Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Qual o Mais Importante o AT ou o NT? (PodCast com Wilson Porte, Ari Langrafe e João Weidman)

Qual o Mais Importante o AT ou o NT? (PodCast com Wilson Porte, Ari Langrafe e João Weidman)

Qual o Mais Importante o AT ou o NT? (PodCast com Wilson Porte, Ari Langrafe e João Weidman)

CURSO de TEOLOGIA ONLINE:

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Legendas automáticas:

Olá, pessoal. Vamos lá. João, imagine
uma professora de Escola Bíblica
Dominical preparando uma aula para
criança sobre Davi e Golias. Ela olha o
texto bíblico e pensa: "A mensagem é
simples.
Precisamos vencer os gigantes da nossa
vida".
>> E imagine um jovem, líder de jovens
preparando também seu devocional ali pro
pro seu grupo de jovens. E ele vai falar
sobre Daniel na C dos Leões. E aí ele
encerra dizendo: "Nós precisamos ter
coragem para vencer as nossas feras.
ou um pastor pregando sobre José no
Egito e dizendo:
"Nunca desista dos seus sonhos".
A gente olha para tudo isso. Mas e se
José no Egito for menos sobre os sonhos
pessoais e mais sobre providência,
promessa e preservação do povo de Deus?
E se êxodo não for apenas sobre sair da
escravidão, mas sobre ser conduzido à
presença de Deus. E é essa justamente a
nossa conversa de hoje. Estamos aqui na
escola Charles Spurgon a conversando com
o pastor Wilson Porte. Ele que é pastor
da Igreja Batista Liberdade em
Araraquara, também professor do
seminário Martin Busser, é convidado da
escola Charles Expurion. é professor da
Fitref e outros seminários, professor de
grego e hebraico, pastor Wilson Porte,
seja muito bem-vindo. Que alegria, que
prazer estar aqui com você.
>> É uma alegria minha, aí João, tá aqui
com vocês, pastores, compartilhando um
pouquinho mais nessa nesse final de
semana e também participando desse
podcast.
>> Uau! Pastor, seja bem-vindo, pastor.
Vamos lá. Muitos líderes, professores e
pastores amam a escritura, mas eu já
ouvi e é bem comum certa dificuldade
no Antigo Testamento, né? Alguns não
sabem o que fazer com
as genealogias e e tem razoavelmente,
né? Outros vão ficar inseguro diante de
leis cerimoniais, alguns não sabem lidar
com as guerras, juízos, sacrifícios,
reis, profeta e exílio, né?
Ah, eu lembro a primeira vez que eu me
deparei com a palavra heren, né, lá em
Josué, e como aquilo impacta e quando a
gente começa a entender, nossa, é tão
bom de é bom demais, tá? Muitas vezes o
que que acabam, o que que acaba
acontecendo a ensinando o Antigo
Testamento de uma maneira meio
fragmentada. E é o que eu tenho
percebido, uma história aqui, uma lição
moral ali, então, e às vezes aplicações
rápidas ah de sermões do Antigo
Testamento. Então vamos lá, vamos
começar com uma pergunta bem direta.
Pastor, por que a igreja precisa
recuperar uma leitura mais profunda e
mais cristocêntrica do Antigo
Testamento? Eu creio que a razão
principal é porque o Antigo Testamento
não é uma sessão a à parte. O fato de
nós chamarmos de Antigo e Novo
Testamento dá a impressão de que nós
estamos falando de duas coisas
diferentes, quando na verdade é uma
coisa só. Não se tratam de duas porções,
se trata de um livro apenas. Há uma um
progresso na revelação. E o Deus que se
revela no antigo é o mesmo Deus que se
revela no novo, encarnado inclusive. E a
história da redenção não começa no Novo
Testamento. A história da graça e da
nova aliança começam no Antigo
Testamento. E é praticamente impossível,
impossível entender o Novo sem entender
aquilo que a gente chama de Antigo
Testamento ou a Bíblia hebraica, nãoé?
Eh, e especialmente quando a gente vê
Cristo pregando, os apóstolos pregando
ou escrevendo suas epístolas, eles têm
como fonte primária aquilo que a gente
chama de Antigo Testamento. Era o que
eles usavam nas evangelizações, na
plantação de igrejas. Cristo, quando
pregou aos dois discípulos no caminho de
Emaús, ele expôs tudo que sobre ele
estava escrito nas escrituras.
Que escrituras eram essas? o antigo.
Exato. Então assim, eh, nós corremos
assim um sério risco quando nós dizemos:
"Não, vamos pro novo". Porque o novo
fala de Cristo, é da graça, da igreja, o
tempo da nova aliança e tal. A gente tá
perdendo alguma coisa quando a gente faz
isso.
>> Ah, com certeza, pastor. E muitas vezes
a gente pode
ter, né, uma ideia de que, ah, porque
Antigo Testamento, ele é uma coisa,
talvez obsoleta, alguma coisa
ultrapassada. Não, não, mas pelo
contrário, é o solo onde o evangelho
pisa, né? Sim.
>> A gente não consegue compreender esse
desenvolvimento da graça a sem entender
quem Deus é, né? A forma, o quem é o
homem. E ele vem, então, ah, vem
caminhando do antigo pro novo como uma
contínuo, uma linha contínua, com
certeza.
>> É
>> certo, João.
>> Isso aí. E é interessante pensar na
teologia bíblica, né? Porque ela mostra
pra gente a Bíblia não como um
fragmento, histórias fragmentadas.
>> Uhum.
>> Mas como um contínuo da revelação de
Deus na história da redenção, né? Nós
vemos no Antigo Testamento, Deus criando
as coisas, Deus criando a a criação
toda, o ser humano caindo no pecado,
Deus fazendo promessas, alianças, Deus
chamando Abraão, formando seu povo,
tirando o povo do Egito, dando a lei
para Israel. habitando no tabernáculo
entre eles, estabelecendo ali o reino,
né, enviando profetas,
Deus disciplinando seu povo. Quando
também
>> ele vai pro exílio, né,
>> fica em desobediência a Deus ali no
exílio.
>> Deus promete uma nova aliança e tudo
isso a gente vê caminhando em direção a
Cristo.
>> É bonito demais.
>> É lindo demais pensar nisso tudo. Como
explicar então, né, para para líderes e
professores da igreja. Uhum.
E o que significa ler o Antigo
Testamento como uma grande história,
história da redenção, né? Na cocísima.
>> É, quando a gente olha para as primeiras
páginas da Bíblia, nós vemos a criação,
a criação de tudo. Tudo é tão belo, tudo
é tão bom, Deus está tão satisfeito, né?
>> E
isso acaba em Gênesis 3, né, na segunda,
terceira página da Bíblia,
>> quando eles desobedecem e acontece essa
ruptura. eh entre Deus e a humanidade,
entre a humanidade e a humanidade, entre
a humanidade e a criação,
>> essa ruptura que eh até hoje nós estamos
debaixo dela, a morte, não é? O pecado,
a rebelião e as consequências de tudo
isso. Mas ainda em Gênesis 3, nós temos
a mensagem que nós chamamos de
protoevangelho em Gênesis 3:15, de que o
Senhor redimiria a humanidade, né? de
que o descendente da mulher desfaria a
os efeitos do veneno da serpente no
coração humano,
>> né? Este tentaria e picaria o calcanhar
do descendente da mulher, mas este lhe
esmagaria a cabeça do descendente da
serpente.
>> E essa mensagem é entendida pelos
escritores do Novo Testamento eh como
aplicada a Cristo, que na sua morte na
cruz do Calvário desfez aquilo que
Satanás começou, não é?
>> E abriu o caminho para que a humanidade
pudesse então ser salva. uma vez que ela
possui agora um substituto diante de
Deus perfeito, justo, eh, que tomou o
nosso lugar na cruz do Calvário. Então,
não dá para entender Cristo na história
bíblica sem entender a grande história,
que começa em Gênesis 3,
>> que é justamente na página que o pecado
entra na humanidade e no universo, né,
na própria criação que sofre também como
consequência do pecado. E a partir dali
a gente vem vê um Deus de alianças, não
é? Um Deus de aliança com Abraão, com
com Isaque, com Jacó, com Noé, antes
ainda, né? Depois com Davi, Moisés
>> e que culmina com Cristo e a nova
aliança que é feita com a igreja. E tudo
isso nasce em Gênesis 3, quando
primeiramente o evangelho é proposto ali
e a gente tem pessoas que são salvas
ali. Abel foi salvo pela fé. A Bíblia
diz em Hebreus capítulo 11. E Abel é e
toda aquela geração prédiluviana,
não havia lei, não havia Moisés, nem na
Abraão tinha nascido ainda, né? Então,
eh, por isso que eu chamo de uma grande
história, a grande história da redenção
que vai de Gênesis a Apocalipse.
>> É legal essa essa pastor trouxe na aula
também hoje lá essa linha, né, que põe a
Bíblia toda ali, né, ligando lá o
comecinho até o finalista ali, né?
Exatamente.
>> A gente consegue entender isso. A
leitura bíblica fica muito mais claro,
né, de entender.
>> Sim. Exatamente.
E essa é uma prática
uma prática para quem ensina na igreja,
né? Então, talvez a pergunta, pastor,
seja, em vez de a gente perguntar qual é
a aplicação, porque eu vejo que a
galera, o pessoal é muito apressado
quando chega no Antigo Testamento, né? E
eles já queram logo ir aplicando. E às
vezes aí já vê lá em Levítico, aquele
cordeiro e já já dá um salto, pula o
Antigo Testamento inteiro e já vai lá
para Cristo na cruz e não há problema,
né? Ah, o problema é que a gente faz
isso sempre e aí isso pode ser
complicado, mas em vez de perguntar qual
é a aplicação, talvez a gente precisa
perguntar em que momento da história da
redenção esse texto aparece. Se a gente
vai olhar para essa história da graça,
né, onde que isso tá aparecendo
>> e talvez isso nos ajude a entender, né?
Uma aula sobre Abraão não está no mesmo
ponto da história que uma aula sobre
Moisés. E a gente vai precisar olhar
esses esses períodos, né? uma aula sobre
Davi, não está no mesmo ponto ali do do
exílio e assim por diante. E aí a gente
vai precisar pensar um pouquinho a de
tomar esses cuidados para não sair
pulando, para não sair ah não olhando
para essa linha que Deus ele ele vai
colocando pro seu povo. E aí pergunta,
pastor, qual é o risco de ensinar o
Antigo Testamento apenas com uma
sequência de histórias morais?
O perigo de ensinar isso é não entender
o que sobre o que é o Antigo Testamento.
>> Uhum.
>> É uma história da graça de Deus. Não é a
história da lei, é a história da graça.
Da graça que veio a Caim quando ele
queria matar o irmão. E Deus disse para
ele: "O pecado já porta, cumpre a ti
dominá-lo". O a a história da graça que
veio a Caim de novo perguntando: "Onde
está o teu irmão?" Mostrando que nós
temos uma responsabilidade um com o
outro aqui. E Caim novamente é rebelde.
A graça que vem quando Deus começa a ser
proclamado na terra com Enos, com
Enoque, com Metusalém, Lamec, Noé. E a
humanidade é salva, apesar da rebeldia
que havia na humanidade inteira. É a
graça, é a graça de Deus o tempo todo.
Então, há um perigo muito grande quando
a gente faz saltos, né? Eh, e a gente
deixa, eh, a gente perde a beleza que há
naquilo que Deus revelou e sustentou o
seu povo durante toda a história, que é
aquilo que nós conhecemos hoje como
Antigo Testamento, não é? A Bíblia
hebraica, aquilo que que era a Bíblia,
as Escrituras, quando Cristo veio,
quando os quando Paulo plantou igrejas
por toda parte, era este texto que eles
tinham debaixo do braço.
>> Uhum. e proclamavam o evangelho se
valendo desse texto. Então, se a gente
não conhece direito esse texto, a gente
tá perdendo uma riqueza que era a
riqueza que eles possuíam. A igreja
primitiva mesmo, ela não possuía todo o
Novo Testamento completo como nós
possuímos. Havia porções do de epístolas
numa igreja, noutra igreja, mas não novo
testamento completo, até por volta do
quto quinto século, né? Mas mesmo assim
era muito difícil ainda. E demorou muito
tempo para que a igreja pudesse ter como
nós temos hoje. E mas o antigo
testamento eles tinham e o e partes do
Novo Testamento também. Então, eh, e
eles não faziam separação, que é algo
que nós fazemos hoje, não é? Que é um
risco que nós corremos hoje. Agora, há
muitas razões pelas quais a gente acaba
caindo nesse perigo, não é, como você
falou. Eh, e uma delas às vezes é a
falta de vontade de estudar mesmo o
Antigo Testamento, porque de fato não é
uma coisa imediata. Parece histórias
muito distantes da nossa vida hoje, né?
A gente não tá matando mais animais no
templo, né? Nem é mais templo.
>> A gente não tá mais eh fazendo
sacrifício de paz. A gente não tem mais
circuncisão, a gente não a gente come
carne de porco. A gente faz coisas que
aparentemente o Antigo Testamento
proíbe. Então parece que é um livro de
obsoleto, que caducou, não é? que não
tem mais serventia.
>> Uhum.
>> Mas quando a gente desce, eh, a gente
para de raspar a superfície da letra e a
gente entende o princípio por trás de
tudo aquilo, é como se a gente é como se
a gente mergulhasse no oceano, que antes
a gente olhasse só, olhava só de cima,
né? E a ao descer ali, a gente vê os
corais, os peixes e um universo que
antes estava escondido diante dos nossos
olhos. E a gente vê, puxa, há uma beleza
que aponta para aquilo que tá
acontecendo agora em Cristo Jesus.
Então, eh, é isso. Eu creio que o Antigo
Testamento, ao ser estudado de maneira
leviana ou superficial, de fato, faz com
que a gente caia no erro de eh de achar
que a história da redenção começa com
Cristo. Pelo contrário, ela aponta para
Cristo, ela se cumpre em Cristo e,
enfim, acaba resultando naquilo que é a
nossa vida, a vida da igreja hoje em
dia. Ah, on demais a gente pensar nisso
paraa gente poder então o o leitor do
Tanto vai ter que ter essa paciência,
né,
>> de olhar e esse caminho que aponta para
Cristo, que vai ser consumado ali,
porque se a gente for direto para
Cristo, aí eu acho que a gente cai
naquela naquela ideia que eu já vi, não
é tão mais comum hoje, que o Antigo
Testamento é a lei, o Novo Testamento é
a graça. Quando não, quando um é um tá
apontando até Cristo. Muito bom.
>> Ex.
>> E aí, ah, Jesus quando era questionado
em tantas em tantas questões, é incrível
como Jesus ele ele diz o que que tá
dizendo lá em Gênesis, o que que diz
Deuteronômio. E ele sempre faz ah esse
que eu chamo de princípio do
antecedente, de olhar ah para trás. Isso
a gente vai discutir um pouquinho ainda
hoje. Eu espero que a gente possa
aprofundar. Mas por que que líderes,
professores e pastores precisam ensinar
bem a doutrina da criação? Uma coisa que
eu já vi,
>> né? Especialmente passou para mim. Eu
vejo que
>> de Gênesis 1 a 11
>> até 12. O Gênesis 1 a 12 é meio chave
para entender escritura, né? O que que
você acha, pastor, da doutrina da
criação?
Eh, eu entendo que, eh, lendo o texto na
sua língua original,
>> eh, ele não pretende dar para nós um
material de ciências, né, dizendo como
tudo começou,
>> mas quem tudo começou.
>> Uhum.
>> Os judeus quando saíram do Egito e
receberam esses livros, e Deus inspirou
isso, eh, e Moisés registrou isso, ele
não o fez para que o povo de Israel
tivesse um livro de biologia ou de
ciências.
Mas para que eles soubessem eh que o sol
não é Deus, que os répteis não são Deus,
que o mar não é Deus, que os monstros
marinhos não são deuses, mas que tudo
isso que eles aprenderam a adorar no
Egito foram criados por Deus e que Deus
colocou eles como seres humanos como
dominadores sobre todas essas coisas.
Então, se era para alguém tá adorando
alguém,
>> era para a criação tá adorando o ser
humano. Se é para tá errado, para tá
errado direito, né? Eh, mas eles estavam
adorando a criatura.
>> Uhum.
>> Ao invés do criador. E eu creio então
que Gênesis no relato da criação é
apologético no sentido de defender quem
de fato criou todas as coisas. Não como
ele fez,
>> mas quem fez todas as coisas. E a partir
daí, então, a a história é não só de
criação, mas de queda e redenção e a
consumação de todas as coisas. E eu
creio que ainda isso passa, não é, pela
história ali de Babel, pela história dos
primeiros reinos após o dilúvio, da
corrupção da humanidade inteira e o
dilúvio, a redenção e depois nova
corrupção com Babel e a graça de Deus
não permitindo que aquilo terminasse
assim, mas escolhendo em Abraão, em
Gênesis 12, né, um descendente de Éber,
descendente de Semen, descendente de
Noé,
>> alguém que levaria em si a semente da
aliança, o descendente da mulher que
viria para desfazer os efeitos da
serpente na humanidade. Então, eu creio
que essa história ela é fundamental
porque sem ela a gente não consegue
entender a história de criação que é de
redenção e consumação no restante das
Escrituras.
>> Uhum.
>> Porque de Gênesis 12 até Apocalipse 22,
a história bíblica é sobre criação,
queda, redenção.
E isso tudo está encapsulado em Gênesis
1 a 11.
Gênesis 1:11 nos mostra um Deus de
graça, nos mostra o propósito da criação
e por que ele conta a criação. Para
mostrar quem criou e é digno de toda a
glória, não é? por que ele criou e como
o homem que caiu e as consequências
dessa queda encontram diante de si uma
graça e uma misericórdia eh
incompreensíveis
que que trariam para nós um redentor.
Então, criação que é de redenção estão
já ali e apenas se desenrolam no
progresso da revelação que vem depois,
né?
>> É incrível isso. Pensar, eu até
conversei com os alunos na intervalo
nosso lá hoje também, né? de entender
que Deus estava ali se revelando para
pro povo de Israel, mas para toda a
humanidade, né? Então, mostrando as que
o pastor colocou ali de que não é o mar,
não é Deus, os moçosinos são deuses, né?
>> Exato.
>> O povo viveu sobre sobre isso por muito
tempo, de Israel, né? E aí Deus então
desconstruindo tudo isso nele. E a gente
entendendo esse trabalhar de Deus na
vida dele, a gente consegue ver a
escritura de uma maneira diferente, né?
Exato. Exato.
>> Uma coisa assim longe, difícil ou
incompreensível, não. Deus estava
trazendo a história, o plano dele por
isso é muito, muito gostoso, pastor.
>> É. E o povo de Israel sempre foi tentado
a voltar para esses deuses e sempre
voltou.
>> Ex. eh as figuras desses deuses nos
deuses cananeus, babilônicos, acadianos,
suméricos, egípcios,
enfim, esses deuses, eh, eles eram
figuras da criação, figuras da natureza,
estavam ligados a ela. Eles nunca
deixaram de adorar os deuses babilônicos
e egípcios até a vinda de Cristo,
>> até na verdade ao surgimento dos
fariseus, mas a gente não pode julgar se
era por falta de vontade ou por por medo
de morrer, né? Uhum.
>> Mas fato é que eles sempre tiveram um
coração que pendia, que se inclinava
para a idolatria de todos esses deuses,
não é? Por isso que começaram as
escrituras dizendo que essas coisas não
são
>> Uhum.
>> E Deus é o criador e que o ser humano é
imagem dele, a imagi. E o que o
significado disso já coloca os pingos do
Z desde o início da história, desde o
início da conversa, né?
>> É verdade.
>> Eu acho interessante só acordar de até
porque não é só o povo de Israel, né?
>> Uhum. A gente vê a humanidade desse
jeito, né? Humanidade assim, então
mostra que realmente a Bíblia é a
história da redenção pra humanidade, não
sem o povo de Israel.
>> É, em todo canto que você vai no mundo,
mesmo povos dos mais selvagens em
lugares inóspitos, eles estão adorando a
criação.
>> Seja os ancestrais, seja uma árvore,
seja o sol,
>> Uhum.
>> Seja o que for, eles estão adorando a
criação e não o criador.
>> Ah, e isso tem impacto direto na igreja,
né? Porque quando ah ensinamos a
criação, ah, não estamos apenas
explicando a origem do mundo, estamos
ajudando a as pessoas entenderem quem
Deus é quem elas são também. Eu acho que
esse essa crise que a gente vive no
mundo ah de identidade é porque as
pessoas não entenderam ainda quem Deus é
e e só a partir de de quem Deus é, isso
o pastor colocou de forma muito
interessante, ah, nós vamos poder
entender quem quem nós somos. Uma
criança precisa saber que não é um
acidente. Hum. Um adolescente precisa
saber que sua identidade não depende de
curtidas, aparência ou desempenho. Um
trabalhador precisa saber que o seu
trabalho tem dignidade diante de Deus.
Se uma família precisa saber que a vida
foi criada para a adoração.
Então, no final das contas, a quando a
gente olha pra criação, a gente pode
responder as crises ah de identidade do
nosso tempo. Ótimo. Agora vamos
aprofundar um pouquinho na queda, ah, e
nessa profundidade no pecado. Pastor,
como que uma visão mais ampla da queda
ajuda a igreja a entender melhor o
pecado e o sofrimento humano?
>> Não há, né, ali
nada que nós vivemos,
seja nós, a humanidade, seja os
cachorros,
eh, as aves, as flores, tudo morre.
>> Uhum.
>> Tudo morre. a a consequência ou a
sequela do pecado na humanidade
eh criou essa ruptura entre os céus e a
terra. E a consequência disso é que não
há mais aqui aquilo que era para existir
aqui. A vida, a alegria,
>> a face de Deus sobre nós brilhando a paz
de Deus. Tudo isso eh se desfez. Então,
não há como nós não adoecermos, não há
como nós não morrermos, não há como nós
não sermos hostis. uns com os outros
ou a com a natureza ou a natureza
conosco. A hostilidade é consequência
direta. A dimensão do nosso pecado é
cósmica.
>> O pecado e a queda não é algo que afeta
apenas o relacionamento do homem com
Deus. Isso é apenas parte, talvez a pior
pra gente.
>> Uhum.
>> Porque tem a consequência da eternidade
e separado de Deus. Mas a a a
abrangência do pecado, né, a dimensão da
queda, ela é cósmica. Ela é cósmica, ela
é afeta a tudo e a todos. E não há
salvação para isso, senão um novo céu e
uma nova terra
>> com um novo corpo dessas almas que aqui
agora estão, né? Mas nesse novo corpo
glorificado
>> e com pessoas lavadas e perdoadas e
absolvidas de sua culpa e de seus
pecados eh por Cristo Jesus. Então, a
gente não pode diminuir o pecado, a
gente não pode minimizar a queda, porque
ela é a causa de tudo que a gente vê
hoje no mundo, que nos faz chorar, que
nos faz sofrer e tudo mais.
>> Uhum. E, e é interessante porque a gente
vai olhar para o que há de errado com o
mundo, esse problema do pecado. E a
Bíblia já começa, né, ali no comecinho,
como a gente tava olhando aqui em
Gênesis 3.
>> E a e a consequência,
>> vem na sequência com homicídio, né? O
irmão que mata o irmão. Depois em
Gênesis 5, me me ajude aí. você tem um
cemitério enorme em Gênesis 5. E e o e o
homem, então, ele ele tá se deparando
com um cenário muito difícil de
sofrimento. E a Bíblia nos ajuda a
entender isso, tá? Mas é justamente no
meio da queda que aparece uma das
primeiras luzes do evangelho, que é a
promessa da semente da mulher, né? como
que essa promessa, e é a primeira
promessa que a gente tem, é um
protoevangelho ali, como a gente chama,
né?
>> Como que essa promessa em Gênesis 3:15 e
a aliança com Abraão ajudam a igreja a
enxergar que Deus conduz a história com
um propósito.
Uau!
>> Né? Ah, e aí, pastor, desenvolve aí,
porque tem muita gente já me perguntou e
é bem comum essa pergunta, especialmente
se você tá numa classe de adolescentes,
se Deus já sabia que o negócio ia dar
errado, por que que fez? Uhum.
>> Né, cara, né? O que que aconteceu, né?
Então, como que esse protoevangelho,
como que a gente vai enxergar Deus
conduzindo a história com propósito?
Pastor,
>> é, tem a resposta longa e a resposta
curta, né?
Eh, enfim,
>> e tempo a gente tem, pastor. Fique à
vontade, né?
>> Pois é. Eh, bom, por que que pensando um
pouquinho aí na cabeça dos adolescentes
que você mencionou, eh, por que que
Deus, sabendo que tudo ia acontecer, fez
como fez, né? A gente não sabe de tudo.
A Bíblia não nos revela tudo, mas a
gente sabe que ele fez tudo com amor.
Ele é amor e ele não faria nada com um
propósito de de maldade ou coisa assim.
E o que a gente sabe é que ele não nos
criou robôs, ele não nos criou como
seres impecáveis, né? Nem os anjos foi
assim.
>> Ele nos criou como seres a sua imagem e
semelhança no sentido de corregentes da
criação e livres. Deus nos deu ampla
liberdade em Adão e Eva. Eles eram
totalmente livres eh para fazer o que
quisessem, não é? Eles tinham o livre
arbítrio, né? Eles poderiam comer ou não
comer daquela árvore. Eles podiam. Eles
não tinham pecado, eles não tinham
separação, eles viam a Deus, coisa que
nenhum ser humano depois de Adão fez. A
gente vai fazer de novo depois, né, no
novo céu, na nova terra. Mas até lá só
Adão viu a Deus antes de pecar e Eva,
né? Então eles tinham essa liberdade,
mas eles sabiam que se eles comessem do
fruto daquela árvore, tudo isso
acabaria. E eles ainda assim comeram.
Eh, sabe lá o que que estava no coração,
a motivação do coração deles quando
fizeram o que fizeram, mas eles fizeram.
E com eles todos nós acabamos nos
separando. Deus sabia? Sabia. Eu creio
que sabia. Paulo fala que sabia em
Efésios. Uhum.
>> Eh, nós fomos eleitos antes da fundação
do mundo. Então, antes de haver
eh de Deus dizer haja luz, não é? Deus
disse: "Haja cruz".
>> Então, eh, ele já sabia disso,
>> mas mesmo assim ele fez.
E e mesmo assim, diante da queda do ser
humano, ele decidiu vir até aqui e sujar
os pés santos dele nessa eh poderia usar
vários adjetivos ruins aqui para
>> para falar do nosso mundo, né? Mas ele
veio, ele se fez um de nós, ele se
humilhou, se esvaziou de sua glória por
amor a nós. Ele decidiu pagar o preço da
nossa redenção. Ele poderia ternos feito
robôs, mas ele não quis. Ele quis nos
criar com liberdade, porque essa é uma
virtude que pertence a ele.
>> Ah,
>> só que a gente perdeu isso. A gente
perdeu a liberdade e a partir da queda
nós não temos mais o livre arbítrio. Nós
não temos essa. E
>> e é importante falar isso, né, pastor?
Porque eu já vi gente falando: "Não, os
calvinistas
>> são contra o livre arbítrio. Não sou
contra. Tem gente ou vocês negam o livre
arbítrio?" Não, não. A gente a gente
aceita. Ele existiu em Adão, né? Na
mulher, no jardim, né? Eva tava ali, só
que eles usaram esse, eles usaram dessa
liberdade, esse livre arbítrio, e
caíram, né? Hoje o ser humano continua
escolhendo, ele escolhe pecar, né? E ele
continua pecando.
E é por isso. Então, ah, é bem
importante colocar esse ponto. E eu e a
resposta do pastor é minha. Deus podia
ter feito um programa, né, com um
botãozinho que só respondesse sim, mas
ele precisava criar um ser, né?
>> Ahã.
Ah, com dotado de escolha, né? Porque
>> e amor pressupõe liberdade.
>> Uhum. Uau. É,
>> amor pressupõe liberdade. Não seria amor
se ele nos criasse desse jeito robôs.
Não seria amor. Não haveria
relacionamento.
>> Uhum. Eh, o relacionamento pressupõe
essa liberdade, só que a liberdade
pressupõe risco. O risco de dizer não.
Eh, ele amou, mas o ser humano não. E
ele então teve que pagar por isso para
que o ser humano pudesse voltar a amá-lo
novamente. Por isso que em Cristo nos é
dada a liberdade novamente. E hoje sim
temos a liberdade como Adão e Eva
tinham. Hoje, graças à transformação do
nosso coração, nós somos sensíveis, né,
com coração de carne, como Ezequiel
capítulo 33, 36 profetizou, a gente é
livre eh eh pela ação do Espírito Santo
em nós para obedecer ou não obedecer.
Mas antes que isso acontecesse, a gente
tava escravo do nosso pecado, né? E a
gente tem a promessa de que um dia nós
veremos face a face. Então, essa esse
divórcio que aconteceu entre os céus e a
terra lá em Gênesis 3, eh, ele ele vai
acabar, o divórcio vai dar lugar a uma
reconciliação
>> entre os céus e a terra.
>> Quando a gente vê a Nova Jerusalém
descendo, né, e Deus vindo habitar com
os homens, a gente vai ter de novo
aquilo que Adão e Eva tinham. E graças à
bondade e misericórdia de Deus, né?
Existem inúmeras dúvidas que surgem na
cabeça dos adolescentes, né? Por
exemplo, assim, por que que ele não
salvou todo mundo? Então, por que que
ele não morre por todos, né? Não sabe.
>> Uhum.
>> A a pergunta nem é deveria ser essa. A
pergunta é por que que ele veio salvar a
gente?
>> Porque ele não fez isso com os anjos.
>> Ele não mandou Jesus se tornar um anjo
>> para resgatar os anjos caídos. Mas por
que que ele se fez um de nós, né? E por
que que e a questão é por que ele não
salva todo mundo? É porque que ele me
tirou desse lago que eu tava fogando lá.
Eu ia ficar para sempre lá morto nesse
lago de fogo, né? Eh, tinha tanta gente
do meu lado, por eu não mereço.
>> O outro também não merece, mas também
não mereço. Quem quem de nós aqui
merece? Ninguém merece. Então, e a
doutrina da eleição só nos é revelada
nas escrituras com por um propósito. Não
é para ter debate teológico, não é para
ficar discutindo, jogando na cara de
ninguém, mas é para nos humilhar e nos
fazer adorar a Deus. Que a gente vê isso
Paulo no capítulo 1 2 de G de Efésios,
não é?
Ele exalta a graça de Deus, eh, que nos
escolheu antes da fundação do mundo. E
quando nós estávamos mortos nos nossos
delitos e pecados, andando o segundo
curso desse mundo, não é? O príncipe da
potestade eh das trevas e do ar, etc., a
gente andava naquele curso ali e e ele
veio lá e tirou a gente dali. Por que
que ele fez isso com a gente? Eh, a
gente por amor, a Bíblia diz. Por que
não pelo outro? Não sei. Tenho que
perguntar por eu. Porque eu tinha que
estar ali naquele trem indo para o
abismo. Eu não tinha que estar aqui.
Então, eh, meu, no meu coração, isso só
me leva a adorá-lo, adorá-lo, adorá-lo e
orar pelos outros, que eu vejo que ainda
não foram tirados de lá, porque até o
fim da vida delas, eu não sei se ele vai
tirar elas de lá ou não. Eh,
>> não foi por minha própria sabedoria e
bondade que eu vim e me tornei um
cristão. Foi pela graça de Deus. Foi ele
que me escolheu, não eu que escolhi ele,
né? E o que que me diz que essas pessoas
que ainda estão perdidas não serão
chamadas pelo Senhor antes da vida
delas, do final da vida delas? Então eu
tenho que ter esperança, orar pelos
perdidos, dar testemunho, pregar o
evangelho, porque a graça de de Cristo
na cruz é suficiente para salvar todo
pecador que um dia vier se arrepender,
nele, crer, né? Amém, pastor. E é por
pura graça mesmo. Então, a gente vê Deus
tomando essa iniciativa depois da queda,
uma queda
a onde a humanidade cai junto com seu
representante, que é Adão.
>> E Deus tomando iniciativa em Gênesis 3.
E eu vou olhar Gênesis 1 a 11 como um
retrato meio que da humanidade, né?
Então Deus ele tá tratando das questões
maiores da humanidade. Mas aí chegamos
em Gênesis 12 e a gente tem então
Abraão. Deus ele começa a trabalhar
agora uma ideia parece que é um
pouquinho diferente e ele vai trabalhar
com um povo específico agora a partir de
Abraão.
>> E aí a gente entra aqui, pastor, né, no
êxodo, né?
Ah, Deus liberta para habitar com seu
povo, né? Então, e isso é incrível
porque a gente tá estudando aqui o livro
de Êxodo aqui, tá terminando, falta uma
semaninha, né?
>> E a gente tava discutindo isso hoje,
inclusive falou: "Você já leu, você tá
lendo a Bíblia, você começa animado o
livro de Êxodo e Deus lá ele vai, ele
vai trazendo um julgamento sobre aqueles
deuses egípcios. Cada vez que ele fere o
rio, cada vez que ele manda uma das 10
pragas,
>> ele tá ele tá ele tá ali exercendo esse
julgamento sobre os deuses egípcios. Na
sequência vem a Páscoa,
aí vem libertação, o mar se abre. É
incrível. Todo mundo tá animado de
repente. Pastor do céu, vem o que que
acontece? 40% do livro é a construção do
tabernáculo.
Tanta gente que chega ali, né, fala:
"Ai, não, gente, essa parte é muito
chata, né?" E ele fala do prego, da
cortina, né? Da da bacia de bronze e vai
e há uma tendência da gente ignorar o
detalhe ali. Mas estudando o êxodo,
pastor, ah, fiquei maravilhado porque eu
falei, esse texto tá falando de quê, né?
E quando a gente olha as promessas de
Deus, né, era Deus vindo até o Éden com
Adão. Depois ele promete habitar nas
tendas de 100.
>> Uhum.
>> E agora o tabernáculo era Deus
habitando. Então, muito mais do que um
uma tenda, um lugar,
era Deus vindo tabernacular com o seu
povo. Então, ah, que que eu quero trazer
pro pastor aí? Ah, quando se trata ali
de êxodo, né? Como que o pastor enxerga
a essa questão ali a partir de Abraão?
Como que o pastor tá vendo isso?
>> Eu vejo como um povo que nasce eleito no
livro de Gênesis.
>> Uhum. Legal. e é liberto no livro de
Êxodo, quando eles passam a crescer e a
se tornar numerosos, eles estão na
escravidão do Egito. Então, eleitos em
Gênesis
aparecem escravos no êxodo. E o grande
tema do êxodo é a libertação, né? A
libertação desse povo. E quando esse
povo é liberto, ele é liberto para morar
com Deus. Só que tem como morar com ele
ainda cheio de pecado. Então Deus vem
morar com eles. E o tabernáculo é isso,
é a é a tenda de Deus ali e ele tá
dentro do Santo dos Santos. A arca da
aliança é o trono de Deus. É onde a sua
glória se manifestava.
Eh,
só o sumo sacerdote entrava ali uma vez
por ano, né? A humanidade ainda não
podia ter contê, embora Deus estava ali,
mas tinha um véu que separava Deus do
povo, porque o pecado ainda está no
nosso meio. Então, êxodo, de um certo
modo, aponta para esse desejo de Deus de
estar com o seu povo, de estar com a
gente. E esse véu que esteve no
tabernáculo ainda na até na época de
Davi, do rei Davi era tabernáculo. E
quando da Salomão, filho de Davi,
constrói o templo, é mais uma vez o
Santo Santos tá lá, o véu tá lá e esse
vé tá ali até Jesus, não é? É só quando
Jesus morre na cruz que esse vé é
rasgado. É como se Deus
>> estivesse dizendo a nós, olha, agora não
tem mais nada que não tem mais
separação, tem mais. Tudo o pecado que a
razão desse véu tá aqui me separando,
eu, santo dos santos de vocês, agora não
tem mais razão do véu estar aqui, porque
aquilo que me separava não separa mais,
que eram seus pecados. Os meus seus
pecados estão no meu filho, eu já puni
os seus pecados no meu filho. Então, se
vocês estiverem no meu filho, não há
nada mais que separe de mim. Então, não
tem como não olhar para Êxodo,
>> Uhum. sem vermos Cristo e vermos que
Cristo cumpriu aquilo que Êxodo teve que
estabelecer já desde o seu princípio. E
mesmo tabernáculo, né, quando a gente
estuda e se aprofunda, né, na no que
significava o bronze, no que que
significava aquelas cores eh que foram
entrelaçadas para formar as cortinas, as
camadas de cortina, os elementos usados,
a madeira de acás, o ouro, tudo o que
estava ali apontava de alguma maneira
para alguma coisa muito especial ligada
a Cristo.
>> Uhum.
>> Não é aquilo que estava dentro do lugar
santo, não é? na primeiro lugar ali do
do tabernáculo já dentro dele, né? A os
pães da proposição simbolizando a
provisão de Deus, o altar do incenso
simbolizando as orações constantes do
povo, eh amenorar, não é, o candelabro
ali, simbolizando que Deus é quem
ilumina e guia o povo.
>> Tudo, tudo aponta pra vida do povo e do
povo com Deus. o Santo dos Santos mesmo,
a aliança de Deus com com o povo. Eh, a
bacia de bronze é um mar de de bronze,
como eles chamavam também, que é a bacia
onde o sacerdote se purificava para
entrar ali. Ou seja, a gente tem que se
purificar para entrar na presença de
Deus. a, o altar, né, ainda antes onde
os animais eram sacrificados.
Eh, ou seja, a gente não entra na
presença de Deus sem que um animal puro
e inocente seja sacrificado, a gente
seja lavado e então a gente esteja
diante da provisão da oração e da
direção, da iluminação.
Eh,
isso é a nossa vida hoje.
>> Uhum.
>> Só que Cristo é tudo isso.
>> Tudo isso é Cristo, né? Cristo é o o
cordeiro sacrificado.
Eh, a cruz é o altar onde ele foi
sacrificado. Eh, é por meio do seu
sangue que a gente é lavado, né? O
tanque ali da da É ele que provê. É, é
por meio dele que as nossas orações
sobem, é ele que não ilumina nossa vida,
é através dele que a gente vai além do
véu e a gente estabelece uma aliança com
Deus.
Tudo no tabernáculo aponta para Cristo.
Até as cores dos tecidos que cobriam o
tabernáculo. Eu preguei êxodo, terminei
de pregar êxodo agora recentemente.
Recentemente não, mas ah,
>> no ano passado eu terminei êxodo, né?
Depois de muitos meses, mais de ano.
Legal.
>> E e é impressionante ver como cada
detalhe aponta para
>> e assim numa leitura rápida, eu dizia
isso pra igreja. É natural que os irmãos
não percebam isso, porque vocês não se
dedicam, vocês não têm muito tempo para
isso, né? Mas é por isso que Deus deixou
os pastores.
>> Uhum. é aqueles que são responsáveis
pelo ministério da palavra e da oração.
A gente tem que mergulhar nesse negócio
e entender tudo isso para dar para
vocês, para que quando vocês forem ler
de novo, vocês leiam vendo tudo isso e e
meditem em tudo isso enquanto estiverem
lendo e o texto ganha um outro brilho
diante dos olhos de vocês.
>> E é verdade, pastor, quando você coloca
que a porta de entrada ali era o altar
do sacrifício, você não entra, né? se um
se um animal, acho que o êxodo traz
muito essa ideia de libertação, de
redenção.
>> E algumas pessoas vão olhar pro êxodo,
ah, os 10 mandamentos, êxodo 20, né?
Então, mas antes da lei sempre vem a
graça, né? Deus, ele liberta o povo
>> sempre
>> depois
>> da lei,
>> da lei, né? Sempre nessa parte. E eu
vejo que essa frase, "A graça vem antes
da lei, é muito importante para
pastores, professores e líderes. Que que
você acha, pastor?"
>> É importante porque hoje em dia a gente
estabelece, né, normalmente a lei e a
graça.
>> O Antigo Testamento é sobre lei. Beleza?
Mas quando foi dada a lei de Moisés? Ela
foi dada por volta do ano 1300, 100
antes de Cristo, quando Moisés recebe
ela no Monte Sinai.
>> Uhum.
>> Ok. Mas antes de Moisés não tinha lei,
>> não tinha, não tinha escritura. O que
tinha era a lei de Deus gravada no
coração das pessoas. E a tradição oral,
a tradição de memória que o povo trazia,
desde Adão e Eva, de sete, de Enos,
Enoque, etc., toda aquela geração dos
semitas, não é? E e e havia isso, essa
tradição. Então, como aquelas pessoas
eram salvas? Se a gente pega Hebreus
capítulo 11, a galeria dos heróis da fé,
muitos deles eh são heróis da fé antes
de Moisés nascer e eles foram salvos
pela fé. Abel foi salvo pela fé.
>> Uhum.
>> Eh, ele creu, né? E Deus o salvou. Creu,
creio eu na promessa de Gênesis 3:15,
porque não tinha outra coisa para
acreditar senão nisso. É só isso que ele
tinha que apontava para Cristo.
>> Toda a geração prédiluviana, eu creio
que o próprio Noé sem e todos os seus
descendentes, Abraão também, ele é pai
da fé, ele ele creu isso, ele foi
imputado por justiça, diz o texto de
Gênesis. E não havia lei na sua época.
Eh, então assim, muito mais do que
imaginar que esses homens do Antigo
Testamento foram salvos porque
obedeceram uma lei, o que seria absurdo
completamente, porque isso significaria
que eles foram salvos pelas obras deles,
não é? Eles fizeram por merecer, então
receberam a salvação. Isso significa que
ao chegar no céu, eles vão bater no
peito e dizer: "Olha, estamos aqui
porque merecemos, nós obedecemos,
>> não é? O Senhor mandou, a gente
obedeceu, estamos aqui 50% para cada um.
O senhor falou, eu fiz. Então, toda
honra e toda glória, toda não, 50 pro
Senhor, 50 para mim.
>> Deus faz a parte dele, eu vou fazer a
minha.
>> É, é. E a gente, isso isso é absurdo,
não é o que a gente vê nas escrituras,
não é? Não, nunca.
>> Então, é, é, é a graça de Deus do início
ao fim. Foi a graça de Deus que trouxe a
lei para Moisés e pro povo, para que o
povo soubesse quem eles são,
>> entendessem o pecado que eles cometiam,
entendesse a própria eh vida em
sociedade, os pecados que os povos ao
seu redor cometiam, as feitiçarias, todo
paganismo, as idolatrias, entendessem
como deveriam eh se relacionar entre si
diante de crimes e problemas sociais,
adultério, divórcio, essas coisas todas
que não envolve a vida religiosa do
templo em Jerusalém ou da vida no
tabernáculo, mas o dia a dia das
pessoas. Então, Deus mostrou a eles
através da lei qual era o ideal e como
eles estavam vivendo num outro mundo.
>> A lei mostra muito mais o nosso coração
do que um caminho de salvação. Ela não
mostra um caminho de salvação, até
porque, como a gente vê na própria
escritura, ninguém foi salvo por
obediência à lei.
>> Nem Cristo, porque ele não foi salvo,
>> ele é o Salvador. E ele cumpriu toda a
lei. Ele é o único que cumpriu toda a
lei.
>> Nenhum de nós. Então, se ninguém cumpriu
jamais nenhuma lei, eh, é óbvio que a
lei não foi dada com objetivo da gente
obedecê-la para alcançar a salvação. Eu
acho muito interessante,
>> ela não é um degrau que as pessoas vão
subindo, jeito acho muito interessante a
palavra de Thago na sua epístola que diz
que se nós cumprimos todas toda a lei,
mas tropeçamos num só ponto, somos
culpados de todo o resto.
>> Então, assim, não tem não tem nenhum que
nunca tropeçou em um ponto da lei.
>> E é legal ter dias do 20, ele começa
ali, né? Eu sou o Senhor teu Deus que o
que os tirei da terra do Egito. Eu sou.
Daí ele vai constar
>> sobre os 10 mandamentos, mas ele fala:
"Eu tirei vocês de
>> começa com a graça. Eu salvei vocês da
Eleva, ele redime, ele liberta
>> e aí depois ele dá a lei."
>> Isso
>> não é o contrário. Não é eu obedeço para
depois ter a graça. Então eu me
esforcei, obedeci,
>> então agora a graça vem e me salva.
>> Uhum. Não é a graça vem, me salva, me
liberta, me tira da escravidão, me provê
comida, libertação, salvação do Egito,
do faraó, me faz passar pelo mar, pelos
problemas, tira água da rocha, faz
alimento cair do céu. Depois de tudo
isso, vem a lei.
>> Uhum.
>> Então, a graça é anterior à lei.
>> Então, eh é é errado, não é? Quando nós
eh ouvimos esses discursos de que a lei
ela era a o meio pelo qual as pessoas
eram salvas, ela tinha que sacrificar
animal. Davi entendeu muito bem quando
ele escreveu 51, Salmo 51, de que
holocaustos e sacrifícios eu te daria.
Uhum.
>> Eh, mas é um coração contrito e
quebrantado que te agrada. Não adianta
nada sacrificar, obedecer se no coração
a motivação não for verdadeira. Ah, com
certeza, pastor. Que joia. Falando em
Davi, chegou a hora da gente entrar a
nesse período da história, porque a
história da redenção, ela vai ganhar um
rosto real. Agora Deus faz uma aliança
com Davi, segunda Samuel 7,
e promete casa, filho. E a grande a ali
a novidade que Davi é um trono que seria
para sempre, né? E na durante a história
os reis vão falhar e vão falhar muitas
vezes miseravelmente, né? Alguns falham
de modo terrível. Isso ensina muito ah
para nós, né? O que que a história,
pastor, dos reis de Israel ensina aos
líderes? Agora a gente dá esses esse
essa a gente avança ali.
>> Ah, e o que que a história dos reis
Israel ensina aos líderes da igreja
hoje?
que nós não jamais deveríamos ter a
ideia de sermos perfeitos.
>> Uhum.
>> Não existe homem perfeito. A igreja não
deve olhar paraos seus pastores como
sendo homens impecáveis, perfeitos.
Eh, isso não existe, né? Os reis são o
que são. E eu creio que a Bíblia faz
questão o Espírito Santo, de nos revelar
detalhes que são vergonhosos para
aqueles homens, né? Como se a nossa vida
fosse exposta pros homens.
>> Os nossos pecados, os nossos vícios e
defeitos. Os deles foram
>> somente para dizer: "Olha, eh, eu não
espero perfeição de vocês, eu espero
arrependimento e fé no coração de vocês,
porque perfeitos vocês jamais serão, mas
vocês podem ser obedientes, vocês podem
negar a si mesmos, vocês podem se
arrepender
>> e podem crer em mim e e seguir as minhas
palavras, seguir os meus mandamentos,
certo? que vocês vão continuar caindo,
mas se continuarem se arrependendo,
dependendo de mim, vocês permanecerão em
mim, né, até o último dia. Então, eu
creio que a história dos reis de e isso
falando dos reis que se arrependiam, tá?
Davi,
>> Salomão, provavelmente no final da vida
e um ou outro ali, não é? Eh, Ezequias e
tal, mas a maioria dos reis de Israel
não, a palavra arrependimento não
existiu na vida deles, né? O reino do
norte, depois que o reino é dividido,
eh, teve mais de 20 reis. Nenhum fez o
que era certo aos olhos do Senhor.
Nenhum. E no reino do sul, né, o reino
de Judá, eh, também inúmeros reis, todos
descendentes de Davi, mas só um outro
ali fez o que era certo, desfazendo os
pecados de seus pais, né? Eh, o pior,
talvez deles foi Manassés, não é? que
sim,
>> fez coisas terríveis e era descendente
de Davi
>> e um descendente dele fez tudo certinho,
se arrependeu, achou o livro da lei.
>> Eles tinham perdido a Bíblia, digamos
assim, né? O sacerdote achou, falou: "O
que que é isso?"
no templo de Jerusalém.
Eh, e os templos pagãos, templo Moloque,
os pais sacrificando os bebês
recém-nascidos, templo a Baal, templo a
tudo quanto é Deus, deusa,
>> e acham o o livro da lei, entregam na
mão de um lá e levam pro rei e ele lê
pro rei e vão fazer isso daqui. Aí a
Israel é reavivado e se arrepende para
uma, duas gerações depois voltar tudo de
novo no pecado.
>> Então, quer dizer, a maioria dos reis
não sabia o que era o arrependimento. E
eu creio que isso nos mostra que nós
líderes, pastores, nós estamos eh
sujeitos, mesmo incumbidos de uma tarefa
de uma responsabilidade muito preciosa
dada por Deus, eh de também tropeçarmos,
né?
>> Uhum. de nos envaidecermos,
>> eh,
de olharmos para onde não deveríamos
olhar, fazermos as coisas do nosso jeito
como Saul quis fazer e não sermos
obedientes como Deus queria que Saul
tivesse sido e como Davi foi. Apesar de
ter sido um assassino, um adúltero, um
mentiroso e muitas outras coisas, Deus o
perdoou de tudo isso, porque diante da
confrontação que vinha da palavra de
Deus, ele se arrependia. E Deus diz que
ele se arrependia genuinamente. Deus
conhece os nossos corações. A gente
olhando fica meio desconfiado, né? Será
que se arrependeu mesmo, né?
>> Será que Davi não era meio malandro
assim? Mas é Deus dizendo que ele é um
homem segundo o seu coração. Ou seja,
Deus via que no coração dele ele
realmente se arrependia. E então isso
mostra o que deve ser a nossa vida, né?
A gente não tem a arrogância de achar
que a gente nunca vai errar. Uhum. Vai
haver momentos na nossa história de que,
infelizmente, a gente vai tropeçar, mas
nós não teremos do lado de lá um um Deus
furioso que vai fulminar a gente
imediatamente.
Pelo contrário, não é? Se no nosso
coração existir arrependimento, nós
líderes, ele vai nos restaurar para que
sejamos usados para sua glória, como
Davi foi. É. E e o maravilhoso quando a
gente vai seguindo essa linha é que não
é resultado ou performance, é aliança.
>> É um Deus, é um Deus fiel à sua aliança
e é ele que vai costurando. Porque a
gente tem reis fortes, reis fracos, reis
reis que são fiéis, outros muito infiéis
e por trás de toda essa essa trama, né?
A gente tem um Deus que vai a honrar. E
aí vem esses reis, pastor, né? A gente
vê nessa tensão, né, da aliança
abrâmica, né, ali
>> e a mosaica pegando, né, porque e aí
chega os resultados, né, que é o exílio,
né? Então, ah, com o tempo, ah, vem o
exílio e aí,
ah, quem Deus levanta são os profetas,
né, que já estavam operando. Mas aí vem
uma uma era bem importante dos profetas,
o exílio e esperança,
ah, em tempos difíceis, né? O que que os
profetas têm a dizer à igreja hoje,
pastor? Vamos lá, então. A gente tá
dando esses, vamos caminhando, porque
senão a gente vai sair, não vai sair
daqui hoje, né, pastor? Mas que o Antigo
Testamento é isso, mas
>> uma história longa.
>> Aham.
>> Eu creio que eles têm a dizer a nós hoje
é que
o Deus que nos vê pecando, a nós todos,
a igreja toda, é um Deus que nunca vai
deixar de dizer isso, é pecado
>> ele nunca deixou de dizer para Israel,
vocês estão pecando. Ele tava
abençoando, protegendo, mas tá dizendo:
"Isso tá errado.
>> Ele não passa a mão na cabeça,
>> ele não muda eh de tempos em tempos,
tipo se adaptando à cultura da época.
Ele é o mesmo que diz é pecado. Ele usa
os profetas para fazer isso. E ele usa
os profetas para dizer: "Se vocês se
arrependerem, haverá perdão e graça e
restauração. E o o o estado final de
vocês vai ser melhor do que era antes.
Mas se vocês não se arrependerem, haverá
consequências. Eu não vou estar com
vocês. E sem a minha presença, o que
pode acontecer com vocês é muito grave,
porque não, vocês não terão contra vocês
apenas nações mais fortes e serão nações
mais fortes, porque eu sou quem protege
vocês. Mas vocês terão seres
espirituais, seres invisíveis, espíritos
eh demoníacos, anjos caídos. A batalha é
espiritual também. E vocês não têm força
espiritual no mundo espiritual e nem tem
força no mundo visível.
>> Uhum.
>> Militar
>> para sobreviver. Vocês sofrerão. Então é
esse ciclo. A gente vê o povo com Deus,
aí o povo cai todo. E aí Deus manda
profetas para chamá-los ao
arrependimento. E é apontar a graça
diante do arrependimento e a
consequência do pecado terrível se não
houver arrependimento. O que que isso
comunica para nós hoje? Primeiro lugar,
comunica que o povo não mudou. Hoje em
dia, o povo continua sendo igual era
antes.
>> A gente é tentado a pecar do mesmo jeito
que o povo lá atrás era tentado a pecar.
Deus continua usando os seus servos para
continuar chamando o povo ao
arrependimento. E esses servos continuam
dizendo: "Olha, meus irmãos, se vocês se
arrependerem,
o nosso Deus é um Deus que a gente não
entende. É uma, é um, é uma bondade, é
uma misericórdia, é uma graça
imerecidas.
E ele vai perdoar e ele vai restaurar e
ele vai renovar. Mas se vocês
continuarem no pecado, as consequências
disso são des são terríveis, a ponto
dele poder entregar vocês na mão de
Satanás, como acontece em Primeiro
Coríntios, capítulo 15, quando um jovem
aparentemente crente, que se envolve
numa relação sexual com a sua madrasta,
Paulo diz: "Olha, entregue ele a Satanás
para que o espírito seja salvo, para que
o corpo sofra, não é? Seja disciplinado,
mas o espírito seja salvo no dia de
Cristo Jesus." Por alguma razão que a
gente não entende, Paulo cria que o
rapaz era salvo, era convertido, mas ele
tava vivendo de uma maneira tão eh assim
obstinada no pecado e a igreja olhava
para aquilo e achava aquilo: "Não é
normal, não tem problema. Talvez porque
muita gente na cidade vivia assim
também,
>> mas Paulo tá dizendo: "Isso não é
normal. Isso não é normal". Então qual é
o papel dos profetas?
>> É serem boca de Deus. Não é? é falarem
hoje, assim como eles falavam antes,
assim diz o Senhor. Não é assim, não é
isso que eu queria, não é isso que eu
digo, não é isso que eu quero dizer, é o
que Deus diz. E o que Deus diz não é o
que eu acho, que eu deixo de achar, é o
que Deus diz.
>> Gosto de você ou não, eh, passei, sei
lá, afague a tua, o teu ego ou não. É o
que Deus diz. E eu sei que daqui a pouco
eu não vou estar mais aqui. E eu sei que
eu vou prestar conta diante de Deus e
você vai também. Então, o meu papel é te
falar. O teu papel é prestar conta com
ele. Você se arrepende,
>> vai dar, vai dar bom na tua vida. Você
não se arrepende, vai dar ruim na sua
vida.
>> Mas é ruim, ruim mesmo. Então o profeta,
ele não tem o poder de mudar a vida de
ninguém. Ele não tem o poder de salvar a
vida de ninguém. Ele não tem o poder de
fazer nada a não ser de ser fiel à
palavra que Deus colocou no coração, na
mente, por meio dos estudos, por meio da
comunhão, da espiritualidade que ele tem
junto com o Senhor. Ele sabe o que é
certo e ele tem que entregar isso ao
povo e deixar as consequências com o
Senhor, orar para que esse povo se
arrependa. Às vezes isso vai acontecer,
como algumas vezes aconteceu, como no
caso do profeta, em que todos se
arrependeram, se converteram, como
aconteceu no caso do profeta Elias, em
que toda a nação também se arrependeu e
o reto restaurou a aliança. Ou pode ser
que ninguém vai se converter, como
aconteceu com o profeta Jeremias, que
pregou por mais de 50 anos e nunca
ninguém se arrependeu.
>> Uau. É verdade.
>> Então, quer dizer, aos olhos humanos,
né? Imagina hoje um pastor 50 anos
pregando, nunca ninguém se converteu.
Será que esse cara é chamado mesmo?
Jeremias, honrado por Deus e comparado
com Cristo no Novo Testamento, né? Quem
os homens dizem que eu sou? Uns deles lá
fala: "Talvez é Jeremias aí que voltou
dos mortos".
Aí e os profetas têm isso, né? Eles nos
impedem de brincar de religião, né? Eles
trazem essa seriedade de quem Deus é.
Lembram que Deus, né, não se impressiona
com liturgia bonita e um coração
distante. Eles trazem essa ideia e
confrontam a, de certa forma nós, a
igreja, né, quando existe culto sem
obediência, música sem arrependimento,
doutrina sem misericórdia e tradição sem
vida espiritual. Incrível. Ah, é bom
demais se a gente precisa, né? Um pastor
amigo meu, ah, aqui de Curitiba colocou:
"Gente, eu tô pregando em Miqueias, não
vai ser fácil, nem para mim, nem para
eles, né, car?" E é verdade, eles nos
trazem, eles puxam. E aí, pastor, eu
quero trazer a uma coisinha que é uma
dúvida que o pessoal tem no Antigo
Testamento, né? É quando chegam os
livros ah poéticos, né? Uhum.
>> Na literatura sapiencial, sabedoria,
como que a gente coloca os salmos,
provérbios,
a literatura de sabedoria dentro dessa
linha? Porque a gente tá descrevendo
hoje uma linha,
>> né? Mas como que encaixa? Porque parece
que os salmos, provérbios, o próprio
livro de Jó, né? Ele não se encaixa
muito nessa história de Gênesis 12 paraa
frente do pré-exílico, ah, o exílio pós
exílico. como que o pastor vê a essa
literatura então a dentro do Antigo
Testamento,
tanto dentro do judaísmo antigo, eh,
quanto do judaísmo na época de Cristo,
como também no período da do
cristianismo primitivo, a os cinco
livros ali sabedoria, não é, que nós
cremos ser os livros inspirados pelo
Senhor, Jó, Salmos, Eclesiástices,
Provérbios e Cântico dos Cânticos, né,
todos eles eh eram tidos como livros
para vida prática.
>> Uhum.
>> Então, diferente dos históricos que
contavam uma história com um propósito
querigmático, não é, de proclamação, de
redenção, como os livros proféticos, que
também eram chamado à conversão, como o
Pentateuco, né, que também tinha o seu
propósito específico.
>> Os livros de sabedoria, os sapienciais,
eles eles são muito práticos. Então, sei
lá, vamos começar na ordem que eles
estão, né, Jó? Eles nos mostram como é
possível diante do sofrimento do dia a
dia, continuarmos crendo de que há um
Deus que soberanamente tá no controle de
todas as coisas. É muito prático isso,
porque todo mundo sofre, todo mundo fica
doente, todo mundo tem problema, todo
mundo perde pessoas que ama. E quando
isso acontece, inúmeras perguntas chegam
na nossa cabeça. E essas perguntas a
gente muitas vezes faz para Deus. Por
que eu perdi o emprego? Por que que a
minha esposa tá doente? Por que que meu
filho faleceu? Por quê? Por quê? E Jó
nos mostra na prática que há um Deus que
soberanamente controla todas as coisas e
sabe o que tá acontecendo na nossa vida.
E cientes antes disso, a gente aprende a
crer que o nosso redentor vive e por fim
se levantará sobre a terra e que o
sofrimento faz com que a gente veja a
Deus de uma maneira que a gente não via
antes. Por exemplo, Jó, no final ele
diz: "Antes eu te conhecia só de ouvir
falar". E Jó era o homem de quem Deus dá
o testemunho, que era o homem mais
temente a ele na face da terra. Ele fala
isso para Satanás, não é? Não, homem,
não existe ninguém igual ele, íntegro,
reto, que se desvia do mal. E esse homem
no final da vida, da experiência e
sofrimento, ele diz: "Antes eu te
conhecia só de ouvir falar, agora eu te
conheço".
>> Uhum.
>> Depois do quê? Depois de perder 10
filhos, depois de perder a saúde, depois
de perder toda a fonte de renda, depois
de perder funcionários, depois de perder
tudo que um homem pode perder.
>> Uhum.
>> Ele só não perdeu a vida dele e a
esposa, ele perdeu tudo mais. E, ou
seja, o sofrimento, até o sofrimento foi
didático e ele glorificou a Deus. Então,
eh, é prático. Salmos também são
práticos no sentido de nos ensinar a
lamentar, de nos ensinar a adorar, a
dar, nos ensinar a adorar e a orar. é a
grande escola de oração e adoração são
salmos. Provérbios é muito prático, não
é? Tanto para as crianças, quanto para
pais, quanto para jovens, quanto para eh
empresários. Como negocia, como ajuda as
pessoas, como não ajuda, se empresta, se
não empresta dinheiro, como faz isso,
como é a mulher sábia, como é o homem
sábio. Ou seja, a sabedoria do dia a
dia, sabe? Do do trabal da dos
relacionamentos públicos mesmo, sociais
do dia a dia, né? Eh, Ecclesiastes nos
lembra, né, de como a nossa vida é um
vapor, é uma, é vaidade. A palavra
vaidade ali do hebraico tem a ver com
isso mesmo, com algo que passa muito
rápido. A vida é isso. Então, por que se
apegar tanto às coisas daqui, sendo que
a gente não foi criado para aqui? A
gente foi criado para Deus.
>> E ele está nos levando para uma nova
terra, para um novo céu,
>> para uma nova cidade, com um novo corpo.
Então, se a vida é isto, por que que a
gente se apega tanto às coisas desse
mundo? Ou seja, é prático, não é? é
bastante prático. Então, sendo assim a
vida, a gente tem que se lembrar do
Criador desde os dias da mocidade, que é
o que Eclesiastes 12 fala.
>> E para mim, a a joia da coroa dos
sapienciais é cântico dos cânticos. O
próprio nome do livro diz, é o cântico
dos cânticos. E todo salmo é chamado de
cântico. Ou mitsmor ou shir, é cântico.
>> Uhum.
>> E só que este é chamado pelo Espírito
Santo de o cântico dos cânticos. é o
cântico mais belo de todos os que há nas
escrituras. E durante toda a história da
humanidade, digamos assim, dentro da
história da humanidade bíblica, esse
livro sempre foi lido como uma parábola
do amor de Deus pelo seu povo. Sempre.
Embora os personagens que ali estão são
Salomão e a Sulamita. Eh, ninguém
questiona isso. E há um amor erótico
santificado ali sendo colocado diante de
nós, mais puro.
>> Mas, eh, nunca, em nenhum comentário
rabínico ou judaico de antes de Cristo e
mesmo depois de Cristo, jamais em todos
os pais da igreja, em toda a história da
igreja medieval, em toda a história da
reforma protestante, a história dos
puritanos, nunca ninguém ousou a dizer
que esse livro é só sobre Salomão e
Solumita. Por que que é um livro
sapiencial? Por que que é um livro que
nos dá sabedoria prática? Porque a a
prática ali é o que nos leva é a
espiritualidade prática, cientes de que
nós temos um amado no céu, o amado da
nossa alma, o nosso verdadeiro amante, o
nosso verdadeiro prazer, o nosso
verdadeiro tesouro, aquele que nos ama.
Eh, quando nós somos uma pombinha que se
afasta dele, o capítulo 2, verso 14 de
Cantares, e que se coloca na fenda das
rochas. A gente nem tinha que tá lá, não
é nem lugar de pomba. A pomba fica no
chão, né?
>> No máximo a árvore pequena, mas não, a
gente tá lá se escondendo e ele diz:
"Que que você tá fazendo aí? Desce
porque é lindo o som da tua voz, é lindo
o brilho dos seus olhos". Se você pensa
que todos os nossos irmãos do passado
olhavam para isso, dizendo: "Cristo ama
ouvir a nossa voz, ele ama que os nossos
olhos estejam postos nele, ele ama que o
nosso coração queira estar perto dele,
mas muitas vezes a gente fecha a porta
do quarto e deixa ele do lado de fora,
como a gente vê também no livro de
Cântico dos Cânticos, não é? E ele bate
e a gente não abre porque tá tarde, eu
já tô deitada, eu não vou me levantar e
ele vai. E aí depois quando eu caio em
si, né, eu me levanto e saio pela cidade
procurando pelo amado da minha alma. Eu
pergunto pros guardas, pergunto para as
pessoas, vocês encontraram o amado da
minha alma e eu vou até que eu encontro.
Ou seja, Cântico dos Cânticos é é essa
espiritualidade prática, essa
espiritualidade que não é uma uma página
de devocional só que eu faço num dia.
Não que isso não tem o seu lugar, tem
muito o seu lugar, mas isso é um adendo,
é uma coisa, eu amo, por exemplo, os
devocionais do do espurjon noite e dia,
manhã e noite, né? Eu amo aquilo lá, mas
aquilo não foi escrito para substituir a
vida espiritual das pessoas. Aquilo foi
um bônus, é algo para eles fazerem a
além
>> daquilo que era a sua vida espiritual,
>> que era o seu momento a sós com Deus,
que era a sua meditação e contemplação
eh da palavra do Senhor e do próprio
Senhor. Então, eh nesse sentido, cântico
dos cânticos também é muito prático e
sapiencial no sentido de nos dar a a
verdadeira espiritualidade, olhar pro
Senhor como ele realmente é. Então, eu
creio que esses livros sapienciais eles
eles eh se encontram nessa categoria da
vida prática de todo mundo sempre. Nós
temos que aprender a lidar com o
sofrimento, temos que aprender a orar e
a adorar, temos que aprender que a vida
passa rápido. Temos que ter conselhos
práticos pro dia a dia, Provérbios, e
temos que ter conselhos práticos sobre a
nossa espiritualidade.
E isso é exemplificado na vila de
Salomão e Salomita, né?
E essa sabedoria
é como o lençol, né, que alimenta, né, a
tudo que aconteceu com Abraão, com
Isaque, com Jacó, né, e eles meio que
bebem dessa sabedoria esse temor do
Senhor, que é o que é o princípio do
saber ali em Provérbios, que a gente vê
em Eclesiastes,
e, e eles dão suporte aí para tudo que é
vivido ah pelos a pela na história
bíblica gostou demais. E o e vê o pastor
falando de cântico.
É inspirador, gostoso, né? Olhar. E e de
certa forma, pastor, cântico dos
cânticos
>> é é como se diz, né? Porque a gente
começa em Gênesis, vem a queda e fica
tão fica tão denso, é adultério,
>> é morte, é é é é
infertilidade, né? Você tem toda aquela
questão da promessa, né, que vai vir o
descendente da mulher, mas tem
infertilidade, né, nos patriarcas ali,
nas esposas,
>> você tem lá Lamec já pegando duas
esposas na largada assim, né? É, já
matando igual
>> isso. E uma bagunça ali e ele vem se
desenvolvendo ah de uma forma tão ah
truncada e de repente Deus abre um
oases, né,
>> um vislumbre do Éden de novo, porque
estão ali, parece que não tem tanta
vergonha, né? É como ver aquele eco,
eles estavam n e não se envergonhavam
encantar. A gente tem de novo, né, esse
Éden
brilhando, aparecendo de novo, até
quando a gente vai ver Cristo e a noiva,
talvez lá na frente, a isso se
materializando com a igreja. É, é bom
demais. Bom, obrigado, pastor, por
trazer esse insight aí do ah da
literatura sapiencial. Mas vamos agora
se você acha que isso é o clímax, não é
certo, pastor João.
>> Certo.
>> Não é,
>> não está encantar. de certa forma ele
aponta para
>> Cristo.
>> Cristo. E aí que a gente vai chegar
então agora no momento mais ah a ah e e
todo esse Antigo Testamento apontando,
né, para esse que haveria de ver Cristo.
E como que a gente pode, então, pastor,
olhar, né, para esse Antigo Testamento,
né, que a aponta para Cristo e como que
esse Antigo Testamento faz isso sem cair
nos erros, que é ignorar Cristo, mas ao
mesmo tempo olhar da forma correta como
Cristo ele aparece ali. Como que o
pastor então traz essa ideia? Olha,
é praticamente impossível a gente olhar
pro Antigo Testamento inteiro e se a
gente olhar com cuidado, não vermos
Cristo.
>> Existem várias formas da gente ler a
Bíblia, né? Uma é a a forma histórica,
corrente, né? A gente pega Gênesis e vai
lendo para aprender a história. Então, a
gente tá aprendi sobre José do Egito,
aprendi lá do Êxodo, do maná. Aprendi
que o povo foi rebelde, queria comer a
carne, o pepino, o alho, o cebolão,
enfim, lá do do Egito,
>> né? Aprendi que Josué conquistou lá a
terra de Canaã, as muralhas de Jericó
caíram. Beleza, aprendi. A outra
maneira, acabou, acabou. Agora vamos ler
de novo. Agora tenta ler tentando
encontrar como tudo isso aponta para
Cristo e paraa obra redentora. tenta
encontrar em cada página, eh, mas leia
com essa intenção, com essa intenção de
encontrar. Já logo no começo, em Gênesis
3, você vai ver isso, né? A pessoa
dizendo pra pessoa, ela vai encontrar
que Deus quis trazer o redentor para
desfazer aquilo que a Eva e o Adão
fizeram.
>> Tentar isso no restante. Capítulo 4ro,
Enos está proclamando o nome de Deus, é
a palavra correta ali, né?
Eh, no e Noé, Enoque é a mesma coisa. O
sétimo não é depois de Adão. Noé é a
mesma coisa. pregador de justiça. Ele
não é pregador de lei, ele tava pregando
a redenção, a justiça. E isso só é
possível através daquele que era o
descendente da mulher, que hoje nós
chamamos, conhecemos como Jesus de
Nazaré, mas antes ele não era conhecido
dessa maneira porque não tinha nascido
ainda. Então, quando eu leio de novo o
Antigo Testamento, tentando encontrar
Cristo em cada página, eh, isso fica
impressionante. Mas lendo com calma, não
com pressa, não tentando fazer aquela
leitura, sabe? Não, eu tenho que ler
porque eu tenho que terminar a Bíblia em
um ano. Se você conseguir, amigo,
beleza, mas se você não conseguir, não
tem problema. Aham.
>> Sabe? Leia devagar, sabe? Porque você tá
diante de um banquete.
>> Exato.
>> Você não tá com um sacote, um sac um um
pacote de salgadinho na tua mão que você
come
>> e você só sente aquele gosto ali, sabe?
Você tá com um banquete, então mastiga
devagar. Um banquete você não come
desesperado, você degusta, você sente o
gosto, você bota o nariz para cheirar a
comida. Você tem que fazer isso com as
escrituras. Lê um capítulo, para, pensa,
medita, lê o outro, escreve, anota, faz
uma observação pessoal, faça perguntas
pro texto, ficou com dúvida, liga pro
pastor ou manda um WhatsApp para ele
melhor, né? Manda um WhatsApp pro pastor
e aí, pastor, eu tô com dúvida nisso
daqui. Como é que isso daqui aponta para
Cristo, né? Os pastores estão aí, nós
estamos aqui para isso. Então, leia
devagar para que a palavra de Deus aí
depois terminou, terminou depois de sei
lá, 15 anos, mas terminou, volta. Agora,
tenta ler eh numa perspectiva
antropológica ou antropocêntrica. É uma
outra leitura. De que maneira? Bom, o
que que a Bíblia fala sobre mim?
>> Bom, ela vai falar como eu fui criado.
Ela vai falar que o meu coração é
sujeito a desobedecer. vai falar que por
isso que agora trabalhar é duro, porque
o trabalho existia antes da queda
>> e parecia ser bom.
>> Depois da queda é difícil. Ah, então eu
entendo porque que tão que eu não quero
ir trabalhar. Quando chega feriado eu
dou graças a Deus. Não era para ser
assim. Olha, lê com a perspectiva
olhando para você. Sabe quando acontece
a confusão das línguas, quando acontece
a humanidade se corrompendo e tudo mais,
não é? A humanidade tão frágil dos
descendentes de Abraão ali com Moisés,
quando eles com Josué entram na terra de
Canaã, eles são tão frágeis como nós
somos frágeis e o Senhor vence todas as
batalhas por ele. Pensa na sua vida e
aplica isso à sua vida. Esse Deus mudou
ou não? Não mudou. Então, eu também
tenho batalhas, eu também tenho lutas,
eu também tenho desafios e e eu sei que
esse mesmo Deus, ele pode estar nas
minhas fragilidades me dando graça para
vencer as minhas dificuldades, seja numa
entrevista de emprego, seja numa, sei
lá, num nervosismo que eu tenho para
fazer uma prova, seja para vencer uma
dificuldade que eu tenho, seja um hábito
pecaminoso, seja um um vício, seja o que
for, eu sei que ele luta por mim, como
ele lutou por Josué e por Israel. Então,
uma outra leitura, com uma outra
percepção, sempre coloca uma lente
diante dos seus olhos, sabe? Eu quero
ler com uma intenção
>> e a minha intenção agora é ver isso. Uma
outra forma é tentar ver o prazer de
Deus e o amor de Deus. Ponto. Eh, tenta
ler nessa perspectiva. É uma outra forma
de uma outra leitura. É daí que muita
gente às vezes chega para mim e diz
assim: "Pastor, nos pregou esse texto?
Eu nunca, eu li isso daqui já 30 vezes.
>> Eu nunca vi isso no texto. Como é que o
senhor achou isso daí? Aí não é que eu
achei isso aí d para pregar esse texto e
eu fiquei lendo, relendo, relendo,
relendo. Um monte de coisa que outros
escreveram sobre o texto, eu me
aprofundei no texto. É óbvio que se eu
tivesse lendo de forma corrente, eu não
ia pegar tudo isso que eu peguei. Isso
não nasce de uma hora para outra, nasce
de você parar, ficar ali, não sair dali
e meditar naquilo, mergulhar naquilo,
ler o que os outros já escreveram
daquilo e a sua visão vai se ampliando,
né, diante daquilo que tá ali. Então, eh
eh a Bíblia é, alguém já escreveu, não
é? Ela pode ser entendida por uma
criança, se a gente quiser explicar, ou
a gente pode se tornar doutor ou
pósdoutor em teologia, em Bíblia, e até
o último dia da vida a gente não
entendeu tudo que tá ali. Eh, então ela
é e ela é isso, né? Ela ela é
sobrenatural.
>> É o livro do John Piper, não é? Leia a
Bíblia de forma sobrenatural. Tem tem a
ver com isso, que é um livro
maravilhoso, é
>> inesgotável, né?
É uma fonte sem fim de sabedoria.
>> É uma fonte sem fim. É sempre Deus
falando. É, é incrível. Depois de 30
anos, você fala: "Uau, tem tanta coisa
para saber e conhecer". E Deus sempre,
ano após ano, vai nos surpreendendo com
a com a sua graça. E que a esse Antigo
Testamento, então, ele traz esse esse
retrato de Cristo, né? E a minha
pergunta, pastor, ah, de que maneira, tá
bom, a igreja se recuperar hoje, né? Que
retrato de Cristo no Antigo Testamento a
igreja se recuperar? Vou vou dar alguns
caminhos que eu vejo aqui, né? Cristo
como rei em tempo de autonomia e
confusão, né? Esse rei soberano,
Cristo como cordeiro em tempos de culpa
e tentativa de auto perdão. Cristo como
templo em templos de solidão e busca por
presença. Cristo como mediador da nova
aliança em tempos de moralismo e
superficialidade.
Cristo como verdadeiro Israel obediente
onde todos nós falhamos. Eu gosto desse
último, de certa forma. É gostoso
demais, né? que a gente tem tantos
paralelos, né?
>> Uhum.
>> 40 anos de deserto e Israel falhando
miseravelmente, né?
>> E aí vem Cristo em 40 dias do deserto e
ele sendo tentado em todas as coisas da
nossa semelhança sem pecado. Ah, é
incrível esses paralelos também de
Cristo, né? Vivendo que a gente porque
por que que eu tô dizendo isso, pastor?
Porque às vezes as pessoas têm uma visão
muito simplista de Cristo morrendo na
cruz.
>> Uhum.
>> Né? como se ele tivesse vindo
e no outro dia ele morresse, mas não,
ele veio, ele ele se encarnou e ele
cumpriu toda a lei. O pastor já falou
sobre isso em nosso lugar. Ele não só
morreu pelos nossos pecados. Amém. Mas
ele também cumpriu toda a lei em no
nosso lugar, aquilo que nós não
conseguiríamos. Isso para mim é um
grande encorajamento. Por quê?
>> Porque eu eu digo, eu não consigo, mas
em Cristo eu consigo.
>> Uhum. E isso me encoraja a falar: "Opa,
eu vou lutar porque realmente eu sou
fraco, mas em Cristo é possível". Qual
dessas visões aí, pastor, desses
retratos que que é uma joia, né, de
tantos ângulos, que que você acha que a
igreja precisa recuperar hoje? Ou
>> acho que tudo isso,
>> acho que tudo isso é é olhar mais para
Cristo, menos para para si, né? Olhar
mais para Cristo e menos para pra terra,
pros tesouros desse mundo. Olhar mais
para Cristo e menos pro nosso
ministério, pro nosso trabalho, pra
nossa carreira, pros nossos planos,
sonhos, futuro, olhar para Cristo e
tê-lo como grande tesouro, né? Como
aquele que é o cordeiro que nos purifica
dos nossos pecados. Então não há mais
nada que nos separa.
>> Olhar para ele como nosso tabernáculo.
Então ele veio e tabernaculou conosco,
não é? João 1:14, ele veio, se fez carne
e habitou. tabernaculou, morou entre
nós, né?
>> Então, eh olhar para ele como aquele que
fez de nós o templo, a igreja é o templo
do seu espírito, é onde ele habita, é
aquele que nos protege, ele é o nosso
castelo dentro do qual nós estamos. O
pai nos convida para searmos e o filho
está sentado à mesa e a gente também.
Não estamos mais nas ruas, nos becos,
né? A gente foi arrastado para dentro,
como ele explicou numa de suas
parábolas. Então assim, é, ele é tudo em
todos, como Paulo escreveu.
Eh, é com ele que as coisas começam, é
por meio dele que as coisas acontecem e
é paraa glória dele que todas as coisas
apontam e terminam.
Então, eh recuperar essa visão de
Cristo, eh, para o qual todo o Antigo
Testamento aponta e para a qual todo
novo testamento olha, eh, faria bem para
nós hoje em dia, enquanto igrejas, não
é, eh, a pararmos de nos preocupar com
certas coisas que que desviam o nosso
foco dele e que e que colocam o foco em
outras belezas que não são ele.
>> Uhum. E, e, por exemplo, né, hoje eu me
preocupo muito, vamos supor assim, que a
música seja excelente. Nenhum problema,
a música tem que ser excelente. Os
salmos falam: "Tocar com arte e com
júbilo." Então, com arte você tem que
tocar direito,
>> você tem que tocar bem. Mas não é isto
que agrada a Deus. Ele fala isso porque
você tem que desenvolver,
>> você tem que crescer, você tem que
dominar, você tem que Ele nos criou para
sermos eh dominadores cognitivamente de
tudo aquilo que ele criou. E a arte é
parte da criação de Deus, né? Ele ama a
arte.
é onde entra a parte da teologia
estética, né? Mas eh não é isto que com
isso que ele se preocupa, mas encontrar
verdadeiros adoradores. E aí eu me
preocupo com as luzes, eu me preocupo
com a cor da parede, eu me preocupo, sei
lá, com o tipo de piso, eu me preocupo
com o tipo de banco, com o tipo de ar
condicionado, eu me preocupo com o
volume, eu me preocupo
com com que eu vou falar, sabe por quê?
Porque eu quero que eu quero atender as
pessoas do meu tempo, eu quero falar com
a geração do meu tempo. Existe um perigo
aí. Eu entendo a motivação de muitos
desses homens de Deus, né, no sentido de
que eles querem trazer o evangelho. Só
que eh no aferem pessoas para dentro da
noiva, para se tornarem noivas, eles
acabam acrescentando ao evangelho coisas
que não são do evangelho, fazendo com
que essas pessoas fiquem viciadas nessas
coisas e não no evangelho e não em
Cristo. Então, no dia que ele não tiver
mais aqueles músicos, que que vai ser
dessas pessoas que vieram na igreja por
causa da música?
>> Uhum.
>> Entende? No dia que, sei lá, uma
perseguição vier e eles não puderem mais
estar naquele lugar onde tem luzes, uma
parede, um banco e um ar, eles têm que
se reunir, sei lá, debaixo da terra, num
cemitério ou numa caverna, o que que vai
ser?
>> O que que os prende? O Paul Washer diz
muito isso, né? Aquilo com que você
ganha uma pessoa é aquilo com que você
vai manter essa pessoa. Se você ganhou
essa pessoa com a música, nunca tire
aquela música, porque se no dia que você
tirar ela vai embora.
>> Mas se você ganhou ela com o evangelho,
>> você não precisa ter nada. Se você
continuar sendo fiel ao evangelho, ela
nunca vai sair dali.
>> Uau!
>> Né? E ela vai ser uma seguidora de
Cristo. Você vai est ali, beleza, elas
seguem a Cristo. O dia que você não
tiver mais aqui, elas não vão deixar a
igreja, porque elas não estão ali por
causa do pastor, por causa da oratória,
mas por causa de Cristo. Então, eu creio
que eh olhar para Cristo como o Antigo e
o Novo Testamento olham e focando nele
como a razão de todas as coisas e o
maior tesouro que a gente pode ter é o
que fará com que nós não caiamos em
certos perigos e erros que hoje muitas
igrejas, infelizmente, estão caindo.
Uau, incrível, pastor. Vamos lá, então,
agora paraas perguntas rápidas, pastor.
Então, perguntas rápidas aí. Vamos ver
quantas são. Ah, três aqui. Três. Três
perguntinhas.
Qual é o maior erro que um professor de
EBD ou líder de pequeno grupo deve
evitar ou ensinar o Antigo Testamento?
>> Não meditar no texto antes de ensiná-lo.
>> Uhum. Ele tem que saber o que que é
meditar primeiro, tá? Aprendeu o que é
meditar, medita.
Uau! Comina e aí vai ensina. Qual hábito
simples pode ajudar uma pessoa a ler
melhor o Antigo Testamento? O hábito de
meditar no texto, tá certo?
>> Fazer lecto divina, ler, meditar, orar,
contemplar, ficar bastante tempo num
texto curto.
>> É o que a gente estava falando dessa
paciência, né, que a gente precisa ter
quando a gente chega no Antigo
Testamento.
>> É não ter pressa de querer terminar
logo.
>> Uau! E que pergunta todo líder deveria
fazer antes de ensinar uma passagem do
Antigo Testamento?
>> Qual é o sentido original do autor? Tá
certo? Eu acredito que tá tá ótimo,
hein? Que conversa boa, pastor João
Rafael, que tá aí com a gente também.
Vamos lá, então. Pastor Wilson, muito
obrigado por essa conversa.
Pastor, você quer deixar alguma palavra,
alguma coisa você tá escrevendo? o que
que tá acontecendo, que você gostaria de
deixar pra gente agora no final. Fique à
vontade também aí.
>> Obrigado. Eu queria agradecer pelo
convite, por estar aqui esses dias com
os irmãos, falando aqui pros alunos, né,
e participando aqui do podcast também. É
uma alegria muito grande para mim. E no
momento eu não tô escrevendo nada. Eu
tenho muita coisa escrita, mas que eu
agora não, a demanda não me permite
parar e eh trabalhar nesses textos
escritos, né? Mas tem muita coisa eh
guardadinha em pastas no computador para
serem trabalhadas aí em breve. E é isso.
Tô muito feliz pastoreando a Igreja
Batista Liberdade em Araraquara.
Eh, muito grato a Deus pela família que
eu tenho e, enfim, eh, peço a vocês que
orem por mim, vocês que ouvirem esse
podcast também, pela minha saúde. Eh,
esse ano foi a quarta vez que eu peguei
Covid e ficaram eh
>> parece que o bichinho gosta de mim
>> e me deixou com algumas sequelas aí meio
sérias e esse ano tá sendo um ano de
muitos tratamentos, muitas
investigações, né? Então eu agradeceria
muito as orações de todos vocês por mim,
pela família, pela igreja, pelos
seminários onde eu trabalho.
>> E parabéns pela escola Charles Spurgon
por todo o seu trabalho. É uma escola
que eu admiro muito o trabalho, não é?
Começado lá atrás com o pastor Cleiton e
tudo aquilo que tem acontecido até hoje.
É uma alegria muito grande ver eh
viajando por tantos lugares até fora do
Brasil. Até fora do Brasil.
Eh, Portugal, nos Estados Unidos mesmo,
na Inglaterra, pessoas dizendo: "Ah, eu
fui aluno do escola Charles Spuron".
Incrível isso.
>> É incrível. É incrível o alcance, né?
Gente que não tem como estar no
seminário presencial e que faz os cursos
online. Então, Deus continue abençoando
a escola, abençoando vocês, os esforços
dos irmãos para continuarem sendo uma
bção no reino de Deus.
>> Obrigado, pastor. A escola Charles
Espuron tá sempre aberta para o Senhor,
viu? Esperamos ver o senhor lecionando
ah muitas vezes aqui na nossa escola e
tá sempre convidado, se quiser já
aceitar agora o convite,
mas a gente tá sempre convidando e é um
prazer, um privilégio para nós, meus
amados queridos, ensinar a o Antigo
Testamento é uma responsabilidade
maravilhosa, como a gente viu aqui hoje.
Não estamos apenas contando histórias
antigas, estamos ajudando a igreja a
enxergar o Deus que conduz toda a
história. Antes de Belém, ah, houve o
jardim do Éden. Antes da cruz, houve o
altar de Deus. Antes do cordeiro de
Deus, houve cordeiros sacrificados.
Antes do filho de Davi, houve Davi.
Antes da nova aliança, houve promessas
no meio das ruínas. Antes da nova
criação, houve uma criação boa, ferida
do pelo pecado, mas jamais abandonada
por Deus.
E vimos também hoje, né, que que o
Antigo Testamento não foi algo que pegou
Deus de surpresa, né? Toda história ela
tem um propósito. Ela foca na história
da redenção. A Bíblia toda faz isso.
Deus prometendo, Deus preparando, Deus
corrigindo, Deus ensinando,
>> Deus agindo no jardim, no deserto, em
castelos, em palácios, em casas, em
tendas, né? A gente poôde conversar um
pouquinho sobre isso aqui hoje também.
Em campos de batalha, exilhos e
lágrimas. Por isso, quando ensinamos o
Antigo Testamento, não devemos dizer
apenas as pessoas, sejam como Abraão,
como Moisés, como Davi, sejam como
Daniel. Daniel é o mais famoso, né?
Antes disso, precisamos dizer: "Vejam o
Deus de Abraão. Vejam o Deus de Jacó, o
Deus de Davi, o Deus de Moisés, o Deus
de Daniel. Vejam o Deus que cumpre as
suas promessas em Cristo. A igreja não
precisa apenas de mais informação
bíblica, ela precisa de uma visão maior
de Deus. Precisamos enxergar a beleza da
promessa, a seriedade do pecado, a
profundidade da graça, a santidade da
aliança, a esperança do reino e a glória
de Cristo. E que Deus levante, né,
pessoas, líderes, pastores que preguem a
palavra de maneira correta. bíblica, que
ensinem com sabedoria, que disciplinem a
palavra de Deus,
ah, e ensinem também o povo de Deus a
ler a Escritura e a entender, né, o
plano de Deus paraa humanidade.
Pastor Wilson, obrigado mais uma vez e a
todos que nos acompanharam até aqui.
Fica a nossa gratidão. Não se esqueça de
se inscrever no nosso canal, deixar o
seu like, porque no próximo mês pastor
João, tem pastor Paulo Hom e temos
Grego. Aí, vamos ver o que que vai
acontecer no próximo mês. Até muito
obrigado.
>> Vamos ver como que vai ser. tá convidado
a participar conosco.

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