Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Conversas sobre Cristo (parte 02) – BTCast 653

Conversas sobre Cristo (parte 02) – BTCast 653

Conversas sobre Cristo (parte 02) – BTCast 653

Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo recebe Victor Fontana e Guilherme Nunes para uma conversa profunda sobre a pessoa que está no centro da história, da fé cristã e das Escrituras: Jesus Cristo.

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Quem é Jesus, afinal? Um grande mestre? Um revolucionário? Apenas um exemplo moral? Ou o Filho eterno de Deus que inaugura o Reino e reconcilia todas as coisas consigo?
Ao longo deste bate-papo, nossos convidados exploram a identidade de Cristo à luz da Bíblia, mostrando como sua vida, morte, ressurreição e exaltação transformam a maneira como lemos as Escrituras, compreendemos a missão da Igreja e vivemos o discipulado hoje. Se Cristo é o centro da fé cristã, conhecê-lo de forma mais profunda não é um detalhe da caminhada cristã — é o próprio coração dela. Dê o play e participe dessa conversa!

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Playlists legais para você maratonar:

– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
>> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número
>> 653.
>> Eu sou Rodrigo Bibo e Espírito Santo,
ore por mim.
Leve para Deus tudo aquilo que eu
preciso.
Espírito Santo,
use as palé.
Ó, tem gente que ouvi a Fernanda Bruno,
viu? Olha aí, ó. Essa é a Espírito Santo
ora por mim, ora em mim e ora aí. É nós.
Essa é minha oração, é minha entrada.
>> Eu sou
>> todas. Tá ruim, né? Mas fazer o quê? Mas
é Fernanda Brun era legalzinha nessa
época. Eu sou Vittor Fontana e é só
isso. Não tem mais jeito.
>> Acabou.
Boa sorte. [risadas]
>> Ai, são só palavras, né? Agora tu vai
ter que cantar, Nunes.
>> Não, tu vai ter que cantar. Vai lá,
Nunes. Não, não, não, não,
>> não.
>> Meu Senhor do céu.
>> Me chamo Guilherme Nunes e ore até
conseguir orar.
>> Boa, boa. Muito bom. Muito bom.
[aplausos]
Espiritual,
>> tem que ter gente para fazer uma entrada
crente aqui nesse podcast. Estamos ao
vivo no último dia da nossa conferência
teológica Escola Bibotalk. E a galera
gostou?
[aplausos]
>> Galera, ó, vocês t que vir, pessoal, tem
que vir nos eventos Bibotal que é sempre
uma bção, tá? Então, ano que vem teremos
mais. Faça parte dessa história. Mas
aqui, ó, vocês já são emblemáticos. Se
não sei se dá para abrir a câmera e
pegar a multidão. Dá para abrir a
câmera? Aê! Uhu. Aí, gente, ó, galera
aí, ó. Cada um recebeu R$ 1 para fazer
essa animação toda aí. E nos recados
paroquiais dessa semana, galera,
rapidão, não quero atrapalhar o seu
podcast que tá muito bom, por sinal. É o
último podcast que a gente gravou na
conferência Escola Bibotalk de Teologia,
que foi sensacional, tá bom? em breve as
palestras disponíveis para os alunos da
Escola Bibotalco de Teologia. Mas a
gravação dos podcasts você tá conferindo
aqui eh em bibotal.com, no Spotify, no
YouTube eh em outros aplicativos, Amazon
Music, ah, YouTube Music, na Dieser
fomos removidos por um motivo sem
explicação, não estamos mais a Dieser,
já mandamos vários e-mails e não sabemos
o que está acontecendo, tá bom? Mas olha
só, eu e o Luís escrevemos um livro
chamado Igreja Sob Medida e a gente tem
uma pequena turnê de lançamento. Se
liga, põe na tela aí, Rafa, por
gentileza. Olha só essa turnê de
lançamento do Igreja Sob Medida. A gente
vai estar no dia 8 de agosto lançando em
São Paulo, tá lá na ICC. Em breve você
vai poder preencher um formulário e tal.
Então vai ter um lançamento eu e Luiz,
num bate-papo lá muito legal. Vou estar
em Balneiro Camburiu no dia 9/08, né? 9
de agosto, eu vou estar num domingo lá
em Balneário Camburiu. Em breve também
mais detalhes. Dia 29/08
em Joinville, Santa Catarina, eu e o
Luís aqui num café teológico
sensacional, lançamento do livro.
Teremos palestra, bate-papo, eh,
bate-papo com os autores. Vai ser muito
bom. E 12 e 13 de setembro estaremos na
Bienal do Livre em São Paulo, tá bom? 12
e 13 de setembro na Bienal do Livre São
Paulo e no dia 5 de dezembro em Belém.
Por enquanto são essas cidades. A galera
do RJ já mandou mensagem: "Ô, cadê o
RJ?" Calma, gente, a gente tá ainda
fechando algumas igrejas e tal, mas é
isso. Em breve mais informações sobre
esses lançamentos. Para não perder, para
saber o local, tudo direitinho, segue a
gente eh nas redes sociais, né,
@bibotalk. Ou sabe o que você faz? Nós
temos aqui na descrição deste episódio
lá em bibotalk.com ou no YouTube, no
Spotify, acho que não vai dar para não
vai dar para clicar, mas você tem o
canal de distribuição no WhatsApp, tá?
Você entra no nosso canal lá e a gente
sempre tá postando novidades lá e também
no nosso canal de transmissão do
Instagram também. A gente posta muita
coisa por lá e você não perde nenhum
desses eventos. em breve mais
informações sobre essa pequena turnê de
lançamento do Igreja Somedida, que
inclusive, inclusive já está em
pré-venda. E se você quiser comprar em
pré-venda para nos ajudar, porque isso
ajuda o livro a se posicionar lá na
Amazon, você vai ganhar um capítulo
extra e também um e-book. Quer saber
como? Tá também aqui na descrição deste
episódio, tá bom? Igreja sob medida.
Como escolher uma igreja à luz do
evangelho, já está em pré-venda e você
viu aí a torneio de lançamento.
Esperamos encontrar vocês em alguns
desses lugares. Talvez vamos abrir aí
para outros lugares, tá bom? Deus
abençoe e simbora curtir este podcast.
Mas vamos lá, gente. Eh, Guilherme,
resuma a sua, se bem que a sua entrada
já foi um bom resumo, mas uma outra
frase que resumiria a sua, eh, pregação,
palestra aqui nessa conferência
teológica, por gentileza? Se Jesus orou,
você também deve orar.
>> Pronto. Muito bom. Muito bom. Mas Jesus
deu Jesus. Mentira. Vai lá, Víor.
A sua, a sua entrada. A sua entrada,
não, a sua.
>> Obrigado.
>> Você você já tá na Você já tá nos 48 da
Já não funciono mais. Já. Eu já fui já.
Eu já tô lá na minha TV vendo episódio
15 de Sults, segunda temporada. Nossa,
Sults,
>> eu tô revendo aí achando
>> Megan Marcole.
>> É
>> a princesa por um dia.
>> Exato. Tipo ela,
>> na verdade um pouco mais que um dia.
>> Exato. Eu tenho pena da personagem dela
no Insuts. Enfim,
>> achei que você ia falar que você tinha
pena dela.
>> Ela é casada, ela tem dinheiro, né? Ela
tá bem, tá legal.
>> Mas ela não é mais princesa.
>> Ah, mas é. Tá bom, né?
>> A minha filha ainda quer ser princesa.
>> Sério?
>> É. Não sei se ela abriria a mão. Ah,
>> mas é a idade também.
>> Então é. E v vamos parar com as
divagações. Ah, resume aí o teu o teu
Jesus apocalíptico.
Jesus entra na história, é o Deus que
entra na história com a intervenção
final para mostrar quem é o verdadeiro
rei.
>> Sem princesas.
>> Sem princesas. Boa. Muito bom. Então é
isso, gente. Ó, as palestras estão
disponíveis para os alunos da Escola
Bibotal de Teologia. Se você quiser ser
aluno, né, aproveita para ser. Gui, você
falou sobre Jesus orando, né, e citando
Lucas em vários momentos. E aí você fala
que Jesus ora no batismo e Deus, o Pai,
aparece. E nessa oração de Jesus tem a
questão identitária, né? Esse é o meu
filho amado, em quem tenho muito muita
alegria, em quem me comprazo, em quem
tenho prazer, enfim. E aí nós temos o
episódio logo em seguida Lucas vai dizer
que movido, né, o Espírito Santo conduz
Jesus até o deserto naquele momento que
ele vai ser tentado, que o diabo vai
tentar tentar Jesus, né? Essa confusão
que até hoje, mas eu queria que tu
falasse um pouquinho porque quando tu
fala dessa ideia da identidade, eu
lembrei de de do diabo, né? E o que que
o diabo fala? O que que o diabo fala na
tentação? Se tu és mesmo o quê? O filho
de Deus. Ou seja, será que a gente tem
ali nessa tentativa de tentação, né,
para ficar dentro da tua negócio aí esse
lance? Há uma tentativa de cara, se tu é
de questionar se Jesus tem mesmo essa
convicção de que é filho de Deus, essa
ideia de
>> Isso tem certeza que você é você mesmo?
Eu tô só tentando te tentar, não sei se
eu tô conseguindo.
Você entendeu o que eu tô tentando?
>> Entendi.
>> Que bom.
Eh, no grego
existe, eu posso falar de várias formas
de si, se tu és filhos de Deus, mas, por
exemplo, ó, eu posso olhar paraa sua
aliança e dizer o seguinte:
visto que você tem uma aliança, então
você é casado, tá?
O si ali naquela tentação você pode
traduzir por visto que você é.
>> Ô, isso muda tudo, hein?
>> O diabo não tá colocando em cheque.
>> E Ricardo Barbosa não gostou agora disso
aí.
>> O diabo não tá colocando em cheque se
Jesus é Deus, se é filho de Deus.
>> Ele tem certeza. Ele só quer que ele
faça o que ele quer.
>> Entendi.
>> Ele quer manipular o filho de Deus.
Essa é a ideia. Mas acho, na verdade,
acho que agora eu lembrei do Ricardo
Barbosa, não é que ele tá quer colocar
em cheque a filiação, né? Mas a
confiança do filho no pai. Acho que é
>> pode ser por aí,
>> pode ser, né? É, porque é por aí que o
Ricardo Barbosa ele vai. Eu achei
interessante isso.
>> É, eu podia explicar mais, mas já tá na
hora, né, gente?
>> Não, pelo amor, acabou de começar. Não,
pelo amor de Deus, mano. Não,
>> não, mas não foi suficiente o que eu
disse.
>> Foi. Mas se tu tem mais coisa para
falar, a gente tá aqui para ouvir.
>> É porque a ideia é ele olhar para Jesus
e dizer assim: "Você é filho de Deus?"
É certo disso. Não tenho dúvida. Então
agora você vai pegar e transforma essa
pedra em pão, já que você é. E seria
muito legal Jesus, né, transformar pedra
em pão na Palestina, onde a galera
passava fome. Ele seria um ótimo, não é?
Um ótimo.
>> Exato. E Jesus diz assim: "Eu não
preciso provar para você que eu sou
filho de Deus, porque eu já ouvi a voz
de alguém dizendo que eu era".
>> Eita, cara. Eu quero emendar um negócio
que tu com esse negócio da da tentativa
de tentação, né? Eu quero mear com que o
Víor fala do Jesus apocalíptico que
chega para resolver as coisas. Porque se
a gente pega o o capeta lá tentando
tentar Jesus, não é muito louco que, ó,
tá aqui esses reinos, né? Te dou eles,
né? Transforma pedra em pão. Imagina, é
o bolsa família da Palestina, né? Jesus
seria um ótimo príncipe para aquela
galera se ele ouvisse o capeta. E não
faz parte do consertar o mundo, fazer o
bem. Ele vai ser um bom regente para
aquela para aqueles rein, né? Aqueles
lugares que o Satanás mostra. Já pensou
o transformar pedra em pão? Que mais
tinha era pedra na Palestina? A galera
não ia passar fome? Ou ele sobe lá na
parte mais alta do templo. Meu, eu
consigo imaginar essa cena. Jesus abre
os braços, uma coisa meio Assassin's
Creed assim, e dá o salto da fé. E aí,
mano, na hora que ele tá caindo, anjos
rompem o tecido da realidade, vem pega
Jesus. A galera ia pirar, mano. Esse
cara é o meu Deus. Olha só que Deus
massa. Não seria mais fácil para Jesus
conseguir passar a mensagem dele de
conserto do mundo se ele desse pão,
governas sobre aqueles reinos e desse um
show, tipo, olha os anjos me segurando.
Uh,
>> e seria mais fácil e não seria uma boa
notícia.
Eh,
>> esse foi mais um BTC, galera.
>> Corte rápido, tramontina. Porque no
limite, no limite dizer isso é dizer que
Jesus vem e com o poder sobrenatural de
Deus, é a ideia de novo do Jesus, do
Jesus X-Men, da coisa ele ou do Jesus
Thanos, ele estala os dedos e o cérebro
de César instantaneamente deixa de
funcionar,
por exemplo, ou
eh
os escudos
da legião romana se transformam em
lanças que perfuram os corpos dos
soldados. Quando Jesus, na verdade,
estava querendo salvar centurião,
quando na verdade Jesus estava querendo
[aplausos]
trazer Cornélio para si. Então Jesus
efetivamente transforma
pedras em pão em pelo menos uma
oportunidade que é a multiplicação de
pães e peixes. Só que o que acontece é o
seguinte. O que Jesus tá fazendo ao
multiplicar pães e peixes é fazendo o
que todo profeta faz
e o que a profecia messiânica nos
convida a imaginar. Qual que é a nossa
tradição comum? Todo profeta é filho de
uma tradição. Qual que é a nossa
tradição comum? É a Torá. Então Jesus
olha para trás e reproduz o maná.
Ele reproduz a distribuição do maná.
Entretanto,
algo novo acontece, porque a gente tá
prestes a ver ressurreição acontecendo.
Então, da mesma maneira que um olho que
estava morto, de repente ganha vida e
passa a enxergar,
um maná que se estraga se você guarda
pro dia seguinte, é diferente dos pães e
peixes que você leva para casa para
alimentar sua família. iniciou-se um
novo jeito de se relacionar com o
alimento. Iniciou-se um novo jeito de se
relacionar com a distribuição de
alimento. E mais do que isso, leva pra
casa, tudo bem, mas não vão se repetir
esses sinais, porque o que eu tô a fazer
aqui não é alimentar vocês para criar
perto de mim um exército e com esse
exército invadir Roma e emular novamente
ou simular ou eh exercer novamente a
revolução Macabeia.
Não é isso que eu vim fazer, porque eu
estou interessado nas tribos
missionadas.
E uma vez que eu tô interessado nas
tribos missionadas, o meu papel é salvar
Cornélio.
>> Boa, boa. Eu poderia fazer uma relação
com o corpo dele sendo pão que é
dividido?
>> Sem sombra de dúvida.
>> Na ceia, esse é o meu corpo, fazer isso
em memória de mim,
>> tá? Para você fazer essa esse essa
analogia que está nos evangelhos, a
gente precisa restaurar o sentido
alimentar da teologia sacerdotal. Isso
daí é um é um é um passo.
>> A gente consegue fazer em 2 minutos
isso.
>> Acho que sim. Quando o sacerdote ele
apresenta um holocausto, quando ele
apresenta um sacrifício, o sacerdote
come um pedaço do sacrifício
e o outro pedaço do sacrifício é
queimado. O que que aquilo ali tá
encenando? Na melhor concepção da
palavra encenação, eu não tô falando no
estilo Neymar de encenar, tá?
Mas no melhor sentido da palavra
encenação, o que que aquilo lhe tá
encenando? Um banquete entre o povo e
Deus. O alimento sendo consumido é Deus
se alimentando
daquele sacrifício junto com o sacerdote
que também tá comendo. O sacerdote
representa o povo diante de Deus e Deus
diante do povo. Então o que tá
acontecendo ali no momento sacrificial é
que as pessoas estão entrando num
momento de banquete com Deus. Quando eu
brigo com você, Bibbo, e eu peço perdão
e você me perdoa, você diz que me
perdoou, talvez reste uma incerteza que
você me perdoou de fato, que tá tudo bem
entre a gente. Agora, se eu chamo você e
a Xanda e as crianças para comer lá em
casa e aí a Lara tá brincando com os
seus filhos, tá brincando com o Calel, a
Xanda e a Bruna estão conversando e eu
chamei você pro pra churrasqueira e a
gente tá fazendo assado juntos.
Eh, saudações pros gaúchos fazendo um
assado.
Eh,
aí eu tenho certeza que tá tudo bem
entre a gente,
>> porque é comensalidade, né? Comunhão, a
camaradagem. Aí eu tenho certeza, tá? Tá
tudo bem, tá tudo restaurado ali, tá
tudo certo entre a gente.
Quando a gente vem para o Novo
Testamento, o que que Jesus faz?
Jesus é o pão, Jesus é o sacerdote e
Jesus é o templo, tudo ao mesmo templo,
fazendo com que haja uma refeição final,
representativa por todas que precisa ter
junto a Deus.
>> Muito bom,
>> tá? É, é, é para dar esse salto do pão
aí. E aí todos os povos são convidados
para essa mesa.
Gente de toda tribo, toda língua, todo
povo, toda nação é convidada para fazer
parte dessa mesa de reconciliação de
todas as coisas com Deus, em que em que
Jesus assume o papel de todos os
elementos da refeição ao mesmo tempo.
>> Acho que daí vem o lance de Paulo, né?
Não, você até pode comprar carne lá no
mercado, mas não senta naquela mesa, né?
Sentar naquela mesa é sentar na mesa de
outro ídolo. Não é
>> a mesma coisa em qualquer passagem coisa
>> que você vê no Novo Testamento, em que a
orientação é para você não comer com
alguém, é porque existe uma comunhão
promíscua ali.
>> Uhum.
>> Então, com esse nem sequer com mais.
Qual que qual que é a ideia ali? Ah, é
porque essa pessoa não faz parte dessa
comensalidade.
>> E tipo, quando e quando Jesus senta na
mesa, né, de prostitutas, de pecadores,
isso era um escândalo, né, até a
acusação, né, isso aí um comilão e um
beberrão, que era a acusação que faziam
contra Jesus, denunciava essa prática de
Jesus ter essa comensalidade com gente
desprezível, não é isso?
>> E a resposta de Jesus é: vocês deveriam
convidar mais gente assim pro banquete
de vocês.
>> E tem a parábola do grande banquete, né?
Exatamente. Exatamente. Tem podcast
sobre
>> e mais
>> eh, que aliás isso é daquelas coisas
super importantes que a gente apagou da
nossa história teológica e por isso
retornar à teologia bíblica às vezes é
saudável. Eh, quando a gente tá nessas
grandes discussões dogmáticas.
>> Hum.
>> Num desses episódios, uma mulher cobre
os pés de Jesus de lágrimas, enxuga com
os seus cabelos. E Jesus diz a seguinte
frase: "Onde a minha mensagem, onde o
meu evangelho for pregado, a história
dessa mulher, que é uma dessas que você
tá mencionando, será contada. E com
frequência a gente conta o evangelho,
mas não conta a história dessa mulher
restaurada, que é precisamente a pessoa
mais necessitada sempre, porque o
trabalho messiânico é sempre um trabalho
impossível."
>> Muito bom, Gui, voltando no lance da
oração, Wake up, man. Tá aí. Isso. Você
fala ali citando.
>> Eu tô
>> não. Tá tudo bem, tá tudo bem. Tá tudo
bem. Você citando o Calvino, né? O
Calvino dá aqueles quatro passos ali pra
oração. Eu não sei se você tá citando o
Calvino, se já tá fazendo interpolações
junto com Calvino, mas f da raiva ali,
né? Cuidado com se aproximar de Deus,
você tem que se aproximar com temor.
Você fala disso. Mas e quando eu tiver
com raiva de Deus? Porque alguma coisa
aconteceu e eu fiquei com raiva de Deus
que às vezes acontece. Eu não posso me
aproximar em oração nesse momento. Como
é que fica? Eu estou com raiva de Deus
ou a gente, esse sentimento de raiva de
Deus já denuncia também um comportamento
complicado, né, anterior a essa minha
raiva. Entendeu mais ou menos a minha
ideia? A oração que se aproxima com de
Deus com raiva,
entre aspas, a gente chama de lamento.
Qual é a diferença do lamento para
murmuração?
>> Hum.
>> E aqui é onde é o ponto. Você pode se
aproximar diante de Deus em lamento
com reverência.
E você pode se aproximar diante de Deus
em murmuração aí. obviamente sem
reverência.
Mas qual é a diferença entre lamento e
murmuração? E tendo uma coisa, a
murmuração questiona o caráter de Deus.
Você é mau,
você não é bom.
Você fez isso porque você não é
misericordioso.
Isso é não ter reverência.
A lamentação,
ela não afirma nada sobre o caráter, ela
questiona sobre as circunstâncias.
E onde está Deus nessas circunstâncias?
Onde é que está o Senhor se o Senhor é
bom? Onde é que está o Senhor se o
Senhor é misericordioso?
Ela está questionando
sobre as circunstâncias.
Por que Deus não está ali? Isso é, isso
é lamento. Murmuração é ter a certeza e
acusar Deus do caráter de Deus e dizer
que ele não é aquilo que ele afirma ser.
Tá bom? Então assim, eu posso me
aproximar diante de Deus com reverência
e ainda assim lamentando. Mas deixa só
dar uma nota pastoral aqui.
Às vezes a linha entre lamento e
murmuração, ela é tên.
O CS no no livro dele, o luto em
observação, como é? Uma anatomia da dor,
o luto observa anatomia da dor,
>> o anatomia do luto. Tem os dois, né? Ele
tem os dois, anatomia do luto e anatomia
da dor.
>> Pois é. Ali é um é um liminar entre
murmoração. E
>> qual é? Tem um desses que ele passa do
limite, é o do luto, né? É porque ele
perdeu a Joy, né? Ali ele ele ali ele
ele chega na beirada. Ou se bobeando. É,
ele passa, ele passa.
É, ele passa
>> uma vez aconselhando um irmão da igreja,
[roncando]
eu disse isso pros meus alunos agora
recente. Ou eu disse aqui, gente, ixe,
>> somos todos seus alunos.
>> Eu vou ficar parecendo maluco se eu
repetir a mesma história.
>> Não, tu não tá aparecendo. Continua.
O irmão ele foi antes da pandemia, ele
foi fazer, a filha dele foi fazer uma
cirurgia e ela foi fazer uma cirurgia de
de desvio de sépto. Era uma cirurgia
muito simples, um hospital, um dos
melhores da cidade.
>> Simples, porque tu nunca fez. Não é nada
simples essa porcaria. Uma semana sem
respirar depois.
>> Não, mas comparado com a do cérebro.
>> Ah, tá.
>> Procedimento.
>> Meu Deus. Bom, voltando, [suspirando]
é que eu fiz essa porcaria até hoje
sangro no nariz ainda.
[risadas]
E ela foi fazer essa cirurgia de Zilio
do Septo, uma cirurgia assim
relativamente sem tanto medo de nada. E
ele amava muito sua filha, era a única
filha dele, só que a filha dele faleceu
durante a cirurgia
e ele ficou o choque que ele teve foi
tão grande que ele chegou para mim e
disse assim: "Pastor, Deus só pode ser
um demônio.
Nessa hora eu não disse nada, mas eu
sabia que eu precisaria dizer. Eu eu
sei, eu sabia
que a linha tinha sido ultrapassada, mas
não era o momento de eu dizer: "Pera aí,
calma aí".
entende que não é porque a linha entre o
lamento e a murmuração é tênue que eu
preciso imediatamente repreender a
murmuração. Eu posso entender que existe
uma circunstância acontecendo,
principalmente quando quanto ao luto,
deixar que se passe um tempo e aí chegar
depois e dizer assim: "Pera aí, você tá,
você passou da linha,
você tá você tá dizendo que Deus não é
aquilo que ele afirma ser." E aí você
passou dali entre lamentação e
murmuração.
>> Mano, tu falou isso no BTD. Eu já ouvi
essa história. Já ouviu?
>> Ainda bem. Ainda bem. Tá gravando isso
aqui?
>> Tá gravando tudo.
>> É. Então corta.
>> Não, por quê?
>> Ah,
>> não. Mas isso é maravilhoso.
>> Não, então eu gosto de dizer corta.
>> Tá bom, Rafa. Ele disse, mas tu não
corta, tá, Rafa? Deixa só no Deixa ele
dizendo isso.
>> Ah, mas eu vou ficar com a impressão que
vai cortar.
>> É, então o Rafa vai cortar agora. Vai,
>> por favor.
>> Pronto, cortou. Pronto. É isso.
>> Eu digo, eu digo isso, Bibo, porque você
e a reverência ela sempre pode estar,
mesmo se minhas emoções estão num grande
de uma grande tempestade.
>> Muito bom. Muito bom. Ô, Víor, quando a
alguém perguntou o seguinte aqui, tá,
gente? Muitas perguntas foram
respondidas meio que no final da
palestra, tal. Então, ah, mas eu mandei
pergunta e não responderam porque tá
ali, tá tá no final lá. Como que não é
essa daqui. Cadê aqui? Aqui, ó, a
literatura apocalíptica, ela surge no
exílio porque o rei não tem a Torá,
então o rei cósmico precisa intervir.
Mas o hebreu nesse eh o o Mas o hebreu
nesse desenvolve, ô Luís, aí tu me
complicou.
Mas o hebreu, enfim, o que que a
pergunta quer dizer? O seguinte,
o a galera que tem aqui desenvolve a
expectativa messiânica ali, né, eles
tinham essa ideia, essa leitura de
Gênesis que nós temos, o descendente da
mulher ou isso é um pouco
>> pr Evangelho,
>> é que a gente chama de protoevangelho
lá, não tem? E isso é uma leitura mais
neotestamentária, é isso? Tá, tem gente
que tá boiando agora na minha pergunta,
torne um pouco mais claro, por
gentileza.
>> Ah, é assim, o que que acontece? Às
vezes a gente pega algumas coisas que
são muito claras pra gente que já tem o
canon completo e imagina que um hebreu
no meio da história tem as mesmas
percepções. E e para nós
essas coisas são claras, pro hebreu não.
O hebreu ele tá preocupado com
identidade nacional, cara.
Então, os aspectos muito cósmicos
da criação,
o hebreu vai começar a a
trabalhar mais com essas paradas no
pós-es exílico.
Essa identidade, ela é mais claramente
construída a partir de primeiro e
segundo crônicas, que é uma redação
pós-esílica. Porque ali no contexto do
pós-esílico,
o hebreu vai começar a se perceber não
como o reino de Deus entre muitos, que é
a percepção pré-esílica. No pós-esílico
é uma parada assim, eh, não, nós nem
somos um reino, mas nós somos os
escolhidos desde lá do começo. Por isso
que a história de crônicas começa lá
atrás na criação e não como reis, que é
o paralelo que começa já e depois de
juízes, sabe? Então, basicamente, essas
percepções, essas interpretações mais
cósmicas de Gênesis 1, de Gênesis 2,
etc., a gente vai perceber na cabeça
hebraica ali no pós-esírico, tá?
Agora, eh eh
quais são as implicações disso
pra gente hoje? Eu eu eu falho um pouco
em perceber,
mas o ponto é na cabeça do hebreu, essa
coisa do próprioevangelho, do filho e do
filho da mulher que pisa na cabeça da
serpente. Isso ser relacionado
diretamente com o Messias é uma
percepção pósesílica. Pós-esílica. Tá.
>> Tá. Seria o texto de Gênesis
pós-asílico.
Mentira, não quero te colocar nessa.
Vamos lá, vamos conseguir, né? Fica aí,
Gui, esse lance e tem perguntas e sobre
esse que eu vou ler que é melhor, né?
Aqui, aqui, ó. Supletivo. Supletivo. Mas
acho que o Gu já respondeu essa aqui,
mas eu vou perguntar porque acho que dá
para desenvolver um caldo aqui. Presta
atenção, Gui, agora
como equilibrar essa verdade de orar
antes de tomar as escolhas, né? Ou seja,
vamos orar, tomar decisões importantes e
ser aquela pessoa que acha que para tudo
terá uma resposta sobrenatural,
né? Tipo Gideão teve, entre outros
personagens e tal. Como é que, tipo
assim, o famoso eh como é que a gente
age, que caminho que a gente segue?
Porque muita gente inclusive age, né? A
gente eu vou ampliar um pouco a pergunta
que eu sou desse meio também. Muita
gente faz não, porque Deus mandou eu
fazer isso. Tem pessoas que Deus fala
com elas toda hora assim. É, é bem
interessante isso. E Deus me falou, Deus
me mostrou e é meu, é toda hora assim. E
a gente às vezes não vive isso, né? Nós
normal. Agora aquela pessoa é direto
Deus falando com ela. Deus mandou eu
fazer isso. Deus mandou, tá? Como é que
tu percebe esse tipo de primeiro essa
neura que a gente tem, tá? E como é que
a gente age diante disso e até mesmo
diante desses testemunhos de gente que
ouve Deus toda hora? dei uma ampliada na
pergunta aqui. O Vittor também pode
ajudar a responder essa.
>> Ah,
primeiramente a gente precisa entender o
propósito da oração.
O propósito da oração, ela não é não é
primeiramente pedir a Deus alguma coisa.
Jesus falou de oração como pedido na
oração do Pai Nosso, mas oração não é
necessariamente
pedido, ela é mais ampla do que isso.
Oração significa conversa. João Calvino
no volume 3 das institutas, no final ele
vai dizer assim: "Oração
é eu lembrando pro meu coração aonde
mora a minha esperança".
A oração é o dizendo para mim mesmo de
que Deus é o Deus, o Eu Sou, o Pai
perfeito, tudo que eu preciso.
Então, a oração ela é esse esse
lembrete. A oração não é para mudar o
coração de Deus.
A oração é para mudar o seu coração e a
oração é para de fato ter um diálogo com
ele. Pronto.
Algumas pessoas acreditam.
>> Mas o que que é ter um diálogo com Deus?
Deus, a gente ouve Deus na oração.
>> O diálogo seria eu orando e por conhecer
a palavra de Deus,
eu sei o que ele responderia para mim. É
por isso que não existe oração sem
palavra. As duas precisam andar juntas.
Senhor, eu sei que tu és o Deus da
verdade
e a verdade me liberta. É Deus falando,
porque eu conheço Rom João capítulo 8.
Então, essas duas coisas elas andam
juntas na espiritualidade.
E o Francisco de Assis, ele fala muito
disso, né, de que eu escuto o quanto
ando, porque eu lembro o que ele me
falou.
Então, há há essa
há essa lembrança do que foi falado.
Porém, algumas pessoas elas se tornam
muito,
elas tem uns probleminhas assim na
cabeça em termos de espiritualidade.
Elas começam a querer achar que a oração
vai fazer com que elas despertem um
certo discernimento espiritual
para acessar o livro de Deus que ele
deixou no céu, abrir e saber qual é a
vontade sobre coisas específicas.
E aí é que tá o problema.
Se Deus deixou o livro no céu, foi para
você não ter o livro, [risadas]
entendeu?
Seria muito mais fácil, porque se você
não tem um livro, é porque Deus quis que
ficasse lá. E Deus não é um Deus de
brincar, de picconde, de ficar brincando
com você. Ah, eu vou esconder a minha
vontade para ele agora ficar procurando
e nessa procura e eu ele vai achar que
Deus é esse que em algo tão importante
na tua vida fica escondendo as coisas.
Bingo, chegamos ao final de todas as
heresias primevas. Bem-vindo ao
gnosticismo.
[risadas]
Exato.
>> Já falamos de todas.
>> Exato. Imagina isso. Foi o prático. O o
Pronto. Todas as heresias dizagoniso.
O fato de que eu que eu vou achar de que
Deus ele tem um livro escondido para
cada decisão. Só que não é assim. A
melhor maneira de você lidar com isso é
a seguinte forma. Você tá orando e você
vai orar para Deus para que ele desperte
o seu coração, tudo e aí você vai dizer
o seguinte: "Senhor, diante da palavra
eu tenho algumas decisões para serem
tomadas. Quais decisões são moralmente
corretas e moralmente certas?"
Por exemplo, eu tenho duas faculdades
aqui na minha frente. Por exemplo, eu eu
fiz eu tenho duas eu fiz duas
faculdades, infelizmente.
É,
>> quais são?
>> Música
com especialidade em piano e violino e
teologia que eu tenho muito orgulho por
ter feito, viu?
>> Entendia, não entendia essa olhada. Eu,
tipo, eu também tenho orgulho de
serologia.
civil por um tempo e depois desistir. Eu
percebi que aquilo era coisa do diabo
mesmo.
>> Eu queria era saber quem é que segue aí
o Oriente. Eu bom demais.
>> Então, por exemplo, você tem
a faculdade aqui, deixa euar uma
faculdade aqui bem legal, de pescaria,
tá? Sem ofender, tá? Eu amo, tá? Que vai
ser a minha terceira faculdade, tá?
>> Tem faculdade de pescaria?
>> Não, eu quero ter.
Mas o Senhor já te tornou pescador de
homens. Aleluia.
>> Não, não
>> quer quero. [risadas]
Ai Jesus. Então vamos lá. Você tem uma
faculdade aqui de música, outra de
teologia e outra um esquema meio
estranho ali com teu colega
que envolve algumas betes e etc. Você tá
orando a Deus, ô Senhor, revela. E aí,
Na, tu vai ganhar na música, tu vai
ganhar, desculpa aí os músicos, tá? Tu
vai ganhar R,99 por mês
na teologia 7,50.
[risadas]
>> Tá generoso esse teologia aí.
>> Sabe qual a diferença entre um teólogo e
uma pizza tamanho família?
>> Não, não sei.
>> A pizza alimenta uma família.
>> [risadas]
>> Continua, vai. Desculpa, foi mal.
>> E aí você tem aqui a Bet que te dá
90.000 por mês.
E aí você vai orar a Deus e vai dizer o
seguinte: "Senhor, qual é a escolha que
o senhor quer paraa minha vida?" A
primeira pergunta que você tem que fazer
é: qual é a moralmente correta?
moralmente o que é certo e o que é
errado. Pera aí, essa daqui eu vou est
em termos de ética abet.
Isso aqui é coisa para cristão.
O que que o que que vai acontecer aqui?
Aí você pode vai fazer o seguinte, ó.
Teologia e música já são duas que eu
posso colocar aqui de lado, porque não
tem problema moral, entendeu? Porque o
meu ponto não tem problema não. Só que a
Bet tem problema e tá numa área tão
cinza que para mim aqui, só que como eu
já aconselhei algumas pessoas, tentaram
me convencer de que a Bet não tinha
problema nenhum.
>> Ó que legal. Mas eles tentaram ou foi
tenta, [risadas]
né?
Não se aguenta. [risadas]
Foi boa. Foi muito bom.
E aí depois você para um pouquinho e diz
o seguinte: "Quer saber?
Eu vou ficar só com a música e com a
teologia, porque as duas não tm problema
moral". Quando não tem problema moral,
escute isso, Deus te deu liberdade para
escolher.
E às vezes, Gu, eh, eu acho que é que
você deu o exemplo da Bet, que para mim
já salta muito os olhos, que é uma coisa
complicada, mas às vezes tem esse lance
de, ah, emprego em outra cidade, vou
ganhar muito mais,
>> né? Então, mas e é um emprego moralmente
correto, bacana. Você, sei lá, você é
contador e uma empresa de contabilidade
chamou em outra cidade, mas eu vou
ganhar mais e tal, mas será Deus quer a
tua vontade, quer da tua vontade que eu
vá para aquela cidade? você tem que
fazer, sentar, orar, buscar conselho,
né? A sabedoria tá na multidão dos
conselhos. E aquele lance, tipo, nessa
cidade tem igreja para congregar,
entende? Tem família lá, não, família de
família de fé mesmo. Eh, outras coisas
que você vai peneirar, entendeu? Então
assim, é você sa é porque a gente tem
preguiça, a gente quer Deus direito pra
esquerda, né? A gente quer, a gente quer
que Deus não é sabedoria para poder
pensar e analisar as coisas, né? É, esse
é o ponto aqui entre esses dois, porque
entre os dois que não tem problema
moral, Deus te deu liberdade para
escolher, mas liberdade com sabedoria.
Nenhuma liberdade que Deus te deu foi
sem sabedoria. Agora vem sabedoria. Pera
aí, essa aqui eu tenho que mudar de
cidade. Pera aí, essa aqui vai ser mais
difícil o emprego. Pera aí, pera aí.
Esse aqui os meus filhos eles vão ter
dificuldade de de
escola. Então, isso aqui vai ser mais
difícil. Então você tem as duas que são
moralmente corretas, porém não são
sábias do mesmo nível.
Sim. E aí éonde você deve buscar o quê?
Multidão de conselhos, onde há sabedoria
e aí onde você vai pensar e etc.
>> E tem uma coisa também que tu falou na
tua palestra que enquanto tu falava eu
palestrava junto que é esse lance da
oração, né? A gente não ora para
descobrir para onde Deus quer mandar a
gente. A gente ora para conhecer a Deus,
ter maturidade. E nessa maturidade,
aquilo que a gente escolher, a gente
estará maduro naquela escolha. Por quê?
Porque vai ter dificuldade naquela
escolha.
>> Mesmo que seja uma escolha você fez, vai
ter dificuldade. E não é porque você
escolheu errado, é porque a vida ela vai
te dar abacaxis, entendeu? E aí quando
você tá em Deus, você tem a maturidade
para saber descascar, fazer o suco.
Então a gente ora para ser o quê? Para
amadurecer. E e as circunstâncias ruins
que virão, como você fala, a gente tem
maturidade para lidar com elas. Toda a
escolha que a gente fizer, mesmo que a
gente siga todos esses caminhos do Gui,
terão dificuldades. E aí faz a
maturidade, né? Aí a maturidade faz essa
diferença. Então eu não oro para eh para
querer para que Deus me dê o caminho,
né? Eu oro para que eu saiba andar no
caminho, né?
>> E eu acho que isso aí é 99% do tempo,
mas tem aquele 1%.
Eh, assim, talvez 99,9%
do tempo. É, é, é isso que vocês estão
falando. Mas assim, eu me lembro da vez
que eu fui numa roda como essa aqui, dou
a palestra e depois tem perguntas e
respostas.
E aí era numa igreja em Ribeirão Preto
com uma pegada mais pentecostal. E vem
para mim a seguinte pergunta:
Como que eu sei que o que eu tô
escutando é Deus ou é a voz da minha
cabeça?
>> Essa é clássica. Essa é clássica.
>> É clássica, né?
>> Aí eu respondi: "Não sei, eu sou
presbiteriano."
[suspirando]
>> Aí eu falei: E aí depois eu falei: "Não,
pera aí que eu vou tentar te explicar
isso um pouco melhor". Mas assim, eh eh
eu acredito que na experiência
evangélica,
a exceção é gente que não acredita nesse
tipo de fenômeno. A regra são pessoas
que creem nesse tipo de fenômeno. Eu sou
uma dessas pessoas que creem que Deus
pode falar
>> em voz audível e tal.
E efetivamente, uma vez
eh eu escutei e posso contar para vocês,
eu acho que pode nos ajudar nisso. Eh,
eu era recém-convertido, tava na escola
e recém-convertido no colégio,
eu recebo uma carta
e essa carta ela vem para mim por um
terceiro. Então, um menino, um amigo, um
colega coloca essa carta na mão do
outro, o outro me entrega. Quando eu
abro aquilo ali, é uma carta de
despedida.
É alguém dizendo que
>> vai dar,
>> vai partir dessa para uma outra.
E ali no intervalo
da aula do ensino médio, quando ainda
não tinha a tal da sabedoria, quando
ainda não tinha a tal da da de do
equipamento para lidar com um negócio
desse, a oração ela é o recurso que a
gente tem. Eu virei para Deus, que que
eu faço com isso daqui? E aí entra o
cálculo moral. Por que que tem que
entrar o cálculo moral? Porque antes de
entrar em contato com Deus, antes de
falar com Deus sobre isso, você tá
pensando diante de uma carta dessa, eu
tenho que fazer alguma coisa. Não é
certo não fazer nada. E aí eu viro para
Deus e pergunto: Deus, que que eu faço?
E aí Deus responde audivelmente. Ele
virou para mim, falou: "É óbvio, vai lá
falar com ele.
Não, não é claro o que você tem que
fazer. vai lá falar com ele. E aí eu
viro para Deus e falo assim: "Mas eu nem
sei onde ele tá".
E aí Deus vira e fala assim: "Essa parte
é fácil. Ele tá na biblioteca. Vai lá
que ele tá lá".
E eu fui pra biblioteca e lá estava o
garoto.
E aí eu sentei, comecei a conversar com
ele e falar de coisas que eu nem sabia
do que eu tava falando. Se você, se você
é meio pentecostal, você já ouviu uma
história dessa? ou talvez já tenha
vivenciado isso de você falar e você nem
você não tem capacidade de falar aquelas
coisas que você tá falando. Terminou a
conversa, eu lembro de não lembrar tão
bem o que eu tinha dito, mas de dizer
para ele assim: "Cara, você não precisa
passar por isso sozinho".
E a gente termina a conversa com abraço.
E esse garoto, algumas semanas depois,
recebe Jesus Cristo como seu Senhor e
Salvador.
Tá vivo até hoje. Eu eu conto essa
história preservando a identidade dele,
mas se tornou um advogado, um advogado
de bom nível
>> e e e crente,
>> né?
E a minha conclusão diante disso é, tá,
como que eu sabia que era a voz de Deus?
Como que eu sei que é a voz de Deus?
Cara, produziu vida, então eu que não
fui.
Aconteceu ressurreição, então não fui
eu.
Não pode ter sido eu. Não tem como ter
sido eu.
O evento, o acontecimento messiânico de
Deus entrar na história e mudar aquela
sentença.
Eu que não fui. Agora o que eu percebo
é que na minha vida e de tantos outros
crentes, a gente busca essa voz
extraordinária de Deus em circunstâncias
nas quais ele vai livrar a gente de
algum problema, limpar a nossa barra,
consertar algum erro que a gente cometeu
ou
inflar o nosso ego porque a gente viveu
no sobrenatural.
E Deus tá querendo falar com você e te
usar. e fazer com que você perceba essas
coisas extraordinárias que ele faz
na voz audível ou no texto bíblico que
já tá revelado para você no agir
cotidiano da missão, cara.
No agir cotidiano da missão em prol do
outro,
>> não? E uma coisa também, né, Víor, você
conta um caso, né? Não quer dizer que
isso que acontece com frequência na tua
vida.
>> Eu tinha 17 anos
>> e foi uma experiência única que
geralmente experiência singular.
Aconteceu outras vezes coisas do tipo.
Sim, mas mas
>> de tu ouvir a voz de Deus,
>> mas não é um negócio assim, mano. Como é
que é?
>> Não, porque eu quero saber como é que é
a voz de Deus.
>> Como assim?
>> É tipo grossa, fina,
>> acontecer só uma vez. É um problema.
Não, não, claro que não. Eu tô dizendo
que assim é porque é um isso é é um é
extraordinário.
>> É extraordinário e é um direcionamento
claro da parte de Deus que uma
determinada coisa precisa ser feita num
contex. Minha pergunta para ele é isso
acontece com frequência? Tipo, todo mês
Deus fala contigo, vai lá agora,
entendeu? Imagina. E outra e outra e eh
as coisas que Deus me falou naquele dia,
com exceção de dizer exatamente onde o
garoto estava, são coisas que eu não
precisaria da voz audível de Deus se eu
tivesse maturidade em Cristo.
Olha,
>> porque eu pergunto para Deus, o que que
eu preciso fazer? E Deus fala: "É óbvio
que você precisa fazer, Víor. Você tá
com uma carta dessa na mão, você precisa
ir lá falar com ele." Então, e eh ao
contrário da intuição
que a gente às vezes tem a respeito da
espiritualidade, que a a voz audível de
Deus é algo que coroa a nossa
espiritualidade e piedade pessoal.
A, eh, quando essas coisas acontecem,
elas acontecem porque a voz audível de
Deus ou o milagre de Deus completa a
nossa debilidade.
Aquilo que a gente
>> para missão,
>> exatamente, aquilo que a gente é débil
para concretizar,
Deus chega como a gente miraculoso para
dizer: "Não, isso daqui não, você isso
daqui não, você não faz, isso daqui sou
eu, pera aí". e ele vai lá e faz
efetivamente, sabe? Então, eh eh o que
que acontece?
É um papo que a gente corre o risco de
ser colocado no lugar da frieza da
teologia do do e definitivamente não é
isso. Definitivamente não é isso. É a
crença, é a convicção, é a fé de que a
voz de Deus é um assunto tão sério que a
gente não deve jamais corrompê-lo como
se fosse frívolo.
E a gente tem que tá aberto também, né,
que como um dom, o dom, por exemplo, né,
Paulo fala pra gente testar, né, vocês t
que testar aí a profecia, ver se é.
Então, o próprio profeta às vezes pode
também tá num período de tá entendendo o
que tá acontecendo naquele dom. O que eu
quero dizer com isso? Eu lembro quando
eu fazia, eu tava estudando teologia e a
gente tava num num culto e aí uma pessoa
lá na frente dirigindo culto começou a
falar assim: "Mateus, Deus quer falar
com o Mateus aqui. Mateus, venha pra
frente agora que vai ter um livramento
na sua vida e você e a gente vai orar
por você agora e Deus vai livrar você do
laço do passarinheiro, aquela coisa toda
e tal." E o Mateus não apareceu. Mateus
não apareceu e essa pessoa que estava
dirigindo o culto falou por um minuto
mais ou menos. chamando o Mateus para
Deus livrar livrá-lo da morte. Aí eu, no
alto da minha arrogância de primeira,
né, um praticamente um teologastro, viro
para uma pessoa que está do meu lado,
eh, inclusive congrega nessa igreja, né?
Ele inclusive era o meu mantenedor
principal lá na faculdade. Daí eu falo
assim: "Olha que absurdo, né, essa olha
a gente perdendo tempo do culto público
com o cara aí achando que Deus tá
falando e tal, abre a Bíblia, prega a
Bíblia", né? Enfim, aí esse irmão com
sabedoria olhou assim, olhou não, né? Só
baixou a cabeça, voltou na minha perna e
falou assim: "Olha, pode ter certeza, no
dia que Deus realmente quiser falar com
o Mateus, ele não vai te usar, não vai
usar eu, vai usar aquele lá que está
aberto à voz do espírito." Talvez ele
tenha se equivocado hoje, ou talvez o
Mateus de fato não quis aparecer, mas a
gente precisa se colocar como
instrumento na mão de Deus e às vezes é
correr esse risco, né? Mas estar aberto
ao que Deus pode falar. E de fato aqui
foi uma grande lição. Assim,
>> é só só colocar um ponto aqui. Eh,
>> um ponto ou uma vírgula?
>> Eu falei o quê?
>> Ponto.
>> E tem que ser o quê?
>> Não sei. Ponto. Tu quer fechar o
assunto?
>> Não, eu não quero fechar.
>> Então tá a vírgula.
Tô problematizando agora.
>> Eh, ai que droga.
>> Viu que a gente tem que acabar. Ele ele
ele colocou uma coma
>> e nem a joanina.
>> Foi mesmo.
>> Exatamente. É. Ai.
>> Lembrou ou não?
>> Lembrei. Lembrei.
Eh,
com relação
às experiências sobrenaturais de Deus da
nossa vida, com relação às escolhas que
a gente tem que tomar.
Quando Deus quiser falar com a gente, a
gente, nós devemos estar com o coração
aberto, mas isso chega até nós.
O problema é quando o crente está
paranoico, olhando o sinal em tudo,
né? E quando
>> ou buscando ou buscando operadores do
>> Isso, ou seja, né? E quando você é
louco, se vê sinal em todo canto, né?
Então, cuidado com isso. A ideia todinha
é o seguinte:
eu tenho a minha responsabilidade para
entender as minhas escolhas, é minha e
estou aberto ao que pode chegar da voz
de Deus para mim. O Gregner fala isso.
O Gregen, por exemplo, com a esposa
dele, Deus disse: "Olha, eh, vai ser tal
pessoa e vai ser de tal continente, vai
ter tal cor de pele e vai ter tal nome."
E ele foi dizendo lá algumas coisas mais
lá, que eu não lembro bem.
E ele tava no avião quando Deus falou
para ele e ele é casado com ela.
Exatamente com ela do jeito que Deus
tinha dito. Então
>> ainda bem que Deus não dis para Xanda,
vesgo, pobre, dente torto, não ia dar
certo.
>> Eu vi o teu olhar meio desesperado aqui
enquanto eu falava.
Primeiro homem a dizer: Deus não fala
nada não.
>> Fica na tua, Deus [risadas]
>> fica em silêncio, né?
>> [risadas]
>> Então é isso,
a tua responsabilidade de ver o que é
moralmente, buscar sabedoria, etc. E o
coração aberto para aceitar o ouvir a
voz de Deus. Ouvir a voz de Deus não
precisa ser audível, porque, por
exemplo, o profeta Isaías,
ele recebe profecia sem ser audível.
Ele recebe profecia por percepção da
realidade do que ele tá vendo. Então,
pode ser uma uma realidade que Deus tá
te mostrando ali diferente que você
nunca tinha visto e vê diferente. Aí é
Deus.
>> Exato. E tu vai dialogar com o novo
livro do Iago ou tu não dialoga com o
livro do Iago? Ele me mandou aqui,
rapaz. Eu tô para dar uma lida aqui. A
gente corta essa parte? Não,
>> eu eu tô com o livro do Iago, tô lendo,
já tô na par da metade.
>> É. e vou fazer a minha avaliação e
passar para ele.
>> Ele é o meu amigo, estamos todos com
medo. Eu porque vou enviar o meu livro
para ele sobre ele vai gafar todinho
>> e eu porque vou enviar as minhas
críticas a
>> Tá certo. Mas o Did Donto termina do de
Thiago primeiro. A gente quer o de
Thiago primeiro.
>> Eu terminei, né? Ainda
>> é, já tô com ele. Então é, então livro
com Glória a Deus. Glória a Deus,
>> gente. É isso. Tá, acabou. Acabou.
Acabou. Acabou a conferência. Acabou o
podcast.
[aplausos] Ah, gente, muito obrigado. Eu
vou encerrar esse podcast encerrando
também a conferência. Muito obrigado a
todos vocês que fizeram um esforço
relacional para estar aqui, se
locomoveram de carro, ônibus, Uber,
avião, metrô, cavalo, enfim, bicicleta.
Muito obrigado, né? Gastaram uma grana.
Eu sei que vocês pagaram ingresso,
gastaram com transporte, alimentação,
gente, muito obrigado, tá? Então, eu sou
imensamente grato a vocês, os meus
amigos que aceitaram o convite, né? dois
dias aqui, tá, para compartilhar com a
gente. Muito obrigado a toda essa igreja
também, todos os voluntários. E gente,
ó, se tudo der certo, ano que vem na
mesma data, tá? Na mesma data. Depois o
dia das mães. Então, assim, ah, mas dia
das mães eu viajo para visitar a minha,
tá? Já economiza que você vai ter duas
viagens ano que vem, então tá, que é a
ideia, porque março é bom, não tá nem
quente, nem frio, entende? Maio, que que
eu falei? Março, são as águas, né? Mas
enfim. Então, eh, aí em maio é uma boa,
é uma boa, muito, eu marcos de março,
ano inteiro, então maio é uma boa data,
enfim, então coloquem no calendário de
vocês aí próximo final de semana depois
do Dia das Mães que provavelmente vai
ser, tá bom? Eh, nessa data. Mas muito
obrigado. Deus abençoe demais vocês.
Espero que vocês tenham aprendido alguma
coisa e saiam daqui para testemunhar
daquele que nos tirou das trevas para
sua maravilhosa luz. Tá bom? Bora
testemunhar a ressurreição.
>> [aplausos]

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