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Enraizados, Não Escravizados! – Colossenses 2.6-23 | Jônatas Hübner | IBNU

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Legendas automáticas:

Você acha que você é plenamente [música]
livre ou você não percebe que talvez
esteja acorrentado?
Hoje nós vamos falar [música] sobre um
trecho da carta de Paulo aos
Colossenses, ali no capítulo 2, onde
Paulo faz [música] um alerta muito
importante. E o tema que nós vamos falar
é enraizados, não escravizados. [música]
Convido você a se libertar das amarras,
caso elas estejam prendendo seus
[música] braços e comigo compartilhar
esse conteúdo para abençoar o maior
número de pessoas possível. Se você
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de reflexão aqui no canal da IBNU. Nós
estamos focados dentro desse canal em
levar conteúdo bíblico de qualidade,
conteúdo bíblico que possa impactar e
influenciar a sua vida, as suas
decisões, aquilo que você pretende fazer
com o tempo que Deus te deu enquanto
você está aqui. E é uma alegria muito
grande poder contar com os nossos
queridos amigos que têm participado
conosco desse canal, divulgando o
conteúdo, espalhando esse conteúdo.
Muita gente tem se chegado aqui a IBNU
através dessa plataforma que tem
abençoado muita gente ao redor do mundo.
E é sempre uma alegria falar de textos
bíblicos que são bem conhecidos, textos
que talvez a gente já ouviu falar muito
deles, mas tentar lançar luz em um ou
outro elemento que são importantes para
a nossa caminhada. E nós vamos falar
hoje, focando a nossa mensagem, focando
o nosso pensamento na questão da
adoração. Como desenvolver uma adoração
genuína, sincera, honesta diante de
Deus. E eu acho muito interessante,
muito interessante a gente observar que
no texto bíblico, o texto ele não
esconde as dificuldades e as lutas do
povo, né? A gente pode passar aqui por
vários livros da Bíblia. Você vai ver
grandes heróis tendo as suas falhas
registradas. Se a gente pensa numa
epopeia, num documento heróico produzido
ao longo da história, muitas vezes todas
as falhas elas são suprimidas, elas são
eliminadas. Documentos muito antigos,
por exemplo, dos reis sumérios, dos
faraós do Egito, mostram as conquistas.
Se você quiser pesquisar um pouquinho
mais, você pode até procurar um
documento que, na verdade, é uma pedra
que foi encravada e foi escrita com o
cinzel lá, a famosa estela merneptá ou
meremptá, depende do nome que você vai
assumir aí para o faraó, Meremptá,
Merneptá, que é um dos faraós da da do
período em que Israel estava ali
chegando na terra de Canaã. E essa pedra
tem várias linhas contando os feitos
vitoriosos de Merneptará. E é muito
interessante que naquela pedra é o
primeiro nome, a primeira vez que o nome
de Israel aparece em um documento
histórico, em uma peça histórica. E lá
ele diz que ele eliminou a semente de
Israel. Mas muito interessante, o seu
reino chegou ao fim e Israel continua
até os nossos dias. Então a Bíblia tem
essa característica. Ela não é um livro
que vai ser manipulado para contar
histórias de vitórias, de de grandes
conquistas. Ela vai mostrar isso dentro
do próprio desenvolvimento da história
de Israel, mas também vai mostrar as
falhas, vai mostrar os medos e os
problemas. E um desses documentos
históricos que estão registrados aqui
faz parte de um conjunto de documentos,
na verdade, que que são chamados de
cartas paulinas. Essa carta ela vai
demonstrar, essas cartas no caso, elas
vão demonstrar a situação daquelas
comunidades que o apóstolo Paulo ou
fundou ou ouviu falar de algum problema,
de alguma dificuldade que aquela
comunidade estava passando. E é muito
interessante a gente ver, por exemplo,
nós vamos ler hoje na carta aos
Colossenses, capítulo 2, o texto que o
apóstolo Paulo escreve para eles para
orientá-los a respeito de como deve
viver essa vida. nova que eles
receberam. É muito interessante
perceber, por exemplo, que nessa carta
não há um uma um indicativo de que o
apóstolo Paulo tenha conhecido essa
igreja. O apóstolo Paulo, ele ouviu
falar, ele ouviu falar da igreja, ouviu
falar do que a igreja estava fazendo e
ouviu falar também das dificuldades que
a igreja estava enfrentando. Por isso,
hoje o tema que eu quero trabalhar com
vocês é enraizados, não escravizados.
baseado nessa carta aqui do apóstolo
Paulo aos Colossenses, no capítulo 2. E
eu convido você a acompanhar comigo a
leitura desse texto. Vamos pegar mais ou
menos ali do verso 6 do capítulo 2 até o
final do capítulo para poder nos situar
aqui no que está acontecendo e depois a
gente vai conversar um pouco aqui a
respeito de como estava a situação da
igreja, o que que o apóstolo Paulo fez
para ajudar a abençoar essa igreja e
como o que ele registrou aqui é
importante para a nossa caminhada,
caminhada de adoração. Vamos ler o texto
baseado aqui na carta aos Colossenses.
Olha só o que que vai nos dizer.
Portanto, assim como vocês receberam
Cristo Jesus, o Senhor, continuem a
viver nele, enraizados e edificados
nele, firmados na fé, como foram
ensinados, transbordando de gratidão.
Tenham cuidado para que ninguém os
escravize a filosofias vãs e enganosas
que se fundamentam nas tradições humanas
e nos princípios elementares desse
mundo, e não em Cristo. Pois em Cristo
habita corporalmente toda a plenitude da
divindade. E por estarem nele, que é o
cabeça de todo o poder e autoridade,
vocês receberam a plenitude. Nele também
vocês foram circuncidados,
não com a com uma circuncisão feita por
mãos humanas, mas com a circuncisão
feita por Cristo, que é o despojar do
corpo da carne. Isto aconteceu quando
vocês foram sepultados com ele no
batismo e com ele foram ressuscitados
mediante a fé no poder de Deus que o
ressuscitou dentre os mortos. Quando
vocês estavam mortos em pecados e na
incircuncisão da sua carne, Deus os
vivificou em com Cristo.
Ele nos perdoou todas as transgressões e
cancelou a escrita de dívida que
consistia em ordenanças e que nos era
contrária. Ele a removeu, pregando-a na
cruz. E tendo despojado os poderes e as
autoridades, fez deles um espetáculo
público, triunfando sobre eles na cruz.
Portanto, não permitam que ninguém os
julgue pelo que vocês comem ou com
relação a alguma festividade religiosa,
ou a celebração das luas novas ou dos
dias de sábado. Essas coisas são sombra
do são sombras do que haveria de vir. A
realidade, porém, encontra-se em Cristo.
Não permitam que ninguém que tenha
prazer numa falsa humildade e na
adoração de anjos os impeça de alcançar
o prêmio. Tal pessoa conta
detalhadamente suas visões e sua mente
carnal a torna orgulhosa.
Trata-se de alguém que não está unido à
cabeça, a partir de da qual todo o corpo
sustentado e unido por seus ligamentos e
juntas efetua o crescimento dado por
Deus. Já que vocês morreram com Cristo
para os princípios elementares deste
mundo, por como se ainda pertencessem a
ele, vocês se submetem a regras. Não
manuseie, não prove, não toque. Todas
essas coisas estão destinadas a perecer
pelo uso, pois se baseiam em mandamentos
e ensinos humanos. Essas regras têm de
fato aparência de sabedoria, com sua
pretensa religiosidade, falsa humildade
e severidade com o corpo, mas não tem
valor algum para refrear os impulsos da
carne.
Esse texto é muito, muito interessante,
porque o apóstolo Paulo, ele está aqui
no meio da sua carta escrita para essa
igreja em Colossos, era o nome da
cidade. Por isso que o nome da carta é
carta aos Colossenses. E o que que essa
carta tem de muito interessante que a
gente precisa já esclarecer logo no
início aqui? A carta aos Colossenses faz
parte de um conjunto que normalmente são
quatro cartas, são denominadas as cartas
da prisão. Na carta aos Efésios, o
apóstolo Paulo menciona que ele está
aprisionado. E depois você tem a carta
aos Filipenses, onde Paulo vai no
capítulo 4 renovar a sua alegria com os
filipenses, dizendo que eles
participaram daquele momento ajudando o
apóstolo Paulo com recursos. muito
provavelmente, de acordo com os os
teólogos e os os pesquisadores, eh Paulo
estava encarcerado, preso e ele tinha
sido liberado para fazer o que era
chamada de prisão domiciliar no Império
Romano. Você, como cidadão romano, você
tinha esse direito. E quando você ia
para sua prisão domiciliar, você tinha
que pagar as custas do soldado que
cuidaria de que de de você como
prisioneiro. E era um custo elevado,
você precisava pagar o soldado para
cuidar disso, para que você ficasse em
uma casa e não preso nos cárceres
antigos que nós conhecemos lá da cidade
de Roma, por exemplo, lá o famoso
cárcere marmetino que fica ali próximo
do fórum romano. E aí, qual é a grande
questão? Paulo tinha esse custo elevado
e ele menciona na carta aos Filipenses
que eles ajudaram o apóstolo Paulo com
aquele custo, com aquela necessidade
específica dele. E Colossenses é uma
dessas cartas escritas porque Paulo ouve
falar da igreja por um membro da igreja
de Éfeso, famoso Epafras. Epafras,
inclusive, pelo que o apóstolo Paulo
menciona no início da carta, é aquele
que havia começado o trabalho na cidade
de Colossos. É ele quem funda a cidade
de Colossos. Muito provavelmente ele era
um habitante de Colossos. que vai para
Éfeso por alguma questão de trabalho, se
converte em Éfeso e volta para Colossos
para começar um trabalho ali naquela
cidade. Mas aí tem uma carta muito
interessante junto com a carta aos
Colossenses, que muitas vezes ela não é
tão conhecida ou tão lida, que é a carta
a Filemon. Filemon é uma pessoa, não é
uma cidade, não é uma localidade.
Filemon é um membro da igreja em
Colossos. E Paulo escreve uma carta
especificamente para Filemon para tratar
de um assunto muito comum daquela época.
Inclusive, muita gente denuncia ou acusa
o apóstolo Paulo de ser escravagista,
porque ele não fala para Filemão
libertar o seu servo que Paulo está
mandando de volta, que tem o nome de
Onésimo. Ele diz para Filemon Onésimo,
não mais como um servo, como um escravo,
né? O texto grego ali tá escrito é dolos
mesmo, que é a palavra para escravo, mas
ele diz: "Receba-o agora como um irmão".
Ele não fala assim: "Olha, você tem
obrigação de libertar ele porque agora
você é uma nova criação em Cristo".
Poderia até ser o resultado. E Paulo
fala isso. Se eu quisesse, eu poderia
exigir isso de você, mas eu não vou
fazê-lo. Eu vou apelar ao seu coração
como um irmão. Então, é muito
interessante você conhecer um pouco o
contexto dessas cartas. Agora, quando a
gente vai falar de Colossos,
especificamente, a gente precisa estar
atento a muitas questões eh
já encontradas pela arqueologia e pelos
próprios escritos antigos dos poetas
gregos e dos poetas romanos falando
daquela região. E a gente precisa
entender que contexto é esse que o
apóstolo Paulo está recebendo as
informações,
analisando a posição da igreja naquele
movimento e indicando qual caminho eles
devem ter para poder ser ter um um uma
vida bem-sucedida nessa caminhada. E é
muito interessante porque Colossos, ela
faz parte de um pequeno triângulo. São
quatro cidades, na verdade é Éfeso, a
famosa cidade de Laodisseia, cuja carta
aos laodicenses vai ser enviada pelo
próprio Senhor Jesus lá no Apocalipse. É
uma das igrejas que recebe uma carta no
Apocalipse. você tem um pouco ao a acima
de la Odisseia, mais ou menos a 8 km em
linha reta, a cidade de Hierápolis, que
também vai ser mencionada no texto
bíblico, vai ser mencionada apenas uma
vez no texto bíblico, mas a carta aos
laodicenses, que é mencionada em
Colossos, nós não encontramos. Afinal,
capítulo 4 da carta eh de Colossenses,
ele vai mencionar: "Leiam também a carta
destinada aos laodicenses". Então, havia
aí uma carta que muitos estudiosos vão
entender ser a mesma carta aos Efésios.
Eh, a a o entendimento é porque aí vocês
precisam entender um pouquinho sobre a
arqueologia do texto bíblico, que já foi
encontrado de manuscritos e documentos,
já foi encontrada cópia da carta aos
Efésios com outro nome. O início da
carta aos Efésios, Paulo escreve aos
Efésios. Então, encontraram com outro
nome. Então, a eles entendem que a carta
aos Efésios, aos laodicenses, era, na
verdade, uma cópia, porque a carta aos
Efésios, ela tinha essa intenção de ser
uma carta que circulasse pelas igrejas.
E agora a carta aos Colossenses, não,
ela é uma carta para um problema
específico, para uma igreja específica.
E que problema essa igreja estava
enfrentando nessa época? Eh, Colossos,
ele tava ali no leito do rio chamado rio
Lico, que também passa por próximo de La
Odisseia, passa próximo a Hierápolis e
se juntava com um grande rio que
desaguava depois lá na Bahia de Éfeso, a
grande porto de Éfeso, eh, que fazia
parte dessa sessão hidrográfica ali da
parte sudoeste do território hoje da
atual Turquia, na época da Península da
Anatolia. E era uma região onde muita
mercadoria passava, então havia muito
recurso. Inclusive a cidade de La
Odisseia, que está mais ou menos a 10 km
da cidade de Colossos, era conhecida,
considerada a porta de entrada da Ásia
Menor. O que nos faz pensar um pouco na
história relatada em Atos? Se o apóstolo
Paulo não passou perto daí, porque na
sua segunda viagem missionária, o
apóstolo Paulo volta a visitar as
cidades que ele havia visitado na
primeira viagem com Barnabé. Você tem
Antioquia da Pissídia, que é próxima
região, grande região. Ali você tem a
região da Ásia Menor e a Psídia seria a
próxima região. E Antioquia da Psídia, o
apóstolo Paulo, em vez de virar ali no
mapa pra esquerda, ele vira para a
direita, visitando Listra, Icôio e
Derbi, três cidades onde ele funda
pequenas comunidades de seguidores de
Jesus. E aí na segunda viagem o apóstolo
Paulo volta a passar por essas cidades e
diz que quando ele estava em Antioquia
da Psídia, ele tinha intenção de entrar
na Ásia Menor. Ele tinha intenção de
entrar na província da Ásia. Isso que o
texto bíblico vai falar. Isso tá lá por
volta do capítulo 16 do livro de Atos.
Quando Paulo vai tentar entrar na
província da Ásia, o Espírito Santo não
deixa. E a entrada da província da Ásia
era justamente lá Odisseia, que está
muito próximo de Colossos. Então, é
muito provável que ele tenha passado
próximo dessa região sem ter visitado
essa região na sua segunda viagem
missionária. E depois vai dizer que ele
tenta ir para o norte, para a Bitínia. O
espírito também o impede e ele vai
circular a província da Ásia e vai
chegar na cidade que hoje é conhecida
como Alexandria Troas, a famosa trodío
em Atos capítulo 16. Então, essa esse é
o contexto geográfico da cidade e que
acontecia nessa cidade, o que que estava
havendo nessa cidade. Essa região, ela é
uma região muito importante para o
desenvolvimento da fé, principalmente da
do pensamento e da igreja cristã, que ia
ali se desenvolver muito naquela região
e seria muito perseguida também. O
próprio apóstolo João lá na cidade de
Éfeso, ele vai receber uma expulsão da
região sendo mandado para a ilha de
Pátimos, sendo colocado como um
excluído, um prisioneiro em Pátimos, por
conta da relevância e da importância que
a igreja havia atingido ali naquela
região, na principalmente na cidade de
Éfeso. E João, como líder desse
movimento, vai ser expulso da região.
Essa é uma história para uma outra
conversa nossa aqui. Mas nesse momento
vamos voltar para Colossos. E o que que
havia ali? A, ali tinha
muitos pensamentos e cultos de mistério
envolvidos. Um desses pensamentos vai se
desenvolver no segundo século, já depois
do ano 100, e vai gerar uma
linha filosófica conhecida muito como o
gnosticismo. O gnosticismo, ele tem
muita força na metade do segundo século,
já como uma teoria filosófica
estruturada. E ela também estava
conectada a uma religiosidade, por de
acordo com o gnosticismo, você precisava
atingir
uma uma filosofia, uma um conjunto de
pensamentos superiores. E quando você
acessava esse conjunto de pensamentos e
filosofias, você conseguia se libertar
das paixões humanas e você se aproximava
da divindade. Inclusive, esse problema
agnóstico vai ser tão importante na
história da igreja que alguns pais da
igreja vão precisar combater com essa
carta aos Colossenses. Vão explicar que
Jesus não é essa pessoa que atingiu um
pensamento superior. Jesus, ele não é um
um ser humano que pela forma de
pensamento filosófico e desprendimento
das questões mundanas, ele consegue se
desprender das paixões do corpo. Não.
Jesus, ele é o filho de Deus encarnado.
E é isso que a carta aos Colossenses vai
tratar. Não vai tratar das filosofias,
dos cultos de mistério. Ele vai falar
que até as questões judaizantes, elas
são secundárias porque elas eram sombras
daquilo que havia de vir. Mas agora com
a chegada de Jesus, tudo isso passou,
porque Jesus ele é plenamente
suficiente. Então é sobre a suficiência
de Cristo Jesus como Senhor e Salvador
da humanidade. Essa é a temática da
carta. É isso que a carta está tratando,
porque ela está imersa nesse conjunto,
nesse caldeirão de ideias, de práticas
cúlticas e tudo mais. E aí nós chegamos
na leitura do capítulo que nós fizemos
aqui. E é muito interessante a gente
perceber que Paulo ele utiliza uma
linguagem muito interessante, muito
importante, que é justamente da raiz de
uma árvore. Olha que interessante, ele
vai falar que nós estamos enraizados
nele. O que que ele quer dizer com isso?
Essa imagem é forte. Porque quando a
gente vai pensar em raiz, e a gente tá
falando obviamente de uma planta, a
planta ela precisa ter uma raiz muito
firmada, muito sólida para que ela não
venha a sucumbir nas intemperes e nas
tempestades.
A gente pode pensar, por exemplo, na na
na dinâmica da raiz com os galhos,
inclusive aqui na cidade de São Paulo,
onde a IBNU está situada, onde nós
moramos, onde nós gravamos esses
conteúdos para vocês. É, aqui na cidade
de São Paulo, a gente de tempos em
tempos, normalmente tem uma época do ano
que isso acontece, vem aí uma chuva
forte, vem uma sequência de chuvas
fortes e de repente nessa sequência um
dia de mais intensidade, uma tempestade
mais pesada. E você já deve ter ouvido
aí de onde você está, que a cidade de
São Paulo ficou sem energia. Parte da
cidade ficou sem energia porque árvores
caíram em fiações elétricas. Árvores
derrubaram postes, árvores cortaram
fios. Por quê? Porque são árvores muito
antigas, cuja raiz se enfraqueceu. A
raiz não foi bem cuidada, os galhos não
foram podados de forma constante, de
forma precisa, como devem ser podados. E
havia aqui uma questão eh de leis que
impedia que isso acontecesse de uma
forma mais sistêmica. Hoje, inclusive,
essa lei foi modificada para poder
avançar aí no cuidado das árvores da
cidade. E aí, por conta disso, haviam o
o o, vamos dizer assim, a queda. Então,
Paulo está colocando essa ideia aqui de
que se você quer ter galhos que se
estendam, que vão impactar a sociedade,
você primeiro tem que ter uma raiz muito
forte. E é muito interessante a gente
perceber que
quando a gente vai ler esse texto,
existe uma questão extremamente
importante textual aqui. E aqui eu não
quero me aprofundar muito nesse tema,
porque a gente, isso aqui, isso aqui é
um seminário. Isso que a gente precisava
ficar debruçado, estudando, pensando,
imaginando como que Paulo coloca essa
sequência de verbos aqui e da forma como
ele colocou, qual a intenção dele
colocar. São quatro verbos que aparecem
na sequência, logo no verso 6 e no verso
7, que explicam exatamente o que ele tá
querendo dizer com tudo isso que vem na
sequência. Olha que interessante, ele
vai falar que vocês estão enraizados.
Eh,
perdão, ele fala que vocês receberam,
vocês primeiro receberam e nós estamos
enraizados, edificados, firmados e nós
temos que estar transbordando.
Quatro verbos importantíssimos nesse
trecho que nós estamos vendo aqui, que
vão posicionar a nossa mentalidade com
relação à nossa vida cristã e a uma vida
de adoração genuína. Olha que
interessante, os tempos verbais aqui
dizem tudo. Quando ele vai falar que nós
somos enraizados, o tempo verbal lá é um
chamado perfeito passivo. Eh, e esse
perfeito passivo ele indica uma ação
completa. Quando a gente fala de
perfeito, né, a gente já deve lembrar da
gramática do português, você tem o
pretérito perfeito, o passado perfeito.
Então, quando eu digo, por exemplo, uma
coisa bem tranquila, eu comi uma maçã.
Quando eu falo que eu comi uma maçã, eu
não estou comendo a maçã. Eu não tenho
um pedaço da maçã na minha mão. Eu comi,
eu terminei o trabalho, finalizei o ato
de comer a maçã. Então, quando ele tá
falando que é um perfeito passivo, é
óbvio, né? E é e o passivo e o ativo são
dois são duas formas aqui. São dois
modos verbais, ou seja, um que indica
que você está executando ação e o outro
indica que a ação foi executada em você.
Então, por exemplo, eu perdoei
e eu fui perdoado. Então, uma é ação
ativa, outra é uma ação passiva. E ele
tá falando de um perfeito passivo.
Então, quando ele vai falar que nós
fomos enraizados, isso significa que
essa ação já ocorreu. Ou seja, e não
fomos nós que nos enraizamos, não fomos
nós que agimos para nos colocar na raiz.
Nós fomos colocados na raiz, não é? É
uma imagem que o apóstolo Paulo vai
utilizar em Romanos também ali capítulos
9, 10 e principalmente no capítulo 11,
falando dessa dinâmica da oliveira brava
com oliveira original. E ele vai dizer
que nós fomos enxertados na raiz. Nós
que somos ali gentios, e eu me incluo
como gentil porque eu não tenho a origem
judaica, eu como gentil fui enxertado
nessa raiz aqui. Ele tá mostrando isso.
Vocês foram enraizados. Isso quer dizer
tudo. Não é uma ação que nós podemos
conquistar com as nossas obras, com
aquilo que nós fazemos, com a nossa
dinâmica diária. Esses múltiplos cultos
que ele vai falar aqui na sequência não
valem de nada. Não podem, no final do
capítulo, desse capítulo, ele vai dizer:
"Eles não podem refrear os impulsos da
carne." A única coisa que pode refrear
esses impulsos é a seiva da raiz que foi
colocada agora diante de mim, que é o
Espírito Santo. Então, Paulo vai falar
isso com todas as letras. Vocês não
fizeram nada para estar na raiz. Foi
Deus quem plantou vocês na raiz. Foi
Deus quem colocou vocês na raiz. Então,
entendendo essa dinâmica, agora vocês
precisam fazer três elementos, três
coisas que ele vai elencar aqui, que são
extremamente importantes. Ele vai falar
que nós precisamos estar sendo
edificados porque agora não é mais um
perfeito, ou seja, um passado, ele é um
presente, presente passivo. E aí essa
dinâmica é muito importante. Ou seja,
quando eu vou falar que eu estava
enraizado, que eu fui enraizado, eu
agora eu estou sendo edificado. Eu não
acabei de ser edificado, eu não
exterminei. A obra, ela é contínua. A
obra ela carece de um de uma conexão
real com essa raiz para que essa raiz
continue me edificando. Você pode ver
árvores que são milenares. Existe uma
árvore lá nos Estados Unidos, eu não me
lembro se é no parque de de Yosemt ou é
em outro lugar, que é uma secoia que ela
tem mais de 1000 anos. É uma árvore
gigantesca. Como que uma árvore perdura
1000 anos? Porque ela está muito bem
enraizada e ela possui galhos que que
trazem para ela os nutrientes e as as os
elementos para o seu desenvolvimento.
Quando nós fomos entender o que o
apóstolo Paulo está falando aqui, então
olha só, meus queridos Colossenses, e eu
falo agora para você, querida igreja de
Cristo, que está me acompanhando aqui,
vocês já foram enraizados, agora vocês
precisam permitir ser edificados. Não é
você quem se edifica, é o espírito que
te edifica. E isso vai acontecer quando
você percebe que a sua ação ela pode
atrapalhar o espírito. A a necessidade,
o o desejo que você sente de tentar
desenvolver as coisas para ganhar eh
créditos espirituais não tem valor
algum, porque o valor vem do próprio
Deus. O que você precisa fazer é não
atrapalhar essa edificação, é não deixar
que as suas ações, as suas atitudes
impeçam essa edificação. E aí ele vem
para o segundo elemento, que seria esse
estar firmados na fé. Quem sustenta o
galho é o tronco. Quem sustenta o tronco
é a raiz. Então, se você é um galho que
está se estendendo, um galho dessa
igreja, dessa comunidade, que vai
abençoar uma parte da sociedade, você
precisa estar vinculado ao tronco, você
precisa estar firmado nesse tronco. E
mais uma vez é um perfeito passivo, ou
seja, você precisa deixar que o tronco
te firme. Não é o galho que se conecta
ao tronco, mas é o tronco que estica o
galho. Olha que imagem riquíssima que o
apóstolo Paulo utiliza aqui. E aí ele
vem para o terceiro elemento, que é
transbordar em alegria, né? Isso que o
texto vai dizer aqui. Transbordar de
gratidão. Perdão. Transbordar é você
permitir que, olha a imagem da árvore
mais uma vez. A raiz está firmada, o
tronco está bem solidificado, o galho
está sendo firmado e agora você vai
produzir frutos e sombra para as pessoas
que estão ao seu redor. Você vai exercer
a sua função dentro dessa imagem de
árvore aqui. Então você vai transbordar.
E esse aqui agora se tornou um presente
ativo. Ele agora você precisa querer
transbordar, você precisa agir para
abençoar as pessoas que estão ao seu
redor. E é muito interessante a gente
perceber que essa dinâmica, ela está
completamente diretamente conectada com
o versículo sequente. O versículo que
vem ali no no na sequência dessa imagem
de estar enraizado, de você estar sendo
edificado, de você estar sendo firmado e
você com isso podendo transbordar para
abençoar as pessoas que estão ao seu
redor. Aí ele traz a imagem importante
que é a virada de chave desse capítulo
no verso 8 dizendo: "Tenham cuidado para
que ninguém os escravize".
A dinâmica da nossa vida precisa ter
essa atenção, porque quando nós estamos
na nossa caminhada de fé e nós estamos
no nosso ambiente de irmãos em Cristo
Jesus e nós estamos querendo abençoar as
pessoas depois que nós entendemos tudo
isso, vai haver confrontação, vai haver
choque, porque à medida que você começa
a perceber que certas práticas, certas
coisas que são feitas dentro do ambiente
religioso, elas não têm valor eterno. E
você fala: "Mas pessoal, isso aqui é uma
dinâmica local. Isso aqui é algo que
vocês desenvolveram na caminhada de
vocês. Isso aqui é algo histórico que
naquele momento, naquela época, fazia
todo sentido. Essa semana eu estava
conversando com um grande amigo e ele
foi me relatando a respeito de uma de um
movimento religioso histórico que
começou a ter certas práticas
comportamentais dentro da sua eh
doutrina que não tem base bíblica, que
não tem eh elementos sólidos na Bíblia
para defender. Então, por exemplo, vou
citar um exemplo do que aconteceu
dizendo que as igrejas devem se refrear
em manifestações públicas de de fé e de
alegria, por exemplo. Então, você não
deve bater palma na igreja. Isso é tão
fora de nexo e sem sem sem
ecos bíblicos. Que assim, eu fiquei
abismado quando eu ouvi isso. Falei:
"Como assim a Bíblia proíbe bater
palmas?"
sendo que salmos são claríssimos ao
dizer: "Louve ao Senhor com tambores,
com instrumentos de flauta, com
instrumento de corda, com palmas, até
com danças." Está no texto bíblico. Eu
não estou inventando nada aqui. Você
pode procurar uns salmos e você vai ter
vários salmos que falam sobre isso.
Então, assim, por que que a prática
chega nesse ponto? Porque há uma
preocupação em que essas manifestações
distoem, desvirtuem o propósito da
igreja. A gente até consegue compreender
o espírito do que está sendo falado, o
desejo, o ensejo de que as pessoas
estejam aptas, prontas a servir ao
Senhor completamente de de plenitude, de
coração, de espírito. E a talvez para
aquele grupo específico faz todo
sentido. Mas não venha me dizer que isso
está baseado na Bíblia. Isso é uma
prática local comum e uma interpretação
da de um período histórico que ecoa nos
nossos dias. Talvez a pessoa olhe para o
que nós temos visto no nosso ambiente
religioso brasileiro especificamente e
ela fale assim: "É melhor nós evitarmos
esse tipo de coisa para não contaminar a
igreja." E o que é muito válido, o
coração da pessoa está no lugar certo,
mas a gente precisa se ater àquilo que o
texto bíblico nos diz. Então, essa
escravização de filosofias vãs e
enganosas, ela é muito, muito perigosa.
E nós precisamos estar atentos. Aí você
me pergunta, mas como que eu vou
identificar se uma prática ela realmente
me aproxima mais de um de uma adoração
sincera, genuína, ou se ela me coloca
mais presa com grilhões, com algemas a
filosofias e a metodologias humanas para
tentar atingir essa adoração. Você
precisa estar enraizado, você precisa
estar conectado à raiz. E essa conexão,
ela é o o a única coisa que importa.
é a única coisa que importa na vida
cristã, na vida dos seguidores de Jesus.
A gente às vezes fala vida cristã e já
soa meio preconceituoso em alguns
ambientes, porque o cristianismo ele tem
essas práticas históricas nocivas ao
caminho da fé, a ao desenrolar da fé,
práticas que afastaram pessoas da fé,
práticas que são tão escravizantes que a
pessoa que já vem de um ambiente de
escravidão de outros eh outros
movimentos não quer se sujeitar
novamente. Então, a gente precisa ter
muito cuidado com isso. a gente precisa
estar atento para ver se aquilo que nós
estamos apostando a nossa vida no na no
ensejo e aí assim eu preciso só fazer
uma ressalva rápida aqui. Às vezes nem é
com ensejo de desenvolver uma vida de
adoração mais plena, genuína e sincera.
Às vezes é simplesmente uma fórmula de
controle. Não, eu quero que a coisa
funcione assim, o que é mais perigoso
ainda. Então, nós temos que tomar
cuidado com os nossos líderes
espirituais, com as práticas espirituais
que estão sendo levantadas nos nossos
meios, sempre buscando comparar,
conectar isso com o texto bíblico. é o
essencial, é estar enraizado, estarmos
firmes nessa raiz que vai nos alimentar,
essa raiz que lança os seus galhos para
que nós possamos transbordar em alegria,
para que nós possamos gerar frutos que
vão alimentar outras pessoas e que vão
permitir aí pela obra sobrenatural, né?
Se você for pensar numa obra natural da
árvore, a árvore não consegue puxar uma
pessoa ou um galho caído no chão e
enxertá-lo na no tronco, mas é a obra
sobrenatural de Deus que faz isso. Então
você pode ser o caminho pelo qual Deus
quer chegar a esses galhos que estão ao
nosso redor. E essa é uma realidade
muito importante, porque a gente precisa
entender que identidade, estar vinculado
à raiz, não significa atividade, não
significa realizar. A identidade vem
antes de realizar. O que que a gente
faz? A gente não serve a Deus para se
tornar alguém. Nós servimos alguém.
Servimos a Deus porque nos tornamos
alguém. Nós nos tornamos um em Cristo.
Então, a partir do momento em que eu
entendo essa realidade, eu consigo
adorar de verdade. Eu consigo me
libertar dessas amarras escravagistas,
escravizantes que nós temos. E por que
que eu falei escravagista? Porque o
movimento dessas amarras é gerar mais e
mais escravos, é gerar mais e mais
pessoas presas a esse tipo de filosofia.
E é muito interessante porque por que
que a gente pensa ou por que que a gente
entende que as pessoas querem fazer
essas coisas? O que que a gente consegue
compreender? O que que a gente consegue
eh eh
racionalizar desse movimento? É tudo uma
questão de obtenção de controle. Ou
seja, o que o apóstolo Paulo mostra
nesse início aqui no verso 6 e 7, que
vai se desdobrar nos versos seguintes
que nós lemos, aponta para isso, aponta
para essa necessidade que o ser humano
naturalmente tem de controlar todos os
aspectos da sua vida.
E inclusive fazendo mais uma iato aqui,
muito tem se discutido hoje, muitas
pessoas têm falado sobre a questão do
suicídio. E como o suicídio, na verdade
ele não é uma intenção não
necessariamente direta contra a própria
vida, ele na verdade é uma tentativa de
controle. A pessoa, ela chegou num ponto
psicológico tal de de gra de de tal
gravidade, de tamanha gravidade, que ela
quer ter um mínimo de controle sobre a
sua vida. ela fala assim: "Então eu vou
pelo menos encerrar o meu sofrimento". E
aí a pessoa age contra si mesma para
tentar controlar. A gente não vai entrar
aqui na questão do suicídio, em todos os
desdobramentos que o próprio texto
bíblico vai nos mostrar, mas é só pra
gente entender que essa tentativa de
controle, ela é constante na nossa vida.
E a gente tem uma ilusão, porque a gente
pensa que se executarmos X, Y e Z
atividades, nós vamos controlar o
aspecto espiritual da nossa vida e nós
vamos realmente conseguir controlar a
adoração que nós entregamos ao nosso
Deus. Só que Paulo vai quebrar essa
ideia. Olha o que que ele vai dizer no
verso 18 do texto que nós lemos. Não
permitam que ninguém que tenha prazer
numa falsa humildade e na adoração de
anjos era uma forma cútica que era
conhecida da época. Outros autores eh
fora da Bíblia falaram sobre essa
prática da região de Colossos, essa
adoração aos anjos. Eh, os impeça de
alcançar o prêmio. Que prêmio é o prêmio
de ser encontrado, conectado à raiz.
Esse é o prêmio que ele está mencionando
aqui. Tal pessoa conta detalhadamente
suas visões e sua mente carnal a torna
[roncando] orgulhosa. É alguém que tem
prazer numa falsa humildade e no mesmo
verso fica orgulhoso disso. Como que
olha que oxímoro, como que alguém pode
ficar orgulhoso de ser humilde? A gente
faz isso como piada. Às vezes eu tenho
orgulho da minha humildade. Isso é
piada. Você quando é humilde, você não
se orgulha da sua humildade. Você é
humilde porque você percebe que você não
é completo em si mesmo. Você com a sua
humildade você percebe, nossa, eu estou
aqui tentando ser alguma coisa e o
Senhor Jesus, que é o Senhor da
história, morreu no meu lugar. Então eu
preciso me colocar no meu papel de
subserviente, de servo, não apenas de
Cristo, mas também dos meus irmãos. e
não com essa falsa humildade aqui
mostrar que a minha espiritualidade é
superior a das outras pessoas. E isso se
faz constantemente na igreja. E
inclusive o reflexo disso é justamente
essa esse engessamento que nós temos em
muitos ambientes religiosos, dizendo que
assim é a forma correta de fazer as
coisas. Isso é muito perigoso, porque
essas pessoas elas realmente vão parecer
mais espirituais. Mas basta você sair um
pouquinho do do
encaminhamento que a pessoa quer. Ou
seja, nós temos que fazer as coisas
desse jeito. Ah, mas eu acho que dessa
forma aqui vai ser melhor para você ser
tratado como uma persona não grata. a
pessoa começa a te escantear, começa a
te remover dos círculos onde você faz
parte e muitas vezes vai dizer até que
você não tem fé o suficiente ou que você
não quer adorar a Deus e quer adorar
apenas a si mesmo. Por isso, precisamos
novamente estar conectados à raiz. Tem
várias coisas que que a gente tem na
nossa realidade que apontam para isso. O
apóstolo Paulo vai mencionar três
elementos aqui que são a realidade da
época, as realidades, por exemplo, do
ambiente judaico, as realidades dos
cultos pagãos que havia na região. Ele
vai falar no versos 21 e 23: "Não
manusei, não prove, não toque." que
lembra que ele vai tratar disso em
outros ambientes, inclusive a igreja se
reúne em Jerusalém, Atos capítulo 15,
para remover esse peso dessas
comunidades que não são de ambiente
judaico. Fala assim, ó, eles têm que
seguir toda a lei, eles têm que se
circuncidar. Paulo vai falar da
circuncisão aqui, dizendo que a
circuncisão que eles receberam foi o
morrer com Cristo no batismo e ressurgir
com ele na fé do poder de Deus que
ressuscitou Jesus dentre os mortos. Essa
é a circuncisão que eles passaram.
Então, havia ali naquele naquela região
pessoas oriundas do judaísmo que
falavam: "Beleza, Jesus, vocês acham que
Jesus é o Messias? Jesus é o salvador da
humanidade, ok, mas vocês precisam se
circuncidar". Paulo está combatendo isso
aqui. Todas essas coisas estão
destinadas a perecer pelo uso, pois se
baseiam em mandamentos e ensinos
humanos.
Essas regras têm, de fato, aparência de
sabedoria. Olha como é importante que
essa ideia desse conhecimento superior
que vai se desenvolver ali na região de
Colossos, no segundo século, já tem o
seu embrião aqui nessa igreja. As
pessoas faziam tudo o que faziam com
essa aparência de sabedoria, querendo
mostrar que eram mais sábios,
com a sua pretensa religiosidade, falsa
humildade e severidade com o corpo, ou
seja, na limitação, na na na no controle
que você tinha que dar ao seu corpo, mas
não tem valor algum para refrear os
impulsos da carne, que é o nosso real
problema.
A nossa adoração, ela vai ser mais
genuína e mais sincera quando nós
buscamos de todas as formas refrear os
impulsos da nossa carne.
[limpando a garganta]
Aquilo que nós mencionamos logo no
início aqui a respeito dos verbos é
justamente isso. Nós fomos enraizados,
agora nós estamos sendo edificados e
firmados. Isso é o a luta que nós temos
da carne contra o espírito. Se o
espírito é quem nos edifica, se o
espírito é quem nos firma, eu tenho que
lutar contra as inclinações da carne que
quer impedir o espírito de fazer isso.
Essas práticas não vão realizar isso.
Apenas o conhecimento pleno da vontade
de Deus na sua escritura e da vontade do
Senhor Jesus vivida e demonstrada aqui
para que nós executássemos hoje é que
vai me firmar cada vez mais na carne e
vai refrear. esses vai me firmar na
árvore, perdão, e vai refrear esses
impulsos da carne. Então, ele menciona
isso já para mostrar que não existe essa
ideia de progressão espiritual. Se eu
ficar, se eu não manusear, se eu não
tocar, se eu não participar, a minha
espiritualidade vai ser melhor. Você
pode até não manusear, não tocar e não
fazer, mas fazer isso na consciência de
que aquilo fere o que o Senhor Jesus nos
ensinou. Se você faz isso porque alguém
mandou, você está um pouco fora do eixo
e você precisa voltar a receber a seiva
da raiz. E aí nós vemos exatamente
aquilo que o apóstolo Paulo escreveu
nesse texto, que é justamente a
suficiência de Cristo. Cristo é
suficiente para todas as coisas. versos
9 e 10, ele diz: "Pois em Cristo habita
corporalmente toda a plenitude da
divindade. Você não precisa anexar
outros elementos para se aproximar da
divindade, porque em Cristo habita a
plenitude da divindade. Tudo está em
Cristo e por estarem nele, que é o
cabeça de todo poder e autoridade, vocês
também receberam a plenitude. Nós
recebemos tudo que necessitamos para uma
vida de adoração genuína e plena. Então,
adoração verdadeira é você reconhecer
isso e você buscar isso lutando contra
as inclinações da sua carne. Você se
aprofundar na raiz, se aprofundar no
texto bíblico, se aprofundar em comunhão
com oração, cantando salmos e hinos
espirituais, vivendo em paz e em alegria
com seus irmãos, buscando se alimentar
da raiz que vai te edificar e vai te
firmar. E é interessante que ele vai
mostrar isso para dizer: "Olha só, o que
vocês precisavam receber já foi feito."
Capítulo versos 13 e o verso 15, ele
diz: "Quando vocês estavam mortos em
pecados e na incircuncisão da sua carne,
Deus os vivificou com Cristo. Ele nos
perdoou todas as transgressões e tendo
despojado os poderes e autoridades, fez
deles um espetáculo público.
aqui uma imagem muito forte dentro do
Império Romano. Quando o exército romano
conquistava uma nova região, conquistava
prisioneiros, trazia escravos, eles
faziam uma procissão, um espetáculo
passando no meio das ruas principais das
cidades, com aquele povo a a amarrado,
eh, acorrentado, caminhando e o exército
marchando atrás deles, mostrando
publicamente a derrota do adversário.
Foi isso que Cristo fez. com esses
poderes e autoridades que têm impacto
sobre a vida, que tem poder e autoridade
para prender nessas práticas vans. E ele
diz aqui que Cristo despojou eles e fez
deles esse espetáculo para que eu e você
pudéssemos estar conectados a ele, sendo
alimentados
por ele. E aí então
essa esse perdão ele já foi dado, essa
conexão com a raiz já foi apresentada.
Então nós temos agora uma pergunta a
fazer. Como que nós vamos abençoar as
pessoas?
Como que nós vamos alimentar aqueles que
estão famintos, que estão precisando de
luz, sermos sal e luz, impactarmos a
nossa geração, impactarmos as pessoas
através de uma vida de adoração genuína
e plena.
Porque adorar é compreender de onde vem
o nosso alimento.
Não das práticas que nós temos, não das
formas como nós que nós criamos para
tentar demonstrar uma pretensa
espiritualidade, mas entendemos que nós
já recebemos o espírito de Deus que é
suficiente. A plenitude da divindade que
habitava em Cristo agora habita em nós.
Então nós precisamos nos conectar à
raiz,
sermos edificados, sermos firmados e
transbordar em gratidão para abençoar as
outras pessoas, abençoar as pessoas que
estão ao nosso redor. Que essa seja a
sua vida, que esse seja o alvo da sua
vida.
abençoar todos aqueles que estão ao seu
redor e não com a ideia de receber
alguma coisa, mas pela gratidão
gigantesca que nós temos de termos sido
colocados na raiz. Que Deus o abençoe e
que você impacte as pessoas ao seu redor
com uma vida de adoração plena ao nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo. Так.
[música]

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