Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Todo Mundo deseja Poder | Josemar Bessa

Todo Mundo deseja Poder  | Josemar Bessa

Todo Mundo deseja Poder | Josemar Bessa

QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:

Pix 21 999811424
Pix [email protected]
Pix 011.737.737.62

PayPal – [email protected]

Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3

Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa

Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa

REDES SOCIAIS:

💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: [email protected]
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv

Legendas automáticas:

Todo mundo quer poder. Esse título pode
parecer um pouco eh generalizar demais,
não é? Mas não é. É sobre isso que nós
queremos eh falar aqui agora. Efésios 1
a partir do verso 19 diz que e a
incomparável grandeza do seu poder para
conosco, os que cremos, conforme a
atuação
da sua poderosa força.
Esse poder ele exerceu em Cristo,
ressuscitando dos mortos e fazendo
assentar-se à sua direita nas regiões
celestiais, muito acima de todo governo
e autoridade, poder e domínio e de todo
nome que se possa mencionar não apenas
nesta era, mas também na que há de vir.
Então, todo mundo quer poder, mesmo
quando chama isso por outro outro nome.
Alguns chamam de sucesso, outros chamam
de influência, outros chamam de dinheiro
e outros chamam de liberdade, outros
chamam de relevância,
outros chamam de controle. Mas no fundo,
o coração humano está sempre tentando
dizer alguma coisa ao mundo. Olhem para
eh o que eu posso fazer. Olhem como eu
canto. Olha como eu conto. Olhem como eu
importo. Poucas coisas revelam tanto o
coração humano quanto a maneira como
lidamos com poder. Porque poder não é
apenas força bruta. Poder é capacidade
de agir, é a capacidade de fazer
acontecer. é construir, mover,
influenciar, controlar ambientes,
determinar resultados, abrir portas,
fechar portas, ser ouvido, ser temido,
ser lembrado. O homem quer poder porque
quer deixar marca, quer produzir efeito,
quer provar que sua existência pesa. Por
isso, as grandes cidades se tornam
vitrines do desejo humano por poder.
Torres que parecem desafiar o céu,
mercados que movem fortunas em segundos,
mídia que molda pensamentos, palcos que
transformam homens em
ícones, moda que define o que será
desejado, política que promete conduzir
povos, tecnologia que amplia a voz, a
imagem, a presença e o alcance de uma
pessoa para além de qualquer geração
antiga poderia a imaginar. E hoje mesmo
quem não tem torre, mercado, palco ou
cargo, quer seu pequeno
trono digital, quer ser visto, quer ser
seguido, quer ser comentado, quer causar
impacto, quer que sua vida diga: "Eu
existo, eu faço, eu posso, eu conto".
Não pense que isso está apenas nos
grandes. O desejo de poder também mora
nas pequenas
nas pequenas vaidades,
na necessidade de controlar uma
conversa, na incapacidade de perder uma
discussão,
no medo de ser ignorado, na ansiedade de
ser esquecido, no prazer secreto de ser
admirado, no desespero de parecer forte.
O homem pode até falar contra o poder,
mas raramente abre mão de algum tipo
dele. Porque
poder promete aquilo que o coração caído
deseja: segurança, importância, controle
e permanência. Mas então Paulo fala de
outro poder, não apenas de um poder
maior, não apenas de um poder mais alto,
não apenas de um poder no topo da escala
de poderes, né? Ele fala da incomparável
grandeza do poder de Deus. Incomparável.
Essa palavra é decisiva. Paulo não está
dizendo que Deus é o mais poderoso
dentro da mesma categoria em que se
encontram reis, impérios, exércitos,
governos, bilionários,
celebridades, né,
sistemas, tecnologias,
força da natureza. Ele não está dizendo
que numa escala de poder, Deus aparece
no último grau, acima de todos os outros
poderes. Não é isso que ele está
falando. Não é isso que todo poderoso ou
que Deus tem todo poder significa. Deus
não está no alto da escala. Deus
transcende a escala. Ele não é
simplesmente o mais forte entre os
fortes. Ele é a fonte de qualquer força
que existe em qualquer coisa e em
qualquer ser.
Não é apenas o maior poder entre poderes
criados. Ele é aquele de quem todo poder
criado depende para existir por mais
um segundo. O salmista disse: "Uma vez
Deus falou, duas vezes eu ouvi que o
poder pertence a Deus". Não apenas que
Deus tem poder, mas o poder pertence a
Deus. Isso significa que todo poder que
qualquer criatura possui é poder
emprestado. Todo governo governa por
permissão. Todo rei reina por delegação.
Todo império se levanta por um tempo
determinado. Toda força natural obedece
limites estabelecidos.
Todo ser humano que realiza alguma
coisa, só realiza porque recebeu fôlego,
mente, corpo, oportunidade, tempo e
sustentação daquele que conserva todas
as coisas. Ninguém possui um átomo de
poder autônomo, nem o homem mais rico,
nem o governante mais temido, nem o
exército mais armado, nem a cultura mais
dominante, nem a tecnologia mais
impressionante.
Todo o poder criado é dependente. Todo
poder humano é derivado. Todo trono na
Terra é trono de aluguel. Todo domínio
debaixo do céu tem prazo de validade.
Isaías diz que Deus reduz os príncipes a
nada e torna inúteis os juízes da terra.
Já Daniel diz que Deus age como quer com
os exércitos dos céus e com os
habitantes da terra. E ninguém é capaz
de resistir à sua mão ou dizer: "O que
fizeste?"
Isso não é poesia, né? religiosa é a
realidade. O homem poderoso se esquece
disso porque
confunde
controle temporário com soberania
verdadeira. Ele tem uma caneta, um
cargo, um exército, uma conta bancária,
uma influência, um nome, uma plataforma
e começa a imaginar que o poder nasceu
nele. Mas basta um AVC, uma célula fora
de controle, uma crise econômica, um
escândalo, um acidente, uma noite sem
ar, uma queda no mercado, uma porta que
se fecha, uma sentença médica e o deus
de barro descobre que nunca foi Deus.
Por isso
a cena de de
Jesus diante de Pilatos é tão
impressionante. Pilatos parecia ter
poder, Roma parecia ter poder, o
tribunal parecia ter poder, os soldados
pareciam ter poder, a cruz parecia
provar o poder dos homens. Pilatos olha
para Jesus e fala como quem detém o
destino dele na mão. Outras palavras,
ele diz: "Você não sabe que eu tenho
autoridade para libertá-lo e autoridade
para crucificá-lo".
Ali estava o poder do mundo falando com
o filho de Deus, o estado diante do
cordeiro, o império diante do rei, o
juiz injusto diante daquele que julgará
vivos e mortos. E Jesus não entra em
pânico, não se curva, não bajula, não
negocia a sua missão. Ele responde: "Não
terias nenhuma autoridade sobre mim se
esta não te fosse dada de cima". Cristo
não negou que Pilatos tinha autoridade.
Ele sabia que Pilatos tinha poder real,
mas sabia também que Pilatos não tinha
um grão de poder próprio. Nenhuma
autoridade sobre Cristo
existiria se não fosse concedida de
cima. A mão que parecia prender Jesus
estava misteriosamente debaixo da mão
soberana de Deus. O tribunal humano só
podia ir até onde o decreto eterno
decretou.
A cruz não estava escapando do governo
de Deus. Ela estava cumprindo o governo
de Deus. Isso é poder. Não o poder
ansioso que precisa se exibir. Não o
poder inseguro que precisa dominar. Não
o poder mortal que precisa provar que
conta antes que desapareça, mas o poder
sereno, absoluto e incomparável de Deus.
E aqui está o grande engano do mundo.
Ele chama de poder aquilo que não pode
vencer a morte. O homem pode construir,
arranhar céus, mas não pode impedir que
seu corpo desça ao pó.
Pode comandar exércitos, mas não pode
ordenar que a morte recue. Pode acumular
riquezas. Mas não pode subornar o
túmulo. Pode ser aplaudido por
multidões, mas não pode levar os
aplausos para dentro da eternidade. Pode
e [roncando] deixar seu nome em placas,
livros, prédios e arquivos, mas não pode
preservar a memória.
A própria alma,
ele não pode preservar pelo poder do
próprio nome.
A morte desmascara todos os poderes
humanos. Ela entra em palácios e
barracos. A morte entra em hospitais
particulares e públicos. Entra em casas
famosas e desconhecidas. A morte entra
onde há luxo e onde há miséria. Ela não
pede currículo, não respeita seguidores,
não se impressiona com títulos, não se
cala diante de dinheiro, não negocia com
beleza, não se curva a inteligência. Por
isso Paulo não quer que a igreja fique
fascinada com o poder que o mundo exibe.
Ele quer que os olhos do coração sejam
iluminados para ver o poder que Deus
revelou em Cristo. O poder que não
apenas faz coisas acontecerem,
o poder que vence a morte, o poder que
ressuscita o filho, o poder que o
assenta acima de todo governo,
autoridade, poder e domínio.
O poder que coloca todos os homens
debaixo do nome de Jesus. O mundo ainda
se ajoelha diante de poderes que
envelhecem, trem.
Mas o cristão olha para Cristo
ressuscitado e aprende a medir o poder
de outro modo, porque o mundo chama de
poder aquilo que ainda treme diante da
morte.
A segunda coisa a respeito disso é saber
que Deus é poderoso,
que Deus é poderoso. Não é o mesmo que
conhecer o poder de Deus.
Então pense nisso. Saber que Deus é
poderoso não é o mesmo que conhecer o
poder de Deus. Efésios
1, a partir do 18 diz: "Oro também para
que os olhos do coração de vocês sejam
iluminados, a fim de que vocês conheçam
a esperança para a qual ele os chamou,
as riquezas da gloriosa herança dele nos
santos e a incomparável grandeza do seu
poder para conosco os que cremos".
Muitos creem que Deus é poderoso. Poucos
vivem como se isso fosse real, como se
isso fosse verdade. É possível confessar
a onipotência de Deus e ser governado
pelo medo dos homens.
É possível cantar
sobre a soberania de Deus e passar a
semana como escravo da ansiedade.
É possível afirmar que Cristo reina
acima de todo governo, autoridade,
poder, domínio e ainda reagir diante das
pressões da vida. como se Pilatos
tivesse a palavra final. Essa é uma das
grandes tragédias da [roncando] eh do do
cristianismo nominal, da religião
correta, sem percepção
espiritual. A doutrina está certa, a
alma está escura. A confissão é bíblica.
O coração está apavorado. A boca diz:
"Deus governa todas as coisas, mas o
corpo treme como se todas as coisas
estivessem soltas".
A mente sabe a frase, o coração não
enxerga a realidade. Por isso o coração
de Paulo é tão
importante
ao manifestar a oração
que ele eh faz. Ele não escreve para
pagãos sem informação. Não está falando
com gente que nunca ouviu falar de
Cristo. Não está diante de pessoas
completamente alheias à verdade cristã.
Ele disse que ouviu falar de fé, da fé
deles no Senhor Jesus e do amor deles
por todos os santos. Eles creem, eles
amam a sinais reais de de graça. E mesmo
assim Paulo ora. Isso é profundo, porque
o problema deles não era simplesmente
falta de conteúdo religioso. Eles já
tinham ouvido o evangelho, já tinham
recebido instrução, já criam em Cristo,
já demonstravam amor pelos irmãos. Mas
Paulo sabe que a vida cristã não é
sustentada apenas por informação
acumulada.
É possível ter verdade na memória e
ainda precisar desesperadamente de luz
no coração. Então Paulo ora. Oro também
para que os olhos do coração de vocês
sejam iluminados.
Os olhos do coração. Essa expressão
precisa nos parar. Paulo está dizendo
que a alma precisa enxergar. Existe uma
visão que não é física, existe uma
percepção que não é apenas intelectual.
Existe uma forma de conhecer que vai
além de repetir palavras certas. A
verdade precisa ser eh eh precisa sair
do papel e se tornar realidade viva
diante do coração. Não basta dizer que
Deus é poderoso. É preciso ver o peso
disso. Não basta afirmar que Cristo
ressuscitou. É preciso viver debaixo da
graça dessa ressurreição.
Não basta crer que há herança eterna. É
preciso que essa herança comece a
diminuir o domínio das perdas temporais
sobre nós. Não basta saber que Cristo
está acima de todo nome. É preciso que
os nomes que nos ameaçam fiquem menores
diante dele. Nós conhecemos muitas
coisas que ainda não conhecemos como
deveríamos.
Sabemos que Deus governa, mas entramos
em pânico quando a porta fecha. Sabemos
que Cristo ressuscitou, mas vivemos como
se a morte ainda fosse senhora absoluta.
Sabemos que existe uma herança
incorruptível, mas somos controlados por
dinheiro, reputação, conforto e
estabilidade.
Sabemos que há poder para os que creem,
mas obedecemos como se estivéssemos
sozinhos, abandonados
e a nossa própria força.
Sabemos, mas não vemos. E quando não
vemos, a doutrina não se torna força na
alma.
Ela permanece correta, mas distante,
verdadeira, mas sem peso, linda, mas sem
domínio, como uma lâmpada desligada em
uma sala escura. A lâmpada está ali, mas
não ilumina nada enquanto não há luz.
Paulo não quer que os efésios tenham
apenas uma teologia da potência divina.
Ele quer que essa potência divina se
torne visão espiritual, coragem,
prática, esperança presente e obediência
real. Por isso, ele ora por três
percepções. Primeiro, que eles conheçam
a esperança para a qual Deus os chamou.
A esperança cristã não é otimismo.
A esperança cristã não é otimismo, não é
pensamento positivo, não é uma tentativa
de imaginar que tudo ficará bem, porque
isso nos faz sentir melhor.
A esperança cristã nasce do chamado de
Deus. Deus chamou, Deus separou, Deus
trouxe mortos pra vida. Deus colocou o
seu povo em um caminho que termina em
glória.
Quem sabe disso, de modo vivo, não
interpreta o presente como se ele fosse
a história inteira. O sofrimento é real,
mas não é final. A espera é real, mas
não é vazia.
A fraqueza é real, mas não é definitiva.
Deus nos chamou para algo e aquilo para
o qual ele nos chamou pesa mais que
aquilo pelo qual passamos agora.
Segundo Paulo ora para que eles conheçam
as riquezas da gloriosa herança de Deus
nos santos. O cristão não é pobre porque
perdeu algo neste mundo. Não é miserável
porque foi esquecido por homens. Não é
abandonado porque não recebeu aplauso.
Não é fracassado porque não conquistou o
mesmo que outros conquistaram. Há uma
herança gloriosa preparada por Deus. Uma
riqueza que não apodrece, não
desvaloriza, não pode ser roubada, não
pode ser vencida pela morte.
Mas
se os olhos do coração não são
iluminados, vivemos como mendigos
sentados sobre tesouros.
Temos promessas imensas e ansiedades
pequenas nos dominam.
Temos adoção eterna e a rejeição humana
nos destrói. Temos glória futura e um
comentário negativo nos tira o sono.
Temos Cristo e nos comportamos como se
nossa vida estivesse pendurada na
aprovação das pessoas frágeis como nós
ou da nossa cultura degradada.
Então Paulo ora porque ele sabe que a
herança precisa ser vista, não com os
olhos do rosto, com os olhos do coração.
Terceiro, Paulo ora para que eles
conheçam a incomparável grandeza do
poder de Deus para conosco, os que
cremos. Aqui ele chega ao ponto central.
A esperança olha para o futuro.
A herança revela a riqueza do nosso
destino em Deus.
Mas o poder, o poder sustenta o
presente. A vida cristã não é apenas
lembrar o que Deus fez no passado e
esperar o que Deus fará no futuro.
É ser sustentado agora pelo poder que já
opera nos que creem. Paulo não está
descrevendo um poder distante, guardado
apenas para o último dia, como se o
cristão vivesse hoje apenas com ideias e
promessas abstratas.
Ele fala de um poder para conosco os que
cremos. Poder presente, poder aplicado,
poder operante. Poder que sustenta a fé,
fortalece a obediência, rompe correntes,
consola no sofrimento, dá coragem diante
de autoridades,
perseverança diante da fraqueza e
esperança diante da morte. Mas esse
poder precisa ser conhecido, não apenas
mencionado, não apenas cantado, não
apenas defendido em debates, conhecido.
Há uma diferença entre olhar para uma
ponte e atravessá-la. Há uma diferença
entre estudar um remédio e tomá-lo. Há
uma diferença entre dizer que o sol
existe e sentir sua luz no rosto.
Há uma diferença entre
repetir que Deus é poderoso e ficar de
pé em obediência quando tudo em você
está com medo. Por isso, precisamos orar
como Paulo. Senhor ilumina os olhos do
nosso coração,
nos faz ver o que dizemos crer, nos faz
sentir o peso santo daquilo que
confessamos.
Faz tua verdade sair das frases e entrar
nas nossas reações.
Porque o teste não é apenas o que
afirmamos no culto.
O teste é o que governa nosso coração
quando o medo chega, quando o dinheiro
falta, quando o diagnóstico vem, quando
a injustiça cresce, quando a tentação
promete alívio, quando uma pessoa
poderosa ameaça quando obedecer parece
custar demais.
Ali
descobrimos se apenas sabemos sobre o
poder de Deus ou se começamos a conhecer
esse poder. A doutrina que não ilumina
os olhos do coração ainda não se tornou
força na alma.
A terceira coisa é que o poder quebrou
a espinha da morte,
eh
opera agora em nós. Então aí no em
Efésios 1:19 ele diz: "E a incomparável
grandeza do seu poder para conosco os
que cremos conforme a atuação de sua
poderosa força. Esse poder ele exerceu
em Cristo ressuscitando dos mortos e
fazendo assentar-se à sua direita. nas
regiões celestiais.
A morte, a morte é o maior poder que o
homem não consegue domesticar.
Ele pode construir cidades, pode erguer
impérios, pode dividir átomos, pode
lançar máquinas ao espaço, pode
manipular mercados, pode descobrir
remédios,
pode desenvolver medicina, tecnologia,
sistemas, governos, arte.
filosofia
e métodos para quase tudo, mas morre. A
morte humilha o rei e o mendigo.
A morte humilha o gênio e o ignorante. A
morte humilha o atleta e o enfermo.
Humilha o bilionário e o trabalhador
comum. A morte humilha o nome famoso e o
desconhecido. A morte humilha o homem
que passou a vida inteira sendo
aplaudido e o homem que quase ninguém
notou. A morte entra sem pedir licença.
Ela não se impressiona com o currículo,
não se curva diante de dinheiro, não
respeita a beleza, não poupa
inteligência,
não negocia com influência, não treme
diante do poder humano. É por isso que a
Bíblia a chama de inimiga, não amiga,
não etapa romântica, não um detalhe
natural sem horror, inimiga. Paulo a
chama de o último inimigo. E isso
explica por quando ele quer falar da
incomparável grandeza do poder de Deus,
ele não aponta primeiro para as
estrelas. Ele poderia falar da criação
do universo, poderia dizer: "Vejam o
poder que espalhou galáxias, que
sustenta o sol, que estabeleceu as
órbitas, que chama cada estrela pelo
nome, isso seria verdadeiro, seria
grandioso." Mas Paulo vai para outro
lugar, ele vai ao túmulo vazio. Ele diz:
"Esse poder Deus exerceu em Cristo,
ressuscitandoos mortos". Agora,
por quê?
Porque a morte é o poder que parece
colocar ponto final em todos os outros
poderes. O homem pode conquistar
territórios, mas a morte conquista o
conquistador. O imperador pode submeter
povos, mas a morte submete o imperador.
Um artista pode mover multidões, mas a
morte cala sua voz. Um rico pode comprar
quase tudo, mas não pode comprar a
revogação do próprio túmulo. Então,
se existe um poder que vence a morte,
esse poder é de outra ordem. Não é
apenas mais forte, é incomparável.
Cristo entrou na morte, não passou perto
dela, não a observou de longe, não a
tratou como teoria. Ele entrou, entrou
de verdade com o corpo ferido, sangue
derramado, pulmões esmagados, mãos
perfuradas, cabeça coroada de espinhos,
alma carregando o peso do pecado do seu
povo eleito. Ele entrou na morte não
como vítima impotente do acaso, mas como
cordeiro substituto, como filho
obediente, como aquele que vê exatamente
para aquela hora.
A morte o recebeu como recebe todos os
homens, mas cometeu seu erro eterno.
Tentou segurar, tentou manter aquele que
não podia ser retido. Pedro pregou em
Atos e disse: "Mas Deus o ressuscitou
dos mortos, rompendo os laços da morte,
porque era impossível que a morte o
retivesse."
Impossível. Essa palavra precisa cair
sobre a alma, né? Não era improvável,
não era difícil, não era apenas
surpreendente. Era impossível que a
morte o retivesse. A morte que sempre
pareceu invencível, encontrou em Cristo
alguém que ela não podia manter preso.
Ela
eh lançou seus laços, mas os laços se
romperam. Ela fechou sua boca, mas a o
terceiro dia a abriu. Ela colocou uma
pedra diante do sepulcro, mas a pedra
não era tranca para Deus. Ela pensou que
havia engolido o príncipe da vida, mas o
príncipe da vida quebrou suas entranhas.
Todo mundo que a morte engole,
ela digere,
mas ela engoliu o veneno
ao engolir e tentar reter Cristo. A
ressurreição não é apenas um milagre
isolado, é a derrota pública da morte. É
o início da nova criação.
É a declaração de que o último inimigo
foi mortalmente ferido. É Deus dizendo
que o pecado não terá a última palavra,
que o túmulo não terá a última palavra,
que a maldição não terá a última
palavra, que a escuridão não terá a
última palavra, que Cristo terá a última
palavra. Por isso Paulo pode zombar da
morte. Onde está o morte, a sua vitória.
Onde está o morte, o seu aguilhão? Isso
não é poesia delicada, sofisticada, é
escárneio santo, é provocação redimida.
É um homem em Cristo olhando para o
inimigo mais antigo da humanidade e
dizendo: "Você perdeu".
A morte ainda fere, mas perdeu seu
veneno final. Ainda separa por um tempo,
mas perdeu seu domínio eterno. Ainda faz
chorar, mas não pode condenar quem está
em Cristo. Ainda leva o corpo ao pó, mas
não pode impedir a ressurreição dos que
pertencem ao Senhor. Agora veja o que
Paulo está
dizendo em Efésios. Ele não diz apenas
que Deus tem esse poder. Ele diz que
esse poder é para conosco os que cremos.
Isso é a parte quase inacreditável do
texto. O poder que ressuscitou Cristo
não é apenas um espetáculo
diante de nós ou para nós. Não é apenas
uma verdade para admirarmos à distância.
Não é apenas uma lembrança de que Deus,
do que Deus fez uma vez no passado. É o
poder que opera em favor do povo de Deus
e começa a atuar nele. Agora a
ressurreição se torna a medida do poder
que nos sustenta.
Se você perguntasse
qual é a unidade de medida do poder de
Deus na vida do cristão? Paulo
responderia: "Olhe para o túmulo vazio.
Não mece esse poder pelos seus
sentimentos de hoje. Não meça pela
intensidade da sua semana. Não meça pelo
tamanho da sua força emocional. Não meça
pela profundidade das suas quedas.
Não meça pelo volume de sua ansiedade,
meça pela ressurreição de Cristo. Esse é
o padrão. Paulo diz, o mesmo poder que
rompeu os laços da morte começou a agir
em todos os que creem, todos os que
foram regenerados. Por isso, as coisas
de morte em nós não terão domínio final.
a decadência, os hábitos destrutivos, os
pecados antigos, os medos, as confusões,
as prisões emocionais, as vergonhas, os
vícios, as amarguras e as friezas
espirituais ainda podem lutar,
mas não são maiores que a força que
levantou Cristo dos mortos.
Isso não significa transformação
instantânea em todas as áreas. A vida
cristã não é teatro de triunfo barato.
Há lutas longas, há lágrimas reais, há
recaídas que humilham. Há orações feitas
com pouca força, há dias em que eh o
crente se sente mais perto do túmulo do
que da manhã da ressurreição. Mas a
pergunta não é: "Minha fraqueza é real?"
É,
a fraqueza é real. A pergunta é: minha
fraqueza é mais forte que o poder que
ressuscitou Cristo? Não é.
A morte não conseguiu segurá-lo. E tudo
que pertence à morte em você também não
terá a palavra final se você pertence a
Cristo. E o poder da ressurreição opera
em você. Por isso, o cristão pode olhar
para a própria santificação com
esperança. Não esperança em sua
disciplina como fundamento último. Não
esperança em sua personalidade. Não
esperança em sua força de vontade.
Não esperança em sua capacidade de nunca
mais falhar, mas esperança no poder de
Deus que já mostrou sua medida no túmulo
vazio.
Esse poder também muda o modo como
encaramos a morte física. O cristão não
precisa fingir que morrer é pequeno. A
morte é inimiga, ela dói, ela arranca,
ela rasga, ela faz a criação gemer. Mas
em Cristo ela não é soberana. Ela se
tornou porta vencida.
Ela ainda pode tocar o corpo, mas não
pode destruir a vida escondida com
Cristo em Deus.
O mundo treme diante da morte porque não
tem resposta final para ela. Mas o
cristão olha para Cristo ressuscitado e
aprende a tremer menos, menos, menos.
Não porque é corajoso por natureza, mas
porque seu Senhor já entrou no lugar que
ele mais teme, a morte e saiu vivo,
glorioso, exaltado, assentado à direita
do Pai. Então, quando o medo disser que
tudo acabará no túmulo, olhe para
Cristo.
Quando o pecado disser que você nunca
será livre, olhe para Cristo.
Quando a vergonha disser que sua
história está encerrada, olhe para
Cristo. Quando a fraqueza disser que
você não chegará ao fim, olhe para
Cristo. Quando a morte parecer grande
demais, olhe para o túmulo vazio. Porque
se Deus quebrou a morte em Cristo,
nenhum poder menor tem o direito de
governar tua alma.
E eu direi que a quarta coisa é o poder
que termina o que começa.
O texto
bom para vermos isso é Filipenses 1:6.
Estou convencido de que aquele que
começou boa obra em vocês vai
completá-la até o dia de Cristo. Muitos
cristãos não duvidam de que Deus começou
algo neles.
Duvidam de que ele terminará. Eles olham
para trás e conseguem reconhecer sinais
reais da graça. Houve um tempo em que a
palavra começou a pesar, o pecado
começou a doer, Cristo começou a parecer
belo, a oração deixou de ser apenas
hábito religioso e se tornou
necessidade.
A alma passou a desejar santidade. O
mundo perdeu um pouco do brilho antigo.
Alguma coisa aconteceu.
Deus começou. Mas então vieram as
quedas. A frieza voltou, o pecado antigo
gritou, a ansiedade dominou, a
disciplina falhou, a língua tropeçou, o
coração se distraiu, a carne pareceu
forte demais, a fé pareceu pequena
demais. E o cristão começou a pensar:
"Talvez eu tenha estragado tudo, talvez
Deus tenha começado, mas eu não
correspondi.
Talvez eu tenha desperdiçado
oportunidades demais. Talvez eu seja
instável demais para chegar ao fim.
Talvez a obra tenha começado na graça,
mas agora dependa da minha força e minha
força não basta. Esse medo parece
humilde,
mas muitas vezes é incredulidade vestida
de humildade. Porque Paulo não diz:
"Estou convencido de que vocês são
consistente,
consistentes o bastante." Ele não diz,
ele não diz, "Estou convencido de que
vocês são disciplinados o bastante". Ele
não disse: "Estou convencido de que
vocês têm temperamento espiritual forte
o bastante".
Ele não fundamenta a perseverança dos
santos na força dos santos. Ele diz:
"Aquele que começou boa obra em vocês
vai completá-la". A segurança está em
quem começou, não em quem recebeu. A
obra é de Deus antes de ser nossa. A
iniciativa é de Deus, a vida é de Deus.
O chamado é de Deus. A regeneração é de
Deus. A fé é dom de Deus. A santificação
é sustentada por Deus. A perseverança é
guardada por Deus. O fim da jornada não
repousa sobre a capacidade da carne de
perseverar ou de preservar a graça, mas
sobre o poder de Deus de completar
aquilo que ele mesmo começou.
Isso não produz passividade, produz
confiança obediente. Porque o mesmo
Paulo que diz que Deus completará a boa
obra, também chama os cristãos a viverem
de modo digno, a lutarem contra o
pecado, a crescerem em amor, a
discernirem o que é melhor, a serem
puros e irrepreensíveis para o dia de
Cristo.
A segurança em Deus não cancela a luta,
ela sustenta a luta. Só luta até o fim.
Quem sabe que o fim não depende da
fraqueza das suas mãos, mas da
fidelidade daquele que eh o segura.
Aqui Efésios
ilumina Filipenses. Paulo ora para que
os olhos do coração sejam iluminados, a
fim de conhecermos a incomparável
grandeza do poder de Deus para conosco
os que cremos. Então ele nos mostra a
medida desse poder. Deus o exerceu em
Cristo, ressuscitando dos mortos. Essa é
a unidade de medida.
O poder que está em ação no povo de
Deus, em mim e em você, não é um pequeno
auxílio religioso, não é uma motivação
emocional, não é uma força psicológica
para dias difíceis. é o mesmo tipo de
poder que entrou no domínio da morte e
levantou Cristo gloriosamente.
Então, pergunte:
"As suas quedas são maiores que esse
poder?
A sua instabilidade é maior que esse
poder. A sua vergonha é maior que esse
poder. O seu pecado antigo é maior que
esse poder? A sua frieza é maior que
esse poder. A sua confusão é maior que
esse poder?" Não, nada em você é mais
forte que o poder que ressuscitou
Cristo. Isso não significa que a
caminhada será simples. Não significa
que todo hábito será quebrado em uma
tarde. Não significa que toda ferida
será curada sem lágrimas.
Não significa que você nunca mais cairá,
nunca mais gemerá, nunca mais precisará
confessar os mesmos pecados com vergonha
profunda diante de Deus. A vida cristã
não é uma linha reta de força crescente
sem tropeços. Há vales, há noites,
a disciplina do Pai, a correções
dolorosas, há pecados que precisam ser
mortificados repetidas vezes. Há fases
em que o cristão anda mais mancando do
que correndo. Mas a pergunta decisiva
não é se ainda há fraqueza. Há. A
pergunta é se a fraqueza tem a palavra
final.
Não tem. A ressurreição de Cristo é o
anúncio de que as forças da morte, do
pecado, não vencem aquilo que Deus
decidiu vivificar.
Se Deus começou sua obra em uma alma,
essa obra pode passar por combate,
disciplina, poda, quebrantamento e
lágrimas, mas não terminará em fracasso.
A graça não é frágil como o nosso humor.
O propósito de Deus não oscila como
nossas emoções.
A mão que nos tirou da morte não se
cansa no meio do caminho. Por isso Pedro
disse que somos guardados pelo poder de
Deus mediante a fé.
para a salvação preparada para ser
revelada no último tempo. Guardados,
não abandonados à própria sorte, não
colocados na estrada para ver se
conseguimos chegar,
guardados pelo poder de Deus.
E Judas encerra sua carta adorando
aquele que é poderoso para nos guardar
de tropeçar e nos apresentar diante da
sua glória sem mácula e com grande
alegria. Esse é o destino do povo de
Deus. Não apenas começar emocionado, não
apenas ter uma fase de zelo, não apenas
experimentar alguns anos de obediência,
mas ser apresentado diante da glória,
sem mácula, com grande alegria. Não
porque nunca fomos fracos, mas porque
ele foi poderoso.
Então, pare de usar suas quedas para
negar o poder de Deus. Use suas quedas
para correr novamente para Cristo. Não
transforme sua fraqueza em teologia de
derrota. Não olhe para seus pecados e
conclua que a morte é mais forte que a
ressurreição.
Não olhe para sua lentidão e conclua que
Deus perdeu o controle da obra.
Não olhe para sua instabilidade e
conclua que a fidelidade de Deus depende
da estabilidade do seu coração.
A obra começou na graça, continuará pela
graça, será completada pela graça. E
essa graça não é leve, não é decorativa,
não é apenas uma palavra bonita para
consolar pessoas cansadas. É o poder de
Deus operando em nossas vidas. É o poder
de Deus operando em pessoas fracas até o
dia de Cristo Jesus.
O cristão pode estar cansado, mas não
está entregue ao acaso. Pode estar
ferido, mas não está fora das mãos do
pastor.
Pode estar sendo disciplinado, mas não
está sendo abandonado. Pode estar
lutando contra pecados antigos, mas não
está de volta ao antigo senhorio. Pode
até se sentir perto do chão, mas o Deus
que ressuscitou Cristo sabe levantar
mortos.
Então, continue, confesse, volte, ore,
obedeça, levante-se. Não porque você é
forte o bastante para garantir o fim,
mas porque aquele que começou é poderoso
o bastante para completar.
A obra que começou na graça não será
terminada pela força da carne, mas pelo
poder que ressuscitou Cristo.
A quinta coisa que eu diria que o cabeça
sobre todas as coisas, o poder que
governa a história por amor à igreja é
esse poder. Efésios 1:2 diz: "Deus
colocou todas as coisas debaixo dos seus
pés
e o designou cabeça de todas as coisas
para a igreja." Nada está fora dos pés
de Cristo. Nada. Tudo está debaixo dos
seus pés.
Não apenas os cultos, não apenas os
sermões, não apenas os dons espirituais,
não apenas a vida interna da igreja, não
apenas aquilo que chamamos de religioso,
todas as coisas. Paulo diz que Deus
colocou todas as coisas debaixo dos pés
de Cristo e o designou cabeça de todas
as coisas para a igreja. Essa frase é
grande demais para ser domesticada. Ela
diz que Cristo não é senhor apenas de um
setor espiritual da realidade. Ele não
governa apenas o domingo, a liturgia, a
doutrina, a oração e a consciência
individual. Ele governa tudo, impérios,
governos, crises, mercados, portas
abertas, portas fechadas, encontros e
despedidas, demoras, perdas, mudanças,
decisões humanas, acasos aparentes,
histórias que entendemos, histórias que
não entendemos, tudo está debaixo dos
seus pés. E Paulo acrescenta algo ainda
mais impressionante. Cristo é cabeça
sobre todas essas coisas para a igreja.
Não apenas sobre a igreja, para a
igreja. Ou seja,
o Cristo exaltado governa a história em
favor do seu povo. Não significa que
tudo será confortável, não significa que
tudo será imediatamente compreensível.
não significa que o povo de Deus será
poupado de lágrimas, perseguições,
perdas, injustiças, doenças, traições e
noites de perplexidade. Mas significa
que nenhuma dessas coisas reina acima de
Cristo, nenhuma delas é autônoma,
nenhuma delas escapa do seu governo. É
por isso que Romanos 8:28 diz a mesma
coisa de outra forma. Sabemos que Deus
age em todas as coisas para o bem
daqueles que o amam, dos que foram
chamados de acordo com o seu propósito.
Todas as coisas de novo, né? Como Paulo
fala em Efésios, fala em Romanos, não
algumas, não apenas as coisas bonitas,
não apenas as coisas que fazem sentido
na hora, não apenas as escolhas certas,
não apenas os dias claros, todas. Isso
não quer dizer que todas as coisas sejam
boas
em si mesmas. O mal continua sendo mal,
pecado continua sendo pecado, dor
continua sendo dor, injustiça continua
sendo injustiça. A Bíblia nunca nos pede
para chamar trevas de luz. Ela não nos
manda romantizar tragédias, nem fingir
que feridas não sangram. Mas ela diz que
Cristo é tão poderoso que até aquilo que
é mal em si mesmo pode ser governado por
ele para um fim bom.
Aqui precisamos evitar dois abismos. O
primeiro é o abismo do controle humano
absoluto. É a ideia de que tudo depende
finalmente das minhas escolhas. Se eu
decidir certo, salva a minha vida. Se eu
decidir errado, arruino para sempre o
melhor de Deus.
Se eu abrir a porta errada, entro em um
plano B eterno. Se eu cometer um erro,
toda a minha história sai das mãos de
Deus e passa a depender da minha
capacidade de consertar o que eu
estraguei ou o que eu quebrei.
Isso parece responsabilidade, mas vira
terror. Porque se tudo depende
absolutamente de mim, eu não consigo
levantar da cama sem medo. Qual decisão
vai destruir meu futuro?
Às vezes acordar aquele dia uma hora
antes, vai mudar todo o futuro. Qual
palavra vai fechar a porta definitiva e
última? Qual atraso vai me tirar da
vontade de Deus para sempre? Qual erro
vai impedir para sempre a bênção que eu
poderia ter recebido? Esse pensamento
gera ansiedade, orgulho ou culpa
paralisante.
Se dá certo, eu me exalto. Se dá errado,
eu desabo. Se estou no ato, no alto,
acho que eu sou sábio. Se estou no vale,
acho que escapei do alcance da graça.
Mas há outro abismo, o fatalismo. A
ideia de que nada importa. Tudo é
destino impessoal. Tudo acontecerá de
qualquer modo. Minhas escolhas são
irrelevantes. Minha obediência não pesa.
Meu pecado não importa. Minha oração não
tem lugar real.
Minha responsabilidade desaparece diante
de uma força cega que arrasta tudo. Isso
não é fé bíblica, isso é resignação
pagã. A Bíblia rejeita os dois abismos.
Deus governa soberanamente sem
transformar o homem em máquina. O homem
escolhe responsavelmente, sem nunca
derrubar o plano de Deus.
Isso humilha nossa mente porque não
conseguimos encaixar completamente
todas as coisas,
mas a escritura coloca lado a lado e
manda que adoremos o Deus soberano. Jacó
mentiu, enganou o pai, feriu o irmão,
colheu consequências, fugiu, sofreu, foi
disciplinado. O pecado de Jacó era real,
sua culpa era real, suas dores não foram
teatro. E ainda assim Deus conduziu a
história de Jacó dentro do plano da
promessa. Até por caminhos tortos, Deus
estava escrevendo uma história reta.
O pecado não se tornou bom, mas Deus foi
soberano até sobre aquilo que Jacó fez
de mal. José disse isso aos próprios
irmãos: "Vocês planejaram mal contra
mim, mas Deus o tornou em bem. Eles
planejaram mal,
Deus tornou em bem. A mesma ação não
teve o mesmo coração. Os irmãos agiram
com inveja. Deus governou com sabedoria.
Eles queriam destruir. Deus queria
preservar vidas. Eles foram responsáveis
pelo pecado. Deus foi soberano sobre a
história. E o maior exemplo é a cruz.
Pedro prega em Atos 2 que Jesus foi
entregue pelo propósito determinado e
preconhecimento de Deus. E ao mesmo
tempo
diz aos homens, vocês com a ajuda de
homens perversos o mataram. Deus
determinou: homens perversos mataram. A
cruz não foi acidente e os assassinos
não foram inocentes.
O pecado humano foi real, a soberania
divina foi absoluta. E no lugar mais
escuro da história, Deus realizou a
maior salvação.
Se isso é verdade na cruz, então o povo
de Deus pode descansar. Não porque
entende tudo, mas porque conhece aquele
que governa tudo. O mesmo Cristo que foi
levantado da morte está sentado acima de
todo governo, autoridade, poder e
domínio. E esse Cristo é cabeça sobre
todas as coisas para a igreja. Isso muda
o modo como olhamos paraa nossa
história.
Você não precisa viver paralisado pelo
medo de uma decisão passada. Você não
precisa pensar que seus inimigos têm
poder final. Você não precisa acreditar
em uma porta fechada que uma porta
fechada destruiu o propósito de Deus.
Você não precisa achar que uma fase
confusa empurrou sua vida para fora da
providência. Você não precisa viver
dizendo, se eu tivesse feito aquilo, se
eu não tivesse passado por aquilo, se
aquela pessoa não tivesse feito aquilo
comigo, se aquela oportunidade não
tivesse sido perdida, então talvez Deus
ainda pudesse me dar o melhor. Cristo é
maior que suas hipóteses, maior que seus
arrependimentos, maior que seus
inimigos, maior que suas decisões
tortas, maior que os pecados que outros
cometeram contra você.
maior que as portas que homens fecharam,
maior que os desvios que você não
consegue explicar,
isso não elimina a responsabilidade. Se
você pecou, confesse. Se precisa
reparar, repare. Se precisa tomar uma
decisão sábia, tome. Se precisa
obedecer, obedeça. A soberania de Deus
não é desculpa para a
irresponsabilidade,
mas ela é descanso contra o desespero.
Porque a sua história não está nas mãos
do acaso, nem nas mãos dos homens, nem
sequer nas suas próprias mãos como
fundamento final. Ela está debaixo dos
pés de Cristo. E Cristo não governa
friamente, ele governa como cabeça para
a igreja. Ele governa por amor ao seu
povo. Ele governa com sabedoria
infinita, poder incomparável e propósito
redentor.
Às vezes ele nos deixa ver um fio, um
encontro que parecia pequeno e mudou
tudo. Uma porta fechada que nos
protegeu, uma porta que nos arrancou de
um ídolo, uma demora que nos ensinou
dependência,
uma humilhação que quebrou o nosso
orgulho, uma dor que abriu espaço para
uma comunhão mais profunda com Deus. Mas
na maior parte do tempo não vemos o
tecido inteiro. Vemos fios soltos, Deus
vê a tapeçaria. Vemos eventos, Cristo
governa a história. Vemos confusão. Ele
vê o fim desde o começo. Então,
descanse, mas não durma espiritualmente.
Obedeça, mas não entre em pânico.
Arrependa-se, mas não se desespere.
Planeje, mas não adore seus planos.
Sofra, mas não conclua que Cristo perdeu
o trono. Nada está fora dos seus pés. E
se você pertence a ele, nada na sua
história está fora do seu governo sábio,
santo e redentor. A história não está
nas mãos do acaso, nem nas mãos dos
homens. Está debaixo dos pés de Cristo
para o bem da igreja.
A sexta coisa é que o cabeça no corpo, n
o poder que entra em nós. Então, eh, há
essa união. Efésios 1:22 diz: "Deus
colocou todas as coisas debaixo dos seus
pés e o designou cabeça de todas as
coisas para a igreja, que é o seu corpo,
a plenitude daquele que enche todas as
coisas em toda e qualquer
circunstância."
Cristo não é uma cabeça costurada a um
corpo morto. Essa imagem precisa nos
atingir. Paulo não diz apenas que Cristo
está acima da igreja como um comandante
distante. Ele não apresenta Jesus apenas
como um líder admirável e a igreja como
um grupo de seguidores que tenta imitar
seus ensinos. Ele diz que Cristo é o
cabeça e a igreja é o seu corpo. Isso
fala de autoridade, mas fala também de
vida.
A cabeça governa o corpo. O corpo
responde à cabeça. Quando a cabeça
ordena e o corpo não obedece, a doença.
Quando um membro não responde ao comando
da cabeça, algo está errado. Portanto,
se Cristo é o cabeça, a igreja não é
livre para inventar seu próprio caminho.
O corpo não legisla sobre ou contra a
cabeça. A igreja não cria uma vontade
superior à vontade de Cristo. O cristão
não pode dizer: "Jesus é meu Salvador"
enquanto trata seus mandamentos como
sugestões opcionais.
Cristo governa, Cristo manda, Cristo
dirige, Cristo corrige, Cristo conduz.
Mas cabeça não significa apenas comando,
significa união viva.
A cabeça não é grampeada no corpo, não é
colada de fora, não está ligada por
contrato externo. Cabeça e corpo
compartilham uma mesma vida. O sangue
corre, os nervos comunicam, o movimento
acontece,
a vida da cabeça se expressa no corpo.
Paulo está dizendo que a relação entre
Cristo e a igreja não é mecânica.
institucional ou apenas simbólica, é
orgânica, é vital, é profunda, é união
real.
Cristo é o cabeça, a igreja é o corpo.
Isso significa que o poder de Cristo não
apenas governa sobre nós, ele entra em
nós. A vida de Cristo começa a pulsar no
seu povo. A força do Cristo ressuscitado
começa a operar nos membros fracos,
quebrados, lentos, inseguros e ainda em
processo de santificação.
Esse é o coração do cristianismo.
Cristianismo não é apenas cultura
religiosa, não é apenas nostalgia de
infância, não é apenas um conjunto de
valores morais, não é apenas ortodoxia
correta, não é apenas admiração por
Jesus, não é apenas tentar seguir um
grande exemplo espiritual. Todas essas
coisas podem existir ao redor da fé
verdadeira, mas nenhuma delas é a
essência da fé verdadeira. Uma pessoa
pode gostar de cultura cristã e não ter
vida.
Pode sentir saudade de hinos antigos e
não ter comunhão com Deus. Pode defender
doutrina correta por tradição,
temperamento ou nostalgia e ainda não
ter poder espiritual no coração. Pode
admirar a ética de Jesus e continuar
morta em seus pecados.
O cristianismo é mais profundo. É a vida
de Deus na alma do homem. Pedro disse
que nos tornamos participantes da
natureza divina. Isso não significa que
nos tornamos Deus, não significa que a
distância entre criatura, criador e
criatura desaparece, mas
significa que Deus realmente comunica a
vida ao seu povo. O Espírito habita em
nós. Cristo vive em nós. A nova criação
começa dentro de nós.
A vida do cabeça se manifesta no corpo.
Por isso Jesus disse: "Permaneçam em mim
e eu permanecerei em vocês". Não é
apenas imitação, é permanência. Não é
apenas moralidade, é união. Não é apenas
inspiração, é vida compartilhada. O ramo
não produz fruto olhando para a videira
de longe e tentando copiá-la. O ramo
frutifica porque está unido a videira. A
seiva passa, a vida flui, o fruto nasce
da união.
Assim também acontece com o cristão. A
santidade não começa quando uma pessoa
decide de modo isolado ser uma versão
religiosa melhorada de si mesma. A
santidade começa quando o pecador é
unido a Cristo e a vida de Cristo começa
a produzir nele aquilo que ele jamais
poderia fabricar sozinho.
Então, seus amores começam a mudar
lentamente, mas realmente. A mente de
Cristo começa a iluminar nossa mente. O
coração de Cristo começa a reordenar
nosso coração. A santidade de Cristo
começa a confrontar nossa impureza, a
humildade de Cristo começa a expor nosso
orgulho. A compaixão de Cristo começa a
quebrar nossa frieza. A coragem de
Cristo começa a enfrentar nossos medos e
ansiedades.
Não perfeitamente ainda, mas
verdadeiramente, porque Cristo não é uma
ideia acima de nós. Ele é o cabeça vivo
do corpo. E se somos dele, sua vida
começa a agir em nós. Isso também nos dá
uma visão muito séria da igreja.
Paulo diz que a igreja é a plenitude
daquele que enche todas as coisas. em
toda e qualquer circunstância.
Essa frase é assombrosa. Cristo, que
enche todas as coisas decidiu manifestar
sua glória por meio do seu povo. A
igreja é o corpo pelo qual o cabeça se
torna visível no mundo. Cristo não
precisa de nós por carência.
Ele não é incompleto em si mesmo, mas em
sua graça escolheu revelar algo da sua
beleza, do seu amor, da sua santidade e
do seu poder por meio de gente redimida.
Isso é honra, isso é
temor.
Hoje eu não tô tomando Coca-Cola,
tomando Sprite.
Às vezes tem que mudar um pouquinho, né?
Porque o modo como vivemos
diz algo ao mundo sobre o cabeça que
confessamos.
Quando a igreja ama, perdoa, sofre com
esperança, obedece em santidade, serve
com humildade, fala a verdade com graça,
resiste ao pecado, acolhe o quebrantado
e permanece fiel em meio à pressão, o
mundo vê um reflexo
da beleza de Cristo. Mas quando a igreja
vive em orgulho, mundanismo, escândalo,
frieza, divisão, vaidade, sensualidade,
humanismo secular, né, mentira e poder
carnal, ela profana o nome que carrega.
Ela apresenta ao mundo caricatura do seu
cabeça, uma mentira. Isso precisa nos
fazer tremer. Meu pecado nunca é tão
privado quanto eu imagino. Minha frieza
nunca é tão pequena quando quanto eu
penso.
Minha obediência não é tão
insignificante quanto parece. Se sou
membro do corpo de Cristo, minha vida
anuncia algo.
Minhas palavras anunciam algo. Meu
casamento anuncia algo. Meu uso do
dinheiro anuncia algo. Minha pureza
anuncia algo. Minha paciência anuncia
algo. Minha maneira de sofrer anuncia
algo. Minha forma de lidar com a
oposição anuncia algo. Eu carrego no
corpo o nome do cabeça.
E essa verdade quando desce ao coração
dá poder contra o pecado. Não apenas
medo de punição, não apenas vergonha
social,
não apenas disciplina externa, mas santa
consciência. Eu pertenço a Cristo, sou
membro do seu corpo. Minha vida está
unida ao cabeça. Meu pecado não é
compatível com a vida que pulsa em mim.
Minha obediência não é pequena, porque
manifesta a beleza daquele que me
comprou.
O cristão não luta contra o pecado
apenas dizendo isso é errado. Ele
aprende a dizer isso. Não combina com
Cristo, não combina com o meu cabeça,
não combina com a vida que eu recebi,
não combina com o corpo ao qual eu
pertenço, não combina com o sangue que
me lavou, não combina com o espírito que
habita em mim.
Essa é uma força muito maior do que
simples moralismo. O moralismo diz:
"Comporte-se para parecer justo". A
união com Cristo diz: "Você está unido
ao justo agora viva como membro do seu
corpo".
O moralismo diz: "Tente se levar até
Deus". O evangelho diz: "Cristo uniu
você a si mesmo. Agora ande na vida que
recebeu."
O moralismo diz: "Obedeça para
pertencer". O evangelho diz: "Você
pertence, portanto, obedeça."
E veja como isso nos consola também. Se
somos corpo de Cristo, então nossa
fraqueza não está separada do cabeça. O
membro cansado tem cabeça vivo. O membro
ferido tem cabeça compassivo. O membro
confuso tem cabeça sábio. O membro
tentado tem cabeça santo.
O membro perseguido tem cabeça exaltado
acima de todo governo, autoridade, poder
e domínio. A igreja pode parecer fraca
no mundo, mas está unida ao Cristo que
enche todas as coisas. O cristão pode se
sentir pequeno, mas pertence ao corpo do
rei exaltado.
A santificação pode parecer lenta, mas a
vida do cabeça já pulsa nos membros.
Então, não reduza o cristianismo à
admiração distante. Não transforme Jesus
apenas em mestre, símbolo, inspiração ou
memória
religiosa.
Se você é de Cristo, você é membro do
seu corpo. E se você é membro do seu
corpo, a vida dele já começou a operar
em você. Cristão não é admirador de
Cristo à distância, é membro vivo de um
corpo onde a vida do cabeça começa a
pulsar.
A sétima coisa é que o poder vem na
obediência.
Não espere sentir para crer. Filipenses
2:12 diz: "Ponham em ação a salvação de
vocês com temor e tremor, pois é Deus
quem efetua em vocês tanto o querer
quanto realizar de acordo com a boa
vontade dele."
Muitos esperam sentir poder antes de
obedecer. Esperam sentir coragem antes
de dizer a verdade. Esperam sentir
vontade antes de buscar a Deus. Esperam
sentir força antes de abandonar o
pecado. Esperam sentir paz antes de
perdoar. Esperam sentir certeza absoluta
antes de dar o próximo passo. Mas a
escritura não diz: "Esperem até sentir
poder e então obedeçam". Ela diz:
"Ponham em ação a salvação de vocês com
temor e tremor, pois é Deus quem efetua
em vocês tanto querer quanto realizar.
Trabalhem porque Deus trabalha. Obedeçam
porque Deus opera. Deem o passo porque o
poder de Deus não é conhecido na
passividade, mas no caminho da fé. Esse
é um ponto decisivo.
Muitos cristãos vivem esperando uma
descarga espiritual que resolva a
obediência antes da obediência. Eles
querem sentir primeiro para agir depois.
Querem ter toda a força no corpo, toda a
paz no coração, toda a clareza na mente,
toda a coragem nas emoções e só então
obedecer. Mas muitas vezes o poder é
conhecido enquanto obedecemos, não
antes, no caminho, no monte, no passo,
na renúncia, na confissão, na verdade
dita com a voz tremendo, no perdão
oferecido com lágrimas, na fuga da
tentação, quando a carne ainda grita, na
oração feita, quando o coração está
seco, a obediência cristã não é atuação
de gente que já se sente forte, é o
movimento de quem crê que Deus é forte.
A fé não espera até que todas as emoções
estejam alinhadas para então levar Deus
a sério. A fé toma a palavra de Deus,
pensa nela, ora sobre ela, aplica a
situação concreta
e caminha. Foi assim com Abraão. Deus
lhe pediu Isaque, o filho da promessa, o
filho amado, o filho esperado, o filho
em quem a palavra de Deus parecia estar
pendurada.
Nada naquele comando era emocionalmente
simples. Não devemos imaginar Abraão
levantando naquela manhã como se
estivesse indo a uma celebração de um
culto leve, com o coração naturalmente
disposto, sorrindo e dizendo: "Hoje será
fácil obedecer". O texto bíblico não nos
autoriza a transformar obediência em
teatro sentimental.
Abraão não obedeceu porque tudo parecia
fácil. Ele obedeceu porque considerou
Deus poderoso.
Hebreus diz que Abraão raciocinou, que
Deus podia ressuscitar Isaque dos
mortos. Romanos diz que ele estava
plenamente convencido de que Deus era
poderoso para cumprir o que havia
prometido.
Veja isso. A fé de Abraão pensou, ela
não foi em pulso vazio, uma energia. A
fé dele pensou. Ele colocou a promessa
de Deus diante da impossibilidade,
colocou o caráter de Deus diante da dor,
colocou o poder de Deus diante da morte
e então caminhou. A provisão não
apareceu no início da estrada. O
carneiro não estava esperando na porta
da tenda.
A voz do anjo não veio no primeiro
passo. Abraão precisou ir ao monte e foi
ali, no lugar da obediência que Deus
revelou a provisão. Foi ali que aquele
lugar recebeu o nome o Senhor proverá.
Muitos querem conhecer Jeová Girê sem
subir o monte. Querem ver a provisão sem
obedecer. Querem sentir o poder sem dar
o passo. Querem que Deus remova todo
risco, toda dor, todo tremor e toda
incerteza antes de obedecerem a sua
palavra. Mas a fé [risadas] bíblica não
funciona assim. O poder, o poder vem na
obediência. Não porque a obediência
compra o poder de Deus. Não porque Deus
seja manipulado por nosso desempenho.
Não porque mereçamos força quando
fazemos nossa parte, mas porque a
obediência é o caminho onde a fé deixa
de ser teoria e começa a se tornar
confiança viva, verdadeira.
Há uma forma de conhecer o poder de Deus
que só nasce quando a verdade é pensada,
orada e obedecida. Primeiro precisamos
pensar a verdade, não de modo frio, mas
santo. Precisamos pegar aquilo que
confessamos e perguntar o que isso
significa agora. Não apenas Deus é
poderoso, mas como o poder de Deus se
aplica a este medo. Não apenas Cristo
reina, mas o que o reinado de Cristo
exige nesta decisão. Não apenas Deus
proverá, mas como essa promessa me chama
a obedecer mesmo antes de ver a
provisão.
Muitos sabem doutrinas, mas nunca as
pensam até o ponto da obediência.
A doutrina fica no culto, no debate, na
frase, na identidade ideológica e
teológica,
mas não entra no e-mail que precisa ser
escrito, na confissão que precisa ser
feita, no hábito que precisa ser
abandonado, no dinheiro que precisa ser
entregue, na conversa que precisa
acontecer, no perdão que precisa ser
oferecido, na tentação que precisa ser
cortada.
Então, segundo, precisamos agir sobre a
verdade. Você não conhecerá o poder de
Deus contra o pecado enquanto estiver
negociando com o pecado. Não conhecerá o
poder do perdão enquanto alimentar
cuidadosamente a vingança e o
ressentimento.
Não conhecerá o poder da generosidade
enquanto adorar sua segurança
financeira.
Não conhecerá o poder da pureza enquanto
deixar portas abertas para a carne. Não
conhecerá o poder da coragem enquanto
tratar o medo como Senhor,
a ansiedade como Senhor. Não conhecerá o
poder da oração enquanto apenas lamenta
que não consegue orar.
Há momentos em que a alma precisa dizer:
"Eu não sinto toda a força, mas Deus
falou. Eu não vejo toda provisão, mas
Deus é fiel. Ele é Jeová Jê. Eu não
tenho todo o controle, mas Cristo reina.
Eu estou tremendo, mas obedecerei.
Isso não é autoconfiança, é confiança em
Deus. Há uma diferença enorme entre agir
como se fôssemos fortes e obedecer,
porque Deus é forte. A primeira é
orgulho, a segunda é fé. O cristão não
caminha dizendo: "Eu dou conta". Ele
caminha dizendo: "Deus é poderoso e a
palavra dele é mais segura que meu
medo." Por isso Paulo nos une.
Paulo une
duas coisas que nós frequentemente
separamos. Ponham em ação, pois é Deus
quem efetua. Nós pensamos: "Se Deus
opera, eu espero." Paulo disse: "Se Deus
opera, você age."
Quando Jesus cura um cego, quem cura o
cego é Jesus, mas quem vê é o cego. Nós
agimos o milagre de Deus, não é? A obra
soberana de Deus não paralisa a
obediência, ela a fundamenta. Porque
Deus está trabalhando em você. Trabalhe.
Porque Deus está operando o querer e o
realizar. Ponha em ação a salvação com
temor e tremor. Não espere sentir para
crer. Creia e caminh. Não espere
ansiedade desaparecer para obedecer.
Obedeça com ansiedade sendo confrontada
pela verdade.
Não espere o desejo santo surgir
plenamente para buscar a Deus. Busque a
Deus e os desejos serão reordenados no
caminho.
Não espere o pecado perder completamente
a voz para fugir dele. Fuja enquanto ele
ainda grita.
Não espere ser invadido por coragem para
falar a verdade. Fale a verdade
dependendo do Deus que sustenta os que
trem diante dele. O poder de Deus não é
decoração doutrinária, é força para
obediência real. E muitas vezes você só
descobrirá que esse poder estava
presente quando olhar para trás e
perceber que deu um passo que sua carne
jamais daria sozinha. Você perdoou, você
confessou, obedeceu, você cortou, você
voltou, você resistiu, você orou, você
falou, você suportou, não perfeitamente,
não sem tremor, mas realmente. Então
você saberá, Deus estava operando. O
poder que você espera sentir, muitas
vezes só será conhecido quando você
obedecer.
E por último, o poder é para quem tem fé
em Jesus.
Efésios 1:15, a partir do 15, né? Diz:
"Por essa razão, desde que ouvi falar da
fé que vocês têm no Senhor Jesus e do
amor que demonstram para com todos os
santos, não deixo de dar graças por
vocês, mencionandoos em minhas orações.
E o que Paulo pedia? Peço que o Deus do
nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso
Pai, lhes dê espírito de sabedoria e de
revelação no pleno conhecimento dele. E
ele orava mais. Oro também para que os
olhos do coração de vocês sejam
iluminados,
a fim de que vocês conheçam a esperança
para a qual ele os chamou, as riquezas
da gloriosa herança dele nos santos e a
incomparável grandeza do seu poder para
conosco, os que cremos. Esse poder não é
energia religiosa disponível para
qualquer projeto humano.
Não é combustível para ambição carnal.
Não é técnica de autopromoção,
não é autoajuda, não é força mística
para o homem realizar seus próprios
sonhos, não é poder para construir um
nome, dominar pessoas, vencer
discussões, enriquecer a qualquer custo
ou usar Deus como instrumento de
grandeza pessoal. Paulo não está falando
de um poder solto no universo, esperando
alguém descobrir a fórmula certa e usar
o poder. Ele não apresenta o poder de
Deus como uma força neutra nas mãos do
homem. Ele não diz: "Aqui está uma
energia divina, use como quiser." Ele
diz que esse poder é para os que creem,
para conosco os que cremos. Isso é
decisivo. O poder incomparável de Deus
não é prometido aos fortes, aos
impressionantes, aos autoconfiantes, aos
religiosos
por aparência, aos que confiam em sua
própria disciplina, aos que querem Jesus
como acréscimo de uma vida ainda
governada pelo eu. Esse poder pertence
aos que têm fé no Senhor Jesus.
Paulo começa assim: "Desde que eu ouvi
falar da fé que vocês têm no Senhor
Jesus.
A fé vem antes da oração por iluminação.
A fé vem antes da experiência desse
poder. A fé é o vínculo com Cristo.
Não eh eh fé em uma ideia vaga de Deus.
Não fé em energia espiritual. Não fé em
destino, não fé na própria sinceridade,
não fé na própria bondade, fé no Senhor
Jesus. Aqui o evangelho corta todas as
nossas tentativas de misturar Cristo com
nossos méritos. Não é Cristo, mas minha
descência. Não é Cristo, mas minha
tradição. Não é Cristo, mas minha
performance. Não é Cristo, mas meu
currículo religioso. Não é Cristo, mas
minha intensidade emocional. Não é
Cristo, mas minhas obras. Não é Cristo
mais em minha história de igreja, é
Cristo. Somente Cristo. O cristão é
alguém que no fundo da alma aprendeu a
dizer: "Eu pertenço a Deus por causa do
que Jesus fez por mim e nada mais.
Nada nas minhas mãos eu trago. Nenhum
argumento meu me sustenta. Nenhuma
justiça própria me recomenda. Nenhuma
obediência minha é fundamento da minha
aceitação.
Nenhuma lágrima minha compra perdão.
Nenhum zelo meu abre o céu. Cristo é
minha justiça. Cristo é minha paz.
Cristo é meu acesso. Cristo é o meu
mediador. Cristo é minha vida. Cristo é
minha esperança. Cristo é meu tudo
diante de Deus. É por isso que o poder
de Deus é recebido pela fé, porque a fé
esvazia a mão. Ela é um dom de Deus.
E não há nada
de nós mesmos, nem na fé e nem em tudo
aquilo que a fé nos liga. A fé para de
tentar pagar, para de tentar controlar,
para de tentar negociar, para de tentar
impressionar Deus. A fé recebe,
descansa, confia,
se agarra a Cristo como única esperança.
E então o poder de Deus começa a ser
conhecido, não como espetáculo para o
ego, mas como vida para o pecador. A
base é a obra de Cristo. A apropriação é
pela fé, que é dom de Deus. A aplicação
é pelo espírito. O resultado é uma vida
sustentada por poder, santidade,
esperança
e perseverança.
Isso explica
porque Paulo ora. Ele não olha para os
efesios e diz: "Vocês já creram, agora
basta". Ele ora para que aqueles que
creem conheçam mais profundamente aquilo
que receberam em Cristo. Porque a vida
cristã começa pela fé e continua pela
fé. O mesmo Cristo que nos justifica é o
Cristo que nos sustenta. O mesmo
evangelho que nos salva é o evangelho
que ilumina os olhos do nosso coração. O
mesmo poder que nos tirou da morte é o
poder que nos conduz até o fim em
santificação,
a glorificação.
E as promessas são grandes demais para
serem sustentadas por qualquer coisa em
nós, pela nossa força. Se é que podemos
falar que temos força. Todas as coisas
cooperam para o bem dos que amam a Deus.
Aquele que começou boa obra vai
completá-la. A morte foi vencida. Cristo
reina acima de tudo, de todo nome. A
igreja é o seu corpo. Somos guardados
pelo poder de Deus. Participamos da vida
que vem do cabeça, receberemos uma
herança gloriosa.
Seremos apresentados diante da glória
sem mácula e com grande alegria.
Quem olha para essas promessas apenas
com a mente natural diz: "Isso é grande
demais". E é grande demais para a carne,
grande demais para a religião
superficial, cristianismo nominal,
grande demais para o moralismo, grande
demais para o otimismo humano, grande
demais para qualquer poder criado, mas
não grande demais para o Deus que
ressuscitou Cristo dos mortos. A
pergunta final não é você é forte?
Você não é. A pergunta não é você tem
controle? Você não tem. A pergunta não é
você entende tudo? Você não entende. A
pergunta não é: você consegue produzir
esse poder? Você não consegue. A
pergunta é: você crê em Cristo? Você
descansa nele? Você se entrega a ele?
Você parou de usar Jesus como auxílio
para seu próprio projeto de justiça.
Você abandonou a esperança secreta de se
apresentar diante de Deus com alguma
glória própria, alguma bondade própria?
Você olha para a cruz e diz: "Ali está
minha única paz". Você olha paraa
ressurreição e diz: "Ali está minha
única esperança".
Você olha para o trono e diz: "Ali está
meu Senhor".
Porque esse poder é para os que creem.
Ao incrédulo, o chamado é claro. Vem a
Cristo. Não tente acessar o poder de
Deus sem estar rendido ao filho de Deus.
Não quera os benefícios do reino
enquanto rejeita o rei. Não transforme
Deus em ferramenta para melhorar sua
vida sem dobrar sua alma diante de
Jesus. O poder de Deus não é dado para
fortalecer sua rebelião. Ele vem para
ressuscitar mortos, quebrar orgulho,
perdoar pecadores e formar um povo para
Cristo. Venha sem mérito, venha sem
máscara, venha sem barganha, venha com
sua culpa, venha com sua fraqueza. Não
racionalize nada. Não traga o humanismo
secular com as suas explicações
sociológicas, psicológicas,
antropológicas.
Venha com sua morte. Cristo é
suficiente.
Ao crente cansado, o chamado também é
claro. Não viva como órfão fraco. Não
fale de Cristo ressuscitado e caminhe
como se estivesse sozinho em um mundo
governado pelo acaso.
Não diga que Deus é pai e viva como se
sua vida estivesse abandonada.
Ore como Paulo. Peça que os olhos do
coração sejam iluminados. peça para
conhecer a esperança, a herança e o
poder, não apenas em saber, conhecer.
Ao crente preso em pecado, ouça, o poder
de Cristo não foi dado para acomodar sua
escravidão, mas para quebrá-la. Não use
a graça como desculpa para continuar
abraçando aquilo que Cristo morreu para
destruir.
O mesmo poder que ressuscitou o filho
opera nos que creem. Levante-se em
arrependimento. Confesse, corte, fuja,
obedeça. Não porque você é forte, mas
porque Cristo é vivo.
Al crente com medo, olhe para cima.
Cristo está acima de todo governo,
autoridade, poder e domínio, acima de
todo nome que se possa mencionar, não
apenas nesta era, mas também na que há
de ver. Os nomes que assustam você não
estão acima dele. As forças que ameaçam
você não estão fora do cetro dele. Os
poderes que parecem grandes ainda estão
debaixo dos seus pés, dos pés dele.
Então, não reduz o cristianismo a uma
doutrina correta, sem poder. Não reduza
a fé à memória religiosa. Não reduza
Jesus a exemplo moral. Não reduza a
igreja à instituição humana. Não reduza
a vida cristã a esforço cansado.
O poder que ressuscitou Cristo é para os
que creem. O poder que colocou todas as
coisas debaixo dos pés dele é para a
igreja. O poder que governa a história é
para o povo dele. O poder que venceu a
morte começou agora a vencer o medo, o
pecado, a incredulidade
e a fraqueza em nós. Não perfeitamente
ainda, mas verdadeiramente, realmente. E
um dia plenamente. Porque o Deus que
levantou o Cristo dos mortos não começou
uma obra pequena. Ele está formando um
povo unido ao filho, sustentado pelo
espírito, guardado pela graça e
destinado à glória. O poder incomparável
de Deus não é prêmio para as os fortes,
é vida para os que creem em Cristo e
descansam nele somente.
Ah, esse é o poder que nós precisamos.
Que bom que podemos chegar até aqui. Que
Deus nos dê outras oportunidades de
estarmos juntos olhando com corações
deslumbrados
para a beleza da sua glória na face do
seu filho. Deus abençoe todos vocês.
Amém. Santo Deus, eu [canto] me aproximo
sem defesa, sem razão.
Tu me vês nos detalhes, no segredo
[canto] do coração,
[música] nos pequenos pensamentos,
nas palavras que eu [canto] soltei.
Teu espírito me chama,
confessa.
E eu confessei,
[música]
não [canto] escondo minha culpa,
não [música] maquio minha dor.
Contra ti eu pequei
contra [música] o [canto] teu santo
amor.
Mas que atos minha raiz,
um querer [música][canto] desalinhado.
Eu preciso de limpeza. Eu preciso
[música][canto]
ser
lavado.
[música] Cordeiro, minha justiça,
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça, [canto]
me rendo ao teu final.
[canto] Jesus, [música]
tem misericórdia.
Jesus, [música]
vem me purificar. [canto]
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado a gritar.
Minha [música][canto] única defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça.
[canto]
Eu [música] descanso no teu amor.
>> Tua misericórdia [música]
[canto] é melhor.
[música] Tua misericórdia [canto]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me [música] prostro.
Tu és luz [canto] e eu sou pó.
Quando eu tento ser meu dono, [música]
eu no terco em mim só.
Autonomia é [canto] mentira,
autossuficiência [música]
também.
Tu és [música][canto] fonte, tu és vida.
Sem ti nada me sustém. [música]
Eu
não venho com rico, [música]
venho [canto] com mãos sem ter. Não
confio no meu choro, nem o meu vou
[canto] vencer. [música]
Eu confio na firmeza do teu pacto, ó
Senhor. [canto]
Tua aliança [música]
é selada no cordeiro
[canto] redentor.
[música]
Restaura [canto] minha alegria,
[música] tua salvação em mim.
Sustenta-me [música] com espírito
[canto]
pronto até o fim. [música]
Jesus
tem misericórdia. [canto]
Jesus
vem me purificar. [música]
Teu sangue fula mais alto que [música] o
meu pecado a gritar.
A minha única [música]
defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça. [canto]
Eu descanso no teu amor.
[música]
Inclina o [canto] meu coração,
ensina-me a obedecer. [música]
Dá-me um espírito pronto, mais doce
[música] do [canto] meu querer.
Guarda-me na tentação,
na rotina e na [canto] aflição.
>> [música]

Tags: