Breve História da Pregação de Cristo no AT
24/07/2026
Breve História da Pregação de Cristo no AT
Legendas automáticas:
Como a igreja cristã pregou Cristo a partir do Antigo Testamento, Sidne Negreira nos dá as direções para essa história. A resposta revela muito mais do que diferentes interpretações. Ela nos mostra que cada método de interpretação nos períodos da história da igreja produziu um tipo diferente de pregação. Bom, a história da pregação, do ponto de vista da centralidade de Cristo, pode ser compreendida como uma certa evolução hermenêutica. Nos primeiros séculos, a escola de Alexandria predominou o sentido alegórico do texto. Bom, o objetivo no sentido alegórico era encontrar Cristo em praticamente todos os detalhes do texto. Um exemplo clássico é quando uma alegoria afirma que a madeira, por exemplo, né? V vamos alegorizar aqui que a madeira da cruz de Cristo é a mesma madeira da arca de Noé. Para centralizar a pregação no evangelho, a gente não precisa dizer isso. A gente não precisa tratar o texto dessa forma. O objetivo encontrar Cristo em cada vírgula acabou saindo pela culatra. O tiro saiu pela culatra, não é verdade? Depois, a escola de Antioquia, que reage a esses excessos, os seus intérpretes defenderam contexto histórico a questão gramatical e a intenção do autor. Então, ao invés da alegoria, eles desenvolveram um sistema tipológico. Como assim? mostrando que certos personagens, acontecimentos e instituições do Antigo Testamento apontavam para Cristo. Hoje, na teologia bíblica, a gente tem uma área da teologia bíblica que trata da tipologia. Na idade média, a gente tem a quadrama, que trabalha quatro sentidos: o literal, o alegórico, o moral e o anago anagógico. Com isso, o sentido histórico muitas vezes perdeu espaço para interpretações cada vez mais criativas. A grande mudança acontece na reforma protestante. Lutero recupera a autoridade das escrituras, reafirmando Cristo como o centro da Bíblia. Mas Calvino aprofunda esse caminho do reformador Lutero, insistindo que o pregador deve começar pelo significado histórico, gramatical e consequentemente para o sentido teológico do texto, apontando pra história da redenção e também para uma espécie de sistematização que no no contexto protestante estava bastante embrionário. M.