando de títulos de cargos
que eles meio que se desenvolvem ao
longo dos anos. É impossível a gente
chegar a uma estrutura 100% igual à
estrutura neotestamentária, porque a
gente vive numa cultura completamente
diferente, a gente vive num tempo
diferente. Tanto é que se você for ler
as cartas pastorais, Timóteo, as cartas
a Timóteo e e a Tito, muitas vezes você
vê instruções a a presbíteros e a bispos
que são iguais, aonde a gente pode pode
até interpretar como a bispos e
presbíteros são o mesmo cargo, mas
porqueamente os critérios de caráter,
>> mas é porque era uma uma igreja
diferente, a igreja vai ficando mais
complexa, a sociedade fica mais
complexa. Então a gente precisa que os
cargos comecem a se adaptar às nossas
realidades. Olha que coisa maluca.
Quando a gente olha para Novo Tchamento,
a gente percebe que existe uma indicação
ali de que bispos e presbíteros eram o
mesmo cargo. Então ele assume um
conhecimento da visão mais tradicional
da igreja sobre esse assunto, ao mesmo
tempo em que ele vai dizer: "Mas a
igreja mudou, a igreja é diferente, não
é mais a mesma igreja. Então a gente não
tem que seguir. Olha o que que ele tá
dizendo. Só falta ele deixar isso muito
claro. Não fala isso com essa clareza,
porque é muito chocante dizer com essa
clareza, mas ele deixa subentendido, o
que é a consequência mais óbvia do que
ele tá dizendo. Eu não tô levando nada a
um declívecadinho, não. Ele tá dizendo é
que a estrutura de liderança do Novo
Testamento não é a estrutura de
liderança da igreja moderna. A estrutura
de liderança eclesiástica do Novo
Testamento, o governo de igreja do Novo
Testamento, não será a estrutura de
governo de igreja, de liderança
eclesiástica da igreja moderna. Por quê?
Porque uma igreja diferente, porque os
templos mudaram.
>> Hoje é difícil também a gente enxergar
nos primeiros séculos da igreja
primitiva, porque era a igreja
perseguida.
>> Então não era a preocupação maior desses
pais da igreja, não era tanto se
relatar, tu fazer um manualzinho
bonitinho, mas tipo não vou morrer.
>> Mas na hora que a igreja começa a se
organizar, você falmente tem que também.
>> O que que é chocante para mim é um
movimento eclesiástico que assume assume
com clareza
que não é bíblico, entendeu? É um
movimento que assume com clareza que a
Bíblia define algo que eles não vão, a
Bíblia deixa a entender que são a mesma
coisa. O argumento dele não é que não é
a mesma coisa. O argumento dele é o que
tá lá não vale para hoje. O que tá lá
não é o paradigma de como a igreja
deveria ser. E aí para mim sempre fica a
velha pergunta, né? Se a Bíblia não é o
paradigma do modo como a igreja deve
ser, então o que é? Se a Bíblia não é o
paradigma de como a igreja deveria ser,
o que é? É por isso que obviamente essas
comunidades precisam de apóstolos
modernos, um tipo de apóstolo chamado de
bispo, epíscopo, mas no fim das contas
assume a função apostólica. É porque a
escritura não é suficiente. Por isso que
todos esses treinamentos, esses ensinos,
essa esses tudo que tá em volta desse
movimento são sempre coisas que não são
fundamentadas na escritura. sempre uma
coisa que vem de outro lugar, de uma
revelação, de uma profecia, de uma
visão, de um uma de um discernimento
espiritual que eles tiveram, justamente
porque esses são movimentos
profundamente centrados em indivíduos e
na revelação que esses indivíduos têm de
Deus e não naquilo que diz a escritura
acerca de como a igreja deve ser.
Perigosíssimo, tá? Perigoso isso.
Agora, se a gente quiser fazer aqui um
fluxo histórico, a gente tem o Didaque e
Primeira Clemente datando do fim do
século Io, Inácio pertencendo ao início
do século II, Jerônimo ali entre 342 e
420. Enquanto havia quem defendesse que
presbíteros e bispos eram a mesma coisa,
havia quem defendesse uma autoridade
episcopal distinta. Entre esses aqui que
a gente citou, o comentário de Jerônimo
é bem importante, porque ele defende que
o episcopado surgiu mais por costume do
que por uma instrução divina direta. Por
que que eu tô chamando atenção para tudo
isso? Eu quero mostrar que desde o
início da igreja não havia um só
pensamento acerca da autoridade
episcopal, desde o comecinho mesmo, tá?
Se a gente vai pro período da reforma,
Melâncton, no tratado sobre o poder e o
primado do Papa de 1537, ele vai citar
Jerônimo e vai concordar com ele,
dizendo que não é uma instituição divina
que coloca bispos acima dos presbíteros,
mas uma ordenação humana para resolver
as questões de cisma. Ele compara essa
ordenação humana do bispo ao que pode
ocorrer entre os diáconos, quando elegem
um arquidiácono para liderá-los com
razão de suas competências. O
Melanctton, no período da reforma, vai
dizer o seguinte: Jerônimo ensina
abertamente que nas cartas apostólicas
todos os que presidem as igrejas são
tanto bispos quanto presbíteros. Da
mesma forma, Pedro e João chamam a si
mesmos de presbíteros ou anciãos em
Primeira Pedro 5:1 e segunda João 1. E
ele então acrescenta: "Mas o fato de
posteriormente ter sido escolhido para
ser colocado acima dos demais, isso foi
feito como remédio contra o cisma para
que cada um, atraindo uma congregação
aqui ou ali, para si não dilacerasse a
igreja de Cristo. Pois em Alexandria,
desde Marcos, o evangelista até os
bispos Heracles e Dionísio, os
presbíteros sempre elegiam entre eles e
o colocavam numa posição mais elevada a
quem chamavam bispo, assim como o
exército constituiria para si um
comandante. Os diáconos, ademais, podem
eleger dentre si um que saibam ser
diligente e chamá-lo de arquiácono, pois
com exceção da ordenação, o que o bispo
faz que o presbítero não faz. Ou seja,
Melancton, reformador, já entendia que
existia simplesmente uma estrutura
humana, uma tradição humana que não
provém do Novo Testamento, que pelo
contrário, pelo que a gente tá vendo
aqui, contradiz o Novo Testamento, que
era usada por uma questão
organizacional. Não, o bispo é quem? O
bispo é só o líder dos pastores, líder
dos presbíteros. O que é um arqueiácono?
Não é o líder dos diáconos. A minha
igreja não tem arqueiácono. A gente não
tem um diácono principal. Mas assim, se
a gente se a gente olha para essas
unções, não é? Alguém virou bispo.
Alguém virou bispo agora. Té Rash foi
ungido bispo ou o líder de uma grande
denominação na pentecostal foi ungido
bispo. É porque isso é uma grande
tradição, é uma unção especial que
provém do espírito para não é certo, não
é? É só uma tradição humana
organizacional que por si só não
significaria muita coisa. Muitas igrejas
têm uma estrutura episcopal dentro da
sua eclesiologia, mas que se torna uma
grande questão a ser comentada por todo
o peso que dão para isso, pelo que isso
significa, porque pelo que isso
representa, por todo o escarcel, minha
igreja não tem um bispo e agora e ele
virou bispo que ele tem uma unção
sobrenatural, o que é que vai mudaros
essa igreja agora que tem um bispo agora
tá mais próxima do Não, na minha na
minha leitura agora a igreja se afasta
ainda mais daquilo que havê no Novo
Testamento. É uma igreja que tá menos
ortodoxa, menos ortopática. Agora, já
que a gente tá falando sobre a reforma,
vale a pena olhar pra opinião de
Calvino, porque Calvino tá em
concordância com a ideia de que pastor,
bispo e presbítero são sinônimos. E ele
defende que igrejas possuam um colegiado
de bispos. No tomo 4, capítulo 3,
parágrafo 8, das institutas, ele vai
dizer o seguinte: "Ao dar o nome de
bispos, presbíteros e pastores,
indistintamente aqueles que governam as
igrejas, eu fiz com base na autoridade
da Escritura, que usa as palavras como
sinônimas. A todos os que desempenham o
ministério da palavra, ele dá o nome de
bispos. Assim, Paulo, depois de ordenar
a Tito que constituísse presbíteros em
cada cidade, acrescenta imediatamente:
"Um bispo deve serreensível", etc. Da
mesma forma, em outra passagem, ele
saúda vários bispos numa só igreja. E
nos atos aos presbíteros de Éfeso, que
se diz haver com ele convocado, designa
no decorrer do seu discurso como bispo.
Desde o princípio, portanto, cada igreja
deve ter seu cenado composto de homens
piedosos, respeitáveis e veneráveis, nos
quais residia o poder de corrigir as
faltas. desse poder, falaremos adiante.
Ademais, a experiência mostra que esse
arranjo não se limitou a uma só época e,
por isso, devemos considerar o ofício de
governo como necessário para todas as
épocas. Ou seja, os teólogos da reforma
eles se opuseram diretamente à liderança
da do catolicismo romano, né, que é uma
igreja distintamente episcopal, com o
Papa como líder máximo, né, como sumo
bispo. Nesse período da reforma e nos
séculos seguintes, outras igrejas também
de estrutura episcopal acabaram
surgindo, como a igreja anglicana,
posteriormente a igreja metodista. A
igreja anglicana surge de uma
desvinculação da igreja da Inglaterra,
né, da Igreja Católica Romana. Ela se
considera uma via média, né, entre o
catolicismo e o protestantismo. Já a
Igreja Metodista também surge nesses
períodos, destacando por seu fervor em
busca de santidade pessoal, por meio de
hábitos espirituais. E de lá para cá,
outras denominações surgiram, né,
algumas diretamente relacionadas com
concordâncias em vários pontos e
discordâncias em outros. Mas isso não
deveria, né, o governo episcopal não
deveria ser uma questão de ruptura muito
profunda entre as igrejas. Uma igreja
tem liderança paal, outra é
presbiteriana, outra é congregacional,
outras são mistas, né? Tudo isso e tá
dentro do campo da da liberdade cristã,
eu acredito. Mas existem formas muito
ruins de você participar de modelos
episcopais. É justamente quando você tem
um bispo que é simplesmente um pastor
plus. Quando o bispo da igreja é único,
você tem apenas um único bispo como o
líder da comunidade maior, supremo,
superior, muitas vezes dono da igreja,
muitas vezes quem tem o poder e o e a
capacidade de reger a comunidade, não é,
de acordo com o seu próprio sua própria
vontade, você tem aí algo que vai muito
contra o modelo bíblico de governo de
igreja, até porque existe um aspecto
muito congregacional na escritura
também, quem é que toma decisões na
igreja, né? a gente tem uma assembleia,
existem muitos aspectos de
congregacionalismo no Novo Testamento,
em que tanto a congregação como a
liderança tomam decisões juntas. Mas aí
congregacionalismo é é tema para outro
para outro vídeo. Falando dessas formas
ruins, né, de ser episcopal, é
justamente quando uma comunidade que não
é episcopal se torna episcopal como uma
forma de conferir mais autoridade e mais
poder a um a um líder. Tanto igrejas
neopentecostais como igrejas anglicanas
possuem bispos, não é? Mas veja, são
duas funções muito diferentes, duas
visões muito diferentes da figura do
bispo, o que torna tudo muito perigoso
quando você tá dentro de uma igreja,
ainda mais quando essa igreja assume que
o bispo é uma continuidade do ministério
apostólico de alguma forma. O episcopado
neopentecostal arroga para si seguir a
tradição apostólica para defender que o
bispo carrega para si essa centelha
apostólica de poder, de cura, de
autoridade espiritual, longe de ser
simplesmente um presbítero dentre os
presbíteros ou ou um alguém só tá sabe
ou alguém que tá supervisionando a
igreja. O bispo ne pentecostal é um
representante apostólico imbuído de
autoridade divina e poder para abençoar,
amaldiçoar. E isso é muito perigoso
quando você tem agora esses homens
galgando cargos cada vez maiores, com
nomes cada vez mais robustos, com pompas
e circunstâncias cada vez mais altas,
não é? Eu lembro no vídeo que eu
assisti, né, da Z Church para tentar
respaldar a ordenação do Telha, eles
dizem que os cristãos compreenderam que
o evangelho não deveria ser preservado
apenas pela memória dos acontecimentos
registrados nas escrituras, mas também
pela continuidade do ensino apostólico
recebido de Cristo e transmitido à
igreja. Quando a gente vê lá o podcast,
estão deixando claro que o bispo ele é
um continuador do ministério apostólico.
O que é, de novo, muito perigoso. Que
tipo de continuidade do ministério
apostólico é essa? Na na prática, quando
Ray é ungido o bispo, dentro da defesa
que é feita no podcast do Donams, dos
vídeos que são postados, ele tá na
prática sendo ungido um apóstolo para
sua comunidade. Ele tá sendo embuído de
prerrogativas apostólicas. O que
absolutamente não condiz com o modo como
o termo bispo é usado no novo
tachamento. Não condiz sequer com o modo
como o termo bispo foi usado na história
da igreja até em suas deturpações. É um
caminho ainda mais longe daquilo que a
gente encontra até mesmo nos
afastamentos da história da igreja da
definição do que é um bispo. Por isso,
eu acho que é nulo a o apelo de que o
episcopado tal tem algum tipo de
espiritualidade que remonte diretamente
aos apóstolos. tá muito mais baseado nas
crenças que eles adotaram, baseados nas
próprias vontades e tradições do que em
algo respaldado biblicamente de forma
correta. É claro que cada igreja vai
defender seu modelo eclesiástico como
certo, como melhor do que o modelo do
outro, mas muitas vezes é mais uma
questão organizacional do que uma
questão institucional divina. Cristo
instituiu a sua igreja, Cristo instituiu
apóstolos. Esses apóstolos deixaram
bispos, presbíteros, pastores sobre as
comunidades. É muito estranho, não é?
criar uma estrutura de igreja tão
diferente daquilo que a gente encontra
nas páginas do Novo Tchamento. No fim
desse vídeo, você sai um pouco mais
instruído sobre o que significa ser
bispo, pastor, presbítero, sobre a
estrutura de igreja do novo Tchamento,
sobre algo da história da igreja e como
lidar, não é, com a polêmica aí do
momento. Eu espero ter recompensado sua
audiência e em clicar em um vídeo que
vai ter um título, uma capa polêmica, lá
vai, mais uma polêmica do momento. Você
sabe que o nosso acordo é sempre esse. A
polêmica do momento é só uma desculpa
para ensinar teologia sobre um assunto
que tá todo mundo conversando a respeito
e pensando a respeito. Se você gosta de
mais vídeos assim, dois desologia é um
canal para você. Basta se inscrever no
canal e assinar as notificações para
ficar sabendo sempre que houver vídeo
novo ou se aprofundar teologicamente com
a gente lá no Instituto Cheifes de
Teologia e Cultura. Tem o link aí na
descrição, no comentário fixado ou no
QRcode que apareceu na tela para você ir
lá. A gente tem vídeo aqui praticamente
todo dia de segunda a sexta-feira. Então
vem participar da nossa comunidade. Um
cheiro no seu cangote e até a próxima.
M.

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