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A fé vem pelo ouvir

O significado do Amor Bíblico e o Bom Samaritano – Davar Live – 10/07

O significado do Amor Bíblico e o Bom Samaritano – Davar Live – 10/07

O significado do Amor Bíblico e o Bom Samaritano – Davar Live – 10/07

Legendas automáticas:

Fala pessoal, tudo bom? Boa noite aí
para todo mundo.
Boa sexta-feira, bom sábado.
[limpando a garganta]
Estamos aqui no mais uma live aqui do
canal.
Aí eu já vi que já tem um pessoal aqui,
né? Então, boa noite aqui pro Carlos que
tá sempre aqui. Eh, boa noite pro Luiz
também, que deixou uma mensagem um pouco
mais cedo aqui, um tema bem
interessante. Ele falou, é, esse daqui é
o tema que eu eu tinha esquecido na
última live. a [limpando a garganta]
gente tinha combinado de falar sobre
isso e eu acabei eh falando sobre outras
coisas, esqueci de de
preparar esse assunto. Eh, e aí eu dei
uma olhada no assunto, dei uma lida e
foi, na verdade, foi bom, porque tem
várias coisas bem legais pra gente falar
sobre esse assunto.
A gente deu uma comentada na semana
passada sobre a ideia bíblica de amor,
né? Como assim? O amor da Bíblia é um é
um mandamento, mas você manda um para
você ter um sentimento. Então, amor não
é um sentimento e tal. A gente passou
por cima desses temas assim, a gente vai
se aprofundar um pouco mais, vai
destrinchar melhor algumas algumas
questões aqui
e eu vou ler uns trechos aqui de um
livro do Rel. A gente vai comentar sobre
o o que que o CS Lewis fala sobre isso.
O Kirkard também é um pouquinho
basicamente esses três autores sobre o
conceito de amor e isso tudo dentro do
contexto da parábola do bom samaritano
lá de Lucas capítulo 10.
[risadas]
Então a gente vai, esse é o tema de
hoje, tá bom gente? Eu até coloquei no
título da live, eu acho que legal que de
repente chama atenção para se alguém
tiver passando, achar o tema
interessante, já fica por aqui, né? Eu
não sei, de repente só da VAR Live é uma
coisa que chama pouco atenção, o pessoal
acaba não ficando. Mas é isso. Boa noite
aí pro Flávio, pro Marco, pro Daniel,
Daniel [limpando a garganta]
Algo Verde
que tá aí também nas lives aí. Eh, então
vamos lá. Eu queria dar uma olhadinha
só. Tem um tem um comentário que foi
pessoal deixou aqui na durante a semana
nossos vídeos aqui no canal
e eu acho que talvez vha a pena falar
disso, que ele diz o seguinte, eh, um
comentário inclusive na na live passada
do dia 3 de julho. Roney, faz um vídeo
falando sobre a sua conversão ao
adventismo, de onde você é. fala um
pouco sobre o que vocês acreditam, como
vocês entendem a imortalidade da alma,
etc.
Vocês sabem que esse canal eu me esforço
para ele não ser um canal adventista,
então eu fujo um pouco de questões
doutrinárias do adventismo pra gente não
ficar preso a isso, né? Eh, eu acho, eu
não acho tão interessante a gente ficar
falando de doutrinas
eh específicas do adventismo e tal, mas
acho que vale a pena dar um um panorama
geral de algumas coisas aqui sobre
eh porque que eu sou adventista e de
modo geral o que que eu penso sobre o
adventismo e o o que que o adventismo
crê sobre algumas coisas. Então, hoje eu
vou eu vou entrar nesse assunto, tá bom?
Então, de forma geral, eu já vou começar
da seguinte forma. A gente costuma
pensar que alcançar a verdade dentro do
contexto religioso é você estudar
bastante
e você descobrir quais são, qual é a
denominação religiosa que tem as
melhores doutrinas bíblicas e você ir
para essa denominação. E isso é se
aproximar da verdade. Inclusive dentro
do adventismo, isso é entendido como se
aproximar da verdade. tem uma certa base
bíblica nisso quando a gente fala dos
bereanos, que aqui de vez em quando a
gente comenta e tal,
[limpando a garganta] que é
é um povo que gosta, não gostava de
estudar, eles conferiam se o que o Paulo
tava pregando realmente batia com as
escrituras e tal.
Mas eu acho que eh é um pouco diferente
porque primeiro a gente tá falando
dentro do cristianismo, todo mundo é
cristão.
Então como se tornar um cristão melhor?
é você descobrir a doutrina certa para
você seguir dentro desse pensamento e aí
você segue essa doutrina e tal.
Eu não penso exatamente assim. E é por
isso inclusive que eu sigo a religião
dos meus pais. O eu sou adventista
porque meus pais eram adventistas, os
meus avós eram adventistas e meus
bisavós eram adventistas. Então, é uma
religião que tá na minha família há
muito tempo, inclusive não tem muita
gente da minha idade que os bisavós eram
adventistas. Os meus bisavós se
converteram ao adventismo assim quando o
adventismo era meio novidade aqui no
Brasil.
Eh,
e
o fato de eu estar na religião dos meus
pais
já [limpando a garganta] indica um pouco
isso, porque eh é claro que eu tenho um
senso crítico em relação a doutrinas.
Inclusive eu sou um adventista meio
chato com algumas coisas, porque tem
algumas coisas que eu não gosto da forma
como que é é mostrada na igreja e tal,
mas de certa forma, de forma geral,
claro, eu concordo com o adventismo,
senão não ia continuar sendo adventista.
Mas eu eu acho que mais importante do
que você ficar buscando
eh qual é o conjunto de doutrinas
corretas,
é você ser o melhor possível da religião
que você pertence, entende? Então, eu
sou um adventista, eu procuro ser um
excelente adventista o máximo que eu
consegui. Então, eu sigo a religião dos
meus pais porque eu não encontrei nada
que fosse absurdamente contra o jeito de
eu pensar. Mas eu procuro ser um
adventista muito bom. E para mim ser um
adventista muito bom não é cumprir
exatamente a as doutrinas certinho, mas
é você se apegar ao que a Bíblia
considera que é hierarquicamente
superior, inclusive até a doutrinas. Tem
a ver com o que a gente falou semana
passada, tem a ver com o tema de hoje,
que é a ideia de bondade, de amor, fé,
esperança e o amor, que Paulo fala que
são as as principais
eh eh [limpando a garganta]
os principais dons, né, restam agora a
fé, a esperança e o amor. Eh, então
[limpando a garganta]
esse essa
esses princípios para mim são os mais
importantes em relação a doutrinas. Tem
até doutrinas que eu sigo, mas eu
entendo de uma forma diferente. Então,
por exemplo, o adventismo tem o toda uma
ideia de reforma de saúde. E essa
reforma de saúde eh tá dentro de um
contexto de um, eh, de seguir uma certa
alimentação.
Então, você tá dentro, você segue uma
alimentação específica, que é a
alimentação lá de do capítulo 11 de
Levítico. Então, para quem não sabe,
adventista não come carne de porco,
basicamente, né? Então, eh, não só carne
de porco, mas tem umas regras lá de
quais animais os israelitas comiam ou
não. Então, frutos do mar a gente não
come. Eh, algumas aves específicas a
gente não come, mas as aves,
normalmente, as aves que as pessoas
comem a gente come também. E
e [limpando a garganta]
carne de porco, basicamente, né?
Basicamente a gente come os animais que
podiam ser oferecidos como sacrifícios
no santuário. É basicamente isso. Então,
eh,
o adventismo pensa isso como uma ideia
de reforma de saúde. Ele vai usar aquele
texto: "Seu corpo é o templo do Espírito
Santo". E, portanto, você tem que cuidar
do seu corpo. E para cuidar do seu
corpo, você cuida da sua saúde e segue
essas regras. É o é o modo como o
adventismo pensa. Eu sigo as leis de
Levítico 11, mas seguindo uma lógica
totalmente diferente. Eu discordo dessa
ideia de de primeiro, a palavra saúde
não aparece lá em Levíticos 11. Então eu
não entendo isso como uma ideia de
manter a sua saúde, até porque tem
outras coisas que a gente sabe hoje, a
gente observando, medindo a realidade, a
gente percebe que outras coisas são até
mais importantes pra saúde. E o texto
não fala sobre isso, que é, por exemplo,
exercício físico. Texto bíblico não fala
para você fazer exercício físico para
cuidar da saúde.
É mais importante do que não comer carne
de porco. Então, para mim, desculpa,
deixa eu só desligar aqui meu som do meu
celular. [limpando a garganta][tosse]
Então, a questão para mim não é saúde,
mas a questão é você
manter uma parte da sua vida. No caso, a
alimentação.
Dentro de desse aspecto da sua vida,
você separa um pedaço para você lembrar
eh para você manifestar sua
religiosidade através da sua
alimentação, entende?
Essa basicamente o o o cerne, essa
justificativa que o próprio livro de
Levíticos dá lá no capítulo 11. Para que
comer aquela comida? Para você,
basicamente, ele vai usar o mesmo
argumento de Levítico 19, para você ser
santo como Deus é santo, né? Então, por
isso você não vai comer esses alimentos
para você se separar. Então,
[limpando a garganta]
o que eu quero dizer com tudo isso é, eu
sigo as doutrinas adventistas, mas eu
não concordo necessariamente com a forma
como o adventismo normalmente vê
diversas questões, né? E se eu não for
seguir as doutrinas adventistas, eu
deixo de ser adventista, vou vou para
outra igreja, né? Então eu penso desse
jeito e não tem problema também, não é
um não é nenhum nenhuma, nenhum nenhum
nenhuma tragédia, né? Eh, então eu sou
adventista, eu não me converti
especificamente saindo de uma outra
religião pro adventismo. Eu nasci num
contexto adventista, mas eu acredito que
como toda pessoa religiosa adulta,
na verdade você se converte em algum
momento, porque ninguém é religioso sem
passar por uma conversão, mesmo que seja
pra própria religião que você sempre
pertenceu. Entende o que eu quero dizer?
Então eu, digamos assim, me converti lá
pela adolescência, eu entendi várias
coisas sobre religião e decidi seguir
sua série.
Eh,
e sou adventista, né? O, então, o que
que qual que é a do adventismo de forma
geral?
O adventismo, o aspecto, o aspecto que
eu gosto do adventismo é um aspecto que
muitas vezes os adventistas tentam fugir
dele, que é o adventismo é uma religião
esquisita. E hoje eu olho isso assim e
dou o maior valor para isso. O
adventismo é esquisito.
Ele é esquisito porque
ele quebra alguns padrões e segue outros
de uma forma que não é previsível.
Então, o adventismo é um movimento eh
faz parte do movimento protestante, não
é uma religião católica, não é uma
divisão do catolicismo. Então ele vem do
protestantismo historicamente, mas ele
mesmo
se separa do movimento protestante.
Alguns dizem até que é é um é um né, um
neoprotestantismo, né, porque ele faz
parte de um movimento de religiões do
protestantismo lá do século XIX, né? não
é um protestantismo clássico, então ele
vai surgir ali com outros movimentos
protestantes, como os mórmons e
testemunhos de Jeová, apesar da gente
doutrinariamente não tem nada a ver com
o mórmon e testemunho de Jeová. Eh,
então [limpando a garganta] o o
adventismo vai ter vai se fazer parte
desse segundo movimento protestante e
ele vai entender o seguinte, eh, a é um
é um fundamento dentro do adventismo,
apesar de dos adventistas não falarem
muito disso, que a reforma protestante
não acabou, ela não é um evento, ela é
um processo e esse processo continua na
história. Então, a gente deveria
continuar reformando as nossas doutrinas
eternamente,
eh, considerando que tem várias
doutrinas que a gente simplesmente
continua seguindo porque sempre foram
seguidas.
Esse espírito do adventismo que é muito
forte no início,
ele foi se perdendo com o tempo. Eh, mas
eu vejo que tem muitos adventistas que
ainda mantém esse espírito e para mim
isso é importante. Vamos olhar pra
Bíblia
e tentar reformar a nossa religião com
base na Bíblia. Vamos tentar parar de
seguir coisas que a gente só tá seguindo
porque a gente sempre seguiu, mas não
tem necessariamente um fundamento
bíblico. E vamos passar a seguir coisas
que a gente talvez nunca seguiu, mas que
tem um fundamento bíblico para isso.
Então isso que eu acho interessante, né?
Eh,
e no geral é isso, por exemplo, a
imortalidade da alma, né, que foi um um
assunto que foi que um uma doutrina que
o o a pessoa perguntou lá no comentário.
Eh, esse é um é um dos pontos. Por
exemplo, eu não conheço outra religião
protestante que tem a mesma visão dos
adventistas, que é o que eu falo aqui no
canal, inclusive, que a alma
não é uma entidade fora do seu corpo,
eh, que sobrevive fora do seu corpo. A
alma, dentro da descrição bíblica, é o
ser humano vivo, né? Deus soprou nas
narinas de do do homem e ele se tornou
alma vivente. Ele é uma alma, né? A alma
que pecar, essa morrerá. Ou seja, a alma
morre também. Então, a expressão alma
dentro do da da dentro do do contexto
bíblico, não é essa descrição que a
gente faz, não é esse conceito de uma
espécie de um fantasminha que tá dentro
do nosso corpo. Dentro do contexto
bíblico, a alma é é a totalidade do ser
humano, né?
Eh, a alma morre, a alma é ressuscitada,
eh, e os quando faz a contagem das
pessoas em Israel fala: "Ó, aqui tem
tantas almas, tem lá 5000 almas aqui
nesse lugar. A alma é a totalidade do
ser humano." Eu acho que isso faz muito
sentido essa forma que eu vejo o texto
bíblico. E é basicamente esse é o
conceito adventista da imortalidade da
alma. Então, a alma é mortal
e a alma não subsiste em um plano não
físico. Isso é um conceito que veio lá
do platonismo, né? Não é um conceito
bíblico. Eh,
o o judaísmo antigo pensava dessa forma,
embora dentro do judaísmo que é
predominante hoje, você tem doutrinas
que que saem desse dessa ideia. Então,
inclusive tem
conceito de de
eh de uma pessoa que é
como que chama? A quando a alma depois
que você morreu, você é a alma vai para
um outro corpo. Ela eh esqueci até o
nome do do conceito. Faz tempo que eu
não falo sobre isso. Então a a alma é
eu eu lembro que tinha uma pessoa que
brincava que é reencadernação da alma,
mas eh quando a sua alma volta para um
outro corpo, você morre, aí a sua alma
vai e nasce de novo em um outro corpo e
tal. é uma coisa que muitos judeus creem
por influência do do pensamento
helênico, platônico. Inclusive na
própria enciclopédia judaica, quando se
fala de imortalidade da alma, se fala
disso de reencarnação, lembrei o nome do
termo, de reencarnação como sendo uma
coisa que é uma influência do platonismo
e e assim por diante, né? Então, esse é
um exemplo de uma crença que se tentou
reformar de um pensamento bíblico. Eles
tentou pensar, ó, a gente pensa desse
jeito, mas isso daí veio depois. Isso
não é parte da Bíblia. Vamos tentar
pensar o que que a Bíblia tá dizendo.
Então, esse espírito adventista eu
gosto, embora muitas vezes ele se perde
na prática religiosa. Então, eu tenho
críticas à igreja adventista, como tenho
a várias outras igrejas. Eu prefiro
fazer
as críticas à minha igreja para
adventistas em um contexto adventista,
né? Eu eu falo mal da minha igreja só
para as pessoas da minha própria igreja.
Eh, e não é porque eu passo pano, não.
Tem muita coisa que eu acho absurda, mas
eu não tenho para que ficar falando para
gente que não crê na mesma coisa que eu.
Então, eh, basicamente, olha, de forma
geral, essa é a minha é a minha
a minha história dentro do adventismo,
né? Eh, sempre fui adventista e eu penso
o adventismo dessa forma, de forma
geral. Eh,
deixa eu dar uma olhada aqui nos
comentários. Eu vi que tem bastante
coisa aqui.
Eh,
pessoal aqui dando boa noite, né? O José
Lima, Luís Fernando, eh, comigo Iden com
a a CCB, acho que você tá falando de
nasceu dentro da igreja, né? Eh, tem uma
pessoa que colocou umas mensagens de
ajuda aqui para fazer doação. Eu eu não
sei se esse o o Carlos tá até falando
aqui, ó. Isso daqui é spam. Eh, esse
tipo de coisa que você não conhece,
conheça as ajude as pessoas que você
conhece. Quando é uma pessoa
absolutamente anônima na internet, a
chance de alguém tá só sendo esperto e e
e
sendo spam é muito grande, né? Mas se
você quer ajudar a pessoa, então vai
atrás, vê se a história é verdadeira,
entre em contato com ela, conheça ela e
ajude, né? É, é o conselho que eu dou
aqui. [roncando]
Eu nem sei como bloquear aqui ao vivo,
mas eh
depois eu eu vejo isso daqui. Aqui.
Pronto. Eh,
a gente tá falando aqui de Levítico 11,
né? Todo e todo o livro é sobre
santidade. É isso, Carlos, né? É isso
mesmo que a gente tá falando, né?
Eh, o o Eduardo Ramos coloca aqui: "Às
vezes reflito isso, se mesmo estando na
igreja desde sempre, se realmente me
convertir".
É uma dúvida, Eduardo.
Eh,
existe um momento em que você amadurece
espiritualmente, digamos assim, e que
você decide levar aquilo a sério, né?
Isso vai acontecer.
Às vezes você pode ficar na dúvida se
será que eu estou salvo? Será que estou
fazendo tudo do jeito certo? Essa dúvida
também é comum, é normal. Eh, mas a
ideia de que
você eh eh se você se converteu é mais
complicada, né? Mas eu diria que se você
percebe que você tem uma vida
espiritual, então vocês converteram em
algum momento. Às vezes não é em um
momento específico também, não é um dia
que você falou: "Hoje é o dia da minha
conversão". Também às vezes acontece de
uma forma mais como um processo também.
você vai amadurecendo e aquelas ideias
começam a fazer sentido aos poucos, né?
E aí quando você percebe e você tá
realmente vivendo uma vida espiritual,
né? Eh,
mas acho que é por aí, né?
O Carlos coloca aqui: "As TJAS também
não creem numa na alma imortal igual a
IAG. Elas também vieram em parte do
movimento adventista". Ah, interessante.
Eu nem conheço muito bem a história dos
TJs, né?
Eh,
mas a gente tem coisas em comum e coisas
não em comum, assim como em relação a
todas as outras religiões protestantes,
né? [roncando]
Eh, o pessoal tá aqui me ajudando, né?
Reencarnação. Sumiu totalmente a palavra
na minha cabeça, mas reencarnação, até
os judeus acreditam nisso, são judeus
modernos e tal.
>> [roncando]
>> Eh, a Lucilene coloca a morte da alma é
uma desintegração.
Olha, Lucilene,
a ressurreição,
de acordo com Jesus, a morte é um sono
no qual você não está consciente,
né? Minhas palavras, essas últimas.
Então, a morte é um sono. Significa que
a pessoa morta, ela está em um estado,
digamos assim, de suspensão. Ela não
está viva, ela não, ela não tá presente,
ela não está flutuando em um outro
plano, vem do nosso plano, ela está
descansando, ela está ausente
no na ocasião da ressurreição.
Essa esse ser humano é recriado, digamos
assim, né? Então aquela alma volta a
existir.
Eh, e eu sei que tem várias questões
filosóficas aqui, né? Eh, é recriado a
partir do seu corpo, mas e quem morreu
há muito tempo não sobrou nada do corpo?
E quem uma parte do corpo tá em cada uma
em cada lugar e tal. São questões que de
fato
só fazem sentido se você acredita que
Deus é capaz de criar o universo a
partir do nada. E por isso ele também é
capaz de recriar um ser humano que já
deixou de existir, né? Eh, mas é meio
nesse sentido, não é exatamente uma
desintegração,
mas a alma
é um ser humano funcionando.
Então, quando esse ser humano não está
funcionando, que ele tá em estado de
morte, a alma tá meio que suspensa. O
que Eclesiastes vai dizer é que o o
fôlego de vida volta para Deus que o
deu. E às vezes isso causa uma confusão
com a ideia de alma, o fôlego de vida,
que é a vida que Deus dá.
Quando você morre, esse fôlego retorna
para Deus, né? Não em forma de uma alma,
mas acho que é mais até num sentido
figurado, no sentido de que aquela força
de vida deixa de existir em você e
continua existindo só em Deus na ocasião
da morte, né? Então, eh, é mais nesse
sentido, né? a sua alma, ela tá
suspensa, digamos assim, ela deixou de
existir, não existe mais como uma coisa
e depois é eh ela vai ser recriada, né?
Eh, Jesus é Miguel, como os adventistas
acreditam quem é como Deus?
Então, eh, a ideia de Jesus sendo Miguel
é que
é uma coisa um pouco difícil de eu acho
que muitas vezes o pessoal explica de um
jeito que é ruim e aí as pessoas acham
bizarro e pode parecer bizarro mesmo. A
forma como eu entendo é que Miguel não é
um outro anjo, mas Miguel na Bíblia é
uma das é um dos títulos de Jesus, né?
Eh, inclusive por causa desse desse
nome, quem é como Deus, que pode ser
entendido não como uma pergunta Michael,
mas como uma expressão quem é como Deus,
né? Eh, o livro de Daniel
vai vai usar a expressão de Miguel como
o grande príncipe, o
Saratsavá, o príncipe do exército. É a
mesma expressão que aparece lá em Josué,
pro homem que aparece para Josué. eh,
paraa qual inclusive Josué se curva e o
adora e ele não repreende José por causa
de Josué por causa disso. Então, tem
algumas coisas aí, talvez um dia a gente
fale um pouco mais sobre isso, eh, que
mostrem que Jesus se manifesta de várias
formas no Antigo Testamento
e uma dessas formas era Miguel. Uma
delas, eu entendo também que é o tal do
anjo do Senhor. Eh, a própria ideia de
anjo, a gente precisava conversar um
pouco mais sobre isso, que a gente pensa
no anjo no
homem loiro de olho azul e com asa de
águia, de pomba branco, com uma veste
branca e uma tiara de ouro. Eh, mas não
necessar, o anjo não é isso. Anjo é um
outro conceito que é um pouco mais
complexo na Bíblia.
Eh, a gente fala disso em outra ocasião,
mas basicamente anjo é um título, é um é
aquele que é enviado de Deus. A palavra
anjo malach significa o enviado. Então,
a tradução bíblica é arbitrária para
decidir quando ele vai traduzir a
palavra mál enviado e quando ela vai
traduzir a palavra malar como anjo,
que basicamente é a palavra enviado
também, só que em latimelis
e se eu não me engano tem uma relação
com o grego também. Eh, então,
eh,
Jesus é um anjo, tanto quanto Deus pode
ser um anjo. Quando Deus é enviado à
terra, ele é um anjo. O, o anjo do
Senhor, no meio, no relato bíblico, a
pessoa tá conversando com o anjo do
Senhor e de repente no meio da conversa
já não é o anjo do Senhor, é o Senhor. E
aqui o tetragrama, né, Yahvé. Então,
a ideia de anjo também na Bíblia é um
pouco confusa, não é tão simples. Então,
por isso para mim não tem nenhum nenhuma
questão em falar de Jesus como um anjo,
eh, principalmente quando era chamado
arcanjo, ou seja, o principal dos anjos,
o principal dos enviados. Então, dentro
dessa compreensão, tem todo um
pressuposto aqui para você entender
Miguel como Jesus, eh, uma manifestação
do próprio Jesus, entende? Basicamente,
resumidamente, é isso, né?
Eh, o Eduardo Ramos coloca: "Em uma
pregação ouvi o pastor falar que se deve
ler a Bíblia junto ao espírito de
profecia, porém essa visão não corrobora
com os críticos da Ig. Falam que
tratamos a Leenat como uma segunda
Bíblia". Eh, não corrobora com a com o
pessoal que que não entende aqui,
espírito de profecia é o nome que os
adventistas dão pros escritos de Allen
White, que é uma pessoa que a gente
entende que teve um dom de profecia, que
também não, o adventismo acho que às
vezes ele é muito fechado. Dom de
profecia é um dom dos últimos tempos,
não se restringe Allen White. É um dom
que vai acontecer cada vez mais, mais
frequentemente nos últimos tempos. Seus
velhos terão sonhos, seus jovens terão,
Seus velhos terão sonhos, seus jovens
terão visões, que é o texto lá de Joel,
que é falado lá na na ocasião do
Pentecostes. É um é um dom típico do
final dos tempos,
a profecia, mas o eu não acho que a
White, eu eu acho que a própria Helen
White não pensa assim, que a os escritos
dela são um complemento pra Bíblia. A
Bíblia não precisa de complemento. A
Bíblia não tá incompleta.
Então, os escritos de Allen White é um
são um comentário à Bíblia.
Não necessariamente eh tudo que ela
escreve sobre a Bíblia é uma revelação
divina direta dela. Ela depende muitas
vezes de uma tradição protestante, o que
ela tá escrevendo é claramente uma
pessoa protestante do início do do lá do
século XIX, dentro do contexto dos
Estados Unidos.
E ela vai,
ela vai basicamente replicar essa visão
em vários assuntos, né? Então, não
necessariamente tudo é uma mensagem de
Deus, às vezes é uma pessoa só
escrevendo e tal, uma uma escritora
religiosa.
Eh,
e eu discordo totalmente que você
precisa ler a Bíblia junto de dos
escritos de Allen White. Não são um
complemento à Bíblia, né? Eh, são um
comentário na Bíblia, né?
A Lucilene coloca aqui: "Eu creio no
sono, mas tem gente que tem atividades
da alma até no sono, ou por sonhos ou
por interações com outras criaturas. Na
morte, como sono em Cristo, a alma pode
ter atividades se for em Cristo."
É, Lucilene, eu eu acho que quando
Cristo fala que a morte é um sono,
eu acho que é um é uma a minha visão,
né? Eh, eu acho que é um é uma metáfora
e como toda metáfora ela não é 100%, ela
é uma metáfora em qual sentido do sono.
A gente não pode comparar todos os
aspectos do sono com a morte.
Eh, qual é o aspecto que Jesus tá
fazendo a metáfora do sono, que eu acho
que é a ideia de você tá
eh em uma inatividade e depois voltar à
atividade. Então, Jesus fala que a morte
é um sono no sentido que a pessoa está
lá inconsciente, mas ela vai voltar a
estar aqui conosco novamente. Então,
acho que é nesse sentido que a
comparação com o sono. Eu não sei se dá
pra gente fazer a comparação, ah, mas no
sono tem o estado da consciência em que
em que tem os sonhos e tal. Eu não eu
não sei se a metáfora abrange esses
aspectos. Entende o que eu quero dizer?
Eu acho que ela mais no sentido do do
retorno. Você dormiu e você vai acordar
da mesma forma você morreu e um dia você
vai ressuscitar, né? Eu acho que é nesse
sentido.
Eh, uma forma de vermos coloca aqui, eh,
eu partir da ideia adventista porque
seria um título de Jesus. E olha que eu
sou assembleano, mas gosto muito dos
adventistas, pois eles são muito
estudados. Obrigado. Ah, legal, legal,
bacana.
Eh, bom, gente, acho que sobre
adventismo é isso. Eu evito falar sobre
adventismo aqui, porque
existe uma ideia de, a gente tá falando
aqui de conversão, por exemplo. Eu acho
que se um assembleiano se torna
adventista, ele não se converteu
quando ele se tornou adventista,
porque ele já é um cristão, ele já tem
um relacionamento com Deus, não existe
conversão, existe só uma mudança de um
aspecto ali ou outro da sua religião.
Então, a gente tem até um uma música, eu
não sei se em outras igrejas as pessoas
cantam também, quando a pessoa tá se
batizando, a gente canta e ó que
belosinos, cantam lá nos céus, pois se
converteu um pecador Eu sempre achei
bizarro isso, porque às vezes tinha
alguém se batizando e o cara era, sei
lá, batista,
um excelente batista, melhor do que
muito adventista, melhor do que eu em
muitos aspectos. Nossa, que exemplo de
pessoa. E se tornou um adventista é
legal, faz parte da nossa igreja agora.
Mas por que que eu tô cantando que se
converteu um pecador,
né? Tão pecador quanto qualquer outro
que tá aqui convertido também, entendeu?
Então, às vezes, eh, o que eu não gosto
é que dentro do adventismo tem muito
essa ideia de pregar para cristãos,
entende? Então, eh, tem muito assim,
olha que bom que a pessoa que era da
congregação se tornou adventista. Ah,
não necessariamente. Ela só mudou um
ponto de vista.
O que importa mesmo é o relacionamento
que ela tem com Deus ou tinha ou vai ter
agora. Eh, isso não tem a ver com virar
adventista ou não, entende? Então, eu
não festejo,
digamos assim, eh, batismos de cristãos.
Não sei se vocês entendem o que eu quero
dizer.
Então, a festa nos céus, quando alguém
se
converte do seu pecado, uma pessoa que
só mudou de denominação religiosa, ela
não tá se convertendo do seu pecado. Ela
tá mudando o ponto de vista dela sobre
uma coisa, mas o relacionamento de Deus
com Deus continua ali, entende?
Então, eh, por causa disso que eu não
tenho interesse em converter pessoas
para adventismo. Eu tenho interesse de
primeiro chamar a atenção das pessoas
paraa perspectiva bíblica das coisas,
né? E, se possível convertê-las, as
pessoas que não são convertidas, a um
relacionamento com Deus,
seja em qual for a religião aí que que
ela entra, entendeu? Então, bom, mais ou
menos isso que eu penso. Eh, talvez sou
muito moderninho aí para muita, muita
gente que é mais conservadora, é mais
tradicional em relação a muitas coisas.
O próprio adventismo fala muito de nós
temos a verdade, nós devemos levar a
verdade para as pessoas que é uma outra
expressão que, hum,
às vezes um muçulmano que nem acredita
em Jesus,
ele tem uma verdade que o adventista não
tem, que é a noção da presença de Deus,
por exemplo, a consciência da presença
de Deus.
sujeito se curva ali dentro da mesquita
em oração de uma forma tipo muito mais
reverente do que qualquer adventista em
um culto. Então, e de qual verdade a
gente tá falando? A verdade da noção da
presença de Deus, da reverência diante
da imensa santidade de Deus. O muçulmano
tem essa verdade, o adventista não
entende?
Então,
eh, a a a verdade sobre a reverência
diante da revelação divina do texto
bíblico, eu acho que os judeus têm isso,
não todos judeus, né, que grande parte
dos judeus nem religioso é, mas que
muitos judeus tem muito mais do que
adventistas, que é a minha própria
religião. Então, de qual verdade a gente
tá falando? Existem muitas verdades no
relacionamento de Deus com o homem. Eu
posso ter algumas, outras pessoas podem
ter outras e eu quero aprender com elas
e crescer, né? Eu não tô interessado em
batizar pessoas na minha igreja, não,
né? Eh, eu tô eu tô interessado em fazer
as pessoas terem um relacionamento
honesto com Deus, né?
A Lucil colocou que os muçulmanos creem
em Jesus como um profeta menor. Isso é
verdade, Lucila, tô corrigindo, né? Eh,
os muçulmanos nem acreditam em Jesus
como filho de Deus, né? Como Deus
encarnado que salva, né? O cordeiro de
Deus que tira o pecado do mundo, mas
como um profeta do qual eles têm muito
respeito, inclusive, né? Verdade.
Aí o uma forma de ver diz: "Eu só não
sou adventista por causa do sábado que
não vejo como um dia santo como os
adventistas". E também porque eu creio
muito no pentecostalismo, não como os
assembleanos que vem o pentecostalismo
como carro chefe. É interessante,
mas eu acho que é por aí. A gente vai
aprendendo coisas um com os outros, né?
Uns com os outros. Eu acho que não há
problema em ter várias igrejas, porque
cada um tem uma perspectiva diferente e
às vezes
você fica até mais fácil você ir numa
congregação onde as pessoas pensam como
você. você organiza o seu culto ali de
uma forma que é mais conveniente para
todo mundo. Então, não é uma questão
para mim. Acho que o importante não é
isso.
Importante é todo mundo se respeitar, a
gente conseguir trocar essas ideias, né,
como a gente tá trocando aqui.
Bom, então tá, gente, vamos lá. Vamos
pro tema do da live hoje.
Eh, porque como eu tava falando lá no
comecinho, vocês tinham falado sobre
esse tema. Eu ia falar na live passada,
esqueci.
E aí eu parei para dar uma lida sobre o
assunto e acendeu várias coisas na minha
cabeça. Falei: "Cara, isso é muito
legal. Esse assunto é muito bom. Tô
empolgado para falar com vocês sobre
isso". Então, vamos lá para Lucas,
capítulo 10.
A gente vai falar sobre a ideia do amor
na Bíblia, eh, alguns aspectos do amor.
Alguns a gente já falou antes, a gente
vai só aprofundar um pouco mais.
Mas talvez uma pergunta que a gente
queira responder aqui é como pode o amor
ser um mandamento? Qual é o sentido de
um amor ser um mandamento? Como você
ordena alguém a amar alguém, né? Então,
quando a Bíblia fala, "Ama a Deus sobre
todas as coisas, ama o teu próximo como
a ti mesmo, o que que ela realmente quer
dizer com a palavra amor? O que que é
essa ordem de amar? O que que isso
significa?"
Então, a gente vai pensar um pouco sobre
isso. A gente vai levantar aqui
principalmente três pensadores, que é o
Abraão Joshua Rechel.
Aqui no livro Deus em busca do homem,
eh, a gente vai falar um pouco sobre o
que o Ces Lewis fala sobre isso. Eh, em
dois livros que eu acho que são eh Os
Quatro Amores. Eu não sei se é essa
tradução em português, eu peguei uma uma
versão em inglês online
e no cristianismo pur simples também. E
sobre o que o Kidgard fala disso, né? em
uma obra, eu não lembro aqui, agora a
gente já vai ver, a gente vai ver o
conceito de amor dentro desses três
pensadores, o que seria o amor bíblico,
né? E é claro que a gente vai dar uma
comparada aí com alguns outros textos
bíblicos que falam sobre amor pra gente
entender melhor isso e tudo isso dentro
da moldura aqui da parábola do bom
samaritano aqui em Lucas capítulo 10.
Então não é pouca coisa, né? Vamos lá
então.
Lucas capítulo 10 a partir do verso 25 a
gente vai ver, né? Eis que um certo
homem, intérprete da lei, se levantou
com o objetivo de pôr Jesus à prova e
lhe perguntou: "Mestre, que farei para
hererdar a vida eterna?" Eh, eu acho
interessante essa linguagem bíblica
aqui, que basicamente a pergunta dele é:
"Como eu faço para ir pro céu?" É o que
a gente perguntaria hoje, né? Eh, que
esse ir para o céu, esse o céu, não é
uma expressão que é comum na Bíblia.
Normalmente é ou o reino dos céus ou o
reino de Deus, né? ou a vida eterna.
Como eu faço para el dar a vida eterna?
Então, se você tá preocupado com a sua
salvação, presta atenção nisso daqui,
né? E aí Jesus vai responder.
Eu gosto muito dessa resposta de Jesus
no verso 26. Lucas 10 verso 26. A
resposta de Jesus para como eu faço para
ir pro céu? O que Jesus diria se você
perguntasse para Jesus como eu faço para
ir pro céu?
Eu acho que não, né?
O,
eu uso o OBS aqui, ele me deu uma
notificação agora que ele tá
desconectado, tentando reconectar, mas
parece que tá tudo OK aqui. Não sei o
que que é. Então, vá, voltando lá. Eh,
Jesus quando é perguntado, ele vai
responder de uma forma interessante. O,
existe uma ideia, no judaísmo, isso é
muito forte, que o sábio responde uma
pergunta com outra pergunta, porque você
não dá resposta para uma pessoa, você
oferece pra pessoa uma maneira de pensar
para ela chegar na resposta. Então, você
responde a pergunta com outra pergunta
pra pessoa chegar à resposta, né? Isso é
muito comum na psicologia também, na
psicologia clínica você faz mais
perguntas do que resposta porque você
não quer ali entregar uma coisa que a
pessoa vai pega e virou verdade para
ela. Não, ela tem que chegar naquilo
também. Só é uma construção em conjunto.
Jesus não responde essa pergunta com
outra uma outra pergunta. Ele responde
essa pergunta com duas perguntas. Então,
o que faz para el dar a vida eterna?
Jesus então lhe perguntou:
"O que está escrito na lei?" É a
primeira pergunta de Jesus. A segunda é:
Como você a entende? Ou como lê? Como
você lê?
É muito boa essas duas perguntas de
Jesus que estão se complementando. É
primeiro o que tá escrito na lei ou em
outras palavras, o que que tá escrito na
Bíblia, na revelação de Deus.
Só que isso não é o suficiente. O que
está escrito em si não é o suficiente.
Tão importante quanto, ou às vezes até
mais importante do que isso é como você
interpreta, como você lê, como você
entende aquilo que tá escrito, como você
interpreta aquilo que é a revelação
divina. Porque a revelação é um livro,
ele ele não é um ele não tá ali uma
pessoa andando e falando. Então, como
você interpreta aquele conjunto de
palavras? Então, a resposta para como
herdar a vida eterna é duas perguntas.
Como você, o que que tá escrito? Qual é
a revelação divina? O que que tá escrito
na lei? O que que tá escrito na Bíblia?
E como você lê isso? Como você entende
isso? Isso é muito interessante porque
tem muita gente que pega o mesmo livro.
Então, tem um conjunto de pessoas que
pega o mesmo livro, o mesmo conjunto de
escrituras, a mesma revelação divina. E
essas duas pessoas chegam a conclusões
absurdamente diferentes
e isso motiva elas a terem
comportamentos absurdamente diferentes.
Então não é suficiente você se perguntar
o que tá escrito na Bíblia, como você
lê, como você entende,
é tão importante quanto
a sua salvação depende disso, né? E eu
gosto de pensar que a sua salvação
depende da interpretação de um texto,
né? Envolve uma atividade intelectual,
embora obviamente não se restringja a
isso, mas a tua a sua tua salvação
envolve isso, a sua compreensão de um
texto, né? Eh, é preocupante e é
interessante ao mesmo tempo, né?
E a resposta do intérprete da lei é isso
é lá no verso 27. Isso. Ele respondeu:
"Ame o Senhor, seu Deus, de todo o teu
coração, de toda a tua alma, com todas
as suas forças e com todo o teu
entendimento, e ame o seu próximo como
você ama a si mesmo."
Aí, verso 28, então Jesus lhe disse:
"Você respondeu bem, faça isso e você
viverá". Então, olha só que interessante
o a resposta dele,
a o as duas perguntas, na verdade foi só
a citação de dois textos bíblicos. E o
fato dele citar esses dois textos
bíblicos em conexão já é a forma dele
entender. E que Jesus fala: "Você
entendeu correto". Essa é a forma
correta de se entender o texto. E a os
dois textos são dois mandamentos em
relação ao amor. Ama a Deus sobre todas
as coisas. Amarás, pois, o teu Deus de
todo o teu coração, de toda alma, com
todas as tuas forças. E aqui ele ainda
acrescenta e com todo o seu
entendimento. Eu não sei se essa, esse
complemento do seu entendimento ele tá
na na Septoaginta ou não, mas o Novo
Testamento costuma citar aqui
Deuteronômio capítulo 6 a partir do
verso 4, né, que é esse ame ao Senhor
teu Deus de todo o teu coração, tal. O
Novo Testamento costuma citar com esse
complemento e com todo seu entendimento
que não tá no texto lá do do Antigo
Testamento, né? Eh, e coloca uma
perspectiva, como a gente tá falando
aqui, intelectual também, com seu
entendimento. Você vai amar a Deus com a
sua compreensão, com o seu intelecto, o
seu entendimento,
eh, todo o teu coração, toda a tua alma,
todas suas forças e todo seu
entendimento. Então, esse é o primeiro
texto. Esse texto é importante por
vários motivos.
Eh, e um deles é dentro da tradição
judaica, esse texto é um texto especial.
O rabino Aquiva vai falar que eh eu não
lembro agora se é Akiba ou Riléu ou os
dois vão falar que esse texto é uma um
resumo da lei. Se eu não me engano, é
Rilel que vai falar pra pessoa
perguntar: "Olha,
fale para mim, resuma para mim a lei
enquanto eu me equilibro numa perna só".
Ou seja, fala aí rapidamente o que que é
o mais importante da lei. E ele vai
citar justamente aqui: "Amarás pois teu
Deus todo coração, tudo homem, todas
suas forças." E se eu não me engano, ele
também falamos teu próximo como a ti
mesmo. Ou seja, o resumo da lei são
esses mandamentos do amor. Esse
Deuteronômio 6, "Amarás o teu Deus",
conhecido no judaísmo como Shemá. Eu
acho que muitos de vocês devem conhecer
isso, né? Eh, que a palavra chemá é esse
primeiro eh essa primeira palavra, esse
verbo lá eh ouve que aparece lá no verso
4, ouve, ó Israel, o Senhor é vosso
Deus. O Senhor é um. Amarás, pois, o teu
Deus de todo o teu coração, toda a tua
alma, todo o teu entendimento. Essas
palavras que hoje lhe ordeno estarão no
teu coração. Tu as enculcarás aos teus
filhos. Delas falarás a sentar em tua
casa e andando pelo caminho e ao
deitar-te, ao levantar-te. também as
atarás como sinal na tua mão e como e
como frontal entre os seus olhos e e as
escreverás nos umbrais das tuas portas,
né? Citei de cabeça aqui. Acho que é
isso. Eu gosto desse texto. Texto é o
texto base do judaísmo. O judaísmo, isso
é o resumo. Deus é único,
né? E o homem deve amar a Deus de todo
teu coração e deve ensinar os seus
filhos, né? Eh, essas palavras têm que
estar escritas na casa dele e devem
estar inscritas no corpo dele. Você vai
atar essas palavras na mão e no e como
frontal entre os seus olhos. Inclusive
isso é uma prática literal judaica, né?
você tem lá o os tefil que eh você tem
esse texto de Deuteronômio escrito em
uma em uma tira de couro que é enrolada
no braço e dentro de uma caixinha que
você eh coloca fixa na sua cabeça
enquanto você faz as orações diárias.
Inclusive repete esse texto, um texto
que é repetido entre os judeus
religiosos três vezes por dia. Ele ora
esse texto que eu falei agora,
Deuteronômio 6, do verso 4 até o verso
9. Então, lembrar de que Deus é o único
Senhor e que ele deve amar a Deus,
né? Eh, então essa é a base do, esse é
um fundamento, eu acho, eu diria que é o
primeiro fundamento bíblico, né?
Resumidamente, que que é Deus? Ele é o
único Senhor e a nossa obrigação com ele
é amar ele de todo o nosso coração, de
todas as nossas forças, de nosso
entendimento e de toda a nossa alma, né?
com tudo que a gente consegue, a gente
ama Deus. Eh,
é o primeiro mandamento.
Aí a eh uma forma devemos até colocar
aqui, parece que essa é uma ideia de
Deus, fazer sem questionar, amar, pois o
amor de Deus é incondicional. Sendo
assim, é uma decisão que aí mais
sacrificial do que buscar uma razão. Foi
o que Jesus fez.
Tem a ver muito com isso daí também.
É, é, é uma ideia de de entrega mesmo,
né? É uma ideia de entrega, muito mais
do que do que direcionar um sentimento.
É uma entrega. A gente já vai falar
sobre isso, né? Eh, pensando aqui na
complementação, inclusive esse segundo
texto que tá lá em Levítico, Levítico
19, que é um texto conhecido como o
Código da Santidade, porque o mote desse
capítulo é eh vocês vão ser santos
porque eu, vosso Deus, sou santo. Então,
vocês vão imitar a minha santidade.
Portanto, sigam essas leis. Aí tem um
conjunto de leis lá, eh, algumas leis
que fazem mais sentido ali pro antigo
Israel, mas esse essa lei tá lá,
inclusive, né? Eh, Levítico 19 verso 18,
se eu não me engano.
Ama o teu próximo como a ti mesmo.
Inclusive, vamos abrir aqui porque tem
uma uma questão interessante também
nesse texto aqui.
Eh, Levítico 19,
o verso 18.
Não te vingarás, nem guardarás ira
contra os filhos do teu povo, mas amarás
o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o
Senhor.
Esse eu sou o Senhor é um refrão que
aparece em diversos versos aqui. Eh,
justamente que lembra, eu sou o Deus que
você tem que imitar. E tem um princípio
aqui que a gente chama de imitar o day.
É uma expressão em latim que significa
imitação de Deus. Então você vai fazer
isso porque eu fiz, né? Você vai ser
santo porque eu sou santo, né? Você vai
descansar no sétimo dia porque o Senhor
teu Deus descansou. Você vai eh eh
Cristo vai falar, né? Você vai amar como
eu amei, né? Eh, então, a a
ideia de que você
se torna íntimo de Deus a um ponto que
você se inspira na bondade de Deus. A
bondade de Deus, a forma de Deus agir te
inspira a agir também. Deus te chama a a
isso, a a imitar ele, né? Eh, Paulo vai
usar esse princípio de forma dupla com
vocês vão me imitar da forma como eu
imito ele. Então, eh, vocês não estão me
imitando, na verdade, vocês estão
imitando a ele, né? Eh, então esse é um
princípio que aparece desde lá do do de
Gênesis até o Novo Testamento, né? Eh, a
imitação de Deus. E é dentro desse
contexto que a gente vai ter esse amarás
o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o
Senhor. Eu sou o Deus que ama. Então,
você vai amar também. Eu amo o teu
próximo, então você vai matar o o teu
próximo. É mais ou menos essa ideia que
tem por trás, né?
Que que tem de interessante aqui nesse
na forma como o texto tá aqui, né? A
gente vai mais paraa frente lá, um pouco
mais paraa frente no verso 34,
essa mesma expressão vai aparecer aqui
em relação ao que você, como você deve
tratar o estrangeiro que tá na sua terra
dentro do contexto lá do antigo Israel,
né? Como um natural entre vós será o
estrangeiro que peregrina convosco.
Aáloás como a ti mesmo, pois estrangeiro
fostes na terra do Egito. Eu sou o
Senhor vosso Deus. Então, olha, tem um
uma lógica aqui.
Primeiro fala, você ama o teu próximo
como a ti mesmo e depois ele vai falar:
"Ó, você vai amar o estrangeiro, vai
amar como você mesmo porque você também
foi estrangeiro. Existe uma
identificação entre você e o seu
próximo." E aqui existe um um comentário
que eu acho muito interessante. Deixa eu
até abrir aqui. Eu eu não anotei no
lugar certo que eu devia ter anotado,
mas tá aqui. Aqui é um comentário de
Herman Cohen e um Martin Bober
sobre Levítico 19 verso 18 em conexão
com o verso 34 que eles vão dizer que a
forma hebraica desse verso aí vtar larra
camorra amarás teu próximo como você.
Literalmente essas são três palavras,
né? E amarás teu próximo como você.
Então, como você traduz isso? Amarás teu
próximo como a ti mesmo.
Existe uma questão no hebraico que o
verbo ser no presente ele é ele é
pressuposto. Então, por exemplo, quando
eu falo que eu sou o honey, eu falo a ni
honey. Então, eu não preciso falar a
palavra sou. A palavra sou não aparece.
Inclusive, quando Deus falar, eu sou o
que sou é uma forma um pouco diferente,
porque o sou nessa forma não é usada no
hebraico. E o o falar que uma coisa é
também não é não é usada. Você só fala
eh sei lá o o o fala celular preto. Você
não fala o celular é preto, entende?
Então você consegue pressupor o verbo
ser no presente, no nosso presente, no
texto bíblico. Então amarás teu próximo
como você. Você consegue pressupor aí um
é
na entre a segunda e a terceira palavra.
Amarás teu próximo. É como você. Ou
seja,
você amarás o teu próximo. Ele é como
você.
Então, amarás o teu próximo como a ti
mesmo e amarás teu próximo, ele é como
você. São duas traduções possíveis do
mesmo texto lá de Levítico 19. É
possível você traduzir esse texto dessas
duas formas, né? Eu nem ia comentar isso
hoje, que tinha várias outras coisas
para comentar também, mas eu não consigo
não comentar isso que eu acho muito
interessante. Isso muda a perspectiva do
texto de em vez de você amar o seu
próximo da forma como você se ama. Então
ele não tá falando qual é a forma do
amor, mas a justificativa. Você deve
amar o seu próximo pelo motivo de ele
ser igual a você,
entende? Então você ama o seu próximo já
partindo do pressuposto que ele é igual
a você. E isso parece ser a lógica aqui
no verso 34. Amáas como a ti mesmo.
Amarás o estrangeiro como a ti mesmo,
porque você foi estrangeiro na terra do
Egito. Ou seja, amarás o estrangeiro.
Ele é como você, porque você também foi
estrangeiro na terra do Egito. Entende?
Então são duas formas possíveis de
interpretar o texto que eu acho
interessantíssimas e se complementam e
que fazem todo sentido aqui, né? Esse
texto é o então junto lá de
Deuteronômios Deuteronômio 6 verso 4 e
verso 5, se eu não me engano aqui, né? O
amarás a Deus sobre todas as coisas. O
amarás o teu próximo como a ti mesmo. De
Levítico 19 verso 18. é um outro texto
do Antigo Testamento que é considerado
importantíssimo. E esses dois são o
resumo da Bíblia, são um resumo de tudo
que se possa dizer sobre religião. Que
que é religião? essa religião desse Deus
da Bíblia, amar a Deus e amar o próximo.
Resumidamente é isso. Em poucas
palavras, isso é a religião. De acordo
com Jesus, de acordo com diversos
rabinos, eh de acordo com o Novo
Testamento, eh esse é o resumo do que
que é a Bíblia. Isso é interessante
justamente porque
o o mandamento que resume a Bíblia não é
um mandamento em relação a a ações
eh cerimoniais e tal, é um mandamento em
relação ao amor. E aí vem a questão,
como se ordena o amor?
Deixa eu só ler esse comentário aqui que
diz: "Fezilo que Deus queria
independente do que era a vontade dele."
Por quê? Porque eu quero agradar meu
amor, aquele a quem amo, a quem não
quero desagradar. E tá vendo? É
interessante isso. Como diz Jesus, aonde
tá o seu tesouro, aí também vai tá o seu
coração. O que você ama é uma definição
de você também.
Você se identifica com aquilo que você
ama.
E é por isso que a idolatria se torna
uma coisa séria na Bíblia. Você tá se
identificando com uma coisa que você
inventou, né? Com um pedaço de pau, um
pedaço de pedra. Eh, então,
né, é muito, é muito significativo isso
da para onde tá indo o seu amor, né? O
Daniel Algo Verde até colocar o próximo
é quem Deus coloca na nossa frente
precisando. A gente vai falar exatamente
sobre isso daqui a pouquinho. Mas antes
vamos falar sobre essas perspectivas do
amor, sobre essa questão, como você
ordena a amar? Eh,
o Osé até pergunta aqui, temer igual a
amar? Eu acho que não, apesar de estar
relacionado.
Eh,
qual que é a ideia do amor aqui? Vamos
ver da de três perspectivas, então, como
a gente tá falando, o Hel,
do Kirkard
e do Ses Lewis. Como explicar a ideia de
que eh como se ordena um o amor, que o
um amor que é ordenado, ele não se torna
menor do que um amor que é espontâneo?
Mais ou menos essa pergunta. Acho que o
CS Lewis que vai, na verdade, ele vai
articular melhor nesse sentido, mas é
basicamente essa mesma pergunta que os
três estão falando aqui, né? Então eu tô
aqui com esse livro Deus em busca do
homem, que eu gosto muito do Rel.
Eh, e ele vai falar na página 127,
uma ideia interessante.
Ele vai, ele vai estabelecer uma lógica,
uma maneira de se pensar o texto
bíblico.
E a partir disso a gente consegue tirar
essa conclusão acerca do conceito de
amor, de mandamento do amor na Bíblia,
né? Então, ele vai dizer o seguinte, né?
eh
um capítulo que se chama, inclusive uma
ciência de ações.
Eh,
eu vou ler aqui um parágrafo que vai
dizer o seguinte:
se Deus fosse uma teoria, o estudo da
teologia seria a maneira de o
compreender,
mas Deus está vivo e precisa de amor e
de veneração. Por esse motivo, refletir
sobre Deus está relacionado com a nossa
veneração.
Numa analogia de compreensão artística,
louvamos a Deus antes de poder
compreendê-lo.
Temos de amar para conhecer.
Jamais aprender, jamais aprenderemos a
compreender a Deus, a não ser que
aprendamos a louvar, a não ser que
saibamos como amar. Eu acho muito
interessante esse pensamento. Então,
qual que é a ideia aqui que o Rexel tá
colocando? Eh,
o amor não se restringe a um a um afeto.
O amor tá relacionado com o
comportamento. Não dá para separar as
duas coisas. Você
aprende
a amar amando. Você aprende a conhecer a
Deus através da sua atitude para em
relação a ele, da sua atitude de amor em
relação a ele, né? Eu acho muito
interessante essa frase aqui que ele
fala, né? O
nossa, eu tô muito ruim de ler de
óculos. Tem que tirar o óculos para ler.
Eh,
temos de amar para conhecer.
Você não conhece sem amar.
E é interessante que há um rabino que tá
escrevendo isso que ele não ele não não
considera o Novo Testamento.
Obviamente o o que vai vir na mente da
gente é Primeira João 4:8. Aquele que
não ama não conhece a Deus, pois Deus é
amor. O conhecimento de Deus é o amor.
Como se diz que isso daqui é um
pensamento também que aparece em João
frequentemente, como você diz que
conhece a Deus pelo amor. Então você
aprende
a conhecer a Deus enquanto você ama
Deus. O conhecimento não é uma atividade
meramente intelectual. A gente até tava
até falando, existe essa dimensão também
no relacionamento com Deus, mas não é
através dela que você realmente conhece
a Deus,
entende? Eh, o conhecimento vem através
da prática do amor, né? Ele vai falar
uma coisa, mas outra coisa interessante
também um pouco mais paraa frente, mas a
lógica que ele vai seguir é de um texto
lá de Êxodo capítulo 24,
quando Moisés apresenta a lei pros
israelitas. E eles vão falar o seguinte,
né? Eh, eu acho que até lembro em
hebraico desse. É colher
da ber eh Adonai na venishm. Tudo que
disse o Senhor, nós faremos e
entenderemos ou faremos e cumpriremos.
Eh, mas e eu gosto dessa tradução,
faremos e entenderemos, porque
justamente não é que nós entenderemos e
faremos.
O fazer não é uma consequência da
compreensão,
mas a compreensão é uma consequência do
fazer. Você põe em prática algo e na
prática você entende, você conhece,
entende? Então parece uma uma ideia
muito bizarra, mas meio que você conhece
alguém quando você se relaciona com ela.
Não é antes que você vai conhecer, mas é
depois. ao ao se relacionar com essa
pessoa, você a conhece, por mais que
você tenha informações sobre ela antes,
né? E ele vai falar uma coisa bem
interessante aqui a partir do eh em
outro capítulo, na verdade lá na página
141
dessa minha versão aqui,
eh que ele vai dizer o seguinte: "Acima
de tudo, a Torá pede por amor: "Amarás o
seu Deus, amarás o seu próximo". Toda
observância é um treinamento da arte de
amar. Esquecer que o amor é o propósito
de todos os mits bot, de todos os
mandamentos, é depreciar o seu
significado. Engana-se os que pensam que
o desempenho é a coisa principal. A
coisa principal é o coração. O que
fazemos e o que dizemos tem apenas um
propósito, evocar a devoção do coração.
Isso é essência e o propósito de todos
os mandamentos, amar a Deus de todo
coração. Eh, ou seja, o que ele tá
falando que não é só esse mandamento que
tem a ver com o amor a Deus, mas todos
os mandamentos.
Mas eu gosto dessa expressão que ele
coloca aqui. Toda observância é um
treinamento da arte de amar.
você se treina a amar eh, enquanto você
está pondo em prática a sua
religiosidade.
Então, eh, é na prática que você entende
o significado que você põe em prática o
significado do amor. Então ele faz uma
inversão que é uma inversão que aparece
muito no texto bíblico, que
eh
usando mal aqui a expressão
penso logo existo,
mas ela também vai influenciar toda uma
tradução filosófica dentro do pensamento
bíblico. É, eh, eu existo, logo penso.
Em qual sentido, né? Quando essa fase
frase foi proferida. Penso logo existo.
Eh,
deixa eu até abrir aqui.
Eh,
ah, eu acho que eu não vou encontrar
agora aonde que tá, qual é o, ah, ah, tá
aqui discurso do método, né? A frase do
Decart. O, penso logo existo. Na
verdade, é um exercício que o Decart faz
sobre o
a uma ideia que hoje parece comum, mas é
ele que popularizou, que é
o o questionamento absoluto de todas as
coisas. Se você questionar todas as
coisas, você vai acabar questionando a
própria realidade. Você vai acabar
questionando se as coisas realmente
existem, né? Ou se elas são uma ilusão.
Alguns vão falar: "É possível que você
que nada exista se você for questionar
tudo e que você seja só uma mente
flutuando no espaço, imaginando tudo o
que você conhece". Eh, e o Decart vai
fazer essa essa provocação, né? A única
coisa que pode que você pode ter certeza
mesmo questionando é que você existe
porque você pensa, então você existe.
Então você pode ter certeza que você
existe. Talvez você não seja o que você
acha que você é um corpo físico aqui
vendo essa realidade. Talvez você seja
só uma mente flutuando num espaço. Ou
talvez você não tá vendo esse vídeo
agora, que é um exemplo que eu gosto.
Você tá batendo a sua cabeça na parede
de um hospital psiquiátrico, imaginando,
delirando que você tá vendo agora esse
vídeo. Essa realidade não existe. Então,
toda realidade é questionável.
eh, exceto a realidade de que você
existe. Então, penso logo, existo. É a
ideia do Decart aqui, nem entrar nisso
também, mas acontece que existe toda uma
tradição de um debate filosófico que
chama o existencialismo versus o
essencialismo. O que que seria esse
debate?
o debate de o que que o que vem antes, a
essência
de uma de uma pessoa, por exemplo, ou a
existência dela ou como ela existe, a
gente pode pressupor as características
dela ou ela já passa a existir dentro de
características que são pressupostas.
Mais ou menos isso. Eu não sei se eu tô
expressando da melhor forma possível,
porque é claro que esse é um debate
longo, complexo e que as pessoas
pensaram muito sobre ele, mas
basicamente a ideia é o existencialismo
entende que a existência precede a
essência e o essencialismo entende que a
essência precede a existência. Eh,
dentro dessa perspectiva, o texto
bíblico ele é muito mais
existencialista. Primeiro você existe
e agora que você existe, que as coisas
estão postas no mundo, aí você pode
pressupor várias coisas, entendeu?
Então, eh, não que o essencialismo
também seja absolutamente descartável,
porque vai por uma outra questão. O ser
humano, quando ele passa a existir, ele
tem diversas limitações, ele tem
diversas coisas que fazem parte da
essência que ele é, que já estão dadas
antes dele vir a existir. Então, é um
debate infinito, né? Eu inclusive não
sou nem muito adepto de um nem do outro.
Eu gosto de uma interpolação de que você
alguns aspectos da existência precedem a
essência. Alguns aspectos da essência
precedem a existência.
De qualquer forma, e é uma outra
discussão para um outro momento, que
também é uma discussão discussão longa,
complexa, eh, que eu também precisaria
ler várias coisas antes de trazer aqui
para vocês. Mas dentro desse aspecto,
especificamente, o que eu tô dizendo é
que o pensamento bíblico ele é muito
mais do prático pro teórico, é muito
mais desse mundo, do fazer e depois do
compreender. Então, tudo que o Deus,
tudo que o Senhor nos disse, se nós
faremos, então entenderemos. Você tá
aqui fazendo e é na prática
que a teoria vai se desenvolvendo. É na
prática que a intelectualidade se
desenvolve. É ao fazer que você
compreende, é ao fazer que as coisas
ganham sentido. O sentido não vem antes,
o sentido vem depois da existência
prática das coisas, né? Então o recho
vai muito nesse pressuposto. Portanto, o
o mandamento de amar faz sentido porque
a prática do amor
precede
todas as outras características do amor.
É praticando o amor que você vai
entender, é que ele vai ganhar
significado. Então, não se, a ideia é
que o amor ele não se restringe a um
afeto, a um sentimento que nasce aqui e
depois ela se torna uma atitude. É, é
fazendo a atitude que ela se torna um
conceito na sua mente, que ela se torna
um afeto, né? Eh, basicamente é essa a
ideia do Rex. O Soren vai fazer uma
outra discussão, o Soren Kirkard, né?
Ele vai trazer essa essa essa pergunta
também, né? Como pode o amor ser um
mandamento? E o Kirkard vai basicamente
dividir entre duas ideias de amor, que a
gente vai chamar aqui do amor espontâneo
e o amor dever. Ele vai dizer: "Somente
quando o amor é um dever amar, somente
então o amor está eternamente assegurado
contra toda a mudança." Então, qual que
é a ideia do Kirkard? O amor que é
espontâneo,
tanto quanto ele nasce de uma forma
espontânea, ele também desaparece de
forma espontânea. Ele ele não é ele não
é uma coisa constante,
ele não é uma coisa que se pode safiar,
uma coisa sólida. Ele vai se mudando
conforme o tempo e conforme inclusive a
as qualidades, as características do
objeto do amor, né? Você pode amar
alguém e ela te decepcionar
profundamente, você deixa de amar essa
pessoa. Então esse amor tá condicionado
a várias coisas. Então o que que te
coloca? Existe um outro tipo de amor que
é um amor dever. Você tem um compromisso
de amar.
E quando o amor é um compromisso,
ele aí sim ele vai dizer que aí sim,
inclusive ele é livre, porque ele não é
dependente de circunstâncias, ele é
constante, ele é para sempre, né? Ele
vai, e por isso que tem essa frase aqui,
né? E ele ainda vai dizer o seguinte,
né? Eh, o amor espontâneo pode
transformar-se em si mesmo, pode
converter-se no seu contrário, no ódio.
O amor espontâneo pode transformar-se em
si mesmo por uma combustão espontânea,
pode tornar-se ciúmes da maior
felicidade, pode converter-se no maior
tormento. É assim que o tu deves torna o
amor livre, que o dever torna o amor
livre numa bem-aventurada independência.
Um amor assim permanece de pé e não cai
conforme as variações do objeto amado.
Permanece de pé ou cai segundo a lei da
eternidade. E justamente por isso jamais
cai. Ele vai dizer isso numa num livro
chamado Works of Love, eh, que eu não
conhecia, inclusive, eu não sei se tem
uma tradução em português, mas parece
que tem um capítulo que é justamente o
nome dele é You Shall Love. E você, eh,
portanto, amarás, né? E ele vai discutir
sobre esse mandamento do amor.
Basicamente a ideia dele é essa, a
separação entre o amor dever e o amor
espontâneo. Ele vai dizer: "O amor dever
é superior, é muito melhor, né? E é
livre". Enquanto o amor espontâneo tá
aprisionado a condições, né? E ele,
justamente por ele tá aprisionado a
condições, ele muda o tempo todo. Ele
pode se tornar inclusive em tormento,
né? Então ele não é, ele não tem a mesma
qualidade do amor de ver.
O CS Lewis,
ele assim, surpreendentemente,
talvez nem tanto, mas ele vai seguir um
um raciocínio muito parecido com o Hel
que a gente comentou, né? Eh, que ele
vai partir da mesma pergunta: "Como eu
posso ser ordenado a amar?"
E ele vai tem uma frase que é muito
interessante, né? que eu acho que
complementa bem o pensamento do Rex, é o
que a gente tinha dito antes. Ele disse:
"Não perca tempo perguntando se você ama
o seu próximo. Aja como se você amasse."
Assim que fazemos isso, descobrimos um
dos grandes segredos, como quando você
age como se amasse alguém, logo você
passa a amá-lo. Ele coloca isso daqui no
cristianismo puro e simples, né? Eh,
o o Le inclusive ele também vai ser um
complemento pro Kirkard, porque eh ele
tem um outro trabalho falado chamado The
Forloves, eh os quatro amores. Eu não
sei se tem uma tradução em português, eu
não conheço. Cristianos pur simples é
bem conhecido. Esse eu não conheço. Ele
vai falar justamente daqueles quatro
tipos de amor que a gente tinha
comentado na na outra live, que é
Storge, Filé, Eros e Ágape.
E ele vai falar que esses três primeiros
amores, eles são amores naturais, né,
que eles fazem parte do convívio humano.
E ele vai dizer: "Esses amores não são
autossuficientes.
Só o amor ágape é autossuficiente."
Então, meio que o o Libers, ele vai
fazer um comentário sobre esses dois
pensamentos. Primeiro, o de que é a
prática de amar que leva ao amor. Então,
ao pôr em prática que você ao cumprir o
mandamento de amar, ele se torna real.
E também a ideia de que existe um outro
tipo de amor, que é o amor que tá
relacionado às relações humanas. São é o
amor humano, vamos chamar assim, né? que
o eh que o Kirkard vai chamar de amor
espontâneo e que o Leus vai chamar de o
o amor natural.
Esse amor humano, ele não tem a mesma
qualidade do amor divino, porque o amor
divino, que é o amor eh eh ágape, que é
o amor mandamento, amor dever, é o amor
amor compromisso, esse subsiste pela
eternidade e ele não depende das
condições, né? Basicamente vai ser essa
a ideia desses pensadores em relação ao
pensamento bíblico sobre o amor.
E o que é muito interessante é que
isso vai conversar bem com alguns outros
textos bíblicos. Inclusive, como a gente
estava falando, né, apesar do Reel ser
um um rabino, conversa muito bem com a
ideia de amor dentro dos escritos de eh
de João,
que é o conhecimento de Deus se dá no
amor, na prática do amor, e com os
textos de Tiago que são muito legais
também, né? A gente vai ver aqui em
Tiago, no capítulo 1, os versos 22 até o
verso 27, ele vai dizer o seguinte:
"E, eu já devia ter deixado esse texto
aberto aqui, né? Mas eu vacilei. Então
vamos abrir aqui em Thaago.
O Thigo vai falar muito sobre a ideia de
que
parece que já na época dele já tava
surgindo a ideia do cristianismo, que é
o cristianismo teórico, é o cristianismo
imaginário. Ah, não, porque a gente tem
que amar muito na nossa mente. Ele tá
falando: "Não, você tem que pôr isso em
prática, né? É como as pessoas falam
hoje, né? Lá no fundo ele é uma boa
pessoa". E as pessoas falam: "Não, ele a
pessoa não interessa o que que é lá no
fundo, ele tem que ser uma pessoa bem na
superfície mesmo. É aí que ele tem que
ser uma boa pessoa, né?" E é meio que
essa ideia de Thago aqui no capítulo 1,
logo no capítulo 1, verso 22 em diante,
ele vai dizer o seguinte: "Sede
cumpridores das palavras e não somente
ouvintes, enganando-vos a vós mesmos".
Porque se alguém é ouvinte da palavra e
não cumpridor cumpridor, é igual um
homem que contempla o seu espelho, o seu
rosto no espelho, o seu rosto natural.
Porque se contempla a si mesmo e vai-se
e logo se esquece de como era. Aquele,
porém, que atenta bem para a lei
perfeita da liberdade e nisso persevera,
não sendo ouvinte esqueci disso, mas
fazedor da obra, esse tal será
bem-aventurado no seu feito. Se alguém
entre vós cuidar de ser religioso e não
refrair a sua língua, antes engana seu
coração, a religião dele é van. E ele
vai falar sobre os os problemas da
língua, no que que a pessoa fala e tal.
E ele não vai, você vê que a gente tá
pegando aqui a lógica. Pedro não tá
falando diretamente sobre o amor, mas
ele tá falando sobre essa lógica que é
na prática que as coisas ganham sentido,
né? Aí um pouco mais para frente, no
capítulo 2, a partir do verso 14, ele
vai dizer: "Meus irmãos,
que aproveita se alguém disser que tem
fé e não tiver as obras? Porventura a fé
pode salvá-lo? E se o irmão ou irmã
estiverem nus e tiverem falta de
mantimento, mantimento cotidiano e
alguns de vós lhe disser: "Vaiá em paz,
esquentai-vos, fartai-vos e não lhe
deres as coisas necessárias para o
corpo, qual é o proveito que virá daí?"
Assim também a fé, se não tiver obras, é
morte em si. Mas dirá alguém: "Tu tens a
fé, eu tenho as obras. Mostra-me a tua
fé sem as obras, e eu vou te mostrar a
minha fé pelas minhas obras". Você crê
que há um só Deus? Faz is bem. também os
os demônios creem e se estremecem, né? E
eh e mas, ó homem vão, queres tu saber
que a fé sem as obras é morta? A mesma
lógica a gente aplica aqui ao amor,
considerando o pensamento desses outros
pensadores aqui. De que adianta você
dizer que tem amor, mas você não
praticar? O amor só existe na prática.
No pensamento bíblico não existe um amor
intelectual, não existe um amor
sentimento, porque enquanto ele não se
transforma em prática, isso não é um
amor.
O amor só existe quando ele é praticado,
quando ele é posto no mundo real, né,
através de ações. E aí que tá o com o
pensamento aqui do Rel e e do Liv é que
é em pror ele no mundo real, em prática,
que ele vai existir em outros planos.
Você aprende a amar pondo em prática o
amor, né? Como o Lewis disse aqui que a
gente leu, né? Eh,
é aí que você descobre esse segredo.
Quando você age como se amasse alguém,
você acaba amando, porque é a prática
que torna aquilo real para você e não o
contrário. É o é o é o oposto, né? É
interessante isso, né? Eh,
o amor que a gente tava falando aqui, o
amor natural, o amor humano, o amor
espontâneo,
a gente não tem nenhum, absolutamente
nenhum controle em relação a ele, né?
Eh, pensa em alguém que você ama,
pensa sua esposa, pensa nos seus pais,
um amigo que é muito querido. Se você
tem filhos, pensa nos seus filhos. Já
pensou que horror amanhã você acordar,
olhar para aquela pessoa e esse amor
simplesmente desapareceu?
Você não tem controle sobre isso. Você
não tem como fazer amar ou não o amor
aparecer na sua cabeça, porque a nossa
mente ela vai para vários lugares, né?
Inclusive eu gosto de pensar na ideia da
graça relacionado ao amor dado e não só
ao amor recebido. Porque a gente sempre
pensa na graça divina.
é a graça de que Deus nos ama e ele dá
esse amor pra gente de graça. Então, eh,
o privilégio de ser amado é uma graça de
Deus. A gente não merece esse
privilégio. Mas o contrário também
acontece o privilégio de amar alguém.
Você não fez nada para amar alguém, para
esse sentimento tão bom surgir em você.
Você não tem controle sobre ele. Então,
é uma graça de Deus também. Você já
pensou em ser grato porque você ama
alguém e não só porque você é amado por
alguém? Porque se você vive a vida sem
amar outra pessoa, essa vida também
perde muito do seu significado.
Então a vida não tem só significado em
ser amado, mas em amar alguém. Para quem
ama alguém sabe disso. Isso dá
significado pra sua vida, né? Graças a
Deus que você acorda de manhã, olha para
aquela pessoa e o amor tá lá, sem você
ter controle sobre ele, ele tá lá ainda,
né? Eh,
e e
a ideia é que a prática faz com que ele
permaneça lá, agindo com aquela pessoa
como se você amasse. Faz com que esse
amor se retroalimente, né?
Deixa eu abrir aqui. Fechei até a aba da
live aqui.
Tá comentários aqui. Eh,
o temer parece mais com reverência. O
amor é obediência, conforme Jesus diz. A
Lucilene aqui falando sobre o comentário
do Oziel. É, o temor vai para um outro
sentido, né?
Inclusive na Bíblia o temor é complexo,
porque a expressão temer, aquele que é
temente a Deus, literalmente na
linguagem bíblica é ter medo de Deus.
Então, pra Bíblia que sempre quando Deus
se apresenta pro homem fala: "Não
temais",
ao mesmo tempo, uma qualidade do homem
religioso é aquele que é temente a Deus.
É a mesma palavra na Bíblia, o mesmo
verbo no hebraico, eh, irá, lo irá, não
temais, né? Eh,
então existe uma contradição aí porque
parece que existem dois tipos de de
medo. Existe o medo que faz você se
afastar do seu objeto de temor,
mas existe um outro medo
que é o que te aproxima, o que te
fascina. E é esse amor que a gente tem
que ter a Deus, né? Então, não ter mais
no sentido de fugir de Deus porque você
tá com medo dele, mas ao mesmo tempo ter
mais no sentido de você se fascinar. com
algo que é imensamente superior a você,
entende? Eh, a gente pode falar mais do
outra ocasião. Eh, mas o o temor acho
que tem outras características. Ele tem
uma um relacionamento com o amor, mas
não é a mesma coisa, né?
O Daniel coloca aqui: "O mundo eh, o
mundo escolhe quem merece amor. O reino
de Deus escolhe quem precisa de amor."
Excelente essa frase. A gente vai
comentar sobre isso mais para frente.
Excelente. Eh, eu gosto de enxergar o
temor como a figura do camião carreta.
Se você se mantém longe, porque qualquer
ação dela ou sua milimetricamente
descuidada será pior ao menor, eh, você
barra eu. Temer mais do que respeitar.
É, é mais ou menos isso que a gente que
eu tava comentando aqui, né? Eu acho que
é por aí. Eh, tem um livro sobre as
quatro linguagens do amor. A linguagem
do amor do Senhor é a obediência. Muito
interessante que é justamente pôr em
prática tem a ver com o que o Recheu
tava falando, né?
Todos os mandamentos, o cumprimento de
todos os mandamentos estão relacionados
com amor a Deus. Quando você vai
cumprindo, obedecendo, você vai pondo em
prática o amor em relação a Deus, né?
Dion coloca aqui, mas este amor do
Tanar, né, do do Antigo Testamento, da
Bíblia hebraica, é diferente do amor
grego e sua ideia de amor como
conhecemos. Se sim, seria correto
afirmar que está aí o problema para
entender esse tema. Eh, a linguagem é
uma questão mesmo, né? A gente tinha
comentado na na semana passada,
o problema é que a palavra no hebraico
para amor é uma palavra muito
abrangente, muito abrangente.
O grego, ele vai ele vai
e destrinchar, ele vai quebrar essa
palavra em perspectivas diferentes.
Então, encontro no hebraico, o aá, o
amor se refere a um homem, olhar para
uma mulher e ficar apaixonado. Isso é a
Ravá,
ou uma mãe cuidar do filho, a Ravá, ou
um amigo que ama o outro. Davi amava
Jonatas, a Ravá, é tudo a mesma palavra.
Tem um inclusive um um componente
erótico aí de da pessoa ver uma pessoa
muito bela e se afeiçoar a ela, a ravar
também. Eh,
no grego você tem essa separação,
inclusive tem a palavra eros, da onde
vem a palavra erótico, que tem a ver com
esse amor mais da atração entre homem e
mulher. Tem a palavra filel, que é o
amor, o amor de irmandade, que seria,
teria mais a ver com esse amor de Davi e
Jôatas.
teria
tem outros tipos de amor, né? Eh, mas
esse ágape tá mais relacionado com esse
aspecto do aravá que a gente tá falando,
que é o amor
ordenado em relação a Deus e ao próximo.
Então, acho que dá para fazer uma ponte
aí, embora a língua do Antigo e do Novo
Testamento, o hebraico e o grego, possam
possam casar ruídos aí nessa nessa
comunicação aí, né?
O Johnny. Eh,
aí a Luciline coloca aqui, mas amar ao
próximo não é obedecer ele, mas falar ou
fazer ou dar. Isso é você vê que o amor,
apesar do amor a Deus e o amor ao
próximo estarem relacionados, eles não
são a mesma coisa.
O próximo você ama por uma questão de
igualdade. Ele é igual a você e por essa
identificação você o ama. O amor a Deus
é meio que até o oposto. Você ama a Deus
na identificação de uma diferença. Você
olha Deus e você percebe uma diferença
entre você e Deus. E é nessa percepção
de diferença que o amor acontece, né?
Então, até a prática não é a mesma.
Embora Jesus junte essas duas coisas.
falou: "Ó, quando você tava lá eh eh
ajudando quem tava na prisão, foi
visitar quem tava na prisão, você deu
comida para quem tava com fome, você fez
para mim isso." Então, é na prática do
amor ao próximo que você também
dá o sentido do amor a Deus.
Então, apesar de serem perspectivas
diferentes, elas estão relacionadas,
elas não conseguem se se desligar, se
diferenciar uma da outra, se tornarem
coisas diferentes, né? Eh, o Johnny Coca
aqui, tá parecendo uma parachada Raby
Rogel. É. Eh, qual o livro do Sorin? Diz
aqui o Oziel. É, eu tinha falado aqui,
deixa eu ver se eu acho de novo. É um
livro que discute isso, Works of Love,
Obras do Amor, se eu não me engano. Eu
não tenho certeza se tem uma tradução em
português. Teria que dar uma pesquisada.
Eu não vi, eu achei ele em inglês online
aqui. Foi aí que eu que eu pesquisei
essa essa questão. Mas ele vai tocar
exatamente nessa questão do amor como
mandamento, né? como resolver o amor
como mandamento?
Eh,
bom, gente, basicamente isso. São essas
ideias que a gente tem em relação ao
amor. Só que aí
a o texto lá de Lucas 10 não para aí.
Tudo isso a gente tá especulando em
relação à junção desses dois
mandamentos. Só que isso é o começo, né,
que Jesus fala correto? Faça isso e
viverá. Você quer a salvação, ama Deus
sobre todas as coisas e o próximo como a
ti mesmo. É esse o caminho.
E aí vem a pergunta
sobre a pergunta,
né? Eh, mais uma vez uma uma resposta
respondida com uma pergunta, né? Eh, e
ele vai dizer a seguinte, mas ele, verso
29, Lucas 10, verso 29, mas ele querendo
justificar-se,
deixa eu ler de novo, mas ele querendo
justificar-se perguntou a Jesus: "Quem é
o meu próximo?"
Essa é uma discussão também
interessante, porque lá em Levítico, que
eu fechei, não devia ter fechado, mas lá
em Levítico 19, quando a gente fala
desses eh do amor que aparece duas
vezes, tanto no verso eh 18 quanto no
verso 34, parece ter uma uma diferença
aqui, porque por um lado, lá no verso
18, quando ele diz: "Amar amarás o teu
próximo como a ti mesmo", ele parece tá
querendo se referir israelitas se
relacionando com israelitas, pessoas do
seu próprio povo, porque ele vai dizer o
seguinte: "Não te vigarás, nem guardarás
ira contra os filhos do teu povo, mas
amarás o teu próximo como a ti mesmo, eu
sou o Senhor". E lá no verso 34, ele vai
dizer: "Como natural entre vós será o
estrangeiro que peregrina convosco.
Amalo como a ti mesmo, pois estrangeiro
foste na terra do Egito. Eu sou o Senhor
vosso Deus". Então, esse amor recíproco,
esse amor como a ti mesmo,
ele tá relacionado ao próximo, mas
também ao estrangeiro. Então, quem é o
meu próximo?
É só quem é da minha religião. É claro
que normalmente vai vir automática
automaticamente na nossa cabeça a
resposta, não são todas as pessoas. A
gente vai ver que é até mais do que
isso.
Quem é o meu próximo? Verso 29. E aí
Jesus, a resposta de Jesus a partir do
verso 30 é uma história que é a parábola
do bom samaritano. Então a parábola do
bom samaritano não é uma uma história
que Jesus simplesmente, olha, tava
pensando aqui numa história, vou contar
para vocês e conta assim sem contexto.
Não. A parábola do bom samaritano é uma
resposta como argumento dentro uma
dentro de uma discussão cuja pergunta é:
Quem é o meu próximo? A parábola do bom
samaritano tem o objetivo de responder
essa pergunta. Então, não é só uma
parábola jogada a esmo. Ela é um
argumento
para responder uma pergunta. Quem é o
meu próximo? Não faz sentido a gente
falar sobre a parábola do bom samaritano
sem estiva dessa pergunta, sobre quem é
o meu próximo, a quem eu devo amar? A
quem eu tenho o compromisso de amar.
Jesus prosseguiu dizendo no verso 30,
um homem descia de Jerusalém para para
Jericó, caiu na mão de alguns ladrões.
Esses, depois de lhe tirar a roupa e lhe
causar muitos ferimentos, retiraram-se,
deixando-o semimorto.
Então, olha só, eh, uma tem um
detalhezinho que eu acho tão
interessante, mas que às vezes é passado
de lado aqui. Primeiro, eh, o, a
história acontece no caminho de
Jerusalém para Jericó, né? O que que, o
que que tinha em Jerusalém, santuário, a
gente vai falar de sacerdotes e levitas
passando por esse caminho. Esses
sacerdotes e levitas estão passando por
esse caminho eh a serviço
do santuário. Eles estão passando por
esse caminho para servir no santuário,
que era a função dos sacerdotes e
levitas. Então, quando tá falando
sacerdotes e levitas, passando do
caminho de Jerusalém, de Jericó prazer
de Jerusalém, você tá falando de pessoas
indo servir no santuário, cumprir suas
obrigações no santuário, obrigações
prescritas lá no livro de Levítico, né,
e outros outras partes da Torá, ou seja,
pessoas cumprindo sua obrigação
religiosa.
Primeiro ponto. Segundo ponto, o estado
que foi deixado esse homem. É importante
um detalhe aqui. Ele é deixado no
caminho a a expressão que é usada aqui
nessa tradução que eu peguei, a Nova
Almeida atualizada, é deixando o
semiorto. Outras vão usar a expressão
deixando como morto. A ideia é que você
olhava essa pessoa caída no caminho e
falava: "Ah, tem um cadáver aqui. Ele é
uma, tem a aparência de uma pessoa
morta". Essas duas coisas são muito
importantes pra gente entender um alguns
detalhes aqui da parábola do bom
samaritano.
Verso 31. Por casualidade, um sacerdote
estava descendo por aquele mesmo caminho
e vendo aquele homem passou de largo.
Normalmente, quando a gente lê isso, a
gente fala: "Nossa, que pessoa ruim é
esse sacerdote, né? que pessoa
horrorosa, não ajudou a pessoa que tava
ali.
Tem um detalhe que a gente vai ver aqui
que tá lá em Levítico,
eh, o livro de Levítico lá no capítulo
21.
Então, a gente tinha visto ali no
capítulo 19, né? Vamos até o próximo
como a ti mesmo. Dois capítulos paraa
frente são leis em relação aos
sacerdotes.
É o seguinte, né? Eh, Levítico 21, a
partir do verso 1, é uma lei que Deus tá
dando de obrigação do sacerdote.
Depois disse o Senhor a Moisés, Deus
falando para Moisés,
fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e
dize-lhes: "O sacerdote não se
contaminará por causa de um morto entre
o seu povo, salvo por seu parente mais
chegado, por sua mãe ou por seu pai, ou
por seu filho ou filha, ou por seu
irmão, ou por sua irmã virgem, chegada a
ele, eh, que ainda não tenha marido, por
ela também não se contaminará." Ou seja,
eh, mesmo quando é uma irmã, depois que
ela casou, ele não pode entrar em
contato com o corpo morto dessa pessoa.
Ou seja, se tiver um velório, ele não
participa desse velório. É claro que o
velório não é exatamente igual ao nosso,
onde a gente fica só na mesma sala
olhando e tal, eh, dentro daquele
contexto. Então assim, se um amigo muito
chegado morre, os o levita, ele não
participa da cerimônia fúnebre porque
ele não pode ter contato com o morto.
Nem se for a irmã dele que já casou e
agora ela pertence àquela família do
marido, nem assim ele participa dessa
cerimônia f dessa cerimônia fúnebre. Ele
não tem contato com mortes. É proibido,
né? N tem uma discussão aqui. Por que
que é proibido o sacerdote ter contato
com uma pessoa morta? Aí vai ter pessoas
que vão colocar isso aqui num plano
simbólico, porque o sacerdote tá
relacionado à vida, então ele não se
contamina ritualmente com um cadáver de
uma pessoa morta e tal, não pode sob
nenhuma hipótese e tal.
Eh, então
essa é uma lei que Deus deu em relação
ao sacerdote. Quando a gente olha pro em
relação a essa lei e a gente volta lá
pra parábola do bom samaritano,
passa a fazer sentido o sacerdote que tá
descendo por aquele caminho, que é uma
pessoa que oficia no santuário,
eh, ele vê uma pessoa morta, parecia que
tava morto. ele não pode encostar
naquela pessoa, ele passa pelo outro
lado, ele tá cumprindo uma obrigação
religiosa dele. Tá vendo o que que isso
aqui traz uma perspectiva muito mais eh
importante
de que não é uma mera questão moral, não
é uma mera questão de que ele era uma
boa pessoa ou não. tem uma perspectiva
religiosa que é uma pessoa que estava
cumprindo a ordem de Deus em relação a
ela paraas suas obrigações religiosas,
entende?
O o levita vai ser basicamente o mesmo
caso, porque o levita, apesar de não ter
uma ordem
direta que ele não possa se contaminar
como tem pro sacerdote, as pessoas que
estavam contaminadas por pessoas mortas,
que entravam em contatos com mortos,
eles não podiam entrar no santuário. E a
função do levita era oficiar dentro do
santuário. Era não o mesmo ofício do
sacerdote, né? não em relação à
cerimônia do do santuário, mas o o
levita era uma pessoa que cuidava dos
dos objetos do santuário, né? Na época
de Moisés, eles carregavam partes do as
partes do santuário, né? As três
famílias dos levitas carregavam as
armações, a as a os
eh a parte dos tecidos da tenda e os
utensílios, né? Então
essa função vai ser redesignada lá na
época de Davi. Inclusive aí que os
levitas começam a oficiar na nas
cerimônias de música, eles começam a
cantar no santuário, porque agora o
santuário é fixo, você não precisa mais
carregar as coisas. Mas de qualquer
forma, a obrigação religiosa do levita
estava relacionada ao santuário e ele
estando contaminado por um morto, ele
não pode entrar no santuário, né? Isso
vai aparecer. Acho que a gente nem
precisa ler lá o texto, mas essa ideia
vai aparecer lá em Números 19,
vai falar que um morto não, uma pessoa
contaminada com o morto não pode entrar
no santuário, né? Então ele também tá
cumprindo a obrigação religiosa dele.
Essas duas pessoas não eram pessoas
ruins, eram só religiosos devotos,
cumprindo o que Deus ordenou.
E aí
no verso 33, certo? samaritano que
seguiu seu caminho, passou perto do
homem e, vendo-o, compadeceu-se dele.
E, aproximando-se, fez curativos nos
ferimentos dele, aplicando-lhe óleo e
vinho. Depois, colocou aquele homem
sobre seu próprio animal, levou para uma
hospedaria e tratou dele. No dia
seguinte, separou dois denários e
entregou ao seu ao hospedeiro, dizendo:
"Cuida deste homem e se você gastar algo
a mais, eu farei o reembolso quando eu
voltar."
Esse é o terceiro, é o samaritano. A
gente conhece como parábola do bom
samaritano. A gente pensa em samaritano
como uma pessoa boa por causa dessa
tradição, por causa dessa parábola, por
causa das histórias do bom samaritano.
Mas o que Jesus tá fazendo aqui é
quebrar um paradigma. Samaritano não é
bom dentro do pensamento ali. O
samaritano, primeiro, é um cara que
tinha problemas doutrinários. dos
samaritanos.
Eh, vamos lá, uma história breve aqui do
do que que é os samaritanos, né? Samaria
era a capital do reino do norte quando
teve a divisão entre os reinos lá depois
de Salomão, né? O filho de Salomão faz
lá uma besteira. Os do norte do sul de
Israel são divididos. E a ordem de Deus
que o santuário e a reunião do povo
deveria acontecer em Jerusalém é
quebrada no reino do norte.
Porque no reino do norte, para não
perder poder político, paraa sua
população não ter que sair do seu
território e ir pro reino do Sul, o rei
estabelece
o a capital do reino do norte, que era
Samaria, como sendo um lugar de
adoração, como sendo um um o templo onde
se deve adorar. Por isso que a mulher
samaritana vai falar com Jesus. Olha, eu
tenho uma dúvida. Você é judeu, você é o
Messias? Então me responde quem tá certo
afinal, é é os os judeus ou os
samaritanos? qual o lugar de adoração? E
Jesus até responde: "Olha, se for pelo
mérito da questão, os judeus estão
certos. Deus ordenou adorar, adorar em
Jerusalém." Aí ele vai falando, mas
existe uma época e já chegou onde os
verdadeiros adorarão, adoradores
adorarão em espírito e verdade. Então,
se for pelo mérito da questão é
Jerusalém, mas isso já não é mais
importante, né? Basicamente a resposta
de Jesus. Mas o ponto é, os samaritanos
tinham desobedecido a ordem divina,
tinham mudado o lugar de adoração. E
depois que o reino do norte é destruído
lá pelos assírios e tal, eh eles têm uma
mistura com vários outros povos pagãos.
Então quando eles começam a retornar,
eles eles voltam com hábitos de outros
povos. Então assim, era uma religião
esquisita
para um cristão. A gente pode dizer mais
ou menos que é como se ele tivesse aqui
falando de um espírita, uma pessoa do
candomblé, mistura hábitos pagãos e tal,
pode até falar que adora Deus e que
gosta de Jesus, mas esquisito, né, essa
religião. Então, pensa nesse sentido,
não como o samaritano, como sendo um bom
religioso, como deveria ser o sacerdote
e o levita, eh, mas como uma pessoa de
uma religião estranha, misturada, que
não obedece aquilo que Deus mandou.
E Jesus conta essa história e no final
da história,
como um bom judeu, né, que a gente
estava falando, como um bom mestre, não
responde diretamente a pergunta, mas ele
responde com outra pergunta. Ele conta
uma história e responde com uma
pergunta. E a e a resposta de Jesus é:
qual desses três, o sacerdote, o levita
e o samaritano, parece para vocês que eh
parece ter sido Não,
voltando à pergunta, né? Vou ler de
novo. A pergunta de é: Qual desses três,
o sacerdote, o levita e o samaritano,
parece ter sido o próximo do homem que
caiu na mão dos ladrões?
Normalmente,
quando a gente ouve a história do bom
samaritano na perspectiva da pergunta
quem é o meu próximo, a gente pensa no
no samaritano, no lado do sacerdote
levita, na pergunta feita para eles.
Eles devem perguntar: "Quem é o meu
próximo?" Jesus inverte a pergunta. A
questão não é quem é o próximo do do do
sacerdote, quem é o próximo do
samaritano? A pergunta, quem é o próximo
da pessoa que tava precisando de ajuda?
A pergunta não é quem é o teu próximo, o
teu como religioso. A pergunta é quem é
quem é que vai cumprir a função de seu
próximo, de quem tá lá fora precisando
de ajuda, entende?
Então, quem foi o próximo? De quem
precisou de um próximo? Não é de quem é
o seu próximo que você vai ajudar. Isso,
isso nem é uma pergunta que faz sentido
para Jesus. Ele não tá, ele não tá nem
respondendo. Ele reformula a pergunta,
não é quem é o meu próximo? A pergunta é
quem é o próximo de quem tá precisando
de um próximo?
O imper o intérprete da lei respondeu:
"O que usou de misericórdia para com
ele?" Ele nem falou o samaritano é o
cara que fez o que era certo. E Jesus,
ótimo, vai e faz o mesmo. Isso é cumprir
a vontade de Deus. Isso é
o amor que a gente estava falando. Isso
é na prática o amor. Quem amou aqui? E
quando a gente fala quem amou, não
interessa o que que o samaritano sentiu
eh subjetivamente na cabeça dele em
relação ao homem. O que interessa é o
que que ele fez.
O que ele fez é que dá sentido ao que
ele pensou.
É porque ele fez todas essas coisas com
aquele homem, é que a gente entende que
ele se compadeceu do homem. Se ele só se
compadece, olha, coitado, onde já se
viu, né, a situação e vai embora,
não tem nada tem sentido. Não é um amor
que que faz sentido. Então, o amor que
brota só num pensamento e não se torna
prática não é amor do dentro do
pensamento bíblico.
O no pensamento bíblico é a prática que
torna ele um um um sentimento legítimo,
entende? Então essa inversão de Jesus eu
acho que é o mais importante da
história, né? Eh, é de quem vai ser o
próximo, de quem tá precisando de um
próximo e não de quem é o teu próximo,
né? Não é quem é próximo a você, mas
você vai ser o próximo de quem? Você
está cumprindo a função de próximo de
alguém?
Eh, essa essa é a coisa importante, né?
Vai e faz o mesmo, né? Eh,
quando a gente pensa aqui, então, nesses
três personagens que viram o homem,
a gente vê que primeiro, obedecer
simplesmente as regras que Deus deu
pode fazer com que a gente faça tudo
menos a vontade de Deus.
Entendem? Nesse caso específico, ao
sacerdote e ao levita cumprirem a lei
que Deus deu para Moisés,
eles não estão fazendo a vontade de
Deus.
Nesse caso específico, nesse contexto
específico,
é descumprir a lei em relação a a a
pureza cerimonial de tocar em o morto.
Ao descumprir essa lei, você estaria
cumprindo a vontade de Deus. Nem sempre
a vontade de Deus é só cumprir um uma
uma conjunto de regras que foram dadas
na Bíblia. Há situações que só cumprir
essas regras faz com que você se afaste
da vontade de Deus. E a pessoa que não
cumpre essas regras, ela tá fazendo a
vontade de Deus no teu lugar. É o
samaritano. Aí a pergunta é: se a gente
não tá sendo o próximo das pessoas que
precisam de um próximo, quem tá sendo?
Gente que não acredita em Deus, gente
que acredita em Deus de uma forma
totalmente distorcida em relação ao que
você acredita. Gente que tem uma vida
totalmente desregrada em relação ao que
que você acha que deveria ser uma vida
certa em relação a Deus. Eles estão
cumprindo a vontade de Deus e a gente
não. Muitas vezes dentro dessa parábola
do bom samaritano. Então, o que é
interessante é que a parábola consegue
explicar o que é o amor
de uma forma muito mais intensa do que
eh um tratado filosófico, né? Eh, o
pensamento que a gente falou aqui do do
Hel, do Kirkard e do Lewis, do CS Lewis,
eh, eles ficam muito mais claros nessa
historinhazinha que Jesus conta aqui,
respondendo a pergunta de quem é o meu
próximo para eu poder amar? Que eu para
quem é que eu devo cumprir o meu dever
de amar, né? Essa pergunta é errada. A
pergunta é: quem é que tá precisando que
você cumpra esse dever, né? Não, não é o
quem é o meu próximo, é de quem você vai
ser o próximo? Essa é a pergunta.
E é isso, gente. Queria trazer para
vocês hoje
hoje esse
esse pensamento aqui, essa reflexão,
eh,
pra gente nem perguntar, né? Quem é o
meu próximo? Nem é isso. Vamos refazer a
pergunta, né?
Aí o Johnny coloca pela Torá até meu
inimigo pode ser o meu próximo. É exato.
Quando a gente vê ainda mais a
perspectiva aqui do da parábola do bom
samaritano. Pode ser, pode ser seu
próximo. Eh, a pergunta é de quem você
tá sendo próximo, né?
O Gust Gust M. Gomes fala aqui que o
microfone tá baixo. Tarde demais. Já
terminamos. [risadas][suspirando]
Eh,
parece que os homens não entenderam bem
o que Deus queria, não o que ele dizia,
pois Jesus fez bem diferente. Vemos isso
em Números 14. Pois Deus quer usar a
justiça e Moisés a graça. Vulto de Jesus
barra Deus, né? Eh, misericórdia e não
sacrifícios a Luclene que coloca para
complementar. Isso é exato. Eh, isso
aqui não é
uma oposição entre ah, o Deus do Antigo
Testamento e o Deus do Novo Testamento.
Não, porque no Antigo Testamento você já
tem Deus falando, como colocou aqui a
Lucilene, eu quero é misericórdia, não
sacrifícios. É no Antigo Testamento que
tá amarás o teu Deus sobre todas as
coisas e o próximo como a ti mesmo, né?
Como grandes mandamentos. Então, não é
que o Deus do Antigo Testamento ele não
gostava de amar. Aí Jesus veio ensinar,
não. Jesus é a manifestação do Deus do
Antigo Testamento, né? Ele veio pôr em
prática. O que acontece é que essas
pessoas distorceram a prática. Jesus
distorceram o conceito e Jesus veio
mostrando a prática. Ó, vocês
esqueceram, não é isso que vocês estão
falando. É isso aqui, ó. Deixa eu
mostrar para vocês. É isso que foi dito,
né? É isso que era para vocês fazerem.
O samaritano amou, não teve preconceito,
teve tempo, algum recurso, não perguntou
nada ao necessitado, teve ação e
compaixão. Diz aqui o Daniel Algo Verde.
Isso, olha só que interessante, né?
Quando a gente pensa ali no que o Cés
Luiz tinha falado, é, eh, aja como se
você amasse.
E é nessa atitude que o amor se torna
real, né?
O o samaritano agiu como se ele amasse
aquela pessoa.
E é isso que faz com que seja uma ação
de amor, né? É isso que faz com que,
qual é a atitude desses desses aqui que
foi uma atitude de amor? É a atitude do
samaritano. Ele agiu como se ele amasse
aquela pessoa. Eh, e e
isso nos transforma, a atitude nos
transforma, né?
A gente tinha comentado na semana
passada, alguém comentou, não lembro
quem foi,
eh, não sei se foi o Dion mesmo que
falou, eh, que
às vezes incomoda um pouco e que o
cristianismo parece ficar tudo muito na
teoria. Ah, não, a gente tem que ter o
primeiro amor e depois isso vai virar
uma prática e tal. E a gente tava
falando como isso é uma coisa ruim
mesmo. Às vezes fica tão na teoria que
nunca vira uma prática de verdade.
E a gente tá vendo que na verdade o
pensamento bíblico não é esse. O
pensamento bíblico é que o que dá
legitimidade é a prática e não o
sentimento interno. A gente aprende a
cultivar o sentimento interno com a
prática. É na prática que se dá o
aprendizado. Não é um aprendizado
teórico que leva à prática.
Eh, é o agir como se você amasse, que
você aprende a amar e não você deve
aprender primeiro a amar para depois
você agir como se você amasse, né?
Eu acho que isso daí é o que a gente vai
deixar aí para hoje, né? 10:22. Eu me
estendi um pouco mais porque eu queria
falar bem sobre esse assunto. Eu gostei
de ter estudado isso daqui de novo.
Eh,
e é isso, gente.
É isso aí.
E semana que vem a gente
semana que vem eu acho, né? Eu eu coloco
aí no no canal se vai ter se vai ter
live semana que vem ou não, tá bom? E aí
a gente
continua aí. Se alguém tiver alguma
sugestão de algum tema queira falar
também, lembra? É só fazer um
comentário, não aqui dentro do chat do
do da transmissão ao vivo, mas um
comentário no vídeo mesmo. Depois que
termina aqui, ele vira um vídeo lá
dentro da aba ao vivo, né?
E aí, se você comentar alguma coisa lá
ou em qualquer outro vídeo, eu vejo
todos os comentários e a gente vê se
vocês quiserem sugerir alguma outra
questão pra gente pensar aqui juntos
semana que vem, é só deixar aí, tá bom?
Então gente, uma boa noite para vocês,
bom descanso aí. E
só ler mais esse comentário aqui.
Exemplo da Torá. Quando você encontrar
um animal do seu inimigo, cuida dele.
Isso, Joh. Isso. A ideia de amar o
inimigo não é uma ideia que é inaugurada
no Novo Testamento. Ela já aparece no
Novo, no Antigo Testamento. No livro de
Provérbios, inclusive fala que você deve
amar o inimigo, né?
assim amantoará as brasas sobre a sua
cabeça. Então, eh, o Novo Testamento não
tá vindo trazer uma outra coisa
diferente, gente. Ele tá só tentando
relembrar quais são as prioridades que a
gente esquece e que a gente
que a gente nunca esqueça isso, né?
Aí do teu lado direito, eu achava que
era uma janela e não uma parede. É, é
uma janela sim. Tá fechada a persiana
aqui,
então tá bom. O Os Oel também falou aqui
que o áudio tá de boa, né? Tá no celular
sem fone, mas tudo bem, a gente vê. Para
uns fica mais baixo, para outros fica
mais alto. Eh, boa noite, até a próxima
live aqui. O Carlos. Valeu, gente. Ah,
boa noite aí. Espero que vocês tenham
gostado aí. Eu gostei bastante. A gente
tem falado bastante de amor aqui
ultimamente, né? Não é à toa, né? é o é
o princípio
que que coloca dentro de uma hierarquia
de princípios é o que tá no topo dentro
do que que a que que a Bíblia quer que a
gente faça, né? É isso. A gente quer que
haja como se a gente amasse as pessoas
usando aqui as palavras do CS Lewis.
Então até a próxima live. Obrigado aí
para quem ficou e na próxima a gente
conversa. Johnny já até colocou Romanos
na próxima. Romano 7. Podemos falar
sobre Romano 7. Boa sugestão. Legal.
Então, tá bom, gente. Valeu. Até mais,
então, e a gente se vê.

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