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A fé vem pelo ouvir

🔴 Culto Vespertino | 21/06| 18h – Rev. Gabriel Junqueira

🔴 Culto Vespertino | 21/06| 18h – Rev. Gabriel Junqueira

🔴 Culto Vespertino | 21/06| 18h – Rev. Gabriel Junqueira

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

[música]
>> Ai.
>> [música]
[música]
>> Queridos irmãos, sejam todos muito
bem-vindos à Igreja Presbiteriana de
Santo Amaro. Que benção que é para o
povo de Deus se reunir no domingo para
buscar a presença de Deus e o
conhecimento da sua palavra. E para
simbolizar essa alegria que é coletiva,
não apenas individual, eu quero convidar
os irmãos para que nos acompanhem na
leitura
que faremos do Salmo 113.
Eu lerei os versículos ímpares e eu peço
à Igreja que em conjunto leia os
versículos pares. Faremos uma leitura
alternada do Salmo 113,
do verso 1 até o verso 9.
Que diz:
Aleluia! Louvem, ó servos do Senhor,
louvem o nome do Senhor.
>> Bendito seja o nome do Senhor,
[limpando a garganta]
agora e para sempre.
>> Do nascimento do sol até o momento em
que se põe, louvado seja o nome do
Senhor.
Quem é semelhante ao Senhor nosso Deus,
cujo trono está nas alturas?
Ele levanta o pobre do pó e tira o
necessitado do monte de lixo.
O Senhor faz com que a mulher estéril
viva em família e seja alegre mãe de
filhos. Aleluia.
Versículo cinco pergunta quem é
semelhante ao Senhor nosso Deus, cujo
trono está nas alturas.
É um versículo que demonstra a
singularidade
de Deus. Ele é o único. E é isso que nós
vamos cantar agora. Eis o nosso Deus,
nosso Deus grandioso. Vamos nos colocar
de pé, irmãos.
E entoar louvores
ao nome do Senhor.
>> Quem [música][canto] mantém
as águas em sua mão? [música]
Quem
dará
a conta a cada [música]
grão?
Falai
>> [canto]
>> reis
>> [música]
>> e povos faz tremer.
A criação
>> [canto]
>> se
prostrará [música] a adorar.
É o
>> [música][canto]
>> nosso
Deus, do seu trono está,
vamos adorar.
É o
nosso
Deus,
não
>> [música]
>> há outro [canto] igual,
vamos adorar. [música]
>> [música]
>> Quem a
Ele
>> [música][canto]
>> pode aconselhar?
Seus
decretos
>> [música]
>> pode questionar?
Quem
>> [música]
>> a Ele pode [canto] instruir?
Quem
explica
>> [música]
>> todo o seu agir? [canto]
É o nosso
>> [música]
>> Deus,
do seu trono [música]
está, [canto]
vamos adorar.
É o
>> [música]
>> nosso
Deus, não
há outro igual,
>> [música][canto]
>> vamos adorar.
>> [música]
[música]
>> E sofreu [música][canto]
dos escravos dor
>> [canto][música]
>> e
pagou
o mal do pecador.
Jesus
>> [canto][música]
>> humilde padeceu
e
triunfou
e reinará
para sempre.
>> [música]
>> É o
nosso
>> [música]
>> rei,
no seu trono está.
>> [canto]
>> Vamos [música] adorá-lo.
É o
nosso [música]
rei,
não há outro igual.
Vamos
adorá-lo. [música]
>> [música]
>> Reinará
para sempre.
Reinará
>> [música]
>> para sempre.
Reinará
>> [música]
>> para sempre.
Reinará
>> [música]
>> para sempre.
>> [música]
>> É o
>> [canto]
>> nosso
>> [música]
>> rei, no seu trono está.
>> [canto]
>> Vamos adorá-lo.
>> [música]
>> É o
nosso [música]
rei,
não há
>> [música]
>> Graças te damos, Senhor, porque
ocultaste estas coisas aos sábios e
entendidos e as revelaste aos teus
pequeninos.
Graças te damos, ó Senhor,
porque ao saber que o Senhor é rei,
que o Senhor governa, domina sobre todas
as coisas,
o nosso coração encontra paz e descanso.
Nós louvamos o teu nome também, ó Pai,
como parte da tua criação,
mas como homens e mulheres que,
sobretudo,
fazem parte de uma obra redentora que o
Senhor aplicou.
Senhor Jesus se entrega por nós, morre
por nós, nos compra com o seu sangue
precioso
e agora o nosso prazer está justamente
nisso.
Está em cantar louvores ao Senhor,
aprender do Senhor, ter comunhão com o
Senhor, dividir as nossas experiências
com aqueles que também te servem
e trazer esse conhecimento para aqueles
que estão perdidos.
Louvado seja o Senhor nas alturas,
louvado seja o Senhor pelos anjos,
louvado seja o Senhor por toda a criação
em toda a terra, em todos os lugares
em que o Senhor tem trazido para si
aqueles a quem o Senhor redimiu.
Que o Senhor receba o nosso culto, ó
Deus, que é prestado na mediação de
Jesus Cristo, porque não temos méritos
para oferecer
ao Senhor, mas temos gratidão, gratidão,
porque quando estávamos perdidos,
machucados, mortos, o Senhor nos
estendeu a mão. Louvado seja o Senhor,
em nome e para a glória de Jesus. Amém.
Os irmãos podem se assentar.
>> [limpando a garganta]
>> Profeta Isaías,
no seu capítulo 57, em dois versículos
diferentes, versículo 15 e versículo 18,
traz uma expressão muito conhecida,
muito importante para nós.
Ele diz que assim diz o alto, o sublime,
que habita a eternidade e cujo nome é
santo.
Habito no alto e santo lugar,
mas habito também com o contrito e
abatido de espírito,
para vivificar o espírito dos abatidos e
vivificar o coração dos contritos.
Tenho visto os caminhos do meu povo, mas
vou curá-lo.
Também o guiarei
e tornarei a dar consolação a ele e aos
seus pranteadores. O Senhor vê os nossos
passos, sabe das nossas lutas, conhece
as nossas necessidades. São deles essas
palavras: Eu habito no alto e santo
lugar, mas também habito com aquele que
está quebrantado em seu espírito. Por
isso, irmãos, nesse instante, nós somos
convidados a confessar os nossos pecados
a Deus.
E a fazer isso com sinceridade. Nós
todos temos falhado, temos cometido
iniquidades e podemos agora, com a
confiança que a cruz nos traz ao
coração,
dizer para o Senhor que estamos
arrependidos. Pedir ao Senhor que nos
perdoe. Ele vê as nossas feridas e
promete nos curar.
Então, vamos ter alguns momentos
reservados para orações silenciosas.
Nesse instante, irmãos, vamos confessar
o nosso pecado ao Senhor. Oremos.
Senhor, o pecado
nos traz
uma sensação muito forte de derrota,
de fracasso,
de impotência.
O pecado traz medo,
transtorno,
insegurança
para as nossas vidas.
Pecado nos deixa atônitos,
sem esperança e abatidos.
Quando então praticamos o pecado
ou quando nos inserimos regularmente em
uma prática que te desagrada,
o nosso coração se enche de tristeza.
Mas quando olhamos para
a tua promessa
e para o teu filho, Jesus,
pensamos no seu sacrifício e no que o
Senhor tem a nos proporcionar,
a nossa realidade muda.
Nosso coração se transforma.
Enquanto não vemos esperança alguma em
nós,
vemos esperança plena e absoluta em
nosso Salvador Jesus Cristo.
Quando pensamos então, ó Deus,
naquilo que o Senhor tem nos ensinado
e quando sabemos
que o Senhor tomou a iniciativa de nos
buscar
e o Senhor veio até nós
na figura humana,
porque Jesus assumiu a natureza de homem
e assim, tendo-se tornado um de nós,
pagou a dívida,
o preço,
recebeu sobre si a culpa e o juízo
que estavam destinados a nós.
E é por isso, ó Deus, que agora nós
temos
confiança
de que nele nós somos restaurados,
revigorados,
fortalecidos
e sabemos, ó Pai, que temos diante de
nós um futuro glorioso.
Então, deixamos de amargar esse estado
de espírito terrível
no qual somos somos lançados
pelos nossos pecados
e passamos a experimentar,
com toda alegria e satisfação,
o perdão que o Senhor nos concede
em teu filho, Jesus Cristo.
Ó Pai, confessamos os nossos pecados ao
Senhor.
Fazemos isso na certeza de que o Senhor
nos perdoará,
porque o Senhor nos promete perdão e é o
Senhor mesmo quem nos leva a orar
suplicando esta graça e este auxílio.
Então, ó Deus, anima o teu povo,
trata o nosso coração,
alivia as nossas dores, nos afaste do
mau caminho, veja se há em nós algum
caminho mau
e nos guie, Senhor, pelo caminho reto,
porque nós queremos
que as palavras dos nossos lábios e o
meditar do nosso coração sejam
agradáveis na tua presença, Senhor,
rocha nossa
e redentor nosso.
Oramos
em nome de Jesus. Amém.
Meus irmãos,
agora fortalecidos e perdoados,
vamos ficar de pé
e novamente vamos cantar para a glória
de Deus.
>> Ele [canto][música] não tinha
qualquer beleza,
com majestade
[música] para nos atrair.
Nada
>> [canto]
>> havia [música]
em sua aparência
para [música] o desejarmos. [canto]
Mas [música] rejeitado
entre os [canto] homens,
ainda [música] assim carregou nossas
dores.
O seu [música] castigo
nos
traz paz
e a esperança [música][canto]
não se esvai.
>> [música]
>> A mão [canto]
pela culpa ele ofereceu
pra satisfazer
o criador,
ele morreu [canto]
pra que a
sua luz
em nós pudesse brilhar.
O filho
do amor
se
entregou
em nosso
lugar.
Mas [música] rejeitado [canto]
entre os homens,
ainda
assim
>> [canto]
>> carregou
nossa dor
>> [música]
>> e o seu castigo
nos traz
a
>> [música][canto]
>> esperança
não se
esvai.
Mas a oferta
pela
culpa
ele ofereceu
pra satisfazer o criador,
ele
morreu pra que a sua luz
>> [música]
>> em nós pudesse
brilhar.
O
>> [música]
>> filho
do amor
se
entregou
>> [música][canto]
>> em nosso
lugar.
És o cordeiro [canto]
>> [música]
>> que pelos
nossos
pecados
foi
entregue,
foi
castigado
sem
>> [música]
>> dizer uma
só
>> [canto]
>> palavra,
entregou
a sua
vida
por amor,
>> [música]
>> sua vida vida
>> [canto]
>> até a morte,
provou
o quanto
>> [música]
>> é grande
o seu amor por nós,
e nos
salvou. [música]
>> [música]
[música]
>> Venha
a Jesus, [música][canto]
só
nele há
virtude.
Venha
>> [canto]
>> abatido
>> [música]
>> e provado,
nele
há consolo,
>> [canto]
[música]
>> o perfeito amor.
Vem descanse [música]
em sua
paz.
A bondade, [música]
bondade
de Cristo
>> [música]
>> satisfaz,
ele é tudo
pra mim.
Aconteça
o que
>> [música]
>> for,
sempre vou
descansar
na bondade
>> [música][canto]
>> de Cristo.
>> [música]
>> E encontre em
plena
alegria. [música]
Jesus
amado
>> [música]
>> tudo
dará.
Toda [música] a
água viva
sede nunca mais.
>> [música]
>> Vem descanse
em sua
>> [canto]
>> paz.
A bondade
bondade
>> [música][canto]
>> de Cristo.
Satisfaz, [música]
ele é
tudo
para mim.
A [música] confiança
em Cristo, sempre vou
descansar
>> [música]
>> na bondade
de Deus.
>> [música]
>> Pois [música][canto] em Jesus
a esperança.
Ele [música][canto] é tudo que nos
prometeu.
Graça [música] transbordante,
>> [canto]
>> fluindo Salvador.
Vem descanse em sua [música][canto]
paz.
A [música] bondade
bondade
>> [canto]
>> de Cristo.
Satisfaz,
ele é
tudo
para mim. [música]
>> [música]
[música]
[música][canto]
[música]
[canto]
[música][canto]
[música]
>> A igreja pode se assentar.
A bondade de Cristo.
Ele é tão bom que nos permite conhecer a
sua palavra,
conhecer a quem
Deus é e dessa maneira também segui-lo.
E nós faremos isso agora também,
conheceremos um pouquinho mais sobre a
palavra de Deus e um pouquinho mais
sobre quem é este Deus e como isso se
relaciona conosco.
Esse é o momento em que nós iremos ler a
palavra dele e compreender o que Deus
quer ensinar para nós.
Mas antes de começar a ler o texto, eu
queria perguntar para os irmãos o
seguinte:
Será que pode
vir alguma coisa boa
de uma grande crise?
Será que em grandes conflitos, em
situações de dificuldades, será que pode
sair alguma coisa boa disso?
Ou talvez um pouquinho mais a fundo,
será que sim, uma grande crise,
você fosse forçado a tomar uma decisão
que fosse difícil?
Que decisão será que você tomaria, por
exemplo?
O que você faria
se Deus, nessa crise,
fizesse com que você tivesse de decidir
entre ter ou não aquilo que você mais
ama?
O que você faria se Deus tocasse
exatamente
naquilo que você mais teme perder?
Aliás,
pense na sua vida.
Pense nas pessoas que você ama.
Existe alguém ou algo na sua vida que
você pensa assim:
"Sem essa pessoa,
eu não vivo".
Se essa pessoa sumir,
se essa pessoa morrer,
a minha vida acabou.
Pensa nisso.
Há algo ou alguém na sua vida que está
neste local?
Nós falaremos sobre isso hoje. Falaremos
sobre isso lendo um texto que está em
Gênesis, olhando para a vida de Jacó e
de José, tentando compreender o que Deus
espera de nós em situações em que nós
somos confrontados com aquilo que ocupa
o maior lugar do nosso coração. Eu
queria convidar a igreja, então, a abrir
a palavra de Deus em Gênesis, no
capítulo 42.
Vamos ler versículos 25 em diante,
até o versículo 40, versículo 14 do
capítulo 43.
Gênesis 42, versículo 25,
até Gênesis 43, versículo 14.
Diz assim a palavra de Deus.
José ordenou que lhes enchessem de
cereal os sacos, eles restituíssem o
dinheiro a cada um no saco de cereal e o
suprissem de comida para o caminho e
assim foi feito.
E carregaram o cereal sobre os seus
jumentos e partiram dali.
Quando um deles abriu o saco de cereal
para dar de comer ao seu jumento na
estalagem, encontrou o dinheiro na boca
do saco de cereal. Então disse aos
irmãos:
"Devolveram o meu dinheiro.
Está aqui na boca do saco de cereal".
O coração dos seus irmãos se encheu de
medo e tremendo, entreolhavam-se
dizendo:
"O que é isto que Deus nos fez?"
E vieram para Jacó, seu pai, na terra de
Canaã e lhe contaram tudo o que havia
acontecido dizendo:
"O homem, o senhor da terra, falou
conosco de maneira ríspida e nos tratou
como espiões da terra.
Dissemos a ele: somos homens honestos e
não espiões. Somos 12 irmãos, filhos de
um mesmo pai. Um já não existe, o mais
novo está hoje com o nosso pai na terra
de Canaã.
Então o homem, o senhor da terra,
respondeu:
Nisto saberei que vocês são homens
honestos.
Deixem comigo um de seus irmãos, peguem
o cereal para remediar a fome de suas
casas e vão embora.
Mas tragam-me o seu irmão mais novo.
Assim saberei que vocês não são espiões,
mas homens honestos.
Então entregarei o irmão de vocês e
vocês poderão negociar na terra".
Aconteceu que quando foram despejar o
cereal que havia nos sacos, cada um
tinha a sua trouxinha de dinheiro no
saco de cereal.
Ao ver as trouxinhas com o dinheiro,
eles e o seu pai ficaram com medo. Então
Jacó, o pai deles, disse:
"Vocês vão me deixar sem filhos. José se
foi.
Simeão se foi. Agora querem levar
Benjamim.
Todas essas coisas aconteceram contra
mim".
Mas Rúben disse ao seu pai:
"O senhor pode matar os meus dois filhos
se eu não trouxer Benjamim de volta.
Deixe que eu tome conta dele e o trarei
de volta para o senhor".
Mas Jacó respondeu:
"O meu filho não irá com vocês.
O irmão dele está morto e ele é o único
que ficou. Se lhe acontece algum
desastre no caminho, vocês farão descer
os meus cabelos brancos com tristeza à
sepultura".
A fome continuava gravíssima na terra.
Quando eles acabaram de consumir o
cereal que tinham trazido do Egito, Jacó
disse aos filhos:
"Voltem e comprem mais um pouco de
mantimento para nós". Mas Judá lhe
disse:
"Aquele homem nos advertiu solenemente
dizendo: Vocês não verão o meu rosto se
o outro irmão não vier com vocês.
Se o senhor resolver enviar conosco o
nosso irmão, iremos e compraremos
mantimento para o senhor. Mas se o
senhor não enviar, não iremos, pois o
homem nos disse: Vocês não verão o meu
rosto se o outro irmão não vier com
vocês".
Israel respondeu:
"Por que vocês me fizeram esse mal,
dando a saber àquele homem que vocês
tinham outro irmão?"
Eles responderam: "O homem nos fez
perguntas específicas a respeito de nós
e de nossa parentela, dizendo: O pai de
vocês ainda é vivo? Vocês têm outro
irmão?
Nós apenas respondemos o que ele nos
perguntou. Como podíamos adivinhar que
ele nos diria: Tragam o seu outro
irmão?"
Então Judá disse a Israel, seu pai:
"Deixem o jovem Deixe o jovem ir comigo
e nos levantaremos e iremos, para que
vivamos e não morramos, nem nós, nem o
Senhor, nem os nossos filhinhos.
Eu serei responsável por ele.
Da minha mão, o Senhor poderá
requerê-lo. Se eu não o trouxer de volta
e não o puser diante do Senhor, serei
culpado para com o Senhor pelo resto da
minha vida.
Se não nos tivéssemos demorado, já
teríamos ido e voltado duas vezes.
Então, Israel, seu pai, disse:
Se é assim, então façam o seguinte:
Peguem do mais precioso da terra, ponham
nos sacos para o mantimento e levem de
presente para este homem, um pouco de
bálsamo e um pouco de mel, especiarias e
mirra, nozes de pistácia e amêndoas.
Levem dinheiro em dobro
e devolvam o dinheiro restituído na boca
do saco de cereal. É possível que tenham
havido algum engano. Levem também o
irmão de vocês.
Levantem-se e voltem àquele homem.
Deus todo-poderoso lhes dê misericórdia
diante do homem, para que restitua o
outro irmão e deixe que Benjamim volte
com vocês. Quanto a mim,
se eu perder os filhos, sem filhos
ficarei.
Vamos orar?
Pai amado, nós lemos a tua palavra, que
nos mostra a verdade, nos ensina, Pai,
por meio de diretrizes e por meio de
histórias que aconteceram. Essa é uma
delas.
O Senhor agiu nessa história
e a tua ação nos ensina. Pedimos, Pai,
que o Senhor nos capacite a entender o
que o Senhor fez e dessa maneira também
compreender como o Senhor age em nossas
vidas. Rogamos isso.
Gratos ao Senhor por tudo e certos de
que o Senhor nos ensinará, no nome do
Senhor Jesus. Amém.
Queridos, nós lemos aqui um pedaço do
texto, passando o último sermão que nós
tivemos, no último sermão, a história
foi o momento em que os irmãos de José
foram até o Egito para comprar cereal,
porque havia acabado a comida tanto na
terra do Egito, a não ser o que o José
tinha segurado, e também em outros
locais. E de todas as regiões da terra,
o pessoal estava indo para buscar algum
tipo de comida lá no Egito.
Os irmãos de José foram até José. José
reconheceu os seus irmãos, mas os seus
irmãos não reconheceram.
Nessa conversa, nós vimos que José,
ao invés
de ser vingativo com os seus irmãos,
destruir seus irmãos, acabar com aqueles
que haviam feito muito mal a ele, ele
decide testar os irmãos.
Então, ele não se apresenta, já havia
passado 20 anos, era difícil reconhecer
José com o cabelo raspado, sem barba e
agora um pouco mais velho. E então, sem
ser reconhecido, ele começou a tratar do
coração dos seus irmãos.
Enquanto ele tratava, para fazer isso,
ele faz acusações. Então, ele olha para
os irmãos e diz:
"Vocês não vieram aqui de boa fé.
Vocês vieram aqui para espiar a terra.
Vocês querem roubar a comida do Egito.
Vocês não são boa coisa".
Os irmãos, então, para se defender,
dizem assim: "Não, nós somos sim. Nós
somos honestos.
Nós somos homens bons, filhos de um
homem lá em Canaã, de um mesmo homem. E
temos ainda um outro irmão.
Todos nós somos pessoas boas".
José já conhecia a família.
Mas nesse momento, José disse: "De modo
algum. E para testar vocês, na verdade,
se vocês forem até lá
e trouxerem o seu outro irmão, o mais
novo, eu vou acreditar em vocês.
Mas se não fizerem isso,
eu não vou permitir que vocês fiquem
aqui
fazendo negócios".
E então, José coloca todos os irmãos na
prisão. Eles ficam lá durante três dias.
Nesses três dias, o coração deles começa
a ser incomodado e eles começam a
perceber que tem alguma coisa diferente
acontecendo. A mão de Deus está
trabalhando em alguma área. Porque no
meio daquele momento, eles dizem: "Isso
está acontecendo com a gente porque o
nosso irmão clamava e nós não demos
ouvido a ele.
Nós acabamos com a vida de José e Deus
está agora requerendo isso de nossas
mãos".
Eles começaram a compreender isso. Mas
essa compreensão inicial ainda não era
suficiente para gerar o arrependimento e
para que José confiasse nesses irmãos. É
nesse momento que José então continua o
seu teste. José quer ter certeza de que
seus irmãos mudaram, de que seus irmãos
agora são pessoas diferentes antes de
ser conhecido por eles. E é por isso que
José então cria uma crise, uma
dificuldade para os irmãos para que
consiga trabalhar o coração dos irmãos.
Então hoje, eu queria conversar com
vocês trazendo a seguinte pergunta e
pensando nesse tema:
Como que Deus molda o nosso coração em
meio às crises? De que maneira o nosso
coração pode, de fato, ser moldado em
meio às crises? Será que Deus faz isso?
E a minha resposta para isso é: Sim.
Deus molda o nosso coração em meio às
crises. E ele faz isso pelo menos de
três maneiras.
Primeiro, ele expõe
a nossa idolatria. Ele expõe o nosso
coração. Em segundo lugar,
ele redireciona o amor do nosso coração
e em terceiro lugar, ele transforma as
nossas motivações. Isso acontece no
nosso coração, é Deus trabalhando
enquanto nós estamos passando por
circunstâncias difíceis. Se no sermão
passado, o texto passado, nós vimos que
Deus trabalha por meio das
circunstâncias difíceis, agora eu queria
aprofundar um pouquinho mais, para que
nós entendêssemos que Deus trabalha não
só na circunstância, naquilo que
acontece ao redor de nós, mas também
trabalha em nosso coração.
Primeira coisa que o texto ensina para
nós é que Deus expõe as nossas
idolatrias. Como eu falei, José, não
satisfeito com o que os irmãos mostraram
para ele, decidiu gerar uma crise maior.
Então ele fala para os seus servos:
"Eles vieram comprar comida de nós,
deram dinheiro, peguem o dinheiro e
coloquem nos sacos de comida, para que
eles levem embora".
E então os servos fizeram isso. Quando
José faz isso, é claro que ele tem em
mente ajudar a sua família, é claro que
ele tem em mente também ah os seus
irmãos que estavam indo para lá, o seu
pai que ficou lá, mas isso fazia parte
desse teste que José queria fazer com os
seus irmãos. Na verdade, José, se vocês
não perceberam ainda, tá recriando
toda a situação que ele mesmo passou.
Pensem nisso.
José
foi um irmão
que foi separado dos outros em troca de
dinheiro.
E agora os irmãos estão indo embora,
um irmão está ficando, Simeão, e eles
estão recebendo em volta de volta
dinheiro.
Isso que tá acontecendo é para gerar na
cabeça dos irmãos um tipo de ligação com
aquilo que aconteceu lá em Gênesis 37.
E você fala: "Pastor, isso aqui tá muito
longe. Será que eles iam compreender
isso quando eles vissem o dinheiro? Será
que eles iam fazer a ligação da prata
com o irmão que fica"?
Eu creio que sim. Eu creio que sim
porque José já tava na cabeça deles.
Quando eles estavam presos, lembrando de
José, do que fizeram com José. E agora
indo embora, deixando o irmão para trás,
novamente, certamente na cabeça deles de
novo. E eu sei disso porque chega o
momento que eles falam o seguinte:
"Devolveram o nosso dinheiro. Tá na boca
aqui do saco de cereal". E eles, com
medo, se olhavam e disseram: "O que é
isto que Deus nos fez?"
"O que é isto que Deus nos fez?" Essa
pergunta mostra que eles sabiam que o
que tava acontecendo era da parte de
Deus. Eles entendiam que havia um
julgamento da parte de Deus, uma punição
por aquilo que eles haviam feito. E o
medo deles, nesse momento, é muito
compreensível. Pensa no seguinte: Eles
foram até o Egito, a nação mais
poderosa, e eles foram acusados de
espionagem. Agora eles tão indo embora
para voltar e provar que eles são
honestos. Nesse caminho, eles tão com
dinheiro de novo.
E pense, o que vai aparecer agora? Vai
aparecer que, além de espião,
a gente é ladrão também.
E se a gente voltar, a gente pode
morrer.
E se a gente não voltar,
a gente morre de fome.
Pensa no tamanho da crise e o tamanho do
medo que esses homens estão passando.
Quando eles perguntam "O que é isto que
Deus nos fez?", tudo isso está no
coração
deles. E aqui, Deus começa a expor a
idolatria que está no coração dos irmãos
de José. A palavra diz para nós, lá em
Mateus, que "Onde está o seu tesouro, aí
também está o seu coração". A palavra
diz também que a boca fala o que o
coração está cheio. E não é só as
palavras que saem da boca, não é só
isso, mas também tudo aquilo que a gente
faz, que vem do nosso coração, que é a
fonte ah da vida, estão Ali estão as
fontes da vida. Tudo isso mostra o que
está no nosso coração. E o coração deles
estava com idolatria. E de novo,
idolatria aqui, meus irmãos, não é só
você fazer uma estátua de barro ou de
bronze ou de ouro e se prostrar diante
dessa estátua. Não é só isso. Idolatria
é muito mais do que isso.
Idolatria é muito mais do que isso.
Idolatria é você colocar qualquer coisa
no lugar de Deus.
Idolatria é você esperar de qualquer
outra coisa criada que não é o criador
algo que só o criador pode dar. Isso é
idolatria. Idolatria é você tornar
qualquer coisa criada o motivador e a
razão de sua existência.
É você tornar essa coisa criada
o núcleo da sua identidade. Ou seja,
você deriva quem você é não de Deus, mas
desta coisa. Isso é idolatria. E tem
muita coisa que se encaixa nessa
categoria aqui.
A verdade, meus irmãos, é que só Deus é
a nossa fonte de segurança e de prazer.
Só Deus é a nossa razão última de viver.
É ele quem nos dá identidade, é ele quem
dá sentido para a nossa vida. Coisas
criadas podem conceder, de maneira
temporária, uma versão mais frágil, uma
versão limitada do que só Deus pode dar.
E quando a gente
quer essas coisas e a gente busca essas
coisas na criação, isso é idolatria. O
problema é que uma hora ou outra isso
acaba.
Isso não permanece. E então nós nos
vemos vazios, sem chão, perdidos.
Idolatria é isso. E tem um preço caro.
Mas o coração deles havia idolatria. Há
20 anos atrás,
quando eles venderam José, já fica claro
isso. Por que que eles venderam José?
Primeiro eles queriam matar José.
Depois decidiram: vamos jogar José no
poço.
Em terceiro lugar decidiram: para que só
jogar no poço? Vamos vender.
Porque a gente ganha dinheiro.
Isso é avareza. Segundo Paulo em
Efésios, avareza é
idolatria, amor
ao dinheiro.
É você querer o dinheiro acima de todas
as coisas. Havia idolatria no coração
desses homens.
Eles estavam idolatrando várias coisas.
E nesse momento também isso fica muito
claro. E é possível que na cabeça deles
isso estivesse começando a rodar. Pensa,
pensa o seguinte.
Eles saíram do Egito, andaram um pouco e
então pararam para alimentar os animais.
Quando isso aconteceu eles percebem que
tem dinheiro ali.
Depois desse momento eles viajam até a
cidade, até a cidade de seu pai, até
Canaã, até Hebrom, onde eles estavam.
Esse caminho é pelo menos 20 a 30 dias.
Então você imagina o seguinte: eles
passaram 20 a 30 dias
pensando:
veio dinheiro aqui.
Isso aqui não foi a gente que colocou,
veio da parte de Deus, isso tem a ver
com José e isso aqui tudo tá mostrando
alguma coisa do meu coração.
Lembra que Paulo, para ser convertido,
passou três dias cego pensando na vida.
Eles passaram 20 e 30 dias refletindo,
discutindo e com medo.
Nesse momento Deus estava trabalhando no
coração deles. Quando eles chegam em
casa,
eles então conversam com o pai deles e
dizem o que aconteceu nessa situação
toda. Desde o versículo 29 para frente
mostra como que foi esse encontro. Foram
para Jacó, o pai deles, conversaram
sobre tudo que aconteceu, disse que
havia um homem lá no Egito, esse homem
governava a terra, esse homem desconfiou
deles e então pediu para que eles
trouxessem o irmão mais novo. E aqui a
gente começa a perceber
toda a idolatria não só no coração
deles, mas também no pai deles. Então
Jacó, o pai deles, disse, versículo 36:
"Vocês vão me deixar sem filhos.
José se foi,
Simeão se foi, tava preso. Agora vocês
querem levar Benjamim".
É interessante aqui que Jacó já começa a
culpar os seus filhos pelo que
aconteceu. Aqui talvez um indicativo de
que José já começou a desconfiar, é,
Jacó já começou a desconfiar do que
aconteceu com José.
Possivelmente já começou a pensar que
talvez os irmãos tivessem feito algo com
o seu filho. Isso não é certo, mas é
possível. E agora
os irmãos foram para o Egito e voltaram
sem Simeão.
Deixou um filho lá. Não só isso,
voltaram com dinheiro.
Que que pode rolar na cabeça de Jacó?
Venderam Simeão.
E depois de vender Simeão vão levar
agora e vender também Benjamim.
Eles tão ver, já acabaram com José,
levaram Simeão e agora vai levar o meu
terceiro filho que eu mais amo que é
Benjamim.
No versículo 36, no finalzinho ele fala:
"Todas essas coisas aconteceram contra
mim".
Mas Rúben disse ao seu pai, versículo
37:
E aqui é a proposta indecente de Rúben.
"O senhor pode matar os meus dois filhos
se eu não trouxer Benjamim de volta.
Deixe que eu tome conta dele, trarei de
volta para o senhor". Mas Jacó
respondeu: "O meu filho não irá com
vocês. O irmão dele está morto e ele é o
único que ficou". Aqui a gente percebe
já como que ele amava muito mais a José
e Benjamim e não os outros, os outros
eram filhos, apenas os dois.
"Se lhe acontece algum desastre no
caminho, vocês farão descer os meus
cabelos brancos com tristeza à
sepultura". Nesse momento, Deus está
expondo a idolatria do coração de Jacó.
Ele havia perdido José
e agora, diante dessa exigência de levar
também Benjamim ao Egito, ele reage como
se tivesse diante da perda definitiva de
tudo.
Se levasse Benjamim,
ele pensa, a minha vida acabou.
Se Benjamim for também, eu não tenho
mais razão de viver.
Eu vou descer à cova e eu vou triste.
Esse era o pensamento de Jacó, porque
ele tinha uma idolatria
pelo seu filho Benjamim, como também
teve por José.
Há uma idolatria no coração de Jacó,
porque ele coloca Benjamim acima dos
irmãos e ele coloca em Benjamim a razão
da sua vida e não em Deus. Mas aqui
também, Deus expõe a idolatria do
coração de Rúben.
Eu falei dessa proposta indecente de
Rúben e é muito interessante, porque
Rúben diz o seguinte: "Pai,
eu vou levar o Benjamim e eu trago de
volta. Se eu não trouxer,
você pode matar os meus dois filhos".
E aqui é interessante, porque qual seria
a lógica e qual seria o benefício para
um avô matar os seus dois filhos porque
ele perdeu, os seus dois netos, porque
ele perdeu um outro filho?
Não tem lógica nenhuma.
Mas Rúben faz isso porque o que ele quer
aqui é tentar manipular
o seu pai.
Rúben, meus irmãos, não sei se dá para
perceber aqui, mas Rúben,
em princípio, quando a gente começa a
ler a história, parece que ele é o mais
sensato dos irmãos e o mais bom,
o melhor, não o mais bom. Por quê?
Porque lá em Gênesis 37, o que é que ele
faz? Os irmãos tentam matar José,
Rúben é aquele que vai no meio separa:
"Não matem.
Não faz isso não.
Vamos colocar lá na cisterna".
Rúben fez isso, parece que ele é bom.
O Rúben é aquele que queria fazer isso
para depois voltar lá e levar José de
volta para o pai, ele queria fazer isso.
É uma atitude boa. Ele queria fazer
isso, ele queria salvar José, não é?
E aí depois quando Rúben volta para onde
José deveria estar, não encontra José,
ele desespera.
Ele tá preocupado.
E então a palavra diz que Rúben naquele
momento diz:
"O que é que eu vou fazer?" Porque José
não estava mais lá no poço.
Meus irmãos, parecem ser boas atitudes.
Mas na verdade
tudo o que Rúben tinha no coração era um
medo
do seu pai.
Do que é que ele iria dizer para o seu
pai.
Qual seria a consequência sobre ele
quando o seu pai soubesse que José não
existia mais ou havia morrido.
E Rúben, o irmão mais velho, estava lá.
Ele era o responsável. A preocupação de
Rúben não era José.
Era o que seria dele.
E eu sei disso por vários motivos, um
desses é esse.
Outro motivo é o seguinte: Se Rúben
quisesse salvar José, o que é que ele
faria?
Ele pegaria
alguma montaria e sairia correndo atrás
daquela caravana.
Mas ele não faz isso.
Ele não está disposto a se esforçar, a
arriscar a vida que fosse para salvar o
seu irmão.
O que importa para ele não é José. O que
importa para ele é a sua própria vida
e o controle e a autoridade que ele
queria ter como irmão mais velho. Tudo o
que ele faz na vida é tentar ter a
autoridade do pai dele. Isso é tão
verdade que alguns capítulos antes a
palavra diz que Rúben se deitou com a
concubina de seu pai.
Por quê? Ele queria ser como o pai dele
ou ter a autoridade que o pai dele
tinha. Ele era o primogênito, o filho de
Lia e ele demonstra tudo isso por meio
da história dele. De modo que nesse
momento também
o desejo dele não é
salvar Benjamim.
O desejo dele é manipular o pai para que
ele consiga ir para o Egito, comprar
comida e voltar para que ele viva.
E ele continuar sendo aquele que tem
alguma autonomia e autoridade sobre os
seus irmãos. De alguma maneira, a gente
pode dizer que Rúben aqui, ele é um
idólatra do poder e da honra. Ele quer
ter o poder de filho mais velho, ele
quer ter a honra de pai,
ele quer ter tudo isso e de maneira
errada, porque ele dá passos errados
para conseguir essas coisas. No bom
sentido, não no bom sentido, mas ah, ele
quer tomar o lugar do seu pai.
Isso aqui fica muito evidente nessa
oferta. Porque veja,
se ele tivesse tão preocupado em ah, ah,
ah, no bem dos outros, por que é que ele
ofereceria os dois filhos dele, ao invés
de oferecer a própria vida?
Ele sempre está oferecendo outras
coisas, pensando em si mesmo em primeiro
lugar. Nunca tá disposto a se colocar no
jogo e se colocar em risco pelo bem dos
outros. Veja,
isso só fica evidente por meio da crise.
Se não fosse a crise, a gente não
saberia que Rúben tem essa idolatria no
seu coração. Mas isso aparece por meio
daquilo que acontece em nossa vida.
Quando é uma situação difícil, nós
detectamos as idolatrias, porque a gente
coloca em jogo aquilo que a gente adora.
Pensa no seguinte, quando a idolatria
veio, quando a crise veio, Jacó
se viu na possibilidade de perder aquilo
que ele mais amava, Benjamim.
Isso é medo.
Isso vem da idolatria.
Da idolatria vem também uma cegueira.
Essa cegueira veio para Jacó. Pense no
seguinte, Jacó
não se importou em ver os outros filhos,
ele só se importou com Benjamim.
E quando ele age, ele não age pensando
no bem de todos, mas ele age só em
benefício do seu filho Benjamim. Rúben
também.
A idolatria dele mostra, isso fica muito
claro na crise, com o medo que ele tem,
com a cegueira que ele tem, com a sua
reação desordenada. Ele tem medo de não
sobreviver, então ele quer de todo jeito
ir até o Egito. Ele tenta manipular o
seu pai. Ele não enxerga o próprio
pecado. Lembra que antes eles estavam
presos? Rúben é o único, é o primeiro
que fala assim: "Gente, eu falei para a
gente não fazer mal para o menino". Ou
seja, quem fez mal? Os outros. Não foi
ele não.
Ele se isentou daquela culpa. Isso é
cegueira por conta da idolatria. E ele
não enxerga o absurdo da proposta que
ele fez para o pai dele, de matar os
seus dois filhos caso não trouxesse o
Benjamim.
Queridos,
a idolatria ficou muito clara aqui no
coração destes dois homens.
E a verdade é que a crise tornou isso
possível.
E eu percebo, meus irmãos, que Deus
frequentemente
faz isso em nossas vidas.
Ele propõe crises
que nos ameaçam
perder algo que nós amamos.
É mais ou menos assim,
se você ama muito alguma coisa a ponto
de idolatrar,
não é incomum Deus
tirar isso de você.
Ele fez isso. Ele fez isso com Jacó.
Porque Jacó idolatrada José.
Então ele tira José. Lembra que a
história aqui não é nem de José, é de
Jacó.
Gênesis 37 começa falando: "Essa é a
história de Jacó". A gente olha pensando
é de José, é de Jacó.
E Deus tá ensinando Jacó. Como é que ele
faz isso? José vai embora.
E Jacó já começa a ter uma crise.
Depois de algum tempo Jacó tem que ser
tratado. O que que Deus faz?
Agora quem vai sair é Benjamim. Você vai
perder Benjamim. Você não aprendeu com
José, vai aprender com Benjamim agora.
Você não pode ter nada acima de mim.
Você não pode idolatrar nada.
É Deus quem você deve amar em primeiro
lugar.
Mas Deus frequentemente ameaça tirar
coisas de nós quando nós as amamos mais
do que nós amamos a Deus. Deus quer
que você ame
a Deus acima de todas as coisas.
E não ao que você tem.
Não a pessoas que estão ao redor.
É Deus e somente Deus. Sabe como eu sei
disso?
Lembra de Abraão.
Que que Deus pediu para Abraão?
Sobe no monte.
Me entrega teu filho.
Ele não queria matar Isaque.
Ele queria que Abraão entregasse tudo
para ele e não tivesse nada acima de
Deus. Lá em Filipenses capítulo 3 Paulo
considera perda todas as coisas por
causa de Cristo.
Esse é o coração que Deus quer de nós.
Um coração que ama a Deus acima de todas
as coisas.
E as outras coisas no lugar de criação.
Não como o criador. Por isso meus
irmãos,
cuidado com o que você ama.
Cuidado com o que você ama muito.
Porque isso pode ser uma idolatria no
seu coração.
A pergunta aqui então é:
Quando você passa por uma crise,
o que é que isso revela sobre o seu
coração?
Quando você se de ah se depara com uma
situação que você deve escolher
Deus
ou alguma outra coisa,
como é que você reage?
O que é que você ama tanto que você tem
medo de perder?
O que é que você ama tanto que pensa que
a vida terá acabado se você perder? O
que é que você ama tanto que lhe dá a
sua identidade e motiva as suas ações?
Essa coisa pode ser uma idolatria na sua
vida. Avalie a sua vida para você não
cair no mesmo erro que estes homens
caíram.
Tome cuidado, porque Deus vai pesar a
mão sobre aqueles que são idólatras.
E se você é filho dele, ele vai pesar a
mão para que você olhe para ele.
Ele não queria o mal de Jacó.
Ele queria salvar Jacó. Ele queria unir
a família. Ele queria um povo que amasse
a ele. Ele quer um povo que venha a ser
o povo da salvação.
Mas para isso, ele tem que confrontar a
idolatria do coração.
E tudo isso, meus queridos, como vocês
já perceberam, tem a ver com o amor.
Idolatrias frequentemente
são amores legítimos que se tornaram
desordenados.
Nós amamos algo que nós poderíamos amar,
mas nós passamos a amar isso mais do que
nós deveríamos e isso ocupou o local
central de nossas vidas e agora tudo o
que nós somos vem deste ser amado,
quando não é Deus.
Por isso
que a segunda coisa que Deus faz para
trabalhar o nosso coração é redirecionar
o nosso amor. Primeira coisa,
ele denuncia a idolatria. Segunda coisa,
ele redireciona o o nosso amor. A raiz
da idolatria, meus queridos, é este amor
desordenado. A a E aqui, só para a gente
entender isso aqui,
a gente tem que entender o que que é o
amor, de fato. Quando eu falo amor, amor
nos tempos de hoje é bem difícil
compreender. Tem gente que fala que é um
sentimento, que é uma ação, uma emoção
boa. Tudo isso faz parte, mas amor,
quando eu penso em amor bíblico, eu
estou pensando em abnegação.
A maior demonstração de amor deste
universo foi
Jesus, que veio a este mundo e se
entregou
por nós. Isso é amor. É você entregar
algo que é seu para outro.
Pensando numa imagem aqui, seria mais ou
menos como O amor é como se fosse uma
uma mangueira e uma bomba.
Essa mangueira, essa bomba
estão sempre posicionadas para algum
lugar. Quando você ama, a bomba está em
você e a mangueira apontando para fora.
E você tira de você e lança para o
outro.
Isso é amor. Você tira de você e você
lança para o outro.
Uma mãe ama seu filho.
Literalmente, ela entrega o próprio
físico dela para o filho.
Um marido tem que amar a sua esposa,
como Cristo amou a igreja, entregar a
sua vida por ela.
O amor é um ato de você retirar de si e
entregar para o outro. Por isso, de
novo, que a maior demonstração de amor é
Cristo se entregando por nós.
E de mesma maneira,
quando nós viramos essa bomba e essa
essa mangueira,
o amor, ao invés de levar de nós para o
outro, ele faz o quê?
Tira do outro
e joga para nós.
O O nunca pode ser apontado para os dois
lados. Ou você ama aquilo
ou você ama a você mesmo.
Quando a essa mangueira é virada para
você, quando você coloca a bomba no
outro para retirar do outro, isso se
chama amor
próprio.
E que nós comumente chamamos de
egoísmo.
Ou você ama
o outro ou você é egoísta.
Ou você entrega ou você retira.
O egoísta é isso. Ele ao invés de doar
de si para o outro, ele tira do outro
para si. Ele é como que um buraco negro
que suga tudo e todos que estão à sua
volta.
Isso é o egoísmo que é o oposto deste
amor correto. Em última instância,
ao invés de amar a Deus, o ser humano
ama a si mesmo. Em última análise, ele
tenta colocar a bomba em Deus e receber
de Deus aquilo que é só de Deus.
Então esse ser humano egoísta tenta se
colocar no lugar de Deus, sendo o centro
e o recebedor de todas as coisas. Isso é
idolatria pura e tem a ver com o amor.
Ou você ama para fora ou você se ama.
Quando você se ama, isso é idolatria. E
é deste amor a si mesmo que surge a
idolatria. Por que pense no seguinte.
Pense em Jacó.
Jacó
amava
a Benjamim.
Jacó amava a José.
Mas quando ele perde José
e quando ele vai perder Benjamim,
a preocupação dele não é assim:
"Coitado do meu filho".
Olha o que ele fala, aqui olha que
interessante.
Ele diz assim,
no versículo ah no capítulo 42, no
finalzinho ele fala: "Vocês vão me
deixar sem filhos".
Olha o centro, quem que é? Ele.
Me deixar sem filhos.
Depois ele fala: "Todas essas coisas
aconteceram contra
mim".
Ele é o centro. Versículo 38: "O meu
filho não irá com vocês".
Ele é o único que ficou.
"Vocês farão descer os meus cabelos com
tristeza à sepultura". Tudo é ele.
Ele tá olhando para o que ele vai
perder,
o que ele vai sentir e como ele vai
ficar. Ele não se importa
necessariamente, principalmente com o
outro.
Isso acontece com idolatrias.
A idolatria é assim, nós temos o ídolo
e esse ídolo nos dá coisas.
Em última instância, quem nós amamos não
é o ídolo,
somos nós mesmos.
O ídolo serve para nos suprir daquilo
que nós queremos.
A preocupação aqui de Jacó não era
somente Benjamim, mas era ele que
ficaria sem Benjamim. Eu já vi isso aqui
algumas vezes em enterros. Eu acho muito
interessante isso. Em alguns enterros
que eu já fui,
isso é muito comum. Eu vejo a pessoa
ao lado do caixão dizendo mais ou menos
assim:
"O que é que vai ser de mim agora?
Como é que você pôde me deixar?"
Eu entendo, às vezes é uma força da
expressão.
Por outro lado, pode indicar um coração
que tá preocupado agora: "Que que eu vou
fazer?
Eu tinha, eu era feliz, agora não sou
mais porque eu perdi aquilo que eu
gostava".
O centro é você.
Queridos,
a idolatria não é o amor necessariamente
ao ídolo, mas é o amor a si mesmo e o
ídolo servindo a você mesmo.
Isso mostra que o centro não é Deus, não
é o próximo, é você mesmo.
Isso é idolatria. E aí no capítulo 43
começa a ter uma virada aqui.
No capítulo 43 a gente percebe que Deus
começa a trabalhar nesses corações.
Lá no versículo 1, começa a falar que a
fome continua. Então, aqui, Jacó decide
não entregar o filho dele. Passa um
tempo, a comida acaba e quando eles
acabam de consumir o cereal, então Jacó
fala para os filhos: "Voltem e comprem
mais um pouco de mantimento para nós". E
note a cegueira aqui, veja.
Jacó sabia que teria que entregar
Benjamim. Mas aqui ele parece que se
engana. Ele fala: "Vai lá pegar mais
mais cereal que tá acabando a comida".
Ele literalmente deixa de lado
o critério, a necessidade que era
entregar o seu próprio filho. Isso aqui
é cegueira, por conta da sua idolatria.
Note o amor próprio. A comida tá
acabando e em breve ele vai morrer. Por
isso ele é motivado a mandar de novo
agora os filhos para lá buscar mais
comida, o que ele não faria
anteriormente. O que ele tá preocupado é
com a sua própria morte.
Versículo 3, então, continua e Judá
agora, olha que interessante. Agora não
é mais o Rúben,
o mais velho, que fala com o pai dele,
agora é Judá. E Judá fala
para o pai dele:
"A gente não vai. Nós só vamos, nós só
iremos se nós pudermos levar Benjamim".
"Se Benjamim não for, a gente não vai,
porque se a gente chegar lá, ele não vai
querer ver a gente, ele não vai vender
para a gente e não vai dar em nada.
Então a gente precisa levar Benjamim". E
é interessante porque Judá aqui, ele
assume a liderança.
Até esse momento Rúben era o cabeça, mas
agora Judá assume. Qual que é a razão
aqui?
Provavelmente a idolatria de Judá.
Judá, ah, idolatria de Rúben. Rúben, que
era aquele homem que fez tantas coisas
ruins e não chegou à altura de ser um
bom irmão mais velho, aquele que poderia
assumir a família, agora Deus tira da
equação.
Depois de tirar Rúben, ele coloca Judá.
Agora Judá é aquele homem que vai
assumir a liderança da família. E Judá,
veja, não é que ele era perfeito, ele
também está sendo trabalhado. No
capítulo 37, quando eles vendem José, a
ideia de vender José vem de quem?
Judá.
Idólatra. Ele queria dinheiro
em troca de José. No capítulo 38 tem uma
história de Judá com Tamar. Quem conhece
a história sabe como é que foi.
Ao invés de Judá fazer o que é correto
com a sua nora e entregar o seu outro
filho para ela,
ele não faz isso e a nora passa
dificuldades.
Não suficiente, Judá
vai e tem relações com ela sem saber
quem é.
E ele faz tudo isso sabendo que é errado
diante de Deus. Mas por quê? Porque ele
não se preocupa com o outro
e ele só quer saber dele mesmo. Ele quer
prazer próprio.
Ele não se preocupa com
aquela mulher.
E aqui no capítulo 43,
finalmente, ele parece alguém mais
maduro e mais sensato. Parece que Deus
foi trabalhando na vida dele. E aqui ele
está disposto a amar os outros mais do
que a si mesmo. Olha só que
interessante.
Judá lembra o seu pai de que Benjamim
deveria ir junto. Jacó, de novo, lamenta
a situação, culpa os filhos e ainda se
coloca no centro falando: "Me fizeram
mal".
Mas aqui,
aqui, Jacó, ah, dá uma ideia e faz uma
outra proposta e mostra um coração
diferente de Rúben.
Rúben havia dito o seguinte: "Se eu não
voltar com Benjamim,
pode matar meus dois filhos".
Provavelmente,
Jacó não ia fazer isso.
Judá fala o seguinte, olha só, versículo
8: "Deixe o jovem ir comigo e nos
levantaremos e iremos para que vivamos e
não morramos, nem nós, nem o senhor, nem
nossos filhinhos". Está pensando em todo
o mundo.
"Eu serei responsável por ele, da minha
mão o senhor pode requerê-lo.
Da minha mão, se eu não o trouxer de
volta
e não o puser diante do senhor, serei
culpado para com o senhor pelo resto da
minha vida. A proposta aqui de Judá não
é colocar outros no lugar de Benjamim, é
colocar ele mesmo, a vida dele e ele
como o responsável diante de Deus.
Veja, isso é um coração que pensa nos
outros e que se coloca abaixo,
oferecendo a própria vida para salvar
pessoas. Então aqui Jacó mostra um
coração que começa a ter o seu amor
reordenado.
Tudo que antes era voltado para ele,
pensando apenas nele, agora Jacó também,
assim como Judá,
passa a ter o seu amor
transformado, transformado.
Judá que ajuda Jacó a entender a
situação.
E então Jacó muda de ideia para enviar o
seu filho. Veja o versículo 11. E esse
aqui é um é um centro aqui da nossa
história porque
é a hora que ele que Jacó finalmente
entende a situação e se rende a Deus. E
isso é adoração e não idolatria. Então
Israel, o seu pai, disse: "Se é assim,
então façam o seguinte: Peguem do mais
precioso desta terra, ponham nos sacos
para mantimento e levem de presente a
este homem, um pouco de bálsamo, um
pouco de mel, manda várias coisas para
ele. E então levem dinheiro também, no
versículo 12, devolvam o dinheiro,
restituam o dinheiro
ah, e levem também, versículo 13, o
irmão de vocês.
Levantem-se e voltem àquele homem".
E olha o versículo 14 agora: "Deus
todo-poderoso, El Shaddai,
lhes dê misericórdia diante do homem
para que restitua o outro irmão e deixe
que Benjamim volte com vocês. Quanto a
mim,
se eu perder os filhos, sem filhos
ficarei.
Aqui,
o coração dele começa a ser
transformado, porque ele para de olhar
só para Benjamim e a alegria dele, ele
olha para o todo.
E ele olha aqui para a continuidade da
família dele. Isso aqui é amor a Deus,
sabe porquê?
Deus havia prometido para Abraão, Isaque
e Jacó.
A promessa era: "Eu farei de ti
uma grande nação".
"Em ti
serão benditas todas as famílias da
terra". É a promessa a Abraão, Isaque e
Jacó.
Jacó, se não enviasse Benjamim, ele ia
estar cortando
essa promessa de Deus. Mas aqui ele
entende isso. Ele ama a Deus acima dele
mesmo. Ele ama o próximo, que são os
seus, seus filhos, sua família, como a
si mesmo.
Isso aqui, meus irmãos, é a essência
da adoração a Deus. Isso aqui
é, é o antídoto para a idolatria.
Pense o seguinte, se a idolatria é o
amor a si mesmo
e se servir de coisas como ídolos para
trazer coisas boas para si,
a resposta para isso é: amar a Deus
acima de todas as coisas
e amar o próximo como a nós mesmos.
Quando nós fazemos isso, nós estamos
tirando a idolatria da equação e nós
estamos adorando a Deus.
Se você acha que você é idólatra em
alguma medida, essa é a resposta.
Isso se resume, nisso resume a lei do
Senhor e é dessa maneira que nós
podemos, de fato, entregar nossa vida a
Deus e não sermos mais idólatras.
Isso
é muito claro no Novo Testamento, quando
Cristo fala sobre a lei, dizendo que a
gente precisa amar a Deus e ao próximo
como a nós mesmos. Na verdade, quando,
quando o coração dele começou a ser
provado nisso, Deus começou a ensiná-lo
a enxergar as necessidades dos outros
acima das dele mesmo.
E isso Deus faz conosco também.
Quando nós estamos na crise, quando
nossa idolatria é demonstrada, quando
nosso amor começa a ser confrontado e a
gente tem que ser reordenado, então Deus
nos ensina a olhar para o outro
e parar de olhar somente para nós.
Aqui,
Judá e Jacó fazem isso.
E Jacó começa a pensar no todo e não
somente na própria barriga dele.
Deus transforma o amor possessivo de
Judá, de Jacó, em um amor sacrificial.
Aqui Judá diz: "Vou ser responsável por
ele. Se alguma coisa acontecer, eu vou
me entregar no lugar dele".
Queridos, a graça de Deus aqui
remove, queridos, não somente isso, ela
reorganiza
os nossos afetos, o nosso amor. Ele
tira de nós o amor autocentrado e nos
ensina a amar o outro de maneira
sacrificial.
E aqui uma pergunta importante:
Como é que tem sido
o seu amor?
Você tem amado aos outros e a Deus ou
você tem amado a você mesmo?
Essa pergunta é central para você
entender
se você é de fato alguém que idolatra
coisas ou se você é alguém que ama a
Deus.
Ou você idolatra coisas para si mesmo e
é um egoísta, ou você ama a Deus e ao
próximo e é um altruísta e dessa maneira
segue a lei do Senhor. E é claro, quando
nós seguimos a lei do Senhor, apesar de
não buscarmos os benefícios tão somente,
nós recebemos. Quando nós buscamos fazer
a vontade de Deus e não a nossa própria
vontade, então Deus nos dá os
benefícios. Quando nós buscamos nossa
vontade e receber tudo de Deus e dos
outros, então Deus tira de nós para que
nós aprendamos.
Em segundo lugar, Deus transforma o amor
do nosso coração e reordena, tirando de
nós e apontando para fora. Em último
lugar aqui,
de maneira muito mais rápida,
nós vemos Deus também transformando as
motivações desses irmãos. Por que que eu
falo isso? Veja,
Jacó, ele era governado pelo amor
próprio, pelo amor e pelo medo de perder
bens materiais. Isso governava ele. Tudo
que ele fazia era por conta disso.
Quando ele se depara com a decisão, o
medo dele paralisa ele. Ao invés de ele
fazer alguma coisa para salvar a
família, ele fica paralisado com o medo
de perder aquilo que ele ama, aquilo que
ele idolatra,
ao invés de amar a Deus e ao próximo.
Quando ele tem o coração transformado,
passa a amar a Deus e ao próximo, o amor
lança fora o medo que ele tinha.
O temor que ele tinha dá lugar à
esperança.
Quando nós passamos a amar a Deus e ao
próximo,
isso faz com que nós lancemos fora
também o medo que nós temos e deixemos
controlados por esse medo, o medo de
autoproteção, o medo de evitar alguma
dificuldade, o medo de perder aquilo que
nós amamos. Essas coisas controlam a
gente.
E quando isso controla a gente, a gente
não é controlado por Deus.
Ou você é controlado por Deus, amando a
Deus,
ou você é controlado pela criação,
adorando, idolatrando a criação.
O que é que controla, o que é que motiva
o seu coração?
O medo muitas vezes paralisa a gente.
Não somente isso, mas faz a gente agir
de maneira errada.
Mas a correção deste amor faz com que
nós, ao invés de temer perder, pensando
em nós, nós entregamos para Deus,
confiando que este Deus está no
controle. Ao invés de temor,
confiança. E a confiança que Jacó teve é
a confiança que nós podemos ter também.
Confiança de que Deus está no controle e
vai fazer aquilo que deve ser feito. A
confiança de Jacó em Deus se mostrou no
final. No final,
Jacó não simplesmente cede, mas ele
cede,
dá passos corretos e espera em Deus.
Olha só o que ele faz. Ele decide: "Eu
vou enviar Benjamim".
Mas faço o seguinte: "Mande presentes,
devolve o dinheiro, envia em dobro
e leva Benjamim. Vamos fazer de tudo
para coisa dar certo".
Mas no final ele diz:
"Que o Senhor Deus todo-poderoso
cuide da situação".
E é interessante porque ele usa o termo
El Shaddai.
El Shaddai é isso, o Deus que tem poder.
A confiança dele em Deus fez que ele
tomasse essa atitude. E a confiança aqui
não elimina a nossa ação.
Nós agimos de maneira correta, com a
confiança.
Ela não elimina a ação, mas a confiança
purifica a nossa ação.
Salmo 37 nos diz assim: "Confia no
Senhor
e faze o bem.
Entrega o teu caminho ao Senhor.
Confia nele
e o mais ele fará".
Nós confiamos em Deus, entregamos a Deus
e nós deixamos nas mãos de Deus.
E a nossa disposição disposição tem que
ser como a de Jacó. Ele diz:
"Se eu tiver que ficar sem filhos,
eu ficarei.
Mas eu faço a vontade de Deus".
É nessa hora,
nesse momento,
que ele entrega
o seu coração a Deus.
É nesse momento que a idolatria some do
seu coração e o que domina
Jacó é o amor a Deus
e o amor ao próximo.
O amor enraizado no nosso amor próprio
diz: "Preciso controlar tudo para eu não
perder". A confiança baseada no amor a
Deus diz: "Eu preciso obedecer e
entregar. O resultado
é do Senhor".
Eu faço o que eu posso, mas eu entrego
nas mãos de Deus.
E aqui,
a grande questão para nós de novo é:
Como tem sido suas decisões? Qual tem
sido a motivação do seu coração?
Reter tudo para você?
Controlar para você não perder?
Você ser aquele que governa as coisas
para não perder aquilo que você ama?
Ou é de fato entregar nas mãos de Deus?
O que você confia, isso determina como
será a sua vida, seus sentimentos e suas
ações.
Se você confia em você
para governar as coisas,
você vai viver em temor e medo.
Se você confia em Deus, você vai viver
em alegria e liberdade.
Confia no Senhor, no Todo-Poderoso, no
El Shaddai, que é o termo que ele usa.
Confia neste Deus e você certamente terá
tranquilidade no seu coração.
Eu queria terminar esse tempo nosso
apenas lembrando aos irmãos de um de um
pequeno texto que está lá em Jeremias.
É um texto que a gente conhece bem,
Jeremias 17,
dos versículos 5 até o versículo 10.
É um texto que mostra para nós aonde
deve estar a nossa confiança.
E Jeremias escreve o seguinte:
"Assim diz o Senhor:
Maldito aquele que confia no ser humano.
Que faz da carne mortal o seu braço.
E cujo coração se desvia do Senhor.
Porque ele será como um arbusto
solitário no deserto e não verá quando
vier o bem. Pelo contrário, morará nos
lugares secos do deserto, na terra
salgada inabitável. Versículo sete diz:
"Bendito aquele que confia no Senhor
e cuja esperança é o Senhor".
Porque ele é como a árvore plantada
junto às águas, que estende as suas
raízes para o ribeiro e não receia
quando vem o calor, porque as suas
folhas permanecem verdes e no ano da
seca não se perturba, nem deixa de dar
fruto.
Enganoso é o coração
mais do que todas as coisas e
desesperadamente corrupto.
Quem o poderá entender?
Eu, o Senhor, sondo o coração.
Eu provo os pensamentos para dar a cada
um segundo os seus caminhos, segundo o
fruto de suas ações.
O que Deus espera de nós é amor total,
integral a Ele
e amor ao próximo como a nós mesmos.
Quando fazemos isso, nós nos guardamos
dos ídolos, cumprindo também o que João
falou: "Filhinhos, guardai-vos dos
ídolos". Quando isso acontece, nós temos
a esperança e a alegria que vem do
Senhor.
Vamos orar?
Pai amado, nós somos gratos a Ti
porque o Senhor nos trouxe mais uma vez
um ensinamento da Tua palavra.
Pedimos ao Senhor, Pai, que este
confronto que o Senhor faz ao nosso
coração,
aos nossos amores, à nossa idolatria,
não seja um confronto que acabe aqui,
mas que nós possamos levar para nossa
vida.
Dê-nos a graça, Pai, de realmente olhar
para dentro de nós e com os corações
sendo sondados por ti,
que nós compreendamos aquilo que o
Senhor deseja.
Que nós entreguemos a ti o controle de
nossas vidas, que nós entreguemos a ti o
controle de tudo aquilo que nós somos,
que nós coloquemos no Senhor a razão de
nossa existência,
a razão de nosso significado,
a razão de nossa identidade, que nós
encontremos em ti
tudo aquilo que nós precisamos. E dessa
maneira,
que nos livremos de toda idolatria
e entreguemos nossa vida ao Senhor. Nós
pedimos a ti essas graças,
a graça que somente o Senhor pode
conceder. E pedimos isso no nome do
Senhor Jesus, aquele que nos amou
verdadeiramente e já nos deu todas as
coisas que nós precisamos. No nome dele
nós oramos.
Amém.
Nos coloquemos de pé. Vamos louvar o
nosso Senhor enquanto cantamos,
poderemos também adorar com os nossos
dízimos e as nossas ofertas.
>> [música]
>> Jesus o
>> [música][canto]
>> Salvador
da
sepultura,
>> [música]
>> mas com poder
real ressuscitou.
>> [música][canto]
>> Da sepultura
saiu,
com triunfo
e glória ressurgiu.
>> [música]
>> Ressurgiu
vencendo a morte e o seu poder, pode
agora
a todos vida [música] conceder.
Ressurgiu,
ressurgiu,
aleluia, [música]
ressurgiu.
Tomaram
precaução
>> [música]
>> com
o seu [canto] sepulcro,
>> [música]
[música]
[canto]
[música]
>> Vamos orar, irmãos.
Senhor Deus, obrigado pelo ensinamento
que acabamos de receber. Obrigado, ó
pai, porque sabemos que nada é em vão,
tudo tem um propósito e mesmo quando nós
passamos por crises e por tribulações, o
Senhor nesse processo trata o nosso
coração. O Senhor expõe aquilo que nós
precisamos corrigir, aquilo que precisa
ser alterado diante de nós. E o Senhor
nos confronta com a nossa própria
idolatria, com aquilo que traz desejos
desordenados e com aquilo que faz com
que nós amemos mais a nós mesmos do que
ao Senhor ou amemos mais as coisas do
que o Senhor. Ó Deus, nos ajude para que
sejamos mais santos e entendamos que nas
experiências da vida o Senhor reina, o
Senhor conduz os nossos passos e assim
temendo o Senhor nos coloquemos aos teus
pés. Nesse mundo de crises, ó Deus, em
que tantas coisas são instáveis, nós
trazemos a ti os nossos dízimos e as
nossas ofertas. Isso é o reconhecimento,
ó pai, que publicamente nós declaramos.
A nossa vida pertence ao Senhor. Mesmo
que muitas vezes sejamos inclinados ou
tendamos a amar mais a nós, a buscar
mais os nossos interesses, quando
trazemos os dízimos e as ofertas diante
do Senhor, deixamos claro que sabemos
que há um Deus a quem nós pertencemos. O
Senhor de todo o ouro e de toda a prata.
Todo o salário, toda a renda que nós
conquistamos, na verdade, ó Deus, é uma
dádiva das tuas mãos. Tudo é teu, tudo é
para o Senhor. Por isso, ó Deus, use
esses recursos também para o benefício
da tua obra, para o engrandecimento do
teu nome e abençoe, ó pai, com o fruto
do nosso trabalho
abençoe, ó Deus, os projetos, as
atividades e as iniciativas que visam
promover o teu reino e o teu evangelho
nesse lugar.
Enfim, ó pai, dá-nos a consciência de
que nós devemos ser fiéis ao Senhor,
trabalhar para o Senhor, produzir para o
Senhor e enxergar a mão do Senhor em
tudo que nos acontece. Ainda que ela
seja invisível aos nossos olhos, ela é
muito real e nós podemos sentir. Por
isso, ó Deus, nós te louvamos, te
agradecemos e oramos em nome do Senhor
Jesus. Recebei a bênção, meus irmãos.
Que a maravilhosa graça de Jesus Cristo,
nosso único e suficiente Senhor e
Salvador,
que o eterno amor de Deus, o Pai
celestial,
que a comunhão, que a habitação do Santo
Espírito sejam sobre todos vocês e sobre
todo o povo de Deus espalhado por toda a
face da Terra, hoje e para sempre. Amém.
Os irmãos podem se assentar, vamos ouvir
o pós-lúdio.
>> [música]
>> Meus irmãos, recebemos aqui alguns
comunicados, mas antes de passarmos aos
avisos,
é, em relação a programações ao longo da
semana,
queremos só, é, informar que após o
nosso culto, após as nossas despedidas,
teremos arroz doce,
tá? Então, hoje o cardápio é esse, arroz
doce para servirmos aí os irmãos e para
usar de pretexto a fim de permanecermos
um pouco mais e interagirmos.
Também,
eu não sei se os avisos, se os
comunicados vão aparecer no telão.
Irmãos, se não eu tenho aqui.
OK.
Então, ah, um estudo que vai ser
promovido pelos nossos irmãos da UPH,
tá? Estudo em Romanos no capítulo sete,
na quinta-feira às 19:30, aqui mesmo no
endereço da igreja. Então, ah, há
quintas-feiras em que os homens da
igreja se reúnem para estudar a palavra
de Deus, isso é muito bom, muito
produtivo, todos estão convidados.
Temos uma programação no próximo sábado
promovida pelo Gerando Amor, que é um
ministério, um departamento, é, criado,
recém criado aqui na nossa igreja e que
visa ajudar as mães a lidar com as suas
crianças pequenas, os bebês e nessa
oportunidade virá alguém para falar
sobre doenças respiratórias,
como, ah, lidar com isso. A doutora
Aline Novais,
que é otorrinolaringologista,
vai estar aqui no próximo sábado, dia
27, portanto, às 9:00 da manhã. Todas as
mamães e conhecidas, ah, ah, de vocês,
que vocês quiserem também convidar, por
favor, para
participar.
No mesmo sábado,
no próximo sábado, só que no período da
tarde,
às 14:00,
haverá uma programação promovida agora
pelo IPSA Kids. São as crianças da
igreja, os coordenadores, os irmãos que
trabalham com o departamento infantil.
Eles vão, ah, trabalhar com o tema
"Somos diferentes, mas trabalhamos
juntos". Então, se você tem filho
pequeno, se você gostaria de, eh,
promover, eh, esse momento, né, trazer a
sua criança para que ela participe desse
momento e am, ame mais e conheça mais a
palavra do Senhor, a igreja do Senhor,
essa é uma boa oportunidade para você
trazer as crianças.
E também, no dia 28, que aí já é o
domingo, ou já estamos falando do
domingo, não é isso? Na aula da EBD,
exatamente. Então, no domingo, na parte
da manhã, na aula da EBD, as crianças
ouvirão sobre "Deus fez meninos e
meninas e viu que isso era muito bom".
Então,
É para os pais?
Opa!
OK.
É para os pais, tá?
Então, eu vi o desenho de um menininho e
uma menininha ali.
E aí eu fui induzido a achar que era
para crianças, mas é para os pais. Quem
vai falar é a nossa irmã Paula, tá?
Então, na, na, no próximo domingo, na
sala modular, na escola dominical, para
os pais das crianças, a nossa irmã Paula
trará uma palavra com esse tema "Deus
fez meninos e meninas e viu que isso era
muito bom", muito apropriado.
Tema muito bom e,
ah, a EBF, a EBF vai se aproximando,
ela vai acontecer entre os dias dois e 5
de julho, sempre das 14 às 17 horas,
aqui também no endereço da nossa igreja.
Você tem ali o QR code, a possibilidade
de fazer a sua inscrição. Creio que é
isso, não é? Algum irmão da EBD quer
usar a palavra? Já foi feito isso pela
manhã, acredito que não.
E temos aqui também um comunicado que
vem da SAF, a departamental
que é uma atividade que acontece nos
lares das irmãs, dia 4 do 7, na casa da
irmã Maria Nazaré Gomes. Ela será a
anfitriã da programação.
Creio que é isso.
Ah.
Alguém tem mais algum aviso, comunicado?
Que Deus abençoe ricamente a vida de
vocês, meus irmãos. Aproveitem agora o
momento
para
interagirmos, trocarmos experiências e
comermos aí o nosso arroz doce.

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