🔴 Culto Vespertino | 21/06| 18h – Rev. Gabriel Junqueira
22/06/2026
🔴 Culto Vespertino | 21/06| 18h – Rev. Gabriel Junqueira
MÃdias Sociais: https://linktr.ee/ipsantoamaro
Website: http://www.ipsantoamaro.com.br
Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). TÃtulo original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
[música] >> Ai. >> [música] [música] >> Queridos irmãos, sejam todos muito bem-vindos à Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. Que benção que é para o povo de Deus se reunir no domingo para buscar a presença de Deus e o conhecimento da sua palavra. E para simbolizar essa alegria que é coletiva, não apenas individual, eu quero convidar os irmãos para que nos acompanhem na leitura que faremos do Salmo 113. Eu lerei os versÃculos Ãmpares e eu peço à Igreja que em conjunto leia os versÃculos pares. Faremos uma leitura alternada do Salmo 113, do verso 1 até o verso 9. Que diz: Aleluia! Louvem, ó servos do Senhor, louvem o nome do Senhor. >> Bendito seja o nome do Senhor, [limpando a garganta] agora e para sempre. >> Do nascimento do sol até o momento em que se põe, louvado seja o nome do Senhor. Quem é semelhante ao Senhor nosso Deus, cujo trono está nas alturas? Ele levanta o pobre do pó e tira o necessitado do monte de lixo. O Senhor faz com que a mulher estéril viva em famÃlia e seja alegre mãe de filhos. Aleluia. VersÃculo cinco pergunta quem é semelhante ao Senhor nosso Deus, cujo trono está nas alturas. É um versÃculo que demonstra a singularidade de Deus. Ele é o único. E é isso que nós vamos cantar agora. Eis o nosso Deus, nosso Deus grandioso. Vamos nos colocar de pé, irmãos. E entoar louvores ao nome do Senhor. >> Quem [música][canto] mantém as águas em sua mão? [música] Quem dará a conta a cada [música] grão? Falai >> [canto] >> reis >> [música] >> e povos faz tremer. A criação >> [canto] >> se prostrará [música] a adorar. É o >> [música][canto] >> nosso Deus, do seu trono está, vamos adorar. É o nosso Deus, não >> [música] >> há outro [canto] igual, vamos adorar. [música] >> [música] >> Quem a Ele >> [música][canto] >> pode aconselhar? Seus decretos >> [música] >> pode questionar? Quem >> [música] >> a Ele pode [canto] instruir? Quem explica >> [música] >> todo o seu agir? [canto] É o nosso >> [música] >> Deus, do seu trono [música] está, [canto] vamos adorar. É o >> [música] >> nosso Deus, não há outro igual, >> [música][canto] >> vamos adorar. >> [música] [música] >> E sofreu [música][canto] dos escravos dor >> [canto][música] >> e pagou o mal do pecador. Jesus >> [canto][música] >> humilde padeceu e triunfou e reinará para sempre. >> [música] >> É o nosso >> [música] >> rei, no seu trono está. >> [canto] >> Vamos [música] adorá-lo. É o nosso [música] rei, não há outro igual. Vamos adorá-lo. [música] >> [música] >> Reinará para sempre. Reinará >> [música] >> para sempre. Reinará >> [música] >> para sempre. Reinará >> [música] >> para sempre. >> [música] >> É o >> [canto] >> nosso >> [música] >> rei, no seu trono está. >> [canto] >> Vamos adorá-lo. >> [música] >> É o nosso [música] rei, não há >> [música] >> Graças te damos, Senhor, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos teus pequeninos. Graças te damos, ó Senhor, porque ao saber que o Senhor é rei, que o Senhor governa, domina sobre todas as coisas, o nosso coração encontra paz e descanso. Nós louvamos o teu nome também, ó Pai, como parte da tua criação, mas como homens e mulheres que, sobretudo, fazem parte de uma obra redentora que o Senhor aplicou. Senhor Jesus se entrega por nós, morre por nós, nos compra com o seu sangue precioso e agora o nosso prazer está justamente nisso. Está em cantar louvores ao Senhor, aprender do Senhor, ter comunhão com o Senhor, dividir as nossas experiências com aqueles que também te servem e trazer esse conhecimento para aqueles que estão perdidos. Louvado seja o Senhor nas alturas, louvado seja o Senhor pelos anjos, louvado seja o Senhor por toda a criação em toda a terra, em todos os lugares em que o Senhor tem trazido para si aqueles a quem o Senhor redimiu. Que o Senhor receba o nosso culto, ó Deus, que é prestado na mediação de Jesus Cristo, porque não temos méritos para oferecer ao Senhor, mas temos gratidão, gratidão, porque quando estávamos perdidos, machucados, mortos, o Senhor nos estendeu a mão. Louvado seja o Senhor, em nome e para a glória de Jesus. Amém. Os irmãos podem se assentar. >> [limpando a garganta] >> Profeta IsaÃas, no seu capÃtulo 57, em dois versÃculos diferentes, versÃculo 15 e versÃculo 18, traz uma expressão muito conhecida, muito importante para nós. Ele diz que assim diz o alto, o sublime, que habita a eternidade e cujo nome é santo. Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espÃrito, para vivificar o espÃrito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos. Tenho visto os caminhos do meu povo, mas vou curá-lo. Também o guiarei e tornarei a dar consolação a ele e aos seus pranteadores. O Senhor vê os nossos passos, sabe das nossas lutas, conhece as nossas necessidades. São deles essas palavras: Eu habito no alto e santo lugar, mas também habito com aquele que está quebrantado em seu espÃrito. Por isso, irmãos, nesse instante, nós somos convidados a confessar os nossos pecados a Deus. E a fazer isso com sinceridade. Nós todos temos falhado, temos cometido iniquidades e podemos agora, com a confiança que a cruz nos traz ao coração, dizer para o Senhor que estamos arrependidos. Pedir ao Senhor que nos perdoe. Ele vê as nossas feridas e promete nos curar. Então, vamos ter alguns momentos reservados para orações silenciosas. Nesse instante, irmãos, vamos confessar o nosso pecado ao Senhor. Oremos. Senhor, o pecado nos traz uma sensação muito forte de derrota, de fracasso, de impotência. O pecado traz medo, transtorno, insegurança para as nossas vidas. Pecado nos deixa atônitos, sem esperança e abatidos. Quando então praticamos o pecado ou quando nos inserimos regularmente em uma prática que te desagrada, o nosso coração se enche de tristeza. Mas quando olhamos para a tua promessa e para o teu filho, Jesus, pensamos no seu sacrifÃcio e no que o Senhor tem a nos proporcionar, a nossa realidade muda. Nosso coração se transforma. Enquanto não vemos esperança alguma em nós, vemos esperança plena e absoluta em nosso Salvador Jesus Cristo. Quando pensamos então, ó Deus, naquilo que o Senhor tem nos ensinado e quando sabemos que o Senhor tomou a iniciativa de nos buscar e o Senhor veio até nós na figura humana, porque Jesus assumiu a natureza de homem e assim, tendo-se tornado um de nós, pagou a dÃvida, o preço, recebeu sobre si a culpa e o juÃzo que estavam destinados a nós. E é por isso, ó Deus, que agora nós temos confiança de que nele nós somos restaurados, revigorados, fortalecidos e sabemos, ó Pai, que temos diante de nós um futuro glorioso. Então, deixamos de amargar esse estado de espÃrito terrÃvel no qual somos somos lançados pelos nossos pecados e passamos a experimentar, com toda alegria e satisfação, o perdão que o Senhor nos concede em teu filho, Jesus Cristo. Ó Pai, confessamos os nossos pecados ao Senhor. Fazemos isso na certeza de que o Senhor nos perdoará, porque o Senhor nos promete perdão e é o Senhor mesmo quem nos leva a orar suplicando esta graça e este auxÃlio. Então, ó Deus, anima o teu povo, trata o nosso coração, alivia as nossas dores, nos afaste do mau caminho, veja se há em nós algum caminho mau e nos guie, Senhor, pelo caminho reto, porque nós queremos que as palavras dos nossos lábios e o meditar do nosso coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha nossa e redentor nosso. Oramos em nome de Jesus. Amém. Meus irmãos, agora fortalecidos e perdoados, vamos ficar de pé e novamente vamos cantar para a glória de Deus. >> Ele [canto][música] não tinha qualquer beleza, com majestade [música] para nos atrair. Nada >> [canto] >> havia [música] em sua aparência para [música] o desejarmos. [canto] Mas [música] rejeitado entre os [canto] homens, ainda [música] assim carregou nossas dores. O seu [música] castigo nos traz paz e a esperança [música][canto] não se esvai. >> [música] >> A mão [canto] pela culpa ele ofereceu pra satisfazer o criador, ele morreu [canto] pra que a sua luz em nós pudesse brilhar. O filho do amor se entregou em nosso lugar. Mas [música] rejeitado [canto] entre os homens, ainda assim >> [canto] >> carregou nossa dor >> [música] >> e o seu castigo nos traz a >> [música][canto] >> esperança não se esvai. Mas a oferta pela culpa ele ofereceu pra satisfazer o criador, ele morreu pra que a sua luz >> [música] >> em nós pudesse brilhar. O >> [música] >> filho do amor se entregou >> [música][canto] >> em nosso lugar. És o cordeiro [canto] >> [música] >> que pelos nossos pecados foi entregue, foi castigado sem >> [música] >> dizer uma só >> [canto] >> palavra, entregou a sua vida por amor, >> [música] >> sua vida vida >> [canto] >> até a morte, provou o quanto >> [música] >> é grande o seu amor por nós, e nos salvou. [música] >> [música] [música] >> Venha a Jesus, [música][canto] só nele há virtude. Venha >> [canto] >> abatido >> [música] >> e provado, nele há consolo, >> [canto] [música] >> o perfeito amor. Vem descanse [música] em sua paz. A bondade, [música] bondade de Cristo >> [música] >> satisfaz, ele é tudo pra mim. Aconteça o que >> [música] >> for, sempre vou descansar na bondade >> [música][canto] >> de Cristo. >> [música] >> E encontre em plena alegria. [música] Jesus amado >> [música] >> tudo dará. Toda [música] a água viva sede nunca mais. >> [música] >> Vem descanse em sua >> [canto] >> paz. A bondade bondade >> [música][canto] >> de Cristo. Satisfaz, [música] ele é tudo para mim. A [música] confiança em Cristo, sempre vou descansar >> [música] >> na bondade de Deus. >> [música] >> Pois [música][canto] em Jesus a esperança. Ele [música][canto] é tudo que nos prometeu. Graça [música] transbordante, >> [canto] >> fluindo Salvador. Vem descanse em sua [música][canto] paz. A [música] bondade bondade >> [canto] >> de Cristo. Satisfaz, ele é tudo para mim. [música] >> [música] [música] [música][canto] [música] [canto] [música][canto] [música] >> A igreja pode se assentar. A bondade de Cristo. Ele é tão bom que nos permite conhecer a sua palavra, conhecer a quem Deus é e dessa maneira também segui-lo. E nós faremos isso agora também, conheceremos um pouquinho mais sobre a palavra de Deus e um pouquinho mais sobre quem é este Deus e como isso se relaciona conosco. Esse é o momento em que nós iremos ler a palavra dele e compreender o que Deus quer ensinar para nós. Mas antes de começar a ler o texto, eu queria perguntar para os irmãos o seguinte: Será que pode vir alguma coisa boa de uma grande crise? Será que em grandes conflitos, em situações de dificuldades, será que pode sair alguma coisa boa disso? Ou talvez um pouquinho mais a fundo, será que sim, uma grande crise, você fosse forçado a tomar uma decisão que fosse difÃcil? Que decisão será que você tomaria, por exemplo? O que você faria se Deus, nessa crise, fizesse com que você tivesse de decidir entre ter ou não aquilo que você mais ama? O que você faria se Deus tocasse exatamente naquilo que você mais teme perder? Aliás, pense na sua vida. Pense nas pessoas que você ama. Existe alguém ou algo na sua vida que você pensa assim: "Sem essa pessoa, eu não vivo". Se essa pessoa sumir, se essa pessoa morrer, a minha vida acabou. Pensa nisso. Há algo ou alguém na sua vida que está neste local? Nós falaremos sobre isso hoje. Falaremos sobre isso lendo um texto que está em Gênesis, olhando para a vida de Jacó e de José, tentando compreender o que Deus espera de nós em situações em que nós somos confrontados com aquilo que ocupa o maior lugar do nosso coração. Eu queria convidar a igreja, então, a abrir a palavra de Deus em Gênesis, no capÃtulo 42. Vamos ler versÃculos 25 em diante, até o versÃculo 40, versÃculo 14 do capÃtulo 43. Gênesis 42, versÃculo 25, até Gênesis 43, versÃculo 14. Diz assim a palavra de Deus. José ordenou que lhes enchessem de cereal os sacos, eles restituÃssem o dinheiro a cada um no saco de cereal e o suprissem de comida para o caminho e assim foi feito. E carregaram o cereal sobre os seus jumentos e partiram dali. Quando um deles abriu o saco de cereal para dar de comer ao seu jumento na estalagem, encontrou o dinheiro na boca do saco de cereal. Então disse aos irmãos: "Devolveram o meu dinheiro. Está aqui na boca do saco de cereal". O coração dos seus irmãos se encheu de medo e tremendo, entreolhavam-se dizendo: "O que é isto que Deus nos fez?" E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã e lhe contaram tudo o que havia acontecido dizendo: "O homem, o senhor da terra, falou conosco de maneira rÃspida e nos tratou como espiões da terra. Dissemos a ele: somos homens honestos e não espiões. Somos 12 irmãos, filhos de um mesmo pai. Um já não existe, o mais novo está hoje com o nosso pai na terra de Canaã. Então o homem, o senhor da terra, respondeu: Nisto saberei que vocês são homens honestos. Deixem comigo um de seus irmãos, peguem o cereal para remediar a fome de suas casas e vão embora. Mas tragam-me o seu irmão mais novo. Assim saberei que vocês não são espiões, mas homens honestos. Então entregarei o irmão de vocês e vocês poderão negociar na terra". Aconteceu que quando foram despejar o cereal que havia nos sacos, cada um tinha a sua trouxinha de dinheiro no saco de cereal. Ao ver as trouxinhas com o dinheiro, eles e o seu pai ficaram com medo. Então Jacó, o pai deles, disse: "Vocês vão me deixar sem filhos. José se foi. Simeão se foi. Agora querem levar Benjamim. Todas essas coisas aconteceram contra mim". Mas Rúben disse ao seu pai: "O senhor pode matar os meus dois filhos se eu não trouxer Benjamim de volta. Deixe que eu tome conta dele e o trarei de volta para o senhor". Mas Jacó respondeu: "O meu filho não irá com vocês. O irmão dele está morto e ele é o único que ficou. Se lhe acontece algum desastre no caminho, vocês farão descer os meus cabelos brancos com tristeza à sepultura". A fome continuava gravÃssima na terra. Quando eles acabaram de consumir o cereal que tinham trazido do Egito, Jacó disse aos filhos: "Voltem e comprem mais um pouco de mantimento para nós". Mas Judá lhe disse: "Aquele homem nos advertiu solenemente dizendo: Vocês não verão o meu rosto se o outro irmão não vier com vocês. Se o senhor resolver enviar conosco o nosso irmão, iremos e compraremos mantimento para o senhor. Mas se o senhor não enviar, não iremos, pois o homem nos disse: Vocês não verão o meu rosto se o outro irmão não vier com vocês". Israel respondeu: "Por que vocês me fizeram esse mal, dando a saber à quele homem que vocês tinham outro irmão?" Eles responderam: "O homem nos fez perguntas especÃficas a respeito de nós e de nossa parentela, dizendo: O pai de vocês ainda é vivo? Vocês têm outro irmão? Nós apenas respondemos o que ele nos perguntou. Como podÃamos adivinhar que ele nos diria: Tragam o seu outro irmão?" Então Judá disse a Israel, seu pai: "Deixem o jovem Deixe o jovem ir comigo e nos levantaremos e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem o Senhor, nem os nossos filhinhos. Eu serei responsável por ele. Da minha mão, o Senhor poderá requerê-lo. Se eu não o trouxer de volta e não o puser diante do Senhor, serei culpado para com o Senhor pelo resto da minha vida. Se não nos tivéssemos demorado, já terÃamos ido e voltado duas vezes. Então, Israel, seu pai, disse: Se é assim, então façam o seguinte: Peguem do mais precioso da terra, ponham nos sacos para o mantimento e levem de presente para este homem, um pouco de bálsamo e um pouco de mel, especiarias e mirra, nozes de pistácia e amêndoas. Levem dinheiro em dobro e devolvam o dinheiro restituÃdo na boca do saco de cereal. É possÃvel que tenham havido algum engano. Levem também o irmão de vocês. Levantem-se e voltem à quele homem. Deus todo-poderoso lhes dê misericórdia diante do homem, para que restitua o outro irmão e deixe que Benjamim volte com vocês. Quanto a mim, se eu perder os filhos, sem filhos ficarei. Vamos orar? Pai amado, nós lemos a tua palavra, que nos mostra a verdade, nos ensina, Pai, por meio de diretrizes e por meio de histórias que aconteceram. Essa é uma delas. O Senhor agiu nessa história e a tua ação nos ensina. Pedimos, Pai, que o Senhor nos capacite a entender o que o Senhor fez e dessa maneira também compreender como o Senhor age em nossas vidas. Rogamos isso. Gratos ao Senhor por tudo e certos de que o Senhor nos ensinará, no nome do Senhor Jesus. Amém. Queridos, nós lemos aqui um pedaço do texto, passando o último sermão que nós tivemos, no último sermão, a história foi o momento em que os irmãos de José foram até o Egito para comprar cereal, porque havia acabado a comida tanto na terra do Egito, a não ser o que o José tinha segurado, e também em outros locais. E de todas as regiões da terra, o pessoal estava indo para buscar algum tipo de comida lá no Egito. Os irmãos de José foram até José. José reconheceu os seus irmãos, mas os seus irmãos não reconheceram. Nessa conversa, nós vimos que José, ao invés de ser vingativo com os seus irmãos, destruir seus irmãos, acabar com aqueles que haviam feito muito mal a ele, ele decide testar os irmãos. Então, ele não se apresenta, já havia passado 20 anos, era difÃcil reconhecer José com o cabelo raspado, sem barba e agora um pouco mais velho. E então, sem ser reconhecido, ele começou a tratar do coração dos seus irmãos. Enquanto ele tratava, para fazer isso, ele faz acusações. Então, ele olha para os irmãos e diz: "Vocês não vieram aqui de boa fé. Vocês vieram aqui para espiar a terra. Vocês querem roubar a comida do Egito. Vocês não são boa coisa". Os irmãos, então, para se defender, dizem assim: "Não, nós somos sim. Nós somos honestos. Nós somos homens bons, filhos de um homem lá em Canaã, de um mesmo homem. E temos ainda um outro irmão. Todos nós somos pessoas boas". José já conhecia a famÃlia. Mas nesse momento, José disse: "De modo algum. E para testar vocês, na verdade, se vocês forem até lá e trouxerem o seu outro irmão, o mais novo, eu vou acreditar em vocês. Mas se não fizerem isso, eu não vou permitir que vocês fiquem aqui fazendo negócios". E então, José coloca todos os irmãos na prisão. Eles ficam lá durante três dias. Nesses três dias, o coração deles começa a ser incomodado e eles começam a perceber que tem alguma coisa diferente acontecendo. A mão de Deus está trabalhando em alguma área. Porque no meio daquele momento, eles dizem: "Isso está acontecendo com a gente porque o nosso irmão clamava e nós não demos ouvido a ele. Nós acabamos com a vida de José e Deus está agora requerendo isso de nossas mãos". Eles começaram a compreender isso. Mas essa compreensão inicial ainda não era suficiente para gerar o arrependimento e para que José confiasse nesses irmãos. É nesse momento que José então continua o seu teste. José quer ter certeza de que seus irmãos mudaram, de que seus irmãos agora são pessoas diferentes antes de ser conhecido por eles. E é por isso que José então cria uma crise, uma dificuldade para os irmãos para que consiga trabalhar o coração dos irmãos. Então hoje, eu queria conversar com vocês trazendo a seguinte pergunta e pensando nesse tema: Como que Deus molda o nosso coração em meio à s crises? De que maneira o nosso coração pode, de fato, ser moldado em meio à s crises? Será que Deus faz isso? E a minha resposta para isso é: Sim. Deus molda o nosso coração em meio à s crises. E ele faz isso pelo menos de três maneiras. Primeiro, ele expõe a nossa idolatria. Ele expõe o nosso coração. Em segundo lugar, ele redireciona o amor do nosso coração e em terceiro lugar, ele transforma as nossas motivações. Isso acontece no nosso coração, é Deus trabalhando enquanto nós estamos passando por circunstâncias difÃceis. Se no sermão passado, o texto passado, nós vimos que Deus trabalha por meio das circunstâncias difÃceis, agora eu queria aprofundar um pouquinho mais, para que nós entendêssemos que Deus trabalha não só na circunstância, naquilo que acontece ao redor de nós, mas também trabalha em nosso coração. Primeira coisa que o texto ensina para nós é que Deus expõe as nossas idolatrias. Como eu falei, José, não satisfeito com o que os irmãos mostraram para ele, decidiu gerar uma crise maior. Então ele fala para os seus servos: "Eles vieram comprar comida de nós, deram dinheiro, peguem o dinheiro e coloquem nos sacos de comida, para que eles levem embora". E então os servos fizeram isso. Quando José faz isso, é claro que ele tem em mente ajudar a sua famÃlia, é claro que ele tem em mente também ah os seus irmãos que estavam indo para lá, o seu pai que ficou lá, mas isso fazia parte desse teste que José queria fazer com os seus irmãos. Na verdade, José, se vocês não perceberam ainda, tá recriando toda a situação que ele mesmo passou. Pensem nisso. José foi um irmão que foi separado dos outros em troca de dinheiro. E agora os irmãos estão indo embora, um irmão está ficando, Simeão, e eles estão recebendo em volta de volta dinheiro. Isso que tá acontecendo é para gerar na cabeça dos irmãos um tipo de ligação com aquilo que aconteceu lá em Gênesis 37. E você fala: "Pastor, isso aqui tá muito longe. Será que eles iam compreender isso quando eles vissem o dinheiro? Será que eles iam fazer a ligação da prata com o irmão que fica"? Eu creio que sim. Eu creio que sim porque José já tava na cabeça deles. Quando eles estavam presos, lembrando de José, do que fizeram com José. E agora indo embora, deixando o irmão para trás, novamente, certamente na cabeça deles de novo. E eu sei disso porque chega o momento que eles falam o seguinte: "Devolveram o nosso dinheiro. Tá na boca aqui do saco de cereal". E eles, com medo, se olhavam e disseram: "O que é isto que Deus nos fez?" "O que é isto que Deus nos fez?" Essa pergunta mostra que eles sabiam que o que tava acontecendo era da parte de Deus. Eles entendiam que havia um julgamento da parte de Deus, uma punição por aquilo que eles haviam feito. E o medo deles, nesse momento, é muito compreensÃvel. Pensa no seguinte: Eles foram até o Egito, a nação mais poderosa, e eles foram acusados de espionagem. Agora eles tão indo embora para voltar e provar que eles são honestos. Nesse caminho, eles tão com dinheiro de novo. E pense, o que vai aparecer agora? Vai aparecer que, além de espião, a gente é ladrão também. E se a gente voltar, a gente pode morrer. E se a gente não voltar, a gente morre de fome. Pensa no tamanho da crise e o tamanho do medo que esses homens estão passando. Quando eles perguntam "O que é isto que Deus nos fez?", tudo isso está no coração deles. E aqui, Deus começa a expor a idolatria que está no coração dos irmãos de José. A palavra diz para nós, lá em Mateus, que "Onde está o seu tesouro, aà também está o seu coração". A palavra diz também que a boca fala o que o coração está cheio. E não é só as palavras que saem da boca, não é só isso, mas também tudo aquilo que a gente faz, que vem do nosso coração, que é a fonte ah da vida, estão Ali estão as fontes da vida. Tudo isso mostra o que está no nosso coração. E o coração deles estava com idolatria. E de novo, idolatria aqui, meus irmãos, não é só você fazer uma estátua de barro ou de bronze ou de ouro e se prostrar diante dessa estátua. Não é só isso. Idolatria é muito mais do que isso. Idolatria é muito mais do que isso. Idolatria é você colocar qualquer coisa no lugar de Deus. Idolatria é você esperar de qualquer outra coisa criada que não é o criador algo que só o criador pode dar. Isso é idolatria. Idolatria é você tornar qualquer coisa criada o motivador e a razão de sua existência. É você tornar essa coisa criada o núcleo da sua identidade. Ou seja, você deriva quem você é não de Deus, mas desta coisa. Isso é idolatria. E tem muita coisa que se encaixa nessa categoria aqui. A verdade, meus irmãos, é que só Deus é a nossa fonte de segurança e de prazer. Só Deus é a nossa razão última de viver. É ele quem nos dá identidade, é ele quem dá sentido para a nossa vida. Coisas criadas podem conceder, de maneira temporária, uma versão mais frágil, uma versão limitada do que só Deus pode dar. E quando a gente quer essas coisas e a gente busca essas coisas na criação, isso é idolatria. O problema é que uma hora ou outra isso acaba. Isso não permanece. E então nós nos vemos vazios, sem chão, perdidos. Idolatria é isso. E tem um preço caro. Mas o coração deles havia idolatria. Há 20 anos atrás, quando eles venderam José, já fica claro isso. Por que que eles venderam José? Primeiro eles queriam matar José. Depois decidiram: vamos jogar José no poço. Em terceiro lugar decidiram: para que só jogar no poço? Vamos vender. Porque a gente ganha dinheiro. Isso é avareza. Segundo Paulo em Efésios, avareza é idolatria, amor ao dinheiro. É você querer o dinheiro acima de todas as coisas. Havia idolatria no coração desses homens. Eles estavam idolatrando várias coisas. E nesse momento também isso fica muito claro. E é possÃvel que na cabeça deles isso estivesse começando a rodar. Pensa, pensa o seguinte. Eles saÃram do Egito, andaram um pouco e então pararam para alimentar os animais. Quando isso aconteceu eles percebem que tem dinheiro ali. Depois desse momento eles viajam até a cidade, até a cidade de seu pai, até Canaã, até Hebrom, onde eles estavam. Esse caminho é pelo menos 20 a 30 dias. Então você imagina o seguinte: eles passaram 20 a 30 dias pensando: veio dinheiro aqui. Isso aqui não foi a gente que colocou, veio da parte de Deus, isso tem a ver com José e isso aqui tudo tá mostrando alguma coisa do meu coração. Lembra que Paulo, para ser convertido, passou três dias cego pensando na vida. Eles passaram 20 e 30 dias refletindo, discutindo e com medo. Nesse momento Deus estava trabalhando no coração deles. Quando eles chegam em casa, eles então conversam com o pai deles e dizem o que aconteceu nessa situação toda. Desde o versÃculo 29 para frente mostra como que foi esse encontro. Foram para Jacó, o pai deles, conversaram sobre tudo que aconteceu, disse que havia um homem lá no Egito, esse homem governava a terra, esse homem desconfiou deles e então pediu para que eles trouxessem o irmão mais novo. E aqui a gente começa a perceber toda a idolatria não só no coração deles, mas também no pai deles. Então Jacó, o pai deles, disse, versÃculo 36: "Vocês vão me deixar sem filhos. José se foi, Simeão se foi, tava preso. Agora vocês querem levar Benjamim". É interessante aqui que Jacó já começa a culpar os seus filhos pelo que aconteceu. Aqui talvez um indicativo de que José já começou a desconfiar, é, Jacó já começou a desconfiar do que aconteceu com José. Possivelmente já começou a pensar que talvez os irmãos tivessem feito algo com o seu filho. Isso não é certo, mas é possÃvel. E agora os irmãos foram para o Egito e voltaram sem Simeão. Deixou um filho lá. Não só isso, voltaram com dinheiro. Que que pode rolar na cabeça de Jacó? Venderam Simeão. E depois de vender Simeão vão levar agora e vender também Benjamim. Eles tão ver, já acabaram com José, levaram Simeão e agora vai levar o meu terceiro filho que eu mais amo que é Benjamim. No versÃculo 36, no finalzinho ele fala: "Todas essas coisas aconteceram contra mim". Mas Rúben disse ao seu pai, versÃculo 37: E aqui é a proposta indecente de Rúben. "O senhor pode matar os meus dois filhos se eu não trouxer Benjamim de volta. Deixe que eu tome conta dele, trarei de volta para o senhor". Mas Jacó respondeu: "O meu filho não irá com vocês. O irmão dele está morto e ele é o único que ficou". Aqui a gente percebe já como que ele amava muito mais a José e Benjamim e não os outros, os outros eram filhos, apenas os dois. "Se lhe acontece algum desastre no caminho, vocês farão descer os meus cabelos brancos com tristeza à sepultura". Nesse momento, Deus está expondo a idolatria do coração de Jacó. Ele havia perdido José e agora, diante dessa exigência de levar também Benjamim ao Egito, ele reage como se tivesse diante da perda definitiva de tudo. Se levasse Benjamim, ele pensa, a minha vida acabou. Se Benjamim for também, eu não tenho mais razão de viver. Eu vou descer à cova e eu vou triste. Esse era o pensamento de Jacó, porque ele tinha uma idolatria pelo seu filho Benjamim, como também teve por José. Há uma idolatria no coração de Jacó, porque ele coloca Benjamim acima dos irmãos e ele coloca em Benjamim a razão da sua vida e não em Deus. Mas aqui também, Deus expõe a idolatria do coração de Rúben. Eu falei dessa proposta indecente de Rúben e é muito interessante, porque Rúben diz o seguinte: "Pai, eu vou levar o Benjamim e eu trago de volta. Se eu não trouxer, você pode matar os meus dois filhos". E aqui é interessante, porque qual seria a lógica e qual seria o benefÃcio para um avô matar os seus dois filhos porque ele perdeu, os seus dois netos, porque ele perdeu um outro filho? Não tem lógica nenhuma. Mas Rúben faz isso porque o que ele quer aqui é tentar manipular o seu pai. Rúben, meus irmãos, não sei se dá para perceber aqui, mas Rúben, em princÃpio, quando a gente começa a ler a história, parece que ele é o mais sensato dos irmãos e o mais bom, o melhor, não o mais bom. Por quê? Porque lá em Gênesis 37, o que é que ele faz? Os irmãos tentam matar José, Rúben é aquele que vai no meio separa: "Não matem. Não faz isso não. Vamos colocar lá na cisterna". Rúben fez isso, parece que ele é bom. O Rúben é aquele que queria fazer isso para depois voltar lá e levar José de volta para o pai, ele queria fazer isso. É uma atitude boa. Ele queria fazer isso, ele queria salvar José, não é? E aà depois quando Rúben volta para onde José deveria estar, não encontra José, ele desespera. Ele tá preocupado. E então a palavra diz que Rúben naquele momento diz: "O que é que eu vou fazer?" Porque José não estava mais lá no poço. Meus irmãos, parecem ser boas atitudes. Mas na verdade tudo o que Rúben tinha no coração era um medo do seu pai. Do que é que ele iria dizer para o seu pai. Qual seria a consequência sobre ele quando o seu pai soubesse que José não existia mais ou havia morrido. E Rúben, o irmão mais velho, estava lá. Ele era o responsável. A preocupação de Rúben não era José. Era o que seria dele. E eu sei disso por vários motivos, um desses é esse. Outro motivo é o seguinte: Se Rúben quisesse salvar José, o que é que ele faria? Ele pegaria alguma montaria e sairia correndo atrás daquela caravana. Mas ele não faz isso. Ele não está disposto a se esforçar, a arriscar a vida que fosse para salvar o seu irmão. O que importa para ele não é José. O que importa para ele é a sua própria vida e o controle e a autoridade que ele queria ter como irmão mais velho. Tudo o que ele faz na vida é tentar ter a autoridade do pai dele. Isso é tão verdade que alguns capÃtulos antes a palavra diz que Rúben se deitou com a concubina de seu pai. Por quê? Ele queria ser como o pai dele ou ter a autoridade que o pai dele tinha. Ele era o primogênito, o filho de Lia e ele demonstra tudo isso por meio da história dele. De modo que nesse momento também o desejo dele não é salvar Benjamim. O desejo dele é manipular o pai para que ele consiga ir para o Egito, comprar comida e voltar para que ele viva. E ele continuar sendo aquele que tem alguma autonomia e autoridade sobre os seus irmãos. De alguma maneira, a gente pode dizer que Rúben aqui, ele é um idólatra do poder e da honra. Ele quer ter o poder de filho mais velho, ele quer ter a honra de pai, ele quer ter tudo isso e de maneira errada, porque ele dá passos errados para conseguir essas coisas. No bom sentido, não no bom sentido, mas ah, ele quer tomar o lugar do seu pai. Isso aqui fica muito evidente nessa oferta. Porque veja, se ele tivesse tão preocupado em ah, ah, ah, no bem dos outros, por que é que ele ofereceria os dois filhos dele, ao invés de oferecer a própria vida? Ele sempre está oferecendo outras coisas, pensando em si mesmo em primeiro lugar. Nunca tá disposto a se colocar no jogo e se colocar em risco pelo bem dos outros. Veja, isso só fica evidente por meio da crise. Se não fosse a crise, a gente não saberia que Rúben tem essa idolatria no seu coração. Mas isso aparece por meio daquilo que acontece em nossa vida. Quando é uma situação difÃcil, nós detectamos as idolatrias, porque a gente coloca em jogo aquilo que a gente adora. Pensa no seguinte, quando a idolatria veio, quando a crise veio, Jacó se viu na possibilidade de perder aquilo que ele mais amava, Benjamim. Isso é medo. Isso vem da idolatria. Da idolatria vem também uma cegueira. Essa cegueira veio para Jacó. Pense no seguinte, Jacó não se importou em ver os outros filhos, ele só se importou com Benjamim. E quando ele age, ele não age pensando no bem de todos, mas ele age só em benefÃcio do seu filho Benjamim. Rúben também. A idolatria dele mostra, isso fica muito claro na crise, com o medo que ele tem, com a cegueira que ele tem, com a sua reação desordenada. Ele tem medo de não sobreviver, então ele quer de todo jeito ir até o Egito. Ele tenta manipular o seu pai. Ele não enxerga o próprio pecado. Lembra que antes eles estavam presos? Rúben é o único, é o primeiro que fala assim: "Gente, eu falei para a gente não fazer mal para o menino". Ou seja, quem fez mal? Os outros. Não foi ele não. Ele se isentou daquela culpa. Isso é cegueira por conta da idolatria. E ele não enxerga o absurdo da proposta que ele fez para o pai dele, de matar os seus dois filhos caso não trouxesse o Benjamim. Queridos, a idolatria ficou muito clara aqui no coração destes dois homens. E a verdade é que a crise tornou isso possÃvel. E eu percebo, meus irmãos, que Deus frequentemente faz isso em nossas vidas. Ele propõe crises que nos ameaçam perder algo que nós amamos. É mais ou menos assim, se você ama muito alguma coisa a ponto de idolatrar, não é incomum Deus tirar isso de você. Ele fez isso. Ele fez isso com Jacó. Porque Jacó idolatrada José. Então ele tira José. Lembra que a história aqui não é nem de José, é de Jacó. Gênesis 37 começa falando: "Essa é a história de Jacó". A gente olha pensando é de José, é de Jacó. E Deus tá ensinando Jacó. Como é que ele faz isso? José vai embora. E Jacó já começa a ter uma crise. Depois de algum tempo Jacó tem que ser tratado. O que que Deus faz? Agora quem vai sair é Benjamim. Você vai perder Benjamim. Você não aprendeu com José, vai aprender com Benjamim agora. Você não pode ter nada acima de mim. Você não pode idolatrar nada. É Deus quem você deve amar em primeiro lugar. Mas Deus frequentemente ameaça tirar coisas de nós quando nós as amamos mais do que nós amamos a Deus. Deus quer que você ame a Deus acima de todas as coisas. E não ao que você tem. Não a pessoas que estão ao redor. É Deus e somente Deus. Sabe como eu sei disso? Lembra de Abraão. Que que Deus pediu para Abraão? Sobe no monte. Me entrega teu filho. Ele não queria matar Isaque. Ele queria que Abraão entregasse tudo para ele e não tivesse nada acima de Deus. Lá em Filipenses capÃtulo 3 Paulo considera perda todas as coisas por causa de Cristo. Esse é o coração que Deus quer de nós. Um coração que ama a Deus acima de todas as coisas. E as outras coisas no lugar de criação. Não como o criador. Por isso meus irmãos, cuidado com o que você ama. Cuidado com o que você ama muito. Porque isso pode ser uma idolatria no seu coração. A pergunta aqui então é: Quando você passa por uma crise, o que é que isso revela sobre o seu coração? Quando você se de ah se depara com uma situação que você deve escolher Deus ou alguma outra coisa, como é que você reage? O que é que você ama tanto que você tem medo de perder? O que é que você ama tanto que pensa que a vida terá acabado se você perder? O que é que você ama tanto que lhe dá a sua identidade e motiva as suas ações? Essa coisa pode ser uma idolatria na sua vida. Avalie a sua vida para você não cair no mesmo erro que estes homens caÃram. Tome cuidado, porque Deus vai pesar a mão sobre aqueles que são idólatras. E se você é filho dele, ele vai pesar a mão para que você olhe para ele. Ele não queria o mal de Jacó. Ele queria salvar Jacó. Ele queria unir a famÃlia. Ele queria um povo que amasse a ele. Ele quer um povo que venha a ser o povo da salvação. Mas para isso, ele tem que confrontar a idolatria do coração. E tudo isso, meus queridos, como vocês já perceberam, tem a ver com o amor. Idolatrias frequentemente são amores legÃtimos que se tornaram desordenados. Nós amamos algo que nós poderÃamos amar, mas nós passamos a amar isso mais do que nós deverÃamos e isso ocupou o local central de nossas vidas e agora tudo o que nós somos vem deste ser amado, quando não é Deus. Por isso que a segunda coisa que Deus faz para trabalhar o nosso coração é redirecionar o nosso amor. Primeira coisa, ele denuncia a idolatria. Segunda coisa, ele redireciona o o nosso amor. A raiz da idolatria, meus queridos, é este amor desordenado. A a E aqui, só para a gente entender isso aqui, a gente tem que entender o que que é o amor, de fato. Quando eu falo amor, amor nos tempos de hoje é bem difÃcil compreender. Tem gente que fala que é um sentimento, que é uma ação, uma emoção boa. Tudo isso faz parte, mas amor, quando eu penso em amor bÃblico, eu estou pensando em abnegação. A maior demonstração de amor deste universo foi Jesus, que veio a este mundo e se entregou por nós. Isso é amor. É você entregar algo que é seu para outro. Pensando numa imagem aqui, seria mais ou menos como O amor é como se fosse uma uma mangueira e uma bomba. Essa mangueira, essa bomba estão sempre posicionadas para algum lugar. Quando você ama, a bomba está em você e a mangueira apontando para fora. E você tira de você e lança para o outro. Isso é amor. Você tira de você e você lança para o outro. Uma mãe ama seu filho. Literalmente, ela entrega o próprio fÃsico dela para o filho. Um marido tem que amar a sua esposa, como Cristo amou a igreja, entregar a sua vida por ela. O amor é um ato de você retirar de si e entregar para o outro. Por isso, de novo, que a maior demonstração de amor é Cristo se entregando por nós. E de mesma maneira, quando nós viramos essa bomba e essa essa mangueira, o amor, ao invés de levar de nós para o outro, ele faz o quê? Tira do outro e joga para nós. O O nunca pode ser apontado para os dois lados. Ou você ama aquilo ou você ama a você mesmo. Quando a essa mangueira é virada para você, quando você coloca a bomba no outro para retirar do outro, isso se chama amor próprio. E que nós comumente chamamos de egoÃsmo. Ou você ama o outro ou você é egoÃsta. Ou você entrega ou você retira. O egoÃsta é isso. Ele ao invés de doar de si para o outro, ele tira do outro para si. Ele é como que um buraco negro que suga tudo e todos que estão à sua volta. Isso é o egoÃsmo que é o oposto deste amor correto. Em última instância, ao invés de amar a Deus, o ser humano ama a si mesmo. Em última análise, ele tenta colocar a bomba em Deus e receber de Deus aquilo que é só de Deus. Então esse ser humano egoÃsta tenta se colocar no lugar de Deus, sendo o centro e o recebedor de todas as coisas. Isso é idolatria pura e tem a ver com o amor. Ou você ama para fora ou você se ama. Quando você se ama, isso é idolatria. E é deste amor a si mesmo que surge a idolatria. Por que pense no seguinte. Pense em Jacó. Jacó amava a Benjamim. Jacó amava a José. Mas quando ele perde José e quando ele vai perder Benjamim, a preocupação dele não é assim: "Coitado do meu filho". Olha o que ele fala, aqui olha que interessante. Ele diz assim, no versÃculo ah no capÃtulo 42, no finalzinho ele fala: "Vocês vão me deixar sem filhos". Olha o centro, quem que é? Ele. Me deixar sem filhos. Depois ele fala: "Todas essas coisas aconteceram contra mim". Ele é o centro. VersÃculo 38: "O meu filho não irá com vocês". Ele é o único que ficou. "Vocês farão descer os meus cabelos com tristeza à sepultura". Tudo é ele. Ele tá olhando para o que ele vai perder, o que ele vai sentir e como ele vai ficar. Ele não se importa necessariamente, principalmente com o outro. Isso acontece com idolatrias. A idolatria é assim, nós temos o Ãdolo e esse Ãdolo nos dá coisas. Em última instância, quem nós amamos não é o Ãdolo, somos nós mesmos. O Ãdolo serve para nos suprir daquilo que nós queremos. A preocupação aqui de Jacó não era somente Benjamim, mas era ele que ficaria sem Benjamim. Eu já vi isso aqui algumas vezes em enterros. Eu acho muito interessante isso. Em alguns enterros que eu já fui, isso é muito comum. Eu vejo a pessoa ao lado do caixão dizendo mais ou menos assim: "O que é que vai ser de mim agora? Como é que você pôde me deixar?" Eu entendo, à s vezes é uma força da expressão. Por outro lado, pode indicar um coração que tá preocupado agora: "Que que eu vou fazer? Eu tinha, eu era feliz, agora não sou mais porque eu perdi aquilo que eu gostava". O centro é você. Queridos, a idolatria não é o amor necessariamente ao Ãdolo, mas é o amor a si mesmo e o Ãdolo servindo a você mesmo. Isso mostra que o centro não é Deus, não é o próximo, é você mesmo. Isso é idolatria. E aà no capÃtulo 43 começa a ter uma virada aqui. No capÃtulo 43 a gente percebe que Deus começa a trabalhar nesses corações. Lá no versÃculo 1, começa a falar que a fome continua. Então, aqui, Jacó decide não entregar o filho dele. Passa um tempo, a comida acaba e quando eles acabam de consumir o cereal, então Jacó fala para os filhos: "Voltem e comprem mais um pouco de mantimento para nós". E note a cegueira aqui, veja. Jacó sabia que teria que entregar Benjamim. Mas aqui ele parece que se engana. Ele fala: "Vai lá pegar mais mais cereal que tá acabando a comida". Ele literalmente deixa de lado o critério, a necessidade que era entregar o seu próprio filho. Isso aqui é cegueira, por conta da sua idolatria. Note o amor próprio. A comida tá acabando e em breve ele vai morrer. Por isso ele é motivado a mandar de novo agora os filhos para lá buscar mais comida, o que ele não faria anteriormente. O que ele tá preocupado é com a sua própria morte. VersÃculo 3, então, continua e Judá agora, olha que interessante. Agora não é mais o Rúben, o mais velho, que fala com o pai dele, agora é Judá. E Judá fala para o pai dele: "A gente não vai. Nós só vamos, nós só iremos se nós pudermos levar Benjamim". "Se Benjamim não for, a gente não vai, porque se a gente chegar lá, ele não vai querer ver a gente, ele não vai vender para a gente e não vai dar em nada. Então a gente precisa levar Benjamim". E é interessante porque Judá aqui, ele assume a liderança. Até esse momento Rúben era o cabeça, mas agora Judá assume. Qual que é a razão aqui? Provavelmente a idolatria de Judá. Judá, ah, idolatria de Rúben. Rúben, que era aquele homem que fez tantas coisas ruins e não chegou à altura de ser um bom irmão mais velho, aquele que poderia assumir a famÃlia, agora Deus tira da equação. Depois de tirar Rúben, ele coloca Judá. Agora Judá é aquele homem que vai assumir a liderança da famÃlia. E Judá, veja, não é que ele era perfeito, ele também está sendo trabalhado. No capÃtulo 37, quando eles vendem José, a ideia de vender José vem de quem? Judá. Idólatra. Ele queria dinheiro em troca de José. No capÃtulo 38 tem uma história de Judá com Tamar. Quem conhece a história sabe como é que foi. Ao invés de Judá fazer o que é correto com a sua nora e entregar o seu outro filho para ela, ele não faz isso e a nora passa dificuldades. Não suficiente, Judá vai e tem relações com ela sem saber quem é. E ele faz tudo isso sabendo que é errado diante de Deus. Mas por quê? Porque ele não se preocupa com o outro e ele só quer saber dele mesmo. Ele quer prazer próprio. Ele não se preocupa com aquela mulher. E aqui no capÃtulo 43, finalmente, ele parece alguém mais maduro e mais sensato. Parece que Deus foi trabalhando na vida dele. E aqui ele está disposto a amar os outros mais do que a si mesmo. Olha só que interessante. Judá lembra o seu pai de que Benjamim deveria ir junto. Jacó, de novo, lamenta a situação, culpa os filhos e ainda se coloca no centro falando: "Me fizeram mal". Mas aqui, aqui, Jacó, ah, dá uma ideia e faz uma outra proposta e mostra um coração diferente de Rúben. Rúben havia dito o seguinte: "Se eu não voltar com Benjamim, pode matar meus dois filhos". Provavelmente, Jacó não ia fazer isso. Judá fala o seguinte, olha só, versÃculo 8: "Deixe o jovem ir comigo e nos levantaremos e iremos para que vivamos e não morramos, nem nós, nem o senhor, nem nossos filhinhos". Está pensando em todo o mundo. "Eu serei responsável por ele, da minha mão o senhor pode requerê-lo. Da minha mão, se eu não o trouxer de volta e não o puser diante do senhor, serei culpado para com o senhor pelo resto da minha vida. A proposta aqui de Judá não é colocar outros no lugar de Benjamim, é colocar ele mesmo, a vida dele e ele como o responsável diante de Deus. Veja, isso é um coração que pensa nos outros e que se coloca abaixo, oferecendo a própria vida para salvar pessoas. Então aqui Jacó mostra um coração que começa a ter o seu amor reordenado. Tudo que antes era voltado para ele, pensando apenas nele, agora Jacó também, assim como Judá, passa a ter o seu amor transformado, transformado. Judá que ajuda Jacó a entender a situação. E então Jacó muda de ideia para enviar o seu filho. Veja o versÃculo 11. E esse aqui é um é um centro aqui da nossa história porque é a hora que ele que Jacó finalmente entende a situação e se rende a Deus. E isso é adoração e não idolatria. Então Israel, o seu pai, disse: "Se é assim, então façam o seguinte: Peguem do mais precioso desta terra, ponham nos sacos para mantimento e levem de presente a este homem, um pouco de bálsamo, um pouco de mel, manda várias coisas para ele. E então levem dinheiro também, no versÃculo 12, devolvam o dinheiro, restituam o dinheiro ah, e levem também, versÃculo 13, o irmão de vocês. Levantem-se e voltem à quele homem". E olha o versÃculo 14 agora: "Deus todo-poderoso, El Shaddai, lhes dê misericórdia diante do homem para que restitua o outro irmão e deixe que Benjamim volte com vocês. Quanto a mim, se eu perder os filhos, sem filhos ficarei. Aqui, o coração dele começa a ser transformado, porque ele para de olhar só para Benjamim e a alegria dele, ele olha para o todo. E ele olha aqui para a continuidade da famÃlia dele. Isso aqui é amor a Deus, sabe porquê? Deus havia prometido para Abraão, Isaque e Jacó. A promessa era: "Eu farei de ti uma grande nação". "Em ti serão benditas todas as famÃlias da terra". É a promessa a Abraão, Isaque e Jacó. Jacó, se não enviasse Benjamim, ele ia estar cortando essa promessa de Deus. Mas aqui ele entende isso. Ele ama a Deus acima dele mesmo. Ele ama o próximo, que são os seus, seus filhos, sua famÃlia, como a si mesmo. Isso aqui, meus irmãos, é a essência da adoração a Deus. Isso aqui é, é o antÃdoto para a idolatria. Pense o seguinte, se a idolatria é o amor a si mesmo e se servir de coisas como Ãdolos para trazer coisas boas para si, a resposta para isso é: amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a nós mesmos. Quando nós fazemos isso, nós estamos tirando a idolatria da equação e nós estamos adorando a Deus. Se você acha que você é idólatra em alguma medida, essa é a resposta. Isso se resume, nisso resume a lei do Senhor e é dessa maneira que nós podemos, de fato, entregar nossa vida a Deus e não sermos mais idólatras. Isso é muito claro no Novo Testamento, quando Cristo fala sobre a lei, dizendo que a gente precisa amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Na verdade, quando, quando o coração dele começou a ser provado nisso, Deus começou a ensiná-lo a enxergar as necessidades dos outros acima das dele mesmo. E isso Deus faz conosco também. Quando nós estamos na crise, quando nossa idolatria é demonstrada, quando nosso amor começa a ser confrontado e a gente tem que ser reordenado, então Deus nos ensina a olhar para o outro e parar de olhar somente para nós. Aqui, Judá e Jacó fazem isso. E Jacó começa a pensar no todo e não somente na própria barriga dele. Deus transforma o amor possessivo de Judá, de Jacó, em um amor sacrificial. Aqui Judá diz: "Vou ser responsável por ele. Se alguma coisa acontecer, eu vou me entregar no lugar dele". Queridos, a graça de Deus aqui remove, queridos, não somente isso, ela reorganiza os nossos afetos, o nosso amor. Ele tira de nós o amor autocentrado e nos ensina a amar o outro de maneira sacrificial. E aqui uma pergunta importante: Como é que tem sido o seu amor? Você tem amado aos outros e a Deus ou você tem amado a você mesmo? Essa pergunta é central para você entender se você é de fato alguém que idolatra coisas ou se você é alguém que ama a Deus. Ou você idolatra coisas para si mesmo e é um egoÃsta, ou você ama a Deus e ao próximo e é um altruÃsta e dessa maneira segue a lei do Senhor. E é claro, quando nós seguimos a lei do Senhor, apesar de não buscarmos os benefÃcios tão somente, nós recebemos. Quando nós buscamos fazer a vontade de Deus e não a nossa própria vontade, então Deus nos dá os benefÃcios. Quando nós buscamos nossa vontade e receber tudo de Deus e dos outros, então Deus tira de nós para que nós aprendamos. Em segundo lugar, Deus transforma o amor do nosso coração e reordena, tirando de nós e apontando para fora. Em último lugar aqui, de maneira muito mais rápida, nós vemos Deus também transformando as motivações desses irmãos. Por que que eu falo isso? Veja, Jacó, ele era governado pelo amor próprio, pelo amor e pelo medo de perder bens materiais. Isso governava ele. Tudo que ele fazia era por conta disso. Quando ele se depara com a decisão, o medo dele paralisa ele. Ao invés de ele fazer alguma coisa para salvar a famÃlia, ele fica paralisado com o medo de perder aquilo que ele ama, aquilo que ele idolatra, ao invés de amar a Deus e ao próximo. Quando ele tem o coração transformado, passa a amar a Deus e ao próximo, o amor lança fora o medo que ele tinha. O temor que ele tinha dá lugar à esperança. Quando nós passamos a amar a Deus e ao próximo, isso faz com que nós lancemos fora também o medo que nós temos e deixemos controlados por esse medo, o medo de autoproteção, o medo de evitar alguma dificuldade, o medo de perder aquilo que nós amamos. Essas coisas controlam a gente. E quando isso controla a gente, a gente não é controlado por Deus. Ou você é controlado por Deus, amando a Deus, ou você é controlado pela criação, adorando, idolatrando a criação. O que é que controla, o que é que motiva o seu coração? O medo muitas vezes paralisa a gente. Não somente isso, mas faz a gente agir de maneira errada. Mas a correção deste amor faz com que nós, ao invés de temer perder, pensando em nós, nós entregamos para Deus, confiando que este Deus está no controle. Ao invés de temor, confiança. E a confiança que Jacó teve é a confiança que nós podemos ter também. Confiança de que Deus está no controle e vai fazer aquilo que deve ser feito. A confiança de Jacó em Deus se mostrou no final. No final, Jacó não simplesmente cede, mas ele cede, dá passos corretos e espera em Deus. Olha só o que ele faz. Ele decide: "Eu vou enviar Benjamim". Mas faço o seguinte: "Mande presentes, devolve o dinheiro, envia em dobro e leva Benjamim. Vamos fazer de tudo para coisa dar certo". Mas no final ele diz: "Que o Senhor Deus todo-poderoso cuide da situação". E é interessante porque ele usa o termo El Shaddai. El Shaddai é isso, o Deus que tem poder. A confiança dele em Deus fez que ele tomasse essa atitude. E a confiança aqui não elimina a nossa ação. Nós agimos de maneira correta, com a confiança. Ela não elimina a ação, mas a confiança purifica a nossa ação. Salmo 37 nos diz assim: "Confia no Senhor e faze o bem. Entrega o teu caminho ao Senhor. Confia nele e o mais ele fará". Nós confiamos em Deus, entregamos a Deus e nós deixamos nas mãos de Deus. E a nossa disposição disposição tem que ser como a de Jacó. Ele diz: "Se eu tiver que ficar sem filhos, eu ficarei. Mas eu faço a vontade de Deus". É nessa hora, nesse momento, que ele entrega o seu coração a Deus. É nesse momento que a idolatria some do seu coração e o que domina Jacó é o amor a Deus e o amor ao próximo. O amor enraizado no nosso amor próprio diz: "Preciso controlar tudo para eu não perder". A confiança baseada no amor a Deus diz: "Eu preciso obedecer e entregar. O resultado é do Senhor". Eu faço o que eu posso, mas eu entrego nas mãos de Deus. E aqui, a grande questão para nós de novo é: Como tem sido suas decisões? Qual tem sido a motivação do seu coração? Reter tudo para você? Controlar para você não perder? Você ser aquele que governa as coisas para não perder aquilo que você ama? Ou é de fato entregar nas mãos de Deus? O que você confia, isso determina como será a sua vida, seus sentimentos e suas ações. Se você confia em você para governar as coisas, você vai viver em temor e medo. Se você confia em Deus, você vai viver em alegria e liberdade. Confia no Senhor, no Todo-Poderoso, no El Shaddai, que é o termo que ele usa. Confia neste Deus e você certamente terá tranquilidade no seu coração. Eu queria terminar esse tempo nosso apenas lembrando aos irmãos de um de um pequeno texto que está lá em Jeremias. É um texto que a gente conhece bem, Jeremias 17, dos versÃculos 5 até o versÃculo 10. É um texto que mostra para nós aonde deve estar a nossa confiança. E Jeremias escreve o seguinte: "Assim diz o Senhor: Maldito aquele que confia no ser humano. Que faz da carne mortal o seu braço. E cujo coração se desvia do Senhor. Porque ele será como um arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem. Pelo contrário, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada inabitável. VersÃculo sete diz: "Bendito aquele que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor". Porque ele é como a árvore plantada junto à s águas, que estende as suas raÃzes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, porque as suas folhas permanecem verdes e no ano da seca não se perturba, nem deixa de dar fruto. Enganoso é o coração mais do que todas as coisas e desesperadamente corrupto. Quem o poderá entender? Eu, o Senhor, sondo o coração. Eu provo os pensamentos para dar a cada um segundo os seus caminhos, segundo o fruto de suas ações. O que Deus espera de nós é amor total, integral a Ele e amor ao próximo como a nós mesmos. Quando fazemos isso, nós nos guardamos dos Ãdolos, cumprindo também o que João falou: "Filhinhos, guardai-vos dos Ãdolos". Quando isso acontece, nós temos a esperança e a alegria que vem do Senhor. Vamos orar? Pai amado, nós somos gratos a Ti porque o Senhor nos trouxe mais uma vez um ensinamento da Tua palavra. Pedimos ao Senhor, Pai, que este confronto que o Senhor faz ao nosso coração, aos nossos amores, à nossa idolatria, não seja um confronto que acabe aqui, mas que nós possamos levar para nossa vida. Dê-nos a graça, Pai, de realmente olhar para dentro de nós e com os corações sendo sondados por ti, que nós compreendamos aquilo que o Senhor deseja. Que nós entreguemos a ti o controle de nossas vidas, que nós entreguemos a ti o controle de tudo aquilo que nós somos, que nós coloquemos no Senhor a razão de nossa existência, a razão de nosso significado, a razão de nossa identidade, que nós encontremos em ti tudo aquilo que nós precisamos. E dessa maneira, que nos livremos de toda idolatria e entreguemos nossa vida ao Senhor. Nós pedimos a ti essas graças, a graça que somente o Senhor pode conceder. E pedimos isso no nome do Senhor Jesus, aquele que nos amou verdadeiramente e já nos deu todas as coisas que nós precisamos. No nome dele nós oramos. Amém. Nos coloquemos de pé. Vamos louvar o nosso Senhor enquanto cantamos, poderemos também adorar com os nossos dÃzimos e as nossas ofertas. >> [música] >> Jesus o >> [música][canto] >> Salvador da sepultura, >> [música] >> mas com poder real ressuscitou. >> [música][canto] >> Da sepultura saiu, com triunfo e glória ressurgiu. >> [música] >> Ressurgiu vencendo a morte e o seu poder, pode agora a todos vida [música] conceder. Ressurgiu, ressurgiu, aleluia, [música] ressurgiu. Tomaram precaução >> [música] >> com o seu [canto] sepulcro, >> [música] [música] [canto] [música] >> Vamos orar, irmãos. Senhor Deus, obrigado pelo ensinamento que acabamos de receber. Obrigado, ó pai, porque sabemos que nada é em vão, tudo tem um propósito e mesmo quando nós passamos por crises e por tribulações, o Senhor nesse processo trata o nosso coração. O Senhor expõe aquilo que nós precisamos corrigir, aquilo que precisa ser alterado diante de nós. E o Senhor nos confronta com a nossa própria idolatria, com aquilo que traz desejos desordenados e com aquilo que faz com que nós amemos mais a nós mesmos do que ao Senhor ou amemos mais as coisas do que o Senhor. Ó Deus, nos ajude para que sejamos mais santos e entendamos que nas experiências da vida o Senhor reina, o Senhor conduz os nossos passos e assim temendo o Senhor nos coloquemos aos teus pés. Nesse mundo de crises, ó Deus, em que tantas coisas são instáveis, nós trazemos a ti os nossos dÃzimos e as nossas ofertas. Isso é o reconhecimento, ó pai, que publicamente nós declaramos. A nossa vida pertence ao Senhor. Mesmo que muitas vezes sejamos inclinados ou tendamos a amar mais a nós, a buscar mais os nossos interesses, quando trazemos os dÃzimos e as ofertas diante do Senhor, deixamos claro que sabemos que há um Deus a quem nós pertencemos. O Senhor de todo o ouro e de toda a prata. Todo o salário, toda a renda que nós conquistamos, na verdade, ó Deus, é uma dádiva das tuas mãos. Tudo é teu, tudo é para o Senhor. Por isso, ó Deus, use esses recursos também para o benefÃcio da tua obra, para o engrandecimento do teu nome e abençoe, ó pai, com o fruto do nosso trabalho abençoe, ó Deus, os projetos, as atividades e as iniciativas que visam promover o teu reino e o teu evangelho nesse lugar. Enfim, ó pai, dá-nos a consciência de que nós devemos ser fiéis ao Senhor, trabalhar para o Senhor, produzir para o Senhor e enxergar a mão do Senhor em tudo que nos acontece. Ainda que ela seja invisÃvel aos nossos olhos, ela é muito real e nós podemos sentir. Por isso, ó Deus, nós te louvamos, te agradecemos e oramos em nome do Senhor Jesus. Recebei a bênção, meus irmãos. Que a maravilhosa graça de Jesus Cristo, nosso único e suficiente Senhor e Salvador, que o eterno amor de Deus, o Pai celestial, que a comunhão, que a habitação do Santo EspÃrito sejam sobre todos vocês e sobre todo o povo de Deus espalhado por toda a face da Terra, hoje e para sempre. Amém. Os irmãos podem se assentar, vamos ouvir o pós-lúdio. >> [música] >> Meus irmãos, recebemos aqui alguns comunicados, mas antes de passarmos aos avisos, é, em relação a programações ao longo da semana, queremos só, é, informar que após o nosso culto, após as nossas despedidas, teremos arroz doce, tá? Então, hoje o cardápio é esse, arroz doce para servirmos aà os irmãos e para usar de pretexto a fim de permanecermos um pouco mais e interagirmos. Também, eu não sei se os avisos, se os comunicados vão aparecer no telão. Irmãos, se não eu tenho aqui. OK. Então, ah, um estudo que vai ser promovido pelos nossos irmãos da UPH, tá? Estudo em Romanos no capÃtulo sete, na quinta-feira à s 19:30, aqui mesmo no endereço da igreja. Então, ah, há quintas-feiras em que os homens da igreja se reúnem para estudar a palavra de Deus, isso é muito bom, muito produtivo, todos estão convidados. Temos uma programação no próximo sábado promovida pelo Gerando Amor, que é um ministério, um departamento, é, criado, recém criado aqui na nossa igreja e que visa ajudar as mães a lidar com as suas crianças pequenas, os bebês e nessa oportunidade virá alguém para falar sobre doenças respiratórias, como, ah, lidar com isso. A doutora Aline Novais, que é otorrinolaringologista, vai estar aqui no próximo sábado, dia 27, portanto, à s 9:00 da manhã. Todas as mamães e conhecidas, ah, ah, de vocês, que vocês quiserem também convidar, por favor, para participar. No mesmo sábado, no próximo sábado, só que no perÃodo da tarde, à s 14:00, haverá uma programação promovida agora pelo IPSA Kids. São as crianças da igreja, os coordenadores, os irmãos que trabalham com o departamento infantil. Eles vão, ah, trabalhar com o tema "Somos diferentes, mas trabalhamos juntos". Então, se você tem filho pequeno, se você gostaria de, eh, promover, eh, esse momento, né, trazer a sua criança para que ela participe desse momento e am, ame mais e conheça mais a palavra do Senhor, a igreja do Senhor, essa é uma boa oportunidade para você trazer as crianças. E também, no dia 28, que aà já é o domingo, ou já estamos falando do domingo, não é isso? Na aula da EBD, exatamente. Então, no domingo, na parte da manhã, na aula da EBD, as crianças ouvirão sobre "Deus fez meninos e meninas e viu que isso era muito bom". Então, É para os pais? Opa! OK. É para os pais, tá? Então, eu vi o desenho de um menininho e uma menininha ali. E aà eu fui induzido a achar que era para crianças, mas é para os pais. Quem vai falar é a nossa irmã Paula, tá? Então, na, na, no próximo domingo, na sala modular, na escola dominical, para os pais das crianças, a nossa irmã Paula trará uma palavra com esse tema "Deus fez meninos e meninas e viu que isso era muito bom", muito apropriado. Tema muito bom e, ah, a EBF, a EBF vai se aproximando, ela vai acontecer entre os dias dois e 5 de julho, sempre das 14 à s 17 horas, aqui também no endereço da nossa igreja. Você tem ali o QR code, a possibilidade de fazer a sua inscrição. Creio que é isso, não é? Algum irmão da EBD quer usar a palavra? Já foi feito isso pela manhã, acredito que não. E temos aqui também um comunicado que vem da SAF, a departamental que é uma atividade que acontece nos lares das irmãs, dia 4 do 7, na casa da irmã Maria Nazaré Gomes. Ela será a anfitriã da programação. Creio que é isso. Ah. Alguém tem mais algum aviso, comunicado? Que Deus abençoe ricamente a vida de vocês, meus irmãos. Aproveitem agora o momento para interagirmos, trocarmos experiências e comermos aà o nosso arroz doce.