Todo Mundo deseja Poder | Josemar Bessa
12/06/2026
Todo Mundo deseja Poder | Josemar Bessa
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Todo mundo quer poder. Esse título pode parecer um pouco eh generalizar demais, não é? Mas não é. É sobre isso que nós queremos eh falar aqui agora. Efésios 1 a partir do verso 19 diz que e a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, conforme a atuação da sua poderosa força. Esse poder ele exerceu em Cristo, ressuscitando dos mortos e fazendo assentar-se à sua direita nas regiões celestiais, muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio e de todo nome que se possa mencionar não apenas nesta era, mas também na que há de vir. Então, todo mundo quer poder, mesmo quando chama isso por outro outro nome. Alguns chamam de sucesso, outros chamam de influência, outros chamam de dinheiro e outros chamam de liberdade, outros chamam de relevância, outros chamam de controle. Mas no fundo, o coração humano está sempre tentando dizer alguma coisa ao mundo. Olhem para eh o que eu posso fazer. Olhem como eu canto. Olha como eu conto. Olhem como eu importo. Poucas coisas revelam tanto o coração humano quanto a maneira como lidamos com poder. Porque poder não é apenas força bruta. Poder é capacidade de agir, é a capacidade de fazer acontecer. é construir, mover, influenciar, controlar ambientes, determinar resultados, abrir portas, fechar portas, ser ouvido, ser temido, ser lembrado. O homem quer poder porque quer deixar marca, quer produzir efeito, quer provar que sua existência pesa. Por isso, as grandes cidades se tornam vitrines do desejo humano por poder. Torres que parecem desafiar o céu, mercados que movem fortunas em segundos, mídia que molda pensamentos, palcos que transformam homens em ícones, moda que define o que será desejado, política que promete conduzir povos, tecnologia que amplia a voz, a imagem, a presença e o alcance de uma pessoa para além de qualquer geração antiga poderia a imaginar. E hoje mesmo quem não tem torre, mercado, palco ou cargo, quer seu pequeno trono digital, quer ser visto, quer ser seguido, quer ser comentado, quer causar impacto, quer que sua vida diga: "Eu existo, eu faço, eu posso, eu conto". Não pense que isso está apenas nos grandes. O desejo de poder também mora nas pequenas nas pequenas vaidades, na necessidade de controlar uma conversa, na incapacidade de perder uma discussão, no medo de ser ignorado, na ansiedade de ser esquecido, no prazer secreto de ser admirado, no desespero de parecer forte. O homem pode até falar contra o poder, mas raramente abre mão de algum tipo dele. Porque poder promete aquilo que o coração caído deseja: segurança, importância, controle e permanência. Mas então Paulo fala de outro poder, não apenas de um poder maior, não apenas de um poder mais alto, não apenas de um poder no topo da escala de poderes, né? Ele fala da incomparável grandeza do poder de Deus. Incomparável. Essa palavra é decisiva. Paulo não está dizendo que Deus é o mais poderoso dentro da mesma categoria em que se encontram reis, impérios, exércitos, governos, bilionários, celebridades, né, sistemas, tecnologias, força da natureza. Ele não está dizendo que numa escala de poder, Deus aparece no último grau, acima de todos os outros poderes. Não é isso que ele está falando. Não é isso que todo poderoso ou que Deus tem todo poder significa. Deus não está no alto da escala. Deus transcende a escala. Ele não é simplesmente o mais forte entre os fortes. Ele é a fonte de qualquer força que existe em qualquer coisa e em qualquer ser. Não é apenas o maior poder entre poderes criados. Ele é aquele de quem todo poder criado depende para existir por mais um segundo. O salmista disse: "Uma vez Deus falou, duas vezes eu ouvi que o poder pertence a Deus". Não apenas que Deus tem poder, mas o poder pertence a Deus. Isso significa que todo poder que qualquer criatura possui é poder emprestado. Todo governo governa por permissão. Todo rei reina por delegação. Todo império se levanta por um tempo determinado. Toda força natural obedece limites estabelecidos. Todo ser humano que realiza alguma coisa, só realiza porque recebeu fôlego, mente, corpo, oportunidade, tempo e sustentação daquele que conserva todas as coisas. Ninguém possui um átomo de poder autônomo, nem o homem mais rico, nem o governante mais temido, nem o exército mais armado, nem a cultura mais dominante, nem a tecnologia mais impressionante. Todo o poder criado é dependente. Todo poder humano é derivado. Todo trono na Terra é trono de aluguel. Todo domínio debaixo do céu tem prazo de validade. Isaías diz que Deus reduz os príncipes a nada e torna inúteis os juízes da terra. Já Daniel diz que Deus age como quer com os exércitos dos céus e com os habitantes da terra. E ninguém é capaz de resistir à sua mão ou dizer: "O que fizeste?" Isso não é poesia, né? religiosa é a realidade. O homem poderoso se esquece disso porque confunde controle temporário com soberania verdadeira. Ele tem uma caneta, um cargo, um exército, uma conta bancária, uma influência, um nome, uma plataforma e começa a imaginar que o poder nasceu nele. Mas basta um AVC, uma célula fora de controle, uma crise econômica, um escândalo, um acidente, uma noite sem ar, uma queda no mercado, uma porta que se fecha, uma sentença médica e o deus de barro descobre que nunca foi Deus. Por isso a cena de de Jesus diante de Pilatos é tão impressionante. Pilatos parecia ter poder, Roma parecia ter poder, o tribunal parecia ter poder, os soldados pareciam ter poder, a cruz parecia provar o poder dos homens. Pilatos olha para Jesus e fala como quem detém o destino dele na mão. Outras palavras, ele diz: "Você não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e autoridade para crucificá-lo". Ali estava o poder do mundo falando com o filho de Deus, o estado diante do cordeiro, o império diante do rei, o juiz injusto diante daquele que julgará vivos e mortos. E Jesus não entra em pânico, não se curva, não bajula, não negocia a sua missão. Ele responde: "Não terias nenhuma autoridade sobre mim se esta não te fosse dada de cima". Cristo não negou que Pilatos tinha autoridade. Ele sabia que Pilatos tinha poder real, mas sabia também que Pilatos não tinha um grão de poder próprio. Nenhuma autoridade sobre Cristo existiria se não fosse concedida de cima. A mão que parecia prender Jesus estava misteriosamente debaixo da mão soberana de Deus. O tribunal humano só podia ir até onde o decreto eterno decretou. A cruz não estava escapando do governo de Deus. Ela estava cumprindo o governo de Deus. Isso é poder. Não o poder ansioso que precisa se exibir. Não o poder inseguro que precisa dominar. Não o poder mortal que precisa provar que conta antes que desapareça, mas o poder sereno, absoluto e incomparável de Deus. E aqui está o grande engano do mundo. Ele chama de poder aquilo que não pode vencer a morte. O homem pode construir, arranhar céus, mas não pode impedir que seu corpo desça ao pó. Pode comandar exércitos, mas não pode ordenar que a morte recue. Pode acumular riquezas. Mas não pode subornar o túmulo. Pode ser aplaudido por multidões, mas não pode levar os aplausos para dentro da eternidade. Pode e [roncando] deixar seu nome em placas, livros, prédios e arquivos, mas não pode preservar a memória. A própria alma, ele não pode preservar pelo poder do próprio nome. A morte desmascara todos os poderes humanos. Ela entra em palácios e barracos. A morte entra em hospitais particulares e públicos. Entra em casas famosas e desconhecidas. A morte entra onde há luxo e onde há miséria. Ela não pede currículo, não respeita seguidores, não se impressiona com títulos, não se cala diante de dinheiro, não negocia com beleza, não se curva a inteligência. Por isso Paulo não quer que a igreja fique fascinada com o poder que o mundo exibe. Ele quer que os olhos do coração sejam iluminados para ver o poder que Deus revelou em Cristo. O poder que não apenas faz coisas acontecerem, o poder que vence a morte, o poder que ressuscita o filho, o poder que o assenta acima de todo governo, autoridade, poder e domínio. O poder que coloca todos os homens debaixo do nome de Jesus. O mundo ainda se ajoelha diante de poderes que envelhecem, trem. Mas o cristão olha para Cristo ressuscitado e aprende a medir o poder de outro modo, porque o mundo chama de poder aquilo que ainda treme diante da morte. A segunda coisa a respeito disso é saber que Deus é poderoso, que Deus é poderoso. Não é o mesmo que conhecer o poder de Deus. Então pense nisso. Saber que Deus é poderoso não é o mesmo que conhecer o poder de Deus. Efésios 1, a partir do 18 diz: "Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos e a incomparável grandeza do seu poder para conosco os que cremos". Muitos creem que Deus é poderoso. Poucos vivem como se isso fosse real, como se isso fosse verdade. É possível confessar a onipotência de Deus e ser governado pelo medo dos homens. É possível cantar sobre a soberania de Deus e passar a semana como escravo da ansiedade. É possível afirmar que Cristo reina acima de todo governo, autoridade, poder, domínio e ainda reagir diante das pressões da vida. como se Pilatos tivesse a palavra final. Essa é uma das grandes tragédias da [roncando] eh do do cristianismo nominal, da religião correta, sem percepção espiritual. A doutrina está certa, a alma está escura. A confissão é bíblica. O coração está apavorado. A boca diz: "Deus governa todas as coisas, mas o corpo treme como se todas as coisas estivessem soltas". A mente sabe a frase, o coração não enxerga a realidade. Por isso o coração de Paulo é tão importante ao manifestar a oração que ele eh faz. Ele não escreve para pagãos sem informação. Não está falando com gente que nunca ouviu falar de Cristo. Não está diante de pessoas completamente alheias à verdade cristã. Ele disse que ouviu falar de fé, da fé deles no Senhor Jesus e do amor deles por todos os santos. Eles creem, eles amam a sinais reais de de graça. E mesmo assim Paulo ora. Isso é profundo, porque o problema deles não era simplesmente falta de conteúdo religioso. Eles já tinham ouvido o evangelho, já tinham recebido instrução, já criam em Cristo, já demonstravam amor pelos irmãos. Mas Paulo sabe que a vida cristã não é sustentada apenas por informação acumulada. É possível ter verdade na memória e ainda precisar desesperadamente de luz no coração. Então Paulo ora. Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados. Os olhos do coração. Essa expressão precisa nos parar. Paulo está dizendo que a alma precisa enxergar. Existe uma visão que não é física, existe uma percepção que não é apenas intelectual. Existe uma forma de conhecer que vai além de repetir palavras certas. A verdade precisa ser eh eh precisa sair do papel e se tornar realidade viva diante do coração. Não basta dizer que Deus é poderoso. É preciso ver o peso disso. Não basta afirmar que Cristo ressuscitou. É preciso viver debaixo da graça dessa ressurreição. Não basta crer que há herança eterna. É preciso que essa herança comece a diminuir o domínio das perdas temporais sobre nós. Não basta saber que Cristo está acima de todo nome. É preciso que os nomes que nos ameaçam fiquem menores diante dele. Nós conhecemos muitas coisas que ainda não conhecemos como deveríamos. Sabemos que Deus governa, mas entramos em pânico quando a porta fecha. Sabemos que Cristo ressuscitou, mas vivemos como se a morte ainda fosse senhora absoluta. Sabemos que existe uma herança incorruptível, mas somos controlados por dinheiro, reputação, conforto e estabilidade. Sabemos que há poder para os que creem, mas obedecemos como se estivéssemos sozinhos, abandonados e a nossa própria força. Sabemos, mas não vemos. E quando não vemos, a doutrina não se torna força na alma. Ela permanece correta, mas distante, verdadeira, mas sem peso, linda, mas sem domínio, como uma lâmpada desligada em uma sala escura. A lâmpada está ali, mas não ilumina nada enquanto não há luz. Paulo não quer que os efésios tenham apenas uma teologia da potência divina. Ele quer que essa potência divina se torne visão espiritual, coragem, prática, esperança presente e obediência real. Por isso, ele ora por três percepções. Primeiro, que eles conheçam a esperança para a qual Deus os chamou. A esperança cristã não é otimismo. A esperança cristã não é otimismo, não é pensamento positivo, não é uma tentativa de imaginar que tudo ficará bem, porque isso nos faz sentir melhor. A esperança cristã nasce do chamado de Deus. Deus chamou, Deus separou, Deus trouxe mortos pra vida. Deus colocou o seu povo em um caminho que termina em glória. Quem sabe disso, de modo vivo, não interpreta o presente como se ele fosse a história inteira. O sofrimento é real, mas não é final. A espera é real, mas não é vazia. A fraqueza é real, mas não é definitiva. Deus nos chamou para algo e aquilo para o qual ele nos chamou pesa mais que aquilo pelo qual passamos agora. Segundo Paulo ora para que eles conheçam as riquezas da gloriosa herança de Deus nos santos. O cristão não é pobre porque perdeu algo neste mundo. Não é miserável porque foi esquecido por homens. Não é abandonado porque não recebeu aplauso. Não é fracassado porque não conquistou o mesmo que outros conquistaram. Há uma herança gloriosa preparada por Deus. Uma riqueza que não apodrece, não desvaloriza, não pode ser roubada, não pode ser vencida pela morte. Mas se os olhos do coração não são iluminados, vivemos como mendigos sentados sobre tesouros. Temos promessas imensas e ansiedades pequenas nos dominam. Temos adoção eterna e a rejeição humana nos destrói. Temos glória futura e um comentário negativo nos tira o sono. Temos Cristo e nos comportamos como se nossa vida estivesse pendurada na aprovação das pessoas frágeis como nós ou da nossa cultura degradada. Então Paulo ora porque ele sabe que a herança precisa ser vista, não com os olhos do rosto, com os olhos do coração. Terceiro, Paulo ora para que eles conheçam a incomparável grandeza do poder de Deus para conosco, os que cremos. Aqui ele chega ao ponto central. A esperança olha para o futuro. A herança revela a riqueza do nosso destino em Deus. Mas o poder, o poder sustenta o presente. A vida cristã não é apenas lembrar o que Deus fez no passado e esperar o que Deus fará no futuro. É ser sustentado agora pelo poder que já opera nos que creem. Paulo não está descrevendo um poder distante, guardado apenas para o último dia, como se o cristão vivesse hoje apenas com ideias e promessas abstratas. Ele fala de um poder para conosco os que cremos. Poder presente, poder aplicado, poder operante. Poder que sustenta a fé, fortalece a obediência, rompe correntes, consola no sofrimento, dá coragem diante de autoridades, perseverança diante da fraqueza e esperança diante da morte. Mas esse poder precisa ser conhecido, não apenas mencionado, não apenas cantado, não apenas defendido em debates, conhecido. Há uma diferença entre olhar para uma ponte e atravessá-la. Há uma diferença entre estudar um remédio e tomá-lo. Há uma diferença entre dizer que o sol existe e sentir sua luz no rosto. Há uma diferença entre repetir que Deus é poderoso e ficar de pé em obediência quando tudo em você está com medo. Por isso, precisamos orar como Paulo. Senhor ilumina os olhos do nosso coração, nos faz ver o que dizemos crer, nos faz sentir o peso santo daquilo que confessamos. Faz tua verdade sair das frases e entrar nas nossas reações. Porque o teste não é apenas o que afirmamos no culto. O teste é o que governa nosso coração quando o medo chega, quando o dinheiro falta, quando o diagnóstico vem, quando a injustiça cresce, quando a tentação promete alívio, quando uma pessoa poderosa ameaça quando obedecer parece custar demais. Ali descobrimos se apenas sabemos sobre o poder de Deus ou se começamos a conhecer esse poder. A doutrina que não ilumina os olhos do coração ainda não se tornou força na alma. A terceira coisa é que o poder quebrou a espinha da morte, eh opera agora em nós. Então aí no em Efésios 1:19 ele diz: "E a incomparável grandeza do seu poder para conosco os que cremos conforme a atuação de sua poderosa força. Esse poder ele exerceu em Cristo ressuscitando dos mortos e fazendo assentar-se à sua direita. nas regiões celestiais. A morte, a morte é o maior poder que o homem não consegue domesticar. Ele pode construir cidades, pode erguer impérios, pode dividir átomos, pode lançar máquinas ao espaço, pode manipular mercados, pode descobrir remédios, pode desenvolver medicina, tecnologia, sistemas, governos, arte. filosofia e métodos para quase tudo, mas morre. A morte humilha o rei e o mendigo. A morte humilha o gênio e o ignorante. A morte humilha o atleta e o enfermo. Humilha o bilionário e o trabalhador comum. A morte humilha o nome famoso e o desconhecido. A morte humilha o homem que passou a vida inteira sendo aplaudido e o homem que quase ninguém notou. A morte entra sem pedir licença. Ela não se impressiona com o currículo, não se curva diante de dinheiro, não respeita a beleza, não poupa inteligência, não negocia com influência, não treme diante do poder humano. É por isso que a Bíblia a chama de inimiga, não amiga, não etapa romântica, não um detalhe natural sem horror, inimiga. Paulo a chama de o último inimigo. E isso explica por quando ele quer falar da incomparável grandeza do poder de Deus, ele não aponta primeiro para as estrelas. Ele poderia falar da criação do universo, poderia dizer: "Vejam o poder que espalhou galáxias, que sustenta o sol, que estabeleceu as órbitas, que chama cada estrela pelo nome, isso seria verdadeiro, seria grandioso." Mas Paulo vai para outro lugar, ele vai ao túmulo vazio. Ele diz: "Esse poder Deus exerceu em Cristo, ressuscitandoos mortos". Agora, por quê? Porque a morte é o poder que parece colocar ponto final em todos os outros poderes. O homem pode conquistar territórios, mas a morte conquista o conquistador. O imperador pode submeter povos, mas a morte submete o imperador. Um artista pode mover multidões, mas a morte cala sua voz. Um rico pode comprar quase tudo, mas não pode comprar a revogação do próprio túmulo. Então, se existe um poder que vence a morte, esse poder é de outra ordem. Não é apenas mais forte, é incomparável. Cristo entrou na morte, não passou perto dela, não a observou de longe, não a tratou como teoria. Ele entrou, entrou de verdade com o corpo ferido, sangue derramado, pulmões esmagados, mãos perfuradas, cabeça coroada de espinhos, alma carregando o peso do pecado do seu povo eleito. Ele entrou na morte não como vítima impotente do acaso, mas como cordeiro substituto, como filho obediente, como aquele que vê exatamente para aquela hora. A morte o recebeu como recebe todos os homens, mas cometeu seu erro eterno. Tentou segurar, tentou manter aquele que não podia ser retido. Pedro pregou em Atos e disse: "Mas Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o retivesse." Impossível. Essa palavra precisa cair sobre a alma, né? Não era improvável, não era difícil, não era apenas surpreendente. Era impossível que a morte o retivesse. A morte que sempre pareceu invencível, encontrou em Cristo alguém que ela não podia manter preso. Ela eh lançou seus laços, mas os laços se romperam. Ela fechou sua boca, mas a o terceiro dia a abriu. Ela colocou uma pedra diante do sepulcro, mas a pedra não era tranca para Deus. Ela pensou que havia engolido o príncipe da vida, mas o príncipe da vida quebrou suas entranhas. Todo mundo que a morte engole, ela digere, mas ela engoliu o veneno ao engolir e tentar reter Cristo. A ressurreição não é apenas um milagre isolado, é a derrota pública da morte. É o início da nova criação. É a declaração de que o último inimigo foi mortalmente ferido. É Deus dizendo que o pecado não terá a última palavra, que o túmulo não terá a última palavra, que a maldição não terá a última palavra, que a escuridão não terá a última palavra, que Cristo terá a última palavra. Por isso Paulo pode zombar da morte. Onde está o morte, a sua vitória. Onde está o morte, o seu aguilhão? Isso não é poesia delicada, sofisticada, é escárneio santo, é provocação redimida. É um homem em Cristo olhando para o inimigo mais antigo da humanidade e dizendo: "Você perdeu". A morte ainda fere, mas perdeu seu veneno final. Ainda separa por um tempo, mas perdeu seu domínio eterno. Ainda faz chorar, mas não pode condenar quem está em Cristo. Ainda leva o corpo ao pó, mas não pode impedir a ressurreição dos que pertencem ao Senhor. Agora veja o que Paulo está dizendo em Efésios. Ele não diz apenas que Deus tem esse poder. Ele diz que esse poder é para conosco os que cremos. Isso é a parte quase inacreditável do texto. O poder que ressuscitou Cristo não é apenas um espetáculo diante de nós ou para nós. Não é apenas uma verdade para admirarmos à distância. Não é apenas uma lembrança de que Deus, do que Deus fez uma vez no passado. É o poder que opera em favor do povo de Deus e começa a atuar nele. Agora a ressurreição se torna a medida do poder que nos sustenta. Se você perguntasse qual é a unidade de medida do poder de Deus na vida do cristão? Paulo responderia: "Olhe para o túmulo vazio. Não mece esse poder pelos seus sentimentos de hoje. Não meça pela intensidade da sua semana. Não meça pelo tamanho da sua força emocional. Não meça pela profundidade das suas quedas. Não meça pelo volume de sua ansiedade, meça pela ressurreição de Cristo. Esse é o padrão. Paulo diz, o mesmo poder que rompeu os laços da morte começou a agir em todos os que creem, todos os que foram regenerados. Por isso, as coisas de morte em nós não terão domínio final. a decadência, os hábitos destrutivos, os pecados antigos, os medos, as confusões, as prisões emocionais, as vergonhas, os vícios, as amarguras e as friezas espirituais ainda podem lutar, mas não são maiores que a força que levantou Cristo dos mortos. Isso não significa transformação instantânea em todas as áreas. A vida cristã não é teatro de triunfo barato. Há lutas longas, há lágrimas reais, há recaídas que humilham. Há orações feitas com pouca força, há dias em que eh o crente se sente mais perto do túmulo do que da manhã da ressurreição. Mas a pergunta não é: "Minha fraqueza é real?" É, a fraqueza é real. A pergunta é: minha fraqueza é mais forte que o poder que ressuscitou Cristo? Não é. A morte não conseguiu segurá-lo. E tudo que pertence à morte em você também não terá a palavra final se você pertence a Cristo. E o poder da ressurreição opera em você. Por isso, o cristão pode olhar para a própria santificação com esperança. Não esperança em sua disciplina como fundamento último. Não esperança em sua personalidade. Não esperança em sua força de vontade. Não esperança em sua capacidade de nunca mais falhar, mas esperança no poder de Deus que já mostrou sua medida no túmulo vazio. Esse poder também muda o modo como encaramos a morte física. O cristão não precisa fingir que morrer é pequeno. A morte é inimiga, ela dói, ela arranca, ela rasga, ela faz a criação gemer. Mas em Cristo ela não é soberana. Ela se tornou porta vencida. Ela ainda pode tocar o corpo, mas não pode destruir a vida escondida com Cristo em Deus. O mundo treme diante da morte porque não tem resposta final para ela. Mas o cristão olha para Cristo ressuscitado e aprende a tremer menos, menos, menos. Não porque é corajoso por natureza, mas porque seu Senhor já entrou no lugar que ele mais teme, a morte e saiu vivo, glorioso, exaltado, assentado à direita do Pai. Então, quando o medo disser que tudo acabará no túmulo, olhe para Cristo. Quando o pecado disser que você nunca será livre, olhe para Cristo. Quando a vergonha disser que sua história está encerrada, olhe para Cristo. Quando a fraqueza disser que você não chegará ao fim, olhe para Cristo. Quando a morte parecer grande demais, olhe para o túmulo vazio. Porque se Deus quebrou a morte em Cristo, nenhum poder menor tem o direito de governar tua alma. E eu direi que a quarta coisa é o poder que termina o que começa. O texto bom para vermos isso é Filipenses 1:6. Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês vai completá-la até o dia de Cristo. Muitos cristãos não duvidam de que Deus começou algo neles. Duvidam de que ele terminará. Eles olham para trás e conseguem reconhecer sinais reais da graça. Houve um tempo em que a palavra começou a pesar, o pecado começou a doer, Cristo começou a parecer belo, a oração deixou de ser apenas hábito religioso e se tornou necessidade. A alma passou a desejar santidade. O mundo perdeu um pouco do brilho antigo. Alguma coisa aconteceu. Deus começou. Mas então vieram as quedas. A frieza voltou, o pecado antigo gritou, a ansiedade dominou, a disciplina falhou, a língua tropeçou, o coração se distraiu, a carne pareceu forte demais, a fé pareceu pequena demais. E o cristão começou a pensar: "Talvez eu tenha estragado tudo, talvez Deus tenha começado, mas eu não correspondi. Talvez eu tenha desperdiçado oportunidades demais. Talvez eu seja instável demais para chegar ao fim. Talvez a obra tenha começado na graça, mas agora dependa da minha força e minha força não basta. Esse medo parece humilde, mas muitas vezes é incredulidade vestida de humildade. Porque Paulo não diz: "Estou convencido de que vocês são consistente, consistentes o bastante." Ele não diz, ele não diz, "Estou convencido de que vocês são disciplinados o bastante". Ele não disse: "Estou convencido de que vocês têm temperamento espiritual forte o bastante". Ele não fundamenta a perseverança dos santos na força dos santos. Ele diz: "Aquele que começou boa obra em vocês vai completá-la". A segurança está em quem começou, não em quem recebeu. A obra é de Deus antes de ser nossa. A iniciativa é de Deus, a vida é de Deus. O chamado é de Deus. A regeneração é de Deus. A fé é dom de Deus. A santificação é sustentada por Deus. A perseverança é guardada por Deus. O fim da jornada não repousa sobre a capacidade da carne de perseverar ou de preservar a graça, mas sobre o poder de Deus de completar aquilo que ele mesmo começou. Isso não produz passividade, produz confiança obediente. Porque o mesmo Paulo que diz que Deus completará a boa obra, também chama os cristãos a viverem de modo digno, a lutarem contra o pecado, a crescerem em amor, a discernirem o que é melhor, a serem puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo. A segurança em Deus não cancela a luta, ela sustenta a luta. Só luta até o fim. Quem sabe que o fim não depende da fraqueza das suas mãos, mas da fidelidade daquele que eh o segura. Aqui Efésios ilumina Filipenses. Paulo ora para que os olhos do coração sejam iluminados, a fim de conhecermos a incomparável grandeza do poder de Deus para conosco os que cremos. Então ele nos mostra a medida desse poder. Deus o exerceu em Cristo, ressuscitando dos mortos. Essa é a unidade de medida. O poder que está em ação no povo de Deus, em mim e em você, não é um pequeno auxílio religioso, não é uma motivação emocional, não é uma força psicológica para dias difíceis. é o mesmo tipo de poder que entrou no domínio da morte e levantou Cristo gloriosamente. Então, pergunte: "As suas quedas são maiores que esse poder? A sua instabilidade é maior que esse poder. A sua vergonha é maior que esse poder. O seu pecado antigo é maior que esse poder? A sua frieza é maior que esse poder. A sua confusão é maior que esse poder?" Não, nada em você é mais forte que o poder que ressuscitou Cristo. Isso não significa que a caminhada será simples. Não significa que todo hábito será quebrado em uma tarde. Não significa que toda ferida será curada sem lágrimas. Não significa que você nunca mais cairá, nunca mais gemerá, nunca mais precisará confessar os mesmos pecados com vergonha profunda diante de Deus. A vida cristã não é uma linha reta de força crescente sem tropeços. Há vales, há noites, a disciplina do Pai, a correções dolorosas, há pecados que precisam ser mortificados repetidas vezes. Há fases em que o cristão anda mais mancando do que correndo. Mas a pergunta decisiva não é se ainda há fraqueza. Há. A pergunta é se a fraqueza tem a palavra final. Não tem. A ressurreição de Cristo é o anúncio de que as forças da morte, do pecado, não vencem aquilo que Deus decidiu vivificar. Se Deus começou sua obra em uma alma, essa obra pode passar por combate, disciplina, poda, quebrantamento e lágrimas, mas não terminará em fracasso. A graça não é frágil como o nosso humor. O propósito de Deus não oscila como nossas emoções. A mão que nos tirou da morte não se cansa no meio do caminho. Por isso Pedro disse que somos guardados pelo poder de Deus mediante a fé. para a salvação preparada para ser revelada no último tempo. Guardados, não abandonados à própria sorte, não colocados na estrada para ver se conseguimos chegar, guardados pelo poder de Deus. E Judas encerra sua carta adorando aquele que é poderoso para nos guardar de tropeçar e nos apresentar diante da sua glória sem mácula e com grande alegria. Esse é o destino do povo de Deus. Não apenas começar emocionado, não apenas ter uma fase de zelo, não apenas experimentar alguns anos de obediência, mas ser apresentado diante da glória, sem mácula, com grande alegria. Não porque nunca fomos fracos, mas porque ele foi poderoso. Então, pare de usar suas quedas para negar o poder de Deus. Use suas quedas para correr novamente para Cristo. Não transforme sua fraqueza em teologia de derrota. Não olhe para seus pecados e conclua que a morte é mais forte que a ressurreição. Não olhe para sua lentidão e conclua que Deus perdeu o controle da obra. Não olhe para sua instabilidade e conclua que a fidelidade de Deus depende da estabilidade do seu coração. A obra começou na graça, continuará pela graça, será completada pela graça. E essa graça não é leve, não é decorativa, não é apenas uma palavra bonita para consolar pessoas cansadas. É o poder de Deus operando em nossas vidas. É o poder de Deus operando em pessoas fracas até o dia de Cristo Jesus. O cristão pode estar cansado, mas não está entregue ao acaso. Pode estar ferido, mas não está fora das mãos do pastor. Pode estar sendo disciplinado, mas não está sendo abandonado. Pode estar lutando contra pecados antigos, mas não está de volta ao antigo senhorio. Pode até se sentir perto do chão, mas o Deus que ressuscitou Cristo sabe levantar mortos. Então, continue, confesse, volte, ore, obedeça, levante-se. Não porque você é forte o bastante para garantir o fim, mas porque aquele que começou é poderoso o bastante para completar. A obra que começou na graça não será terminada pela força da carne, mas pelo poder que ressuscitou Cristo. A quinta coisa que eu diria que o cabeça sobre todas as coisas, o poder que governa a história por amor à igreja é esse poder. Efésios 1:2 diz: "Deus colocou todas as coisas debaixo dos seus pés e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja." Nada está fora dos pés de Cristo. Nada. Tudo está debaixo dos seus pés. Não apenas os cultos, não apenas os sermões, não apenas os dons espirituais, não apenas a vida interna da igreja, não apenas aquilo que chamamos de religioso, todas as coisas. Paulo diz que Deus colocou todas as coisas debaixo dos pés de Cristo e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja. Essa frase é grande demais para ser domesticada. Ela diz que Cristo não é senhor apenas de um setor espiritual da realidade. Ele não governa apenas o domingo, a liturgia, a doutrina, a oração e a consciência individual. Ele governa tudo, impérios, governos, crises, mercados, portas abertas, portas fechadas, encontros e despedidas, demoras, perdas, mudanças, decisões humanas, acasos aparentes, histórias que entendemos, histórias que não entendemos, tudo está debaixo dos seus pés. E Paulo acrescenta algo ainda mais impressionante. Cristo é cabeça sobre todas essas coisas para a igreja. Não apenas sobre a igreja, para a igreja. Ou seja, o Cristo exaltado governa a história em favor do seu povo. Não significa que tudo será confortável, não significa que tudo será imediatamente compreensível. não significa que o povo de Deus será poupado de lágrimas, perseguições, perdas, injustiças, doenças, traições e noites de perplexidade. Mas significa que nenhuma dessas coisas reina acima de Cristo, nenhuma delas é autônoma, nenhuma delas escapa do seu governo. É por isso que Romanos 8:28 diz a mesma coisa de outra forma. Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Todas as coisas de novo, né? Como Paulo fala em Efésios, fala em Romanos, não algumas, não apenas as coisas bonitas, não apenas as coisas que fazem sentido na hora, não apenas as escolhas certas, não apenas os dias claros, todas. Isso não quer dizer que todas as coisas sejam boas em si mesmas. O mal continua sendo mal, pecado continua sendo pecado, dor continua sendo dor, injustiça continua sendo injustiça. A Bíblia nunca nos pede para chamar trevas de luz. Ela não nos manda romantizar tragédias, nem fingir que feridas não sangram. Mas ela diz que Cristo é tão poderoso que até aquilo que é mal em si mesmo pode ser governado por ele para um fim bom. Aqui precisamos evitar dois abismos. O primeiro é o abismo do controle humano absoluto. É a ideia de que tudo depende finalmente das minhas escolhas. Se eu decidir certo, salva a minha vida. Se eu decidir errado, arruino para sempre o melhor de Deus. Se eu abrir a porta errada, entro em um plano B eterno. Se eu cometer um erro, toda a minha história sai das mãos de Deus e passa a depender da minha capacidade de consertar o que eu estraguei ou o que eu quebrei. Isso parece responsabilidade, mas vira terror. Porque se tudo depende absolutamente de mim, eu não consigo levantar da cama sem medo. Qual decisão vai destruir meu futuro? Às vezes acordar aquele dia uma hora antes, vai mudar todo o futuro. Qual palavra vai fechar a porta definitiva e última? Qual atraso vai me tirar da vontade de Deus para sempre? Qual erro vai impedir para sempre a bênção que eu poderia ter recebido? Esse pensamento gera ansiedade, orgulho ou culpa paralisante. Se dá certo, eu me exalto. Se dá errado, eu desabo. Se estou no ato, no alto, acho que eu sou sábio. Se estou no vale, acho que escapei do alcance da graça. Mas há outro abismo, o fatalismo. A ideia de que nada importa. Tudo é destino impessoal. Tudo acontecerá de qualquer modo. Minhas escolhas são irrelevantes. Minha obediência não pesa. Meu pecado não importa. Minha oração não tem lugar real. Minha responsabilidade desaparece diante de uma força cega que arrasta tudo. Isso não é fé bíblica, isso é resignação pagã. A Bíblia rejeita os dois abismos. Deus governa soberanamente sem transformar o homem em máquina. O homem escolhe responsavelmente, sem nunca derrubar o plano de Deus. Isso humilha nossa mente porque não conseguimos encaixar completamente todas as coisas, mas a escritura coloca lado a lado e manda que adoremos o Deus soberano. Jacó mentiu, enganou o pai, feriu o irmão, colheu consequências, fugiu, sofreu, foi disciplinado. O pecado de Jacó era real, sua culpa era real, suas dores não foram teatro. E ainda assim Deus conduziu a história de Jacó dentro do plano da promessa. Até por caminhos tortos, Deus estava escrevendo uma história reta. O pecado não se tornou bom, mas Deus foi soberano até sobre aquilo que Jacó fez de mal. José disse isso aos próprios irmãos: "Vocês planejaram mal contra mim, mas Deus o tornou em bem. Eles planejaram mal, Deus tornou em bem. A mesma ação não teve o mesmo coração. Os irmãos agiram com inveja. Deus governou com sabedoria. Eles queriam destruir. Deus queria preservar vidas. Eles foram responsáveis pelo pecado. Deus foi soberano sobre a história. E o maior exemplo é a cruz. Pedro prega em Atos 2 que Jesus foi entregue pelo propósito determinado e preconhecimento de Deus. E ao mesmo tempo diz aos homens, vocês com a ajuda de homens perversos o mataram. Deus determinou: homens perversos mataram. A cruz não foi acidente e os assassinos não foram inocentes. O pecado humano foi real, a soberania divina foi absoluta. E no lugar mais escuro da história, Deus realizou a maior salvação. Se isso é verdade na cruz, então o povo de Deus pode descansar. Não porque entende tudo, mas porque conhece aquele que governa tudo. O mesmo Cristo que foi levantado da morte está sentado acima de todo governo, autoridade, poder e domínio. E esse Cristo é cabeça sobre todas as coisas para a igreja. Isso muda o modo como olhamos paraa nossa história. Você não precisa viver paralisado pelo medo de uma decisão passada. Você não precisa pensar que seus inimigos têm poder final. Você não precisa acreditar em uma porta fechada que uma porta fechada destruiu o propósito de Deus. Você não precisa achar que uma fase confusa empurrou sua vida para fora da providência. Você não precisa viver dizendo, se eu tivesse feito aquilo, se eu não tivesse passado por aquilo, se aquela pessoa não tivesse feito aquilo comigo, se aquela oportunidade não tivesse sido perdida, então talvez Deus ainda pudesse me dar o melhor. Cristo é maior que suas hipóteses, maior que seus arrependimentos, maior que seus inimigos, maior que suas decisões tortas, maior que os pecados que outros cometeram contra você. maior que as portas que homens fecharam, maior que os desvios que você não consegue explicar, isso não elimina a responsabilidade. Se você pecou, confesse. Se precisa reparar, repare. Se precisa tomar uma decisão sábia, tome. Se precisa obedecer, obedeça. A soberania de Deus não é desculpa para a irresponsabilidade, mas ela é descanso contra o desespero. Porque a sua história não está nas mãos do acaso, nem nas mãos dos homens, nem sequer nas suas próprias mãos como fundamento final. Ela está debaixo dos pés de Cristo. E Cristo não governa friamente, ele governa como cabeça para a igreja. Ele governa por amor ao seu povo. Ele governa com sabedoria infinita, poder incomparável e propósito redentor. Às vezes ele nos deixa ver um fio, um encontro que parecia pequeno e mudou tudo. Uma porta fechada que nos protegeu, uma porta que nos arrancou de um ídolo, uma demora que nos ensinou dependência, uma humilhação que quebrou o nosso orgulho, uma dor que abriu espaço para uma comunhão mais profunda com Deus. Mas na maior parte do tempo não vemos o tecido inteiro. Vemos fios soltos, Deus vê a tapeçaria. Vemos eventos, Cristo governa a história. Vemos confusão. Ele vê o fim desde o começo. Então, descanse, mas não durma espiritualmente. Obedeça, mas não entre em pânico. Arrependa-se, mas não se desespere. Planeje, mas não adore seus planos. Sofra, mas não conclua que Cristo perdeu o trono. Nada está fora dos seus pés. E se você pertence a ele, nada na sua história está fora do seu governo sábio, santo e redentor. A história não está nas mãos do acaso, nem nas mãos dos homens. Está debaixo dos pés de Cristo para o bem da igreja. A sexta coisa é que o cabeça no corpo, n o poder que entra em nós. Então, eh, há essa união. Efésios 1:22 diz: "Deus colocou todas as coisas debaixo dos seus pés e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas em toda e qualquer circunstância." Cristo não é uma cabeça costurada a um corpo morto. Essa imagem precisa nos atingir. Paulo não diz apenas que Cristo está acima da igreja como um comandante distante. Ele não apresenta Jesus apenas como um líder admirável e a igreja como um grupo de seguidores que tenta imitar seus ensinos. Ele diz que Cristo é o cabeça e a igreja é o seu corpo. Isso fala de autoridade, mas fala também de vida. A cabeça governa o corpo. O corpo responde à cabeça. Quando a cabeça ordena e o corpo não obedece, a doença. Quando um membro não responde ao comando da cabeça, algo está errado. Portanto, se Cristo é o cabeça, a igreja não é livre para inventar seu próprio caminho. O corpo não legisla sobre ou contra a cabeça. A igreja não cria uma vontade superior à vontade de Cristo. O cristão não pode dizer: "Jesus é meu Salvador" enquanto trata seus mandamentos como sugestões opcionais. Cristo governa, Cristo manda, Cristo dirige, Cristo corrige, Cristo conduz. Mas cabeça não significa apenas comando, significa união viva. A cabeça não é grampeada no corpo, não é colada de fora, não está ligada por contrato externo. Cabeça e corpo compartilham uma mesma vida. O sangue corre, os nervos comunicam, o movimento acontece, a vida da cabeça se expressa no corpo. Paulo está dizendo que a relação entre Cristo e a igreja não é mecânica. institucional ou apenas simbólica, é orgânica, é vital, é profunda, é união real. Cristo é o cabeça, a igreja é o corpo. Isso significa que o poder de Cristo não apenas governa sobre nós, ele entra em nós. A vida de Cristo começa a pulsar no seu povo. A força do Cristo ressuscitado começa a operar nos membros fracos, quebrados, lentos, inseguros e ainda em processo de santificação. Esse é o coração do cristianismo. Cristianismo não é apenas cultura religiosa, não é apenas nostalgia de infância, não é apenas um conjunto de valores morais, não é apenas ortodoxia correta, não é apenas admiração por Jesus, não é apenas tentar seguir um grande exemplo espiritual. Todas essas coisas podem existir ao redor da fé verdadeira, mas nenhuma delas é a essência da fé verdadeira. Uma pessoa pode gostar de cultura cristã e não ter vida. Pode sentir saudade de hinos antigos e não ter comunhão com Deus. Pode defender doutrina correta por tradição, temperamento ou nostalgia e ainda não ter poder espiritual no coração. Pode admirar a ética de Jesus e continuar morta em seus pecados. O cristianismo é mais profundo. É a vida de Deus na alma do homem. Pedro disse que nos tornamos participantes da natureza divina. Isso não significa que nos tornamos Deus, não significa que a distância entre criatura, criador e criatura desaparece, mas significa que Deus realmente comunica a vida ao seu povo. O Espírito habita em nós. Cristo vive em nós. A nova criação começa dentro de nós. A vida do cabeça se manifesta no corpo. Por isso Jesus disse: "Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês". Não é apenas imitação, é permanência. Não é apenas moralidade, é união. Não é apenas inspiração, é vida compartilhada. O ramo não produz fruto olhando para a videira de longe e tentando copiá-la. O ramo frutifica porque está unido a videira. A seiva passa, a vida flui, o fruto nasce da união. Assim também acontece com o cristão. A santidade não começa quando uma pessoa decide de modo isolado ser uma versão religiosa melhorada de si mesma. A santidade começa quando o pecador é unido a Cristo e a vida de Cristo começa a produzir nele aquilo que ele jamais poderia fabricar sozinho. Então, seus amores começam a mudar lentamente, mas realmente. A mente de Cristo começa a iluminar nossa mente. O coração de Cristo começa a reordenar nosso coração. A santidade de Cristo começa a confrontar nossa impureza, a humildade de Cristo começa a expor nosso orgulho. A compaixão de Cristo começa a quebrar nossa frieza. A coragem de Cristo começa a enfrentar nossos medos e ansiedades. Não perfeitamente ainda, mas verdadeiramente, porque Cristo não é uma ideia acima de nós. Ele é o cabeça vivo do corpo. E se somos dele, sua vida começa a agir em nós. Isso também nos dá uma visão muito séria da igreja. Paulo diz que a igreja é a plenitude daquele que enche todas as coisas. em toda e qualquer circunstância. Essa frase é assombrosa. Cristo, que enche todas as coisas decidiu manifestar sua glória por meio do seu povo. A igreja é o corpo pelo qual o cabeça se torna visível no mundo. Cristo não precisa de nós por carência. Ele não é incompleto em si mesmo, mas em sua graça escolheu revelar algo da sua beleza, do seu amor, da sua santidade e do seu poder por meio de gente redimida. Isso é honra, isso é temor. Hoje eu não tô tomando Coca-Cola, tomando Sprite. Às vezes tem que mudar um pouquinho, né? Porque o modo como vivemos diz algo ao mundo sobre o cabeça que confessamos. Quando a igreja ama, perdoa, sofre com esperança, obedece em santidade, serve com humildade, fala a verdade com graça, resiste ao pecado, acolhe o quebrantado e permanece fiel em meio à pressão, o mundo vê um reflexo da beleza de Cristo. Mas quando a igreja vive em orgulho, mundanismo, escândalo, frieza, divisão, vaidade, sensualidade, humanismo secular, né, mentira e poder carnal, ela profana o nome que carrega. Ela apresenta ao mundo caricatura do seu cabeça, uma mentira. Isso precisa nos fazer tremer. Meu pecado nunca é tão privado quanto eu imagino. Minha frieza nunca é tão pequena quando quanto eu penso. Minha obediência não é tão insignificante quanto parece. Se sou membro do corpo de Cristo, minha vida anuncia algo. Minhas palavras anunciam algo. Meu casamento anuncia algo. Meu uso do dinheiro anuncia algo. Minha pureza anuncia algo. Minha paciência anuncia algo. Minha maneira de sofrer anuncia algo. Minha forma de lidar com a oposição anuncia algo. Eu carrego no corpo o nome do cabeça. E essa verdade quando desce ao coração dá poder contra o pecado. Não apenas medo de punição, não apenas vergonha social, não apenas disciplina externa, mas santa consciência. Eu pertenço a Cristo, sou membro do seu corpo. Minha vida está unida ao cabeça. Meu pecado não é compatível com a vida que pulsa em mim. Minha obediência não é pequena, porque manifesta a beleza daquele que me comprou. O cristão não luta contra o pecado apenas dizendo isso é errado. Ele aprende a dizer isso. Não combina com Cristo, não combina com o meu cabeça, não combina com a vida que eu recebi, não combina com o corpo ao qual eu pertenço, não combina com o sangue que me lavou, não combina com o espírito que habita em mim. Essa é uma força muito maior do que simples moralismo. O moralismo diz: "Comporte-se para parecer justo". A união com Cristo diz: "Você está unido ao justo agora viva como membro do seu corpo". O moralismo diz: "Tente se levar até Deus". O evangelho diz: "Cristo uniu você a si mesmo. Agora ande na vida que recebeu." O moralismo diz: "Obedeça para pertencer". O evangelho diz: "Você pertence, portanto, obedeça." E veja como isso nos consola também. Se somos corpo de Cristo, então nossa fraqueza não está separada do cabeça. O membro cansado tem cabeça vivo. O membro ferido tem cabeça compassivo. O membro confuso tem cabeça sábio. O membro tentado tem cabeça santo. O membro perseguido tem cabeça exaltado acima de todo governo, autoridade, poder e domínio. A igreja pode parecer fraca no mundo, mas está unida ao Cristo que enche todas as coisas. O cristão pode se sentir pequeno, mas pertence ao corpo do rei exaltado. A santificação pode parecer lenta, mas a vida do cabeça já pulsa nos membros. Então, não reduza o cristianismo à admiração distante. Não transforme Jesus apenas em mestre, símbolo, inspiração ou memória religiosa. Se você é de Cristo, você é membro do seu corpo. E se você é membro do seu corpo, a vida dele já começou a operar em você. Cristão não é admirador de Cristo à distância, é membro vivo de um corpo onde a vida do cabeça começa a pulsar. A sétima coisa é que o poder vem na obediência. Não espere sentir para crer. Filipenses 2:12 diz: "Ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto realizar de acordo com a boa vontade dele." Muitos esperam sentir poder antes de obedecer. Esperam sentir coragem antes de dizer a verdade. Esperam sentir vontade antes de buscar a Deus. Esperam sentir força antes de abandonar o pecado. Esperam sentir paz antes de perdoar. Esperam sentir certeza absoluta antes de dar o próximo passo. Mas a escritura não diz: "Esperem até sentir poder e então obedeçam". Ela diz: "Ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto querer quanto realizar. Trabalhem porque Deus trabalha. Obedeçam porque Deus opera. Deem o passo porque o poder de Deus não é conhecido na passividade, mas no caminho da fé. Esse é um ponto decisivo. Muitos cristãos vivem esperando uma descarga espiritual que resolva a obediência antes da obediência. Eles querem sentir primeiro para agir depois. Querem ter toda a força no corpo, toda a paz no coração, toda a clareza na mente, toda a coragem nas emoções e só então obedecer. Mas muitas vezes o poder é conhecido enquanto obedecemos, não antes, no caminho, no monte, no passo, na renúncia, na confissão, na verdade dita com a voz tremendo, no perdão oferecido com lágrimas, na fuga da tentação, quando a carne ainda grita, na oração feita, quando o coração está seco, a obediência cristã não é atuação de gente que já se sente forte, é o movimento de quem crê que Deus é forte. A fé não espera até que todas as emoções estejam alinhadas para então levar Deus a sério. A fé toma a palavra de Deus, pensa nela, ora sobre ela, aplica a situação concreta e caminha. Foi assim com Abraão. Deus lhe pediu Isaque, o filho da promessa, o filho amado, o filho esperado, o filho em quem a palavra de Deus parecia estar pendurada. Nada naquele comando era emocionalmente simples. Não devemos imaginar Abraão levantando naquela manhã como se estivesse indo a uma celebração de um culto leve, com o coração naturalmente disposto, sorrindo e dizendo: "Hoje será fácil obedecer". O texto bíblico não nos autoriza a transformar obediência em teatro sentimental. Abraão não obedeceu porque tudo parecia fácil. Ele obedeceu porque considerou Deus poderoso. Hebreus diz que Abraão raciocinou, que Deus podia ressuscitar Isaque dos mortos. Romanos diz que ele estava plenamente convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que havia prometido. Veja isso. A fé de Abraão pensou, ela não foi em pulso vazio, uma energia. A fé dele pensou. Ele colocou a promessa de Deus diante da impossibilidade, colocou o caráter de Deus diante da dor, colocou o poder de Deus diante da morte e então caminhou. A provisão não apareceu no início da estrada. O carneiro não estava esperando na porta da tenda. A voz do anjo não veio no primeiro passo. Abraão precisou ir ao monte e foi ali, no lugar da obediência que Deus revelou a provisão. Foi ali que aquele lugar recebeu o nome o Senhor proverá. Muitos querem conhecer Jeová Girê sem subir o monte. Querem ver a provisão sem obedecer. Querem sentir o poder sem dar o passo. Querem que Deus remova todo risco, toda dor, todo tremor e toda incerteza antes de obedecerem a sua palavra. Mas a fé [risadas] bíblica não funciona assim. O poder, o poder vem na obediência. Não porque a obediência compra o poder de Deus. Não porque Deus seja manipulado por nosso desempenho. Não porque mereçamos força quando fazemos nossa parte, mas porque a obediência é o caminho onde a fé deixa de ser teoria e começa a se tornar confiança viva, verdadeira. Há uma forma de conhecer o poder de Deus que só nasce quando a verdade é pensada, orada e obedecida. Primeiro precisamos pensar a verdade, não de modo frio, mas santo. Precisamos pegar aquilo que confessamos e perguntar o que isso significa agora. Não apenas Deus é poderoso, mas como o poder de Deus se aplica a este medo. Não apenas Cristo reina, mas o que o reinado de Cristo exige nesta decisão. Não apenas Deus proverá, mas como essa promessa me chama a obedecer mesmo antes de ver a provisão. Muitos sabem doutrinas, mas nunca as pensam até o ponto da obediência. A doutrina fica no culto, no debate, na frase, na identidade ideológica e teológica, mas não entra no e-mail que precisa ser escrito, na confissão que precisa ser feita, no hábito que precisa ser abandonado, no dinheiro que precisa ser entregue, na conversa que precisa acontecer, no perdão que precisa ser oferecido, na tentação que precisa ser cortada. Então, segundo, precisamos agir sobre a verdade. Você não conhecerá o poder de Deus contra o pecado enquanto estiver negociando com o pecado. Não conhecerá o poder do perdão enquanto alimentar cuidadosamente a vingança e o ressentimento. Não conhecerá o poder da generosidade enquanto adorar sua segurança financeira. Não conhecerá o poder da pureza enquanto deixar portas abertas para a carne. Não conhecerá o poder da coragem enquanto tratar o medo como Senhor, a ansiedade como Senhor. Não conhecerá o poder da oração enquanto apenas lamenta que não consegue orar. Há momentos em que a alma precisa dizer: "Eu não sinto toda a força, mas Deus falou. Eu não vejo toda provisão, mas Deus é fiel. Ele é Jeová Jê. Eu não tenho todo o controle, mas Cristo reina. Eu estou tremendo, mas obedecerei. Isso não é autoconfiança, é confiança em Deus. Há uma diferença enorme entre agir como se fôssemos fortes e obedecer, porque Deus é forte. A primeira é orgulho, a segunda é fé. O cristão não caminha dizendo: "Eu dou conta". Ele caminha dizendo: "Deus é poderoso e a palavra dele é mais segura que meu medo." Por isso Paulo nos une. Paulo une duas coisas que nós frequentemente separamos. Ponham em ação, pois é Deus quem efetua. Nós pensamos: "Se Deus opera, eu espero." Paulo disse: "Se Deus opera, você age." Quando Jesus cura um cego, quem cura o cego é Jesus, mas quem vê é o cego. Nós agimos o milagre de Deus, não é? A obra soberana de Deus não paralisa a obediência, ela a fundamenta. Porque Deus está trabalhando em você. Trabalhe. Porque Deus está operando o querer e o realizar. Ponha em ação a salvação com temor e tremor. Não espere sentir para crer. Creia e caminh. Não espere ansiedade desaparecer para obedecer. Obedeça com ansiedade sendo confrontada pela verdade. Não espere o desejo santo surgir plenamente para buscar a Deus. Busque a Deus e os desejos serão reordenados no caminho. Não espere o pecado perder completamente a voz para fugir dele. Fuja enquanto ele ainda grita. Não espere ser invadido por coragem para falar a verdade. Fale a verdade dependendo do Deus que sustenta os que trem diante dele. O poder de Deus não é decoração doutrinária, é força para obediência real. E muitas vezes você só descobrirá que esse poder estava presente quando olhar para trás e perceber que deu um passo que sua carne jamais daria sozinha. Você perdoou, você confessou, obedeceu, você cortou, você voltou, você resistiu, você orou, você falou, você suportou, não perfeitamente, não sem tremor, mas realmente. Então você saberá, Deus estava operando. O poder que você espera sentir, muitas vezes só será conhecido quando você obedecer. E por último, o poder é para quem tem fé em Jesus. Efésios 1:15, a partir do 15, né? Diz: "Por essa razão, desde que ouvi falar da fé que vocês têm no Senhor Jesus e do amor que demonstram para com todos os santos, não deixo de dar graças por vocês, mencionandoos em minhas orações. E o que Paulo pedia? Peço que o Deus do nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso Pai, lhes dê espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele. E ele orava mais. Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos e a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos. Esse poder não é energia religiosa disponível para qualquer projeto humano. Não é combustível para ambição carnal. Não é técnica de autopromoção, não é autoajuda, não é força mística para o homem realizar seus próprios sonhos, não é poder para construir um nome, dominar pessoas, vencer discussões, enriquecer a qualquer custo ou usar Deus como instrumento de grandeza pessoal. Paulo não está falando de um poder solto no universo, esperando alguém descobrir a fórmula certa e usar o poder. Ele não apresenta o poder de Deus como uma força neutra nas mãos do homem. Ele não diz: "Aqui está uma energia divina, use como quiser." Ele diz que esse poder é para os que creem, para conosco os que cremos. Isso é decisivo. O poder incomparável de Deus não é prometido aos fortes, aos impressionantes, aos autoconfiantes, aos religiosos por aparência, aos que confiam em sua própria disciplina, aos que querem Jesus como acréscimo de uma vida ainda governada pelo eu. Esse poder pertence aos que têm fé no Senhor Jesus. Paulo começa assim: "Desde que eu ouvi falar da fé que vocês têm no Senhor Jesus. A fé vem antes da oração por iluminação. A fé vem antes da experiência desse poder. A fé é o vínculo com Cristo. Não eh eh fé em uma ideia vaga de Deus. Não fé em energia espiritual. Não fé em destino, não fé na própria sinceridade, não fé na própria bondade, fé no Senhor Jesus. Aqui o evangelho corta todas as nossas tentativas de misturar Cristo com nossos méritos. Não é Cristo, mas minha descência. Não é Cristo, mas minha tradição. Não é Cristo, mas minha performance. Não é Cristo, mas meu currículo religioso. Não é Cristo, mas minha intensidade emocional. Não é Cristo, mas minhas obras. Não é Cristo mais em minha história de igreja, é Cristo. Somente Cristo. O cristão é alguém que no fundo da alma aprendeu a dizer: "Eu pertenço a Deus por causa do que Jesus fez por mim e nada mais. Nada nas minhas mãos eu trago. Nenhum argumento meu me sustenta. Nenhuma justiça própria me recomenda. Nenhuma obediência minha é fundamento da minha aceitação. Nenhuma lágrima minha compra perdão. Nenhum zelo meu abre o céu. Cristo é minha justiça. Cristo é minha paz. Cristo é meu acesso. Cristo é o meu mediador. Cristo é minha vida. Cristo é minha esperança. Cristo é meu tudo diante de Deus. É por isso que o poder de Deus é recebido pela fé, porque a fé esvazia a mão. Ela é um dom de Deus. E não há nada de nós mesmos, nem na fé e nem em tudo aquilo que a fé nos liga. A fé para de tentar pagar, para de tentar controlar, para de tentar negociar, para de tentar impressionar Deus. A fé recebe, descansa, confia, se agarra a Cristo como única esperança. E então o poder de Deus começa a ser conhecido, não como espetáculo para o ego, mas como vida para o pecador. A base é a obra de Cristo. A apropriação é pela fé, que é dom de Deus. A aplicação é pelo espírito. O resultado é uma vida sustentada por poder, santidade, esperança e perseverança. Isso explica porque Paulo ora. Ele não olha para os efesios e diz: "Vocês já creram, agora basta". Ele ora para que aqueles que creem conheçam mais profundamente aquilo que receberam em Cristo. Porque a vida cristã começa pela fé e continua pela fé. O mesmo Cristo que nos justifica é o Cristo que nos sustenta. O mesmo evangelho que nos salva é o evangelho que ilumina os olhos do nosso coração. O mesmo poder que nos tirou da morte é o poder que nos conduz até o fim em santificação, a glorificação. E as promessas são grandes demais para serem sustentadas por qualquer coisa em nós, pela nossa força. Se é que podemos falar que temos força. Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus. Aquele que começou boa obra vai completá-la. A morte foi vencida. Cristo reina acima de tudo, de todo nome. A igreja é o seu corpo. Somos guardados pelo poder de Deus. Participamos da vida que vem do cabeça, receberemos uma herança gloriosa. Seremos apresentados diante da glória sem mácula e com grande alegria. Quem olha para essas promessas apenas com a mente natural diz: "Isso é grande demais". E é grande demais para a carne, grande demais para a religião superficial, cristianismo nominal, grande demais para o moralismo, grande demais para o otimismo humano, grande demais para qualquer poder criado, mas não grande demais para o Deus que ressuscitou Cristo dos mortos. A pergunta final não é você é forte? Você não é. A pergunta não é você tem controle? Você não tem. A pergunta não é você entende tudo? Você não entende. A pergunta não é: você consegue produzir esse poder? Você não consegue. A pergunta é: você crê em Cristo? Você descansa nele? Você se entrega a ele? Você parou de usar Jesus como auxílio para seu próprio projeto de justiça. Você abandonou a esperança secreta de se apresentar diante de Deus com alguma glória própria, alguma bondade própria? Você olha para a cruz e diz: "Ali está minha única paz". Você olha paraa ressurreição e diz: "Ali está minha única esperança". Você olha para o trono e diz: "Ali está meu Senhor". Porque esse poder é para os que creem. Ao incrédulo, o chamado é claro. Vem a Cristo. Não tente acessar o poder de Deus sem estar rendido ao filho de Deus. Não quera os benefícios do reino enquanto rejeita o rei. Não transforme Deus em ferramenta para melhorar sua vida sem dobrar sua alma diante de Jesus. O poder de Deus não é dado para fortalecer sua rebelião. Ele vem para ressuscitar mortos, quebrar orgulho, perdoar pecadores e formar um povo para Cristo. Venha sem mérito, venha sem máscara, venha sem barganha, venha com sua culpa, venha com sua fraqueza. Não racionalize nada. Não traga o humanismo secular com as suas explicações sociológicas, psicológicas, antropológicas. Venha com sua morte. Cristo é suficiente. Ao crente cansado, o chamado também é claro. Não viva como órfão fraco. Não fale de Cristo ressuscitado e caminhe como se estivesse sozinho em um mundo governado pelo acaso. Não diga que Deus é pai e viva como se sua vida estivesse abandonada. Ore como Paulo. Peça que os olhos do coração sejam iluminados. peça para conhecer a esperança, a herança e o poder, não apenas em saber, conhecer. Ao crente preso em pecado, ouça, o poder de Cristo não foi dado para acomodar sua escravidão, mas para quebrá-la. Não use a graça como desculpa para continuar abraçando aquilo que Cristo morreu para destruir. O mesmo poder que ressuscitou o filho opera nos que creem. Levante-se em arrependimento. Confesse, corte, fuja, obedeça. Não porque você é forte, mas porque Cristo é vivo. Al crente com medo, olhe para cima. Cristo está acima de todo governo, autoridade, poder e domínio, acima de todo nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de ver. Os nomes que assustam você não estão acima dele. As forças que ameaçam você não estão fora do cetro dele. Os poderes que parecem grandes ainda estão debaixo dos seus pés, dos pés dele. Então, não reduz o cristianismo a uma doutrina correta, sem poder. Não reduza a fé à memória religiosa. Não reduza Jesus a exemplo moral. Não reduza a igreja à instituição humana. Não reduza a vida cristã a esforço cansado. O poder que ressuscitou Cristo é para os que creem. O poder que colocou todas as coisas debaixo dos pés dele é para a igreja. O poder que governa a história é para o povo dele. O poder que venceu a morte começou agora a vencer o medo, o pecado, a incredulidade e a fraqueza em nós. Não perfeitamente ainda, mas verdadeiramente, realmente. E um dia plenamente. Porque o Deus que levantou o Cristo dos mortos não começou uma obra pequena. Ele está formando um povo unido ao filho, sustentado pelo espírito, guardado pela graça e destinado à glória. O poder incomparável de Deus não é prêmio para as os fortes, é vida para os que creem em Cristo e descansam nele somente. Ah, esse é o poder que nós precisamos. Que bom que podemos chegar até aqui. Que Deus nos dê outras oportunidades de estarmos juntos olhando com corações deslumbrados para a beleza da sua glória na face do seu filho. Deus abençoe todos vocês. Amém. Santo Deus, eu [canto] me aproximo sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, no segredo [canto] do coração, [música] nos pequenos pensamentos, nas palavras que eu [canto] soltei. Teu espírito me chama, confessa. E eu confessei, [música] não [canto] escondo minha culpa, não [música] maquio minha dor. Contra ti eu pequei contra [música] o [canto] teu santo amor. Mas que atos minha raiz, um querer [música][canto] desalinhado. Eu preciso de limpeza. Eu preciso [música][canto] ser lavado. [música] Cordeiro, minha justiça, fim do meu tribunal. Eu largo a autojustiça, [canto] me rendo ao teu final. [canto] Jesus, [música] tem misericórdia. Jesus, [música] vem me purificar. [canto] Teu sangue fala mais alto que o meu pecado a gritar. Minha [música][canto] única defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [canto] Eu [música] descanso no teu amor. >> Tua misericórdia [música] [canto] é melhor. [música] Tua misericórdia [canto] é meu lar. >> Rei dos reis, eu me [música] prostro. Tu és luz [canto] e eu sou pó. Quando eu tento ser meu dono, [música] eu no terco em mim só. Autonomia é [canto] mentira, autossuficiência [música] também. Tu és [música][canto] fonte, tu és vida. Sem ti nada me sustém. [música] Eu não venho com rico, [música] venho [canto] com mãos sem ter. Não confio no meu choro, nem o meu vou [canto] vencer. [música] Eu confio na firmeza do teu pacto, ó Senhor. [canto] Tua aliança [música] é selada no cordeiro [canto] redentor. [música] Restaura [canto] minha alegria, [música] tua salvação em mim. Sustenta-me [música] com espírito [canto] pronto até o fim. [música] Jesus tem misericórdia. [canto] Jesus vem me purificar. [música] Teu sangue fula mais alto que [música] o meu pecado a gritar. A minha única [música] defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [canto] Eu descanso no teu amor. [música] Inclina o [canto] meu coração, ensina-me a obedecer. [música] Dá-me um espírito pronto, mais doce [música] do [canto] meu querer. Guarda-me na tentação, na rotina e na [canto] aflição. >> [música]