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A fé vem pelo ouvir

A BRASIL PARALELO FALOU BEM DE EVANGÉLICOS? PASTOR REAGE

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Legendas automáticas:

Meu nome é Jean Marques Regina.
Eu sou advogado,
mestre em direito pela Universidade de
Mackenzie. a minha denominação uma
denominação histórica e uma denominação
pequena dentro do nosso país. O
luteranismo é a primeira vertente da
reforma protestante. Vem lá então com
Martinho Lutero.
Quando Martinho Lutero expõe as suas
teses, as 95 tes lá [música] em 1517,
>> aqui a gente começa a ter a melhor parte
documentária, assim, em termos
históricos, a gente tem o nosso querido
Jean Regina, que é um cara brilhante
falando sobre a história do lutaranismo,
reforma protestante e tal, mostra a
religião protestante a partir de um viés
histórico, o que para mim é uma parte do
documentário muito boa, assim, você tem
uma representação histórica do que é o
movimento protestante, claro que com
limitações, né, e tal, mas é uma
linguagem documental, então não é uma
aula, mas é uma Achei bem boa assim, é
uma representação do que tem de melhor
aqui para sobre nós.
>> A imprensa escrita tinha poucas décadas.
João Gutemberg tinha feito lá os tipos
móveis, fazia poucas décadas, né? Eh, e
aí aparece essa discussão, essa
discussão aparece como acadêmica
primeiro e em poucas semanas toda a
Europa estava lendo essas estas teses. A
reforma ela nasce sob eh uma bandeira
bandeira importante que pode ser
dividida em cinco slogans, né? Os os
luteranos usam muito três slogans, os
calvinistas aumentam mais dois slogans,
mas o protestantismo como [música] um
todo, que eram os chamados solas da
reforma, né? O sola grácia,
somente pela graça, o sola fide ou
somente pela fé, o sola escritura,
[música] somente pela escritura, solos
Cristos e só lhe deu glória. Somente
Cristo e somente pra glória de Deus. Ou
seja, a Bíblia, aquele livro que fala, o
Espírito Santo que age diretamente sem
intermediário, sem um intérprete oficial
ou autorizado, que deveria ser então a
igreja e o clero como um todo.
Muito bom. Você tem a apresentação dos
cinco sócios da reforma, né, na como
base do que é o movimento protestante.
Show de bola.
>> Isso criou dois problemas fundamentais.
Primeiro, a comunidade dos cristãos não
tem mais na figura do Papa, da
hierarquia, [música] um representante
legítimo perante o Estado que naquela
época estava nascendo, né? E a segunda
consequência das ideias de Lutéo com,
principalmente com um livre exame, é que
você criou uma falta de unidade de
ideias e sentido comum da comunidade,
porque as pessoas começaram a fazer as
suas próprias interpretações eh da
Bíblia. Então você perdeu a unidade de
governo, a representatividade e a
unidade doutrinal e então isso gera uma
um um uma desacomodação das placas
tectônicas, [música]
porque ali você tem então pela primeira
vez os príncipes, os governantes, eh,
questionando ou se colocando a
questionar eh dogmas que até então eram
irrefutáveis e não eram irrefutáveis
necessariamente porque faziam sentido.
Mas eram irrefutáveis porque Roma lcuta
[música] causa finita est, né? Porque se
Roma disse é assim.
>> Então é aí que você tem no mesmo logo
depois você tem a Genebra de Calvino,
você tem a igreja anglicana de Henrique
VII rompendo com Roma. O mesmo acontece
na Escócia, na Holanda, na Suécia, na
Dinamarca, na Noruega, no palatinado
calvinismo calvinista de Frederico Imo
na Prússia. Você tá vendo que ele tá
lendo, ele olha para baixo e lê o nessa
parte específica o o Ker tá com um
esboço. Ele tem um esboço e ele tá
lendo. E é muito específico que ele tá
lendo, né? Significa que ele sabia que
tinha que falar disso. Documentário,
como eu falei no começo, é abominável.
>> Então dali surge exatamente a ideia de,
né, da do do do ditado latino cuos red
eus relígio, né? relídio, ou seja, de
quem é a região, o reino, deste também é
a religião.
Mas esses conflitos que [música] são eh
históricos e desde a época de Lutero,
né, geram diversas divisões e disputas,
né, justamente por proeminência no meio
do movimento. Não digo são todos, mas
muitos, né? Eh, e essa saturação de
divisão vai criando nas pessoas que
participam desses movimentos evangélicos
e um senso de confusão, de modo que você
não nunca vai conseguir ter um bloco
uno, enquanto para dizer: "Ah, você é
católico". É uma coisa muito mais
simples de entender. Agora, evangélico,
pergunta: "Qual?"
>> Nós somos o quê? Luterano, batista,
presbiterianos,
eh [música] metodistas, eh eh Assembleia
de Deus, mas nós somos ao todo, no fim
do dia, nós somos todos o quê? unidos
pela mesma essência que vem por lentes
diferentes, mas nós somos todos
evangélicos e nós somos todos
protestantes, herdeiros dessa da
reforma, né? Herdeiros desse movimento
que começa no século X e vai tendo
várias ondas diferentes.
>> E a gente tem o duas apresentações
opostas, né? Tem o Jean Regina e o e o
Kister apresentando a a mesma matéria,
né? que é a descentralização da fé
protestante a partir da ruptura com o
papa, mas de perspectivas que são
dispares, não é? Ainda fica fica a minha
o meu gionamento. Por que escolhe um
polimista de internet para falar sobre o
movimento evangélico ao invés de um
acadêmico ou coisa do tipo? Porque é que
Bernardo Quit tá brifado um esboço para
falar aqui. Isso é absurdo.
>> Eu acho que é interessante ter um um ter
um contexto de como os evangélicos
vieram pro Brasil.
>> [música]
>> Entrevista Thiago Rafael Take 1.
>> Genebra é uma cidade muito importante no
desenvolvimento da reforma protestante,
especialmente quando João Calvino então
aceita o convite de Guilherme de Farel
de pastorear a cidade de Genebra. E é
João Calvino, então, que envia alguns
pregadores, alguns missionários para o
Brasil, para Guanabara. [música]
>> [música]
>> Os evangélicos realmente chegam para
ficar no século XIX, especialmente a
partir do Tratado da Amizade de 1810,
quando então Dom João VI ele formula um
estabelece um acordo comercial com a
Inglaterra e neste acordo, um acordo de
comércio e de navegação, então esses
ingleses vindo para cá cá precisavam ter
liberdade para professar a sua fé num
país eh totalmente católico.
>> Então, nesse primeiro bloquinho, a gente
tem a apresentação da reforma
protestante em uma polêmica, né, já no
no sentido crítico, você tem o Jean e o
Bernardo Kister. E agora vai entrar no
segundo ponto que a gente vai ter essa
vinda do protismo pro Brasil e a você
vai ter o Thiago falando, então uma
apresentação do movimento pentecostal já
muito rápido, não é? a partir de autores
pentecostais que vão se expressar também
aqui no documentário. A Assembleia de
Deus vem com uma mensagem de
pertencimento, [música]
porque as pessoas excluídas [música]
nesse período, ao vir para a Assembleia
de Deus, elas são tratadas de irmãos e
de repente a pessoa simples começa a
usar um terno, uma gravata e ele tem
oportunidade dentro desse contexto,
mesmo sem grau de instrução elevado, de
dar uma palavra no culto, de dar um
testemunho.
de apresentar um louvor e isso muda e
muito o pensamento e o modo de viver.
A segunda onda, ela começa
precisamente em 1951 com a fundação da
[música] igreja do evangelho
quadrangular. 55 vai surgir a igreja o
Brasil para Cristo.
>> Colocar a vossa mão em cima do peito de
preferência no coração.
E dizei assim, olhando para casa, só
elem, irmãos.
O Senhor nos chamou.
O Senhor chamou.
>> Ou seja, essa a parte do cristianismo
histórico já acabou, tá? A gente já saiu
das veres tradicionais do
protestantismo, já entrou no
pentecostalismo e agora a gente vai para
o neopentecostalismo. Aparece aqui a
figura do Luciano Subirá lá pelo minuto
24 aqui da do documentário.
>> A partir desse segundo grande movimento,
nós vamos ter um terceiro desdobramento.
E aqui as definições são várias. Se a
gente falar nos Estados Unidos, né, eles
têm uma uma linguagem são carismáticos
[música] que é diferente da nossa dos
neopentecostais.
Brasil paralelo. Senhor Jesus nos ajuda.
[música]
Nos ajuda, senhorum.
>> Brasil evangélico, deputado Crivela
Take,
>> RR Soares, bispo Macedo e outros são, eu
diria, precursores do neopentecostalismo
do Brasil.
Eh, eu sou engenheiro civil e ajudei a
eles a fazermos com que a igreja
chegasse ao povo. Não naqueles templos
suntuosos
em que pessoas comuns não se sentiam bem
trajadas para entrar. [música]
Nós procurávamos alugar salões, lojas,
adaptá-las para o culto em frente a cada
estação de trem, em frente a cada
estação de ônibus das grandes cidades. E
isso foi um marco no evangelho,
>> que aí eh realmente eu acho que é onde
começa a mudar a visão de que nem tudo é
uma mudança só eterna. Nós podemos viver
em intervenções de Deus aqui e agora,
seja na saúde, seja nas finanças. Hoje
em dia existe um rótulo para falar dos
neopentecostais, que é a teologia da
prosperidade.
>> A teologia da prosperidade é um
movimento teológico que promete
bem-estar financeiro, ah, bem-estar
físico e até psicológico a partir da fé.
Então, se você é uma pessoa que tem fé o
bastante, Deus vai te fazer rico, Deus
vai te fazer saudável, porque a doença
viria da falta de fé.
Quando as pessoas que usam o rótulo, que
eu não gosto tanto de teologia da
prosperidade, estão falando de uma
ênfase demasiada em se você entregar sua
vida, a Jesus, ele vai resolver todos os
seus problemas, começando pelos
problemas financeiros.
>> Todas as pessoas que verdadeiramente se
converteram devem esperar prosperar,
porque lá no livro de Provérbio diz que
a bênção do Senhor enriquece.
[música]
É evidente no evangelho que Cristo
não pregou visando que o homem tivesse
lucro material.
Eh, siga-me. Você vai ter um
apartamento, você vai ter eh um uma vida
melhor, um conjunto de ganhos com isso.
Pelo contrário,
ele diz: [música] "Se alguém quiser me
seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua
cruz e siga-me."
>> Há uma diferença entre o evangelho da
prosperidade e o a prosperidade do
evangelho.
Quando nós pensamos no evangelho da
prosperidade, é pregar uma parte da
mensagem e não uma mensagem integral.
A Bíblia é um livro que fala sobre
obediência que traz resultados. A vida é
assim, você recebe o que você investe
nela e normalmente você colhe o que
planta. A obediência aos princípios
[música] faz com que inevitavelmente
coisas boas aconteçam. que a Bíblia diz,
amado, terceira epístola de João, verso
capítulo único, verso 2, desejo que você
seja próspero e tenha saúde como é
próspera a sua alma. A Bíblia não é
contra prosperidade material e
financeira. Ela só estabelece uma base,
tanto quanto a sua alma é próspera.
>> O cristianismo, que nós poderíamos dizer
normal,
não enxerga o lucro ou o crescimento
econômico como suspeito
em si mesmo.
Porém, ele não sacraliza o lucro e o
crescimento econômico como se fosse a
finalidade do evangelho, a finalidade da
vida cristã.
>> [música]
>> E isso o faz a teologia da prosperidade
e assim desvia o homem da verdadeira
prosperidade, que não consiste em ter
muito, [música]
mas em viver bem com aquilo que tem.
Como diz São Paulo, sei [música] viver
na escassez, sei viver na abundância,
tudo posso naquele que me fortalece.
A Igreja Católica não tem nada para
aprender dos protestantes [música] em
termos doutrinais. Olha que declaração
forte agora aqui, né, para o José
Eduardo. Apareceu aqui como segundo
grande polemista, não é, do
documentário. Ele parece estar menos
brifado. Ele não tem um esboço com ele,
pelo menos, né, tão tão escrachado como
era como é com o Bernardo Kister. Mas
olha que declaração absurda. Os
católicos não têm nada para aprender em
termos doutrinários com os protestantes.
Eu acho que esse padre não conhece bem a
igreja dele, tá? Porque os concílios
discordam, os papas discordam. A gente
tem uma série de exemplos que podem ser
usados para contrapor aqui o José
Eduardo. Poxa, a gente tem vários
reconhecimentos dos abusos ligados às
indulgências. Se você lê o concílio de
Trento de 1563, você vê Trento
reconhecendo que abusos haviam se
introduzido na prática das indulgências,
respondendo de forma direta as denúncias
de Lutero. O Vaticano II também declarou
que a igreja precisava de uma reforma
contínua, reconhecendo que existiam
deficiências morais na comunidade, uma
admissão institucional de muitas as
críticas dos reformadores. Como é que
vocês não tiveram nada para aprender com
a gente se vocês aprenderam de fato com
a gente? O mesmo decreto do Vaticano II
vai declarar que houve pecados contra a
unidade cristã e declara oficialmente
que os católicos pedem perdão a Deus e
aos irmãos separados. Falando dos
protestantes. Se os protestantes são
irmãos separados, como é que você não
consegue aprender de irmãos? Se a tua
igreja, padre, reconhece que os
evangélicos são irmãos. E mais, Vaticano
II declarou que aquilo que o Espírito
Santo realiza nos cristãos separados de
Roma pode contribuir paraa edificação
dos próprios católicos. O documento vai
chegar a dizer que os católicos podem
ter uma compreensão mais profunda da
pessoa de Cristo e da Igreja por meio
dos protestantes. Se a gente chegar um
pouco mais pra frente, em 1999,
a Igreja Católica junto com a Federação
Luterana Mundial assinaram um documento
chamado Declaração Conjunta sobre a
doutrina da justificação. Um documento
que afirma um consenso sobre a
justificação, declarando que a salvação
é inteiramente don da graça de Deus
recebido pela fé. Papa Francisco em 2016
afirmou que Martin Lutero tinha
preocupações legítimas, disse que as
intenções de Lutero não estavam
equivocadas. Papa, o papa, Papa, o Papa
de vocês disse que a igreja do período
de Lutero tava marcada por corrupção,
marcada por mundanismo, por apego ao
dinheiro, por apego ao poder e que isso
deu origem às atitudes de Lutero. Papa
Francisco chegou a dizer que no tocante
justificação, Martinho Lutero não tava
errado. Ainda em 2016, o Papa Francisco
afirmou que a reforma ajudou a dar maior
centralidade às escrituras na vida da
igreja. Num evento, numa comemoração
conjunta da reforma, o Papa declarou que
dons espirituais e teológicos foram
recebidos através da reforma. Está no
site do Vaticano. Ah, mas porque o Papa
Francisco era um É o Papa. E aí? E
agora? Não é? Ah, mas vamos para outro
papa. Vamos para João Paulo II. 12 de
março do ano 2000 teve o dia do perdão,
onde João Paulo II pediu perdão pela
divisão entre os cristãos, pela
violência que foi utilizada a serviço da
verdade e pelas atitudes de hostilidade
e desconfiança. Em uma fala que abrangia
diretamente perseguições e violências
ocorridas contra protestantes por parte
dos católicos. Aí eu pergunto, como é
que José Eduardo vai dizer que não há
nada a se aprender dos evangélicos se a
igreja dele discorda dele? Aí os padres
podem falar o que quiser agora, pode
discordar da própria igreja. Difícil,
hein? complicado.
>> A música gospel, eu acho que pressionou
muito, inclusive a elite brasileira para
reconhecer que o fenômeno evangélico não
era apenas numérico. Ana Paula Valadão,
por exemplo, eh foi uma das uma das
artistas mais influentes do Brasil.
milhões, o próprio Diante do Trono,
faziam um um show e centenas de milhares
de pessoas eh iam para esse show, as
rádios começaram a a tocar.
>> E a música gospel não é só um estilo
musical, ela tem dezenas de gêneros
musicais.
Ah, hoje nós temos aí vários intérpretes
de rock, hip hop, trap, música
eletrônica, sertanejo, pagode, até mesmo
MPB e diversos outros gêneros. E essa
diversidade de gênero, ela conversa com
as várias tribos do nosso Brasil. Então,
por exemplo, a música sertaneja conversa
com o universo pentecostal e com Brasil
interiorano. A música urbana e a música
eletrônica conversa com esse jovem e com
esse adolescente que muitas vezes é
assediado por tantas por tantas
propostas musicais e estilos que vão na
contramão daquilo que a gente acredita
na palavra de Deus.
>> A Rede Globo começou a colocar Aline
Barros na na trilha sonora das novelas.
[música] Som-me, Senhor,
e me conhece. [música]
Quebranta o meu
coração.
[música]
Como me traz alegria no coração poder
ser levada a programas, poder ser levada
a lugares e e ultrapassar barreiras,
fronteiras, né? Porque a música faz
isso.
>> Então não é sobre também um palco e
plateia, não é sobre quem está em cima,
quem está embaixo. É sobre servir as
pessoas, [música]
levarem elas até o único nome que
realmente merece a glória, o louvor,
servir Jesus,
>> né? poder ouvir de pessoas que
conheceram a Jesus, que voltaram pra
casa do Pai através das canções, é
maravilhoso. Eu tô muito feliz, tô muito
alegre de estar aqui hoje.
No começo era um, depois eram 1000, hoje
são 50 milhões.
[música]
Quem pode fazer barulho?
Então, talvez até aqui seja o primeiro
grande grande bloco, né, do documentário
até o minuto 35. Aparece aqui o pessoal
na marcha para Jesus, aparece Aline
Barros, né? Eu gosto muito das
musiquinas da Aline Barros, eu acho
muito bom. Falou sobre crescimento
evangélico e tudo mais. E aí agora vai
falar da influência política do
movimento evangélico, né? Obviamente
entra Té Riach.
>> Meu nome é pastor Té Rash, Teófilo,
pessoal me chama de Té. Eu sou torcedor
do único trimundial do Brasil. São Paulo
Futebol Clube. Na verdade, o o jovem
evangélico nos dias de hoje, ele, eu
diria, especialmente a minha geração, os
millennials, nós eh entrar entrávamos na
sociedade, seja no mercado de trabalho
ou na academia, era numa época onde a
ideologização ela vinha de uma maneira
onde você não tinha nem um contraponto
conservador surgindo. E você tem então
um um jovem evangélico na universidade,
vamos supor, lá na USP ou aqui na PUC, o
cara tá recuado, ele tá ele ele tá é
tímido, ele tá amordaçado, ele ele vai
ele tá pensando, eu vou passar aqui 4
anos, 5 anos de faculdade sem ninguém
saber que eu sou evangélico e vou
sobreviver, pegar meu diploma e eu vou
viver minha fé aos finais de semana na
igreja que eu frequento. quando começa a
se tornar insustentável essa perseguição
ideologizada dentro da academia, é
inevitável. ou ele se retira desses
desse dessa arena pública ou ele se
defende. E aí [música] começou a ideia
do Dunamis, que nada mais é do que viver
o o livro de Atos dentro do campus
universitário. Começamos no Mackenze e
logo [música] isso foi se expandindo
paraa PUC do outro lado do bairro lá
aqui em [música] São Paulo. Isso foi se
espalhando tanto em São Paulo como pelos
quatro cantos do Brasil [música] e
depois começamos a ver isso aí também
indo para fora do Brasil. O fato é que
crescimento numérico dos evangélicos eh
eh passa também por envolvimento da
cultura e por esse reconhecimento de que
os evangélicos são são muito mais do que
um grupo eh de religiosos. Sim, eles são
um grupo de religiosos, mas que impacta
a educação, impacta a cultura, impacta
impacta as artes impacta também [música]
a política.
>> É muito bom o fluxo argumentativo
documentário, né? Eles conseguem fazer
um fluxo de argumentação muito muito
coeso assim, em que as falas vão vão
entrando e fazendo essa essa coisa. Como
eu já editei muita coisa na minha vida,
quem fez o corte do a nova família foi
eu. Eu fiz o corte da nova família
inteiro todos os oito episódios. E se eu
conseguir fazer essa coesão entre os
trechos assim das entrevistas, é sempre
muito difícil. Esse trabalho tá muito
bem feito.
>> Fazem [música] cortes
maldosos.
Esconde coisa que eu falo.
>> Pastor Malafa um. Por que que os
evangélicos decidiram entrar de uma
forma mais organizada na vida pública?
>> Eu não vou dizer que entrou de maneira
organizada. Eu eu eu a minha visão não é
uma entrada de maneira organizada,
porque não teve nada combinado. A medida
que a igreja cresceu e veio novas
lideranças, aqui é que tá a chave. É
aqui que tá a chave, uma mudança
geracional,
tá? Vieram novas lideranças. Eu tô nesse
grupo, né? As lideranças antigas da
Igreja Evangélica, eles só queriam viver
no monte da religião, como a gente fala,
como se os seres humanos fossem seres
espirituais. Eh, sobre a questão de que
os evangélicos durante muito tempo,
especificamente na política, tiveram a
dificuldade de se envolver. Eu acredito
que a maior conta foi esse pensamento.
Se Jesus tá voltando e tudo vai acabar
logo, né? A gente tem que fugir disso o
mais rápido possível, né? A gente chama
da teologia escapista. Mas a partir da
década de 70 houve um um guinada nessa
cosmovisão. Então, por exemplo, a partir
de 77, o jornal Mensageiro da Paz, que é
o o órgão oficial de divulgação da
igreja, passou a publicar uma coluna
chamada O Parlamento, onde se
apresentava tudo que estava acontecendo
no Congresso Nacional, em especial do
governo federal, que implicava em tolher
direitos da fé.
da liberdade religiosa e também
apresentar possíveis candidatos que
estariam no espaço público defendendo os
interesses da fé cristã. E a partir daí,
quando, por exemplo, ocorre a chamada
redemocratização
do país,
em especial na eleição de 1986,
as Assembleias de Deus elegeram 13
deputados federais para ajudar a
escrever a Constituição naquele período
da constituinte.
>> Nos dias que meu pai, no tempo que meu
pai era criança, que é adolescente, os
políticos não eram bem vistos pela
sociedade, né? da Assembleia de Deus,
mas ele trouxe essa conscientização da
necessidade que nós preparemos e votemos
em pessoas que estejam comprometidos com
a palavra de Deus. Ele criou na
Convenção Geral algo que, na minha
opinião, é inédito, que é o conselho
político.
Vamos deixar a Bíblia aqui, que eu nunca
deixo a Bíblia na mesa para aparecer
quando é assunto evangélico, para não
falar que eu que eu não respeito a la
cidade do estado.
>> Eh, como assembleiano eu me lembro que
nós lançamos no ano 2000 a década da
colheta, que era um uma metodologia de
evangelização do Brasil. E junto com
isso, a Convenção Geral das Assembleias
de Deus criou o primeiro conselho
político das Assembleias de Deus no
Brasil, coisa que nas outras
denominações nem existia essa época. E
uma das pessoas que contribuiu muito
neste debate para o aprimoramento e a
importância de que o evangélico eh não
deixa de ser cidadão terrenal e que tem
que cumprir com as suas obrigações como
cidadão terrenal, foi o pastor Silas
Malafaia. Presidente, você tem um
compromisso,
você tem um compromisso, um compromisso
de não apoiar e aprovar liberação de
aborto,
>> que na década de 2000 e 2010 ele teve
uma grande ascendência na televisão. Ele
está na televisão há mais de 40 anos. Eu
sou um dos mais antigos em discutir
assuntos de aborto, casamento gay. Eu
sou pioneiro nesse negócio na igreja
evangélica.
>> A homossexualidade
à luz da teologia e da palavra de Deus é
uma rebelião consciente contra a ordem
divina da criação.
Nós não admitimos aborto em hipótese
nenhuma.
>> Saudade do Malafide de Bigode. Malafide
de bigode era bom, hein? Tu assistiu
Malaf de Bigode aí? Malafai de bigode
era, era top. Não, malafai de bigode era
outra, era outra parada, cara. Malaf, o
malafai de bigode escomungaria o malafia
sem bigode. Acho que essa é a parada.
Aqui tem o malafia do antigo tachamento
e tem umafaia seguinte, que é o malafia
apócrifo, né? Sei lá, não tem uma
malafia do novo tachamento, tem o antigo
tachamento e o de textos
pseudoepígrafos. É, infelizmente não
temos o cara, mas olha o Malafamento era
poucas ideias, era ele era forte na
palavra, agora ele é só forte, entendeu?
Antes ele era forte na Bíblia pregando,
agora ele só é brigão mesmo. Agora é só
política e heresia. É triste, triste
demais.
>> [música]
>> E em nome do Senhor Jesus, meu Pai,
o Senhor me tem dado autoridade
para expulsar os demônios, para curar os
enfermos.
>> O ingresso da universal na política vem
como uma contrareação à perseguição,
injúrias, calúnias, infâmias, um monte
de processos, processos sendo abertos em
todas as partes do Brasil. Puxa vida. A
gente então disse o seguinte: "Olha, nós
precisamos ser gente nossa na política,
exatamente para que lá no teatro
político, no Congresso Nacional, nós
possamos discutir essas leis."
Então, quando chegamos ali, éramos, eu
diria, bandeirantes, éramos
desbravadores, havia uma necessidade de
termos eh participação nas comissões, de
podermos [música]
eh colocar em pauta nossas iniciativas e
fomos aprendendo de que isso só seria
possível no momento em que fizéssemos
uma frente e trabalhássemos unidos.
E aí na Câmara dos Deputados, nessa
época eu era senador, surgiu a ideia da
Frente Parlamentar Evangélica. Ou seja,
o Crivelo tá dizendo que eles, a evangel
entrou na política para poder lutar
pelos próprios interesses. O cara tá
falando com o cara tá falando com
clareza. Os evangélicos, nós a Universal
entramos na política para lutar pelos
nossos próprios interesses. É
maravilhoso esse nível de clareza. A
Frente Evangélica veio nascer depois dos
anos 2000 e acho que 2004, 2005, quando
tem a primeira reunião da frente
evangélica. E ali começou a se organizar
uma pequena frente com poucos
parlamentares a época para chegar a
hoje.
Nós somos a segunda maior frente no
Congresso Nacional hoje. Só estamos
atrás da frente do agronegócio.
>> E e depois serviu de exemplo para os
católicos que também fizeram a frente
parlamentar. católica.
>> Nós temos tido ótimas experiências com
relação à nossa comunhão com os
católicos e que tem composto conosco no
mesmo fronte pelos mesmos valores, a
mesma luta, a mesma [música] batalha.
essas revoluções culturais das últimas
décadas que visam relativizar a
importância da vida humana, que visam eh
relativizar o papel da família natural.
Esse é o nosso maior, digamos, inimigo e
contra ele nós temos que nos unir
definitivamente.
Eu me lembro que em houve um episódio
que ajudou muito colocar em evidência a
força da frente. Foi uma das paradas
gays.
>> Políticos foram alvo de protestos. Neste
outro carro, uma transexual simulou uma
crucificação para pedir o fim da
homofobia. modelo, dessa vez fez uma
crítica à bancada evangélica,
[música]
que eles fizeram uma série de afrontas
aos valores cristãos, em especial os
católicos, expondo o crucifixo em partes
íntimas eh de manifestantes na parada
gay. E naquele momento, eu acho que era
meu primeiro mandato, salvo engano, nós
lembro, eu lembro, eu lembro muito bem
disso, eu lembro muito bem disso, muito
bem disso.
>> Entramos no plenário expondo que a
parada gays havia colocado na na
paulista e muitas pessoas não tinham
conhecimento daqueles absurdos. Quando a
gente expôs aquilo, causou uma
indignação tamanha no plenário que gente
que nunca foi evangélico entendeu o
nosso recado. A esquerda aparelhou este
movimento usando a questão da
sexualidade para querer fazer política
contra quem é conservador. Eu acho que
ali foi um uma primeira virada de chave
>> quando esse progressismo [música]
extremo e esse comportamento que tava
relativizando a criação de filhos, a
educação familiar e etc. muitos
influenciadores começaram a se
posicionar [música] e até pessoas que
não eram conhecidas começaram a não
aceitar esse tipo de ideia. Então,
pedagogos cristãos começaram a criar
conteúdo, terapeutas, [música]
médicos cristãos e aí acontece uma
grande explosão do consumo de conteúdo
educacional cristão nas plataformas
digitais. [música] Esse posicionamento
gerou mais luz sobre um conhecimento que
até então o cristão conservador não
tinha. E essa conscientização trouxe
ainda mais clareza para aquilo que boa
parte dos Evangelhos conservadores não
queriam, como por exemplo a questão da
militância LGBT querendo censurar
aquilo que os evangélicos acreditam, a
questão da educação nas escolas e até
mesmo escolas cristãs e a as pautas, por
exemplo, do aborto.
>> O meu nome é Edson Rebustini, sou pastor
há 45 anos. Eu sou presidente do
Conselho de Pastores do Estado de São
Paulo, eh, que a grande maioria das
cidades do estado de São Paulo são
ligadas a este conselho. Quase toda
semana eu estou pregando num conselho de
pastores, numa reunião de pastores em
uma cidade diferente do estado de São
Paulo. Às vezes nas reuniões nós
conversamos eh sobre política. Na
verdade, a política faz parte da vida de
qualquer cidadão no Brasil. Então, além
de nós orarmos pelos políticos, orarmos
pelas autoridades, porque a Bíblia nos
ensina a orar pelas autoridades, nós
também conversamos sobre princípios que
nós defendemos. A grande maioria da
igreja evangélica, a grande maioria tem
a tendência à direita.
>> [música]
>> uma parte da igreja evangélica, eu vejo
que apoiou o o presidente Lula no
passado, enfim, ah, talvez por promessas
ou por ah defender algumas pautas que a
igreja defendia. Por exemplo, a igreja
sempre defendeu a a o socorro aos
pobres. A igreja sempre quis que as
pessoas melhorassem de vida. Então, às
vezes, um discurso político ah pode ter
também eh feito com que os pastores
acreditassem que aquele político iria
realmente fazer alguma coisa pelos
pobres. Ah, só que eu vejo que ao longo
dos anos a esquerda foi distanciando
cada vez mais da igreja ah por defender
pautas que para a igreja são
inegociáveis. Só falta o seu voto. Pense
nisso com muito carinho, até porque no
dia da eleição não existe na maquininha
o botão do quase
que Deus ilumine.
>> Radicais de esquerda e direita não quero
nenhum, que tudo age por paixão. Os
radicais de direita, quando você não faz
o que eles querem, eles te atacam. E os
radicos de direito quando bota a eu com
o Lula em 2002
e caras que acho que tava no ventre da
mãe ou tomando uma madeira ou chupando
chupeta ou brincando de carrinho ou
soltando pipa. Quer falar o quê? Quer
falar o quê? Eu tenho história. Vai
plantar batata, vai lamber sabão.
>> É sempre, eu acho maravilhoso ver a
perceber a, como é que eu digo? É a
saúde emocional do Silas Malafa. É, é um
negócio maravilhoso. Assim, é, ele tava
lá em 2002 com o Lula. Tava mesmo, tava
mesmo. Você confia na capacidade
política do do nosso querido Silas
Balafaia? Ele tava lá 2002 com Lula e
agora com o Bolsonaro. É, meu
patrãozinho. É. Vai, vai. Se mata, se
mata por esse povo. Vamos lçar bom todo
mundo.
>> Ai, meu Deus do céu.
>> Então, em 2002 não havia ninguém da
direita,
só tinha centro, esquerda e esquerda.
2006, a mesma coisa, eu não apoiei
ninguém. Aí 2010, olha que coisa
interessante, eu vou mostrar aqui o
histórico. 2010, quem era o candidato?
Marina, Serra e Dilma, os três. Eu tava
apoiando Marina Evangélica. Eu f, pô, eu
acredito que essa mulher eh não vai
negociar seus princípios. Faltando uma
semana pra eleição, numa entrevista no
Jornal da Noite da Globo, a jornalista
apertou ela sobre o aborto e ela
escorregou. Minha posição é que um tema
com essa complexidade que envolve
questões éticas, questões morais,
questões filosóficas, questões
religiosas, que não há muita informação
sobre o tema, que a gente faça o
plebiscito.
>> No dia seguinte eu disse pra imprensa:
"Pior do que o ímpio é um cristão
dissimulado, não tem meu apoio." 2014
nós só tínhamos o quê? Centro esquerda e
esquerda. Aí vem a É.
>> Eu vou dar a você cinco motivos.
Por que você deve votar em A não em
Dilma? Para aí,
cara. Triste, hein? Canal Programa
Evangélico. Programa evangélico. E tá lá
Silas Malafa emprestando a reputação
dele como pastor, como pregador. Uma
autoridade que ele recebeu como pregador
que ele tá usando para pedir voto. Para
quem? Para corrupto. Pra gente conhecido
pelas corrupções mais absurdas. Cara,
não sei não. Ó, eu não sei. Eu eu Que
documentário triste. É um é um espelho
muito triste do movimento evangélico
brasileiro.
>> O deputado Henrique Afonso, ele era do
PT do Acre e eu era assessora dele. Olha
só, eu já trabalhei em gabinete de um
petista. Ele era um homem presbiteriano
e nós tínhamos um outro deputado do PT
que era espírita, que era o deputado
Luís Bassuma, que era um grande ativista
contra o aborto.
>> Eu fui ter a honra de ser um dos autores
do Estatuto do Nascitur que tramita na
Câmara. está na última comissão na CCJ
para ser votada a qualquer momento. Já
passou nas demais comissões.
>> Esses dois parlamentares foram
severamente punidos pelo PT
e eu fui para o julgamento. O Conselho
de Ética para julgar os dois começou 9
da manhã e terminou por volta de 18
horas. E o Conselho de Ética da OAB tem
plateia.
E esses dois homens sendo massacrados
dentro de um conselho de ética que eles
levaram testemunhas. Quem eram as
testemunhas? Deputados do PT que diziam
que eles aqui no Congresso militavam
contra o aborto. Eu acho que foi um dos
dias mais tristes da minha vida, vendo
aquela plateia do PT gritando pela
morte,
gritando contra dois homens que
defendiam a vida. E no final a sentença
veio, a sentença do Henrique Afonso foi
ser suspenso de todas as comissões
e que ele teria que retirar os projetos
de lei dele que defendia a vida. Olha a
loucura.
O Henrique Afonso recebeu a sentença,
não cumpriu, então ele pediu desfiliação
do partido. A sentença do Bassuma foi
uma sentença bem maior e o Bassuma não
cumpriu a sentença e ele foi expulso do
partido.
>> Expulsaram Bassuma do PT. É por isso que
é impossível uma pessoa em países
latino-americanos que se diz cristão,
que se diz evangélico, votar ou
pertencer a um partido de esquerda.
>> Possível um evangélico participar de um
partido de esquerda. Eu não vou
discordar muito não, tá? Vocês sabem que
eu sempre defendo a ideia de que um
cristão de esquerda, se ele é um cristão
de moral conservadora, de índole
conservadora, mas que é economicamente
de esquerda, ele pode ser um cristião
genuíno com a visão econômica errada.
Então o cara crê num estado forte, esse
tipo de coisa, crê em muito serviço
público e tal, distribuição de renda,
acho que ele tá errado. Vou aqui tá
percado, ele é um descrente por isso.
Não, acho que não, mas os cara vai
defender aborto, casamento, ger, essas
coisas, aí realmente é outro problema.
Agora, um cristão que faz parte de um
partido de esquerda já acho um pouco
difícil, tá? Porque os compromissos
desses partidos muitas vezes são
compromissos muito integrais, né? Com
pautas, com direcionamentos morais e
éticos que são muitas vezes contrários a
tudo aquilo que a gente acredita.
>> A aproximação
entre evangélicos e direita é
circunstancial ou revela uma afinidade
de visão de mundo?
>> É circunstancial.
Primeiro porque direita e esquerda eh
são muito recentes na terminologia
política. É coisa de 250 anos para cá. É
um erro crasso você trazer uma conotação
transcendente para esses termos que são
dados no concreto, ainda mais se
tratando eh de política. Basta dizer que
na tradição de direita de séculos atrás
tinham pensadores completamente
anticristãos. Eh, Jeremy Betham, por
exemplo, dizia expressamente que os
mandamentos de Jesus eram os grandes
impecílios para a manifestação de um
pragmatismo conservador, de uma visão
mercantilista, de uma visão liberal. Não
sou eu que estou dizendo. O próprio ele
diz assim: "Eu não quero ser enterrado
como um cristão. Ele foi empalhado, está
empalhado até hoje em Londres". Eu digo
mais, pega Muray Hofba, Hofba vai
argumentar que a gente pode vender
criança, que a gente deveria vender
criança, uma ética altamente
individualista. Existe muito
anticristianismo da direita. Há muito
anticristianismo na direita. Então, como
é que a gente faz? Crente pode ser de
direita. Será que pode ser crente de
direita? Entendeu? Tem visões exatamente
anticristãs na esquerda? Existem visões
exatamente anticristãs na direita
também. Muito. Absolutamente. Eu sou um
cristão de direita. Eu acredito que ser
um cristão coerente com sua teologia vai
te levar pra direita. Mas ser de direita
não te faz cristão. Existe muita coisa.
anticrist na direita
>> a partir do marxismo cultural, escola de
Frankfurt, né, Grames e vai por aí
afora, eles descobriram que não
adiantava conquistar a sociedade pela
bala, impor, então é pela cultura.
>> Vou fazer uma pergunta. Você acha que
Silon Lafa já leu Gram alguma vez na
vida dele? Será que ele já leu Adorno
alguma vez na vida dele? Marcus na vida
dele? Eu acho muito improvável. Mas
vamos continuar aqui que essa galera
fala: "Ah, escola de Frankfurt, não sei
o que tal" tal. Acho que eles nunca
leram nenhum desses autores, tá? Só para
deixar aqui o registro. Mas não posso,
não posso provar, só tenho a impressão
de que eles nunca leram. Se é pela
cultura, nós temos duas coisas muito
entrelaçadas no ser humano, religião e
família. Vamos detonar essas duas
coisas. É uma é uma questão ideológica.
>> Nós acreditamos que nós estamos mais do
que numa batalha cultural, estamos numa
batalha espiritual. A política ela só é
do diabo se nós entregarmos totalmente
ela para o diabo.
>> Diz Apocalipse que o diabo saiu a
enganar as nações. O trabalho dele é
enganar as nações. E ele está [música]
contratando pessoas para se juntar a ele
nessa agenda. Deus também tá
contratando.
>> Você tá dizendo que uma construção de
ideias, uma ideologia, seja ela de que
lado for do espectro, uma construção
humana de ideias, se equipara ao
evangelho, se equipara a uma
terminologia teológica. É muito
complicado isso, porque a gente tá
praticamente eh construindo um ídolo,
construindo eh algo com as nossas ideias
e equiparando isso com o evangelho.
Paulo ataca eh vementemente esse tipo de
comportamento como novos evangelhos.
Então tem que ter muita prudência quando
a gente tá falando de fé cristã que vai
está além eh desse desses recortes mais
limitados.
>> Davi Lago é Davi Lago é o a melhor coisa
desse documentário, cara. Melhor coisa.
Melhor coisa de longe. De longe. Muito
boas falas dele.
>> 2018 apareceu Bolsonaro que eu conhecia
ele, fiz o casamento dele, ia na minha
igreja, fazia dobradinha com Bolsonaro
nas audiências públicas. Esse é o cara
para apoiar.
>> Quando vai falar de eleição de
Bolsonaro, a gente tem que contar uma
história em termos evangélicos que pouca
a gente sabe.
>> Vista pastor e Josué Valando, Take um.
>> Houve um encontro em agosto de 2018.
Esse encontro é um encontro que reúne
líderes de grandes igrejas evangélicas
no Brasil e vários candidatos foram
convidados a estar lá. Naquele encontro,
o Bolsonaro fez uma palestra. Que
palestra?
>> Vou parar aqui, tá? Rapidinho, você
acredita que Jair Messias Bolsonaro
faria uma que palestra na sua vida? Você
acredita realmente nin? Eu voltei no
Bolsonaro, tá? Duas vezes. Voltei no
Bolsonaro no primeiro e segundo turno de
2018. Você acredita que o Bolsonaro
sempre foi uma pessoa intelectualmente
desprovida, que tem inteligência no
sangue, mas não não circulava, entendeu?
O sangue não não ia, não circulava de
jeito nenhum. Pessoa assim, simples de
entendimento. Você acha que uma palestra
de Jair Merc Bolsonaro seria uma que
palestra? Já me dá um um uma urticário
de terror ouvir um negócio desse. Mas
>> isso foi numa quarta-feira,
no domingo, para mim a surpresa, ele
aparece na igreja, não me falou nada. E
então eu chamo o Bolsonaro à frente para
orar por ele.
>> Ai, chamar político para orar, porque o
político foi pro culto. O político nem é
crente, que vai pro culto, sabendo que é
uma igreja grande. Por que que o
Bolsonaro não tá num culto, numa favela?
Por que que ele foi no culto de uma
igrejinha pequena que não tem
transmissão ao vivo? Porque que ele tá
num culto de uma igreja gigante, um
proeminência, onde pastor que o apoia
não tem nenhum interesse eleitoral no
Bolsonaro. Ele tem nenhum interesse. Ele
não tá fazendo isso em busca de nada.
Nada. É simplesmente em busca de Jesus.
Ô gente, vocês são neném também, né?
Vocês são muito neném. Muito neném. O
culto acabou
1 da tarde, mais ou menos. Quando chegou
duas horas, eu tô num shopping, um amigo
meu fala assim: "Josué, tu tá vendo o
que tá acontecendo na internet?" Aí
quando eu entro na internet,
tá uma discussão desenfreada,
porque a igreja não é palanque e não sei
o quê. Púlpito não é palanque, não tem
que ter político, tal. É isso mesmo. Tá
certo, meu patrão. Me perdoe. Púpito não
é palanque pegar um candidato político
meter culto em tempo eleitoral para orar
por ele. Ô meu Deus do céu, isso não,
isso é é só orar por qualquer pessoa. Só
orar. Só orar. Se Aíton, estamos lá na
igreja, né? Domingo à noite, ano
eleitoral, vai ter eleição esse ano.
Onde é que é a eleição? Outubro. Esse
ano ainda tem eleição? Esse ano, né?
Prefeito, presidente, né? Não, suponha
que você é para prefeito, suponha. Aí
chega lá um dos candidatos de direita,
aí chega lá na igreja, irmão, vou trazer
aqui o Zé Maria aqui no palco pra gente
orar por ele, o homem que de Deus que
quer o Senhor. Ah, vamos orar. Tu vai
interpretar o quê, man? A pô, pit, não é
não, pelo amor de Deus, mano. Eu apanho
no fim do culto, provavelmente, né?
Provavelmente
>> provavelmente eu levo surra de uma
galera na igreja. O WhatsApp da igreja é
pipocá bonito, não é, cara? Não, não
chega, dava tempo nem chegar no WhatsApp
da igreja, pessoal me pegava na na
saída. É doido, não chegava nem em casa.
Pessoal também, mano. Aí eu culpo os
membros dessa igreja que não vai embora.
Vai embora, meu irmão. Seu pastor leva
político para receber oração em ano
eleitoral. Em ano eleitoral. Uma coisa,
é o prefeito eleito. Vamos vamos tentar
ser legal, é o prefeito eleito da
cidade. Vai lá faz uma visita à sua
igreja. Você
autoridade pública tá aqui e tal, ora
por ele, não dá espaço para ele falar,
fora de ano eleitoral, entendeu? E
vá, vá, vá, vá. Bom, em ano eleitoral
você pega um caba que sequer pisa em
igreja, entendeu? Que não é crente. Você
chama, ah, meu irmão, ah, vão ser neném
assim em outro lugar, meu irmão. Qual é?
Ainda vai infingir as coisas, pô. Diz
logo assim, ó. Degar. Eu prefiro muito
mais, galera, que degar da volta do
Bolsonaro, que nós é Bolsonaro. Prefiro
muito mais do que essa essa esse
fingimento tosco aqui.
>> Aquele processo todo de condenação, de
xingamento,
gerou uma reflexão.
E o que aconteceu?
A maioria esmagadora dos evangélicos
tomaram uma decisão.
Nós vamos votar em quem melhor
representa os nossos princípios, os
nossos valores.
>> Há duas maneiras de entender a entrada
evangélica na arena pública política.
uma pela via institucional,
quando CNPJ, quando instituições, quando
o famoso voto de cabresto se torna o o
voto de cajado. Quer dizer, é utilizado
de um modo eh estritamente politizado, é
instrumentalizado. [limpando a garganta]
Eu pessoalmente penso que isso não é o
adequado. Eu entendo que a influência
tem que ser a partir de cada um dos seus
cidadãos. Eu venho de uma tradição
batista, onde cada pessoa pensa por si,
onde cada pessoa tem a sua maneira de de
entender criticamente, deve estar
informada e agir conforme a sua
consciência. O senhor escolheu a
candidatura do Bolsonaro e a igreja
apoiou oficialmente Bolsonaro. O senhor
considera isso uma afronta estab?
>> Tô aqui com o pastor W Júnior na
convenção geral da Assembleia de Deus.
motivo de honra, satisfação. Quero
cumprimentá-lo, agradecer o apoio, a
consideração e a confiança
>> que Jesus Cristo, Senhor, dará este
homem a vitória no primeiro turno. O
>> o fato de nós termos apoiado o Bolsonaro
na última eleição
não é por causa da religiosidade.
Por isso eu acredito que não é não foi
afronta nenhuma estado like do nosso
Brasil. Nós colhemos o Bolsonaro,
apoiamos o Bolsonaro por causa do seu
discurso em defesa da família, em defesa
da cidadania. E hoje nós podemos apoiar
independente
da da confissão religiosa de alguém,
porque o Bolsonaro, aliás, ele nunca
disse que era evangélico. Muito pelo
contrário,
>> o evangelho ele tem um um problema que é
o pecado humano, esse que é atacado no
evangelho. Quando você usa a igreja, o
púlpito, toda a influência,
você distorce a natureza do evangelho. E
o problema passa a ser determinada
ideologia, determinado grupelho
político, determinado partido político.
E claro, naquela época, quando o
Bolsonaro surgiu como alternativa aos
candidatos de esquerda, em um período
que praticamente praticamente não
existia direita no Brasil, direita
política no Brasil era quase
inexistente, a gente tem então um
candidato ah falando em nome da direita,
falando em nome de valores cristãos, ah,
pela primeira vez tendo expressividade
em certas pautas que eram importantes
pra gente como igreja. Ah, Bolsonaro foi
muito atrativo. Foi a partir da do modo
como Bolsonaro foi administrando seu
governo e, na minha opinião, traindo
muitos ideais que ele pregava na sua
campanha, que eu comecei a entender que,
na verdade, ele não representava as
coisas que eu imaginava que ele
representava de modo nenhum. O Bolsonaro
acordava todos os dias com alguma
acusação.
>> Mas é claro, meu irmão, o cara só fazia
porcaria, passou o projeto, o
desgraçado. Ai, desgraçado passou o
governo dele inteiro fendo porcaria, meu
irmão. Como é que nós tem acusação,
poxa, para o que existe um viés à mídia,
a mídia é majoritariamente de esquerda.
Existe o padrão duplo, todo mundo sabe
disso. Coisas que o Lula faz hoje, fosse
o Bolsonaro fazendo, a mídia tava caindo
em cima. E aí hoje, ó, lá existe um
viéis duplo. Isso não justifica, porque
dois erros não fazem o acerto. Bolsonaro
só fazia porcaria também, meu irmão. Aí,
aí vai querer o quê? pessoal passpando,
né?
>> Não teve um dia dos 4 anos que ele não
abriu o jornal de manhã e por várias
vezes eu tava do lado dele na hora que
ele abriu o jornal
em que não tinha uma acusação. E fora o
STF dizendo 24 horas para responder
isso, 48 horas para responder aquilo.
Bolsonaro tinha que explicar toda hora
alguma coisa. É impressionante.
Bolsonaro não teve um governo próigreja.
Bolsonaro usou a igreja para ter um
governo para Bolsonaro. Ele se elegeu
usando símbolos cristãos e atraiu muitos
evangélicos. Assim, Bolsonaro se batizou
três vezes. Ah, como é que uma pessoa se
batiza mais de uma vez? Isso é uma
abominação dentro da teologia cristã.
Olha, ele tá tentando usar um símbolo
muito importante da comunidade
evangélica, que é o aceitar Jesus, que é
o declarar e professar fé em Cristo
>> como ato eleitoreiro. Por muitas vezes
Bolsonaro tomou decisões difíceis
porque Michele tava com um grupo de
pessoas intercedendo, orando, pedindo a
Deus sabedoria pro seu marido.
>> Mudar o líder da Polícia Federal para
poder proteger o filho dele e dizer isso
claramente, repetir isso claramente, foi
pro de oração da Michelle. Os cheques
que a Michele recebia era fru de oração,
foi muita oração que foram lá o Queiroz
deixar um monte de cheque lá para ela.
Os vários indícios de corrupção em torno
do Bolsonaro, tudo isso era oração da da
Michque. Ele sentado, o Bolsonaro
sentado discutindo o golpe de estado.
Era foi oração da Michele. Só pode ter
sido mesmo. Eu não sei qual é dessa
galera que projeta um uma
espiritualidade num no ministério humano
como de um presidente, um tipo de
espiritualidade e um cara que vi que
desorrou a ética mais básica no processo
eleitoral. É triste. Ele tomou a ceia
sem ser evangélico. Eu lembro de
testemunhos muito poderosos quando no
tempo da reforma protestante,
pessoas que não eram cristãs tentavam
tomar a ceia e os pastores se abraçavam
à meia da da mesa da comunhão. E os
pastores se abraçavam à mesa da comunhão
dizendo: "Eu prefiro morrer a servir o
corpo e o sangue de Cristo aos infiéis."
>> Bolsonaro foi o cara que trouxe à
direita para um outro patamar.
Bolsonaro foi da consciência política
e e fez com que uma [música] grande
parte da sociedade que é conservadora
disse assim: "Esse é o cara".
>> Então, talvez Bolsonaro tenha acabado
com a direita do Brasil. Talvez
Bolsonaro seja responsável pela direita
ser tão fracassada, ser tão fraca no
Brasil. A gente quase não ter direita no
Brasil hoje. Bolsonaro matou, enterrou a
direita no Brasil. O Bolsonaro é um
problema para nosso, pra direita e não
uma vantagem pra direita. a gente se se
contenta com muito pouco.
>> A assessora parlamentar Damares Alves
foi anunciada como ministra da mulher,
da família e direitos humanos do governo
Jair Bolsonaro, de coisas do tipo,
pastora e assessora de Magno Malta é
indicada por Bolsonaro. A maioria das
manchetes sequer menciona o nome da
ministra. Você quer rotular, reforçar
preconceitos e não só o preconceito
contra a mulher, né? Então, como
quadjuvante, como acessória, como
subserviente, mas também um outro
preconceito que a gente tem que falar
sim, que é o preconceito contra os
evangélicos.
>> É como se nós fôssemos terríveis.
Ninguém quer nos dar eh oportunidade na
universidade, ninguém quer nos dar
oportunidade nos lugares de poder,
porque esse povo é terrível, esse povo é
horrível. Então quando eu tomo posse, eu
falo:
>> "Tá laico, mas essa ministra é
terrivelmente cristã". E essa frase
pegou:
>> "Poderei indicar dois ministros para o
Supremo Tribunal Federal. Um deles será
terrivelmente evangélico."
>> O Bolsonaro alterou um pouco esse
ritual. A seleção agora é feita sob o
Lofotes, um grande estardalhaço e a
lealdade eh conta muito mais do que o
currículo.
>> Me parece que no Supremo nós não
teríamos que ter um ministro evangélico,
um ministro católico, um ministro
budista, que eh essa temática não vai
poder interferir nas decisões judiciais
daquelas daquelas pessoas, né, daqueles
daqueles ministros, daqueles juízes.
Você sabe que interfere, né? Interfere
porque os juízes, os ministros, eles não
são neutros. a gente sabe disso. Eles
tomam decisões baseados na na nos
próprios interesses, na própria
cosmovisão, na própria visão de mundo.
Escolher uma pessoa com a visão de mundo
mais próxima da da sua, faz todo
sentido. Falei sobre isso no na minha
entrevista, não apareceu essa minha fala
de que ninguém deveria ser escolhido
para um cargo público unicamente pela
sua confissão religiosa. Mas dentro do
mundo que a gente vive, a gente sabe que
os ministros eles vão julgar tudo de
acordo com a sua própria cosmovisão.
encontrar um ministro que tem uma
confusão religiosa parecida com aquilo
que é majoritário a visão cristã do do
país. Faz todo sentido, porque é assim
que a banda toca. Como é que a gente vai
fazer diferente, né? É triste, mas é o
jogo político.
>> A expressão terrivelmente evangélico.
Ela foi adotada ali pelo presidente
Bolsonaro. Ela tem um cunho, um slogan
político,
mas não é não [limpando a garganta] é a
expressão que
sem fazer qualquer juízo de valor
específico que me define. Me defino como
um cristão genuíno, genuinamente
evangélico, uma pessoa que
entende que o amor, a misericórdia, a
compaixão,
a justiça
são atributos de Deus e devem ser as
marcas dos seus filhos também.
>> Bonita a fala, viu? dovenço, dovenonso,
presbiteriano, inclusive fala, fala
muito bonito.
>> Dai a César o que é de César, a Deus o
que é de Deus. A igreja sempre tem que
se manter numa distância crítica de todo
e qualquer tipo de governo, mas que a
tentação de identificação das duas
coisas sempre permaneceu como uma
tentação. Eu acredito que a Igreja
evangélica tem o direito de exercer sua
influência sobre a política como
qualquer outro grupo
e dentro
do estado democrático de direito e em si
mesmo protege a liberdade de opiniões.
Portanto, se existe uma frente
parlamentar evangélica, se existem
políticos evangélicos que são eleitos
com o voto evangélico, eu não vejo nisso
um problema em si. [música] O problema
se dá quando
essa influência
é usada de modo errado, a imposição de
princípios que não passem por uma
elaboração racional compartilhada.
Ou seja, eu não posso utilizar
princípios escriturísticos,
princípios teológicos simplesmente para
impor uma visão na sociedade.
>> E vou dizer, tá? Fala boa do padre, tá?
Fala boa do padre. fala bem acertada da
parte dele aqui que é entre nós. A gente
não pode usar a nossa influência de
forma autoritária, de forma grosseira,
de forma simplesmente impor nossa visão
de mundo, mas tem que passar para um
processo de racionalização, de
apresentação dessas ideias pra
sociedade. Achei, achei uma fala muito
boa, infelizmente não muito coerente com
a prática comum dos católicos também,
não é? por aí. Não penso que existe
alguma diferença no modo como católicos
evangélicos mainstream no Brasil atuam
politicamente, que é muito parecido, mas
a reflexão do padre aqui é é muito boa.
>> Mas quando a gente fala de escatologia,
os eventos futuros, as promessas
bíblicas, é inevitável, né, que a gente
reconheça quando Cristo voltar. Na
primeira vinda, ele vem estabelecer um
reino espiritual no coração das pessoas.
Por ocasião da segunda vind do livro do
Apocalipse diz: "Os reinos deste mundo
passarão a ser de nosso Senhor e do seu
Cristo. Um dia haverá de fato, né, o
domínio, o controle, o governo pleno do
Senhor, um rei justo, né, sobre todas as
pessoas. Desse entendimento do futuro,
alguns começaram eh também, na minha
opinião, nesse exagero, a antecipar a
teocracia. Nós temos que estabelecer
isso primeiro para que ele possa voltar
depois. Tu falou em valores morais, mas
os valores morais cristãos precisam do
Cristo. Como fazer isso acontecer sem o
Brasil virar uma teocracia?
>> Brasil evangélico, pastor Jack, take um.
>> Por que que não pode ser uma teocracia?
O Brasil já é uma teocracia. Só existe
teocracia. Todo governo serve a uma
divindade. A democracia tem uma visão de
mundo e serve a um Deus. O comunismo
serve a um Deus.
Mas que fala horrorosa, tá? Ai, meu Deus
do céu. Por que que não pode ser uma
teocracia?
>> É isso que quando a gente fala que essa
galera é toda autoritária, porque,
irmão, porque a igreja, um estado
cristão é um estado laico. Estado
cristão é estado laico. O estado laico
foi o avanço e desenvolvimento cristão
reformado da visão de estado. Uma
teocracia não é que não é o interesse de
Deus pro governo presente, não. Não é.
Um dia será uma teocracia, não é? Existe
uma subserviência a as divindades, não
é? a vida, por exemplo, dos indivíduos,
em que eles se submetem aos falsos
deuses e fazem isso na vida política.
Claro, isso significa que o governo tem
que ser um governo da igreja, porque
teocracia é isso, tá? É um governo da
igreja, cara. Não é, não é a igreja que
vai ter esse poder sobre a vida civil
das pessoas. Pode ser crentes, pode, não
é a igreja, não é nossa função. Nada
menos reformado, tá? Nada menos
reformado. Nada menos reformado que
defender que a igreja seja responsável
pelo governo e o controle social. pega
na sintonia da confusão. Isto é, não se
sabe quem é o quem é o chefe da igreja,
quem é o chefe do estado.
>> Na verdade, os nossos governantes, eles
estão terrivelmente apavorados
e eles têm medo de um Senhor que
ressuscitou dentre os mortos e que vai
voltar.
E eu não tenho problema nenhum com
teocracia, porque já vivemos numa. Só
que o Deus que está reinando hoje no
Brasil não é o Deus da Bíblia.
um projeto de teologia do domínio que
vem dos Estados Unidos já várias décadas
e que está cada vez mais presente na
nossa sociedade.
>> Quando eu falei que eu achei que eu ia
ser chamado para ser o maluco do
documentário, eu já descobri que foi que
eles chamaram para ser o maluco do
documentário, né? Sempre tem um maluco
no documentário. Não vou dizer quem é o
maluco do documentário, mas já sabemos
quem é. Existe ainda também um pouco do
que é chamado a teologia do domínio, é
estabelecer uma uma teocracia ou a
desculpa do governo de Deus pra gente em
nome dele ter um alto nível de de
controle.
Seja a teologia do domínio e que a
teologia dos sete montes, né, o mandado
dos sete montes tá muito ligado a ela,
né, é a ideia de que os cristãos
deveriam, né, por mandado divino de
Gênesis, né, dominarem a terra e que
Cristo, né, deu a terra aos mansos, né,
que o salmo diz que a a as o Messias vai
governar as nações com seta de ferro,
né, e vem a nós o vosso reino.
>> Meu Deus, como me irrita ver o Bernardo
Kister lendo o esboço na fala dele,
olhando constantemente pro esboço, tá no
colo dele. E e o o mandato do Sete Mos
faz parte disso, ou seja, de que de fato
existem sete esferas de influência que
seriam essenciais para exercer esse
domínio: vida, família, educação, eh,
mídia, cultura, negócios e governo. é um
movimento que vai acreditar que é
fundamental que haja um tipo de
controle, de domínio, de influência eh
cultural da igreja sobre a sociedade,
seja debaixo de uma narrativa de amor e
de cuidado social, de trazer a a
sociedade a uma a uma vida melhor,
amando ao próximo e amando o próximo
pela via de engajamento cultural, ou
seja, por um tipo de medo de acreditar
que é a única forma do cristianismo não
ser perseguido na sociedade, não ser
chutado para fora da vida social é com
mais influência cristã na sociedade.
>> Liderança evangélica mantém um alerta.
Nós precisamos influenciar sem nos
perder entre a distinção de influência e
de controle.
>> E aí a com todas as críticas que tenho a
Luciano Sumirá, uma fala muito boa
também, tá? A gente tem que influenciar
sem controlar.
>> Quem diz que evangélico é uma ameaça à
democracia, não só está equivocado, como
está de má fé. O estado é laico, sem
dúvida alguma. Isso está expresso na
Constituição.
É um estado que não é governado pela
igreja, mas também não é um estado
contra a igreja, é um estado que convive
[música] com a igreja. A igreja tem um
papel relevante, não apenas na na órbita
espiritual,
mas também na esfera da vida das
pessoas, cotidiana das pessoas. O
espírito da Constituição de 88, as
forças vivas da nação, constituinte
originário, quando ele escreveu o que
escreveu, na maneira como ele escreveu,
mostra que o estado [música]
laico brasileiro,
embora ele não tenha relação de
dependência, aliança, ele não tem
estabeleça um um culto com eh eh
confessionional, ele não tem uma fé
confessional, ele também colabora pro
bem comum com a religião, como diz o
artigo 19, inciso primeiro da
Constituição. [música] Ou seja, o
espírito da Constituição
entrega para o Estado a obrigação de
olhar com bons olhos o fenômeno
religioso. E isso também é importante de
nós deixarmos claro que na laicidade
colaborativa brasileira não tem espaço
para enxergar a religião com maus olhos.
tem comando para que a religião seja
tratada com respeito e deferência no
espaço público.
>> [música]
>> Nesse contexto que se inserem as igrejas
dentre os organismos sociais que se
inserem instituições como IBDR,
Instituto Brasileiro de Direito e
Religião, que são capazes de exercer o
papel, o livre papel da manifestação das
suas convicções, das suas crenças, mas
também das suas opiniões em temas
jurídicos, em temas políticos, [música]
em temas econômicos. em temas relevantes
para a sociedade,
>> vendo o crescimento vertiginoso da
população evangélica no Brasil e eles
crescendo a maioridade e obviamente
votarão porque serão eleitores, você vê
que daqui em diante, eu diria, no mínimo
próximos 20 anos, não se elege um
presidente no Brasil sem apoio
evangélico. E consequentemente eu diria
que o Senado, o Congresso também seguem
nessa toada.
>> As tentações de Jesus foram
e são tão atuais.
Se prostrado me adorar, te darei esses
reinos. E quando nós chegamos nessa
esfera política, principalmente, que é
muito sensível, nós vamos ter essas
tentações de negociar a verdade ou de
bater o pé e se firmar sobre os valores
eternos.
>> E obviamente isso atrai oportunistas e
como a gente enxerga até na linguagem
bíblica, né? Lobos vestidos de ovelha.
Os ex-governadores do Rio de Janeiro,
Anthony Garotinho e Rosinho Mateus,
foram presos hoje por suspeita de
superfaturamento de contratos na
Prefeitura de Campos.
>> Justiça Federal fixou em R 1 milhão
deais a fiança para que o presidente do
PSC, o pastor Everaldo, deixe a cadeia.
Ele está preso desde o ano passado,
acusado de ser um dos líderes de um
esquema de corrupção no governo do Rio
de Janeiro, lá na época ainda do governo
de Wilson Witzel. O ex-deputado federal
Eduardo Cunha preso hoje aqui em
Brasília. Ele é acusado de corrupção,
lavagem de dinheiro e evasão de divisas
no processo da operação Lava-Jar. Como
disse o Rick Warren, nossa melhor
propaganda são vidas transformadas e o
contrário também é verdadeiro. Nosso
pior
e mais feio retrato são pessoas que
frequentam as igrejas e vão até as
praças públicas dar um mau testemunho
acerca de Jesus. Outros também, um
fenômeno que acontece hoje no Brasil,
eh, os desigrejados, pessoas que
abandonam as igrejas por decepções, que
também é verdade, né, de pastores que
não agem de maneira correta, de
decepções que tem com pessoas dentro da
igreja e chegam à conclusão que a melhor
coisa é não estar na igreja.
>> Você já pegou essa água? Ainda não? Você
que não tem essa água, eu gostaria que
você ligasse. Você vai realizar uma
oferta ou de R$ 100, ou de 200, 300,
400, 500, ou mais, ou mais, ou R$ 1.000
ou mais. Só uma gota dessa água, só uma
gota será o suficiente para mudar a
história da tua vida. Esse pastor
evangélico do litoral de São Paulo diz
que a cura para o coronavírus é um
gargarejo. Uma igreja de Porto Alegre
prometeu a imunização da doença por meio
de um óleo consagrado. Já o conhecido
pastor Valdemiro Santiago da Igreja
Mundial do Poder de Deus chegou a vender
sementes de feijão aos fiéis por até R$
1.000 cada, sugerindo que elas seriam
uma cura para doença. Você não tem mar
vermelho aberto todo dia. Você não tem
milagres acontecendo todo dia e nem
[música] os tem talvez tanto hoje em
dia. Como é apregoado, repito, a minha
mágoa, uma mercantilização
de uma igreja evangélica. Hoje na vida
de alguns, me perdoe,
quero fazer amigos, não quero magoar
ninguém, mas que hoje tudo é milagre,
tudo é milagre, venha numa reunião de
milagre. E não é bem assim. Um pastor
evangélico conhecido como profeta
Santini foi preso hoje no Rio de
Janeiro, suspeito de praticar
estelionato. Segundo a polícia, ele
usava um sistema de telemarketing para
faturar com promessas de cura e
milagres.
>> Temos escândalos envolvendo lideranças
evangélicas, como as outras religiões
têm. Temos escândalos envolvendo
políticos que se declaram da bancada
evangélica, como as outras fés e
religiões são professadas também tem. E,
infelizmente, eu digo isso com muita
vergonha, realmente muitos deles não nos
nos representam. Agora, o que nós temos
no dia a dia, né, é gente que não é
perfeito, mas que honestamente está
buscando perfeição.
Então, por exemplo, abandonar os vícios,
abandonar e condutas
reprováveis pela fé pentecostal fazia
com que as pessoas passassem agora a
administrar melhor seus recursos, o
incentivo a a não permanecer
com um grau de instrução baixo, mas de
estudar, principalmente no propósito de
ser alfabetizado para poder ler a
Bíblia. E isso então fez com que houve
uma transformação também social.
>> Qual a influência de uma igreja numa
sociedade
poderia ser medida pelo fato de que se
ela deixasse de existir,
como seria a sociedade sem ela?
Bendito Deus, eterno Pai celestial. Ó
Deus eterno, criador dos céus e da
terra,
>> vá no presídio, vê quem atende o
presidiário brasileiro nas suas
necessidades emocionais, espirituais,
quando está lá na masmorra do nosso
sistema prisional, que é um dos piores
do mundo. A Igreja Evangélica faz um
trabalho nos presídios que eu gostaria
que muita gente crítica dos evangelhos
conhecessem.
>> [música]
>> Em grande parte do Brasil, o movimento
evangélico, ele é a UTI do Brasil,
porque perante a ineficiência do Estado,
a falência do Estado de fato em cuidar
das pessoas e pela perda da
solidariedade humana natural, os
evangélicos vem no trabalho social não
só o mandato de nosso Senhor de ajudar
os povos, mas também uma oportunidade
missionária de estabelecer igreja, de
cuidar das pessoas, de evangelizar, de
que aquelas pessoas sejam salvas.
Gostaria de levar alguém que critica os
evangélicos nas milhares de comunidades
terapêuticas Brasil afora. Nós temos um
trabalho em comunidades terapêuticas que
se o estado pagasse para fazer, não
teria dinheiro para fazer 1/3 do que as
comunidades evangélicas fazem no Brasil
para recuperar dependentes químicos.
>> Muito bom, tá? E aqui a gente começa a
ter uma toada um pouco diferente sobre
evangélicos e a participação desses
evangélicos na vida pública como parte
desse trabalho de alcance de pessoas em
situações terríveis, né? O que evoca um
pouco do que tava um pouco mais positivo
no começo do documentário. Até o Kister
fala aí razoavelmente positiva, de forma
razoavelmente positiva sobre essa essa
essa participação dos evangélicos, o
resgate de pessoas em situação de de
rua, dependentes químicos. Isso é uma
coisa que evangélicos fazem muito mais
que católicos, muito mais do que
espíritas, muito mais que ateus. Não
tem, quase não tem ateu, quase não tem
ateu nesses movimentos, né, de resgate
dos fracos. tínhamos trabalho na
cracolândia, que toda semana ia uma
equipe lá a conversar com as pessoas,
levar comida, procurar orientálos e
tirá-los da das ruas para levá-los para
uma casa de recuperação. Então eu vejo
que o papel social da igreja, que às
vezes a sociedade em si não não vê, mas
a igreja ela entra em lugares em que
muitas pessoas teriam medo de entrar. Eu
>> eu
>> acredito
>> na minha vitória.
>> Na minha vitória.
>> Satanás
>> está derrotado.
>> Está derrotado
>> na minha vida.
>> Na minha vida
>> em nome de Jesus.
>> Em nome de Jesus. sendo que pastores
entram em comunidades que uma pessoa
normal talvez não entraria ou [música]
ficaria com muito medo de entrar, mas em
muitas comunidades, mesmo ah havendo
traficantes de drogas e coisas assim,
muitos deles respeitam muito os
pastores, porque os pastores vão lá e às
vezes cuidam dos seus filhos [música] e
levam seus filhos pra igreja, entendeu?
Mas eu não vou desistir de vocês não.
Jesus,
>> nós temos igrejas nas regiões
ribeirinhas, pequenos barquinhos de
igrejas Assembleia de Deus, que são
esses barquinhos que levam a medicação,
são esses barquinhos que levam médico,
são esses barquinhos que levam o
advogado para mutirões. Nós temos
grandes embarcações como o grande navio
da sociedade bíblica do Brasil, que é
onde acontece hospitais.
eh, volantes, hospitais [música] que
ficam nos rios da região da Amazônia.
Então, a Igreja Evangélica tem feito um
trabalho social no Brasil gigante e
muitas vezes fazendo o papel do Estado e
não sendo reconhecida como uma agência
de transformação.
A fé transformou a minha vida assim de
tal maneira que fica até meio que
difícil de explicar. Se você caminhar
comigo sobre a minha história, o meu
testemunho, vocês vão entender, porque
eu sou uma pessoa que vivi antes de
Cristo,
destruição, e depois de Cristo,
>> libertação.
>> A fé transformou minha vida através de
uma cura, né? Eu estava enferma e de
repente eu encontrei Jesus e Jesus ele
trouxe essa cura para minha vida.
A marcha para Jesus, ela é um um ato de
adoração, de louvor e de invocação
de Jesus Cristo, que é Senhor, que é
Salvador, que é caminho, que é verdade,
que é vida.
E uma das coisas mais importantes é a
unidade. E a marcha durante todos esses
anos, ela tem promovido
essa unidade.
A igreja hoje ela tem uma voz na
sociedade
e essa voz
ela é ouvida, ela é respeitada.
E é claro que há interesses que
gostariam que a igreja fosse omissa, que
ela não tivesse essa voz. Mas não há
como, não há como nós calarmos
uma população que são milhões de
cristãos.
O Brasil é do Senhor Jesus Cristo.
[música]
>> Gente, hoje está ministrando no evento
como acho para Jesus, que é o maior
evento gospel do mundo. Para mim, de
verdade, é uma dádiva e uma dívida
também. Eu sou um improvável, alguém que
tinha de tudo para dar errado, mas a mão
de Deus me alcançou e me trouxe até
aqui. E para mim hoje é uma
responsabilidade muito grande
representar o evangelho através da minha
arte.
>> O que faça no meu coração
e sentimento de alegria tão lindo,
sentimento de gratidão a Deus tão
poderoso, tão forte, isso arde dentro de
mim.
E como é que você faz quando você vai
votar? Quais são os critérios? Como é
que você faz para eleger alguém? Olha,
eu escolho quem é eh do nossos, tipo
assim, o lado evangélico de verdade.
>> É muito natural que estes cidadãos
brasileiros plenos de responsabilidade,
plenos de direito, estejam permeando a
sociedade, estejam presentes em todos os
setores da sociedade. A igreja ela não
pode simplesmente ser influenciada pela
políticas, mas ela pode contribuir com
os seus valores, com pessoas suas na
política.
>> Que é uma grande balela também, uma, um,
me desculpe do termo, uma palhaçada
também parte da igreja achar que, ah,
não se tem que se envolver na política,
então vai deixar o Brasil na mão de
quem? Dos que servem al capeta. Esse é o
momento mais grave de que eu já vi na
vida pública, onde os demônios, as
entidades, onde homens que procuram
espíritos imundos para dirigir suas
vidas e suas decisões estão no poder
nesse país.
>> A esquerda hoje está tentando ah
conquistar os votos dos evangélicos e
precisa do voto dos evangélicos. Quando
a coisa vai para esses discursos
completamente exagerados e a já fiquei
tava tão bonitinho eles falando da da
gente cuidando dos pobres, aí vaiar o
Magno mal.
>> Mas eu acho muito difícil, é quase que
impossível ela conseguir a aumentar o
terreno de influência dela dentro das
igrejas evangélicas. O presidente Lula
sancionou duas leis que agradam ao
público evangélico do país. A primeira
reconhece as expressões artísticas
cristãs e os reflexos e as influências
do cristianismo como manifestação
cultural nacional. A outra medida
institui o Dia Nacional da Pastora e do
Pastor Evangélico, a ser celebrado todos
os anos no segundo domingo do mês de
junho, mas sem ser feriado nacional.
Isso. A última novidade da semana que
vem é que nós vamos transformar a semana
que vem a música GP Mia em patrimônio,
sabe? Brasileiro.
>> Até as próprias pesquisas mostram isso,
né? O o Lula, ele tem uma tem uma
prevalência em outras religiões do que
no meio evangélico. No meio evangélico
tem uma uma rejeição enorme e se
depender de mim, essa rejeição vai
aumentar ainda mais.
Isso depender de mim seja no uma
síndrome de protagonista maravilhosa.
Sei não, viu? Caraca, irmão, eles meu
Deus, [roncando] c minha que eu ganho
mais, mas é a síndrome de protagonismo
que me deixa de boca aberta.
>> Temos alguns desafios. O primeiro deles
é colocar representatividade
de quase 30% de evangélicos que somos no
Brasil, na Câmara. Isso significa
154 deputados. Ainda não somos tudo
isso, ou seja, estamos subrepresentados.
Nós também precisamos de 30% de
evangélicos no Senado, que aí nós
estamos falando de 25 senadores
aproximadamente.
Nós hoje só somos 16 senadores
evangélicos. Esse conselho vai se reunir
no mês de junho e nós vamos trazer todos
os candidatos
a nível de Brasil. Cada estado vai
trazer aqui os seus candidatos, aqueles
que já estão em mandatos, aqueles que
são candidatos à reeleição, aqueles que
são sendo candidatos pela primeira vez.
Enfim, nós vamos reunir aqui em São
Paulo e vamos ter ali uma palestra a
respeito do que é a política do Brasil,
uma palestra a respeito do que [música]
se espera desses candidatos. Então esse
conselho político está em plena
atividade e certamente será muito útil
para que possamos levar adiante aquilo
que é o desejo político da nossa
instituição.
>> O meu desejo é que quem sabe um dia nós
tenhamos um presidente da República
evangélico. Nós precisamos de mais
evangélicos
no espaço do poder judiciário. pesquisa
do CNJ indica um número
não expressivo, ao contrário, até
inexpressivo em relação a outras
vertentes religiosas e até não
religiosas dentro do poder judiciário.
>> Última pergunta. O nosso documentário
vai se chamar o Brasil evangélico.
Quando o senhor ouve essa expressão, o
que isso significa pro senhor? O que é o
Brasil evangélico?
O Brasil evangélico
>> pode ser muitas coisas boas ou ruins. Eu
digo isso como um evangélico que ama ser
evangélico.
>> O termo Brasil evangélico nada mais é do
que um carimbo ou um slogan do que já tá
acontecendo, do que é real e do que vai
cada vez mais acontecer. Pode ser um
Brasil de pessoas às vezes tão tão
amedrontadas pela possibilidade de serem
perseguidas que aceitam qualquer um que
discursa em seu nome.
>> A possibilidade que me assusta é a
velocidade do crescimento, mas com uma
capacidade e usando a linguagem bíblica
de discipular ainda muito fragilizado.
Muitas vezes quantidade a qualquer
preço, ela pode sacrificar a qualidade
que deveria ser acrescentada ao longo do
processo.
>> Mas eu acredito que um Brasil
verdadeiramente evangélico vai ser acima
de todo um Brasil que aprende a amar,
permite que as pessoas livremente vivam
suas vidas buscando seu próprio ideal,
sua própria felicidade. Sabe o que vem à
minha cabeça? liberdade religiosa.
Eu não quero um país aonde
todo mundo tem que cantar na minha
[música] cartilha.
Eu não quero um país onde todo mundo
seja obrigado a ser evangélico ou
católico cristão. Não, não, não.
O que vem a minha cabeça, Brasil
evangélico é um país aonde os
evangélicos são respeitados. [música]
Gostei. Finalzinho deu um tom positivo,
né? Para ter maluco pedindo teocracia no
documentário, é bom ter essa ideia de um
Brasil evangélico. É um Brasil que
serve, que ama, que cuida partir de suas
convicções, obviamente, mas a partir uma
visão não de domínio, não de controle,
mas de de graça e bondade.
[música]
>> Nós somos o povo da esperança. A palavra
esperança significa que no final tudo
vai fazer sentido. A dor, [música] o
trauma, as perdas, eh, as confusões
políticas.
os terremotos na [música] República.
Um dia nós vamos poder olhar para trás e
dizer: "Agora faz sentido". O que todos
nós queremos?
O que todos nós queremos, amigos, irmãos
evangélicos?
Que todos nós queremos, amigos irmãos
católicos?
O que nós queremos, irmãos e irmãs, de
qualquer igreja ou denominação,
que esse país
ele
ele navegue nas águas que o evangelho
fala de justiça social, o evangelho fala
de justiça social, o evangelho fala de
cuidado das viúvas, dos órfãs. Calma,
não é só cuidado com órfão e viúva, é
como se fosse um exemplo, como se fosse
a ponta do iceberg. Se um país cuida de
órfão e de uva, ele cuida de estudante.
Se um país cuida de órfão e viúva, ele
cuida do mendigo na rua. Se um país que
cuida do órfão e viúva, ele cuida da
prostituta, ele cuida do ladrão, ele
cuida do do perverso, ele cuida para que
todos mudem de vida. Então, esse
cristianismo que nós queremos, não o
mercadológico, não o que promove
pessoas, a personagens, a ícones. Eu não
quero ser um ícone, eu não quero ser um
personagem, eu quero ser alguém que onde
eu passe eu possa exalar o bom perfume
de Cristo. Do ponto de vista prático,
político, não tenho, não consigo ver
obstáculo para que os protestantes e
católicos evangélicos, né, pentecostais,
todos os cristãos do Brasil se unam no
mesmo propósito em comum, não é? E como
eu disse, perante os inimigos da fé, né,
nós somos iguais. Então, se queremos
brigar, nós temos que sobreviver
primeiro.
>> Então, eu continuo sendo terrivelmente
cristã. Eu sou cristã, não negocio
valores, não negocio princípios e não
tenho vergonha de dizer que sou cristã.
Essa minha frase foi muito para mandar
um recado. Essa é uma nação que tem na
sua constituição o respeito às
religiões. Então, não tenha vergonha de
se autodeclarar cristão.
>> Eu resumiria os principais motores
[música] de crescimento dos evangélicos
no Brasil em três palavras: presença,
[música]
linguagem e pertencimento. presença,
porque as igrejas elas se espalharam
pelo pelo Brasil, [música]
pelas periferias, pelas comunidades
e por poucas instituições que possuem
realmente [música] permanência e
influência. Eu diria linguagem porque o
movimento evangélico aprendeu a se
comunicar por meio da música, do rádio,
[música]
da televisão, da internet, das redes
sociais, dos podcasts e de praticamente
todos os estilos culturais de cada
geração. Pertencimento, porque a igreja
ela não oferece apenas uma [música]
doutrina, ela oferece comunidade,
identidade, oportunidade de
participação, [música]
rede de apoio e uma narrativa de
transformação pessoal.
Quanto mais perseguição, [música] mais
crescimento. Se você for recordar o
Brasil, em 1990, 9% [música]
da população se considerava evangélica.
E nós estamos chegando aí daqui a pouco
a 2030, [música] com praticamente aí 35
a 40% se considerando evangélicos.
[música]
>> Então a minha empolgação é porque eu vi
o que nós éramos. Eu vi o que nós nos
tornamos agora e estou prospectando o
que nós vamos nos tornar no futuro. E
essa visão é gloriosa, como a de João no
capítulo 19 de Apocalipse. Eu vi a noiva
se adornando para o resgate. Ou como
disse Salomão, quem é essa? Formosa como
a lua, resplandescente como o sol e
formidável como um exército [música] em
bandeira? Senhoras e senhores, essa é a
noiva do cordeiro. Essa é a igreja de
Jesus, sem mancha, sem mácula, sem ruga
e sem defeito. [música] O que você vê
agora ainda não é o seu estágio final.
Estamos nos transformando. [música]
[música]
Nós queremos transformar o Brasil
através de um povo que acredita que
fazer o certo vale a pena, [música] que
acredita que a humildade é um valor caro
à sociedade,
que acredita que o trabalho [música]
dignifica o homem, que acredita que Deus
quer não [música] só nos levar
para a glória eterna junto a ele,
[música] mas já hoje transformar a
realidade da vida das pessoas. Esse é o
Brasil Evangélico.
>> E termine em alta, termine alta. Gostei.
André Mendonça também foi uma
participação muito boa aqui nesse nesse
documentário. Achei achei muito bom.
André Mendonça, Davi Lago, o Jean
Regina, Thiago Vieira, foram minhas
participações favoritas aqui, viu? De
verdade, de verdade mesmo. Eu participei
muito pouco. Gastaram uma grana para de
passagem de hotel. E se eu falei, se
juntar tudo, se eu tinha falado um
minuto, é muito. Mas é isso, são meus
comentários gerais sobre Brasil
evangélico, né? Sol, eles estão soltando
uns cortes, né? Me disseram que a galera
tá tá xingando nos que tá xingando nós
nos nos cortes. O b de gente me chamando
de esquerdista normal. Quando você é
burro, todo mundo é diferente de você.
Tem gente me elogiando também aqui.
Necessária participação do pastor
Thaago. Tem um pessoal tem um pessoal
aqui. Pensei que tem mais gente me
xingando. Tem católico com raiva. Isso
me deixa feliz. Tem os católicos dizendo
que vai cancelar Brasil paralelo porque
me chamou. É que legal. Só que o Iago é
um ultra radical. Aí que preguiça. Fica
aí. Então meus comentários sobre o
documentário. Muitos de vocês me pediram
para falar sobre está falado. Esse foi o
vídeo de hoje. A gente tem vídeo quase
todos os dias em vários formatos. Espero
que alguma edificação, alguma instrução
possa ter surgido aí desse vídeo. Um
cheiro no seu cangote e até a próxima.
M.

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