O CRISTÃO APÁTICO – LUCAS SABATIER
24/07/2026
O CRISTÃO APÁTICO – LUCAS SABATIER
Nem sempre a apatia se manifesta por meio do abandono da fé. Muitas vezes, ela aparece em crentes inconformados, que continuam participando da vida cristã, mas perderam o entusiasmo, a esperança e a alegria em Deus. Lucas Sabatier reflete sobre os sinais da apatia espiritual e mostra como recuperar uma vida cristã marcada por comunhão, propósito e renovação.
Adquira o livro: https://bit.ly/4si9WVS
EDIÇÕES VIDA NOVA
Edições Vida Nova: https://www.vidanova.com.br/
Versão Bíblica Almeida Século 21: https://bibliaalmeida21.com.br/
Teologia Brasileira: http://www.teologiabrasileira.com.br/
Cruciforme: https://cruciforme.com.br/
Instagram: https://instagram.com/edicoesvidanova/
Facebook: https://www.facebook.com/vidanovaedicoes/
Twitter: https://twitter.com/edicoesvidanova
Telegram: https://t.me/edicoesvidanova
Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Agora, você até enfatizou em certo momento da nossa conversa a palavra convertido, um cristão, né? Eu acho que foi cristão, na verdade, só que você destacou, mas eu queria pegar justamente por causa de uma dúvida que muitas vezes surge. Até recentemente estava conversando com o pessoal de uma outra igreja e eu falando com eles: "Olha, como é que vocês fazem uma entrevista de membresia para ver quem é que vai entrar na igreja e tal? Ah, e no acompanhamento de alguém para fazer uma distinção entre um cristão apático e um cristão que parece sempre frio às coisas do Senhor e tal. Talvez um cristão imaturo, mas vamos chamar de cristão apático aqui e um não convertido. Porque de certa forma ambos têm esse nível de apatia. O não convertido, ele também não se emociona com as coisas de Deus, porque ele nem se agrada do Senhor. Agora, o cristão apático, ele muitas vezes se assemelha. Como distingui-lo? Eu acho que é uma questão tão complexa, né? >> É. E acho que às vezes a gente não vai conseguir, Saulo. Ah, de qualquer maneira, se a gente ah tentar fazer essa distinção teologicamente, ah, o cristão é aquele que foi recriado em Jesus, né? Eh, e em Jesus ele tem um novo coração. Esse novo coração, ele é orientado para Deus e para as coisas de Deus por natureza. Esse coração foi dado a ele. Ah, então eu diria que nenhum cristão é absolutamente apático. E eu vou enfatizar o absolutamente aqui, tá bom? Ah, ele é em outras palavras, o o cristão, ele não pode não pode ser 100% apático. Ah, e o 100% apático é aquele que é apático e ele é apático acerca da sua própria apatia. >> É verdade. >> Não é? Ah, eu o que eu vejo que são que o crentes apáticos, eles se incomodam com essa apatia. Em algum nível. >> Boa distinção. >> Né? Em algum nível. Eles eles não estão conformados com essa apatia. Como é que eu conheço a Deus e isso não me afeta? >> Uhum. >> Só de ter só esse pensamento já é uma mínima afetação que indica algum algum resquício de vida. Se a apatia é um um certo resquício de morte ou que a gente carrega, né? ah e e e a gente ainda carrega um pouquinho desse ah o o carrega o pecado remanescente com a gente ainda nessa ah ne nesse nesse ah interlace de eras aqui do já mas ainda não, né? Ah. Se existe ainda o o um desafio nessa intersecção dos tempos, ah então a apatia não é algo que deveria ser absolutamente ah não não deveríamos surpreender por completo. Né? Por quê? Porque a gente ainda tem que lidar com a a a a a nossa falta de amor. Com a nossa falta de afeição por aquilo que deveríamos amar e e e e e nutrir afeição. Ah. Às vezes a gente acha que ah o fato de termos apatia ou sofremos com depressão ou ah alguns tipos de de de ah sentimentos de falta de propósito, que essas coisas são indicativos de que a gente não tem fé. Ou que a gente não ama a Deus. Ah. E e aí o meu desafio que eu faço Saulo é será que a gente precisa tratar tudo ah no zero ou 100? Ou eu tenho fé ou eu não tenho fé? Ou eu tenho amor ou eu amo ou eu não amo a Deus, né? O o que me parece é É é ah ah ah o anseio do cristão é mais como a oração do centurião, né? É, eu creio, mas me ajuda na minha falta de fé. Eu amo, mas eu ainda não amo como deveria. Então, a fé e o amor não como um interruptor que tá ligado ou desligado, mas mais como um dimmer aí, ah, que, que, que, que controla ali diferentes níveis de fé e de amor. Ah, e às vezes, em alguns momentos da nossa vida, o, o dimmer tá bem baixinho. E a gente vai experimentar algum nível de apatia, algum nível de, ah, indiferença, né? Acho que a indiferença é uma boa palavra pra gente trazer e o autor traz. Ah, falta de motivação, a gente perde de vista o propósito, a gente, ah, começa a ficar então indiferente às coisas ao nosso redor e, e, e e às vezes sair da cama começa a ficar cada vez mais difícil, né? Ah, então, ah, a apatia não é, não, não ah, difere por, por completo o crente do não crente, né? O crente não fica apático, não, o, não crente fica apático. Não. Eu diria que o não crente, ele é apático por natureza. Ele não é afetado por Deus, né? Ah, ele não quer ser afetado por Deus e se existe um Deus, ele prefere negá-lo. Mas o crente, ainda que ele carregue esses resquícios de morte na sua apatia, ele já começou a ser afetado por Deus, por um Deus que superou a apatia e as resistências desse crente, desse, desse, dessa pessoa, né? Uhum. >> Eu acho que você fez uma excelente distinção, meu irmão. Aquela coisa, né? Fé pequena também é fé verdadeira. Pode ser uma fé imatura, mas não deixa de ser uma fé verdadeira, né? É, eu acho que isso aí o Carson fala. >> Desculpa te interromper, mas o D. O D. Carson fala que, graças a Deus que a gente não é salvo pela qualidade da nossa fé, mas pelo objeto da nossa fé. >> Perfeito. >> Talvez na ajuda do apático eu vou ter que lembrar ele que nos dias em que ele se sente indigno ou de ele se sente carregando uma fé indigna de salvação, ah, eu vou lembrar ele que ele tem um salvador que é digno de salvá-lo.