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A fé vem pelo ouvir

A Igreja como Coluna e Baluarte (1 Timóteo 3.15) | Rev. Thiago Santos

A Igreja como Coluna e Baluarte (1 Timóteo 3.15) | Rev. Thiago Santos

A Igreja como Coluna e Baluarte (1 Timóteo 3.15) | Rev. Thiago Santos

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
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Legendas automáticas:

Meus irmãos, graça e paz da parte de
Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus
Cristo. Nós estamos reunidos nessa manhã
em aula. Então, não será um sermão
expositivo como costumeiramente nós
fazemos.
É mais uma aula temática, onde nós vamos
trabalhar quatro textos: Primeira
Timóteo, Tito, Judas e É Efeso. E nós
vamos trabalhar dentro deste tema.
Então, eh, como alguns já conhecem a
minha aula, geralmente nas aulas a qual
eu aqui faço, eu costumo começar com a
pergunta, mas a pergunta sempre, essa
pergunta é para nos instigar, é para
fazer você visualizar, é para você
pensar um pouco acerca daquilo que nós
vamos falar e sobre a importância do
assunto. Então, eu quero começar com
essa pergunta e quero que você responda
a si mesmo:
por o alicerce é importante? Por que que
o alicerce é importante? Parece uma
pergunta simplória,
mas na realidade ela é imprescindível
pro assunto que nós vamos aqui ver. O
que que é um alicerce? Nós temos aqui
crianças, né? O que que é um alicerce,
crianças?
O alicerce é a base, é aquilo que
sustenta uma casa, é aquilo que mantém
ela em pé. E olha, tanto que isso é
interessante. Se você for lá para Mateus
capítulo 7, no final do sermão do monte,
bem próximo ali do final, Jesus vai
dizer assim: "A quem eu vou comparar?"
Aquele que ouviu as minhas palavras e as
colocou em prática como a casa
construída sobre a rocha. Vieram os
ventos, vieram os rios, vieram a
tempestade, mas essa casa se manteve em
pé.
A quem eu vou comparar? Aqueles que não
ouviram? Aos insensatos, aqueles que
construíram a sua casa sobre a areia.
Viraram os ventos, os rios, a tempestade
e ela não permaneceu.
Observe que não há diferença na
tempestade, nos ventos e no rio. A mesma
coisa acontece sobre uma, acontece sobre
outra. Mas o que que permanece essa casa
em pé?
O que que mantém ela segura?
a sua construção, o seu fundamento, a
base sobre a qual ela se encontra.
Isso não é diferente com a igreja. A
igreja é como uma casa, mas há uma
diferença crucial aqui, imprescindível
para nós. Ela não foi construída por
homens, mas pelo próprio criador. E nós
recebemos a responsabilidade
de sustentá-la, de preservá-la, de
transmiti-la às novas gerações, aos
nossos filhos, netos, sobrinhos, amigos.
E hoje nós aqui vamos explorar uma
verdade que a igreja moderna
frequentemente esquece e que nós
precisamos entender. A igreja não é um
clube de opiniões,
mas é uma comunidade chamada
publicamente
a manter essa verdade revelada, a
preservá-la, a sustentá-la. Essa é uma
responsabilidade tremenda, mas é também
uma honra extraordinária para nós.
Então, quero convidar você a abrir agora
a palavra de Deus em Primeira Timóteo,
capítulo 3, verso 14 ao verso 16.
Primeira Timóteo, capítulo 3, verso 14
ao verso de número 16.
Olha
[roncando]
o que que diz a palavra do Senhor.
Escreva estas coisas,
esperando ir ver-te em breve, para que
se eu tardar fique ciente de como se
deve proceder na casa de Deus, que é a
igreja do Deus vivo, coluna e baloarte
da verdade.
Evidentemente,
grande é o mistério da piedade.
Aquele que foi manifestado na carne, foi
justificado em espírito, contemplado por
anjos, pregado entre os gentios, crido
no mundo, recebido na glória. Imagine,
meus queridos, aqui um edifício
histórico ou uma catedral medieval, por
exemplo, que foi construída ao longo dos
séculos. Olhando para essa estrutura,
você vê que os seus alicerces foram
lançados com muita precisão e foi
construído ao longo dos séculos isso.
Nós vemos as suas colunas erguidas com
muito cuidado. Nós percebemos os arcos
calculados, trazendo a proporção do peso
exato, equilibrando aquela casa,
mantendo ela em pé. E cada pedra tem o
seu lugar. Cada elemento estrutural
cumpre uma função bem específica. Agora
imagine você pegar essa estrutura e você
chegar ao ponto de dizer assim: "Eu vou
remodelar isso. Vamos tirar essa coluna
porque nós não gostamos tanto dela.
Vamos adicionar um arco aqui que fique
um pouco mais assim, mais bonito, mais
estético, mais belo. Vamos
reinterpretar, vamos modificar essa
estrutura conforme as nossas
preferências pessoais.
Qual será o resultado?
O que que vai acontecer?
O que que vai acontecer com essa
catedral?
Ela vai desabar. E a igreja do Senhor,
ela não é diferente. Ela é um edifício
que nós não podemos remodelar conforme
os nossos gostos, conforme as nossas
preferências. É uma estrutura edificada,
bem sustentada, com arquitetura revelada
por Deus. de nós, parte desse corpo,
parte desse povo, nós temos a
responsabilidade de sustentar, de
manter, de ensinar, de defender essa
verdade aqui.
Isso não é arrogância da nossa parte em
momento algum. Isso é fidelidade.
É amor pela casa de Deus. é amor pela
igreja pela qual Cristo comprou com seu
próprio sangue. E os textos que aqui nós
vamos estudar, como por exemplo,
Primeira Timóteo, Tito, Judas e É Efeso,
foram escritos em contextos bem
específicos, a grande maioria num
contexto de crise. E nós vemos então o
desafio da igreja. As comunidades
cristãs ali no primeiro século
enfrentavam pressões externas, pressões
como perseguição romana, mas também
perseguições internas, como, por
exemplo, falsos mestres, heresias,
confusão doutrinária. Então, por
exemplo, Paulo tá escrevendo a Timóteo
da cidade de Éfeso, aonde que havia, por
exemplo, um grande monumento Artemix ou
Diana dos Efésios. uma das sete
maravilhas do mundo antigo e que
dominava a religiosidade
da cidade. Tito, por exemplo, enfrentava
uma instabilidade moral e religiosa lá
em Creta. Judas escreve com urgência
para que o povo pudesse defender a
verdade, porque falsos profetas estavam
entrando na igreja e distorcendo a graça
do Senhor. E Paulo vai escrever a Éfeso
para enfatizar a unidade, a o
compromisso da igreja, como que essa
igreja se mantém firme. Então, em cada
contexto, a questão é a mesma.
É a mesma questão é essa. Como a igreja
permanece firme na verdade quando
enfrenta pressão, confusão e corrupção
doutrinária? Como que a igreja se mantém
firme? E aqui nós precisamos responder
de maneira muito clara. A resposta não é
inovação, não é adaptação ao espírito da
época. A resposta é fidelidade à palavra
de Deus. compromisso com as Escrituras,
transmitida pelos apóstolos, centrada em
Cristo e sustentada pela igreja. É isso
que nós vamos perceber aqui. Em resumo,
que nós vamos tratar é que a igreja é
chamada por Deus para ser coluna e
baloarte da verdade,
sustentando publicamente através do
ensino, da confissão e da defesa
vigorosa, mantendo a sua base firme. E
em primeiro lugar, o que nós precisamos
entender aqui de maneira muito clara é
que existe uma verdade revelada.
E essa verdade não parte da
pressuposição minha e sua, não parte da
nossa opinião, não parte do nosso gosto,
não parte do nosso desejo. Parte da
vontade de Deus para nós. Existe uma
verdade revelada. E Paulo aqui, ao
instruir Timóteo, ele vai dizer aqui
para nós, no verso 14 e verso 15, ele
diz: "Escrevo-te essas coisas, esperando
ir ver-te em breve, para que seu Tadar
fique cientes de que como deve proceder
na casa de Deus, que é a igreja do Deus
vivo, coluna e baloarte da verdade."
Paulo tensionava visitar Timóteo, alguns
meses depois para dar continuidade
àquilo que ele já havia ensinado a esse
jovem. Mas se ele demorar, se ele
tardar, ele vai dizer como que deve ser
a postura de Timóteo, como que deve ser
a conduta desse jovem diante da casa de
Deus. E olha como que ele descreve a
igreja. Ele descreve a igreja como a
casa.
E nós precisamos deixar bem claro, casa
de Deus não é essa estrutura de paredes,
não são tijolos. A casa de Deus é o povo
do Senhor reunido. Ela é a igreja do
Deus vivo, daquele que sustenta, daquele
que conduz. Não quer dizer que essa
estrutura não importa. Ela é importante,
ela é válida. Porque é nesse contexto
que aqui estamos reunidos para adorar ao
Senhor em comunidade, em corpo, para
exaltar o nome de Deus, para glorificar
o seu nome, para bendizer. Então ele
mostra para nós como que Timóteo tinha
que proceder dentro da igreja, dentro da
casa de Deus. E como que ele descreve
essa casa? Como que ele descreve essa
igreja? Segundo o texto bíblico, ela é o
quê?
coluna e baluarte da verdade. A palavra
que ele usa aqui paraa verdade é
importante porque não é meramente uma
correspondência factual, não é meramente
aquilo que é verdadeiro.
A luz de Paulo e a luz de João, verdade
se refere à revelação divina, a verdade
que emana de Deus e que encarna na
pessoa de Cristo. Nós vimos na primeira
aula, Cristo não é apenas aquele que
anuncia, ele não é apenas o profeta que
anuncia a palavra, ele é a própria
verdade encarnada. E a igreja tem o
compromisso de anunciar essa verdade, de
defender essa verdade. Então, a igreja
tem essa responsabilidade.
É por isso que ele diz, ela é coluna e
baluarte da verdade. Mas observe o
contexto imediato do texto em questão
aqui no verso de número 16, ele vai
trazer um hino cristológico para nós.
vai dizer: "Olha, evidentemente grande é
o mistério da piedade. Aquele que foi
manifestado na carne, foi justificado em
espírito, contemplado por anjos, pregado
entre os gentios, crido no mundo,
recebido na glória." Aqui nós não
estamos apenas eh diante de um hino, nós
estamos diante de um conteúdo. E esse
hino não está baseado, na minha opinião,
é uma confissão central acerca dessa
verdade do cristianismo, acerca da
encarnação, acerca da vindicação, acerca
da proclamação e da exaltação de Cristo.
E olha o tanto que é interessante esse
texto, porque olhando pro verbo
justificado em espírito, a ideia aqui de
justificação não é em termos
soteurológico ou de ordem da salvação. A
questão aqui é de vindicação, de
confirmação.
Cristo foi vindicado pelo espírito,
provavelmente uma referência à
ressurreição de Cristo, na qual o Pai,
por meio do espírito, confirmava toda a
obra de Deus, toda essa ação. Então, a
verdade que a igreja sustenta, que a
igreja mantém, é uma, senão só essa, a
pessoa e a obra de Cristo. E observe bem
aquilo que o texto diz, a igreja é
coluna.
A igreja é o pilar central. E no mundo
grego romano, isso aqui é importante,
porque as colunas não era apenas
elementos decorativos,
belos, sofisticados. eram essenciais
para manter uma estrutura. Então, a
coluna mal posicionada ou mal colocada,
ela comprometia todo o prédio, toda a
estrutura. Então, a igreja, portanto, é
como um pilar que sustenta a verdade
divina no mundo.
Aquela que tem que defender, aquela que
tem que anunciar, aquela que tem que
proteger.
E não foi ela que criou essa estrutura.
Lembre-se sempre, quem criou essa
estrutura foi o próprio Deus. Olha o que
que o William Hendricks vai nos dizer. A
verdade que a igreja sustenta não é uma
construção humana, mas a revelação
divina. Paulo não diz que a igreja cria
a verdade, mas que a sustenta. A igreja
é como um pilar que mantém em pé uma
estrutura que foi construída por Deus.
Nós não apenas temos aqui uma coluna, um
pilar, a estrutura que mantém, mas nós
também temos essa expressão baloarte da
verdade ou fundação ou alicerço. Essa
expressão acontece somente aqui no Novo
Testamento. E a ideia de enfatizar
sustentação, equilíbrio, instabilidade,
estabilidade, algo que não se abala,
algo que mantém em pé. Então, a igreja,
ela não é um edifício entre muitos ou
entre muitas construção, mas é a verdade
sustentada pelo próprio Senhor. E o que
Paulo tá dizendo aqui para nós é
revolucionário. Por que que
revolucionário? Porque no templo de
Artêmic de Diana dos Efésios, quem
sustenta a verdade é Deus. Entre os
filósofos gregos, quem sustenta a
verdade é o Senhor. Não é o Estado
romano, é a igreja, a comunidade, o povo
de Deus. Eu e você temos o compromisso
de sustentar a verdade.
Essa é a razão de ser da igreja, ser
coluna e baluarte da verdade. Mas é
importante nós notarmos aqui, Paulo tá
se referindo aqui à igreja visível, a
igreja local, a igreja de Éfeso,
composta, meus queridos, com seus
presbíteros, com seus diáconos e com
seus membros. Então, a responsabilidade
de sustentar a verdade não é uma
abstração,
não é algo assim que você apenas ouve. É
uma tarefa concreta. É uma tarefa real
que recai sobre nós em todos os lugares.
Em qualquer lugar que Deus enviar, você
tem a obrigação de sustentar essa
verdade.
E olha o que que o teólogo Charles Rod
vai nos dizer. Ele diz: "Olha, a verdade
revelada é objetiva. Ela não depende de
nossas opiniões ou sentimentos. A igreja
confessa essa verdade, mas não a cria.
Ela recebe, preserva e a proclama." Esse
é o nosso papel, esse é o nosso
compromisso. Receber essa verdade,
anunciar com fidelidade, defender,
proclamá-la.
Porque Deus, em sua soberania revelou-se
através da palavra. Então, não é uma
mera informação. Nós não estamos aqui
apenas diante de um manual que vai nos
informar. Nós estamos diante de algo que
transforma, de algo que liberta, de algo
que é norma sobre as nossas vidas.
E olha o que que a confissão de fé de
Westminster no seu capítulo primeiro,
artigo primeiro, diz: "Olha, a luz da
natureza e as obras da criação e da
providência de tal modo manifestam
bondade, sabedoria e poder de Deus que
os homens ficam inescusáveis.
Contudo, não proporciona aquele
conhecimento de Deus e de sua vontade
que é necessário para a salvação. A
própria criação, o mundo criado, revela
a glória de Deus, anuncia que existe um
criador. Isso por si só, a luz de
Romanos é capaz de nos condenar, de
deixar nós indesculpáveis,
mas não é capaz de transformar nossa
vida, não é capaz de mudar o nosso
coração. é somente através da palavra
revelada por Deus através dos profetas e
dos apóstolos, registrada nas
escrituras. Essa revelação especial que
nos foi dada somente através dela, é que
nós somos transformados. E olha o que
que vai dizer o cateicismo maior na sua
pergunta três. Vai indagar o seguinte: o
que é a palavra de Deus? E ela vai
responder. As escrituras sagradas, o
Velho e o Novo Testamento, são a palavra
de Deus, única regra de fé e obediência.
Observe bem, única regra de fé e
obediência. Então, não há outra fonte de
verdade.
Não há novas revelações,
há apenas uma verdade. Não há verdades
adicionais aqui fora das escrituras. Ela
é a nossa única regra de fé e de
prática. Olha que interessante. Nós que
vivemos numa época de relativismo
radical,
sua verdade e a minha verdade são
consideradas válidas. O que é verdade
para você pode não ser verdade para mim.
Essa mentalidade que permeia a nossa
cultura contemporânea,
as escrituras nos chama a algo
diferente,
nos chama a perceber que existe para
nós, meus queridos, uma verdade revelada
por Deus. Ela não é relativa, ela não é
negociável, ela não é uma entre muitas
opções. Logo, não somos aqui um clube de
opiniões, não somos um espaço aonde cada
um escolhe o que acreditar. Nós somos a
coluna e o baluarte da verdade revelada
por Deus,
a igreja que sustenta. E essa verdade é
sobre o quê? Sobre a natureza de Deus.
Ele é trino, Pai, Filho e Espírito
Santo. Ele é soberano, onisciente,
onipotente e imutável. É sobre a nossa
condição. Somos criados à imagem de
Deus, mas nós caímos em pecado e esse
pecado nos asseparou, nos tirou, nos
distanciou e nos tornou
dignos de condenação. É sobre a
salvação, meus queridos. A salvação que
vem somente através de Cristo e somente
em Cristo. Ele morreu pelos nossos
pecados, ressuscitou ao terceiro dia e
ascendeu aos céus. Nele nós temos
redenção, perdão e vida eterna. É sobre
essa igreja. A igreja é o quê? O corpo
de Cristo comprada com seu sangue,
chamada ser coluna e baluarte da
verdade. E essa aqui, meus queridos, não
são opiniões, são verdades reveladas por
Deus. São a verdade do Senhor e a igreja
tem a responsabilidade de sustentá-la.
Então, a nossas confissões importam.
As confissões de fé. Quando a Igreja
presbiteriana confessa a confissão de fé
de Westm, ela não está sendo arrogante,
ela não tá sendo exclusivista, ela está
cumprindo uma missão, sustentar a
verdade, manter essa verdade intacta. O
nosso ensino aqui nessa igreja importa,
porque quando nós ensinamos doutrina
paraas nossas crianças, pros jovens,
adolescentes, adultos,
ou nos grupos discipulados ou nos lares,
nós não estamos sendo negligentes.
Estamos cumprindo a nossa
responsabilidade de ser coluna e
fundação da verdade.
Então, importa o ensino, importa a nossa
defesa da fé, importa quando nós futamos
heresias, quando questionamos ensinos
que contradizem as escrituras, nós não
estamos sendo intolerantes, irmãos. Nós
estamos sendo fiéis. Fiéis ao Senhor e
fiel à sua palavra. Então, existe
verdade revelada. E o meu compromisso e
o seu compromisso é mantê-la,
sustentá-la. anunciá-la às próximas
gerações, porque nós somos coluna e
baloarte da verdade. Mas não há apenas,
meus queridos, uma verdade revelada. Nós
temos também uma responsabilidade.
Existe uma responsabilidade da igreja de
sustentar essa verdade. Ela deve
vigorosamente
eh defender a fé apostólica, a fé que
nos foi dada. Olha o que que diz Judas
verso 3. Judas 3 escreve, ele vai dizer
assim: "Amados,
embora tivesse grande desejo de vos
escrever acerca da salvação comum,
senti-me obrigado a escrever-vos,
exortando-vos a batalhar pela fé que uma
vez foi entregue aos santos."
Judas está exortando os seus ouvintes a
batalhardes
pela fé que uma vez foi entregue aos
santos. Aqui não é uma luta casual ou
opcional, mas uma resistência vigorosa.
E observe, não é uma batalha única, mas
é uma vigilância constante na qual os
santos, o povo de Deus, os eleitos do
Senhor lutam pela fé. apostólica. Não é
algo que os outros fazem por eles. É
responsabilidade de toda a igreja. É
responsabilidade sua. E veja o que o
texto diz: "Uma vez por todas, entregue
aos santos". É uma entrega definitiva,
única. Então, não há revisão, não há
atualização e não há reinterpretação.
Ela foi nos dada, ela é completa, ela é
final. O termo grego é efap de uma vez
por todas.
Então essa luta, essa batalha, aquilo
que nos foi dado é uma ação que está lá
no passado. É o que aconteceu
historicamente, foi cumprido. Mas é
interessante que o verbo entregue-se
aqui, entregue aos santos, tá na voz
passiva.
Ou seja, você não é o agente da ativa,
você apenas sofre a unção de alguém.
Então, essa fé que nos foi dada, foi os
apóstolos que a registraram e o próprio
Senhor que a nos concedeu. E você apenas
recebe,
você apenas batalha.
Então, você não inventou, você não
criou, não foi do seu jeito, não foi da
sua forma, foi do jeito de Deus. E por
que que Judas escreve isso de maneira
tão imprescindível para nós? Porque
falsos mestres estavam infiltrando a
igreja. E lá no no verso 4, ele vai
dizer para nós o seguinte:
homens ímpios que transformam em
libertinagem a graça de nosso Deus e
negam o único soberano Senhor Jesus
Cristo. Eles não apenas não criam na
palavra de Deus como eles negavam a
soberania do Senhor. Eles distorciam a
graça de Deus em libertinagem.
transformando a graça do Senhor em
liberdade para pecar. Em outras
palavras, isso aqui seria típico daquele
que diz assim, ó: "Já que eu sou
predestinado,
já que eu sou eleito, eu vou viver de
qualquer jeito." Não. Paulo vai dizer em
Romanos 6,
"Haveremos de viver no pecado nós que
para ele morremos?" Tá no verso um. De
maneira nenhuma. Como viveremos no
pecado nós que para ele morremos?
Quem é salvo é salvo para viver uma vida
de santificação.
A graça foi concedida sem mérito algum,
mas essa graça nos chama a uma
responsabilidade,
nos chama a um compromisso. E eles então
distorcem essa graça. Eles prometem
muita coisa, mas eles não são capazes de
entregar nada. No verso 12, Judas vai
dizer que eles são como nuvens sem água.
levados pelo vento. No verso 13, ele vai
dizer: "São estrelas errantes para os
quais está reservada a escuridão das
trevas.
Ou seja, eles estão destinados à
condenação. E qual que é a resposta que
Judas dá aqui? Um diálogo amigável. Ah,
vamos tentar resolver as coisas. Vamos
tentar achar um ponto em comum. Quem
sabe nós achando um ponto em comum. Tá
tudo bem com a gente? Não, a verdade
está sobre ataque. A verdade aqui, e o
juiz supremo disso tem que ser a própria
escritura. A própria escritura é essa
revelação que nos mantém em pé. Olha o
que que é confissão de fé, meus
queridos, no capítulo 1, verso 10, vai
dizer:
"O juiz supremo, pelo qual todas as
controvérsias religiosas devem ser
determinadas e por cujo decreto todos os
decretos dos concílios, opiniões dos
escritores antigos, doutrinas de homens
e espírito particulares devem ser
examinados e cujas sentenças devemos
abraçar é nenhum outra senão o espírito
falando nas escrituras".
O que que nós devemos submeter?
O que que nós devemos
trazer como resposta, como veredito,
como conclusão
a ação do espírito revelado nas
escrituras.
As confissões repousam sobre as
escrituras.
Nós não colocamos a tradição acima da
Escritura. Nós não colocamos as nossas
confissões acima da escritura. A base
nossa é a escritura e as tradições se
subordinam a ela, a confissão, aos
nossos cateicismos.
É assim que nós defendemos a verdade com
base na escritura, não naquilo que você
acha, não naquilo que você pensa. Olha o
que que Mat R vai dizer para nós. Quando
a verdade está sobre ataque, a gentileza
pode ser uma covardia.
Juda nos chama uma defesa vigorosa. Não
porque odiamos os falsos mestres, mas
porque amamos a verdade e a igreja. A
defesa da fé é um ato de amor. Olha que
interessante. A indiferença à verdade é
um pecado que nós não devemos tolerar.
Nós devemos nos importar com a verdade.
Devemos defendê-la com total firmeza.
Então, a gentileza, vamos dizer assim,
tentar agradar os outros, dar um
jeitinho, nada mais é do que uma
covardia.
Nada mais é do que uma falta de
compromisso com essa verdade.
E a igreja não pode ser indiferente a
isso. Olha o que que Calvino vai nos
dizer. A igreja não pode ser indiferente
à heresia. Quando a verdade é
distorcida, a igreja tem o dever de
refutar o erro com clareza e firmeza.
Isso não é intolerância, é fidelidade à
verdade revelada.
Agora você imagina olhando para isso e
observando a época que a gente vive de
um pluralismo religioso, de um
relativismo doutrinário,
muitos foram ensinados a defender a sua
verdade e defender a verdade no contexto
atual é sinônimo de ser intolerante,
arrogante.
Judas aqui nos chama a repensar isso.
Defender a verdade não é arrogância.
Defender a verdade é fidelidade, não é
intolerância. Defender a verdade é amor
pela verdade e pela igreja.
>> E o que que isso significa, meus
queridos, para nós? Não podemos ser
indiferentes ao erro. Jamais. Quando o
ensino vai contradizer as escrituras, a
palavra de Deus, nós não podemos
simplesmente dizer bem. É sua opinião, é
o que você acha.
Nós precisamos com clareza, com amor,
defender a verdade de Deus. Nós não
podemos ser ingênuos.
Nós não podemos deixar as coisas
passarem batido. Precisamos conhecer a
doutrina bíblica, a doutrina apostólica,
para que a gente possa saber aonde que
ela está sendo distorcida. Nós não
podemos ser covardes.
Eu geralmente costumo falar para quem é
católico que eu tenho oportunidade de
conversar, falar assim: "Lê sua Bíblia,
apenas leia".
Eu tenho certeza que se você lê as
Escrituras, você não vai aceitar
qualquer coisa mais. E você vai começar
a questionar muita coisa que você faz.
leia as escrituras e peça ao espírito
que ilumine a sua mente.
Então, quando a verdade está sobre
ataque, nós precisamos defendê-la, mesmo
que isso vai custar a nossa posição
social, mesmo que isso vai custar, meus
queridos, porque uma igreja que não
defende a verdade é uma igreja que já se
perdeu, é uma igreja que já fracassou.
Então, a igreja tem uma
responsabilidade, sustentar a verdade e
ela deve defender vigorosamente a fé
apostólica. Mas isso, meus queridos,
está baseado em um segunda coisa. A
liderança local, ela precisa apegar-se à
doutrina.
Paulo tá instruindo a Timóteo, a Tito,
acerca das qualificações dos bispos ou
presbíteros. São termos intercambiáveis,
mas se você for para Tito, capítulo 1,
verso 9, ele vai dizer assim: "Olha,
como que o bispo tem que ser apegado à
palavra fiel, que é segunda doutrina, de
modo que tenha poder tanto para exortar
pelo reto ensino como para convencer os
que contradizem". Ou seja, depois de
qualificar aspectos morais, aspectos
familiares, Paulo chega ao coração da
questão aqui. Ele tá dizendo: "Olha, o
bispo ou presbítero tem que ser apegado
à palavra fiel, que é segundo o quê? A
doutrina.
E é interessante, o verbo apegado. É
imprescindível aqui. A ideia verbal não
é uma ação passiva, é uma ação ativa,
uma ação de agarrar-se a, de resistir
com, de manter-se firme em. Então, o
presbítero não é um recipiente que
recebe, é uma ação ativa que abraça a
doutrina.
E não é uma única ação, não é aquilo que
eu mais valorizo, não é aquilo que eu
acho mais correto, é toda a escritura.
Ele tem que ser apegado à palavra fiel,
que é segundo a doutrina, a esse corpo
de doutrina, a esse ensino. E esse
ensino não pode ser inventado, não pode
ser remodelado. Esse ensino não pode ser
transformado por você. Esse ensino tem
que ser transmitido com fidelidade,
com compromisso.
Então, o presbítero não é um inovador,
não é aquele que vai pensar
criativamente e vai reimaginar a sua fé.
Ele é um guardião.
Ele se apega ela ao ensino. E aqui nós
temos, meus queridos, essa dupla função
da liderança, um aspecto interno que
envolve nós. Essa palavra tem poder, o
texto diz, tanto para exortar pelo reto
ensino. E aqui é interessante porque a
doutrina é descrita como aquilo que
promove saúde. Lembra do Salmo 19 verso
7? A lei do Senhor é perfeita e ela
restaura a alma. Ela é capaz de curar. E
se você for fazer um contraste, por
exemplo, em Primeira Timóteo, capítulo
6, verso 4, Paulo vai falar de falsos
mestres que na realidade ensinam outra
doutrina, não concorda com as palavras
de Jesus e ele vai dizer: "Por isso são
infatuados e nada entende". Em outras
palavras, ele tá dizendo: "Vocês são
infatuados e nada entende transcrito por
vocês são doentes,
incuráveis,
não suportam a sã doutrina, sentem
corceira no ouvido, recusam a dar ouvido
à verdade."
E olha o que que João Calvino vai
esclarecer para nós acerca aqui do do
papel da liderança. diz: "Olha, o bispo
deve ser como um médico que não apenas
prescreve remédio para saúde, mas também
identifica e trata doenças. A doutrina
fiel é o remédio. A refutação dos falsos
mestres é o tratamento da doença. Sem
isso, a comunidade adoece
espiritualmente.
Então, não é apenas um aspecto interno,
mas há também uma segunda função, algo
para fora. O compromisso, ele diz, tem
tanto poder para exortar pelo reto
ensino como para convencer os que
contradizem. E convencer aqui é muito
mais do que discordar, irmão, é muito
mais do que não aceitar. É mostrar
claramente o erro, apontar o erro. E não
é uma refutação agressiva, ignorante. É
uma refutação baseada na verdade, no
amor e na graça do Senhor. Sabe aquele
que tenta nos convencer, mas que é rude
e que é grosso? Não é isso que o texto
tá dizendo, mas de você comprovar com
clareza, com firmeza essa verdade. E
Mate Henry vai dizer para nós isso. Ele
vai dizer: "Olha, a responsabilidade do
bispo não é apenas pregar o positivo,
mas também refutar o negativo. Ele deve
ser capaz de dizer sim à verdade e não
ao erro. Isto requer conhecimento
profundo da doutrina e coragem para
defendê-la".
É por isso que Paulo tá instruindo aqui
Tito sobre as qualificações dos
presbíteros. Homens que se apegam com
firmeza à palavra de Deus. Homens que t
a responsabilidade de refutar o erro.
Embora a integridade moral e familiar no
texto seja importante, ele vai enfatizar
algo que é essencial, a fidelidade à
doutrina.
Então, a verdade doutrinária não é um
luxo, meus queridos, mas é uma
necessidade
paraa saúde espiritual da comunidade.
É imprescindível pra gente crescer, pra
gente desenvolver. Olha o que que o
cateicismo aqui, meus queridos, o breve
cateicismo, na sua pergunta 88 vai nos
dizer quais são os motivos, os meios
exteriores e ordinários
pelos quais Cristo nos comunica as
bênçãos da redenção? Quais são? Ele
responde: "Os meios exteriores e
ordinários pelos quais Cristo nos
comunica as bênçãos da redenção são as
suas ordenanças". Quais?
especialmente a palavra, os sacramentos
e a oração, todos os quais se tornam
eficazes aos eleitos para a salvação. O
que que é mais especial?
A palavra,
o ensino.
É por meio da palavra que o espírito
trabalha na nossa vida. sem ensino, sem
fidelidade, a comunidade fica vulnerável
ao erro e a confusão.
Então, numa época que muitos evitam a
doutrina achando que pode ser pesado,
pode ser amargo, o texto tá chamando a
gente a um arrependimento.
Tem aqueles que dizem assim: "Ah, vamos
ensinar doutrina." Não, pastor, isso é
coisa lá atrás. O texto tá dizendo para
nós, tá errado,
totalmente errado. A responsabilidade,
meus queridos, sustentar a verdade não é
opcional, é essencial
e ela recai sobre toda a comunidade,
principalmente
sobre a liderança.
Então, para você líder, você tem a
responsabilidade
de apegar-se diáconos, presbíteros,
pastores, líderes a doutrina apostólica
e defendê-la com clareza.
Isso não é luxo, meus queridos. Isso
aqui não é para igrejas mais
tradicionais. Isso aqui é essencial para
a saúde espiritual da comunidade. Isso
significa que você tem que estudar a
palavra de Deus com profundidade. Você
precisa conhecer as confissões de fé, o
cateicismo a breve e maior, ser capaz de
refutar com clareza
os erros que se apresentam.
E para você que é membro, já que eu
falei pra liderança, e você que é
membro, você tem a responsabilidade de
conhecer a doutrina. e de questionar o
ensino que contradiz.
Numa das perguntas, meus queridos,
quando os irmãos são recebidos, é: você
promete ser fiel a essa liderança?
Enquanto essa liderança se manter fiel
às escrituras? Sim. E se ela não se
manter, você não tem obrigação nenhuma.
Você não tem compromisso nenhum.
Então você como igreja, você não pode
aceitar tudo que houve.
O crio pelo qual você tem que analisar é
a palavra de Deus.
Em primeira Tessalonicenses 5:21, Paulo
vai nos dizer: "Julgai todas as coisas e
retém o quê? Bom". Se você for para Atos
capítulo 17 verso 11, o texto vai dizer
assim: "Olha, os bereanos eram mais
nobres do que os de Tessalônica, pois
eles recebiam a palavra com toda a
avidez, com todo o anseio, mas examinava
as escrituras dia a dia para ver se as
coisas eram assim".
Gente, eu tô falando de uma igreja que
tá analisando o que Paulo tá pregando,
tá questionando. Pera aí, será que o que
Paulo tá dizendo é isso mesmo? É. Então,
meus queridos, uma igreja sem doutrina
clara é como um corpo sem sistema
imunológico, meus queridos, vulnerável a
toda doença que passa. Agora, uma igreja
bem ensinável é forte, é saudável e
resistente aos ventos de opiniões.
Então, a igreja tem responsabilidade de
sustentar a verdade. Ela deve defender
com vigorosidade a fé apostólica. A
liderança precisa apegar-se à doutrina e
ela também tem o seu fundamento
nos apóstolos
apostólicos e cristológicos.
Quando Paulo vai falar que nós somos
concidadão dos céus, que a nossa
cidadania não é aqui, é celestial,
em Efésios 2 verso 22, ele vai declarar
o seguinte: "Edificado sobre o
fundamento dos apóstolos e profetas,
sendo ele mesmo Jesus Cristo, a pedra
angular." Ou seja, a igreja foi
edificada.
É o que aconteceu lá atrás quando quando
a igreja foi edificada. Meus irmãos, se
alguém chegar em você e diz assim: "Me
fala quando que a igreja foi edificada,
quando
qual a sua resposta
na cruz, na ressurreição,
Deus é o construtor, não é a comunidade.
A igreja não constrói a si mesma. A
igreja é construída por Deus. Deus é o
consultor. E qual que é a base dessa
fundação?
Qual que é o alicerce? Qual é a base que
sustenta essa estrutura?
Paulo diz para nós que é duplo aqui.
Primeiro, os apóstolos e os profetas,
que são os transmissores da revelação
divina, lançaram o fundamento com seu
ensino. E Cristo, e o que que Cristo é?
A pedra angular, a pedra de esquina, o
remate, aquilo que sustenta,
é aquilo que mantém algo em pé de um
lado e de outro.
Então, nota-se que aqui o fundamento não
são os apóstolos em si mesmo. Qual que é
o fundamento? O ensino apostólico sobre
>> Cristo.
>> É o que Paulo diz em Primeira Coríntios,
capítulo 3, verso 11. Porque ninguém
pode lançar outro fundamento além
daquele que já foi posto, o qual é Jesus
Cristo. Cristo é o fundamento, Cristo é
a base, meus queridos. E Calvino vai nos
dizer que os apóstolos e profetas não
são a fundação última. A fundação última
é Cristo. Tudo aponta para Cristo. É
somente ele. Tudo repousa em Cristo.
E é muito importante você olhar para
esse texto e ver o contexto dele, porque
Cristo é capaz de unir judeus e gentius
dentro dessa unidade. É o que ele diz em
Efésios 2 14 a 16.
Porque pela Porque ele é a nossa paz, o
qual de ambos fez um e tendo derrubado a
parede de separação que estava no meio,
a inimizade, aboliu na sua carne a lei
dos mandamentos na forma de ordenança,
para que dos dois criasse em si um novo
homem, fazendo a paz, reconciliasse
ambos em um só corpo por intermédio da
cruz, destruindo por ele a inimizade. A
progressão é muito clara no texto. Tá
dizendo: "Olha, existe uma unidade. Essa
unidade é Cristo. Ele é quem une, quebra
essa amizade entre judeus e gentios. Ele
é quem cria um novo homem. Há um acesso
comum e esse acesso é através de Cristo.
Tá no verso 17 a 18. E agora no verso 19
e 22. Essa estrutura é comunitária, ela
é erguida, ela é o templo espiritual,
ela está edificada sobre profetas e
apóstolos. E Cristo é a sustentação
principal.
É isso que Charles Rod vai nos dizer
para nós. Ele diz: "Olha, a igreja não é
uma instituição humana sujeita a revisão
e reforma contínua. É um edifício divino
construído sobre fundamentos divinos.
Com Cristo como a sua pedra angular,
nossa responsabilidade é não destruir o
que Deus construiu, mas preservá-lo e
aperfeiçoá-lo.
Então, preste bastante atenção, meu
querido. A igreja é edificada sobre
fundamentos
específicos.
Não é sobre a minha opinião, nem a sua
opinião. Não é sobre a minha preferência
e nem a sua preferência.
Fique bem claro. Isso não é sobre a
igreja presbiteriana do Brasil, é sobre
a palavra. Olha o que que a confissão de
fé no capítulo 25, artigo 1, vai dizer
para nós. A igreja católica ou
universal, quando se fala igreja
católica, a ideia é de igreja universal,
meus queridos, nós somos igreja
católica. Nós só não somos romanos,
somos Igreja Católica Apostólica, não
somos romanos.
É uma contradição de termos, já que é
universal, como é que pode ser romano,
né? É estranho. Mas ele diz: "A Igreja
Católica Universal, a qual é invisível,
consiste de todo o número dos eleitos
que têm sido são ou serão reunidos um só
corpo sobre Cristo a sua cabeça. Ela é
esposa, o corpo, a plenitude daquele que
enche tudo em todos." Então, o que que a
igreja é?
O conjunto de todos os eleitos. Não é
uma instituição aqui eh sujeita à
revisão contínua. Ela é o quê? O corpo
divino construído por Deus com Cristo
seu cabeça. Quem governa essa igreja?
Cristo. A igreja não é autônoma.
Ela não cria suas regras. Ela não pode
fazer o que bem entende. Ela está sobre
a autoridade de Cristo. Cristo é a sua
cabeça. Então, toda verdade, toda
palavra de Deus é sustentada e aponta
para Cristo. Agora você imagine isso.
Numa época em que as pessoas tentam
reinventar as coisas, criar novas coisas
para atrair a cultura contemporânea.
Esse é um chamado a fidelidade aos
fundamentos.
Esse é um chamado a se comprometer com a
palavra de Deus.
Isso aqui não quer dizer que a igreja
não pode crescer, aprender ou se adaptar
em questões secundárias,
mas significa que ela não pode jamais
comprometer os seus fundamentos. E quais
são os seus fundamentos, meus irmãos? Tá
aqui, apostólicos.
A doutrina que ensinamos deve estar
enraizada no testemunho apostólico,
conforme as escrituras. São
cristológicos, tudo aponta para Cristo.
Se o ensino não aponta para Cristo, não
está alinhado com esse fundamento.
Eles são permanentes, não são apenas pra
época de Paulo ou para aquela cultura,
são para todos os tempos e todas as
culturas.
Então, a igreja que abandona o seu
fundamento é como um edifício que remove
a sua coluna. Pode até parecer moderno,
atraente, belo, elegante,
mas inevitavelmente vai cair.
E quais são os perigos desse
desabamento, meus queridos? Tá aqui.
A igreja não pode reinventar sua
mensagem para agradar a cultura.
Crescimento numérico, meus queridos, sem
doutrina não é saúde, é inchaço. Sem
fundamento apostólico, o edifício
invariavelmente desaba.
Então, qual que é a responsabilidade da
igreja?
defender a fé, liderança comprometida
com a verdade
e tem seu fundamento apostólico e
cristológico. Já que a gente viu que
existe uma verdade, existe uma
responsabilidade, por fim, meus
queridos, existe uma missão. Qual é a
missão?
Essa missão é essencial
a verdade e a missão da igreja. A
verdade não é um adorno, meu querido, é
um alicerce que de tudo que a igreja é e
faz.
Então, a responsabilidade de sustentar a
verdade, como eu disse, não é luxo. É,
na realidade essencial a vida da igreja.
Por quê? Por que que é essencial a vida
da igreja? Primeiro,
porque a verdade
é o fundamento da unidade.
O que mantém a gente unido,
apesar de cada um ser diferente um do
outro, é a verdade.
O que mantém nós com o mesmo foco e
objetivo é Cristo,
é o Senhor. Olha o que que Paulo em
Efésios 4 verso 4 a 6 vai dizer. Há um
só corpo e um espírito, como também
foste chamado numa só esperança da vossa
vocação. Há um só Senhor, uma só fé, um
só batismo, um só Deus e Pai de todos, o
qual é sobre todos e age no meio de
todos e está em todos. O que que o texto
diz? Uma só fé. Ele não diz existe
muitas fés ou cada um com a sua fé. É
uma só fé. Essa fé tá fundamentada na
verdade revelada por Deus. E quando a
igreja abandona isso, ela perde a
unidade. Diferentes grupos começam a
crer em coisas diferentes. Então, a
comunidade ela se fragmenta.
E a palavra de Deus é muito clara para
nós. Uma igreja dividida não se mantém
em pé, ela cai.
Então, por que que a verdade é essencial
para nós a vida e a missão da igreja?
Porque a verdade é o fundamento da
unidade. Segundo, porque a verdade é o
fundamento da maturidade.
Paulo vai dizer em Efésios 4 verso 11 a
13, ele diz: "E ele me, ele mesmo
concedeu uns para apóstolos, outros para
profetas, outros para evangelistas,
outros para pastores e mestres. com
vista ao aperfeiçoamento dos santos para
o desempenho do seu serviço, para a
edificação do corpo de Cristo, até que
todos cheguemos à unidade da fé e do
pleno conhecimento do filho de Deus, a
perfeita varonidade, a medida da
estatura da plenitude de Cristo. Observe
qual que é o objetivo do ensino, meus
queridos.
O texto vai dizer: "Até que todos
cheguemos à unidade da fé e do pleno
conhecimento do filho de Deus". Então,
qual que é a medida da maturidade, do
crescimento?
O conhecimento da verdade. Se você olhar
no verso 14 de Efésios 4, um texto
depois, ele vai dizer: "Para que não
sejamos com meninos agitados de um lado
para o outro e levado ao redor de todo o
vento de doutrina pela artimanha dos
homens. pel astúcias do que induzem ao
erro. Então, uma igreja sem doutrina
clara é como uma criança flutuante,
levada de um lado para o outro. Agora,
uma igreja madura, meu querido, é firme,
é resistente. Aqui nós vemos a diferença
de maturidade.
Geralmente a gente vê, por exemplo,
acontecendo na igreja, a pessoa ficar
chateada com alguma coisa, ela diz: "Eu
não vou nessa igreja mais".
Aqui tá o nível de maturidade,
porque alguém maduro vai entender que,
por mais difícil que seja, se aquela
igreja tá sendo fiel às escrituras, ela
mantém ele, porque o foco dela é quem?
É Cristo. O foco dela é o Senhor. Não
são pessoas. É claro que pessoas são
importantes,
tem valor, mas o foco dela é Jesus.
Foco dela é Cristo. Então, a verdade
sustentada não é luxo. Nós temos
percebido, é essencial a vida e a missão
da igreja, porque ela também, meus
queridos, é o fundamento da nossa
missão. A grande comissão lá em Mateus
28 verso 19 e 20 declara: "Ide,
portanto, fazei discípulos de todas as
nações, batizando em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo, ensinando a
guardar todas as coisas que vos tem
ordenado. E eis que estou convosco todos
os dias até a consumação dos séculos.
Veja, ensinando a guardar todas as
coisas que vos tem ordenado. A missão da
igreja não é só evangelizar,
é ensinar a verdade revelada por Cristo.
Então, como que pode a igreja ensinar a
verdade se ela mesmo não sustenta?
Como que pode ela chamar outros na fé se
ela mesmo está confusa acerca daquilo
que ela profess? Como
então uma igreja sem doutrina clara, ela
é incapaz de cumprir a sua missão.
Ela é incapaz. Não é eu que tô dizendo,
é o próprio texto. Então, a igreja bem
ensinada, ela é capaz de proclamar a
verdade, ela é capaz de defender a
verdade, porque a palavra, o evangelho é
o quê? O poder de Deus é o poder do
Senhor. Em quarto lugar, meus queridos,
nós vemos também que essa verdade é
essencial à vida e a missão da igreja,
porque ela é proteção contra as
heresias.
Segunda Timóteo, capítulo 2, verso 2,
Paulo diz: "O que da minha parte ouviste
através de muitas testemunhas, isso
mesmo transmite a homens fiéis e também
idôneos para instruir a outros". Ou
seja, a transmissão fiel das Escrituras
tem que ser transmitida a outros. Sem
isso,
a verdade perde o seu valor e a heresia
acaba florescendo. É o que Paulo vai
dizer em segunda Timóteo, capítulo 4,
verso 3 e 4. Ele diz: "Haverá tempo em
que não suportarão a sua doutrina.
Cercar-seão de messes, sentirão coceiras
nos ouvidos como que recusarão a verdade
da palavra e vão se entregar às
fábulas". Essa é uma advertência séria
para nós. Há tempo que as pessoas não
querem ouvir a verdade. Elas querem
ouvir o que agrada, o que satisfaz, o
que levanta o ego. Mas não é isso que a
palavra de Deus diz. Nós temos que ser
vigilantes e o tempo todo sustentar a
verdade. Então, a responsabilidade de
sustentar a verdade, meus queridos, não
é luxo. É essencial a vida e a missão da
igreja. Porque por fim, meus queridos, a
verdade é a fundamentação da nossa
teologia reformada. A teologia reformada
reconhece que a verdade é essencial à
vida da igreja. A gente viu isso na
pergunta 88 de Westminster, no breve
cateicismo, que diz: "Quais são os meios
exteriores e ordinários pelos quais
Cristo comunica as bênçãos da redenção?
Os meios exteriores e ordinários pelos
quais Cristo nos comunica as bênçãos da
redenção são as suas ordenanças,
especialmente a palavra, o ensino das
escrituras, a verdade anunciada. Esse é
o meio pelo qual nós prescrevemos. E
como nós já citamos já anteriormente, a
confissão diz que o juiz supremo
não é os concílios, não são as
tradições, não são as opiniões humanas.
O juiz supremo é quem?
O espírito falando pelas escrituras.
É as escrituras que é o juiz supremo.
Então, as nossas confissões, confissão
de fé de Westminster, cateicismo maior,
catecismo breve, todos estão
subordinados à palavra de Deus.
E essa vida tem que traduzir em uma vida
diferente.
Então, meus queridos, pra gente
concluir, vamos voltar aquela cena
anterior.
Imagina o edifício histórico. Você não
pode remodelá-la ao seu gosto e ao seu
bel prazer. A igreja é esse edifício
construído por Deus. Os seus alicerces
foram lançados por Cristo e pelos
apóstolos. As suas colunas foram bem
erguidas pelo sangue de mártires,
reformadores e santos fiéis. Seus arcos
foi bem calculado pela sabedoria da ação
do espírito, iluminando homens de Deus
para compreender as escrituras com
profundidade. E cada geração recebeu o
compromisso, a responsabilidade de
preservar, aperfeiçoar e transmitir a
própria próxima geração. Então, hoje nós
enfrentamos pressões semelhantes a que
Timóteo, Tito, Judas e a igreja de Éfeso
enfrentou. Nós enfrentamos a pressão do
relativismo. Não há verdade absoluta.
Cada um tem a sua verdade, mas a gente
viu que há uma verdade revelada. Ela é a
nossa norma, norma, norma. Ela é a nossa
regra de fé e de prática. Nós vivemos a
pressão do pragmatismo. O que importa é
o que funciona, não que é verdadeiro.
Não. Se isso dá certo, é o que nós vamos
aceitar, meus queridos, não é isso.
A verdade é poderosa, ela é suficiente.
Não é o que dá certo, é o que glorifica
ao Senhor. Nós vivemos a pressão do
pluralismo. Todas as religiões são
igualmente válidas. Nós não devemos ser
exclusivistas. A gente ouve isso direto
de irmãos da igreja, pastor. Todas são
válidas. Todos têm um ponto negativo.
Precisa ler a Bíblia. Nem todas são
válidas.
São aquelas que repousam sobre a palavra
de Deus. E nós vivemos a pressão da
inovação. Nós precisamos atualizar a fé,
a cultura contemporânea. Alguns querem
até atualizar a Bíblia, né? Ou
reinventar a liderança, como a igreja
presbiteriana unida colocando agora,
fragmentando a própria palavra. já era
liberal, agora se tornou mais ainda.
Então a resposta, meus queridos, não é
inovação, é a fidelidade.
A igreja é a coluna, é a fundamentação
dessa verdade, meus irmãos. Isso é uma
responsabilidade tremenda, mas é uma
honra extraordinária. Nós somos chamados
aqui a preservar, ensinar e defender a
verdade revelada por Deus paraa glória
dele e para o bem da igreja. Mas tem uma
pergunta que eu esqueci. Lembra da
primeira pergunta?
simples, mas imprescindível. Por que o
alicerce é importante?
Por quê, meus queridos?
Porque toda fundamentação depende, toda
construção depende de uma sustentação
sólida. E como que a gente pode fazer
isso de maneira fiel?
Como que a gente pode fazer isso de
maneira fiel?
Como ser coluna e barloarte da verdade
hoje, agora, nesse exato momento.
Vamos lá. Apegar-se, apegue-se às
escrituras como norma suprema. As
escrituras têm que ser a sua única regra
de fé e prática. Não é a tradição, não é
a sua experiência, não é a razão humana,
é as escrituras.
E quando algo conflita com a palavra de
Deus e qualquer outra fronte, quem que
vai prevalecer?
Quem que é o juiz supremo? As
escrituras. Segundo, confessemos a
verdade com clareza. As confissões de
fé, confissão de Westmin, os cateicismos
não são superiores às escrituras, mas
são expressões fiéis da verdade
revelada. Então, quando nós confessamos
a verdade, nós aqui não estamos sendo
arrogantes. Nós estamos cumprindo a
nossa responsabilidade
de sermos fiéis à palavra.
Segundo, aprofunde
o conhecimento doutrinário. Faça isso
com zelo. Faça isso com paixão. Não
deixemos com que a ignorância espiritual
domine as igrejas. A gente precisa
ensinar sobre a trindade, a soberania de
Deus, a depravação total, a eleição, a
justificação pela fé, a perseverança dos
santos, a predestinação que muitos têm
medo. Precisamos ensinar. Ensinemos com
clareza, com paixão e com amor, mas
também defenda com coragem a verdade
contra o relativismo.
Defenda. Quando a verdade está sobre
ataque, meu querido, não fique em
silêncio. Refute o erro com gentileza,
mas não seja arrogante.
Não seja covarde. Seja bíblico, seja
humilde, seja humilde, seja fiel ao
Senhor. Porque o veredito final, meus
queridos, é esse. Tudo aponta para
Cristo. Ele é a razão de ser da igreja.
Ele é o fundamento sobre o qual tudo
repousa. É ele que prometeu para nós:
"As portas do inferno não prevalecerão
contra a minha igreja". É ele que
prometeu estar conosco todos os dias até
a consumação dos séculos. Então, que
essa igreja, meus queridos, seja a
coluna da verdade, baluarte da verdade,
fiel às escrituras, centrada em Cristo e
que toda glória seja unicamente ao
Senhor.
Vamos orar agradecendo a Deus e louvando
ao Senhor. Ja.
>> [música]

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