Qual o Mais Importante o AT ou o NT? (PodCast com Wilson Porte, Ari Langrafe e João Weidman)
28/06/2026
Qual o Mais Importante o AT ou o NT? (PodCast com Wilson Porte, Ari Langrafe e João Weidman)
CURSO de TEOLOGIA ONLINE:
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
Legendas automáticas:
Olá, pessoal. Vamos lá. João, imagine uma professora de Escola Bíblica Dominical preparando uma aula para criança sobre Davi e Golias. Ela olha o texto bíblico e pensa: "A mensagem é simples. Precisamos vencer os gigantes da nossa vida". >> E imagine um jovem, líder de jovens preparando também seu devocional ali pro pro seu grupo de jovens. E ele vai falar sobre Daniel na C dos Leões. E aí ele encerra dizendo: "Nós precisamos ter coragem para vencer as nossas feras. ou um pastor pregando sobre José no Egito e dizendo: "Nunca desista dos seus sonhos". A gente olha para tudo isso. Mas e se José no Egito for menos sobre os sonhos pessoais e mais sobre providência, promessa e preservação do povo de Deus? E se êxodo não for apenas sobre sair da escravidão, mas sobre ser conduzido à presença de Deus. E é essa justamente a nossa conversa de hoje. Estamos aqui na escola Charles Spurgon a conversando com o pastor Wilson Porte. Ele que é pastor da Igreja Batista Liberdade em Araraquara, também professor do seminário Martin Busser, é convidado da escola Charles Expurion. é professor da Fitref e outros seminários, professor de grego e hebraico, pastor Wilson Porte, seja muito bem-vindo. Que alegria, que prazer estar aqui com você. >> É uma alegria minha, aí João, tá aqui com vocês, pastores, compartilhando um pouquinho mais nessa nesse final de semana e também participando desse podcast. >> Uau! Pastor, seja bem-vindo, pastor. Vamos lá. Muitos líderes, professores e pastores amam a escritura, mas eu já ouvi e é bem comum certa dificuldade no Antigo Testamento, né? Alguns não sabem o que fazer com as genealogias e e tem razoavelmente, né? Outros vão ficar inseguro diante de leis cerimoniais, alguns não sabem lidar com as guerras, juízos, sacrifícios, reis, profeta e exílio, né? Ah, eu lembro a primeira vez que eu me deparei com a palavra heren, né, lá em Josué, e como aquilo impacta e quando a gente começa a entender, nossa, é tão bom de é bom demais, tá? Muitas vezes o que que acabam, o que que acaba acontecendo a ensinando o Antigo Testamento de uma maneira meio fragmentada. E é o que eu tenho percebido, uma história aqui, uma lição moral ali, então, e às vezes aplicações rápidas ah de sermões do Antigo Testamento. Então vamos lá, vamos começar com uma pergunta bem direta. Pastor, por que a igreja precisa recuperar uma leitura mais profunda e mais cristocêntrica do Antigo Testamento? Eu creio que a razão principal é porque o Antigo Testamento não é uma sessão a à parte. O fato de nós chamarmos de Antigo e Novo Testamento dá a impressão de que nós estamos falando de duas coisas diferentes, quando na verdade é uma coisa só. Não se tratam de duas porções, se trata de um livro apenas. Há uma um progresso na revelação. E o Deus que se revela no antigo é o mesmo Deus que se revela no novo, encarnado inclusive. E a história da redenção não começa no Novo Testamento. A história da graça e da nova aliança começam no Antigo Testamento. E é praticamente impossível, impossível entender o Novo sem entender aquilo que a gente chama de Antigo Testamento ou a Bíblia hebraica, nãoé? Eh, e especialmente quando a gente vê Cristo pregando, os apóstolos pregando ou escrevendo suas epístolas, eles têm como fonte primária aquilo que a gente chama de Antigo Testamento. Era o que eles usavam nas evangelizações, na plantação de igrejas. Cristo, quando pregou aos dois discípulos no caminho de Emaús, ele expôs tudo que sobre ele estava escrito nas escrituras. Que escrituras eram essas? o antigo. Exato. Então assim, eh, nós corremos assim um sério risco quando nós dizemos: "Não, vamos pro novo". Porque o novo fala de Cristo, é da graça, da igreja, o tempo da nova aliança e tal. A gente tá perdendo alguma coisa quando a gente faz isso. >> Ah, com certeza, pastor. E muitas vezes a gente pode ter, né, uma ideia de que, ah, porque Antigo Testamento, ele é uma coisa, talvez obsoleta, alguma coisa ultrapassada. Não, não, mas pelo contrário, é o solo onde o evangelho pisa, né? Sim. >> A gente não consegue compreender esse desenvolvimento da graça a sem entender quem Deus é, né? A forma, o quem é o homem. E ele vem, então, ah, vem caminhando do antigo pro novo como uma contínuo, uma linha contínua, com certeza. >> É >> certo, João. >> Isso aí. E é interessante pensar na teologia bíblica, né? Porque ela mostra pra gente a Bíblia não como um fragmento, histórias fragmentadas. >> Uhum. >> Mas como um contínuo da revelação de Deus na história da redenção, né? Nós vemos no Antigo Testamento, Deus criando as coisas, Deus criando a a criação toda, o ser humano caindo no pecado, Deus fazendo promessas, alianças, Deus chamando Abraão, formando seu povo, tirando o povo do Egito, dando a lei para Israel. habitando no tabernáculo entre eles, estabelecendo ali o reino, né, enviando profetas, Deus disciplinando seu povo. Quando também >> ele vai pro exílio, né, >> fica em desobediência a Deus ali no exílio. >> Deus promete uma nova aliança e tudo isso a gente vê caminhando em direção a Cristo. >> É bonito demais. >> É lindo demais pensar nisso tudo. Como explicar então, né, para para líderes e professores da igreja. Uhum. E o que significa ler o Antigo Testamento como uma grande história, história da redenção, né? Na cocísima. >> É, quando a gente olha para as primeiras páginas da Bíblia, nós vemos a criação, a criação de tudo. Tudo é tão belo, tudo é tão bom, Deus está tão satisfeito, né? >> E isso acaba em Gênesis 3, né, na segunda, terceira página da Bíblia, >> quando eles desobedecem e acontece essa ruptura. eh entre Deus e a humanidade, entre a humanidade e a humanidade, entre a humanidade e a criação, >> essa ruptura que eh até hoje nós estamos debaixo dela, a morte, não é? O pecado, a rebelião e as consequências de tudo isso. Mas ainda em Gênesis 3, nós temos a mensagem que nós chamamos de protoevangelho em Gênesis 3:15, de que o Senhor redimiria a humanidade, né? de que o descendente da mulher desfaria a os efeitos do veneno da serpente no coração humano, >> né? Este tentaria e picaria o calcanhar do descendente da mulher, mas este lhe esmagaria a cabeça do descendente da serpente. >> E essa mensagem é entendida pelos escritores do Novo Testamento eh como aplicada a Cristo, que na sua morte na cruz do Calvário desfez aquilo que Satanás começou, não é? >> E abriu o caminho para que a humanidade pudesse então ser salva. uma vez que ela possui agora um substituto diante de Deus perfeito, justo, eh, que tomou o nosso lugar na cruz do Calvário. Então, não dá para entender Cristo na história bíblica sem entender a grande história, que começa em Gênesis 3, >> que é justamente na página que o pecado entra na humanidade e no universo, né, na própria criação que sofre também como consequência do pecado. E a partir dali a gente vem vê um Deus de alianças, não é? Um Deus de aliança com Abraão, com com Isaque, com Jacó, com Noé, antes ainda, né? Depois com Davi, Moisés >> e que culmina com Cristo e a nova aliança que é feita com a igreja. E tudo isso nasce em Gênesis 3, quando primeiramente o evangelho é proposto ali e a gente tem pessoas que são salvas ali. Abel foi salvo pela fé. A Bíblia diz em Hebreus capítulo 11. E Abel é e toda aquela geração prédiluviana, não havia lei, não havia Moisés, nem na Abraão tinha nascido ainda, né? Então, eh, por isso que eu chamo de uma grande história, a grande história da redenção que vai de Gênesis a Apocalipse. >> É legal essa essa pastor trouxe na aula também hoje lá essa linha, né, que põe a Bíblia toda ali, né, ligando lá o comecinho até o finalista ali, né? Exatamente. >> A gente consegue entender isso. A leitura bíblica fica muito mais claro, né, de entender. >> Sim. Exatamente. E essa é uma prática uma prática para quem ensina na igreja, né? Então, talvez a pergunta, pastor, seja, em vez de a gente perguntar qual é a aplicação, porque eu vejo que a galera, o pessoal é muito apressado quando chega no Antigo Testamento, né? E eles já queram logo ir aplicando. E às vezes aí já vê lá em Levítico, aquele cordeiro e já já dá um salto, pula o Antigo Testamento inteiro e já vai lá para Cristo na cruz e não há problema, né? Ah, o problema é que a gente faz isso sempre e aí isso pode ser complicado, mas em vez de perguntar qual é a aplicação, talvez a gente precisa perguntar em que momento da história da redenção esse texto aparece. Se a gente vai olhar para essa história da graça, né, onde que isso tá aparecendo >> e talvez isso nos ajude a entender, né? Uma aula sobre Abraão não está no mesmo ponto da história que uma aula sobre Moisés. E a gente vai precisar olhar esses esses períodos, né? uma aula sobre Davi, não está no mesmo ponto ali do do exílio e assim por diante. E aí a gente vai precisar pensar um pouquinho a de tomar esses cuidados para não sair pulando, para não sair ah não olhando para essa linha que Deus ele ele vai colocando pro seu povo. E aí pergunta, pastor, qual é o risco de ensinar o Antigo Testamento apenas com uma sequência de histórias morais? O perigo de ensinar isso é não entender o que sobre o que é o Antigo Testamento. >> Uhum. >> É uma história da graça de Deus. Não é a história da lei, é a história da graça. Da graça que veio a Caim quando ele queria matar o irmão. E Deus disse para ele: "O pecado já porta, cumpre a ti dominá-lo". O a a história da graça que veio a Caim de novo perguntando: "Onde está o teu irmão?" Mostrando que nós temos uma responsabilidade um com o outro aqui. E Caim novamente é rebelde. A graça que vem quando Deus começa a ser proclamado na terra com Enos, com Enoque, com Metusalém, Lamec, Noé. E a humanidade é salva, apesar da rebeldia que havia na humanidade inteira. É a graça, é a graça de Deus o tempo todo. Então, há um perigo muito grande quando a gente faz saltos, né? Eh, e a gente deixa, eh, a gente perde a beleza que há naquilo que Deus revelou e sustentou o seu povo durante toda a história, que é aquilo que nós conhecemos hoje como Antigo Testamento, não é? A Bíblia hebraica, aquilo que que era a Bíblia, as Escrituras, quando Cristo veio, quando os quando Paulo plantou igrejas por toda parte, era este texto que eles tinham debaixo do braço. >> Uhum. e proclamavam o evangelho se valendo desse texto. Então, se a gente não conhece direito esse texto, a gente tá perdendo uma riqueza que era a riqueza que eles possuíam. A igreja primitiva mesmo, ela não possuía todo o Novo Testamento completo como nós possuímos. Havia porções do de epístolas numa igreja, noutra igreja, mas não novo testamento completo, até por volta do quto quinto século, né? Mas mesmo assim era muito difícil ainda. E demorou muito tempo para que a igreja pudesse ter como nós temos hoje. E mas o antigo testamento eles tinham e o e partes do Novo Testamento também. Então, eh, e eles não faziam separação, que é algo que nós fazemos hoje, não é? Que é um risco que nós corremos hoje. Agora, há muitas razões pelas quais a gente acaba caindo nesse perigo, não é, como você falou. Eh, e uma delas às vezes é a falta de vontade de estudar mesmo o Antigo Testamento, porque de fato não é uma coisa imediata. Parece histórias muito distantes da nossa vida hoje, né? A gente não tá matando mais animais no templo, né? Nem é mais templo. >> A gente não tá mais eh fazendo sacrifício de paz. A gente não tem mais circuncisão, a gente não a gente come carne de porco. A gente faz coisas que aparentemente o Antigo Testamento proíbe. Então parece que é um livro de obsoleto, que caducou, não é? que não tem mais serventia. >> Uhum. >> Mas quando a gente desce, eh, a gente para de raspar a superfície da letra e a gente entende o princípio por trás de tudo aquilo, é como se a gente é como se a gente mergulhasse no oceano, que antes a gente olhasse só, olhava só de cima, né? E a ao descer ali, a gente vê os corais, os peixes e um universo que antes estava escondido diante dos nossos olhos. E a gente vê, puxa, há uma beleza que aponta para aquilo que tá acontecendo agora em Cristo Jesus. Então, eh, é isso. Eu creio que o Antigo Testamento, ao ser estudado de maneira leviana ou superficial, de fato, faz com que a gente caia no erro de eh de achar que a história da redenção começa com Cristo. Pelo contrário, ela aponta para Cristo, ela se cumpre em Cristo e, enfim, acaba resultando naquilo que é a nossa vida, a vida da igreja hoje em dia. Ah, on demais a gente pensar nisso paraa gente poder então o o leitor do Tanto vai ter que ter essa paciência, né, >> de olhar e esse caminho que aponta para Cristo, que vai ser consumado ali, porque se a gente for direto para Cristo, aí eu acho que a gente cai naquela naquela ideia que eu já vi, não é tão mais comum hoje, que o Antigo Testamento é a lei, o Novo Testamento é a graça. Quando não, quando um é um tá apontando até Cristo. Muito bom. >> Ex. >> E aí, ah, Jesus quando era questionado em tantas em tantas questões, é incrível como Jesus ele ele diz o que que tá dizendo lá em Gênesis, o que que diz Deuteronômio. E ele sempre faz ah esse que eu chamo de princípio do antecedente, de olhar ah para trás. Isso a gente vai discutir um pouquinho ainda hoje. Eu espero que a gente possa aprofundar. Mas por que que líderes, professores e pastores precisam ensinar bem a doutrina da criação? Uma coisa que eu já vi, >> né? Especialmente passou para mim. Eu vejo que >> de Gênesis 1 a 11 >> até 12. O Gênesis 1 a 12 é meio chave para entender escritura, né? O que que você acha, pastor, da doutrina da criação? Eh, eu entendo que, eh, lendo o texto na sua língua original, >> eh, ele não pretende dar para nós um material de ciências, né, dizendo como tudo começou, >> mas quem tudo começou. >> Uhum. >> Os judeus quando saíram do Egito e receberam esses livros, e Deus inspirou isso, eh, e Moisés registrou isso, ele não o fez para que o povo de Israel tivesse um livro de biologia ou de ciências. Mas para que eles soubessem eh que o sol não é Deus, que os répteis não são Deus, que o mar não é Deus, que os monstros marinhos não são deuses, mas que tudo isso que eles aprenderam a adorar no Egito foram criados por Deus e que Deus colocou eles como seres humanos como dominadores sobre todas essas coisas. Então, se era para alguém tá adorando alguém, >> era para a criação tá adorando o ser humano. Se é para tá errado, para tá errado direito, né? Eh, mas eles estavam adorando a criatura. >> Uhum. >> Ao invés do criador. E eu creio então que Gênesis no relato da criação é apologético no sentido de defender quem de fato criou todas as coisas. Não como ele fez, >> mas quem fez todas as coisas. E a partir daí, então, a a história é não só de criação, mas de queda e redenção e a consumação de todas as coisas. E eu creio que ainda isso passa, não é, pela história ali de Babel, pela história dos primeiros reinos após o dilúvio, da corrupção da humanidade inteira e o dilúvio, a redenção e depois nova corrupção com Babel e a graça de Deus não permitindo que aquilo terminasse assim, mas escolhendo em Abraão, em Gênesis 12, né, um descendente de Éber, descendente de Semen, descendente de Noé, >> alguém que levaria em si a semente da aliança, o descendente da mulher que viria para desfazer os efeitos da serpente na humanidade. Então, eu creio que essa história ela é fundamental porque sem ela a gente não consegue entender a história de criação que é de redenção e consumação no restante das Escrituras. >> Uhum. >> Porque de Gênesis 12 até Apocalipse 22, a história bíblica é sobre criação, queda, redenção. E isso tudo está encapsulado em Gênesis 1 a 11. Gênesis 1:11 nos mostra um Deus de graça, nos mostra o propósito da criação e por que ele conta a criação. Para mostrar quem criou e é digno de toda a glória, não é? por que ele criou e como o homem que caiu e as consequências dessa queda encontram diante de si uma graça e uma misericórdia eh incompreensíveis que que trariam para nós um redentor. Então, criação que é de redenção estão já ali e apenas se desenrolam no progresso da revelação que vem depois, né? >> É incrível isso. Pensar, eu até conversei com os alunos na intervalo nosso lá hoje também, né? de entender que Deus estava ali se revelando para pro povo de Israel, mas para toda a humanidade, né? Então, mostrando as que o pastor colocou ali de que não é o mar, não é Deus, os moçosinos são deuses, né? >> Exato. >> O povo viveu sobre sobre isso por muito tempo, de Israel, né? E aí Deus então desconstruindo tudo isso nele. E a gente entendendo esse trabalhar de Deus na vida dele, a gente consegue ver a escritura de uma maneira diferente, né? Exato. Exato. >> Uma coisa assim longe, difícil ou incompreensível, não. Deus estava trazendo a história, o plano dele por isso é muito, muito gostoso, pastor. >> É. E o povo de Israel sempre foi tentado a voltar para esses deuses e sempre voltou. >> Ex. eh as figuras desses deuses nos deuses cananeus, babilônicos, acadianos, suméricos, egípcios, enfim, esses deuses, eh, eles eram figuras da criação, figuras da natureza, estavam ligados a ela. Eles nunca deixaram de adorar os deuses babilônicos e egípcios até a vinda de Cristo, >> até na verdade ao surgimento dos fariseus, mas a gente não pode julgar se era por falta de vontade ou por por medo de morrer, né? Uhum. >> Mas fato é que eles sempre tiveram um coração que pendia, que se inclinava para a idolatria de todos esses deuses, não é? Por isso que começaram as escrituras dizendo que essas coisas não são >> Uhum. >> E Deus é o criador e que o ser humano é imagem dele, a imagi. E o que o significado disso já coloca os pingos do Z desde o início da história, desde o início da conversa, né? >> É verdade. >> Eu acho interessante só acordar de até porque não é só o povo de Israel, né? >> Uhum. A gente vê a humanidade desse jeito, né? Humanidade assim, então mostra que realmente a Bíblia é a história da redenção pra humanidade, não sem o povo de Israel. >> É, em todo canto que você vai no mundo, mesmo povos dos mais selvagens em lugares inóspitos, eles estão adorando a criação. >> Seja os ancestrais, seja uma árvore, seja o sol, >> Uhum. >> Seja o que for, eles estão adorando a criação e não o criador. >> Ah, e isso tem impacto direto na igreja, né? Porque quando ah ensinamos a criação, ah, não estamos apenas explicando a origem do mundo, estamos ajudando a as pessoas entenderem quem Deus é quem elas são também. Eu acho que esse essa crise que a gente vive no mundo ah de identidade é porque as pessoas não entenderam ainda quem Deus é e e só a partir de de quem Deus é, isso o pastor colocou de forma muito interessante, ah, nós vamos poder entender quem quem nós somos. Uma criança precisa saber que não é um acidente. Hum. Um adolescente precisa saber que sua identidade não depende de curtidas, aparência ou desempenho. Um trabalhador precisa saber que o seu trabalho tem dignidade diante de Deus. Se uma família precisa saber que a vida foi criada para a adoração. Então, no final das contas, a quando a gente olha pra criação, a gente pode responder as crises ah de identidade do nosso tempo. Ótimo. Agora vamos aprofundar um pouquinho na queda, ah, e nessa profundidade no pecado. Pastor, como que uma visão mais ampla da queda ajuda a igreja a entender melhor o pecado e o sofrimento humano? >> Não há, né, ali nada que nós vivemos, seja nós, a humanidade, seja os cachorros, eh, as aves, as flores, tudo morre. >> Uhum. >> Tudo morre. a a consequência ou a sequela do pecado na humanidade eh criou essa ruptura entre os céus e a terra. E a consequência disso é que não há mais aqui aquilo que era para existir aqui. A vida, a alegria, >> a face de Deus sobre nós brilhando a paz de Deus. Tudo isso eh se desfez. Então, não há como nós não adoecermos, não há como nós não morrermos, não há como nós não sermos hostis. uns com os outros ou a com a natureza ou a natureza conosco. A hostilidade é consequência direta. A dimensão do nosso pecado é cósmica. >> O pecado e a queda não é algo que afeta apenas o relacionamento do homem com Deus. Isso é apenas parte, talvez a pior pra gente. >> Uhum. >> Porque tem a consequência da eternidade e separado de Deus. Mas a a a abrangência do pecado, né, a dimensão da queda, ela é cósmica. Ela é cósmica, ela é afeta a tudo e a todos. E não há salvação para isso, senão um novo céu e uma nova terra >> com um novo corpo dessas almas que aqui agora estão, né? Mas nesse novo corpo glorificado >> e com pessoas lavadas e perdoadas e absolvidas de sua culpa e de seus pecados eh por Cristo Jesus. Então, a gente não pode diminuir o pecado, a gente não pode minimizar a queda, porque ela é a causa de tudo que a gente vê hoje no mundo, que nos faz chorar, que nos faz sofrer e tudo mais. >> Uhum. E, e é interessante porque a gente vai olhar para o que há de errado com o mundo, esse problema do pecado. E a Bíblia já começa, né, ali no comecinho, como a gente tava olhando aqui em Gênesis 3. >> E a e a consequência, >> vem na sequência com homicídio, né? O irmão que mata o irmão. Depois em Gênesis 5, me me ajude aí. você tem um cemitério enorme em Gênesis 5. E e o e o homem, então, ele ele tá se deparando com um cenário muito difícil de sofrimento. E a Bíblia nos ajuda a entender isso, tá? Mas é justamente no meio da queda que aparece uma das primeiras luzes do evangelho, que é a promessa da semente da mulher, né? como que essa promessa, e é a primeira promessa que a gente tem, é um protoevangelho ali, como a gente chama, né? >> Como que essa promessa em Gênesis 3:15 e a aliança com Abraão ajudam a igreja a enxergar que Deus conduz a história com um propósito. Uau! >> Né? Ah, e aí, pastor, desenvolve aí, porque tem muita gente já me perguntou e é bem comum essa pergunta, especialmente se você tá numa classe de adolescentes, se Deus já sabia que o negócio ia dar errado, por que que fez? Uhum. >> Né, cara, né? O que que aconteceu, né? Então, como que esse protoevangelho, como que a gente vai enxergar Deus conduzindo a história com propósito? Pastor, >> é, tem a resposta longa e a resposta curta, né? Eh, enfim, >> e tempo a gente tem, pastor. Fique à vontade, né? >> Pois é. Eh, bom, por que que pensando um pouquinho aí na cabeça dos adolescentes que você mencionou, eh, por que que Deus, sabendo que tudo ia acontecer, fez como fez, né? A gente não sabe de tudo. A Bíblia não nos revela tudo, mas a gente sabe que ele fez tudo com amor. Ele é amor e ele não faria nada com um propósito de de maldade ou coisa assim. E o que a gente sabe é que ele não nos criou robôs, ele não nos criou como seres impecáveis, né? Nem os anjos foi assim. >> Ele nos criou como seres a sua imagem e semelhança no sentido de corregentes da criação e livres. Deus nos deu ampla liberdade em Adão e Eva. Eles eram totalmente livres eh para fazer o que quisessem, não é? Eles tinham o livre arbítrio, né? Eles poderiam comer ou não comer daquela árvore. Eles podiam. Eles não tinham pecado, eles não tinham separação, eles viam a Deus, coisa que nenhum ser humano depois de Adão fez. A gente vai fazer de novo depois, né, no novo céu, na nova terra. Mas até lá só Adão viu a Deus antes de pecar e Eva, né? Então eles tinham essa liberdade, mas eles sabiam que se eles comessem do fruto daquela árvore, tudo isso acabaria. E eles ainda assim comeram. Eh, sabe lá o que que estava no coração, a motivação do coração deles quando fizeram o que fizeram, mas eles fizeram. E com eles todos nós acabamos nos separando. Deus sabia? Sabia. Eu creio que sabia. Paulo fala que sabia em Efésios. Uhum. >> Eh, nós fomos eleitos antes da fundação do mundo. Então, antes de haver eh de Deus dizer haja luz, não é? Deus disse: "Haja cruz". >> Então, eh, ele já sabia disso, >> mas mesmo assim ele fez. E e mesmo assim, diante da queda do ser humano, ele decidiu vir até aqui e sujar os pés santos dele nessa eh poderia usar vários adjetivos ruins aqui para >> para falar do nosso mundo, né? Mas ele veio, ele se fez um de nós, ele se humilhou, se esvaziou de sua glória por amor a nós. Ele decidiu pagar o preço da nossa redenção. Ele poderia ternos feito robôs, mas ele não quis. Ele quis nos criar com liberdade, porque essa é uma virtude que pertence a ele. >> Ah, >> só que a gente perdeu isso. A gente perdeu a liberdade e a partir da queda nós não temos mais o livre arbítrio. Nós não temos essa. E >> e é importante falar isso, né, pastor? Porque eu já vi gente falando: "Não, os calvinistas >> são contra o livre arbítrio. Não sou contra. Tem gente ou vocês negam o livre arbítrio?" Não, não. A gente a gente aceita. Ele existiu em Adão, né? Na mulher, no jardim, né? Eva tava ali, só que eles usaram esse, eles usaram dessa liberdade, esse livre arbítrio, e caíram, né? Hoje o ser humano continua escolhendo, ele escolhe pecar, né? E ele continua pecando. E é por isso. Então, ah, é bem importante colocar esse ponto. E eu e a resposta do pastor é minha. Deus podia ter feito um programa, né, com um botãozinho que só respondesse sim, mas ele precisava criar um ser, né? >> Ahã. Ah, com dotado de escolha, né? Porque >> e amor pressupõe liberdade. >> Uhum. Uau. É, >> amor pressupõe liberdade. Não seria amor se ele nos criasse desse jeito robôs. Não seria amor. Não haveria relacionamento. >> Uhum. Eh, o relacionamento pressupõe essa liberdade, só que a liberdade pressupõe risco. O risco de dizer não. Eh, ele amou, mas o ser humano não. E ele então teve que pagar por isso para que o ser humano pudesse voltar a amá-lo novamente. Por isso que em Cristo nos é dada a liberdade novamente. E hoje sim temos a liberdade como Adão e Eva tinham. Hoje, graças à transformação do nosso coração, nós somos sensíveis, né, com coração de carne, como Ezequiel capítulo 33, 36 profetizou, a gente é livre eh eh pela ação do Espírito Santo em nós para obedecer ou não obedecer. Mas antes que isso acontecesse, a gente tava escravo do nosso pecado, né? E a gente tem a promessa de que um dia nós veremos face a face. Então, essa esse divórcio que aconteceu entre os céus e a terra lá em Gênesis 3, eh, ele ele vai acabar, o divórcio vai dar lugar a uma reconciliação >> entre os céus e a terra. >> Quando a gente vê a Nova Jerusalém descendo, né, e Deus vindo habitar com os homens, a gente vai ter de novo aquilo que Adão e Eva tinham. E graças à bondade e misericórdia de Deus, né? Existem inúmeras dúvidas que surgem na cabeça dos adolescentes, né? Por exemplo, assim, por que que ele não salvou todo mundo? Então, por que que ele não morre por todos, né? Não sabe. >> Uhum. >> A a pergunta nem é deveria ser essa. A pergunta é por que que ele veio salvar a gente? >> Porque ele não fez isso com os anjos. >> Ele não mandou Jesus se tornar um anjo >> para resgatar os anjos caídos. Mas por que que ele se fez um de nós, né? E por que que e a questão é por que ele não salva todo mundo? É porque que ele me tirou desse lago que eu tava fogando lá. Eu ia ficar para sempre lá morto nesse lago de fogo, né? Eh, tinha tanta gente do meu lado, por eu não mereço. >> O outro também não merece, mas também não mereço. Quem quem de nós aqui merece? Ninguém merece. Então, e a doutrina da eleição só nos é revelada nas escrituras com por um propósito. Não é para ter debate teológico, não é para ficar discutindo, jogando na cara de ninguém, mas é para nos humilhar e nos fazer adorar a Deus. Que a gente vê isso Paulo no capítulo 1 2 de G de Efésios, não é? Ele exalta a graça de Deus, eh, que nos escolheu antes da fundação do mundo. E quando nós estávamos mortos nos nossos delitos e pecados, andando o segundo curso desse mundo, não é? O príncipe da potestade eh das trevas e do ar, etc., a gente andava naquele curso ali e e ele veio lá e tirou a gente dali. Por que que ele fez isso com a gente? Eh, a gente por amor, a Bíblia diz. Por que não pelo outro? Não sei. Tenho que perguntar por eu. Porque eu tinha que estar ali naquele trem indo para o abismo. Eu não tinha que estar aqui. Então, eh, meu, no meu coração, isso só me leva a adorá-lo, adorá-lo, adorá-lo e orar pelos outros, que eu vejo que ainda não foram tirados de lá, porque até o fim da vida delas, eu não sei se ele vai tirar elas de lá ou não. Eh, >> não foi por minha própria sabedoria e bondade que eu vim e me tornei um cristão. Foi pela graça de Deus. Foi ele que me escolheu, não eu que escolhi ele, né? E o que que me diz que essas pessoas que ainda estão perdidas não serão chamadas pelo Senhor antes da vida delas, do final da vida delas? Então eu tenho que ter esperança, orar pelos perdidos, dar testemunho, pregar o evangelho, porque a graça de de Cristo na cruz é suficiente para salvar todo pecador que um dia vier se arrepender, nele, crer, né? Amém, pastor. E é por pura graça mesmo. Então, a gente vê Deus tomando essa iniciativa depois da queda, uma queda a onde a humanidade cai junto com seu representante, que é Adão. >> E Deus tomando iniciativa em Gênesis 3. E eu vou olhar Gênesis 1 a 11 como um retrato meio que da humanidade, né? Então Deus ele tá tratando das questões maiores da humanidade. Mas aí chegamos em Gênesis 12 e a gente tem então Abraão. Deus ele começa a trabalhar agora uma ideia parece que é um pouquinho diferente e ele vai trabalhar com um povo específico agora a partir de Abraão. >> E aí a gente entra aqui, pastor, né, no êxodo, né? Ah, Deus liberta para habitar com seu povo, né? Então, e isso é incrível porque a gente tá estudando aqui o livro de Êxodo aqui, tá terminando, falta uma semaninha, né? >> E a gente tava discutindo isso hoje, inclusive falou: "Você já leu, você tá lendo a Bíblia, você começa animado o livro de Êxodo e Deus lá ele vai, ele vai trazendo um julgamento sobre aqueles deuses egípcios. Cada vez que ele fere o rio, cada vez que ele manda uma das 10 pragas, >> ele tá ele tá ele tá ali exercendo esse julgamento sobre os deuses egípcios. Na sequência vem a Páscoa, aí vem libertação, o mar se abre. É incrível. Todo mundo tá animado de repente. Pastor do céu, vem o que que acontece? 40% do livro é a construção do tabernáculo. Tanta gente que chega ali, né, fala: "Ai, não, gente, essa parte é muito chata, né?" E ele fala do prego, da cortina, né? Da da bacia de bronze e vai e há uma tendência da gente ignorar o detalhe ali. Mas estudando o êxodo, pastor, ah, fiquei maravilhado porque eu falei, esse texto tá falando de quê, né? E quando a gente olha as promessas de Deus, né, era Deus vindo até o Éden com Adão. Depois ele promete habitar nas tendas de 100. >> Uhum. >> E agora o tabernáculo era Deus habitando. Então, muito mais do que um uma tenda, um lugar, era Deus vindo tabernacular com o seu povo. Então, ah, que que eu quero trazer pro pastor aí? Ah, quando se trata ali de êxodo, né? Como que o pastor enxerga a essa questão ali a partir de Abraão? Como que o pastor tá vendo isso? >> Eu vejo como um povo que nasce eleito no livro de Gênesis. >> Uhum. Legal. e é liberto no livro de Êxodo, quando eles passam a crescer e a se tornar numerosos, eles estão na escravidão do Egito. Então, eleitos em Gênesis aparecem escravos no êxodo. E o grande tema do êxodo é a libertação, né? A libertação desse povo. E quando esse povo é liberto, ele é liberto para morar com Deus. Só que tem como morar com ele ainda cheio de pecado. Então Deus vem morar com eles. E o tabernáculo é isso, é a é a tenda de Deus ali e ele tá dentro do Santo dos Santos. A arca da aliança é o trono de Deus. É onde a sua glória se manifestava. Eh, só o sumo sacerdote entrava ali uma vez por ano, né? A humanidade ainda não podia ter contê, embora Deus estava ali, mas tinha um véu que separava Deus do povo, porque o pecado ainda está no nosso meio. Então, êxodo, de um certo modo, aponta para esse desejo de Deus de estar com o seu povo, de estar com a gente. E esse véu que esteve no tabernáculo ainda na até na época de Davi, do rei Davi era tabernáculo. E quando da Salomão, filho de Davi, constrói o templo, é mais uma vez o Santo Santos tá lá, o véu tá lá e esse vé tá ali até Jesus, não é? É só quando Jesus morre na cruz que esse vé é rasgado. É como se Deus >> estivesse dizendo a nós, olha, agora não tem mais nada que não tem mais separação, tem mais. Tudo o pecado que a razão desse véu tá aqui me separando, eu, santo dos santos de vocês, agora não tem mais razão do véu estar aqui, porque aquilo que me separava não separa mais, que eram seus pecados. Os meus seus pecados estão no meu filho, eu já puni os seus pecados no meu filho. Então, se vocês estiverem no meu filho, não há nada mais que separe de mim. Então, não tem como não olhar para Êxodo, >> Uhum. sem vermos Cristo e vermos que Cristo cumpriu aquilo que Êxodo teve que estabelecer já desde o seu princípio. E mesmo tabernáculo, né, quando a gente estuda e se aprofunda, né, na no que significava o bronze, no que que significava aquelas cores eh que foram entrelaçadas para formar as cortinas, as camadas de cortina, os elementos usados, a madeira de acás, o ouro, tudo o que estava ali apontava de alguma maneira para alguma coisa muito especial ligada a Cristo. >> Uhum. >> Não é aquilo que estava dentro do lugar santo, não é? na primeiro lugar ali do do tabernáculo já dentro dele, né? A os pães da proposição simbolizando a provisão de Deus, o altar do incenso simbolizando as orações constantes do povo, eh amenorar, não é, o candelabro ali, simbolizando que Deus é quem ilumina e guia o povo. >> Tudo, tudo aponta pra vida do povo e do povo com Deus. o Santo dos Santos mesmo, a aliança de Deus com com o povo. Eh, a bacia de bronze é um mar de de bronze, como eles chamavam também, que é a bacia onde o sacerdote se purificava para entrar ali. Ou seja, a gente tem que se purificar para entrar na presença de Deus. a, o altar, né, ainda antes onde os animais eram sacrificados. Eh, ou seja, a gente não entra na presença de Deus sem que um animal puro e inocente seja sacrificado, a gente seja lavado e então a gente esteja diante da provisão da oração e da direção, da iluminação. Eh, isso é a nossa vida hoje. >> Uhum. >> Só que Cristo é tudo isso. >> Tudo isso é Cristo, né? Cristo é o o cordeiro sacrificado. Eh, a cruz é o altar onde ele foi sacrificado. Eh, é por meio do seu sangue que a gente é lavado, né? O tanque ali da da É ele que provê. É, é por meio dele que as nossas orações sobem, é ele que não ilumina nossa vida, é através dele que a gente vai além do véu e a gente estabelece uma aliança com Deus. Tudo no tabernáculo aponta para Cristo. Até as cores dos tecidos que cobriam o tabernáculo. Eu preguei êxodo, terminei de pregar êxodo agora recentemente. Recentemente não, mas ah, >> no ano passado eu terminei êxodo, né? Depois de muitos meses, mais de ano. Legal. >> E e é impressionante ver como cada detalhe aponta para >> e assim numa leitura rápida, eu dizia isso pra igreja. É natural que os irmãos não percebam isso, porque vocês não se dedicam, vocês não têm muito tempo para isso, né? Mas é por isso que Deus deixou os pastores. >> Uhum. é aqueles que são responsáveis pelo ministério da palavra e da oração. A gente tem que mergulhar nesse negócio e entender tudo isso para dar para vocês, para que quando vocês forem ler de novo, vocês leiam vendo tudo isso e e meditem em tudo isso enquanto estiverem lendo e o texto ganha um outro brilho diante dos olhos de vocês. >> E é verdade, pastor, quando você coloca que a porta de entrada ali era o altar do sacrifício, você não entra, né? se um se um animal, acho que o êxodo traz muito essa ideia de libertação, de redenção. >> E algumas pessoas vão olhar pro êxodo, ah, os 10 mandamentos, êxodo 20, né? Então, mas antes da lei sempre vem a graça, né? Deus, ele liberta o povo >> sempre >> depois >> da lei, >> da lei, né? Sempre nessa parte. E eu vejo que essa frase, "A graça vem antes da lei, é muito importante para pastores, professores e líderes. Que que você acha, pastor?" >> É importante porque hoje em dia a gente estabelece, né, normalmente a lei e a graça. >> O Antigo Testamento é sobre lei. Beleza? Mas quando foi dada a lei de Moisés? Ela foi dada por volta do ano 1300, 100 antes de Cristo, quando Moisés recebe ela no Monte Sinai. >> Uhum. >> Ok. Mas antes de Moisés não tinha lei, >> não tinha, não tinha escritura. O que tinha era a lei de Deus gravada no coração das pessoas. E a tradição oral, a tradição de memória que o povo trazia, desde Adão e Eva, de sete, de Enos, Enoque, etc., toda aquela geração dos semitas, não é? E e e havia isso, essa tradição. Então, como aquelas pessoas eram salvas? Se a gente pega Hebreus capítulo 11, a galeria dos heróis da fé, muitos deles eh são heróis da fé antes de Moisés nascer e eles foram salvos pela fé. Abel foi salvo pela fé. >> Uhum. >> Eh, ele creu, né? E Deus o salvou. Creu, creio eu na promessa de Gênesis 3:15, porque não tinha outra coisa para acreditar senão nisso. É só isso que ele tinha que apontava para Cristo. >> Toda a geração prédiluviana, eu creio que o próprio Noé sem e todos os seus descendentes, Abraão também, ele é pai da fé, ele ele creu isso, ele foi imputado por justiça, diz o texto de Gênesis. E não havia lei na sua época. Eh, então assim, muito mais do que imaginar que esses homens do Antigo Testamento foram salvos porque obedeceram uma lei, o que seria absurdo completamente, porque isso significaria que eles foram salvos pelas obras deles, não é? Eles fizeram por merecer, então receberam a salvação. Isso significa que ao chegar no céu, eles vão bater no peito e dizer: "Olha, estamos aqui porque merecemos, nós obedecemos, >> não é? O Senhor mandou, a gente obedeceu, estamos aqui 50% para cada um. O senhor falou, eu fiz. Então, toda honra e toda glória, toda não, 50 pro Senhor, 50 para mim. >> Deus faz a parte dele, eu vou fazer a minha. >> É, é. E a gente, isso isso é absurdo, não é o que a gente vê nas escrituras, não é? Não, nunca. >> Então, é, é, é a graça de Deus do início ao fim. Foi a graça de Deus que trouxe a lei para Moisés e pro povo, para que o povo soubesse quem eles são, >> entendessem o pecado que eles cometiam, entendesse a própria eh vida em sociedade, os pecados que os povos ao seu redor cometiam, as feitiçarias, todo paganismo, as idolatrias, entendessem como deveriam eh se relacionar entre si diante de crimes e problemas sociais, adultério, divórcio, essas coisas todas que não envolve a vida religiosa do templo em Jerusalém ou da vida no tabernáculo, mas o dia a dia das pessoas. Então, Deus mostrou a eles através da lei qual era o ideal e como eles estavam vivendo num outro mundo. >> A lei mostra muito mais o nosso coração do que um caminho de salvação. Ela não mostra um caminho de salvação, até porque, como a gente vê na própria escritura, ninguém foi salvo por obediência à lei. >> Nem Cristo, porque ele não foi salvo, >> ele é o Salvador. E ele cumpriu toda a lei. Ele é o único que cumpriu toda a lei. >> Nenhum de nós. Então, se ninguém cumpriu jamais nenhuma lei, eh, é óbvio que a lei não foi dada com objetivo da gente obedecê-la para alcançar a salvação. Eu acho muito interessante, >> ela não é um degrau que as pessoas vão subindo, jeito acho muito interessante a palavra de Thago na sua epístola que diz que se nós cumprimos todas toda a lei, mas tropeçamos num só ponto, somos culpados de todo o resto. >> Então, assim, não tem não tem nenhum que nunca tropeçou em um ponto da lei. >> E é legal ter dias do 20, ele começa ali, né? Eu sou o Senhor teu Deus que o que os tirei da terra do Egito. Eu sou. Daí ele vai constar >> sobre os 10 mandamentos, mas ele fala: "Eu tirei vocês de >> começa com a graça. Eu salvei vocês da Eleva, ele redime, ele liberta >> e aí depois ele dá a lei." >> Isso >> não é o contrário. Não é eu obedeço para depois ter a graça. Então eu me esforcei, obedeci, >> então agora a graça vem e me salva. >> Uhum. Não é a graça vem, me salva, me liberta, me tira da escravidão, me provê comida, libertação, salvação do Egito, do faraó, me faz passar pelo mar, pelos problemas, tira água da rocha, faz alimento cair do céu. Depois de tudo isso, vem a lei. >> Uhum. >> Então, a graça é anterior à lei. >> Então, eh é é errado, não é? Quando nós eh ouvimos esses discursos de que a lei ela era a o meio pelo qual as pessoas eram salvas, ela tinha que sacrificar animal. Davi entendeu muito bem quando ele escreveu 51, Salmo 51, de que holocaustos e sacrifícios eu te daria. Uhum. >> Eh, mas é um coração contrito e quebrantado que te agrada. Não adianta nada sacrificar, obedecer se no coração a motivação não for verdadeira. Ah, com certeza, pastor. Que joia. Falando em Davi, chegou a hora da gente entrar a nesse período da história, porque a história da redenção, ela vai ganhar um rosto real. Agora Deus faz uma aliança com Davi, segunda Samuel 7, e promete casa, filho. E a grande a ali a novidade que Davi é um trono que seria para sempre, né? E na durante a história os reis vão falhar e vão falhar muitas vezes miseravelmente, né? Alguns falham de modo terrível. Isso ensina muito ah para nós, né? O que que a história, pastor, dos reis de Israel ensina aos líderes? Agora a gente dá esses esse essa a gente avança ali. >> Ah, e o que que a história dos reis Israel ensina aos líderes da igreja hoje? que nós não jamais deveríamos ter a ideia de sermos perfeitos. >> Uhum. >> Não existe homem perfeito. A igreja não deve olhar paraos seus pastores como sendo homens impecáveis, perfeitos. Eh, isso não existe, né? Os reis são o que são. E eu creio que a Bíblia faz questão o Espírito Santo, de nos revelar detalhes que são vergonhosos para aqueles homens, né? Como se a nossa vida fosse exposta pros homens. >> Os nossos pecados, os nossos vícios e defeitos. Os deles foram >> somente para dizer: "Olha, eh, eu não espero perfeição de vocês, eu espero arrependimento e fé no coração de vocês, porque perfeitos vocês jamais serão, mas vocês podem ser obedientes, vocês podem negar a si mesmos, vocês podem se arrepender >> e podem crer em mim e e seguir as minhas palavras, seguir os meus mandamentos, certo? que vocês vão continuar caindo, mas se continuarem se arrependendo, dependendo de mim, vocês permanecerão em mim, né, até o último dia. Então, eu creio que a história dos reis de e isso falando dos reis que se arrependiam, tá? Davi, >> Salomão, provavelmente no final da vida e um ou outro ali, não é? Eh, Ezequias e tal, mas a maioria dos reis de Israel não, a palavra arrependimento não existiu na vida deles, né? O reino do norte, depois que o reino é dividido, eh, teve mais de 20 reis. Nenhum fez o que era certo aos olhos do Senhor. Nenhum. E no reino do sul, né, o reino de Judá, eh, também inúmeros reis, todos descendentes de Davi, mas só um outro ali fez o que era certo, desfazendo os pecados de seus pais, né? Eh, o pior, talvez deles foi Manassés, não é? que sim, >> fez coisas terríveis e era descendente de Davi >> e um descendente dele fez tudo certinho, se arrependeu, achou o livro da lei. >> Eles tinham perdido a Bíblia, digamos assim, né? O sacerdote achou, falou: "O que que é isso?" no templo de Jerusalém. Eh, e os templos pagãos, templo Moloque, os pais sacrificando os bebês recém-nascidos, templo a Baal, templo a tudo quanto é Deus, deusa, >> e acham o o livro da lei, entregam na mão de um lá e levam pro rei e ele lê pro rei e vão fazer isso daqui. Aí a Israel é reavivado e se arrepende para uma, duas gerações depois voltar tudo de novo no pecado. >> Então, quer dizer, a maioria dos reis não sabia o que era o arrependimento. E eu creio que isso nos mostra que nós líderes, pastores, nós estamos eh sujeitos, mesmo incumbidos de uma tarefa de uma responsabilidade muito preciosa dada por Deus, eh de também tropeçarmos, né? >> Uhum. de nos envaidecermos, >> eh, de olharmos para onde não deveríamos olhar, fazermos as coisas do nosso jeito como Saul quis fazer e não sermos obedientes como Deus queria que Saul tivesse sido e como Davi foi. Apesar de ter sido um assassino, um adúltero, um mentiroso e muitas outras coisas, Deus o perdoou de tudo isso, porque diante da confrontação que vinha da palavra de Deus, ele se arrependia. E Deus diz que ele se arrependia genuinamente. Deus conhece os nossos corações. A gente olhando fica meio desconfiado, né? Será que se arrependeu mesmo, né? >> Será que Davi não era meio malandro assim? Mas é Deus dizendo que ele é um homem segundo o seu coração. Ou seja, Deus via que no coração dele ele realmente se arrependia. E então isso mostra o que deve ser a nossa vida, né? A gente não tem a arrogância de achar que a gente nunca vai errar. Uhum. Vai haver momentos na nossa história de que, infelizmente, a gente vai tropeçar, mas nós não teremos do lado de lá um um Deus furioso que vai fulminar a gente imediatamente. Pelo contrário, não é? Se no nosso coração existir arrependimento, nós líderes, ele vai nos restaurar para que sejamos usados para sua glória, como Davi foi. É. E e o maravilhoso quando a gente vai seguindo essa linha é que não é resultado ou performance, é aliança. >> É um Deus, é um Deus fiel à sua aliança e é ele que vai costurando. Porque a gente tem reis fortes, reis fracos, reis reis que são fiéis, outros muito infiéis e por trás de toda essa essa trama, né? A gente tem um Deus que vai a honrar. E aí vem esses reis, pastor, né? A gente vê nessa tensão, né, da aliança abrâmica, né, ali >> e a mosaica pegando, né, porque e aí chega os resultados, né, que é o exílio, né? Então, ah, com o tempo, ah, vem o exílio e aí, ah, quem Deus levanta são os profetas, né, que já estavam operando. Mas aí vem uma uma era bem importante dos profetas, o exílio e esperança, ah, em tempos difíceis, né? O que que os profetas têm a dizer à igreja hoje, pastor? Vamos lá, então. A gente tá dando esses, vamos caminhando, porque senão a gente vai sair, não vai sair daqui hoje, né, pastor? Mas que o Antigo Testamento é isso, mas >> uma história longa. >> Aham. >> Eu creio que eles têm a dizer a nós hoje é que o Deus que nos vê pecando, a nós todos, a igreja toda, é um Deus que nunca vai deixar de dizer isso, é pecado >> ele nunca deixou de dizer para Israel, vocês estão pecando. Ele tava abençoando, protegendo, mas tá dizendo: "Isso tá errado. >> Ele não passa a mão na cabeça, >> ele não muda eh de tempos em tempos, tipo se adaptando à cultura da época. Ele é o mesmo que diz é pecado. Ele usa os profetas para fazer isso. E ele usa os profetas para dizer: "Se vocês se arrependerem, haverá perdão e graça e restauração. E o o o estado final de vocês vai ser melhor do que era antes. Mas se vocês não se arrependerem, haverá consequências. Eu não vou estar com vocês. E sem a minha presença, o que pode acontecer com vocês é muito grave, porque não, vocês não terão contra vocês apenas nações mais fortes e serão nações mais fortes, porque eu sou quem protege vocês. Mas vocês terão seres espirituais, seres invisíveis, espíritos eh demoníacos, anjos caídos. A batalha é espiritual também. E vocês não têm força espiritual no mundo espiritual e nem tem força no mundo visível. >> Uhum. >> Militar >> para sobreviver. Vocês sofrerão. Então é esse ciclo. A gente vê o povo com Deus, aí o povo cai todo. E aí Deus manda profetas para chamá-los ao arrependimento. E é apontar a graça diante do arrependimento e a consequência do pecado terrível se não houver arrependimento. O que que isso comunica para nós hoje? Primeiro lugar, comunica que o povo não mudou. Hoje em dia, o povo continua sendo igual era antes. >> A gente é tentado a pecar do mesmo jeito que o povo lá atrás era tentado a pecar. Deus continua usando os seus servos para continuar chamando o povo ao arrependimento. E esses servos continuam dizendo: "Olha, meus irmãos, se vocês se arrependerem, o nosso Deus é um Deus que a gente não entende. É uma, é um, é uma bondade, é uma misericórdia, é uma graça imerecidas. E ele vai perdoar e ele vai restaurar e ele vai renovar. Mas se vocês continuarem no pecado, as consequências disso são des são terríveis, a ponto dele poder entregar vocês na mão de Satanás, como acontece em Primeiro Coríntios, capítulo 15, quando um jovem aparentemente crente, que se envolve numa relação sexual com a sua madrasta, Paulo diz: "Olha, entregue ele a Satanás para que o espírito seja salvo, para que o corpo sofra, não é? Seja disciplinado, mas o espírito seja salvo no dia de Cristo Jesus." Por alguma razão que a gente não entende, Paulo cria que o rapaz era salvo, era convertido, mas ele tava vivendo de uma maneira tão eh assim obstinada no pecado e a igreja olhava para aquilo e achava aquilo: "Não é normal, não tem problema. Talvez porque muita gente na cidade vivia assim também, >> mas Paulo tá dizendo: "Isso não é normal. Isso não é normal". Então qual é o papel dos profetas? >> É serem boca de Deus. Não é? é falarem hoje, assim como eles falavam antes, assim diz o Senhor. Não é assim, não é isso que eu queria, não é isso que eu digo, não é isso que eu quero dizer, é o que Deus diz. E o que Deus diz não é o que eu acho, que eu deixo de achar, é o que Deus diz. >> Gosto de você ou não, eh, passei, sei lá, afague a tua, o teu ego ou não. É o que Deus diz. E eu sei que daqui a pouco eu não vou estar mais aqui. E eu sei que eu vou prestar conta diante de Deus e você vai também. Então, o meu papel é te falar. O teu papel é prestar conta com ele. Você se arrepende, >> vai dar, vai dar bom na tua vida. Você não se arrepende, vai dar ruim na sua vida. >> Mas é ruim, ruim mesmo. Então o profeta, ele não tem o poder de mudar a vida de ninguém. Ele não tem o poder de salvar a vida de ninguém. Ele não tem o poder de fazer nada a não ser de ser fiel à palavra que Deus colocou no coração, na mente, por meio dos estudos, por meio da comunhão, da espiritualidade que ele tem junto com o Senhor. Ele sabe o que é certo e ele tem que entregar isso ao povo e deixar as consequências com o Senhor, orar para que esse povo se arrependa. Às vezes isso vai acontecer, como algumas vezes aconteceu, como no caso do profeta, em que todos se arrependeram, se converteram, como aconteceu no caso do profeta Elias, em que toda a nação também se arrependeu e o reto restaurou a aliança. Ou pode ser que ninguém vai se converter, como aconteceu com o profeta Jeremias, que pregou por mais de 50 anos e nunca ninguém se arrependeu. >> Uau. É verdade. >> Então, quer dizer, aos olhos humanos, né? Imagina hoje um pastor 50 anos pregando, nunca ninguém se converteu. Será que esse cara é chamado mesmo? Jeremias, honrado por Deus e comparado com Cristo no Novo Testamento, né? Quem os homens dizem que eu sou? Uns deles lá fala: "Talvez é Jeremias aí que voltou dos mortos". Aí e os profetas têm isso, né? Eles nos impedem de brincar de religião, né? Eles trazem essa seriedade de quem Deus é. Lembram que Deus, né, não se impressiona com liturgia bonita e um coração distante. Eles trazem essa ideia e confrontam a, de certa forma nós, a igreja, né, quando existe culto sem obediência, música sem arrependimento, doutrina sem misericórdia e tradição sem vida espiritual. Incrível. Ah, é bom demais se a gente precisa, né? Um pastor amigo meu, ah, aqui de Curitiba colocou: "Gente, eu tô pregando em Miqueias, não vai ser fácil, nem para mim, nem para eles, né, car?" E é verdade, eles nos trazem, eles puxam. E aí, pastor, eu quero trazer a uma coisinha que é uma dúvida que o pessoal tem no Antigo Testamento, né? É quando chegam os livros ah poéticos, né? Uhum. >> Na literatura sapiencial, sabedoria, como que a gente coloca os salmos, provérbios, a literatura de sabedoria dentro dessa linha? Porque a gente tá descrevendo hoje uma linha, >> né? Mas como que encaixa? Porque parece que os salmos, provérbios, o próprio livro de Jó, né? Ele não se encaixa muito nessa história de Gênesis 12 paraa frente do pré-exílico, ah, o exílio pós exílico. como que o pastor vê a essa literatura então a dentro do Antigo Testamento, tanto dentro do judaísmo antigo, eh, quanto do judaísmo na época de Cristo, como também no período da do cristianismo primitivo, a os cinco livros ali sabedoria, não é, que nós cremos ser os livros inspirados pelo Senhor, Jó, Salmos, Eclesiástices, Provérbios e Cântico dos Cânticos, né, todos eles eh eram tidos como livros para vida prática. >> Uhum. >> Então, diferente dos históricos que contavam uma história com um propósito querigmático, não é, de proclamação, de redenção, como os livros proféticos, que também eram chamado à conversão, como o Pentateuco, né, que também tinha o seu propósito específico. >> Os livros de sabedoria, os sapienciais, eles eles são muito práticos. Então, sei lá, vamos começar na ordem que eles estão, né, Jó? Eles nos mostram como é possível diante do sofrimento do dia a dia, continuarmos crendo de que há um Deus que soberanamente tá no controle de todas as coisas. É muito prático isso, porque todo mundo sofre, todo mundo fica doente, todo mundo tem problema, todo mundo perde pessoas que ama. E quando isso acontece, inúmeras perguntas chegam na nossa cabeça. E essas perguntas a gente muitas vezes faz para Deus. Por que eu perdi o emprego? Por que que a minha esposa tá doente? Por que que meu filho faleceu? Por quê? Por quê? E Jó nos mostra na prática que há um Deus que soberanamente controla todas as coisas e sabe o que tá acontecendo na nossa vida. E cientes antes disso, a gente aprende a crer que o nosso redentor vive e por fim se levantará sobre a terra e que o sofrimento faz com que a gente veja a Deus de uma maneira que a gente não via antes. Por exemplo, Jó, no final ele diz: "Antes eu te conhecia só de ouvir falar". E Jó era o homem de quem Deus dá o testemunho, que era o homem mais temente a ele na face da terra. Ele fala isso para Satanás, não é? Não, homem, não existe ninguém igual ele, íntegro, reto, que se desvia do mal. E esse homem no final da vida, da experiência e sofrimento, ele diz: "Antes eu te conhecia só de ouvir falar, agora eu te conheço". >> Uhum. >> Depois do quê? Depois de perder 10 filhos, depois de perder a saúde, depois de perder toda a fonte de renda, depois de perder funcionários, depois de perder tudo que um homem pode perder. >> Uhum. >> Ele só não perdeu a vida dele e a esposa, ele perdeu tudo mais. E, ou seja, o sofrimento, até o sofrimento foi didático e ele glorificou a Deus. Então, eh, é prático. Salmos também são práticos no sentido de nos ensinar a lamentar, de nos ensinar a adorar, a dar, nos ensinar a adorar e a orar. é a grande escola de oração e adoração são salmos. Provérbios é muito prático, não é? Tanto para as crianças, quanto para pais, quanto para jovens, quanto para eh empresários. Como negocia, como ajuda as pessoas, como não ajuda, se empresta, se não empresta dinheiro, como faz isso, como é a mulher sábia, como é o homem sábio. Ou seja, a sabedoria do dia a dia, sabe? Do do trabal da dos relacionamentos públicos mesmo, sociais do dia a dia, né? Eh, Ecclesiastes nos lembra, né, de como a nossa vida é um vapor, é uma, é vaidade. A palavra vaidade ali do hebraico tem a ver com isso mesmo, com algo que passa muito rápido. A vida é isso. Então, por que se apegar tanto às coisas daqui, sendo que a gente não foi criado para aqui? A gente foi criado para Deus. >> E ele está nos levando para uma nova terra, para um novo céu, >> para uma nova cidade, com um novo corpo. Então, se a vida é isto, por que que a gente se apega tanto às coisas desse mundo? Ou seja, é prático, não é? é bastante prático. Então, sendo assim a vida, a gente tem que se lembrar do Criador desde os dias da mocidade, que é o que Eclesiastes 12 fala. >> E para mim, a a joia da coroa dos sapienciais é cântico dos cânticos. O próprio nome do livro diz, é o cântico dos cânticos. E todo salmo é chamado de cântico. Ou mitsmor ou shir, é cântico. >> Uhum. >> E só que este é chamado pelo Espírito Santo de o cântico dos cânticos. é o cântico mais belo de todos os que há nas escrituras. E durante toda a história da humanidade, digamos assim, dentro da história da humanidade bíblica, esse livro sempre foi lido como uma parábola do amor de Deus pelo seu povo. Sempre. Embora os personagens que ali estão são Salomão e a Sulamita. Eh, ninguém questiona isso. E há um amor erótico santificado ali sendo colocado diante de nós, mais puro. >> Mas, eh, nunca, em nenhum comentário rabínico ou judaico de antes de Cristo e mesmo depois de Cristo, jamais em todos os pais da igreja, em toda a história da igreja medieval, em toda a história da reforma protestante, a história dos puritanos, nunca ninguém ousou a dizer que esse livro é só sobre Salomão e Solumita. Por que que é um livro sapiencial? Por que que é um livro que nos dá sabedoria prática? Porque a a prática ali é o que nos leva é a espiritualidade prática, cientes de que nós temos um amado no céu, o amado da nossa alma, o nosso verdadeiro amante, o nosso verdadeiro prazer, o nosso verdadeiro tesouro, aquele que nos ama. Eh, quando nós somos uma pombinha que se afasta dele, o capítulo 2, verso 14 de Cantares, e que se coloca na fenda das rochas. A gente nem tinha que tá lá, não é nem lugar de pomba. A pomba fica no chão, né? >> No máximo a árvore pequena, mas não, a gente tá lá se escondendo e ele diz: "Que que você tá fazendo aí? Desce porque é lindo o som da tua voz, é lindo o brilho dos seus olhos". Se você pensa que todos os nossos irmãos do passado olhavam para isso, dizendo: "Cristo ama ouvir a nossa voz, ele ama que os nossos olhos estejam postos nele, ele ama que o nosso coração queira estar perto dele, mas muitas vezes a gente fecha a porta do quarto e deixa ele do lado de fora, como a gente vê também no livro de Cântico dos Cânticos, não é? E ele bate e a gente não abre porque tá tarde, eu já tô deitada, eu não vou me levantar e ele vai. E aí depois quando eu caio em si, né, eu me levanto e saio pela cidade procurando pelo amado da minha alma. Eu pergunto pros guardas, pergunto para as pessoas, vocês encontraram o amado da minha alma e eu vou até que eu encontro. Ou seja, Cântico dos Cânticos é é essa espiritualidade prática, essa espiritualidade que não é uma uma página de devocional só que eu faço num dia. Não que isso não tem o seu lugar, tem muito o seu lugar, mas isso é um adendo, é uma coisa, eu amo, por exemplo, os devocionais do do espurjon noite e dia, manhã e noite, né? Eu amo aquilo lá, mas aquilo não foi escrito para substituir a vida espiritual das pessoas. Aquilo foi um bônus, é algo para eles fazerem a além >> daquilo que era a sua vida espiritual, >> que era o seu momento a sós com Deus, que era a sua meditação e contemplação eh da palavra do Senhor e do próprio Senhor. Então, eh nesse sentido, cântico dos cânticos também é muito prático e sapiencial no sentido de nos dar a a verdadeira espiritualidade, olhar pro Senhor como ele realmente é. Então, eu creio que esses livros sapienciais eles eles eh se encontram nessa categoria da vida prática de todo mundo sempre. Nós temos que aprender a lidar com o sofrimento, temos que aprender a orar e a adorar, temos que aprender que a vida passa rápido. Temos que ter conselhos práticos pro dia a dia, Provérbios, e temos que ter conselhos práticos sobre a nossa espiritualidade. E isso é exemplificado na vila de Salomão e Salomita, né? E essa sabedoria é como o lençol, né, que alimenta, né, a tudo que aconteceu com Abraão, com Isaque, com Jacó, né, e eles meio que bebem dessa sabedoria esse temor do Senhor, que é o que é o princípio do saber ali em Provérbios, que a gente vê em Eclesiastes, e, e eles dão suporte aí para tudo que é vivido ah pelos a pela na história bíblica gostou demais. E o e vê o pastor falando de cântico. É inspirador, gostoso, né? Olhar. E e de certa forma, pastor, cântico dos cânticos >> é é como se diz, né? Porque a gente começa em Gênesis, vem a queda e fica tão fica tão denso, é adultério, >> é morte, é é é é infertilidade, né? Você tem toda aquela questão da promessa, né, que vai vir o descendente da mulher, mas tem infertilidade, né, nos patriarcas ali, nas esposas, >> você tem lá Lamec já pegando duas esposas na largada assim, né? É, já matando igual >> isso. E uma bagunça ali e ele vem se desenvolvendo ah de uma forma tão ah truncada e de repente Deus abre um oases, né, >> um vislumbre do Éden de novo, porque estão ali, parece que não tem tanta vergonha, né? É como ver aquele eco, eles estavam n e não se envergonhavam encantar. A gente tem de novo, né, esse Éden brilhando, aparecendo de novo, até quando a gente vai ver Cristo e a noiva, talvez lá na frente, a isso se materializando com a igreja. É, é bom demais. Bom, obrigado, pastor, por trazer esse insight aí do ah da literatura sapiencial. Mas vamos agora se você acha que isso é o clímax, não é certo, pastor João. >> Certo. >> Não é, >> não está encantar. de certa forma ele aponta para >> Cristo. >> Cristo. E aí que a gente vai chegar então agora no momento mais ah a ah e e todo esse Antigo Testamento apontando, né, para esse que haveria de ver Cristo. E como que a gente pode, então, pastor, olhar, né, para esse Antigo Testamento, né, que a aponta para Cristo e como que esse Antigo Testamento faz isso sem cair nos erros, que é ignorar Cristo, mas ao mesmo tempo olhar da forma correta como Cristo ele aparece ali. Como que o pastor então traz essa ideia? Olha, é praticamente impossível a gente olhar pro Antigo Testamento inteiro e se a gente olhar com cuidado, não vermos Cristo. >> Existem várias formas da gente ler a Bíblia, né? Uma é a a forma histórica, corrente, né? A gente pega Gênesis e vai lendo para aprender a história. Então, a gente tá aprendi sobre José do Egito, aprendi lá do Êxodo, do maná. Aprendi que o povo foi rebelde, queria comer a carne, o pepino, o alho, o cebolão, enfim, lá do do Egito, >> né? Aprendi que Josué conquistou lá a terra de Canaã, as muralhas de Jericó caíram. Beleza, aprendi. A outra maneira, acabou, acabou. Agora vamos ler de novo. Agora tenta ler tentando encontrar como tudo isso aponta para Cristo e paraa obra redentora. tenta encontrar em cada página, eh, mas leia com essa intenção, com essa intenção de encontrar. Já logo no começo, em Gênesis 3, você vai ver isso, né? A pessoa dizendo pra pessoa, ela vai encontrar que Deus quis trazer o redentor para desfazer aquilo que a Eva e o Adão fizeram. >> Tentar isso no restante. Capítulo 4ro, Enos está proclamando o nome de Deus, é a palavra correta ali, né? Eh, no e Noé, Enoque é a mesma coisa. O sétimo não é depois de Adão. Noé é a mesma coisa. pregador de justiça. Ele não é pregador de lei, ele tava pregando a redenção, a justiça. E isso só é possível através daquele que era o descendente da mulher, que hoje nós chamamos, conhecemos como Jesus de Nazaré, mas antes ele não era conhecido dessa maneira porque não tinha nascido ainda. Então, quando eu leio de novo o Antigo Testamento, tentando encontrar Cristo em cada página, eh, isso fica impressionante. Mas lendo com calma, não com pressa, não tentando fazer aquela leitura, sabe? Não, eu tenho que ler porque eu tenho que terminar a Bíblia em um ano. Se você conseguir, amigo, beleza, mas se você não conseguir, não tem problema. Aham. >> Sabe? Leia devagar, sabe? Porque você tá diante de um banquete. >> Exato. >> Você não tá com um sacote, um sac um um pacote de salgadinho na tua mão que você come >> e você só sente aquele gosto ali, sabe? Você tá com um banquete, então mastiga devagar. Um banquete você não come desesperado, você degusta, você sente o gosto, você bota o nariz para cheirar a comida. Você tem que fazer isso com as escrituras. Lê um capítulo, para, pensa, medita, lê o outro, escreve, anota, faz uma observação pessoal, faça perguntas pro texto, ficou com dúvida, liga pro pastor ou manda um WhatsApp para ele melhor, né? Manda um WhatsApp pro pastor e aí, pastor, eu tô com dúvida nisso daqui. Como é que isso daqui aponta para Cristo, né? Os pastores estão aí, nós estamos aqui para isso. Então, leia devagar para que a palavra de Deus aí depois terminou, terminou depois de sei lá, 15 anos, mas terminou, volta. Agora, tenta ler eh numa perspectiva antropológica ou antropocêntrica. É uma outra leitura. De que maneira? Bom, o que que a Bíblia fala sobre mim? >> Bom, ela vai falar como eu fui criado. Ela vai falar que o meu coração é sujeito a desobedecer. vai falar que por isso que agora trabalhar é duro, porque o trabalho existia antes da queda >> e parecia ser bom. >> Depois da queda é difícil. Ah, então eu entendo porque que tão que eu não quero ir trabalhar. Quando chega feriado eu dou graças a Deus. Não era para ser assim. Olha, lê com a perspectiva olhando para você. Sabe quando acontece a confusão das línguas, quando acontece a humanidade se corrompendo e tudo mais, não é? A humanidade tão frágil dos descendentes de Abraão ali com Moisés, quando eles com Josué entram na terra de Canaã, eles são tão frágeis como nós somos frágeis e o Senhor vence todas as batalhas por ele. Pensa na sua vida e aplica isso à sua vida. Esse Deus mudou ou não? Não mudou. Então, eu também tenho batalhas, eu também tenho lutas, eu também tenho desafios e e eu sei que esse mesmo Deus, ele pode estar nas minhas fragilidades me dando graça para vencer as minhas dificuldades, seja numa entrevista de emprego, seja numa, sei lá, num nervosismo que eu tenho para fazer uma prova, seja para vencer uma dificuldade que eu tenho, seja um hábito pecaminoso, seja um um vício, seja o que for, eu sei que ele luta por mim, como ele lutou por Josué e por Israel. Então, uma outra leitura, com uma outra percepção, sempre coloca uma lente diante dos seus olhos, sabe? Eu quero ler com uma intenção >> e a minha intenção agora é ver isso. Uma outra forma é tentar ver o prazer de Deus e o amor de Deus. Ponto. Eh, tenta ler nessa perspectiva. É uma outra forma de uma outra leitura. É daí que muita gente às vezes chega para mim e diz assim: "Pastor, nos pregou esse texto? Eu nunca, eu li isso daqui já 30 vezes. >> Eu nunca vi isso no texto. Como é que o senhor achou isso daí? Aí não é que eu achei isso aí d para pregar esse texto e eu fiquei lendo, relendo, relendo, relendo. Um monte de coisa que outros escreveram sobre o texto, eu me aprofundei no texto. É óbvio que se eu tivesse lendo de forma corrente, eu não ia pegar tudo isso que eu peguei. Isso não nasce de uma hora para outra, nasce de você parar, ficar ali, não sair dali e meditar naquilo, mergulhar naquilo, ler o que os outros já escreveram daquilo e a sua visão vai se ampliando, né, diante daquilo que tá ali. Então, eh eh a Bíblia é, alguém já escreveu, não é? Ela pode ser entendida por uma criança, se a gente quiser explicar, ou a gente pode se tornar doutor ou pósdoutor em teologia, em Bíblia, e até o último dia da vida a gente não entendeu tudo que tá ali. Eh, então ela é e ela é isso, né? Ela ela é sobrenatural. >> É o livro do John Piper, não é? Leia a Bíblia de forma sobrenatural. Tem tem a ver com isso, que é um livro maravilhoso, é >> inesgotável, né? É uma fonte sem fim de sabedoria. >> É uma fonte sem fim. É sempre Deus falando. É, é incrível. Depois de 30 anos, você fala: "Uau, tem tanta coisa para saber e conhecer". E Deus sempre, ano após ano, vai nos surpreendendo com a com a sua graça. E que a esse Antigo Testamento, então, ele traz esse esse retrato de Cristo, né? E a minha pergunta, pastor, ah, de que maneira, tá bom, a igreja se recuperar hoje, né? Que retrato de Cristo no Antigo Testamento a igreja se recuperar? Vou vou dar alguns caminhos que eu vejo aqui, né? Cristo como rei em tempo de autonomia e confusão, né? Esse rei soberano, Cristo como cordeiro em tempos de culpa e tentativa de auto perdão. Cristo como templo em templos de solidão e busca por presença. Cristo como mediador da nova aliança em tempos de moralismo e superficialidade. Cristo como verdadeiro Israel obediente onde todos nós falhamos. Eu gosto desse último, de certa forma. É gostoso demais, né? que a gente tem tantos paralelos, né? >> Uhum. >> 40 anos de deserto e Israel falhando miseravelmente, né? >> E aí vem Cristo em 40 dias do deserto e ele sendo tentado em todas as coisas da nossa semelhança sem pecado. Ah, é incrível esses paralelos também de Cristo, né? Vivendo que a gente porque por que que eu tô dizendo isso, pastor? Porque às vezes as pessoas têm uma visão muito simplista de Cristo morrendo na cruz. >> Uhum. >> Né? como se ele tivesse vindo e no outro dia ele morresse, mas não, ele veio, ele ele se encarnou e ele cumpriu toda a lei. O pastor já falou sobre isso em nosso lugar. Ele não só morreu pelos nossos pecados. Amém. Mas ele também cumpriu toda a lei em no nosso lugar, aquilo que nós não conseguiríamos. Isso para mim é um grande encorajamento. Por quê? >> Porque eu eu digo, eu não consigo, mas em Cristo eu consigo. >> Uhum. E isso me encoraja a falar: "Opa, eu vou lutar porque realmente eu sou fraco, mas em Cristo é possível". Qual dessas visões aí, pastor, desses retratos que que é uma joia, né, de tantos ângulos, que que você acha que a igreja precisa recuperar hoje? Ou >> acho que tudo isso, >> acho que tudo isso é é olhar mais para Cristo, menos para para si, né? Olhar mais para Cristo e menos para pra terra, pros tesouros desse mundo. Olhar mais para Cristo e menos pro nosso ministério, pro nosso trabalho, pra nossa carreira, pros nossos planos, sonhos, futuro, olhar para Cristo e tê-lo como grande tesouro, né? Como aquele que é o cordeiro que nos purifica dos nossos pecados. Então não há mais nada que nos separa. >> Olhar para ele como nosso tabernáculo. Então ele veio e tabernaculou conosco, não é? João 1:14, ele veio, se fez carne e habitou. tabernaculou, morou entre nós, né? >> Então, eh olhar para ele como aquele que fez de nós o templo, a igreja é o templo do seu espírito, é onde ele habita, é aquele que nos protege, ele é o nosso castelo dentro do qual nós estamos. O pai nos convida para searmos e o filho está sentado à mesa e a gente também. Não estamos mais nas ruas, nos becos, né? A gente foi arrastado para dentro, como ele explicou numa de suas parábolas. Então assim, é, ele é tudo em todos, como Paulo escreveu. Eh, é com ele que as coisas começam, é por meio dele que as coisas acontecem e é paraa glória dele que todas as coisas apontam e terminam. Então, eh recuperar essa visão de Cristo, eh, para o qual todo o Antigo Testamento aponta e para a qual todo novo testamento olha, eh, faria bem para nós hoje em dia, enquanto igrejas, não é, eh, a pararmos de nos preocupar com certas coisas que que desviam o nosso foco dele e que e que colocam o foco em outras belezas que não são ele. >> Uhum. E, e, por exemplo, né, hoje eu me preocupo muito, vamos supor assim, que a música seja excelente. Nenhum problema, a música tem que ser excelente. Os salmos falam: "Tocar com arte e com júbilo." Então, com arte você tem que tocar direito, >> você tem que tocar bem. Mas não é isto que agrada a Deus. Ele fala isso porque você tem que desenvolver, >> você tem que crescer, você tem que dominar, você tem que Ele nos criou para sermos eh dominadores cognitivamente de tudo aquilo que ele criou. E a arte é parte da criação de Deus, né? Ele ama a arte. é onde entra a parte da teologia estética, né? Mas eh não é isto que com isso que ele se preocupa, mas encontrar verdadeiros adoradores. E aí eu me preocupo com as luzes, eu me preocupo com a cor da parede, eu me preocupo, sei lá, com o tipo de piso, eu me preocupo com o tipo de banco, com o tipo de ar condicionado, eu me preocupo com o volume, eu me preocupo com com que eu vou falar, sabe por quê? Porque eu quero que eu quero atender as pessoas do meu tempo, eu quero falar com a geração do meu tempo. Existe um perigo aí. Eu entendo a motivação de muitos desses homens de Deus, né, no sentido de que eles querem trazer o evangelho. Só que eh no aferem pessoas para dentro da noiva, para se tornarem noivas, eles acabam acrescentando ao evangelho coisas que não são do evangelho, fazendo com que essas pessoas fiquem viciadas nessas coisas e não no evangelho e não em Cristo. Então, no dia que ele não tiver mais aqueles músicos, que que vai ser dessas pessoas que vieram na igreja por causa da música? >> Uhum. >> Entende? No dia que, sei lá, uma perseguição vier e eles não puderem mais estar naquele lugar onde tem luzes, uma parede, um banco e um ar, eles têm que se reunir, sei lá, debaixo da terra, num cemitério ou numa caverna, o que que vai ser? >> O que que os prende? O Paul Washer diz muito isso, né? Aquilo com que você ganha uma pessoa é aquilo com que você vai manter essa pessoa. Se você ganhou essa pessoa com a música, nunca tire aquela música, porque se no dia que você tirar ela vai embora. >> Mas se você ganhou ela com o evangelho, >> você não precisa ter nada. Se você continuar sendo fiel ao evangelho, ela nunca vai sair dali. >> Uau! >> Né? E ela vai ser uma seguidora de Cristo. Você vai est ali, beleza, elas seguem a Cristo. O dia que você não tiver mais aqui, elas não vão deixar a igreja, porque elas não estão ali por causa do pastor, por causa da oratória, mas por causa de Cristo. Então, eu creio que eh olhar para Cristo como o Antigo e o Novo Testamento olham e focando nele como a razão de todas as coisas e o maior tesouro que a gente pode ter é o que fará com que nós não caiamos em certos perigos e erros que hoje muitas igrejas, infelizmente, estão caindo. Uau, incrível, pastor. Vamos lá, então, agora paraas perguntas rápidas, pastor. Então, perguntas rápidas aí. Vamos ver quantas são. Ah, três aqui. Três. Três perguntinhas. Qual é o maior erro que um professor de EBD ou líder de pequeno grupo deve evitar ou ensinar o Antigo Testamento? >> Não meditar no texto antes de ensiná-lo. >> Uhum. Ele tem que saber o que que é meditar primeiro, tá? Aprendeu o que é meditar, medita. Uau! Comina e aí vai ensina. Qual hábito simples pode ajudar uma pessoa a ler melhor o Antigo Testamento? O hábito de meditar no texto, tá certo? >> Fazer lecto divina, ler, meditar, orar, contemplar, ficar bastante tempo num texto curto. >> É o que a gente estava falando dessa paciência, né, que a gente precisa ter quando a gente chega no Antigo Testamento. >> É não ter pressa de querer terminar logo. >> Uau! E que pergunta todo líder deveria fazer antes de ensinar uma passagem do Antigo Testamento? >> Qual é o sentido original do autor? Tá certo? Eu acredito que tá tá ótimo, hein? Que conversa boa, pastor João Rafael, que tá aí com a gente também. Vamos lá, então. Pastor Wilson, muito obrigado por essa conversa. Pastor, você quer deixar alguma palavra, alguma coisa você tá escrevendo? o que que tá acontecendo, que você gostaria de deixar pra gente agora no final. Fique à vontade também aí. >> Obrigado. Eu queria agradecer pelo convite, por estar aqui esses dias com os irmãos, falando aqui pros alunos, né, e participando aqui do podcast também. É uma alegria muito grande para mim. E no momento eu não tô escrevendo nada. Eu tenho muita coisa escrita, mas que eu agora não, a demanda não me permite parar e eh trabalhar nesses textos escritos, né? Mas tem muita coisa eh guardadinha em pastas no computador para serem trabalhadas aí em breve. E é isso. Tô muito feliz pastoreando a Igreja Batista Liberdade em Araraquara. Eh, muito grato a Deus pela família que eu tenho e, enfim, eh, peço a vocês que orem por mim, vocês que ouvirem esse podcast também, pela minha saúde. Eh, esse ano foi a quarta vez que eu peguei Covid e ficaram eh >> parece que o bichinho gosta de mim >> e me deixou com algumas sequelas aí meio sérias e esse ano tá sendo um ano de muitos tratamentos, muitas investigações, né? Então eu agradeceria muito as orações de todos vocês por mim, pela família, pela igreja, pelos seminários onde eu trabalho. >> E parabéns pela escola Charles Spurgon por todo o seu trabalho. É uma escola que eu admiro muito o trabalho, não é? Começado lá atrás com o pastor Cleiton e tudo aquilo que tem acontecido até hoje. É uma alegria muito grande ver eh viajando por tantos lugares até fora do Brasil. Até fora do Brasil. Eh, Portugal, nos Estados Unidos mesmo, na Inglaterra, pessoas dizendo: "Ah, eu fui aluno do escola Charles Spuron". Incrível isso. >> É incrível. É incrível o alcance, né? Gente que não tem como estar no seminário presencial e que faz os cursos online. Então, Deus continue abençoando a escola, abençoando vocês, os esforços dos irmãos para continuarem sendo uma bção no reino de Deus. >> Obrigado, pastor. A escola Charles Espuron tá sempre aberta para o Senhor, viu? Esperamos ver o senhor lecionando ah muitas vezes aqui na nossa escola e tá sempre convidado, se quiser já aceitar agora o convite, mas a gente tá sempre convidando e é um prazer, um privilégio para nós, meus amados queridos, ensinar a o Antigo Testamento é uma responsabilidade maravilhosa, como a gente viu aqui hoje. Não estamos apenas contando histórias antigas, estamos ajudando a igreja a enxergar o Deus que conduz toda a história. Antes de Belém, ah, houve o jardim do Éden. Antes da cruz, houve o altar de Deus. Antes do cordeiro de Deus, houve cordeiros sacrificados. Antes do filho de Davi, houve Davi. Antes da nova aliança, houve promessas no meio das ruínas. Antes da nova criação, houve uma criação boa, ferida do pelo pecado, mas jamais abandonada por Deus. E vimos também hoje, né, que que o Antigo Testamento não foi algo que pegou Deus de surpresa, né? Toda história ela tem um propósito. Ela foca na história da redenção. A Bíblia toda faz isso. Deus prometendo, Deus preparando, Deus corrigindo, Deus ensinando, >> Deus agindo no jardim, no deserto, em castelos, em palácios, em casas, em tendas, né? A gente poôde conversar um pouquinho sobre isso aqui hoje também. Em campos de batalha, exilhos e lágrimas. Por isso, quando ensinamos o Antigo Testamento, não devemos dizer apenas as pessoas, sejam como Abraão, como Moisés, como Davi, sejam como Daniel. Daniel é o mais famoso, né? Antes disso, precisamos dizer: "Vejam o Deus de Abraão. Vejam o Deus de Jacó, o Deus de Davi, o Deus de Moisés, o Deus de Daniel. Vejam o Deus que cumpre as suas promessas em Cristo. A igreja não precisa apenas de mais informação bíblica, ela precisa de uma visão maior de Deus. Precisamos enxergar a beleza da promessa, a seriedade do pecado, a profundidade da graça, a santidade da aliança, a esperança do reino e a glória de Cristo. E que Deus levante, né, pessoas, líderes, pastores que preguem a palavra de maneira correta. bíblica, que ensinem com sabedoria, que disciplinem a palavra de Deus, ah, e ensinem também o povo de Deus a ler a Escritura e a entender, né, o plano de Deus paraa humanidade. Pastor Wilson, obrigado mais uma vez e a todos que nos acompanharam até aqui. Fica a nossa gratidão. Não se esqueça de se inscrever no nosso canal, deixar o seu like, porque no próximo mês pastor João, tem pastor Paulo Hom e temos Grego. Aí, vamos ver o que que vai acontecer no próximo mês. Até muito obrigado. >> Vamos ver como que vai ser. tá convidado a participar conosco.