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A fé vem pelo ouvir

Como o amor pode ser um ídolo? – BTCast 656

Como o amor pode ser um ídolo? – BTCast 656

Como o amor pode ser um ídolo? – BTCast 656

Neste episódio, Rodrigo Bibo recebe Luiz Henrique para uma conversa sobre um dos maiores ídolos do nosso tempo: o amor.

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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Vivemos na era em que o amor se tornou o critério máximo para definir o que é verdadeiro, bom e justo. "Siga seu coração", "o amor vence tudo" e "o importante é amar" são frases que moldam nossa cultura. Mas o que acontece quando o amor deixa de apontar para Deus e passa a ocupar o lugar de Deus?
Neste episódio, Bibo e Luiz Henrique exploram como a Bíblia compreende a idolatria não apenas como a adoração de imagens, mas como a transformação de qualquer realidade criada em um absoluto. Afinal, é possível fazer do romance, da família, da realização afetiva e até da própria ideia de amor um falso deus? Como o cristianismo responde a uma cultura que frequentemente redefine Deus a partir do amor, em vez de compreender o amor a partir de Deus?
Uma conversa sobre desejo, afetos, identidade, casamento, relacionamentos e a necessidade de ordenar nossos amores à luz do evangelho. Porque o problema nunca foi amar demais, mas amar na ordem errada.
Ouça agora e descubra por que o amor, quando se torna um ídolo, deixa de libertar e começa a escravizar.

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Legendas automáticas:

[música]
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC live aqui no canal do
Bibotal. Estou eu e meu grande amigo
Luís Henrique. Welcome aqui neste canal,
senhor Luiz, que também é um pouquinho
seu.
>> Exatamente. Uma boa noite. Deu uma de
Víctor Fontana agora, né?
>> É porque literalmente esse canal é um
pouquinho seu mesmo. Literalmente. Tipo,
literalmente ele, né? Você você
administra esse canal, você tá por
dentro, você é um membro,
>> ajuda a colocar, né, as coisas ordem.
Exato. Exato. Gente, estamos aqui para
conversar um pouco sobre a idolatria do
amor. A grande pergunta que nós temos
aqui para responder, senhor Luiz, é a
primeira, é a primeira grande pergunta.
É de onde a galera tá ouvindo a gente?
Tá ouvindo você? Se você tá ouvindo isso
aqui depois no Spotify, sei lá se isso
aqui vai pro Spotify, você que está ao
vivo aqui agora, Nico, figurinha
carimbada aqui eh nas lives do Bibotalk,
eh diga aí, gente, de onde vocês falam,
da vocês estão vendo a gente da onde,
tá? Estão ouvindo a gente da onde?
Comente aí no YouTube, comente no
Spotify, de onde vocês estão ouvindo
este conteúdo agora. Mas Luiz, sem
perder tempo, a galera não tá aqui para
ouvir a gente falar de onde a galera é,
só pra gente ganhar um tempinho aqui,
mas isso ajuda mesmo, tá galera? Você
que tá vendo a live, dá o seu joinha,
comentar de fato ajuda. Igual fez o
Jeová Pedroso de São Miguel dos Campos,
no Alagoas. Olha só, Duque de Caxias
frio, a bela madrinha tá lá e do Rio de
Janeiro. Duque de Caxias, Rio de
Janeiro. Quer dizer, eu confundi Duque
de Caxias com outra cidade do Rio Grande
do Sul, Fortaleza, Ceará, enfim, gente,
sério, vai comentando aí, vai dizendo de
onde você é, que isso nos ajuda
bastante. Até no Spotify também
comentando ou aqui no YouTube hypando o
vídeo, essas coisas ajuda. Não é
frescura de youtuber não, galera. É
verdade, tá? O Carlos fala de Choville,
realmente uma cidade que chove bastante
e está um frio,
>> chove mesmo.
>> Joinville chove, tá? Lisboa, grande Nico
de Lisboa. Tivemos um BTD incrível lá em
Lisboa. Quem sabe repetimos a dose ano
que vem. Mas vamos lá. A pergunta, Luiz,
que a gente tem para responder nesse
episódio é: O tema é idolatria. E a
definição básica de idolatria, já
falamos várias vezes aqui, tanto nesse
canal quanto no podcast, é basicamente
aquilo que vai ocupando o lugar de Deus.
é quando eu almejo coisas e eu coloco
essas coisas ou pessoas
numa condição que só Deus e a relação
com Deus pode me suprir. Então, a
idolatria é basicamente isso. Ela não é
se prostrar perante imagens somente, tá?
Mas hoje, por mais que a gente não se
prostre, né, em imagens feitas de gesso,
de pedra, mármore e por aí vai, nós
prostramos o nosso coração aos nossos
desejos e anseios que nem sempre
correspondem àquilo que Deus pede. Isso
é uma definição clássica, básica e
rápida de idolatria. Mas a pergunta que
a gente vai responder e eu quero já
jogar na mesa para você começar a dar os
seus dois centavos é como que a busca
pelo amor
ou a busca por um amor verdadeiro ou
perfeito, como foi colocado na TAM, como
que a busca por algo tão nobre pode se
tornar uma prática idolátrica?
Tá? Eh, como que pode isso? Mas pera, só
uma pausa. Estou em uma plataforma de
petróleo a 300 km da costa. Nossa, mano,
tá longe o o o Eliel, hein? Parab espaço
internacional. Se bem que espaço
marítimo também é governado pelo Brasil,
né? Tem alguns espaços específicos.
>> Muito legal, muito legal. E tem gente de
Ibitinga, São Paulo, Cachoeirinha, Rio
Grande do Sul. Uma informação
irrelevante sobre Cachoeirinha. Ah, o um
dos o racha na igreja luterana entre os
tradicionais e carismáticos tem a cidade
de Cachoeirinha no Rio Grande do Sul,
como uma das grandes eh representantes
do praticamente o epicentro do movimento
carismático luterano. Olha aí, São José
dos Campos, grande cidade maravilhosa.
Mas vamos lá, Luís.
>> Como é que algo tão nobre pode se tornar
uma prática idolátrica? Vamos conversar
sobre isso?
>> Vamos, vamos sim. Eh, podemos utilizar a
própria Bíblia e utilizar o Salmo 115
como base primeiro, né?
>> Manda mandanda
>> em primeiro lugar paraa gente começar a
entender a dinâmica da idolatria. Nó, eu
acho que vale sempre recuperar aquilo
que é óbvio, aquilo que já foi dito,
redito, só para fundamentar melhor o que
nós desenvolveremos nessa aula aqui, né?
Eh, Salmo 115 vai mostrar muito bem que
a dinâmica da idolatria tende a a
dinâmica do ser humano como um todo
fabricar ídolos a sua própria imagem,
confiar e tornar-se semelhante. Mas veja
por que é muito importante recuperar
aquilo que você eh falou sobre a a
idolatria? Porque toda essa dinâmica,
ela tem a ver com as nossas necessidades
mais básicas, tá?
Eh, é muito bom nós olharmos para nós
mesmos e nos eh entendermos em um mundo
em que a nossa realidade demanda
questões basilares. Então, a gente tá
falando de dinheiro, a gente tá falando
de ah provisão, nós estamos falando de
família, nós estamos falando de moradia,
nós estamos falando de necessidades e o
amor entra com esse aspecto. Porque,
>> e aí uma pausa, uma pausa. É muito legal
a gente pensar, galera, o Luiz falou uma
coisa aqui que entra dentro da definição
geral de idolatria, que as idolatrias e
no plural, realmente no plural, elas
nascem da necessidade. Então, se a gente
olha para o Antigo Testamento, o povo de
Israel vai adorando outros deuses,
porque tecnicamente eles achavam que
Javé não poderia dar o que Baal podia
dar. Então, a gente tá aqui numa
necessidade agrícola. é Baal que vai
resolver o negócio. Por isso que é tão
emblemático, galera. Aí vocês pegam aqui
o negocinho. Por isso que é tão
emblemático quando na disputa de Elias
com os profetas de Baal, é Javé que
manda a água lá, entendeu?
>> Exato.
>> Ou seja, vocês ficam clamando a Baal aí
para pedir é fogo do céu e depois a água
que lambe tudo. É isso, né? Ou é o fogo
que lambe tudo? É água, né? O
>> fogo que lambe a água. É o fogo que
lamba a água e depois vem. Não é fogo.
Ah, isso é. Enfim. Não é, eu sabia que
tinha chuva e javé. Sabia que tinha
alguma coisa assim, né? Mas é justamente
isso. Ou seja, é é uma disputa de deuses
ali, né? Então,
>> exato. Exato. Mas observe que as
necessidades elas são intermediadas por
uma espécie de concierge divino no mundo
antigo.
>> Então você tem os deuses como esse antro
de saciar necessidades.
Só que a dinâmica da idolatria sempre
demanda com que a no processo dessa
troca, dessa barganha, uma parte de si
mesmo é projetada no Deus, só que uma
parte de si mesmo também é perdida como
humanidade. O que que acontece? A
idolatria é uma grande é um grande
sistema, um grande mecanismo de espelhar
aquilo que há de mais ruim em você, no
no seu profundo, naquilo que pode ser a
sua esperança e projetar e criar uma
estrutura de espelhos. E isso é um é um
processo de retroalimentação.
Eu olho a mim mesmo no processo de
buscar as minhas necessidades. Eu
projeto em um Deus, em uma divindade,
uma idolatria, eh, num em um ídolo. E aí
eu vou me retroalimentando. Você já
ouviu a na história, por exemplo, ah,
Hollywood é cheia de de grandes eh de
grandes ícones, de grandes nomes e tudo
mais. E um mecanismo e uma uma faceta de
Hollywood é produzir os sózias. Aqui no
Brasil a gente pega muito pro humor, né?
Então você tem um sózia do Neymar.
Neymar tem um grande fã clube, né? O
Neymar tem um inúmeros inúmeros fãs
inclusive que defendeu de maneira
injusta, tá? Injusta. Eh, defenderam até
o final dessa Copa e tal. Mas é isso aí.
Eu tô, então, por isso tô tocando
ídolos. Tô tocando ídolos hoje. O nosso
garoto, garoto, é acabar com esses
ídolos, tá bom? Mas quando nós olhamos a
a ideia de s, isso acontece muitas
vezes. Eh, nós projetamos essa
necessidade, nós transformamos essa
necessidade em um ídolo e esse ídolo nos
transforma ao ponto de nós só eh sermos
monotemáticos ou adictos, né? E aí
quando eu digo adictos, é alguém sem
voz, sem dicção,
>> ela não consegue eh evocar a sua própria
voz. Então é importante a gente
fundamentar que a dinâmica de odolatria
funcione assim. Por quê? Porque
necessidades não são necessariamente
ruins.
Necessidades é apenas o mundo material
se impondo. É apenas a nossa realidade
se colocando diante de nós. E o nosso
Deus nos cria de maneira limitada e
dependente de coisas externas para que
ele possa se mostrar o absoluto, aquele
que conduz a nossa vida.
Diante dessas questões ah que nos
cercam, família, dinheiro, amor, entre
outras coisas, amor entra nessa
categoria, sexo entra nessa categoria,
identidade entra nessa categoria. E
quando nós falamos sobre amor, nós
estamos mexendo nesse vespero.
E aí, ah, o salm o salmista, ele vai
dizer que então a dinâmica da idolatria
é de fabricar, é de confiar e tornar-se
semelhante por conta desse depósito de
confiança.
E quando nós falamos a respeito da do
amor, nós entramos automaticamente nas
relações interpessoais.
E aqui começa o nosso maior problema. E
para isso nós podemos pegar como
história a
>> a história de Jacó. É. E aí, mas eu
quero pegar um outro ponto que você fala
ali justamente a se a idolatria nasce
das necessidades, não é não é uma coisa
assim efêmera. Ou seja, ela não é não é
uma coisa assim qualquer coisa, não é
uma bobiça, tipo, ah, que bobiça isso
daí não, ela nasce de necessidades, né?
você tem necessidade de tal coisa, você
vai correr atrás dessa coisa. O problema
é que a queda, né, Gênesis 3, bagunçou
tudo isso aí em nós e na nossa relação
com o próximo e com a própria criação e
também com as com as nossas
necessidades. Então, por exemplo, eh
[roncando] Deus ele fez o ser humano
para para copular, para se relacionar
com o o com o outro, tanto de forma
amorosa, ah, como também de forma
amigável. Ou seja, Deus é a favor dos
relacionamentos, sejam eles amorosos, eh
sejam eles eh eh interpessoais, sociais,
a de amizade e por aí vai, né? Deus, a
gente tem bonitas histórias de amor na
Bíblia, a gente tem bonitas histórias de
amizade na Bíblia, a gente tem eh um
livro inteiro eh focado na questão do
amor eh eh eh sexual, ou seja, essa
questão eh eh
>> matrimonial mesmo,
>> matrimonial. Exato. E e toda essa
questão. Então, a Bíblia ela fala dessas
coisas como coisas boas. E, obviamente
que a idolatria ela vem de uma
necessidade, então não é uma frescura.
Então, por que que o amor passa a ser
uma idolatria? É justamente isso, quando
a gente
deseja de forma errada, no lugar errado,
colocando e e dando para esse desejo um
atributo que só o divino pode saciar. E
aí a gente tem a história, né, de Jacó,
Raquel e Lia, que é uma história
conhecida. Acho que a gente não precisa
ler eh toda a história, mas só aqui
trazer algumas coisas interessantes.
Basicamente, Jacó é um cara que é é
rejeitado, sai fora, vai pro outro lado,
vai pra parentela da sua mãe e lá ele
bate o olho numa mulher que a Bíblia
descreve como é muito atraente. Ou seja,
>> na linguagem freestyle, um mulherão,
entendeu? mulherão.
>> Robert Robert Alter faz esse tipo de
comentário, né? Quando ele faz o a a
observação do hebraico, eh, é como se as
atribuições físicas da de Raquel
>> sobressaíssem. E a dinâmica de Jacó é
uma dinâmica que nós iremos ver em
vários outros homens da Bíblia, tá bom?
É o de olhar e desejar, tá?
>> Em vários, em vários outros homens da
história da humanidade.
>> Exatamente. Eu e você, inclusive, né?
É essa questão, mas por exemplo, Sansão
vai repetir essa ideia, essa essa
dinâmica de olhar e desejar e cobiçar.
Eh, Davi também faz isso e tal. Claro
que em relação a Jacó existe um lugar eh
menos violento
eh do que Sansão, do que Davi, mas a
dinâmica tá ali, tá contida ali, tá? E
isso é intermediado por uma relação com
seu próprio tio Labão. E aí você quer
ler o texto, Bibo?
>> Eu tô procurando aqui. Eu queria
procurar essa parte que fala, né? O
Robert Alter, inclusive, gente, vai ter
o livro lançado pela Thomas Nelson, tá?
Da Bíblia como literatura e tal.
>> Não, porque daí tem o contraponto da
Lia, né? Ou Leia, né? Depende da
tradução. Mas ela era talvez vesga, né?
Me senti super representado, né? É
porque ela não tinha tribo. [risadas]
>> É. É, não é que ela ela não tinha brilho
no olhar, né? Ela não tinha brilho no
olhar. Então, pode-se entender que não
era só que ela era triste, mas talvez
ela tivesse alguma ou ela fosse vesga,
enfim, ela não era, ela não tinha
atributos físicos, diferente da Raquel
que era um mulherão, entendeu?
>> As histórias hebraicas elas têm esse
paralelismo, né? Você tem o peludo e o
trapaceiro, né? você tem que é Isaú e
Jacó, você tem os dois irmãos e essa
dinâmica de duas irmãs também é algo que
é típico de uma história hebraica,
principalmente porque a gente tá falando
de matriarcas, né? Eh, eh, é Raquel e
Lia que darão a os filhos, a luz aos
filhos, que farão parte de todo o
imaginário das tribos de Israel, né?
Jacó terá depois do seu nome.
>> Eu não tô achando aqui o texto que fala
que ela era bonita e que o e que a
>> da Raquel bonita e da Lia vesga.
>> Porque porque isso está nas entrelinhas,
tá? Isso não está necessariamente na
na explícito no texto.
>> É o Keller, que é a base que a gente tá
usando aqui, ele parece, eu lendo aqui,
parecia que ele citava até o texto,
entendeu? Olha só.
>> Aham.
>> Cadê? Não, isso tá por causa do do uso
do verbo. O verbo é reflexivo ali, né?
>> Hum.
>> O verbo é reflexivo.
>> Entendi, entendi, entendi.
>> Ah, então disso
>> foi mal, foi mal.
>> Mas e em suma, a gente tem esse paralelo
entre uma mulher que é muito linda, que
realmente chama atenção, e uma mulher
que
>> 191,
>> que não é tão agraciada com uma
determinada beleza, mas o foco aqui é na
figura de Jacó. Aqui, aqui, ó. Aqui, ó.
Achei o texto. Achei o texto. Achei o
texto. Achei o texto. Ó, é na NVI tá
assim, ó.
>> Eh, Ora Labão tinha duas filhas. O nome
da mais velha era Lia e o da mais nova,
Raquel. Lia tinha olhos meigos,
eh, ou tenros. Engraçado essa tradução
aqui.
>> Uhum.
>> Né? Eh, meigos, mas Raquel era bonita e
atraente.
>> Como Jacó amava Raquel disse, enfim, aí
tem toda a o o lance. Aí aonde você
pega, você vê que a o texto não tá
deixando claro que Li é feia, né? Mas o
paralelismo faz essa comparação, tá bom?
Paralismo deixa claro essa comparação.
>> Exato. É o
>> Então a gente tem isso,
>> tem isso o lugar de Jacó como aquele que
observa Raquel, que sai
>> se apaixona antes por ela, né? Ou seja,
ele vê o mulherão e sai
>> que sai caindo em cima.
>> E aí sai caindo em cima a ponto de eh
construir a sua própria vida nos
próximos anos. em favor dela, né? Ou
seja, eles se afunda em uma determinada
vocação, trabalhando para Labão, seu
tio.
>> Uhum. E a partir disso, eh, com uma
promessa de que numa perspectiva
próxima, uma perspectiva futura, ele
terá Raquel em seus braços para, por sua
vez, eh, eh, casar com ela.
>> E aí é interessante porque,
>> mais uma vez, eh, a proposta de de Jacó
para Labão, né, é trabalhar para ele
para ter Raquel. E aqui o texto
hebraico, ele tá meio distante de nós,
mas é como se nós trabalhássemos para os
nossos sogros, a fim de que pudéssemos
ter uma noite de núpcias com as nossas
eh digníssimas.
>> É só um detalhe importante.
>> Esse é um escândalo, né? Esse é o
escândalo.
>> É. E o detalhe, era comum, infelizmente,
as mulheres serem tratadas como
propriedade dos pais e depois dos
maridos. Era comum esse tipo de
tratamento eh para as mulheres.
Inclusive, esse lance de casar por amor
nem existia, o que já é um ponto que
chama atenção. Como o Jacó estava com
esse desejo a tal ponto de, não, eu
quero essa mulher, né? Ou seja, eu quero
essa mulher. E olha só, era comum se dar
dotes, né? Se dar dinheiro para o pai da
moça para ter a moça. Era tipo, estou
comprando essa mercadoria. Só que os 7
anos de trabalho de Jacó eram quatro
vezes mais do que uma noiva valia na
época, né? Pelo menos a informação que o
Keller traz. Tipo assim, é muito mais o
que o Jacó tá fazendo. Primeiro é algo
que vai completamente contra vários
costumes. Segundo, ele tá ele tá tão
obsecado eh pela pelo pela Raquel, por
possuir a Raquel, por ter aquela mulher,
sabe que ele não pensa, ele fala: "Não,
é 7 anos eu vou trabalhar por ti". E o
Labão que é um cara que sacou tipo,
mano, porque tem o pulo do gato, né?
Naquela cultura, a filha mais nova podia
casar antes da mais velha.
>> É o lance que escapa ali de Jacó, que tá
tão bitolado, tá tão desejoso, achando
que impetuoso,
>> impetuoso [risadas] não. E ele tá tão
cego, ou seja, se eu tiver a Raquel, eu
terei os meus problemas resolvidos. Ou
seja, o amor que eu não pude
experimentar da minha família, da minha
mãe, sabe? Tudo que eu perdi, saindo da
minha terra, perdendo a minha parentela
e aquela coisa toda, eu vou ter agora
nessa mulher. Então não eh whatever
takes, entendeu? Eu vou fazer tudo.
>> Detalhe, detalhe, tá? Quando nós
observamos a história dos patriarcas,
a única história de amor que se
sobressai anterior à história de Jacó é
dos seus próprios pais,
>> que é uma história bonita, né? É,
>> é uma história bonita que de Abraão que
vai atrás, encontra [roncando] Rebeca,
faz todo o processo de ser meio que um
eh enviado de Abraão para poder negociar
e levar Rebeca até o a até Isaque e tudo
mais. E isso ser contado como uma
história memorial positiva, como um
grande exemplo já dentro da história dos
patriarcas e das matriarcas de Israel.
Ou seja,
>> ex,
>> a gente não sabe o quão isso também
impactou a própria pessoa pessoa de Jacó
na busca ah da da sua própria esposa,
né?
>> Olha, é uma boa inferência. É tipo
assim, e aí é, ou seja, eu quero viver
uma história como a dos meus pais,
>> ou seja, uma história essa que não foi
construída pelos próprios pais, foi um
acordo entre as famílias, ou seja,
seguindo a tradição. E foi uma história
bonita. Eu vou fazer a minha história,
já que eu não tô na minha terra, já que
a coisa não vai rolar, vou para lá e vou
fazer a minha própria história. E aí o
que acontece? Ele o o Labão é esperto,
mano. É, eu preciso me desfazer de Lia.
É tipo isso assim, mano. Essa mulher tá
sem brilho, não é? uns olhos meigos, mas
não é como o Raquel, mas eu não posso eh
oferecer Raquel, tem que ser primeira
lia, então bora lá dar um jeão gamado em
Raquel que quem trabalha sete, né? Quem
quem faz isso trabalha mais sete, já que
ele ama tanto Raquel, eu vou entregar
Lia primeiro para seguir a tradição e
depois eu entrego. E é o que acontece,
gente, quando Jacó, né, embriagado já
pela festa, vai pros finalmente, né, com
a mulher dele que ele acabou de se
casar, amanhece e ele percebe: "Opa, o
que que tu fez comigo, Labão?" Pois é,
né, Jacó? Tu tava tão cego pela busca do
amor que tu esqueceu de ler aqui a nossa
cultura e fez um péssimo negócio. O o
jogo não joga segundo as suas regras,
mas segundo as regras anterior a você,
né? Então isso que aconteceu, né?
>> Exato. É isso.
>> Pessoal, só um momento aqui. O tem gente
dizendo que o microfone do Luiz tá um
pouco mais baixo. Eh, procede.
>> Confirma aí.
>> É, eu tô a Eu tô ouvindo ele bem, mas
como é que tá para vocês aí? Deixa eu
mexer aqui no eh configurações do
microfone do Luiz. Ele tá automático
aqui. Deixa eu tirar o cancelamento de
ruído. Fala aí, Luiz.
>> Aí, vamos ver se se melhora.
>> É, tirei aqui,
>> ó. Aumentei o teu o volume do teu micr É
>> ouvindo bem,
>> ó. Só que agora vai aparecer até é até a
televisão agora e tal. Está um pouco
baixo mesmo. E agora, gente, eu melhorei
um pouco mais, aumentei. Tô até
inclusive me ouvindo no microfone dele
agora. Como é que tá? Me deixa saber.
Vai, Luiz. Fala um pouco mais perto do
microfone. Põe mais perto da tua boca.
>> Põe mais perto. Tipo radialista mesmo.
Isso. Tipo radialista mesmo. Enfia ele
na tua. Põe bem perto. Isso. Vai per
>> pronto. Ficou melhor, hein? Ó, tá
melhor. Pronto.
>> Melhorou. Melhorou. Melhorou. Então é
isso. Então esse é o ponto. Ele tava tão
cego pelo amor que ele queria que ele
não fez a leitura cultural. E cara, e
ele foi até o fim, né? Porque ele depois
vai mais 7 anos para ter a mulher que
ele queria, tá? E [ __ ] a gente precisa
também levar em consideração
>> que esse texto bate muito em nós por
conta da nossa própria leitura cultural.
>> Hum. Como assim?
>> Nós estamos falando de do Brasil, um
país que por conta de heranças
coloniais, né, da colonização,
>> por conta de toda uma questão voltada à
estruturação familiar,
>> eh cria dentro das nossas da nossa
própria sociedade o sonho de uma
família. né? É muito difícil você ver
pessoas que não desejem compor famílias,
sabe? Elas existem, mas elas são eh eh
minoria. E existe também um aspecto da
composição familiar no sentido de vou
fazer tudo aquilo que eu não tive ou de
que não fizeram por mim, né? Eh, a gente
pode, a gente brinca muito, né, no of
topics aqui, que nós temos um pouco
disso, né? Nós temos um um pouco desses
relacionamentos assim familiares meio
conturbados. A gente fala, não, a gente
vai tentar fazer diferente pelo menos e
tudo mais. Só que isso de certa forma
foi apropriado por nós como crentes,
como se fosse o santo graal da vida
cristã, sabe?
>> Boa. Ah, ou seja, o ter uma família
tradicional, tipo ter uma família como
esse é o objetivo de todo crente, né? Ou
seja, temos que ter uma família
tradicional, o que não é nenhum
problema, tá gente? É muito legal, né?
Tanto eu e quanto Luí, a gente é uma
família tradicional, a propósito, né?
Tipo assim,
>> maravilhosa,
>> maravilhosa, tudo, tudo certo, entendeu?
A gente é marido, mulher, né? Não, eu e
ele, obviamente, né? Mas a gente tem
esposa, a gente tem filhos e tal. Ah,
então assim, a gente não tá, isso não é
o problema, tá galera? É que se coloca
realmente, acho que essa é a palavra,
como o pote no final do arco-íris e o
objetivo de todo jovem crente é casar e
ter uma família. Porque isso é a
realização. E aí que começa o perigo
dessa busca pelo amor verdadeiro. E ele
pode começar a se tornar idolátrico. Por
quê? Porque esse desejo
ele começa a ocupar um lugar no teu
coração que não deveria. Em que sentido?
Que é como se se torna o fim último da
tua existência aqui na Terra. Ter
alguém, casar, ter filhos. E cara,
prepare-se para uma bela de uma
frustração, porque você está depositando
um anseio muito grande em algo que não
tem a capacidade de matar essa fome da
tua alma. Entende?
>> Exatamente. E lembra da dinâmica da do
coração espelhado de projetar na nos
seus próprios ídolos quem você é e
aquilo que é está mais profundo no seu
próprio coração? Pois bem,
>> você começará a projetar a idealização
do que seria um cônjuge perfeito.
>> Uhum.
>> A partir dessa dinâmica no outro.
>> Só que a gente precisa levar em
consideração uma palavra muito
importante para todos nós aqui.
Dignidade, coisa que foi retirada de Lia
ou Leia, tá? Dignidade.
Dignidade é uma das coisas ou um dos
valores ao qual o evangelho não abre
mão, principalmente quando nós falamos a
respeito da humanidade, do outro,
daquele que está ao meu redor.
>> Eu acho que antes de chegar nesse ponto,
Luiz, galera, a gente não tem pauta
aqui, então a pauta é ao vivo aqui. Eu
acho que a gente chegar nesse ponto, a
gente tá construindo aqui é uma aula.
Vamos lá.
>> É uma aula. Eu acho que é legal a gente
pensar que a Lia também tinha uma uma
idolatria. A da Raquel a gente não sabe,
provavelmente fosse a beleza dela, né?
Ela, né, se achava talvez a melhor, a
maior, e ela idolatrava talvez a própria
beleza. Enfim, não sabemos. Mas a Dalia,
o texto pode dar uma pista e o Keller
fala, gente, esse aqui é o livro, tá?
Clássico do Keller, Deuses Falsos, tá? O
livraço da vida nova. Aliás, eu tenho
uma, eu sou tão Thomas Nelson que eu
tenho a versão da Thomas Nelson desse
livro aqui.
>> Ah, é? Bendita hora que a Thomas Nelson
deixou escapar o o Keller, né, velho?
Bendita hora.
>> Tu imagina o Keller na mão da Thomas
Nelson,
>> a coleção linda, maravilhosa, estilo
luz. Meu senhor do céu. Ia ser
>> a a só a biografia do Keller que é pela
Nelson.
>> Exato. É, imagina igreja centrada no no
com o mesmo tratamento da biografia do
Keller. Mas cara, Tobasel não consegue
pegar. Eu não sei, um dia, quem sabe.
Mas, ou seja, o Keller ele traz e algo
aqui que a Lia, ela como conservadora
botou as suas esperanças nos filhos, né?
Ou seja, ela sabia que não era amada,
ela sabia que não era amada pelo marido.
>> E então cada filho que ela vai tendo,
ela tipo: "Agora, agora o meu marido vai
me perceber, tipo, agora vai acontecer,
tipo, ou seja, cada". E era uma coisa
muito importante ter filhos naquela
época, né? que garantir a subsxistência
da mulher no mundo antigo. A gente
precisa levar em consideração que a
mulher ela era tida como uma certa
mercadoria porque ela poderia dar eh
seguir adiante o nome
>> do homem, o nome, né, da família.
>> Ex
>> trazer ao redor. Tanto que isso
permanece até hoje dentro da crença
judaica. Um judeu só pode ser
considerado um judeu ético um sidace de
mãe judia, entendeu? E por qu é isso?
Por conta de todo esse pensamento
embrionário que está ali na na
descendência de Abraão, né?
>> Exato. Então, olha aqui, o texto começa
a deixar bem claro isso a partir do
versículo 31 do capítulo 29, tá? O
Senhor viu a minha miséria, agora
certamente o meu marido me amará. Cara,
e aqui eu não, a gente até a gente pode
até caminhar, acho que finalizar aqui um
pouco a história de Lia para fechar esse
arco de de Lia Oleia, né? a gente pode
caminhar, finalizar o arco dela, porque
talvez a Lia seja a única que superou a
sua idolatria, porque conforme, né, cada
filho que ela vai tendo, né, eh cada
filho, ela vai dizer assim: "O Senhor me
viu, então o meu marido agora vai me
amar. O Senhor me viu e agora o meu
marido vai me desejar". Entendeu? E
agora o Senhor me viu, não sei qu o meu
marido vai se apegar a mim. quando ela
vai ter o quarto filho que é Judá, que a
proposta se torna, né, o grande nome aí
da continuidade da promessa de Abraão,
que vai gerar a família de Davi e a
família do Messias. Ou seja, quando ela
tem o quarto filho,
eh, ou melhor, acho que é o quarto, né?
>> Desta, é,
>> desta versículo 35, é a chave. Desta vez
louvarei ao Senhor, por isso deu-lhe o
nome de Judá. Depois disso, parou de ter
filhos. Ou seja, não tinha mais a ver
com o marido, tem a ver com o Deus que
estava dando filhos ela. E detalhe, ela
não usa o nome genérico para Deus, né?
Ela usa o Senhor, ou seja, ela chama do
nome da aliança, né, Yahvé e tal. Ou
seja, ela aprendeu sobre esse Deus, né,
com o próprio marido, provavelmente, né?
Ou seja, então quando ela para de
depositar a esperança dela, ou seja,
quando ela para de achar que o sentido
da vida estaria no reconhecimento do
marido,
ela descansa e agora ela passa só louvar
o Senhor, não tem mais o marido na
parada. Então pode ser, né? O Keller usa
isso como tipo, olha, ela teve, é como
se ela, ou seja, eu não tô mais aqui
para, o meu marido não me, não gosta de
mim, entendeu? Não tem, mas o Senhor me
ama, o Senhor me acolhe, o Senhor é o
meu o meu fiel esposo, né? Ou seja,
cara, isso é maravilhoso, assim, isso é
maravilhoso.
>> É, e com base no que você fala que e ela
foi aparentemente foi a única, né, que
venceu a sua própria idolatria. Eh, e aí
eu eu vou tentar eh adivinhar aquilo que
você tá pensando assim,
>> tá? Jacó protosta seria essa.
>> É, então não, mas porque Jacó
protagoniza anos depois o ele é o pivô
de um dos maiores problemas familiares
que nós temos entre os patriarcas, né,
que é a questão do favoritismo de José.
>> Sim. Não, que é a galera ligada a a a
Raquel ali, né, a serva de Raquel e tal.
Ou seja,
>> exatamente.
>> E aquele lance, ou seja, o amor que ele
tinha, né? O amor é uma coisa boa, só
que ele tinha um amor cego por Raquel.
Ele ele fez coisas absurdas por Raquel,
ao ponto depois, né, de desvalorizar
tudo que tinha com Lia e ele, né, essa
história dele com Raquel vai gerar essa
toda essa loucura que vai acontecer
depois, né?
>> Exatamente. Porque os impactos da
idolatria não ficam única e
exclusivamente eh individualizados, eles
não ficam somente conosco, né? A
idolatria ela se espalha e ela afeta
toda a comunidade que está ao nosso
redor. Lembre-se do pecado de Acan.
Pecado de Acan tem muito a ver com isso.
Ele mesmo faz, comete uma desobediência
por esconder ídolos e e espolhos de
guerra ao qual ele não deveria ter eh
escondido dentro da sua própria tenda. e
ele e a sua família, por sua vez, são
penalizado. Veja, existe uma relação de
aliança, existe uma relação comunitária
vinculada a essa idolatria. [roncando] E
detalhe, a gente leva em consideração
que é Lia ainda tem três filhos que
estão debaixo desse tipo de
ressentimento, de um casamento arranjado
da qual ela não usufrui um verdadeiro
amor. Jacó tem outros filhos dentro de
de um casamento, na verdade, de uma
estrutura matrimonial meio que complexa,
com duas mulheres, tendo que dar questão
e por sua vez ele deságua todo o seu
amor e o seu e a sua e o seu ideal
naquilo que ele conquista. Mas observe
que Jacó quando depois ele vai se
reencontrar com Esaú,
ele não demonstra um amor tão grande
assim pela família.
Quando ele sabe que Esaú está para
encontrar com ele, ele manda uma
comitiva com presentes. Ele manda uma
comitiva depois com a sua própria
família na frente.
>> É tipo isso, ó. Se der ruim, eles morrem
primeiro, né? É
>> exatamente, porque sinceramente Jacó
sabia da promessa de morte que Isaú
havia feito no seu próprio coração.
Promessa esta que faz com que ele saia
da sua própria terra e vá para Labão e,
por sua vez, tentar construir aquilo que
seria a sua própria história depois de
ter roubado a bênção da primogenitura.
Então, nós estamos falando aqui de um
homem que estava o tempo todo olhando
para si mesmo.
>> Ou seja, a eh algo clássico da
idolatria, né? A idolatria ela
escraviza, né? Se ela é uma, se ela eh
se a gente dá para a necessidade um
caráter divino, ou seja, enquanto eu não
tiver isso, eu não serei realizado, esse
isso se torna o seu Deus. E se não é o
verdadeiro Deus, vai escravizar você.
Entende? Eh, aí alguém pode dizer: "É,
mas o Deus de vocês também escraviza,
né? Vocês não são escravo de Deus? A
gente é escravo de Deus, só que a gente
foi amado e algo voluntário. Se a gente
não quiser mais ser, não é mais, né?
a dinâmica, a de Jesus de Nazaré aqui.
>> É
>> porque quando nós paramos para pensar na
dinâmica de Jacó, Raquel, Lia, ambos
estão preocupados naquilo que eles podem
fazer para construir o ideal do amor.
>> Exato.
E quando nós olhamos para Jesus de
Nazaré,
na última mensagem que ele faz aos seus
discípulos,
ele é o único que ao invés de tentar
construir, de usar o outro para
demonstrar o amor, ele mesmo se
desconstrói dando o seu próprio corpo,
dando o seu próprio sangue como sinal
daquilo que guia.
o povo de Deus.
A entrega que Jacó não poderia ter
feito, que Raquel não poderia eh
performar, que até mesmo Lia, ao
entregar tanto seus filhos e nomeá-los
com base em um ressentimento, não
poderia, por sua vez, eh eh eh extinguir
esse essa noção, esse essa procura de um
amor perfeito, de desse amor, desse
verdadeiro amor.
Jesus inverte essas perspectivas pra
mesa, pra ceia, ao qual ele diz: "Tomai
e comei, tomai e bebei." E aqui é uma
das melhores coisas que nós temos,
porque Jesus de Nazaré, por sua vez, não
foi casado. Jesus de Nazaré chama
pessoas para compor uma família maior.
família é esta que por sua vez nós com
as nossas próprias famílias nucleares
somos chamados, tá? E é por isso que eu
volto aquela crítica do santo grau.
Quando a gente olha
para a composição do Novo Testamento,
das missões e da ênfase da família da fé
no Novo Testamento, se torna muito
complicado nós defendermos igrejas que
se organizem.
ao redor de um ideal, de um imaginário
idealizado do que é a família perfeita.
E o Espírito Santo, por sua vez, não
permite que a essa igreja fique fechada
dentro desse ideal, desse imaginário.
Porque o evangelho alcançou o
brasileiro. E o brasileiro, por sua vez,
majoritariamente ele é desestruturado
familiarmente.
Mas o evangelho, ele nos chama, por meio
de Cristo Jesus a chamar essas pessoas
desestruturadas,
as mães solos, os órfãos. aqueles que,
por sua vez, não conseguiram construir,
com base em um amor idealizado próprio,
a a estrutura
e o modelo que nós muitas vezes
idealizamos.
Por que essa crítica aqui acaba sendo
bastante importante? Porque de alguma
forma com com o passar da história, a
gente colocou no bojo do da salvação, no
bojo da redenção,
constituir uma família nuclear.
Só que os solteiros deslocados,
os celibatários deslocados,
os missionários que conseguem por sua
até mesmo viúvos, vamos colocar aqui
viúvos, acabam ficando muito deslocados
nessa realidade.
E por conta desse ideal idolátrico da
família perfeita, nós estamos enfiando
homens e mulheres em um relacionamento
sem que estes, por sua vez, estejam
prontos. E nós estamos transformando
o matrimônio naquilo que Jacó
transformou para com Lia.
>> Exato. Exato.
>> A força de vontade de construir uma
família.
Mas magoando quem?
Uhum. O outro
>> é assim, vamos lá, preparado, preparado
para um relacionamento,
se ninguém tá, né, assim, tipo,
preparado, mas minimamente tendo,
sabendo onde tá se se metendo, entendeu?
É basicamente assim, é, é, é muito
importante. E às vezes nessa ânsia que a
gente constrói até com os jovens, né,
tudo tudo gira em torno de você vai
encontrar alguém, você vai encontrar
alguém, a varoa o varão, né? Na minha
época era isso. E é muito doido porque
estatisticamente falando não tem não tem
homem para todo mundo. Atenção irmãs,
são na igreja são muito mais mulheres,
né? São muito mais mulheres do que
homens na igreja. Então já até pela
estatística tá difícil, tá? Mas o que eu
quero dizer é o seguinte, eh a gente
mesmo vende essa cartilha, né? Que eu
sei, gente, vamos lá, um parêntese aqui.
A gente sabe que também no mundo ah, a
galera também, tipo, relativizou o
casamento, né? É, não se fala mais as
pessoas, né? É como se tivesse em
declínio a ideia do casamento, né? Tipo
assim, poxa, o casamento é uma
instituição falida, aquela coisa toda,
né? Se fala muito disso por aí, galera.
Não é bem assim, tá? Muita gente no
fundo quer casar, quer ter alguém, tá?
Assim, até gente aí que é parece muito
desconstruída, no fundo tá casando
também aí de branco e tal, entendeu?
Galera fala contra um monte de coisa,
mas estão seguindo aí a tradução porque
tá tudo bem, sabe? Eh, então não é que a
gente queira, ah, vocês estão aí com o
espírito do tempo falando contra o
casamento. Ninguém tá falando contra
casamento aqui em constituir família. O
que a gente tá falando é que isso não
pode ser o fim último da juventude. Você
é solteiro, cara? Você tem que casar e
ter alguém. Não, não, não é. Você não
nasceu para casar e ter filhos,
entendeu? Você nasceu para ter uma um
relacionamento com Deus e fazer parte da
família dele. Pode ser que aconteça de
você se relacionar com alguém, casar e
ter filhos, isso é ótimo, entendeu? E tá
tudo bem. O problema é quando isso se
torna o ideal e aí a juventude passa a
ser isso, entendeu? Eu quero achar
alguém. E aí, mano, na pressa disso,
você pode se atropelar, entendeu? Isso
quando não acontece, né? por exemplo,
sei de histórias que não vou casar por
causa do ministério, que se não for
casado não sobe no ministério. Também
tem
>> é porque quando nós falamos de casamento
dentro da igreja, nós não estamos
falando só da união de duas pessoas, nós
estamos falando de eh reputação, nós
estamos falando de construção de
identidade. Nós estamos falando de, por
isso que eu quando eu pontuei aqui sobre
a questão da prontidão em casar, é que o
casamento, o matrimônio, Bibo, ele
precisa partir eh ou ser fruto do amor
verdadeiro, do amor de Jesus de Nazaré.
E aonde nós conhecemos esse amor
verdadeiro? Através do evangelho,
através da convivência com a família da
fé, tá? Só que eu só posso e e por que
eu tô dizendo isso? Porque vai ser muito
difícil. E veja, eu eu preciso dar vazão
espaço para críticas que amigos críticas
não, né? Comentários que amigos meus que
não são crentes eh fizeram a respeito da
igreja, né? Eh, é é muito legal porque
na minha muito legal não, isso é triste,
mas eh eu me lembro disso, né? de que
quando adolescente eu tinha amigos que
eram descrentes e aí eles tinham uma
eles tinham uma eles queriam beijar na
boca, eles queriam namorar, eles queriam
fazer um monte de coisa e aí eles tinham
uma a melhor dica de todas que era:
"Cara, você quer beijar na boca? Vai
para uma igreja, você vai conseguir
beijar na boca fácil". E aí eu ficava
horrorizado com aquilo. Mas por quê?
Porque existe todo um anseio em uma
juventude criada para isso. E aí a gente
se deixa levar por uma espécie de amor
impetuoso.
E porque nós não estamos prontos? Porque
nós não entendemos o que é o evangelho.
Porque o evangelho ele não tem a ver com
quem a gente vai casar. Aquilo que você
falou. O evangelho tem a ver com a
família da fé, a qual nós somos
enxertados. e de que se por sua vez eu
encontro na minha família da fé alguém
para para casar, para criar uma família,
eu ainda sou muito dependente da família
da fé, porque a minha família nuclear,
ela será nutrida pela família da fé.
É,
>> eu eu preciso dessa vivência comunitária
para que a minha família da fé tenha
algum lugar, para que os meus amores ou
a minha idealização do outro seja
confrontado com o evangelho através da
vivência de outros casais, de outras
famílias. Uhum.
>> Mas o Mas o qual é a ênfase ou, né, o o
a chave para que muitas vezes a a igreja
ela foque apenas no casamento e depois
você que se vire. Eh, case, case, case.
Aí depois o pastor, a pastora não sabe
porque o o mesmo casal que ele uniu tá
no seu gabinete pastoral,
tá tá com dificuldade, tá pensando em
divorciar
>> porque são frustrações se encontrando.
Enquanto o evangelho olha para o
coração, como olhou e curou o coração
idólatra de Lia.
>> Uhum. Uhum. como procurar, né?
>> Tem uma É, tem um, gente, os comentários
estão aparecendo na tela agora. Beleza,
você pode comentar alguma coisa
interessante, pelo amor de Deus, né?
Comenta uma coisa, eh, ou manda um oi,
tá bom? Se você quiser aparecer aí,
cara, tem um comentário do Luiz, eh, que
é muito legal do eh no mero cristianismo
que o o Keller traz aqui, que diz o
seguinte, tá? Eh, que que essa questão
assim, quando você vai com muita sede ao
pote, tem essa questão de que você
realmente pode se frustrar. E por que
que você vai se frustrar? Vamos lá,
gente. Eh, dar um exemplo aqui. Você
pode realmente até casar com uma pessoa
bacana, legal, show. Mas mesmo essa
pessoa bacana, legal, show, se você tá
com sentimentos errados em relação ao
casamento e o que ele vai fazer pela sua
vida, você vai se decepcionar, porque é
aquilo que eu falei no início da live,
não tem como alguém, alguma coisa,
aguentar a pressão de ser Deus na sua
vida, né, de suprir as suas carências e
necessidades. Não tem como, tá? Não tem
como. Por isso que é [roncando] o que o
comentarista traz aqui, né? Um, o, o o
Keller cita um comentarista. Com todo o
respeito a essa mulher, né, de quem
temos muito a aprender, a Lia, significa
que não importa em que depositemos
nossas esperanças, pela manhã é sempre
Lia, nunca Raquel. Ou seja, sempre que
eu me jogo num desejo, né, no no eu me
entrego para esse ídolo, seja o ídolo do
sucesso, o ídolo do sexo, né, o ídolo do
sexo e do amor, eles caminham muito
juntos aqui, né? É, é o lance de da
mulher sempre se desejar, ela ela quer
sentir amada e desejada. Então, às vezes
se submete a relacionamentos eh tóxicos,
porque ali ela se sente amada e
desejada. É, por exemplo, eu já ouvi,
né, eh, numa missão em que trabalhavam
com, né, em, em, pode falar favela. Hoje
em dia eu tô meio por fora das
nomenclaturas,
>> comunidades,
>> comunidades, OK. Eh, em comunidades e
tal. E aí tem o lance, né, o porqu ter
tanto, né, mulheres, né, estão lá num
barraco, ah, com, sei lá, três filhos de
pais diferentes e tal, né? E muito tá
nesse lance, né? Porque ali naquele
momento eu me sentia amada por ele, né?
Me sentia desejada por ele e tal. E
daquilo ali acabava vindo um filho e
depois o cara vazava e tal, né? Então
assim, então a a quando você se entrega
para para um ídolo, eh, cara, não
importa, a tua experiência vai ser
sempre igual a de Jacó. Vai amanhecer,
não vai ser Raquel, né? Vai ser Lia. E
aí ele cita o cristianismo por e
simples. A maioria das pessoas, se de
fato aprendesse a olhar dentro do
próprio coração, saberia que deseja
muito e intensamente algo que não se
pode ter neste mundo. Há todo tipo de
coisa neste mundo que se oferece para
concedê-lo a você, mas nunca cumpre a
promessa. os anseios que surgem em nós
quando nos apaixonamos pela primeira
vez, ou pensamos em um país estrangeiro
pela primeira vez, ou tratamos de um ou
tratamos de um assunto que nos arrebata
pela primeira vez, são anseios que
nenhum casamento, nenhuma viagem, nenhum
aprendizado consegue satisfazer de
verdade. Não estou me referindo agora ao
que comumente se chamaria de férias,
profissões ou casamentos malsucedidos.
Falo dos melhores possíveis. Houve algo
a que nos agarramos no primeiro instante
do nosso anseio que logo se desvanece na
realidade.
Creio que todos saibam a que me refiro.
A esposa pode ser fantástica e os hotéis
e a vista excelentes. E a química pode
render um emprego muito interessante.
Todavia, alguma coisa nos escapa.
Ou seja,
>> cara, isso aqui é sensacional. Por quê?
Não tem a ver com a coisa, tem a ver com
o desejo que colocamos sobre a coisa.
Entende? Mano, que doideira. Citando o
CS LS me lembrou da Lia do Novo
Testamento, né? Tem uma Lia no Novo
Testamento,
>> sabia? Eu só lembro da, eu conheço a Lia
da, da Bíblia do Antigo Testamento e a
Lia da piada de Tio do Pav.
>> É, a gente, [risadas]
mas nesse caso, eh, a gente não sabe o
nome dessa Lia do Novo Testamento. A
gente tá falando da mulher samaritana.
Ótimo. Sensacional. Sensacional.
>> A mulher samaritana, ela e é o que tudo
indica, vítima de vários relacionamentos
de homens que vinham e prometiam aquilo
que ela necessitava para sua
subexistência.
Lembre-se que a idolatria tem a ver com
isso e [roncando] de que quando ela
encontra Jesus de Nazaré no poço,
ela tem a resposta por e aí ela sai para
anunciar com grande alegria e
expectativa sobre o Messias, porque ela
encontrou
e a resposta para aquilo que ela tinha
de mais profundo, que água era aquela
que que a que a a faria que a fazia
largar tudo
para poder ir anunciar em Samaria.
>> Não, ela foi vista, né? Ela foi
percebida, né? Ela foi
>> Jesus viu ela, né? Jesus viu ela.
>> Nenhum outro homem, né?
>> É. E aqui fica a grande o grande
incentivo assim, o o grande resumo do
que a gente poderia falar assim de bom.
Jesus de Nazaré é o suficiente. Se, e aí
eu vou trazer uma frase do Guilherme eh
Nunes,
>> se nós
ficarmos ou colocarmos
os amores ou os nossos desejos para
completar aquilo que Jesus de Nazaré eh
fez, será Jesus e mais alguma coisa.
Jesus e mais alguma coisa cai em
legalismo.
>> Uhum. Exato.
>> E legalismo não gera vida.
>> Uhum.
>> Legalismo não gera certeza.
Legalismo só gera medo, ressentimento e
angústia.
>> Uhum.
Por isso que aquela mulher larga a o
balde que ela tinha para buscar a água
em um horário inóspito, [risadas] em um
horário complicado,
em alegria para anunciar a verdadeira
felicidade, porque ela de fato
>> encontrou o verdadeiro noivo.
>> Exato. Olha só o que o Luiz também cita
aqui, né? Se descobre em mim um desejo
que nenhuma experiência neste mundo é
capaz de satisfazer, a explicação mais
provável é que fui feito para outro
mundo, algo sobrenatural. e eterno. E
gente, se você ainda não entendeu, não é
não é uma palavra contra casamento. Se
você deseja casar, tá tudo bem. É um
desejo natural. Inclusive, o que a gente
tá falando aqui que o Keller faz e quem
escreve sobre isso fala, é o lugar que
isso ocupa no seu coração. E sim, talvez
você possa chegar no final, né, em uma
determinada idade e você até pode ter
uma tristeza. Poxa, no fundo não casei,
né? Não, não achei legal não, não achei
ninguém legal, alguém que realmente
valesse a pena investir a vida e tal. E
você pode ter uma tristeza agora, ao
ponto de você achar que tem alguma coisa
errada com você, que o mundo te odeia,
que talvez as promessas de Deus que
falaram para você lá não se cumpriram, o
que você fez de errado, aí é porque você
botou o desejo no lugar errado, entende?
Então isso é uma coisa que precisa ser
calibrada, precisa ser pensada, sabe? E
e é aquela coisa, a idolatria ela não
sai com o conhecimento. A idolatria só é
vencida com uma rendição e adoração ao
verdadeiro Deus, né? Então, e
>> é por isso que a idolatria mexe com
identidade. Isso que você acabou de
falar, né, Bibo?
>> Então, é algo mais profundo, é algo que
tem a ver com o coração, né?
>> Uhum. Exato. Galera, tem muita coisa
para se falar. Ô louco, teve tivemos um
super chat aqui.
>> Muito obrigado. Muito obrigado. Ah, ele
tá dizendo o seguinte: "Colocar a
esperança final no casamento é muito
arriscado. O casamento é uma das coisas
mais difíceis de dar certo. É necessário
muito amor." Exato. O casamento é uma
parada difícil mesmo. Eh, tanto que
assim, muitos casamentos eles davam
certo na antiguidade, o amor vinha
depois, porque casamentos eram
arranjados e tal, né? Claro que e até a
ideia do amor romântico é uma coisa
muito nova também. tem esse lance, né? O
amor romântico é uma coisa muito nova
assim, tipo, a gente tem, sei lá,
quantos séculos de amor romântico, sei
lá, uns cinco, seis, cinco, cinco, não
sei.
>> É, virada do século XVI pro século XIX,
você tem já esse ideal do do muito
pulverizado pelo romantismo alemão, por
esse mundo das ideias e tal, mas ainda
assim a uma em uma sociedade em que os
casamentos eles eram acordados, eles
eram ajeitados, né, arrancados. Gente,
entra um pouco esse perigo também, né,
dessa fetigização. Fal, não sei se eu
falei certo, mas esse fetiche muitas
vezes fica, essa fetização, eu falei
errado, mas ficou ficou chique. Fetiz,
>> eu já colocarei no meu dicionário Oxford
aqui.
>> OK. Exato. Obrigado. [risadas] Eh, sabe
tipo
que que às vezes, tipo, né, o casamento
perfeito, fizeram tudo certo, gente. Às
vezes fizeram tudo certo, escolheram
esperar, eh, se beijaram no altar, não é
garantia que vai dar certo, galera. Não
é garantia que vai dar certo, porque
como falaram, o casamento é algo
difícil, precisa de entrega, renúncia,
né? Pode ser a esposa perfeita, o marido
perfeito, né? Ou seja, eu idealizei
isso, eu pensei isso, mas, cara, na
realidade nu e crua do dia a dia vai ter
o desgaste, vai ter a, sabe, as escolhas
que terão que ser feitas mesmo quando
não há vontade. Então, assim, sabe, é é
preciso ir com calma. E aí a gente às
vezes tem isso, né? Essa glamorização do
casamento. De novo, gente, a gente não
não é contra o casamento, mas sabe, se
coloca ele como ápice da vida aqui na
terra, casar e ter filhos, porque esse é
um problema também. Os filhos podem
virar uma idolatria. Tanto que tem muito
casal que não tem filho e, cara, e é
bombardeado na igreja. Vocês não vão ter
filho, vocês não vão ter filho, vocês
não vão ter filho. Como se fosse,
tivesse alguma coisa na Bíblia que
mandasse a gente ter filhos, né? e não
tem, né?
>> Ah, Gênesis eh, 2, Gênesis 4, Gênesis 6.
E existe uma discussão por trás disso,
tá? Do mandato cultural.
>> Exato.
>> Não são todas as vertentes teológicas
que defendem o mandato cultural. Tá bom?
>> Então isso é discutível, tá? Isso é
discut. Não, mandato cultural é uma
teologia e como teologia tem seus
calcanhar de aqui.
>> E aí no mandato cultural, se realmente
fosse mandato cultural, Jesus de Nazaré
falharia, Paulo de Tarso fal falharia,
>> falharia. Não, Paulo inclusive fala:
"Galera, não casa, não casa". Tipo
assim, Paulo, Paulo até desaconselha em
alguma, ó, se dedica a Deus aí,
entendeu? Não casa, tipo, ó, mas se
ficar abrasado, se ficar abrasado, casa,
>> isso, isso, isso. Não, mas por quê?
Porque existe uma ênfase ali na
argumento do apóstolo Paulo que ele está
falando num contexto em que ele está
explicando o que é a família da fé, os
reunidos por conta do evangelho, tá? E
aí para para a expansão da família da fé
precisamos de mais colaboradores. Então
meu, casar vai te paralisar. É o
>> ou seja, é circunstancial. É
circunstancial. Da mesma forma como,
tipo assim, ah, antigamente tinha o
pessoal tinha mais filhos e tal. Gente,
não era por amor, não era por
necessidade. Filho era aposentadoria,
filho era seguro de vida. Filho era mão
de obra para roça, entendeu? Então sim,
um casal que pô, será que a gente vai
ter filho, ele tem é fazer conta mesmo,
calcular e tal, né? Às vezes dá, né?
Tipo, ah, não faz que Deus e preserva.
Olha, conheço gente aí que entrou nessa
de vamos fazer e se Deus mandar a gente
vai ter. Estão passando o perrengue, tá?
Não é porque às vezes você vê influência
que não, eu casei, não tinha nada, não
tinha dinheiro para nada, mas Deus
proveu. Cuidado, é a história do
influencer. Talvez Deus não faça a mesma
coisa por você. Então, tome cuidado com
alguns mandatos culturais que ganham eh,
sabe, patamar de eh mandamento claro das
escrituras. Tome muito cuidado, tá? Pelo
menos é
>> Eu queria trazer só um uma frase que é
um dito popular, né? Que o caminho do
contentamento matrimonial passa pelo
vale do da decepção.
Tá?
>> Tá.
>> E por quê?
Porque já colocaram aqui com outra
palavra, com outras palavras, mas eh são
dois pecadores que se casam, tá? É
>> quando a gente fala sobre matrimônio,
quando a gente fala sobre amor
>> e que como pecadores, atenção é amar
mais a si mesmo do que o outro.
>> Exato.
>> E onde passa aquele lugar da dignidade
do outro, sabe? De quem o outro é
>> e de tentar se enxergar no outro. E e é
esses essas relações são muito
complicadas,
mas é no matrimônio que você pode
experimentar uma faceta do amor de Deus
através do perdão, através da
convivência, através do do da do
companheirismo, da parceria, que não
seria demonstrado em qualquer outro
lugar, tá bom?
Então, aqueles que não casam, talvez não
bebam desse amor, tá? Talvez não
experimentem esse amor, esse amor de
Deus que é manifestado dentro do
matrimônio. Mas isso não significa que
aqueles que não casam, que aqueles que
não voltam a casar,
deixem de experimentar facetas
exclusivas do amor de Deus.
>> Uhum. Claro.
>> Um exemplo para os celibatários.
Na tua solidão, Deus se demonstra ainda
como amor.
>> Uhum.
>> Táum.
>> Para os solteiros, na tua solidão, Deus
te se demonstra ainda como amor e te
chama também para um engajamento maior
do que os casados, sabe? Do que os do
que a família como um todo.
>> Uhum. Então, eh, fiquem com isso só como
um aspecto prático de que em nenhum
momento Deus deixa de demonstrar o seu
amor.
>> Exato. Exato. É a mesma coisa ter
filhos, né? Nossa, eu sou outra pessoa
depois dos meus filhos,
>> né? De fato, eu experimentei, entendi
algumas coisas, sabe? É maravilhoso.
Agora, não quer dizer que um casal que
não tem filhos não possa experimentar
também, né? Tipo, o amor de Deus, enfim.
Acho que foi bem claro na tua fala,
Luiz. A gente tem um curso só sobre o
tema da idolatria, um curso que tem tem
mais de 7 horas de conteúdo, tá? Que é o
Teologia da Idolatria com Rodrigo Bibo,
tem aula com André Hik, Cacau Marques,
tá? Essa live agora vai entrar também lá
no hallas.
Gente, tá muito legal esse curso aqui.
Inclusive, é só pelo valor que você vai
pagar nele, é uma parcela única de
R,90, se eu não me engano. É parcela
única, acesso por um ano e você tem esse
ebook aqui, ó, fábrica de ídolos, tá? as
a transitas e melhoras e ampliadas uma
outra coisa e tal. Então tem esse ebook
lá dentro do curso, tem as aulas,
galera, tá bom demais esse nosso curso,
tá? É parcela única, acesso por um ano,
o ebook fica para você para sempre, tá?
Então assim, vai lá, tem esse nosso
curso. R,90, gente, sério, é menos que
uma pizza média, é uma broto.
>> Qual? É, gente, é papo aqui para vocês.
Eh, o investimento em educação é um
investimento que sempre retorna. Pode
não ser de maneira imediata, mas sempre
retorna.
>> E muitos de vocês trabalham em igreja,
lecionam ou muitos de vocês são
curiosos, querem estudar teologia e tudo
mais. É, a melhor forma de vocês
estudarem teologia é aprendendo com
gente que manja, manja muito, entendeu?
Bibo, cacau, ah, o André, essa live vai
est lá e tudo mais. Então, oi,
>> eu quero apontar para ti como é que eu
faço. O Luiz, o Luiz, o Luiz aqui, euudo
mais.
>> Então, é muito bom, é, é, é bom que você
caminhe com pessoas que, que te conduzam
por um caminho que seja estável, que
seja bem explicado e tudo mais. E cara,
é um é um McDonald's para para é um
combo ali. É é isso.
>> Tá barato, gente, o curso tá barato. Só
R,90, mais de 7 horas. E outra, você
tem acesso por um ano. De repente a
gente grava mais algum conteúdo sobre
idolatria. Ano de eleição, a gente já
tem um, a gente já tem uma aula sobre e
idolatria política, mas a gente possa
botar um reforço lá, você vai ser
avisado no e-mail que você e fez a
compra, tá bom? Então, ó, tá no link
aqui desta aula, desta live aqui no
YouTube. Se você tá ouvindo isso aqui no
Spotify, vai tá o link lá também, eh, ou
no nosso site, né, o BTC, que vai sair
essa live. Enfim, vó, vai lá, vem
estudar com a gente só no mês de julho
de 2026, tá bom? Esse, esse curso tá
aberto em julho de 2026, BIB, eu tô
ouvindo isso aqui em, sei lá, em outubro
e de 2026, sei lá, entra no nosso site
escolabibotal.com.br. br. Lá embaixo tem
o banner dos nossos cursos avuls. Talvez
esse curso esteja liberado lá para você
entrar. Não sei se vai estar R,90, né?
R,90. E agora só nesse período de
julho, tá? Dia 7 a gente tá no dia 13 a
gente tá lançando esse curso até o até o
final de julho. Depois a gente ele vai
voltar pro valor normal dele, que é 69,
67, não lembro agora,
>> não. Mas nada que uma conversa também
não garanta, né, Bibo?
>> Exato. E deixa eu dizer um negócio que a
gente vai habilitar. É uma loucura o que
a gente vai fazer. Eu não sei se a
Camila tá assistindo a live, mas a gente
vai habilitar isso essa semana já. Eh,
cara, vai ter a opção de você
compartilhar a sua assinatura da da da
Hotmart, ou seja, você eh você vai
comprar o curso
>> e você pode, você tem uma namorada, um
namorado, né? Porque é muito importante
você ter um namorado, você ter alguém,
que ele conversa [risadas]
sacanagem, sacanagem, né? Tipo assim,
você, né? Você tem um melhor amigo, uma
amiga, um grupo de estudo, sei lá. Sim.
É, várias pessoas falam assim: "Ah, a
gente é aluno da EPT, o meu marido pode
assistir junto, a minha esposa: "Claro
que pode, gente. E agora você pode fazer
isso de maneira o quê? Você vai criar um
perfil para essa pessoa e aí você, a
pessoa vai acessar esse curso com base e
na sua assinatura. Então assim, ó, você
paga só R,90 e mais um amigo ou amiga
ou cone ou quem você quiser estuda
junto, mano. É sério, é, não dá, não dá,
tá? É, não dá, não tem como ser mais
barato, isso é loucura, tá? Então assim,
depois a gente vê, vamos tá habilitando
isso em algum momento aí essa semana,
porque é loucura. Você vai pagar R,90
e vai poder ser tipo uma Netflix ali.
Você cria um perfil, aí a outra pessoa
cria um perfil e ela acessa o curso
também. Vocês podem discutir junto e
tal. Mano, é 7 horinhas, tá? Vai lá, vai
ajudar demais. Ó, olha só que eh a o o
mano disse aqui, ó, tô estudando na EBT,
tem me ajudado muito a servir na igreja.
Se você já é aluno da IBT,
>> é, se você é aluno da IBT, já tem esse
curso lá dentro, tá bom? Agora você
ainda não é aluno, quer fazer só um
curso para ver qual é que é, para dar
aquela pisada assim para ver se se é
legal? Vem vem para esse curso aqui,
teologia da Idolatria, você não vai se
arrepender, tá bom? É muito importante,
tá bom, gente? E você tem esse
conhecimento que não vai libertar você
da idolatria, OK? Mas te dá ferramental,
tá? E te dá o qu? Opa, você vai saber
como orar, você vai ter um diagnóstico e
opa, e aí você ora melhor, porque quem
livra da idolatria é o próprio Deus.
Vamos ficando por aqui nessa live BTC.
Voltamos na semana que vem com mais
podcasts aqui. Toda terça-feira tem BTC
aqui em bibotal.com, tá bom? Toda
terça-feira tem saído uns cafés
teológicos também de vez em quando,
vídeos aqui no canal e por aí vai.
Gente, sobre o betpapo que o pessoal tem
perguntado muito, não sabemos ainda, tá?
Mas digo para vocês, em agosto, podcast
novo aqui. Podcast novo, o TD Talk, é
conversa sobre textos difíceis.
Guilherme Nunes, vem aí, se preparem, tá
bom? Deus abençoe e até a próxima, se
ele quiser e assim permitir. Fiquem
todos na paz do Senhor Jesus.

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