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A fé vem pelo ouvir

Quando pensamos ser mais fortes do que somos (João 13.36-38) | Rev. Thiago Santos

Quando pensamos ser mais fortes do que somos (João 13.36-38) | Rev. Thiago Santos

Quando pensamos ser mais fortes do que somos (João 13.36-38) | Rev. Thiago Santos

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

Graça e paz a todos. Vamos abrir a
palavra de Deus em João, capítulo 13,
Evangelho de Jesus, segundo escreveu
João. Nós vamos ler do verso 36 ao verso
38 do capítulo 13.
Nós temos aprendido
acerca do nosso Senhor e que nós estamos
cerca de 24 horas antes da crucificação
do nosso Senhor. E ele então tá
instruindo os seus discípulos nesses
últimos momentos acerca da vida, acerca
de como eles deveriam ser conhecidos
e que nós vamos ver um pouco como que
Jesus conhece a nossa fraqueza. Mas
apesar da nossa fraqueza, ele ainda
continua nos amando. João 13, do verso
36 ao verso 38 diz assim a palavra do
Senhor: "Perguntou-lhe Simão Pedro:
Senhor, para onde vais?" Respondeu
Jesus: "Para onde eu vou, não pode
seguir agora. Mais tarde, porém, me
seguirá."
replicou Pedro: "Senhor, por que não
posso seguir-te agora? Porque te darei a
própria vida?" Respondeu-lhe Jerus,
"Darás a vida por mim?
Em verdade, em verdade te digo que
jamais cantará o galo antes que me negue
três vezes. Pai, nós damos graças
ao Senhor pela tua palavra e rogamos a
ti, ó Pai, que discurtine os nossos
ouvidos, que prepare o solo do nosso
coração, que ilumine a nossa mente e que
possamos entender além da mera letra.
que a tua palavra possa perpassar o
nosso coração e a nossa mente, possa
gerar em nós vida, possa transformar o
nosso coração
e faça-nos reconhecer a condição que
estamos e a necessidade que temos, ó
Pai, de ti, de uma vida condizente,
de uma dependência,
de maturidade e de crescimento no
Senhor. Queremos tão somente ouvir a tua
voz.
Então, fale ao nosso coração
que ninguém saia nessa noite da maneira
como chegou, mas que seja edificado,
seja fortalecido,
seja instruído pela tua palavra. Usa teu
servo com poder e graça, e que as
palavras e o meditado do coração dele
seja agradável a ti, ó Senhor, rocha
minha e redentor meu. Assim nós oramos
em nome de Jesus. Amém. Meus irmãos,
você já fez alguma promessa que você não
conseguiu cumprir? Você já fez aquela
promessa que você fez com toda a
convicção do seu coração, mas que no
momento crítico, no momento em que você
deveria cumpri-la, você simplesmente não
cumpriu?
Talvez possa ter sido uma promessa feita
a si mesmo, em que você disse que nunca
mais iria fazer aquilo.
Ou talvez uma promessa que você tenha
feito alguém que você ama, em que você
disse que poderia contar com ele ou com
ela sempre que precisar. Ou até mesmo
diante de Deus que você olhou paraa sua
própria vida e disse: "Senhor, eu vou
mudar. Eu preciso mudar, Senhor. Eu não
quero mais continuar assim. Mas ao longo
da caminhada, ao longo da vida, você
tenha percebido que não foi capaz de
cumprir, não foi capaz de realmente
fazer aquilo que havia prometido. E a
sua vontade que você pensou que era tão
forte assim quanto você pensava que era,
você não deu conta de realizar.
Absolutamente, meus irmãos, alguma coisa
que nós reconhecemos aqui em Pedro. Ele
é um homem que tem convicção absoluta,
que promete e que promete com toda a
força da sua alma. É aquele tipo de
pessoa que você queria ter do seu lado
no momento de crise, no momento de
perigo. Mas há um perigo grande aqui, o
perigo de confundir a confiança a si
mesmo com a confiança em Deus. É o
perigo de pensar que a nossa força é
suficiente e que nós somos capazes de
cumprir.
Na realidade, todos nós somos aqui como
Pedro também. Todos nós já depositamos a
nossa confiança em algo que muitas vezes
nós prometemos e que nós não fomos
capazes de cumprir. E nessa noite nós
veremos através de Pedro o que que
acontece quando nós pensamos ser mais
fortes do que realmente somos. Veremos
que a verdadeira segurança não está na
nossa fidelidade para com Deus, mas na
fidelidade do Senhor para conosco. Nós
estamos aqui no cenáculo, um clima de
despedida, um clima de tensão. É
quinta-feira à noite, Cristo celebrou a
Páscoa com seus discípulos. Ele
relembrou a libertação do Egito. Aquela
festa que celebrava a redenção, agora
apontava para o cordeiro. O cordeiro que
seria sacrificado para promover a
redenção final. Jesus acabou de fazer
algo extraordinário, algo fabuloso. Ele
lavou os pés dos seus discípulos,
incluindo os pés de Judas. Era um
trabalho de escravo, era um trabalho de
grande humilhação. Mas o Senhor Jesus
fez isso com propósito. Ele tava
ensinando que a verdadeira grandeza no
reino não se mede por status, mas se
mede por serviço e que a verdadeira
autoridade está em servir e não ser
servido. Ele então indica o traidor e
Judas sai para cumprir o propósito que
Deus havia pré-determinado. E Jesus
então agora começa a falar de glória,
mas de uma glória que passa pela cruz,
pela glória que passa pelo sofrimento.
Tamanha demonstração de amor, de
cuidado, de afeto, de entrega pelos seus
discípulos. E ele fala então de um novo
mandamento. Ele diz: "Agora vocês devem
amar assim como eu vos amei, assim como
Cristo nos amou". E essa tem que ser a
marca indelével que vai distinguir nós
dos outros, dos verdadeiros discípulos,
dos falsos discípulos. E é nesse
ambiente de glória, da cruz, de amor, de
cuidado, que Pedro vai então interromper
o ensino de Jesus. Ele agora quer saber
para onde Jesus vai e por que ele não
pode seguir. Pedro tá cheio de
autoconfiança, de autoentrega, de
promessas que ele vai fazer e que ele
não é capaz de cumprir. Ele pensa que
pode fazer qualquer coisa por Jesus, mas
Jesus sabe muito bem que horas depois
Pedro vai negar. Nós veremos, portanto,
em resumo, que Jesus conhece as nossas
fraquezas melhor do que nós mesmos. E a
nossa segurança está na graça de Deus e
não nas nossas forças. Nós vamos ver
isso em três lições que Pedro precisava
aprender. Pedro precisava aprender, em
primeiro lugar, aceitar as suas
limitações. Ele precisava aceitar o
ensino do Senhor acerca das limitações
do próprio Pedro. Olha o que que diz o
verso de número 36. Perguntou-lhe Simão
Pedro: "Senhor, para onde vais?"
Respondeu Jesus: "Para onde eu vou, não
pode ir agora, mas tarde, porém, me
seguirá." Jesus acabou de falar com seus
discípulos no verso 33 de que eles não
poderia ir aonde Jesus vai. Os
discípulos não poderiam caminhar, mas
Pedro vai ignorar tudo aquilo que o
Senhor disse acerca do caminho, acerca
do mandamento novo, acerca do seu amor e
vai interromper com essa declaração,
dizendo: "Senhor, então para onde o
Senhor vai?" Ele já havia dito isso no
capítulo 12 aos gregos e aos judeus. Ele
já havia dito isso aos seus discípulos
no capítulo 13 verso 33 e 34. E agora
Pedro vai argui-lo novamente acerca
disso.
O que fica na cabeça de Pedro é: "Aonde
o Senhor vai que eu não posso ir?" É
isso que está no coração dele. Ou seja,
o desejo ardente de Pedro é estar aonde
o seu mestre estiver. Esse é o desejo
desse homem. E ele não pode, ele não
quer renunciar em momento algum à
presença do Senhor ao seu lado. E como
que isso afeta o seu coração? A ausência
do Salvador afeta Pedro de tamanha
grandeza que ele quer estar aonde Cristo
estaria. E quando nós vamos observar
esse texto e compará-los com as
narrativas em outro evangelho, nós vamos
notar a insistência de Pedro em estar na
companhia de Jesus. É um desejo que
pulsa o seu coração. É algo que arde na
sua alma a ponto dele esquecer as
instruções do Senhor e voltar-se para
Cristo focado tão somente na ausência do
Salvador, focado tão somente na presença
de Jesus no seu meio, ao seu lado. Será
que nós, meus irmãos, nessa noite temos
esse mesmo interesse pela presença de
Jesus nas nossas vidas?
Será que nós, eu e você, durante toda a
nossa semana, vivendo a nossa rotina do
dia a dia, será que nós temos tamanho
interesse pela presença do Senhor nas
nossas rotinas? e chegarmos aqui no dia
do Senhor e nos encontrar com ele, em
nos ouvir a ele, em escutar a ele, como
Pedro aqui tem, nós precisamos ser
caracterizados por esse desejo ardente
que Pedro tem de estar na presença do
Senhor. Jesus havia falado claramente
acerca da sua partida, mas Pedro não
entende. Pedro tá dizendo, Senhor, como
após a sua partida nós não podemos te
seguir? Jesus já havia dito para eles:
"Olha, eu vou partir, mas vocês devem
ser caracterizados pelo amor." E qual
amor? Aquele amor que eu os amei. O amor
que lavou os pés, inclusive do traidor.
O amor daquele que inclusive vai ser
esbofeteado, daquele que vai ser
crucificado. Esse é o amor que vocês têm
que demonstrar. Mas Pedro nega
absolutamente tudo isso.
Ele não para para perguntar: "Senhor, já
que então eu não posso te seguir, já que
então eu não posso ir aonde o Senhor
vai, me capacite para amar esse povo. Me
capacite amar aqueles que vão me
perseguir. Me capacite amar aqueles como
o Senhor amou. Me ensina a amar dessa
forma." Mas não é isso que Pedro vê.
Pedro tá vendo não somente para aquilo
que vai acontecer.
O seu coração está ardente pelo Senhor,
mas ao mesmo tempo que arde por um
desejo na presença de Deus, algo
pecaminoso no seu coração.
E perceba, meus queridos, que o Senhor
não responde a Pedro da maneira como ele
queria, mas da maneira como Pedro
precisava. Olha o que que o texto diz.
Para onde eu vou, vós não podeis me
seguir agora, mas tarde, porém, me
seguirá. Jesus tá dizendo, você não pode
agora. Ele não disse em momento algum
que Pedro nunca vai segui-lo, mas que
naquele momento, naquela circunstância,
ele não poderia. E por que que ele não
poderia? Porque havia um propósito bem
estabelecido, um foco bem definido para
Cristo. O que Jesus faria, Pedro não
poderia fazer. Mas o que nós temos aqui
é uma promessa de futuro, mas ao mesmo
tempo uma limitação presente, dizendo:
"Olha, tu não podes agora".
Não é que Jesus está rejeitando Pedro.
Na verdade, Jesus está revelando uma
verdade que Pedro ainda não compreende.
Há um caminho, Pedro, que eu vou e que
você não pode trilhar. Jesus vai passar
pela morte, Jesus vai passar pela cruz,
vai ao sacrifício supremo e somente
Jesus pode percorrer. Pedro, você não
pode me acompanhar? Não agora, não com
essa natureza, não com a sua força de
vontade agora não, Pedro. Mas depois
sim. Olha como que esse redentor mostra
para Pedro a obra exclusiva. A obra
redentora não é questão de vontade, é
questão de capacidade. Pedro não podia
fazer nada acerca da sua própria vida.
Além disso, o que nós vemos aqui é que
Pedro não estava preparado
espiritualmente. Pedro não estava
pronto. Jesus tá olhando para Pedro e
conhecendo as limitações desse
discípulo. Jesus conhece esse homem tão
intrépito, tão valente, tão audacioso,
tão destremido e sabe muito bem que
quando a corda vai apertar, quando a
circunstância começar, a pressão surgir,
Pedro vai negá-lo. Meus irmãos, que
Salvador maravilhoso, um Salvador que
conhece muito bem a nossa estrutura, um
salvador que conhece os nossos limites,
de que nós não somos provados além das
nossas forças. O Senhor conhece quem nós
somos e até mesmo aquilo que nós não
conseguimos fazer. Que misericórdia, que
longaminidade, que paciência do nosso
Senhor sobre as nossas vidas. Ele
conhece a vida de Pedro e prepara Pedro
para seguir lá no futuro, se necessário,
até a morte. Jesus usa o depois nesse
sentido, dizendo: "Olha, Pedro, agora
não, mas depois, lá no futuro, você vai
me seguir e vai me seguir até a morte
como mártir". A gente vê isso em João
capítulo 21, quando depois de arguir
Pedro acerca do seu amor, o Senhor diz
para Pedro: "Pedro, agora você vai ser
entregue e os outros vão te levar." E o
texto, inclusive, de João vai dizer: "Se
referindo ao gênero de morte que Pedro
morreria". E a tradição cristã mostra
que Pedro morreu igual seu mestre, mas
não satisfeito com tal altitude, ele
preferiu ser crucificado de cabeça para
baixo. Mas primeiro Pedro precisava ver
o seu Senhor morrendo. Pedro precisava
compreender que não tinha força, que não
era capaz, mas Jesus promete restaurar o
próprio Pedro.
É claro, é claro, meus queridos, que
quando você olha pro texto, há um
detalhe muito interessante. Pedro sabe o
que ele tá falando aqui. Isso é provado.
Nós vamos ver no versículo posterior,
onde que Pedro, inclusive sabe que Jesus
vai morrer. Ele tá a ponto de dar sua
própria vida, inclusive pelo Senhor. Ele
sabe que Jesus tá falando da sua morte,
da sua crucificação, mas parece que
Pedro não consegue discernir o ensino de
Jesus. E nós precisamos lembrar daqui no
contexto, lembrar-se que a expectativa
messiânica no meio judaico estava muito
associada à ideia de um Messias que veio
libertar o povo no meio de um julgo dos
povos estrangeiros. Então, era difícil
para Pedro enxergar o Messias que tinha
que morrer, o Messias que deveria ser
entregue. Aqui nós vemos então tamanha
dureza do coração de Pedro em acatar os
ensinos do Senhor. Ele queria agora, ele
queria naquele momento pela sua força de
vontade, mas Jesus vai apontar para o
depois como ação da sua graça, do seu
amor e do seu cuidado. Até o nosso
seguir, meus queridos, muitas vezes é
dom de Deus, porque nós não somos
capazes de um esforço heróico. O que
Jesus está ensinando para nós é: você
tem limites. Há coisas, meus irmãos, que
nós não podemos fazer. Há caminhos que
nós não podemos trilhar. Há atitudes,
meus queridos, que nós não podemos
fazer. Isso não é derrota, isso é
realidade. É demonstração clara de quem
nós somos diante de um Deus tão grande.
E você, você tem acatado os ensinos de
Jesus ou será que você tem sido como
Pedro, que você sabe que tem que
perdoar, mas não perdoa, que você sabe
que precisa mortificar o seu pecado, mas
continua pecando, continua guardando
mágoa, persistindo numa vida de
devastidão e de lacívia, usando
inclusive a sua máscara de crente todo
domingo. E Jesus te diz: "Abrace o
ensino do Senhor."
Jesus tá ensinando para nós humildade,
meus queridos, ensinando que o discípulo
jamais é maior do que o seu mestre.
Pedro precisava aprender isso. Nós
precisamos aprender isso. Há coisas que
nós não podemos fazer. Há caminhos que
nós não podemos trilhar sozinho. Isso
não é fraqueza, isso é realidade. É
demonstração da nossa condição humana. E
quando Pedro aceitar essas suas
limitações, quando ele reconhecer que
seguir a Jesus não é a sua força, mas é
ação da graça, ele está preste a
entender o que de fato é evangelho.
Quando a gente aceita as nossas
limitações,
nós estamos prontos a receber a graça do
Senhor. Quando a gente reconhece quem
nós somos, diante quem nós estamos, nós
sabemos que carecemos do Senhor. E aqui
Pedro vai nos mostrar para nós que o
Senhor conhece muito bem as nossas
limitações. Mas o mais belo de tudo isso
é que o Senhor não nos deixa na nossa
limitação. Ele nos faz vencê-la para que
nós sigamos a ele. Ele é capaz de nos
capacitar até as últimas consequências
até sermos cada vez mais parecido com o
Senhor. Então, aceitar as limitações é o
primeiro passo para que experimentemos o
poder de Deus. Pedro precisava aprender
a aceitar as suas limitações e abraçar o
ensino do Senhor. Mas há uma segunda
lição que Pedro precisava aprender, a
necessidade de reconhecer as suas
fraquezas. Ou seja, depois de escutar
que ele não pode seguir a Jesus, Pedro
continua insistendo, insistindo na sua
autuficiência, na sua arrogância. Ele
não pede ajuda. Ao invés de Pedro dizer:
"Senhor, já que eu não posso te seguir
agora, como o Senhor acabou de dizer,
então é verdade. Sustenta minha fé, me
fortaleça, me capacite." Não, não é
dessa forma. Ele vai responder com uma
presunção. Mais ainda. Olha o que que o
verso 37 diz.
Replicou-lhe Pedro: "Senhor, por que não
posso seguir-te agora? Por ti darei a
própria vida". Pedro continua não
aceitando o ensino do Senhor. E agora
Pedro vai questionar o plano redentor.
Ele protesta contra o próprio veredito
do Senhor. E quantas vezes, meus
queridos, nós também protestamos contra
aquilo que Deus nos revela na sua
palavra. Quantas vezes nós protestamos
contra aquilo que nós sabemos que
devemos fazer e nós não fazemos, porque
aquilo que nós devemos praticar e nós
não praticamos. Quantas vezes nós
reclamamos com Deus parecendo que aquilo
que ele nos dá não tem sido tão
assertivo quanto assim nós queríamos?
Ah, meus irmãos, nós precisamos ser
submissos ao Senhor, porque ele sabe
mais sobre você mesmo do que você
imagina. Mas, porém, veja por trás o que
que está diante do protesto de Pedro. A
questão de Pedro, por que não agora? Ou
seja, isso não fazia sentido, não era
entendido na sua mente. Ele tá
superestimando a sua vontade,
superestimando o seu coração. Pedro
acredita que o seu amor, a sua entrega é
o combustível suficiente para ele
continuar obedecendo ao Senhor. Ele
achava que a sua determinação era como
se fosse uma rocha bem sustentável, bem
firme, quando na realidade parecia mais
como um monte de areia. Porque a visão
de Pedro até aqui estava distorcida,
meus irmãos, a sua compreensão era que o
Messias viria, mas o Messias que era
capaz de guerrear contra os romanos, que
era capaz de libertá-lo do poder
estrangeiro. Tanto isso é fato, que ele
está disposto, inclusive a entrar no
campo de batalha e morrer pelo próprio
Senhor. Mas por detrás disso, irmãos, ao
invés de se submeter ao mestre, ao invés
de se render ao mestre, Pedro diz que
acha que está pronto para aquilo que ele
sabe muito bem que não está. Pedro tem
uma visão elevada de si mesmo, como
muitas vezes nós também temos. Pedro não
questiona a sua fraqueza. Não há nenhum
autoexame do seu coração. Ele não
consegue enxergar as profundezas do seu
coração. Ele não faz uma autoanálise.
Ele apenas tem o desejo de morrer pelo
Senhor. Nós estamos aqui, meus queridos,
diante de um dos principais efeitos do
legalismo. O legalismo acha e faz com
que você se ache muito bom no que você
faz. Ele mostra para nós que as nossas
obras, que aquilo que nós podemos fazer,
o fato de estarmos no domingo na igreja,
o fato de estarmos celebrando ao Senhor,
o fato de nós praticarmos boas obras, o
fato de nós fazermos isso e aquilo outro
é suficiente para nossa salvação.
E como que o legalismo, meus queridos, é
terrível. Como que o legalismo faz que a
gente eh não perceba esse autocuidado,
essa autoavaliação do nosso coração faz
com que a gente subestime,
inclusive o velo o velho homem que vive
dentro de nós, que a gente subestime as
nossas próprias debilidades.
A autoconfiança faz isso, meus queridos,
faz com que eu e você sejamos ratos em
condenar os outros. faz com que a gente
olhe pro cisco do olho do outro, mas não
é capaz de olhar a trave que está dentro
de nós. E é o que Pedro tá fazendo.
Senhor, por ti darei a própria vida. E é
interessante, a palavra original ouvida
aqui é a mesma expressão usada por Jesus
em João 10 verso 10, que diz que o bom
pastor dá vida pelas suas ovelhas. Há
uma profunda ironia que no texto Pedro
promete dar a vida pelo seu Senhor, mas
em poucas horas Pedro vai negá-lo.
Isso não vai durar muito tempo. Ele
negará até mesmo a sua relação. Pedro
fala com uma certeza inabalável, como
uma verdade absoluta, como algo que ele
é capaz de fazer. Mas quando a corda
apertar, quando as pessoas vierem, Pedro
vai negar com profundidade que não
conhece o seu salvador. O que Pedro faz
aqui nada mais é do que aquilo que a
gente vê no nosso contexto moderno. Ele
inverte o evangelho. O evangelho para
Pedro é dar a vida por Jesus e não Jesus
dá a vida por Pedro. O evangelho não é
algo que eu e você façamos para ele, meu
irmão. O evangelho é aquilo que Cristo
fez por nós. O evangelho é a graça do
Senhor. Não é as suas obras, não é o que
você é capaz de fazer. O evangelho é o
que o Senhor Jesus fez.
Mas olha como que esse texto, à luz dos
outros textos correlacionados, nos traz
algo tão precioso. Lá em Mateus, nós
vemos esse mesmo texto, mas com mais
detalhes. Lá no capítulo 26 verso 33 diz
assim: "Ainda que venha ser tropeço para
todos, nunca o será para mim".
Pedro responde ao Senhor dizendo: "Para
mim, o Senhor nunca será tropeço. Eu
nunca vou negá-lo." Pedro tá se
colocando inclusive acima dos outros.
Tamanha arrogância, tamanha prepotência
que ele diz: "Olha, a minha fé é mais
forte". Pedro tá tão seguro de si que
Lucas, no capítulo 22, verso 33 vai
dizer: "Senhor, eu estou pronta a ir
contigo, tanto paraa prisão quanto para
morte". É uma promessa solene, é uma
declaração de lealdade. É afirmação de
que Pedro está pronto, Senhor, seja para
ser preso, ou seja, para morrer, se for
o necessário. E ele faz isso com
vemência, ele faz isso com insistência.
A autoconfiança de Pedro é o problema
aqui, meus queridos. Ele tá tão
confiante em si, em sua própria
capacidade, que ele não é capaz de
enxergar como que o pecado corrompe a
nossa natureza. Nós não podemos fazer
nada por nós mesmos. Nós somos o que
somos pela graça de Deus, pela
misericórdia do Senhor. Mas Pedro
promete dar a vida pelo Senhor, mas em
poucas horas ele vai o negar. Não porque
Pedro é um homem mau, mas porque Pedro é
humano, meus queridos. Porque a sua
natureza está corrompida e distorcida
pelo pecado. Porque a sua força é
limitada. Por outro lado, a fé cristã
jamais e nunca será confiança em nós
mesmos. É confiança em Deus. é
reconhecer que de fato somos fracos,
débeis, carentes, necessitados,
reconhecidos da graça e da misericórdia
do Senhor.
Porque quando nós confiamos na nossa
própria força, nós já estamos um passo
da queda, meus queridos. Quando nós não
reconhecemos as nossas limitações, as
nossas fraquezas, quando nós confiamos
na força do nosso braço, quando nós
fazemos promessas que nós não podemos
cumprir, fazemos afirmações que nós não
conseguimos manter,
nós somos humilhados por nós mesmos. E
os benefícios, meus queridos, são
enormes quando a gente abandona o
orgulho e a presunção espiritual, quando
nós admitimos as nossas fraquezas,
porque isso não é fraqueza humana, meus
queridos. Isso é a realidade de quem nós
somos. Isso é demonstração realmente de
que nós carecemos do Senhor. Quando nós
reconhecemos as nossas fraquezas, nós
vamos até o Senhor pedindo socorro. E
Pedro em momento algum faz isso. Em
momento algum ele busca socorro no
Senhor.
Meus queridos, nós precisamos direcionar
as nossas orações muitas vezes acerca
das nossas fraquezas, acerca de quem de
fato nós somos. Ao olhar para nós,
paraas nossas atitudes, paraa nossa
nosso pensamento, pro nosso
comportamento, nós precisamos voltar as
nossas orações e dizer: "Senhor,
miserável homem que sou, quem vai me
livrar do corpo dessa morte? Senhor, eu
careço de ti, de ti careço, da tua
misericórdia, da tua graça, porque sem
ti nós não somos capazes.
É quando nós reconhecemos a nossa
fraqueza que nós vemos um Deus
misericordioso,
gracioso, meus queridos.
Mas o que é mais inadmissível, meus
queridos, é termos um coração insubmisso
que não reconhece as suas debilidades.
Porque um coração insubmisso que não
reconhece as suas fraquezas está pronto
e prestes a negar o seu salvador. Foi o
que aconteceu com Pedro e é o que pode
acontecer com você. Por isso, sonde o
seu coração, busque nele as fraquezas
que faz você negar o seu salvador. Áreas
que precisam ser tratadas pelo espírito,
áreas que ele precisa ser moldado. Pedro
não compreende que a sua fraqueza vai
ser sua condenação.
Mas, meus queridos, a fraqueza de Pedro
vai ser o ponto da sua restauração. A
sua fraqueza é o lugar onde Deus vai
trabalhar e vai transformar sua vida.
Então Pedro precisava primeiro aceitar
as suas limitações, abraçar o ensino do
Senhor. Pedro precisava reconhecer as
suas fraquezas, mas Pedro precisava
também aprender a se fortalecer contra
as tentações. Se ele precisava aceitar o
ensino do Senhor e abraçar o ensino do
Senhor acerca das suas limitações,
reconhecer sua fraqueza, ele precisava
se fortalecer contra as tentações.
Porque um coração que não se fortalece é
um coração capaz de negar o Salvador.
Veja o que o texto vai dizer no verso
32. Respondeu Jesus: "Darás a vida por
mim?
Em verdade, em verdade te digo que
jamais cantará o galo antes que me negue
três vezes. Jesus não responde aquilo
que Pedro promete com elogio, mas
observe a forma irônica do Senhor, de
como que o Senhor responde à presunção
de Pedro dizendo: "Vai dar a vida por
mim".
É isso que você acha? Pedro não tá aqui
focado no que Jesus vai fazer, mas
naquilo que ele pode fazer pelo
redentor. E Jesus então vai responder
com uma resposta devastadora. Jamais
cantará o galo antes que me negue. O
Senhor sabe algo que Pedro não sabia. O
Senhor não só conhece o futuro, mas
coordena todas as coisas paraa sua
glória. Ele conhece o interior de Pedro
melhor do que Pedro mesmo. Sabe que em
poucas horas Pedro vai negar, negará
conhecer o Senhor Jesus. Não só uma vez,
três vezes, negará tudo. Esse homem aqui
que era tão intrépito, tão corajoso, tão
ousado, não cantará o galo, Pedro, antes
que você me negue três vezes. Isso não é
ato falho de Jesus, é revelação profunda
da natureza humana, revelação de que o
homem não pode fazer nada por sua
própria força.
A fé cristã jamais, meus irmãos, é força
na nossa confiança. É confiança em
Cristo. É reconhecer que nós somos
fracos, débeis, carentes da graça do
Senhor e que nós precisamos de Cristo. E
é importante nós percebermos, Jesus
trata com a fraqueza e o problema de
Pedro, com a verdade nua e crua, meus
queridos. tão diferente da maneira como
nós resolvemos muitas vezes os nossos
problemas com as outras pessoas. Às
vezes a gente gosta de colocar panos
quentes, né, essa essa expressão e em
problemas para que eles desapareçam e
nós não tenhamos que enfrentá-los com
seriedade, sem ter que desnudar com a
verdade, sem ter que pôr o dedo na
ferida. E Jesus mostra o quanto nós
estamos longe do exemplo dele, de como
nós estamos longe de resolver os
conflitos e a dificuldades com nós
passamos com a verdade. Se nós
entendemos que o nosso Senhor Jesus é o
exemplo para nossa vida, nós precisamos
usar palavras verdadeiras, por mais
dolorosas, por mais difíceis que seja,
mas palavras que resolvem o problema e
que ajudam os outros irmãos. Não são
meias verdades, não são elas que vão
ajudar os outros, nem mesmo a falsidade
vai ajudá-la a sair desse problema.
Jesus aqui
questiona Pedro, mas questiona Pedro com
a própria verdade, como as coisas de
fato são. Ele faz dentro de uma questão
muito solene. Ele diz: "Em verdade, em
verdade te digo". E olha a intensidade
da palavra. Observe os detalhes do
texto. Ele diz jáamais.
Não é uma mera possibilidade, não é uma
hipótese, é algo preciso. Pedro, não tem
como escapar. Você vai me negar. E
Mateus, inclusive, vai dizer: "Naquela
noite você vai me negar".
O galo que cantaria seria apenas um
despertador da dura realidade da alma.
de Pedro, o símbolo claro da sua
fraqueza, da sua da sua pequenez, da
graça do Senhor em alcançar o seu
coração. Pedro, inclusive depois vai
sair dali depois de negar chorando
amargamente.
Os olhos do Senhor vão fitar em Pedro e
Pedro vai sair dali reconhecendo e
sentindo o peso, o peso das promessas, o
peso das afirmações que ele disse e que
ele não foi capaz. de cumprir. Pedro vai
sentir esse peso, meus queridos, para
aquele que realmente precisou agora
reconhecer a graça e não na força do seu
ego. E a resposta de Jesus enche o nosso
coração de esperança. Quanta esperança o
Senhor nos dá, meus queridos, sabendo
das nossas fraquezas.
Ele conhece as suas fraquezas. Ele
conhece os seus momentos de provação.
Isso também não é um incentivo para você
continuar no pecado, mas ao pecar você
precisa lembrar que você tem um advogado
junto ao Pai e esse advogado é Cristo
Jesus.
Você precisa lembrar que como Pedro você
também erra.
Mas Pedro vai continuar insistindo na
sua temos. Você vai ver isso em Mateus
verso, capítulo 26 verso 35. Ele disse:
"Ainda que seja necessário morrer
contigo, de modo nenhum te negarei." E
todos os discípulos disseram o mesmo.
Pedro não pede por socorro. A presunção
de Pedro torna ele incapaz de se
fortalecer nas suas tentações. Ele está
diante daquele que conhece a sua vida, a
sua trajetória, mas ele não é capaz de
enxergar.
Mas interessante tudo isso, meus
queridos, é que Jesus jamais
abandona os seus filhos quando eles
falham. Lucas vai por detrás dessa cena,
Lucas vai demonstrar para nós como que
os bastidores funcionavam ali. Lá em
Lucas 22 verso 31 e 32, o texto diz:
"Simão, Simão, eis que Satanás vos
reclamou para vos pernear como trigo.
Eu, porém, roguei por ti para que a tua
fé não desfaleça em momento algum.
Mesmo sabendo da falha de Pedro, da
fraqueza de Pedro, de que Pedro era
devagar para entender a carência, o
cuidado do Senhor, o Senhor deixou de
interceder por ele. Deus é quem vai
permitir a queda, mas a fé de Pedro vai
ser preservada pela própria intercessão
do Senhor. Pedro cairia, mas não seria
destruído, porque Jesus já havia
garantido a sua restauração. O Senhor
intercederia por ele. Pedro seria
responsável pela sua negação. Era o que
ele faria. Mas Deusia
até essa negação com um propósito
específico, transformar a vida de Pedro,
humilhá-lo, fazê-lo reconhecer tamanha
necessidade do Senhor. Olha o quanto nós
precisamos, meus queridos, desse
Salvador.
A negação aqui de Pedro revela, meus
queridos, que o verdadeiro discípulo não
é aquele que nunca falha, mas é aquele
que mesmo que falha, Jesus é capaz de
restaurá-lo. Jesus é capaz de
transformá-lo. Isso é evangelho. Isso
aqui que é a boa notícia. A boa notícia
não é uma demonstração de condenação, é
uma demonstração de redenção, de
salvação, que mesmo quando nós falhamos,
Deus nos restaura.
Nós precisamos buscar por
fortalecimento, meus queridos. Você
também enfrenta tentações, você também
enfrenta dificuldades, você também
enfrenta lutas. Mas como Pedro, você
pode recorrer ao Senhor. Como Pedro,
você pode voltar-se para Jesus.
Isso aqui é tão interessante e tão belo
e lindo que esse mesmo Pedro que nega o
Senhor é depois questionado pelo próprio
Senhor acerca dos seus afetos. Em João
capítulo 21 nós vemos Jesus após a
ressurreição.
Os discípulos não conseguiram pegar
nada. Eles voltam para a praia, eles vê
o Senhor, mas eles não sabem que é o
Senhor. O Senhor manda eles lançarem a
rede. Eles voltam. O João inclusive vai
dizer: "Olha, era o Senhor." Pedro sai
correndo pro encontro com o Senhor e ali
ele come primeiro. Jesus espera o
momento exato para depois questionar:
"Pedro,
Simão, você continua me amando mais do
que os outros?"
Senhor, tu sabes, Senhor, te amo.
Apacenta as minhas ovelhas. E você vê a
mesma pergunta sendo repetida por três
vezes. Só que Pedro se entristece com
aquilo na última pergunta, porque ele
reconhece a sua limitação, ele reconhece
a sua fraqueza, ele sabe que não foi
capaz de sustentar sua promessa, de que
ele não foi capaz de sustentar suas
afirmações. E ele diz: "O Senhor sabe. O
Senhor sabe que eu amo, Senhor. Apesar
de ser quem eu sou, apesar das minhas
condutas, apesar das minhas escolhas, o
Senhor sabe muito bem que eu amo o
Senhor.
Como que você não buscaria refúgio
num Salvador como esse, que mesmo
sabendo que você é miserável,
continua te amando?
Como você não buscaria refúgio no
Senhor? que mesmo sabendo das nossas
debilidades, mesmo sabendo das nossas
fraquezas,
está disposto a estender suas mãos
poderosas e a interceder por nós diante
do Pai, para que os nossos pecados
sejam pagos por ele, para que a graça do
Senhor nos alcance. Por fim, meus
queridos, nós estamos aqui diante de um
contraste gritante.
De um lado, nós temos a fragilidade de
um homem que julga ser forte e do outro
nós temos a força de um Deus que se faz
fraco na cruz para nos sustentar. Pedro
promete morrer pelo Senhor, mas falha
miseravelmente.
Jesus não prometeu. Ele foi e morreu por
Pedro, por você, por mim e por nós. Nada
é mais perigoso, meus queridos, de que
um coração que se acha tão grande e não
é capaz de aceitar as suas limitações,
reconhecer as suas fraquezas e se
fortalecer contra as tentações. Nós
precisamos abraçar as nossas debilidades
e refugiar-se no Senhor, aprender mais
de Cristo, a se humilhar aos seus pés, a
reconhecer as nossas carências, a se
fortalecer no Senhor sobre a pena
de que se não fizermos isso, talvez mais
cedo ou mais tarde nós iremos também
negá-lo.
A queda de Pedro, meus queridos, não é
um fim em si mesmo, mas é um início de
uma vida totalmente transformada.
Pedro precisava ser peneirado. A sua fé
precisava ser lapidada. Esse é aquele
mesmo Pedro que lá na sua primeira carta
vai dizer: "Olha, Satanás é como um leão
que rug
e ele tá sempre preparado para pegar
você, a mim, a nós." É o mesmo. Cristo
continua sendo a única resposta, meus
queridos, que nunca falha, que nunca
nega e que cuja intercessão é eficaz. A
nossa segurança jamais está na nossa
fidelidade para com Deus.
mas na fidelidade do Senhor para
conosco. Algumas aplicações para nós.
Primeiro, cultive a humildade
espiritual.
Jamais diga que você não faz isso.
Palavra de Deus vai nos dizer: "Aquele
que, pois, que pensa que está de pé,
tome cuidado para que não caia." A nossa
condição é propícia a pecarmos e a
errarmos. Se não for a graça do Senhor
em nos retirar, nós podemos errar.
Desconfie, meu querido, da sua própria
força e dependa diariamente
do Senhor através de uma vida de oração
e de leitura da palavra. Segundo,
descanse na intercessão de Cristo.
Quando você falhar e você vai falhar,
lembre-se de que Jesus já intercedeu por
você.
A sua restauração não depende de você
levantar sozinho, mas da graça daquele
que o chama pelo nome, mesmo você tendo
negá-lo apóstolo segundos. e fará isso
com misericórdia e graça.
Compreenda a sua incapacidade e abrace o
ensino do Senhor. Volte-se para ele.
Terceiro, troque a sua autoconfiança
pelo amor dependente. O mandamento de
Jesus é que nós amemos uns aos outros.
Pedro se achou grande demais e fez
promessas que se achava heróico. Mas
Jesus mostra que o verdadeiro amor é
servir. O verdadeiro amor é reconhecer
que nós somos amados por aquele que já
nos amou primeiro. Isso muda tudo,
transforma tudo. Muda como que você
enfrenta dificuldade. Porque apesar de
ser quem você é, apesar de se achar tão
forte como você pensa que é, Cristo
continua te amando e te chamando cada
vez mais para perto dele, porque somente
ele é que pode sustentá-lo. Vamos orar.
[música]
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