RETRATAÇÃO DE UMA MENTIRA QUE CONTEI
25/06/2026
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Ah, mas o Iago veio com essa conversa de que ele não ia mais gravar vídeos em casa porque ia ficar gravando tudo no estúdio dele e aí como vai gravar tudo no estúdio, não não ia mais gravar em casa. Eu sou um mentiroso. A gente tá gravando os vídeos a maioria quase todos no estúdio, tá? Mas ah vai, eu eu eu eu gosto de de vez em quando parar aqui pra, sabe, eu sozinho e uma câmera, sem equipe e sem luz profissional. E sabe, é assim, é o meu celular, é uma janela, entendeu? É o celular na câmera de selfie ainda, não é na câmera principal. É uma janela e minha casa, sabe? Meus filhos dormindo lá em cima, eu gosto, eu ainda gosto. Mas esse esse entende de tudo nesse canal, entendeu? Tem de tudo, tem os vídeos bem trabalhados, tem os vídeos lá no no estúdio sala, tem os vídeos que eu gravo aqui na minha casa. Não vem me chamar de mentiroso não porque você vai ter razão, entendeu? Mas eu achei que eu eu achei que eu não ia gravar em casa nunca mais, mas aí é legal também, mas eu não trabalho em casa, certo? Trabalho no meu escritório, vou pro escritório, trabalho lá no computador. Trabalho em casa só quando eu quero ficar mais pertinho dos dos filhos ali um pouquinho, aí venho pra casa e fico aqui no no notebook. Então assim, não não vem se meter na minha vida não. Não é porque eu estou falando da minha vida pra vocês que vocês tenham direito de se meter nela uma vez que eu estou convidando vocês a se meterem a partir do momento que eu abro minha vida, entendeu? É a hipocrisia do do do influencer. Mas não é disso que eu quero falar hoje não, hoje a gente vai falar de Supergirl. O termo homesick é o termo em inglês pra alguém que tá com saudade de casa. A pessoa se lembra de como era a sua casa e sente que onde ela tá agora não é o seu lugar de fato. Isso deixa ela com doença na alma que pode até ter efeitos no âmbito físico, afetando seu comportamento de formas muito variadas. Até mesmo quando a gente tá de férias, curtindo o meu local que a gente tá turistando, a gente sente saudade de casa muitas vezes. Porque por mais que o local onde a gente viaja seja um local às vezes muito bonito, por mais que a cama seja confortável, os lençóis sejam como abraços de anjos, não é, a gente sente falta da nossa cama, da nossa rede, da nossa cozinha, né, do nosso próprio lugar. Eu não lembro qual foi o presidente a quem perguntaram, não é, foi Figueiredo? Eu não lembro mais não. Ah, se foi o homem que viajou o mundo inteiro, não é, qual é o melhor lugar que você já foi? E ele disse: "O melhor lugar que eu já fui é a calçada da da casa", não é? Existe em muitos de nós, esse sentimento. Dizem que muitos dos escravos africanos aqui no Brasil morriam de uma doença chamada banzo, não é? Banzo é basicamente a saudade de casa. Outro lembrando mal das aulas do ensino médio. O que eu me lembro dos professores do ensino médio era isso, né? Uma saudade tão grande da sua terra que você simplesmente, né, não aguenta. Muitas pessoas, mesmo se mudando para países melhores, é, mesmo indo para Estados Unidos, Europa, finalmente saindo do Brasil, muitos voltam porque sentem falta do local onde eles sentem ter raízes. Kara Zor-El é a Supergirl e é alguém que se encontra nessa situação. Ela cresceu em um planeta e ela viu esse planeta ser destruído. Ela tinha lembranças da sua terra natal, tinha lembranças dos seus pais, tinha as lembranças do seu povo, do seu país. Tudo isso foi tirado dela. Krypto, o cãozinho brincalhão e confuzeiro, foi tudo que sobrou e era tudo ao qual ela se apegava, mais do que simplesmente um animalzinho, né? Era o único ponto de contato dela com com quem ela era. E o que é que a história da Supergirl e esse cãozinho tem a nos ensinar sobre pertencimento, sobre de casa e sobre a saudade de coisas que não voltam mais. Bom, a gente já assistiu Supergirl antes da estreia. Agora o Mundo Cópia faz cabine, tá? A gente é convidado junto com o pessoal da mídia para assistir e a gente já vai trazer para você a nossa reflexão cristã acerca desse filme. Você quer que a gente continue trazendo reflexões cristãs de filmes que são lançamentos já no dia da estreia desses filmes? Sempre segurando bem aí os spoilers? Então apoia aqui o Mundo Cópia, mandando para os seus amigos, clicando em gostei, deixando seus comentários e engajando nesse programa aqui de reflexões cristãs sobre filmes, seriados e outros elementos da cultura pop. O Mundo Cópia chega até vocês sempre graças a Growth Suplementos, a empresa de suplementação para todo mundo aí, ó, que tá buscando a sua vida fitness, tá precisando de ajuda aí para você melhorar a sua saúde, melhorar a sua saúde cardiovascular, sua saúde física, ficar mais bonitinho, ficar mais magro. Não adianta ficar só tomando Monjarro do Paraguai e não puxar um ferro, não, meu filho. Você vai ficar só só geleca. Vamos cuidar dessa saúde. Growth Suplementos tá aí, ó, para te ajudar com a creatina, com a proteína, com o seu whey protein, com com tudo aquilo que é necessário pra sua vida fitness. Até as roupinha de treino que eu uso, ó, são roupinha da Growth. Usa o cupom Jesus pra apoiar a produção de conteúdo aqui nesse canal e contar pro pessoal da Growth e pra você mesmo que você cuida da sua saúde pra glória do Deus vivo. Lembrando, o vídeo de hoje vai ter alguns spoilers de Supergirl. Se você se importa em ver o filme sem saber nada sobre a história, recomendo que você espere pra assistir esse vídeo só depois que você assistir o filme. Mas se você é daqueles que não liga muito pra saber um pouco da história, continua aqui que a gente tem algumas lições pra tirar dela. Dito isso, [música] simbora pro vídeo de hoje. A gente já foi apresentado a Supergirl no filme do Super-Homem, né, do Superman. Ela aparece ali no finalzinho, bêbada, tropeçando nas coisas e chamando o crime. Enquanto o Clark é o cara certinho, de cabelo penteado, de fala empostada, cujo único defeito é amar demais, né, usar uma cueca por cima da roupa também, talvez. Kara é como é como a versão rebelde, né? Ela não é tão jovem pra chamar ela de inexperiente, mas se a fisiologia kryptoniana for semelhante à humana, ela ainda tem aí uns dois anos pro cérebro dela chegar à maturidade e o córtex pré-frontal funcionar direitinho. Ela ainda tá aprendendo a tomar decisões e a lidar com as consequências dos seus atos. O começo de Supergirl evidencia essa desordem mental que é muito comum na juventude, né? O que é evidenciado pela sua nave, né, que é como se fosse o quarto de um adolescente. Tudo tá espalhado, tem resto de comida, roupa fora do canto, o Krypto faz xixi na cara do Super-Homem lá no jornal e, cara, tá de ressaca, com cabelo desgrenhado e com cara de quem tá destruída, né? Provavelmente a gente ia sentir o bafo dela se fosse o cinema 4D daqueles que você sente o cheiro das coisas. Mas ainda bem que que não tem muito aí em Fortaleza esses cinemas não, são uma porcaria. O filme não começa tradicionalmente mostrando as origens dela, né? Ela O filme apresenta um elemento narrativo chamado in media res, que é um nome chique pra descrever uma narrativa que começa no meio das coisas. O passado do personagem pode ou não ser revelado durante o filme. Ele pode ser mencionado por outros personagens, mostrado através de flashbacks. E isso tem essa lente função narrativa de fazer o telespectador se perguntar como é que a pessoa chegou aí nesse ponto. Eu lembro que no tempo que eu fiz a pesquisa de campo para o A Máfia dos Mendigos, muita coisa me surpreendeu ao conversar com as pessoas na rua. E no meio daqueles, de quem a gente desviava o olhar, havia pessoas diplomadas, pessoas que preferiam a liberdade urbana às regras de suas casas e até pessoas que estavam dormindo ali porque simplesmente perderam o ônibus para casa e acabavam dormindo na rua. Há muitas formas de se chegar no fundo do poço e só quem viveu isso sente sabe que a vida pode derrubar mesmo os mais fortes. A vida de embriaguez, debaixo de sóis vermelhos e de baladas interplanetárias de Kara surge como uma forma de autoesquecimento da destruição do seu planeta, da perda de seus pais, da perda do seu povo. Kara, mesmo tendo superpoderes na Terra, encara a situação como tendo sido lançada num buraco em que tudo o que ela pode fazer é olhar para cima, para as estrelas, numa tentativa inútil de voltar para o seu lar. A ironia é que quanto mais ela voava pelo espaço para suas noitadas, mais ela se afundava no buraco mais profundo e mais distante de sair ela ficava. Exilada, longe de casa, órfã, Kara sente um vazio, uma falta de propósito muito grande. Do que que adianta ter superpoderes em um mundo que não é o seu? Do que adianta ser grande em uma terra que não é sua? O que distanciou Kara da vilania foi simplesmente a perda de um propósito. A crise interna que ela vivia por causa de suas perdas formava um vilão muito maior do que aquele que seria apresentado no filme. A Kara ela não é uma rebelde sem causa, ela é alguém sem propósito e por isso ela busca o entorpecimento. Porque a embriaguez anestesia a dor da falta de sentido, mas ao mesmo tempo ela nos desnorteia do local onde a gente poderia encontrar esse sentido. E assim, quanto mais anestesiados, mais perdidos a gente fica. Quanto mais confortavelmente entorpecidos, mais nós cavamos o nosso próprio poço e assim nos distanciamos da saída dele. A luz se torna cada vez mais distante até o ponto em que ela deixa de existir porque nós nos soterramos nos buracos que a gente mesmo cavou para a gente. O ponto de virada na vida da Kara viria de uma forma que nem ela esperava. Muitos dos oitenta anos, ela conhece uma adolescente que havia perdido os pais, o irmão e a casa pelas mãos de um cara chamado Krain. Ruth busca vingança e acaba encontrando o cara. Por causa desse encontro, convenientemente, Krain tenta roubar justamente a nave de Kara e quando Krypto avança para atacá-lo, Krain o envenena. O desejo de salvar Krypto, seu único vínculo com o seu lar e a busca de Ruth por vingança as unem para ir atrás de Krain. É nessa busca que Kara e [música] Ruth serão transformadas ao encontrarem sua real necessidade. Ruth não precisava de vingança, porque isso a transformaria de forma muito terrível. Kara precisava de um propósito na Terra para que pudesse deixar de perceber a Terra como só um buraco, um poço sem fundo. Ao ajudar Ruth, Kara encontra o seu propósito de ter superpoderes. Ela pode ajudar outras pessoas a não terem as mesmas perdas e as mesmas dores. Ela pode ser a força para aqueles que são fracos que sofreram violência. Ela pode impedir que eles, cegos pela dor e pelo desejo de vingança, se corrompam também. A Kara não vence somente Krain. Ela vence o passado que a matava aos poucos. Quando Krain a acerta com flechas de kryptonita, que sabe-se lá onde é que ele consegue isso, onde é que ele guardava isso, o negócio parece do nada, é através do sol amarelo que ela consegue se curar. A kryptonita era aquilo que estava matando aos poucos o seu povo e foi esse o motivo que Zor-El, o seu pai, a enviou para a Terra. A cura pelo sol amarelo mostra a Kara que não tem mais como ela voltar ao passado e que ela podia encontrar cura para aquilo que a feria ali onde ela estava. Quando não podemos mudar as circunstâncias, nós temos que mudar para saber lidar com as circunstâncias. Kara percebeu que, embora a Terra não fosse o seu lar e ela não pudesse substituir o seu lar, a Terra não era uma maldição, a Terra não era um buraco. A Terra, na verdade, era a cura que ela precisava, porque mesmo que ela não tivesse sentido os efeitos, ela foi infectada pelas partículas de kryptonita que estavam no ar. A Terra era a sua salvação, não a sua maldição. Ao mesmo [música] tempo, Kara, assim como Kal-El, o Super-Homem, seria a salvação para muitos conflitos aqui na Terra. A Kara do final do filme não é a mesma do começo do filme. Ela enfrentou a dor do seu passado e a superou. Ela foi curada da sua doença. Ela encontrou um propósito. Ela vestiu a roupa que ela tanto desprezou para ela então se tornar quem ela foi enviada para ser. Kara viu que muito mais do que um desejo realizado, ela obteve um propósito. Na vida, as dores e os sofrimentos podem nos jogar num buraco. E a gente pode se entorpecer de várias coisas que nos distraem da busca por um propósito. Eu não estou falando somente de drogas, né? No caso da Kara, as distrações, o entretenimento, a comilança, a compulsão fitness, a sexualidade desregrada, várias [música] coisas se apresentam como prazeres e até possuem o seu valor quando são vividas de uma forma adequada, mas entorpecem nossa alma ferida. Não raramente, nós podemos nos sentir estrangeiros, despatriados, sozinhos. Os existencialistas que seguem Camus, ah, encaram o absurdo da vida buscando resiliência para suportá-lo e imaginar Sísifo feliz. Mas deixa eu te apresentar um caminho melhor, o caminho, a verdade e a vida. O hino 36 da Harpa Cristã se chama "O Exilado" e diz: "Da linda pátria estou muito longe, cansado eu estou. [música] Eu tenho de Jesus saudade, oh, quando é que eu vou?" Nós estamos exilados, meus irmãos, mas nós não somos despatriados. A gente pode estar cansado, mas em Cristo nós temos um chamado para os cansados e sobrecarregados. Aquele que não está doente de saudade da pátria celestial é porque ele está entorpecido pelo pecado, está distraído pelos seus enganos. Até os pássaros e as belas flores são vãos terrestres esplendores que podem nos distrair da pátria celestial. Mas se contemplarmos o nosso lar celestial, nós encontraremos então um propósito para essa vida. Embora a gente tenha perdido o Éden, há uma cidade que nos espera. Embora a gente já tenha vagado por esse mundo, em Cristo nós fomos encontrados. Jesus estendeu a sua mão para nos tirar do buraco e nos levar para si. Tudo isso não deve nos fazer desprezar a terra que a gente habita hoje. A terra tem esplendores que apontam para o criador. Se mesmo amaldiçoada pelo pecado, ela já tem tantas maravilhas, quanto mais será esplendorosa a nova criação? Sim, há grandes tristezas nesse mundo, muitos sofrimentos, a nossa alma pode estar doente, mas Cristo é o sol da justiça que nos banha e assim somos curados e salvos. Sim, [música] ainda estamos longe da nossa pátria, mas enquanto estamos aqui, nós não estamos sem propósito, nós não estamos simplesmente vagando e vagando sem rumo, mas encontramos o nosso propósito ao amar o Senhor e a cumprir a sua vontade, sempre lembrando que a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem [música] de até subordinar a si todas as coisas. Assistir Supergirl como um cristão é lembrar [música] que por mais que a gente se sinta errante por esse mundo, existe uma terra que é nossa e é para lá que a gente vai. Talvez o fato de eu estar pregando uma série de sermões sobre ser peregrino lá na Batista Manaim afete aí minha minha leitura das coisas, mas se você tiver interesse, Cantiga do Estradar, Sete Marcas da Vida Peregrina, é uma série de sermões que estão pregados sobre Primeira Pedro 1, você pode acompanhar lá no YouTube da Batista Manaim ou no meu Spotify, há uma conta no Spotify que posta só os meus sermões. Pode ir lá se você tiver interesse, vou pedir para o Tuller colocar o link aí na descrição. E você, que que você achou dessa reflexão sobre Supergirl? Você vai assistir no cinema? Não deixe de se inscrever no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Use o cupom Jesus lá na Groovy Supplements. Um cheiro no seu cangote e até a próxima.