# 79 Conversão – Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico
23/07/2026
# 79 Conversão – Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico
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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos
O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:
“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.
Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:
“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461 (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO
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Legendas automáticas:
bíblico nessa noite. Eh, nós estamos em uma parte, às vezes a gente volta e toca eh em algumas doutrinas que parece que a gente já tratou, mas é porque nós estamos vendo agora na perspectiva da obra do Espírito Santo, né? nós estamos eh a teologia ela vai separando em blocos para que a gente possa entender melhor o pensamento. Então nós estamos eh olhando essa doutrina da salvação, mas também na perspectiva daquilo que é obra também do Espírito Santo, né? Então, eh, hoje nós chegamos na parte da conversão. Eh, eu creio que nós não conseguiremos eh fazer toda ela. Nós vamos até uma parte aqui eh em três blocos que o primeiro nós vamos falar a respeito dela de maneira prática na nos textos bíblicos, né? e depois um pouco na nas controvérsias da história, que seria na verdade uma teologia do que lá no terceiro bloco a gente veja na perspectiva da teologia teologia sistemática como que ela vai eh sistematizando toda a doutrina da conversão, tá? Nós vamos orar e nós vamos iniciar nessa noite. Senhor nosso Deus, nós queremos reconhecer nessa noite diante do Senhor a tua bondade, a tua fidelidade. E queremos, ó Deus, louvar ao Senhor por tudo aquilo que o Senhor é. E, ó Deus, nós, principalmente, ó Deus, agora iluminados pelo poder do Espírito Santo, ó Deus, e tendo os olhos abertos, o nosso coração se enche de alegria por saber, ó Deus, que o Senhor, ó Deus, fez toda a obra necessária para que nós, ó Deus, não fôssemos condenados por causa dos nossos pecados. Obrigado, ó Deus, porque é o Senhor que converte o nosso coração a ti. Obrigado, ó Deus, porque a cada dia o Senhor muda a nossa mente, as nossas disposições, as nossas afeições. Ó Deus, obrigado porque o Senhor tem feito essa boa obra em nós. Te agradecemos, pedimos a tua bênção, que o Senhor nos ajude na compreensão, ó Deus, daquilo que iremos ver nessa noite. Nos abençoe a nossa oração em nome de Jesus. Amém. Um dos textos eh bem interessantes da palavra de Deus, Jeremias no capítulo 31, ele pedindo, dizendo a Deus, converte-me e serei convertido, porque tu és o Senhor meu Deus, né? Eh, nós precisamos partir desse fundamento que conversão é obra de Deus. É obra de Deus. E parece simples essa eh essa afirmação, mas essa é uma afirmação que teve e eh vários ataques ao longo dos séculos e ainda ela tem ataques nos nossos dias por causa da daquilo que a palavra de Deus ela severa, dizendo que é obra eh de Deus, unicamente de Deus, não tem uma participação eh, nossa nesse primeiro ato. Então, olhando para aquilo que é a verdadeira conversão bíblica, a gente precisa olhar para um lado primeiro. O que não é que não é conversão, eh, não é mudança de religião ou integração a uma igreja. Isso não é conversão, eh, conversão bíblica, né? Porque no na acepção do termo da palavra, qualquer mudança que você faça, qualquer retorno, isso é uma conversão, mas não é aquilo que a palavra de Deus diz. Reforma moral, abandono de alguns vícios. Eh, o que normalmente as pessoas elas ligam, né, falando: "Olha, eh, fulano, ele era assim, ele abandonou essas práticas, às vezes são questões morais ou às vezes são vícios e da sociedade e que ao deixar isso, as pessoas entendem que isso seria uma conversão. Isso pode ser evidências de uma conversão, mas não necessariamente uma conversão. experiência emocional intensa. Aqui está uma das eh eh vamos dizer assim, um dos das chancelas, né, que que ao longo dos séculos as pessoas sempre bateram, né? Tanto é que eu falei no tempo passado, numa quarta-feira, eh, às vezes as pessoas elas acham que a sua conversão ela é menor se você não marcou um dia onde você teve uma uma violenta manifestação emocional, então, possivelmente, você não se converteu. Só que isso também não é bíblico. emocionalismo sendo eh um dos critérios paraa conversão bíblica, não é, né? Isso não é. É claro que sim, você pode ter experiências emocionais, mas isso não chancela que, de fato, houve uma conversão genuína, adesão intelectual às doutrinas cristãs, principalmente quando nós falamos de teologia reformada. Eu não canso de dizer que normalmente eh muitas pessoas se chegam à teologia reformada eh muito atraído pela sua estética. ela tem uma estética, ela tem uma um caráter de eh de lógica, né, e uma série de de razões, porque as pessoas se sentem atraídos, mas ela não é uma adesão apenas intelectual, também decisão autônoma independente do ser humano. Aqui está outra falácia, não é, não é uma decisão eh autônoma. Você falou: "Não, eu por mim mesmo um dia eu resolvi falar assim: "Eu vou ser um um crente, eu vou me converter, né?" Então, não é, já do lado de cá nós temos a outro quadro. O que é então a causa? é o resultado consciente da obra regeneradora do Espírito Santo. Isso é obra do Espírito Santo, tá? A essência é uma mudança de direção, onde o pecador abandona sua antiga vida e se volta para Deus. Isso é no sentido pleno, geral, completamente geral. Ou seja, não é que ele deixa de pecar, mas agora ao ser confrontado com práticas erradas, ele se arrepende. Se arrepende. Essa é uma marca de uma conversão genuína, não é muitas vezes relativizar o pecado. A dinâmica Deus concede vida e como fruto, o homem responde então em arrependimento, em fé. A a mecânica aqui da direção seria esse lá no início, na criação, né, no primeiro quadro, eh o caminho era Deus, homem, criação. E o homem recebe de Deus sua identidade, propósito, alegria, vivendo voltado para o criador. Nós estamos falando lá no início, no jardim do Éden. Há o movimento então do pecado, a queda. Então agora o caminho é homem, autonomia, idolatria. Isso é algo eh que que na verdade faz com que toda a raça humana ela seja igual. Interessante isso, que o pecado ele nos de um jeito mostrando que de fato esse pecado ele é universal, atingiu a todos. Então, eh, o sentido de o desejo de autonomia, ou seja, eu viver a minha vida sem eh prestar contas a ninguém, muito menos a Deus, ou então eu fico deuses, que aí eu digo que o sirvo, mas na verdade eu manipulo esses deuses para fazer aquilo que é a minha vontade, plenamente a minha vontade. Por isso que quando a gente fala de falsa conversão, isso aconteceu na igreja de Corinto também. Paulo vai falando a respeito disso. Eles saem de um lugar e vai pro outro e então eles começam a tentar eh agir agora para com Deus do mesmo jeito que eles agiam com deuses pagãos. Tentar manipular Deus, tá? Isso eh entrou e entra muito dentro do movimento evangélico, né? vindo de outras crenças, mas isso a base é autonomia e idolatria. Então o pecador desconfia da palavra, rejeita o governo divino e procura na criação o que só o criador oferece. Quando vem o movimento de conversão, agora o pecado, o caminho pecado, abandono dos ídolos e retorno a Deus. Então, a restauração da direção da vida, uma inversão total de direção estabelecida pela queda. Então, há essa inversão aqui. dois termos que a palavra de Deus usa para a palavra conversão aqui, ela usa do lado de lá eh na e aquilo que é como se fosse uma questão de sentimento, então de de eh normalmente é traduzido como eh arrependimento ou conversão no eh quase que ligando como sinônimo. Lembra? Nós vamos ver isso, que são duas coisas que normalmente a gente fala de uma só. Conversão é uma coisa, arrependimento é outro. Então você tem um arrependimento, é você detectar: "Estou errado." Conversão é o é o movimento, retorno. Só que a gente fala de maneira como se fosse sinônimo, né? Mas são dois movimentos de uma ação, certo? Então eu arrependo e faço a conversão, né? Então envolve sim a questão de sentimento, pesar, tristeza, profunda ou mudança de disposição. É a tradução da palavra, tá? o reconhecimento doloroso do pecado. Então, o verdadeiro aqui nas arrependimento, lamenta primeiramente o pecado cometido contra Deus e não apenas as consequências, a vergonha pública ou a perda de reputação. é uma das coisas fundamentais na conversão, não é aquela ideia assim de eh da vergonha das pessoas, mas primeiramente o pesar de ter ofendido, está ofendendo a santidade de Deus. do lado de cá. Outro termo é o eh chub, que aí demanda muito mais uma questão de ação, voltar a retornar, mudar de direção. Então a gente fala, por isso que eu falei, a questão de eh arrepender muito ligado a sentimento, conversão é ligado à ação, é um retorno, tá? Mudar a direção. Então não é apenas parar de fazer algo errado, né? direção negativa, mas é voltar para alguém, o Deus da aliança, tá? Então assim, eh, porque a nossa visão é que alguém ele ele eh está OK ou vamos mudou a vida, é que ele parou de fazer algo. Biblicamente, conversão não é isso. Ele para de fazer algo porque ele arrependeu e ele começa a agir agora de maneira ativa na outra direção. Não é bastar parar de fazer. Vamos ligar aqui no popular. Por exemplo, alguém ele vive nos vícios, eh, em uma série de coisas e fazendo mal a ele e aos outros e ele resolveu parar. OK, parou. Mas não necessariamente isso é uma conversão. Ele parou por algo, por alguma razão, né? Mas a palavra de Deus, ela ela age ou a a quando ela se refere a isso, ela refere de maneira mais profunda, né? Então, lembrando de um texto emblemático lá de Efésios, quando ele fala: "Aquele que roubava, não roube mais antes, trabalho e que o fruto do seu trabalho sirva a outros também, abençoe outros". Perceba que a direção de conversão é muito longe do que a sociedade pensa, né? Eu sempre lembro disso e às vezes a gente precisa trabalhar isso, lembrar muito bem disso na nossa mente. Parar de roubar é bom, trabalhar é bom, mas não é tudo. Eh, aí ele fala: "Não, agora você vai ter que eh parar de roubar, trabalhar e você vai ter que passar pra ponta de lá. O fruto do seu trabalho tem que ser também para o outro. Aí isso é conversão. Isso se aplica então a conversão. Então Jeremias fala: "Convertei-vos ó filhos rebeldes, diz o Senhor, porque eu sou o vosso esposo". Essa, esse era o chamado de Deus desde o começo no Antigo Testamento, falando para que o povo dele pudesse eh não apenas eh entender que estava errado, mas voltar voltar à direção, fazer o retorno. E isso é o princípio bíblico. Perigo, então, das reformas morais externas. aqui eh o Antigo Testamento registra então renovações coletivas. Nós temos lá em Josué, tá? Ezequias, Josias, Neemias. Lembra que eles chamam eh o povo a arrependimento? O texto fala que eles arrependeram. Muitas vezes eles diziam: "Sim, nós cometemos o erro, cometemos o pecado contra o Senhor". E havia uma um relato quase que de uma conversão nacional ali, tá? A reforma externa, normalmente aqui a casca, mudança de costumes, abandono temporário de práticas, renovação litúrgica e estrutural. Isso muitas vezes aconteceu no povo de Deus, no Antigo Testamento. E a gente percebe que a palavra de Deus sempre mostra que em meio a esses haviam aqueles que de fato eram fiéis, mas uma boa parte não. Quando chega lá em Amós, Amós tá eh mesma eh eh o o mesmo pano de fundo de Isaías. Lembra que Isaías começa condenando o culto hipócrita? Aí você vai em Amós, ele da mesma maneira, ele mostra que o povo ele é é se você olhasse externamente fala: "Tá tudo OK, estão cumprindo as festas, estão fazendo os ajuntamentos, estão fazendo os sacrifícios." Só que isso era apenas algo eh externo, tá? Regeneração interna, então, é o núcleo, a salvação individual e autêntica de cada participante. Em momento algum, a palavra de Deus estabeleceu salvação coletiva. Fala assim, ó, basta que vocês estejam todo mundo aqui, seja o que de Israel, que vocês serão salvos. A palavra de Deus sempre falou de um remanescente fiel, mostrou julgamento na casa de Deus. No meio da casa a gente vê isso ao longo da história. Então o princípio pedagógico é reforma externa coletiva não garante transformação interna individual, tá? Isso é uma um uma falácia. Normalmente as pessoas entendem que isso pode acontecer. A gente tem isso num movimento bem eh que marcou o mundo, né? eh, liderado por Charles Finney. Charles Finney, ele tinha essa prática de de bloquear uma cidade e ali a a as pessoas eram confrontadas e e muitas vezes ali que veio a ideia de apelo. Você sabe que às vezes até pergunta, por que na igreja presbiteriana não tem apelo? Porque nós entendemos que o maior apelo é a própria palavra de Deus que faz pela obra do Espírito Santo. Não é aquilo que o ser humano faz, um pastor ameaçando. Olha, se você não converteu hoje, pode ser que você saia aqui na rua 68, né? Um carro te pega aí. E aí? E aí? Pode ser muito tarde, né? E aí ameaça. Aí fala assim: "Vamos dar ajuda pro Espírito Santo". na ameaça, a gente vai ameaçando, ameaçando, ameaçando até que a pessoa fala: "Não, eu aceito, eu aceito". Isso é, não é moderno, não é Finy. Finen fazia essas eh ele tinha essa essa maneira de agir. Então, eh, em muitos lugares falou: "Ó, a cidade inteira se converteu, depois de algum tempo voltava lá, tava pior do que antes, né?" né? Então assim, em alguns lugares isso aconteceu mesmo, tava pior do que antes, que era na verdade uma ideia de conversão coletiva, né? E às vezes isso ainda eu não estou condenando, irmãos. Eu já fui em vários desses eventos de pregar em cidades, de pregar, já preguei muito em cima de caminhão, né? tudo isso, mas sempre crendo que se tivesse alguém ali e fosse o dia, era Deus que ia fazer por meio do Espírito Santo, né? Mas não aquela ideia, falou assim, ó, chegamos na cidade, convertemos 70% da cidade, né? Não tem como saber. a iniciativa então divina de de do novo coração. Eh, a gente vai vendo os passos aqui da daquilo que a palavra de Deus mostra mandado. Convertei-vos. A promessa dar-vos ei coração novo, porei dentro de vós espírito novo. O resultado é esse. É nova aliança, que é mais a vocação eficaz. Isso produz uma eh conversão verdadeira. Então, os profetas reconheceram que o povo não possuia em si mesmo poder para retornar definitivamente ao Senhor. Então, a conversão humana depende da iniciativa divina. Isso sempre foi claro na palavra de Deus, sempre foi claro que dependia dessa ação divina. Então, se a gente olhar algumas relações do do da palavra de Deus falando a respeito disso, Jesus inicia seu ministério unindo as duas direções. Ele fala: "Arrependei-vos e crede no evangelho". Lá em Marcos 1, então nos mostra que arrependimento sem fé, na verdade, é apenas um desespero aí, tá? Eh, o arrependimento diz respeito aqui ao pecado, entendimento do pecado. E a fé é aquilo que é a direção para Cristo. Então, fé sem sem arrependimento é presunção, tá? Então, essas duas coisas normalmente causam confusão na vida de algumas pessoas por achar ou confundir o que de fato é ser um convertido, né? Então, a ordem lá de João Batista, né, graça de Deus, arrependimento verdadeiro e frutos. Ele lembra quando João Batista está pregando e aí começam a chegar as classes de pessoas diante do que ele e eh ele a mensagem, a multidão chega o que e fala: "O que que a gente vai fazer agora? O que que a gente faz, né? vem o o os guardas, o que que a gente faz, tá? Eh eh porque eles entenderam quando eles fazem a pergunta, e quanto a nós? E agora o que que a gente vai fazer? É exatamente porque já houve o arrependimento, foi produzido o desespero neles fal e agora? Aí você vem a questão da da conversão, que é essa fé que é implantada, que te leva em direção a Cristo Jesus. Olhando pro texto lá de Lucas 15, tá? Lucas 15, ele tem três parábolas, tá? Ele vai relatando essas três parábolas: ovelha perdida, moeda perdida e a parábola do filho pródigo, tá? Então, se você abrir lá, eh, Lucas, capítulo 15, a partir do verso 8, ele fala da dracma, fala: "Qual é a mulher que tem 10 dracma? Se perder uma, não acende a candeia. varre a casa e procura diligentemente até encontrá-lo. Eh, e tendo achado, reúne as amigas vizinhas e dizendo: "Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido, tá? Se a gente olhar todas essas parábolas, elas estão interligadas. Normalmente a gente separa elas, dá uma confusão. Às vezes a gente confunde, sabe por quê? de até o nome filho pródigo. Na verdade, se a gente for notar, eh, Timy até escreveu um livro, é Deus pródigo, né? Deus pródigo. Eh, são ações de Deus nesse hábito de vir à nossa direção. Então, você tem ovelha perdida, resgate. A ovelha não encontra o caminho sozinha. Essa é uma realidade, ó. Ah, eh, se eu falar assim: "Não, mas eh aí digamos que a parábola falou: "Ah, então quando o pastor chegou em direção a ela, viu que ela já vinha em direção ao lugar?" Não. A ideia e a e a e a figura da parábola é que uma ovelha perdida, ela não consegue encontrar caminho sozinha, tá? Tá? A ênfase teológica é que a iniciativa pertence exclusivamente ao pastor, tá? É a ênfase da parábola. Você tem a moeda perdida, a recuperação, a busca diligente por algo inanimado. O valor do perdido é definido por amor daquele que eh o procura. É a relação de Deus para conosco. Deus veio em nossa direção, certo? Qual é o valor seu para Deus? é o máximo, porque ele veio na nossa direção e a medida do da o valor daquilo que é perdido não é por aquilo que está perdido, mas exatamente pela diligência de quem o procura. E aí quem fez isso pelas nossas vidas foi Deus. Foi Deus. Tá? Então esse é o cerne da parábola. Vem o filho pródigo, retorno, abandono da falsa autonomia, confissão, independência. Perceba que vai no acrescente. Chegando no filho pródigo. Aí você pensa: "Ah, mas ele arrependeu e voltou". Sim, ele ele fez a o caminho e quem estava esperando era o pai. Só que você chega no final de tudo isso e a figura, lembra? É arrependimento. Arrependimento foi no hábito que ele fala assim: "Olha, quantos na casa de meu pai dos servos estão bem melhor do que eu? Eu vou lá, né? Eu vou voltar, vou voltar, vou pedir perdão." Aí ele faz, arrepende, faz a conversão. Então, abandona aqui da falsa autonomia, confissão e dependência. A graça. Então aqui a conversão não é conquistar a disposição de Deus, mas retornar ao Pai que corre, abraça e recebe pecadores, tá? Então a a eh essa esse texto de Lucas 15 é interligado, mostrando exatamente aquilo que Deus faz e sempre fez em direção ao pecador, desde o Antigo Testamento, é a história de Israel e a história das nossas vidas. Ainda nos Evangelhos, lembra da história de Zaqueu? Zaqueu, ele eh nós lembramos da história, ele eh tinha uma vida, na verdade era chancelada pela sociedade, né? Zaqueu, cobrador de imposto, né? Naquele tempo o o cara era dono da, vamos dizer, da banca da coletoria. E aí ele também ele podia alugar tudo isso, sabe? Ele alugava e era tinha todas essas coisas. Mas aí eh quando ele tem eh Jesus fala que vai eh estar com ele ou comer com ele e ali ele se arrepende. Há uma mudança imediata. Ele começa, é interessante que Jesus não fala para ele assim, fala assim: "Ó, eh, eu sei o tanto de gente, você já passou para trás". Não tem esse diálogo lá. Ele mesmo já diante de Cristo, daquilo que ele conquistou, a ideia de conversão é exatamente isso. O que eu conquistei em Cristo é muito maior do que qualquer coisa, até mesmo os bens. Aí ele fala que é restituir vezes mais. E aí ele ele ele vai em direção dessa restituição e justiça, mas por causa daquilo que conquistou. A gente vê o ladrão na cruz. É uma questão, é uma conversão breve e autêntica, né? Sem tempo aqui de dar mostras, né? obras materiais, mas com total mudança na eh na misericórdia e no reino de Cristo. Isso aqui é algo que às vezes para nós é estranho, né? é estranho. Eh, e às vezes a gente deixa de ver o benefício que a gente tem de poder viver uma vida podendo mostrar Cristo através de nós. E aí às vezes as pessoas falam assim: "Ah, mas não é possível. Ele nem teve lutas, dificuldades, né? Dificuldade foi morrer. Lá já tava morrendo. É uma ideia estranha. ideia estranha, né, de de que a gente é como você falar para ah, senhor, mas se eu vi o que eu é tanto que eu lutei de novo a gente volta às obras, né? Ah, eu senhor, ele nem foi no culto domingo, senhor, ele não ia na escola dominical. E como é que ele vai ser salvo? Se ele for salvo, então põe ele lá no cantinho. Cristo >> isso aqui revelou a ele, né? Exatamente. Eh, a mulher samaritana, compreensão progressiva, um processo relacional, eh, judeu para profeta até o Salvador do mundo. Ela vai, eh, você percebe no diálogo que primeiro ela vê Jesus é um judeu. Como é que você pede água para mim? Como vai tendo diálogo, chega lá na frente, ela fala: "Eu vejo que tu és profeta, né?" Ela agora ela, né? E assim ela vai tendo uma uma progressão. Aí o texto diz que ela vai chamar os outros lá. Mas essa é uma maneira também que a palavra de Deus mostra. Então, eh a gente não pode estabelecer dentro de uma caixa como que uma pessoa se converte. Assim, ela tem que ter essas, essas e essas aqui reações, porque a palavra de Deus nos dá inúmeros exemplos diferentes. Segue de nascense é um texto que que não está apenas falando de uma cura física, não. É um texto mais profundo, tá? Crescimento cognitivo contínuo, um homem chamado Jesus, até senhor digno de adoração ali, né? O texto vai mostrando, vai crescendo, né? Eh, Jesus poderia ter curado ele de uma vez. Passa primeiro e fala assim: "Não, tô vendo sendo árvore", né? Passa de novo, né? A algo gradual, né? Então, a conversão nem sempre possui um momento emocional explosivo para acontecer mediante uma crescente iluminação do entendimento. Nem sempre é assim, mas eh a gente vai perceber que há uma uma ação sempre eh que isso sempre é mostrado nas escrituras, sempre fica evidente. Primeiro, o instrumento humano de proclamação. Lembra que quando chega Hebreus, ele falava, vendo Deus outrora falado muitas vezes, de muitas maneiras, aos pais, né, os profetas, e hoje vos fala por meio de Cristo Jesus. Lembra também do texto que fala assim, ó, desde manhã profetas, né, para que pudesse exortá-los. Palavra de Deus sempre mostrou isso, que do início ao fim, todas essas histórias que são narradas, eh, muitas vezes os personagens eles são tipos de Cristo, profetas, reis, né, outros personagens que apontam para isso e são instrumentos humanos de proclamação. Aí o cenário é o da providência, preparado por Deus. Cenário é preparado por Deus. A palavra sempre exposição cristocêntrica da escritura, vem ação do espírito, ação que compões, né? Então, arrependimento, né? E conversão, tá? Essas são ações que não dá pra gente explicar, gente. Não tem como a gente explicar, né? em alguns momentos assim, eh, situações que às vezes a gente, eh, humanamente a gente fala assim: "Não, não tem jeito não, isso aí não tem jeito". Eu eu estava conversando esses dias com o Tot perguntando a de um menino, eh, a gente trabalhava em acampamento e esse menino era aqueles quando chegava no acampamento, a gente dava vontade de ir embora. os o quem tava trabalhando no acampamento, você fala assim: "Nossa, eu vou pedir para ir embora". E aí a gente ficava correndo para ninguém ser o conselheiro desse menino. Ele era terrível, terrível. E além do mais, ele ele eh você tinha que ficar de olho nele 24 horas, você piscava o olho, você pegava esse menino em cima do poste lá no, né? E era o dia inteiro, era desgastante. A gente pensava assim, um dia nós, lembro que a gente conversou, fala: "Por que que os pais trazem esse menino para acampamento e não presta atenção em nada? Não adianta. Você vê o menino não quieta, você segurava ele na capela na hora das histórias, o menino chega a tremir assim, ele ele não sossegava. Um dia, lembro que a gente estava contando a história de Jonas. Contamos a história de Jonas, arrependimento. E aí para susto nosso, né, o o rapaz tava contando história, falou assim: "Olha, quem entendeu a história, eu gostaria que viesse aqui à frente que nós vamos orar". Primeiro que levantou foi ele. Aí nós foi porque perturbado, não sabe nem o que que tá fazendo. Foi lá na frente e a gente assustou porque ele foi e ficou quieto. Fod tem um negócio estranho. E aí foi, a gente falou, foi lá na frente. Eh, aquele menino, ele tinha por volta naquela época, acho que entre 9 e 10 anos. Vocês acreditam que de fato Deus agiu na vida daquele menino naquele dia e transformou a vida dele para nós que trabalhava falar assim, ó, não tem jeito. E era uma criança, você falou: "Não, foi lá só para por brincadeira". Não, a vida dele transformou completamente. E às vezes a gente eh não sabe o cenário da providência. Quem faz isso é Deus. Quem faz é Deus, né? Às vezes a gente crê em gerar um monte de coisa. Então, às vezes a gente olha para aqueles que estão ouvindo, fala ali aquele ali, eu acho que não vai. Só que quem faz é Deus e Deus nos surpreende com essas coisas, né? Então aqui alguns casos lá em Atos aqui a gente vai ver de maneira dramática ter o carcereiro com a crise, né? Ele eh quando abre os portões, ele pergunta o que que devo fazer, né? E ali é relatada essa salvação imediata pela eh confiança pessoal. Uma questão silenciosa aqui. O Euco tá eh falando de buscativa. Ele eh começa a ler, está lendo, investigador intelectual ali guiado tranquilamente pela exposição da palavra. Você encontra muita gente assim. Por isso que eu falei que às vezes a gente pode surpreender que muita gente às vezes eh eh em outros lugares, às vezes Igreja Católica, alguma coisa, lendo a palavra de Deus, Deus alcança ela lá. Deus alcança lá o alcance em qualquer lugar, tá? E ele tá lendo ávido. Isso. Vocês sabem a história do do filho do John Piper? É, eh, a história dramática do do filho até de, né, expulsar e vai tudo. E ele, ele, eh, chega, cresceu na igreja, cresceu na igreja. Aí um dia ele arrumou uma namorada lá, mas eles estava era e usando droga, né? Usando droga. Aí ela pegou e falou: "Ah, eu tô lendo um livro esquisito aqui, não tô entendendo nada". Falei: "Que livro?" um tal de romanos. Aí eu falou: "Ah, eu posso te explicar, né?" Aí ele disse na história lá, eles ficou noite toda fumando maconha, lendo romanos, explicando para eles. Diz que doidas, doido, chegou de de manhãzinha, eles começaram a chorar e se arrependendo diante de Deus. Você fala assim: "Ah, não é possível um negócio desse" e é quem faz o cenário, quem faz a, né? E isso numa busca falando de uma busca ativa, alguém lendo e querendo entender. Do lado de cá, intervenção súbita. Salo de Tarso, tá? História de Paulo de inimigo apóstolo, que era do orgulho ali religioso. De uma vez Deus vai e faz a a obra. Lídia também ouvinte atento, ação soberana e sutil. do Senhor lhe abriu o coração. É o que a palavra de Deus diz. Então, a marca de conversão nunca é dramaticidade visual da experiência, mas é a presença innegável de uma nova direção de vida. Isso que marca conversão, né, na de acordo com aquilo que a palavra de Deus nos mostra. O diagnóstico de duas tristezas. Segundo Coríntios 7:10, eh, a palavra de Deus diz assim, deixa eu abrir lá. Porque a tristeza, segundo Deus, produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar, mas a tristeza do mundo produz morte, tá? Então, do lado de lá, tristeza do mundo, vem aquilo que a gente chama de remorço. Por isso que a gente fala que remorço é o, não é o, o mesmo que arrependimento, centrado em si mesmo. O foco é centrado em si. O lamento, lamento por ter sido descoberto, é a perda de reputação, o sofrimento das consequências, a imagem prejudicada. Resultado produz autopiedade, desespero e morte. É aquilo que aconteceu com Judas, tá? é aquilo que acontece com eh na história de Judas. Portanto, o esse a tristeza do mundo, ela produz isso. Ela produz isso. Isso não é um arrependimento, né? Muitas vezes as pessoas são pegas eh em algum ato. Algumas culturas elas até celebram isso aí. Algumas culturas, por exemplo, cultura oriental que trabalha essa questão da vergonha. Eh, se você for pego eh cometendo algum crime contra a pátria, alguma coisa assim, então seria muito eh eh o último ato seu e que seria honroso era você se matar, tá? Então, a a eh esse é um padrão do mundo. É um padrão do mundo. Agora, a tristeza segundo Deus, isso é arrependimento. Centrado em Deus, é Deus que faz, é Deus controla. O lamento reconhece violação. É da santidade de Deus, pecado cometido contra ele e a profunda necessidade de perdão. A, o foco se muda para Deus. O resultado então produz o abandono do pecado e conduz para salvação. Eh, são coisas completamente diferentes e a palavra de Deus, ela nos mostra isso. Então, uma grande transferência de domínio. Conversão consciente pressupõe vivificação divina e não é ajustar velhas práticas, é ser transportado, como ele diz, transportado para o reino do filho do seu amor. O império das trevas. Você sai de lá. Morte vindo pra vida. Efésios 2, capítulo 1. Das trevas para luz, da escravidão para liberdade, da ira para graça, da velha humanidade para a nova humanidade. Então, o reino de cá, reino do filho do seu amor, convertida recebe o novo Senhor, nova identidade, uma nova comunidade, uma nova esperança. São lugares diferentes, transferência de domínio. Agora, quem domina sobre nós no convertido está de cá, né? Então, a postura contínua para a vida toda, conversão inicial, eh, ocorre uma única vez, passagem definitiva da morte para a vida, não há segunda regeneração, tá? Então não existe esse negócio de eu já me converti três vezes, né? A gente fala: "Não, a gente não tinha entendimento, sabe? Eu lembro como a gente é criado dentro da igreja, algumas vezes colocavam a gente para dirigir o culto, sabe? E a gente, ninguém ensinou a gente o que fazer, o que não fazer. Aí a gente dirigiu o culto, a gente mesmo pregava e a gente no final a gente fazia apelo e a gente mesmo aceitava. Aí um dia alguém falou assim: "Ah, mas todo culto vocês dirigem, vocês vocês dizem que converteram". Fali: "Ah, porque ninguém foi. Aí nós mesmos fomos". era porque era porque a gente não entendia exatamente, mas tem gente que acha que eh em cada vez que ele for, ele vai reforçar isso ou ele vai fazer de novo essas ideias assim ou então ah, no dia que eu, sei lá, no dia que eu for batizado mesmo no Rio Jordão, vai aí vai acontecer um negócio mágico, né? Eh, alguma dessas coisas que o povo inventa, né? Vamos não, agora você vai ter uma uma experiência mesmo. Você vai fazer isso de tempo em tempo. Esses movimentos são inventados no mundo afora. E muita gente, ela eh ela não reconheceu que a santificação dela ficou estagnada. E aí ela confunde, ela confunde esses movimentos que acontecem pelo mundo de vez em quando, que vá um monte de gente aí fala: "Não, agora eu converti de novo". Na verdade é um uma questão que muitas vezes mexe com emocional e ela não tá entendendo que na verdade ela estagnou na santificação. Então retorno subsequente pósquedas e afastamento. Eh, o chamado de Cristo à suas igrejas. Lembra-te, pois de onde caí arrepente volta à prática das primeiras obras. A nossa vida é de arrependimento constante, mas agora por causa da conversão em Cristo, isso não é converter de novo no sentido pleno, mas é eh é naquilo que a palavra de Deus diz: "Converte o nosso coração a ti, mas como sinônimo de santificação, tá? Então arrependimento não é apenas a porta de entrada, mas a postura que caracteriza toda a jornada cristã". Então, o caminho unificado então da transformação bíblica pra gente eh encerrar aqui a teologia bíblica. Primeira causa é iniciativa divina, é ação soberana de Deus. É ele que abre o coração e e produz a regeneração. O homem não tem poder em si mesmo. O meio chamado e sistema é a proclamação da palavra de Cristo, iluminada pela ação compungente do Espírito Santo. Por isso que o Senhor nos manda pregar, gente. entender predestinação, teologia reformada não faz a igreja ser eh tirar o ímpeto de evangelização. Mas pelo contrário, gente, quando a gente eh entende isso, tira um peso enorme das costas da gente, porque a gente sabe que a tarefa nossa é pregar. Então, pregue, pregue com sua vida, com pregue as a palavra, mostre Cristo. Agora, eh, papel do Espírito Santo, ação de conversão não depende da nossa performance, não depende. Por isso, algumas pessoas podem falar: "Ah, mas eu não dou conta de pregar". Fale de Cristo. Mostre com a sua vida e fale de Cristo. Quem faz a obra é o Espírito. A ação é o retorno. A união inseparável entre o abandono dos ídolos, arrependimento e a confiança exclusiva em Cristo. Isso é chamado de fé. E o fim é o propósito. Finalidade aqui, restauração da adoração, deixando os ídolos para servirdes o Deus vivo e verdadeiro, como diz primeiro Tessalonicenses 9. Então, conversão é o milagre da graça que reverte a queda, mudando para sempre a direção da existência humana. Por isso que às vezes a gente critica algumas coisas do nosso meio. Quando as pessoas falam assim, eh, creia que o melhor de Deus há de vir na sua vida, gente do céu, é jogar a maior obra de Deus na nossa vida na lata de lixo ou não foi convertido? A conversão já é um milagre de Deus imenso. Fala, o melhor de Deus está por vir na sua vida. É, é estranho isso, porque o melhor já aconteceu, o primeiro já aconteceu, foi Cristo, promessa se cumpriu e saber que ele nos alcançou, tá? Rapidamente, falando um pouco aqui, antes da gente terminar o refinamento da doutrina, aqui nós temos isso nos nossos credos. Desde o credo apostólico lá em ceno, eh, focava na trindade, natureza de Cristo, ressurreição, batismo, remissão dos pecados, mas não apresentava uma formulação detalhada da conversão interior, tá? Então aqui em um ambiente pagão, a conversão era associada à ações visíveis, como eu falei, catequese, confissão de fé, renúncia à idolatria, batismo, ingresso na igreja, transformação moral e disposição para o martírio. Isso era o que era conversão lá no começo. Então, você fez o período de catequese, eh, eu dou aula no seminário de vocação e espiritualidade. Aí faço um apanhado histórico de da vocação. Pastoral, é engraçado isso, porque chegou um tempo na época de Constantino que os pastor os, vamos dizer pastores não tinha pastor suficiente para aquele tanto de gente que dizia que tava convertendo, certo? Então o chegou a a diminuir o período de formação de um pastor e era 40 dias, tá? 40 dias formava um pastor. Se soubesse ler já tava meio caminho andado. Você sabe ler? Então tá, né? Aí fazia 40 dias, falava assim, já ordenava, falava, vai tomar conta daquele monte de gente lá. Você imagina se um pastor era formado em 40 dias, quantos dias você acha que era uma catequese ou uma, vamos dizer, a nossa sala de fundamentos da fé, né? Era assim, era tipo um dia, fala assim: "Olha, é isso, isso, isso. Você entendeu? Entendeu? Então tá certo. Você renuncia toda idolatria, ou seja, você para de falar que César é Senhor, certo? Né? Você não tem mais isso. OK? Batismo agora você vai ter que batizar. vai lá na fila, batiza. Batizou, ingressou na igreja, né? Agora a outra pergunta, você tá pronto, né, para disposição para o martírio? Só que lembrando que nessa época já não já não tinha tanto assim, isso era lá mais no começo. Aqui era só pro você tá pronto para morrer por Jesus. Fal tô. Porque ninguém tava morrendo por Jesus mais naquela época, né? Tô pronto, né? E aí não, então você tá convertido, né? Então era isso, deixar de dizer Césor, passava a confessar que Jesus Cristo é Senhor. Pronto, só isso, tá? É engraçado que esse negócio volta na história, vai voltando de tempo em tempo. As pessoas começam a fazer um negócio desse para, né? Ah, vamos fazer um negócio ali e tal, passa num lugar, né? E não converteu, tá? Não, tá bom, tá tudo OK. Eu me lembro de conversar com a pessoa assim, eu pastorei uma igreja lá, o primeiro ministério que eu tive no Paraná e era e eu tinha que cuidar de uma congregação a 100 km da cidade lá. E eu ia lá uma vez por mês. Chegava lá, eu me desesperava porque as pessoas não sabiam nada de Bíblia, nada de igreja, nada de nada. Eu falou: "Mãe, gente, que estranho". Aí eu fui saber a história da história que passou alguém lá e fazia convite na cidade. As pessoas que vinham e fazia uma comida boa. Povo que vinha, não tô brincando, o povo vinha, enchia a igreja, ele falava assim: "Quem quer batizar hoje e ser membro da igreja?" Aí vinha um monte de gente, ele já batizava na hora e era desse jeito. Aí lidando com aquilo lá em uma série de situações e às vezes conversava com um que sumia, fala assim: "Que que foi?" falou: "Não, eu voltei para pra Igreja Católica e tem dia que esse negócio de crente não dá para mim não". Eh, outro eh eh às vezes eu ia atrás de algumas pessoas, isso não é história só trágica, às vezes tinha que sair da cidade, correr lá, porque um irmão tava querendo matar o outro. Aí eu fala: "Liga pra polícia". Não, pastor, você que tem que vir aqui, né? Aí chegava lá, eu perguntava: "Vocês são membro da igreja?" Somos, né? "Vocês são crente? Eu acho que nós somos, né? É uma tragédia. Era uma tragédia, sabe? E às vezes era mais ou menos isso. Aí a pessoa falou: "Ó, eu saí de lá, deixei uma igreja lotada". "Lotada como, gente? Então, essas coisas eh parece muito antiga, mas ainda continua sendo feitas. De novo, contrapontos. Pelágio, ele ia entender que a necessidade da graça, como a ênfase dele era no livre arbítrio natural, que o ser humano tem capacidade moral intacta, eh a gente vê o outro contraponto que é ênfase na profundidade do pecado, escravidão da vontade. Ou seja, se você é escravo do pecado, como é que você consegue? Essa é a lógica. De lá de lá, a natureza da graça. A graça atua principalmente como instrução. Exemplo externo para pelágio. É apenas um exemplo. A graça aqui a necessidade absoluta. Deixa eu corrigir esse tema aqui. Graça preveniente num certo sentido, tá correta. É a graça que agiu em você antes de você eh eh você nem pensava nada. Só que esse termo ele é usado também na na teologia metodista e alguns outros movimentos. E aí eles vão distorcer o termo, porque aí vai dizer que graça preveniente é uma graça que atua antes na sua vida sem merecimento, favor e merecido, mas que ela precisa ser confirmada ou você pode resistir ou não. Por isso que o termo reformado é graça irresistível, tá? Graça irresistível. Então, quando você vê o termo graça preveniente, aqui nós estamos falando porque isso ainda não tinha chegado nesse ponto. Isso chega lá em 1800, tá? Então essa distinção eh do metodismo e e eles vão entender que o ser humano pode sim eh recusar a salvação. Eh, ação divina na conversão, possibilidade de obedecer uma transformação interior soberana. Segundo Pelá isso podia acontecer, mas a gente sabe que não. Deus torna a vontade disposta e a graça tem prioridade sobre a resposta humana. Então a compreensão de Agostinho, ele preparou o caminho para a doutrina da vocação eficaz. Então aqui nós temos a a igreja medieval, que era exteriorização do arrependimento. Então é daqui que a gente tem alguns exemplos da que chegam até hoje. Então a palavra arrependimento foi progressivamente traduzida e reduzida à prática de fazer penitência. Então era contrição, confissão ao sacerdote, absolvção, satisfação, obras penitenciais. Se você cumpriu a penitência, é porque você se arrependeu. Ato externo. Falou: "Você cumpriu, rezou tantas, fez tantos para nós cumpriu. Isso já é um um arrependimento. Só que o problema é a exteriorização daquilo que biblicamente é uma transformação interior. confissão, restituição, mudança são frutos de arrependimento, não obras meritórias que pagam pelo pecado ou conquist perdão. Ou seja, é aquela ideia, não me mandou eh orar o Pai Nosso 100 vezes, menino, foi duro. Porque eu sou guerreiro. Eu orei, rezei sem Pai Nosso hoje, só hoje, o dia inteiro. Aí chega no final do dia, você fala assim: "É, eu mereço tal perdoado, mas é porque eu sou bom mesmo, que eu se eu pegar uma coisa para fazer, eu faço até o fim". Não é assim. A ideia do ser humano é aqui, obras penitenciais que trouxe algo exterior, né? Mas isso se tornou símbolo de arrependimento. É bom a gente estudar a história, porque aí a gente olha, a gente tem esse padrão também. Se você vê alguém chorando, você fala: "Esse tá arrependido". Se a pessoa não chorar, você fala: "Não sei, não tem para mim que não arrependeu". É a mesma coisa. a gente tá ligando a atos externos aquilo que acontece internamente isso é interno. E aí é uma disposição de mudança completa na vida. não é apenas um ato eh exterior. Então, ao ordenar arrependimento, Cristo desejava que toda a vida dos crentes fosse uma vida de arrependimento. Tá lá na também na nos 95 tes que aí ele vai dizer: "Olha, não é obra meritória o arrependimento desse sem uma transação." Eh, eh, Lutéo, ele fica desesperado, eh, quando ele ouve, num dia que ele tá desesperado com os pecados dele, chega o, o, a carrocinha do Tetsel gritando, né? Eh, quando a moedinha no fundo do gasofilaço soa, uma alma do purgatório voa, né? Engraçado, né? Que música ruim faz. Desde a eles eles cantavam isso, né? É uma era uma rima que eles iam cantando na rua, né? Então quando cai lá a alma voa, né? a alma voa. E aí ele desesperou com isso. Aí ele começou a a lutar bravamente. Então a fé se apropria inteiramente é da obra de Cristo. Promessa do evangelho é absolvito e a prática contínua. do cristão vive diariamente em estado de arrependimento. Eu quero finalizar com essa parte na lei. A lei revela a profundidade do pecado. Por isso que ela permanece a lei. Quando nós lemos a lei, a gente percebe que não consegue cumprir. Ela condena o transgressor, destrói a justiça própria e o mérito humano. Ela mostra absoluta necessidade de Cristo. O evangelho anuncia o perdão gratuito, apresenta a pessoa e a obra de Cristo, produz fé no coração e consola a consciência aflita. Então, qualquer coisa que você vê, que se assemelha com o lado de lá e tá achando que você consegue, isso não é bíblico. O evangelho é isso aqui. O evangelho é isso aqui, tá? É isso que traz de fato eh a solução para a nossa vida, tá? Nós vamos parar até aqui, tá? Nós temos ainda um longo caminho aqui falando a respeito de da conversão, né, para que a gente entenda isso também ao longo da história. Nós vamos depois ver eh a questão nos reformadores, tá? Lembra que a gente faz uma divisão, por mais que a gente fala em Lutero, Lutero ele vai pegando um caminho e a reforma ela vem junto e ela pega uma outra direção, tá? Ela pega outra direção. Então a gente vai vendo isso ao longo da história e aquilo que nós eh cremos hoje à luz da palavra de Deus e da teologia reformada. Que Deus nos ajude a compreender isso, que ele aplique no nosso coração isso, na nossa vida e que isso possa nos impulsionar a pregar o evangelho de Cristo. Esse evangelho, ele é poderoso para transformar qualquer que seja, qualquer lugar. E o mais importante, que não depende da nossa performance, depende da obra de Deus e da ação do Espírito. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós queremos, ó Pai, bendizer o teu nome, te agradecer, ó Deus, pelo privilégio que temos, ó Deus, de um dia o Senhor tem vindo em nossa direção, abrir os nossos olhos, o nosso entendimento, nos trazer a vida. E, ó Deus, hoje, ó Pai, por meio do Teu Espírito, nós fazemos, ó Deus, diariamente a opção por Cristo Jesus. Mas tudo isso é um ato do Senhor. Portanto, ajuda-nos, ó Deus, para que nessa caminhada, ó Deus, a nossa santificação não seja estagnada, ó Deus, mas que nós possamos crescer dia após dia em direção a Cristo Jesus. E que também, ó Deus, a nossa vida, ó Deus, cumpra o propósito de ser glória do Senhor e, portanto, também, ó Deus, sermos araltos do Senhor, pregando o evangelho por onde estivermos. nos abençoe, ó Deus, nos dê uma boa noite de descanso. É a nossa oração em nome de Jesus. Amém. Que Deus os abençoe, nos dê uma boa noite. Nos encontramos na próxima quarta.