🔴AULIVE: EXISTE UM PRINCÍPIO UNIVERSAL? KREPE E CIDADE ERRADOS DE DUAS MANEIRAS DIFERENTES
11/06/2026
🔴AULIVE: EXISTE UM PRINCÍPIO UNIVERSAL? KREPE E CIDADE ERRADOS DE DUAS MANEIRAS DIFERENTES
pix: [email protected]
Nesse vídeo, vamos aprender a como fazer filosofia de maneira sofisticada, de verdade, valendo, sem reproduzir grandes não-problemas de manuais da filosofia ocidental
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] Bom dia. [música] Fala minha gente, tudo bem? Mais uma madrugada [música] juntos. Deixa eu baixar aqui o áudio. Tudo bem com vocês? Como é que tá o som? Tudo em paz por aí? Manhazinha bacana. Pera aí. Acerta aí, Luiz. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia, querido William. Como é que você tá? Tudo bem? [música] Desejo que sim, meu. Bom, um excelente dia pra gente. Que bom que você tá aqui aguardando. Agora começamos. Não é, não é mais necessário aguardar. Podemos começar iniciar. Bom dia. Bom dia, Latina América. Bom dia, América Latina. Como é que vocês estão? Bom dia, querido Borduna que nos informa o vídeo original está escrito ogni esperança, voi que entrate, deixai toda a esperança, vós que entrais, vocês que entram. [risadas] É aqui a gente tem aqui uma uma citação, ó. é sofisticada em em gringuês o a famosa, como é que é? Famosa frase do da Divina Comédia de Dante. Acertei, né, por Duna. Posso estar sendo traído pela minha insuficiência eh cultural. [risadas] Eita, tá dando uma travadinha aqui. Pera aí, vamos voltar. Humanidade hoje não. Hoje não. Computador hoje não. Nos ajude. Bom dia, querido Walter FMN. FMN, tudo bem, meu querido? Espero desejo que sim. Um excelente dia pra gente. O papo hoje vai ser massa. Bom dia. Bom dia, Borduna. Tamamos junto. Bom dia, querido Kevin. Desejando um salve baristas. Salve todos os baristas da América Latina. Baristas e não baristas. Quem gosta e não gosta de café. Começamos cedo hoje, hein? Começamos cedo porque temos uma longa marcha adiante, uma longa marcha pela frente, mas que vai ser bacana. Confia, confia em mim, confia no pai aqui que vai dar tudo certo. Tá certo. Vi no TikTok. Então, se tá no TikTok, é verdade, eu acho que eu não errei. [risadas] Ah, se você tá chegando aqui pela primeira vez no nosso canalzinho, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda, muito bem-vinda. Seja aqui ao vivo, seja você que tá acompanhando depoismente, né? Depoismente ali naquele momento em que a gente já terminou aqui o nosso papo, já não é mais ao vivo, já tá sem ser ao vivo. Seja muito bem-vindo, muito bem-vindo e muito bem-vindo. Espero que você goste do nosso papo aqui, do nosso tipo de conversa, de troca de ideia. A ideia é que seja divertidinho, que a gente consiga desfrutar de uma conversa qualificada. Meu nome é Bruno Reiddal, doutor em economia política mundial, mestre em filosofia graduado em filosofia formado em teologia e espero que de alguma maneira possa contribuir com conteúdinho qualificado. Aqui a gente faz discussões a respeito de política, de religião, de filosofia. Eu tem a ver aí com essa tudologia opnológica generalizada, que é o que eu pratico, mas de maneira diplomada, tá bom? Então, espero que você goste. Curte esse vídeo aqui, comenta para engajar, espalha aí a palavra por aí, comenta com os coleguinhas, considere ser membro, membra, membre, membresia aqui do canal, porque é o que sustenta o nosso canalzinho, que é um canalzinho bem pequenininho. Não sei se vocês perceberam isso, mas que tem conversa de gente grande, apesar apesar do conteúdo é do canal ser pequenininho, tá bom? Mas aí você considera ser membro, membro, membro, aí você ajuda a gente, porque como membresia aqui do canalzinho você sustenta o nosso trampo. É isso que nos faz chegar aqui. Quem tem sido membro, membro membre que tem acesso exclusivo a cursos que nós temos aqui na nossa plataforma aqui no YouTube, né? curso de Evangélicos e Política Brasil, marcos e religião, como fazer seu projeto de pesquisa, eh filosofia da libertação, né, filosofia latino-americana, ética da libertação. A gente também tem outros vídeos discutindo temas específicos, leituras comentadas, críticas, eh, a rádio crític crente, tem muita coisa. Você pode ficar muito tempo assistindo aqui os conteúdos exclusivos, beleza? Então, vale a pena aqui tá com a gente. E assim como se você fala, pô, mas não vai rolar vir a membresinha nesse momento, você pode mandar um Pix porque vai que tá sobrando uma merreca por aí, né? Então o Pix está passando aqui embaixo. Ele também ajuda a manter o canalzinho porque ajuda a pagar a conta de luz, ajuda a pagar a continha de de de dar da vivo, né? Eu tentar voltar a conseguir pagar o streamard, que eu não tô conseguindo pagar o streamer, essas coisas. Então se você puder dar uma força, sempre bem-vindo pro nosso trabalho se manter e a gente continuar aqui quartas-feiras pela madrugada, às 8:30 da madrugada ou 9 da madrugada, depender do dia, pra gente bater um papo, tá bom? Então chega aí com nós. Vamos nos aproveitar e desfrutar deste momento agradável. Cara, eu não sei se é a minha internet ou meu computador, mas tá dando uma travadinha aqui. Espero que para vocês não. Tá bom? Mas é isso. Espalhe a palavrinha. Ah, é, esqueci. E se você vira membro, membra, membre, membrezinha aqui do canal, você ainda pode entrar no nosso grupo do WhatsApp. Grupo exclusivo, exclusivo para você e para todas as outras pessoas que também são membros, membras, membros, membrinia aqui do canal, que a gente bate um papo bem bacana, troca conteúdo, uma comunidadezinha saudável e que eu fico feliz que nós ali conseguimos nos manter minimamente, adequadamente saudáveis, juntinhos, alegres e contentes. Então, chega aí com a gente a primeira igreja barista do WhatsApp, tá bom? Bom dia, minha gente. Vamos chegar, vamos chegando aí que a gente vai que vai, vai que vai, vai que vai. Diz Kevin, última live antes de uma das piores Copas do Mundo na questão extra campo. Sim, sim. E na intracampo a gente ainda vai descobrir, né, como é que vai ser a qualidade dos jogos, dado que da do da porta para fora do estádio. O negócio tá complicadinho, hein? Complicadinho, hein? E eu que sou aficcionado em futebol, tô ficando maluco com isso já. Então, estragando aí a nossa vida de praticantes desse esporte e amantes da Copa do Mundo. Adoro Copa do Mundo. Eu tô no clima de Copa já, já tô me empolgando com ex a cada 2 minutos e depois a empolgação vai embora. Basta uma notícia mudar meu humor. Quem sabe a gente fala de Copa Disquo Borduna respondendo a Kevin. A pior copa, mas vai ser leve perante a futura Olimpíada também na era do meu. Imagina as Olimpíad, hein, mano? Maluco, só bagaceira. Bom dia, querido Jones Miguel. Como é que você tá? Tudo bem, meu querido? Espero e desejo que sim. Espero e desejo que o papo hoje contribua aí para o seu treino de maneira adequada. né, treinando aí corpo ou músculos não cerebrais, diretamente cerebrais, e músculos ou músculo cérebro, enquanto a gente troca uma ideia aí, os neurônios passando aí pelos eh pelo pelos caminhos corretos dentro de vossa sinapses, né? E aí que você consiga ter boas ideiazinhas e quem sabe bons hormônios liberados no corpo enquanto tem essas trocas fazendo seus exercícios matinais. Bom dia, querido Alex, que diz: "Bom dia, camarada. Vai avançar a unidade popular?" Vai avançar, vai avançar. Vai avançar a unidade popular. 80 confirmando. E também compra lá o jornalzinho A Verdade, suporta, apoia a camaradag. Tamo junto. Bom dia, Elis diz: "Bom dia, Bruno". Olá, Bruno. Bom dia. Olá, chat e chat. O chat aqui é muito saudável e agradável. A oba. Bom dia, diz Juan. Bom dia, querido Igor Juan, como é que você tá, meu bom? Tudo bem? Espero desejo que sim. Bicho Warley, buongiorno. Buongiorno, Bicho Harley. Buongiorno. Come state? [risadas] Ahi ahi. Ah, dister F. Tenho uma entrevista para seleção de mestrado hoje. Sua live veio boa hora para me ajudar a relaxar, porque estou tenso. Se puder me desejar sorte, ficarei feliz. Um excelente dia para nós, Walter. Primeiro, fique em paz, vai dar bem. Segundo, eu sou a pior pessoa em entrevistas da face da terra. E eu já contei histórias no canal sobre as minhas entrevistas de mestrado, de doutorado, de emprego. E, por incrível que pareça, eu passo ou passei nas entrevistas. Você com certeza é uma pessoa melhor do que eu e vai passar. Eu boto fé em você. E fica tranquilo porque a entrevista vai ser uma conversa sobre o seu projeto. Eh, normalmente para saber se você fez o seu projeto, se você tá seguro com ele. Então, fica tranquilo porque a parte mais difícil você já fez, cara. Então, fique em paz mesmo. A parte mais complicada já foi que é passar pelo processo seletivo, a dar entrevista, conhecer um pouquinho de você, entender quem é você e ver se você tá manejando bem o seu projeto. Então, confia nele, confia no teu trampo, vai em paz, vai em paz mesmo, sossegado, desfrute e relaxe. E se você conseguir acompanhar o nosso canalzinho hoje, inclusive aqui a live toda, vou te dizer, você vai ver um maluco que é doutor já em filosofia [risadas] e que, meu amigo, você vai sentir bem autoestima vai te ajudar. [risadas] Descrito J Miguel, treinar glúteos, não. Então, treinemos os glúteos e o cérebro ao mesmo tempo. Fundamental. Não podemos negar um em detrimento de outro. Tem gente fica aí falando: "Ah, esse pessoal aí só tem bunda, mas ter bunda é uma coisa importante, nós temos que ter isso aí. Falo por experiência própria, tendo bons glúteos, você consegue aí ter um bom acesso a círculos sociais. Então, continua o treino do glúteo. Importante. Bom dia, irmões em barismo, disz fazer o bom dia, querido fazer o bom dia. Bom dia. Bom dia. A galera desejando boa sorte para nosso querido Walter. Sorte, meu querido. E o Jones Miguel ou fazer o watch aí, desejando bom treino pro Jones Miguel para que ele tenha um bundão. Então, pronto. Exatamente. Aí, obrigado fazer o Watil. Obrigado pessoal por estar desejando boa sorte pro Walter também, né? Dá boa sorte pro treino de bunda, boa sorte pra entrevista pro camarada. Estamos tudo certo. Eu gosto desse clima agradável que a gente cria aqui. [risadas] Diz: "Querido Thiago, bom dia a todos baristas e não baristas da Améica Latina. Bom dia, querido Thago. Espero que você esteja bem. Thiago, que é muito ativo e camarada em nosso grupo do chat, sempre colocando aí panos quentes e animando a galera, exceto quando o tema é rage against the machine, que aí a gente começa a ter tretas, mas aí é o outro problema. Isso é recente. [risadas] Ai, meu povo. Bom dia, querida Gisel. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Espero que você esteja bem. Ah, espero que as coisas estejam tranquilas por aí. Nosso papo aqui matinal numa quarta-feira. Clim é gostoso, clim agradável. [risadas] Eu vou pegar aqui, mano. Eu tenho que pegar o vídeo, né? Infelizmente eu marquei errado [música] o, como é que é o nome do bagulho? o tempo do vídeo que a gente vai assistir hoje. Então eu tenho que abrir lá ele de novo. Deixa eu pegar lá. [risadas] Mas a gente não vai assistir aquele debate inteiro não, pelo amor de Jesus Cristo, né? Eu só peguei um trecho. Só peguei um trecho porque meu amigo, meus amigos, irmões e irmãs, hum, hum, hum, hum, hum. Vou dizer para você, cara. complicado. Complicado. É um vídeo muito ruim de um debate, meu Deus do céu, e que o debate ele vai desenrolando. E eu tive uma sensação em determinado momento, enquanto esse debate ia acontecendo, que tava ligado o motor de improbabilidade infinita do guia do mochileiro das galáxias, sabe? o motor de improbabilidade infinita, que é quando você tá ali num papo e ele começa a ir num ponto aqui e de repente, pum, ele some e aparece aqui. Aí você fala: "Como é que a gente vai parar aqui?" Aí tu me aparece aqui. El falou: "Como é que esse tema veio parar aqui?" Ele fi, "Meu Deus, ele dá saltos assim que são realmente motor de improbabilidade infinita ligado assim. Meus amigos, [música] não sei dizer o que aconteceu, mas algo aconteceu. Foi uma loucura, né? completamente desproposital, sem sentido, uma umas afirmação absurda, mas mas porém contudo, todavia, que nos dá uma munição importante, não pelo cont debate, que a gente não vai reagir ao debate para ver se foi bom, se foi ruim, foi ruim, eh, e nem porque tem algum conteúdo ali que se sustenta, porque não se sustenta. O que a gente vai fazer é a partir de uns ganchinhos deixado na sepapo falar coisa séria sobre ética, sobre resolução de problemas e sobre filosofia, mas a ética de maneira adequada, né? Sim. Eita, travou o bagulho aqui. Oh, hum. Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Meu Deus do céu, era uma loucura, velho. Eu tô até difícil, com dificuldade de achar o ponto do corte. Pera aí. Pronto. É mais ou menos aqui. É difícil aquilo ali. Sem pressão, sem pressão, sem pressão, querido. Fazer o fazendo pressão em cima do Thiago e dizendo: "Thago sem pressão, né? Tô tô vendo vocês aqui no chat, viu? Turma, turminha, [risadas] [suspirando] nosso querido P Lourenço Serpa, como é que você tá?" Bom dia, camaradas. Bom dia, Lourenço Cerca. Sou psilou rencocer pá [risadas] psilou, como é que você tá? Psilou. Pilou é um nome legal. Gostei de Psilou, é um nome legal. Bom dia, querido Juan Gabriel que diz: "Bom dia, Bruno Racional". Bom dia, querido Juan Gabriel. Muito obrigado pelos seus trocadilhos diários ou semanais. Semanais. Bom dia. Bom dia. Bom dia, querido Felipe. Felipe, primeira pessoa santificada. em vida aqui nesse canal. Tá aqui Felipe, nosso querido Felipe. Felipe que diz: "Belíssima blusa, Bruno". Muito obrigado. Ó, belíssima blusa mesmo, não é? Essa blusa aqui, na verdade, era do meu avô. Meu avô, meu avô materno, seu Alberto. Ele faleceu alguns anos atrás, não lembro quantos. E aí, eh, depois que uma pessoa falece, tem muitas coisas que acontecem, né? Além da nossa tristeza, da memória e também do saudosismo, da nossa relação com o luto, também tem a necessidade de você fazer alguma coisa com os pertences dessa pessoa. E aí a minha avó tava separando as roupas do meu avô, eu tava na casa dela, tal, e ela falou: "Prun, você não quer essa blusa aqui?" Eu olhei e falei: "Mas é claro que eu quero, é claro que eu quero essa blusa". [risadas] Aí eu tenho esta blusa aqui e um um um pijaminha que é de flanela do meu avô que eu guardo com muito carinho, né? Tanto a blusa quanto o pijaminha. Vez por outra eu boto essa blusa, mas eu boto ela quase nunca assim, eu tenho muito carinho por ela e tenho memórias do meu avô acordando pela manhã e botando essa blusinha. [risadas] Então aqui está. E ela é bem bonita mesmo. Eu gosto dela. Bom dia, querido Guilherme, que diz boa madrugada a todos. Boa madrugada. Aí tem uma outra parada que eu nunca tinha pensado sobre depois que uma pessoa falece, que eu só pensei agora assistindo um especial do Afonso Padilha sobre a Eu assisti recentemente o especial de comédia do Afonso Padilha que ele comenta sobre a mãe dele que faleceu recentemente também e aí ele faz as piadas e ele comentou que ele pegou o o celular da mãe dele e foi ver o WhatsApp, né? E aí eu me dei conta disso também, é que agora a gente tem um novo problema aqui no no luto, que é as informações que essas pessoas deixaram no celular, as conversas que a gente não pega depois que falece, o pessoal vai saber o que as coisas que nós fizemos, que que vai ter acesso a essas informações. Vai ser divertido, vai ser interessante imaginar isso aí. Eu nunca tinha pensado nisso. Pensei essa semana assistindo o especial do do Afonso, nosso querido fazer o watch sempre dando bom dia para as pessoas. Importante importante aqui. Obrigado pela gentileza fazer o watch. Que é ser fazer o quê? Fazer o watch. Tiz querido Thiago para fazer o que tá pressionando ele hoje. Se Yahvé permitir estar eh estar iremos lendo. Bom, olha aí pelo até pro Yahvé. Mas vamos lá. Vamos pro nosso videozinho. Nós temos um vídeo. Então vamos lá. Abemos vídeo e vídeo ruim. Mas a gente vai transformar Brita em ouro. [risadas] A gente vai transformar Brita em ouro. Que acontece? Para quem é lá do tá no nosso grupo do WhatsApp já sabe o que eu penso um pouco sobre esses esses debates, né? Já tem noção o que que eu acho sobre os debates. Eu tenho informações e tenho opiniões controversas. Eh, e talvez seja um senso comum de gente cri. Perdão aí por ser cringe e cri, mas eh assistindo o fui assistir um trecho desse debate por outras motivações, motivação de um querido amigo meu, queridíssimo amigo meu, uma pessoa que eu amo muito, mandou para mim o link do debate, que eu já tinha visto que tinha acontecido, mas eu evitei ao máximo assistir qualquer coisa, porque é assim que a gente faz para manter a sanidade. E esse querido amigo meu mandou assim: "Cara, esse debate eu gostaria de assistir ouvindo você comentar ao meu lado enquanto enquanto a gente comia pipoca juntos". O que eu fiquei um pouco confuso se era um convite, que tipo de convite, que grau de intimidade nós teríamos nesse momento? Mas que eu achei bacana, pô, o cara tem um carinho muito grande, eu tenho um carinho muito grande para essas pessoas, nós nos amamos. Mas dito isso aí eu falei: "Pô, talvez eu tenha que assistir para ver qual é que é, porque é um camarada que eu respeito tanto". Aí eu falei: "Vou tentar assistir". 15 minutos foram suficientes. [risadas] 15 minutos em velocidade 2.0, meu amigo, e tentando uns saltos nas apresentações das pessoas. Eu não faço ideia quem são aqueles dois manos que apareceram ali também, mas, né? Eh, foi foi o momento aí que eu fiquei, caraca, que que é isso aqui? E aí, mano, eu fui ouvindo e eu consegui ouvir o primeiro bloco da primeira questão lá. O que que acontece? É um debate em que coloca-se uma afirmação e dois grupos de dois humanos distintos debatem entre si lá no canal da Spectrum e ficam debatendo. No caso, eles deram o título como debate entre universalistas e relativistas. Aí tudo bem, não sei o que eles querem falar, tenho ideias, mas vamos lá. E a pergunta era se existem princípios universais, o que a própria frase já denota um ponto de partida universalista a ser criticado pelo relativista. Porque se você diz que existem ponto princípios universais, se essa é a pergunta, você assume como posição universal. Aí você vai ver como negação o relativista. E se você for dialético, a negação da negação para uma nova posição, a crítica da crítica. Bom, tudo bem, negação da negação, mas aqui já é exagero de minha parte. Dito isso, eh, é ser o debate, se tem princípios universais. E aí eu gosto disso porque eu acabei discutindo o tema de um critério ético com pretensão universal no meu na minha pesquisa no mestrado e que marcou minha vida e que eu utilizo como referência para as discussões dos nossos problemas hoje. Só que aí eu fui ouvir os caras papeando e aí foi deprimente, foi sofrível, foi complicado. E aí eu conhecia, graças à internet o Daniel Cidade e o Frederico Crep. E aí tinha um mano com Daniel Cidade que eu peço perdão porque eu não sei o nome dele, e tinha um mano com o Frederico Crep que eu peço perdão porque eu também não sei o nome dele. Mas aí ficou os dois avatar, os dois mano e os caras discutindo e trocando ideia. E foi horrível, horrível. Brita, brita, brita, brita que a gente vai transformar em ouro, trabalho de alquimia. Mas que aí eu falei, pô, assist já que assisti, vi, não é bom. É ruim, mas abre uma janelinha para conversas legais, pra gente poder buscar resoluções de problemas e fazer uma crítica até ao modo como se faz filosofia, como se discute filosofia mesmo na internet. Então, acho que vai ser legal. Acho que vai ser legal não o conteúdo do vídeo, mas o nosso papo aqui. Mas para isso a gente tem que mostrar o vídeo, né? Então eu já tô aqui dando essa volta toda para dizer, a gente vai ver um trecho, um trecho de exatos 5 minutos, seis no máximo. Então tá de boa, tá bom? Só aqui o disclaimer do motivo pelo qual a gente vai ver um trecho aqui, que é um disclaimer completamente enviezado, né? Eu acabei de praticamente ofender gratuitamente essas pessoas sem querer, mas é o que eu tenho para dizer, não vai dar, não tem mais, não tem muito por onde escapar. Tá bom, então vamos lá. Vou pegar aqui o alquimista da filosofia ocidental, [risadas] tipo isso, transformando brita em ouro, né? E aí eu achei engraçado o Wesley, que é um querido, camarada muito muito Wesley, acho que é o Wesley, perdão, Wesley se eu errei teu nome. Ele fez um comentário muito bom, né? Palavra com cinco letras que começa com B, termina com ta que dá para transformar em ouro. Cinco letras. Começa com B, termina com ta brita. Brita, vamos transformar brita em ouro. Ele pegou a minha piadinha. Eu não ia ser tão ofensivo assim. Poderia utilizar outro termo, mas eu optei por Brita. Ele pegou a minha piadoquinha. tum tchum. Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Ó, vê se o áudio vai chegar para vocês aqui quando eu colocar. Pá, botei aqui. Beata. [risadas] Beata em ouro poderia ser também. querido fazer o mas eu não pensei nisso. Diz querido Borduna Dan the philosopher. Filosopher. Dá trocadilha, hein? Hein, Juan Gabriel? Dá trocadilha. Vamos lá. Pera aí, pera aí. Vê se o áudio tá chegando aí. Vou pausar aqui minha musiquita. >> [canto] >> Vê se o áudio tá chegando aí. Foi. O áudio chegou aí? Respondam sim ou não, porque aqui apareceu que deu uma um probleminha. Eu só preciso saber se chegou aí. Chegou aí o áudio? O som tá bom? Felizmente não estou ouvindo, então sabia que tinha dado um probleminha. Pera aí. Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. Eu sabia que tinha dado uma treta, mas aí eu falei: "Ebá, vamos ver se vai agora". Vai, agora vai agora, vai agora. Vai. Ah, deixa eu voltar aqui. Po, começa triste já. com o espaço público, a vivência com outras pessoas que vai construindo isso. Não é um argumento de meio ou de alguém. >> Agora foi. Vamos ver se agora foi. Agora vai. Vai, vai, vai. Agora foi. Então, beleza. Show. Já já tava quase puxando o corinho aqui. Exatamente. E é, vai. Puxa o corinha aí da música do enquanto. Enquanto não sai o som, a gente puxa a musiquinha aí. Puxa a música aí. Vamos lá então, ó. Vamos lá que a gente vai sofrer um pouco. A pergunta é: existem princípios éticos universais? Aí eu vou dar um contexto. Estão discutindo sim ou não? Mas aí é aquilo que eu comentei, né? Eh, com o motor de improbabilidade infinita ligado. Então, o tema tá aqui, de repente ele some, aparece aqui, de repente some e aparece aqui, de repente some. Então, é difícil acompanhar a conversa porque eles é uma salada completamente sem sentido. Mas dito isso, o camaradinha aqui, esse mano que eu não sei o nome de camisa, é vinho, é bordô. Parece bordô. Não sei. Esse mando de camisa aqui que não é nem vermelha, nem nem marrom que fica no meio do caminho. Ele tá falando que, ó, beleza, não existem princípios éticos universais e a gente não vai conseguir convencer as pessoas só conversando com elas. Tem outras coisas. Se existisse um princípio ético universal transmissível, eu tô aqui melhorando muito o argumento, a gente comentaria, falaria com as pessoas, elas compreenderiam, aceitariam aquilo como verdade e mudariam suas rotas de vida, né? Beleza? É mais ou menos isso. E eu vou soltar daqui e aí a gente vai pausar em alguns momentos. Eu acho que a gente vai passar rapidinho por essa parte, né, de de assistir cinco, no máximo 6 minutos desse vídeo e aí a gente vai só depois só conversa nós aqui que é para também, né, respirar. Mas a gente vai fazendo comentários enquanto tiver rolando aqui. E não esqueçam de fazer os comentários de vocês também no chat. Lembrando, não sejamos ofensivos gratuitamente. Tem que ter motivo para ser ofensivo. Vamos lá adiante. Então é a vivência, a vivência prática, a vivência com a terra, a vivência com o espaço público, a vivência com outras pessoas que vai construindo isso. Não é um argumento que veio ou de alguém racional ou déspo tá esclarecido. E eu me lembro até da entrevista do Fernando Dad que eu ia comentar. na verdade, acho que é um um lord francês no século XVI, que é assim, basta você falar pras pessoas o que é verdade, que elas vão aderir, elas vão aceitar e não que a vivência dela e ela ter noção, e talvez aí sim aí a gente fala dos conceitos adequados para interpretar essa vivência, que dê uma riqueza de experiência para ela, que ela consiga passar adiante a sua transformação, seu se sua tradição, assim, o que seja que for, entendeu? Eh, aqui já começa triste. Do nada veio o Hadad, eu não sei qual o motivo, mas dá para entender porque a gente tem que, né, sacar as intenções ali. A gente já começa, exatamente, faz, já começamos lá embaixo, mas a gente vai transformar brita em ouro aqui. que acontece, o camarada, que eu não sei o nome, falou o seguinte: "Olha, não é você falando ali uma verdade pras pessoas que elas vão mudar suas ideias e que elas então vão aceitar que elas estão erradas, equivocadas, né? Não, não será assim. Tem que ter a vivência, tem que ter o a subjetividade, tem que ter essas outras coisas. Não é só só a transmissão de informações. OK? Correto? Básico. Eu acho que assim, qualquer humano aceitaria isso. Do nada ele meteu um Hadad ali do absolutamente do nada, porque o Hadad parece um lord francês do século XVI. Falaria, as pessoas ouviriam, não. Os lordes franceses do século XVI arrancavam a cabeça das pessoas, faz as pessoas passarem fome, usavam de sua força contra os demais. Era basicamente isso. Não tinha nada de esclarecido, era bem desagradável. Tanto que aí rola uma revoluçãozinha lá contra os déspotas. Mas ok, dito isso, eh, meter um dessa daí como se fosse isso que se pretende, né? Então assim, olha, não é falar a verdade que as pessoas vão mudar, ter a vivência. Então, disso a gente tem dois problemas. Um, você então abandona a verdade, já que não é a verdade, Dan is é verdade, né? Ou dois, que é o linha mais correta. Apesar disso, ainda faz sentido você falar a verdade. Ah, mas só a informação não vai resolver. Então, a informação mais outras ações para fazer com que a verdade valha e prevaleça, porque é verdade. É meio simples, só que eles são bem caricatos. Então, é ou você eh pró universalidade de tudo ou você é relativista em tudo. Não existe nenhuma capacidade de crítica, de de conversa, de resolução de problemas. Eles estão aqui sendo avatares das escolas filosóficas que eles resolveram seguir. Estão só emulando, são avatares das escolas filosóficas, que é o que você aprende a fazer nade filosofia, sair reproduzindo uma escola que você gosta, que você acha legal. Aí você escolhe seu filósofo Pokémon e leva ele pro estádio para batalhar com os outros. E você não tem um critério importante, que é qual é a resolução de problemas? Como a gente criticamente encontra valores, conteúdos, princípios, estruturas, elementos para resolver problemas. Você fica ali só na defesa da sua escola filosófica. Por isso que a gente tem um problema sério deficitário na formação universitária no âmbito da filosofia neste país, mas também em muitos outros lugares, tá? Mas aqui isso explicita assim gravemente, tá? gravemente, seja ali pelo pelo pelo crep, seja ali pelo Daniel Cidade, seja pelos avatar deles ali, os menino que estão junto, que eu não sei quem são, perdão aí pela minha ignorância. Então, eh, é isso. Tiago, [risadas] eu estava feliz, agora estou triste. Calma, acho [risadas] que os É, olha como é importante a gente pegar a brita e transformar em outro. A que a gente já tá fazendo uma crítica a essa reprodução de posição de escolas, né? Ai, o cara vai estudar em filosofia, aí pergunta assim: "Ah, qual foi a sua pesquisa? Qual problema você quer resolver? Qual o tema?" Não, ele não responde isso. Ele responde o autor, a autora que ele estudou. Aí eu eu sou especialista em Kant, [risadas] sou especialista em Foucault, sou especialista em Niet, sou especialista em E aí você não temas, problemas, não, você tem especialistas em autores e escolas, né? Então, e aí tá aí, a gente tá vendo aqui avatares de escolas, o que faz o debate ficar extremamente empobrecido e incapacidade crítica de ambos os lados é terrível, mas aí a gente vai pegar isso e transformar em crítica adequada e tal. Tudo bem? Então, já começamos aqui o nosso papo, mas vamos seguir mais um pouquinho. Tristeza. muda tema. Eu >> queria, eu queria que vocês lidassem com o argumento do do Lewiis que eu mencionei no começo da rodada pelo seguinte, porque me parece que a postura de relativização geral, ela pressupõe que cada cultura é um universo fechado, compartimentado ou que no máximo entra em contato com outras variáveis, mas que não existem constantes culturais, não existem eh elementos que são permanentes nas mais diferentes culturas. E o que o Luís vai mostrar, ele não é a única pessoa a fazer isso, é que você vai encontrar em basicamente todas as sociedades humanas conhecidas o apreço por determinados valores. Por exemplo, concretamente, qual é a sociedade humana que não considera a sinceridade uma virtude? Por exemplo, há alguma sociedade humana que apresentasse como ideal pros seus membros a mentira constante uns pros outros? Não. Porque uma sociedade assim seria inviável. Vamos lá. argumento. Olha, eu acho que o problema de você relativizar e dizer que não existem princípios universais é que você vai imaginar que culturas são blocos isolados uns dos outros e que não há nada compartilhado. Então vamos ver se em todas as culturas, em todas as culturas, de todos os povos, de toda a história, de toda a humanidade, em todos os tempos, existem traços culturais comuns e compartilhados, valores comuns. Olha, se esse é o seu problema, eu tenho uma péssima informação. Você não vai conseguir demonstrar que toda a cultura de todo o povo, de toda a história, de toda a humanidade tem valores que são compartilhados igualmente por impossibilidade material e factível. Exato. [risadas] Tinha escrito Renan. Eu acho que nem tem como fazer isso. É, é, não tem como fazer isso. Então, o que que é o argumento do nosso querido ali? O o MinP fez que tem o crep e o minp. O que que o Minrap fez? O Minicrap falou: "Será que tem?" E aí em abstrato eles soltam um. A sinceridade, por exemplo, toda cultura tem que ter um princípio ali de valorizar a sinceridade, porque senão essa cultura não existe, ela não permanece. Aí ele sai do problema material histórico de você ter que verificar e vai para uma estrutura lógica, argumentativa, que por eh que por dedução implica que você vai ter que dizer que é impossível que haja uma sociedade, que a sinceridade não seja um valor defensável. [ __ ] aí já tem uma porrada de problema metodológico mesmo. Sim, né? você saiu de um problema histórico, material e factível, impossível de ser verificado, para então buscar uma solução numa dedução arbitrária e abstrata, lógica geral, pressupondo que você vai entender sinceridade em tudo quanto é mesmo sentido e negando o papel que se joga dos na sociabilidade humana da vivência prática e real em que a gente mente, em que a gente tem uma vivência que a sociabilidade depende de você omitir informações paraa convivência. Para convivência. Mas tudo bem. O Platão usa um argumento semelhante para dizer que existe ética em qualquer organização. É impossível o ser humano não ter ética. Só que olha a diferença disso que o Minicrep fez pro eh pro Platão. Platão vai dizer: "Ó, é impossível ter um grupo humano que não tenha o mínimo de estrutura ética". mínimo de estrutura ética. Por quê? Porque mesmo num grupo de ladrões, você vai ter que combinar que não pode roubar do coleguinha, senão vai desfazer o grupo e nem matar o coleguinha. Do. Significa que então nós temos princípios universais válidos para tudo quant coisa? Não significa que você precisa de uma organização em qualquer grupo humano. Então é outro problema. O problema não é se existem ou não princípios universais compartilhados, mas é possível o ser humano se organizar ou permanecer em vida sem uma estrutura de organização e combinados mínimos, independentemente de quais eles sejam? Você veja que o problema é diferente. Não, para um grupo humano conviver, ele precisa criar regras básicas compartilhadas, ainda que essas regras sejam quebradas. Simples assim. Mas isso é um outro problema, não é de princípios éticos universais, é de organização da sociabilidade humana. Qualquer grupo humano precisa de regras básicas, sejam elas quais forem. E as regras podem ser diferentes. Sendo diferentes, elas vão ser conflitantes. E aí dois grupos não vão conseguir conviver juntos porque tem regras diferentes. Ou eles vão ter que reestruturar. Simples assim. Mas são problemas distintos, de níveis distintos e de questões distintas. Mas como o objetivo aqui é o avatar reproduzir a escola que ele que ele que ele defende, eles não estão conversando, né? Eles estão aqui, ó, em dois círculos separados. E aí entra o motor de improbabilidade infinita que joga o tema para cá, joga o tema para lá, joga o tema para cá. Mas que que é importante dessa parte aqui? O cara viajou legal, né? Mudou metodologicamente aqui o problema, não resolveu a questão ética dos princípios universais universais compartilhados e esqueceu desse elemento importante. Não sei se vocês já viram o ariano Suasuna falando sobre a importância da mentira. É maravilhoso. Aqui é um exemplo anedótico. Anótico, só pra gente não cair nessas abstrações gerais, nesse bobagem filosófica feita, quer dizer, metodológica feita aí de dedução, porque ele achou que o princípio é legal. O Ariano Sassuna fala, conta aquela história de que ele de um suíço, eu vou até pegar que aí o vídeo vale a pena, que aí a gente se anima aqui. Vamos ver coisa legal também, né? Não, vamos só ver coisa triste eu contando. [roncando] Deixa eu pegar o Ariano aqui. Ah, aqui. Pronto. É curtinho. Vale a pena porque a gente se anima, né? Não vamos ver aqui só só bobagens. Vamos ver coisa séria, né? Vamos ver o Ariano Sassuna diz que do Bordonou, ou seja, um treinador de um Pokémon em específico. Isso ficou muito pedagógico. Mas é exatamente isso. É isso que o pessoal faz. Eh, leva não sabe o que estão falando, nem discutia adequadamente. Disgan, modo escola austríaca de raciocínio. É por dedução e abstração. É basicamente isso mesmo. É basicamente isso. Pergunta que fazer. Então, mentira é universal. Não faço ideia. Teríamos aí que fazer uma um teste, mas provavelmente a gente encontrar missões de informação. Borduna crepezinho. É tipo mezinho, né? Minim. Lembra do Minim? Eu tô ficando, a gente vai ficando velho, a gente vai tendo outras referências. Ariano Suasuna falando sobre a mentira. Eu acho que é esse vídeo aqui. Se não for, só vai valer a pena pelo Ariano Sassuna. Eu não sei vocês, mas eu minto. Eh, eu não minto para prejudicar ninguém, não. Mas eu às vezes, eh, ditado brasileiro, que eu acho uma coisa ótima, o pessoal disse o os próprios brasileiros dizem, você faz um convite a um brasileiro, se ele disser, pode ir ou não, mas se ele disser eu vou fazer tudo para ir, pode ter certeza que ele não vai, tá certo? Eu sou assim, eu [risadas] me amigo, amigo. Pois bem, e aí eu eu contei já essa história por aí também. Eh, o negócio de escrever carta, eu gosto muito de receber carta, aliás, tá ficando fora de modo, né? Eh, a o a o o computador tá acabando, mas eu ainda recebo carta e eu gosto. Mas eu não tenho tempo de responder tudo não. Eu sou um jeito muito ocupado. Aí quando eu me encontro com as pessoas, a pessoa disse: "Não recebeu a minha carta não". Aí eu digo: "Recebi e respondi". Certo? Ele sabe que é mentira. Eu [risadas] sei que ele sabe que é mentira. Ele sabe que eu sei que ele sabe que é mentira, mas ele é brasileiro como eu. Então ele entende que o que eu que o que eu quero dizer é o seguinte. Eu não respondi sua cara não, mas eu gosto muito de você. Pronto. Não é? Pronto. Aí pronto. Fica assim. [aplausos] [risadas] E aí o que acontece aí? O o Suna vai dizer que ele tava na com o camarada dele na gringa, acho que era na Suíça, fez essa parada. O cara falou: "Pô, você recebeu minha carta?" Foi: "Recebi e respondi". E aí o cara entrou com processo contra o Correio gringo para dizer: "Ó, meu amigo, você o eu o cara respondeu minha carta e você e não chegou para mim ainda. Você tá com algum problema aí e tal?" Secret trocou uma reclamação formal porque a carta não tinha chegado e o outro tinha dito que ele tinha respondido. A gente na nossa sociabilidade aqui sabe que essa sinceridade não é verdade. Vamos marcar, né? O famoso paulista. Ô, vamos marcar pra gente se ver. A gente não vai marcar. Todo mundo já sabe que não vai, né? Isso faz parte da realidade. Então isso é só uma tiração de onda pra gente ver que esse lance ali do do da sinceridade o princípio compartilhado, universal, mano. Não, não, não, não, não fala bobagem. Mas vamos lá. Vamos voltar aqui pro nosso sofrimento, cara. Alian suas sou uma das melhores. Ai cara, que como esse velho era bom, mano. Que coisa incrível. Saudade ali, ó. Vamos lá, vamos sofrer mais um pouquinho, mas sobreviveremos. Nó voltando ali, o mano tava falando a argumentação dele, troncha de sair de um problema material factível, inverificável, impossível de ser demonstrado empírico e materialmente para uma dedução lógica. Portanto, ai vamos lá >> isso não tá fin de Vamos lá >> existem grupos na nossa sociedade que estão bem aí >> estão bem aí também aí o cinismo não para de crescer mesma coisa >> mas eles não invocam isso como virtude [risadas] ao contrári >> ah exatamente eles estão mentindo falando que isso é no lobo lobo no meio dos cordeiros >> é um lobo no meio dos cordeiros um negociador Da mesma forma que sociedade não apresenta, por exemplo, a justiça como ideal normativo. Justiça entende do seu sentido mais amplo. Pessoas não devem ser tratadas indiferentemente, nem de maneira anárquica ou arbitrária, mas as pessoas devem ser tratadas de acordo com determinados critérios. Quem necessita mais receber mais atenção, quem necessita menos receber menos atenção. Você vai encontrar aplicações muito diferentes desses princípios, mas você vai encontrar esses princípios em basicamente todas as sociedades humanas conhecidas. Isso é uma, para deixar bem claro, isso é uma demonstração da existência de uma lei moral universal. A rigor não, mas isso é no mínimo um essa parte é maravilhosa. Eu não lembrava. [risadas] Para você ver que é um debate completamente sem pé nem cabeça. Terrível. Ó, toda a sociedade busca justiça. Toda sociedade busca justiça com critérios mais amplos possíveis. Aí ele dá critérios bem específicos, né, e determinados. Mas aí o min o o Minicrap fala assim: "Eh, isso demonstra que então isso demonstra se todo mundo busca justiça, tá? Organização de justiça ali, todo mundo tá querendo, isso demonstra que existem princípios eh morais, universais?" Não. Então, por que que você falou isso? Então, para que que foi esse arco de construção argumentativa? Se você tá demonstrando para você mesmo enquanto você pensa que a tua ideia é uma bosta. O fato das pessoas buscarem estruturas mínimas, mínimas para você poder conviver, significa [roncando] então que todo mundo tem a mesma mesma busca por justiça, que existe um princípio comum. Não, então acabou teu argumento. Teu argumento acaba aí quando você negou você mesmo. Mas ele vai insistir. E os outros que poderiam falar, viu? E aí apelar pro relativismo burro que eles estão fazendo, que já já a gente vai ver o problema deles de novo, eles falam: "Passa batido também, então vai seguir." Mas cara, olha, olha que que bobagem, né? O cara enquanto ele tá falando, tá percebendo que não faz sentido aquela posição. Enquanto ele tá falando, ele percebeu, mas aí ele vai apelar, né? Se eu não me falha a [limpando a garganta] memória. E se eu tiver acompanhando? adequadamente esse essa organização lógica baseada no princípio de improbabilidade infinita, né, que tá aqui, de repente some e aparece no tema aqui, de repente some aparece no tema aqui, né? Vai vai variando. Eh, se não tiver equivocado, o que ele vai dizer é: "Se todo mundo busca justiça, significa então, portanto, que há uma justiça ser buscada". Ai, cara, que argumento ruim, velho. Meu pai amado. Mas vamos lá, vamos lá. O próprio exatamente diz o Renan. Então falou tudo isso para quê? Exato. Ele ele se anula enquanto ele tá falando. A gente tá pensando, pô, esse caminho não é bom, né? Mas aí já foi, já era tarde. Bom dia, querido Gabriel. Bom dia. Bom dia, Baristas. Bom dia, querido Gabriel. Cage buchin do crepe [risadas] desliz. Acontece bastante, principalmente baixo chuveiro. Me preocupa o que que acontece? A busca pela justiça, a busca universal pela justiça ou a desistência da ideia que você tava tendo enquanto você tava tendo essa ideia? Provavelmente essa parte, né? E no no chuveiro a gente tem a ideia de de a gente vai comentar, né, os nossos adversários no chuveiro, discutindo com a gente mesmo enquanto acho que tá conversando com outra pessoa. Enquanto você tá debatendo, você fala: "Eita, né? Isso não é um bom caminho. Deixa eu mudar aqui a estratégia. [risadas] Ah, vamos lá. Uma evidência extremamente forte da evidência de determinados valores que estão inscritos na própria consciência humana. Veja, há uma caricatura. A ideia de que ser universalista, ser universalista não implica que eh toda pessoa que defende a ideia de princípios universais tem que ser o Platão, o Aristóteles. A filosofia faz uma elaboração conceitual, mas a ideia que a gente defende é que há uma experiência humana radical no íntimo da consciência humana, que é a percepção de julgar determinados valores ou situações como bons ou mal, certos, errados, de acordo com critérios objetivos. Essa busca da consciência para um juízo certo, que é uma experiência que o público tem. O público quando tá diante de situações, olha para situações e diz: "Isso é mal, isso é inaceitável" ou muda o seu juízo. Eu achei que eu era certo, não, isso é errado. Mas quando a pessoa vai fazendo esse raciocínio, ela vai apelando constantemente para quê? Para um certo ideal universal de justiça. Não. Ai, dedução lógica horrível. Meu pai amado, meu pai amado, argumento. Existem existe a capacidade de todo ser humano inscrita na consciência, seja seja lá o que significa, de julgar aquilo que é bom, que é ruim a partir de critérios objetivos. Pouco importa nesse momento aqui também, mas a capacidade de julgar o que é bom, que é juível. Parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns. Dado isso, né, que você consegue perceber que os humaninhos têm a capacidade de julgar aquilo que é bom e que é ruim, que então vão ter critérios paraa tomada de decisão, sejam eles quais forem. Não implica que existe um ideal de justiça sendo buscado. Implica que você tá resolvendo problemas, julgando se é bom ou se é ruim, desde uma experiência básica de seleção do que você vai comer até como você vai responder o seu coleguinha, a sua coleguinha. Julgamento do bom ou do ruim não implica não implica em um critério de busca universal compartilhado. Assim, existe um ideal de justiça e a gente tá buscando ele. Não implica que a gente tem que tomar decisão daquilo que é bom, que é ruim. E já já a gente vai ver, porque eu só acabando aqui essa sofrimento, que a capacidade de julgamento daquilo que é bom, que é ruim, ela não vem do nada e nem de critérios abstratos. Ela vem dentro de um processo evolutivo de vida, né, enquanto espécies viventes desse mundo. E nós somos uma espécie vivente que também vem desse processo evolutivo de vida. Desde que a gente tá nesse processo evolutivo de vida, os viventes vão aprendendo e julgando de acordo com seleção, um eh sistema seletivo de avaliação em que a gente vai observando aquilo que é nocivo e não nocivo pra permanência do indivíduo vivente e da espécie vivente em questão. Então, toda espécie vai aprendendo e vai se desenvolvendo naquilo que é nocivo e não nocivo. E esse sistema de seleção e de avaliação, ele não se perde, ele se mantém, ele tá estruturado em cada ser vivente. No caso dos seres humaninhos, que se desenvolvem enquanto seres viventes e vão constituindo toda a estrutura cerebral, toda a estrutura de nervos, de corpo, toda essa parada durante milhões de anos com especificação, com com mutação qualificada específica em que chega no tal desse homo sapiens, ele continua pra tomada de decisão, passando por esse mesmo sistema que não é o sistema inscrito na universalidade, não é um sistema de ideal, não é uma coisa perdida e nem relativa a qualquer coisa. Tá baseado de que na estrutura básica de vida a morte, perigo ou não perigo em que a gente possa garantir as condições, meios para produzir e reproduzir e permanecer em vida. Uma questão estrutura biológica básica. Só que no ser humano ele tem um salto qualitativo considerável, dado o desenvolvimento que ele tem de seus órgãos, de seu cérebro, de sua estrutura física, dos dedos, das mãos, dessa coisa toda, que forma gente, em que nós temos um desenvolvimento considerável dessa capacidade seletiva que vai se aperfeiçoar e ainda com efeitos positivos e negativos na nossa capacidade de abstração e de uso do cérebro com criações novas, né, de interpretação de mundo, de sociabilidade. de transmissão de informação, de capacidade de aprender o mundo, de abstrair, tudo mais, coisas que vão sendo desenvolvido em que a gente tá ainda julgando moralmente a partir da estrutura básica, mas dentro dessa dinâmica de vida, de reprodução de vida, de morte, de perigo, de daquilo que é nociível, daquilo que não é, daquilo que é benéfico, do que a gente vai evitar e não vai evitar, né? enquanto espécie evoluindo, transmitindo essas informações, essa coisa toda. E cada comunidade com essa hipercapacidade de adaptação que a gente tem, distinto umas das outras, mas em nada disso implica um critério universal e a busca de justiça por um critério ideal universal. De maneira nenhuma. Só que isso não implica também numa relativização bizarra em que não. Então não existe nenhum critério, não existe justiça, não existe ética, é só pela vivência, subjetividade, vontade e loucura que o pessoal relativista faz. Mas para sair dessas duas coisas, você tem que começar a entender esse ser humano a partir daquilo que a gente sabe do que é o ser humano hoje, materialmente falando, que considera esse processo evolutivo de vida, critério de garantir condição de produção e reprodução de vida e que daí a gente vai se organizando de diferentes maneiras para se adaptar e permanecer em vida, permanecer aqui enquanto sociedade, enquanto grupos humanos e tudo mais, com conflitos, cooperações, tudo que existe nessa brincadeira toda. Mas veja que isso nem cai então em você ter que defender de que existe um princípio de justiça ideal universal que vai lá buscar e ficar correndo na nossa frente enquanto a gente corre atrás. E nem uma relativização absoluta de que então nada disso importa. Vamos seguir só para as nossas vivências. [ __ ] velho. E as duas conclusões são imbecis de qualquer maneira. E a lógica e os caras vão se contradizendo enquanto eles argumentam. É uma coisa linda de se ver assim. É bonito de se ver, né? É bonito você ver o cara desistindo do que ele tá falando enquanto ele fala. É uma coisa bonita. Pergunta, querido, não comenta, querido Bruno, é isso que a faculdade tá produzindo? É, não só tem coisa boa, mas é que a gente também tem aqui um novo filtro que é o YouTube. Porque no YouTube não significa que você vai produzir um conteúdo que é bom. A pessoa que consegue certo espaço e visibilidade no YouTube, não é porque ela tem um conteúdo qualificado, é porque ela sabe usar bem a ferramenta do YouTube e aí o algoritmo entrega. É outra regra do jogo, né? Diz fazer o que lógica pecável. [risadas] É, querido Walter comenta: "Tentar pensar de acordo com critérios objetivos igual materialismo. Acabou o debate?" [risadas] Não, pode ser, mas não só. Mas o debate, o o materialismo, ele, nossa, ele, ele dá uma resolvida em boa parte dos problemas. Aliás, é bom a gente dizer aqui, o que nós queremos é resolver problemas em última instância, resolver problemas. E a galera aqui quer discutir ideias e não ideias no sentido positivo do termo, no sentido negativo de uma abstração, né? Só ficar aqui. Ah, voltando aqui pro sofrimento, mas beleza, mas você viu quem tá aqui tentando ouvir essa essa essa troca de ideia para poder trazer elementos mais estruturados e aí a gente vai daqui a pouco fazer uma síntese mais adequada e organizada do problema. Ou da >> Esse cara precisa ser filósofo profissional, não. Uma pessoa analfabeta passa por essa experiência, porque essa é uma experiência que não é de qual consciência, é uma experiência da consciência humana. Veja, há variáveis culturais, evidentemente, mas há há uma espécie que se prolonga no tempo. Essa espécie tem certos constantes. A gente respira, a gente defeca, a gente faz sexo, a gente faz apreciações morais apelando a ideérios universais. Essa busca é um dos Quando começa a entrar na linha correta, vai pra linha errada. Aí não tem como. Nós somos seres vivos. Pô, pronto. Aqui seria o que a gente tava comentando. Bom, bom, bom. Vamos lá. Seres vivos. Espécies que se desenvolvem na história. Bala, bala. Estamos indo. É isso que a gente tava falando. A gente defeca. Não sei porque que ele comentou sobre defecar, mas tudo bem. A gente faz sexo também, OK? A gente se alimenta, a gente respira. Todo vivente precisa de alguma estrutura básica de respiração no seu ambiente. A gente busca critérios éticos universais. [ __ ] aí não, aí não. Falando sobre ações cotidianas, né, fisiológicas, necessidades e tal, do seu daqui a pouco a gente busca critérios éticos universais. De onde você tirou isso? Essa implicação e imputação dessa busca é tua e se tá confundindo com a capacidade de julgar aquilo que é nocivo e não nocivo, bom ou ruim, a depender de critérios que são variáveis e situações específicas eh pra gente poder permanecer em vida. E ainda assim, tendo essa capacidade de julgar bom, ruim, tal, você tem a possibilidade de tomar uma péssima decisão justificada estruturalmente, uma péssima decisão sobre critérios racionalmente objetivos compartilhados. Eu gosto muito do exemplo da de usando os critérios objetivos e compartilhados do das regras de mercado, né? Então, vamos lá. O mercado é estruturado basicamente em ação instrumental ou operação racional ótima, né? Em que você utiliza da melhor maneira os meios para obter de maneira ótima o fim desejado. Então isso é uma ação racional, uma operação objetiva em que você utiliza da melhor maneira os meios para obter um fim e mediante competição, né? Competição com os demais. São dois critérios. objetivos racionais, funcionais que estruturam, por exemplo, uma instituição de mercado. Básico, cada agente nessa estrutura e nessa organização vai respeitar o critério de ação racional, de coordenar da melhor maneira os meios para obter um fim e competir com o coleguinha. Resultado esperado é que dentro de todo mundo agindo de maneira racional, econômica, dessa maneira ótima, competindo com coleguinha, o efeito seja um melhoramento da do sistema como um todo. Essa última parte é mais complicado, mas digamos que um agente coordenando da melhor maneira os meios para obter um fim de maneira ótima, competindo com um coleguinha, siga, portanto, critérios objetivos e racionais, eleja como critério, como como fim, eleja como finalidade, cortar o galho da árvore sobre o qual ele tá sentado em cima de um abismo. Vamos dizer que ele eleja isso. E aí dois coleguinhas vão sentar lá, cada um em seu galho, sob o abismo, utilizam os critérios racionais, objetivos, verificáveis, ambos pretendendo obter o seu seu bem, selecionaram que aquilo é um bem, cortaram, um cai primeiro e morre, o outro cai depois e morre. Ah, mas é burrice ele escolher sentado sobre o Mas ele cumpriu critérios racionais. Ele selecionou aquilo que era bom dentro desses critérios. Um morreu primeiro, o outro morreu depois. Não, ninguém jamais faria isso. Nós fazemos isso todos os dias. Todos os dias. Ao manter uma estrutura competitiva e cujo único critério racional é a coordenação dos meios para obtenção máxima de fim, a gente nega um critério que é garantir as condições de produção e reprodução do sujeito da ação. Socialmente falando, a gente reproduz uma sociedade, uma organização de vida que destrói os meios e as condições para sua própria manutenção, o que seria irracional, mas socialmente a gente tá se empurrando com abismo. O que significa que aparentemente sob critérios racionais e objetivos, a gente não tá conduzindo e buscando uma justiça universal comum e que tá levando todo mundo para um bem, já que todo mundo aqui tá nesse critério ali, nessa busca de julgar o bom e o ruim ali, ó. Não. A ideia de ter um princípio universal compartilhado não ajuda em nada a resolver esse problema. Em nada, em nada, em nada, em nada. Então é uma posição que não resolve o problema. Não resolve o problema. Pra gente o que interessa é isso. Não resolve o problema. Que salto foi esse? É o salto ornamental. Diz que do Borduna. Isso seria web filósofos? Não sei. Provavelmente sim, né? Aparentemente web universalistas, web relativistas, web. elementos que nos distinguem de um cachorro, de um gafanhoto, de um papagaio. >> Não, mas você apelar paraa busca, você apelar para esses valores terem alguma permanência que ainda assim são alterados o tempo todo, não necessariamente você tá implicando que essa coisa exista, entendeu? Que existam esses seus critérios morais. Tá buscando isso de onde? Porque a é porque a justiça tem que tem que descer ao céu. Vou dar um dar um exemplo do sor kig, né? Então assim, Abraão, então bíblico aí, Abraão vai tem, >> eu tô falando que esse debate é movido pelo motor de improbabilidade infinita. Olha, não necessariamente exista aí o critério universal socialmente. Ele não tá lá critério universal, como disse Sol Kica, Abraão, bagulho é doido, velho. Doido. É difícil acompanhar. É difícil acompanhar, mas eu a gente vai organizar a brincadeira. É mandado por Deus a sacrificar Isaac. E aí o Soren vai falar assim: "O Abraão é extremamente heróico porque ele não tem Deus amparando. Se ele tem valores éticos, universais, humanos, você nunca sacrifica seu filho. Você não nunca, isso é é inaceitável sacrificar seu filho. Então, se Deus está mandando ele violar um valor ético, por quem Abraão conta?" Aí o Só vai falar assim: "Ele é um herói porque ele conta com a própria fé e ele acredita que o que ele vai fazer não vai ser errado e ele acredita que o filho dele vai ser salvo e que ele não vai cometer uma violação ética, porque ele quer, ele escolhe, ou seja, ele escolhe o valor que ele vai adotar ali, mas ele simplesmente não conseguiu ser orientado nem pela sua fé, digamos assim, em Deus, que seria a imperativa, nem pelo valor imperativo. Aí a grande pergunta é: e o que que isso tem a ver? Aí que acontece, que acontece, que acontece, que acontece? O nosso cérebro ele tem uma capacidade incrível. Se a gente tá disposto, mas você tem que tá disposto. Tem que acordar de manhã, botar essa blusinha que nem a minha aqui para correr e você tem que tá disposto. Tem que tá disposto. O cérebro ele tem uma predisposição, ele se esforça para dar sentido pra fala da outra pessoa, porque você quer captar essa informação, você quer entender, você se esforça, mas você tem que tá disposto, tem que tá disposto a receber aquela informação e falar o que que e você se esforça. É por isso que às vezes tem um cara falando a maior grosélia do planeta e você tá sendo muito condescendente e tá tentando acompanhar a argumentação dele. Você quer conversar e aí ele fala um bagulho que tem nada a ver, mas o teu cérebro tá se esforçando para receber aquela informação e organizar ela. A gente que é porque a gente quer conviver, a gente quer conversar, a gente quer se comunicar, a gente precisa disso, a gente se esforça para isso, né? né? Quer manter a conversa, mesmo que seja para criticar o outro, a gente se esforça para isso. O cérebro ele tenta entender a informação. E aqui a pessoa que entendeu isso essa analogia, porque foi isso, né? Sacou um exemplo para fazer uma analogia que nem Soren K falando do Abraão que Deus que pediu, que não sei o quê. A pessoa que disse que entendeu é porque ela se esforçou muito para receber essa informação e criar um sentido nessa frase, porque ela não tem sentido, ela não tem cabimento. O o Kirk não tava falando disso. Esse tema é completamente atravessado. Isso não resolve o nosso problema. O exemplo que Kica da lendou a mitologia abraâmica sobre o sacrifício de Isaque não resolve o problema da universalidade, mas entrou aqui no papo. Só Jesus sabe como. E olhe lá. Então, quer dizer, é um esforço que além de improdutivo, não resolve o problema. Então, por que que ele falou isso? Eu não sei, eu não sei. É o motor de improbabilidade infinita, né? A única explicação daí comenta nosso querido Jones Miguel. Mas daí falar que socialmente estamos destruindo as condições de manutenção de vida não seria um critério universal. Aí que a gente vai chegar, querido Jons Miguel, eu já tô antecipando aqui. A gente vai sustentar que existe um critério com pretensão de universalidade por ser material e factível. O que não significa que seja um critério orientador e nem que todas as pessoas com cumprem com ele, senão que ele surge da análise da realidade social e do processo de vida para se estabelecer com a pretensão de universalidade. Pretensão porque ele depende do passo do convencimento do outro de que ele é um critério válido. Ele não existe por ele mesmo. Ele nem tá no além e ele nem é relativista. Ele tem pretensão de universalidade, porque na realidade de vida ainda depende da estrutura de convencimento de sua validade diante de outra pessoa. É completamente distinto. E aí, essa brincadeira ela é legal desse modo de de discutir as coisas, que é o que a gente vai ver assim que acabar esses minutos de sofrimento, que é você não cair na armadilha de ter que defender uma escola relativista, sei lá o que isso significa, não cair na armadilha de uma escola universalista, seja lá o que isso significa e tentar resolver problemas com critérios materiais de convivência, a partir daquilo que é necessário para garantir determinadas condições. Pô, a gente vai fazer isso. E é relativo, do ponto de vista de que eu dependo do convencimento do outro, de que existem contextos distintos que requerem orientações práticas efetivas distintas na realidade concreta. Então, nesse âmbito eu vou dizer relativo, mas que não nega que existem estruturas básicas e permanentes independentes dos seres humanos, o que não significa que seja um ideal, que seja um valor, que seja um princípio, uma ideia aleatória. É um critério material que depende, por exemplo, de considerar um elemento básico que nenhum deles ali tá considerando, que é a gente morre. Isso é uma constante para qualquer vivente. Partindo da constante material, efetiva e real de que a gente morre, que se pode deste fato universalizado para convivência humana, para permanência em vida. Aí a brincadeira fica legal. Aí a gente tem papo, entendeu? Aí tem conversa. Diz que Bruno, tá aparecendo a redação do menino que processou reitou. [risadas] Com certeza. Ah, isso parece mesmo. Diz querido Miguel. Maravilhoso. Bruno, te amo na boca. Uhum. Bom, cada um tem sua maneira de amar, não é mesmo? Diz querido Cléber. Cheguei. Bom dia, querido Cléber Lauer. Como é que você tá, meu bom? Espero desejo que bem. Bem-vindo ao sofrimento, mas é um sofrimento que vai valer a pena. Nós estamos transformando brita em ouro. Dá trabalho, dá, mas é bom. É bom. Vamos transformar Brita em ouro. Não esquece de curtir esse vídeo aqui, hein, minha gente. Vocês estão esquecendo aí de curtir o vídeo, comentar para engajar, convidar os coleguinhas, trazer eles aqui paraa nossa nosso papo semanal. Respirando, voltando aqui pra loucura. Depois do devaneio ali da janela Kirk Gardiana, que sei lá de onde é que caiu. Bora lá. Pronto. Aqui o o Minecraft. Eu botei o áudio e não botei o vídeo. Aí é sacanagem. Pera aí. O Mini deu para ouvir o Minicrap? Não, não, não deu. Pera aí, deixa eu voltar aqui. Caraca, Minicrap tá correto aqui na argumentação dele e o outro tá errado. Mas vamos lá. sua fé, digamos assim, em Deus, que seria a imperativa, nem pelo valor imperativo. Não, >> tudo bem. Mas aí a gente vai fazer, imagino que a gente não tá fazendo a discussão dessa passagem bíblica especificamente ou significado que ela tem na obra do P. O que o que quer mostrar é que a religião não se reduz à ética, no que ele está certo. Cor e tá correto o Minicrep aqui. Minp leitura correta de Karder, utilizando adequadamente a a a questão do mito abraâmico e do modo como tá sendo discutido, correto? o nosso querido mini mini aqui e errado o outro humano que trouxe do além informação, mas o outro humano justifica porque ele trouxe do além informação. Inclusive, >> eu tô te falando que não existe universidad. >> Tudo bem, mas a mas >> quer dizer, ele se esforçou para contar toda a história do Kickard para dizer é que não existem valores universais. Sim, mas aí você não demonstrou praticamente, evidentemente, [risadas] dis fazer o ó. Não, tudo bem. Não, não, não tá tudo bem não. Não mesmo. Tá tudo errado. Não tem nada a bem. [risadas] Te esquido, Gabriel, mas qual a diferença do convencimento pro diálogo? Acho que o convencimento só se dá por meio de diálogo ou um diálogo por meio de armas, né? Você tá convencido depois de apanhar, coitado. Não, [roncando] aí não é legal. Não é legal. A gente quer diálogo, a gente quer conversa. [risadas] A gente quer diálogo, a gente quer conversa. Mas convencimento se dá no meio da de troca, né? Tem que tem que trocar ideia, senão não dá. Já já já a gente papeia sobre isso. É, não tá tudo bem, vamos lá. >> Mas o fato de eh a religião não se reduzir a ética, como que mostra corretamente, inclusive não não toca no ponto que a gente mencionou antes. Veja, o próprio fato de eh eu poder julgar o determinado comportamento do do Abraão como antiético implica a busca por critérios adversári. A questão é essa. Há uma há uma experiência humana corriqueira, fundamental, partilhada por todas as pessoas nesse estúdio, que é a busca constante por aferir moralmente. Nós temos, nós aferimos e e essa busca inexoravelmente só faz sentido na busca por parâmetros universais. >> Aí que é o o Innerox, aí a lógica vai pra casa do chapéu mesmo, né, irmão? Todos buscamos a ferir moralmente. Todos buscamos aferir o que é bom, que é ruim. Todo mundo julga a realidade para ver o que é nocivo, o que não é. OK. Até aí, meu, tá valindo. Até aí você assim, linha correta, aí vem a bobagem, né? Aí vem a bobagem. Então, inexoravelmente, há uma busca por princípios universais. Não, [grito] não, não. Há uma busca por resolução de problema. não tá atingindo mais próximo um princípio universal e compartilhado. Você tá resolvendo aquele problema naquele momento, naquela situação, naquela condição. A mesma ação em outro contexto resulta outro problema. E não significa porque ah não, não, mas o princípio da ética e da justiça se manteve. Não, não, porque não, ele não existe. Ele não existe, não existe. Ele é construído e mantido historicamente. O que não significa novamente que cai no relativismo maluco dos outros doido lá. é a gente ter critério, é a gente saber julgar a realidade a partir de problemas, resolução de problemas, a partir daquilo que a gente tem como evidência, a partir daquilo que a gente tem como construído nessa história. Essa aferição dele aí, essa essa essa essa conclusão aleatória, é porque ele quer manter a ideia de que vale a pena defender uma escola abstrata genérica, que eles estão chamando de universalista, que deve ser de pastores que são filiados ao Universal, porque assim, não existe outra. Não existe outra outro motivo para se chamar de universalista assim. Não, eu não sei. Eh, então o Joh John Miguel diz assim: "Então, o universal é a busca pela resolução de problemas. É que a gente tem que resolver problema, porque os problemas aparecem e eles muitas vezes ameaçam a gente. Aí a gente tem que resolver os problemas. Cada um resolve seus BO. A gente resolve os BO coletivamente, mas resolver problemas é algo que a gente não escolhe. A gente aparece, tem que resolver. Ah, na hora que ele tem que resolver, tem que ir paraa frente. Na hora que tem que ir paraa frente, a gente começa a desenvolver inteligência. Nisso eu gosto muito de uma da do modo como John Dewy, né, o filósofo estadunidense trabalha pensar e resolver problema. O pensamento ele se dá pelo pela resolução de problemas. A gente pensa resolvendo o problema. O problema aparece, tem que resolver, você desenvolve pensamento, resolve, busca a solução. [risadas] As produções humanas são para atender necessidades que surgem de resolução de problemas. Eu acho isso muito importante. A gente a gente esquece essas partes, né? Mesmo na filosofia, é os caras que estuda filosofia escolástica, né? Que é essa essa manutenção de escola de pensamento, sei lá para quê, começa a perceber que a filosofia não tá tendo função. Aí a função deles é ficar discutindo o sexo dos anjos e e aleatoriedade e esquece. Mas a filosofia tem que resolver problema também, meu querido. Desce pro campinho para jogar. Não dá, não dá, não dá. Bom dia, querida Jéssica, que diz: "Meu Deus! Vamos ver brisa do tal debate. É, mas ele ele é só a gente tá usando o debate como escada. Escada pra gente se aproveitar aqui pra gente subir no caminho. [risadas] Esqu do Gabriel. Eles são católicos. Católicos t que defender o universalismo. Pior que não, né? Porque o cara que abriu os meus olhos para essa para escapar dessas armadilhas era católico também, que era o Henrique Dúcio. Ele abriu meus olhinhos para não cair nessas nessas pilantragens aí. Bom dia, querido Felipe, que diz: "Bom dia menos para quem é do grupo da igreja barista". O Felipe ele gosta de provocar a gente. Ele está no grupo da igreja barista, o que significa que ele está não dando bom dia para ele mesmo. Então ele tá dando bom dia pros outros, menos para quem do grupo barista, que exclui ele mesmo. Então é bom dia para todo mundo, menos para ele e para todas as outras pessoas que estão no grupo da igreja barista do WhatsApp. Se você não tá, vira membro membro a membre aqui do nosso canalzinho. Manda aqui o nickname pro pro pra chave Pix, que é o e-mail que tá aqui embaixo, né? manda seu nickname com seu com seu telefone que a gente coloca você lá e a gente papeia. Tudo bem? Diz o Borduna: "Eu acho que falam universalista, pois tem vergonha de dizer materialismo." Não, é porque eles não são materialistas mesmo. Não é vergonha de dizer, não. É porque eles querem fugir, fugir desse perigo que é você se dar conta da realidade, né? Então é melhor você ficar em ideais, abstratos, genéricos, né? Então então Tom aí. >> [risadas] >> Não é nem vergonha, não é medo. Medo. Mas vamos lá, vamos lá que a as conclusões elas são incríveis. Mas calma que a gente ainda vai ter o porque vocês viram que por enquanto tá só os avatar discutindo, tá o Minicrap, o mano que eu não sei quem é, que eu perdão aí pela minha falha moral de não saber quem são vocês. E aí depois o o Mess também não sabe quem sou eu, então Tis, estamos todos aqui num grande conversa de desconhecidos. Então aí vai vir o CRP, vai falar e o Daniel Sociedade também que a gente ainda vai ter o o pessoal aqui falando. Vai ser um momento agradándo coisa. Você tá confundindo coisa. Você tá falando que você tá querendo passar com você tá quando a gente fala de universalismo, a gente pensa, será que existe uma justiça universal? Que é que vocês estão defendendo agora? Tu tá falando? Não, não defendo justiça universal. Eu defendo que é universal que exista toda a sociedade vá se organizar e vá criar o fenômeno da justiça. Beleza, tranquilo. Agora essa vazi não é um conceito vazio. Justiça >> ó, Daniel Cidade tomou um caminho correto aqui. Tava indo bem. Tava indo bem. Tava indo bem. Ó, você tá confundindo as coisas. Ele percebeu o problema. Tá confundindo as coisas. Uma coisa é a capacidade de julgar e constituir justiça. Outra existia o princípio universal de justiça. Linha correta. Tava simples e claro, cristalino na nossa frente. Era isso. Já tinha visto isso. O problema ele vai dizer: "Mas essa justiça se dá na história." Tá correto? Tá correto. Mas daí o que que ele faz? Abandona qualquer critério competensão universal. Mas aí ele não fez isso ainda. Mas o outro humano vai se responder. Não, não, não, pera aí. Aí, pronto. Porque não adianta pisar na merda, tem que abrir os dedos, né? Vamos lá. tratamento, tratamento diferenciado, conforme a peculiaridade de cada um, a busca por um critério racional de tomada de decisão. Justiça não é uma palavra, porque senão justiça significa abacate, significa melão. É, essas palavras têm um um >> um significado concreto. Ela ela ela >> aí, pronto. Aí aí vem o quarto problema, né? Já não tinha mais três, tem agora tem quatro. Aí vem o vem o aí ele trouxe mais outra porque justiça tem que ter conteúdo, tem que ter um um sentido. Senão se justiça significa bacante, porque aí tropando a linguagem do que que dá conteúdo pra palavra justiça, o que que justiça significa? Porque se você abrir o princípio moral universal, justiça significa qualquer coisa. Como é que como é que a sinapse encontra esses caminhos? Eu não sei. Eu não sei. Eu eu não sei como é que você como como é possível. Eu falo: "Não, não tem como." Não tem como as palavras elas têm sentido na realidade. Show. Eles têm que observar qual essa realidade, qual esse contexto, qual essa história. Show. Que que isso implica em ter um princípio de ética universal? já contou aqui várias vezes a história do menino. Vamos contar pra trilionésima vez a história do menino. Foi ter aula com o Socrates. Aí o o o o pai tinha proibido ele ter aula do Sockets. Ele volta dar aula com Socrets. Aí o pai dele fica chateado com o menino. Aqui é a versão Herbert Richards, o Bruno Heed da história. Volta pr pr com volta pra casa do pai. O pai fica bravo com o menino, pergunta onde é que você tava. Ele aprendeu com Sócrates que não podia mentir. Então ele fala: "E fui ter aula com Sócrates". Aí o pai vai lá dar uma surra no menino. Aí o menino diz: "Pai, por que que você me bateu?" O menino, o pai diz: "Porque eu te amo muito". Aí o menino diz: "Então pode deixar quando eu crescer, eu vou te amar muito também". Resumo da história, a palavra amor e a violência, a agressão não tem diferença para esse menino, porque a palavra tem conteúdo na realidade, na história, naquilo que está acontecendo naquele momento, nessas relações. O que que isso implica em ter um valor abstrato e genérico que orienta o que significa a palavra justiça ou o que que é justiça? Aí perdeu. Mas como o o o Daniel Cidade foi salvar o amigo dele lá colocando o pano no a linha correta da crítica, aí tava indo bem. Agora o crep percebeu que o sinal vermelho acendeu, falou: "Ih, aqui é um péssimo caminho". E aí ele vai entrar para intervir para tentar ajudar o amigo dele lá. Então vamos ver aqui. Tem uma materialidade, >> a justiça na imanência que vocês estão colocando, né? Eh, gente, eh, dentro do contexto que a gente começou, por exemplo, dentro da Alemanha nazista, a justiça para eles é exterminar judeu. Então, eu preciso sair desse desse ambiente, dessa questão contextual, me direcionar para um para um para uma dimensão universal e falar: "Não, isso tá errado". Quando alguém meter um ato de Hitler ou algo semelhante, né, que é você botar o o bigode ou os nazi na na conversa, já saiba, a conversa foi para cá do chapéu. A discussão foi para além, a discussão se perdeu. alguém meter isso, você vai falar: "Ih, não, não, não, não, porque o pessoal já não sabe mais o que tá falando, né? Meteu a conversa do de Hitleron, né? Você traz o argumento do do Hitler porque assusta o negócio, os nazi pronto, aí já foi para cá de chap, ninguém tá querendo conversar, aí já é já é outro papo. Vamos lá. Não é que a justiça pros car aí é que ajustar muita coisa aí dá muito trabalho. Mas só para fazer uma correção, não é que a justiça é fazer isso, não. O cara vai ter uma estrutura de justiça. A questão é que ali não é considerado condenável você praticar esse genocídio. Os caras fizeram, eles não consideravam condenável, mas não significa que eles estão executando justiça. São âmbitos diferentes. Dá para entender? É âmbito diferente. Só para não confundir as coisas. Isso é importante. Ponto um. Aí a linha correta. Eu tenho que ter algum critério para julgar que dizer que isso é ruim, né? Assim, eu tenho que ter algum critério para dizer: "Não pode fazer isso com coleguinha". Não pode fazer isso com coleguinha, porque esses caras fizeram, tá? É condenável. Eu tenho que ter algum critério para condenar. Correto, Crep. Correto, Crep. Nessa parte de que tem que ter critério para condenar. Isso implica a existência de um valor justiça universal ou de um Não, não implica. Não implica, não implica. Mas aí o CRP colocou os outros camaradas numa rua sem saída porque eles não têm nenhum critério. Nenhum critério. E isso vai ficar claro agora, porque tá terminando o nosso papo aqui que nossas assistir esses vídeos tá terminando aqui. Eles não tm nenhum critério para condenar. Nenhum critério. Nenhum. nenhum critério para justificar e estruturar um convencimento de que aquilo tá errado. E aí os relativistas, né, se os universalistas já estão aqui definhando, os outros aqui também vão defino. >> A gente vai disputar isso? >> Não, mas a gente vai disputar isso sem apelar para essa universidade no mesmo terreno que ele vai, >> mas você vai conseguir conversar com ele >> aí? Eu vou virar falar não, não é que eu não tô falando em conversar com ele, eu tô falando em condenar moralmente. >> É na força moralmente, mas aí volta no que a gente falou, vai ser na força, eu vou validar sempre porque a gente construiu isso. >> Xavão, chavão, chavão. Para acabar, fascismo não se debate, se combate. >> Não, não. Claro, mas a questão é essa. >> A questão é que só dá para combater invocando princípios universais. Eu prefiro bala. Veja bem, só dá julgamento exige distanciamento. >> É, acho que já deu, né? Vocês perceberam o que aconteceu aqui nesse exato momento? Vocês perceberam o que aconteceu aqui nesse exato momento? Como é que você tem critério para julgar genocídio, para estruturar? Qual critério que você tem para julgar que tá errado? Aí o outro mano, mas você vai conversar com eles? Eles quem aí o o outro mano, não, mano, não, mas tem que ter um critério para julgar. A outro fala: "Não, eu não quero critério, eu quero a força. É na força, é na bala. Quatro menino conversando no estúdio de fundo branco, tomando um cafezinho ali. Eu quero na bala força. Ai é muito triste, né? E aí os caras esqueceram completamente de que o mundo não é feito só entre fascistas e não fascistas, de que o mundo ele é repleto de pessoas diferentes neste mundo [suspirando] que também precisam ser convencidas e ter critérios para condenar aquilo que é errado, para dizer aquilo que não é bom, que não se deve fazer, avisar pro coleguinha que olha, isso que você tá fazendo um hum não é bom, né? e que a gente tem que ter um espaço, âmbito de diálogo e de convencimento. Isso significa que vai dar para conversar com todo mundo, que o diálogo resolve tudo? Não. Mas isso significa que eu também não posso abrir mão desse âmbito do diálogo e dos critérios compartilhados. Pragmática e efetivamente, tem que olhar pra realidade e eu tenho que ser capaz de conversar e trocar ideia com os amiguinhos, né? Com os coleguinha, com aqueles caras que eu não quero que apoiem o pessoal que tá fazendo cagada. Eu não quero que eles apoiem, eu quero que eles venham pro lado de cá, vem pro lado do bem e da força. [risadas] Mas precisa de critério. Aí os outros não, não, mas é na bala, é na força, na pancada com fac e ele sabe que foi de lacrada tanto que ele avisa, né? Mas aí nós temos, né, uma conversa completamente perdida, a armadilha desse universalismo abstrato genérico que tem que acreditar no no além. Eh, perdão, ainda tô me recuperando de uma gripe, tá? Então, peço desculpas para vocês. E o outro que é o o abandona tudo. Então, se não tem como a gente trocar ideia, se não tem como ter esse critério aí, joga tudo fora, não serve para nada. Essas duas posições, elas são imbecis e não resolvem problemas. Elas não são imbecis e não resolvem problemas. E ali é caricato, né? Essa conversa deles é completamente caricata. Mas ela exprime essa incapacidade de produzir pensamento que busque solução de problemas, que encontre critérios reais e que esteja envolvida na prática real da vida das pessoas. É só a reprodução de ideias, de ideologia mesmo, né? Função ideológica das ideias, do conteúdo falado, manter ali sua escola, né, de pensamento, manter a tradição que ele gosta e não estão discutindo realidade, a verdade, né? não estão discutindo o que tá acontecendo na na no mundo à sua volta, efetivamente não estão discutindo. Estão discutindo ideias genéricas abstratas, o que é terrível, e que morre ali de um jeito tenebroso, né? Eles não têm critério. Os universalistas vão apelar para um critério de justiça universal que você tem que acreditar nele para funcionar. Então ele não é útil porque se você tem que acreditar, meu amigo, não vai resolver. E os os relativistas ali estão falando: "Não, mas eu nem quero conversar, nem quero trocar ideia, é só pela força." Mas pela força de quê? Você tá defendendo quem? Com que critério que você defende esse grupo e diz que é errado fazer isso? Por que é errado? Você tem que saber dizer por é errado fazer isso. Só que aí eles se apoiam nos caras tipo Niet, né? Eles se apoiam nos caras tipo Foucault, eles se apoiam nos cara tipo uma moralidade que vai surgir ali na crise, na crise da modernidade que não vai conseguir sair das dos seus próprios problemas. Como, como eu gosto de entender a a o que a gente chama de pós-moderno ainda como o efeito da crise da modernidade, né? Não é que existe a modernidade e o pós-moderno são efeitos da mesma crise, da crise da modernidade. A modernidade se debatendo em si mesma. De modo que a gente vai ter uma crítica correta desse pessoal pós-moderno de que, olha, tem que apelar paraa vontade. Por quê? Porque a a filosofia moderna foi desenvolvida dentro de uma racionalidade abstrata. É verdade. Aí eles apelam paraa vontade. Só que aí eles negam essa outra capacidade do diálogo, da conversa, da estrutura racional humana, da resolução de problemas e apelam só para vontade, porque é isso que faz valer. Aí nega esse aí esse aqui para se defender, ao invés de falar, pô, pode crer, né? Só o papo abstrato não vai rolar. Fala, não, não, não. Mas aí vocês também estão falando bobagem e eles não conseguem conversar, não conseguem resolver. Então aí tem que vir a América Latina para resolver esses problemas aí, né? Já que a Europa não resolve, a gente resolve aqui por nós. Então vamos lá. Mas antes de continuar aqui, deixa eu ler uns uns vídeos, uns comentários que eu esqueci, [risadas] tava aqui no animado. Aí escalou já, Elvis. Já, já, já, já, já, já. Aí já, já perdeu, né? Mal começou assim já. Eles falaram que o universalismo faz é já e já foi pra casa do chapéu. J Mel, eu também acho que usar Adobe é pedir para jogar tudo pro alto. Eu não, eu me perdi aqui. Bruno é na força e chorando. É, na força não dá, não resolve, né? Diz que fazer o só a condenação moral resolve, não. E sobre qual critério, né? Condenação moral para que e com quem e o que que Ai os dois lados não resolve o problema. Lis aí virou mercado de peixe. Virou ali. Já era. Dead end. Dead endo Bruno. Se a gente aplicar essa teoria para tudo, vai dar ruim. Lógico que vai. Ambas, né? Ambas dão ruim. Jéssica diz: "Você acha um menino valentão da escola que diz: "Vou te pegar lá fora". É, o único problema é que eles não têm o tamanho daquele menino e nem nenhuma estrutura suficiente para fazer valer sua força, né? Não tem. Diz querido Borduna. Quanto custa para assistir o Bruno comentário o vídeo inteiro? Eu veria. manda pxs. Dependendo de quantos pics chegar, a gente vê o vídeo inteiro. Que sofrimento. E se a gente tiver aí eh que tá, pera, pera, pera, se a gente tiver aí umas novas 50 pessoas de membrezinha no canal, que eu eu vejo inteiro. Chegar 50 pessoas de novo aí no canal, eu vejo inteiro. Evolução meu, disse o Gabriel. [risadas] Exatamente. Meu Deus, Bruno falou tudo. Espero que sim. Espero que sim. Não tudo porque ainda tem uma coisa para falar. Ah, o Adobe Hibler. Ah, agora entendi. Agora entendi. Perdão. Perdão aí. O Adobe Hibler. Adobe Hler, né? Então, gente, vamos lá. Vamos lá. Vamos organizar essa brincadeira nas armadilhas, né? As armadilhas de ficar defendendo escola. Ó, eu não nego quem foi a porta de entrada para eu começar a ver esses problemas. Primeiro foi um filósofo gringo estadunidense chamado John Dewy, né? O John Dewy, quando eu tava na graduação, eu li o Dewy e ele, mano, ele abriu minha cabeça de uma maneira bizarra, assim, bizarra, bizarra, porque o Dy falava filosofia, ela, a filosofia tradicional moderna que a gente se acostumou a estudar, ela é escolástica, né? ela fica reproduzindo ideia e ela tá perdendo o campo na história, né, na realidade, na produção de pensamento, porque ela não resolve problemas, ela não entende que o surgimento dela na história foi para resolver problemas e hoje ela vai ter função se ela se adequar à resolução de problemas e buscar metodologias adequadas para poder resolver esses problemas dentro do âmbito da filosofia. E eu achei genial, né? Isso abriu minha cabeça de falar, é isso, porque me enche o saco discussões inúteis, discussões que não tem pé nem cabeça, porque é tipo isso, eu ficar falando existe ou não existe um valor universal? Você tem como verificar isso? Você tem como materialmente? Não, não tem como. Vai ficar na crença ou não crença. Crença ou não crença não resolve seu problema. Eu sou crente, sou evangélico, sou de tradição religiosa. Eu sei o suficientemente bem que crença não resolve o problema por experiência de vida. >> [risadas] >> Não me ajuda a conviver, não me ajuda a estar junto com as outras pessoas, não ajuda a construir estruturas minimamente adequadas paraa própria estrutura da religião que eu sigo. Então não vai dar certo. Então assim, filosofia para resolver problema, discussões inúteis. Ah, eh, existe ou não o amor? Que é o amor? O que é o ser? O que essas paradas não resolvem nada, elas não ajudam a gente. Elas são esforços interessantes, né? O cérebro se diverte com isso. A gente entra em grandes brincadeiras, a gente faz jogos incríveis, mas eles não resolvem problemas. Então esse é o primeiro ponto. Segundo ponto importante, dito isso, o segundo autor que me ajudou muito foi depois o Henrique Dúciel, porque aí, beleza, eu sabia que a filosofia era para resolver problemas com John Dewy, mas o John Dey não tinha nenhum critério para poder tomar decisão, para ver quais problem para inclusive elencar qual problema eu tenho que resolver, né? Porque problemas existem aos montes. Agora, qual a prioridade que eu tenho para selecionar? Esse problema é fundamental, esse é secundário, né? Esse aqui me auxilia muito. Esse aqui traz grandes ganhos, esse aqui é bobagem, né? Porque aí eu posso escolher de onde eu vou destinar recurso, que que eu vou fazer o quê. Aí o Henrique Dúel me auxiliou para caramba nesse processo, porque ele ajuda a ter critério com pretensão de universalidade. E a gente vai ver isso aqui. React de texto agora nesse momento. React de texto. Depois do react de vídeo, a gente vem pro react de texto. O pessoal aqui só veio ver o o o a gente fala mal do dos maninhos. E aí agora que a gente parou de falar mal, o pessoal foi embora. [risadas] Mas vamos pro react de texto agora. [roncando] Deixa eu abrir um textinho [risadas] de fazer o watch. Calma aí, Rider. Mas filosofia para resolver o problema, cara. Desculpa. Aí o que acontece? E aí a gente precisa daí de alguns critérios, né? Critério para resolução de problema. Vou abrir aqui o meu livrinho que é para adiantar o caminho. Deixa eu descer aqui. A gente precisa resolver problemas, mas aí preciso critérios para inclusive elencar o que é um problema primordial, que é um problema secundário, né? Então vamos lá. Vamos abrir aqui. [risadas] Diz Gabriel. Caímos do bait. Vim ver treta e tô tomando conhecimento. Vai ter, vai ter que conhecimento hoje. Perdão. Aí [risadas] diz que do Jons Miguel. Hoje a filosofia, infelizmente, é só mais uma parte do conhecimento que se fragmentou na modernidade e entrou pra lógica da produção pela produção do capital. É. E aí vira estudo de curiosidades, né? Est tudo paralelo, não vira conteúdo. Então perde de novo. Perdão. Fazer o diz: "O Bruno fez de novo, fiz. Eu vim aqui trazer treta e na verdade não é treta, é conhecimento. Vim aqui com o conteúdo isca para vocês terem que ser obrigados a pensar. E é desculpa aí". Mas vamos lá. o critério, princípio material, que é uma pretensão, porque o se é a filosofia para resolver problema, como aprendi com John Dewy, que me ensinou muito, eu preciso de critérios, inclusive, para selecionar os problemas que eu quero resolver, critérios básicos, porque assim, ali os aqueles quatro lá estavam discutindo coisas sem considerar filosofia mesmo, o que que a filosofia do século XX produziu, né? a gente tem discussões extremamente qualificadas na na discussão sobre filosofias de comunicação, na filosofia sobre as comunidades, não, comunitarismo. A filosofia analítica desenvolve questões importantíssimas no âmbito da ética. A gente vai ter eh diferentes âmbitos da do pensamento no século XX que vão tentar resolver esses problemas de outras maneiras e amplificar a conversa. não fica só tipo princípios relativos ou universais, não é muito mais complexo que isso e muita gente vai tentar resolver. E aí a gente tem que entrar nessa história, né? Os analíticos buscam soluções, buscam verdades, eh descrições da realidade que auxiliam para caramba pra gente aperfeiçoar. A galera que não é analítica, que vai para a galera continental também traz elementos importantes, o que significa que eu não tô negando aqui os autores que também são do tal pós-modernismo, que trazem críticas importantes fundamentais. Não vou negar aqui escola de pensamento e produção, vamos criticar, vamos trazer elementos importantes. E esses elementos então trazem mais complexidade e a gente tem que observar ela de maneira adequada. Só pra gente poder resumir, né? tendo desenvolvido os processos autoorganizados e autorregulados da vida, que emergos, né? Então, o importante é aqui que existe um cosmos, que é essa estrutura existente na qual a gente surge. Dentro desse cosmos existe uma coisa chamada natureza, que especificamente tem a ver com organismos vivos e viventes no ambiente em que a gente, enquanto espécie surge. Olha o tamanho da complexidade do problema. E esse processo evolutivo no qual a gente surge, ele não tem determinante, ele não tem quem é o sujeito dessa história. São processos autoorganizados e autorregulados da vida que fizeram com que a gente chegasse até aqui. Tudo bem? Discutir universalismo relativo, sei lá que birosca que eles vão discutir, ou ética ou justiça sem considerar isso, é ideia fora do lugar, a ideia vazia, a ideia abstrata e genérica. tem que partir do ser humaninho enquanto ser vivente e humaninho nessa terra dentro da história evolutiva dessa vida. OK? É aqui que a gente tá. Vamos construir então os processos autoorganizados e autorregulados da vida que nos trouxeram até aqui, sua história evolutiva e randômica, porque não tem ali um padrão determinado, um telos determinado, como condição de possibilidade para o surgimento do vivente humano com suas adaptações, porque a gente tem adaptações específicas, e seu modo de realidade, porque o nosso modo de realidade nessa terrinha é distinto do modo de realidade de outros seres viventes. Então a gente tem específico e a constituição material de sua corporalidade, né? Aqui é uma palavra bonitinha que o Duce traz como conceito pra gente entender o que somos nós, seres humanos corporais. Aí corporais naquele, né, decoloriza meu corpe e não sei não, não, não. Corporais no sentido de que a gente se é constituído enquanto corpo não é só os órgãos vitais, né? Na espécie humana, a gente é desenvolvido enquanto espécie em relações que são subjetivas e intersubjetivas, porque a gente nasce no nosso modo de realidade de vida dessa espéciezinha no planeta, sem saber falar, sem conseguir andar, sem saber, sem conseguir sobreviver, sem que haja um núcleo familiar em volta, né, um grupo de uma espécie em volta que garanta até os nossos 3 4 anos condições para andar, para comer, para dormir, para respirar, para beber. Alguém tá nos alimentando nesse processo e a gente tá aprendendo a linguagem como meio de troca de informações intraespécie, intragrupo pra gente poder se desenvolver, para na maturidade ser capaz de agora retornar por uma vida relativamente autossuficiente. Relativamente autossuficiente e que contribua paraa manutenção dessa espécie. Olha que processo incrível forma a nossa corporalidade. A língua eu aprendi de alguém, de um grupo. Eu nasci da barriga de alguém, alguém me alimentou. Então esse processo me constitui enquanto pessoa, enquanto vivente, né? Isso faz parte da minha corporalidade. Que que é a corporalidade humana? Fruto da interação com o meio, né? Interação com o meio, do percurso evolutivo de sua espécie, suas relações comunitárias, familiares, pessoais e de produção cultural, né? Então isso conforma uma corporalidade humana específica, sem separar processo evolutivo da vida. Experiências concretas e em continuidade, não tendo fragmentação, portanto, ruptura. Retomemos agora o princípio de produção, reprodução e desenvolvimento da do sujeito humano em comunidade. Será essa passagem de indústria para explicar a ética e a política? Vamos lá. Ah, para. Ah, não, essa parte aqui não faz sentido. Perdão, perdão, perdão. Ah, não. Vou falar assim. Pronto. O vínculo entre ética e política é uma preocupação recorrente na obra de Dúciel. Isso quem fala é o Retamoso, o comentador de Dúciel. Na ética da libertação, havia desenvolvido ética com princípios normativos universais. E aqui eu deveria ter corrigido, porque o Dúcia fala, são princípios eh normativos com pretensão de universalidade, que a gente vai ver quais são esses princípios com pretensão de universalidade. Com estes eh critérios pode-se avaliar tanto o comportamento dos cidadãos como o desempenho das instituições de seus funcionários. Em consequência, é possível censurar moralmente os atos que contradigam o princípio ético universal ou o princípio com pretensão ética universal no campo político e a partir daí põe em questão as instituições políticas. Mas veja que a gente não tá falando no mesmo sentido que aqueles maninhos do tal do universalismo tava fazendo que aquilo ali era bobagem. Desculpa, aquilo ali é bobagem. Que que tá acontecendo aqui? Opa, par. Perdão, meu computador deu um um tretinho aqui. Desse modo, sabendo da função do princípio fundamental a permear toda ação e instituição política, o dever viver como produzir, reproduzir e desenvolver a vida do sujeito humano em comunidade, face necessário situá-lo a partir do conteúdo desenvolvido até aqui. Que que acontece? O sujeito humano, ele tem um dever. Se ele quiser permanecer em vida e continuar ser humano, algo óbvio que ele tem que fazer. Ele tem o dever de garantir as condições de produção e reprodução de sua vida. E o sujeito aqui não é a mesma coisa que indivíduo, né? A espécie humana, a comunidade humana, o núcleo humano precisa garantir as condições de produção e reprodução de sua vida para permanecer em vida. Esse é o princípio. E pretende criar um critério universal. Não é um princípio genérico de justiça, não é um princípio ético de valor, de amor, de sei lá o quê, genérico. É, há uma necessidade. Há uma necessidade. Garantir as condições de produzir e reproduzir a vida do sujeito humano. Sem esta, sem, se você não faz isso, você não permanece em vida. O sujeito elimina a sua própria existência, impede de permanecer em vida, ele morre. morrendo, não há mais o que se discutir sobre ética, política ou qualquer outra coisa. Para existir inclusive ética, para existir política, para existir justiça, para existir amor, para existir qualquer uma dessas coisas, a pessoa precisa estar viva. Nossa, que óbvio. Mas ninguém ali tava considerando isso um elemento fundamental. A vida é um critério fundamental e vida implica nessa relação vida a morte. Se não estão garantidas as condições de produzir e reproduzir a vida da comunidade, não tem por discutir qualquer outro elemento. A partir daqui, eu posso estipular um critério com pretensão de universalidade, o critério que você deve garantir as condições de produção e reprodução da vida humana em comunidade para permanecer em vida. Logo, se você age, atua de modo a não garantir as condições de produção e reprodução da vida humana em comunidade, você impede, você cria problemas para que esta vida permaneça, para que as coisas sigam, prossigam. Portanto, você pode ser julgado como nocivo, porque está impedindo as condições de produção e reprodução da vida humana em comunidade. Cada vez que um ato, que uma ação, que uma instituição, a partir desse critério com pretensão de universalidade, age de modo a destruir essas condições, a não cumprir com esse dever de garantir as condições de produção e reprodução da vida humana em comunidade, ele pode ser condenado moralmente, eticamente, enquanto justiça, e vai se desdobrar em muitas coisas, mas faz sentido, mas é muito mais interessante. Por quê? Porque a partir desse critério com pretensão de universalidade, ou seja, todo mundo morre, a vida para permanecer, ela precisa se estruturar. a gente tem que se organizar para permanecer em vida. A partir dessa questão relativamente básica, relativamente básica, a gente consegue criar normas, estruturas fundamentais que sejam contextualizadas, que estejam de acordo com cada uma das comunidades vivas, cada um dos grupos humanos que se organizam de culturalmente, de modo distinto, com determinadas necessidades, necessidades que criam instituições que suas cujas funções é garantir a produção e reprodução da vida desses seres humanos. E essas próprias instituições vão poder ser criticadas no momento subsequente quando elas pararem de garantir as condições de produção e reprodução da vida dos seres humanos em comunidade. Pô, isso resolve todos os problemas? Não, mas isso não cai na armadilha de ser relativista ou universalista e nem achar que existe um critério de justiça já estabelecido. A gente constitui esses elementos historicamente, mas a partir de um um elemento fundamental, a vida acaba. E aí eu vou condenar toda ação, instituição, estrutura, reprodução, justiça, sei lá o quê, que ao ser executado, todo projeto executado, que não garantir as condições de produção, reprodução da vida dos seres humanos em comunidade, ele deve ser condenado. Tem um princípio para ser condenado. Massa. Faz sentido. Faz sentido. É bacana. É bonitinho. Eu acho bonitinho. Resolve todos os problemas. Não, mas a gente não tá caindo em armadilha por enquanto. Vou ler um trechinho aqui. A vida, né, isso é isso, uma frase que precisa ser reproduzida. A vida ela existe, ela tá aí, não tem como negar ela. Não dá para negar a vida. Ela é o a priori, a condição fundamental para a emergência do humano e de qualquer relação prática ou produtiva do vivente. Ela é o a priori. Vimos junto a Dúciel que a necessidade latente do homem não é conhecer teoricamente, mas comer realmente, né? Então, o objetivo dos seres humanos é conhecer, entender, ter o princípio esclarecido, universal, não é comer, garantir as condições de produção e reprodução da vida, não é compreender o mundo. E aqui tem uma, só para não perder a linha aqui, aqui tem uma crítica velada, mas não é velada, ela é bem explícita, na verdade, a Heidegger. E é o que vem depois dali de uma certa compreensão do mundo, desse ser no mundo, que é compreensor, né? Ele entende, ele compreende o mundo, ele se pergunta pelo ser e é uma grande esforço bizarro pela compreensão do ser. Mas o problema é comer, meu amigo, é garantir aí pra gente poder estar vivo. Isso aí é uma coisa importante. Assim como todo vivente, como todo e qualquer organismo vivo, a experiência enquanto vivente imprime a necessidade da vida. Deve-se encontrar meios para subsistir, para persistir vivendo, para resistir. O vivente, como já trabalhado, necessita encontrar os meios e lançar mão deles para continuar vivendo. Vou parar, pausar aqui um pouquinho. Veja que interessante. Alguém poderia dizer, tá? traz uma implicação aí para isso. Implicação radical. A implicação radical fundamental reside em que eu sempre vou observar qualquer produção teórica, qualquer argumentação, qualquer estrutura julgando moralmente sem separar os anos. Eu já vou observar julgando, considerando se está em acordo com a garantia de produção e reprodução de vida, impossibilitando que haja algum elemento neutro nessa brincadeira. Alguém poderia dizer, por exemplo, uma descrição analítica de um fato, como Witgenstein vai dizer, ela pode ser neutra, ela pode ser objetiva, ela pode ser clara, usando a expressão do Vitinstein. Eh, não existe diferença. Se se existisse alguém capaz de ver todos os movimentos, todos os os processos da vida, tudo que tá acontecendo ao mesmo tempo, em todo lugar, a todo instante, tal, não sei o que lá, se existisse esse ser humaninho com o livro da vida descrevendo tudo ali o que tá acontecendo, não haveria diferença nesse processo descritivo de observação e de fala sobre a realidade entre um assassinato e a queda de uma pedra. Isso um relativista abraça. Esse é o efeito de você não ter nenhum critério. Você não tem nenhuma uma critério de julgamento para dizer, mas tá, mas em última instância, como é que eu vou condenar uma parada bizarra e outra e considerar outra normal? Qual o critério que eu tenho? O vtin tá expresso é isso, né? para alguém que tivesse observando tudo ao mesmo tempo, tal, fica tão relativo e tão capaz de entender cada circunstância, seu momento, e seu lugar, que não tem diferença entre o assassinato e a queda de uma pedra. Haveria esse âmbito. Se a gente toma esse critério com pretensão de universalidade, isso não aconteceria. Eu vou observar lá um camaradinha, por exemplo, eu gosto desse exemplo. João, vamos descrever João ou vamos descrever Leandro. O Leandro, bom dia, é Leandro. O Leandro diz: "Bom dia, Bruno. Bom dia, baristas e não baristas. Bom dia a todas as pessoas aqui. Nós somos inclusivos. Leandro acordou. Leandro está tomando seu café. Leandro está comendo. Vamos reduzir pro mais simples possível. Leandro está comendo. Aparentemente a frase Leandro está comendo tem equivalência a qualquer outra descrição. Por exemplo, uma pedra está caindo. Estou descrevendo igualmente. Relativo, né? Não tem nenhum princípio ou critério acompanhando isso. Contudo, porém todavia, no caso de Leandro, a gente percebe que Leandro está comendo porque necessita. Leandro está comendo, mas ele só come e tá comendo porque ele precisa comer. Ele precisa estar em vida. Percebe onde eu tô querendo chegar? Leandro está comendo, mas não é só uma descrição, porque essa descrição implica em saber, inclusive que Leandro come porque ele é um ser vivo, vivente, que precisa comer para permanecer em vida. No caso da vida humana, dos seres humanos, dos seres viventes, ao descrever suas ações, está implicado que eles precisam estar em vida e em condição de vida para realizar qualquer uma delas. Então, não existe esse âmbito relativo e abstrato, porque a materialidade da vida nos coloca um critério comum. Se você não garantir as condições de produção e reprodução da vida, você morre. E aí a gente pode depreender um critério ético com pretensão de validade universal, que não tá lá, não tá aqui, não tá no além e a justiça pode ser construída de suas muitas maneiras a partir desse princípio ou desse critério com pretensão de universalidade. A gente tem que produzir, garantir as condições de produção e reprodução da vida dos seres humanos pra gente poder fazer qualquer uma das outras coisas que a gente quiser. Se não tiver garantido, não tem como tá aí. É bom se garante essas condições, é ruim se não garante. Ah, isso resolveu os problema, não, mas isso me deu um critério agora para começar a resolver problema, a selecionar qual o problema que eu vou resolver primeiro, qual que eu vou resolver depois, a começar a julgar as instituições estabelecidas, aquelas que nós queremos construir, uma ação adequada, um projeto que tenha consistência, por exemplo, observar aquela frase lixo ali do do do Daniel Cidade, quando ele diz ali no final, ah, eh, não se combate, não, não, eu quero conversar sacro combater. Eu quero bala, meu. Observa as condições da realidade, da realidade e vê se a gente aqui, eu aqui no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, gritar: "O que importa é força e bala, o quanto eu aguento". Nada. Eu não duro 2 segundos, assim como vocês também não. As instituições estabelecidas, a execução de poder colocada, quem já tá sentado no seu carguinho, quem tem força, quem tem força de polícia, quem faz valer o o estado de exceção, né? Quem que faz isso? Não é a gente. Então, se o critério for esse e a busca do do convencimento foi isso, a gente tá lascado. A gente cria as condições para nossa própria destruição. E aí eu tenho que olhar e falar esse ter um bom senso de falar: "Esse julgamento é ruim, você está errado." Ah, não, não, mas são múltiplas perspectivas. É, e essa é uma perspectiva errada. Era uma perspectiva imbecil que destrói as condições de produção e reprodução da vida do sujeito, inclusive que está falando, porque inclusive ele é incapaz de realizar o projeto que ele tá dizendo que ele quer fazer, entendeu? [risadas] É, não, mas é relativo. É relativo, mas teu relativo tá errado. [risadas] Mas você tá errado. É, mas é o que eu acho. É, você acha errado. Você acha errado. Mas aí eu posso dizer e condenar como errado com critério, né? Critério objetivo e que dá para convencer. Ah, mas eu não convenci aquele cara. Eu não tô querendo convencer ele. Talvez, talvez o meu, não seja o meu interlocutor direto a ser convencido no debate, mas seja os outros que estão assistindo, que vão falar: "Nossa, isso faz muito mais sentido". [risadas] Nossa, realmente essa ideia é uma ideia merda, né? Essa ideia é uma ideia merda. Que aí assim é pra gente aperfeiçoar a ideia de uma ética da comunicação, né? ética comunicativa, ética da responsabilidade trocentas éticas que tem aí e que surgiram durante o século XX e que contribuem pra gente buscar eh meios de conviver, meios de trocar ideia, né, do diálogo e tal, não sei o que lá. Mas entend meu irmão, talvez não seja o meu interlocutor direto, mas é quem tá assistindo esse debate, porque o debate é público, a conversa também existe esse âmbito da comunicação, do convencimento, do diálogo, da conversa para a comunidade e não é só entre dois sujeitos conversando. E a gente vai entendendo o processo e dando razões uns aos outros. Afinal, apesar do pessoal relativista não gostar de razão, a gente dar razões uns aos outros. Nós precisamos dar razões uns aos outros para justificar o que a gente tá fazendo, senão ninguém falava nada, só ia fazendo [risadas] e aí ia dar uma merda do nada, que é o que acontece muitas vezes, né? O que não significa que existe então a razão universal, não sei o que lá, que nem os outros estão falando que é bobagem também. Tem o espaço do convencimento, tem o espaço sim das vivências, da capacidade de aprender aquela informação, das experiências que funcionam como filtro nosso para julgar o mundo. Só que a gente pode compartilhar critérios, deve conversar, etc, etc, etc. Beleza, minha gente, foi massa. Assistimos Brita, tentamos transformar em ouro. Não esqueça de curtir esse vídeo, não esqueça de comentar para engajar, de espalhar a palavra por aí, de convidar coleguinhas para chegar aqui no nosso no nosso canalzinho, na nossa membresiazinha. E eu acho que é isso por hoje. Beleza? Transformamos Brita em ouro. Talvez sim, talvez sim. Que bobagem, né, que a gente viu por aí. Belê, deixa eu ajeitar aqui os trem porque hoje é quarta-feira. Temos que desejar a Walter que ele vá bem na entrevista hoje, mas ele vai, nós já sabemos disso. Ele vai voltar aqui semana que vem ou daqui a duas semanas dizendo: "Passei, passei e fui vitorioso". a vitória do trabalhador e a gente vai comemorar com ele, ficar todo mundo satisfeito e todas as demais pessoas também que estão treinando aí para o mestrado ou na academia enquanto ouvem nosso papo ou tomam café. Café é bom também. Deixa eu pegar o trem aqui. E é isso, minha gente. Quarta-feira. Quarta-feira, quase fim de semana. Espero que vocês estejam bem. Espero que tudo esteja tranquilo na vida de vocês, que vocês consigam persistir em vida. Cumpram o dever viver de garantir as condições [música] de produção e reprodução da vida de vocês. Resolvam muitos problemas e inclusive que vocês possam ser salvos resolução de problemas para ter uma vida melhor. Muito obrigado, querido Leandro. Força, de coração. Deus abençoe, que a gente siga bem, que a gente desfrute muito aí da nossa caminhada. Façam boas comidas, façam música, ouçam poesia, assistam filmes legais, assistam filmes legais, séries divertidas, que a gente possa curtir bastante essa vida, porque vale a pena e ela deve ser vivida, como nós [música] falamos, é um dever viver e garantir as condições de produção e reprodução das nossas vidas em comunidade [música] junto com os coleguinhas. Então é isso, Copa do Mundo chega amanhã, sábado tem jogo do Brasil e nós pretendemos seguir aqui todo dia útil. Seguimos [música] trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [música] >> Seguimos trazendo boa nova todo dia útil >> até a vitória [música] final. Valeu minha gente. Fiquem bem. Deus abençoe. Se cuidem, tá bom? E leiam. Nenhum de tudo. [música] E é nós. Quer coisa chamar. Valeu, [música]