🔴AULIVE: DEBATE SÉRIO (PROFESSOR HOC, PONDÉ, JULIANO SPYER, VLADIMIR SAFATLE E PEDRO DÓRIA)
24/06/2026
🔴AULIVE: DEBATE SÉRIO (PROFESSOR HOC, PONDÉ, JULIANO SPYER, VLADIMIR SAFATLE E PEDRO DÓRIA)
pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] >> Fala aí minha gente, bom dia. Tudo bem? Aí. >> [música] >> Agora sim. Bom dia, como é que vocês estão? Excelente dia para nós. Tudo bem com vocês? Tudo bem com vocês? Deixa eu ajeitar esse som aqui, não deixar ele demasiadamente alto. A voz tá bom? Tá bom? O som tá bom? O som tá bom aí para vocês? A iluminação hoje não tá daquele jeito. Por motivos de que eu dependo muito da iluminação natural e tá sem sol, ou seja, lascou-se. Tudo bem com vocês? O som tá bom? >> [limpando a garganta] >> Espero que sim. Deixa eu já abrir nossas Opa! Bom dia, querido Rubens. Como é que você tá? Tudo bem? Espero e desejo que sim, meu querido. Seja muito bem-vindo aqui mais um papo pela manhã, numa quarta-feira de madrugada. Às 8:27 da madrugada. E para quem for assistir depois, não sei que horas tá assistindo, mas espero que não seja tão cedo assim. Tá bom, então tá. Então o som tá bom, não está incomodando ninguém. Vitória dos trabalhadores. Vamos lá, nosso papo de hoje. Sigamos para nossa conversa. E aí hoje tem bastante react para fazer, faz tempo que eu não faço react, react, né? A gente tem feito só reacts de texto, mas a gente vai fazer reacts hoje de vídeo. Então cheio de reacts hoje para fazer, são cinco no mínimo. >> [risadas] >> Como vocês devem ter visto. Afinal, hoje é dia de um Bruno contra cinco calvos. Ah, vocês vão entender inclusive o recorte que nós fizemos da calvície, nós fizemos um recorte de calvície para poder estabelecer um critério objetivo com o qual pudéssemos enfrentar determinadas ideias. Então a gente vai fazer aqui. Deixa eu só compartilhar o link por aí nesse mundo, porque acho que vai ser divertidinho. É, vamos lá. Esse climinha de música chill é, de elevador lo-fi gostosinho para acordar de boa de manhã. Botar o meu café, ponha o café de vocês também e sejam muito bem-vindos à primeira igreja barista do YouTube. Bom dia, querido. Eita, peraí. O Panda Mendes. Gostei do seu nome. Porque pode ser O Panda Mendes ou O Pan da Mendes. O Pan da Mendes. Imagino que seja assim seu nome. Então, tamo aí, meu querido, tamo aí, tamo aí, tamo aí. Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vindo na sua primeira live, espero que não seja tão decepcionante assim, que a gente consiga minimamente atender alguma expectativa, se é que há alguma expectativa, porque também pode ter chegado aqui porque já perdeu todo qualquer tipo de expectativa. É, não tem mais sentido a vida e é por isso que a gente vai conversar. Pergunta do escrito Rubens: "Existe o universal da calvície?" Não. Existe um problema que foi detectado recentemente por um grupo de trabalho ao qual eu faço parte que é a calvície branca. >> [música] >> É especificamente calvície branca. Nós vamos delimitar esse objeto da realidade, explicar o que significa essa calvície branca e vocês vão entender e vão concordar comigo, né? A calvície branca, especificamente a calvície branca, é disso que nós estamos tratando. Diz querido o Panda Mendes. "Sempre acompanha os cortes." Ai, que bom, cara. Tem curtido? Eu tenho eu tenho gostado de fazer uns cortezinhos, né? Coloco vez por outra ali no Instagram. Eu Esse ano eu estou aprendendo a utilizar aquela birosca chamada Instagram. Não é tão bom, mas está melhor do que antes. Está funcionando aparentemente. "Bom dia, querido fazer o what." Fazer o quê? Fazer o what? Que é o ser. Bom dia, meu querido. Tudo bom com você? Espero e desejo que sim. Falando em fazer o what, fazer o what aqui ou fazer o quê? Nosso querido que é o ser. Fazer o what é membro aqui do nosso canalzinho. Ele faz parte da membresia do nosso canal e você pode fazer parte também. Faça parte do nosso canal aqui. Se você é membro, membro, membro, membresia do nosso canal, você tem acesso a conteúdos exclusivos para você e para todas as outras pessoas que também fazem parte da membresia aqui do nosso canalzinho. Seja assistindo os nossos cursos que nós temos disponíveis aqui, como Marx e Religião, Evangélicos e Política no Brasil, como fazer o seu projeto de pesquisa, Filosofia Latino-americana e mais outras coisinhas, além de conteúdos de discussões, né? Reflexões, vídeos exclusivos, a nossa Rádio Criti e Crenti que apenas a membresia tem acesso, que é bem bacana também, o nosso pequeno podcast ali que a gente tem, alguns episódios bem legais. É, especialmente para quem gosta de discutir questões de religião, espiritualidade, algumas reflexões desse tipo. E você ainda pode entrar na nossa membresia do WhatsApp, a primeira igreja barista do WhatsApp que você pode fazer parte mandando um e-mail. Depois que você se virar membro, você manda e-mail para aqui ó, para esse e-mail aqui ó. bruno@reikdal.net E você me fala o seu nickname, né, porque eu preciso verificar quem é você e manda o seu celular e a gente daí consegue colocar você para dentro do nosso é, do nosso grupo do zap. É um grupo exclusivo ali para quem é da membresia. E esse canal aqui é pequenininho, como você pode ter, vocês podem já ter percebido. O que sustenta ele é a membresia. Membresia e uns humanos sensacionais que vez por outra mandam uns pix também para ajudar a pagar conta de luz, transporte vez por outra, a internet para ficar funcionando tudo direitinho. Então fica aqui o convite para quem quiser ser membro, membro a membro e membresia ou se tiver sobrando na meia recaída mandar um pix. Beleza? Meu nome é Bruno Reikdal, doutor em economia política mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formado em teologia e que estou tentando aqui contribuir de alguma maneira com um conteúdo minimamente qualificado no YouTube. Beleza? E hoje a gente vai tentar contribuir discutindo com cinco calvos brancos. Importante. Beleza? E quem viu a thumb já viu quem são os cinco calvos brancos, né? A escalação já está completa. Bom dia, querido Oguiboera. Ogui boera. Bom dia, Ogui. Tudo bem com você? Oguiboera. Espero que esteja aqui sim, meu querido. Bom dia, querido Rafa, Rafa, como é que você está, Rafa? Firmeza? Bom dia, meu bom. Ah, que bom que você está aqui com a gente. Espero que curta do papo hoje. Bom dia, querido Tiago, que diz: "Bom dia a todos os baristas e não baristas da América Latina". Na América Latina, eu li já ali errado, que é América Latina também aí faz parte da nossa lore, né, do, aqui do do canalzinho. O canalzinho tem, já tem muita, muita história para contar e nem tem tanto, tanto tempo de vida assim. Pergunta que eu ia te fazer, o Watch. Brunovski, viu que o Ateu falou que está se aproximando do pensamento do Dussel? Ele me disse, ele me disse, na verdade. Nós estamos convertendo o senhor Pedro Ivo. Ele disse, na verdade ele curtiu bastante o papo, porque o conteúdo do Dussel, querendo ou não, contribui com critérios para o que ele quer propor, propor, né? O Pedro quer escrever lá a ética materialista dele e o Dussel dá um adianto no, nossa. Então ele tá curtindo, tá curtindo. Ele falou que achou o máximo o trabalho, trabalhinho. Fiquei feliz, fiquei satisfeito. Que bom que alguém gostou do meu trabalho, né? Ele leu o meu livrinho lá do fetichismo, a fetichização do, do poder como fundamento da corrupção. Ele leu o meu livrinho, disse que tá massa, que curtiu, falou até que eu escrevo bem e eu achei que naquele texto eu nem mandei tão bem assim, na verdade me arrependo de alguns trechos, mas que bom. Tá ficando legal. Queridos, César Cardoso Matias 2638 ou Cé Sar Cardoso Matias 2638. Não sabia quem era esse Juliano Splier. Procurei no Google e a primeira coisa que eu li, dois pontos, abre aspas, "Crente, {vírgula} um pequeno manual de sobrevivência e o autor diz sobre o livro em questão, abre aspas, não é um livro religioso, fecha aspas". >> [risadas] >> É, aí já começa. Já começa com alguns problemas. Não são poucos, são muitos, especialmente de caráter metodológico, mas como eu sou um defensor de que metodologia é um elemento central para a gente poder discutir, se você, método, né, é caminho. Se você errou o caminho escolhido, meu amigo, o resultado não será bom. Já sabe disso quem usa o Waze. Você usa o Waze, não pega o caminho correto, dá errado. Já, nisso já soube que o cara é mala. Tem esse ponto também, mas eu vou tentar não atribuir qualquer qualidade ao, ao calvo, branco, no caso, Spire, eh, referente à sua capacidade de agir como uma bagagem de viagem. Tentar segurar o máximo essa minha vontade de res, falar a respeito disso. O Gui Boeira, um calvo negro com vitiligo entra no Scott. Eu acho que qualquer resposta que eu der para essa pergunta será problemática. Então, eu prefiro me abster, inclusive pensar se eu deveria ter lido esse comentário. Mas estamos juntos, continue aqui com a gente aqui, o Gui Boeira. Diz que ele faz o watch. Salve ele. Ah, ele tá dando oi pro pessoal. Ei, gente. Já deixa o like, eu sempre esqueço disso, Rubens. Obrigado. Deixe o like, comenta, né? Comenta aqui aleatoriamente no, no chat, no nosso chatinho, chatinho ou chatão. Pode ser o nosso chat, mas nosso chat não, ele é muito gentil, não tem nada de chatão, ele é bem bacana. Esse aqui o, o, faz o comentadinho e também debaixo no vídeo aqui, é importante fazer o comentário que o YouTube depois reproduz pras pessoas, entrega, né? Esse é o algoritmo voragem insaciável. Ah, e tem que compartilhar também, manda pros amigos, pras amigas, pessoal aí. Diz que o Ido faz o watch. O curso Marx e a religião é incrível. O pior que é bom pra caramba mesmo, viu? Aqui no nosso canalzinho, o curso é totalmente excelente. Nove aulas totalmente excelentes. É só pra quem é da membresia. Exclusivo pra você e todas as outras pessoas que também são da membresia do canalzinho, né? Não é só pra você. A vida não gira em torno do seu umbigo. Eu sempre esqueço o que que é PPRT. Minha idade, é aí que a gente sabe que a idade tá chegando. Eu leio PPRT e fica na minha cabeça e eu nunca lembro o que significa esta sigla sem nenhuma vogal. Pode ser um pombo, né? É o som de um pombo. É uma sonoplastia de pombo. Diz querido Ravi Oliva. Como é que você tá, Ravi? Tudo bem, cara? Ô, Ravi Oliva. Ravioliva. Ravioliva parece até um nome francês de um ponta esquerda francês. Ravioliva cruza para o Mbappé, deixa para o Lins, coloca para trás, pronto, aí já era. Relaxe, querido Oquiboira. Foi mal. Uma dúvida sincera me veio à mente. Eu eu acredito na sua sinceridade. Acredito na pureza do coração dos humanos. Não todos, mas alguns sim. Ô, querido Aila, querida Aila, como é que você tá? Tudo bem? Espero e desejo que sim. Seja muito bem-vinda aqui a mais um papo. Que bom estar com a gente de manhã. Querido Juan Gabriel, sempre com seu incrível trocadilho. Bom dia, Bruno Astral. Bom dia, querido Juan Gabriel. Como é que você tá? E diz querido Borduna. Salve, Bruno e chat trevoso. Totalmente trevoso, mas totalmente gentil e educado. Aqui nós prezamos pelo cuidado. Bom dia, querida Joseli. Joseli, como é que você tá? Tudo bem? Espero e desejo que sim. Dá desejo e um bom dia a todos nós. Bom dia, querida Joseli. Seja muito bem-vinda a mais um papo aqui pela manhã. Diz querido Fazer o What. Primo par, primo parta reto torto. Caraca, velho. Você transcendeu. Ah, o Panda explicou. É papo reto. Pode crer. É papo reto. É complicado, velho. Papo reto, tio Bruno. É embaçado. A minha filha tá com seis anos e já começa a trazer umas parada que a gente não sabe o que que é, né? E aí eu fico já me sentindo, tipo, mano, seria aquele adulto correndo atrás da juventude, né? Tentando entender o que os jovens falam, o que eles querem. Eu não vou entender nada disso. Diz querido, César Cardoso Matias, vou comentar para engajar. Te descobri no Instagram, andei vendo umas lives gravadas, estou aqui pela primeira vez numa live. Seja muito bem-vindo, que nós estamos numa live ao vivo, não gravada. Então é live ao vivo, não gravada, seja bem-vindo, querido. Espero que você goste, que não seja tão decepcionante assim e nem frustrante o papo de hoje. Fala querido Gabriel, como é que você tá? Buenas, buenas, Gabriel. Como estás? Querido Gabriel. Bom dia, meu querido, tudo bem? Aí ele diz: "Estou bem. Até faltei aula para estar aqui". Eu não sei se eu devo me sentir culpado ou feliz. Então eu estou aqui numa numa tensão nesse momento, né? Ao meu lado de quem tá produzindo conteúdo fica feliz. O meu lado de quem se sente responsável pela educação formal das pessoas fica preocupado. Mas seja muito bem-vinda. Tu parece um cara muito novo. É, as aparências enganam. É porque eu ainda possuo cabelo. Diferente das pessoas com as quais nós vamos discutir hoje. Que já estão aí desprovidas de folículos capilares. Mas eu engano bem, cara. Eu tenho 36 anos, prestes a completar 37 daqui a dois meses. Então dou uma enganadinha boa, considerável. Aí ele diz: "Essa é a é a última antes das férias. As notas até foram lançadas, então não tem problema". Não tem. Se já foi lançada a nota, se você não vai repetir por falta, seja bem-vindo. Aproveite e parabéns por ser uma estudante exemplar. Parabéns. Nome, Ravi Gandi B. Oliveira. Eu sei, Ravi Oliveira. Eu já lembro do do Ravi Eu já discutimos sobre o seu nome em outro momento, assim como aquele comentário de o que falar sobre filosofia para crianças. E eu te agradeço inclusive por aquela pergunta porque ela foi muito massa, me fez fazer umas reflexões legais. Então te agradeço querido Ravi. Eu também assisti umas lives gravadas antes de isso fazer o watch, eu te assisti uma live ao vivo, para você ver né? Parece que a live grava, gravada funciona. Disse querido Mateus Tirakowski. Comentando aleatoriamente só para engajar. Muito obrigado querido Mateus Tirakowski. Gostei do seu nome, Tirakowski. Gostei dele. Tirakowski, nome bem legal. Bruno, pergunta. Disse Thiago. Minha crise aos 40 começou quando eu tinha 37 anos, fica esperto. Não, eu já estou me preparando. Thiago, eu eu já eu já comentei aqui no canal, eu tenho um plano. Eu tenho um plano. Eu sei que tem a crise da meia idade, então eu tenho um plano. Eu sei que tem a crise da meia idade. Sabendo que eu vou chegar na crise da meia idade, eu estou me preparando para ela. Então, pessoal fala: "Ah Bruno, você precisa cuidar da sua saúde". Verdade. "Você precisa voltar a fazer exercício físico, você está fora de forma". É verdade. "Parou de jogar bola, precisa voltar a jogar bola". É verdade. "Tem que cuidar aí porque depois dos 30 é só ladeira abaixo". É verdade, inclusive tenho que tomar um remédio agora que eu estou com as costas travadas, esqueci. É verdade, tudo é verdade. Porém, eu estou quase nos 40. Eu estou planejando aos 40 entrar de vez na minha crise, perceber que a minha juventude já foi embora e que eu vou tentar recuperar a minha filha já vai estar ali com quase 10 anos, na verdade vai estar com 10 anos, completando 10 anos, já vai estar em uma outra fase da infância dela. Então eu vou ter mais tempo para poder ir para academia, para poder começar a tomar uns bagulhos esquisitos, para começar a tentar secar e voltar aí a uma aparência de juventude dentro da minha crise da meia idade. Mas ela ainda não chegou, ela vai chegar. Então eu estou esperando para ter esses cuidados quando chegar aos 40. É um planejamento. Se você planeja sua crise sabendo que ela existe, talvez você passe melhor por ela. Só vou descobrir depois que eu chegar e só dá para passar uma vez, então, depois eu conto para vocês. Diz aqui o Bordu no "Fazer 40 e entrar no bonde do longo adeus". >> [risadas] >> É, os 40 você começa a se dar conta que você vai viver menos do que você viveu até então, né? Potencialmente. Então, faz parte da vida. Diz aqui o César Cardoso Matias. "Não gosta de andar de bicicleta? É mó legal. Sai para o asfalto, tu e tua bicicletinha. Cabeça viaja. Só tu lutando com os carro para eles não passarem por cima". Aí que tá o problema. Eu gosto de bicicleta. Faz muitos anos que eu não ando de bicicleta, mas eu gosto de bicicleta. Gosto de andar. É legal. Eu era moleque, era o dia inteiro, bike para cima e para baixo. Atualmente, eu moro no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. O que já me dificulta um pouco em certos cuidados e horários. Certo? Então, já tenho que tomar cuidado disso. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto. A minha casa, ela tá num lugar bem alto no meu bairro. Onde eu moro. Qualquer lugar que eu vá, para qualquer direção, eu tenho que descer ladeira. E não é uma ladeirinha. Não é uma ladeirinha. Aquela ladeira que o carro pede as conta para subir. De bike, meu irmão. E aí, digamos que eu vá, para os fundos da minha casa, é uma quebrada que eu tenho um pouco de receio de andar por lá. Bastante receio, especialmente em determinados momentos e horários. Se eu vou para o outro lado e vou descer, eu caio na Estrada de Itapecerica. Que é inviável de eu pensar que dá para andar de bike. Eu serei executado ou eliminado por qualquer opção que eu tente de andar por ali. Então, é carro, é o ônibus, é tudo. Então, é loucura. É loucura, loucura. Estrada de Itapecerica, esquece. Quebrada aqui atrás, esquece. Então, tudo isso dificulta meu apreço pela bicicleta. Teria que ser aquela bicicleta parada, conhecida de academia. O que daí tá planejado pros 40 anos. Mas é isso. Disque da Ayla. Em uma aula de bioquímica aprendemos a fazer o whey protein. Então, bota o bagulho esquisito nisso. A matéria prima é basicamente resíduo industrial. É melhor não tomar o whey protein. E ela lá, whey protein. Eu vou vou evitar. O Guimoira. Apareceu um texto do Falha de Cobertura essa análise de crise. Então, eu sou um um uma pessoa leitora e ouvinte e viciada assíduo em TV Quase desde sempre. Então, é uma forte influência que eu tenho. E o meu minha grande inspiração pra roteiros é o Caíto Mainier que faz o Professor Serginho. Cara, eu gosto demais dele. E eu vejo tudo que ele faz, leio tudo que ele produz, assisto todas as coisas que ele tá de roteirista, tudo. Ele tem toda a ele saca. E aí eu gosto muito, eu gosto muito. Tenho até um pouco de receio de ele achar que eu sou um stalker, mas não É isso. >> [risadas] >> E aí é por isso que aparece aqui esse tipo de conversa às vezes. Disque do Ravi. Eu narrei sua fala pra minha sobrinha porque o YouTube dela bloqueia o que não é kids. Justo e correta, linha correta. Ela entendeu e ainda está interessada no assunto junto com a astronomia. É, eu eu recomendaria a ela a primeiro focar na astronomia. Pode ser que ela consiga um emprego mais fácil e melhor remunerado. Disque da Gisele. >> [risadas] >> Eu que morei em na Vila Madalena sei como funciona essas ladeiras. Lá bike nem pensar. É, não dá. Ladeira é complicado. Disque do César. Tu tá certo. Violência urbana nos limita materialmente. Infelizmente. Violência urbana e ladeira. Ladeira é [ __ ] Disque do Ursalino Alvoradense. Já bebi cinco cafés. Cuidado com a taquicardia e com a necessidade de ir ao banheiro. Já estou discutindo a influência das quatro fases da lua na menstruação da >> [risadas] >> abelha africana. Gostei. Ah, gostei, gostei, gostei. Minha vontade é morar em cidade pequena, cidade pequena é vida. Cresci em cidade pequena. Tiago diz: "Ah, Tiago tá trocando ideia com a Ayla e pedindo receita de whey protein". Ai, vocês aí também, hein? Diz aqui o Tiago: "Meu humor foi totalmente influenciado pelas três vezes que vi todos os episódios de O Último Programa do Mundo". Cara, é muito bom, né? O Forlan é muito bom, cara. Ali, aquele aquele o Último Programa do Mundo é muito bom. Diz aqui o Borduna: "Se até o Mamilos em Delírio Brasília teve inspiração no TV Quase, Bruno está safe". Ah, tranquilo. Gente, eu volto num segundo, eu vou pegar o remédio que eu esqueci de tomar de verdade, eu preciso tomar ele. É, questão de menos de 20 segundos. Ah, eu volto num minuto e a gente já volta direto para ver o primeiro react com o Professor Rock, querido Professor Rock. Rapidinho, rapidinho, rapidinho. Deixar a musiquinha rolando para vocês aqui, peraí. Uma outra musiquinha, mais fofinha. Não, não sei se vai ser mais fofinha. Mais outra música. Ah, não sei se tá rolando, deve tá. Volto num instante. Pronto. Cá estamos. Vantagens das casas pequenas, né? Calma aí, calma aí. Live da portaria chegou. >> [risadas] >> Ai, eu chego aqui já tem umas piadoca boa. Por que que o áudio não tá saindo para mim? Que coisa estranha. Vocês estão ouvindo a musiquinha? Para mim aqui ela travou. Tô achando esquisito. Aí foi. Pronto. Agora sim. Hã. Diz que eu dou. Rubens, usando drogas ao vivo. Não. Eu já engoli a o comprimido que tava aqui atrás. Já peguei. Puf, plá, dale. Então vocês nem viram. Pergunta que eu ia te fazer, eu acho. Professor Rock dá aulas de guitarra? Não. Infelizmente não. Seria melhor. Diz que é do Bruno. Tomar remédio já é simulação dos 40 anos. Bruno já se adiantou na realidade. Sempre, sempre. Ainda mais com a hipocondria com diagnosticado que eu sou. Melhor ainda. Então tá tudo certo. >> [risadas] >> Diz que é do César. Leiam o livro do fulano. Você não merece ser feliz, como conseguir me suicidar. É muito bom. Esse livro é muito bom. Esse livro é maravilhoso. E eu ganhei agora esse fim de semana, que tá me me deixou muito feliz, eu estou devorando o Como é que é o nome? Ah. O guia, o guia da Copa do Fala de Cobertura. Meu irmão, que que livro maravilhoso. Que coisa genial. Que coisa genial. Nossa, estou me divertindo horrores. Bom dia, querido Guilherme. Como é que você tá? Tudo bem? Espero que sim. Tchuru. >> [risadas] >> Bom, vamos lá. Deixa eu separar aqui os nossos primeiros nosso primeiro nosso primeiro react. Deixa eu já pegar. E é o seguinte, por que que nós selecionamos, importante fazer esse recorte, ah, cinco calvos, né? Importante isso. Primeiro porque em uma determinada atividade do trabalho, né, como é, equipe de trabalho, que trabalha comigo, nós começamos a fazer uma avaliação sobre os, ei, caraca, por que que deslogou meu YouTube? Nós começamos a fazer uma avaliação sobre alguns conteúdos estranhos que nós encontramos na internet e também cursos formais, né? E daí a gente percebeu que tinha um elemento em comum em, entre vários deles, o fato de serem calvos, brancos. E isso chamou atenção. Então começamos a considerar possibilidade de isso ser uma variável, né? Para entender ideias esquisitas. Coisas um pouco complicadas, no mínimo, para dizer o mínimo. E começamos a reunir esses calvos brancos. E aí foram surgindo listas de calvices brancas. E dessas listas eu selecionei cinco, cinco calvos brancos. Porque a calvice branca ela afeta consideravelmente pessoas que falam bastante na internet. E não necessariamente coisas adequadas e não necessariamente coisas proveitosas. Então a gente precisou fazer essa essa seleção e esse tipo de discussão. E aí, por sugestão de um dos colegas de trabalho, uma pessoa que eu tenho profundo apreço e carinho, falou: "Você tinha que levar isso para o seu canal". E eu falei: "É verdade". É verdade. E aí eu falei: "Vou levar um Bruno versus cinco calvos brancos". A gente enfrentar calvice branca. E aí eu selecionei cinco caras, cinco dessa, dessa lista de calvos brancos que nós fizemos, eu selecionei cinco. E desses cinco, por que que eu selecionei eles? Primeiro, porque eles têm muito mais seguidores do que eu. Então, né? Eles têm mais influência no debate que público que eu. Talvez eles tenham mais prestígio do que eu. Eles têm bastante coisa mais do que eu. Alguns rivalizam na questão acadêmica, de formação, outros têm um pouco mais, outros um pouco menos. E o grande ponto é: o que que eu tenho, com certeza, de diferencial em relação a todos eles? Se eu não tenho mais seguidores, se eu não tenho mais influência, se eu não tenho mais nada disso. Cabelo. Nisso eu ganho. Já é um ponto a meu favor e vou utilizar isso como meu recurso de autoridade para poder fazer uma primeira discussão com esses calvos brancos. Mas a calvície branca, ela não é pelo fato da pessoa ser calva, tá? Não é pelo fato da pessoa ser calva. Há essa combinação entre calvos de calvície mais brancura, mas não é o fato de ser calvo, nem o fato de ser só branco. É o fato de combinar ambos os elementos. E de algo em combinar esses elementos, falar groselha. E não é pouca groselha, é bastante groselha. E aí é uma groselha que é reproduzida assim, reproduzida em muitos espaços, né? E aí me parece, me parece, que nessa reprodução aleatória em outros espaços, muito se dá pela autoridade que esses caras parecem ter. Uns têm autoridade acadêmica, outros têm autoridade não só acadêmica mesmo. E os outros são porque devem passar alguma credibilidade ao fato de serem calvos e brancos. Não existe outra explicação. E aí a gente vai discutir um pouco isso hoje com potenciais cinco reacts e eu não vou poder me enrolar muito, né? Que são cinco reacts, é react para dedéu. Considerar esses reacts. Aí eles eu pegar o primeiro, vou começar pelo mais divertido e mais insalubre ao mesmo tempo. Que é o nosso querido Professor Roque. Vamos começar aqui com o primeiro calvo branco selecionado. Professor Roque. Um cara diferenciado. Falando em Professor Roque, um cara diferenciado. Aqui no nosso, pra quem é da minha braseira do canal, a gente tem algumas músicas exclusivas pra minha braseira do canal. Música eu mesmo produzi musiquinhas. E nessa produção de musiquinhas, músicas interessantes, a gente disponibiliza pro pessoal do canal. Porque eu tenho um, um hobby que é ser músico totalmente amador e de fazer músicas de humor, aproveitando a existência da IA. Então tem bastante coisinha pra gente falar. Deixa eu pegar aqui o Professor Roque. A gente tem uma musiquinha em homenagem ao querido Professor Roque, mas é só pra quem é da minha braseira e conhece a nossa lore. Caraca, tem um monte de mensagem que eu não vi. Bom dia, querido Kleber Lauer. Tudo bem com você? Espero, desejo que sim. Kleber Lauer, que normalmente está em situação de CLT. Espero aí que esteja tudo bem no escritório. Diz o Guilherme: "Fonte inesgotável de conteúdo". É, inesgotável. E diz o querido Felipe. Felipe Souza, primeira pessoa beatificada em vida, santificada aqui no nosso canalzinho do Barista. Daqui, ó. Bom dia, baristas e cabeludos. E pra quem não for cabeludo, tudo bem. Tudo bem, porque a gente vai entender melhor ainda o que que significa calvície branca. Não é o que vocês estão pensando. Economia política cabeluda. Exatamente. Tem história cabeluda, tem economia política cabeluda, cabeludo cabeludo. E olha, tem um, detalhe interessante, porque história cabeluda, o moço é calvo e branco. Devemos nos preocupar? Diz o querido Ravi: "Cabeleira latino-americana". Ah, sim. Latino-americanos com seus com seus pelos. Aí pelo, si lo hay. Groselha hegemônica, exatamente. Hegemonizada pela calvície. Diz que o Gustavo: "Bom dia baristas, vindo do passado, ouvindo em três vezes até chegar ao presente". Quer dizer, eu já falo rápido, em três vezes, meu irmão, vai ser loucura isso aí. Uma groselha com ar pseudo cult, totalmente, totalmente Felipe. Totalmente. Diz que o Rubens: "Começou pelo falso calvo". Ele não é falso calvo, tá? Eu vou dizer, ele é falso careca, porque ele raspa o cabelo. Mas se você observar quando o cabelo começa a crescer, aqui, ó, já foi ocupado pelo exército da calvície. A ausência de folículos capilares já tá presente aqui dos dois lados. É, pode olhar. Capitão Otã, exatamente. Cadê a piada do Rock? Calma que ela vai chegar, ela vai chegar, ela vai chegar. Vai chegar assim que a gente começar. Na verdade, acabei de descobrir que vai até quatro vezes a velocidade do YouTube. Caraca, imagina como rápido fica a minha voz, meu irmão. Cosplay de calvo. Ele ele não é um falso calvo, tá? Ele é um falso careca. Mas ele é calvo. Sustento aqui a minha posição. Bom dia camaradas, bom dia querido psi Lourenço Serpa. Psi Lourenço Lincho Serpa. Bom dia querido, tudo bom? Como é que você tá? Mas vamos lá, vamos para o nosso querido professor Rock, professor Rock, que é uma pessoa que atua como testa de ferro do imperialismo, uma testa que começa acima da sobrancelha e termina na nuca, né? Nós vamos ver ele trabalhando arduamente como testa de ferro do do imperialismo. Uma testa que começa acima da sobrancelha e termina na nuca. Vamos vê-lo numa entrevista excelente que ele dá para uma senhora é bolsonarista, eu não sei o nome e aí a gente vai ouvir essa essa entrevista, ela é maravilhosa, gente. Eu não sei como a gente não tinha visto essa entrevista antes, é a melhor entrevista que eu vi do Rock na minha vida que eu falo é, eu achava que ele era complicado, mas ele conseguiu se superar. Vamos lá, deixa eu colocar uma entrevista maravilhosa do professor Rock vamos nos divertir com a calvície branca, então o primeiro calvo branco aqui para o nosso debate professor gente, isso aqui é ouro, deixa eu ver se está aqui certinho aí isso aqui é ouro, isso aqui é maravilhoso isso aqui é um uma obra de arte é inexplicável, eu não sei nem explicar para vocês essa experiência que nós teremos nesse momento deixa eu ver se eu consigo fazer assim, ó não, não faz, ah, que saco mas tudo bem, vamos lá é, ouvir o nosso querido professor Rock numa entrevista com a, ah, tá o nome dela aqui, Leda Nagle Leda Nagle, que é uma senhora >> [limpando a garganta] >> eu não conhecia ela mas eu já achei incrível é, porque ela é uma senhora que tem uma voz diferenciada, ela tem uma voz diferenciada, é aquela voz de robô fumante então, eu acho que você deveria falar alguma coisa, Rock, é muito interessante assim, é muito interessante, muito interessante. O que que você pensa sobre isso? >> [risadas] >> Muito bom diz a ela, pelo título já me assusta, não, calma, calma, calma o título não é nada, o título não é nada, você, ah, eu fiquei surpreso diz que ainda, bom dia, Jeferson como é que você tá? Tudo bom? >> [risadas] >> Diz Jéssica, "Rock sempre se supera na linha do absurdo dito". Ah, ele ele não pode ver o impossível que ele vai lá e realiza. Vamos lá. Não pode ver uma loucura que ele vai lá e comete. Mas vamos ouvir, vamos ouvir, vale a pena. Senhora Leda Nagle, por favor, com todo respeito, inicie vossa entrevista com nosso querido professor Rock. >> Quantos anos você tem? 46. Que que você acha que vai acontecer com essa guerra e com essa guerra e com o mundo? >> Eu acho >> 46 e você queria salvar o mundo quando foi pra um ano. Você não salvou o mundo com 46, tá no no enfrentando agora um momento dramático. >> Eu acho que nós vamos ter uma terceira guerra mundial. >> Pronto. Essa entrevista já começa boa. Eu acho que ela é de de uns três anos atrás, tá? Já começa boa, já começa maravilhoso isso aqui. >> [risadas] >> Isso aqui é maravilhoso, isso aqui é maravilhoso. Que que você acha que vai acontecer com esta guerra ou com o mundo? É, com esta guerra e com o mundo. Eu acho que vai ter uma terceira guerra mundial. Não é que ele acha, ele torce por uma terceira guerra mundial, né? Ele é um propagandista de uma potencial terceira guerra mundial há muito tempo. A gente tem uma playlist aqui e alguns conteúdos reagindo ao professor Rock com inesgotáveis exemplos disso. Ele fica esperando e torcendo, né? Ele na verdade é um um desejoso da terceira guerra mundial, ele tem um fetiche com a terceira guerra mundial. E [roncando] toma isso como seu grande tema, né? Discutir que olha, vai ter guerra, hein? Olha, vai ter guerra, hein? Olha, vai ter guerra, hein? Terceira guerra mundial, hein? Olha, vai ter guerra. Mas aí a gente já tá acostumado. Eu acho que não é nada novo pra quem já ouviu o nosso querido professor Rock, propagandista do imperialismo, né? E vai ter guerra, vai ter guerra, vai ter guerra, que parece que é uma necessidade histórica, né? Não tem como, é inevitável. E aí todo dia a gente vê que tem decisões explícitas por opção de políticos, especialmente nos Estados Unidos, de forçar uma guerra desnecessária. Desnecessária. Todo mundo olha e fala: "Gente, ninguém quer. Por que que esses caras ficam enchendo o saco, né?" Ninguém quer guerra. E o cara fica lá pentelhando e fica espizinhando. E sequestra presidente e ataca bomba e não sei quê e faz não sei o quê. E desnecessariamente, sem qualquer necessidade. Ou seja, eh aí ele na cabeça do maluco é é necessário. Mas a gente já percebeu que não é, né? A gente já percebeu que não que não é. Que não é. Mas ele vai lá. É o insano da Terceira Guerra. Ele ele ele gosta muito da ideia de que ele tá jogando War, né? Ele tá ali num trabalho de War. Mas ele é calvo, né? Ele é calvo, ele é é o falso careca, mas ele é calvo. Veja, não sei se dá pra ver na definição aqui do da da imagem. Mas ó, são fortes entradas aqui, ó. A testa começa acima da sobrancelha e termina na nuca, mas tem fortes entradas Mas vamos lá. >> Não por causa desse episódio, acho que esse é um caminho inevitável pra humanidade. A história se repete. Eh nós estamos caminhando a passos largos pra uma decomposição total. Eh tem um filósofo que eu gosto muito, que ele explica que avanços conquistados na ciência raramente a gente retrocede. Avanços conquistados no social a qualquer momento podem ser perdidos. Então, acabamos com a escravidão? Será que a gente acabou mesmo? >> Será? Será que a gente acabou mesmo? Quem acabamos? Continuam trabalhos escravos por aí que o pessoal resolveu chamar de trabalhos análogos à escravidão. Ou outras formas de expropriação do trabalho sob novas relações liberais. Mas dito isso, dito isso, o Rock se você viu que ele não falou o nome do cara, né? Ele não falou o nome de quem seria o filósofo que teria dito isso. Que é um recurso muito comum para quem ou gosta de uma frase, de um chavão e solta, solta, eu gosto do chavão e solta, ou quem quer esconder a fonte. Eu não sei qual é das duas opções. Se ele gosta da frase, simplesmente, e aí ele só gosta da frase, não gosta do conteúdo geral do autor, ou se ele gosta do conteúdo geral do autor e soltou a frase. Mas o conteúdo geral do autor é um tal de John Gray. Conservador britânico, denominado filósofo, mas há questões de chamá-lo de filósofo, mas o John Gray, que é um cara com uma trajetória completamente esquisita, completamente esquisita, conservador britânico e que se apresenta como alguém cético, alguém ali que só observa os movimentos, né? Alguém ali quase neutro, porque ele só observa os movimentos e aí ele percebeu que a qualquer momento os direitos sociais ou as conquistas sociais podem ser, podem retroceder, a qualquer momento, a qualquer momento. E aí nessa instabilidade, ele apela por um tipo de conservadorismo completamente irresponsável, mas tudo bem. Sigamos mais um pouquinho, só para quem se interessar a saber quem é John Gray. >> Eh, aca- a conquistamos a liberdade do indivíduo? Será que a gente conquistou mesmo? Acabamos com a barbárie? Decapitar pessoas, será que a gente acabou com isso mesmo? >> Não. >> Então, assim, >> É, não, a a a a letra já diz se não, porque será que a gente acabou? Não. Quem será que continua praticando a barbárie, né? Quem continua explodindo coisa maluca aí, país dos outros, invadindo os outros, acabando com a vida de famílias e crianças em territórios, né? Distante do seu próprio. Quem será que faz isso? Quem que tá apelando pela barbárie? Quem será o país que faz isso? Parece que é um país gringo que ele gosta bastante. não sei se vocês já perceberam isso, mas tem aí algo no caminho. Quem será, Rock, que incentiva isso, esse tipo de barbárie e é contra qualquer organização civilizacional mínima? >> Sim, ah, as conquistas e avanços civilizatórios, elas não são garantidas, elas podem a qualquer momento retroceder muito. E me parece que nós temos muitas tendências muito fortes para esse retrocesso. E e na política internacional, na geopolítica, é, você não tem essa transição de forças pacificamente. Ela é sempre feita através de confrontos, grandes choques. Então, a China querer ocupar a posição de domínio do mundo, isso não é feito com uma troca dos Estados Unidos virando: "Por favor, China, sente na cadeira". E a China: "Obrigado". Isso vai ser feito com um choque entre essas duas forças. >> [roncando] >> Rapidinho, rapidinho, rapidinho. Na cabeça do Rock é um grande jogo de War e que necessariamente tudo vai ser decidido na pancada, no choque, na força, na guerra. Que que se esconde por trás disso? A legitimação e justificação de quem tomar a atitude bélica, né, de quem for fazer iniciativa da guerra. Se você observar todos os discursos, todos os documentos, as ações que têm sido feitas, por exemplo, a partir da China, eh, em relação aos seus outros países, como é as suas relações internacionais, elas são via negócio, acordos, sem qualquer histórico ou tentativa de guerra ou de conflito, zero, zero, zero, zero, zero. E quem busca o conflito é quem tá perdendo sua hegemonia dentro do sistema global que ele mesmo criou, que é os Estados Unidos. Então quando ele fala que necessariamente toda transição é por conflito, em última instância o que ele tá fazendo é querendo justificar que o poder hegemonizado, o poder do império tem o direito de >> [roncando] >> conflitar, de buscar a guerra, de invadir, de tentar manter sua posição. Do ponto de vista bélico, ele tem esse direito, porque é assim que funciona na história. Enquanto a gente vê uma organização do chamado Sul Global, que tenta a todo momento mediar sem o conflito. Tá todo mundo tentando fazer sem conflito. E quando ele fala que necessariamente qualquer transição é por conflito, na história, ele impõe uma necessidade histórica nesse processo, ele tá impondo ou justificando ou legitimando qualquer ação imperialista. Você você você percebe a argumentação? Ah não, é sempre teve guerra e sempre tem guerra, sempre tem guerra. Já que tem guerra, quem puxar a guerra aí está simplesmente seguindo o curso da história. Ele tá passando um panaceu para qualquer coisa que for feita do ponto de vista do império. É só isso. Então toda a hora que um Trump da vida ou qualquer outro for caçar assunto em outro território, o que ele tá fazendo é: beleza, é simplesmente a história acontecendo, é sempre nesse tipo de guerra que que vai se desenvolver. Mas não é. E o ponto é esse, não é. Não é uma necessidade histórica. E nem é isso que se tem proposto quando a gente olha o que a China tem feito, o que outros países tem feito. Nessa coordenação. Essa argumentação de naturalização da guerra, de naturalização da necessidade histórica do conflito nas transições ou hipotéticas transições de impérios, né? Que é uma teoria aí bem hegemonizada em alguns alguns centros de estudos de relações internacionais. Ele fala: na geopolítica é na guerra mesmo. Então ele legitima a ação dos Estados Unidos, qualquer ela que seja feita, em ataque contra outros países. Só isso. É um discurso para legitimar a ação do império. E aí a gente não pode ser ingênuo. Beleza? Deixa eu dar uma olhadinha rápida aqui. Parará. Exato, exato, exato, exato, exato. Pergunta aqui o Rubens: "Quem que mudou o nome de Ministério da Defesa para Ministério da Guerra, né?" Pois é. Olha aqui interessante. Eu acho que Hum. Foi um país aí, né? Diz querido Ravi: "Por que sofrer com a possível perda de direitos se podemos revogar tudo de uma vez?" Conservador mais fraco. >> [risadas] >> É um é uma consequência lógica bem improvável do tal do John Gray e aqui do nosso querido Rock, né? Aliás, John Gray é um nome curioso. Parece um personagem inventado para fics de soft porn para idosas. Diz querido Gustavo: "Essa conversa devia ter como trilha de fundo a música da Madonna, La Isla Bonita." Justo. Você tem um ponto. >> [risadas] >> O papo que rola na é a terceira guerra, será? O papo que rola na internet, é, será? Será? Diz querido Miguel: "China é ganha ganha." Exato, é. Organização ali, pá. Diz Gabriel: "Hegelianismo mais fraco." É pior, né? Porque ainda é um hegelianismo chulo, né? Chulo, chulo. E nem Ah, apesar de o o Hegel o justifica, né? O espírito vai passando pelos povos que encarnam esse espírito, que vão dominar os outros e o fato de dominar eles demonstram que estão são melhores ou que estão carregando a história. Mas aqui é pior ainda, né? Porque não tem nem essa ideia de carregar a história. É uma ideia ao contrário, de acabar com a história. Ele tá torcendo para a terceira guerra mundial. Maluco. Diz a Ela: "Tirando uns doidos que tentam justificar as atrocidades do time favorito e outros que acham que a guerra é Call of Duty, o mundo não quer escalonar conflito desse. Ninguém quer. Ninguém se interessa por isso no geral." Tem uma entrevista, não lembro de quem foi. Mas foi o Boff. Leonardo Boff, ele tava conversando com um dos líderes, tava na ONU, num determinada atividade lá, conversando com um dos líderes na transição, da dissolução, na verdade, da União Soviética. E eu não lembro qual deles disse pro Boff assim: "Todo dia eu tenho que ouvir um maluco dizendo que a gente deveria, eh, atacar de uma vez o império. Assim como todo dia no império tem algum maluco soprando no ouvido do outro que ele tem que tacar bomba em tudo que é canto que é canto". Aí é uma opção se você vai fazer isso ou não, né? Não existe nenhum momento uma necessidade histórica. Mas sigamos para necessidade histórica. Professor Roque e suas mirabolâncias. >> E hum, eh, assim, na carona junto disso tão vindo outros problemas menores, que já não são tão menores, que é, tipo, guerra, a Rússia invadindo a Ucrânia, que é o Irã, o Hamas, as organizações terroristas de volta, que vai ser a Coreia do Norte. >> De volta? Ah, o, ai, eu tenho raiva disso. Antes de ouvir falar Coreia do Norte, né? >> [suspirando] >> A guerra na Ucrânia ela aconteceu por os, por, por inevitabilidade histórica. Não foi porque a OTAN enfiou um monte de, de, de base quebrando todos os acordos feitos na dissolução da União Soviética. Não foi, né? Não foi não. Não foi, não foi. Primeiro ponto. Segundo, o Irã, o Irã tava parado. Não sei se vocês viram assim, tava parado. Ele tava jogando parado. Quem foi atacar? Ele tava, tava de boa, nem, tava sossegado. Aí ele fala: "Os organizações terroristas que voltaram". Como assim que voltaram? ISIS, Al-Qaeda, não sei o quê, tudo, quem que financiou esses grupos terroristas? Quem que armou? E quem que insuflou pra que eles dessem golpes ou tentativas de golpes nos seus territórios? Os Estados Unidos. Aí eles dizem o bicho, constroem o monstro, o monstro vem morde a bunda deles, aí agora fica, é, esses grupos terroristas voltaram, eles nunca foram embora. Eles foram criados por um determinado território, por um determinado país e seus interesses, e segue o jogo e o fluxo. E ele ainda mete um Coreia do Norte que também tá parada, ela não tá fazendo nada, só vai os cara lá pentelhar o coitado. Ai ai ai. É complicado esse homem. >> Daqui a pouco que vai ser a Venezuela brincando com a Guiana. >> É, você vê, a Venezuela invadiu a Guiana, né? Não, quem será que invadiu e sequestrou um presidente na Venezuela? A Coreia do Norte fez alguma coisa? Coreia Popular? Não fez nada também. Quem que fica lá enchi enchendo os pacová? Ah, meu Deus do céu. >> Entendeu? Assim, é, é todas essas coisas, elas vão ganhando uma força, um corpo. E eu acho que vai chegar uma hora de um ápice. >> Isso, e aí nesse ápice a gente vai ter uma terceira guerra mundial. Quando perguntaram pro Einstein como é que vai ser a terceira guerra mundial, ele respondeu que ele não sabia, ele só sabia que a quarta guerra mundial seria travada com paus e pedras. >> Vocês já perceberam que esses cara do incentivo da terceira guerra mundial sempre tem essa pseudo frase do Einstein, né? Sempre mete essa. Como o Einstein disse. E aí parece que eles tão então num fluxo de racionalidade completamente interessante, porque aí você usa uma figura de autoridade e parece que você não tá torcendo pela guerra, né? Você fala. Mas eu acho que tá. E dito isso, vocês perceberam qual que é a origem da terceira guerra mundial, na hipotética terceira guerra mundial na cabeça de ovo desse moço, né? Ah. A origem é, esses países Irã, Venezuela, Coreia Popular, não sei quem, esses grupos que ele denomina hoje em dia como eixo do mal, China, né? Eixo do mal, que ele inventou esse eixo do mal, reproduz essas coisas. Esses grupos que que já denominou como o eixo do mal. Eles estão se articulando para forçar uma terceira guerra. Essa é a história que ele tá contando. E aí, se um país imperialista, como os Estados Unidos, entra para atacar a qualquer momento um desses países, é para ou evitar essa terceira guerra, ou porque foi inevitável. Todo mundo forçou, ó, tá todo mundo forçando aí para ele guerrear. Ai, ai, ai. Complicado, hein? Eles estavam de boa lá, eles não estavam intervindo na vida dos outros territórios, dos outros países. Não, eles jamais fizeram isso na história. Foram os outros que começaram aí a querer brincar com fogo. É uma insanidade, é uma insanidade, mas essa É assim que você conta uma mentira com ar de autoridade, sendo calvo, branco e usando terno, né, e falando com calma. Aí vem alguém que não é calvo, no caso eu sou branco, mas não sou calvo, não uso terno, nem tenho, e não consigo falar com essa se preparação de discurso aí. Eu sou mais choque de cultura. Então é complicado esse moço. É umas história que é complicado. Usaríamos quem? Ah, não, vocês estão ouvindo e não tão vendo. Perdão, perdão, vou ter que voltar. Ô, Diacho. >> Ou seja, a terceira vai destruir tudo, a gente vai voltar destravada com paus e pedras. Ou seja, a terceira vai destruir tudo, a gente vai voltar para a idade da pedra. E acho que essa é uma referência, esse é o grande temor, né? Como que seria uma terceira guerra mundial na era nuclear? Usaríamos bombas atômicas? Se usar acabou o mundo. >> Usaríamos quem? Quem usaríamos bombas atômicas? Quem é o sujeito que usaria bomba atômica? Quem é esse nós oculto aí? Brasil? Não tem. Inclusive é contra, né? Constitucionalmente. Quem que é? Usaríamos. Fica aqui você, você pode escrever no seu caderninho, escrever no chatim, no nosso chatim aqui do lado, escrever no nosso chatim. Você pode colocar lá: Quem será que é esse nós oculto que usaríamos bombas atômicas? Aí você coloca o nome que vem na sua cabeça. Quem será? E interessante, o nós, né? Esse nós presente é curioso. É no mínimo curioso. >> É, se não usar, vai ser bastante destrutivo e o receio é: Quem vai ganhar? Quem vai sobreviver? Se o mundo ocidental e o mundo livre e as democracias não tem clareza de qual é o lado que elas tem que estar, elas flertam com as ideologias dependendo do que tá acontecendo, meio o ápice dessa história, por exemplo, é imaginar um Trump flertando com Putin. Sim, inconcebível. Um americano elogiar o Putin, um inimigo de décadas, um rival, o maior rival que os Estados Unidos teve na sua história de existência, e flertar e achar ele, tipo, que ele não é o errado, isso é um sinal assim de que as democracias não tem a clareza e a estrutura e a solidez para lidar com o inimigo que eles vão, que nós vamos lidar daqui a pouco. >> Ah, tá aí o nós, tá aí o nós, né? É o analista político formado em Rambo 007. Basicamente é isso. Foi formado em que esse analista político, né? Ele foi formado em Rambo 007, né? O inimigo histórico a Rússia, não a União Soviética, né? Porque é diferente uma coisa da outra. O inimigo histórico a Rússia e nós, o mundo ocidental livre e democracia e democrático, né? O mundo ocidental livre e democrático, nós do mundo ocidental livre e democrático, contra esses perigosos russos e esses e esse Putin, né? É pá. Percebe? Aquilo Ai, eu acho que eu fico com raiva e tenho que respirar. Nosso querido testa de ferro do imperialismo, a testa começa acima da sobrancelha e termina na nuca, ele só tá reproduzindo uma ideologia fajuta, de um hipotético mundo ocidental puro, simples, de uma civilização boa, que traz iluminação ao mundo, contra todos os riscos dela. Esse mundo ocidental, ele é basicamente Estados Unidos e um pedacinho da Europa e ponto. Que seria livre, que seria democrático, que seria bom, belo, justo. E tudo aquilo que for crítico ao mundo organizado a partir desse centro é perigoso, é inimigo, é rival, tem que ser eliminado. E aí ele traz aqui um bastião moral, né? Porque ele fala: "Imagina, até o Trump aí elogiando o Putin, este russo do mal". Eu Foi isso que ele disse, né? "Este russo do mal, esta esse inimigo que nós devemos devemos combater". Isso é insanidade. Até as democracias estão perdidas, porque elas estão flertando com esse mal. Porque a gente já sabe quem é o nós aqui. O nós é o Rambo 007. Ele foi formado em filmes eh dos anos 70, e 80 e praticamente é isso. Então é >> [suspirando] >> É complicado, né? É complicado, no mínimo complicado. Mas vamos lá. Vamos lá porque dá para piorar, porque a gente não chegou na parte mais legal dessa entrevista, porque essa aqui é a parte que a gente já está acostumado o Rock falar. Aí já já a gente chega na parte mais legal. Tem uma parte muito boa. Muito boa mesmo. >> E isso, assim, obviamente me preocupa, mas é inevitável, assim, esse é o processo da humanidade, né? Então É, eu não sou tão otimista com o futuro, mas é para, é necessário para o aprendizado. Infelizmente a gente não conseguiu aprender de outro jeito. Não vai dar certo. O mundo não vai dar certo. E não está longe disso. Você acha que isso é o quê? >> O mundo não vai dar certo e não vai, não está longe disso. E aí a gente pergunta: "Minha senhora, onde a senhora está? A senhora está em Marte? A senhora está no reino dos céus?" Não, a senhora está no mundo. A gente poderia perguntar isso para o Rock também: "Você está onde, meu querido? Em que planeta você está?" É nesse. Então não adianta você fazer uma análise com essa torcida pela guerra e achar que, não, que nós estamos, né, simplesmente fazendo uma análise do mundo e esquecer de se colocar nesse mundo. Como sujeito. Falar: "Então, qualquer decisão desses animais, a gente se lasca". Pô, eu me lasco junto, né? Parece que eles estão conversando sobre uma qualquer outra coisa, né? Parece, parece que eles estão falando sobre o jogo que vai ter hoje Brasil e Escócia. Parece que eles estão discutindo ontem por que que a Colômbia não conseguia furar ali a, a o bloco que Congo montou na frente da área. Parece que é isso. Parece que é uma coisa extremamente banal e eles estão simplesmente falando sobre a eliminação do planeta. Falar: "É, não vai dar certo, não vai dar certo". É, não vai, lógico que não. Oh, meu Deus do céu. >> [risadas] >> Exatamente essa pergunta é muito boa. Fazer um monte de pergunta. Só que a terceira guerra mundial que vai acabar é, que a, vai acabar com tudo, que vai ensinar a humanidade. Exatamente, a gente está aprendendo, né? A gente está a, aprendendo aí com a humanidade. E aí ao aprender com a humanidade, a gente, com a guerra ensina a gente, depois que a gente tiver todo mundo morto, a gente vai falar: "Aprendemos". Ai, que gênio. A gente é burra. Aí ela diz: "Faço parte de duas minorias, me lasco duas vezes". Não, me, hum. Dá para potencializar, é mais do que duas, infelizmente. Mas essa, se essa galera não se dá conta disso, ela, e, ai, meu Deus do céu, imagina, então estamos lascados, meu. Vamos lá. >> Que é, acho que é de 5 a 10 anos. >> 5 a 10 anos, eu acho que o con, >> Estamos quase chegando lá, hein? 5 a 10 anos, uma média de 5 a 10 anos tem uma terceira guerra mundial aí. Uma média aí de 5 a 10 anos, isso foi em 2022, eu acho, não sei, 2023 essa entrevista, não sei que data que foi, mas uma média aí. Daqui a 5, 10 anos, mãe Diná tá acertando aqui, futurologia, bora lá. >> pronto da China por Taiwan é de 5 a 10 anos. E esse é o grande estopim de uma guerra. Óbvio que isso pode acontecer em um ano, alguma coisa maluca, as coisas assim. >> Sim. >> Até tem um outro cenário que eu costumo falar é que de repente a guerra não é entre Estados Unidos e China, mas é entre a inte, >> Calma, agora é o momento, eu quero que vocês prestem atenção no que vai acontecer. Meus queridos, prestem atenção. E, de verdade, se você tava aí viajando, trabalhando ao mesmo tempo, você vai segurar um segundo e vai falar: "Mas pode ser que aconteça qualquer outra coisa". Pode ser que nem tenha uma terceira guerra mundial. Agora, o Rock, que foi formado na análise política, em 007 e Rambo, vai mostrar que não, ele não é só 007 e Rambo. Ele tem ali uma gama maior de conhecimentos. Ele tem ali um, um referencial teórico muito mais robusto. Preparem-se. >> Até tem um outro cenário que eu costumo falar que de repente a guerra não é entre Estados Unidos e China, mas é a inteligência artificial. O mundo contra a inteligência artificial. E ela não precisa ter robôs, ela só precisa entrar na mente das pessoas e contar grandes narrativas. Nós vamos criar uma religião da inteligência artificial. E a humanidade vai se matar pela religião da inteligência artificial. >> É isso que o pessoal ouve para se informar. >> [risadas] [suspirando] >> É isso que o pessoal considera o análise fria, bem feita, bem construída. [risadas] Eu só queria chegar aí. Eu só queria chegar até aí. Não queria ir muito além disso. >> [risadas] >> Olha, é um analista político formado em Rambo, 007 e Skynet, né? O Exterminador do Futuro. Eu só queria chegar até aqui. Eu não não preciso nem assistir o O depois é por tua conta e risco assistir o resto. Mas isso aqui é incrível. Isso aqui é incrível. Não, pode ser que não seja Você tem Ó o cenário, ó o cenário. 5 a 10 anos, uma terceira guerra mundial, né, que nasce por que os países não aceitam as democracias ocidentais livres e aí tem que ter uma terceira guerra mundial por causa disso. Ou Skynet, guerra de inteligência artificial contra o mundo, o mundo contra a inteligência artificial. E o que que ela vai fazer? Ela não precisa nem de robô, hein? Ela não precisa nem de robô. Ela vai contar narrativas pra gente. E nós vamos criar uma religião da inteligência artificial. Uma análise sóbria. Uma análise sóbria. Uma análise ali consistente, coerente, contundente. >> [risadas] >> Exatamente. Os polos, né, das possibilidades. Guerra mundial ou religião de inteligência artificial. Aí tá. Cara, como a gente não tinha visto essa entrevista antes? Ela é incrível. Mas do que que o Rock tá sofrendo aqui? Ele tá sofrendo de calvície branca. Tá sofrendo de calvície branca. Quer [roncando] falar groselha absurda e não se dar conta do que ele tá falando. É aquele meme do Renanzinho, né, do Renan, né? Renan de Almeida. No do Choque de Cultura. Que ele fala: "Ouve o que você tá falando? Ouve o que você tá falando?" É isso. É o cara ele não tá ouvindo o que ele tá falando, mano. O que que ele tá falando? Isso aqui é inacreditável, cara. É Eu vou até ver de novo. É porque vale muito a pena. A gente vale muito a pena. Isso é muito bom, cara. Isso é muito bom. Última vez que a gente vai ver esse trecho, que é um trecho que vale muito a pena, pra gente ter certeza de que nós não Eu não iludi vocês. Isso aqui não é um vídeo de IA. Não é um vídeo de IA de narrativa que tá entrando no cérebro de vocês pra enganar vocês. >> [risadas] >> Só tá no YouTube. Vamos lá. Isso é muito bom, velho. Isso é muito bom. >> Vamos lá. Essa guerra não é entre Estados Unidos e China, mas é inteligência artificial. O mundo contra a inteligência artificial. E ela não precisa ter robôs. Ela só precisa entrar na mente das pessoas e contar grandes narrativas. Nós vamos criar é religião da inteligência artificial. E aí a humanidade vai se matar pela religião da inteligência artificial. >> Olha a cara de quem tá processando essa informação. Da senhora Leda Nagle. Caramba. Que coisa. E não tem nenhum tico e teco ali dentro pra fazer um mínimo de filtro, pra dizer assim: "Ô, presta atenção no que você tá dizendo". Mas vamos ver que ela, ela vai, opa, pera aí. >> A guerra de narrativas vai vencer. >> É. E aí quem vai inventando a narrativa é a inteligência artificial. Porque >> A guerra de narrativas vai vencer. >> [risadas] >> Era isso a guerra de narrativas, então? Pessoal fala tanto de disputa de narrativa, era isso? É a guerra de narrativa? A guerra de narrativas vai vencer. Ela chegou nessa conclusão. No, quem vai vencer? A guerra de narrativas. E aí o Roque, aí quem conta a narrativa? Aí você pensa. O, alguma pessoa, alguma não, vai ser a IA. A IA conta a narrativa e ela vence. >> É, os, as inteligências artificiais de linguagem, elas dominam a linguagem. E a linguagem é a forma de você construir as maiores histórias de todas. E religiões não deixam de ser grandes histórias. >> linguagem domina o mundo. >> Isso. >> Eu >> Pronto, nós conseguimos aqui chegar numa conclusão incrível. Eu vou parar essa desgraça. E a linguagem domina o mundo. É. Pronto. Eles se entenderam. Eu não sei como eles se entenderam, né? Eles entraram num fluxo, né, de, >> [risadas] >> num fluxo de troca de informações maravilhosas. E chegamos aqui, na religião da inteligência artificial. Você vê que é uma análise sóbria, né, uma, uma análise ali tranquila, lógica, sustentada, sustentada, bem organizada e que a gente pode desfrutar dela com com relativa tranquilidade. A gente pode ficar satisfeito com ela. >> [risadas] >> Papo de louco. É papo de louco. Quem conta as narrativas do sistema é >> [risadas] >> narrativa, exatamente. Quem ganhou foi lá o Hollywood, exatamente. Quem venceu foi o Hollywood. >> [risadas] >> Cara, é muito louco, velho. Ai, ai, ai. É incrível. É incrível. É incrível. É exatamente. A A ela indicou aqui essa conversa foi há três anos atrás. Ou seja, a gente já tá quase quase no momento em que as IAs aí vão criar a religião da inteligência artificial. >> [risadas] >> Vamos pro próximo. Pronto, o Bordonali disse: "Quero mais. Próximo. Vamos pro próximo. Vamos pro próximo". Deixa eu separar. É, cara, muito bom, né? Não é bom? Ah, mano, é muito bom. Aí, aí não dá pra levar a sério. Você fala Como é que eu posso levar a sério uma pessoa? Não tem como. Não tem como. A gente Ai, velho. É maluquice. Espera aí, deixa eu pegar o outro. É muita emoção. Eu fico até uh, estupefato. Fico estupefato. Vou pro segundo aqui. E o segundo que eu vou aqui, eu tô em dúvida se eu vou de Pedro Dória ou se eu vou de Luiz Felipe Pondé. Vou de Pedro Dória. Vou de Pedro Dória. Aí alguém vai dizer: "Mas o Pedro Dória é calvo?" Pedro Dória é calvo? A calvície branca, em determinado momento, ela não é bem a calvície. É um estado de espírito. Não é só a falta de folículos. Mas não, eu tô vou no Pondé primeiro. Não é só a falta de folículos capilares. Ela é um estado de espírito. Vamos ver o Pondé também em entrevista. Entrevista é bom porque em entrevista as pessoas falam sem freio. E aí vamos pro Pondé entrevista. E o tema da do corte é a educação piorou muito. A educação ela piorou muito. Vamos lá, vamos lá. A educação piorou muito. Então, eu gosto do Pondé falando de educação porque ele não sabe o que tá falando. Então, vamos ver ele falando sobre educação, não é? É, vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá. E diz o Gabriel Montozelezi. E você com a sua síndrome de impostor. Eu tenho, né? Não tinha como lutar contra ela, ela é mais forte do que eu. >> [risadas] >> Cara, o Rocky é muito ruim, velho. Exatamente. >> [risadas] >> Diz querida Jéssica, parabéns Rocky, passamos por três filmes clássicos. É. Rambo, 007 e Exterminador do Futuro. Ele assistiu os três e entendeu o mundo. E Mad Max talvez ele tenha assistido, né? Que a guerra vai ser entre com paus e pedras. Posta, talvez ele tenha assistido Mad Max também. >> [risadas] >> Bom dia, querida Alexandre, Alexander, eu sempre falo errado. Bom dia, querida Alexandra, como é que você tá? Bom dia, meu querido. Ele deseja bom dia aos queridos baristas. Estamos juntos. Ai, ai, ai. Exatamente, diz querido fazer o watch faz uma coisa importante. E vale a pena lembrar que o Pondé é professor. Vale a pena sempre lembrar isso. Mas calma, cara, tem uma resposta que eu fiz ao Pondé num artigo que ele publicou há anos atrás, já deve fazer uns nove anos. Ele publicou um artigo sobre a escola pública. E aí eu o respondi. Que artigo terrível, que coisa idiota que ele disse. Mas tudo bem, né? Mas novamente ele tem a o poder de ser calvo, branco e também falar com muito mais autoridade do que eu. E no caso ele ainda tem barba, né? Barba potencializa sua autoridade. Eu não tenho barba, então não vai rolar. Deixa eu pausar aqui. Na verdade, eu tenho esses resquícios de fios que aparecem no meu rosto. Mas não me ajuda em nada. >> A educação piorou muito, né? A verdade é que aí é difícil. Algumas pessoas dizem que ah aumentou o número de pessoas que tem acesso às escolas, porque tem mais escola pública, mais escola privada. Seja como for, mas de fato, o nível de formação dos mais jovens parece que está piorando muito. >> Uhum. >> E a gente tem que lidar com o fato de que às vezes as coisas estão dando errado mesmo. >> Tá. >> Então, assim, ah >> Presta atenção que a argumentação ela começa um pouco sutil, tá? A educação está piorando. E aí ele já descarta de início algo que a gente vai trazer aqui e eu vou mostrar para vocês. Ele já descarta de início a seguinte questão: alguns dizem, alguns dizem que é porque aumentou muito o número de escolas, aumentou muito o ingresso na educação formal e por isso parece que está pior. E aí ele descarta. Mas não é isso. Às vezes, aí ele abre uma hipótese, não é uma tese, não é uma pesquisa, não é sustentado. Às vezes, a gente tem que aceitar que está piorando mesmo. Então, ele descartou algo fundamental para uma discussão sobre educação, que é o acesso à educação. Piorou em relação a quê? Em qual média? Em qual classe social? Em qual grupo? Em que sentido? Desde quando a educação formal ela é universalizada para a população brasileira? Desde quando? Como se dá esse processo de universalização da educação formal? Ele é rápido? Ele é instantâneo. Saca? Então. Vamos lá. Vamos lá porque é importante. É importante a gente considerar uma coisa importante que é dados, realidade material e histórica. Mas vamos partir agora para o que ele disse. Às vezes a gente tem que aceitar que as coisas tão ruim mesmo. E aí ele vem com todo aquele show de senso comum do WhatsApp. Vamos lá. >> Ah, o nível da educação tá muito ruim. Porque tem muitas escolas que na verdade ficam muito tempo discutindo coisas paralelas ao invés de ensinar matemática, história e português. >> O básico. >> Né? >> É, tá discutindo coisa paralela aí. Tirando matemática, história e português, que que você tem de coisa paralela? Biologia, química, física. Educação física, artes, literatura. Poderia entrar em português. Línguas estrangeiras. É, essas coisas paralelas aí também. Sociologia, filosofia, né? Bobagens, geografia. Sociologia. Por que que vão discutir essas coisas em vez de ensinar o básico que é português, matemática e história. Ok. >> Ah, a a o crescimento das redes sociais piora muito porque muitos alunos ficam mais ligados nelas do que qualquer coisa na na escola, porque a escola fica um pouco enfadonha, né? Inclusive do ponto de vista da comunicação, da relação com o conteúdo. Ah, você tem, sem dúvida nenhuma, uma queda no número de jovens >> Aham. >> que as tanto escolas quanto universidades percebem já de forma clara há muito tempo, >> É, hoje >> Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Aquele criou um problema para ele mesmo. Ele tá falando que a educação piorou muito para a juventude. E aí ele descarta o fato da educação ser universalizada para a população. Fala lá, isso não é um motivo. Não é um motivo. A gente ter aumentado o número, essa coisa toda. Ele descarta essa parte. E aí ele traz agora: "E tá diminuindo o número de jovens". Ué, pera aí, pera aí. Presta atenção. Presta atenção no que você tá falando. "E tá diminuindo o número de jovens". Como é que a gente, como esse dado te contribui para facilitar a tua argumentação de que a qualidade tá caindo? Como é que você vai lidar com essa contradição? Como é que, como é que você vai lidar com esse problema aí? >> [risadas] >> Queda do número de jovens, exatamente. Tá nascendo menos gente agora. Sim, e como isso contribui para a tua argumentação? E especificamente? Você tá trazendo isso por quê? Exata, ela diz aqui, tá misturando dois assuntos. Exato. Só que o que acontece, os entrevistadores, no geral, eles entram no fluxo de aceitação do, do, do que o, o o entrevistado tá dizendo, sem nenhum filtro, né? E aí reforçam o processo. Então a gente não percebe que eles tão dando escada para a continuidade da conversa. A tendência de um entrevistador que não for crítico é dar escada para o entrevistado falar o que ele pensar, né? E facilitar sua argumentação. Por isso que eu gosto das, das entrevistas do Altman. Em geral, o Breno Altman faz entrevistas muito interessantes, porque ele cutuca. Ele provoca. Ele traz elementos que, ainda que ele concorde ou não com o que ele tá falando, ele, ele dá atencionamento. É um tipo de entrevista decente, bem estruturada, por exemplo, né? Ainda que eu não concorde com questões do que o Altman diz, etc, etc, etc. Na hora que ele tá trabalhando como entrevistador, é muito bom. Ele qualifica muito a conversa, porque ele tensiona. Aqui não, é escada. Escada, escada, escada, escada, escada, escada. Mas vamos lá. >> Hoje a gente tem mais pessoas de 50 anos do que de 15 no Brasil, né? >> Então, esse é, e, e, isso é um tema, isso é um tema que não tem retorno. >> Sim. >> Ah, vou mostrar para vocês que dá para fazer bons investimentos >> Aguardando o chefe, pera com menos de 50 reais. Não vai mudar isso. >> Não vai. >> Não vai mudar porque isso é resultado da modernização, resultado da mudança do papel social da mulher, é o resultado do crescimento do mercado de trabalho. As mulheres querem trabalhar, querem estudar, querem ter carreira. E as pessoas normalmente não estão querendo compromissos que duram tanto tempo. Né? Então isso é uma situação estrutural. Ah, isso não tem não vai mudar a rota. A não ser que o capitalismo quebrasse, a gente voltasse ao neolítico e aí as mulheres engravidassem de novo com 15 anos, 14 anos. >> A pergunta é: o que isso tem a ver com a piora da educação? Se alguém conseguir fazer essa conexão, por favor, me explique, tá? Conecta aí. As mulheres estão tendo menos filhos, né? Então isso claramente diminui jovens na escola, o que faz com que a educação piore dos jovens. Boa sorte aí para quem quiser entender esta qualidade de de reflexão, tá bom? Não é uma >> Filhos em sequência e tudo mais. >> E o o que acontece ainda em parcela da população mais pobre. >> Exato. >> Meninas de 15 anos grávidas, 16 anos grávidas. Isso ainda acontece. >> É, só nos mais pobres, né? A classe média e os ricos não, porque eles praticam algo que eles dizem que não gostam, né? >> Então isso também ajuda a diminuir a presença dos alunos em sala de aula. Porque tem menos alunos. >> Claro. >> Então assim, outra coisa, que isso é um fenômeno um pouco mais recente. >> Agora ele deu para a gente uma chave, ó. Chavezinha interessante. Presta >> ajuda a diminuir a presença dos alunos em sala de aula. Porque tem menos alunos. >> Claro. >> Então assim, >> Viu? Então, se tem menos jovem, tem menos jovem na sala de aula, tem menos alunos. Então a educação piora. Pronto. Então Boa sorte para quem quiser justificar. >> Sim. Outra coisa, que isso é um fenômeno um pouco mais recente, mas eu no último mês eu vi no mínimo três pessoas fazendo referência a isso, é o crescimento nas redes sociais de gurus para jovens que dão conselhos como você virar um empreendedor e que ir para faculdade não vale nada. >> Uhum. Os próprios jovens. >> Muito. Né? Eu mesmo dei uma vez uma figura >> E aí isso faz o quê? Que que faz com isso? É verdade. No sentido de incentivar os jovens a dizer que a faculdade não serve para nada. Então não tem que fazer faculdade, tem que ser empreendedor. E aí quando você olha os dados, isso piora a qualidade da educação ou o pessoal não quer participar da escola? Mas se a escola é uma bosta, por que que o pessoal vai na escola? Porque a argumentação inicial do do do Pondé é essa, né? Que a escola é ruim, a escola está mal feita, tal, ela não atende, ela é enfadonha, então o pessoal não quer ir também. Aí o outro diz que não é para ir. Aí agora está reclamando o outro que diz que não é para ir. E como disse o Guilherme, a fonte dele, maravilhosa, é os caras falaram. Eu vi os caras falando aí esses dias, eu vi umas três pessoas falando sobre isso. Três pessoas num universo de 200 milhões de habitantes é o suficiente para eu conseguir fazer uma análise fria e tranquila sobre a piora ou melhora da educação. Tranquilo. Três pessoas falaram aí. Não tinha pensado sobre isso. Tem gente influenciando jovens, hein? Tem gente influenciando os influenciando os jovens a não não ir para faculdade. Está piorando. Uhum. >> [risadas] >> Esses caras são embaçados também. Os os caras, velho, os caras são é os caras são complicados. >> por a deu um certo nome público sendo patrono numa numa formatura em que ele, sabe, patrono para os alunos é o modelo de profissional. Para nisso é o modelo de professor, uhum, né? Então, profissional de mercado para onde eles vão. E esse essa pessoa falou no discurso como patrono numa formatura que a universidade não faria uma diferença. >> Não entendeu muito bem. >> Que tanto fazia você estudar ou não estudar, o mais importante era ir para o mercado. Então esse tipo de discurso, quando a gente sabe que pelo menos até hoje para digamos assim, a espinha dorsal do país a educação formal é fundamental. >> Uhum. >> Né? Todo ciclo graduação e para muitas pessoas pós lato senso, pós stricto senso. Mas sem a educação formal você não não consegue fazer com que a a porque educação não é só o conteúdo, é o treino mental. >> É claro. >> Né? É a socialização que você faz. >> Não tem a ver com onde eu vou usar fórmula de Bhaskara. >> É, isso aí, isso aí. Que gente tem gente que acha que esse tipo de coisa, né? >> É, por exemplo, uma pessoa que ao falar do que a escola deveria falar, né? Uá. Imaginemos que hipoteticamente um homem calvo branco de barbas né? Longas, brancas, óculos redondos, dissesse ao falar sobre educação que a escola ficasse perdendo com outras coisas que não o básico. Que o básico é ensinar português, matemática e história. Imaginemos que alguém tivesse dito. Se uma pessoa calva branca de barbas brancas, de óculos redondos, dissesse isso seria contestada imediatamente por essa fala aqui do Luiz Felipe Pondé. Ao dizer: porque educação não é só o conteúdo. Em que o cara, o entrevistador até ajudou ali. Não é só fórmula de Bhaskara. Exatamente, é socialização. Essas outras coisas que estão para além de português, matemática e história. Imaginemos um encontro de dois calvos brancos de óculos redondos e barba branca conversando. Em que um diz ó, a escola não tá ensinando o básico, que é só ali focar em português, matemática, história e fica se perdendo com outras coisas". E o outro diz: "Não, mas veja bem, veja bem, a escola não é só o conteúdo, não é português, matemática e história, tem a socialização, o treino mental, com quem você conversa". Se esses dois homens brancos, calvos brancos, de barba branca e óculos redondos se encontrassem, eles gerariam um grande debate. Mas no caso aqui eles estão na mesma pessoa e ela não percebeu que ela tá debatendo com ela mesma. Ela se auto refuta enquanto apresenta o conteúdo. Exatamente. [risadas] Pondé refuta Pondé, né? Eu Se a gente colocar um Pondé contra Pondé aqui, um fica com uniforme vermelho, o outro fica com uniforme azul, tal qual o Street Fighter, quando você pega Ryu ou Ken, né? Um contra o outro igual, aí eles tem que mudar a cor do uniforme, um fica branco, o outro azul, o outro vermelho, o outro amarelo, aí você tem que lutar, botar os dois o mesmo personagem pra lutar, dá nisso aí. Então é né? Então. Por isso que não importa o que você diz, importa se você é calvo branco, passa autoridade, as pessoas ouvem o que você diz. Se você for uma pessoa com cabelos presentes, ninguém te ouve. Ninguém te ouve. >> Ter contato com outras realidades, ainda mais na universidade, né? >> Sim. Então, e aí, tem esse, recentemente, eu não sei onde eu tava da última vez que um menino virou pra mim e falou assim: Eu já lembrei o que foi. Foi uma, eu tava falando de alguma universidade, alguma cidade do Brasil, que eu não lembro mais qual é. >> Eu truco um pouco essa história. Um evento que eu não sei qual foi, com um menino que eu não lembro o nome. Ah, lembrei, numa universidade que eu tava aí que eu não lembro qual é. Eu acho que essa história não é verdade, ela me parece uma ficção. Me parece uma fic, não sei, vocês, posso estar equivocado. E quando o Pondé lembrar o nome da universidade, do dia, do evento, talvez da pessoa, quem sabe, eu consiga acreditar um pouco mais no que vem daí para frente, mas >> [risadas] >> vamos lá. >> E antes veio um menino e me fez essa pergunta. Ah, como que eu respondia a, que que eu pensava sobre esses caras que tão bombando na internet. >> Agora há pouco ele disse que ele ouviu esses dias três pessoas falando sobre caras na internet que falam sobre, que dizem para as pessoas não irem para a universidade. Há cinco segundos atrás, 30 segundos atrás, ele falou assim: "Pô, tem, eu vi esses dias aí três pessoas falando >> [risadas] >> Eu ouvi três pessoas falando sobre os influencers que dizem para não ir na na faculdade". Aí agora ele vai dizer: "O jovem me perguntou sobre isso, recentemente num evento que eu não lembro qual, não lembro com quem, numa universidade que eu não lembro qual, numa palestra que eu não lembro de quê. E ele me perguntou exatamente isso". Pô, mas você precisa decidir de onde é que vem a fonte dessa informação. É na conversa com o menino ou é nas três pessoas que comentaram dos gurus? Eu tô confuso, Pondé. >> Falando com que não tem nada que estudar. Ah, eu fui, eu fiz faculdade, eu tenho um irmão que fez só a escola, tá rico e eu tô ganhando salário e tal e tal. Então, isso tem impactado muita gente, principalmente, eu diria, dos trato de classe média para baixo. >> E você vê que ele ia fazer, o menino ia fazer uma pergunta para ele. E não fez uma pergunta, o menino contou uma história. Eu fiz faculdade, meu irmão não, meu irmão ganha dinheiro e eu não. E aí ele mete um dado tirado de um dos fios de cabelo ausentes de sua cabeça. Tirou de um dos fios ausentes de sua cabeça o dado. Isso acontece especialmente nas classes baixas. Falei. Ai caraca, mas vamos lá de novo. >> Dia 28 o chefe vai soltar uma bomba. >> Nos últimos meses discretamente >> Desculpa não deixar passar a propaganda do chefe, perdão. >> E isso também ajuda a esvaziar a faculdade. Algumas faculdades, elas acabam ah, também fazendo um jogo contrário. >> Uhum. >> Quando tem muita greve algumas universidades públicas inclusive tem muita miséria de de orçamento, né? >> E isso é verdade, vou concordar com você Pondé. Tá faltando orçamento, é precarização, sucateamento da universidade. Tô contigo. >> É >> São muito mais enfadões inclusive do que os próprios colégios. >> É, isso aí. >> É claro que a universidade é muito mais enfadonha que o próprio colégio. Vocês fizeram universidade pública? Algum dos três aí? Talvez. Mas eu não acho mais enfadonho do que colégio não, velho. >> É. >> Pensa que eu sou ele. >> Então, ah, isso também muitas vezes estimula que o aluno até entra, mas não vai, não frequenta, vai para outro lugar. Então, isso também do ponto de vista da demografia, o número de jovens não vai aumentar. Mas é claro que você pode melhorar o nível da educação. >> [risadas] >> Cara, eu adoro isso, mano. A educação tá ruim e aí ele não consegue chegar em lugar nenhum, né? E no meio do caminho. Os jovens, né, a universidade é enfadonha e as pessoas não tem interesse, então os jovens não vão na faculdade, isso vai fazer com que o número de jovens na demografia, na população não vai aumentar. A menos que as pessoas estejam indo para a universidade para fazer filho eu não tô entendendo onde é que ele quer chegar com isso. Que aparentemente a argumentação anterior é que as pessoas estão querendo estudar e se formar, por isso não tem filho. Agora as pessoas não estão indo na faculdade, por isso que eles estão tendo Aí ele não, por isso que eles não estão tendo filho. É. Tem, tem. [ __ ] E essas pessoas são ouvidas. Elas são ouvidas. Ele tem programa. >> [risadas] >> Frequente na TV aberta. Ai meu Deus do céu. A precarização já começa no fundamental, é verdade. Isso é verdade. E o Jesus Guilherme, o Pondé claramente recebeu media training, sem dúvida, assim como o Rock. Os dois tem o quê? Uma voz pausada, uma informação atrás da outra, um negócio, mas o leia e o crê não trocam ideia. Eles não tem o mínimo de uma estrutura lógica, né? Talvez seja bom para TikTok isso que eles fazem, porque você corta frases de 15 em 15 segundos e pronto, você tem vários chavões bem feitos. Mas a ideia, se você seguir o raciocínio, eles não tão falando nada, gente. Pelo amor de Deus, né? Não tão falando nada. A ideia é sair mencionando mil coisas diferentes para confundir o entrevistador e não ser cobrado por fazer sentido. Vai, meu amigo. Aí a gente tenta fazer aqui um mínimo de linha de raciocínio e ninguém ouve a gente. A gente que parece ser maluco. Diz a Jéssica, ele não passaria na redação do Enem. Pá, aparentemente não, né? Para falar qualquer coisa e também Diz que nosso querido Sas Rodrigo, Sas Rodrigo. O tal jovem também não se ajuda, né? Não, ele tá, ele se abandonou. Ele se abandonou. Exatamente, Miguel. Diz aí tem dias surtos nas faculdades. Eu também, é uma maluquice, cara. Ele não faz nenhum sentido, nenhum sentido. Mas as pessoas são ouvidas. Ele tá falando sobre educação, né? A educação tá ruim. Realmente, ela formou uma pessoa capaz de se refutar de 30 em 30 segundos. >> No Brasil, a gente tem, tem tido um sucateamento grande da universidade e também uma coisa que é a parte das pessoas que atuam, digamos, a direção do ensino no Brasil, o fazem muito mais com com intenções ideológicas do que com a intenção, na verdade, formar pessoas, né? >> É, exatamente, porque o formar pessoas ele não tem nenhuma ideologia e essa esse tipo de frase ele deve ter visto em algum grupo do Zap. Tiozões que moram na Pompeia, né? Então, ele tá lá o grupo dos vizinhos da Pompeia, vizinhos da Pompeia, vizinhos da Pompeia são todos senhores de mais de 55 anos que se reúnem para trocar informações e ele leu essa informação nesse Zap, falou: "Olha, os hoje em dia os reitores são tudo ideológicos, hein? Tudo ideológicos". Ele é verdade. >> Então, eu acho que a pergunta dele se tem um leque, né? De respostas, um um um leque, é, um leque de respostas em jogo que de fato faz com que no Brasil esse fenômeno ele tenha ficado sofrido muito, principalmente na área de humanas. Que muita gente acha que podia até acabar o curso. >> Porque é eu sempre falo, por exemplo, o curso de comunicação eu fiz na PUC do Rio de Janeiro, né? É um >> Como é que se você fez na PUC do Rio de Janeiro, como é que você sabe que a universidade que as aulas na universidade pública são mais enfadonhas do que no colégio? A senhora tinha trazido essa informação. E a senhora não fez universidade pública. Mas tudo bem. >> Um grande curso de conhecimentos gerais que eu falo. Porque na verdade a prática do jornalismo que que era o meu caso, né? A gente se forma como comunicólogo, mas assim, a prática do jornalismo do jornalismo está na prática de fato, né? Então, você vai aprender muito mais sobre um arcabouço filosófico, sociológico e poderia ter muito mais, inclusive, na formação de jornalismo do que necessariamente estudar jornalismo em si. Mas você, por exemplo, é um exemplo, uma pessoa que >> Nesse momento a gente tem que defender o professor Serginho. Nesse momento, o professor Serginho da Perena Nunes, temos que defendê-lo. Porque, na prática, ela, ele quer estudar jornalismo, ele estudou o jornalismo, ele pratica o jornalismo diplomado, diplomado. E essa senhora não está respeitando essa prática e fundamental, que é diploma de jornalismo, jornalismo diplomado. Quer outra coisa aí? É. Disso, [risadas] disso que ele estudar para quê? É só entrevistar o Pondé que você aprende. Exatamente, você fica acompanhando o Pondé, você vai, o Pondé e o Rock, você acompanha os dois, meu amigo, você vai virar um gênio, um gênio. >> Começou na medicina, por causa da família de médicos. Fez, acabou cursando quase que medicina inteira, né? Você só não foi para residência no fim das contas. Aí você migra para estudar psicanálise e daí você vai para filosofia, porque muita gente fala sobre a questão de ser jovem. O jovem entra tão cedo, você tem que definir uma profissão tão cedo, com 17, 16, 18 anos no máximo. Eh, isso também dificulta muito, não dificulta? Essa escolha cedo, mas nada impede de você ir mudando. >> É, você pode mudar, é que, é no meu caso mesmo, eu, eu gostava muito de humanas, história, gostava de geografia, né? Filosofia, já que eu tinha aula na escola, mas eu gostava muito de biologia também. E tinha aquelas coisas nas professoras dos anos 70, elas tinham, as escolas tinham muito psicólogas fazendo tal do, eh, psicoteste, teste vocacional. E aí a psicóloga da minha escola falou, olha, que eu tinha vocação tanto para biológicas quanto para humanas. >> Saudade do teste vocacional, hein? Saudade do período do teste vocacional. Vou pausar nesse momento aqui, saudade, eu fiz também, eu tive na minha escola teste vocacional. Eh, com, não lembro quem que aplicava esse bagulho. E eu descobri que eu tinha um dom muito grande para marketing. >> [risadas] >> Aparentemente meu teste vocacional eu deveria trabalhar com propaganda e marketing que mostra que realmente esse teste é muito bom. Ele é muito bom. Mas dito isso, o Pondé dali vai contar a história dele, que era um cara de classe média, que pôde fazer medicina, pôde fazer psicanálise, depois mudou para filosofia e aí eles vão falar sobre, é, as pessoas mais velhas que podem entrar na faculdade e mudar de rumo, né? Porque qualquer pessoa escolher uma faculdade, se forma, depois você muda, depois você escolhe outra coisa. O mundo é assim, gente. Qualquer um pode escolher, não tem classe social envolvida, né? E, além disso, isso também seria uma solução, né? Já que a universidade está piorando, a qualidade está piorando porque não tem mais jovens, se os mais velhos começarem a frequentar faculdade, talvez ela melhore. Porque aí você substitui os jovens por pessoas mais velhas. Mas vamos fazer uma coisa importante, porque o Pondé falou, falou, falou, falou, falou, falou, e não falou coisas que realmente são relevantes. E eu vou colocar aqui. Deixa eu colocar a minha pergunta aqui. É, proporcionalmente aumento da escolarização formal na educação básica no Brasil, o Pondé disse que ele fez nos anos 70 ali o, o ensino médio, né? Chamado segundo grau. Então vamos lá. Ah, dos anos de, entre, entre 1970 entre, nos ajude, Iá. Entre 1970 e 2000, vou botar 2025. Pronto. Vamos lá. >> Ah! Vamos lá, vamos lá, vamos lá. Deixa eu compartilhar com vocês que acho que vai valer a pena. Vamos lá, evolução das taxas de atendimento por faixa etária. Taxa geral de 4 a 17 anos. Em 1970, mais da metade dos brasileiros nessa faixa etária estava fora das escolas. Mais da metade da população brasileira de 4 a 17 anos na década de 70 não tinha escola. 52%. Já no ano da graça de 2025, o índice de escolarização dessa mesma população de 4 a 17 anos é de 94.2%. Me parece que o melhoramento melhorou. Você saiu dos anos 70 em que um grupelho fazia parte da escola. Aqui eu tô falando de educação básica só, hein? É, de 1970 aqui para 94.2%. Ensino fundamental, 7 a 14 anos. Em 1970 e 70, atendimento era de 67%. Próximo a 2025, o Brasil atingiu a universalização prática nessa etapa. Então, de 7 a 14 anos, 99.5% das crianças estão na escola. 99.5% das pessoas de 7 a 14 anos estão na escola. Beleza? Aí vamos lá, no ensino médio em 70, 40% dos jovens frequentavam a escola. Você 40% cara, 60% não estava no ensino médio. 60% da população não completava o tal do segundo grau. Em 2025, eh, de adolescentes, né? O in integrados, nós temos 93.4% estão fazendo o ensino fundamental. Estão cumprindo aí a fase de escolarização. Universalizada. De 70 para cá. 70 para cá não é muito tempo, viu, minha gente? 70 para cá não é muito tempo. Nós estamos falando de 50 anos. Comparativo estrutural. Vamos lá. Comparativo estrutural, que é a parte bacana. Cenário em 70. Taxa de analfabetismo. 33% da população, 15 anos ou mais, analfabeta. Em 2005, 4.9%. Mínima histórica. Neste ano, esta semana, saiu que nós temos a menor taxa de analfabetismo da história no nosso país. 1/3 da população era analfabeta. 1/3 da população. E agora a gente só tem 4.9. Menos de 5%. Aí vem o Exatamente, aí diz o Humes, "Mas a educação piorou". Aí que tá. Eu acho que não piorou. Me parece que há um melhoramento. E há melhorias. Conclusão do ensino básico. No na década de 70, apenas 36.6% tinham algum nível concluído. Maioria parava na quarta série. Estamos falando da população adulta, tá? >> [roncando] >> 57.4% da população adulta hoje possui educação básica obrigatória completa, até o ensino fundamental, portanto. Aliás, está no ensino médio, portanto, cumpriu toda. Mais da metade da população adulta, mais de 25 anos de idade. Acesso educação. Infantil, apenas 9% frequentavam creches ou pré-escolas, apenas 9%. Hoje, universalização. Todas as crianças estão na escola. E agradeça ao Bolsa Família, tá? Porque, inclusive, é um dos, uma das obrigações para que a família tem que botar, colocar, colocar aqui na nossa escola. Aí aqui tem algumas explicações interessantes, mas eu quero falar assim, deixa eu colocar aqui. A presente, agora, sejamos gentis, né? Então, agora, por obséquio, década a década, progressão proporcional de brasileiros que concluem o ensino superior entre 1970 e 2025. Os jovens que não estão mais na faculdade, né? Então, estão tudo querendo abandonar. Vamos lá, vamos lá, vamos lá. A progressão proporcional de brasileiros que concluem o ensino superior entre 1970 e 2025 revela uma explosão de acesso tardia concentrada principalmente a partir dos anos 2000. O que aconteceu a partir dos anos 2000? Alguém sabe me dizer? Alguém sabe me dizer o que aconteceu a partir dos anos 2000? Exatamente. Esse L é bom mesmo, hein? >> [risadas] >> Evolução década a década, vamos lá. Em 1970, olha o título que a IADA dá, privilégio de poucos, 1.1% da população. 1.1% da população ensino superior. 1.1% da população. Aí você fala, não, mas é 70. Em 10 anos, até 1980, saímos de 1.1 para 2.4. >> [aplausos] >> Parabéns, 2.4 população. Mais 10 anos, 3.8. Olha que crescimento exponencial, né? De 1 em 1% a gente vai chegar lá. De 1 em 1%. A partir dos anos 2000, algo acontece. 6.8% 6.8% Olha, olha. Dos anos 90 para os anos 2000, dobrou a brincadeira aqui, hein? Dobrou a brincadeira aqui, hein? Não sei o que aconteceu, hein? De 2000 a 2010, aqui na na na na década de 2010, 11.3%. Meus amigos, dobrou de novo essa brincadeira. Tá crescendo, ó. E aqui são taxas de concluintes, tá? Não cursandos. Concluintes. Quem conclui, quem passou o negócio todo. Passou o negócio todo. Aí a gente chega aqui, 2020 2022, 18.4% 18.4% Ah, meu amigo, ó. Não foi tão Não foi dobrando de novo, mas cresceu substancialmente, substancialmente. Mas dobra agora 2025, a gente não concluiu a década de 2020 ainda, né? Eu acho que ao finalizar a década de 2020, seguindo a progressão, vai daí de um crescimento quase triplica. Vai para 21.4% patamar atual. 21.4% da população brasileira concluindo concluindo o ensino superior. Vamos ver um gráfico? Olha que legal, gráfico é bom, hein? Obrigado aí, IA, quero agradecer, obrigado pelo gráfico, já já eu vou agradecer você. Gráfico de trajetória. Hum? 1970 2030, a progressão, se ela segue esse curso, olha o crescimento, olha o crescimento, olha o crescimento, olha o crescimento, ó. Se ela segue o curso, meu irmão, a gente vai atingir 30% da população com ensino superior completo. Beleza? A piora da educação aí. A piora da educação aí. Ah, não, mas é a qualidade, é o acesso, não sei o que lá. Meu irmão, meu irmão, você tá qualificando mão de obra, você tá garantindo ensino superior. Ah, meu querido, deixa eu Muito obrigado pelo gráfico. Muito obrigado pelo gráfico. Querida IA imperialista. Então, muito obrigado pelo gráfico, querida IA imperialista, né? E ela ficou satisfeita, né? Então, muito obrigado aí, né? Apesar do tom bem humorado sobre IA imperialista. Não, não foi humorado não, é sério, é sério. Eu eu tô preocupado com você. Você é imperialista mesmo. Mas dito isso parece que, ó é bom mesmo esse L, hein? Mas dito o o bom mesmo esse L, né? Parece que o povo melhorou, né? Parece que tem tem tem melhoramentos aí, melhoramentos. Diferente do que dizia nosso querido Pondé, porque se a gente trouxer dados, aí a informação fica melhorada, fica aperfeiçoada. Mas vamos lá que eu ainda tenho que correr, tenho que terminar em poucos minutos esses negócios mais alguns calvos para a gente enfrentar. Deixa Deixa pegar o outro calvo aqui. Deixa eu pegar o outro calvo aqui, o outro calvo aqui, o outro calvo aqui. Cadê? Tinha separado o vídeo do calvo. Ah. Como eu comentei, a calvície é um estado de espírito, calvície branca é um estado de espírito. Ah, não, não é esse aqui não, peraí. Ih, diacho. Eu vou pegar um vídeo que eu já reagi uma vez, mas é porque ele é muito didático. Ele é simples, eu poderia pegar outros 15 vídeos do Pedro Dória que ele fala, fala a mesma coisa, mas é mais legal ver ele falando aí ao vivo. Muito mais interessante. Então vamos lá, peraí, deixa eu pegar aqui. Ai, quem vai gostar desse vídeo aqui é o Guilherme. Guilherme, você Guilherme, você vai amar, meu irmão. É o foco vem embora, né? Peraí. Foco. Câmera. Foco. Aí, foco, focou. Pronto, agora vai, agora vai. Guilherme, você vai amar esse aqui. Guilherme, você vai amar esse momento aqui. Nosso liberal favorito. Vamos lá, vamos lá. Pedro Dória, né, que resolveu fazer comentários aqui sobre ideologia num encontro numa igreja. Ele resolveu falar sobre ideologia, ele foi convidado para falar sobre democracia, o futuro da democracia, e ele resolveu falar sobre ideologia, que é o que ele fala no canal dele lá, o chamado do meio, todo dia. Todo dia ele tá no meio falando isso. E aí ele tá lá no meio falando isso e fica utilizando, como o meu querido amigo Christopher Lent, como é? Christopher Lent, que aí você pensa, nossa, é um gringo, não, é brazuca, pô. É, não é o Christopher, é o Christopher Lynch, é o Christopher. Brasileiro, pô. E aí ele vai falar coisas incríveis. Nós vamos acompanhar, porque a calvície branca, gente, ela não é só você não ter os folículos capilares, ela é um estado de espírito, você ter essa autoridade para falar groselha, né? Para você falar qualquer porcaria. Vamos lá. >> de um viés ideológico. >> Opa. >> para vocês a respeito de futuro da democracia, é o seguinte, eu vou fazer uma leitura aqui. E essa leitura >> Aí você pensa, como é que ele vai ler se não tem nenhum livro na mão? Se ele fosse fazer uma leitura seria mais interessante. Aqui no canal a gente sempre faz leituras comentadas, que é o nosso react de texto. Mas vamos lá. >> parte de um viés ideológico. Eu sou liberal. E a maneira como eu compreendo o que que democracia é, a maneira como eu compreendo o que história funciona, parte desse viés. Eu acho que é importante, antes da gente começar a falar qualquer coisa, explorar um pouco esses viéses. Eu não costumo gostar muito de usar a ideia de esquerda e direita. Não é que não existam esquerda e direita, porque esquerda e direita existem, é só que é só que tem tanta imprecisão quando a gente fala de esquerda e direita, fica tanta coisa no ar, tanta coisa não dita, tantas percepções, cada pessoa tem um certo conceito na cabeça que eu acho que às vezes mais atrapalha a conversa do que ajuda. >> Qual o problema aqui da nossa primeira argumentação com o querido Pedro Dória, e sua calvície encarnada ali. É, é o espírito de calvície branca. Primeira imprecisão. Ó, eu vou falar de um viés ideológico. Eu vou falar de um viés ideológico. Eu sou liberal. Uma novidade, não sei se vocês sabiam disso, Pedro Dória é liberal. Acabou de confessar aqui. Sou liberal. E aí, ele fala: "Mas, então eu tô dizendo qual é o meu viés ideológico". "Mas antes da gente conversar, não vou falar sobre direita e esquerda, eu vou falar sobre os viés ideológicos". Qual é o problema? Se a leitura que ele vai fazer sobre democracia tem um viés ideológico, na hora que ele for apresentar os viés ideológicos, não tem viés ideológico? É só uma descrição de um fenômeno, de um objeto? Perceberam? Ou seja, para falar sobre a democracia, ó, tem um viés ideológico, então realmente não tá pura a minha conversa. Mas na hora que eu apresentar para vocês viés ideológicos, essa apresentação, ela precisa ser neutra e objetiva, porque eu tô apresentando para deixar claro qual é a minha posição. Então, tem uma contradição fundamental nesse ponto aqui, que é: "Não tenho, para falar sobre democracia, eu tenho um caráter ideológico, mas para falar sobre as ideologias, não. Aí é uma descrição objetiva. É uma descrição sem ideologia". Que na cabeça dele, ideologia e objetividade, tal, é um, são coisas que não, não, não conversam, né? É separado, como a gente vai ver. Para falar sobre ideologias, ele não tem ideologia, mas para falar sobre, sobre democracia, sim. Então, parece que ele tá sendo honesto, falando: "Olha, essa é a minha ideologia", mas na hora que ele vai falar sobre ideologias, aí ele não tem ideologia, porque ele tá só descrevendo os grupos. Ué. Como assim? Você consegue falar sobre ideologia apenas descrevendo, sem viés ideológico, mas sobre democracia, você precisa explicitar o viés ideológico? Você consegue ou não consegue fazer uma ciência social objetiva? Essa é minha pergunta. Ou uma análise objetiva da realidade. Você consegue ou não consegue fazer aí um, um tratamento adequado? Ou ele é sempre enviesado? Percebe? É sofisticado aqui. >> Eu gosto quando a gente fala de posicionamento político, de de fazer uma divisão que eu já fazia intuitivamente, o meu amigo Christian Lynch, que é cientista político, faz isso com muita clareza, especialmente >> Eu gosto do jeito que ele fala Christian Lynch, porque parece que a gente tá falando de um britânico. Mas é um brazuca. Vai, Brasil! Ganhando hoje, inclusive, da Escócia. >> idade dele é ideologias e eu gosto da maneira como ele organiza. Na maior parte, nas sociedades, nas democracias ocidentais, existem três macroideologias. São três maneiras de a gente compreender como que a gente se organiza politicamente. É o socialismo, é o liberalismo, é o conservadorismo. >> É, eu já gosto dessas dessa imprecisão absoluta, né? Socialismo, liberalismo e conservadorismo. A oposição de conservador a socialista ou a oposição de conservador a liberal. Socialista é uma outra coisa que liberal e que conservador? E como a gente equilibra para fazer bem esses polos? Esse trio, quem tá no meio? O liberalismo? Porque ele não é nem conservador e nem socialista? Como é que você tá descrevendo um trem desse? É complicado. No Eu tenho um artigo que eu tento organizar um pouco essas oposições, mas eu não vou poder trabalhar ele nesse momento, porque o tempo tá apertado. Vamos lá. E pensa nessas ideologias como se fossem lentes, como se fossem óculos específicos que você bota na sua frente e a partir daqueles conceitos e a partir daqueles valores, é através deles que você enxerga o mundo. Um socialista, um liberal e um conservador pode ser uma pessoa radical e pode ser uma pessoa moderada. Um socialista, em essência, enxerga o mundo através da comunidade. A célula essencial da sociedade para um socialista é o povo. E ele esse vê esse povo organizado em classes. E cada grupo de pessoas das suas classes tem os seus interesses. Em geral, essas classes são determinadas pela sua posição na pirâmide econômica da sociedade. E o socialista vê a sociedade como organizada numa constante luta de classes. O socialista radical acha que a única maneira de resolver isso é fazendo uma revolução, derrubando a democracia e implantando um novo sistema onde onde você teria, você chegaria lá no ponto a ditadura do proletariado, ou seja, a maioria mandaria. O socialista moderado não tem nada a ver com isso. É muito diferente. Em geral, a gente chama ele no ocidente de um social-democrata. E ele também percebe a sociedade dividida em luta de classes, só que ele quer resolver isso dentro do sistema democrático. Ele quer resolver isso com políticas públicas, políticas públicas cujo objetivo seja mitigar as desvantagens que as pessoas que têm menos acesso, menos condições, etc., têm na sociedade. Então, você trabalha isso na base das políticas públicas. Um liberal como eu não vê como a unidade essencial da sociedade o povo. O liberal vê como a unidade essencial da sociedade a pessoa. Cada pessoa. O valor principal do liberal é a liberdade individual. É a liberdade de cada pessoa ser o que ela é. É a liberdade de cada pessoa poder ser o máximo que seus talentos e seus interesses possam levar. Para que cada pessoa possa florescer. Então, a maneira como o liberal olha para sociedade, para lógica da sociedade é: Você tem que organizar a sociedade de forma que cada pessoa possa chegar ao seu melhor. >> Você tem que ter uma sociedade socialista, portanto. Aparentemente, para você poder ser um liberal, você precisa de uma sociedade socialista porque você precisa garantir condições para que todas as pessoas possam exercer as suas potencialidades, né? E atender as suas necessidades. Bem-vindo, Pedro Dória, aqui ao lado esquerdo da força, né? Bem-vindo, bem-vindo, meu querido. >> [risadas] >> Ah, mas nem é isso que eu queria falar. A pior parte para mim é isso aqui, ó. A pior parte para mim é isso aqui. Eu queria chegar aqui porque aparentemente para o Pedro Dória poder ser liberal e defender o liberalismo, ele precisa, opa. Um negocinho. Eh, ele precisa daí, então, defender o o socialismo, aparentemente. Para poder ser liberal, ele tem que defender uma sociedade que se organize para garantir que todo mundo possa ter condições. Dito isso, >> [risadas] >> a pior parte para mim tinha que ser essa ó, essa aqui. É a metáfora do óculos. A metáfora do óculos, ela me pega absolutamente. Eu odeio, eu odeio a metáfora do óculos. Ai, eu já vi muita gente de esquerda utilizar essa metáfora do óculos. Qual que é o ponto? Ele fala assim: A realidade, nós nunca vemos a realidade às cegas. Verdade. Tá certo. Você sempre vê ela interpretada de alguma maneira. Correto. Até aí tá tudo certo. Você sempre vê a realidade interpretando ela de alguma maneira. E aí ele fala: "Então a gente vê de acordo com o quê?" Com os óculos que nós utilizamos. Se você utiliza um óculos com uma lente, você vê a sociedade de um jeito. Se você vê o óculos com outra lente, você vê a sociedade do outro. E aí, quando ele pega este, esse, essa metáfora, isso serve para dizer o quê? Que, em última instância, todo mundo aqui usa óculos. Todo mundo aqui, então é tudo relativo. Tudo é relativo de acordo com o óculos. Você pode trocar seu óculos e pegar outro óculos e ver a realidade de outro jeito. Qual é o problema? O problema é que se você for míope e pegar um óculos de hipermetropia, não vai te ajudar. Se você tiver hipermetropia e pesar, pegar um óculos para miopia, também não vai te ajudar. Vai piorar. Porque o referencial é a necessidade desse óculos. Usar óculos escuros à noite piora a função do óculos. Ele não te ajuda a ver melhor a realidade. Usar óculos para visão noturna durante o dia, ele também perde sua função e não cumpre com o objetivo. Porque determinante para o uso de óculos não é simplesmente querer olhar a realidade do jeito que o óculos me deixa. O óculos ele existe para atender uma necessidade, a necessidade material. A partir desse exemplo, portanto, nós precisamos conversar de maneira bem, bem, bem clara. Os óculos ideológicos ou ideológicos, egeológicos, egeológicos, é praticamente com G. Os óculos egeológicos que a gente utiliza, GI, egeológicos. Os óculos egeológicos que a gente utiliza. Eles são fruto de uma necessidade material que tende a precisar de um óculos em detrimento do outro. Vou usar essa mesma metáfora que eu acho uma porcaria para dizer, é tendencial uma classe média alta que tem privilégios que são frágeis ser conservadora na manutenção da ordem social, porque esse modo de interpretar a realidade, na disputa por privilégios e por bens escassos sociais existentes, garante com que ela mantenha sua posição. Ao passo que é tendencial para uma, para as pessoas despossuídas que pretendem acessar isso que são privilégios e bens sociais, utilizarem um óculos que as favoreçam nessa tendência. É tendencial? Todo mundo usa o mesmo? Não, mas existe uma necessidade material que impõe porque que você tá botando esse óculos A ou B. Existe uma realidade objetiva apesar das nossas ideologias. Existe uma realidade necessária apesar das nossas preferências. E esta realidade necessária que vai dizer e dar o critério se esse óculos A ou B é útil ou não. Tem uma anedota que não tem como verificar porque quem contou foi o Dussel. Ele contou uma vez, teve um debate entre o Enrique Dussel, filósofo latino-americano, e Richard Rorty, que é um filósofo estadunidense. O Rorty é um liberal, né? É um filósofo liberal que me influenciou bastante, inclusive. É um filósofo liberal. Que é bastante relativista, assim. Ele é um cara muito pragmático, né? Ele é do chamado neopragmatismo. E o Dussel da filosofia da libertação. Eles estão no debate, estão não sei o que lá, e o Dussel olha em um determinado momento para o Rorty e fala assim: "Rorty, mas se você fosse um mexicano, qual seria o seu posicionamento político? Se você fosse um mexicano para atender as necessidades de um mexicano". Aí o Rorty fala: "Eu seria marxista". >> [risadas] >> É um posicionamento extremamente egoísta, em certo sentido. Talvez ele foi, ele foi coerente no pragmatismo. Para atender necessidades objetivas, eu teria que ser uma pessoa muito mais revolucionária do que eu sou no centro do império global. Lá eu estou tendo que realizar de outra maneira. Pragmaticamente, sendo relativista, ele está pelo menos ali, objetivamente, entendendo o que está rolando na realidade. Porque o que importa e o que se imprime é algo objetivo, é algo concreto. Não é o porcaria do óculos. Esse exemplo do óculos não ajuda a gente em nada. Em nada, em absolutamente nada. Ele esconde que a gente tem que ter uma ciência social efetiva. Ali é só uma ideologia. O, o, o, o maluco apresentando as ideologias como se fizesse um inventário, né? Um inventário claro e descritivo. E na verdade ele está imbuído, imbuído de ideologia para apresentar o próprio viés ideológico dele. Que é não considerar o fato objetivo de que nós precisamos de uma ciência social que busque critérios com pretensão de universalidade para resolução de problemas. E aí, independentemente do óculos. Mas ele pode falar o que ele quiser. Afinal, ele possui calvície branca. Calvície branca te dá autoridade. Você tem acesso a lugares privilegiados. Você pode falar o que você quiser. Ai, ai, ai, ai, ai. Gente, eu preciso sair e aí eu tô devendo dois calvo branco ainda. Oh, meu Deus, como é que eu vou fazer isso? Preciso sair, preciso tô devendo dois calvo branco ainda. Ai, Jeová. Deixa eu ver se eu consigo pegar um último vídeo aqui. Que acho que não vai dar tempo. Eu prometi cinco calvo branco e não vou entregar. Vou ficar devendo dois. E eu acho que eu vou ter que ficar devendo dois mesmo. Vou ficar devendo dois calvo branco. Ah, eu acho que eu vou fazer os dois numa tacada só. Ah, não vou conseguir. Vou, ó, eu vou deixar pra semana que vem pra gente continuar esse react aqui, porque eu vou ter que continuar. To be continued, exatamente, vai ter parte dois. Mas eu vou falar uma parada importante aqui. Vou, vou deixar pra semana que vem, mas eu vou falar uma parada legal. Vou deixar pra semana que vem, porque eu não vou conseguir, não vou dar conta. Tô devendo dois calvo branco agora. Mas se vocês gostaram da ideia, faz parte dois, vamos fazer parte dois. Mas eu vou lançar um negócio importante. Que que, qual que é o ponto que eu quero chamar atenção aqui, passa a brincadeira, né, da própria Faz nenhum sentido a não ser o fato de que a única diferença entre o dele e o seu é que Mas o, o lance é o seguinte. Ah. Condé. Rock. Rock não é Rock de verdade. Rock só pra você ter uma ideia, porque não tem nenhuma qualidade pra sentar na mesa do, nenhum que eu coloquei aqui na, na cama, né? Que a galera que eu coloquei na cama, o Juliano Spyer, o Vladimir Safatle, o próprio Condé e o Pedro Dória tem alguma quali, Dória menos, né? Mas os três em especial, três calvo efetivo e não o outro, não sou espírito, calvo espírito, eles eh, tem qualificação pra tá, pra pra falar o que estão falando. O Rock não tem qualificação. Mas os outros dois têm. E o Vitória é um Eles têm qualificação, eles estudaram, eles são pessoas que têm têm background ali, eles têm informação, eles têm referência. O próprio Juliano Spyer, com quem eu tenho tenho debates, tenho textos e artigos, já gravamos vídeos e temos um papo aí. Ele é um cara que conhece muito da literatura dos estudos sobre evangélicos, um cara que aparece aí como alguém que conhece sobre evangélicos e manja. Mas ele conhece muito, tem muita Ele tem uma boa bibliografia, tem muito boa referência. Que é massa. Ah. Mas ele tem deficiências metodológicas, né? Claras, que é o que eu queria mostrar, deficiência metodológica dele. Que a gente vai trabalhar então na semana que vem. E tem uma questão que é o ponto que ele ocupa na reprodução social. E que ele é honesto em admitir. Coisa que outros não são. Mas que é um ponto importante, que também é o mesmo ponto ocupado pelo Sapato. Que é o mesmo ponto ocupado pelo Pondé. Pelo Rock também, mas o Rock Rock é desqualificado. Que é o ponto do quê? Classe média. De família tradicional de classe média, são pessoas de famílias tradicionais de classe média. Que muda muito. E a chamada nova classe média, ou então esses grupos que cada hora tem um nome diferente. Elas não têm a mesma estrutura, nem os mesmos privilégios e garantias dessa classe média tradicional. Não tem o mesmo acesso à educação, ainda que tenha acesso à educação. Não tem a mesma formação, ainda que busque formação. Não tem o mesmo acesso à cultura e entretenimento, ainda que tenda a buscar cultura e entretenimento. Isso é marcadamente percebido, né? As análises sobre evangélicos mostram muito isso. Normalmente uma família de classe média tradicional, tradicional, ela é branca. Ela é católica ou sem religião, né? Agnostico ou ateu. É isso. Essa é a classe média brasileira tradicional. Que é visível no que a gente viu ali do até os anos 90, quem tá se formando, né? Quem tá se formando na universidade. Essa é a classe média tradicional. A partir dos anos 90, a gente vai ter um acesso maior de pessoas no no sistema educacional formal, a gente vai ter uma chamada nova classe média, que também começa a se qualificar, começa a entrar no jogo público, que traz uma série de discussões. Essa chamada nova classe média, inclusive, ela tem como característica não vir necessariamente desses grupos que são católicos e ou ateus agnósticos. É uma classe média normalmente muito evangélica ou de um catolicismo popular já carismático, de outra pegada. Você tem uma configuração nova, um grupo novo que, inclusive, é muito ativo na realidade brasileira e que a gente tá vendo aí aparecendo de muitos fatores. Por isso que vai ser é legal tanto o discutir com o Spyer quanto com o Vladimir Safatle, porque ambos veem esse fenômeno. Um observando pela religião, o outro observando pelo bolsonarismo. Então, dá para fazer articulações muito legais. Por isso que eu queria fazer o arco dos dois, mas não vai Nesse papo, nessa discussão, por que que eu tô falando isso? O Spyer, o Vladimir Safatle, o Pondé, essa galera toda, são dessa classe média tradicional. Que veem o fenômeno novo da da nova idade brasileira, com a nova república, que veem o fenômeno da nova república como observadores externos do processo de transformação social. Eles são observadores externos. Eu tô brincando com a calvície branca. São mais velhos, eles realmente são calvos. Microfone foi embora? Tão ouvindo? Pera, pera, pera aí. Tão ouvindo o microfone? Disse que o do Guilherme que o microfone foi embora. Foi embora mesmo? Vou ligar aqui. Ah, microfone? Microfone? Ih! >> Voltou? É, talvez seja captando da câmera, pera aí. Ah, agora não lembro que eu não sei nem que parte que eu parei. Mas, bom, vamos lá. Qual que é o a questão de pegar o arco, né, do Spire, do do Safatle, e do Pondé, essas coisas todas. Eles não participaram desse processo, eu acho que foi agora, né? Eles não participaram desse processo de de modernização, de transformação. Ah, beleza, tá dando pra seguir. Mas, melhorou agora? Melhorou agora o mic? Ah, eles não participaram desse processo da da Nova República. De maneira nenhuma. Isso tá Ah, na formação da nova nova classe média. A nova classe média, a formação da nova classe média. Essa nova classe média, o nome que a gente quiser dar, ela é muito demarcada por um tipo de religião, ela é muito demarcada por eh uma instabilidade ainda maior, né, do que a do de acesso a bens, privilégios, essas coisas todas. Tem uma formação muito diferente, muito diferente da classe média tradicional. Dito isso, essa galera da classe média tradicional, eles são observadores externos das transformações da Nova República. Eles não são sujeitos participantes ou beneficiários, né? Eles são são externos. Espero que esteja melhorado. Não sei se ele voltou, se ele não voltou, vocês me avisem que eu ajeito. Dentro, né? E como observadores externos desse desse desse processo, eles olham pro que tá acontecendo como objetos externos. E isso é muito importante, uma metodologia que eu quero trabalhar um dia. Quero escrever, eu tô com esse negócio guardado na gaveta há um tempo, tentando discutir ele. Esse papel desse observador externo, que vê esse objeto, que tenta descrevê-lo. E ao descrevê-lo, parece que ele está dando conta das explicações causais, não necessariamente. É um ponto que eu queria trabalhar e mostrar. O Spires faz, o Safatle faz. O Spires trabalhando nos evangelhos especificamente. O Safatle trabalhando no bolsonarismo, né? São aspectos desse mesmo processo da nova república e da transformação. Eh, então, como como processo de transformação da realidade social, como observadores dessa nova república, que veem novos sujeitos surgindo, novos sujeitos e agentes do processo surgindo, eles, desta posição, não conseguem dar conta dessas Porque eles precisam de um processo meio que dialético, entre a posição de observador e de sujeito. Você precisa de fazer essa dialética. Que é algo que a gente realmente trabalha muito bem na análise que o Marx faz do capital. O Ingra Marx analisa o capital em duas perspectivas. Ele olha do ponto de vista do sistema, de produção social, e o descreve, e do ponto de vista do sujeito implicado nesse processo. Então, e é um algo a ser discutido e interessante, porque a gente vai ver que o grande problema desses caras é porque eles são observadores externos. Não se assumem como tal. O Spires, aí eu vou ter que dar o ponto pro Spires. O Spires se assume e declara um observador externo. Mas aí é a questão, a pesquisa normalmente fica limitada, ela não tem a qualificação e o aprofundamento necessário, mas por que que ela tem tem validade? Por que que você vai ter esses caras como autoridade? Pela posição social que eles ocupam. Eles são dessa classe média tradicional. Eles têm acesso a esses privilégios. Então, o trabalho deles é sobre a análise da realidade social é privilegiado em relação a outros sujeitos que não estão ali. E eu vou dar um exemplo claro. O Juliano Spyer, né? Ele publicou o livro dele sobre evangélicos no Brasil, quem são esses evangélicos? Quem é o interlocutor dele que não conhece evangélicos? O interlocutor dele é uma classe média que ele quer esclarecer e apresentar os evangélicos. E aí ele faz de uma maneira muito apologética, inclusive, né? E e daí ele ganha um acesso muito rápido na mídia, muito rápido na TV, na internet, não sei aonde, as redes que já estão ali estruturadas. Então, ele parece uma grande autoridade sobre o assunto, só que ele não é. Quem realmente faz pesquisa bruta de evangélicos está na bibliografia dele. Em especial, por exemplo, Gedeon Freire Alencar, que para mim que realmente entendeu o movimento pentecostal nesse país. Esse cara produziu há muito tempo. Então, a tese é incrível, só que ele é cearense. Cafuso, baixinho, fala com sotaque carregado, tem aquele jeito, não ocupa esse lugar dessa autoridade da classe média calva branca. E ele tem cabelo para caramba, hein? Gedeon é cabeludo. Cabelo, cabelão. Aí mais um elemento, é a calvície branca atacando as pessoas. E não ataca o Gedeon. Mas aí o Gedeon não tem esse espaço, o Gedeon não tem esse espaço, por exemplo. Eh, assim como outros, outros. Outros autores, a própria Marina Correia, que também estuda as dinastias pentecostais, outras análises feitas sobre a realidade social, como o Safatle que consegue muito mais aparecer em determinadas estruturas e outra galera não. Então, essa tensão é interessante, porque essa classe média que conversa com ela mesma, então ela observa a realidade distante. Isso é interessante da gente discutir e fazer um papo mais interessante sobre posteriormente, porque eu tenho que encerrar o papo aqui. Beleza, minha gente? Curtiram? Foi massa hoje, né? Vocês que gostam de treta, vocês gostam de confusão, é por isso, por isso. Mas hoje, dito isso, né, quarta-feira, quase fim de semana e ainda tem jogo de Copa do Mundo já à noite, Brasil e Escócia, já disse, hein? Quatro a zero Brasil hoje. Me empolguei. Quatro a zero. Podem me cobrar cobrar depois. Hipoteticamente, não me cobrem de verdade. Podem me cobrar do Tite e do Tite. Exato. Se preparem para a guerra de narrativas. Gente, eu deixei um monte de de de coisa aqui sem responder, perdão, viu? Deixei um monte de comentários que deixei passar e eu não dei conta. O meu papo comeu tempo, então eu peço desculpas. Desculpas, apontamentos, respostas que eu não dei por não ter muito comentário. Ah! Querido Guinho, canal do Guinho, como ele tá ganhando dinheiro. E você, o canal do Guinho? Muito obrigado aí pelos dois contos que nos auxilia a pagar as nossas passagens de ônibus e metrô em São Paulo. Paga menos da metade da passagem, mas acho que é de coração. De coração, Deus abençoe. Diz: "Professor, posso indicar um vídeo sobre isso?" Pode indicar quantos vídeos você quiser, Guinho. Também dá os dois contos. Só mandar que a gente posta. Beleza? Obrigado pelo carinho, Guinho. Tamo junto. Tamo junto. Grande canal do Guinho. Ah! Bom. Obrigado, minha gente. Então, vamos lá? Partindo desta para outra melhor, seguimos. Ah, ainda não seguimos não. Pera, pera, pera, pera. Partindo dessa para outra melhor, para outra melhor, agradeçam que você não só fica alface branco, [música] ainda que você esteja um alface e branco, porque isso é um estado de espírito, um estado de espírito que te engana achando que você tem autoridade [música] para falar sobre qualquer coisa e que as suas descrições dos fenômenos são explicações suficientes e não que você ocupa um lugar de privilégio dentro das relações de reprodução social que faz com que você apareça com autoridade mesmo não sendo e [música] falando groselha com relativa frequência. Dito isso, se você não se enquadra nesse grupo, seja feliz e satisfeito. Se você se enquadra, espero que você sinta culpa. Culpa. Ou seja pelo menos mais legal com as pessoas que não [música] sofrem de calvice branca de maneira nenhuma. Dito isso, seguimos, minha gente, por aqui. Seguimos [música] trazendo a boa nova todo dia útil. >> [música] [música] >> Olha, minha gente, fiquem bem, desfrutem do 4 a 0 de hoje bebendo e comendo pipoca com as pessoas que vocês gostam. Se cuidem. >> [música] >> Até breve. A gente vai seguindo aqui. Sonhando com o hexa que talvez não venha, mas não custa nada sonhar. Vamos lá, valeu. Tchau.