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A fé vem pelo ouvir

O PODER DE JESUS PARA TRANSFORMAR FINAIS EM NOVOS COMEÇOS

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Legendas automáticas:

Olha, eu vou, eu vou dizer, a ideia de
ser presidente
eu até, vou até ler aqui para ler
direitinho, para, para não errar. Ser
presidente da Convenção Batista
Brasileira é, a responsa é grande.
>> É uma grande responsabilidade. Como o
nosso regime é um regime congregacional
democrático, né? Essa, é, é a linha
eclesiológica da igreja batista, é,
esses dias saiu uma reportagem,
né? Pastor de 31 anos preside a igreja
batista no Brasil. Não é isso, né? Eu
presido a convenção, que é a, que é um,
que é um grêmio, é um, um, uma entidade
classe das igrejas, mas as igrejas
batistas são de autonomia democrática,
né? A, o que por um lado não te dá
responsabilidade individual
por cerca de 14.000 templos que nós
temos no Brasil, mas o que por um outro
lado te dá a, a, a precaução de que se
alguma matéria chega para a gente é
quando deu problema, né? Ah, dentro,
dentro desse regime de autonomia
democrática, de cooperação, se chega uma
demanda para a Convenção Batista,
ela já chega porque é um, alguma
dificuldade, algum problema, né?
>> Verdade.
É, muito, muitas pessoas não conseguem
entender como funciona a eclesiologia
protestante fora dos contextos
denominacionais, né? Muitas vezes, ah,
os católicos romanos, por exemplo, olham
para a gente dentro dessa mesma
perspectiva católica, achando que cada
igreja é meio que uma, uma entidade,
como se, como se os evangélicos fossem
uma entidade dividida, né? E não
entendem que cada igreja é um corpo
autogovernado e até essas grandes
associações é a união de vários corpos
autogovernados se unindo em prol do
reino, né? Em um tipo de unidade que se
expressa em uma diversidade
congregacional.
>> Essa, essa sua definição é a definição
perfeita, é o, é o que representa o
pensamento evangélico. Agora, de fato,
né?
De um lado a multiforme graça de Deus e
do outro lado a nossa multiforme de
fazer um monte de coisa,
confunde mesmo a cabeça, né? De alguns.
>> Verdade. Um prazer, uma honra recebê-lo
aqui no 2 dedos de Teologia. Uma alegria
ter alguém do alto clero,
né, aqui com a gente.
A gente tem um podcast que que o nome é
Baixo Clero. É é para piada ser
para pastores da vida comum conversando
sobre vida de igreja. Eu sempre brinco
quando recebo gente aqui do de fora do
Baixo Clero.
Eu disse para eles: "Ei, Isa, vou
entrevistar o presidente da Convenção
Batista Brasileira", minha esposa. Ela:
"E tu vai vestido assim?" Aí eu eu
disse: "Ah, não, vou vou me vestir
melhor aqui, vou trocar de roupa, vou
>> Ô, Jesus.
>> Eu não tenho minha camisa da Inside
aqui. Eu tenho minha Inside favorita
para
>> E é só patrocinadora, né? Eu vi uma vez
você postando alguma coisa
da Inside.
>> for comprar Inside, usa o cupom
Teologia, tá, para dar moral aqui para
para os crentes.
>> Pode contar comigo.
>> Você começou quando essa perspectiva
digital sua?
>> Faz 12 anos que eu tô produzindo
conteúdo para a internet.
>> 12 anos, ah, então o cara que te vê hoje
é porque tem uma construção já aí de
mais de uma década, né?
>> Tem gente que me acompanha desde quando
eu tinha 17 anos de idade.
>> Legal.
>> Pois tem gente que acompanha muito
tempo. Praticamente eu tô com 31.
>> Eu tô com 33. Então, peraí, eu tô com eu
tô com 34. 34.
>> 34.
Legal.
>> Eu sou mais velho que alguém. Eu eu
cheguei no momento da minha vida em que
eu sou mais velho que alguém.
E isso isso é um pouco chocante. Porque
sabe quando foi o primeiro o primeiro
Tem dois momentos na vida do ser humano,
sabe? O primeiro foi quando
eu consegui ir mais fundo no mar do que
meu pai.
>> OK.
>> Eu sou mais alto que meu pai. Meu pai
sempre era barreira: "Ó, daqui você não
passa".
Aí eu fiquei mais alto que meu pai,
podia ir mais longe que meu pai na na na
praia.
Foi um momento marcante assim na meu
desenvolvimento psicológico sobre
crescer. Eu acho que a segunda vez foi
quando eu foi a primeira vez que eu
paguei um almoço para meu pai também.
Fui pagar um almoço para minha família.
>> [risadas]
>> Eu já era pastor de igreja.
Mas eu acho que é quando eu comecei a
descobrir que os jogadores da seleção
eram mais jovens que eu.
>> OK.
>> E aí eu dizia: "Poxa, já não dá mais,
então,
né? Já não tem mais como. Já já
>> [risadas]
>> não tem mais um um caminho aberto pela
frente. A vida já se afunilou bastante
para várias coisas não serem possíveis".
>> E hoje você tem um entrevistado mais
jovem no seu podcast.
>> Eu acho que é a primeira vez na minha
vida. Eu acho que é o
Tô até chocado aqui, porque eu sempre
fui o cara Eu comecei a produzir
teologia muito jovem, com 17 anos eu
tava colocando a cara no YouTube, não é?
Desaconselhadamente fazendo isso. E eu
sempre entrevistei pessoas mais velhas,
tudo. Todo mundo Eu sempre fui o mais
jovem de todos os meus círculos, né?
E agora com 34, eu ainda sou um jovem
pregador, mas agora agora eu eu consigo
ter essa honra, essa alegria de ter
alguém mais jovem. Eu tô tô muito
contente. Obrigado.
>> quanto tempo tem isso na sua vida?
>> Eu publiquei meu primeiro livro com 21.
Eu casei com 21. Foi 2000 Foi foi Foi
com 21 anos, então eu tô com 34, faz 13
anos, por aí.
>> Legal.
>> Acho que foi isso. Foi por aí. Por aí.
>> A A escrever essa modalidade que a turma
tá chamando de ficção é mais recente,
né?
>> Ah, não. Eu lancei minha primeira ficção
agora, nesse ano já. Tá o lançamento
essa semana, inclusive.
>> Pelo que eu acompanho, seus livros são
mais teológicos e tal.
>> Sim, sim. Não, eu publiquei já várias
coisas de teologia. Comecei escrevendo
sobre missiologia.
>> OK.
>> Ah, então comecei publicando sobre
missões, fui para materiais mais
teológicos, alguns materiais mais
homiléticos também, não é? Voltado para
exposição de textos bíblicos e tal. Mas
publiquei algumas coisas na área de de
teologia política, na área de teologia
pública, que é minha principal área de
atuação. Então tem sobre pobreza, sobre
moradores de rua, sobre questões
envolvendo realidade socioeconômica e
política. Tenho uns dois, três livros
nesse sentido. Então tem um pouco de na
área de teologia pública, sim.
>> Legal.
>> maioria é material teológico mesmo.
>> Legal.
>> Você é filho de crentes?
>> Não. Me converti aos 14.
>> Eu também não sou não.
>> Primeiro convertido de casa.
>> Eu batizei meu pai, batizei minha Meu
pai já falecido. Batizei meu pai, minha
mãe, minha vó, turma toda. Já como
pastor.
>> Que alegria. Batizei meu pai e minha mãe
foram Foi acho que um dos dias mais
felizes da minha vida, quando batizei
papai e mamãe.
Depois de uns de uns 14 anos de oração.
>> [risadas]
>> É o meu
>> Não, 17.
>> É o meu pai também
>> Orando pelos meus pais.
>> 17.
>> É.
>> Mais ou menos o tempo que eu também.
É o Eu Eu talvez um pouquinho mais. Eu
me converti mais cedo, mas o meu pai era
tetraplégico, a nossa família lutava com
muita dificuldade.
Então meu pai falece com 44 anos, assim,
atrofiadinho no meu braço. Não
literalmente, né, na, em casa.
Mas aí uma semana antes de ele falecer,
ele decidiu batizar.
>> [música]
>> Olha só, coisa poderosa.
>> Faz parte.
>> Mas que bom. Você e seu pai, então você
também não é de uma família cristã?
>> Não, eu fui o primeiro. Eu venho de
quatro gerações
e eu digo que venho de quatro gerações,
não é defendendo maldição hereditária,
não, viu? Só porque é, é a realidade.
>> [risadas]
>> Eu, até porque nem creio nisso. Ah, mas
eu venho de quatro gerações de, de
famílias bem disfuncionais, todos com o
mesmo dilema, alcoolismo,
gente que tinha algum tipo de recurso e
faliu, quebrou,
e
casamentos que não funcionaram. Então
foi assim com meu tetra, com meu tátara,
com meu biso e com meu avô. Com meu pai,
ah, o meu avô era um homem muito rico e
quebrou, prostituição e bebida,
e ele resolve quebrar, pelos desígnios
divinos, em 1994, o ano que eu nasci. É,
só que a falência do meu avô se
diferenciou da falência do meu biso, do
meu tátara e do meu tetra, pelo fato de
que o meu pai, filho dele, era
deficiente físico. Meu pai tinha uma
tetraplegia muito grave. Então você
imagina que a, até o meu avô quebrar,
o meu pai tinha três, quatro cuidadores,
fisioterapeuta,
ah, gente para fazer tudo. Quebrou,
tinha eu, né? Então no começo da minha
infância eu começo a ser cuidador dele.
Que que é cuidar de um tetraplégico? É
necessidades fisiológicas, banho,
comida. Eu lembro direitinho no dia que
a minha mãe foi embora de casa, eu tinha
12.
Ah, eu lembro direitinho no dia que a
minha avó me chamou e falou: "Meu filho,
só tem você, eu não tô aguentando". Ah,
o peso, né?
Ah, quem viu o meu, porque assim, é uma
doença degenerativa. Então eu nasci por
vias naturais, porque o meu pai nunca
perdeu a sensibilidade, então ele pôde
ter um filho. Ah, mas ele nunca teve
controle motor.
Só que assim, na minha lembrança, né, os
oito, porque depois que passa é que você
consegue fazer um um extrato melhor.
Os últimos anos da vida do meu pai, ele
estava realmente muito magrinho, muito
cadavérico e tal, mas não foi o reflexo
da vida dele inteira, né? Então, a a de
tantos da falência da minha família, o
se agravou no meu turno por causa da
doença do meu pai. Ah, mas Deus foi bom,
eu fui estudar, fiz direito numa
federal, comecei no
me posicionei cedo no mercado, consegui,
no último ano de vida dele, dar uma
dignidade financeira muito boa. Quando
ele faleceu, ele já tinha
cuidadora, fisioterapeuta,
a técnica de enfermagem.
Final da vida dele foi muito honrado,
graças [música] a Deus.
>> Pô, rapaz, que história, viu?
>> Ah.
>> Não sabia nada disso.
>> Ah, foi Então, assim, então eu chego
para a igreja como? Eu vou para eu vou
passar uma umas férias na roça
com uma tia bisa minha, a Dília, no
interior do Espírito Santo.
Aí ela me levou, ela já tinha mais de 70
anos, era membro da Igreja Batista de
Celina, que é Celina é um distrito de
Alegre. Alegre é uma cidade no sul
capixaba e Celina só tem, sei lá, 800
pessoas, um distrito mesmo. Eu fui numa
escola bíblica de férias e a professora
fez um um apelo, né, dentro da nossa
tradição é muito comum.
E eu tinha oito anos quando respondi
aquele apelo. Quando eu volto para
Guarapari, que é a minha cidade, não
tinha quem me levasse à igreja.
Para a minha família isso era
irrelevante,
parte da minha família mexia com
ocultismo, mexia com outro lado da
religião. Então, a titia vinha da roça
aos domingos, três horas de carro,
um golzinho
branco, manual, duas portas,
três horas de carro, mais de 70 anos,
vinha para Guarapari, me levava no
culto, almoçava com a gente e voltava
para a roça para o culto dela. Então ela
pegava 6 horas de de estrada por
domingo. Ela fez isso durante meses e
hoje eu sou pastor da igreja que ela me
trazia. Eu nunca tive em outra igreja.
Sou ela me trazia aqui nessa igreja.
Meses depois, crente, né, uma família ou
outra começou a identificar o menino
pequenininho que os pais não eram
crentes, o pai deficiente, vivendo
na pobreza, tal e coisa. E uma família
ou outra da igreja começou a me buscar.
A titia não me viu pastor. Ela faleceu
até sobre os meus cuidados aqui. Não me
viu pastor, mas ela foi a a grande
responsável. Aí eu assumi a presidência
da convenção do meu estado. Antes de ser
presidente da CBB, eu fui presidente da
convenção estadual.
E eu voltei na igreja lá de Celina ah
para fazer batismos porque a igreja de
lá estava sem pastor, me convidou para
fazer batismo. E encontrei a Janaína.
Janaína foi a professora da EBF que fez
o apelo quando eu aceitei ah
hoje há 23 anos passados, né? Há uns 23
anos passados.
Gente, olha, eu eu tô
Eu ia fazer pergunta sobre o livro. Meu
filho, peraí, peraí para você ver meu
filho aqui. Só um minutinho que eles
chegaram aqui. Um minuto.
>> Pode entrar, pode entrar.
Rapaz, eu chamo eu chamei o homem para
perguntar do livro e eu tô
abençoado aqui por uma história de
conversão muito bonita.
É uma história de vida muito, mas muito
tocante. Que coisa, que coisa, olha. É
muito legal que você nunca sabe o que
que que que você vai encontrar quando
vai entrevistar pessoas novas. Muito
legal. Puxa.
>> Esse aqui é o José.
>> Tudo bom, José? Você é muito bonitão,
cara.
>> Oi, Iago. Tudo bom?
>> Pastor Iago.
>> Aham.
>> Oi, José.
>> Pastor Iago, oi.
>> Deixa eu liberar ele aqui e a gente
a gente começa. Eles vieram
>> Não, fique em paz. Não, a gente já
começou. Você você acha que não, mas
>> Já começou, né?
>> Já começou. Esse esse testemunho inteiro
eu vou ainda bem que eu liguei o rec
antes. Eu tô muito contente por isso.
>> Fica à vontade.
Deixa eu só abrir a porta para ele aqui,
a gente já
>> Claro, claro, fica à vontade. Tudo o que
você tá me contando aí sobre a sua vida,
sobre a sobre a sua história, pra mim
fala muito sobre o seu novo livro, o
Viva de novo, o poder de Jesus pra
transformar finais em novos começos.
Porque você fala muito e os exemplos que
você deu aí, você fala muito, ah, no
livro sobre casamentos destruídos, sobre
falências financeiras, sobre situações
de vida que muitas vezes a gente imagina
que é o fim da nossa existência, é o fim
da possibilidade de permanecer servindo
a Deus, a nossa vida entrou na derrocada
completa e absoluta e agora é isso,
>> né?
>> Perfeito.
>> por mais que a gente não tenha a
convicção e a certeza de que
necessariamente a vida vai melhorar, não
é? A gente não sabe quais são os planos
de Deus pra gente, a gente pode
permanecer em fé, permanecer confiando
no Senhor e permanecer aberto pro Deus
que pode mudar as circunstâncias também,
se for a vontade dele, né? E essa parece
ser muito fruto da sua história, não é?
Parece que tem muito do do Rafael Abdala
no que tá escrito aqui. Não tem muitas
as suas histórias pessoais aqui, mas
pelo que eu pelo que eu pude ler do
livro e pelo que eu pude ouvir ouvir do
senhor,
ah, puxa, que coisa maravilhosa ver um
livro que nasce não só da leitura do
texto, mas também do modo como o texto
entra numa vida e como o texto sai desta
vida pra falar outras vidas também. Isso
torna a leitura do livro muito mais
muito mais chamativa e muito mais
edificante, na minha opinião.
>> É, primeiro, obrigado, Iago. Mais uma
vez quero reforçar o privilégio
que é estar aqui com você.
Ah, e você tem total razão. Eu
acrescento só uma perspectiva,
concordando com tudo isso que você
apresentou,
que é a igreja local. Eu tenho já um
livro lançado por outra editora, esse
que lancei já pra graça de Deus já tem
dois já encaminhados com com as
editoras.
E todos têm nascido até então baseado na
experiência pastoral da pregação, né?
Viva de novo foi uma série de mensagens
que eu preguei,
ah, pegando os os textos de ressurreição
no Novo Testamento, né?
Nós temos ali três exemplos no Antigo
Testamento, né? Um com Elias e dois com
Eliseu.
Mas eu pego apenas os do Novo
Testamento, as ressurreições operadas
por Jesus e na era dos apóstolos com
Paulo e com Pedro, né? Na ordem com
Pedro e com Paulo, Atos 9 e Atos 20. Ah,
e é muito fruto primeiro da experiência
pessoal.
De fato, nesse livro, eu não não conto a
história que eu narrei para o senhor
aqui.
Eu narro outras histórias, né? Ilustro.
Mas o meu primeiro livro eu dediquei
além de ter dedicado o livro ao meu pai,
eu dediquei um capítulo para contar um
pouquinho da história da doença dele,
dos percalços que nós passamos. Mas sem
sem sombra de dúvida, você como o senhor
como um autor experiente sabe
ah, que muito da nossa vida é
transmitido naquilo que a gente escreve,
né? E de fato,
>> além de ser prova ah, pessoal, real,
material disso, ah, é o que eu creio, o
poder que Jesus tem de transformar
finais em novos começos.
>> Antes da gente entrar um pouco mais no
conteúdo do livro, eu quero levantar uma
provocação aqui, porque eu acho que vai
ser legal para o público do canal já ter
isso em mente. Quando o a Mundo Cristão
me mandou esse material aqui, porque
assim, meu acordo com a Mundo Cristão é
o seguinte, todos os meses eu escolho um
livro deles para resenhar, né? Nem todos
os livros da Mundo Cristão eu concordo
com tudo e eu não escolho. Quando
geralmente eu prefiro as os lançamentos,
né? Porque aí são livros que estão
novidade para o pessoal conhecer. E tem
mês que não tem nenhum lançamento que eu
acho que converse muito comigo, assim.
Ah, vou pegar um livro mais antigo, vou
escolher alguma coisa já publicada,
sempre tem. Mundo Cristão tem muitas
ótimas publicações, graças a Deus. E aí
quando esse livro saiu, eu olhei, "Viva
de novo, transformar finais em novos
começos". Eu lá e lá e vai.
>> Mais uma teologia da prosperidade.
>> Mais uma autoajuda, evangelho da
prosperidade. Mas aí o pessoal disse,
"Não, Yago, pô, respeita nós, né?
Respeita nós, que não tem isso não, né?
Ah, ah,
confere o livro". Aí eu peguei o livro
para ler e comecei a ler e fiquei muito
contente, porque ah, ah,
eu eu geralmente eu tenho uma tendência
mais melancólica, assim. Eu já eu eu vim
da teologia da prosperidade, eu me
converti no meio da teologia da
prosperidade, então eu sou o cara já
totalmente ressabiado desse negócio, eu
não eu não eu não aceito nem um bom dia,
a pessoa me dá um bom dia eu digo talvez
não seja bom, entendeu? Talvez seja
ruim.
>> [risadas]
>> Eu já eu já sou muito ressabiado com com
toda a linguagem da autoajuda e da
teologia da prosperidade. Ver um livro
que fala de consolo, fala de esperança,
fala de fé,
fala de acreditar que Deus pode mudar
realidades sem toda a falsa promessa da
teologia da prosperidade, nossa, é uma
coisa maravilhosa de se ler, assim, de
acalentar o coração, porque eu confesso,
eu comecei a ler o livro cheio de de
armas levantadas assim. Aí vai, cadê?
Vai começar
a me prometer que vai dar tudo certo. Aí
você falava, contava a história, ah,
fulaninha teve marido, teve teve câncer,
o filho teve o filho adoeceu, ela cara
lá vem a mensagem e não tinha vitória no
final.
A mensagem era adoeceu, mas o que é que
ela conseguiu? Conseguiu mais fé,
conseguiu mais comunhão com Deus, teve
esperança de um Deus que continuava do
lado dela.
Talvez Deus mudasse realidades, e em
alguns casos Deus muda realidades mesmo,
mas talvez não seja o que acontece com
todo mundo. Nossa, eu fiquei muito
contente porque é o tipo de material que
tem a sensibilidade que falta muitas
vezes no que a gente escreve. Ou a gente
vai para um tipo de teologia da da
derrota absoluta, né? Como se Deus
nos abandonasse, sei lá, como um deísta
assim, Deus quer o nosso mal e e nossa
desgraça. Por outro lado, a gente sempre
entra muitas vezes num consolo muito
vão, que nem é o que a Bíblia dá muitas
vezes. É o consolo da vitória, ou da
promessa de que tudo vai dar certo, Deus
fecha a porta para abrir uma janela,
toda vez e tal, e cara, às vezes Deus
fecha a porta para a porta ficar fechada
mesmo, e o que é que eu aprendo com
isso? Não é que Deus quer operar em mim.
Então assim, eu quero louvar esse livro
e esse esforço desse material já de
começo aí. É um material que quer suprir
uma lacuna que falta muito nos materiais
teológicos que a gente tem em português,
não é? E não é um livro teologicamente
ah denso, não é? Ele é um livro
pastoral, nasce da igreja, então ele é
fácil de ser entendido, lida com os
textos bíblicos, é bem é homilético, né?
Então lida com os sermões sem lida com
com os textos bíblicos com aplicação,
ilustração, explicação, mas sem uma
linguagem não é nem uma linguagem meio
boba assim, de um sermão meramente
transcrito, uma linguagem muito oral, é
uma linguagem muito literária, ah, mas
sem ser denso também, não é? É um livro
que tem uma profundidade ótima para o
grande público. Isso já, já de começo,
já é uma coisa que me deixa muito
contente naquilo que você quis produzir,
naquilo que você entregou para a gente
aqui no Viva de Novo, que saiu pela
Mundo Cristão.
>> E é um capa muito bonita.
>> Muito obrigado, Iago. Ah, obrigado
mesmo. E uma das preocupações que nós,
né, que, que temos, que recebemos de
Deus o direito de falar,
ah, para pessoas a partir do nome dele,
uma das preocupações que nós precisamos
ter é de jamais prometer para os outros
o que ele nunca prometeu,
tampouco, ah, autorizou que nós
prometêssemos em nome dele.
Então, a perspectiva pastoral, quando
saudável, ela é, primeiro, absolutamente
equilibrada e, segundo, equilibrada
porque é absolutamente firmada dentro
das escrituras sagradas. Então, qual é
a, qual é a ideia? Cada caso bíblico
registrado, [música] e nós cremos, esse
é o ponto de partida que a Bíblia é a
palavra de Deus, cada caso que nós vemos
registrados na escritura tem aplicações
práticas para hoje, não apenas do modo
como Jesus age, mas o modo como as
pessoas podem reagir às ações do nosso
Senhor Jesus Cristo. De fato, ah, o
primeiro livro que eu escrevi chama-se O
Deus Provedor e eu gasto dois capítulos,
ah, descortinando, foi até interessante
você
eh, tocar nisso, acredito que você nem
sabia dessa informação que eu vou te
passar, mas o meu primeiro livro, eu
gasto dois ca, capítulos descortinando a
teologia da prosperidade. Ah, o nome do
livro, ah, chama O Deus Provedor. Eu
parto, eu examino Segundo Reis 4, de 1 a
7, quando Eliseu entra na casa da, da
viúva e promove, da parte de Deus, o
milagre da multiplicação. Então, de um
lado, nós não acreditamos na teologia da
prosperidade. Eu escrevo lá no livro as
suas nuances, a confissão positiva e
outras coisas e, e fazendo uma, uma
defensiva nesse sentido. Mas de um outro
lado, você disse muito bem, nós também
não acreditamos na teologia da miséria,
da derrota, de um Deus que tem prazer de
ver os seus filhos, ah, muito mal, na
penúria. Ah, nós cremos em Filipenses
4:19. Meu Deus, segundo a sua riqueza em
glória, de suprir as vossas
necessidades. Nem desejo, nem ganância,
nem ambição, nem vontade de estar no
topo da montanha. As vossas necessidades
em Cristo Jesus. Então, a perspectiva,
ah, do Viva de Novo, é uma perspectiva,
procurei eu ser equilibrado nesse
sentido. A palavra de Deus tem sim
promessa de conforto, tem sim promessa
de alento, né? Mas primeiro, essa
promessa não é um fim em si mesmo e
segundo, o sofrimento não pode ser
desperdiçado, ele é pedagógico, ele faz
parte da nossa agenda. Aliás, para quem
não, para quem nos ouve, ah, qualquer
perspectiva de fé que te prometa
ausência de sofrimento, está prometendo
algo que Deus nunca autorizou que
prometêssemos em nome dele, porque ele
nunca prometeu.
>> ler um trecho do livro, ah, tava lendo
esse material. É um livro tão gostoso
que eu comecei a ler faz três dias e já
terminei praticamente o livro, é muito,
muito bom. Falta só um finalzinho aqui,
eu tava, parei no, no penúltimo
capítulo. Material muito gostoso, mas
teve uma situação aqui que me, que eu
achei muito bonita. Quando você comenta
sobre a ressurreição de Lázaro, né? Tem
um trecho muito bonito. Uma quarta
aplicação prática e específica é
desenvolver o que podemos chamar de
visão de ressurreição. É a capacidade de
ver potencial de vida nova em situações
aparentemente mortas.
Para isso, é preciso treinar os olhos
espirituais para ver além das aparências
atuais, as possibilidades que Deus pode
estar preparando. Um jovem envolvido com
drogas pode não ser apenas um caso
perdido, mas uma futura testemunha do
poder transformador de Deus. Um bairro
decadente pode ser mais do que apenas um
lugar sem esperança, pode ser um campo
missionário à espera de ser cultivado.
Devemos aprender a celebrar
ressurreições pequenas e cotidianas que
Deus opera em nossa vida. Não raro,
estamos tão focados em esperar os
grandes milagres que perdemos as
pequenas e frequentes demonstrações do
poder de ressurreição de Deus.
Desenvolver o hábito de reconhecê-las e
celebrá-las fortalece nossa fé para
confiar em Deus em situações mais graves
e desafiadoras. A prática consiste em,
entre outras coisas, registrar nossa
gratidão a Deus por renovar nossa vida,
compartilhar testemunhos de pequenas
vitórias com amigos e familiares,
desenvolver a prática de adoração e
celebração, não apenas pelos grandes
milagres bíblicos, mas também pelas
pequenas manifestações do poder de Deus
em nossa vida pessoal. Muito bonita a
ideia da gente pensar em um Deus que tá
todo dia fazendo milagres em nossa vida,
né? Que a gente tem pão pra comer, tem
uma uma roupa pra vestir. Eu falo muito
sobre, eu oro muito com os meus filhos
nesse sentido. Quando eu vou orar por
eles à noite, a gente sempre diz: "Deus,
obrigado porque a gente tem roupa,
obrigado porque a gente teve comida na
nossa mesa, obrigado que a gente tem o
que comer, obrigado que a gente tem uma
casa pra dormir, uma cama pra deitar". E
tudo isso são pequenos milagres, não é?
Quando a gente é ensinado a fazer a
famosa oração dominical, né, o Pai
Nosso, como a gente
é ensinado, a gente é ensinado a a pedir
pão. Eu acho isso muito bonito porque
não é a picanha nossa de cada dia
dai-nos hoje, não é? Não é o carro do
ano me dê hoje, não é? Não é me coloca
no topo dos montes, como você disse. É
pão, é o é o é o mais básico e funcional
pra gente sobreviver, não é? E a gente
pede pão, a gente implora por pão todos
os dias. E é um Deus que continua todos
os dias fazendo pequenos milagres em
nossas vidas. Se a gente perder esse
olhar de um Deus que todo dia resolve
alguns dos nossos problemas, todo dia
nos dá uma coisa nova, todo dia nos dá
uma respiração nova, se a gente perder a
beleza disso, acho que a gente perde a a
essa ressurreição, né? Que poderia tá
colocado nos nossos olhos todos os dias.
>> Essa visão de ressurreição.
Atos 17:28 diz que nele nós vivemos, nos
movemos e existimos, né? Ah, e gosto
também de Colossenses 2:3: "Em Cristo
habitam todos os tesouros da ciência e
do conhecimento". De uma forma que ah,
tudo que se observa de bom, toda boa
dádiva, disse Tiago, né, e todo bom
perfeito desce do alto. Então a
realidade é que essa visão de
ressurreição é conseguir projetar
esperança não só naquilo que é
grandioso, naquelas mudanças de vida que
as pessoas esperam, almejam tanto, mas
nas pequenas realidades, né? Ninguém
sabe, Deus não faz milagre em coisa,
Deus faz milagre em gente. Ah, eu gosto
de pensar que
qualquer mãe, com todas as letras, se
você perguntar para ela assim: "A
senhora quer
uma cobertura do plex de frente para a
praia ou a senhora quer o seu filho
liberto das drogas?" Ela vai dizer: "Eu
moro até numa palafita.
O meu filho pode ser liberto, o meu
filho pode sair disso, a gente vai para
uma palafita e a gente começa.
Ah, o principal dos milagres é sempre em
gente, né? E porque é em gente, é em
circunstâncias e pode ser que chegue em
coisas, mas as coisas vão estar lá no
final do arco. O começo do arco é sempre
gente, o negócio de Deus é gente. Ele
veio por gente, para resgatar gente,
gente comum, gente como eu, como você,
gente que ele nos ouve aqui.
>> Tem outra citação que eu gosto muito,
que é quando você fala sobre Deus ver a
nossa dor, né? Se eu não me engano, é
sobre o capítulo da viúva de Naim, não
é?
>> De Naim, sim. Aham.
>> Isso. Tem outra citação aqui na página
53, que fala assim: "Desenvolver
sensibilidade espiritual
para reconhecer a presença e a voz de
Jesus em meio às crises é uma habilidade
que precisa ser cultivada. Trata-se de
criar momentos regulares de silêncio e
reflexão, ainda que em meio ao caos.
Buscar a perspectiva de conselheiros
espirituais maduros, capazes de nos
ajudar a discernir a voz de Deus.
Estudar as escrituras com coração aberto
para ouvir o que Deus quer nos dizer por
meio de sua palavra.
Às vezes, Deus, Jesus interrompe nossos
ciclos de morte através de
circunstâncias que inicialmente parecem
negativas. Uma demissão inesperada pode
ser o início de uma nova carreira mais
satisfatória. Uma crise de saúde pode
nos levar a mudanças de estilo de vida e
a consequente melhoria na qualidade de
vida. Aprender a ver essas interrupções
como possíveis intervenções divinas pode
transformar nossa perspectiva sobre as
dificuldades. Então, é muito
interessante, porque, por mais que a
gente não tenha essa promessa de que
sempre que uma coisa ruim acontece,
necessariamente Deus estará nos dando a
coisa boa imediatamente? A gente tem a
ideia de que Deus pode estar nos
ensinando alguma coisa, Deus pode estar
gerando alguma coisa boa em nós. Não é?
Às vezes o que Deus quer com aquele Eu
vi um eu vi um meme eu vi um meme no
Instagram que era assim, o cara dizendo:
"Aquele momento em que você sente aquela
dor aleatória no peito só para Deus te
lembrar de que é ele que está no
controle".
Entendeu? De que ele que está mandando
em tudo. Então o cara sente aquela dor
do peito ali para lembrar meu irmão:
"Eita, é Deus que está me dando vida
todo dia, né?" Aí é nada, era só gases,
né? Aquela coisa toda.
E às vezes Deus está nos lembrando de
alguma coisa, está
C.S. Lewis que diz, né, que o sofrimento
é Deus gritando no nosso ouvido. Não é?
E Deus nos dá sofrimentos para nos
ensinar coisas, nos dar coisas, gerar
coisas em nós. Ah, o que é que você
acha, o que é que o senhor acha
que a gente tem perdido na nossa fé?
Que tem nos impedido de enxergar mais
profundamente a presença de Deus nesses
momentos de sofrimento?
>> Em primeiro lugar, eu penso que abro o
coração aqui como pastor. A pessoa que
chega aqui na igreja para
cultuar a Deus, ouvir um sermão, mas se
a pessoa já ouviu horas e horas e horas
de sermão durante a semana, né, pela
turma do YouTube, etc. e tal. E e tem-se
criado no inconsciente coletivo
>> Turma do YouTube.
>> [música]
>> É para o bem e para o mal, né? No seu
caso para o bem.
Ah, graças a Deus.
Tem-se criado no inconsciente coletivo
ah, evangélico brasileiro
essa ideia do triunfalismo. Então ah o
primeiro passo, no meu entendimento, é a
pessoa parar de pensar que
necessariamente porque ela sofre ela
está fora da vontade de Deus.
Necessariamente porque ela sofre ela não
está no centro da vontade de Deus,
porque quem está no centro da vontade de
Deus não sofre, quem está dizendo a
vontade de Deus vive sempre em pastos
verdejantes e águas tranquilas. Isso não
é verdade. Jesus Deus manda
Paulo para uma determinada direção,
Paulo vai na determinada direção que
Deus mandou e ele naufraga. Então quer
dizer, está no centro da vontade de Deus
e está naufragando.
A primeira coisa é a gente entender que
não é porque eu estou sofrendo que Deus
se esqueceu de mim, não é porque eu
estou sofrendo que eu não estou fazendo
aquilo que Deus quer. A gente também
sofre e a gente também tem
circunstâncias adversas estando
rigorosamente onde Deus quer que a gente
esteja. Isso é é um primeiro choque de
consciência. Em segundo lugar,
eu gosto de pensar que nós precisamos de
nos cercar de amigos que tenham coragem
de dizer verdades inconvenientes para
nós.
E ouvir uma verdade inconveniente de um
amigo é é ruim, é doloroso. A gente
preferia que não acontecesse. Eu preguei
isso esses dias aqui na igreja que nós
precisamos de amigos que tenham a
condições de bater no nosso ombro e
dizer: "Senhor querido, cuidado, você
está ficando vaidoso. Cuidado, você está
se esquecendo da modéstia. Cuidado, você
está ilusionista demais. Cuidado, você
está indo para uma linha que não é
legal. Cuidado, você anda dando carona
para moças. Cuidado, você anda dando
abraços mais demorados em pessoas e eu
tenho observado". A gente precisa de de
amigos que nos digam verdades que no
primeiro momento são inconvenientes, mas
que vão nos livrar de sofrimentos que
são muito maiores do que as verdades
inconvenientes que qualquer amigo
amigo mesmo, né, possa vir a nos dizer.
Nós gostamos muito do do elogio, nós
gostamos muito
Grandes pessoas que na história da nossa
fé tiveram aquilo que nós chamamos de
queda, talvez tenham-lhes faltado amigos
para dizer: "Olha, não Calma aí, você
não é isso tudo.
Você não é tão grande quanto pensa.
Cuidado com isso daí. Baixa a bola, você
não precisa arrumar guerra com tudo.
Cuidado com o sexo oposto" e etc. Então,
ah, é inconveniente muitas vezes ouvir
uma verdade por parte de um amigo, né?
Neste que eu estou dizendo isso porque
no parágrafo que o senhor leu, ah, está
escrito aí, ah, dos conselheiros, né? Eu
falei da gente se cercar de conselheiros
maduros espiritualmente. Isso é uma
grande necessidade que no primeiro
momento pode parecer sofrível, mas é é
um alento. Então primeiro, mudar essa
consciência de que porque eu estou
sofrendo eu estou fora da vontade de
Deus, não, muitas vezes na agenda de
Deus é aquele sofrimento mesmo,
pedagógico ou não, era para você passar
por aquilo e está tudo bem. Ninguém vai
querer usar a coroa de ouro na terra em
que o nosso Senhor usou a coroa de
espinhos, o sofrimento faz parte.
Segundo é cercar-se de pessoas que
tenham condições morais, condições de
maturidade e fé para controlar os nossos
excessos, né?
Ah, o nosso coração é uma fábrica de
excessos e e de vez em quando aquilo que
nós criticamos nos outros a gente começa
a ver no espelho, só que a gente não vê.
Precisa de alguém que nos diga. Eu eu
partiria por esses dois princípios.
>> Legal. O que é que o senhor acredita que
o senhor vai conseguir gerar nas pessoas
com esse material? Qual é a sua
expectativa
ah, com esse livro chegando na mão do
crente, do líder de igreja, de outros
pastores, de cristãos, seja eles estando
nos momentos de dores, seja na nos
momentos de glória, não é? Paulo vai
dizer que sabia viver contente em toda e
qualquer situação, não é? Cristãos estão
em todas as situações. Existem cristãos
cristãos que estão na crista da onda, no
melhor momento da vida, outros podem
estar no pior momento de suas vidas. O
que é que você acha que alguns podem ser
membros de igreja, outros pastores,
líderes de igreja. O que é que o senhor
espera gerar nas pessoas com esse
material?
>> É, você leu o senhor leu e água e como,
né, um escritor
>> engraçado a gente com a mesma idade se
chamar de senhor, assim. Um chamando o
outro de senhor, muito muito muito
>> Você da de lá para cá?
>> Bora, bora, tu e você.
>> que é que tu, o que é que você
>> [risadas]
>> Você como escritor experiente sabe mais
mais do que eu até [música]
ah, que eu escrevi, procurei escrever
numa linguagem muito simples para que
fosse muito acessível até quem não é
familiarizado com os termos da nossa fé.
Então o primeiro ponto de partida é
esse, é é um livro para todo mundo,
>> [música]
>> para quem sofre, para quem não sofre.
Segundo, eu tenho a expectativa de de
equalizar momentos. Eu digo que a gente
tem que ter cuidado com dois momentos na
vida. Primeiro, precisamos ter cuidado
com o dia do fracasso. O dia do fracasso
é um péssimo conselheiro. É olhos ah
marejados pelas lágrimas de quem
fracassou embaçam a nossa visão e a
nossa perspectiva. Mas do outro lado,
nós devemos ter cuidado com o dia do
sucesso, porque igualmente o dia do
sucesso é um péssimo conselheiro.
[música]
Olhos que estão lubrificados pelas
lágrimas de alegria de quem obteve uma
grande vitória e igualmente embaçam a
nossa visão. Então é a perspectiva de um
equilíbrio. E e e terceiro, que é o
subtítulo que a mão do cristão propôs,
né, o poder de Jesus transformar finais
em novos começos, é a ideia de que o
Senhor Jesus nunca perdeu o controle de
nenhuma das circunstâncias e que mesmo
em meio a tormenta, ele pode, quer seja
resolvendo ou não a demanda, porque isso
é é um ato da soberania dele, ele pode
não resolver. Você veja, nos 66 livros
da Bíblia Sagrada,
você vai ter escritos de forma ah
categórica três ressurreições no Antigo
Testamento, três operadas por Jesus no
novo, duas operadas pelos apóstolos, a
ressurreição de Jesus e o texto da morte
de Jesus que diz que quando ele entrega
o seu espírito ao pai, né, o véu do
templo se rasga, mudança religiosa, as
rochas se fendem ao meio, mudança na
estrutura [música]
ah geofísica, e terceiro, mudança no
ciclo da vida. Muitos corpos de santos
foram vistos andando por Jerusalém.
Então vamos totalizar aí 10 textos nos
66 livros da Escritura. Então veja, eu
posso dizer para você
ah com qualquer afirmação teológica, da
da mais simples possível à mais
complexa, de que mesmo no livro sagrado,
a ressurreição neste plano é uma
exceção. Então pera aí, eu não vou pegar
este livro e lá no cemitério para
levantar a pessoa amada que eu chorei
tanto a partida, nos casos mais difíceis
do luto, aí das complexidades, das
múltiplas complexidades do estado de
luto pelo qual eu já passei, vou passar
de novo até que Jesus volte ou me leve,
todo mundo vai passar, não não não é
essa ideia. A ideia é ter um instrumento
de afago durante o enquanto, né? Nós
estamos no ainda não chegamos lá, ainda
não estamos no corpo glorificado, ainda
não atravessamos o rio. Então, enquanto
estamos aqui, como que os princípios da
palavra de Deus podem nos consolar. É é
é um livro de consolo, não é um livro de
promessas,
né? Até porque eu não tenho condições de
prometer nada a ninguém, mas uma
perspectiva bíblica, ao meu ver,
equilibrada de como Deus pode, de fato,
transformar finais em novos começos,
>> [música]
>> quer seja nos dando vitórias,
quer seja nos fazendo entender de que
não somos inabaláveis e não estamos aqui
para vencer em todo tempo. Aliás, uma
pessoa que só tem vitória na vida, só
vence, só vence, só vence, muito
possivelmente a única coisa que ele ela
conquiste com unanimidade seja inveja,
né? É é bom que se perca,
>> [música]
>> é bom que se tenha dias maus, é bom que
se seja criticado, é importante isso
para nossa vida. Eu falo muito a questão
das críticas,
a porque algumas são injustas e e
desleais mesmo,
>> a a ninguém que esteja na sua posição
não não tem como estar acostumado não
está acostumado com isso.
>> Absolutamente, faz fazer outra coisa da
vida, né? Mas muitas delas é a mão de
Deus nos colocando no nosso lugar. E é
isso mesmo e e vamos para frente. Então,
não é não é uma promessa do não sofrer,
é uma promessa de sofro e sei
inevitável. O que é que eu posso fazer
agora?
Estou eu eu verifico aqui a cinco seis
episódios bíblicos capazes de te ajudar
nisso.
>> Olha, para o público interessado no novo
livro do nosso querido pastor Rafael
Abdala, o melhor link vai tá aí na
descrição pra vocês comprarem e serem
Olha o tamanho desse livro aqui, minha
cara, eu sou cearense, minha cabeça é
grande, ó.
Livro é grande aqui, ó. Livro é grande,
ó.
>> [risadas]
>> Bonito, bonito. Mundo Cristão sempre
material premium aí nas publicações,
papel amareladozinho. Mundo Cristão tá
muito zelosa, Mundo Cristão com com com
os autores.
Capa bonita, Viva de Novo, o poder de
Jesus pra transformar finais em novos
começos. Link vai tá aí na descrição.
Pastor Rafael, como é que o pessoal te
encontra aí ah pela internet? Você tem
rede social?
>> Tenho rede social, ah no Instagram
@rafael.abdala,
Rafael com ph, Abdala Mebudo e dois L's.
E no YouTube criei recentemente o meu
canal, Pastor Rafael Abdala, tem lá
pregações, tô ensaiando também um
podcast com alguns convidados e e tá lá,
comecei agora.
>> Excelente, vão lá, vai ter o link aí
também pra você conhecer o canal e os
canais, né, os as redes do Pastor
Rafael. Um abraço a todos, obrigado por
acompanharem até aqui, vocês sabem o que
fazer, cliquem em gostei, vão lá seguir
o Pastor Rafael, vão lá comprar o Viva
de Novo e até o próximo vídeo aqui do 2D
do Teologia. Um cheiro no cangote de
todos vocês e até a próxima. Sou
cearense, eu deixo um cheiro no cangote,
Pastor Rafael.
>> [música]
>> Não, sem problema nenhum.
E é um privilégio ser entrevistado mais
uma vez por alguém bem mais velho, viu?
Fique esse registro.
>> [risadas]
>> Bem mais velho, que vergonha. História é
essa.
Valeu, um abraço. Ai, até a próxima.

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