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O Leão e o Camaleão – 1 Coríntios 9 | Jônatas Hübner | IBNU

O Leão e o Camaleão – 1 Coríntios 9 | Jônatas Hübner | IBNU

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Na vida [música] você é leão ou
camaleão? Não entendeu não? Acompanha
comigo a mensagem que nós vamos [música]
falar a respeito da carta do apóstolo
Paulo à igreja em Corinto. A primeira
carta aos Coríntios, no capítulo 9. É
[música] um texto bem estranho que o
apóstolo Paulo tá fazendo uma defesa do
seu ministério. Como assim o apóstolo
Paulo precisa se defender? Acompanhe
[música]
e não perca. E também se inscreva aqui
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como os outros conteúdos que nós temos
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número de pessoas possível.
[música]
Seja bem-vindo a mais um momento de
reflexão aqui no canal da IBNU. Nesse
período que nós estamos pensando como a
igreja pode e deve, na verdade,
desenvolver o seu papel no reino de
Deus, qual é a atitude esperada daqueles
que colocam a sua vida, a sua esperança
na ressurreição de Cristo Jesus, no seu
amor demonstrado ali na cruz, como que
isso deve impactar a minha vida e a
forma como eu continuo vivendo, continuo
desenvolvendo relacionamentos
ao longo da minha minha caminhada ao
longo da minha vida. A gente sabe que
muitas vezes os relacionamentos possuem
rusgas, possuem eh dificuldades, possuem
eh pontas que até o texto bíblico mesmo
vai utilizar uma analogia muito
interessante falando sobre como o ferro
é utilizado para afiar o próprio ferro.
Ou seja, se a gente for pensar nas
lâminas, facas, espadas, aquilo que era
utilizado na época, você precisava de
uma chapa de ferro para afiar a outra. E
ele fala: "Como o ferro afia o ferro,
assim o homem afia o outro homem". Ou
seja, na relação entre as pessoas, nós
temos aí as nossas percepções, as nossas
ideias, as nossas atitudes sendo afiadas
para que a gente possa exercer a nossa
missão, o nosso papel dentro da
sociedade de uma forma mais precisa. Não
sei se você já teve experiência, eu não
sei se você conhece a minha história
também, eu sou um gaúcho que fui criado
na Bahia, então eu tomo a carajé com
chimarrão. É uma maravilha, mas uma das
coisas que eu mais gosto de fazer é
churrasco. E quando você tá no
churrasco, você tem uma faca que não tá
afiada, que dificuldade é você preparar
a carne de uma forma aceitável? Essa
analogia exemplifica bem como as
relações, como as conversas
interpessoais têm um papel tão
importante no nosso preparo para
executar a missão que o Senhor nos deu.
Só que quando a gente vai pensar em
missão, o que que o relacionamento entre
as pessoas tem a ver? Como que nós
podemos pensar de uma forma mais clara a
forma como temos exercido esses
relacionamentos, como temos desenvolvido
esses relacionamentos para melhorar a
nossa função dentro da missão, para
melhorar a nossa
ideia, a nossa execução de ideias, na
verdade, dentro do que a missão é que
que é proposta para nós tem a nos
oferecer. Quando a gente fala de missão
e a gente vai pensar sempre em igreja,
talvez você tenha um um pano de fundo já
comum eh eh de comunidades religiosas. E
aí o pessoal pensa assim: "Missão é
aquilo que é feito lá longe. Missão é
aquilo que envolve recursos, é aquilo
que envolve enviar uma pessoa ou uma
família para um campo distante, num
lugar que nem todo mundo da comunidade
tá disposto a ir. E lá essa família vai
dedicar a sua vida, o seu tempo, todas
as suas atividades na transformação
daquele espaço onde eles estão
inseridos, daquela região onde eles
estão inseridos. Mas na verdade quando a
gente vai aprender com o próprio Senhor
Jesus a respeito de missão, e a gente
vai ver isso no capítulo 1, verso 8 do
livro de Atos, quando ele falando ali
pros seus discípulos que estavam vendo o
Jesus já ressuscitado e quase subindo
aos céus, que é o que vai acontecer na
sequência desse capítulo, ele vira para
os seus discípulos e diz: "Vocês têm que
ser minhas testemunhas,
tanto em Jerusalém quanto em toda a
Judeia. e Samaria e até os confins da
terra. A ideia da missão é que ela
acontece nos confins da terra, ela
acontece em Judéia e Samaria, mas ela
também acontece em Jerusalém, ou seja,
no lugar onde nós estamos inseridos. E
aí o relacionamento entre as pessoas se
torna crucial. Por quê? Porque quando
nós desenvolvemos a nossa caminhada,
quando nós desenvolvemos a nossa vida e
quando estamos falando aqui de até mesmo
desenvolvimento pessoal, seja ele
acadêmico, seja um desenvolvimento
financeiro, seja um desenvolvimento
dentro dos relacionamentos
que nós vamos desenvolver a a ao longo
da vida, casamento, criação de filhos e
cuidado de pessoas próximas a nós, os
nossos pais, os nossos avós. Se eu não
tiver a percepção correta de como eu
devo me relacionar com essas pessoas, eu
posso estar afastando essas pessoas do
evangelho. Eu posso, na verdade, estar
sendo um impeditivo para que essas
pessoas compreendam plenamente o que que
o Senhor Jesus veio fazer. E aí eu
convido você a ler comigo um texto muito
interessante da carta do apóstolo Paulo
à igreja em Corinto. A primeira carta
aos Coríntios. A gente vai ler no
capítulo 9. E nesse capítulo 9 a gente
tem uma história muito estranha, muito
estranha mesmo. A gente vai falar sobre
isso já já. E existem duas figuras que
eu queria trazer aqui como analogias
desse trecho da Bíblia, que é a figura
do leão e do camaleão. Quando que nós
precisamos nos perceber como um leão e
quando nós precisamos nos perceber como
um camaleão? É isso que a gente vai
tentar entender a partir desse texto do
apóstolo Paulo aqui no capítulo 9. Eu
vou ler o texto e depois a gente vai
falar sobre isso. Olha só o que que ele
diz a partir do primeiro verso. Não sou
livre, não sou apóstolo. Não vi Jesus o
nosso Senhor? Não são vocês resultado do
meu trabalho no Senhor?
Ainda que eu não seja apóstolo para os
outros, certamente o sou para vocês,
pois vocês são o selo do meu apostolado
no Senhor. Esta é a minha defesa diante
daqueles que me julgam. Não temos nós o
direito de comer e beber? Não temos nós
o direito de levar conosco uma esposa
crente, como fazem os outros apóstolos,
os irmãos do Senhor e Pedro? Ou será que
só eu e Barnabé não temos direito de
receber sustento sem trabalhar?
Quem serve como soldado a sua própria
custa? Quem planta uma vinha e não comeu
seu fruto? Quem apacenta um rebanho e
não bebe do seu leite? Não digo isso do
ponto de vista meramente humano. A lei
não diz a mesma coisa? Pois está escrito
na lei de Moisés: "Não amordasse o boi
enquanto ele estiver debulhando o
cereal". Por acaso é com bois que Deus
está preocupado? Não é certamente por
nossa causa que ele o diz?
Sim, isso foi escrito em nosso favor,
porque o lavrador quando ara e o
debulhador quando debulha devem fazê-lo
na esperança de participar da colheita.
Se entre vocês semeamos coisas
espirituais, seria demais colhermos de
vocês coisas materiais?
Se outros têm direito de ser sustentados
por vocês? Não temos nós ainda mais? Mas
nós nunca usamos desse direito. Ao
contrário, suportamos tudo para não pôr
obstáculo algum ao evangelho de Cristo.
Vocês não sabem que aqueles que
trabalham no templo alimentam-se das
coisas do templo e os que servem diante
do altar participam do que é oferecido
no altar? Da mesma forma, o Senhor
ordenou aqueles que pregam o evangelho,
que vivam do evangelho. Mas eu não tenho
usado de nenhum desses direitos. Não
estou escrevendo na esperança de que
vocês façam isso por mim. Prefiro morrer
a permitir que alguém me prive deste
orgulho.
Contudo, quando prego o evangelho, não
posso me orgulhar, pois me é imposta a
necessidade de pregar. Ai de mim se não
pregar o evangelho. Porque se prego de
livre vontade, tenho recompensa.
Contudo, como prego por obrigação, estou
simplesmente cumprindo uma incumbência a
mim confiada. Qual é, pois, a minha
recompensa? Apenas esta. Que pregando o
evangelho eu o apresente gratuitamente,
não usando assim dos meus direitos ao
pregá-lo. Porque embora seja livre de
todos, fiz-me escravo de todos para
ganhar o maior número possível de
pessoas. Tornei-me judeu para os judeus,
a fim de ganhar os judeus. Para os que
estão debaixo da lei, tornei-me como se
estivesse sujeito à lei, embora eu mesmo
não esteja debaixo da lei, a fim de
ganhar os que estão debaixo da lei. Para
os que estão sem lei, tornei-me como sem
lei, embora não esteja livre da lei de
Deus, e sim sob a lei de Cristo, a fim
de ganhar os que não têm a lei. Para os
fracos, tornei-me fraco, para ganhar os
fracos. Tornei-me tudo para com todos,
para de alguma forma salvar alguns. Faço
tudo isso por causa do evangelho para
ser coparticipante dele. Vocês não sabem
que de todos os que correm no estádio
apenas um ganha o prêmio? Corram de tal
modo que alcancem o prêmio. Todos os que
competem nos jogos se submetem a um
treinamento rigoroso para obter uma
coroa que logo perece. Mas nós o fazemos
para ganhar uma coroa que dura para
sempre.
Sendo assim, não corro como quem corre
sem alvo e não luto como quem esmurra o
ar, mas esmurro o meu corpo e o faço
dele meu escravo, para que depois de ter
pregado aos outros, eu mesmo não venha a
ser reprovado.
Esse texto tá no meio de uma carta muito
conturbada, muito complicada na questão
dos relacionamentos interpessoais.
Talvez essa das cartas do apóstolo Paulo
seja a carta com mais questões de
relacionamento sendo tratados em um
mesmo documento. E aqui nós temos não
apenas uma carta. Nessa carta que nós
lemos agora, que é nós conhecemos como
primeira carta aos Coríntios, o apóstolo
Paulo, Paulo já fala que ele já tinha
escrito uma vez antes. Então, nós
sabemos pelo menos que mais uma carta a
igreja em Corinto recebeu antes dessa
aqui. Isso é o que a maioria dos
estudiosos da carta, das cartas paulinas
vão afirmar, que Paulo já tinha escrito
uma carta antes de escrever essa. Já
temos depois uma outra carta que é a
segunda carta aos Coríntios no nosso
texto bíblico que são as cartas que nós
conhecemos. E nessa segunda carta,
novamente, o apóstolo Paulo vai tentar
tratar de problemas de relacionamento
nessa igreja e principalmente problemas
com os apóstolos, com o seu apostolado,
com apostolado, por exemplo, de Silas,
que também estava acompanhando ele nas
viagens. O próprio Timóteo também vai
ser mencionado em algumas delas. Então
assim, nós temos aqui um problema sério
sendo apresentado pelo apóstolo Paulo. E
aí a gente pensa na figura que eu
mencionei antes do leão e do camaleão.
Você pode pensar qual é a semelhança que
tem o leão e o camaleão? Eu falei isso
pra minha filha, tem 6 anos, ela virou
assim: "Ah, os dois têm leão no nome,
né? O leão e o camaleão"ão. Eu falei:
"Olha, uma boa percepção para quem tá
aprendendo a ler. Isso é muito
importante. Mas fora essa clara e
notória similaridade, a gente não vê
muita coisa similar dois.
Eh, porque quando a gente vai perceber a
natureza do leão e do camaleão, a gente
aqui não vai fazer uma aula de zoologia,
nem é National Geographic aqui para você
ficar acompanhando, mas quando a gente
vai perceber a natureza desses dois
animais, a gente percebe que os dois têm
características completamente opostas. O
leão, ele entra na savana rugindo e
quando ele entra, todos os animais ao
redor dele sabem que ele chegou. O leão,
ele é o rei da selva. E o objetivo o o
motivo, perdão, pelo por ele ter
recebido esse nome de rei da selva, é
porque ele não é predado por nenhum
outro animal. Não existe um predador
natural do leão. Se a gente for pensar
em grandes animais, o leão tem
capacidade de predá-los. Por exemplo,
elefantes e rinocerontes, hipopótamos
podem ser predados. Até crocodilos podem
ser predados por leões. A grande questão
é, se um leão entra num território que
há um rinoceronte dominante maior do que
ele, provavelmente o leão vai morrer.
Num confronto direto, um elefante, um
rinoceronte, um hipopótamo tem plenas
condições de matar o leão. Mas nenhum
desses três que eu mencionei preda os
leões. Vão atrás dos leões como comida.
Então, na natureza, o leão ele é
imbatível. Ele não tem um adversário que
considere que a gente possa considerar
assim que a vida do leão está em risco
porque ele está sendo atacado
predatoriamente. Já os outros animais, o
inverso ele é muito muito verdadeiro. O
leão preda todos os animais que ele
puder chegar, que ele tiver acesso.
Nenhum animal ataca o leão. Aí você pode
falar: "Não, mas nós temos casos lá das
hienas que comem leão também, mas isso
aí são os leões fracos, aqueles que já
estão fora, vamos dizer assim, da cadeia
de domínio e de poder dentro ali da
eu esqueci qual é o coletivo de Leão,
mas deve ser Matíha, mas a gente vai
seguir com essa com essa palavra aqui. A
grande questão que está em voga aqui é
quando que nós temos que ter uma postura
de leão? Quando que nós temos que
mostrar para as pessoas quem nós somos,
quais são as nossas credenciais, o que
nós temos que fazer e o quão importante
isso é para os relacionamentos.
Se a gente for fazer um eco com o
camaleão, a gente vai perceber que o
camaleão é o oposto. O camaleão, a
principal característica do camaleão,
que a gente aprende desde pequenininho,
é que o camaleão consegue se misturar o
ambiente onde ele está. O camaleão,
quando ele está num ambiente que tem
folhas atrás, ele consegue se mesclar
com o fundo dele e ele tem aquelas
órbitas oculares que são independentes,
né? Um olho tá olhando para um lado,
outro olho tá olhando pro outro. E
existem duas questões aqui a respeito
disso. Uma é na na estratégia de ataque,
ou seja, ele vê uma presa e ele tenta se
mesclar com ambiente para que a presa
não o enxergue, para ele poder atacar de
uma forma mais eficiente. E também
quando ele sente que vai ser predado,
ele também se camufla, se esconde para
que o seu predador não o veja com tanta
facilidade. O camaleão ele se mistura ao
ambiente onde ele tá. Então essa é a
principal característica apontada aqui
na parte zoológica entre o leão e o
camaleão. Um que aparece, um que
demonstra toda a sua capacidade, a sua
potência e a a sua reinância ali no
ambiente onde ele está e o outro que se
esconde, o outro que se mistura, o outro
que quer realmente não ser enxergado no
meio ali do ambiente onde ele está. E aí
a gente começa levantando algumas
questões muito importantes sobre esse
texto louco que a gente leu. Por que que
eu chamo de texto louco? Porque quando a
gente vai ver o apóstolo Paulo
escrevendo para uma igreja, na nossa
mentalidade, na nossa cabeça, o que fica
é Paulo vai escrever coisas de
orientação para essa igreja para ela,
ela poder exercer melhor a sua missão.
Aquilo que nós falamos no começo, nos
nossos relacionamentos, você precisa
entregar para as pessoas ao seu redor
palavras, atitudes que aproximem elas do
evangelho, que elas consigam enxergar
Jesus através de você. E quando você
receber, o ideal seria que essas pessoas
também apontassem em você. Olha, a gente
precisa corrigir esse tipo de
comportamento. A gente precisa caminhar
nessa direção, porque isso agrada o
nosso Senhor. E isso é a forma correta
de divulgarmos o amor de Deus para as
outras pessoas. Isso que a gente deveria
esperar. E até o apóstolo Paulo faz isso
nessa carta. Mas quando a gente entra no
capítulo 9, que foi o capítulo que a
gente leu, a gente vê logo no verso
três, uma coisa que é muito
interessante. Olha o que o apóstolo
Paulo vai dizer. Esta é a minha defesa
diante daqueles que me julgam.
Aí a gente pensa, defesa do apóstolo
Paulo? Como assim? Meio estranho isso
estar no meio de uma carta que ele
escreve para uma igreja. E aí a gente
precisa tentar entender um pouco o que
que tá acontecendo aqui, o que que tá
acontecendo na história dessa igreja, em
que momento da história nós estamos
caminhando.
Falando em momento da história, esse
período que nós estamos aqui no Brasil e
ontem tivemos um resultado favorável
paraa nossa seleção, nós estamos no meio
da Copa do Mundo e a gente pensa eh que
quando a gente olha as seleções
do da Copa do Mundo, são 48 seleções
nessa edição. Cada seleção tem 26
jogadores.
E de todos esses jogadores que estão lá,
é claro e notório. Eu não vou falar que
é 100%, porque eu não quero ser um
absoluto aqui na minha resposta, mas é
claro e notório que a grande maioria dos
jogadores que estão lá, eu diria que
talvez 99% dos jogadores que estão lá
são os melhores jogadores que os seus
plantéis poderiam convocar.
O caso do Brasil é emblemático. Nós
perdemos dois grandes jogadores que
provavelmente estariam nessa convocação,
que foram o Estevão, nosso ponta
direita, e o meio-coampo Rodrigo do Real
Madrid. Os dois se machucaram meses
antes da Copa e não puderam fazer parte
desse elenco. Claro que existe a
possibilidade deles ainda serem
convocados na próxima Copa do Mundo.
Claro, se eles não pararem de jogar
futebol, mas a grande maioria dos outros
times colocaram que eles tinham de
melhor. E essa Copa já apresentou
algumas surpresas muito interessantes,
porque é difícil você imaginar que
seleções que estão ali no ambiente
europeu e até mesmo no ambiente
americano, sul-americano,
principalmente, vão enfrentar
dificuldades com seleções que têm um
futebol não tão vistoso aos olhos do
mundo. Então você pega um exemplo muito
claro que aconteceu já na primeira
rodada da Copa do Mundo na fase de
grupos, que era um confronto de uma
seleção que disputa as eliminatórias
europeias e por isso, pelo número de
seleções e pela qualidade do futebol
apresentado, se espera uma apresentação
melhor de futebol, que foi a seleção da
Turquia. e uma seleção que não tem tanta
tradição assim no futebol, ainda que
tenha um jogador ou outro expoente que
disputa o campeonato da Premier League e
outros campeonatos de ponta no mundo,
eh, que é a Austrália. Mas quando você
coloca seleção da Turquia e seleção da
Austrália, a Turquia tem jogadores nas
principais ligas europeias, nos
principais clubes. Inclusive tem um
jogador que eu sou muito fã assim de ver
o futebol dele, que é o Ardu Güer, que
joga no Real Madrid, é um craque de
bola, joga muito bem. E é a esperança da
Turquia. E já na primeira rodada vem a
primeira surpresa. A Austrália ganha de
2 a 0 da Turquia. Por que que eu tô
falando isso? Porque na Copa do Mundo
são os melhores jogadores tentando
exercer a melhor performance possível.
Então existe abertura para todo tipo de
resultado. Ou seja, o Brasil que vai
enfrentar seleções talvez mais fracas do
que ele no ranking, pode também ser pego
de surpresa. Nós já tivemos uma, vamos
dizer assim, uma talvez uma semidecepção
quando empatamos com a a equipe de
Marrocos logo na primeira rodada também.
É a Copa do Mundo. Aí quando nós vamos
falar do apóstolo Paulo escrevendo para
os Coríntios, aí você pensa: "Então você
quer dizer que Paulo era a ponta direita
da seleção do de Jerusalém?" Não, não
tem nada a ver. Se nós formos fazer uma
analogia com o futebol e nós estamos
pensando nos jogadores que estão hoje na
seleção, quem seria Paulo na nossa
seleção? Não seria nenhum desses
convocados. Paulo seria o nosso Pelé.
Paulo seria o maior jogador de futebol
de todos os tempos. Se a gente for jogar
isso na teologia, Paulo é a referência
de teologia do Novo Testamento. Paulo é
quem estrutura o pensamento teológico
que vai se desdobrar no desenvolvimento
da igreja por vários anos. Inclusive até
hoje nós nos debruçamos sobre as cartas
do apóstolo Paulo para tentar entender
melhor como é que se aplica essa nova
realidade na vida da igreja e na vida
pessoal. Esse o apóstolo Paulo é o Pelé
da teologia. Ele é a figura central mais
emblemática que nós vamos ter no
desenvolvimento da teologia. E esse
apóstolo Paulo que dedicou a sua vida, e
o livro de Atos vai nos mostrar isso, as
cartas que ele escreveu também vão
demonstrar isso. dedicou a sua vida de
coração, de corpo e alma, a pregar a
melhor mensagem da melhor forma possível
para comunidades, tanto irmãs como os as
comunidades judaicas por onde ele
visitou,
como pessoas que não tinham conhecimento
da estrutura do judaísmo, das leis e das
regras do judaísmo. E ele vai lá e prega
para todas essas pessoas com a maior
dedicação possível. Inclusive, o livro
de Atos vai mencionar a história do
apóstolo Paulo pregando no meio dos
filósofos gregos ali no Areópago em
Atenas, utilizando ferramentas da
cultura e da filosofia grega para
entregar essa mesma mensagem. Lembra lá
da história? Ele vai falar assim: "Vocês
adoram vários deuses, vocês são zelosos
na adoração aos deuses." Mas tem um ali
que eu quero chamar destaque, o famoso
Deus desconhecido, o Deus que vocês
ainda não conhecem. Esse eu vim
apresentar para vocês. Então, ele pega
os elementos da cultura para apresentar
da melhor forma possível essa mensagem
salvífica desse Deus que amou a criação
e que entregou o seu filho por ela. E aí
o que que nós vamos ver? Esse apóstolo
Paulo escreve esse verso 3 que nós lemos
aqui no capítulo 9. Esta é a minha
defesa.
Como que Paulo precisaria se defender na
nossa cabeça? Talvez isso não encaixe.
Paulo, ele é o fundador da igreja em
Corinto. Existe aqui uma discussão
dentro da história do texto se quando
Paulo chega em Corinto já havia talvez
um pequeno núcleo de pessoas que
acreditavam nesse Messias, talvez não
compreendendo plenamente ou ou de uma
forma mais profunda os desdobramentos
dessa nova realidade. Até porque o
apóstolo Paulo vai ter um período longo
de preparo. a gente conhece isso da
história da da sua história. Quando ele
vai estar um período na Arábia se
preparando, ele vai ter uma experiência
até eh extracorpórea, né? A gente pode
chamar até de metafísica, onde ele vai,
ele menciona isso numa das cartas, que
ele chegou até o terceiro céu e
conseguiu vislumbrar coisas maravilhosas
de Deus e volta com essa mensagem mais
embasada, mais preparada para levar ao
mundo gentílico da época.
Eh, ele chega na cidade de Corinto. O
texto de Atos lá no capítulo 18 vai
mencionar que quando ele chega em
Corinto, ele se junta a duas outras
pessoas que haviam saído de Roma, porque
o imperador da época, o imperador
Cláudio, expulsou todos os judeus de
Roma. E havia ali um casal chamado
Priscila e Áila, que vão se juntar ao
apóstolo Paulo e eles por terem a mesma
atividade comercial vão trabalhar juntos
e nesse trabalho também vão ser ali
coparticipantes dessa igreja em Corinto.
Eh, tem um tem uma uma parte da história
de Paulo em Corinto que Deus fala com
ele através de um sonho. Continue
pregando nessa cidade porque eu tenho
muita gente nesse lugar.
Esse apóstolo Paulo passou 18 meses na
cidade, 1 ano e meio, pregando,
ensinando, convivendo com as pessoas. E
aí essa questão é muito interessante,
porque o apóstolo Paulo parece tá sendo
questionado nesse trecho da carta que
ele não é, vamos dizer assim, um homem
100% dedicado ao ministério.
Uma das principais interpretações a
respeito desse texto é que o apóstolo
Paulo, ele vai estar lá na igreja em
Corinto durante 18 meses. Se nós, por
conta da arqueologia, conseguimos datar
exatamente o ano em que o apóstolo Paulo
esteve nesse momento na carta da carta
da da igreja, perdão, de Corinto, eh o
ano em que ele esteve lá naquela cidade,
porque o texto bíblico em Atos vai
mencionar que ele é levado diante de um
governador local, né, que era o
procônsul da Acaia, famoso galo. E foi
encontrada uma pedra na região de
Delfos, que é uma cidade ao norte de
Corinto, e é um famoso oráculo de
Delfos. Várias histórias gregas, vários
poetas e várias vários contos gregos vão
mencionar o oráculo de Delfos. Foi
encontrada uma placa comemorativa
afirmando o ano em que Gallio era
procônsul da Caia. E aí, por conta dessa
marcação, nós conseguimos datar a
presença do apóstolo Paulo na cidade de
Corinto por volta do ano 51 ao ano 52,
aproximadamente 51 e 52 é o período em
que o apóstolo Paulo passa na cidade de
Corinto. Por que que isso é importante?
Porque no livro de Atos, na sequência,
quando Paulo sai de Corinto e ele vai no
porto de Sencreia, faz lá o seu voto,
raspa todos os pelos do corpo, ele tá
querendo chegar em Jerusalém. E ele
chega em Jerusalém, cumprimenta os
irmãos de Jerusalém e sobe de volta para
Antioquia. E imediatamente o texto vai
dizer que ele continuou viajando pelas
igrejas para pregar esse evangelho. Ele
vai voltar pela região da Galácia,
aquelas três famosas cidades, Listra,
Icôio e Derbe. Passar por lá, vai passar
pelas terras altas dos montes tauros que
ficam ali no meio da atual Turquia. E
nessa terceira viagem missionária, ele
vai chegar a Éfeso. E lá em Éfeso, na
primeira viagem, na segunda viagem
missionária, perdão, ele não consegue
chegar a Éfeso. O espírito impede de
chegar a Éfeso, mas na terceira ele vai
ficar em Éfeso por volta de 3 anos, o
que seria ali por volta do ano 53 até o
ano final do ano 55. Então, 53, 54 e 55.
Ele permanece na região de Éfeso. E é
nesse momento da história. Nós falamos
que 51 e 52 o apóstolo Paulo estava na
cidade de Corinto. Então, de 53 em
diante, ele está na cidade de Éfeso.
Nesse período, chega a informação sobre
a igreja de Corinto. Ele escreve uma
carta e recebe esse questionamento. Quem
é o apóstolo Paulo? Ou seja, cerca de 2
anos depois, 1 ano e meio a 2 anos
depois dele ter trabalhado um ano e meio
com essa igreja, ter dedicado a sua vida
para pregar o evangelho nessa igreja,
ele já não é lembrado, ele já não é
referência para aquela igreja. E aí o
que que os estudiosos vão dizer? Talvez
o que havia acontecido ali na igreja em
Corinto é que esses outros homens
pregadores itinerantes, e a Bíblia vai
citar um, pelo menos que nós conhecemos,
o famoso Apolo, que o apóstolo Paulo vai
encontrar seguidores de Apolo na cidade
de Éfeso, esses pregadores que estavam
andando por essas cidades, falando sobre
esse evangelho, sobre essa nova forma de
compreender o texto bíblico, eh Paulo
vai encontrar essa realidade em Éfeso. E
é muito provável que outros tenham
passado por Corinto depois que o
apóstolo Paulo saiu. Esses pregadores
tinham essa prática. Eles viviam
puramente do evangelho. E aí fizeram uma
comparação direta. Ele falou: "Pera aí,
o apóstolo Paulo ficou aqui com a gente
um ano e meio, mas ele trabalhava. Ele
não se dedicava 100% à pregação do
evangelho. Será que ele é realmente
alguém que tá 100% dedicado ao
evangelho? Será que ele é alguém que
está 100% dedicado a trabalhar na
igreja? E a gente tem essa dinâmica nos
nossos dias. Existe aí duas correntes de
ministério pastoral. Uma que fala que é
a
o ministério parcial e o ministério
integral, não é? A a tem outra
bivocacionados, né? são aqueles que são
chamados de bivocacionados, aqueles que
têm a vocação pastoral, mas também tem a
vocação para alguma outra atividade. E a
gente pode pensar aqui em vários
médicos, eh, dentistas, eh engenheiros
que fizeram teologia hoje pastoreiam,
mas também tem uma segunda profissão,
tem uma outra atividade que eles
exercem, essa bivocação. E é uma
dinâmica, é uma discussão que vai
depender muito da região e da
necessidade da igreja local. E o
apóstolo Paulo, nesse momento em
Coríntios tá sendo questionado, será que
você, Paulo, que esteve aqui entre a
gente é realmente alguém 100% dedicado
ao evangelho? Como se só aqueles que
vivessem 100% plenamente do evangelho eh
fossem aqueles que o Senhor realmente
utilizasse?
Essa discussão, essa problemática que
nós vamos encontrar aqui eram impeditiva
ao evangelho. Porque se o apóstolo Paulo
é desconsiderado como alguém capaz ou ou
apto a exercer esse evangelho e a
ensinar sobre esse evangelho de uma
forma clara, então eu tenho que ouvir
esses outros itinerantes, esses que
estavam. E inclusive, voltando à questão
do Apolo na cidade de Éfeso, Paulo vai
enfrentar uma circunstância ali que
Apolo não tinha compreendido 100% o que
que era o batismo em Jesus Cristo, o
batismo do Espírito Santo. Ele pregava o
batismo de arrependimento ainda de João
Batista. Então Paulo vai ensinar isso à
igreja em Éfeso. Ele fica lá 3 anos
ensinando isso, ensinando essa nova vida
em Cristo Jesus. Agora, se o apóstolo
Paulo, pelo fato dele trabalhar em
outras atividades, não é a referência
teológica para minha comunidade de fé,
paraa minha igreja, eu vou passar a dar
ouvidos a essas outras referências.
Então aí Paulo está fazendo a sua
defesa. Aí nós entendemos por que o
apóstolo, apóstolo Paulo escreve com
tanta clareza: "Esta é a minha defesa
diante
daqueles que me julgam". E aí ele vai
mencionar várias questões, por exemplo,
sobre comida e bebida. Ou seja, será que
eu não teria direito do sustento que
vocês estão dando a esses itinerantes?
Será que eu, que estive no meio de vocês
durante um ano e meio fundando a igreja,
não teria esse direito também? Essa é a
parte do Paulo como um leão. Essa é a
parte do Paulo apresentando as suas
credenciais, apresentando a sua carteira
de trabalho, apresentando todas as suas
certificações. A gente faz isso muito no
mundo corporativo, né? Quando a gente é
questionado sobre alguma ação, alguma
coisa que nós executamos, não, não, não,
mas espera aí, eu tenho formação na
área, eu posso, inclusive no Brasil é
crime você exercer certas profissões sem
ter credenciamento, sem ter eh formação
adequada. saiu [roncando] esses dias no
esses dias não, tem algum tempo já, mas
um médico que estava exercendo a
medicina aqui na cidade de São Paulo,
nunca sem CRM, sem nada, ele
simplesmente leu o material e começou a
exercer a sua profissão sem ter
formação. Isso é crime no Brasil.
algumas formações que envolvem saúde,
principalmente, é mais grave ainda.
Imagina um cara que vai construir uma
casa com, não, mas eu sou engenheiro,
vou fazer os cálculos, mas o cara nunca
fez um curso, nunca fez uma que haja
muitos pedreiros, muitos mestres de
obras que saibam fazer porque tem
prática nisso, existem certas
construções que exigem cálculo muito
preciso, viadutos, pontes, edifícios
muito altos, isso necessita de cálculo
específico. Então, às vezes, a pessoa
achar que pode fazer pode gerar uma
tragédia muito maior. Aliás, eu sempre
brinco quando eu falo com os médicos,
né? Eu falo assim, ó: "Vocês médicos, e
eu eu tenho um passado na engenharia. Eu
sou muito chegado à engenharia, então eu
estudei engenharia um período da minha
vida. E eu sempre falo assim, quando o
médico comete um equívoco, normalmente
lá numa cirurgia, alguma coisa, ele tá
matando um paciente, cometer um equívoco
fatal. Agora, quando um engenheiro
comete um equívoco fatal, ele mata muita
gente. É uma ponte que vai cair, é um
prédio que vai desabar. Então, a
formação é muito importante nesses
casos. E quem melhor para ter formação
na área teológica do que o apóstolo
Paulo? E aí ele tá apresentando essas
credenciais pra igreja. Vocês deveriam
conhecer essas credenciais porque eu
estive um mês e meio, um ano e meio com
vocês aí. Mas eu tenho que apresentar de
novo. Eu tenho que novamente me
referendar a vocês. Essa é a minha
defesa diante daqueles que estão me
julgando pelo fato de eu não estar
exigindo recursos da igreja. E é muito
interessante porque ele vai utilizar
quatro imagens aqui, quatro analogias
que são extraídas da vida cotidiana do
povo. E ele vai utilizar tanto para
aqueles que são gentios como para
aqueles que são judeus, que são os dois
grupos que estão eh misturados ali
naquela igreja. A cidade de Corinto, ela
é uma cidade portuária extremamente
importante. Ela tá ali do bem próxima do
ínstimo que conecta o continente
europeu, a península do Peloponeso. E
esse ístimo era importantíssimo um
período do ano, onde as embarcações não
conseguiam passar por debaixo ali da
península por causa dos ventos que
lançavam os navios contra as rochas. E a
cidade tinha ganhado muito dinheiro
nessa nesse serviço de transporte de
navios por cima do canal. Então, era uma
cidade que fervilhava de gente, muita
gente chegando e saindo, gente de todas
as regiões. E aí o apóstolo Paulo
utiliza essas quatro analogias para
mostrar pra igreja como ele tinha
direito de exigir até mesmo um
pagamento. Ele vai falar que o soldado
não serve a sua própria custa. Ou seja,
quando você contrata um soldado, você
tem que pagar o soldo, né? Por isso que
o nome dele é soldado, porque você paga
o soldo dele para ele exercer a sua
função. O agricultor planta e colhe para
comer do fruto que ele plantou. Ele não
faz aquilo para uma terceira pessoa e
fica com a de mãos vazias. Ele tem que
receber o pagamento para poder se
alimentar. E o pastor que apacenta o
rebanho também bebe do leite do rebanho.
Ele vai colocar essa terceira analogia.
E a quarta, falando diretamente para
aqueles que tm pano de fundo judaico, os
sacerdotes, seja eles o sumo sacerdote
ou aqueles sacerdotes que trabalham nas
execuções diárias ali do templo, também
se servem daquilo que éo oferecido no
altar e se alimentam daquilo que está no
altar. E aí ele vai falar para os
coríntios, se nós semeamos coisas
espirituais entre vocês, seria demais
escolher coisas materiais de vocês? Ou
seja, será que como esses que são os
itinerantes aí que tado no meio de vocês
dizendo que eles são os verdadeiros
pregadores, porque eles vivem do
evangelho e vocês têm dado tantos
recursos para eles para eles continuarem
na caminhada? Será que nós não temos
também o direito de receber? Uma questão
que se levanta nesse trecho
especificamente é por que esse assunto
está sendo levantado aqui. E é muito
provável, a gente sabe pelo histórico do
livro de Atos que Paulo estava
levantando recursos para ajudar a igreja
em Jerusalém. E Paulo esteve um ano e
meio na igreja trabalhando ali em
Corinto, sem custos para a igreja,
trabalhando. É possível que ele tenha
pedido recursos à igreja para ajudar os
irmãos. E aí na hora que Paulo pede
isso, a igreja reclama: "Ué, mas você
nem vive disso, você trabalha, você nem
é um apóstolo de verdade. Apóstolos de
verdade são aqueles que vêm aqui e
necessitam do recurso para o seu
ministério. Você que não trouxe peso pra
gente, você nem é um apóstolo de
verdade. O que que o apóstolo Paulo tá
fazendo aqui? Ele não está, na verdade,
exigindo que essa igreja eh
eh reconheça o seu ministério, seu
apostulado. Ele tá expondo a hipocrisia
da igreja, a inversão de valores. Em vez
de vocês valorizarem aquele que não foi
um peso para vocês, vocês estão dizendo
que ele não é um apóstolo verdadeiro. E
aí ele continua falando sobre eh essa
questão desse direito que ele tem de ser
visto. ele vai utilizar três elementos,
ou seja, esses quatro analogias, ele vai
utilizar três elementos dizendo: "Eu
tenho direito de ser visto, eu tenho
direito de ser ouvido por vocês e eu
tenho direito, inclusive, de ser
sustentado por vocês". Esses três
argumentos ele apresenta como sendo as
suas credenciais pra igreja que ele
mesmo fundou. Essa é a figura de Leão
que o apóstolo Paulo vai apresentar.
Só que aí vem a inversão, aí vem a
virada de chave. Ele como leão rugindo
poderia atacar as presas. Ele poderia
falar: "Pois agora pelo meu trabalho de
um ano e meio com vocês, vocês têm que
me mandar uma soma de tantos ouros,
pratas e tudo mais que vocês tiverem
aqui. Vocês têm que me pagar pelo
período que eu fiquei com vocês." Ele
inverte a chave. Em vez dele ser esse
leão que ruge, ele agora vai falar: "Eu
não vou usar desse direito". Ele vai
dizer no capítulo verso verso 15 algo
muito interessante. Mas eu não tenho
usado de nenhum desses direitos. Não
estou escrevendo na esperança de que
vocês façam isso por mim. Prefiro morrer
[limpando a garganta] a permitir que
alguém me prive deste orgulho. Ou seja,
para o apóstolo Paulo era orgulho ele
não ser um peso para a igreja. E aqui
tem uma questão muito muito importante,
porque essa é a lógica invertida. Ele
apresenta as credenciais e diante dessa
realidade, desse cenário, ele teria todo
o direito de receber da igreja. Mas ele
escolhe não receber.
Ele escolhe não receber um centavo, não
ser um peso pra igreja.
Pregar de graça para ele não é uma
fraqueza nem ingenuidade, é na verdade
uma decisão estratégica e teológica.
Porque olha só o que ele vai dizer no
versão, no versículo 18. Qual é então a
minha recompensa?
é que pregando o evangelho, eu o
apresente gratuitamente. E apresentar o
evangelho gratuitamente para uma igreja
complexa, como era a igreja em Corinto,
tem um aspecto teológico muito
importante. Dessa forma, ninguém poderia
acusar o apóstolo Paulo de ser um
aproveitador. Ninguém poderia dizer: "Tá
vendo?
>> [roncando]
>> Ele só dá as bênçãos, ele só explica as
coisas se a gente pagar para ele. Ele
faz isso de graça. E ninguém pode
imputar sobre ele essa verdade de que
ele cobrou para pregar o evangelho. Ele
fez isso gratuitamente.
A recompensa do apóstolo Paulo não é o
que ele recebe, é o que ele escolhe não
receber. Ao abrir mão desse direito de
ser sustentado, Paulo está removendo
qualquer razão para que o evangelho seja
visto como um negócio, que era uma
cidade de negócios, era uma cidade onde
business acontecia e aí você tinha
muitos contratos sendo assinados. Então
ele comigo vocês não vão ter esse
problema, porque eu estou com meu
sustento garantido pelo meu emprego. Eu
prego para vocês de graça. E aí vem a
parte do apóstolo Paulo como um
camaleão.
A gente já já talvez você já tá
entendendo para onde a mensagem aqui
está caminhando, mas olha o que que o
texto vai dizer. Ele vai dos versos 19
até o verso 22 apresentar justamente a
forma como ele se modificou para com um
objetivo muito específico. Olha que
interessante, a gente tinha os quatro
direitos. Ele mencionou lá atrás, o
soldado, o agricultor,
o trabalhador, né? Ele ele mencionou
aqui o soldado, o agricultor, o pastor
na verdade que apacenta e o sacerdote.
Quatro figuras ali que ele coloca como
referenciais para mostrar que ele tinha
direitos. Agora ele vai utilizar quatro
posturas para mostrar o que que ele
transformou esses direitos. Em vez dele
exigir os direitos da igreja, ele teve
quatro posturas para ensinar essa
igreja, para restaurar essa igreja no
caminho que ela deveria ir, que é um
ponto central dos relacionamentos. O
relacionamento ele deve acontecer de
forma que a gente consiga ensinar as
pessoas ao nosso redor a melhor forma de
exercer o seu ministério. O apóstolo
Paulo vai utilizar, como nós já lemos no
texto, ele diz que ele se transformou
como judeu para atingir, alcançar os
judeus. Ele depois sobre aqueles que
vivem estritamente da lei, aqueles que
consideram sábado, que consideram os
alimentos, que consideram todas as
questões que a lei apontava, ele estava
como se estivesse sob a lei. E ele vai
até fazer o complemento, embora não
estivesse debaixo da lei. Eu não estou
debaixo da lei dos homens, mas debaixo
da lei de Deus. E aí depois aqueles que
estão sem lei, ele, por exemplo, aquela
pessoa que podia comer de tudo, que
podia trabalhar no sábado, ele também
estava vivendo no meio deles como se
estivesse sem lei, mas não fora da lei
de Cristo, que é essa lei do amor e da
graça que o faz modificar a sua atitude
para alcançar o outro. Então, com os que
estão sob a lei, ele vivia como se
tivesse sob a lei. Com aqueles que estão
sem lei, ele vivia como se estivesse sem
lei, sabendo, obviamente, que está sobre
a lei de Cristo. E com aqueles que são
fracos, ele se fez fraco. Quatro
posturas do apóstolo Paulo com um
objetivo muito claro. E o que que ele
vai dizer que é o objetivo dele? No
verso 22, ele diz: "Tornei-me tudo para
com todos, para de alguma forma
salvar alguns." O objetivo principal dos
relacionamentos é esse.
Essa figura do camaleão que nós estamos
vendo aqui o apóstolo Paulo apresentar,
ela não é uma figura fraca, ela não é
para nos esconder dos predadores, é para
nós termos possibilidade de ataque aqui,
um ataque positivo, não um ataque
predatório, mas um ataque da
apresentação do evangelho na forma que a
pessoa pode compreender, na forma como a
pessoa vai entender melhor, na forma
como é inteligível para todos aqueles
que estão ao nosso redor. Não sei se
você percebeu, mas eu estou com uma
camisa muito especial aqui. Essa camisa
foi um presente dos meus irmãos da
Guinébal. Temos uns irmãos que
frequentam a nossa igreja aqui. E não
adianta eu colocar essa camisa.
Eu no máximo estou fazendo uma homenagem
a eles, mas eu não me pareço um
africano.
Aliás, inclusive tem o pessoal que tem
um cancelamento muito forte aí na
internet. Eh, se eu pintasse o meu rosto
de preto aqui, dissesse: "Agora eu sou
negro", o pessoal ia me cancelar, ia
cancelar o canal da IBNU, ia cancelar
tudo, porque ia dizer que eu estava
menosprezando a dor e a luta desse povo.
Não adianta eu me vestir por fora.
minha forma, [roncando] a minha atitude
tem que ser a atitude que mexe por
dentro, que eu compreenda a dor dele,
que eu compreenda as lutas dele, que eu
compreenda as vitórias dele também e que
eu possa ser um canal de bênção na vida
desse meu irmão.
Essa é a atitude do apóstolo Paulo aqui
no final do capítulo. E essa adaptação,
ela é sempre uma adaptação de método e
nunca de identidade. O camaleão quando
ele se mistura na sua região ali na no
lugar onde ele está para se esconder,
para se camuflar,
ele não muda de camaleão para outro
animal. Ele não vira um jacaré, ele não
vira uma galinha, ele continua camaleão.
Essa é uma questão muito importante,
porque quando o apóstolo Paulo fala
todas essas coisas pra igreja, ele
continua sendo apóstolo. Ele continua
apertando os botões da igreja, falando:
"Olha, preste atenção, vocês estão
errando nisso aqui". Mas ele não faz
isso para sair vitorioso, para mostrar
para eles como ele era bom. Ele faz isso
para ensinar a igreja. Ele faz isso para
que a igreja mude a sua atitude perante
ele e perante as outras pessoas que vão
passar por lá. Então ele se torna tudo
para com todos. E a grande questão aqui
é que ele vai ganhar dois frutos. Ele
ganha um fruto presente e um fruto
eterno, porque ele vai mencionar que
dessa forma ele poderia salvar alguns,
dessa forma ele poderia trazer algumas
pessoas para o evangelho. E aí no verso
23 ele ainda vai complementar: "Faço
tudo isso por causa do evangelho para
ser carticipante dele."
Que alegria é para nós sabermos que o
Senhor da glória e da história que se
entregou por nós, morreu no nosso lugar,
nos dá a oportunidade de trabalharmos
junto com ele na difusão do evangelho.
Então, a nossa vida tem que ter essa
dedicação. Nós temos que viver, lutar
contra as nossas inclinações, as nossas
dificuldades para apresentarmos o
evangelho para as pessoas que Deus quer
alcançar. E talvez, se assim for
permitido, sermos apresentados como
coparticipantes do evangelho.
E aí, para encerrar, a pergunta que não
quer calar.
Tudo bem, a gente entendeu que a gente
tem momentos que precisa ser leão,
rugir, mostrar para as pessoas que o que
é certo é certo,
mas a gente precisa se transformar como
um camaleão para alcançar o coração
dessas pessoas. E como que a gente
consegue fazer isso? O final vai nos
dizer, é através da disciplina. E é uma
disciplina que não se trata apenas de
uma disciplina física. Aliás, a
disciplina física ajuda em muitas
coisas. Se você não faz exercício, você
deve fazer. Eu não sou um exemplo disso,
deveria estar fazendo exercício também,
mas assim, vale muito a pena você se
exercitar. Existem várias vários
benefícios fisiológicos quando nós nos
exercitamos. E aí o apóstolo Paulo, ele
escreve como um exercício. Ele vai falar
justamente disso. Ele vai falar no verso
25, ó, todo atleta exercita rigorosa
disciplina. Eles para receber uma coroa
que perece, mas nós para receber uma
coroa que dura para sempre.
tem essas duas coroas em jogo. Às vezes,
quando a gente tá num relacionamento
dentro da comunidade de fé, dentro da
nossa família, dentro do nosso trabalho,
a gente acha que a gente tem que sair
por cima, a gente tem que sair vitorioso
em todos os lugares, em todos os
momentos, em todas as discussões. Essa é
uma coroa que perece. Essa é uma coroa
que vai se desfazer com o tempo. Porque
ainda que a gente possa sair vitorioso
num argumento, numa discussão, num
debate, a gente pode ter perdido o nosso
irmão. Ao contrário, se eu me camuflo,
se eu consigo alcançar o coração do meu
irmão, eu ganho alguém para a
eternidade. Eu ganho alguém que vai
andar comigo o resto da vida, mesmo que
eu pareça fraco, como o apóstolo Paulo
vai mencionar aqui. E aí ele vai colocar
um ponto muito importante. Eu voltando
aqui à figura do Pelé, porque ele vai
terminar no verso 27 [roncando] dizendo
que ele não faz e ele não corre como
alguém que corre sem alvo. Ele não luta
como quem esmurra o ar. Mas no verso 27
ele diz: "Mas eu esmurro o meu corpo e
faço dele meu escravo, para que depois
de ter pregado aos outros, eu mesmo não
venha a ser.
reprovado.
O Pelé da teologia tava com medo de não
fazer parte da convocação.
Ele estava com medo de ser reprovado.
Convido você a fazer uma análise da sua
vida e da sua trajetória,
como eu já fiz da minha e continuo
fazendo quase que sempre que eu penso
nesses textos, penso nessa mensagem do
evangelho.
Eu tenho tido medo de ser reprovado?
Será que eu tô vivendo uma vida tão na
maciota, tão fácil, que o medo de ser
reprovado nunca passou na minha cabeça?
Nosso maior referencial de teologia
tinha essa preocupação.
Ele se esmurrava, ele treinava o seu
corpo, treinava a sua mente para que
quando fosse entrar, disputar a prova,
ele não fosse desqualificado e
reprovado.
O meu desejo para você que me ouve nessa
nesse momento é que você consiga
reverter os caminhos errados que você
tem feito.
Que você consiga rever os seus passos,
que você consiga rever as suas atitudes,
que você consiga fortalecer aquilo que
está concreto, correto diante da palavra
de Deus. que o espírito continue agindo
na sua vida para você transformar-se
cada vez mais para aquilo que é
necessário para a difusão do evangelho,
para a expansão do reino de Deus. E que
o nosso ego, a nossa capacidade interna
de querer sempre sair por cima de tudo
seja mortificado a cada dia para que a
gente possa carregar a nossa cruz como
nosso Senhor carregou. E que as outras
pessoas vejam esse amor através da nossa
vida, através de mim, através de você.
Que Deus o abençoe e que você seja um
canal de luz onde você passar.
[música]

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