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A fé vem pelo ouvir

RETRATAÇÃO DE UMA MENTIRA QUE CONTEI

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Legendas automáticas:

Ah, mas o Iago veio com essa conversa de
que ele não ia mais gravar vídeos em
casa porque ia ficar gravando tudo no
estúdio dele e aí como vai gravar tudo
no estúdio, não
não ia mais gravar em casa. Eu sou um
mentiroso. A gente tá gravando os vídeos
a maioria quase todos no estúdio, tá?
Mas ah vai, eu eu eu eu gosto de de vez
em quando parar aqui pra, sabe, eu
sozinho e uma câmera, sem equipe e sem
luz profissional. E sabe, é assim, é o
meu celular, é uma janela, entendeu? É o
celular na câmera de selfie ainda, não é
na câmera principal. É uma janela e
minha casa, sabe? Meus filhos dormindo
lá em cima, eu gosto, eu ainda gosto.
Mas esse esse entende de tudo nesse
canal, entendeu? Tem de tudo, tem os
vídeos bem trabalhados, tem os vídeos lá
no no estúdio sala, tem os vídeos que eu
gravo aqui na minha casa. Não vem me
chamar de mentiroso não porque você vai
ter razão, entendeu? Mas eu achei que eu
eu achei que eu não ia gravar em casa
nunca mais, mas aí é legal também, mas
eu não trabalho em casa, certo? Trabalho
no meu escritório, vou pro escritório,
trabalho lá no computador. Trabalho em
casa só quando eu quero ficar mais
pertinho dos dos filhos ali um
pouquinho, aí venho pra casa e fico aqui
no no notebook. Então assim, não não vem
se meter na minha vida não. Não é porque
eu estou falando da minha vida pra vocês
que vocês tenham direito de se meter
nela uma vez que eu estou convidando
vocês a se meterem a partir do momento
que eu abro minha vida, entendeu? É a
hipocrisia do do do influencer.
Mas não é disso que eu quero falar hoje
não, hoje a gente vai falar de
Supergirl. O termo homesick é o termo em
inglês pra alguém que tá com saudade de
casa. A pessoa se lembra de como era a
sua casa e sente que onde ela tá agora
não é o seu lugar de fato. Isso deixa
ela com doença na alma que pode até ter
efeitos no âmbito físico, afetando seu
comportamento de formas muito variadas.
Até mesmo quando a gente tá de férias,
curtindo o meu local que a gente tá
turistando, a gente sente saudade de
casa muitas vezes. Porque por mais que o
local onde a gente viaja seja um local
às vezes muito bonito, por mais que a
cama seja confortável, os lençóis sejam
como abraços de anjos, não é, a gente
sente falta da nossa cama, da nossa
rede, da nossa cozinha, né, do nosso
próprio lugar. Eu não lembro qual foi o
presidente a quem perguntaram, não é,
foi Figueiredo? Eu não lembro mais não.
Ah, se foi o homem que viajou o mundo
inteiro, não é, qual é o melhor lugar
que você já foi? E ele disse: "O melhor
lugar que eu já fui é a calçada da da
casa", não é? Existe em muitos de nós,
esse sentimento. Dizem que muitos dos
escravos africanos aqui no Brasil
morriam de uma doença chamada banzo, não
é? Banzo é basicamente a saudade de
casa. Outro lembrando mal das aulas do
ensino médio. O que eu me lembro dos
professores do ensino médio era isso,
né? Uma saudade tão grande da sua terra
que você simplesmente, né,
não aguenta. Muitas pessoas, mesmo se
mudando para países melhores, é, mesmo
indo para Estados Unidos, Europa,
finalmente saindo do Brasil, muitos
voltam porque sentem falta do local onde
eles sentem ter raízes. Kara Zor-El é a
Supergirl e é alguém que se encontra
nessa situação. Ela cresceu em um
planeta e ela viu esse planeta ser
destruído. Ela tinha lembranças da sua
terra natal, tinha lembranças dos seus
pais, tinha as lembranças do seu povo,
do seu país. Tudo isso foi tirado dela.
Krypto, o cãozinho brincalhão e
confuzeiro, foi tudo que sobrou e era
tudo ao qual ela se apegava, mais do que
simplesmente um animalzinho, né? Era o
único ponto de contato dela com com quem
ela era. E o que é que a história da
Supergirl e esse cãozinho tem a nos
ensinar sobre pertencimento, sobre de
casa e sobre a saudade de coisas que não
voltam mais. Bom, a gente já assistiu
Supergirl antes da estreia. Agora o
Mundo Cópia faz cabine, tá? A gente é
convidado junto com o pessoal da mídia
para assistir e a gente já vai trazer
para você a nossa reflexão cristã acerca
desse filme. Você quer que a gente
continue trazendo reflexões cristãs de
filmes que são lançamentos já no dia da
estreia desses filmes? Sempre segurando
bem aí os spoilers? Então apoia aqui o
Mundo Cópia, mandando para os seus
amigos, clicando em gostei, deixando
seus comentários e engajando nesse
programa aqui de reflexões cristãs sobre
filmes, seriados e outros elementos da
cultura pop. O Mundo Cópia chega até
vocês sempre graças a Growth
Suplementos, a empresa de suplementação
para todo mundo aí, ó, que tá buscando a
sua vida fitness, tá precisando de ajuda
aí para você melhorar a sua saúde,
melhorar a sua saúde cardiovascular, sua
saúde física, ficar mais bonitinho,
ficar mais magro. Não adianta ficar só
tomando Monjarro do Paraguai e não puxar
um ferro, não, meu filho. Você vai ficar
só só geleca. Vamos cuidar dessa saúde.
Growth Suplementos tá aí, ó, para te
ajudar com a creatina, com a proteína,
com o seu whey protein, com com tudo
aquilo que é necessário pra sua vida
fitness. Até as roupinha de treino que
eu uso, ó, são roupinha da Growth. Usa o
cupom Jesus pra apoiar a produção de
conteúdo aqui nesse canal e contar pro
pessoal da Growth e pra você mesmo que
você cuida da sua saúde pra glória do
Deus vivo. Lembrando, o vídeo de hoje
vai ter alguns spoilers de Supergirl. Se
você se importa em ver o filme sem saber
nada sobre a história, recomendo que
você espere pra assistir esse vídeo só
depois que você assistir o filme. Mas se
você é daqueles que não liga muito pra
saber um pouco da história, continua
aqui que a gente tem algumas lições pra
tirar dela. Dito isso, [música]
simbora pro vídeo de hoje.
A gente já foi apresentado a Supergirl
no filme do Super-Homem, né, do
Superman. Ela aparece ali no finalzinho,
bêbada, tropeçando nas coisas e chamando
o crime. Enquanto o Clark é o cara
certinho, de cabelo penteado, de fala
empostada, cujo único defeito é amar
demais, né, usar uma cueca por cima da
roupa também, talvez. Kara é como é como
a versão rebelde, né? Ela não é tão
jovem pra chamar ela de inexperiente,
mas se a fisiologia kryptoniana for
semelhante à humana, ela ainda tem aí
uns dois anos pro cérebro dela chegar à
maturidade e o córtex pré-frontal
funcionar direitinho. Ela ainda tá
aprendendo a tomar decisões e a lidar
com as consequências dos seus atos. O
começo de Supergirl evidencia essa
desordem mental que é muito comum na
juventude, né? O que é evidenciado pela
sua nave, né, que é como se fosse o
quarto de um adolescente. Tudo tá
espalhado, tem resto de comida, roupa
fora do canto, o Krypto faz xixi na cara
do Super-Homem lá no jornal e, cara, tá
de ressaca, com cabelo desgrenhado e com
cara de quem tá destruída, né?
Provavelmente a gente ia sentir o bafo
dela se fosse o cinema 4D daqueles que
você sente o cheiro das coisas. Mas
ainda bem que que não tem muito aí em
Fortaleza esses cinemas não, são uma
porcaria.
O filme não começa tradicionalmente
mostrando as origens dela, né? Ela O
filme apresenta um elemento narrativo
chamado in media res, que é um nome
chique pra descrever uma narrativa que
começa no meio das coisas. O passado do
personagem pode ou não ser revelado
durante o filme. Ele pode ser mencionado
por outros personagens, mostrado através
de flashbacks. E isso tem essa lente
função narrativa de fazer o
telespectador se perguntar como é que a
pessoa chegou aí nesse ponto. Eu lembro
que no tempo que eu fiz a pesquisa de
campo para o A Máfia dos Mendigos, muita
coisa me surpreendeu ao conversar com as
pessoas na rua. E no meio daqueles, de
quem a gente desviava o olhar, havia
pessoas diplomadas, pessoas que
preferiam a liberdade urbana às regras
de suas casas e até pessoas que estavam
dormindo ali porque simplesmente
perderam o ônibus para casa e acabavam
dormindo na rua. Há muitas formas de se
chegar no fundo do poço e só quem viveu
isso sente sabe que a vida pode derrubar
mesmo os mais fortes. A vida de
embriaguez, debaixo de sóis vermelhos e
de baladas interplanetárias de Kara
surge como uma forma de autoesquecimento
da destruição do seu planeta, da perda
de seus pais, da perda do seu povo.
Kara, mesmo tendo superpoderes na Terra,
encara a situação como tendo sido
lançada num buraco em que tudo o que ela
pode fazer é olhar para cima, para as
estrelas, numa tentativa inútil de
voltar para o seu lar. A ironia é que
quanto mais ela voava pelo espaço para
suas noitadas, mais ela se afundava no
buraco mais profundo e mais distante de
sair ela ficava. Exilada, longe de casa,
órfã, Kara sente um vazio, uma falta de
propósito muito grande. Do que que
adianta ter superpoderes em um mundo que
não é o seu? Do que adianta ser grande
em uma terra que não é sua? O que
distanciou Kara da vilania foi
simplesmente a perda de um propósito. A
crise interna que ela vivia por causa de
suas perdas formava um vilão muito maior
do que aquele que seria apresentado no
filme. A Kara ela não é uma rebelde sem
causa, ela é alguém sem propósito e por
isso ela busca o entorpecimento.
Porque a embriaguez anestesia a dor da
falta de sentido, mas ao mesmo tempo ela
nos desnorteia do local onde a gente
poderia encontrar esse sentido. E assim,
quanto mais anestesiados, mais perdidos
a gente fica. Quanto mais
confortavelmente entorpecidos, mais nós
cavamos o nosso próprio poço e assim nos
distanciamos da saída dele. A luz se
torna cada vez mais distante até o ponto
em que ela deixa de existir porque nós
nos soterramos nos buracos que a gente
mesmo cavou para a gente. O ponto de
virada na vida da Kara viria de uma
forma que nem ela esperava. Muitos dos
oitenta anos, ela conhece uma
adolescente que havia perdido os pais, o
irmão e a casa pelas mãos de um cara
chamado Krain. Ruth busca vingança e
acaba encontrando o cara. Por causa
desse encontro, convenientemente, Krain
tenta roubar justamente a nave de Kara e
quando Krypto avança para atacá-lo,
Krain o envenena. O desejo de salvar
Krypto, seu único vínculo com o seu lar
e a busca de Ruth por vingança as unem
para ir atrás de Krain. É nessa busca
que Kara e [música] Ruth serão
transformadas ao encontrarem sua real
necessidade. Ruth não precisava de
vingança, porque isso a transformaria de
forma muito terrível. Kara precisava de
um propósito na Terra para que pudesse
deixar de perceber a Terra como só um
buraco, um poço sem fundo. Ao ajudar
Ruth, Kara encontra o seu propósito de
ter superpoderes. Ela pode ajudar outras
pessoas a não terem as mesmas perdas e
as mesmas dores. Ela pode ser a força
para aqueles que são fracos que sofreram
violência. Ela pode impedir que eles,
cegos pela dor e pelo desejo de
vingança, se corrompam também. A Kara
não vence somente Krain. Ela vence o
passado que a matava aos poucos. Quando
Krain a acerta com flechas de
kryptonita, que sabe-se lá onde é que
ele consegue isso, onde é que ele
guardava isso, o negócio parece do nada,
é através do sol amarelo que ela
consegue se curar. A kryptonita era
aquilo que estava matando aos poucos o
seu povo e foi esse o motivo que Zor-El,
o seu pai, a enviou para a Terra. A cura
pelo sol amarelo mostra a Kara que não
tem mais como ela voltar ao passado e
que ela podia encontrar cura para aquilo
que a feria ali onde ela estava. Quando
não podemos mudar as circunstâncias, nós
temos que mudar para saber lidar com as
circunstâncias. Kara percebeu que,
embora a Terra não fosse o seu lar e ela
não pudesse substituir o seu lar, a
Terra não era uma maldição, a Terra não
era um buraco. A Terra, na verdade, era
a cura que ela precisava, porque mesmo
que ela não tivesse sentido os efeitos,
ela foi infectada pelas partículas de
kryptonita que estavam no ar. A Terra
era a sua salvação, não a sua maldição.
Ao mesmo [música] tempo, Kara, assim
como Kal-El, o Super-Homem, seria a
salvação para muitos conflitos aqui na
Terra. A Kara do final do filme não é a
mesma do começo do filme. Ela enfrentou
a dor do seu passado e a superou. Ela
foi curada da sua doença. Ela encontrou
um propósito. Ela vestiu a roupa que ela
tanto desprezou para ela então se tornar
quem ela foi enviada para ser. Kara viu
que muito mais do que um desejo
realizado, ela obteve um propósito. Na
vida, as dores e os sofrimentos podem
nos jogar num buraco. E a gente pode se
entorpecer de várias coisas que nos
distraem da busca por um propósito. Eu
não estou falando somente de drogas, né?
No caso da Kara, as distrações, o
entretenimento, a comilança, a compulsão
fitness, a sexualidade desregrada,
várias [música]
coisas se apresentam como prazeres e até
possuem o seu valor quando são vividas
de uma forma adequada, mas entorpecem
nossa alma ferida. Não raramente, nós
podemos nos sentir estrangeiros,
despatriados, sozinhos. Os
existencialistas que seguem Camus, ah,
encaram o absurdo da vida buscando
resiliência para suportá-lo e imaginar
Sísifo feliz. Mas deixa eu te apresentar
um caminho melhor, o caminho, a verdade
e a vida. O hino 36 da Harpa Cristã se
chama "O Exilado" e diz: "Da linda
pátria estou muito longe, cansado eu
estou. [música]
Eu tenho de Jesus saudade, oh, quando é
que eu vou?" Nós estamos exilados, meus
irmãos, mas nós não somos despatriados.
A gente pode estar cansado, mas em
Cristo nós temos um chamado para os
cansados e sobrecarregados. Aquele que
não está doente de saudade da pátria
celestial é porque ele está entorpecido
pelo pecado, está distraído pelos seus
enganos. Até os pássaros e as belas
flores são vãos terrestres esplendores
que podem nos distrair da pátria
celestial. Mas se contemplarmos o nosso
lar celestial, nós encontraremos então
um propósito para essa vida. Embora a
gente tenha perdido o Éden, há uma
cidade que nos espera. Embora a gente já
tenha vagado por esse mundo, em Cristo
nós fomos encontrados. Jesus estendeu a
sua mão para nos tirar do buraco e nos
levar para si. Tudo isso não deve nos
fazer desprezar a terra que a gente
habita hoje. A terra tem esplendores que
apontam para o criador. Se mesmo
amaldiçoada pelo pecado, ela já tem
tantas maravilhas, quanto mais será
esplendorosa a nova criação? Sim, há
grandes tristezas nesse mundo, muitos
sofrimentos, a nossa alma pode estar
doente, mas Cristo é o sol da justiça
que nos banha e assim somos curados e
salvos. Sim, [música] ainda estamos
longe da nossa pátria, mas enquanto
estamos aqui, nós não estamos sem
propósito, nós não estamos simplesmente
vagando e vagando sem rumo, mas
encontramos o nosso propósito ao amar o
Senhor e a cumprir a sua vontade, sempre
lembrando que a nossa pátria está nos
céus, de onde também aguardamos o
salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual
transformará o nosso corpo de humilhação
para ser igual ao corpo da sua glória,
segundo a eficácia do poder que ele tem
[música]
de até subordinar a si todas as coisas.
Assistir Supergirl como um cristão é
lembrar [música] que por mais que a
gente se sinta errante por esse mundo,
existe uma terra que é nossa e é para lá
que a gente vai. Talvez o fato de eu
estar pregando uma série de sermões
sobre ser peregrino lá na Batista Manaim
afete aí minha minha leitura das coisas,
mas se você tiver interesse, Cantiga do
Estradar, Sete Marcas da Vida Peregrina,
é uma série de sermões que estão
pregados sobre Primeira Pedro 1, você
pode acompanhar lá no YouTube da Batista
Manaim ou no meu Spotify, há uma conta
no Spotify que posta só os meus sermões.
Pode ir lá se você tiver interesse, vou
pedir para o Tuller colocar o link aí na
descrição. E você, que que você achou
dessa reflexão sobre Supergirl? Você vai
assistir no cinema? Não deixe de se
inscrever no canal e assinar as
notificações para ficar sabendo sempre
que houver vídeo novo. Use o cupom Jesus
lá na Groovy Supplements. Um cheiro no
seu cangote
e até a próxima.

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