Conversas sobre Cristo (parte 02) – BTCast 653
07/07/2026
Conversas sobre Cristo (parte 02) – BTCast 653
Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo recebe Victor Fontana e Guilherme Nunes para uma conversa profunda sobre a pessoa que está no centro da história, da fé cristã e das Escrituras: Jesus Cristo.
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Quem é Jesus, afinal? Um grande mestre? Um revolucionário? Apenas um exemplo moral? Ou o Filho eterno de Deus que inaugura o Reino e reconcilia todas as coisas consigo?
Ao longo deste bate-papo, nossos convidados exploram a identidade de Cristo à luz da Bíblia, mostrando como sua vida, morte, ressurreição e exaltação transformam a maneira como lemos as Escrituras, compreendemos a missão da Igreja e vivemos o discipulado hoje. Se Cristo é o centro da fé cristã, conhecê-lo de forma mais profunda não é um detalhe da caminhada cristã — é o próprio coração dela. Dê o play e participe dessa conversa!
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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
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– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. >> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC de número >> 653. >> Eu sou Rodrigo Bibo e Espírito Santo, ore por mim. Leve para Deus tudo aquilo que eu preciso. Espírito Santo, use as palé. Ó, tem gente que ouvi a Fernanda Bruno, viu? Olha aí, ó. Essa é a Espírito Santo ora por mim, ora em mim e ora aí. É nós. Essa é minha oração, é minha entrada. >> Eu sou >> todas. Tá ruim, né? Mas fazer o quê? Mas é Fernanda Brun era legalzinha nessa época. Eu sou Vittor Fontana e é só isso. Não tem mais jeito. >> Acabou. Boa sorte. [risadas] >> Ai, são só palavras, né? Agora tu vai ter que cantar, Nunes. >> Não, tu vai ter que cantar. Vai lá, Nunes. Não, não, não, não, >> não. >> Meu Senhor do céu. >> Me chamo Guilherme Nunes e ore até conseguir orar. >> Boa, boa. Muito bom. Muito bom. [aplausos] Espiritual, >> tem que ter gente para fazer uma entrada crente aqui nesse podcast. Estamos ao vivo no último dia da nossa conferência teológica Escola Bibotalk. E a galera gostou? [aplausos] >> Galera, ó, vocês t que vir, pessoal, tem que vir nos eventos Bibotal que é sempre uma bção, tá? Então, ano que vem teremos mais. Faça parte dessa história. Mas aqui, ó, vocês já são emblemáticos. Se não sei se dá para abrir a câmera e pegar a multidão. Dá para abrir a câmera? Aê! Uhu. Aí, gente, ó, galera aí, ó. Cada um recebeu R$ 1 para fazer essa animação toda aí. E nos recados paroquiais dessa semana, galera, rapidão, não quero atrapalhar o seu podcast que tá muito bom, por sinal. É o último podcast que a gente gravou na conferência Escola Bibotalk de Teologia, que foi sensacional, tá bom? em breve as palestras disponíveis para os alunos da Escola Bibotalco de Teologia. Mas a gravação dos podcasts você tá conferindo aqui eh em bibotal.com, no Spotify, no YouTube eh em outros aplicativos, Amazon Music, ah, YouTube Music, na Dieser fomos removidos por um motivo sem explicação, não estamos mais a Dieser, já mandamos vários e-mails e não sabemos o que está acontecendo, tá bom? Mas olha só, eu e o Luís escrevemos um livro chamado Igreja Sob Medida e a gente tem uma pequena turnê de lançamento. Se liga, põe na tela aí, Rafa, por gentileza. Olha só essa turnê de lançamento do Igreja Sob Medida. A gente vai estar no dia 8 de agosto lançando em São Paulo, tá lá na ICC. Em breve você vai poder preencher um formulário e tal. Então vai ter um lançamento eu e Luiz, num bate-papo lá muito legal. Vou estar em Balneiro Camburiu no dia 9/08, né? 9 de agosto, eu vou estar num domingo lá em Balneário Camburiu. Em breve também mais detalhes. Dia 29/08 em Joinville, Santa Catarina, eu e o Luís aqui num café teológico sensacional, lançamento do livro. Teremos palestra, bate-papo, eh, bate-papo com os autores. Vai ser muito bom. E 12 e 13 de setembro estaremos na Bienal do Livre em São Paulo, tá bom? 12 e 13 de setembro na Bienal do Livre São Paulo e no dia 5 de dezembro em Belém. Por enquanto são essas cidades. A galera do RJ já mandou mensagem: "Ô, cadê o RJ?" Calma, gente, a gente tá ainda fechando algumas igrejas e tal, mas é isso. Em breve mais informações sobre esses lançamentos. Para não perder, para saber o local, tudo direitinho, segue a gente eh nas redes sociais, né, @bibotalk. Ou sabe o que você faz? Nós temos aqui na descrição deste episódio lá em bibotalk.com ou no YouTube, no Spotify, acho que não vai dar para não vai dar para clicar, mas você tem o canal de distribuição no WhatsApp, tá? Você entra no nosso canal lá e a gente sempre tá postando novidades lá e também no nosso canal de transmissão do Instagram também. A gente posta muita coisa por lá e você não perde nenhum desses eventos. em breve mais informações sobre essa pequena turnê de lançamento do Igreja Somedida, que inclusive, inclusive já está em pré-venda. E se você quiser comprar em pré-venda para nos ajudar, porque isso ajuda o livro a se posicionar lá na Amazon, você vai ganhar um capítulo extra e também um e-book. Quer saber como? Tá também aqui na descrição deste episódio, tá bom? Igreja sob medida. Como escolher uma igreja à luz do evangelho, já está em pré-venda e você viu aí a torneio de lançamento. Esperamos encontrar vocês em alguns desses lugares. Talvez vamos abrir aí para outros lugares, tá bom? Deus abençoe e simbora curtir este podcast. Mas vamos lá, gente. Eh, Guilherme, resuma a sua, se bem que a sua entrada já foi um bom resumo, mas uma outra frase que resumiria a sua, eh, pregação, palestra aqui nessa conferência teológica, por gentileza? Se Jesus orou, você também deve orar. >> Pronto. Muito bom. Muito bom. Mas Jesus deu Jesus. Mentira. Vai lá, Víor. A sua, a sua entrada. A sua entrada, não, a sua. >> Obrigado. >> Você você já tá na Você já tá nos 48 da Já não funciono mais. Já. Eu já fui já. Eu já tô lá na minha TV vendo episódio 15 de Sults, segunda temporada. Nossa, Sults, >> eu tô revendo aí achando >> Megan Marcole. >> É >> a princesa por um dia. >> Exato. Tipo ela, >> na verdade um pouco mais que um dia. >> Exato. Eu tenho pena da personagem dela no Insuts. Enfim, >> achei que você ia falar que você tinha pena dela. >> Ela é casada, ela tem dinheiro, né? Ela tá bem, tá legal. >> Mas ela não é mais princesa. >> Ah, mas é. Tá bom, né? >> A minha filha ainda quer ser princesa. >> Sério? >> É. Não sei se ela abriria a mão. Ah, >> mas é a idade também. >> Então é. E v vamos parar com as divagações. Ah, resume aí o teu o teu Jesus apocalíptico. Jesus entra na história, é o Deus que entra na história com a intervenção final para mostrar quem é o verdadeiro rei. >> Sem princesas. >> Sem princesas. Boa. Muito bom. Então é isso, gente. Ó, as palestras estão disponíveis para os alunos da Escola Bibotal de Teologia. Se você quiser ser aluno, né, aproveita para ser. Gui, você falou sobre Jesus orando, né, e citando Lucas em vários momentos. E aí você fala que Jesus ora no batismo e Deus, o Pai, aparece. E nessa oração de Jesus tem a questão identitária, né? Esse é o meu filho amado, em quem tenho muito muita alegria, em quem me comprazo, em quem tenho prazer, enfim. E aí nós temos o episódio logo em seguida Lucas vai dizer que movido, né, o Espírito Santo conduz Jesus até o deserto naquele momento que ele vai ser tentado, que o diabo vai tentar tentar Jesus, né? Essa confusão que até hoje, mas eu queria que tu falasse um pouquinho porque quando tu fala dessa ideia da identidade, eu lembrei de de do diabo, né? E o que que o diabo fala? O que que o diabo fala na tentação? Se tu és mesmo o quê? O filho de Deus. Ou seja, será que a gente tem ali nessa tentativa de tentação, né, para ficar dentro da tua negócio aí esse lance? Há uma tentativa de cara, se tu é de questionar se Jesus tem mesmo essa convicção de que é filho de Deus, essa ideia de >> Isso tem certeza que você é você mesmo? Eu tô só tentando te tentar, não sei se eu tô conseguindo. Você entendeu o que eu tô tentando? >> Entendi. >> Que bom. Eh, no grego existe, eu posso falar de várias formas de si, se tu és filhos de Deus, mas, por exemplo, ó, eu posso olhar paraa sua aliança e dizer o seguinte: visto que você tem uma aliança, então você é casado, tá? O si ali naquela tentação você pode traduzir por visto que você é. >> Ô, isso muda tudo, hein? >> O diabo não tá colocando em cheque. >> E Ricardo Barbosa não gostou agora disso aí. >> O diabo não tá colocando em cheque se Jesus é Deus, se é filho de Deus. >> Ele tem certeza. Ele só quer que ele faça o que ele quer. >> Entendi. >> Ele quer manipular o filho de Deus. Essa é a ideia. Mas acho, na verdade, acho que agora eu lembrei do Ricardo Barbosa, não é que ele tá quer colocar em cheque a filiação, né? Mas a confiança do filho no pai. Acho que é >> pode ser por aí, >> pode ser, né? É, porque é por aí que o Ricardo Barbosa ele vai. Eu achei interessante isso. >> É, eu podia explicar mais, mas já tá na hora, né, gente? >> Não, pelo amor, acabou de começar. Não, pelo amor de Deus, mano. Não, >> não, mas não foi suficiente o que eu disse. >> Foi. Mas se tu tem mais coisa para falar, a gente tá aqui para ouvir. >> É porque a ideia é ele olhar para Jesus e dizer assim: "Você é filho de Deus?" É certo disso. Não tenho dúvida. Então agora você vai pegar e transforma essa pedra em pão, já que você é. E seria muito legal Jesus, né, transformar pedra em pão na Palestina, onde a galera passava fome. Ele seria um ótimo, não é? Um ótimo. >> Exato. E Jesus diz assim: "Eu não preciso provar para você que eu sou filho de Deus, porque eu já ouvi a voz de alguém dizendo que eu era". >> Eita, cara. Eu quero emendar um negócio que tu com esse negócio da da tentativa de tentação, né? Eu quero mear com que o Víor fala do Jesus apocalíptico que chega para resolver as coisas. Porque se a gente pega o o capeta lá tentando tentar Jesus, não é muito louco que, ó, tá aqui esses reinos, né? Te dou eles, né? Transforma pedra em pão. Imagina, é o bolsa família da Palestina, né? Jesus seria um ótimo príncipe para aquela galera se ele ouvisse o capeta. E não faz parte do consertar o mundo, fazer o bem. Ele vai ser um bom regente para aquela para aqueles rein, né? Aqueles lugares que o Satanás mostra. Já pensou o transformar pedra em pão? Que mais tinha era pedra na Palestina? A galera não ia passar fome? Ou ele sobe lá na parte mais alta do templo. Meu, eu consigo imaginar essa cena. Jesus abre os braços, uma coisa meio Assassin's Creed assim, e dá o salto da fé. E aí, mano, na hora que ele tá caindo, anjos rompem o tecido da realidade, vem pega Jesus. A galera ia pirar, mano. Esse cara é o meu Deus. Olha só que Deus massa. Não seria mais fácil para Jesus conseguir passar a mensagem dele de conserto do mundo se ele desse pão, governas sobre aqueles reinos e desse um show, tipo, olha os anjos me segurando. Uh, >> e seria mais fácil e não seria uma boa notícia. Eh, >> esse foi mais um BTC, galera. >> Corte rápido, tramontina. Porque no limite, no limite dizer isso é dizer que Jesus vem e com o poder sobrenatural de Deus, é a ideia de novo do Jesus, do Jesus X-Men, da coisa ele ou do Jesus Thanos, ele estala os dedos e o cérebro de César instantaneamente deixa de funcionar, por exemplo, ou eh os escudos da legião romana se transformam em lanças que perfuram os corpos dos soldados. Quando Jesus, na verdade, estava querendo salvar centurião, quando na verdade Jesus estava querendo [aplausos] trazer Cornélio para si. Então Jesus efetivamente transforma pedras em pão em pelo menos uma oportunidade que é a multiplicação de pães e peixes. Só que o que acontece é o seguinte. O que Jesus tá fazendo ao multiplicar pães e peixes é fazendo o que todo profeta faz e o que a profecia messiânica nos convida a imaginar. Qual que é a nossa tradição comum? Todo profeta é filho de uma tradição. Qual que é a nossa tradição comum? É a Torá. Então Jesus olha para trás e reproduz o maná. Ele reproduz a distribuição do maná. Entretanto, algo novo acontece, porque a gente tá prestes a ver ressurreição acontecendo. Então, da mesma maneira que um olho que estava morto, de repente ganha vida e passa a enxergar, um maná que se estraga se você guarda pro dia seguinte, é diferente dos pães e peixes que você leva para casa para alimentar sua família. iniciou-se um novo jeito de se relacionar com o alimento. Iniciou-se um novo jeito de se relacionar com a distribuição de alimento. E mais do que isso, leva pra casa, tudo bem, mas não vão se repetir esses sinais, porque o que eu tô a fazer aqui não é alimentar vocês para criar perto de mim um exército e com esse exército invadir Roma e emular novamente ou simular ou eh exercer novamente a revolução Macabeia. Não é isso que eu vim fazer, porque eu estou interessado nas tribos missionadas. E uma vez que eu tô interessado nas tribos missionadas, o meu papel é salvar Cornélio. >> Boa, boa. Eu poderia fazer uma relação com o corpo dele sendo pão que é dividido? >> Sem sombra de dúvida. >> Na ceia, esse é o meu corpo, fazer isso em memória de mim, >> tá? Para você fazer essa esse essa analogia que está nos evangelhos, a gente precisa restaurar o sentido alimentar da teologia sacerdotal. Isso daí é um é um é um passo. >> A gente consegue fazer em 2 minutos isso. >> Acho que sim. Quando o sacerdote ele apresenta um holocausto, quando ele apresenta um sacrifício, o sacerdote come um pedaço do sacrifício e o outro pedaço do sacrifício é queimado. O que que aquilo ali tá encenando? Na melhor concepção da palavra encenação, eu não tô falando no estilo Neymar de encenar, tá? Mas no melhor sentido da palavra encenação, o que que aquilo lhe tá encenando? Um banquete entre o povo e Deus. O alimento sendo consumido é Deus se alimentando daquele sacrifício junto com o sacerdote que também tá comendo. O sacerdote representa o povo diante de Deus e Deus diante do povo. Então o que tá acontecendo ali no momento sacrificial é que as pessoas estão entrando num momento de banquete com Deus. Quando eu brigo com você, Bibbo, e eu peço perdão e você me perdoa, você diz que me perdoou, talvez reste uma incerteza que você me perdoou de fato, que tá tudo bem entre a gente. Agora, se eu chamo você e a Xanda e as crianças para comer lá em casa e aí a Lara tá brincando com os seus filhos, tá brincando com o Calel, a Xanda e a Bruna estão conversando e eu chamei você pro pra churrasqueira e a gente tá fazendo assado juntos. Eh, saudações pros gaúchos fazendo um assado. Eh, aí eu tenho certeza que tá tudo bem entre a gente, >> porque é comensalidade, né? Comunhão, a camaradagem. Aí eu tenho certeza, tá? Tá tudo bem, tá tudo restaurado ali, tá tudo certo entre a gente. Quando a gente vem para o Novo Testamento, o que que Jesus faz? Jesus é o pão, Jesus é o sacerdote e Jesus é o templo, tudo ao mesmo templo, fazendo com que haja uma refeição final, representativa por todas que precisa ter junto a Deus. >> Muito bom, >> tá? É, é, é para dar esse salto do pão aí. E aí todos os povos são convidados para essa mesa. Gente de toda tribo, toda língua, todo povo, toda nação é convidada para fazer parte dessa mesa de reconciliação de todas as coisas com Deus, em que em que Jesus assume o papel de todos os elementos da refeição ao mesmo tempo. >> Acho que daí vem o lance de Paulo, né? Não, você até pode comprar carne lá no mercado, mas não senta naquela mesa, né? Sentar naquela mesa é sentar na mesa de outro ídolo. Não é >> a mesma coisa em qualquer passagem coisa >> que você vê no Novo Testamento, em que a orientação é para você não comer com alguém, é porque existe uma comunhão promíscua ali. >> Uhum. >> Então, com esse nem sequer com mais. Qual que qual que é a ideia ali? Ah, é porque essa pessoa não faz parte dessa comensalidade. >> E tipo, quando e quando Jesus senta na mesa, né, de prostitutas, de pecadores, isso era um escândalo, né, até a acusação, né, isso aí um comilão e um beberrão, que era a acusação que faziam contra Jesus, denunciava essa prática de Jesus ter essa comensalidade com gente desprezível, não é isso? >> E a resposta de Jesus é: vocês deveriam convidar mais gente assim pro banquete de vocês. >> E tem a parábola do grande banquete, né? Exatamente. Exatamente. Tem podcast sobre >> e mais >> eh, que aliás isso é daquelas coisas super importantes que a gente apagou da nossa história teológica e por isso retornar à teologia bíblica às vezes é saudável. Eh, quando a gente tá nessas grandes discussões dogmáticas. >> Hum. >> Num desses episódios, uma mulher cobre os pés de Jesus de lágrimas, enxuga com os seus cabelos. E Jesus diz a seguinte frase: "Onde a minha mensagem, onde o meu evangelho for pregado, a história dessa mulher, que é uma dessas que você tá mencionando, será contada. E com frequência a gente conta o evangelho, mas não conta a história dessa mulher restaurada, que é precisamente a pessoa mais necessitada sempre, porque o trabalho messiânico é sempre um trabalho impossível." >> Muito bom, Gui, voltando no lance da oração, Wake up, man. Tá aí. Isso. Você fala ali citando. >> Eu tô >> não. Tá tudo bem, tá tudo bem. Tá tudo bem. Você citando o Calvino, né? O Calvino dá aqueles quatro passos ali pra oração. Eu não sei se você tá citando o Calvino, se já tá fazendo interpolações junto com Calvino, mas f da raiva ali, né? Cuidado com se aproximar de Deus, você tem que se aproximar com temor. Você fala disso. Mas e quando eu tiver com raiva de Deus? Porque alguma coisa aconteceu e eu fiquei com raiva de Deus que às vezes acontece. Eu não posso me aproximar em oração nesse momento. Como é que fica? Eu estou com raiva de Deus ou a gente, esse sentimento de raiva de Deus já denuncia também um comportamento complicado, né, anterior a essa minha raiva. Entendeu mais ou menos a minha ideia? A oração que se aproxima com de Deus com raiva, entre aspas, a gente chama de lamento. Qual é a diferença do lamento para murmuração? >> Hum. >> E aqui é onde é o ponto. Você pode se aproximar diante de Deus em lamento com reverência. E você pode se aproximar diante de Deus em murmuração aí. obviamente sem reverência. Mas qual é a diferença entre lamento e murmuração? E tendo uma coisa, a murmuração questiona o caráter de Deus. Você é mau, você não é bom. Você fez isso porque você não é misericordioso. Isso é não ter reverência. A lamentação, ela não afirma nada sobre o caráter, ela questiona sobre as circunstâncias. E onde está Deus nessas circunstâncias? Onde é que está o Senhor se o Senhor é bom? Onde é que está o Senhor se o Senhor é misericordioso? Ela está questionando sobre as circunstâncias. Por que Deus não está ali? Isso é, isso é lamento. Murmuração é ter a certeza e acusar Deus do caráter de Deus e dizer que ele não é aquilo que ele afirma ser. Tá bom? Então assim, eu posso me aproximar diante de Deus com reverência e ainda assim lamentando. Mas deixa só dar uma nota pastoral aqui. Às vezes a linha entre lamento e murmuração, ela é tên. O CS no no livro dele, o luto em observação, como é? Uma anatomia da dor, o luto observa anatomia da dor, >> o anatomia do luto. Tem os dois, né? Ele tem os dois, anatomia do luto e anatomia da dor. >> Pois é. Ali é um é um liminar entre murmoração. E >> qual é? Tem um desses que ele passa do limite, é o do luto, né? É porque ele perdeu a Joy, né? Ali ele ele ali ele ele chega na beirada. Ou se bobeando. É, ele passa, ele passa. É, ele passa >> uma vez aconselhando um irmão da igreja, [roncando] eu disse isso pros meus alunos agora recente. Ou eu disse aqui, gente, ixe, >> somos todos seus alunos. >> Eu vou ficar parecendo maluco se eu repetir a mesma história. >> Não, tu não tá aparecendo. Continua. O irmão ele foi antes da pandemia, ele foi fazer, a filha dele foi fazer uma cirurgia e ela foi fazer uma cirurgia de de desvio de sépto. Era uma cirurgia muito simples, um hospital, um dos melhores da cidade. >> Simples, porque tu nunca fez. Não é nada simples essa porcaria. Uma semana sem respirar depois. >> Não, mas comparado com a do cérebro. >> Ah, tá. >> Procedimento. >> Meu Deus. Bom, voltando, [suspirando] é que eu fiz essa porcaria até hoje sangro no nariz ainda. [risadas] E ela foi fazer essa cirurgia de Zilio do Septo, uma cirurgia assim relativamente sem tanto medo de nada. E ele amava muito sua filha, era a única filha dele, só que a filha dele faleceu durante a cirurgia e ele ficou o choque que ele teve foi tão grande que ele chegou para mim e disse assim: "Pastor, Deus só pode ser um demônio. Nessa hora eu não disse nada, mas eu sabia que eu precisaria dizer. Eu eu sei, eu sabia que a linha tinha sido ultrapassada, mas não era o momento de eu dizer: "Pera aí, calma aí". entende que não é porque a linha entre o lamento e a murmuração é tênue que eu preciso imediatamente repreender a murmuração. Eu posso entender que existe uma circunstância acontecendo, principalmente quando quanto ao luto, deixar que se passe um tempo e aí chegar depois e dizer assim: "Pera aí, você tá, você passou da linha, você tá você tá dizendo que Deus não é aquilo que ele afirma ser." E aí você passou dali entre lamentação e murmuração. >> Mano, tu falou isso no BTD. Eu já ouvi essa história. Já ouviu? >> Ainda bem. Ainda bem. Tá gravando isso aqui? >> Tá gravando tudo. >> É. Então corta. >> Não, por quê? >> Ah, >> não. Mas isso é maravilhoso. >> Não, então eu gosto de dizer corta. >> Tá bom, Rafa. Ele disse, mas tu não corta, tá, Rafa? Deixa só no Deixa ele dizendo isso. >> Ah, mas eu vou ficar com a impressão que vai cortar. >> É, então o Rafa vai cortar agora. Vai, >> por favor. >> Pronto, cortou. Pronto. É isso. >> Eu digo, eu digo isso, Bibo, porque você e a reverência ela sempre pode estar, mesmo se minhas emoções estão num grande de uma grande tempestade. >> Muito bom. Muito bom. Ô, Víor, quando a alguém perguntou o seguinte aqui, tá, gente? Muitas perguntas foram respondidas meio que no final da palestra, tal. Então, ah, mas eu mandei pergunta e não responderam porque tá ali, tá tá no final lá. Como que não é essa daqui. Cadê aqui? Aqui, ó, a literatura apocalíptica, ela surge no exílio porque o rei não tem a Torá, então o rei cósmico precisa intervir. Mas o hebreu nesse eh o o Mas o hebreu nesse desenvolve, ô Luís, aí tu me complicou. Mas o hebreu, enfim, o que que a pergunta quer dizer? O seguinte, o a galera que tem aqui desenvolve a expectativa messiânica ali, né, eles tinham essa ideia, essa leitura de Gênesis que nós temos, o descendente da mulher ou isso é um pouco >> pr Evangelho, >> é que a gente chama de protoevangelho lá, não tem? E isso é uma leitura mais neotestamentária, é isso? Tá, tem gente que tá boiando agora na minha pergunta, torne um pouco mais claro, por gentileza. >> Ah, é assim, o que que acontece? Às vezes a gente pega algumas coisas que são muito claras pra gente que já tem o canon completo e imagina que um hebreu no meio da história tem as mesmas percepções. E e para nós essas coisas são claras, pro hebreu não. O hebreu ele tá preocupado com identidade nacional, cara. Então, os aspectos muito cósmicos da criação, o hebreu vai começar a a trabalhar mais com essas paradas no pós-es exílico. Essa identidade, ela é mais claramente construída a partir de primeiro e segundo crônicas, que é uma redação pós-esílica. Porque ali no contexto do pós-esílico, o hebreu vai começar a se perceber não como o reino de Deus entre muitos, que é a percepção pré-esílica. No pós-esílico é uma parada assim, eh, não, nós nem somos um reino, mas nós somos os escolhidos desde lá do começo. Por isso que a história de crônicas começa lá atrás na criação e não como reis, que é o paralelo que começa já e depois de juízes, sabe? Então, basicamente, essas percepções, essas interpretações mais cósmicas de Gênesis 1, de Gênesis 2, etc., a gente vai perceber na cabeça hebraica ali no pós-esírico, tá? Agora, eh eh quais são as implicações disso pra gente hoje? Eu eu eu falho um pouco em perceber, mas o ponto é na cabeça do hebreu, essa coisa do próprioevangelho, do filho e do filho da mulher que pisa na cabeça da serpente. Isso ser relacionado diretamente com o Messias é uma percepção pósesílica. Pós-esílica. Tá. >> Tá. Seria o texto de Gênesis pós-asílico. Mentira, não quero te colocar nessa. Vamos lá, vamos conseguir, né? Fica aí, Gui, esse lance e tem perguntas e sobre esse que eu vou ler que é melhor, né? Aqui, aqui, ó. Supletivo. Supletivo. Mas acho que o Gu já respondeu essa aqui, mas eu vou perguntar porque acho que dá para desenvolver um caldo aqui. Presta atenção, Gui, agora como equilibrar essa verdade de orar antes de tomar as escolhas, né? Ou seja, vamos orar, tomar decisões importantes e ser aquela pessoa que acha que para tudo terá uma resposta sobrenatural, né? Tipo Gideão teve, entre outros personagens e tal. Como é que, tipo assim, o famoso eh como é que a gente age, que caminho que a gente segue? Porque muita gente inclusive age, né? A gente eu vou ampliar um pouco a pergunta que eu sou desse meio também. Muita gente faz não, porque Deus mandou eu fazer isso. Tem pessoas que Deus fala com elas toda hora assim. É, é bem interessante isso. E Deus me falou, Deus me mostrou e é meu, é toda hora assim. E a gente às vezes não vive isso, né? Nós normal. Agora aquela pessoa é direto Deus falando com ela. Deus mandou eu fazer isso. Deus mandou, tá? Como é que tu percebe esse tipo de primeiro essa neura que a gente tem, tá? E como é que a gente age diante disso e até mesmo diante desses testemunhos de gente que ouve Deus toda hora? dei uma ampliada na pergunta aqui. O Vittor também pode ajudar a responder essa. >> Ah, primeiramente a gente precisa entender o propósito da oração. O propósito da oração, ela não é não é primeiramente pedir a Deus alguma coisa. Jesus falou de oração como pedido na oração do Pai Nosso, mas oração não é necessariamente pedido, ela é mais ampla do que isso. Oração significa conversa. João Calvino no volume 3 das institutas, no final ele vai dizer assim: "Oração é eu lembrando pro meu coração aonde mora a minha esperança". A oração é o dizendo para mim mesmo de que Deus é o Deus, o Eu Sou, o Pai perfeito, tudo que eu preciso. Então, a oração ela é esse esse lembrete. A oração não é para mudar o coração de Deus. A oração é para mudar o seu coração e a oração é para de fato ter um diálogo com ele. Pronto. Algumas pessoas acreditam. >> Mas o que que é ter um diálogo com Deus? Deus, a gente ouve Deus na oração. >> O diálogo seria eu orando e por conhecer a palavra de Deus, eu sei o que ele responderia para mim. É por isso que não existe oração sem palavra. As duas precisam andar juntas. Senhor, eu sei que tu és o Deus da verdade e a verdade me liberta. É Deus falando, porque eu conheço Rom João capítulo 8. Então, essas duas coisas elas andam juntas na espiritualidade. E o Francisco de Assis, ele fala muito disso, né, de que eu escuto o quanto ando, porque eu lembro o que ele me falou. Então, há há essa há essa lembrança do que foi falado. Porém, algumas pessoas elas se tornam muito, elas tem uns probleminhas assim na cabeça em termos de espiritualidade. Elas começam a querer achar que a oração vai fazer com que elas despertem um certo discernimento espiritual para acessar o livro de Deus que ele deixou no céu, abrir e saber qual é a vontade sobre coisas específicas. E aí é que tá o problema. Se Deus deixou o livro no céu, foi para você não ter o livro, [risadas] entendeu? Seria muito mais fácil, porque se você não tem um livro, é porque Deus quis que ficasse lá. E Deus não é um Deus de brincar, de picconde, de ficar brincando com você. Ah, eu vou esconder a minha vontade para ele agora ficar procurando e nessa procura e eu ele vai achar que Deus é esse que em algo tão importante na tua vida fica escondendo as coisas. Bingo, chegamos ao final de todas as heresias primevas. Bem-vindo ao gnosticismo. [risadas] Exato. >> Já falamos de todas. >> Exato. Imagina isso. Foi o prático. O o Pronto. Todas as heresias dizagoniso. O fato de que eu que eu vou achar de que Deus ele tem um livro escondido para cada decisão. Só que não é assim. A melhor maneira de você lidar com isso é a seguinte forma. Você tá orando e você vai orar para Deus para que ele desperte o seu coração, tudo e aí você vai dizer o seguinte: "Senhor, diante da palavra eu tenho algumas decisões para serem tomadas. Quais decisões são moralmente corretas e moralmente certas?" Por exemplo, eu tenho duas faculdades aqui na minha frente. Por exemplo, eu eu fiz eu tenho duas eu fiz duas faculdades, infelizmente. É, >> quais são? >> Música com especialidade em piano e violino e teologia que eu tenho muito orgulho por ter feito, viu? >> Entendia, não entendia essa olhada. Eu, tipo, eu também tenho orgulho de serologia. civil por um tempo e depois desistir. Eu percebi que aquilo era coisa do diabo mesmo. >> Eu queria era saber quem é que segue aí o Oriente. Eu bom demais. >> Então, por exemplo, você tem a faculdade aqui, deixa euar uma faculdade aqui bem legal, de pescaria, tá? Sem ofender, tá? Eu amo, tá? Que vai ser a minha terceira faculdade, tá? >> Tem faculdade de pescaria? >> Não, eu quero ter. Mas o Senhor já te tornou pescador de homens. Aleluia. >> Não, não >> quer quero. [risadas] Ai Jesus. Então vamos lá. Você tem uma faculdade aqui de música, outra de teologia e outra um esquema meio estranho ali com teu colega que envolve algumas betes e etc. Você tá orando a Deus, ô Senhor, revela. E aí, Na, tu vai ganhar na música, tu vai ganhar, desculpa aí os músicos, tá? Tu vai ganhar R,99 por mês na teologia 7,50. [risadas] >> Tá generoso esse teologia aí. >> Sabe qual a diferença entre um teólogo e uma pizza tamanho família? >> Não, não sei. >> A pizza alimenta uma família. >> [risadas] >> Continua, vai. Desculpa, foi mal. >> E aí você tem aqui a Bet que te dá 90.000 por mês. E aí você vai orar a Deus e vai dizer o seguinte: "Senhor, qual é a escolha que o senhor quer paraa minha vida?" A primeira pergunta que você tem que fazer é: qual é a moralmente correta? moralmente o que é certo e o que é errado. Pera aí, essa daqui eu vou est em termos de ética abet. Isso aqui é coisa para cristão. O que que o que que vai acontecer aqui? Aí você pode vai fazer o seguinte, ó. Teologia e música já são duas que eu posso colocar aqui de lado, porque não tem problema moral, entendeu? Porque o meu ponto não tem problema não. Só que a Bet tem problema e tá numa área tão cinza que para mim aqui, só que como eu já aconselhei algumas pessoas, tentaram me convencer de que a Bet não tinha problema nenhum. >> Ó que legal. Mas eles tentaram ou foi tenta, [risadas] né? Não se aguenta. [risadas] Foi boa. Foi muito bom. E aí depois você para um pouquinho e diz o seguinte: "Quer saber? Eu vou ficar só com a música e com a teologia, porque as duas não tm problema moral". Quando não tem problema moral, escute isso, Deus te deu liberdade para escolher. E às vezes, Gu, eh, eu acho que é que você deu o exemplo da Bet, que para mim já salta muito os olhos, que é uma coisa complicada, mas às vezes tem esse lance de, ah, emprego em outra cidade, vou ganhar muito mais, >> né? Então, mas e é um emprego moralmente correto, bacana. Você, sei lá, você é contador e uma empresa de contabilidade chamou em outra cidade, mas eu vou ganhar mais e tal, mas será Deus quer a tua vontade, quer da tua vontade que eu vá para aquela cidade? você tem que fazer, sentar, orar, buscar conselho, né? A sabedoria tá na multidão dos conselhos. E aquele lance, tipo, nessa cidade tem igreja para congregar, entende? Tem família lá, não, família de família de fé mesmo. Eh, outras coisas que você vai peneirar, entendeu? Então assim, é você sa é porque a gente tem preguiça, a gente quer Deus direito pra esquerda, né? A gente quer, a gente quer que Deus não é sabedoria para poder pensar e analisar as coisas, né? É, esse é o ponto aqui entre esses dois, porque entre os dois que não tem problema moral, Deus te deu liberdade para escolher, mas liberdade com sabedoria. Nenhuma liberdade que Deus te deu foi sem sabedoria. Agora vem sabedoria. Pera aí, essa aqui eu tenho que mudar de cidade. Pera aí, essa aqui vai ser mais difícil o emprego. Pera aí, pera aí. Esse aqui os meus filhos eles vão ter dificuldade de de escola. Então, isso aqui vai ser mais difícil. Então você tem as duas que são moralmente corretas, porém não são sábias do mesmo nível. Sim. E aí éonde você deve buscar o quê? Multidão de conselhos, onde há sabedoria e aí onde você vai pensar e etc. >> E tem uma coisa também que tu falou na tua palestra que enquanto tu falava eu palestrava junto que é esse lance da oração, né? A gente não ora para descobrir para onde Deus quer mandar a gente. A gente ora para conhecer a Deus, ter maturidade. E nessa maturidade, aquilo que a gente escolher, a gente estará maduro naquela escolha. Por quê? Porque vai ter dificuldade naquela escolha. >> Mesmo que seja uma escolha você fez, vai ter dificuldade. E não é porque você escolheu errado, é porque a vida ela vai te dar abacaxis, entendeu? E aí quando você tá em Deus, você tem a maturidade para saber descascar, fazer o suco. Então a gente ora para ser o quê? Para amadurecer. E e as circunstâncias ruins que virão, como você fala, a gente tem maturidade para lidar com elas. Toda a escolha que a gente fizer, mesmo que a gente siga todos esses caminhos do Gui, terão dificuldades. E aí faz a maturidade, né? Aí a maturidade faz essa diferença. Então eu não oro para eh para querer para que Deus me dê o caminho, né? Eu oro para que eu saiba andar no caminho, né? >> E eu acho que isso aí é 99% do tempo, mas tem aquele 1%. Eh, assim, talvez 99,9% do tempo. É, é, é isso que vocês estão falando. Mas assim, eu me lembro da vez que eu fui numa roda como essa aqui, dou a palestra e depois tem perguntas e respostas. E aí era numa igreja em Ribeirão Preto com uma pegada mais pentecostal. E vem para mim a seguinte pergunta: Como que eu sei que o que eu tô escutando é Deus ou é a voz da minha cabeça? >> Essa é clássica. Essa é clássica. >> É clássica, né? >> Aí eu respondi: "Não sei, eu sou presbiteriano." [suspirando] >> Aí eu falei: E aí depois eu falei: "Não, pera aí que eu vou tentar te explicar isso um pouco melhor". Mas assim, eh eh eu acredito que na experiência evangélica, a exceção é gente que não acredita nesse tipo de fenômeno. A regra são pessoas que creem nesse tipo de fenômeno. Eu sou uma dessas pessoas que creem que Deus pode falar >> em voz audível e tal. E efetivamente, uma vez eh eu escutei e posso contar para vocês, eu acho que pode nos ajudar nisso. Eh, eu era recém-convertido, tava na escola e recém-convertido no colégio, eu recebo uma carta e essa carta ela vem para mim por um terceiro. Então, um menino, um amigo, um colega coloca essa carta na mão do outro, o outro me entrega. Quando eu abro aquilo ali, é uma carta de despedida. É alguém dizendo que >> vai dar, >> vai partir dessa para uma outra. E ali no intervalo da aula do ensino médio, quando ainda não tinha a tal da sabedoria, quando ainda não tinha a tal da da de do equipamento para lidar com um negócio desse, a oração ela é o recurso que a gente tem. Eu virei para Deus, que que eu faço com isso daqui? E aí entra o cálculo moral. Por que que tem que entrar o cálculo moral? Porque antes de entrar em contato com Deus, antes de falar com Deus sobre isso, você tá pensando diante de uma carta dessa, eu tenho que fazer alguma coisa. Não é certo não fazer nada. E aí eu viro para Deus e pergunto: Deus, que que eu faço? E aí Deus responde audivelmente. Ele virou para mim, falou: "É óbvio, vai lá falar com ele. Não, não é claro o que você tem que fazer. vai lá falar com ele. E aí eu viro para Deus e falo assim: "Mas eu nem sei onde ele tá". E aí Deus vira e fala assim: "Essa parte é fácil. Ele tá na biblioteca. Vai lá que ele tá lá". E eu fui pra biblioteca e lá estava o garoto. E aí eu sentei, comecei a conversar com ele e falar de coisas que eu nem sabia do que eu tava falando. Se você, se você é meio pentecostal, você já ouviu uma história dessa? ou talvez já tenha vivenciado isso de você falar e você nem você não tem capacidade de falar aquelas coisas que você tá falando. Terminou a conversa, eu lembro de não lembrar tão bem o que eu tinha dito, mas de dizer para ele assim: "Cara, você não precisa passar por isso sozinho". E a gente termina a conversa com abraço. E esse garoto, algumas semanas depois, recebe Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Tá vivo até hoje. Eu eu conto essa história preservando a identidade dele, mas se tornou um advogado, um advogado de bom nível >> e e e crente, >> né? E a minha conclusão diante disso é, tá, como que eu sabia que era a voz de Deus? Como que eu sei que é a voz de Deus? Cara, produziu vida, então eu que não fui. Aconteceu ressurreição, então não fui eu. Não pode ter sido eu. Não tem como ter sido eu. O evento, o acontecimento messiânico de Deus entrar na história e mudar aquela sentença. Eu que não fui. Agora o que eu percebo é que na minha vida e de tantos outros crentes, a gente busca essa voz extraordinária de Deus em circunstâncias nas quais ele vai livrar a gente de algum problema, limpar a nossa barra, consertar algum erro que a gente cometeu ou inflar o nosso ego porque a gente viveu no sobrenatural. E Deus tá querendo falar com você e te usar. e fazer com que você perceba essas coisas extraordinárias que ele faz na voz audível ou no texto bíblico que já tá revelado para você no agir cotidiano da missão, cara. No agir cotidiano da missão em prol do outro, >> não? E uma coisa também, né, Víor, você conta um caso, né? Não quer dizer que isso que acontece com frequência na tua vida. >> Eu tinha 17 anos >> e foi uma experiência única que geralmente experiência singular. Aconteceu outras vezes coisas do tipo. Sim, mas mas >> de tu ouvir a voz de Deus, >> mas não é um negócio assim, mano. Como é que é? >> Não, porque eu quero saber como é que é a voz de Deus. >> Como assim? >> É tipo grossa, fina, >> acontecer só uma vez. É um problema. Não, não, claro que não. Eu tô dizendo que assim é porque é um isso é é um é extraordinário. >> É extraordinário e é um direcionamento claro da parte de Deus que uma determinada coisa precisa ser feita num contex. Minha pergunta para ele é isso acontece com frequência? Tipo, todo mês Deus fala contigo, vai lá agora, entendeu? Imagina. E outra e outra e eh as coisas que Deus me falou naquele dia, com exceção de dizer exatamente onde o garoto estava, são coisas que eu não precisaria da voz audível de Deus se eu tivesse maturidade em Cristo. Olha, >> porque eu pergunto para Deus, o que que eu preciso fazer? E Deus fala: "É óbvio que você precisa fazer, Víor. Você tá com uma carta dessa na mão, você precisa ir lá falar com ele." Então, e eh ao contrário da intuição que a gente às vezes tem a respeito da espiritualidade, que a a voz audível de Deus é algo que coroa a nossa espiritualidade e piedade pessoal. A, eh, quando essas coisas acontecem, elas acontecem porque a voz audível de Deus ou o milagre de Deus completa a nossa debilidade. Aquilo que a gente >> para missão, >> exatamente, aquilo que a gente é débil para concretizar, Deus chega como a gente miraculoso para dizer: "Não, isso daqui não, você isso daqui não, você não faz, isso daqui sou eu, pera aí". e ele vai lá e faz efetivamente, sabe? Então, eh eh o que que acontece? É um papo que a gente corre o risco de ser colocado no lugar da frieza da teologia do do e definitivamente não é isso. Definitivamente não é isso. É a crença, é a convicção, é a fé de que a voz de Deus é um assunto tão sério que a gente não deve jamais corrompê-lo como se fosse frívolo. E a gente tem que tá aberto também, né, que como um dom, o dom, por exemplo, né, Paulo fala pra gente testar, né, vocês t que testar aí a profecia, ver se é. Então, o próprio profeta às vezes pode também tá num período de tá entendendo o que tá acontecendo naquele dom. O que eu quero dizer com isso? Eu lembro quando eu fazia, eu tava estudando teologia e a gente tava num num culto e aí uma pessoa lá na frente dirigindo culto começou a falar assim: "Mateus, Deus quer falar com o Mateus aqui. Mateus, venha pra frente agora que vai ter um livramento na sua vida e você e a gente vai orar por você agora e Deus vai livrar você do laço do passarinheiro, aquela coisa toda e tal." E o Mateus não apareceu. Mateus não apareceu e essa pessoa que estava dirigindo o culto falou por um minuto mais ou menos. chamando o Mateus para Deus livrar livrá-lo da morte. Aí eu, no alto da minha arrogância de primeira, né, um praticamente um teologastro, viro para uma pessoa que está do meu lado, eh, inclusive congrega nessa igreja, né? Ele inclusive era o meu mantenedor principal lá na faculdade. Daí eu falo assim: "Olha que absurdo, né, essa olha a gente perdendo tempo do culto público com o cara aí achando que Deus tá falando e tal, abre a Bíblia, prega a Bíblia", né? Enfim, aí esse irmão com sabedoria olhou assim, olhou não, né? Só baixou a cabeça, voltou na minha perna e falou assim: "Olha, pode ter certeza, no dia que Deus realmente quiser falar com o Mateus, ele não vai te usar, não vai usar eu, vai usar aquele lá que está aberto à voz do espírito." Talvez ele tenha se equivocado hoje, ou talvez o Mateus de fato não quis aparecer, mas a gente precisa se colocar como instrumento na mão de Deus e às vezes é correr esse risco, né? Mas estar aberto ao que Deus pode falar. E de fato aqui foi uma grande lição. Assim, >> é só só colocar um ponto aqui. Eh, >> um ponto ou uma vírgula? >> Eu falei o quê? >> Ponto. >> E tem que ser o quê? >> Não sei. Ponto. Tu quer fechar o assunto? >> Não, eu não quero fechar. >> Então tá a vírgula. Tô problematizando agora. >> Eh, ai que droga. >> Viu que a gente tem que acabar. Ele ele ele colocou uma coma >> e nem a joanina. >> Foi mesmo. >> Exatamente. É. Ai. >> Lembrou ou não? >> Lembrei. Lembrei. Eh, com relação às experiências sobrenaturais de Deus da nossa vida, com relação às escolhas que a gente tem que tomar. Quando Deus quiser falar com a gente, a gente, nós devemos estar com o coração aberto, mas isso chega até nós. O problema é quando o crente está paranoico, olhando o sinal em tudo, né? E quando >> ou buscando ou buscando operadores do >> Isso, ou seja, né? E quando você é louco, se vê sinal em todo canto, né? Então, cuidado com isso. A ideia todinha é o seguinte: eu tenho a minha responsabilidade para entender as minhas escolhas, é minha e estou aberto ao que pode chegar da voz de Deus para mim. O Gregner fala isso. O Gregen, por exemplo, com a esposa dele, Deus disse: "Olha, eh, vai ser tal pessoa e vai ser de tal continente, vai ter tal cor de pele e vai ter tal nome." E ele foi dizendo lá algumas coisas mais lá, que eu não lembro bem. E ele tava no avião quando Deus falou para ele e ele é casado com ela. Exatamente com ela do jeito que Deus tinha dito. Então >> ainda bem que Deus não dis para Xanda, vesgo, pobre, dente torto, não ia dar certo. >> Eu vi o teu olhar meio desesperado aqui enquanto eu falava. Primeiro homem a dizer: Deus não fala nada não. >> Fica na tua, Deus [risadas] >> fica em silêncio, né? >> [risadas] >> Então é isso, a tua responsabilidade de ver o que é moralmente, buscar sabedoria, etc. E o coração aberto para aceitar o ouvir a voz de Deus. Ouvir a voz de Deus não precisa ser audível, porque, por exemplo, o profeta Isaías, ele recebe profecia sem ser audível. Ele recebe profecia por percepção da realidade do que ele tá vendo. Então, pode ser uma uma realidade que Deus tá te mostrando ali diferente que você nunca tinha visto e vê diferente. Aí é Deus. >> Exato. E tu vai dialogar com o novo livro do Iago ou tu não dialoga com o livro do Iago? Ele me mandou aqui, rapaz. Eu tô para dar uma lida aqui. A gente corta essa parte? Não, >> eu eu tô com o livro do Iago, tô lendo, já tô na par da metade. >> É. e vou fazer a minha avaliação e passar para ele. >> Ele é o meu amigo, estamos todos com medo. Eu porque vou enviar o meu livro para ele sobre ele vai gafar todinho >> e eu porque vou enviar as minhas críticas a >> Tá certo. Mas o Did Donto termina do de Thiago primeiro. A gente quer o de Thiago primeiro. >> Eu terminei, né? Ainda >> é, já tô com ele. Então é, então livro com Glória a Deus. Glória a Deus, >> gente. É isso. Tá, acabou. Acabou. Acabou. Acabou a conferência. Acabou o podcast. [aplausos] Ah, gente, muito obrigado. Eu vou encerrar esse podcast encerrando também a conferência. Muito obrigado a todos vocês que fizeram um esforço relacional para estar aqui, se locomoveram de carro, ônibus, Uber, avião, metrô, cavalo, enfim, bicicleta. Muito obrigado, né? Gastaram uma grana. Eu sei que vocês pagaram ingresso, gastaram com transporte, alimentação, gente, muito obrigado, tá? Então, eu sou imensamente grato a vocês, os meus amigos que aceitaram o convite, né? dois dias aqui, tá, para compartilhar com a gente. Muito obrigado a toda essa igreja também, todos os voluntários. E gente, ó, se tudo der certo, ano que vem na mesma data, tá? Na mesma data. Depois o dia das mães. Então, assim, ah, mas dia das mães eu viajo para visitar a minha, tá? Já economiza que você vai ter duas viagens ano que vem, então tá, que é a ideia, porque março é bom, não tá nem quente, nem frio, entende? Maio, que que eu falei? Março, são as águas, né? Mas enfim. Então, eh, aí em maio é uma boa, é uma boa, muito, eu marcos de março, ano inteiro, então maio é uma boa data, enfim, então coloquem no calendário de vocês aí próximo final de semana depois do Dia das Mães que provavelmente vai ser, tá bom? Eh, nessa data. Mas muito obrigado. Deus abençoe demais vocês. Espero que vocês tenham aprendido alguma coisa e saiam daqui para testemunhar daquele que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz. Tá bom? Bora testemunhar a ressurreição. >> [aplausos]