A Graça Soberana de Deus alcança os mais improváveis (Jonas 3.1-10) | Rev. Edgar Lopes
28/07/2026
A Graça Soberana de Deus alcança os mais improváveis (Jonas 3.1-10) | Rev. Edgar Lopes
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Meus irmãos, graça e paz a todos. Hoje nós daremos continuidade a nossa série de exposição no texto de Jonas. A gente já passou por dois capítulos deste livro. São quatro capítulos e hoje nós vamos então para o terceiro. Jonas, capítulo três, eu vou ler todo o capítulo, versículos de um a 10. Para você localizá-lo de maneira mais fácil, abra em Mateus e aí retroceda alguns poucos livros e você vai chegar ao livro de Jonas. Faz parte dos profetas menores. Jonas, capítulo três, versículos de um a 10, diz assim a palavra do Senhor. Veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas dizendo: "Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo". Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era cidade muito importante diante de Deus e de três dias para percorrê-la. Começou Jonas a percorrer a cidade caminho de um dia e pregava e dizia: "Ainda 40 dias e Nínive será subvertida. Os ninivitas creram em Deus e proclamaram um jejum e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor. Chegou essa notícia ao rei de Nínive. Ele levantou-se do seu trono, tirou de si as vestes reais, cobriu-se de pano de saco e assentou-se sobre cinza. E fez-se proclamar e divulgar em Nínive: "Por mandado do rei e seus grandes, nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem os levem ao pasto, nem bebam água. Mas sejam cobertos de pano de saco, tanto os homens como os animais. E clamarão fortemente a Deus e se converterão cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se voltará Deus e se arrependerá e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos". Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez. Vamos orar mais uma vez, agora pedindo a benção do Senhor para que nós tenhamos entendimento da sua palavra, nós sejamos alimentados, edificados por ela. Senhor Deus, nós somos gratos pela oportunidade que o Senhor nos dá de estarmos aqui reunidos como igreja, como povo do Senhor. Obrigado a Deus por tudo que já foi realizado até aqui, neste momento de culto. E agora Deus, porque nós temos o privilégio de abrir a tua palavra e juntos, ó Deus, meditarmos, refletirmos, sermos instruídos, exortados pela tua bendita palavra. Que o teu Santo Espírito, o O quem a inspirou, venha agora Deus nos dar a iluminação, o entendimento, abrir os nossos olhos, os nossos ouvidos, para que possamos receber a palavra do Senhor. Que o nosso coração, ó Deus, esteja preparado para recebê-la. E assim, ó Deus, que nós sejamos estimulados pelo Espírito Santo, movidos por Ele para colocá-la em prática no decorrer da nossa vida. O Senhor fale conosco, ó Deus, por graça e por misericórdia. É no nome de Cristo que nós oramos e pedimos. Amém. Meus irmãos, existem situações, lugares e pessoas que, aos olhos humanos, parecem completamente irrecuperáveis. Pense em uma cidade, mas não pense em uma cidade bem arrumada, em uma cidade boa. Pense em uma cidade dominada pela violência, pela corrupção, pela imoralidade e pela idolatria. Será que é possível haver esperança de mudança, de recuperação para uma cidade como esta? Agora pense em pessoas. E mais uma vez, faça o exercício de não pensar em pessoas assim, moralmente boas, mas pense em pessoas cujo coração foi endurecido pelo pecado, que parecem ter ultrapassado todos os limites da rebeldia contra Deus. Será que as ainda existe esperança para essas pessoas? Será que a graça de Deus pode alcançar pecadores que nos parecem endurecidos demais para se arrepender? Mas e quando somos nós os que fracassamos? Quando desobedecemos deliberadamente à vontade de Deus, quando nós fugimos do seu chamado e sofremos as consequências do nosso pecado? Será que o Senhor ainda pode nos restaurar e nos tornar úteis para sua obra? Meus irmãos, essas perguntas nos conduzem ao coração da mensagem de Jonas. Nós estamos diante do capítulo que marca a grande virada do livro de Jonas. Se Jonas 1 revelou para nós a fuga do profeta e Jonas 2 registrou a sua disciplina e restauração no ventre de um grande peixe, Jonas 3 nos mostra que Deus restaura o seu servo e ele demonstra a sua misericórdia para com a cidade que ninguém imaginaria poder ser alcançada pela graça desse mesmo Deus. Tudo isso, irmãos, é maravilhoso por demais. Não se esqueça que na época de Jonas, Nínive era o retrato da perversidade humana. Nós estamos falando da pior cidade daquela época. Ela era a capital do poderoso império assírio e Nínive era conhecida em todo o mundo antigo por sua crueldade, violência e arrogância. Os assírios conquistavam nações em espalhando o terror por onde eles passavam. Os seus próprios registros históricos descrevem com orgulho torturas brutais, deportações em massa, cidades destruídas, inimigos empalados, decapitados e até esfolados vivos. Era assim que essa cidade agia. Ela era cruel. A violência não era apenas uma prática militar para conquistar outras nações, era motivo de exaltação nacional. Essa cidade se orgulhava de ser dessa forma. Por isso, Nínive havia se tornado um símbolo da maldade humana. É por isso que quando Jonas recebe uma comissão de Deus para pregar a esta cidade, Jonas não quis ir. Ele conhecia muito bem como era a cidade de Nínive. Humanamente falando, meus irmãos, era o último lugar para onde um profeta de Deus desejaria ir e era o último povo que alguém esperaria ver arrependido, transformado pela graça de Deus. Contudo, meus irmãos, o livro de Jonas não apresenta apenas uma cidade em profunda rebelião contra Deus. Essa Esse livro também apresenta para nós um profeta rebelde. Jonas também é apresentado como um problema nesse livro. Jonas era um homem de grande determinação. Se tem uma coisa que nós não podemos tirar de Jonas é o fato de que ele era muito determinado. Mas qual que era o problema? Toda a sua determinação foi empregada para desobedecer ao Senhor, fugir da sua presença. Ele foi determinado em fugir do Senhor, em desobedecer a voz clara, direta do Senhor para ele. Enquanto Deus dizia: "Levanta-te e vai a Nínive", Jonas se levantava para ir na direção oposta. Enquanto Deus dizia: "Olha, é para você ir para Nínive", Jonas se direcionava para Társis. Ele estava determinado em desobedecer ao Senhor. Os capítulos 1 e 2 deixam isso muito evidente para nós. Jonas resistiu ao chamado de Deus. Com isso, ele colocou outras pessoas em perigo. Ele preferiu ser lançado ao mar ao obedecer ao Senhor e somente foi interrompido em sua fuga porque Deus soberanamente interveio e então restaurou, buscou esse homem. Humanamente falando, ele também parecia um homem irrecuperável e inutilizável para o ministério. É assim, meus irmãos, que nós chegamos então ao capítulo 3 do livro de Jonas. E nele nós encontramos então dois casos aparentemente sem solução. Quais são os casos? Nínive, por um lado, e o outro lado a gente tem Jonas. Uma Uma cidade afundada na perversidade e um profeta marcado pela desobediência. Se dependesse da avaliação humana, será que nós diríamos que há futuro para esses dois? Para Nínive e para Jonas? Bom, Jonas 3 nos apresenta e ensina uma das mais belas verdades das escrituras. Quando a graça soberana de Deus entra em cena, nem o pecador mais endurecido, nem o servo mais fracassado estão ao além do alcance da sua misericórdia. O Deus que restaura Jonas é o mesmo que será apresentado aqui no capítulo 3 transformando e restaurando Nínive. Por mais longe que eles foram em seus pecados, a graça de Deus os alcançou. Pois a sua graça soberana alcança até mesmo os mais improváveis. E essa é uma verdade que nós precisamos aprender nessa noite. Esse é o resumo, irmão, do que nós iremos ver então e refletir à luz do texto que nós temos diante de nós. Faremos isso em algumas partes aqui, caminhando no decorrer de todo o capítulo. Primeiro, nós temos aí nos versículos de 1 a 3, Deus manifestando a sua graça ao renovar a comissão que ele dá a Jonas. Olha o que a gente tem aí nesses três versículos iniciais. Veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas dizendo: "Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo". Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era cidade muito importante diante de Deus e de três dias para percorrê-la. Meus irmãos, esses dois versos iniciais do capítulo 3 relatam para nós o que aconteceu com Jonas depois que Deus ordenou ao grande peixe que o vomitasse em terra seca. Muito provavelmente isso ocorreu nas proximidades de Jope, o mesmo local onde Jonas chegou, encontrou um navio, zarpou com esse navio e estava então se direcionando para Tarsis. Provavelmente a ordem de Deus era para que o peixe vomitasse esse profeta no mesmo local onde foi o ponto inicial da sua fuga. Naturalmente, nós poderíamos esperar que Jonas fosse vomitado então morto em terra seca. Não se esqueça que ele passou três dias e três noites dentro desse grande peixe. Lá ele orou ao Senhor, ele fez uma belíssima oração de arrependimento ao Senhor, mas nós não somos informados no capítulo dois que ele permaneceu com vida. Não somos informados nem em que dia ele fez a oração, se foi no primeiro, no segundo ou no terceiro. Portanto, em uma leitura natural, o que se espera é que agora o profeta tenha sido então vomitado morto. Mas para o nosso espanto, o capítulo três traz a informação de que não foi assim que Jonas foi vomitado. Pelo contrário, meus irmãos, nós estamos diante da realidade de um homem que foi vomitado, que passou três dias dentro do estômago desse grande peixe, mas ele foi vomitado com vida. E ele saiu arrependido dessa situação. Tanto é que esses dois versículos iniciais destacam que a palavra do Senhor veio a ele pela uma segunda vez. E ela veio com um objetivo claro, renovando o chamado e comissionando novamente para que ele fosse até Nínive e para que ele proclamasse a palavra de Deus para esta cidade. Meus irmãos, aqui de início nós temos uma apresentação clara para nós da graça de Deus que será exposta no decorrer de todo este capítulo. Não se esqueça que diante do primeiro comissionamento de Deus a esse homem, registrado no capítulo 1, ele preferiu desobedecer e fugir. Mas agora, o que a gente tem é a realidade de um Deus gracioso, que oferece uma segunda oportunidade para esse homem. É claro que poderia ter sido mais fácil se Jonas tivesse obedecido da primeira vez, se Jonas tivesse entendido que não adiantaria lutar contra Deus. Nessa luta, ele não sairia como vitorioso. Se ele tivesse entendido que era melhor obedecer do que se sacrificar na sua fuga, as coisas talvez teriam sido diferentes para ele. Todavia, mesmo em fuga, mesmo desobedecendo ao Senhor, o que o capítulo 3 nos mostra nos versos iniciais é que esse homem contou com um Deus gracioso, que o buscou, o disciplinou e o salvou de si mesmo. E agora lhe dá uma segunda chance. Queridos, isso é graça de Deus. É favor imerecido de Deus para com esse homem. É importante, queridos, destacar essa verdade, porque ao desobedecer deliberadamente ao Senhor e tentar fugir da sua presença, o que Jonas merecia para si? Ele merecia o juízo de Deus, o justo juízo de Deus sobre ele. No mínimo, ele poderia ter sido entregue às consequências do seu próprio pecado. Deus poderia tê-lo entregado a si mesmo. Deus poderia então deixar: "Jonas, você quer viver por conta própria? Você acha que você é senhor da sua vida e você acha que você vai conseguir sobreviver dessa maneira? OK, eu vou cruzar os meus braços, eu vou te entregar. Viva desse jeito". Qual seria o resultado? A destruição desse homem. Inevitavelmente, isso o levaria à destruição. Mas qual que é o ponto, irmãos? Deus não abandonou. Em sua misericórdia, Deus restaurou esse profeta e ele reconduziu ao serviço. Queridos, essa é uma marca constante da ação graciosa de Deus para com seus servos e a gente não pode esquecer disso. Toda a história da redenção está repleta de homens que fracassaram em algum momento da caminhada e a grande história da redenção continua tendo pessoas que fracassam no decorrer da caminhada. Você quer alguns exemplos? Abraão. Abraão fracassou, irmãos. Ele não foi perfeito. Moisés também fracassou. Davi, o homem segundo o coração de Deus, fracassou. Pedro, fracassou. Mas lá estava Deus, irmãos, oferecendo a sua graça, a sua misericórdia, a sua restauração para esses homens. Ainda assim, meus irmãos, Deus não desistiu deles. Em sua graça soberana, ele restaurou, ele continuou a usar esses homens para cumprir os seus propósitos. Não porque eles fossem dignos, irmãos, disso, mas porque Deus é perseverante em sua graça e ele é fiel à aliança que ele tem com o seu povo. Ele está sendo fiel à aliança que ele tem com Jonas, que fazia parte do povo da antiga aliança. Deus está sendo fiel com o seu profeta. Queridos, eu pergunto para nós nessa noite: quantos de nós estaríamos vivos hoje? Quantos faríamos parte da família de Deus? Quantos estaríamos agora com os ouvidos abertos e o coração inclinado para a sua bendita palavra se nós não tivéssemos um Deus perseverante em sua graça sobre as nossas vidas? Quem estaria aqui hoje para adorar esse Deus? Quem? A verdade é que hoje nós olhamos para a igreja de Cristo e nós a vemos composta por pecadores redimidos, irmãos. Homens e mulheres que outrora estavam destroçados pelo pecado, eram desobedientes, fugitivos da vontade de Deus, mas que em Jesus Cristo receberam uma nova oportunidade. Foi nele, irmãos, que nós alcançamos, nós fomos alcançados, melhor dizendo, pela graça e pela misericórdia de Deus. Se Deus, irmãos, não fosse perseverante em sua graça, é certo que nenhum de nós estaria aqui hoje. Nós não serviríamos, nós não adoraríamos e nós não nos importaríamos com a sua palavra e nem queríamos estar aqui para ouvi-la neste momento. Se nós permanecermos firmes, é porque Deus graciosamente foi muito maior do que os nossos pecados. A graça desse Deus foi muito maior do que os nossos pecados. A misericórdia desse Deus foi muito maior do que os nossos pecados e triunfou sobre as nossas quedas, irmãos. Triunfou sobre as nossas vidas. A pergunta agora que naturalmente surge é: como Jonas responde ao chamado desse Deus que o reconvoca mais uma vez? Qual que é a resposta que esse homem agora vai dar ao Senhor? Essa pergunta é importante porque, como nós vimos no capítulo 1, quando Deus o chamou pela primeira vez, em vez de obedecer, ele desobedece. Em vez de se manter na presença do Senhor, cumprir o propósito do Senhor, ele tenta fugir. Mas, queridos, o capítulo 3 vem e nos diz que a resposta dele agora é totalmente diferente. Conforme a parte A do versículo 3, nós somos informados que Jonas levantou-se e ele foi a Nínive segundo a palavra do Senhor. Olha que maravilha, nós temos agora um homem mudado. Nós temos um homem agora que não resiste mais à vontade do Senhor para a sua vida. Muito provavelmente, Jonas, por ter sido vomitado em Jope, ele teve que caminhar cerca de 900 km para chegar até Nínive. E E os estudiosos calculam que se ele caminhasse ali 30 km por dia, todos os dias, cerca de um mês para chegar até essa cidade. Ele teve tempo suficiente, meus irmãos, para desistir da palavra de Deus, do comissionamento de Deus, desistir daquilo que Deus colocou para ele mais uma vez. Mas dessa vez nós não encontramos ele resistente. Nossa, dessa vez nós encontramos ele obedecendo ao Senhor. O versículo 3 também ressalta a grandeza e a importância de Nínive diante de Deus, dizendo que era necessários 3 dias para percorrer essa cidade. Era uma missão longa, difícil e humanamente, irmãos, indesejável. Mas o que que a gente tem aqui? Ainda assim nós temos um profeta que se dispõe agora a cumprir a vontade de Deus e anunciar a sua palavra. Esse trecho, meus irmãos, nos ensina uma importante lição sobre a disciplina de Deus. O que aconteceu com esse profeta quando ele foi lançado nas águas, quando ele foi então ali pego por um peixe e ali dentro daquele peixe ele se viu como alguém que dependia da graça de Deus. Ali ele foi disciplinado, corrigido por Deus. Aqui nós temos uma importante lição sobre a o benefício de Deus nos disciplinar quando nós tentamos fugir da sua vontade, quando nós vivemos em desobediência a ele. O Senhor, meus irmãos, ele disciplina aqueles que ele ama. Não para destruí-los, mas para corrigi-los, para restaurá-los, para conduzi-los novamente ao caminho da obediência. Esse é o caminho que Deus quer que nós trilhemos. A disciplina produz então em nós fruto da submissão. E ela nos convence, irmãos, que obedecer ao Senhor é sempre o melhor caminho. Jonas aprendeu essa lição, ainda que de maneira muito dura, irmãos. Depois de tentar fugir da vontade de Deus, ele agora descobre que não há lugar mais seguro, mais sábio e mais feliz do que viver no centro da vontade de Deus para sua vida. Queridos, que nós aprendamos isso na caminhada. Que nós aprendamos isso no nosso relacionamento com o Senhor. Não há lugar mais seguro e feliz para nós do que vivermos no centro da vontade de Deus. Ainda que a vontade de Deus seja difícil para nós. Ainda que colocá-la em prática custe algo de nós. E por por vezes vai custar muitas coisas de nós. Ainda assim, meus irmãos, viver em obediência ao Senhor é o lugar mais feliz. É o melhor lugar para se estar. Bom, no primeiro momento aqui, então, a gente tem um Deus gracioso que transforma um homem pecador. Um homem desobediente, um homem que parecia ser irrecuperável. E mais, um homem que não parecia mais ser útil. Que não parecia mais ser útil. Será que nós, no lugar de Deus, nós aceitaríamos Jonas de volta para o trabalho? Será que nós o chutaríamos? Diria: "Olha, aqui você não vem mais. Nós não te queremos mais". Mas Deus recebe esse homem. Deus o comissiona novamente. Dá para ele a comissão e diz: "Vá. Vá lá. Você ainda é útil para esta missão". Agora a pergunta é: o que aconteceu com Nínive? A gente tem, então, uma primeira solução aqui. Bom, os versículos de quatro a nove vão mostrar para nós Deus agora manifestando a sua graça na proclamação da palavra de Jonas e no arrependimento que foi produzido no coração dos ninivitas. Olha o que a gente tem aí logo no versículo quatro. Começou Jonas a percorrer a cidade caminho de um dia e pregava e dizia: "Ainda 40 dias e Nínive será subvertida. Olha só, Jonas chegou em Nínive, caminhou por muitos dias, talvez chegou esgotado, cansado, mas lá estava Jonas. Ele chegou até essa cidade, entrou na cidade cujos habitantes eram perversos e violentos. Jonas passou os seus muros e era como se ele estivesse entrando na cova dos leões. Ele era um israelita, fazia parte de uma nação tão inimiga. E lá estava esse homem sozinho, cansado, entrando naquela cidade. E aí o texto nos diz que ele começou a percorrer aquela cidade, no caminho de um dia, e ele dizia as seguintes palavras: "Ainda 40 dias e Nínive será subvertida". Esse homem foi corajoso, irmãos. Esse homem foi corajoso. Às vezes a gente critica Jonas por não ter obedecido. A gente acha que ele fez errado, mas olha a coragem desse homem, entrar numa cidade como essa, terrível como era esta. E agora ele está dizendo: "Ainda 40 dias e Nínive será subvertida". Ou seja, ela será destruída. Ela será virada de cabeça para baixo, em 40 dias isso vai acontecer. A palavra subvertida aqui, meus irmãos, ela é usada também lá em Gênesis 19, para descrever o julgamento que Deus havia direcionado contra Sodoma e Gomorra. Isso indica aqui o que estava para acontecer com Nínive era o mesmo que tinha acontecido com aquelas duas cidades. Nínive se tornaria uma pilha de entulhos e fumaça. E Jonas, que era o encarregado de anunciar isso. Por isso, irmãos, eu chamo a atenção de vocês para alguns elementos nessas palavras de Jonas aqui, nessa pequena mensagem de Jonas. Primeiro aqui, o que se destaca de modo inicial nessa pregação do profeta é a simplicidade da mensagem. Ela possuía poucas palavras. Do ponto de vista humano, se fôssemos analisar como um sermão, nós poderíamos até dizer que ela foi um fracasso. Por que que ela foi um fracasso? Não tinha introdução, não tinha explicação, não tinha uma ilustração para trazer luz e clareza para aquilo que estava sendo dito. Será que Jonas estava falando com vontade ou não? Ou seja, do ponto de vista humano, fracasso na exposição da mensagem. Jonas não era um bom orador. Jonas não estava como um bom orador aqui. Segundo, irmãos, era uma mensagem de juízo, de um Deus irado, pronto para punir o pecado desse povo, pronto para destruir esta cidade. E aí, no primeiro momento, parece até que essa mensagem tinha um caráter incondicional. Porém, quando a gente olha mais detidamente para as palavras de Jonas, há uma referência que diz ainda 40 dias. Isso sugere, meus irmãos, uma oportunidade para Nínive se arrepender e ser poupada. Isso expõe para nós, irmãos, a graça de Deus na sua mensagem. Ele poderia ter destruído Nínive sem enviar um profeta lá, não poderia? Ele conhecia a situação dessa cidade, ele anunciou para Jonas que o pecado dessa cidade chegou até ele, ou seja, ele tinha conhecimento, ele sabia, ele conhecia o coração dos ninivitas, ele conhecia a prática pecaminosa desse povo. Deus poderia muito bem ter destruído a cidade sem mandar um profeta para lá. No entanto, assim como Jonas tinha recebido uma segunda chance, uma possibilidade de recomeço, Deus agora está proporcionando isso para Nínive. Por isso que ele diz, olha, em 40 dias Nínive será destruída. Nínive foi colocada então no corredor da morte, mas havia uma possibilidade de suspensão da sentença. Qual que é o nome disso, irmãos? É graça, é misericórdia de Deus, é Deus deixar de dar o que eles mereciam. Deus envia primeiro um profeta, Deus envia sua palavra, Deus está agindo graciosamente para com os ninivitas. Terceiro, será que Jonas queria mesmo que o povo da cidade se arrependesse? Deus transformou Jonas, restaurou Jonas, mas Jonas ainda não era assim um produto acabado, pronto e perfeito, irmãos, assim como nós não somos. Deus ainda estava trabalhando neste homem. E a gente vai ver lá no capítulo quatro que, infelizmente, não era bem o que o Jonas queria. Ele não queria que essa cidade fosse poupada. Então, em um certo sentido, parece que Jonas pregou com prazer. Olha, 40 dias, vocês serão destruídos. Vocês podem até me matar aqui por causa dessa mensagem. Mas vocês vão matar aquele que anunciou a queda de vocês. O Tim Keller, comentando esse texto no seu maravilhoso livro O Profeta Pródigo, ele afirma que, apesar de Jonas ter deixado os ninivitas conscientes de que o perdão era possível, essa não era a força propulsora da sua pregação. O resumo que o texto nos dá do seu sermão não é: em 40 dias Nínive pode vir a ser destruída, mas sim em 40 dias Nínive será destruída. Era isso que Jonas entusiasticamente desejava e profetizava. Ele sentia, meus irmãos, prazer em pregar a ira de Deus sobre essa cidade. E ele o fez com satisfação, não com lágrimas, pois mal podia esperar para ver o flagelo dessa cidade. No capítulo quatro ele vai fazer isso. Ele vai arrumar um camarote para ver a destruição dessa cidade. Queridos, outro elemento que a gente tem aqui é que dificilmente poderíamos esperar uma reação dos ninivitas que não fosse a rejeição. A fama dessa cidade era a pior possível, se orgulhava da sua crueldade. Jonas seria mais um alvo da sua crueldade. Jonas veio com uma mensagem de destruição? Levanta-se o exército de Nínive e destrói esse homem. Corta o em pedacinhos, se preciso for, para que essa mensagem seja anunciada às demais nações. Para que fique claro que nenhum profeta, nenhum homem pode chegar aqui e ousar falar que essa cidade um dia será destruída. O que nós poderíamos esperar então é zombaria e até mesmo perseguição e a morte desse profeta. Porque nós sabemos da fama de crueldade que ela tinha. Mas o que que acontece em seguida? Não é assim, irmãos, que os ninivitas vão reagir. Vejamos o que a gente tem do versículo 5 ao 9. Percebam como essa cidade reagiu à mensagem do profeta. Os ninivitas creram em Deus e proclamaram um jejum e vestiram-se de panos de saco desde o maior até o menor. Chegou essa notícia ao rei de Nínive, ele levantou-se do seu trono, tirou de si as tirou de si as vestes reais, cobriu-se de pano de saco e assentou-se sobre cinza. E fez-se proclamar e divulgar em Nínive, por mandado do rei e seus grandes, nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem os levem ao pasto, nem bebam água, mas sejam cobertos de pano de saco, tanto os homens como os animais. E clamarão fortemente a Deus e se converterão cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se voltará a Deus e se arrependerá e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos. Queridos, olha a reação dessa cidade. O que aconteceu foi que as palavras de Jonas se espalharam rapidamente por todas as partes da cidade, dessa cidade importante, grande. A palavra de Deus se espalhou. E ela produziu a melhor reação. Ela produziu a melhor resposta. Os ninivitas aceitaram a mensagem de Jonas, não como sendo a mensagem dele, mas como sendo a mensagem do Deus dele. E eles creram nesse Deus. E mais, meus irmãos, eles responderam com arrependimento imediato. E eles clamaram pela misericórdia deste Deus. Olha a ação graciosa de Deus, irmãos, aqui por meio da sua mensagem. Enquanto o profeta anunciava a destruição, ironicamente o povo recebeu a mensagem com arrependimento e com mudança de conduta. E aqui eu chamo a atenção de vocês para a sequência da postura dos ninivitas. Eles proclamaram o jejum. Eles vestiram-se de panos de saco, que era uma postura de alguém que estava demonstrando contrição, arrependimento, alguém que se humilhava. Vestiram-se de panos de saco. Todos, do maior ao menor, a cidade toda, irmãos. Quantos missionários não gostariam de presenciar isso? Jonas estava lá presenciando, com uma mensagem curtinha, sem muita vontade. O povo tá arrependido, humilhando. A notícia chegou ao rei de Nínive, que também se humilhou, levantou-se do trono, tirou suas vestes reais e ele também cobriu-se de pano de saco, assentou-se em cinzas, mais uma vez atitude de alguém que está arrependido e humilhado. E não parou por aí, meus irmãos. O rei, ele fez proclamar e divulgar em toda a cidade que todas as pessoas deveriam vestir-se de pano de saco, clamar a Deus e o mais importante de tudo, eles deveriam abandonar o comportamento perverso que tinham. A palavra chegou para fazer mudança. Uma mudança na cidade toda, irmãos. Até mesmo os animais deveriam fazer jejum. Já viram isso? Até mesmo os animais deveriam parar de comer, de beber, deveriam fazer jejum. Eles achavam, irmãos, que até mesmo os animais poderiam ter ofendido o Deus de Jonas. Então, por dúvida ou não, eles então colocaram até os animais para praticarem isso. E aí, queridos, no verso nove, a gente tem algo especial. O rei, então, ele demonstra não saber ao certo se o anúncio de juízo era incondicional ou não. Mas ele resolve que valia a pena mudar a postura. Pois dessa forma, Deus poderia mostrar misericórdia. Deus poderia desistir de enviar o juízo. Ele está expondo um coração arrependido diante de Deus. E ele crê que Deus poderia agir com misericórdia. A pergunta que a gente precisa fazer aqui agora e responder de onde esse rei tirou essa percepção de que Deus poderia agir com misericórdia para com eles? Se tão pecadores eles eram, de onde eles tiraram essa percepção? Será que eles conheciam esse Deus? Será que eles tinham lido a Torá? Será que eles sabiam sobre o Deus de Israel? O entendimento de que ele era um Deus de misericórdia? De onde eles tiveram, tiraram essa percepção? Queridos, os estudiosos destacam que o rei deve ter tido essa percepção de esperança e colocaram essa esperança na compaixão de Deus, olhando para o profeta, aquele que anunciava a mensagem. Jonas não só proclamou a palavra de Deus, irmãos, mas também ele exemplificou pela sua própria vida de que Deus é misericordioso. Não foi assim que Deus agiu para com esse profeta? Não foi com misericórdia que Deus agiu para com ele? O próprio Jonas era um exemplo vivo de que Deus poderia agir com misericórdia. Jonas era um sinal visível da graça de Deus. Ele fugiu da vontade, mas ele foi resgatado por esse Deus e ele agora servia de exemplo da sua própria mensagem. O próprio Jonas, irmãos, foi uma mensagem de esperança para essa cidade. Ele estava em Nínive como alguém que poderia dizer em alto e bom som: "Olhem para mim. Perdão e restauração são possíveis até mesmo para aqueles que desobedecem e fogem de Deus. Olhem para mim". Meus irmãos, isso nos ensina claramente que Deus usou até mesmo a rebelião desse profeta para trabalhar nesse profeta e através desse profeta. Deus trabalhou em Jonas. Deus usou Jonas para que ele fosse agora um instrumento útil para pregar aos ninivitas. Talvez se lá no primeiro momento Jonas tivesse obedecido e levado a mensagem para essa cidade, talvez não teria gerado o fruto que gerou agora, porque não foi o Jonas lá do capítulo 1 que foi até Nínive, foi o Jonas do capítulo 2 que ficou dentro de um grande peixe e lá reconheceu a soberania do Senhor. Lá reconheceu a graça do Senhor sobre a sua vida. Queridos, há uma lição preciosa aqui para nós. Todos, com exceção daqueles que transformam a graça de Deus em pretexto para continuar pecando, tem esse mesmo princípio operacional de Deus sobre as suas vidas. Todos os que verdadeiramente são filhos de Deus em Jesus Cristo, podem declarar que todas as coisas verdadeiramente cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. De fato, irmãos, a disciplina de Deus sobre a vida desse profeta contribuiu para o bem. De fato contribuiu. Cumpriu o propósito de Deus para a vida desse profeta. Deus trabalhou em Jonas e agora ele estava trabalhando através de Jonas. Queridos, Deus continua fazendo isso ainda hoje. Ele está trabalhando em mim, ele está trabalhando em vocês, ele está trabalhando em nós e ele trabalha através de nós. Nós não somos um produtos pronto, perfeito, mas Deus todos os dias, paulatinamente, trabalha em mim, trabalha em vocês e trabalha através de nós. Que as pessoas olhem para nós, para a mensagem que nós proclamamos e vejam a ação graciosa de Deus sobre a nossa vida. A misericórdia de Deus sobre a nossa vida. O projeto para a vida de Jonas era que ele, alcançado por sua graça persistente, pudesse servir de instrumento para salvação dos pecadores ninivitas. Ainda uma questão aqui que precisa ser apontada, irmãos. Existe um debate quanto à reação dos ninivitas. Os estudiosos debatem sobre a profundidade e a duração do arrependimento desse povo. Há debate sobre a conversão, se os ninivitas se voltaram para o Deus de Jonas como único Deus ou não, se eles abandonaram a idolatria e se esses efeitos ficaram restritos apenas àquela geração. Porque quando a gente continua lendo a história do povo de Israel, depois da divisão dos reinos, a gente vai ter um cativeiro para o reino do norte. E quem vai levar cativo o reino do norte é a Síria. Só que lá é uma geração posterior. Parece que esse arrependimento durou para essa geração. Isso não foi passado para a próxima geração. Mas o que está claro aqui para nós, meus irmãos, é que na época de Jonas e pela instrumentalidade dele, houve recepção da palavra de Deus. Houve crença, contrição, arrependimento e principalmente disposição para mudança de conduta. Agora, por que que Deus estava agindo dessa forma? Porque tudo isso, irmãos, era muito importante para gerar uma mensagem e um contraste para os israelitas que leriam o livro de Jonas. Veja o contraste que a gente tem agora depois desses ocorridos aqui. Enquanto Jonas precisou ser disciplinado por Deus para aprender a obedecer, o povo de Israel foi confrontado por inúmeros profetas que durante anos lhe suplicavam para que se arrependesse. Ainda assim, eles permaneceram com o coração duro e não se voltaram para Deus. Não era assim? A gente tem vários livros, os profetas. A mensagem desses profetas, repetidas vezes, foi levada ao povo de Israel, ao povo de Judá. E o que o povo fazia? Permanecia com o coração duro, não se arrependia e não se voltava para o Senhor. Mas olha o contraste, olha os ninivitas. Eles tiveram uma reação completamente diferente. Receberam apenas um profeta que, diga-se de passagem, não era o mais obediente e nem o mais motivado a ver aquela cidade transformada. Eles receberam também uma mensagem extremamente breve, resumida em uma única frase que dizia: "Ainda 40 dias e Nínive será subvertida". Em contraste com Israel, meus irmãos, que receberam livros e livros dos profetas, mensagens e mensagens dos profetas, mas não se arrependiam. Os ninivitas, meus irmãos, ouviram uma única proclamação e imediatamente se arrependeram. O livro de Jonas deveria ser lido pelo reino do sul, pelo reino do norte, para que eles pudessem perceber o quão pecadores eles estavam sendo diante de Deus. O quão duro eles estavam sendo diante de Deus. Além disso, irmãos, dentro da grande história da redenção, isso exemplifica para nós o que Paulo vai dizer lá em Romanos 3, que Deus não é apenas dos judeus, mas ele também é dos gentios. Ele alcança também os gentios. Queridos, toda essa cena nos permite entendermos o quanto é poderosa e valiosa a palavra de Deus. Ele alcançou todos em Nínive, sem acepção de pessoas, ele alcançou pobres, ricos, crianças e adultos. Até o rei se curvou diante de Deus para ouvir a palavra. E olha que não foi uma palavra fofinha, açucarada. Jonas não chegou lá dizendo: "Olha, vocês são o ponto fraco de Deus". Jonas não chegou lá dizendo: "Lindos, eu tenho uma mensagem para vocês". Foi uma mensagem de juízo, não foi fofinha e nem açucarada. Qual que foi o resultado, irmãos? 100%. Todo o povo se arrependeu, a despeito das intenções do profeta de ver a conversão dos ninivitas. Agora, por que que Deus fez assim, irmãos? Porque certamente ele quis mostrar que a glória é dele. O poder é dele. Quem converte, quem converte é ele. Não é o pregador, meus irmãos. Ele faz isso por meio de quem ele quiser, até mesmo por meio de Jonas. Ele pode fazer com que essas coisas aconteçam. Como bem descreveu Jonas no capítulo dois, no versículo nove, a salvação pertence a quem? O Senhor. A salvação pertence ao Senhor e não a Jonas. Isso nos ensina, meus irmãos, que nós não temos motivo para sentir vergonha da palavra de Deus. Do verdadeiro evangelho. E nem achar que a palavra de Deus não é poderosa, porque ela ela é poderosa, irmãos. Charles Spurgeon dizia que o evangelho ele é como um leão enjaulado. A nossa tarefa é abrir a porta da jaula, irmãos. No mais, o evangelho é poderoso por si só. O poder está no evangelho e não em quem prega. Não é na nossa oratória, mas na palavra. Recebida e crida como palavra de Deus que ela é. O poder está na palavra e no Deus que age graciosamente por meio da sua palavra. Se o evangelho for pregado genuinamente, certamente pessoas serão salvas, irmãos, e vidas serão mudadas. E nós somos provas vivas disso. Não nos esqueçamos disso. Não nos esqueçamos disso, irmãos. No verso 10, então, caminhando para o final, nós temos a resposta mais importante deste capítulo de Jonas. Nós já tivemos duas, né? A primeira foi a de Jonas que respondeu com obediência à comissão que Deus, mais uma vez, deu a ele. A segunda resposta foi a dos ninivitas que creu na mensagem e arrependeu. Mas essas duas respostas não foram as mais importantes do capítulo. A mais importante está no capítulo, no versículo 10, irmãos. É a resposta de Deus, agora, que entra em ação. É o ápice do capítulo três. No versículo 10, nós temos a resposta graciosa de Deus que retira o juízo sobre os ninivitas. O texto diz: "Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez". Queridos, Deus viu a mudança de Nínive e ele responde com compaixão, deixando de enviar o juízo que ele havia anunciado. E aqui aparece uma expressão que é difícil, no primeiro momento, para ser entendida, que é a expressão de que Deus se arrepende, se arrependeu. Isso aqui precisa ser bem entendido, meus irmãos, porque aqui nós temos o que os teólogos chamam de uma linguagem de acomodação. Deus falou, se revelou na língua dos homens e a língua dos homens tem limitações para comportar a revelação de Deus. Aquilo que Deus expressa sobre si. Aqui a gente tem uma linguagem que é considerada antropopática. Ela expõe sentimentos humanos que foram colocados em Deus para tentar expressar, uma tentativa de expressão do que ele fez diante da mudança de Nínive. Mas essa essa linguagem, irmãos, ela não significa uma mudança em Deus, pois ele é imutável. Na verdade, o que muda é a relação da criatura com esse Deus que é imutável. Quando o pecado permanece, quando o pecador permanece rebelde, ele experimenta a ira de Deus. Mas quando ele se arrepende, ele experimenta a misericórdia desse Deus. E tudo isso, irmãos, está previsto no decreto eterno de Deus, de uma maneira que a gente nem sempre consegue entender. Raras são as vezes que a gente consegue entender algumas coisinhas sobre isso. Portanto, a mudança aqui, ela não acontece em Deus, mas ela aconteceu em Nínive, que que creu, arrependeu-se dos seus pecados e mudou de conduta, mostrou um verdadeiro arrependimento e mudança de conduta. Ao crerem na palavra de Deus, eles então foram foram foram com a graça e a misericórdia de Deus e não com o seu juízo. Deus fala sobre isso lá em Jeremias 18, no versículo 7 e 8. Quando ele fala do oleiro, do vaso, ele fala sobre isso. Nesse texto, Deus diz: "Olha, no momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derrubar e destruir, se tal nação se converter da maldade contra a qual eu falei, também eu me arrependerei". Olha novamente a expressão do mal que pensava fazer. O juízo de Deus é real, irmãos. Esses textos deixam isso claro para nós, mas a sua misericórdia também é real. O Senhor, ele não tem prazer na destruição do pecador. Ele chama ao arrependimento. E quando esse arrependimento é produzido pela graça dele, pela ação eficaz dele, então ele suspende o seu juízo sobre essas pessoas. Mas então a gente tem um problema aqui para resolver, irmãos. Como que Deus pôde perdoar uma cidade tão má como Nínive? Pare para pensar. Como Deus pôde perdoar esse povo que causou tanto sofrimento a tantas outras pessoas? Como que Deus foi capaz de fazer isso? Queridos, do mesmo jeito que ele pôde continuar nos perdoar. Continua do mesmo jeito. A resposta está onde? A resposta está na cruz de Cristo. É lá, meus irmãos, que Deus sofre literalmente ao arrepender-se de condenar pecadores pelos seus pecados. Na cruz, irmãos, é colocado sobre Jesus o julgamento que deveria cair sobre nós. Na cruz de Cristo, sobre Cristo, Deus depositou todo o mal daqueles que se voltam para ele em arrependimento. É na cruz de Cristo que Deus sofre sobre si a dor, o peso do seu próprio arrependimento, usando a linguagem antropopática aqui. É na cruz de Cristo. Ele tirou o juízo de sobre Nínive e ele lança na cruz do seu filho. Ele tirou o juízo sobre nós e ele lança na cruz sobre o seu filho. Ele continua sendo justo, ele continua sendo aquele que age com justiça, mas ele também continua sendo misericordioso, gracioso, alcançando os piores pecadores. É lá, irmãos, que tá o peso do arrependimento desse Deus. Aplicações, queridos, Deus é gracioso para nos proporcionar recomeços, irmãos. O que aconteceu com Jonas nos assegura que Deus pode restaurar pessoas quebradas e sustentá-las com a sua graça. Ele não tem prazer em nos ver afundar até a morte, ainda que ele use isso para nos moldar. Deus nos leva ao verdadeiro arrependimento, irmãos, e ele nos proporciona recomeços. Ele fez isso com Jonas e ele faz isso conosco. Todas as vezes que nós pedimos perdão a ele, novos começos são oferecidos a nós. Queridos, Deus também é soberano. Qual foi a vontade que prevaleceu? A de Jonas no capítulo 1 ou a de Deus? É claro que foi a de Deus. Não foi a de Jonas. Por fim, irmãos, não perca de vista da grande história da redenção em que você, em Cristo Jesus, está inserido. Por que que eu falo sobre isso? Porque a narrativa de Jonas 13, Jonas 3, perdão, ela se aplica a nós porque o foco dessa narrativa não é sobre um grande profeta chamado Jonas, porque nem grande ele era assim. Não é também sobre uma grande cidade chamada Nínive, olha que ela era uma uma cidade. Mas qual que é o foco do capítulo três? Em um grande Deus, irmãos. Um Deus que graciosamente restaura servos fracassados, envia a sua palavra com poder, concede arrependimento e demonstra misericórdia. O foco é Deus no capítulo três, em todo o livro, em toda a Bíblia. Por isso, o Jonas da narrativa do capítulo três, dentro da grande história da redenção, conectando a grande história que está sendo contada de Gênesis a Apocalipse, ele funciona apenas como sombra. Eu venho dizendo, Jonas anunciava um profeta maior que haveria de vir. Jonas, ele está funcionando como sombra. Ele apontava, meus irmãos, para um profeta muito maior que ele e que todos os outros profetas. Toda a história de Jonas aponta para aquele que pisaria definitivamente na cidade dos homens e traria, irmãos, salvação definitiva para os homens. É claro, irmãos, que é para Jesus Cristo que Jonas aponta. Diferente de Jonas, meus irmãos, Jesus não precisou de uma segunda chance. Ou precisou? Ele não precisou de uma segunda chance. Por quê? Porque Jesus jamais falhou como Jonas falhou. Jesus não apenas trouxe uma mensagem, ele encarnou a própria mensagem. Ele não só exemplificou, mas ele encarnou a palavra encarnada. É Cristo. Jesus não proclamou, meus irmãos, apenas a chegada do juízo de Deus. O evangelho traz o anúncio da chegada do juízo de Deus. Mas Jesus assumiu sobre si o juízo de Deus. Enquanto Jonas foi poupado da morte, Cristo morreu pelos nossos pecados. Ele desceu à sepultura por três dias, mas de lá ele foi ressuscitado com poder, meus irmãos. Jesus não apenas chamou pecadores ao arrependimento, ele deu a sua própria vida para que esse arrependimento produzisse perdão e reconciliação com o pai. A voz desse profeta salvador, maior do que Jonas, irmãos, ressoa hoje por meio do evangelho, chamando ao arrependimento, oferecendo a graça e a misericórdia que triunfam sobre o juízo para todos aqueles que vem a ele por fé. A voz desse profeta continua ressoando por meio do evangelho. Porém, irmãos, também é preciso lembrar que aqueles que recusam a oferta graciosa e misericordiosa de Deus para salvá-los não é só Jesus que irá testificar contra eles no dia do juízo. Pois o próprio Jesus disse, como registra Lucas 11:32, prestem atenção, que ninivitas, o povo daqui, do capítulo três, ninivitas se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui quem está maior do que Jonas. Jesus falando de si. Os próprios ninivitas estarão lá. Queridos, se Deus foi capaz de salvar a grande e violenta Nínive, ele é capaz de salvar quem você considera impossível. Mais importante, ele é capaz de usar você, apesar das suas falhas passadas, para levar a mensagem da salvação. Ele usou Jonas, ele pode nos usar, irmãos. Nós somos comissionados a anunciar com fidelidade esse evangelho ao mundo, crendo no poder da palavra, irmãos. Vivamos a boa nova do evangelho todos os dias e anunciemos a todos quanto pudermos. Que Deus assim nos abençoe. Vamos orar? Vamos colocar de pé, fazer nossa última oração, encerrar nosso momento de culto. >> [música]