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A fé vem pelo ouvir

# 79 Conversão – Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico

# 79 Conversão – Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico

# 79 Conversão – Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico

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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos

O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:

“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.

Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:

“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO

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Legendas automáticas:

bíblico nessa noite. Eh, nós estamos em
uma parte, às vezes a gente volta e toca
eh
em algumas doutrinas que parece que a
gente já tratou, mas é porque nós
estamos vendo agora na perspectiva da
obra do Espírito Santo, né? nós estamos
eh a teologia ela vai separando em
blocos para que a gente possa entender
melhor o pensamento. Então nós estamos
eh olhando essa doutrina da salvação,
mas também na perspectiva
daquilo que é obra também do Espírito
Santo, né? Então, eh, hoje nós chegamos
na parte da conversão.
Eh, eu creio que nós não conseguiremos
eh fazer toda ela. Nós vamos até uma
parte aqui eh em três blocos que o
primeiro nós vamos falar a respeito dela
de maneira prática na nos textos
bíblicos, né? e depois um pouco na nas
controvérsias da história, que seria na
verdade uma teologia do
que lá no terceiro bloco a gente veja na
perspectiva da teologia teologia
sistemática como que ela vai eh
sistematizando toda a doutrina da
conversão, tá? Nós vamos orar e nós
vamos iniciar nessa noite.
Senhor nosso Deus, nós queremos
reconhecer nessa noite diante do Senhor
a tua bondade, a tua fidelidade.
E queremos, ó Deus, louvar ao Senhor por
tudo aquilo que o Senhor é.
E, ó Deus, nós, principalmente, ó Deus,
agora iluminados pelo poder do Espírito
Santo,
ó Deus, e tendo os olhos abertos, o
nosso coração se enche de alegria por
saber, ó Deus, que o Senhor, ó Deus, fez
toda a obra necessária
para que nós, ó Deus, não fôssemos
condenados por causa dos nossos pecados.
Obrigado, ó Deus, porque é o Senhor que
converte o nosso coração a ti. Obrigado,
ó Deus, porque a cada dia o Senhor muda
a nossa mente, as nossas disposições,
as nossas afeições.
Ó Deus, obrigado porque o Senhor tem
feito essa boa obra em nós. Te
agradecemos, pedimos a tua bênção, que o
Senhor nos ajude na compreensão, ó Deus,
daquilo que iremos ver nessa noite. Nos
abençoe a nossa oração em nome de Jesus.
Amém. Um dos textos eh bem interessantes
da palavra de Deus, Jeremias no capítulo
31,
ele pedindo, dizendo a Deus, converte-me
e serei convertido, porque tu és o
Senhor meu Deus, né?
Eh, nós precisamos partir desse
fundamento que conversão é obra de Deus.
É obra de Deus. E parece simples essa eh
essa afirmação, mas essa é uma afirmação
que teve e eh vários ataques ao longo
dos séculos e ainda ela tem ataques nos
nossos dias por causa da daquilo que a
palavra de Deus ela severa, dizendo que
é obra eh de Deus, unicamente de Deus,
não tem uma participação
eh, nossa nesse primeiro ato. Então,
olhando para aquilo que é a verdadeira
conversão bíblica, a gente precisa olhar
para um lado primeiro. O que não é
que não é conversão,
eh, não é mudança de religião ou
integração a uma igreja. Isso não é
conversão,
eh, conversão bíblica, né? Porque no na
acepção do termo da palavra, qualquer
mudança que você faça, qualquer retorno,
isso é uma conversão,
mas não é aquilo que a palavra de Deus
diz. Reforma moral, abandono de alguns
vícios. Eh, o que normalmente as pessoas
elas ligam, né, falando: "Olha, eh,
fulano, ele era assim, ele abandonou
essas práticas, às vezes são questões
morais ou às vezes são vícios e da
sociedade
e que ao deixar isso, as pessoas
entendem que isso seria uma conversão.
Isso pode ser evidências de uma
conversão, mas não necessariamente uma
conversão. experiência emocional
intensa. Aqui está uma das eh eh vamos
dizer assim, um dos das chancelas, né,
que que ao longo dos séculos as pessoas
sempre bateram, né? Tanto é que eu falei
no tempo passado, numa quarta-feira, eh,
às vezes as pessoas elas acham que a sua
conversão ela é menor se você não marcou
um dia
onde você teve uma
uma violenta manifestação emocional,
então, possivelmente, você não se
converteu. Só que isso também não é
bíblico. emocionalismo
sendo eh um dos critérios paraa
conversão bíblica, não é, né? Isso não
é. É claro que sim, você pode ter
experiências emocionais, mas isso não
chancela que, de fato, houve uma
conversão genuína,
adesão intelectual às doutrinas cristãs,
principalmente quando nós falamos de
teologia reformada. Eu não canso de
dizer que normalmente
eh muitas pessoas se chegam à teologia
reformada
eh muito atraído pela sua estética.
ela tem uma estética, ela tem uma um
caráter de eh
de lógica,
né, e uma série de de razões, porque as
pessoas se sentem atraídos, mas ela não
é uma adesão apenas intelectual, também
decisão autônoma independente do ser
humano. Aqui está outra falácia, não é,
não é uma decisão eh autônoma. Você
falou: "Não, eu por mim mesmo um dia eu
resolvi falar assim: "Eu vou ser um um
crente,
eu vou me converter, né?" Então, não é,
já do lado de cá nós temos a outro
quadro. O que é então a causa? é o
resultado consciente da obra
regeneradora do Espírito Santo. Isso é
obra do Espírito Santo, tá? A essência é
uma mudança de direção, onde o pecador
abandona sua antiga vida e se volta para
Deus. Isso é no sentido pleno, geral,
completamente geral. Ou seja, não é que
ele deixa de pecar, mas agora ao ser
confrontado com práticas erradas, ele se
arrepende.
Se arrepende. Essa é uma marca de uma
conversão genuína, não é muitas vezes
relativizar o pecado. A dinâmica Deus
concede vida e como fruto, o homem
responde então em arrependimento, em fé.
A a mecânica aqui da direção
seria esse lá no início, na criação, né,
no primeiro quadro, eh o caminho era
Deus, homem, criação. E o homem recebe
de Deus sua identidade, propósito,
alegria, vivendo voltado para o criador.
Nós estamos falando lá no início, no
jardim do Éden. Há o movimento então do
pecado, a queda. Então agora o caminho é
homem,
autonomia, idolatria. Isso é algo eh que
que na verdade faz com que toda a raça
humana ela seja igual.
Interessante isso, que o pecado ele nos
de um jeito mostrando que de fato esse
pecado ele é
universal, atingiu a todos. Então, eh, o
sentido de o desejo de autonomia, ou
seja, eu viver a minha vida sem eh
prestar contas a ninguém, muito menos a
Deus, ou então eu fico deuses,
que aí eu digo que o sirvo, mas na
verdade eu manipulo
esses deuses para fazer aquilo que é a
minha vontade,
plenamente a minha vontade. Por isso que
quando a gente fala de falsa conversão,
isso aconteceu na igreja de Corinto
também. Paulo vai falando a respeito
disso. Eles saem de um lugar e vai pro
outro e então eles começam a tentar eh
agir agora para com Deus do mesmo jeito
que eles agiam com deuses pagãos.
Tentar manipular Deus, tá? Isso eh
entrou e entra muito dentro do movimento
evangélico, né? vindo de outras crenças,
mas isso a base é autonomia e idolatria.
Então o pecador desconfia da palavra,
rejeita o governo divino e procura na
criação o que só o criador oferece.
Quando vem o movimento de conversão,
agora o pecado, o caminho pecado,
abandono dos ídolos e retorno a Deus.
Então, a restauração da direção da vida,
uma inversão total de direção
estabelecida pela queda. Então, há essa
inversão aqui. dois termos que a palavra
de Deus usa para a palavra conversão
aqui, ela usa do lado de lá eh na e
aquilo que é como se fosse uma questão
de sentimento, então de de eh
normalmente é traduzido como
eh arrependimento ou conversão no eh
quase que ligando como sinônimo. Lembra?
Nós vamos ver isso, que são duas coisas
que normalmente a gente fala de uma só.
Conversão é uma coisa, arrependimento é
outro. Então você tem um arrependimento,
é você detectar: "Estou errado."
Conversão é o é o movimento, retorno. Só
que a gente fala de maneira como se
fosse sinônimo, né? Mas são dois
movimentos de uma ação, certo? Então eu
arrependo e faço a conversão, né? Então
envolve sim a questão de sentimento,
pesar, tristeza, profunda ou mudança de
disposição. É a tradução da palavra, tá?
o reconhecimento doloroso do pecado.
Então, o verdadeiro aqui nas
arrependimento, lamenta primeiramente o
pecado cometido contra Deus e não apenas
as consequências, a vergonha pública ou
a perda de reputação. é uma das coisas
fundamentais na conversão,
não é aquela ideia assim de eh da
vergonha das pessoas, mas primeiramente
o pesar de ter ofendido, está ofendendo
a santidade de Deus. do lado de cá.
Outro termo é o eh chub, que aí demanda
muito mais uma questão de ação, voltar a
retornar, mudar de direção. Então a
gente fala, por isso que eu falei, a
questão de eh arrepender
muito ligado a sentimento, conversão é
ligado à ação, é um retorno, tá? Mudar a
direção. Então não é apenas parar de
fazer algo errado, né? direção negativa,
mas é voltar para alguém, o Deus da
aliança, tá? Então assim,
eh, porque a nossa visão é que alguém
ele ele eh está OK ou vamos mudou a
vida, é que ele parou de fazer algo.
Biblicamente, conversão não é isso. Ele
para de fazer algo porque ele arrependeu
e ele começa a agir agora de maneira
ativa na outra direção. Não é bastar
parar de fazer. Vamos ligar aqui no
popular. Por exemplo, alguém
ele vive nos vícios, eh, em uma série de
coisas e fazendo mal a ele e aos outros
e ele resolveu parar.
OK, parou. Mas não necessariamente isso
é uma conversão.
Ele parou por algo, por alguma razão,
né? Mas a palavra de Deus, ela ela age
ou a a quando ela se refere a isso, ela
refere de maneira mais profunda, né?
Então, lembrando de um texto emblemático
lá de Efésios, quando ele fala: "Aquele
que roubava, não roube mais antes,
trabalho
e que o fruto do seu trabalho sirva a
outros também, abençoe outros". Perceba
que a direção de conversão é muito longe
do que a sociedade pensa, né? Eu sempre
lembro disso e às vezes a gente precisa
trabalhar isso, lembrar muito bem disso
na nossa mente. Parar de roubar é bom,
trabalhar é bom, mas não é tudo. Eh, aí
ele fala: "Não, agora você vai ter que
eh parar de roubar, trabalhar e você vai
ter que passar pra ponta de lá. O fruto
do seu trabalho tem que ser também para
o outro. Aí isso é conversão. Isso se
aplica então a conversão. Então Jeremias
fala: "Convertei-vos ó filhos rebeldes,
diz o Senhor, porque eu sou o vosso
esposo". Essa, esse era o chamado de
Deus desde o começo no Antigo
Testamento, falando para que o povo dele
pudesse eh não apenas eh entender que
estava errado, mas voltar voltar à
direção, fazer o retorno. E isso é o
princípio bíblico. Perigo, então, das
reformas morais externas. aqui
eh o Antigo Testamento registra então
renovações coletivas. Nós temos lá em
Josué, tá? Ezequias, Josias, Neemias.
Lembra que eles chamam eh o povo a
arrependimento? O texto fala que eles
arrependeram.
Muitas vezes eles diziam: "Sim, nós
cometemos o erro, cometemos o pecado
contra o Senhor". E havia uma um relato
quase que de uma conversão nacional ali,
tá? A reforma externa, normalmente aqui
a casca, mudança de costumes, abandono
temporário de práticas, renovação
litúrgica e estrutural. Isso muitas
vezes aconteceu no povo de Deus, no
Antigo Testamento. E a gente percebe que
a palavra de Deus sempre mostra que em
meio a esses haviam aqueles que de fato
eram fiéis, mas uma boa parte não.
Quando chega lá em Amós, Amós tá eh
mesma eh eh o o mesmo pano de fundo de
Isaías.
Lembra que Isaías começa condenando o
culto hipócrita?
Aí você vai em Amós, ele da mesma
maneira, ele mostra que o povo ele é é
se você olhasse externamente fala: "Tá
tudo OK, estão cumprindo as festas,
estão fazendo os ajuntamentos, estão
fazendo os sacrifícios." Só que isso era
apenas algo eh externo, tá? Regeneração
interna, então, é o núcleo, a salvação
individual e autêntica de cada
participante. Em momento algum, a
palavra de Deus estabeleceu salvação
coletiva.
Fala assim, ó, basta que vocês estejam
todo mundo aqui,
seja o que de Israel, que vocês serão
salvos. A palavra de Deus sempre falou
de um remanescente fiel, mostrou
julgamento na casa de Deus. No meio da
casa a gente vê isso ao longo da
história. Então o princípio pedagógico é
reforma externa coletiva não garante
transformação interna individual, tá?
Isso é uma um uma falácia. Normalmente
as pessoas entendem que isso pode
acontecer. A gente tem isso num
movimento bem eh que marcou o mundo, né?
eh, liderado por Charles Finney. Charles
Finney, ele tinha essa prática de de
bloquear uma cidade
e ali a a as pessoas eram confrontadas e
e muitas vezes ali que veio a ideia de
apelo.
Você sabe que às vezes até pergunta, por
que na igreja presbiteriana não tem
apelo? Porque nós entendemos que o maior
apelo é a própria palavra de Deus que
faz pela obra do Espírito Santo. Não é
aquilo que o ser humano faz, um pastor
ameaçando.
Olha, se você não converteu hoje, pode
ser que você saia aqui na rua 68, né? Um
carro te pega aí. E aí?
E aí? Pode ser muito tarde, né? E aí
ameaça. Aí fala assim: "Vamos dar ajuda
pro Espírito Santo". na ameaça, a gente
vai ameaçando, ameaçando, ameaçando até
que a pessoa fala: "Não, eu aceito, eu
aceito". Isso é, não é moderno, não é
Finy. Finen fazia essas eh ele tinha
essa essa maneira de agir. Então, eh, em
muitos lugares falou: "Ó, a cidade
inteira se converteu,
depois de algum tempo voltava lá, tava
pior do que antes, né?" né? Então assim,
em alguns lugares isso aconteceu mesmo,
tava pior do que antes, que era na
verdade uma ideia de conversão coletiva,
né? E às vezes isso ainda eu não estou
condenando, irmãos.
Eu já fui em vários desses eventos de
pregar em cidades, de pregar, já preguei
muito em cima de caminhão,
né? tudo isso, mas sempre crendo que se
tivesse alguém ali e fosse o dia, era
Deus que ia fazer por meio do Espírito
Santo, né? Mas não aquela ideia, falou
assim, ó, chegamos na cidade,
convertemos 70% da cidade, né? Não tem
como saber.
a iniciativa então divina de de do novo
coração. Eh, a gente vai vendo os passos
aqui da daquilo que a palavra de Deus
mostra mandado. Convertei-vos. A
promessa dar-vos ei coração novo, porei
dentro de vós espírito novo. O resultado
é esse. É nova aliança, que é mais a
vocação eficaz. Isso produz uma eh
conversão verdadeira. Então, os profetas
reconheceram que o povo não possuia em
si mesmo poder para retornar
definitivamente ao Senhor. Então, a
conversão humana depende da iniciativa
divina. Isso sempre foi claro na palavra
de Deus, sempre foi claro que dependia
dessa ação divina.
Então, se a gente olhar algumas relações
do do da palavra de Deus falando a
respeito disso, Jesus inicia seu
ministério unindo as duas direções. Ele
fala: "Arrependei-vos e crede no
evangelho". Lá em Marcos 1,
então nos mostra que arrependimento sem
fé, na verdade, é apenas um desespero
aí, tá? Eh, o arrependimento diz
respeito aqui ao pecado, entendimento do
pecado. E a fé é aquilo que é a direção
para Cristo. Então, fé sem sem
arrependimento é presunção,
tá? Então, essas duas coisas normalmente
causam confusão na vida de algumas
pessoas por achar ou confundir o que de
fato é ser um convertido, né? Então, a
ordem lá de João Batista, né, graça de
Deus, arrependimento verdadeiro e
frutos. Ele lembra quando João Batista
está pregando
e aí começam a chegar as classes de
pessoas
diante do que ele e eh ele a mensagem, a
multidão chega o que e fala: "O que que
a gente vai fazer agora?
O que que a gente faz, né? vem o o os
guardas, o que que a gente faz, tá? Eh
eh porque eles entenderam
quando eles fazem a pergunta, e quanto a
nós? E agora o que que a gente vai
fazer? É exatamente porque já houve o
arrependimento, foi produzido o
desespero neles fal e agora?
Aí você vem a questão da da conversão,
que é essa fé que é implantada, que te
leva em direção a Cristo Jesus.
Olhando pro texto lá de Lucas 15, tá?
Lucas 15, ele tem três parábolas, tá?
Ele vai relatando essas três parábolas:
ovelha perdida, moeda perdida
e a parábola do filho pródigo, tá?
Então,
se você abrir lá,
eh,
Lucas, capítulo 15, a partir do verso 8,
ele fala da dracma,
fala: "Qual é a mulher que tem 10
dracma? Se perder uma, não acende a
candeia. varre a casa e procura
diligentemente até encontrá-lo.
Eh, e tendo achado, reúne as amigas
vizinhas e dizendo: "Alegrai-vos comigo,
porque achei a dracma que eu tinha
perdido, tá? Se a gente olhar todas
essas parábolas, elas estão
interligadas. Normalmente a gente separa
elas, dá uma confusão.
Às vezes a gente confunde, sabe por quê?
de até o nome filho pródigo. Na verdade,
se a gente for notar, eh, Timy até
escreveu um livro, é Deus pródigo, né?
Deus pródigo. Eh,
são ações de Deus nesse hábito de vir à
nossa direção. Então, você tem ovelha
perdida, resgate. A ovelha não encontra
o caminho sozinha. Essa é uma realidade,
ó. Ah, eh, se eu falar assim: "Não, mas
eh aí digamos que a parábola falou: "Ah,
então quando o pastor chegou em direção
a ela, viu que ela já vinha em direção
ao lugar?" Não. A ideia e a e a e a
figura da parábola é que uma ovelha
perdida, ela não consegue encontrar
caminho sozinha, tá? Tá? A ênfase
teológica é que a iniciativa pertence
exclusivamente ao pastor, tá? É a ênfase
da parábola. Você tem a moeda perdida, a
recuperação, a busca diligente por algo
inanimado. O valor do perdido é definido
por amor daquele que eh o procura.
É a relação de Deus para conosco. Deus
veio em nossa direção, certo? Qual é o
valor seu para Deus?
é o máximo, porque ele veio na nossa
direção e a medida do da o valor daquilo
que é perdido não é por aquilo que está
perdido, mas exatamente pela diligência
de quem o procura.
E aí quem fez isso pelas nossas vidas
foi Deus. Foi Deus. Tá? Então esse é o
cerne da parábola. Vem o filho pródigo,
retorno, abandono da falsa autonomia,
confissão, independência. Perceba que
vai no acrescente. Chegando no filho
pródigo. Aí você pensa: "Ah, mas ele
arrependeu e voltou".
Sim, ele ele fez a o caminho e quem
estava esperando era o pai. Só que você
chega no final de tudo isso e a figura,
lembra? É arrependimento.
Arrependimento foi no hábito que ele
fala assim: "Olha,
quantos na casa de meu pai dos servos
estão bem melhor do que eu?
Eu vou lá, né? Eu vou voltar, vou
voltar, vou pedir perdão." Aí ele faz,
arrepende, faz a conversão.
Então, abandona aqui da falsa autonomia,
confissão e dependência. A graça. Então
aqui a conversão não é conquistar a
disposição de Deus, mas retornar ao Pai
que corre, abraça e recebe pecadores,
tá? Então a a eh essa esse texto de
Lucas 15 é interligado, mostrando
exatamente aquilo que Deus faz e sempre
fez em direção ao pecador, desde o
Antigo Testamento, é a história de
Israel e a história das nossas vidas.
Ainda nos Evangelhos, lembra da história
de Zaqueu?
Zaqueu, ele eh nós lembramos da
história, ele eh tinha uma vida, na
verdade era chancelada pela sociedade,
né? Zaqueu, cobrador de imposto, né?
Naquele tempo o o cara era dono da,
vamos dizer, da banca
da coletoria. E aí ele também ele podia
alugar tudo isso, sabe? Ele alugava e
era tinha todas essas coisas. Mas aí eh
quando ele tem eh Jesus fala que vai eh
estar com ele ou comer com ele e ali ele
se arrepende. Há uma mudança imediata.
Ele começa, é interessante que Jesus não
fala para ele assim, fala assim: "Ó, eh,
eu sei o tanto de gente, você já passou
para trás".
Não tem esse diálogo lá. Ele mesmo já
diante de Cristo, daquilo que ele
conquistou, a ideia de conversão é
exatamente isso. O que eu conquistei em
Cristo é muito maior do que qualquer
coisa,
até mesmo os bens. Aí ele fala que é
restituir vezes mais. E aí ele ele ele
vai em direção dessa restituição e
justiça, mas por causa daquilo que
conquistou. A gente vê o ladrão na cruz.
É uma questão, é uma conversão breve e
autêntica, né? Sem tempo aqui de dar
mostras, né? obras materiais, mas com
total mudança na eh na misericórdia e no
reino de Cristo.
Isso aqui é algo que às vezes para nós é
estranho, né? é estranho. Eh,
e às vezes a gente deixa de ver o
benefício que a gente tem de poder viver
uma vida podendo mostrar Cristo através
de nós.
E aí às vezes as pessoas falam assim:
"Ah, mas não é possível.
Ele nem
teve lutas, dificuldades, né?
Dificuldade foi morrer. Lá já tava
morrendo.
É uma ideia estranha. ideia estranha,
né, de de que a gente é como você falar
para ah, senhor, mas se eu vi o que eu é
tanto que eu lutei de novo a gente volta
às obras, né? Ah, eu senhor, ele nem foi
no culto domingo, senhor,
ele não ia na escola dominical.
E como é que ele vai ser salvo? Se ele
for salvo, então põe ele lá no cantinho.
Cristo
>> isso aqui revelou a ele, né? Exatamente.
Eh, a mulher samaritana, compreensão
progressiva, um processo relacional,
eh, judeu para profeta até o Salvador do
mundo. Ela vai, eh, você percebe no
diálogo que primeiro ela vê Jesus é um
judeu.
Como é que você pede água para mim?
Como vai tendo diálogo, chega lá na
frente, ela fala: "Eu vejo que tu és
profeta, né?" Ela agora ela, né? E assim
ela vai tendo uma uma progressão. Aí o
texto diz que ela vai chamar os outros
lá.
Mas essa é uma maneira também que a
palavra de Deus mostra. Então, eh a
gente não pode estabelecer dentro de uma
caixa
como que uma pessoa se converte. Assim,
ela tem que ter essas, essas e essas
aqui reações, porque a palavra de Deus
nos dá inúmeros exemplos diferentes.
Segue de nascense é um texto que que não
está apenas falando de uma cura física,
não. É um texto mais profundo, tá?
Crescimento cognitivo contínuo, um homem
chamado Jesus, até senhor digno de
adoração ali, né? O texto vai mostrando,
vai crescendo, né? Eh, Jesus poderia ter
curado ele de uma vez.
Passa primeiro e fala assim: "Não, tô
vendo sendo árvore", né? Passa de novo,
né? A algo gradual, né? Então, a
conversão nem sempre possui um momento
emocional explosivo para acontecer
mediante uma crescente iluminação do
entendimento. Nem sempre é assim, mas eh
a gente vai perceber que há uma uma ação
sempre eh que isso sempre é mostrado nas
escrituras, sempre fica evidente.
Primeiro, o instrumento humano de
proclamação.
Lembra que quando chega Hebreus, ele
falava, vendo Deus outrora falado muitas
vezes, de muitas maneiras, aos pais, né,
os profetas, e hoje vos fala por meio de
Cristo Jesus. Lembra também do texto que
fala assim, ó, desde manhã
profetas, né, para que pudesse
exortá-los.
Palavra de Deus sempre mostrou isso, que
do início ao fim, todas essas histórias
que são narradas, eh, muitas vezes os
personagens eles são tipos de Cristo,
profetas, reis, né, outros personagens
que apontam para isso e são instrumentos
humanos de proclamação. Aí o cenário é o
da providência, preparado por Deus.
Cenário é preparado por Deus.
A palavra sempre exposição
cristocêntrica da escritura,
vem ação do espírito, ação que compões,
né? Então, arrependimento,
né? E conversão, tá? Essas são ações que
não dá pra gente explicar, gente. Não
tem como a gente explicar,
né? em alguns momentos assim, eh,
situações que às vezes a gente, eh,
humanamente a gente fala assim: "Não,
não tem jeito não, isso aí não tem
jeito". Eu eu estava conversando esses
dias
com o Tot perguntando a de um menino,
eh, a gente trabalhava em acampamento e
esse menino era aqueles quando chegava
no acampamento, a gente dava vontade de
ir embora.
os o quem tava trabalhando no
acampamento, você fala assim: "Nossa, eu
vou pedir para ir embora". E aí a gente
ficava correndo para ninguém ser o
conselheiro desse menino. Ele era
terrível, terrível.
E além do mais, ele ele eh você tinha
que ficar de olho nele 24 horas, você
piscava o olho, você pegava esse menino
em cima do poste lá no, né? E era o dia
inteiro, era desgastante. A gente
pensava assim, um dia nós, lembro que a
gente conversou, fala: "Por que que os
pais trazem esse menino para acampamento
e não presta atenção em nada?
Não adianta. Você vê o menino não
quieta, você segurava ele na capela na
hora das histórias, o menino chega a
tremir assim, ele ele não sossegava.
Um dia, lembro que a gente estava
contando a história de Jonas.
Contamos a história de Jonas,
arrependimento. E aí para susto nosso,
né, o o rapaz tava contando história,
falou assim: "Olha, quem entendeu a
história, eu gostaria que viesse aqui à
frente que nós vamos orar". Primeiro que
levantou foi ele. Aí nós foi porque
perturbado, não sabe nem o que que tá
fazendo.
Foi lá na frente e a gente assustou
porque ele foi e ficou quieto.
Fod tem um negócio estranho. E aí foi, a
gente falou, foi lá na frente. Eh,
aquele menino, ele tinha por volta
naquela época, acho que entre 9 e 10
anos. Vocês acreditam que de fato Deus
agiu na vida daquele menino naquele dia
e transformou a vida dele
para nós que trabalhava falar assim, ó,
não tem jeito. E era uma criança, você
falou: "Não, foi lá só para por
brincadeira". Não,
a vida dele transformou completamente. E
às vezes a gente eh não sabe o cenário
da providência.
Quem faz isso é Deus. Quem faz é Deus,
né? Às vezes a gente crê em gerar um
monte de coisa. Então, às vezes a gente
olha para aqueles que estão ouvindo,
fala ali aquele ali, eu acho que não
vai.
Só que quem faz é Deus e Deus nos
surpreende com essas coisas, né? Então
aqui alguns casos lá em Atos aqui a
gente vai ver de maneira dramática ter o
carcereiro com a crise, né? Ele eh
quando abre os portões, ele pergunta o
que que devo fazer, né? E ali é relatada
essa salvação imediata pela eh confiança
pessoal. Uma questão silenciosa
aqui. O Euco tá eh falando de buscativa.
Ele eh começa a ler, está lendo,
investigador intelectual ali guiado
tranquilamente pela exposição da
palavra. Você encontra muita gente
assim. Por isso que eu falei que às
vezes a gente pode surpreender que muita
gente às vezes eh eh em outros lugares,
às vezes Igreja Católica, alguma coisa,
lendo a palavra de Deus, Deus alcança
ela lá.
Deus alcança lá o alcance em qualquer
lugar, tá? E ele tá lendo ávido. Isso.
Vocês sabem a história do do filho do
John Piper?
É, eh,
a história dramática do do filho até de,
né, expulsar e vai tudo. E ele, ele, eh,
chega, cresceu na igreja, cresceu na
igreja. Aí um dia ele arrumou uma
namorada lá, mas eles estava era e
usando droga, né? Usando droga. Aí ela
pegou e falou: "Ah, eu tô lendo um livro
esquisito aqui, não tô entendendo nada".
Falei: "Que livro?" um tal de romanos.
Aí eu falou: "Ah, eu posso te explicar,
né?" Aí ele disse na história lá, eles
ficou
noite toda fumando maconha,
lendo romanos, explicando para eles. Diz
que doidas, doido, chegou de de
manhãzinha, eles começaram a chorar e se
arrependendo diante de Deus. Você fala
assim: "Ah, não é possível um negócio
desse" e é quem faz o cenário, quem faz
a, né? E isso numa busca falando de uma
busca ativa, alguém lendo e querendo
entender. Do lado de cá, intervenção
súbita. Salo de Tarso, tá? História de
Paulo de inimigo apóstolo, que era do
orgulho ali religioso. De uma vez Deus
vai e faz a a obra. Lídia também ouvinte
atento, ação soberana e sutil. do Senhor
lhe abriu o coração. É o que a palavra
de Deus diz. Então, a marca de conversão
nunca é dramaticidade visual da
experiência, mas é a presença innegável
de uma nova direção de vida. Isso que
marca conversão, né, na de acordo com
aquilo que a palavra de Deus nos mostra.
O diagnóstico de duas tristezas. Segundo
Coríntios 7:10,
eh, a palavra de Deus diz assim,
deixa eu abrir lá.
Porque a tristeza, segundo Deus, produz
arrependimento para a salvação, que a
ninguém traz pesar, mas a tristeza do
mundo produz morte, tá? Então, do lado
de lá, tristeza do mundo, vem aquilo que
a gente chama de remorço. Por isso que a
gente fala que remorço é o, não é o, o
mesmo que arrependimento, centrado em si
mesmo. O foco é centrado em si. O
lamento, lamento por ter sido
descoberto, é a perda de reputação, o
sofrimento das consequências, a imagem
prejudicada. Resultado produz
autopiedade, desespero e morte. É aquilo
que aconteceu com Judas, tá? é aquilo
que acontece com eh na história de
Judas. Portanto, o esse a tristeza do
mundo, ela produz isso. Ela produz isso.
Isso não é um arrependimento, né? Muitas
vezes as pessoas são pegas eh em algum
ato.
Algumas culturas elas até celebram isso
aí.
Algumas culturas, por exemplo, cultura
oriental que trabalha essa questão da
vergonha.
Eh, se você for pego eh cometendo algum
crime contra a pátria, alguma coisa
assim, então seria muito eh eh o último
ato seu e que seria honroso era você se
matar,
tá?
Então, a a eh esse é um padrão do mundo.
É um padrão do mundo. Agora, a tristeza
segundo Deus, isso é arrependimento.
Centrado em Deus, é Deus que faz, é Deus
controla. O lamento reconhece violação.
É da santidade de Deus, pecado cometido
contra ele e a profunda necessidade de
perdão. A, o foco se muda para Deus. O
resultado então produz o abandono do
pecado e conduz para salvação. Eh, são
coisas completamente diferentes e a
palavra de Deus, ela nos mostra isso.
Então,
uma grande transferência de domínio.
Conversão consciente pressupõe
vivificação divina e não é ajustar
velhas práticas, é ser transportado,
como ele diz, transportado para o reino
do filho do seu amor. O império das
trevas. Você sai de lá. Morte vindo pra
vida. Efésios 2, capítulo 1. Das trevas
para luz, da escravidão para liberdade,
da ira para graça, da velha humanidade
para a nova humanidade. Então, o reino
de cá, reino do filho do seu amor,
convertida recebe o novo Senhor, nova
identidade, uma nova comunidade, uma
nova esperança. São lugares diferentes,
transferência de domínio. Agora, quem
domina sobre nós
no convertido está de cá,
né? Então, a postura contínua para a
vida toda, conversão inicial, eh, ocorre
uma única vez, passagem definitiva da
morte para a vida, não há segunda
regeneração, tá? Então não existe esse
negócio de eu já me converti três vezes,
né?
A gente fala: "Não,
a gente não tinha entendimento, sabe? Eu
lembro como a gente é criado dentro da
igreja,
algumas vezes colocavam a gente para
dirigir o culto, sabe?
E a gente, ninguém ensinou a gente o que
fazer, o que não fazer. Aí a gente
dirigiu o culto, a gente mesmo pregava
e a gente no final a gente fazia apelo e
a gente mesmo aceitava.
Aí um dia alguém falou assim: "Ah, mas
todo culto vocês dirigem, vocês vocês
dizem que converteram". Fali: "Ah,
porque ninguém foi. Aí nós mesmos
fomos". era porque era porque a gente
não entendia exatamente, mas tem gente
que acha que eh em cada vez que ele for,
ele vai reforçar isso ou ele vai fazer
de novo essas ideias assim ou então ah,
no dia que eu, sei lá, no dia que eu for
batizado mesmo no Rio Jordão, vai aí vai
acontecer um negócio mágico, né? Eh,
alguma dessas coisas que o povo inventa,
né? Vamos não, agora você vai ter uma
uma experiência mesmo. Você vai fazer
isso de tempo em tempo. Esses movimentos
são inventados no mundo afora. E muita
gente, ela eh ela não reconheceu que a
santificação dela ficou estagnada. E aí
ela confunde,
ela confunde esses movimentos que
acontecem pelo mundo de vez em quando,
que vá um monte de gente aí fala: "Não,
agora eu converti de novo".
Na verdade é um uma questão que muitas
vezes mexe com emocional
e ela não tá entendendo que na verdade
ela estagnou na santificação. Então
retorno subsequente pósquedas e
afastamento.
Eh, o chamado de Cristo à suas igrejas.
Lembra-te, pois de onde caí arrepente
volta à prática das primeiras obras. A
nossa vida é de arrependimento
constante, mas agora por causa da
conversão em Cristo, isso não é
converter de novo no sentido pleno, mas
é eh é naquilo que a palavra de Deus
diz: "Converte o nosso coração a ti, mas
como sinônimo de santificação, tá? Então
arrependimento não é apenas a porta de
entrada, mas a postura que caracteriza
toda a jornada cristã". Então, o caminho
unificado então da transformação bíblica
pra gente eh encerrar aqui a teologia
bíblica.
Primeira causa é iniciativa divina, é
ação soberana de Deus. É ele que abre o
coração e e produz a regeneração. O
homem não tem poder em si mesmo. O meio
chamado e sistema é a proclamação da
palavra de Cristo, iluminada pela ação
compungente do Espírito Santo. Por isso
que o Senhor nos manda pregar,
gente. entender predestinação, teologia
reformada não faz a igreja ser eh tirar
o ímpeto de evangelização. Mas pelo
contrário, gente, quando a gente eh
entende isso,
tira um peso enorme das costas da gente,
porque a gente sabe que a tarefa nossa é
pregar. Então, pregue, pregue com sua
vida, com pregue as a palavra, mostre
Cristo. Agora, eh, papel do Espírito
Santo, ação de conversão não depende da
nossa performance,
não depende. Por isso, algumas pessoas
podem falar: "Ah, mas eu não dou conta
de pregar".
Fale de Cristo. Mostre com a sua vida e
fale de Cristo. Quem faz a obra é o
Espírito. A ação é o retorno. A união
inseparável entre o abandono dos ídolos,
arrependimento e a confiança exclusiva
em Cristo. Isso é chamado de fé.
E o fim é o propósito.
Finalidade aqui, restauração da
adoração, deixando os ídolos para
servirdes o Deus vivo e verdadeiro, como
diz primeiro Tessalonicenses 9. Então,
conversão é o milagre da graça que
reverte a queda, mudando para sempre a
direção da existência humana. Por isso
que às vezes a gente critica algumas
coisas do nosso meio.
Quando as pessoas falam assim, eh, creia
que o melhor de Deus há de vir na sua
vida, gente do céu, é jogar a maior obra
de Deus na nossa vida na lata de lixo
ou não foi convertido? A conversão já é
um milagre de Deus imenso. Fala, o
melhor de Deus está por vir na sua vida.
É, é estranho isso, porque o melhor já
aconteceu, o primeiro já aconteceu, foi
Cristo, promessa se cumpriu e saber que
ele nos alcançou, tá? Rapidamente,
falando um pouco aqui, antes da gente
terminar
o refinamento da doutrina, aqui nós
temos isso nos nossos credos.
Desde o credo apostólico lá em ceno, eh,
focava na trindade, natureza de Cristo,
ressurreição, batismo, remissão dos
pecados, mas não apresentava uma
formulação detalhada da conversão
interior, tá? Então aqui em um ambiente
pagão, a conversão era associada à ações
visíveis, como eu falei,
catequese, confissão de fé, renúncia à
idolatria, batismo, ingresso na igreja,
transformação moral e disposição para o
martírio. Isso era o que era conversão
lá no começo.
Então, você fez o período de catequese,
eh, eu dou aula no seminário de vocação
e espiritualidade. Aí faço um apanhado
histórico de da vocação. Pastoral, é
engraçado isso, porque chegou um tempo
na época de Constantino
que os pastor os, vamos dizer pastores
não tinha pastor suficiente para aquele
tanto de gente que dizia que tava
convertendo,
certo? Então o chegou a a diminuir o
período de formação de um pastor e era
40 dias,
tá? 40 dias formava um pastor. Se
soubesse ler já tava meio caminho
andado. Você sabe ler? Então tá, né? Aí
fazia 40 dias, falava assim, já
ordenava, falava, vai tomar conta
daquele monte de gente lá. Você imagina
se um pastor era formado em 40 dias,
quantos dias você acha que era uma
catequese ou uma, vamos dizer, a nossa
sala de fundamentos da fé, né? Era
assim, era tipo um dia, fala assim:
"Olha, é isso, isso, isso. Você
entendeu? Entendeu? Então tá certo. Você
renuncia toda idolatria, ou seja, você
para de falar que César é Senhor, certo?
Né? Você não tem mais isso. OK? Batismo
agora você vai ter que batizar. vai lá
na fila, batiza. Batizou, ingressou na
igreja, né? Agora a outra pergunta, você
tá pronto, né, para disposição para o
martírio? Só que lembrando que nessa
época já não já não tinha tanto assim,
isso era lá mais no começo.
Aqui era só pro você tá pronto para
morrer por Jesus. Fal tô. Porque ninguém
tava morrendo por Jesus mais naquela
época, né?
Tô pronto, né? E aí não, então você tá
convertido, né? Então era isso, deixar
de dizer Césor, passava a confessar que
Jesus Cristo é Senhor. Pronto, só isso,
tá? É engraçado que esse negócio volta
na história, vai voltando de tempo em
tempo. As pessoas começam a fazer um
negócio desse para, né? Ah, vamos fazer
um negócio ali e tal, passa num lugar,
né? E não converteu, tá? Não, tá bom, tá
tudo OK.
Eu me lembro de conversar com a pessoa
assim, eu pastorei uma igreja lá, o
primeiro ministério que eu tive no
Paraná e era e eu tinha que cuidar de
uma congregação a 100 km da cidade lá. E
eu ia lá uma vez por mês. Chegava lá, eu
me desesperava porque as pessoas não
sabiam nada de Bíblia, nada de igreja,
nada de nada. Eu falou: "Mãe, gente, que
estranho". Aí eu fui saber a história da
história que passou alguém lá e fazia
convite na cidade. As pessoas que vinham
e fazia uma comida boa.
Povo que vinha, não tô brincando, o povo
vinha, enchia a igreja, ele falava
assim: "Quem quer batizar hoje e ser
membro da igreja?" Aí vinha um monte de
gente, ele já batizava na hora e
era desse jeito. Aí lidando com aquilo
lá em uma série de situações e às vezes
conversava com um que sumia, fala assim:
"Que que foi?" falou: "Não, eu voltei
para pra Igreja Católica e tem dia que
esse negócio de crente não dá para mim
não". Eh, outro eh eh às vezes eu ia
atrás de algumas pessoas, isso não é
história só trágica, às vezes tinha que
sair da cidade, correr lá, porque um
irmão tava querendo matar o outro. Aí eu
fala: "Liga pra polícia". Não, pastor,
você que tem que vir aqui, né?
Aí chegava lá, eu perguntava: "Vocês são
membro da igreja?" Somos,
né? "Vocês são crente? Eu acho que nós
somos,
né? É uma tragédia. Era uma tragédia,
sabe? E às vezes era mais ou menos isso.
Aí a pessoa falou: "Ó, eu saí de lá,
deixei uma igreja lotada".
"Lotada como, gente?
Então, essas coisas eh parece muito
antiga, mas ainda continua sendo feitas.
De novo, contrapontos. Pelágio, ele ia
entender que a necessidade da graça,
como a ênfase dele era no livre arbítrio
natural, que o ser humano tem capacidade
moral intacta, eh a gente vê o outro
contraponto que é ênfase na profundidade
do pecado, escravidão da vontade. Ou
seja, se você é escravo do pecado, como
é que você consegue?
Essa é a lógica. De lá de lá, a natureza
da graça. A graça atua principalmente
como instrução. Exemplo externo para
pelágio. É apenas um exemplo. A graça
aqui a necessidade absoluta.
Deixa eu corrigir esse tema aqui. Graça
preveniente num certo sentido, tá
correta. É a graça que agiu em você
antes de você eh
eh você nem pensava nada.
Só que esse termo ele é usado também na
na teologia metodista e alguns outros
movimentos. E aí eles vão distorcer o
termo, porque aí vai dizer que graça
preveniente é uma graça que atua antes
na sua vida sem merecimento, favor e
merecido, mas
que ela precisa ser confirmada ou você
pode resistir ou não. Por isso que o
termo reformado é graça irresistível,
tá? Graça irresistível. Então, quando
você vê o termo graça preveniente, aqui
nós estamos falando porque isso ainda
não tinha chegado nesse ponto. Isso
chega lá em 1800, tá? Então essa
distinção
eh do metodismo e e eles vão entender
que o ser humano pode sim eh recusar a
salvação. Eh, ação divina na conversão,
possibilidade de obedecer uma
transformação interior soberana.
Segundo Pelá isso podia acontecer, mas a
gente sabe que não. Deus torna a vontade
disposta e a graça tem prioridade sobre
a resposta humana. Então a compreensão
de Agostinho, ele preparou o caminho
para a doutrina da vocação eficaz. Então
aqui nós temos a a igreja medieval,
que era exteriorização do
arrependimento. Então é daqui que a
gente tem alguns exemplos da que chegam
até hoje. Então a palavra arrependimento
foi progressivamente traduzida e
reduzida à prática de fazer penitência.
Então era contrição, confissão ao
sacerdote, absolvção, satisfação, obras
penitenciais. Se você cumpriu a
penitência, é porque você se arrependeu.
Ato externo. Falou: "Você cumpriu, rezou
tantas, fez tantos para nós cumpriu.
Isso já é um um arrependimento. Só que o
problema é a exteriorização daquilo que
biblicamente é uma transformação
interior. confissão, restituição,
mudança são frutos de arrependimento,
não obras meritórias que pagam pelo
pecado ou conquist perdão. Ou seja, é
aquela ideia, não me mandou eh orar o
Pai Nosso 100 vezes,
menino, foi duro.
Porque eu sou guerreiro. Eu orei, rezei
sem Pai Nosso hoje, só hoje, o dia
inteiro.
Aí chega no final do dia, você fala
assim: "É, eu mereço tal perdoado, mas é
porque eu sou bom mesmo, que eu se eu
pegar uma coisa para fazer, eu faço até
o fim". Não é assim. A ideia do ser
humano é aqui, obras penitenciais que
trouxe algo exterior, né? Mas isso se
tornou símbolo de arrependimento.
É bom a gente estudar a história, porque
aí a gente olha, a gente tem esse padrão
também. Se você vê alguém chorando, você
fala: "Esse tá arrependido".
Se a pessoa não chorar, você fala: "Não
sei, não tem para mim que não
arrependeu". É a mesma coisa. a gente tá
ligando a atos externos aquilo que
acontece internamente isso é interno. E
aí é uma disposição de mudança
completa na vida. não é apenas um ato eh
exterior. Então,
ao ordenar arrependimento, Cristo
desejava que toda a vida dos crentes
fosse uma vida de arrependimento. Tá lá
na também na
nos 95 tes que aí ele vai dizer: "Olha,
não é obra meritória o arrependimento
desse sem uma transação."
Eh, eh, Lutéo, ele fica desesperado,
eh, quando ele ouve, num dia que ele tá
desesperado com os pecados dele, chega
o, o, a carrocinha do Tetsel gritando,
né? Eh,
quando a moedinha no fundo do gasofilaço
soa,
uma alma do purgatório voa, né?
Engraçado, né? Que música ruim faz.
Desde
a eles eles cantavam isso,
né? É uma era uma rima que eles iam
cantando na rua, né? Então quando cai lá
a alma voa, né? a alma voa. E aí ele
desesperou com isso. Aí ele começou a a
lutar bravamente. Então a fé se apropria
inteiramente é da obra de Cristo.
Promessa do evangelho é absolvito
e a prática contínua. do cristão vive
diariamente em estado de arrependimento.
Eu quero finalizar com essa parte
na lei. A lei revela a profundidade do
pecado. Por isso que ela
permanece
a lei. Quando nós lemos a lei,
a gente percebe que não consegue
cumprir. Ela condena o transgressor,
destrói a justiça própria e o mérito
humano. Ela mostra absoluta necessidade
de Cristo.
O evangelho
anuncia o perdão gratuito, apresenta a
pessoa e a obra de Cristo, produz fé no
coração e consola a consciência aflita.
Então, qualquer coisa que você vê, que
se assemelha com o lado de lá e tá
achando que você consegue,
isso não é bíblico.
O evangelho é isso aqui. O evangelho é
isso aqui, tá? É isso que traz de fato
eh a solução para a nossa vida, tá? Nós
vamos parar até aqui, tá? Nós temos
ainda um longo caminho aqui falando a
respeito de da conversão, né, para que a
gente entenda isso também ao longo da
história. Nós vamos depois ver eh a
questão nos reformadores, tá? Lembra que
a gente faz uma divisão, por mais que a
gente fala em Lutero, Lutero ele vai
pegando um caminho
e a reforma ela vem junto e ela pega uma
outra direção,
tá? Ela pega outra direção. Então a
gente vai vendo isso ao longo da
história e aquilo que nós eh cremos hoje
à luz da palavra de Deus e da teologia
reformada. Que Deus nos ajude a
compreender isso, que ele aplique no
nosso coração isso, na nossa vida e que
isso possa nos impulsionar a pregar o
evangelho de Cristo. Esse evangelho,
ele é poderoso para transformar qualquer
que seja, qualquer lugar.
E o mais importante, que não depende da
nossa performance,
depende da obra de Deus e da ação do
Espírito.
Vamos orar.
Senhor nosso Deus, nós queremos, ó Pai,
bendizer o teu nome, te agradecer, ó
Deus, pelo privilégio que temos,
ó Deus, de um dia o Senhor tem vindo em
nossa direção,
abrir os nossos olhos, o nosso
entendimento, nos trazer a vida. E, ó
Deus, hoje, ó Pai, por meio do Teu
Espírito, nós fazemos, ó Deus,
diariamente a opção por Cristo Jesus.
Mas tudo isso é um ato do Senhor.
Portanto, ajuda-nos, ó Deus, para que
nessa caminhada, ó Deus, a nossa
santificação não seja estagnada, ó Deus,
mas que nós possamos crescer dia após
dia em direção a Cristo Jesus. E que
também, ó Deus, a nossa vida, ó Deus,
cumpra o propósito de ser glória do
Senhor e, portanto, também, ó Deus,
sermos araltos do Senhor, pregando o
evangelho por onde estivermos.
nos abençoe, ó Deus, nos dê uma boa
noite de descanso. É a nossa oração em
nome de Jesus.
Amém. Que Deus os abençoe, nos dê uma
boa noite. Nos encontramos na próxima
quarta.

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