Enraizados, Não Escravizados! – Colossenses 2.6-23 | Jônatas Hübner | IBNU
30/07/2026
Enraizados, Não Escravizados! – Colossenses 2.6-23 | Jônatas Hübner | IBNU
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Fonte: Com IBNU
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Você acha que você é plenamente [música] livre ou você não percebe que talvez esteja acorrentado? Hoje nós vamos falar [música] sobre um trecho da carta de Paulo aos Colossenses, ali no capítulo 2, onde Paulo faz [música] um alerta muito importante. E o tema que nós vamos falar é enraizados, não escravizados. [música] Convido você a se libertar das amarras, caso elas estejam prendendo seus [música] braços e comigo compartilhar esse conteúdo para abençoar o maior número de pessoas possível. Se você ainda não se inscreveu aqui no nosso [música] canal, se inscreva agora, ative o sininho para receber notificações e mais uma vez compartilhe o conteúdo para abençoar as pessoas ao seu redor. [música] Seja muito bem-vindo a mais um momento de reflexão aqui no canal da IBNU. Nós estamos focados dentro desse canal em levar conteúdo bíblico de qualidade, conteúdo bíblico que possa impactar e influenciar a sua vida, as suas decisões, aquilo que você pretende fazer com o tempo que Deus te deu enquanto você está aqui. E é uma alegria muito grande poder contar com os nossos queridos amigos que têm participado conosco desse canal, divulgando o conteúdo, espalhando esse conteúdo. Muita gente tem se chegado aqui a IBNU através dessa plataforma que tem abençoado muita gente ao redor do mundo. E é sempre uma alegria falar de textos bíblicos que são bem conhecidos, textos que talvez a gente já ouviu falar muito deles, mas tentar lançar luz em um ou outro elemento que são importantes para a nossa caminhada. E nós vamos falar hoje, focando a nossa mensagem, focando o nosso pensamento na questão da adoração. Como desenvolver uma adoração genuína, sincera, honesta diante de Deus. E eu acho muito interessante, muito interessante a gente observar que no texto bíblico, o texto ele não esconde as dificuldades e as lutas do povo, né? A gente pode passar aqui por vários livros da Bíblia. Você vai ver grandes heróis tendo as suas falhas registradas. Se a gente pensa numa epopeia, num documento heróico produzido ao longo da história, muitas vezes todas as falhas elas são suprimidas, elas são eliminadas. Documentos muito antigos, por exemplo, dos reis sumérios, dos faraós do Egito, mostram as conquistas. Se você quiser pesquisar um pouquinho mais, você pode até procurar um documento que, na verdade, é uma pedra que foi encravada e foi escrita com o cinzel lá, a famosa estela merneptá ou meremptá, depende do nome que você vai assumir aí para o faraó, Meremptá, Merneptá, que é um dos faraós da da do período em que Israel estava ali chegando na terra de Canaã. E essa pedra tem várias linhas contando os feitos vitoriosos de Merneptará. E é muito interessante que naquela pedra é o primeiro nome, a primeira vez que o nome de Israel aparece em um documento histórico, em uma peça histórica. E lá ele diz que ele eliminou a semente de Israel. Mas muito interessante, o seu reino chegou ao fim e Israel continua até os nossos dias. Então a Bíblia tem essa característica. Ela não é um livro que vai ser manipulado para contar histórias de vitórias, de de grandes conquistas. Ela vai mostrar isso dentro do próprio desenvolvimento da história de Israel, mas também vai mostrar as falhas, vai mostrar os medos e os problemas. E um desses documentos históricos que estão registrados aqui faz parte de um conjunto de documentos, na verdade, que que são chamados de cartas paulinas. Essa carta ela vai demonstrar, essas cartas no caso, elas vão demonstrar a situação daquelas comunidades que o apóstolo Paulo ou fundou ou ouviu falar de algum problema, de alguma dificuldade que aquela comunidade estava passando. E é muito interessante a gente ver, por exemplo, nós vamos ler hoje na carta aos Colossenses, capítulo 2, o texto que o apóstolo Paulo escreve para eles para orientá-los a respeito de como deve viver essa vida. nova que eles receberam. É muito interessante perceber, por exemplo, que nessa carta não há um uma um indicativo de que o apóstolo Paulo tenha conhecido essa igreja. O apóstolo Paulo, ele ouviu falar, ele ouviu falar da igreja, ouviu falar do que a igreja estava fazendo e ouviu falar também das dificuldades que a igreja estava enfrentando. Por isso, hoje o tema que eu quero trabalhar com vocês é enraizados, não escravizados. baseado nessa carta aqui do apóstolo Paulo aos Colossenses, no capítulo 2. E eu convido você a acompanhar comigo a leitura desse texto. Vamos pegar mais ou menos ali do verso 6 do capítulo 2 até o final do capítulo para poder nos situar aqui no que está acontecendo e depois a gente vai conversar um pouco aqui a respeito de como estava a situação da igreja, o que que o apóstolo Paulo fez para ajudar a abençoar essa igreja e como o que ele registrou aqui é importante para a nossa caminhada, caminhada de adoração. Vamos ler o texto baseado aqui na carta aos Colossenses. Olha só o que que vai nos dizer. Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão. Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares desse mundo, e não em Cristo. Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E por estarem nele, que é o cabeça de todo o poder e autoridade, vocês receberam a plenitude. Nele também vocês foram circuncidados, não com a com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas com a circuncisão feita por Cristo, que é o despojar do corpo da carne. Isto aconteceu quando vocês foram sepultados com ele no batismo e com ele foram ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou em com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões e cancelou a escrita de dívida que consistia em ordenanças e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz. E tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz. Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou com relação a alguma festividade religiosa, ou a celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Essas coisas são sombra do são sombras do que haveria de vir. A realidade, porém, encontra-se em Cristo. Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões e sua mente carnal a torna orgulhosa. Trata-se de alguém que não está unido à cabeça, a partir de da qual todo o corpo sustentado e unido por seus ligamentos e juntas efetua o crescimento dado por Deus. Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras. Não manuseie, não prove, não toque. Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm de fato aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não tem valor algum para refrear os impulsos da carne. Esse texto é muito, muito interessante, porque o apóstolo Paulo, ele está aqui no meio da sua carta escrita para essa igreja em Colossos, era o nome da cidade. Por isso que o nome da carta é carta aos Colossenses. E o que que essa carta tem de muito interessante que a gente precisa já esclarecer logo no início aqui? A carta aos Colossenses faz parte de um conjunto que normalmente são quatro cartas, são denominadas as cartas da prisão. Na carta aos Efésios, o apóstolo Paulo menciona que ele está aprisionado. E depois você tem a carta aos Filipenses, onde Paulo vai no capítulo 4 renovar a sua alegria com os filipenses, dizendo que eles participaram daquele momento ajudando o apóstolo Paulo com recursos. muito provavelmente, de acordo com os os teólogos e os os pesquisadores, eh Paulo estava encarcerado, preso e ele tinha sido liberado para fazer o que era chamada de prisão domiciliar no Império Romano. Você, como cidadão romano, você tinha esse direito. E quando você ia para sua prisão domiciliar, você tinha que pagar as custas do soldado que cuidaria de que de de você como prisioneiro. E era um custo elevado, você precisava pagar o soldado para cuidar disso, para que você ficasse em uma casa e não preso nos cárceres antigos que nós conhecemos lá da cidade de Roma, por exemplo, lá o famoso cárcere marmetino que fica ali próximo do fórum romano. E aí, qual é a grande questão? Paulo tinha esse custo elevado e ele menciona na carta aos Filipenses que eles ajudaram o apóstolo Paulo com aquele custo, com aquela necessidade específica dele. E Colossenses é uma dessas cartas escritas porque Paulo ouve falar da igreja por um membro da igreja de Éfeso, famoso Epafras. Epafras, inclusive, pelo que o apóstolo Paulo menciona no início da carta, é aquele que havia começado o trabalho na cidade de Colossos. É ele quem funda a cidade de Colossos. Muito provavelmente ele era um habitante de Colossos. que vai para Éfeso por alguma questão de trabalho, se converte em Éfeso e volta para Colossos para começar um trabalho ali naquela cidade. Mas aí tem uma carta muito interessante junto com a carta aos Colossenses, que muitas vezes ela não é tão conhecida ou tão lida, que é a carta a Filemon. Filemon é uma pessoa, não é uma cidade, não é uma localidade. Filemon é um membro da igreja em Colossos. E Paulo escreve uma carta especificamente para Filemon para tratar de um assunto muito comum daquela época. Inclusive, muita gente denuncia ou acusa o apóstolo Paulo de ser escravagista, porque ele não fala para Filemão libertar o seu servo que Paulo está mandando de volta, que tem o nome de Onésimo. Ele diz para Filemon Onésimo, não mais como um servo, como um escravo, né? O texto grego ali tá escrito é dolos mesmo, que é a palavra para escravo, mas ele diz: "Receba-o agora como um irmão". Ele não fala assim: "Olha, você tem obrigação de libertar ele porque agora você é uma nova criação em Cristo". Poderia até ser o resultado. E Paulo fala isso. Se eu quisesse, eu poderia exigir isso de você, mas eu não vou fazê-lo. Eu vou apelar ao seu coração como um irmão. Então, é muito interessante você conhecer um pouco o contexto dessas cartas. Agora, quando a gente vai falar de Colossos, especificamente, a gente precisa estar atento a muitas questões eh já encontradas pela arqueologia e pelos próprios escritos antigos dos poetas gregos e dos poetas romanos falando daquela região. E a gente precisa entender que contexto é esse que o apóstolo Paulo está recebendo as informações, analisando a posição da igreja naquele movimento e indicando qual caminho eles devem ter para poder ser ter um um uma vida bem-sucedida nessa caminhada. E é muito interessante porque Colossos, ela faz parte de um pequeno triângulo. São quatro cidades, na verdade é Éfeso, a famosa cidade de Laodisseia, cuja carta aos laodicenses vai ser enviada pelo próprio Senhor Jesus lá no Apocalipse. É uma das igrejas que recebe uma carta no Apocalipse. você tem um pouco ao a acima de la Odisseia, mais ou menos a 8 km em linha reta, a cidade de Hierápolis, que também vai ser mencionada no texto bíblico, vai ser mencionada apenas uma vez no texto bíblico, mas a carta aos laodicenses, que é mencionada em Colossos, nós não encontramos. Afinal, capítulo 4 da carta eh de Colossenses, ele vai mencionar: "Leiam também a carta destinada aos laodicenses". Então, havia aí uma carta que muitos estudiosos vão entender ser a mesma carta aos Efésios. Eh, a a o entendimento é porque aí vocês precisam entender um pouquinho sobre a arqueologia do texto bíblico, que já foi encontrado de manuscritos e documentos, já foi encontrada cópia da carta aos Efésios com outro nome. O início da carta aos Efésios, Paulo escreve aos Efésios. Então, encontraram com outro nome. Então, a eles entendem que a carta aos Efésios, aos laodicenses, era, na verdade, uma cópia, porque a carta aos Efésios, ela tinha essa intenção de ser uma carta que circulasse pelas igrejas. E agora a carta aos Colossenses, não, ela é uma carta para um problema específico, para uma igreja específica. E que problema essa igreja estava enfrentando nessa época? Eh, Colossos, ele tava ali no leito do rio chamado rio Lico, que também passa por próximo de La Odisseia, passa próximo a Hierápolis e se juntava com um grande rio que desaguava depois lá na Bahia de Éfeso, a grande porto de Éfeso, eh, que fazia parte dessa sessão hidrográfica ali da parte sudoeste do território hoje da atual Turquia, na época da Península da Anatolia. E era uma região onde muita mercadoria passava, então havia muito recurso. Inclusive a cidade de La Odisseia, que está mais ou menos a 10 km da cidade de Colossos, era conhecida, considerada a porta de entrada da Ásia Menor. O que nos faz pensar um pouco na história relatada em Atos? Se o apóstolo Paulo não passou perto daí, porque na sua segunda viagem missionária, o apóstolo Paulo volta a visitar as cidades que ele havia visitado na primeira viagem com Barnabé. Você tem Antioquia da Pissídia, que é próxima região, grande região. Ali você tem a região da Ásia Menor e a Psídia seria a próxima região. E Antioquia da Psídia, o apóstolo Paulo, em vez de virar ali no mapa pra esquerda, ele vira para a direita, visitando Listra, Icôio e Derbi, três cidades onde ele funda pequenas comunidades de seguidores de Jesus. E aí na segunda viagem o apóstolo Paulo volta a passar por essas cidades e diz que quando ele estava em Antioquia da Psídia, ele tinha intenção de entrar na Ásia Menor. Ele tinha intenção de entrar na província da Ásia. Isso que o texto bíblico vai falar. Isso tá lá por volta do capítulo 16 do livro de Atos. Quando Paulo vai tentar entrar na província da Ásia, o Espírito Santo não deixa. E a entrada da província da Ásia era justamente lá Odisseia, que está muito próximo de Colossos. Então, é muito provável que ele tenha passado próximo dessa região sem ter visitado essa região na sua segunda viagem missionária. E depois vai dizer que ele tenta ir para o norte, para a Bitínia. O espírito também o impede e ele vai circular a província da Ásia e vai chegar na cidade que hoje é conhecida como Alexandria Troas, a famosa trodío em Atos capítulo 16. Então, essa esse é o contexto geográfico da cidade e que acontecia nessa cidade, o que que estava havendo nessa cidade. Essa região, ela é uma região muito importante para o desenvolvimento da fé, principalmente da do pensamento e da igreja cristã, que ia ali se desenvolver muito naquela região e seria muito perseguida também. O próprio apóstolo João lá na cidade de Éfeso, ele vai receber uma expulsão da região sendo mandado para a ilha de Pátimos, sendo colocado como um excluído, um prisioneiro em Pátimos, por conta da relevância e da importância que a igreja havia atingido ali naquela região, na principalmente na cidade de Éfeso. E João, como líder desse movimento, vai ser expulso da região. Essa é uma história para uma outra conversa nossa aqui. Mas nesse momento vamos voltar para Colossos. E o que que havia ali? A, ali tinha muitos pensamentos e cultos de mistério envolvidos. Um desses pensamentos vai se desenvolver no segundo século, já depois do ano 100, e vai gerar uma linha filosófica conhecida muito como o gnosticismo. O gnosticismo, ele tem muita força na metade do segundo século, já como uma teoria filosófica estruturada. E ela também estava conectada a uma religiosidade, por de acordo com o gnosticismo, você precisava atingir uma uma filosofia, uma um conjunto de pensamentos superiores. E quando você acessava esse conjunto de pensamentos e filosofias, você conseguia se libertar das paixões humanas e você se aproximava da divindade. Inclusive, esse problema agnóstico vai ser tão importante na história da igreja que alguns pais da igreja vão precisar combater com essa carta aos Colossenses. Vão explicar que Jesus não é essa pessoa que atingiu um pensamento superior. Jesus, ele não é um um ser humano que pela forma de pensamento filosófico e desprendimento das questões mundanas, ele consegue se desprender das paixões do corpo. Não. Jesus, ele é o filho de Deus encarnado. E é isso que a carta aos Colossenses vai tratar. Não vai tratar das filosofias, dos cultos de mistério. Ele vai falar que até as questões judaizantes, elas são secundárias porque elas eram sombras daquilo que havia de vir. Mas agora com a chegada de Jesus, tudo isso passou, porque Jesus ele é plenamente suficiente. Então é sobre a suficiência de Cristo Jesus como Senhor e Salvador da humanidade. Essa é a temática da carta. É isso que a carta está tratando, porque ela está imersa nesse conjunto, nesse caldeirão de ideias, de práticas cúlticas e tudo mais. E aí nós chegamos na leitura do capítulo que nós fizemos aqui. E é muito interessante a gente perceber que Paulo ele utiliza uma linguagem muito interessante, muito importante, que é justamente da raiz de uma árvore. Olha que interessante, ele vai falar que nós estamos enraizados nele. O que que ele quer dizer com isso? Essa imagem é forte. Porque quando a gente vai pensar em raiz, e a gente tá falando obviamente de uma planta, a planta ela precisa ter uma raiz muito firmada, muito sólida para que ela não venha a sucumbir nas intemperes e nas tempestades. A gente pode pensar, por exemplo, na na na dinâmica da raiz com os galhos, inclusive aqui na cidade de São Paulo, onde a IBNU está situada, onde nós moramos, onde nós gravamos esses conteúdos para vocês. É, aqui na cidade de São Paulo, a gente de tempos em tempos, normalmente tem uma época do ano que isso acontece, vem aí uma chuva forte, vem uma sequência de chuvas fortes e de repente nessa sequência um dia de mais intensidade, uma tempestade mais pesada. E você já deve ter ouvido aí de onde você está, que a cidade de São Paulo ficou sem energia. Parte da cidade ficou sem energia porque árvores caíram em fiações elétricas. Árvores derrubaram postes, árvores cortaram fios. Por quê? Porque são árvores muito antigas, cuja raiz se enfraqueceu. A raiz não foi bem cuidada, os galhos não foram podados de forma constante, de forma precisa, como devem ser podados. E havia aqui uma questão eh de leis que impedia que isso acontecesse de uma forma mais sistêmica. Hoje, inclusive, essa lei foi modificada para poder avançar aí no cuidado das árvores da cidade. E aí, por conta disso, haviam o o o, vamos dizer assim, a queda. Então, Paulo está colocando essa ideia aqui de que se você quer ter galhos que se estendam, que vão impactar a sociedade, você primeiro tem que ter uma raiz muito forte. E é muito interessante a gente perceber que quando a gente vai ler esse texto, existe uma questão extremamente importante textual aqui. E aqui eu não quero me aprofundar muito nesse tema, porque a gente, isso aqui, isso aqui é um seminário. Isso que a gente precisava ficar debruçado, estudando, pensando, imaginando como que Paulo coloca essa sequência de verbos aqui e da forma como ele colocou, qual a intenção dele colocar. São quatro verbos que aparecem na sequência, logo no verso 6 e no verso 7, que explicam exatamente o que ele tá querendo dizer com tudo isso que vem na sequência. Olha que interessante, ele vai falar que vocês estão enraizados. Eh, perdão, ele fala que vocês receberam, vocês primeiro receberam e nós estamos enraizados, edificados, firmados e nós temos que estar transbordando. Quatro verbos importantíssimos nesse trecho que nós estamos vendo aqui, que vão posicionar a nossa mentalidade com relação à nossa vida cristã e a uma vida de adoração genuína. Olha que interessante, os tempos verbais aqui dizem tudo. Quando ele vai falar que nós somos enraizados, o tempo verbal lá é um chamado perfeito passivo. Eh, e esse perfeito passivo ele indica uma ação completa. Quando a gente fala de perfeito, né, a gente já deve lembrar da gramática do português, você tem o pretérito perfeito, o passado perfeito. Então, quando eu digo, por exemplo, uma coisa bem tranquila, eu comi uma maçã. Quando eu falo que eu comi uma maçã, eu não estou comendo a maçã. Eu não tenho um pedaço da maçã na minha mão. Eu comi, eu terminei o trabalho, finalizei o ato de comer a maçã. Então, quando ele tá falando que é um perfeito passivo, é óbvio, né? E é e o passivo e o ativo são dois são duas formas aqui. São dois modos verbais, ou seja, um que indica que você está executando ação e o outro indica que a ação foi executada em você. Então, por exemplo, eu perdoei e eu fui perdoado. Então, uma é ação ativa, outra é uma ação passiva. E ele tá falando de um perfeito passivo. Então, quando ele vai falar que nós fomos enraizados, isso significa que essa ação já ocorreu. Ou seja, e não fomos nós que nos enraizamos, não fomos nós que agimos para nos colocar na raiz. Nós fomos colocados na raiz, não é? É uma imagem que o apóstolo Paulo vai utilizar em Romanos também ali capítulos 9, 10 e principalmente no capítulo 11, falando dessa dinâmica da oliveira brava com oliveira original. E ele vai dizer que nós fomos enxertados na raiz. Nós que somos ali gentios, e eu me incluo como gentil porque eu não tenho a origem judaica, eu como gentil fui enxertado nessa raiz aqui. Ele tá mostrando isso. Vocês foram enraizados. Isso quer dizer tudo. Não é uma ação que nós podemos conquistar com as nossas obras, com aquilo que nós fazemos, com a nossa dinâmica diária. Esses múltiplos cultos que ele vai falar aqui na sequência não valem de nada. Não podem, no final do capítulo, desse capítulo, ele vai dizer: "Eles não podem refrear os impulsos da carne." A única coisa que pode refrear esses impulsos é a seiva da raiz que foi colocada agora diante de mim, que é o Espírito Santo. Então, Paulo vai falar isso com todas as letras. Vocês não fizeram nada para estar na raiz. Foi Deus quem plantou vocês na raiz. Foi Deus quem colocou vocês na raiz. Então, entendendo essa dinâmica, agora vocês precisam fazer três elementos, três coisas que ele vai elencar aqui, que são extremamente importantes. Ele vai falar que nós precisamos estar sendo edificados porque agora não é mais um perfeito, ou seja, um passado, ele é um presente, presente passivo. E aí essa dinâmica é muito importante. Ou seja, quando eu vou falar que eu estava enraizado, que eu fui enraizado, eu agora eu estou sendo edificado. Eu não acabei de ser edificado, eu não exterminei. A obra, ela é contínua. A obra ela carece de um de uma conexão real com essa raiz para que essa raiz continue me edificando. Você pode ver árvores que são milenares. Existe uma árvore lá nos Estados Unidos, eu não me lembro se é no parque de de Yosemt ou é em outro lugar, que é uma secoia que ela tem mais de 1000 anos. É uma árvore gigantesca. Como que uma árvore perdura 1000 anos? Porque ela está muito bem enraizada e ela possui galhos que que trazem para ela os nutrientes e as as os elementos para o seu desenvolvimento. Quando nós fomos entender o que o apóstolo Paulo está falando aqui, então olha só, meus queridos Colossenses, e eu falo agora para você, querida igreja de Cristo, que está me acompanhando aqui, vocês já foram enraizados, agora vocês precisam permitir ser edificados. Não é você quem se edifica, é o espírito que te edifica. E isso vai acontecer quando você percebe que a sua ação ela pode atrapalhar o espírito. A a necessidade, o o desejo que você sente de tentar desenvolver as coisas para ganhar eh créditos espirituais não tem valor algum, porque o valor vem do próprio Deus. O que você precisa fazer é não atrapalhar essa edificação, é não deixar que as suas ações, as suas atitudes impeçam essa edificação. E aí ele vem para o segundo elemento, que seria esse estar firmados na fé. Quem sustenta o galho é o tronco. Quem sustenta o tronco é a raiz. Então, se você é um galho que está se estendendo, um galho dessa igreja, dessa comunidade, que vai abençoar uma parte da sociedade, você precisa estar vinculado ao tronco, você precisa estar firmado nesse tronco. E mais uma vez é um perfeito passivo, ou seja, você precisa deixar que o tronco te firme. Não é o galho que se conecta ao tronco, mas é o tronco que estica o galho. Olha que imagem riquíssima que o apóstolo Paulo utiliza aqui. E aí ele vem para o terceiro elemento, que é transbordar em alegria, né? Isso que o texto vai dizer aqui. Transbordar de gratidão. Perdão. Transbordar é você permitir que, olha a imagem da árvore mais uma vez. A raiz está firmada, o tronco está bem solidificado, o galho está sendo firmado e agora você vai produzir frutos e sombra para as pessoas que estão ao seu redor. Você vai exercer a sua função dentro dessa imagem de árvore aqui. Então você vai transbordar. E esse aqui agora se tornou um presente ativo. Ele agora você precisa querer transbordar, você precisa agir para abençoar as pessoas que estão ao seu redor. E é muito interessante a gente perceber que essa dinâmica, ela está completamente diretamente conectada com o versículo sequente. O versículo que vem ali no no na sequência dessa imagem de estar enraizado, de você estar sendo edificado, de você estar sendo firmado e você com isso podendo transbordar para abençoar as pessoas que estão ao seu redor. Aí ele traz a imagem importante que é a virada de chave desse capítulo no verso 8 dizendo: "Tenham cuidado para que ninguém os escravize". A dinâmica da nossa vida precisa ter essa atenção, porque quando nós estamos na nossa caminhada de fé e nós estamos no nosso ambiente de irmãos em Cristo Jesus e nós estamos querendo abençoar as pessoas depois que nós entendemos tudo isso, vai haver confrontação, vai haver choque, porque à medida que você começa a perceber que certas práticas, certas coisas que são feitas dentro do ambiente religioso, elas não têm valor eterno. E você fala: "Mas pessoal, isso aqui é uma dinâmica local. Isso aqui é algo que vocês desenvolveram na caminhada de vocês. Isso aqui é algo histórico que naquele momento, naquela época, fazia todo sentido. Essa semana eu estava conversando com um grande amigo e ele foi me relatando a respeito de uma de um movimento religioso histórico que começou a ter certas práticas comportamentais dentro da sua eh doutrina que não tem base bíblica, que não tem eh elementos sólidos na Bíblia para defender. Então, por exemplo, vou citar um exemplo do que aconteceu dizendo que as igrejas devem se refrear em manifestações públicas de de fé e de alegria, por exemplo. Então, você não deve bater palma na igreja. Isso é tão fora de nexo e sem sem sem ecos bíblicos. Que assim, eu fiquei abismado quando eu ouvi isso. Falei: "Como assim a Bíblia proíbe bater palmas?" sendo que salmos são claríssimos ao dizer: "Louve ao Senhor com tambores, com instrumentos de flauta, com instrumento de corda, com palmas, até com danças." Está no texto bíblico. Eu não estou inventando nada aqui. Você pode procurar uns salmos e você vai ter vários salmos que falam sobre isso. Então, assim, por que que a prática chega nesse ponto? Porque há uma preocupação em que essas manifestações distoem, desvirtuem o propósito da igreja. A gente até consegue compreender o espírito do que está sendo falado, o desejo, o ensejo de que as pessoas estejam aptas, prontas a servir ao Senhor completamente de de plenitude, de coração, de espírito. E a talvez para aquele grupo específico faz todo sentido. Mas não venha me dizer que isso está baseado na Bíblia. Isso é uma prática local comum e uma interpretação da de um período histórico que ecoa nos nossos dias. Talvez a pessoa olhe para o que nós temos visto no nosso ambiente religioso brasileiro especificamente e ela fale assim: "É melhor nós evitarmos esse tipo de coisa para não contaminar a igreja." E o que é muito válido, o coração da pessoa está no lugar certo, mas a gente precisa se ater àquilo que o texto bíblico nos diz. Então, essa escravização de filosofias vãs e enganosas, ela é muito, muito perigosa. E nós precisamos estar atentos. Aí você me pergunta, mas como que eu vou identificar se uma prática ela realmente me aproxima mais de um de uma adoração sincera, genuína, ou se ela me coloca mais presa com grilhões, com algemas a filosofias e a metodologias humanas para tentar atingir essa adoração. Você precisa estar enraizado, você precisa estar conectado à raiz. E essa conexão, ela é o o a única coisa que importa. é a única coisa que importa na vida cristã, na vida dos seguidores de Jesus. A gente às vezes fala vida cristã e já soa meio preconceituoso em alguns ambientes, porque o cristianismo ele tem essas práticas históricas nocivas ao caminho da fé, a ao desenrolar da fé, práticas que afastaram pessoas da fé, práticas que são tão escravizantes que a pessoa que já vem de um ambiente de escravidão de outros eh outros movimentos não quer se sujeitar novamente. Então, a gente precisa ter muito cuidado com isso. a gente precisa estar atento para ver se aquilo que nós estamos apostando a nossa vida no na no ensejo e aí assim eu preciso só fazer uma ressalva rápida aqui. Às vezes nem é com ensejo de desenvolver uma vida de adoração mais plena, genuína e sincera. Às vezes é simplesmente uma fórmula de controle. Não, eu quero que a coisa funcione assim, o que é mais perigoso ainda. Então, nós temos que tomar cuidado com os nossos líderes espirituais, com as práticas espirituais que estão sendo levantadas nos nossos meios, sempre buscando comparar, conectar isso com o texto bíblico. é o essencial, é estar enraizado, estarmos firmes nessa raiz que vai nos alimentar, essa raiz que lança os seus galhos para que nós possamos transbordar em alegria, para que nós possamos gerar frutos que vão alimentar outras pessoas e que vão permitir aí pela obra sobrenatural, né? Se você for pensar numa obra natural da árvore, a árvore não consegue puxar uma pessoa ou um galho caído no chão e enxertá-lo na no tronco, mas é a obra sobrenatural de Deus que faz isso. Então você pode ser o caminho pelo qual Deus quer chegar a esses galhos que estão ao nosso redor. E essa é uma realidade muito importante, porque a gente precisa entender que identidade, estar vinculado à raiz, não significa atividade, não significa realizar. A identidade vem antes de realizar. O que que a gente faz? A gente não serve a Deus para se tornar alguém. Nós servimos alguém. Servimos a Deus porque nos tornamos alguém. Nós nos tornamos um em Cristo. Então, a partir do momento em que eu entendo essa realidade, eu consigo adorar de verdade. Eu consigo me libertar dessas amarras escravagistas, escravizantes que nós temos. E por que que eu falei escravagista? Porque o movimento dessas amarras é gerar mais e mais escravos, é gerar mais e mais pessoas presas a esse tipo de filosofia. E é muito interessante porque por que que a gente pensa ou por que que a gente entende que as pessoas querem fazer essas coisas? O que que a gente consegue compreender? O que que a gente consegue eh eh racionalizar desse movimento? É tudo uma questão de obtenção de controle. Ou seja, o que o apóstolo Paulo mostra nesse início aqui no verso 6 e 7, que vai se desdobrar nos versos seguintes que nós lemos, aponta para isso, aponta para essa necessidade que o ser humano naturalmente tem de controlar todos os aspectos da sua vida. E inclusive fazendo mais uma iato aqui, muito tem se discutido hoje, muitas pessoas têm falado sobre a questão do suicídio. E como o suicídio, na verdade ele não é uma intenção não necessariamente direta contra a própria vida, ele na verdade é uma tentativa de controle. A pessoa, ela chegou num ponto psicológico tal de de gra de de tal gravidade, de tamanha gravidade, que ela quer ter um mínimo de controle sobre a sua vida. ela fala assim: "Então eu vou pelo menos encerrar o meu sofrimento". E aí a pessoa age contra si mesma para tentar controlar. A gente não vai entrar aqui na questão do suicídio, em todos os desdobramentos que o próprio texto bíblico vai nos mostrar, mas é só pra gente entender que essa tentativa de controle, ela é constante na nossa vida. E a gente tem uma ilusão, porque a gente pensa que se executarmos X, Y e Z atividades, nós vamos controlar o aspecto espiritual da nossa vida e nós vamos realmente conseguir controlar a adoração que nós entregamos ao nosso Deus. Só que Paulo vai quebrar essa ideia. Olha o que que ele vai dizer no verso 18 do texto que nós lemos. Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos era uma forma cútica que era conhecida da época. Outros autores eh fora da Bíblia falaram sobre essa prática da região de Colossos, essa adoração aos anjos. Eh, os impeça de alcançar o prêmio. Que prêmio é o prêmio de ser encontrado, conectado à raiz. Esse é o prêmio que ele está mencionando aqui. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões e sua mente carnal a torna [roncando] orgulhosa. É alguém que tem prazer numa falsa humildade e no mesmo verso fica orgulhoso disso. Como que olha que oxímoro, como que alguém pode ficar orgulhoso de ser humilde? A gente faz isso como piada. Às vezes eu tenho orgulho da minha humildade. Isso é piada. Você quando é humilde, você não se orgulha da sua humildade. Você é humilde porque você percebe que você não é completo em si mesmo. Você com a sua humildade você percebe, nossa, eu estou aqui tentando ser alguma coisa e o Senhor Jesus, que é o Senhor da história, morreu no meu lugar. Então eu preciso me colocar no meu papel de subserviente, de servo, não apenas de Cristo, mas também dos meus irmãos. e não com essa falsa humildade aqui mostrar que a minha espiritualidade é superior a das outras pessoas. E isso se faz constantemente na igreja. E inclusive o reflexo disso é justamente essa esse engessamento que nós temos em muitos ambientes religiosos, dizendo que assim é a forma correta de fazer as coisas. Isso é muito perigoso, porque essas pessoas elas realmente vão parecer mais espirituais. Mas basta você sair um pouquinho do do encaminhamento que a pessoa quer. Ou seja, nós temos que fazer as coisas desse jeito. Ah, mas eu acho que dessa forma aqui vai ser melhor para você ser tratado como uma persona não grata. a pessoa começa a te escantear, começa a te remover dos círculos onde você faz parte e muitas vezes vai dizer até que você não tem fé o suficiente ou que você não quer adorar a Deus e quer adorar apenas a si mesmo. Por isso, precisamos novamente estar conectados à raiz. Tem várias coisas que que a gente tem na nossa realidade que apontam para isso. O apóstolo Paulo vai mencionar três elementos aqui que são a realidade da época, as realidades, por exemplo, do ambiente judaico, as realidades dos cultos pagãos que havia na região. Ele vai falar no versos 21 e 23: "Não manusei, não prove, não toque." que lembra que ele vai tratar disso em outros ambientes, inclusive a igreja se reúne em Jerusalém, Atos capítulo 15, para remover esse peso dessas comunidades que não são de ambiente judaico. Fala assim, ó, eles têm que seguir toda a lei, eles têm que se circuncidar. Paulo vai falar da circuncisão aqui, dizendo que a circuncisão que eles receberam foi o morrer com Cristo no batismo e ressurgir com ele na fé do poder de Deus que ressuscitou Jesus dentre os mortos. Essa é a circuncisão que eles passaram. Então, havia ali naquele naquela região pessoas oriundas do judaísmo que falavam: "Beleza, Jesus, vocês acham que Jesus é o Messias? Jesus é o salvador da humanidade, ok, mas vocês precisam se circuncidar". Paulo está combatendo isso aqui. Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria. Olha como é importante que essa ideia desse conhecimento superior que vai se desenvolver ali na região de Colossos, no segundo século, já tem o seu embrião aqui nessa igreja. As pessoas faziam tudo o que faziam com essa aparência de sabedoria, querendo mostrar que eram mais sábios, com a sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, ou seja, na limitação, na na na no controle que você tinha que dar ao seu corpo, mas não tem valor algum para refrear os impulsos da carne, que é o nosso real problema. A nossa adoração, ela vai ser mais genuína e mais sincera quando nós buscamos de todas as formas refrear os impulsos da nossa carne. [limpando a garganta] Aquilo que nós mencionamos logo no início aqui a respeito dos verbos é justamente isso. Nós fomos enraizados, agora nós estamos sendo edificados e firmados. Isso é o a luta que nós temos da carne contra o espírito. Se o espírito é quem nos edifica, se o espírito é quem nos firma, eu tenho que lutar contra as inclinações da carne que quer impedir o espírito de fazer isso. Essas práticas não vão realizar isso. Apenas o conhecimento pleno da vontade de Deus na sua escritura e da vontade do Senhor Jesus vivida e demonstrada aqui para que nós executássemos hoje é que vai me firmar cada vez mais na carne e vai refrear. esses vai me firmar na árvore, perdão, e vai refrear esses impulsos da carne. Então, ele menciona isso já para mostrar que não existe essa ideia de progressão espiritual. Se eu ficar, se eu não manusear, se eu não tocar, se eu não participar, a minha espiritualidade vai ser melhor. Você pode até não manusear, não tocar e não fazer, mas fazer isso na consciência de que aquilo fere o que o Senhor Jesus nos ensinou. Se você faz isso porque alguém mandou, você está um pouco fora do eixo e você precisa voltar a receber a seiva da raiz. E aí nós vemos exatamente aquilo que o apóstolo Paulo escreveu nesse texto, que é justamente a suficiência de Cristo. Cristo é suficiente para todas as coisas. versos 9 e 10, ele diz: "Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Você não precisa anexar outros elementos para se aproximar da divindade, porque em Cristo habita a plenitude da divindade. Tudo está em Cristo e por estarem nele, que é o cabeça de todo poder e autoridade, vocês também receberam a plenitude. Nós recebemos tudo que necessitamos para uma vida de adoração genuína e plena. Então, adoração verdadeira é você reconhecer isso e você buscar isso lutando contra as inclinações da sua carne. Você se aprofundar na raiz, se aprofundar no texto bíblico, se aprofundar em comunhão com oração, cantando salmos e hinos espirituais, vivendo em paz e em alegria com seus irmãos, buscando se alimentar da raiz que vai te edificar e vai te firmar. E é interessante que ele vai mostrar isso para dizer: "Olha só, o que vocês precisavam receber já foi feito." Capítulo versos 13 e o verso 15, ele diz: "Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões e tendo despojado os poderes e autoridades, fez deles um espetáculo público. aqui uma imagem muito forte dentro do Império Romano. Quando o exército romano conquistava uma nova região, conquistava prisioneiros, trazia escravos, eles faziam uma procissão, um espetáculo passando no meio das ruas principais das cidades, com aquele povo a a amarrado, eh, acorrentado, caminhando e o exército marchando atrás deles, mostrando publicamente a derrota do adversário. Foi isso que Cristo fez. com esses poderes e autoridades que têm impacto sobre a vida, que tem poder e autoridade para prender nessas práticas vans. E ele diz aqui que Cristo despojou eles e fez deles esse espetáculo para que eu e você pudéssemos estar conectados a ele, sendo alimentados por ele. E aí então essa esse perdão ele já foi dado, essa conexão com a raiz já foi apresentada. Então nós temos agora uma pergunta a fazer. Como que nós vamos abençoar as pessoas? Como que nós vamos alimentar aqueles que estão famintos, que estão precisando de luz, sermos sal e luz, impactarmos a nossa geração, impactarmos as pessoas através de uma vida de adoração genuína e plena. Porque adorar é compreender de onde vem o nosso alimento. Não das práticas que nós temos, não das formas como nós que nós criamos para tentar demonstrar uma pretensa espiritualidade, mas entendemos que nós já recebemos o espírito de Deus que é suficiente. A plenitude da divindade que habitava em Cristo agora habita em nós. Então nós precisamos nos conectar à raiz, sermos edificados, sermos firmados e transbordar em gratidão para abençoar as outras pessoas, abençoar as pessoas que estão ao nosso redor. Que essa seja a sua vida, que esse seja o alvo da sua vida. abençoar todos aqueles que estão ao seu redor e não com a ideia de receber alguma coisa, mas pela gratidão gigantesca que nós temos de termos sido colocados na raiz. Que Deus o abençoe e que você impacte as pessoas ao seu redor com uma vida de adoração plena ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Так. [música]