A Igreja como Coluna e Baluarte (1 Timóteo 3.15) | Rev. Thiago Santos
27/07/2026
A Igreja como Coluna e Baluarte (1 Timóteo 3.15) | Rev. Thiago Santos
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Meus irmãos, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo. Nós estamos reunidos nessa manhã em aula. Então, não será um sermão expositivo como costumeiramente nós fazemos. É mais uma aula temática, onde nós vamos trabalhar quatro textos: Primeira Timóteo, Tito, Judas e É Efeso. E nós vamos trabalhar dentro deste tema. Então, eh, como alguns já conhecem a minha aula, geralmente nas aulas a qual eu aqui faço, eu costumo começar com a pergunta, mas a pergunta sempre, essa pergunta é para nos instigar, é para fazer você visualizar, é para você pensar um pouco acerca daquilo que nós vamos falar e sobre a importância do assunto. Então, eu quero começar com essa pergunta e quero que você responda a si mesmo: por o alicerce é importante? Por que que o alicerce é importante? Parece uma pergunta simplória, mas na realidade ela é imprescindível pro assunto que nós vamos aqui ver. O que que é um alicerce? Nós temos aqui crianças, né? O que que é um alicerce, crianças? O alicerce é a base, é aquilo que sustenta uma casa, é aquilo que mantém ela em pé. E olha, tanto que isso é interessante. Se você for lá para Mateus capítulo 7, no final do sermão do monte, bem próximo ali do final, Jesus vai dizer assim: "A quem eu vou comparar?" Aquele que ouviu as minhas palavras e as colocou em prática como a casa construída sobre a rocha. Vieram os ventos, vieram os rios, vieram a tempestade, mas essa casa se manteve em pé. A quem eu vou comparar? Aqueles que não ouviram? Aos insensatos, aqueles que construíram a sua casa sobre a areia. Viraram os ventos, os rios, a tempestade e ela não permaneceu. Observe que não há diferença na tempestade, nos ventos e no rio. A mesma coisa acontece sobre uma, acontece sobre outra. Mas o que que permanece essa casa em pé? O que que mantém ela segura? a sua construção, o seu fundamento, a base sobre a qual ela se encontra. Isso não é diferente com a igreja. A igreja é como uma casa, mas há uma diferença crucial aqui, imprescindível para nós. Ela não foi construída por homens, mas pelo próprio criador. E nós recebemos a responsabilidade de sustentá-la, de preservá-la, de transmiti-la às novas gerações, aos nossos filhos, netos, sobrinhos, amigos. E hoje nós aqui vamos explorar uma verdade que a igreja moderna frequentemente esquece e que nós precisamos entender. A igreja não é um clube de opiniões, mas é uma comunidade chamada publicamente a manter essa verdade revelada, a preservá-la, a sustentá-la. Essa é uma responsabilidade tremenda, mas é também uma honra extraordinária para nós. Então, quero convidar você a abrir agora a palavra de Deus em Primeira Timóteo, capítulo 3, verso 14 ao verso 16. Primeira Timóteo, capítulo 3, verso 14 ao verso de número 16. Olha [roncando] o que que diz a palavra do Senhor. Escreva estas coisas, esperando ir ver-te em breve, para que se eu tardar fique ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baloarte da verdade. Evidentemente, grande é o mistério da piedade. Aquele que foi manifestado na carne, foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. Imagine, meus queridos, aqui um edifício histórico ou uma catedral medieval, por exemplo, que foi construída ao longo dos séculos. Olhando para essa estrutura, você vê que os seus alicerces foram lançados com muita precisão e foi construído ao longo dos séculos isso. Nós vemos as suas colunas erguidas com muito cuidado. Nós percebemos os arcos calculados, trazendo a proporção do peso exato, equilibrando aquela casa, mantendo ela em pé. E cada pedra tem o seu lugar. Cada elemento estrutural cumpre uma função bem específica. Agora imagine você pegar essa estrutura e você chegar ao ponto de dizer assim: "Eu vou remodelar isso. Vamos tirar essa coluna porque nós não gostamos tanto dela. Vamos adicionar um arco aqui que fique um pouco mais assim, mais bonito, mais estético, mais belo. Vamos reinterpretar, vamos modificar essa estrutura conforme as nossas preferências pessoais. Qual será o resultado? O que que vai acontecer? O que que vai acontecer com essa catedral? Ela vai desabar. E a igreja do Senhor, ela não é diferente. Ela é um edifício que nós não podemos remodelar conforme os nossos gostos, conforme as nossas preferências. É uma estrutura edificada, bem sustentada, com arquitetura revelada por Deus. de nós, parte desse corpo, parte desse povo, nós temos a responsabilidade de sustentar, de manter, de ensinar, de defender essa verdade aqui. Isso não é arrogância da nossa parte em momento algum. Isso é fidelidade. É amor pela casa de Deus. é amor pela igreja pela qual Cristo comprou com seu próprio sangue. E os textos que aqui nós vamos estudar, como por exemplo, Primeira Timóteo, Tito, Judas e É Efeso, foram escritos em contextos bem específicos, a grande maioria num contexto de crise. E nós vemos então o desafio da igreja. As comunidades cristãs ali no primeiro século enfrentavam pressões externas, pressões como perseguição romana, mas também perseguições internas, como, por exemplo, falsos mestres, heresias, confusão doutrinária. Então, por exemplo, Paulo tá escrevendo a Timóteo da cidade de Éfeso, aonde que havia, por exemplo, um grande monumento Artemix ou Diana dos Efésios. uma das sete maravilhas do mundo antigo e que dominava a religiosidade da cidade. Tito, por exemplo, enfrentava uma instabilidade moral e religiosa lá em Creta. Judas escreve com urgência para que o povo pudesse defender a verdade, porque falsos profetas estavam entrando na igreja e distorcendo a graça do Senhor. E Paulo vai escrever a Éfeso para enfatizar a unidade, a o compromisso da igreja, como que essa igreja se mantém firme. Então, em cada contexto, a questão é a mesma. É a mesma questão é essa. Como a igreja permanece firme na verdade quando enfrenta pressão, confusão e corrupção doutrinária? Como que a igreja se mantém firme? E aqui nós precisamos responder de maneira muito clara. A resposta não é inovação, não é adaptação ao espírito da época. A resposta é fidelidade à palavra de Deus. compromisso com as Escrituras, transmitida pelos apóstolos, centrada em Cristo e sustentada pela igreja. É isso que nós vamos perceber aqui. Em resumo, que nós vamos tratar é que a igreja é chamada por Deus para ser coluna e baloarte da verdade, sustentando publicamente através do ensino, da confissão e da defesa vigorosa, mantendo a sua base firme. E em primeiro lugar, o que nós precisamos entender aqui de maneira muito clara é que existe uma verdade revelada. E essa verdade não parte da pressuposição minha e sua, não parte da nossa opinião, não parte do nosso gosto, não parte do nosso desejo. Parte da vontade de Deus para nós. Existe uma verdade revelada. E Paulo aqui, ao instruir Timóteo, ele vai dizer aqui para nós, no verso 14 e verso 15, ele diz: "Escrevo-te essas coisas, esperando ir ver-te em breve, para que seu Tadar fique cientes de que como deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baloarte da verdade." Paulo tensionava visitar Timóteo, alguns meses depois para dar continuidade àquilo que ele já havia ensinado a esse jovem. Mas se ele demorar, se ele tardar, ele vai dizer como que deve ser a postura de Timóteo, como que deve ser a conduta desse jovem diante da casa de Deus. E olha como que ele descreve a igreja. Ele descreve a igreja como a casa. E nós precisamos deixar bem claro, casa de Deus não é essa estrutura de paredes, não são tijolos. A casa de Deus é o povo do Senhor reunido. Ela é a igreja do Deus vivo, daquele que sustenta, daquele que conduz. Não quer dizer que essa estrutura não importa. Ela é importante, ela é válida. Porque é nesse contexto que aqui estamos reunidos para adorar ao Senhor em comunidade, em corpo, para exaltar o nome de Deus, para glorificar o seu nome, para bendizer. Então ele mostra para nós como que Timóteo tinha que proceder dentro da igreja, dentro da casa de Deus. E como que ele descreve essa casa? Como que ele descreve essa igreja? Segundo o texto bíblico, ela é o quê? coluna e baluarte da verdade. A palavra que ele usa aqui paraa verdade é importante porque não é meramente uma correspondência factual, não é meramente aquilo que é verdadeiro. A luz de Paulo e a luz de João, verdade se refere à revelação divina, a verdade que emana de Deus e que encarna na pessoa de Cristo. Nós vimos na primeira aula, Cristo não é apenas aquele que anuncia, ele não é apenas o profeta que anuncia a palavra, ele é a própria verdade encarnada. E a igreja tem o compromisso de anunciar essa verdade, de defender essa verdade. Então, a igreja tem essa responsabilidade. É por isso que ele diz, ela é coluna e baluarte da verdade. Mas observe o contexto imediato do texto em questão aqui no verso de número 16, ele vai trazer um hino cristológico para nós. vai dizer: "Olha, evidentemente grande é o mistério da piedade. Aquele que foi manifestado na carne, foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória." Aqui nós não estamos apenas eh diante de um hino, nós estamos diante de um conteúdo. E esse hino não está baseado, na minha opinião, é uma confissão central acerca dessa verdade do cristianismo, acerca da encarnação, acerca da vindicação, acerca da proclamação e da exaltação de Cristo. E olha o tanto que é interessante esse texto, porque olhando pro verbo justificado em espírito, a ideia aqui de justificação não é em termos soteurológico ou de ordem da salvação. A questão aqui é de vindicação, de confirmação. Cristo foi vindicado pelo espírito, provavelmente uma referência à ressurreição de Cristo, na qual o Pai, por meio do espírito, confirmava toda a obra de Deus, toda essa ação. Então, a verdade que a igreja sustenta, que a igreja mantém, é uma, senão só essa, a pessoa e a obra de Cristo. E observe bem aquilo que o texto diz, a igreja é coluna. A igreja é o pilar central. E no mundo grego romano, isso aqui é importante, porque as colunas não era apenas elementos decorativos, belos, sofisticados. eram essenciais para manter uma estrutura. Então, a coluna mal posicionada ou mal colocada, ela comprometia todo o prédio, toda a estrutura. Então, a igreja, portanto, é como um pilar que sustenta a verdade divina no mundo. Aquela que tem que defender, aquela que tem que anunciar, aquela que tem que proteger. E não foi ela que criou essa estrutura. Lembre-se sempre, quem criou essa estrutura foi o próprio Deus. Olha o que que o William Hendricks vai nos dizer. A verdade que a igreja sustenta não é uma construção humana, mas a revelação divina. Paulo não diz que a igreja cria a verdade, mas que a sustenta. A igreja é como um pilar que mantém em pé uma estrutura que foi construída por Deus. Nós não apenas temos aqui uma coluna, um pilar, a estrutura que mantém, mas nós também temos essa expressão baloarte da verdade ou fundação ou alicerço. Essa expressão acontece somente aqui no Novo Testamento. E a ideia de enfatizar sustentação, equilíbrio, instabilidade, estabilidade, algo que não se abala, algo que mantém em pé. Então, a igreja, ela não é um edifício entre muitos ou entre muitas construção, mas é a verdade sustentada pelo próprio Senhor. E o que Paulo tá dizendo aqui para nós é revolucionário. Por que que revolucionário? Porque no templo de Artêmic de Diana dos Efésios, quem sustenta a verdade é Deus. Entre os filósofos gregos, quem sustenta a verdade é o Senhor. Não é o Estado romano, é a igreja, a comunidade, o povo de Deus. Eu e você temos o compromisso de sustentar a verdade. Essa é a razão de ser da igreja, ser coluna e baluarte da verdade. Mas é importante nós notarmos aqui, Paulo tá se referindo aqui à igreja visível, a igreja local, a igreja de Éfeso, composta, meus queridos, com seus presbíteros, com seus diáconos e com seus membros. Então, a responsabilidade de sustentar a verdade não é uma abstração, não é algo assim que você apenas ouve. É uma tarefa concreta. É uma tarefa real que recai sobre nós em todos os lugares. Em qualquer lugar que Deus enviar, você tem a obrigação de sustentar essa verdade. E olha o que que o teólogo Charles Rod vai nos dizer. Ele diz: "Olha, a verdade revelada é objetiva. Ela não depende de nossas opiniões ou sentimentos. A igreja confessa essa verdade, mas não a cria. Ela recebe, preserva e a proclama." Esse é o nosso papel, esse é o nosso compromisso. Receber essa verdade, anunciar com fidelidade, defender, proclamá-la. Porque Deus, em sua soberania revelou-se através da palavra. Então, não é uma mera informação. Nós não estamos aqui apenas diante de um manual que vai nos informar. Nós estamos diante de algo que transforma, de algo que liberta, de algo que é norma sobre as nossas vidas. E olha o que que a confissão de fé de Westminster no seu capítulo primeiro, artigo primeiro, diz: "Olha, a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestam bondade, sabedoria e poder de Deus que os homens ficam inescusáveis. Contudo, não proporciona aquele conhecimento de Deus e de sua vontade que é necessário para a salvação. A própria criação, o mundo criado, revela a glória de Deus, anuncia que existe um criador. Isso por si só, a luz de Romanos é capaz de nos condenar, de deixar nós indesculpáveis, mas não é capaz de transformar nossa vida, não é capaz de mudar o nosso coração. é somente através da palavra revelada por Deus através dos profetas e dos apóstolos, registrada nas escrituras. Essa revelação especial que nos foi dada somente através dela, é que nós somos transformados. E olha o que que vai dizer o cateicismo maior na sua pergunta três. Vai indagar o seguinte: o que é a palavra de Deus? E ela vai responder. As escrituras sagradas, o Velho e o Novo Testamento, são a palavra de Deus, única regra de fé e obediência. Observe bem, única regra de fé e obediência. Então, não há outra fonte de verdade. Não há novas revelações, há apenas uma verdade. Não há verdades adicionais aqui fora das escrituras. Ela é a nossa única regra de fé e de prática. Olha que interessante. Nós que vivemos numa época de relativismo radical, sua verdade e a minha verdade são consideradas válidas. O que é verdade para você pode não ser verdade para mim. Essa mentalidade que permeia a nossa cultura contemporânea, as escrituras nos chama a algo diferente, nos chama a perceber que existe para nós, meus queridos, uma verdade revelada por Deus. Ela não é relativa, ela não é negociável, ela não é uma entre muitas opções. Logo, não somos aqui um clube de opiniões, não somos um espaço aonde cada um escolhe o que acreditar. Nós somos a coluna e o baluarte da verdade revelada por Deus, a igreja que sustenta. E essa verdade é sobre o quê? Sobre a natureza de Deus. Ele é trino, Pai, Filho e Espírito Santo. Ele é soberano, onisciente, onipotente e imutável. É sobre a nossa condição. Somos criados à imagem de Deus, mas nós caímos em pecado e esse pecado nos asseparou, nos tirou, nos distanciou e nos tornou dignos de condenação. É sobre a salvação, meus queridos. A salvação que vem somente através de Cristo e somente em Cristo. Ele morreu pelos nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia e ascendeu aos céus. Nele nós temos redenção, perdão e vida eterna. É sobre essa igreja. A igreja é o quê? O corpo de Cristo comprada com seu sangue, chamada ser coluna e baluarte da verdade. E essa aqui, meus queridos, não são opiniões, são verdades reveladas por Deus. São a verdade do Senhor e a igreja tem a responsabilidade de sustentá-la. Então, a nossas confissões importam. As confissões de fé. Quando a Igreja presbiteriana confessa a confissão de fé de Westm, ela não está sendo arrogante, ela não tá sendo exclusivista, ela está cumprindo uma missão, sustentar a verdade, manter essa verdade intacta. O nosso ensino aqui nessa igreja importa, porque quando nós ensinamos doutrina paraas nossas crianças, pros jovens, adolescentes, adultos, ou nos grupos discipulados ou nos lares, nós não estamos sendo negligentes. Estamos cumprindo a nossa responsabilidade de ser coluna e fundação da verdade. Então, importa o ensino, importa a nossa defesa da fé, importa quando nós futamos heresias, quando questionamos ensinos que contradizem as escrituras, nós não estamos sendo intolerantes, irmãos. Nós estamos sendo fiéis. Fiéis ao Senhor e fiel à sua palavra. Então, existe verdade revelada. E o meu compromisso e o seu compromisso é mantê-la, sustentá-la. anunciá-la às próximas gerações, porque nós somos coluna e baloarte da verdade. Mas não há apenas, meus queridos, uma verdade revelada. Nós temos também uma responsabilidade. Existe uma responsabilidade da igreja de sustentar essa verdade. Ela deve vigorosamente eh defender a fé apostólica, a fé que nos foi dada. Olha o que que diz Judas verso 3. Judas 3 escreve, ele vai dizer assim: "Amados, embora tivesse grande desejo de vos escrever acerca da salvação comum, senti-me obrigado a escrever-vos, exortando-vos a batalhar pela fé que uma vez foi entregue aos santos." Judas está exortando os seus ouvintes a batalhardes pela fé que uma vez foi entregue aos santos. Aqui não é uma luta casual ou opcional, mas uma resistência vigorosa. E observe, não é uma batalha única, mas é uma vigilância constante na qual os santos, o povo de Deus, os eleitos do Senhor lutam pela fé. apostólica. Não é algo que os outros fazem por eles. É responsabilidade de toda a igreja. É responsabilidade sua. E veja o que o texto diz: "Uma vez por todas, entregue aos santos". É uma entrega definitiva, única. Então, não há revisão, não há atualização e não há reinterpretação. Ela foi nos dada, ela é completa, ela é final. O termo grego é efap de uma vez por todas. Então essa luta, essa batalha, aquilo que nos foi dado é uma ação que está lá no passado. É o que aconteceu historicamente, foi cumprido. Mas é interessante que o verbo entregue-se aqui, entregue aos santos, tá na voz passiva. Ou seja, você não é o agente da ativa, você apenas sofre a unção de alguém. Então, essa fé que nos foi dada, foi os apóstolos que a registraram e o próprio Senhor que a nos concedeu. E você apenas recebe, você apenas batalha. Então, você não inventou, você não criou, não foi do seu jeito, não foi da sua forma, foi do jeito de Deus. E por que que Judas escreve isso de maneira tão imprescindível para nós? Porque falsos mestres estavam infiltrando a igreja. E lá no no verso 4, ele vai dizer para nós o seguinte: homens ímpios que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o único soberano Senhor Jesus Cristo. Eles não apenas não criam na palavra de Deus como eles negavam a soberania do Senhor. Eles distorciam a graça de Deus em libertinagem. transformando a graça do Senhor em liberdade para pecar. Em outras palavras, isso aqui seria típico daquele que diz assim, ó: "Já que eu sou predestinado, já que eu sou eleito, eu vou viver de qualquer jeito." Não. Paulo vai dizer em Romanos 6, "Haveremos de viver no pecado nós que para ele morremos?" Tá no verso um. De maneira nenhuma. Como viveremos no pecado nós que para ele morremos? Quem é salvo é salvo para viver uma vida de santificação. A graça foi concedida sem mérito algum, mas essa graça nos chama a uma responsabilidade, nos chama a um compromisso. E eles então distorcem essa graça. Eles prometem muita coisa, mas eles não são capazes de entregar nada. No verso 12, Judas vai dizer que eles são como nuvens sem água. levados pelo vento. No verso 13, ele vai dizer: "São estrelas errantes para os quais está reservada a escuridão das trevas. Ou seja, eles estão destinados à condenação. E qual que é a resposta que Judas dá aqui? Um diálogo amigável. Ah, vamos tentar resolver as coisas. Vamos tentar achar um ponto em comum. Quem sabe nós achando um ponto em comum. Tá tudo bem com a gente? Não, a verdade está sobre ataque. A verdade aqui, e o juiz supremo disso tem que ser a própria escritura. A própria escritura é essa revelação que nos mantém em pé. Olha o que que é confissão de fé, meus queridos, no capítulo 1, verso 10, vai dizer: "O juiz supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas devem ser determinadas e por cujo decreto todos os decretos dos concílios, opiniões dos escritores antigos, doutrinas de homens e espírito particulares devem ser examinados e cujas sentenças devemos abraçar é nenhum outra senão o espírito falando nas escrituras". O que que nós devemos submeter? O que que nós devemos trazer como resposta, como veredito, como conclusão a ação do espírito revelado nas escrituras. As confissões repousam sobre as escrituras. Nós não colocamos a tradição acima da Escritura. Nós não colocamos as nossas confissões acima da escritura. A base nossa é a escritura e as tradições se subordinam a ela, a confissão, aos nossos cateicismos. É assim que nós defendemos a verdade com base na escritura, não naquilo que você acha, não naquilo que você pensa. Olha o que que Mat R vai dizer para nós. Quando a verdade está sobre ataque, a gentileza pode ser uma covardia. Juda nos chama uma defesa vigorosa. Não porque odiamos os falsos mestres, mas porque amamos a verdade e a igreja. A defesa da fé é um ato de amor. Olha que interessante. A indiferença à verdade é um pecado que nós não devemos tolerar. Nós devemos nos importar com a verdade. Devemos defendê-la com total firmeza. Então, a gentileza, vamos dizer assim, tentar agradar os outros, dar um jeitinho, nada mais é do que uma covardia. Nada mais é do que uma falta de compromisso com essa verdade. E a igreja não pode ser indiferente a isso. Olha o que que Calvino vai nos dizer. A igreja não pode ser indiferente à heresia. Quando a verdade é distorcida, a igreja tem o dever de refutar o erro com clareza e firmeza. Isso não é intolerância, é fidelidade à verdade revelada. Agora você imagina olhando para isso e observando a época que a gente vive de um pluralismo religioso, de um relativismo doutrinário, muitos foram ensinados a defender a sua verdade e defender a verdade no contexto atual é sinônimo de ser intolerante, arrogante. Judas aqui nos chama a repensar isso. Defender a verdade não é arrogância. Defender a verdade é fidelidade, não é intolerância. Defender a verdade é amor pela verdade e pela igreja. >> E o que que isso significa, meus queridos, para nós? Não podemos ser indiferentes ao erro. Jamais. Quando o ensino vai contradizer as escrituras, a palavra de Deus, nós não podemos simplesmente dizer bem. É sua opinião, é o que você acha. Nós precisamos com clareza, com amor, defender a verdade de Deus. Nós não podemos ser ingênuos. Nós não podemos deixar as coisas passarem batido. Precisamos conhecer a doutrina bíblica, a doutrina apostólica, para que a gente possa saber aonde que ela está sendo distorcida. Nós não podemos ser covardes. Eu geralmente costumo falar para quem é católico que eu tenho oportunidade de conversar, falar assim: "Lê sua Bíblia, apenas leia". Eu tenho certeza que se você lê as Escrituras, você não vai aceitar qualquer coisa mais. E você vai começar a questionar muita coisa que você faz. leia as escrituras e peça ao espírito que ilumine a sua mente. Então, quando a verdade está sobre ataque, nós precisamos defendê-la, mesmo que isso vai custar a nossa posição social, mesmo que isso vai custar, meus queridos, porque uma igreja que não defende a verdade é uma igreja que já se perdeu, é uma igreja que já fracassou. Então, a igreja tem uma responsabilidade, sustentar a verdade e ela deve defender vigorosamente a fé apostólica. Mas isso, meus queridos, está baseado em um segunda coisa. A liderança local, ela precisa apegar-se à doutrina. Paulo tá instruindo a Timóteo, a Tito, acerca das qualificações dos bispos ou presbíteros. São termos intercambiáveis, mas se você for para Tito, capítulo 1, verso 9, ele vai dizer assim: "Olha, como que o bispo tem que ser apegado à palavra fiel, que é segunda doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que contradizem". Ou seja, depois de qualificar aspectos morais, aspectos familiares, Paulo chega ao coração da questão aqui. Ele tá dizendo: "Olha, o bispo ou presbítero tem que ser apegado à palavra fiel, que é segundo o quê? A doutrina. E é interessante, o verbo apegado. É imprescindível aqui. A ideia verbal não é uma ação passiva, é uma ação ativa, uma ação de agarrar-se a, de resistir com, de manter-se firme em. Então, o presbítero não é um recipiente que recebe, é uma ação ativa que abraça a doutrina. E não é uma única ação, não é aquilo que eu mais valorizo, não é aquilo que eu acho mais correto, é toda a escritura. Ele tem que ser apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, a esse corpo de doutrina, a esse ensino. E esse ensino não pode ser inventado, não pode ser remodelado. Esse ensino não pode ser transformado por você. Esse ensino tem que ser transmitido com fidelidade, com compromisso. Então, o presbítero não é um inovador, não é aquele que vai pensar criativamente e vai reimaginar a sua fé. Ele é um guardião. Ele se apega ela ao ensino. E aqui nós temos, meus queridos, essa dupla função da liderança, um aspecto interno que envolve nós. Essa palavra tem poder, o texto diz, tanto para exortar pelo reto ensino. E aqui é interessante porque a doutrina é descrita como aquilo que promove saúde. Lembra do Salmo 19 verso 7? A lei do Senhor é perfeita e ela restaura a alma. Ela é capaz de curar. E se você for fazer um contraste, por exemplo, em Primeira Timóteo, capítulo 6, verso 4, Paulo vai falar de falsos mestres que na realidade ensinam outra doutrina, não concorda com as palavras de Jesus e ele vai dizer: "Por isso são infatuados e nada entende". Em outras palavras, ele tá dizendo: "Vocês são infatuados e nada entende transcrito por vocês são doentes, incuráveis, não suportam a sã doutrina, sentem corceira no ouvido, recusam a dar ouvido à verdade." E olha o que que João Calvino vai esclarecer para nós acerca aqui do do papel da liderança. diz: "Olha, o bispo deve ser como um médico que não apenas prescreve remédio para saúde, mas também identifica e trata doenças. A doutrina fiel é o remédio. A refutação dos falsos mestres é o tratamento da doença. Sem isso, a comunidade adoece espiritualmente. Então, não é apenas um aspecto interno, mas há também uma segunda função, algo para fora. O compromisso, ele diz, tem tanto poder para exortar pelo reto ensino como para convencer os que contradizem. E convencer aqui é muito mais do que discordar, irmão, é muito mais do que não aceitar. É mostrar claramente o erro, apontar o erro. E não é uma refutação agressiva, ignorante. É uma refutação baseada na verdade, no amor e na graça do Senhor. Sabe aquele que tenta nos convencer, mas que é rude e que é grosso? Não é isso que o texto tá dizendo, mas de você comprovar com clareza, com firmeza essa verdade. E Mate Henry vai dizer para nós isso. Ele vai dizer: "Olha, a responsabilidade do bispo não é apenas pregar o positivo, mas também refutar o negativo. Ele deve ser capaz de dizer sim à verdade e não ao erro. Isto requer conhecimento profundo da doutrina e coragem para defendê-la". É por isso que Paulo tá instruindo aqui Tito sobre as qualificações dos presbíteros. Homens que se apegam com firmeza à palavra de Deus. Homens que t a responsabilidade de refutar o erro. Embora a integridade moral e familiar no texto seja importante, ele vai enfatizar algo que é essencial, a fidelidade à doutrina. Então, a verdade doutrinária não é um luxo, meus queridos, mas é uma necessidade paraa saúde espiritual da comunidade. É imprescindível pra gente crescer, pra gente desenvolver. Olha o que que o cateicismo aqui, meus queridos, o breve cateicismo, na sua pergunta 88 vai nos dizer quais são os motivos, os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção? Quais são? Ele responde: "Os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção são as suas ordenanças". Quais? especialmente a palavra, os sacramentos e a oração, todos os quais se tornam eficazes aos eleitos para a salvação. O que que é mais especial? A palavra, o ensino. É por meio da palavra que o espírito trabalha na nossa vida. sem ensino, sem fidelidade, a comunidade fica vulnerável ao erro e a confusão. Então, numa época que muitos evitam a doutrina achando que pode ser pesado, pode ser amargo, o texto tá chamando a gente a um arrependimento. Tem aqueles que dizem assim: "Ah, vamos ensinar doutrina." Não, pastor, isso é coisa lá atrás. O texto tá dizendo para nós, tá errado, totalmente errado. A responsabilidade, meus queridos, sustentar a verdade não é opcional, é essencial e ela recai sobre toda a comunidade, principalmente sobre a liderança. Então, para você líder, você tem a responsabilidade de apegar-se diáconos, presbíteros, pastores, líderes a doutrina apostólica e defendê-la com clareza. Isso não é luxo, meus queridos. Isso aqui não é para igrejas mais tradicionais. Isso aqui é essencial para a saúde espiritual da comunidade. Isso significa que você tem que estudar a palavra de Deus com profundidade. Você precisa conhecer as confissões de fé, o cateicismo a breve e maior, ser capaz de refutar com clareza os erros que se apresentam. E para você que é membro, já que eu falei pra liderança, e você que é membro, você tem a responsabilidade de conhecer a doutrina. e de questionar o ensino que contradiz. Numa das perguntas, meus queridos, quando os irmãos são recebidos, é: você promete ser fiel a essa liderança? Enquanto essa liderança se manter fiel às escrituras? Sim. E se ela não se manter, você não tem obrigação nenhuma. Você não tem compromisso nenhum. Então você como igreja, você não pode aceitar tudo que houve. O crio pelo qual você tem que analisar é a palavra de Deus. Em primeira Tessalonicenses 5:21, Paulo vai nos dizer: "Julgai todas as coisas e retém o quê? Bom". Se você for para Atos capítulo 17 verso 11, o texto vai dizer assim: "Olha, os bereanos eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois eles recebiam a palavra com toda a avidez, com todo o anseio, mas examinava as escrituras dia a dia para ver se as coisas eram assim". Gente, eu tô falando de uma igreja que tá analisando o que Paulo tá pregando, tá questionando. Pera aí, será que o que Paulo tá dizendo é isso mesmo? É. Então, meus queridos, uma igreja sem doutrina clara é como um corpo sem sistema imunológico, meus queridos, vulnerável a toda doença que passa. Agora, uma igreja bem ensinável é forte, é saudável e resistente aos ventos de opiniões. Então, a igreja tem responsabilidade de sustentar a verdade. Ela deve defender com vigorosidade a fé apostólica. A liderança precisa apegar-se à doutrina e ela também tem o seu fundamento nos apóstolos apostólicos e cristológicos. Quando Paulo vai falar que nós somos concidadão dos céus, que a nossa cidadania não é aqui, é celestial, em Efésios 2 verso 22, ele vai declarar o seguinte: "Edificado sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo Jesus Cristo, a pedra angular." Ou seja, a igreja foi edificada. É o que aconteceu lá atrás quando quando a igreja foi edificada. Meus irmãos, se alguém chegar em você e diz assim: "Me fala quando que a igreja foi edificada, quando qual a sua resposta na cruz, na ressurreição, Deus é o construtor, não é a comunidade. A igreja não constrói a si mesma. A igreja é construída por Deus. Deus é o consultor. E qual que é a base dessa fundação? Qual que é o alicerce? Qual é a base que sustenta essa estrutura? Paulo diz para nós que é duplo aqui. Primeiro, os apóstolos e os profetas, que são os transmissores da revelação divina, lançaram o fundamento com seu ensino. E Cristo, e o que que Cristo é? A pedra angular, a pedra de esquina, o remate, aquilo que sustenta, é aquilo que mantém algo em pé de um lado e de outro. Então, nota-se que aqui o fundamento não são os apóstolos em si mesmo. Qual que é o fundamento? O ensino apostólico sobre >> Cristo. >> É o que Paulo diz em Primeira Coríntios, capítulo 3, verso 11. Porque ninguém pode lançar outro fundamento além daquele que já foi posto, o qual é Jesus Cristo. Cristo é o fundamento, Cristo é a base, meus queridos. E Calvino vai nos dizer que os apóstolos e profetas não são a fundação última. A fundação última é Cristo. Tudo aponta para Cristo. É somente ele. Tudo repousa em Cristo. E é muito importante você olhar para esse texto e ver o contexto dele, porque Cristo é capaz de unir judeus e gentius dentro dessa unidade. É o que ele diz em Efésios 2 14 a 16. Porque pela Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e tendo derrubado a parede de separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenança, para que dos dois criasse em si um novo homem, fazendo a paz, reconciliasse ambos em um só corpo por intermédio da cruz, destruindo por ele a inimizade. A progressão é muito clara no texto. Tá dizendo: "Olha, existe uma unidade. Essa unidade é Cristo. Ele é quem une, quebra essa amizade entre judeus e gentios. Ele é quem cria um novo homem. Há um acesso comum e esse acesso é através de Cristo. Tá no verso 17 a 18. E agora no verso 19 e 22. Essa estrutura é comunitária, ela é erguida, ela é o templo espiritual, ela está edificada sobre profetas e apóstolos. E Cristo é a sustentação principal. É isso que Charles Rod vai nos dizer para nós. Ele diz: "Olha, a igreja não é uma instituição humana sujeita a revisão e reforma contínua. É um edifício divino construído sobre fundamentos divinos. Com Cristo como a sua pedra angular, nossa responsabilidade é não destruir o que Deus construiu, mas preservá-lo e aperfeiçoá-lo. Então, preste bastante atenção, meu querido. A igreja é edificada sobre fundamentos específicos. Não é sobre a minha opinião, nem a sua opinião. Não é sobre a minha preferência e nem a sua preferência. Fique bem claro. Isso não é sobre a igreja presbiteriana do Brasil, é sobre a palavra. Olha o que que a confissão de fé no capítulo 25, artigo 1, vai dizer para nós. A igreja católica ou universal, quando se fala igreja católica, a ideia é de igreja universal, meus queridos, nós somos igreja católica. Nós só não somos romanos, somos Igreja Católica Apostólica, não somos romanos. É uma contradição de termos, já que é universal, como é que pode ser romano, né? É estranho. Mas ele diz: "A Igreja Católica Universal, a qual é invisível, consiste de todo o número dos eleitos que têm sido são ou serão reunidos um só corpo sobre Cristo a sua cabeça. Ela é esposa, o corpo, a plenitude daquele que enche tudo em todos." Então, o que que a igreja é? O conjunto de todos os eleitos. Não é uma instituição aqui eh sujeita à revisão contínua. Ela é o quê? O corpo divino construído por Deus com Cristo seu cabeça. Quem governa essa igreja? Cristo. A igreja não é autônoma. Ela não cria suas regras. Ela não pode fazer o que bem entende. Ela está sobre a autoridade de Cristo. Cristo é a sua cabeça. Então, toda verdade, toda palavra de Deus é sustentada e aponta para Cristo. Agora você imagine isso. Numa época em que as pessoas tentam reinventar as coisas, criar novas coisas para atrair a cultura contemporânea. Esse é um chamado a fidelidade aos fundamentos. Esse é um chamado a se comprometer com a palavra de Deus. Isso aqui não quer dizer que a igreja não pode crescer, aprender ou se adaptar em questões secundárias, mas significa que ela não pode jamais comprometer os seus fundamentos. E quais são os seus fundamentos, meus irmãos? Tá aqui, apostólicos. A doutrina que ensinamos deve estar enraizada no testemunho apostólico, conforme as escrituras. São cristológicos, tudo aponta para Cristo. Se o ensino não aponta para Cristo, não está alinhado com esse fundamento. Eles são permanentes, não são apenas pra época de Paulo ou para aquela cultura, são para todos os tempos e todas as culturas. Então, a igreja que abandona o seu fundamento é como um edifício que remove a sua coluna. Pode até parecer moderno, atraente, belo, elegante, mas inevitavelmente vai cair. E quais são os perigos desse desabamento, meus queridos? Tá aqui. A igreja não pode reinventar sua mensagem para agradar a cultura. Crescimento numérico, meus queridos, sem doutrina não é saúde, é inchaço. Sem fundamento apostólico, o edifício invariavelmente desaba. Então, qual que é a responsabilidade da igreja? defender a fé, liderança comprometida com a verdade e tem seu fundamento apostólico e cristológico. Já que a gente viu que existe uma verdade, existe uma responsabilidade, por fim, meus queridos, existe uma missão. Qual é a missão? Essa missão é essencial a verdade e a missão da igreja. A verdade não é um adorno, meu querido, é um alicerce que de tudo que a igreja é e faz. Então, a responsabilidade de sustentar a verdade, como eu disse, não é luxo. É, na realidade essencial a vida da igreja. Por quê? Por que que é essencial a vida da igreja? Primeiro, porque a verdade é o fundamento da unidade. O que mantém a gente unido, apesar de cada um ser diferente um do outro, é a verdade. O que mantém nós com o mesmo foco e objetivo é Cristo, é o Senhor. Olha o que que Paulo em Efésios 4 verso 4 a 6 vai dizer. Há um só corpo e um espírito, como também foste chamado numa só esperança da vossa vocação. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos e age no meio de todos e está em todos. O que que o texto diz? Uma só fé. Ele não diz existe muitas fés ou cada um com a sua fé. É uma só fé. Essa fé tá fundamentada na verdade revelada por Deus. E quando a igreja abandona isso, ela perde a unidade. Diferentes grupos começam a crer em coisas diferentes. Então, a comunidade ela se fragmenta. E a palavra de Deus é muito clara para nós. Uma igreja dividida não se mantém em pé, ela cai. Então, por que que a verdade é essencial para nós a vida e a missão da igreja? Porque a verdade é o fundamento da unidade. Segundo, porque a verdade é o fundamento da maturidade. Paulo vai dizer em Efésios 4 verso 11 a 13, ele diz: "E ele me, ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres. com vista ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do filho de Deus, a perfeita varonidade, a medida da estatura da plenitude de Cristo. Observe qual que é o objetivo do ensino, meus queridos. O texto vai dizer: "Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do filho de Deus". Então, qual que é a medida da maturidade, do crescimento? O conhecimento da verdade. Se você olhar no verso 14 de Efésios 4, um texto depois, ele vai dizer: "Para que não sejamos com meninos agitados de um lado para o outro e levado ao redor de todo o vento de doutrina pela artimanha dos homens. pel astúcias do que induzem ao erro. Então, uma igreja sem doutrina clara é como uma criança flutuante, levada de um lado para o outro. Agora, uma igreja madura, meu querido, é firme, é resistente. Aqui nós vemos a diferença de maturidade. Geralmente a gente vê, por exemplo, acontecendo na igreja, a pessoa ficar chateada com alguma coisa, ela diz: "Eu não vou nessa igreja mais". Aqui tá o nível de maturidade, porque alguém maduro vai entender que, por mais difícil que seja, se aquela igreja tá sendo fiel às escrituras, ela mantém ele, porque o foco dela é quem? É Cristo. O foco dela é o Senhor. Não são pessoas. É claro que pessoas são importantes, tem valor, mas o foco dela é Jesus. Foco dela é Cristo. Então, a verdade sustentada não é luxo. Nós temos percebido, é essencial a vida e a missão da igreja, porque ela também, meus queridos, é o fundamento da nossa missão. A grande comissão lá em Mateus 28 verso 19 e 20 declara: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando a guardar todas as coisas que vos tem ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos. Veja, ensinando a guardar todas as coisas que vos tem ordenado. A missão da igreja não é só evangelizar, é ensinar a verdade revelada por Cristo. Então, como que pode a igreja ensinar a verdade se ela mesmo não sustenta? Como que pode ela chamar outros na fé se ela mesmo está confusa acerca daquilo que ela profess? Como então uma igreja sem doutrina clara, ela é incapaz de cumprir a sua missão. Ela é incapaz. Não é eu que tô dizendo, é o próprio texto. Então, a igreja bem ensinada, ela é capaz de proclamar a verdade, ela é capaz de defender a verdade, porque a palavra, o evangelho é o quê? O poder de Deus é o poder do Senhor. Em quarto lugar, meus queridos, nós vemos também que essa verdade é essencial à vida e a missão da igreja, porque ela é proteção contra as heresias. Segunda Timóteo, capítulo 2, verso 2, Paulo diz: "O que da minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros". Ou seja, a transmissão fiel das Escrituras tem que ser transmitida a outros. Sem isso, a verdade perde o seu valor e a heresia acaba florescendo. É o que Paulo vai dizer em segunda Timóteo, capítulo 4, verso 3 e 4. Ele diz: "Haverá tempo em que não suportarão a sua doutrina. Cercar-seão de messes, sentirão coceiras nos ouvidos como que recusarão a verdade da palavra e vão se entregar às fábulas". Essa é uma advertência séria para nós. Há tempo que as pessoas não querem ouvir a verdade. Elas querem ouvir o que agrada, o que satisfaz, o que levanta o ego. Mas não é isso que a palavra de Deus diz. Nós temos que ser vigilantes e o tempo todo sustentar a verdade. Então, a responsabilidade de sustentar a verdade, meus queridos, não é luxo. É essencial a vida e a missão da igreja. Porque por fim, meus queridos, a verdade é a fundamentação da nossa teologia reformada. A teologia reformada reconhece que a verdade é essencial à vida da igreja. A gente viu isso na pergunta 88 de Westminster, no breve cateicismo, que diz: "Quais são os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo comunica as bênçãos da redenção? Os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção são as suas ordenanças, especialmente a palavra, o ensino das escrituras, a verdade anunciada. Esse é o meio pelo qual nós prescrevemos. E como nós já citamos já anteriormente, a confissão diz que o juiz supremo não é os concílios, não são as tradições, não são as opiniões humanas. O juiz supremo é quem? O espírito falando pelas escrituras. É as escrituras que é o juiz supremo. Então, as nossas confissões, confissão de fé de Westminster, cateicismo maior, catecismo breve, todos estão subordinados à palavra de Deus. E essa vida tem que traduzir em uma vida diferente. Então, meus queridos, pra gente concluir, vamos voltar aquela cena anterior. Imagina o edifício histórico. Você não pode remodelá-la ao seu gosto e ao seu bel prazer. A igreja é esse edifício construído por Deus. Os seus alicerces foram lançados por Cristo e pelos apóstolos. As suas colunas foram bem erguidas pelo sangue de mártires, reformadores e santos fiéis. Seus arcos foi bem calculado pela sabedoria da ação do espírito, iluminando homens de Deus para compreender as escrituras com profundidade. E cada geração recebeu o compromisso, a responsabilidade de preservar, aperfeiçoar e transmitir a própria próxima geração. Então, hoje nós enfrentamos pressões semelhantes a que Timóteo, Tito, Judas e a igreja de Éfeso enfrentou. Nós enfrentamos a pressão do relativismo. Não há verdade absoluta. Cada um tem a sua verdade, mas a gente viu que há uma verdade revelada. Ela é a nossa norma, norma, norma. Ela é a nossa regra de fé e de prática. Nós vivemos a pressão do pragmatismo. O que importa é o que funciona, não que é verdadeiro. Não. Se isso dá certo, é o que nós vamos aceitar, meus queridos, não é isso. A verdade é poderosa, ela é suficiente. Não é o que dá certo, é o que glorifica ao Senhor. Nós vivemos a pressão do pluralismo. Todas as religiões são igualmente válidas. Nós não devemos ser exclusivistas. A gente ouve isso direto de irmãos da igreja, pastor. Todas são válidas. Todos têm um ponto negativo. Precisa ler a Bíblia. Nem todas são válidas. São aquelas que repousam sobre a palavra de Deus. E nós vivemos a pressão da inovação. Nós precisamos atualizar a fé, a cultura contemporânea. Alguns querem até atualizar a Bíblia, né? Ou reinventar a liderança, como a igreja presbiteriana unida colocando agora, fragmentando a própria palavra. já era liberal, agora se tornou mais ainda. Então a resposta, meus queridos, não é inovação, é a fidelidade. A igreja é a coluna, é a fundamentação dessa verdade, meus irmãos. Isso é uma responsabilidade tremenda, mas é uma honra extraordinária. Nós somos chamados aqui a preservar, ensinar e defender a verdade revelada por Deus paraa glória dele e para o bem da igreja. Mas tem uma pergunta que eu esqueci. Lembra da primeira pergunta? simples, mas imprescindível. Por que o alicerce é importante? Por quê, meus queridos? Porque toda fundamentação depende, toda construção depende de uma sustentação sólida. E como que a gente pode fazer isso de maneira fiel? Como que a gente pode fazer isso de maneira fiel? Como ser coluna e barloarte da verdade hoje, agora, nesse exato momento. Vamos lá. Apegar-se, apegue-se às escrituras como norma suprema. As escrituras têm que ser a sua única regra de fé e prática. Não é a tradição, não é a sua experiência, não é a razão humana, é as escrituras. E quando algo conflita com a palavra de Deus e qualquer outra fronte, quem que vai prevalecer? Quem que é o juiz supremo? As escrituras. Segundo, confessemos a verdade com clareza. As confissões de fé, confissão de Westmin, os cateicismos não são superiores às escrituras, mas são expressões fiéis da verdade revelada. Então, quando nós confessamos a verdade, nós aqui não estamos sendo arrogantes. Nós estamos cumprindo a nossa responsabilidade de sermos fiéis à palavra. Segundo, aprofunde o conhecimento doutrinário. Faça isso com zelo. Faça isso com paixão. Não deixemos com que a ignorância espiritual domine as igrejas. A gente precisa ensinar sobre a trindade, a soberania de Deus, a depravação total, a eleição, a justificação pela fé, a perseverança dos santos, a predestinação que muitos têm medo. Precisamos ensinar. Ensinemos com clareza, com paixão e com amor, mas também defenda com coragem a verdade contra o relativismo. Defenda. Quando a verdade está sobre ataque, meu querido, não fique em silêncio. Refute o erro com gentileza, mas não seja arrogante. Não seja covarde. Seja bíblico, seja humilde, seja humilde, seja fiel ao Senhor. Porque o veredito final, meus queridos, é esse. Tudo aponta para Cristo. Ele é a razão de ser da igreja. Ele é o fundamento sobre o qual tudo repousa. É ele que prometeu para nós: "As portas do inferno não prevalecerão contra a minha igreja". É ele que prometeu estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Então, que essa igreja, meus queridos, seja a coluna da verdade, baluarte da verdade, fiel às escrituras, centrada em Cristo e que toda glória seja unicamente ao Senhor. Vamos orar agradecendo a Deus e louvando ao Senhor. Ja. >> [música]