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A fé vem pelo ouvir

BRASIL PARALELO E OS EVANGÉLICOS: ISSO FOI ABOMINÁVEL

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Legendas automáticas:

A Brasil Paralelo, aquela famosa
plataforma de direita, muito conhecida
pela sua militância católico-romana, fez
um documentário chamado O Brasil
Evangélico. Um documentário que eu quero
muito comentar com vocês aqui. Ah, vou
assistir o documentário inteiro com
vocês e vou trazer as minhas percepções
sobre o que eles produziram aqui. Por
que que eu quero trazer esse conteúdo
aqui pro canal? Por alguns motivos. O
primeiro é Brasil Paralelo. É
provavelmente a maior plataforma de
direita no Brasil e é uma plataforma que
tem um viés profundamente católico
romano. Isso não tira de nós cristãos de
direita a possibilidade de consumir o
conteúdo deles, mas isso precisa dar pra
gente a perspectiva de que você tá
assistindo uma plataforma que tem uma
militância profundamente católica a por
trás de tudo aquilo. Eu sei que quem me
segue é adulto, é ensinado a conseguir
consumir conteúdos variados sem ter a
sua fé abalada. Mas se você não souber
disso, você pode ficar constrangido com
a quantidade de militância católica que
tem ali dentro. Apesar de ter alguns
evangélicos participando, alguns nem
todo material é militância católica, tem
alguns materiais profundamente
edificantes para um público protestante,
para um público conservador, mas o
Brasil paralelo tem dessas é
profundamente católico e acaba dando um
viés católico para muitas coisas. Como é
que uma plataforma de direita católica
representa os evangélicos pro seu
público? Essa é uma coisa que eu quero
conseguir perceber e ver com vocês.
Segunda coisa, eu fui um dos convidados
a participar desse documentário. Meus
amigos Jean Regina e Thiago Vieira
estavam por trás desse documentário
também. Eles são dois protestantes,
amigos já de longa data e me ligaram,
né, me chamando para ser uma espécie de
contraponto no documentário. Eu não sei
nem se eu posso falar esses bastidores,
mas vou falar, tá bom? Você vai perceber
pelo documentário, eu já assisti muitos
trechos, eu não assisti ele completo
ainda, só vi, né, o documentário é
longo, então fui vendo alguns trechos
principais. Dá para perceber que existe
um um viés muito mainstream no que é
apresentado do evangelicalismo. É uma
representação do evangelicalismo como
ele o é. Eu não sou uma representação do
evangelicalismo como ele o é. Eu sou um
outsider. Eu sou alguém que tá de fora
do mainstream do do evangelicalismo
brasileiro. Eu represento a posição
minoritária dentro do do
evangelicalismo. Apesar do tamanho aqui
desse canal, ser um teólogo de linha
reformada que não é pentecostal, que é
um crítico ferrinho do
neopentecostalismo, que é e aí você vai
ver também pelo viés do do documentário
que não é bolsonarista, que aqui é um
cara de direita crítico do Bolsonaro.
Isso me coloca numa perspectiva muito
particular dentro do documentário e eu
quero ver se eu fui bem retratado ou
não, né? se eles cortaram minhas falas e
fizeram parecer uma coisa diferente do
que realmente foi, sempre acontece isso,
mas eu gostei muito de ter participado
às vezes. Iago, mas Brasil Paralelo é
muito polêmico, ele é católico, tem
alguns revisionismos históricos, alguns
e alguns materiais e tal. É verdade. Nem
tudo do Brasil Paralelo é bom. Já falei
isso várias vezes, tem várias coisas no
Brasil Paralelo que são profundamente
bolsonarismo e olavismo bem filmado. É
olavismo cinematográfico muitas vezes, o
que torna vários dos conteúdos do Brasil
Paralelo ruins. Nunca neguei isso, mas
existem outros conteúdos bons no Brasil
Paralelo e eu não sei como é que é para
você de esquerda. Para mim de direita,
não existe o único grupo de direita que
eu consiga concordar em tudo. Eu tenho
que fazer concessões com todo mundo.
Então tem tem esse grupo aqui que produz
as coisas legais, mas ele faz, sei lá,
algum documentário completamente absurdo
e injustificável sobre a Maria da Penha,
né? Tem um recon que que aquilo ali, é
uma uma aberração [música] já produzida.
Tem outro grupo aqui que é antivacina,
anticiência, antudo. Tem aquele outro
grupo ali. Aí me irmão, todo grupo que
eu vou, todo movimento, toda a galera,
não tem ninguém que eu concordo,
entendeu? Concordo com Jesus no fim das
contas. O que que eu posso fazer? É
fazer concessões no no que for possível,
aproveitar o que é bom e rejeitar o que
é ruim. Quando a Brasil Paralelo, que é
um uma plataforma muito maior do que eu,
não é, vai fazer um documentário sobre
evangélicos e isso vai acontecer. Eu não
inventei esse documentário, não queria
esse documentário. O documentário estava
já acontecendo, sendo filmado e tudo
mais. E sou chamado para ser uma voz,
participar das falas sobre evangélicos.
Pode me chamar, Iago. Você deveria era
boicotar Brasil paralelo, cara. É tipo
querer que eu boicote a Veja, querer que
eu boicote a Folha de São Paulo, né? E
já dei entrevista para eles várias
vezes. Tem algum sentido boicotar
plataformas muito maiores do que do que
você e tá produzindo um conteúdo que
você é chamado para falar sobre esse
sobre esse assunto e ainda mais como um
contraponto ao tema principal, as
apresentações principais daquele
[música] grupo. Não faz não faz nenhum
sentido isso. Já disse isso várias vezes
e continuo repetindo. Eu vou onde me
chamam e me deixarem falar e expressar
minhas ideias. Se Satanás me pediu uma
entrevista, eu vou no inferno pregar. Eu
não tô nem aí, não tenho nenhuma,
absolutamente nenhum constrangimento em
locais que não concordam comigo, que vão
discordar da minha posição. Eu até achei
que eu ia ser o maluco do documentário,
sabe? Todo documentário tem os
maluquinhos. Todo documentário tem uma
pessoa completamente doida falando lá e
tal. Eu achei que eu ia ser o doido
desse documentário. Eu sinceramente, a
impressão que me deu, eu vou ter aqui
meu momento Dr. Bacamart, né? Se você
ler o alienista, você vai entender. Eu
acho que eu era o único, um dos poucos
que não era doido naquele documentário.
Mas, mas bom, já adianto que de algumas
coisas que vi nesse documentário, gostei
de algumas coisas, tem uns sentimentos
mistos, mas tem pelo menos uma coisa que
eu vi nesse documentário aqui que me
fez, eu não vou dizer que eu tô
arrependido de ter participado, não tô
não, mas que me fez odiar parte desse
documentário, achar abominável, um ponto
particular do que fizeram aqui no o
Brasil Evangélico. E eu já vou adiantar
que eu não vou, eu não vou nem esperar
assistir, começar a assistir com vocês
para dizer isso, não. Eu já vou adiantar
uma coisa que eu achei ruim desse
documentário, que faz parte, não é,
documentário, é outra vez uma qualidade
do documentário e uma coisa que eu achei
abominável nesse documentário, tá? Já
quero começar já mandando a real já.
Como eu disse, não assisti o
documentário completo, ouvi ele partes
dele, fui pulando os trechinhos e tal.
Vou assistir ele completo agora e se o
senhor for refutado pelo que eu assisti,
eu vou cortar esse trecho. Então se se
você tá vendo isso aqui é porque
assistir o documentário completo não
mudou minha percepção. Primeiro, eu acho
que este documentário é uma
representação fiel do que é o mainstream
evangélico no Brasil. E isso é muito
ruim [música] para começar. É muito
ruim. O que eu quero dizer com isso? Se
você assistir esse documentário, o que é
que você tem nesse documentário?
Triunfalismo, neopentecostalismo, um
pouco de pentecostalismo clássico,
teologia de sete montes, um bolsonarismo
radical, um tipo de engajamento político
bobo. Pergunto, foi representado o
melhor de nós? Não, não foi representado
o melhor de nós. Fomos representados
fielmente? Vou começar dizendo que eu
acho que sim, não é? No pior ou no
melhor. E eu costumo dizer o seguinte,
muitas vezes a galera querendo ser legal
com os evangélicos diz assim: "Ah, mas o
pessoal usa o Silas Malafaia como o
principal representante dos evangélicos.
Isso é um erro muito grande". Eu digo,
cara, quer eu queira, quer não. Silas
Malafa representa o que são os
evangélicos no Brasil em sua maioria. Eu
posso estar na internet há 12 anos
lutando contra isso. Um dos meus
primeiros vídeos na internet, quando eu
nem era 2D de teologia, era vlog do Iago
ainda, era um canal anterior, um dos
meus, acho que foi meu segundo terceiro
vídeo, era contra o Celas Malafa.
Iauinho de 18 anos, 17 anos, sei lá,
falando mal da teologia da prosperidade.
Quer a gente queira como evangélicos,
quer não, o demográfico que é escolhido
aqui para falar sobre o Brasil
evangélico é absolutamente representante
do Brasil evangélico. De todo o Brasil
evangélico, acho que tá até até em
termos de de quantidade, né? A maioria é
a galera bolsonarista maluca, a galera
neopentecostal, é malafaia e tal. E aí
você vai ter um cara mais centrado, vai
ter um segundo outro cara mais centrado.
Mas é isso, você tem um espelho posto no
nosso rosto aqui e o que a gente vê é
feio, certo? Esse documentário põe um
espelho diante da gente e o que a gente
vê é feio. Eu imaginei que seria isso
quando me chamaram para [música] falar
no documentário, não. Entendeu? Até por
ver evangélicos trabalhando
documentário, imaginei que a
representação seria talvez um pouco
diferente. Mas pontuando isso de que é
uma representação fiel do Brasil
Evangelho, que o documentário até é
melhor do que só uma representação fria
das maluquícias de pentecostais, porque
existe um aspecto histórico muito
profundo. Até o Thiago o Thiago e o Jean
que participam disso falando bastante
sobre as igrejas mais históricas. Eles
são caras incríveis. Eu acho que o que
eles fazem que é muito bom. Por outro
lado, eu acho muito ruim, não é? você
ter o Brasil Paralelo fazendo
documentário sobre evangélicos, que
tenta representar bem os evangélicos,
mas escolhendo justamente os movimentos
mais mainstream como o mote do que tá
sendo produzido aqui. Mas eu vou culpar
o Brasil paralelo, entendeu? Eu vou
culpar outros que fazem documentário
sobre os evangélicos. Se eles estivessem
dizendo que todo movimento evangélico é
isso, é OK, né? Não é isso que o
documentário necessariamente diz. Apesar
de que alguns trechos dá a entender
isso, isso me chateia bastante, mas é é
ruim assim, isso é coisa que me deixa
chateado. É ruim. É uma representação do
que há às vezes de pior dentro do
movimento evangélico. Eles apresentam o
movimento mainstream, né? O evangélico
padrão e de novo, o evangélico padrão é
uma porcaria. É isso aí. Poxa, esse esse
canal aqui no YouTube existe já há muito
tempo para dizer que o evangelho
mainstream no Brasil é uma mentira, que
o evangelho mainstream no Brasil é falso
e que aquilo que é a os as principais
correntes do evangelicalismo protestante
no Brasil é outra religião que não é a
fé cristã genuína. A gente tá aqui
dizendo isso há muito tempo. Agora, uma
coisa é eu dizer isso como um
protestante, outra coisa é os católicos
dizendo isso, entendeu? Porque eu posso
falar mal dos meus, né? Quando os outros
vem falar, eu não gosto. Tipo gringo
falar mal do Brasil, a gente pode descer
o no Brasil. Quando um gringo vem
falar mal do Brasil, a gente não gosta.
Então, quando os católicos vem falar mal
dos evangélicos é ruim. Eu fiz até uma
piada quando tava dar dando a entrevista
lá para eles. Minha entrevista durou 1
hora meia, tá? Foi 1 hora:30 de
entrevista de gravação. O documentário
completo tem 2 horas. Então você percebe
o quanto não é selecionado aquilo que
você fala. Mas é normal, isso é padrão,
é normal. Todo todo o movimento do
documentário você fala por 1 hora meia e
você vai aparecer por juntar tudo 2
minutos, né? Mas eu até brinquei, chegou
uma hora lá que eu tava falando sobre os
os absurdos da igreja no bolsonarismo
nessa época e tal e eu disse: "Gente,
mas me faça algumas perguntas aí para eu
falar bem da igreja evangélica, porque
vocês da Brasil Paralelo não precisa de
ajuda para falar mal de evangélico não,
né?" O pessoal deu um sorriso lá meio
constrangido. Bom, imaginei muito que
esse documentário seria uma aproximação,
não é, do da Brasil Paralelo com o
público evangélico, o que eu veria com
bons olhos, não é? uma aproximação
baseada em uma abertura em Brasil
Paralelo, não querer ser só um canal de
direita de militância católica, mas um
canal de direita que tá querendo
alcançar um público um pouco mais amplo.
Se eles enxergam o público evangélico
como um público a ser alcançado, a linha
editorial vai amaciar mais toda a
militância católica, não é? Não é o que
acontece claramente assim, a partir
desse documentário, a minha esperança de
uma abertura maior da Brasil paralela ao
público evangélico, não vou dizer que
foi por água abaixo, que eu acho que não
vai acontecer, mas eu fico um pouco
mais, eu fico mais sédtico com relação a
isso, principalmente pelo segundo ponto
do que eu achei abominável nesse
documentário, abominável, [música]
abominável, que é a participação dos
católicos. E aí eu vou dizer,
principalmente do Bernardo Kister e do
padre José Doem um documentário sobre
Brasil evangélico, eu já acho um
problema chamar católicos por serem
católicos. Eu vou perguntar, por que que
o Bernardo Kister tá aqui? Por que que o
padre José Eduardo tá aqui? Eles são
especialistas em evangelicalismo? Não
são. Eles são pesquisadores do movimento
evangélico? Eles não são. Eles são
católicos acadêmicos respeitados pela
sua capacidade descritiva, sua avaliação
crítica. Eles não são. Bernardo Kister e
Pai Eduardo são militantes católicos que
não possuem nenhuma respeitabilidade nos
círculos evangélicos, que são na verdade
apologetas de internet. altamente baixos
no comportamento. Não são, de novo,
existem católicos respeitosos, católicos
que são críticos do do movimento
protestante, que são acadêmicos, que são
sérios, que poderiam estar figurando
aqui por serem uma perspectiva
diferente, uma observação do movimento
evangélico a partir de fora, mas a
partir de uma observação técnica, que aí
faria sentido dentro do documentário.
Quando você vai chamar evangélicos, você
não precisa chamar especialistas do
movimento evangélico, você pode chamar
representantes do movimento evangélico.
Mas porque que existem católicos em um
documentário sobre o Brasil evangélico,
que não são pesquisadores, acadêmicos,
pessoas técnicas do movimento
evangélico? Esse é o primeiro ponto. Eu
achei um assim um des, não vou nem dizer
desleal, descortez. Eu vou assim, eu
achei baixo. Eu achei baixo por parte da
da Brasil Paralelo. Eu achei, eu achei
uma baixeza, uma baixeza muito grande
você pegar militantes aguerridos contra
o movimento protestante, militantes de
internet, pessoas de postura baixa, de
índole questionável no comportamento
público, naquilo que estabelecem,
pessoas que, de novo não possuem nenhuma
respeitabilidade nos circulos
evangélicos, não por serem católicos,
mas por serem mentirosos, baixos,
pessoas que desenvolvem, não é, suas
perspectivas da forma mais grosseira
possível, eles estarem aqui figurando
como avaliadores do movimento
evangélico, não é? É baixo. Achei uma
péssima escolha editorial da Brasil
Paralelo, mas fica pior, certo? Que eu
acho pior. A impressão que eu tenho e eu
não posso provar isso, então é só uma
impressão, é que os católicos do
documentário foram brifados, tá? Deixa
eu lhe dizer o que aconteceu. Quando eu
fui chamado para falar no documentário,
eu não recebi as perguntas antes. E a
impressão que eu tenho é que ninguém
recebeu, é que todo mundo sentou lá e
foi entrevistado. Eu passei por uma
bateria de 1 hora e meia de perguntas.
Perguntas essas que eu não recebi
previamente para pensar a respeito. Foi
no no susto, né? É assim que geralmente
acontece nos documentários. E fui lá
falar e as perguntas obviamente vão
dentro de um de um roteiro que eles
estão imaginando para o documentário.
Querem guiam as perguntas dentro de um
de um fluxo narrativo que eles querem
construir. Beleza? Se você reparar do
Bernardo Kister falando, não só a fala
dele é muito diretamente oposta a coisas
que foram ditas no documentário, tão
diretamente relacionadas que parece ter
sido combinado. Mas beleza, pode ter
sido a pergunta que vai guiando, né?
foram perguntados por último, justamente
para poder entrarem como contrapontos
intencionais por parte do roteirista, do
editor, quem quer que seja. Mas uma
coisa me chama mais atenção é o Bernardo
Kister lendo um esboço enquanto fala.
Bernardo Kister, ele constantemente olha
e nem disfarça, olha para um tablet que
tá no seu colo enquanto fala na
entrevista, justamente fazendo
comentários críticos contra o movimento
[música] protestante. O que é que isso
me indica? Me indica que a Brasil
Paralelo, depois de entrevistar os
evangélicos, decidiu passar um briefing
para apologistas católicos. para que
eles venham responder parte daquilo que
foi dito no documentário. E aí para mim
isso é abominável. Assim, isso é
abominável. Abominável. Porque porque,
por exemplo, quando se se eu dou uma
entrevista pra Veja e a Veja deturpa o
que eu disse, eu não dou mais. Até hoje
nunca aconteceu. Se eu dou uma
entrevista pra Folha de São Paulo e a
Folha de São Paulo deturpa o que eu
disse, né, num entrevista e tal, eu não
dou entrevista mais para aquele para
aquele entrevistador, sei lá, não é?
Todo o processo de um especialista, de
um influencer, de um acadêmico está
falando na mídia, envolve uma relação de
confiança. Quando Brasil paralelo,
escolhe pegar os apologistas católicos
mais baixos, mais baixos, brifa essa
galera para que eles falem coisas
diretamente relacionadas à aquilo que
eles precisam contrapor no documentário.
E você tem um deles indo com um esboço.
O cara tem um esboço, sabe? Ou seja, ele
se preparou antes para poder contrapor
algo que foi dito anteriormente a
anteriormente no documentário. Isso
quebra qualquer relação de confiança que
o entrevistado possa ter com os
entrevistadores, né, com a plataforma.
Então assim, isso tira de mim, olha só,
eu sou um protestante. Dentre os
protestantes, eu sou eu tenho uma uma
abertura a produtores e conteúdos que
provém também de católicos muito maior
do que a média dos protestantes. Por
mais que eu seja profundamente
anticatólico em um sentido de religião,
eu acredito em um tipo de cobeligerância
com os católicos em um sentido de
alcance social. Se eu quero lutar contra
o aborto, eu vou ter que me jutar contra
com com os católicos. Se eu quero lutar
contra a sexualização de crianças, eu
tenho que me juntar com os católicos. Se
eu quero lutar a favor do homchooling,
eu tenho que me juntar com os católicos.
Você vai ter uma vai ter que ter um
relacionamento com os católicos por tudo
aquilo que envolve teologia pública e
alcance social. Não tem para onde ir,
certo? Vamos juntar com ateu que é
conservador. Para o a comunidade
pública, para a vida pública, em uma
sociedade plural como a nossa, tem que
existir aquilo que Franc Shefer chamou
de cobeligerância. A gente vai ter que
trabalhar juntos com pessoas que a gente
discorda religiosamente, mas concorda em
aplicação prática de cada um da sua
perspectiva de vida para o bem-estar
social. sempre tive uma abertura a esses
movimentos, apesar das críticas que
sempre fiz a Brasil Paralelo, sempre
viidade em vários dos seus materiais que
também eram muito bons. Mas hoje, neste
[limpando a garganta] momento, eu não
confio em participar de mais nada Brasil
Paralelo. Posso continuar indicando
alguns materiais, como como indico, tem
alguns materiais altamente maravilhosos
lá. Melhor melhor material sobre
liberdade religiosa que você vai
encontrar no Brasil é na Brasil
Paralelo. Examente o curso do Thiago do
Thiago Vieira lá. Por outro lado, como é
que eu vou me sentir à vontade de
participar de qualquer conteúdo Brasil
Paralelo daqui pra frente? Se eles
expressaram um duplo padrão tão
aberrante no modo como evangélicos e
católicos participaram desse
documentário sobre Brasil evangelho.
Então eu achei abominável. Se eu
soubesse que eles iam fazer isso, eu
provavelmente não teria participado. Me
arrependo de ter participado? Não, não
me arrependo porque a vida é isso. Você
participa de coisas e acho que o que eu
falei no documentário tem alguma
utilidade, né, para criar um contraponto
a as coisas absurdas que aparecem lá.
Mas eu achei desonesto. Achei desonesto
da Brasil Paralelo. E que eu falo a
Brasil Paralelo que eu não quero
fulanizar, né, com ninguém lá da da
equipe ou quem quer que seja. Me
trataram muito bem quando eu fui lá.
Foram foram muito curtezes, me levaram
para São Paulo. Foi um batevolto
horroroso. Tive que eu fiquei, sei lá, 5
horas em São Paulo. Eu fiquei mais tempo
dentro dos aviões do que em São Paulo
para poder ir lá e voltar dentro da
rotina. Fiz um sacrifício para
participar e tudo mais. A gente não
recebe nada por isso financeiramente.
Não é uma parada que você faz em troca
de qualquer coisa para si. acredito que
vai contribuir para deixar aquele
conteúdo que vai existir um pouco mais
honesto, mas me pareceu desonesto modo
como o material foi montado, certo? Por
causa desse aspecto de brifar católico
do Bernardo Kister, não só pelo que ele
representa, mas por ele estar lendo um
esboço enquanto fala, o que representa
uma postura de ter brifado os católicos,
ter colocado lá os católicos, sabe, com
conhecimento prévio do que foi falado
antes, alguma coisa do tipo, com um tema
talvez foi dito para ele. Eu não sei o
que aconteceu, mas isso é um absurdo. É
um absurdo o que faz com que seja
constrangedor para qualquer pessoa que
participou desse documentário sendo um
protestante que confiou na Brasil
Paralelo, que confiou na idoneidade da
Brasil Paralelo, certo? Talvez talvez os
críticos mais vai est vendido, né? Você
vai confiar na idonidade do Brasil
paralelo. É o que ele já fizer, tá?
Talvez os críticos mais ferrinhos vão
dizer isso. E aí, como é que eu vou
defender? Aí eu tenho que dar o braço a
você, porque eu fui, não é, participei
do na parada que eles absolutamente,
eles absolutamente escolheram, não é,
tratar os entrevistados de forma
diferente. De todo modo, eu acho que o
esforço do Jean Regina e do Thiago
Vieira é um esforço que valeu muito a
pena. Tá dentro da Brasil Paralelo, são
próximos da Brasil Paralelo como
protestantes e participar desse
processo. Acho que eles são duas pessoas
muito íntegras. Espero que eles não se
chateiem com as críticas que eu tô
fazendo aqui. Pessoal sempre diz que eu
passo pano para amigo, né? Eu tô tô
correndo risco aqui de chatear pessoas
que eu amo muito, que é o Jean e o
Thiago. Se dedicaram muito profundamente
a esse trabalho, mas eu acho que a
Brasil paralelo não respeitou o esforço
a dos protestantes que estavam lá
envolvidos nesse documentário ao ter uma
postura que eu não sei, não perguntei
nada para eles também, ao ter uma
postura tão de cortez, não é, com a
gente, ao fazer isso, é colocar um dois
dois polemistas católicos, vamos fazer o
quê? Vamosar o Paulo Cogos agora que já
mandou me matar, sabe? Você sabe que o
Paulo CG já pediu pr as pessoas me
matarem, né, em vídeo do YouTube. Como
tá aquele cara que aquele padre lá, não,
aquele aquele rapaz católico que diz que
eu tenho que levar uma bala na cabeça,
entendeu? Tem que levar uma bala na
cabeça. Esse Iago tem que levar bala na
cabeça. Aí vão colocar o cara para,
entendeu? Imagina o nível do negócio,
você chama pessoas que não são
especialistas e tal, que são polemistas.
Poxa, irmão, Bernardo Quist, pai do Al
são são as duas piores representações
possíveis para falar sobre o mundo
evangélico. Poxa, são pessoas que não tm
nenhuma respeitabilidade pública,
nenhuma, zero, zero, não tem uma
integridade pública dentro d dentro da
comunidade evangélica. E aí eles são
brifados para falarem contra o Brasil
evangélico. Tem um documentário sobre
Brasil evangélico que majoritariamente
evangélicos estão falando. Eu é eu acho
absurdo. Mas bom, o que que eu vou fazer
agora? Agora que já falei um monte
previamente, vou assistir o documentário
e os trechos que chamarem atenção, eu
quero comentar com vocês aqui.
Inclusive, quero trazer algumas
informações de bastidores aqui para
contribuir um pouco com com o
documentário. É, o documentário tem mais
ou menos 1 hora 40. Vou meter vezes dois
aqui para ficar com 50 minutos, mas eu
não vou comentar ele inteiro, vou
comentar só trechos principais que
chamarem atenção. Não deixa de se
inscrever no canal e assinar as
notificações para ficar sabendo sempre
que houver vídeo novo. Se você quiser
estudar com a gente, o Instituto O
Instituto Chefer de Teologia e Cultura é
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perspectivas são apresentadas por quatro
teólogos de linhas diferentes. Custa
menos de R$ 10 por mês e o acesso é
vitalício. Link na descrição, aproveita
e vamos lá. Talvez a mudança mais
significativa no extrato social
brasileiro nas últimas décadas seja de
fato o amplo crescimento do campo
evangélico. Isso muda muita coisa nas
dinâmicas das pessoas, nas dinâmicas
familiares, na compreensão de mundo das
pessoas, de parcela significativa
eh do Brasil. Isso vai gerar um choque.
>> Vou começar dizendo o seguinte, tá? A
participação do David Lago foi a melhor
coisa no documentário, na minha opinião.
Assim, melhor coisa, melhor que eu,
melhor que eu. E muito, vale a pena
assistir esse documentário só pelo Davi
Lago. Davi Lago não é um dos malucos,
não é? Ele é um cara, um erudito, uma
visão técão técnica muito profunda sobre
os movimentos evangélicos, sobre a
relação do evangélico com a comunidade,
com a sociedade. Até o título desse
documentário poderia ser um pouco mais
explícito, né? Porque o Brasil
evangélico aqui tá sendo discussão
principalmente sobre política e
sociedade, principalmente o documentário
vai quase todo nessa linha e ninguém
melhor que Davi Lago para falar sobre
isso. Davi Lago salva o documentário, na
minha opinião,
>> a proporção de evangélicos triplicou no
país. Se tornaram o segmento religioso
que mais cresceu no Brasil nos últimos
30 anos.
>> Não existe nenhum centímetro da terra
que não esteja debaixo do governo de
Deus. Aí eu vou dizer, me dói
profundamente T R Hash deturpando Abran
Kaipe aqui, porque T R Hash é muito
conhecido o trilologia do Sete Montes.
Abraniper não concordaria com o modo
como T R Hash aplica suas ideias. Certo?
Me chatei uma coisa, tá? Se minha
memória não me falha, eu contrapus
diretamente isso na minha fala, no
documentário. E eu acho que isso não
apareceu no documentário. Eu falei
justamente sobre como Kyer é mal
utilizado. Kiper é roubado por
movimentos neopentecostais para criar um
tipo deologia de controle quando nunca
foi isso que Kyer propôs. E aqui tem o T
R Hash, tá vendo? Dos maiores nomes do
neopentecostalismo e daias de domínio
aqui no Brasil usando Kiper. É, é de
matar. Pena que não colocaram minha fala
contra ponto teu Rach aqui.
>> Número de evangélicos bateu records. Eu
tenho recorde de evangélicos e o menor
número de católicos da história.
>> Todas as igrejas evangélicas t essa fé e
aguerrida na transformação.
>> As previsões indicam que os evangélicos
devem ultrapassar os católicos por volta
de 2030 e virar religião majoritária no
Brasil.
>> É uma fé que deve ser vivida
holisticamente na família. nas relações
sociais, no trabalho, na escola, quando
compra, quando vende, quando vota.
>> Imprensa gosta de usar o termo voto
evangélico.
>> O voto evangélico,
>> o voto evangélico, né?
>> Nós somos a segunda maior frente no
Congresso Nacional hoje. Só estamos
atrás da frentegócio.
>> Poderia indicar dois ministros para o
Supremo Tribunal Federal.
Um deles será terrivelmente evangélico.
>> Eu sou o único evangélico hoje no
Supremo Tribunal Federal. Eu sou um
representante de todo uma nação de
evangélicos de milhões e milhões de
pessoas pelo Brasil.
>> A política ela só é do diabo se nós
entregarmos totalmente ela para o diabo.
>> Nós acreditamos que nós estamos mais do
que numa batalha cultural, estamos numa
batalha espiritual.
>> [música]
>> Daqui em diante não se elege um
presidente no Brasil sem apoio
evangélico.
Que a grande chave do que está
acontecendo no Brasil é uma manifestação
espiritual. É o grande avivamento.
>> Um grande avivamento. Você consegue
dizer que a gente tá vivendo um
avivamento no Brasil por causa do
crescimento evangélico? É um crescimento
em qualidade? É um crescimento em que as
pessoas têm aprendido de Deus, de
verdade, vencido seus pecados ou não
sei, eu não sei se a qual eu eu prefiro
que os evangélicos cresçam do que
diminuam, obviamente, mas eu não consigo
ver chamar de avivamento não,
sinceramente é esquisito chamar de
avivamento. Agora, quando te ha fala
aqui também que não se elege mais
presidente no Brasil sem o voto
evangélico, ele tem toda a razão. E isso
é uma faca de dois gumes, né? E agora
todos os líderes vão tentar usar os
evangélicos. Todos os líderes vão tentar
usar os evangélicos em seus projetos de
poder. Se a gente não perceber que
existe um projeto de poder e que estão
tentando nos usar para esse projeto de
poder, a gente vai cair nas esparrelas
dessas essas guerras culturais de achar
que um outro candidato é representante
de Deus, né? Quando não são, eles podem
falar de Deus, mas eles estão muitas
vezes só tentando ganhar o nosso voto e
mais nada. O Aon chegou aqui para
trabalhar, ele vai ficar aqui atrás.
Vocês se acostumem aí que não arrumei
nada aqui, botei a câmera no ângulo
qualquer, mas vai dar certo. Eles se
distraiam com a não.
>> Protestantes, evangélicos e católicos
falam do mesmo solo da fé cristã que
coloca eh no exemplo de Cristo o seu
modelo [limpando a garganta] de vida, o
seu Senhor e o seu Salvador, que aos
olhos do mundo pode ter sido um
fracasso, mas aos olhos da fé é o Rei
dos Reis e Senhor dos Senhores. A fé
cristã tem esse componente paradoxal.
O maior é o menor, os últimos serão os
primeiros. Então, existe eh um uma
mudança na na compreensão do que é a
vida a partir de uma perspectiva cristã.
Não é simplesmente o aqui, o agora, mas
existe diante de nós um horizonte eterno
que se abre, a vida eterna eh que existe
em Cristo Jesus.
Brasil Evangélico, pastor JB Carvalho,
TQ 2.
>> E o Evangelho conquistou os godos,
astrogodos, bisigodos, lombardos,
normanos, bretões, saxões.
A Europa declinou diante do carpinteiro
crucificado.
Como ele disse, quando eu for levantado,
atrairei a todos até a mim. e todo esse
movimento que conquistou o mundo. E hoje
a gente precisa entender que a igreja
não tem uma fotografia só, ela tem
muitas faces, porque nós somos diversas
denominações, com diversas expressões,
com diversas culturas, com diversas
teologias bíblicas, interpretações das
escrituras.
>> Iago take um. A gente não pode olhar
para os evangélicos como um grupo
monolítico de práticas e crenças, como
se se dizer evangélico significasse
realmente alguma coisa. Você se diz
evangélico, você tá dizendo que você não
é católico, você não é espírita, você
não é de uma religião afro, você não é
muçulmano, você tá basicamente
descrevendo pela negativa de que você
participa de uma comunidade
pós-reformada, que vem pela influência
da reforma protestante, mas que abraça
uma comunidade muito grande de crenças
periféricas.
Aí eu apareço quem aparece logo em
seguida, logo logo no comecinho do
documentário sobre aos evangélicos.
Nosso querido Christopher Krista, é o
querido Bernardo Kister. A minha fala aí
foi, eu falo, minha fala foi justamente
sobre a o movimento evangélico, é um
movimento muito plural, né? Um movimento
que não existe um uma força central, a
única força central do movimento
evangélico é Jesus. Existem pontos
doutrinários que são centrais, mas
vários pontos que são periféricos. Claro
que eles cortam a fala, né? Eu falo
sobre esse aspecto amplo, né? De de
quando você diz o que é ser evangélico,
né? São muitas coisas, mas existe um
núcleo do que é evangelho. Essa parte
não aparece, né, no na fala do
documentário.
>> Meu nome é Bernardo Kister. Eu sou pai
de dois filhos, esposo também católico
já tem um bom tempo e decidi participar
desse documentário justamente por conta
deste fenômeno, talvez muito mal
compreendido do mundo evangélico no
Brasil, que cresce permeia a sociedade e
que e justamente porque ele é um
fenômeno novo e cresce muito rápido de
maneira difusa, né, e muitas vezes
contraditório entre si, né, precisa ser
olhado com mais calma, né? Porque você
tem batistas, você tem e é pentecostais,
neopentecostais, presbiterianos,
episcopais, metodistas, [música] eh,
igrejas que não se denominam e não têm,
né, uma ligação com uma tradição
anterior, né, que simplesmente surgem
[música] do nada, tipo comunidades bem
locais mesmo, né? Então, não existe uma
unidade plena entre eles. Então, quando
a gente fala, ah, o movimento está
crescendo. Bom, a pergunta é qual?
>> Amanhã você vai poder ver o restante da
minha reação ao documentário do Brasil
Paralelo, tá? A gente decidiu partir
esse vídeo em dois porque um vídeo de 2
horas talvez muitos de vocês não
conseguissem assistir. Então eu quis
deixar esse primeiro vídeo com meus
comentários introdutórios e um react a
introdução do documentário, porque aqui
foi só os pontos mais introdutórios do
documentário para que mais gente do
público possa ter acesso a esses a esses
comentários iniciais e aqueles que
quiserem uma coisa mais profunda, amanhã
sai o restante. A partir daqui é onde o
documentário realmente começa em um
sentido de conteúdo. E aí você vai ter
um vídeo de bom bem 1 hora e meia aí
comigo assistindo o documentário e
comentando trecho a trecho. Então se
você não quiser perder mais conteúdos
como esse, não deixa de se inscrever no
canal e assinar as notificações para
ficar sabendo sempre que houver vídeo
novo. Cheiro no seu cangote e até
amanhã. M.

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