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A fé vem pelo ouvir

A Graça Soberana de Deus alcança os mais improváveis (Jonas 3.1-10) | Rev. Edgar Lopes

A Graça Soberana de Deus alcança os mais improváveis (Jonas 3.1-10) | Rev. Edgar Lopes

A Graça Soberana de Deus alcança os mais improváveis (Jonas 3.1-10) | Rev. Edgar Lopes

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Legendas automáticas:

Meus irmãos, graça e paz a todos.
Hoje nós daremos continuidade
a nossa série de exposição
no texto de Jonas. A gente já passou por
dois capítulos deste livro.
São quatro capítulos e hoje nós vamos
então para o terceiro.
Jonas, capítulo três, eu vou ler todo o
capítulo,
versículos de um a 10.
Para você localizá-lo de maneira mais
fácil,
abra em Mateus
e aí retroceda alguns
poucos livros e você vai chegar
ao livro de Jonas. Faz parte dos
profetas
menores.
Jonas, capítulo três,
versículos de um a 10,
diz assim
a palavra do Senhor.
Veio a palavra do Senhor
segunda vez a Jonas dizendo:
"Dispõe-te, vai à grande cidade de
Nínive e proclama contra ela a mensagem
que eu te digo".
Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive
segundo a palavra do Senhor.
Ora,
Nínive era cidade muito importante
diante de Deus e de três dias para
percorrê-la.
Começou Jonas a percorrer a cidade
caminho de um dia e pregava e dizia:
"Ainda 40 dias e Nínive será subvertida.
Os ninivitas creram em Deus e
proclamaram um jejum e vestiram-se de
panos de saco, desde o maior até o
menor.
Chegou essa notícia ao rei de Nínive.
Ele levantou-se do seu trono, tirou de
si as vestes reais, cobriu-se de pano de
saco e assentou-se sobre cinza.
E fez-se proclamar e divulgar em Nínive:
"Por mandado do rei e seus grandes, nem
homens, nem animais, nem bois, nem
ovelhas
provem coisa alguma,
nem os levem ao pasto, nem bebam água.
Mas sejam cobertos de pano de saco,
tanto os homens como os animais. E
clamarão fortemente a Deus e se
converterão cada um do seu mau caminho e
da violência que há nas suas mãos.
Quem sabe se voltará Deus e se
arrependerá
e se apartará do furor da sua ira, de
sorte que não pereçamos".
Viu Deus o que fizeram, como se
converteram do seu mau caminho e Deus se
arrependeu do mal que tinha dito lhes
faria e não o fez. Vamos orar mais uma
vez, agora pedindo a benção do Senhor
para que nós tenhamos entendimento da
sua palavra, nós sejamos alimentados,
edificados por ela.
Senhor Deus, nós somos gratos
pela oportunidade que o Senhor nos dá
de estarmos aqui reunidos como igreja,
como povo do Senhor.
Obrigado a Deus por tudo que já foi
realizado até aqui, neste momento de
culto.
E agora Deus, porque nós temos o
privilégio de abrir a tua palavra
e juntos, ó Deus, meditarmos,
refletirmos, sermos instruídos,
exortados pela tua bendita palavra.
Que o teu Santo Espírito, o O quem a
inspirou,
venha agora Deus nos dar a iluminação, o
entendimento, abrir os nossos olhos, os
nossos ouvidos,
para que possamos receber a palavra do
Senhor.
Que o nosso coração, ó Deus, esteja
preparado para recebê-la.
E assim, ó Deus, que nós sejamos
estimulados pelo Espírito Santo, movidos
por Ele para colocá-la em prática no
decorrer da nossa vida. O Senhor fale
conosco, ó Deus, por graça e por
misericórdia. É no nome de Cristo que
nós oramos e pedimos. Amém.
Meus irmãos, existem situações, lugares
e pessoas
que, aos olhos humanos, parecem
completamente irrecuperáveis.
Pense em uma cidade,
mas não pense em uma cidade bem
arrumada, em uma cidade boa.
Pense em uma cidade dominada pela
violência,
pela corrupção, pela imoralidade e pela
idolatria.
Será que é possível haver esperança de
mudança, de recuperação para uma cidade
como esta?
Agora pense em pessoas.
E mais uma vez, faça o exercício de não
pensar em pessoas assim, moralmente
boas, mas pense em pessoas cujo coração
foi endurecido pelo pecado,
que parecem ter ultrapassado todos os
limites da rebeldia contra Deus.
Será que as ainda existe esperança para
essas pessoas? Será que a graça de Deus
pode alcançar pecadores que nos parecem
endurecidos demais para se arrepender?
Mas e quando somos nós os que
fracassamos?
Quando desobedecemos deliberadamente à
vontade de Deus, quando nós fugimos
do seu chamado e sofremos as
consequências do nosso pecado?
Será que o Senhor ainda pode nos
restaurar e nos tornar úteis para sua
obra?
Meus irmãos, essas perguntas nos
conduzem ao coração da mensagem de
Jonas.
Nós estamos diante do capítulo que marca
a grande virada do livro de Jonas.
Se Jonas 1 revelou para nós a fuga do
profeta e Jonas 2 registrou a sua
disciplina e restauração no ventre de um
grande peixe, Jonas 3 nos mostra que
Deus restaura o seu servo e ele
demonstra a sua misericórdia para com a
cidade que ninguém imaginaria poder ser
alcançada pela graça desse mesmo Deus.
Tudo isso, irmãos, é maravilhoso por
demais.
Não se esqueça que na época de Jonas,
Nínive era o retrato da perversidade
humana.
Nós estamos falando da pior cidade
daquela época. Ela era a capital do
poderoso império assírio e Nínive era
conhecida em todo o mundo antigo por sua
crueldade,
violência e arrogância.
Os assírios conquistavam nações em
espalhando o terror por onde eles
passavam.
Os seus próprios registros históricos
descrevem com orgulho torturas brutais,
deportações em massa, cidades
destruídas, inimigos empalados,
decapitados e até esfolados vivos. Era
assim que essa cidade agia. Ela era
cruel. A violência não era apenas uma
prática militar para conquistar outras
nações, era motivo de exaltação
nacional. Essa cidade se orgulhava de
ser dessa forma.
Por isso, Nínive havia se tornado um
símbolo da maldade humana. É por isso
que quando Jonas recebe uma comissão de
Deus para pregar a esta cidade, Jonas
não quis ir. Ele conhecia muito bem como
era a cidade de Nínive. Humanamente
falando, meus irmãos, era o último lugar
para onde um profeta de Deus desejaria
ir e era o último povo que alguém
esperaria ver arrependido, transformado
pela graça de Deus.
Contudo, meus irmãos, o livro de Jonas
não apresenta apenas uma cidade em
profunda rebelião contra Deus.
Essa Esse livro também apresenta para
nós um profeta rebelde.
Jonas também é apresentado como um
problema nesse livro. Jonas era um homem
de grande determinação.
Se tem uma coisa que nós não podemos
tirar de Jonas é o fato de que ele era
muito determinado.
Mas qual que era o problema?
Toda a sua determinação foi empregada
para desobedecer ao Senhor, fugir da sua
presença. Ele foi determinado em fugir
do Senhor, em desobedecer a voz clara,
direta do Senhor para ele.
Enquanto Deus dizia: "Levanta-te e vai a
Nínive", Jonas se levantava para ir na
direção oposta. Enquanto Deus dizia:
"Olha, é para você ir para Nínive",
Jonas se direcionava para Társis. Ele
estava determinado em desobedecer ao
Senhor. Os capítulos 1 e 2 deixam isso
muito evidente para nós. Jonas resistiu
ao chamado de Deus. Com isso, ele
colocou outras pessoas em perigo. Ele
preferiu ser lançado ao mar ao obedecer
ao Senhor
e somente foi interrompido em sua fuga
porque Deus soberanamente interveio e
então restaurou, buscou esse homem.
Humanamente falando, ele também parecia
um homem irrecuperável e inutilizável
para o ministério.
É assim, meus irmãos, que nós chegamos
então ao capítulo 3 do livro de Jonas. E
nele nós encontramos então dois casos
aparentemente sem solução. Quais são os
casos? Nínive, por um lado, e o outro
lado a gente tem Jonas. Uma Uma cidade
afundada na perversidade e um profeta
marcado pela desobediência. Se
dependesse da avaliação humana,
será que nós diríamos que há futuro para
esses dois?
Para Nínive e para Jonas?
Bom,
Jonas 3 nos apresenta e ensina uma das
mais belas verdades das escrituras.
Quando a graça soberana de Deus entra em
cena, nem o pecador mais endurecido, nem
o servo mais fracassado estão ao além do
alcance da sua misericórdia. O Deus que
restaura Jonas é o mesmo que será
apresentado aqui no capítulo 3
transformando e restaurando Nínive. Por
mais longe que eles foram em seus
pecados, a graça de Deus os alcançou.
Pois a sua graça soberana alcança até
mesmo os mais improváveis. E essa é uma
verdade que nós precisamos aprender
nessa noite. Esse é o resumo, irmão, do
que nós iremos ver então e refletir à
luz do texto que nós temos diante de
nós. Faremos isso em algumas partes
aqui, caminhando no decorrer de todo o
capítulo. Primeiro, nós temos aí nos
versículos de 1 a 3,
Deus manifestando a sua graça ao renovar
a comissão que ele dá a Jonas. Olha o
que a gente tem aí nesses três
versículos iniciais.
Veio a palavra do Senhor segunda vez a
Jonas dizendo:
"Dispõe-te, vai à grande cidade de
Nínive e proclama contra ela a mensagem
que eu te digo".
Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive
segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive
era cidade muito importante diante de
Deus e de três dias para
percorrê-la.
Meus irmãos, esses dois versos iniciais
do capítulo 3 relatam para nós o que
aconteceu com Jonas depois que Deus
ordenou ao grande peixe que o vomitasse
em terra seca.
Muito provavelmente isso ocorreu nas
proximidades de Jope, o mesmo local onde
Jonas chegou, encontrou um navio, zarpou
com esse navio e estava então se
direcionando para Tarsis. Provavelmente
a ordem de Deus era para que o peixe
vomitasse esse profeta no mesmo local
onde foi o ponto inicial da sua fuga.
Naturalmente, nós poderíamos esperar que
Jonas fosse vomitado então
morto em terra seca. Não se esqueça que
ele passou três dias e três noites
dentro desse grande peixe. Lá ele orou
ao Senhor, ele fez uma belíssima oração
de arrependimento ao Senhor,
mas nós não somos informados no capítulo
dois que ele permaneceu com vida. Não
somos informados nem em que dia ele fez
a oração, se foi no primeiro, no segundo
ou no terceiro. Portanto, em uma leitura
natural, o que se espera é que agora o
profeta tenha sido então vomitado morto.
Mas para o nosso espanto, o capítulo
três traz a informação de que não foi
assim que Jonas foi vomitado. Pelo
contrário, meus irmãos, nós estamos
diante da realidade de um homem que foi
vomitado, que passou três dias dentro
do estômago desse grande peixe, mas ele
foi vomitado com vida.
E ele saiu arrependido dessa situação.
Tanto é que esses dois versículos
iniciais destacam que a palavra do
Senhor veio a ele pela uma segunda vez.
E ela veio com um objetivo claro,
renovando o chamado e comissionando
novamente para que ele fosse até Nínive
e para que ele proclamasse a palavra de
Deus para esta cidade.
Meus irmãos, aqui de início nós temos
uma apresentação clara para nós da graça
de Deus que será exposta no decorrer de
todo este capítulo. Não se esqueça que
diante do primeiro comissionamento de
Deus a esse homem, registrado no
capítulo 1, ele preferiu desobedecer e
fugir.
Mas agora, o que a gente tem é a
realidade de um Deus gracioso, que
oferece uma segunda oportunidade para
esse homem.
É claro que poderia ter sido mais fácil
se Jonas tivesse obedecido da primeira
vez, se Jonas tivesse entendido que não
adiantaria lutar contra Deus. Nessa
luta, ele não sairia como vitorioso.
Se ele tivesse entendido que era melhor
obedecer do que se sacrificar na sua
fuga, as coisas talvez teriam sido
diferentes para ele.
Todavia, mesmo em fuga, mesmo
desobedecendo ao Senhor, o que o
capítulo 3 nos mostra nos versos
iniciais é que esse homem contou com um
Deus gracioso, que o buscou, o
disciplinou e o salvou de si mesmo. E
agora lhe dá uma segunda chance.
Queridos, isso é graça de Deus. É favor
imerecido de Deus para com esse homem. É
importante, queridos, destacar essa
verdade, porque ao desobedecer
deliberadamente ao Senhor e tentar fugir
da sua presença,
o que Jonas merecia para si?
Ele merecia o juízo de Deus, o justo
juízo de Deus sobre ele.
No mínimo, ele poderia ter sido entregue
às consequências do seu próprio pecado.
Deus poderia tê-lo entregado a si mesmo.
Deus poderia então deixar: "Jonas, você
quer viver por conta própria? Você acha
que você é senhor da sua vida e você
acha que você vai conseguir sobreviver
dessa maneira? OK, eu vou cruzar os meus
braços, eu vou te entregar.
Viva desse jeito". Qual seria o
resultado? A destruição desse homem.
Inevitavelmente, isso o levaria à
destruição.
Mas qual que é o ponto, irmãos? Deus não
abandonou. Em sua misericórdia, Deus
restaurou esse profeta e ele reconduziu
ao serviço.
Queridos, essa é uma marca constante da
ação graciosa de Deus para com seus
servos e a gente não pode esquecer
disso. Toda a história da redenção está
repleta de homens que fracassaram em
algum momento da caminhada e a grande
história da redenção continua tendo
pessoas que fracassam no decorrer da
caminhada.
Você quer alguns exemplos?
Abraão.
Abraão fracassou, irmãos. Ele não foi
perfeito. Moisés também fracassou. Davi,
o homem segundo o coração de Deus,
fracassou.
Pedro,
fracassou.
Mas
lá estava Deus, irmãos, oferecendo a sua
graça, a sua misericórdia, a sua
restauração para esses homens. Ainda
assim, meus irmãos, Deus não desistiu
deles. Em sua graça soberana, ele
restaurou, ele continuou a usar esses
homens para cumprir os seus propósitos.
Não porque eles fossem dignos, irmãos,
disso, mas porque Deus é perseverante
em sua graça e ele é fiel à aliança que
ele tem com o seu povo. Ele está sendo
fiel à aliança que ele tem com Jonas,
que fazia parte do povo da antiga
aliança. Deus está sendo fiel com o seu
profeta.
Queridos, eu pergunto para nós nessa
noite: quantos de nós estaríamos vivos
hoje?
Quantos faríamos parte da família de
Deus? Quantos estaríamos agora com os
ouvidos abertos e o coração inclinado
para a sua bendita palavra se nós não
tivéssemos um Deus perseverante em sua
graça sobre as nossas vidas?
Quem estaria aqui hoje para adorar esse
Deus?
Quem?
A verdade é que hoje nós olhamos para a
igreja de Cristo e nós a vemos composta
por pecadores
redimidos, irmãos.
Homens e mulheres que outrora estavam
destroçados pelo pecado, eram
desobedientes, fugitivos da vontade de
Deus, mas que em Jesus Cristo receberam
uma nova oportunidade.
Foi nele, irmãos, que nós alcançamos,
nós fomos alcançados, melhor dizendo,
pela graça e pela misericórdia de Deus.
Se Deus, irmãos, não fosse perseverante
em sua graça, é certo que nenhum de nós
estaria aqui hoje.
Nós não serviríamos, nós não adoraríamos
e nós não nos importaríamos com a sua
palavra e nem queríamos estar aqui para
ouvi-la neste momento. Se nós
permanecermos firmes, é porque Deus
graciosamente
foi muito maior do que os nossos
pecados. A graça desse Deus foi muito
maior do que os nossos pecados. A
misericórdia desse Deus foi muito maior
do que os nossos pecados e triunfou
sobre as nossas quedas, irmãos. Triunfou
sobre as nossas vidas.
A pergunta agora que naturalmente surge
é: como Jonas responde ao chamado desse
Deus que o reconvoca mais uma vez? Qual
que é a resposta que esse homem agora
vai dar ao Senhor? Essa pergunta é
importante porque, como nós vimos no
capítulo 1, quando Deus o chamou pela
primeira vez,
em vez de obedecer, ele desobedece.
Em vez de se manter na presença do
Senhor, cumprir o propósito do Senhor,
ele tenta fugir.
Mas, queridos, o capítulo 3 vem e nos
diz que a resposta dele agora é
totalmente diferente.
Conforme a parte A do versículo 3,
nós somos informados que Jonas
levantou-se
e ele foi a Nínive segundo a palavra do
Senhor. Olha que maravilha, nós temos
agora um homem mudado.
Nós temos um homem agora que não resiste
mais à vontade do Senhor para a sua
vida. Muito provavelmente, Jonas,
por ter sido vomitado em Jope, ele teve
que caminhar cerca de 900 km para chegar
até Nínive.
E E os estudiosos calculam que se ele
caminhasse ali 30 km por dia, todos os
dias, cerca de um mês para chegar até
essa cidade. Ele teve tempo suficiente,
meus irmãos, para desistir
da palavra de Deus, do comissionamento
de Deus, desistir daquilo que Deus
colocou para ele mais uma vez.
Mas dessa vez nós
não encontramos ele resistente. Nossa,
dessa vez nós encontramos ele obedecendo
ao Senhor. O versículo 3 também ressalta
a grandeza e a importância de Nínive
diante de Deus, dizendo que era
necessários 3 dias para percorrer essa
cidade.
Era uma missão longa,
difícil e humanamente, irmãos,
indesejável.
Mas o que que a gente tem aqui? Ainda
assim nós temos um profeta que se dispõe
agora a cumprir a vontade de Deus e
anunciar a sua palavra. Esse trecho,
meus irmãos, nos ensina uma importante
lição sobre a disciplina de Deus. O que
aconteceu com esse profeta quando ele
foi lançado nas águas, quando ele foi
então ali
pego por um peixe e ali dentro daquele
peixe ele se viu como alguém que
dependia da graça de Deus. Ali ele foi
disciplinado, corrigido por Deus.
Aqui nós temos uma importante lição
sobre a
o benefício de Deus nos disciplinar
quando nós tentamos fugir da sua
vontade, quando nós vivemos em
desobediência a ele. O Senhor, meus
irmãos, ele disciplina aqueles que
ele ama.
Não para destruí-los, mas para
corrigi-los,
para restaurá-los, para conduzi-los
novamente ao caminho da obediência. Esse
é o caminho que Deus quer que nós
trilhemos.
A disciplina produz então em nós fruto
da submissão.
E ela nos convence, irmãos, que obedecer
ao Senhor é sempre o melhor caminho.
Jonas aprendeu essa lição,
ainda que de maneira muito dura, irmãos.
Depois de tentar fugir da vontade de
Deus, ele agora descobre que não há
lugar mais seguro, mais sábio e mais
feliz do que viver no centro da vontade
de Deus para sua vida.
Queridos, que nós aprendamos isso na
caminhada.
Que nós aprendamos isso no nosso
relacionamento com o Senhor.
Não há lugar mais seguro e feliz para
nós do que vivermos no centro da vontade
de Deus. Ainda que a vontade de Deus
seja difícil para nós.
Ainda que colocá-la em prática
custe algo de nós.
E por por vezes vai custar muitas coisas
de nós. Ainda assim, meus irmãos, viver
em obediência ao Senhor é o lugar mais
feliz. É o melhor lugar para se estar.
Bom, no primeiro momento aqui, então, a
gente tem um Deus gracioso que
transforma um homem pecador. Um homem
desobediente, um homem que parecia ser
irrecuperável. E mais, um homem que não
parecia mais ser útil.
Que não parecia mais ser útil.
Será que nós, no lugar de Deus, nós
aceitaríamos Jonas de volta para o
trabalho?
Será que nós o chutaríamos? Diria:
"Olha, aqui você não vem mais. Nós não
te queremos mais".
Mas Deus recebe esse homem. Deus o
comissiona novamente. Dá para ele
a comissão e diz: "Vá.
Vá lá. Você ainda é útil para esta
missão".
Agora a pergunta é: o que aconteceu com
Nínive? A gente tem, então, uma primeira
solução aqui.
Bom, os versículos de quatro a nove vão
mostrar para nós Deus agora manifestando
a sua graça na proclamação da palavra de
Jonas
e no arrependimento que foi produzido no
coração dos ninivitas. Olha o que a
gente tem aí logo no versículo quatro.
Começou Jonas a percorrer a cidade
caminho de um dia
e pregava e dizia: "Ainda 40 dias e
Nínive será subvertida.
Olha só, Jonas chegou em Nínive,
caminhou
por muitos dias,
talvez chegou esgotado, cansado, mas lá
estava Jonas. Ele chegou até essa
cidade, entrou na cidade cujos
habitantes eram perversos e violentos.
Jonas passou os seus muros
e era como se ele estivesse entrando na
cova dos leões.
Ele era um israelita, fazia parte de uma
nação tão inimiga.
E lá estava esse homem sozinho,
cansado, entrando naquela cidade.
E aí o texto nos diz que ele começou a
percorrer aquela cidade,
no caminho de um dia, e ele dizia as
seguintes palavras: "Ainda 40 dias e
Nínive será subvertida".
Esse homem foi corajoso, irmãos. Esse
homem foi corajoso. Às vezes a gente
critica Jonas por não ter obedecido. A
gente acha que ele fez errado, mas olha
a coragem desse homem, entrar numa
cidade como essa, terrível como era
esta. E agora ele está dizendo: "Ainda
40 dias e Nínive será subvertida".
Ou seja, ela será destruída. Ela será
virada de cabeça para baixo,
em 40 dias
isso vai acontecer.
A palavra subvertida aqui, meus irmãos,
ela é usada também lá em Gênesis 19,
para descrever o julgamento que Deus
havia direcionado contra Sodoma e
Gomorra.
Isso indica aqui o que estava para
acontecer com Nínive era o mesmo que
tinha acontecido com aquelas duas
cidades.
Nínive se tornaria uma pilha de entulhos
e fumaça.
E Jonas, que era o encarregado de
anunciar isso.
Por isso, irmãos, eu chamo a atenção de
vocês para alguns elementos
nessas palavras de Jonas aqui, nessa
pequena mensagem de Jonas.
Primeiro aqui, o que se destaca de modo
inicial nessa pregação do profeta é a
simplicidade da mensagem.
Ela possuía poucas palavras.
Do ponto de vista humano, se fôssemos
analisar como um sermão, nós poderíamos
até dizer que ela foi um fracasso.
Por que que ela foi um fracasso? Não
tinha introdução,
não tinha explicação,
não tinha uma ilustração para trazer luz
e clareza para aquilo que estava sendo
dito.
Será que Jonas estava falando com
vontade ou não?
Ou seja, do ponto de vista humano,
fracasso
na exposição da mensagem. Jonas não era
um bom orador. Jonas não estava como um
bom orador aqui.
Segundo, irmãos, era uma mensagem de
juízo,
de um Deus irado, pronto para punir o
pecado desse povo, pronto para destruir
esta cidade.
E aí, no primeiro momento, parece até
que essa mensagem tinha um caráter
incondicional.
Porém, quando a gente olha mais
detidamente para as palavras de Jonas,
há uma referência que diz ainda 40 dias.
Isso sugere, meus irmãos, uma
oportunidade para Nínive se arrepender e
ser poupada.
Isso expõe para nós, irmãos, a graça de
Deus na sua mensagem.
Ele poderia ter destruído Nínive sem
enviar um profeta lá, não poderia?
Ele conhecia a situação dessa cidade,
ele anunciou para Jonas que o pecado
dessa cidade chegou até ele, ou seja,
ele tinha conhecimento, ele sabia,
ele conhecia o coração dos ninivitas,
ele conhecia a prática pecaminosa desse
povo. Deus poderia muito bem ter
destruído a cidade sem mandar um profeta
para lá.
No entanto, assim como Jonas tinha
recebido uma segunda chance, uma
possibilidade de recomeço,
Deus agora está proporcionando isso para
Nínive. Por isso que ele diz, olha, em
40 dias
Nínive será destruída.
Nínive foi colocada então no corredor da
morte, mas havia uma possibilidade de
suspensão da sentença. Qual que é o nome
disso, irmãos?
É graça, é misericórdia de Deus, é Deus
deixar de dar o que eles mereciam. Deus
envia primeiro um profeta, Deus envia
sua palavra, Deus está agindo
graciosamente para com os ninivitas.
Terceiro, será que Jonas queria mesmo
que o povo da cidade se arrependesse?
Deus transformou Jonas, restaurou Jonas,
mas Jonas ainda não era assim um produto
acabado, pronto e perfeito, irmãos,
assim como nós não somos.
Deus ainda estava trabalhando neste
homem. E a gente vai ver lá no capítulo
quatro que, infelizmente, não era bem o
que o Jonas queria.
Ele não queria que essa cidade fosse
poupada. Então, em um certo sentido,
parece que Jonas pregou com prazer.
Olha, 40 dias, vocês serão destruídos.
Vocês podem até me matar aqui por causa
dessa mensagem.
Mas vocês vão matar aquele que anunciou
a queda de vocês. O Tim Keller,
comentando esse texto no seu maravilhoso
livro O Profeta Pródigo, ele afirma que,
apesar de Jonas ter deixado os ninivitas
conscientes de que o perdão era
possível,
essa não era a força propulsora da sua
pregação. O resumo que o texto nos dá do
seu sermão não é: em 40 dias Nínive pode
vir a ser destruída, mas sim em 40 dias
Nínive
será destruída. Era isso que Jonas
entusiasticamente desejava e
profetizava. Ele sentia, meus irmãos,
prazer em pregar a ira de Deus sobre
essa cidade. E ele o fez com satisfação,
não com lágrimas, pois mal podia esperar
para ver o flagelo
dessa cidade. No capítulo quatro ele vai
fazer isso.
Ele vai arrumar um camarote
para ver a destruição dessa cidade.
Queridos, outro elemento que a gente tem
aqui é que dificilmente poderíamos
esperar uma reação dos ninivitas que não
fosse a rejeição.
A fama dessa cidade era a pior possível,
se orgulhava da sua crueldade. Jonas
seria mais um alvo da sua crueldade.
Jonas veio com uma mensagem de
destruição?
Levanta-se o exército de Nínive e
destrói esse homem.
Corta o em pedacinhos, se preciso for,
para que essa mensagem seja anunciada às
demais nações. Para que fique claro que
nenhum profeta, nenhum homem pode chegar
aqui
e ousar falar que essa cidade um dia
será destruída.
O que nós poderíamos esperar então é
zombaria e até mesmo perseguição e a
morte desse profeta.
Porque nós sabemos da fama de crueldade
que ela tinha.
Mas o que que acontece em seguida?
Não é assim, irmãos, que os ninivitas
vão reagir.
Vejamos o que a gente tem do versículo 5
ao 9. Percebam como essa cidade reagiu à
mensagem do profeta.
Os ninivitas creram em Deus e
proclamaram um jejum
e vestiram-se de panos de saco desde o
maior até o menor. Chegou essa notícia
ao rei de Nínive, ele levantou-se do seu
trono, tirou de si as tirou de si as
vestes reais, cobriu-se de pano de saco
e assentou-se sobre cinza.
E fez-se proclamar e divulgar em Nínive,
por mandado do rei e seus grandes, nem
homens, nem animais, nem bois, nem
ovelhas provem coisa alguma, nem os
levem ao pasto, nem bebam água, mas
sejam cobertos de pano de saco, tanto os
homens como os animais.
E clamarão fortemente a Deus e se
converterão cada um do seu mau caminho e
da violência que há nas suas mãos.
Quem sabe se voltará a Deus e se
arrependerá e se apartará do furor da
sua ira, de sorte que não pereçamos.
Queridos, olha a reação dessa cidade.
O que aconteceu foi que as palavras de
Jonas se espalharam rapidamente por
todas as partes da cidade, dessa cidade
importante, grande.
A palavra de Deus se espalhou.
E ela produziu a melhor reação. Ela
produziu a melhor resposta. Os ninivitas
aceitaram a mensagem de Jonas, não como
sendo a mensagem dele, mas como sendo a
mensagem do Deus dele. E eles creram
nesse Deus.
E mais, meus irmãos, eles responderam
com arrependimento imediato. E eles
clamaram pela misericórdia
deste Deus.
Olha a ação graciosa de Deus, irmãos,
aqui por meio da sua mensagem.
Enquanto o profeta anunciava a
destruição, ironicamente o povo recebeu
a mensagem com arrependimento e com
mudança de conduta.
E aqui eu chamo a atenção de vocês para
a sequência da postura dos ninivitas.
Eles proclamaram o jejum.
Eles vestiram-se de panos de saco, que
era uma postura de alguém que estava
demonstrando contrição, arrependimento,
alguém que se humilhava.
Vestiram-se de panos de saco.
Todos, do maior ao menor, a cidade toda,
irmãos.
Quantos missionários não gostariam de
presenciar isso?
Jonas estava lá presenciando, com uma
mensagem curtinha,
sem muita vontade.
O povo tá arrependido, humilhando.
A notícia chegou ao rei de Nínive, que
também se humilhou, levantou-se do
trono, tirou suas vestes reais e ele
também cobriu-se de pano de saco,
assentou-se em cinzas, mais uma vez
atitude de alguém que está arrependido e
humilhado.
E não parou por aí, meus irmãos. O rei,
ele fez proclamar e divulgar em toda a
cidade que todas as pessoas deveriam
vestir-se de pano de saco, clamar a Deus
e o mais importante de tudo, eles
deveriam abandonar o comportamento
perverso que tinham.
A palavra chegou para fazer mudança. Uma
mudança
na cidade toda, irmãos. Até mesmo os
animais deveriam fazer jejum. Já viram
isso?
Até mesmo os animais deveriam parar de
comer,
de beber,
deveriam fazer jejum.
Eles achavam, irmãos, que até mesmo os
animais poderiam ter ofendido o Deus de
Jonas.
Então,
por dúvida ou não, eles então colocaram
até os animais para praticarem isso. E
aí, queridos, no verso nove, a gente tem
algo especial.
O rei, então, ele demonstra não saber ao
certo se o anúncio de juízo era
incondicional ou não.
Mas ele resolve que valia a pena
mudar a postura.
Pois dessa forma, Deus poderia mostrar
misericórdia.
Deus poderia desistir de enviar o juízo.
Ele está expondo um coração arrependido
diante de Deus.
E ele crê que Deus poderia agir com
misericórdia. A pergunta que a gente
precisa fazer aqui agora e responder de
onde esse rei tirou essa percepção
de que Deus poderia agir com
misericórdia
para com eles?
Se tão pecadores eles eram,
de onde eles tiraram essa percepção?
Será que eles conheciam esse Deus?
Será que eles tinham lido a Torá?
Será que eles sabiam sobre o Deus de
Israel? O entendimento de que ele era um
Deus de misericórdia? De onde eles
tiveram, tiraram essa percepção?
Queridos, os estudiosos destacam que o
rei deve ter tido essa percepção
de esperança
e colocaram essa esperança na compaixão
de Deus, olhando para o profeta, aquele
que anunciava a mensagem.
Jonas não só proclamou a palavra de
Deus, irmãos, mas também ele
exemplificou
pela sua própria vida de que Deus é
misericordioso.
Não foi assim que Deus agiu para com
esse profeta? Não foi com misericórdia
que Deus agiu para com ele?
O próprio Jonas era um exemplo vivo de
que
Deus poderia agir com misericórdia.
Jonas era um sinal visível da graça de
Deus. Ele fugiu da vontade, mas ele foi
resgatado por esse Deus e ele agora
servia de exemplo da sua própria
mensagem.
O próprio Jonas, irmãos, foi uma
mensagem de esperança para essa cidade.
Ele estava em Nínive como alguém que
poderia dizer em alto e bom som: "Olhem
para mim.
Perdão e restauração são possíveis até
mesmo para aqueles que desobedecem e
fogem de Deus.
Olhem para mim".
Meus irmãos, isso nos ensina claramente
que Deus usou até mesmo a rebelião desse
profeta
para trabalhar
nesse profeta e através desse profeta.
Deus trabalhou em Jonas.
Deus usou Jonas para que ele fosse agora
um instrumento útil para pregar aos
ninivitas.
Talvez se lá no primeiro momento Jonas
tivesse obedecido e levado a mensagem
para essa cidade,
talvez não teria gerado o fruto que
gerou agora, porque não foi o Jonas lá
do capítulo 1 que foi até Nínive, foi o
Jonas
do capítulo 2 que ficou dentro de
um grande peixe
e lá reconheceu a soberania do Senhor.
Lá reconheceu a graça do Senhor sobre a
sua vida.
Queridos, há uma lição preciosa aqui
para nós.
Todos, com exceção daqueles que
transformam a graça de Deus em pretexto
para continuar pecando, tem esse mesmo
princípio operacional de Deus sobre as
suas vidas. Todos os que verdadeiramente
são filhos de Deus em Jesus Cristo,
podem declarar que todas as coisas
verdadeiramente cooperam para o bem
daqueles que amam a Deus,
daqueles que são chamados segundo o seu
propósito.
De fato, irmãos, a disciplina de Deus
sobre a vida desse profeta contribuiu
para o bem.
De fato contribuiu. Cumpriu o propósito
de Deus para a vida desse profeta.
Deus trabalhou em Jonas
e agora ele estava trabalhando através
de Jonas. Queridos, Deus continua
fazendo isso ainda hoje. Ele está
trabalhando em mim, ele está trabalhando
em vocês, ele está trabalhando em nós e
ele trabalha através de nós. Nós não
somos um produtos pronto, perfeito, mas
Deus todos os dias, paulatinamente,
trabalha em mim, trabalha em vocês e
trabalha através de nós.
Que as pessoas olhem para nós, para a
mensagem que nós proclamamos e vejam a
ação graciosa de Deus sobre a nossa
vida. A misericórdia de Deus sobre a
nossa vida.
O projeto para a vida de Jonas era que
ele, alcançado por sua graça
persistente,
pudesse servir de instrumento para
salvação
dos pecadores
ninivitas.
Ainda uma questão aqui que precisa ser
apontada, irmãos.
Existe um debate quanto à reação dos
ninivitas.
Os estudiosos debatem sobre a
profundidade e a duração do
arrependimento desse povo. Há debate
sobre a conversão, se os ninivitas se
voltaram para o Deus de Jonas como único
Deus ou não,
se eles abandonaram a idolatria e se
esses efeitos ficaram restritos apenas
àquela geração.
Porque quando a gente continua lendo a
história do povo de Israel, depois da
divisão dos reinos, a gente vai ter um
cativeiro para o reino do norte. E quem
vai levar cativo o reino do norte é a
Síria. Só que lá é uma geração
posterior. Parece que esse
arrependimento durou para essa geração.
Isso não foi passado para a próxima
geração.
Mas o que está claro aqui para nós, meus
irmãos, é que na época de Jonas e pela
instrumentalidade dele, houve recepção
da palavra de Deus. Houve crença,
contrição, arrependimento e
principalmente disposição para mudança
de conduta.
Agora, por que que Deus estava agindo
dessa forma? Porque tudo isso, irmãos,
era muito importante para gerar uma
mensagem e um contraste para os
israelitas que leriam o livro de Jonas.
Veja o contraste que a gente tem agora
depois desses ocorridos aqui.
Enquanto Jonas precisou ser disciplinado
por Deus para aprender a obedecer,
o povo de Israel foi confrontado por
inúmeros profetas que durante anos lhe
suplicavam para que se arrependesse.
Ainda assim, eles permaneceram com o
coração duro e não se voltaram para
Deus.
Não era assim? A gente tem vários
livros, os profetas. A mensagem desses
profetas, repetidas vezes, foi levada ao
povo de Israel, ao povo de Judá. E o que
o povo fazia? Permanecia com o coração
duro, não se arrependia e não se voltava
para o Senhor. Mas olha o contraste,
olha os ninivitas. Eles tiveram uma
reação completamente diferente.
Receberam apenas um profeta que, diga-se
de passagem, não era o mais obediente e
nem o mais motivado a ver aquela cidade
transformada. Eles receberam também uma
mensagem extremamente breve, resumida em
uma única frase que dizia: "Ainda 40
dias e Nínive será subvertida".
Em contraste com Israel, meus irmãos,
que receberam livros e livros dos
profetas, mensagens e mensagens dos
profetas, mas não se arrependiam.
Os ninivitas, meus irmãos, ouviram uma
única proclamação
e imediatamente se arrependeram.
O livro de Jonas deveria ser lido pelo
reino do sul, pelo reino do norte, para
que eles pudessem perceber
o quão
pecadores eles estavam sendo diante de
Deus. O quão duro eles estavam sendo
diante de Deus.
Além disso, irmãos, dentro da grande
história da redenção, isso exemplifica
para nós o que Paulo vai dizer lá em
Romanos 3,
que Deus não é apenas dos judeus, mas
ele também é dos gentios.
Ele alcança também os gentios.
Queridos, toda essa cena nos permite
entendermos o quanto é poderosa e
valiosa a palavra de Deus.
Ele alcançou todos em Nínive, sem
acepção de pessoas, ele alcançou pobres,
ricos, crianças e adultos. Até o rei se
curvou diante de Deus para ouvir
a palavra.
E olha que não foi uma palavra fofinha,
açucarada.
Jonas não chegou lá dizendo: "Olha,
vocês são o ponto fraco de Deus".
Jonas não chegou lá dizendo: "Lindos, eu
tenho uma mensagem para vocês".
Foi uma mensagem de juízo, não foi
fofinha e nem açucarada. Qual que foi o
resultado, irmãos?
100%.
Todo o povo se arrependeu,
a despeito das intenções do profeta de
ver a conversão dos ninivitas.
Agora, por que que Deus fez assim,
irmãos? Porque certamente ele quis
mostrar que a glória é dele.
O poder é dele. Quem converte, quem
converte é ele. Não é o pregador, meus
irmãos. Ele faz isso por meio de quem
ele quiser, até mesmo por meio de Jonas.
Ele pode fazer com que essas coisas
aconteçam. Como bem descreveu Jonas no
capítulo dois, no versículo nove, a
salvação pertence a quem?
O Senhor.
A salvação pertence ao Senhor e não a
Jonas.
Isso nos ensina, meus irmãos, que nós
não temos motivo para sentir vergonha da
palavra de Deus.
Do verdadeiro evangelho.
E nem achar que a palavra de Deus não é
poderosa, porque ela
ela é poderosa, irmãos.
Charles Spurgeon dizia que o evangelho
ele é como um leão enjaulado.
A nossa tarefa é abrir a porta da jaula,
irmãos. No mais, o evangelho é poderoso
por si só.
O poder está no evangelho e não em quem
prega.
Não é na nossa oratória, mas na palavra.
Recebida e crida como palavra de Deus
que ela é.
O poder está na palavra e no Deus que
age graciosamente por meio da sua
palavra. Se o evangelho for pregado
genuinamente, certamente pessoas serão
salvas, irmãos, e vidas serão mudadas. E
nós somos provas vivas disso. Não nos
esqueçamos disso.
Não nos esqueçamos disso, irmãos.
No verso 10, então, caminhando para o
final, nós temos a resposta mais
importante deste capítulo de Jonas. Nós
já tivemos duas, né?
A primeira foi a de Jonas
que respondeu com obediência
à comissão que Deus, mais uma vez, deu a
ele.
A segunda resposta foi a dos ninivitas
que
creu na mensagem e arrependeu.
Mas essas duas respostas não foram
as mais importantes do capítulo. A mais
importante está no capítulo, no
versículo 10, irmãos.
É a resposta de Deus, agora, que entra
em ação. É o ápice do capítulo três.
No versículo 10, nós temos a resposta
graciosa de Deus
que retira o juízo sobre os ninivitas. O
texto diz: "Viu Deus o que fizeram,
como se converteram do seu mau caminho e
Deus se arrependeu do mal que tinha dito
lhes faria e não
o fez".
Queridos, Deus viu a mudança de Nínive e
ele responde com compaixão, deixando de
enviar o juízo que ele havia anunciado.
E aqui aparece uma expressão que é
difícil, no primeiro momento, para ser
entendida, que é a expressão de que Deus
se arrepende,
se arrependeu.
Isso aqui precisa ser bem entendido,
meus irmãos, porque aqui nós temos o que
os teólogos chamam de uma linguagem de
acomodação. Deus falou, se revelou na
língua dos homens e a língua dos homens
tem limitações para comportar a
revelação de Deus.
Aquilo que Deus expressa sobre si. Aqui
a gente tem uma linguagem que é
considerada antropopática.
Ela expõe sentimentos humanos que foram
colocados em Deus para tentar expressar,
uma tentativa de expressão
do que ele fez
diante da mudança de Nínive.
Mas essa essa linguagem, irmãos, ela não
significa uma mudança em Deus,
pois ele é imutável. Na verdade, o que
muda é a relação da criatura com esse
Deus que é imutável. Quando o pecado
permanece, quando o pecador permanece
rebelde,
ele experimenta a ira de Deus. Mas
quando ele se arrepende, ele experimenta
a misericórdia desse Deus. E tudo isso,
irmãos, está previsto no decreto eterno
de Deus, de uma maneira que a gente nem
sempre consegue entender.
Raras são as vezes que a gente consegue
entender algumas coisinhas sobre isso.
Portanto, a mudança aqui, ela não
acontece em Deus, mas ela aconteceu em
Nínive, que que creu, arrependeu-se dos
seus pecados
e mudou de conduta, mostrou um
verdadeiro arrependimento e mudança de
conduta.
Ao crerem na palavra de Deus, eles então
foram foram foram
com a graça e a misericórdia de Deus e
não com o seu juízo.
Deus fala sobre isso lá em Jeremias 18,
no versículo 7 e 8.
Quando ele fala do oleiro, do vaso, ele
fala sobre isso. Nesse texto, Deus diz:
"Olha, no momento em que eu falar acerca
de uma nação ou de um reino para o
arrancar, derrubar e destruir, se tal
nação se converter da maldade contra a
qual eu falei,
também eu me arrependerei". Olha
novamente a expressão do mal que pensava
fazer.
O juízo de Deus é real, irmãos. Esses
textos deixam isso claro para nós, mas a
sua misericórdia também é real.
O Senhor, ele não tem prazer na
destruição do pecador. Ele chama ao
arrependimento. E quando esse
arrependimento é produzido pela graça
dele,
pela ação eficaz dele,
então ele suspende o seu juízo sobre
essas pessoas. Mas então a gente tem um
problema aqui para resolver, irmãos.
Como que Deus pôde perdoar uma cidade
tão má como Nínive?
Pare para pensar.
Como Deus pôde perdoar esse povo que
causou tanto sofrimento a tantas outras
pessoas?
Como que Deus foi capaz de fazer isso?
Queridos, do mesmo jeito que ele pôde
continuar nos perdoar.
Continua do mesmo jeito. A resposta está
onde?
A resposta está na cruz de Cristo.
É lá, meus irmãos, que Deus sofre
literalmente ao arrepender-se de
condenar
pecadores pelos seus pecados.
Na cruz, irmãos, é colocado sobre Jesus
o julgamento que deveria cair sobre nós.
Na cruz de Cristo, sobre Cristo, Deus
depositou todo o mal daqueles que se
voltam para ele em arrependimento. É na
cruz de Cristo que Deus sofre sobre si
a dor, o peso do seu próprio
arrependimento, usando a linguagem
antropopática aqui.
É na cruz de Cristo.
Ele tirou o juízo de sobre Nínive e ele
lança na cruz do seu filho. Ele tirou o
juízo sobre nós e ele lança na cruz
sobre o seu filho. Ele continua sendo
justo, ele continua sendo aquele que age
com justiça,
mas ele também continua sendo
misericordioso, gracioso,
alcançando
os piores pecadores.
É lá, irmãos, que tá o peso
do arrependimento desse Deus.
Aplicações, queridos,
Deus é gracioso
para nos proporcionar recomeços, irmãos.
O que aconteceu com Jonas nos assegura
que Deus pode restaurar pessoas
quebradas e sustentá-las com a sua
graça.
Ele não tem prazer em nos ver afundar
até a morte, ainda que ele use isso para
nos moldar.
Deus nos leva ao verdadeiro
arrependimento, irmãos, e ele nos
proporciona recomeços.
Ele fez isso com Jonas e ele faz isso
conosco. Todas as vezes que nós pedimos
perdão a ele,
novos começos são oferecidos a nós.
Queridos, Deus também é soberano.
Qual foi a vontade que prevaleceu? A de
Jonas no capítulo 1
ou a de Deus?
É claro que foi a de Deus.
Não foi a de Jonas.
Por fim, irmãos, não perca de vista da
grande história da redenção em que você,
em Cristo Jesus, está inserido.
Por que que eu falo sobre isso? Porque a
narrativa de Jonas 13, Jonas 3, perdão,
ela se aplica a nós porque o foco dessa
narrativa não é sobre um grande profeta
chamado Jonas, porque nem grande ele era
assim.
Não é também sobre uma grande cidade
chamada Nínive, olha que ela era uma uma
cidade.
Mas qual que é o foco do capítulo três?
Em um grande Deus, irmãos.
Um Deus que graciosamente restaura
servos fracassados, envia a sua palavra
com poder, concede arrependimento e
demonstra misericórdia.
O foco é Deus no capítulo três, em todo
o livro, em toda a Bíblia.
Por isso, o Jonas da narrativa do
capítulo três, dentro da grande história
da redenção, conectando a grande
história que está sendo contada de
Gênesis a Apocalipse,
ele funciona apenas como sombra. Eu
venho dizendo, Jonas anunciava um
profeta maior que haveria de vir.
Jonas, ele está funcionando como sombra.
Ele apontava, meus irmãos, para um
profeta muito maior que ele e que todos
os outros profetas.
Toda a história de Jonas aponta para
aquele que pisaria definitivamente na
cidade dos homens
e traria, irmãos, salvação definitiva
para os homens.
É claro, irmãos, que é para Jesus Cristo
que Jonas aponta.
Diferente de Jonas, meus irmãos, Jesus
não precisou de uma segunda chance.
Ou precisou?
Ele não precisou de uma segunda chance.
Por quê? Porque Jesus jamais falhou como
Jonas falhou.
Jesus não apenas trouxe uma mensagem,
ele encarnou a própria mensagem.
Ele não só exemplificou, mas ele
encarnou a palavra encarnada.
É Cristo.
Jesus não proclamou, meus irmãos, apenas
a chegada do juízo de Deus. O evangelho
traz o anúncio da chegada do juízo de
Deus.
Mas Jesus assumiu sobre si o juízo de
Deus.
Enquanto Jonas foi poupado da morte,
Cristo morreu pelos nossos pecados. Ele
desceu à sepultura por três dias, mas de
lá ele foi ressuscitado com poder, meus
irmãos. Jesus não apenas chamou
pecadores ao arrependimento, ele deu a
sua própria vida para que esse
arrependimento
produzisse perdão e reconciliação
com o pai.
A voz desse profeta salvador, maior do
que Jonas, irmãos, ressoa hoje por meio
do evangelho, chamando ao
arrependimento, oferecendo a graça e a
misericórdia que triunfam
sobre o juízo
para todos aqueles que vem a ele por fé.
A voz desse profeta continua ressoando
por meio do evangelho.
Porém, irmãos, também é preciso lembrar
que aqueles que recusam a oferta
graciosa e misericordiosa
de Deus para salvá-los
não é só Jesus que irá testificar contra
eles no dia do juízo.
Pois o próprio Jesus disse, como
registra Lucas 11:32, prestem atenção,
que ninivitas,
o povo daqui,
do capítulo três, ninivitas se
levantarão no juízo com esta geração e a
condenarão, porque se arrependeram com a
pregação de Jonas. E eis aqui quem está
maior do que Jonas. Jesus falando de si.
Os próprios ninivitas estarão lá.
Queridos, se Deus foi capaz de salvar a
grande e violenta Nínive,
ele é capaz de salvar quem você
considera impossível.
Mais importante, ele é capaz de usar
você,
apesar das suas falhas passadas, para
levar a mensagem
da salvação. Ele usou Jonas,
ele pode nos usar, irmãos.
Nós somos comissionados a anunciar com
fidelidade esse evangelho ao mundo,
crendo no poder da palavra, irmãos.
Vivamos a boa nova do evangelho todos os
dias e anunciemos a todos quanto
pudermos.
Que Deus assim
nos abençoe.
Vamos orar?
Vamos colocar de pé, fazer nossa
última oração, encerrar
nosso momento de culto.
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