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Breve História da Pregação de Cristo no AT

Breve História da Pregação de Cristo no AT

Breve História da Pregação de Cristo no AT

Legendas automáticas:

Como a igreja cristã pregou
Cristo a partir do Antigo Testamento,
Sidne Negreira nos dá as direções para
essa história. A resposta revela muito
mais do que diferentes interpretações.
Ela nos mostra que cada método de
interpretação nos períodos da história
da igreja produziu um tipo diferente de
pregação. Bom, a história da pregação,
do ponto de vista da centralidade de
Cristo, pode ser compreendida como uma
certa evolução hermenêutica. Nos
primeiros séculos, a escola de
Alexandria predominou
o sentido alegórico do texto. Bom, o
objetivo no sentido alegórico era
encontrar Cristo em praticamente todos
os detalhes do texto. Um exemplo
clássico é quando uma alegoria afirma
que a madeira, por exemplo, né? V vamos
alegorizar aqui que a madeira da cruz de
Cristo é a mesma madeira da arca de Noé.
Para centralizar a pregação no
evangelho, a gente não precisa dizer
isso. A gente não precisa tratar o texto
dessa forma. O objetivo encontrar Cristo
em cada vírgula acabou saindo pela
culatra. O tiro saiu pela culatra, não é
verdade? Depois, a escola de Antioquia,
que reage a esses excessos,
os seus intérpretes defenderam contexto
histórico a questão gramatical e a
intenção do autor. Então, ao invés da
alegoria, eles desenvolveram um sistema
tipológico. Como assim? mostrando que
certos personagens, acontecimentos e
instituições do Antigo Testamento
apontavam para Cristo. Hoje, na teologia
bíblica, a gente tem uma área da
teologia bíblica que trata da tipologia.
Na idade média, a gente tem a quadrama,
que trabalha quatro sentidos: o literal,
o alegórico, o moral e o anago
anagógico.
Com isso, o sentido histórico muitas
vezes perdeu espaço para interpretações
cada vez mais criativas. A grande
mudança acontece na reforma protestante.
Lutero recupera a autoridade das
escrituras, reafirmando Cristo como o
centro da Bíblia. Mas Calvino aprofunda
esse caminho do reformador Lutero,
insistindo que o pregador deve começar
pelo significado histórico, gramatical e
consequentemente para o sentido
teológico do texto, apontando pra
história da redenção e também para uma
espécie de sistematização que no no
contexto protestante estava bastante
embrionário. M.

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