O significado do Amor Bíblico e o Bom Samaritano – Davar Live – 10/07
11/07/2026
O significado do Amor Bíblico e o Bom Samaritano – Davar Live – 10/07
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala pessoal, tudo bom? Boa noite aí para todo mundo. Boa sexta-feira, bom sábado. [limpando a garganta] Estamos aqui no mais uma live aqui do canal. Aí eu já vi que já tem um pessoal aqui, né? Então, boa noite aqui pro Carlos que tá sempre aqui. Eh, boa noite pro Luiz também, que deixou uma mensagem um pouco mais cedo aqui, um tema bem interessante. Ele falou, é, esse daqui é o tema que eu eu tinha esquecido na última live. a [limpando a garganta] gente tinha combinado de falar sobre isso e eu acabei eh falando sobre outras coisas, esqueci de de preparar esse assunto. Eh, e aí eu dei uma olhada no assunto, dei uma lida e foi, na verdade, foi bom, porque tem várias coisas bem legais pra gente falar sobre esse assunto. A gente deu uma comentada na semana passada sobre a ideia bíblica de amor, né? Como assim? O amor da Bíblia é um é um mandamento, mas você manda um para você ter um sentimento. Então, amor não é um sentimento e tal. A gente passou por cima desses temas assim, a gente vai se aprofundar um pouco mais, vai destrinchar melhor algumas algumas questões aqui e eu vou ler uns trechos aqui de um livro do Rel. A gente vai comentar sobre o o que que o CS Lewis fala sobre isso. O Kirkard também é um pouquinho basicamente esses três autores sobre o conceito de amor e isso tudo dentro do contexto da parábola do bom samaritano lá de Lucas capítulo 10. [risadas] Então a gente vai, esse é o tema de hoje, tá bom gente? Eu até coloquei no título da live, eu acho que legal que de repente chama atenção para se alguém tiver passando, achar o tema interessante, já fica por aqui, né? Eu não sei, de repente só da VAR Live é uma coisa que chama pouco atenção, o pessoal acaba não ficando. Mas é isso. Boa noite aí pro Flávio, pro Marco, pro Daniel, Daniel [limpando a garganta] Algo Verde que tá aí também nas lives aí. Eh, então vamos lá. Eu queria dar uma olhadinha só. Tem um tem um comentário que foi pessoal deixou aqui na durante a semana nossos vídeos aqui no canal e eu acho que talvez vha a pena falar disso, que ele diz o seguinte, eh, um comentário inclusive na na live passada do dia 3 de julho. Roney, faz um vídeo falando sobre a sua conversão ao adventismo, de onde você é. fala um pouco sobre o que vocês acreditam, como vocês entendem a imortalidade da alma, etc. Vocês sabem que esse canal eu me esforço para ele não ser um canal adventista, então eu fujo um pouco de questões doutrinárias do adventismo pra gente não ficar preso a isso, né? Eh, eu acho, eu não acho tão interessante a gente ficar falando de doutrinas eh específicas do adventismo e tal, mas acho que vale a pena dar um um panorama geral de algumas coisas aqui sobre eh porque que eu sou adventista e de modo geral o que que eu penso sobre o adventismo e o o que que o adventismo crê sobre algumas coisas. Então, hoje eu vou eu vou entrar nesse assunto, tá bom? Então, de forma geral, eu já vou começar da seguinte forma. A gente costuma pensar que alcançar a verdade dentro do contexto religioso é você estudar bastante e você descobrir quais são, qual é a denominação religiosa que tem as melhores doutrinas bíblicas e você ir para essa denominação. E isso é se aproximar da verdade. Inclusive dentro do adventismo, isso é entendido como se aproximar da verdade. tem uma certa base bíblica nisso quando a gente fala dos bereanos, que aqui de vez em quando a gente comenta e tal, [limpando a garganta] que é é um povo que gosta, não gostava de estudar, eles conferiam se o que o Paulo tava pregando realmente batia com as escrituras e tal. Mas eu acho que eh é um pouco diferente porque primeiro a gente tá falando dentro do cristianismo, todo mundo é cristão. Então como se tornar um cristão melhor? é você descobrir a doutrina certa para você seguir dentro desse pensamento e aí você segue essa doutrina e tal. Eu não penso exatamente assim. E é por isso inclusive que eu sigo a religião dos meus pais. O eu sou adventista porque meus pais eram adventistas, os meus avós eram adventistas e meus bisavós eram adventistas. Então, é uma religião que tá na minha família há muito tempo, inclusive não tem muita gente da minha idade que os bisavós eram adventistas. Os meus bisavós se converteram ao adventismo assim quando o adventismo era meio novidade aqui no Brasil. Eh, e o fato de eu estar na religião dos meus pais já [limpando a garganta] indica um pouco isso, porque eh é claro que eu tenho um senso crítico em relação a doutrinas. Inclusive eu sou um adventista meio chato com algumas coisas, porque tem algumas coisas que eu não gosto da forma como que é é mostrada na igreja e tal, mas de certa forma, de forma geral, claro, eu concordo com o adventismo, senão não ia continuar sendo adventista. Mas eu eu acho que mais importante do que você ficar buscando eh qual é o conjunto de doutrinas corretas, é você ser o melhor possível da religião que você pertence, entende? Então, eu sou um adventista, eu procuro ser um excelente adventista o máximo que eu consegui. Então, eu sigo a religião dos meus pais porque eu não encontrei nada que fosse absurdamente contra o jeito de eu pensar. Mas eu procuro ser um adventista muito bom. E para mim ser um adventista muito bom não é cumprir exatamente a as doutrinas certinho, mas é você se apegar ao que a Bíblia considera que é hierarquicamente superior, inclusive até a doutrinas. Tem a ver com o que a gente falou semana passada, tem a ver com o tema de hoje, que é a ideia de bondade, de amor, fé, esperança e o amor, que Paulo fala que são as as principais eh eh [limpando a garganta] os principais dons, né, restam agora a fé, a esperança e o amor. Eh, então [limpando a garganta] esse essa esses princípios para mim são os mais importantes em relação a doutrinas. Tem até doutrinas que eu sigo, mas eu entendo de uma forma diferente. Então, por exemplo, o adventismo tem o toda uma ideia de reforma de saúde. E essa reforma de saúde eh tá dentro de um contexto de um, eh, de seguir uma certa alimentação. Então, você tá dentro, você segue uma alimentação específica, que é a alimentação lá de do capítulo 11 de Levítico. Então, para quem não sabe, adventista não come carne de porco, basicamente, né? Então, eh, não só carne de porco, mas tem umas regras lá de quais animais os israelitas comiam ou não. Então, frutos do mar a gente não come. Eh, algumas aves específicas a gente não come, mas as aves, normalmente, as aves que as pessoas comem a gente come também. E e [limpando a garganta] carne de porco, basicamente, né? Basicamente a gente come os animais que podiam ser oferecidos como sacrifícios no santuário. É basicamente isso. Então, eh, o adventismo pensa isso como uma ideia de reforma de saúde. Ele vai usar aquele texto: "Seu corpo é o templo do Espírito Santo". E, portanto, você tem que cuidar do seu corpo. E para cuidar do seu corpo, você cuida da sua saúde e segue essas regras. É o é o modo como o adventismo pensa. Eu sigo as leis de Levítico 11, mas seguindo uma lógica totalmente diferente. Eu discordo dessa ideia de de primeiro, a palavra saúde não aparece lá em Levíticos 11. Então eu não entendo isso como uma ideia de manter a sua saúde, até porque tem outras coisas que a gente sabe hoje, a gente observando, medindo a realidade, a gente percebe que outras coisas são até mais importantes pra saúde. E o texto não fala sobre isso, que é, por exemplo, exercício físico. Texto bíblico não fala para você fazer exercício físico para cuidar da saúde. É mais importante do que não comer carne de porco. Então, para mim, desculpa, deixa eu só desligar aqui meu som do meu celular. [limpando a garganta][tosse] Então, a questão para mim não é saúde, mas a questão é você manter uma parte da sua vida. No caso, a alimentação. Dentro de desse aspecto da sua vida, você separa um pedaço para você lembrar eh para você manifestar sua religiosidade através da sua alimentação, entende? Essa basicamente o o o cerne, essa justificativa que o próprio livro de Levíticos dá lá no capítulo 11. Para que comer aquela comida? Para você, basicamente, ele vai usar o mesmo argumento de Levítico 19, para você ser santo como Deus é santo, né? Então, por isso você não vai comer esses alimentos para você se separar. Então, [limpando a garganta] o que eu quero dizer com tudo isso é, eu sigo as doutrinas adventistas, mas eu não concordo necessariamente com a forma como o adventismo normalmente vê diversas questões, né? E se eu não for seguir as doutrinas adventistas, eu deixo de ser adventista, vou vou para outra igreja, né? Então eu penso desse jeito e não tem problema também, não é um não é nenhum nenhuma, nenhum nenhum nenhuma tragédia, né? Eh, então eu sou adventista, eu não me converti especificamente saindo de uma outra religião pro adventismo. Eu nasci num contexto adventista, mas eu acredito que como toda pessoa religiosa adulta, na verdade você se converte em algum momento, porque ninguém é religioso sem passar por uma conversão, mesmo que seja pra própria religião que você sempre pertenceu. Entende o que eu quero dizer? Então eu, digamos assim, me converti lá pela adolescência, eu entendi várias coisas sobre religião e decidi seguir sua série. Eh, e sou adventista, né? O, então, o que que qual que é a do adventismo de forma geral? O adventismo, o aspecto, o aspecto que eu gosto do adventismo é um aspecto que muitas vezes os adventistas tentam fugir dele, que é o adventismo é uma religião esquisita. E hoje eu olho isso assim e dou o maior valor para isso. O adventismo é esquisito. Ele é esquisito porque ele quebra alguns padrões e segue outros de uma forma que não é previsível. Então, o adventismo é um movimento eh faz parte do movimento protestante, não é uma religião católica, não é uma divisão do catolicismo. Então ele vem do protestantismo historicamente, mas ele mesmo se separa do movimento protestante. Alguns dizem até que é é um é um né, um neoprotestantismo, né, porque ele faz parte de um movimento de religiões do protestantismo lá do século XIX, né? não é um protestantismo clássico, então ele vai surgir ali com outros movimentos protestantes, como os mórmons e testemunhos de Jeová, apesar da gente doutrinariamente não tem nada a ver com o mórmon e testemunho de Jeová. Eh, então [limpando a garganta] o o adventismo vai ter vai se fazer parte desse segundo movimento protestante e ele vai entender o seguinte, eh, a é um é um fundamento dentro do adventismo, apesar de dos adventistas não falarem muito disso, que a reforma protestante não acabou, ela não é um evento, ela é um processo e esse processo continua na história. Então, a gente deveria continuar reformando as nossas doutrinas eternamente, eh, considerando que tem várias doutrinas que a gente simplesmente continua seguindo porque sempre foram seguidas. Esse espírito do adventismo que é muito forte no início, ele foi se perdendo com o tempo. Eh, mas eu vejo que tem muitos adventistas que ainda mantém esse espírito e para mim isso é importante. Vamos olhar pra Bíblia e tentar reformar a nossa religião com base na Bíblia. Vamos tentar parar de seguir coisas que a gente só tá seguindo porque a gente sempre seguiu, mas não tem necessariamente um fundamento bíblico. E vamos passar a seguir coisas que a gente talvez nunca seguiu, mas que tem um fundamento bíblico para isso. Então isso que eu acho interessante, né? Eh, e no geral é isso, por exemplo, a imortalidade da alma, né, que foi um um assunto que foi que um uma doutrina que o o a pessoa perguntou lá no comentário. Eh, esse é um é um dos pontos. Por exemplo, eu não conheço outra religião protestante que tem a mesma visão dos adventistas, que é o que eu falo aqui no canal, inclusive, que a alma não é uma entidade fora do seu corpo, eh, que sobrevive fora do seu corpo. A alma, dentro da descrição bíblica, é o ser humano vivo, né? Deus soprou nas narinas de do do homem e ele se tornou alma vivente. Ele é uma alma, né? A alma que pecar, essa morrerá. Ou seja, a alma morre também. Então, a expressão alma dentro do da da dentro do do contexto bíblico, não é essa descrição que a gente faz, não é esse conceito de uma espécie de um fantasminha que tá dentro do nosso corpo. Dentro do contexto bíblico, a alma é é a totalidade do ser humano, né? Eh, a alma morre, a alma é ressuscitada, eh, e os quando faz a contagem das pessoas em Israel fala: "Ó, aqui tem tantas almas, tem lá 5000 almas aqui nesse lugar. A alma é a totalidade do ser humano." Eu acho que isso faz muito sentido essa forma que eu vejo o texto bíblico. E é basicamente esse é o conceito adventista da imortalidade da alma. Então, a alma é mortal e a alma não subsiste em um plano não físico. Isso é um conceito que veio lá do platonismo, né? Não é um conceito bíblico. Eh, o o judaísmo antigo pensava dessa forma, embora dentro do judaísmo que é predominante hoje, você tem doutrinas que que saem desse dessa ideia. Então, inclusive tem conceito de de eh de uma pessoa que é como que chama? A quando a alma depois que você morreu, você é a alma vai para um outro corpo. Ela eh esqueci até o nome do do conceito. Faz tempo que eu não falo sobre isso. Então a a alma é eu eu lembro que tinha uma pessoa que brincava que é reencadernação da alma, mas eh quando a sua alma volta para um outro corpo, você morre, aí a sua alma vai e nasce de novo em um outro corpo e tal. é uma coisa que muitos judeus creem por influência do do pensamento helênico, platônico. Inclusive na própria enciclopédia judaica, quando se fala de imortalidade da alma, se fala disso de reencarnação, lembrei o nome do termo, de reencarnação como sendo uma coisa que é uma influência do platonismo e e assim por diante, né? Então, esse é um exemplo de uma crença que se tentou reformar de um pensamento bíblico. Eles tentou pensar, ó, a gente pensa desse jeito, mas isso daí veio depois. Isso não é parte da Bíblia. Vamos tentar pensar o que que a Bíblia tá dizendo. Então, esse espírito adventista eu gosto, embora muitas vezes ele se perde na prática religiosa. Então, eu tenho críticas à igreja adventista, como tenho a várias outras igrejas. Eu prefiro fazer as críticas à minha igreja para adventistas em um contexto adventista, né? Eu eu falo mal da minha igreja só para as pessoas da minha própria igreja. Eh, e não é porque eu passo pano, não. Tem muita coisa que eu acho absurda, mas eu não tenho para que ficar falando para gente que não crê na mesma coisa que eu. Então, eh, basicamente, olha, de forma geral, essa é a minha é a minha a minha história dentro do adventismo, né? Eh, sempre fui adventista e eu penso o adventismo dessa forma, de forma geral. Eh, deixa eu dar uma olhada aqui nos comentários. Eu vi que tem bastante coisa aqui. Eh, pessoal aqui dando boa noite, né? O José Lima, Luís Fernando, eh, comigo Iden com a a CCB, acho que você tá falando de nasceu dentro da igreja, né? Eh, tem uma pessoa que colocou umas mensagens de ajuda aqui para fazer doação. Eu eu não sei se esse o o Carlos tá até falando aqui, ó. Isso daqui é spam. Eh, esse tipo de coisa que você não conhece, conheça as ajude as pessoas que você conhece. Quando é uma pessoa absolutamente anônima na internet, a chance de alguém tá só sendo esperto e e e sendo spam é muito grande, né? Mas se você quer ajudar a pessoa, então vai atrás, vê se a história é verdadeira, entre em contato com ela, conheça ela e ajude, né? É, é o conselho que eu dou aqui. [roncando] Eu nem sei como bloquear aqui ao vivo, mas eh depois eu eu vejo isso daqui. Aqui. Pronto. Eh, a gente tá falando aqui de Levítico 11, né? Todo e todo o livro é sobre santidade. É isso, Carlos, né? É isso mesmo que a gente tá falando, né? Eh, o o Eduardo Ramos coloca aqui: "Às vezes reflito isso, se mesmo estando na igreja desde sempre, se realmente me convertir". É uma dúvida, Eduardo. Eh, existe um momento em que você amadurece espiritualmente, digamos assim, e que você decide levar aquilo a sério, né? Isso vai acontecer. Às vezes você pode ficar na dúvida se será que eu estou salvo? Será que estou fazendo tudo do jeito certo? Essa dúvida também é comum, é normal. Eh, mas a ideia de que você eh eh se você se converteu é mais complicada, né? Mas eu diria que se você percebe que você tem uma vida espiritual, então vocês converteram em algum momento. Às vezes não é em um momento específico também, não é um dia que você falou: "Hoje é o dia da minha conversão". Também às vezes acontece de uma forma mais como um processo também. você vai amadurecendo e aquelas ideias começam a fazer sentido aos poucos, né? E aí quando você percebe e você tá realmente vivendo uma vida espiritual, né? Eh, mas acho que é por aí, né? O Carlos coloca aqui: "As TJAS também não creem numa na alma imortal igual a IAG. Elas também vieram em parte do movimento adventista". Ah, interessante. Eu nem conheço muito bem a história dos TJs, né? Eh, mas a gente tem coisas em comum e coisas não em comum, assim como em relação a todas as outras religiões protestantes, né? [roncando] Eh, o pessoal tá aqui me ajudando, né? Reencarnação. Sumiu totalmente a palavra na minha cabeça, mas reencarnação, até os judeus acreditam nisso, são judeus modernos e tal. >> [roncando] >> Eh, a Lucilene coloca a morte da alma é uma desintegração. Olha, Lucilene, a ressurreição, de acordo com Jesus, a morte é um sono no qual você não está consciente, né? Minhas palavras, essas últimas. Então, a morte é um sono. Significa que a pessoa morta, ela está em um estado, digamos assim, de suspensão. Ela não está viva, ela não, ela não tá presente, ela não está flutuando em um outro plano, vem do nosso plano, ela está descansando, ela está ausente no na ocasião da ressurreição. Essa esse ser humano é recriado, digamos assim, né? Então aquela alma volta a existir. Eh, e eu sei que tem várias questões filosóficas aqui, né? Eh, é recriado a partir do seu corpo, mas e quem morreu há muito tempo não sobrou nada do corpo? E quem uma parte do corpo tá em cada uma em cada lugar e tal. São questões que de fato só fazem sentido se você acredita que Deus é capaz de criar o universo a partir do nada. E por isso ele também é capaz de recriar um ser humano que já deixou de existir, né? Eh, mas é meio nesse sentido, não é exatamente uma desintegração, mas a alma é um ser humano funcionando. Então, quando esse ser humano não está funcionando, que ele tá em estado de morte, a alma tá meio que suspensa. O que Eclesiastes vai dizer é que o o fôlego de vida volta para Deus que o deu. E às vezes isso causa uma confusão com a ideia de alma, o fôlego de vida, que é a vida que Deus dá. Quando você morre, esse fôlego retorna para Deus, né? Não em forma de uma alma, mas acho que é mais até num sentido figurado, no sentido de que aquela força de vida deixa de existir em você e continua existindo só em Deus na ocasião da morte, né? Então, eh, é mais nesse sentido, né? a sua alma, ela tá suspensa, digamos assim, ela deixou de existir, não existe mais como uma coisa e depois é eh ela vai ser recriada, né? Eh, Jesus é Miguel, como os adventistas acreditam quem é como Deus? Então, eh, a ideia de Jesus sendo Miguel é que é uma coisa um pouco difícil de eu acho que muitas vezes o pessoal explica de um jeito que é ruim e aí as pessoas acham bizarro e pode parecer bizarro mesmo. A forma como eu entendo é que Miguel não é um outro anjo, mas Miguel na Bíblia é uma das é um dos títulos de Jesus, né? Eh, inclusive por causa desse desse nome, quem é como Deus, que pode ser entendido não como uma pergunta Michael, mas como uma expressão quem é como Deus, né? Eh, o livro de Daniel vai vai usar a expressão de Miguel como o grande príncipe, o Saratsavá, o príncipe do exército. É a mesma expressão que aparece lá em Josué, pro homem que aparece para Josué. eh, paraa qual inclusive Josué se curva e o adora e ele não repreende José por causa de Josué por causa disso. Então, tem algumas coisas aí, talvez um dia a gente fale um pouco mais sobre isso, eh, que mostrem que Jesus se manifesta de várias formas no Antigo Testamento e uma dessas formas era Miguel. Uma delas, eu entendo também que é o tal do anjo do Senhor. Eh, a própria ideia de anjo, a gente precisava conversar um pouco mais sobre isso, que a gente pensa no anjo no homem loiro de olho azul e com asa de águia, de pomba branco, com uma veste branca e uma tiara de ouro. Eh, mas não necessar, o anjo não é isso. Anjo é um outro conceito que é um pouco mais complexo na Bíblia. Eh, a gente fala disso em outra ocasião, mas basicamente anjo é um título, é um é aquele que é enviado de Deus. A palavra anjo malach significa o enviado. Então, a tradução bíblica é arbitrária para decidir quando ele vai traduzir a palavra mál enviado e quando ela vai traduzir a palavra malar como anjo, que basicamente é a palavra enviado também, só que em latimelis e se eu não me engano tem uma relação com o grego também. Eh, então, eh, Jesus é um anjo, tanto quanto Deus pode ser um anjo. Quando Deus é enviado à terra, ele é um anjo. O, o anjo do Senhor, no meio, no relato bíblico, a pessoa tá conversando com o anjo do Senhor e de repente no meio da conversa já não é o anjo do Senhor, é o Senhor. E aqui o tetragrama, né, Yahvé. Então, a ideia de anjo também na Bíblia é um pouco confusa, não é tão simples. Então, por isso para mim não tem nenhum nenhuma questão em falar de Jesus como um anjo, eh, principalmente quando era chamado arcanjo, ou seja, o principal dos anjos, o principal dos enviados. Então, dentro dessa compreensão, tem todo um pressuposto aqui para você entender Miguel como Jesus, eh, uma manifestação do próprio Jesus, entende? Basicamente, resumidamente, é isso, né? Eh, o Eduardo Ramos coloca: "Em uma pregação ouvi o pastor falar que se deve ler a Bíblia junto ao espírito de profecia, porém essa visão não corrobora com os críticos da Ig. Falam que tratamos a Leenat como uma segunda Bíblia". Eh, não corrobora com a com o pessoal que que não entende aqui, espírito de profecia é o nome que os adventistas dão pros escritos de Allen White, que é uma pessoa que a gente entende que teve um dom de profecia, que também não, o adventismo acho que às vezes ele é muito fechado. Dom de profecia é um dom dos últimos tempos, não se restringe Allen White. É um dom que vai acontecer cada vez mais, mais frequentemente nos últimos tempos. Seus velhos terão sonhos, seus jovens terão, Seus velhos terão sonhos, seus jovens terão visões, que é o texto lá de Joel, que é falado lá na na ocasião do Pentecostes. É um é um dom típico do final dos tempos, a profecia, mas o eu não acho que a White, eu eu acho que a própria Helen White não pensa assim, que a os escritos dela são um complemento pra Bíblia. A Bíblia não precisa de complemento. A Bíblia não tá incompleta. Então, os escritos de Allen White é um são um comentário à Bíblia. Não necessariamente eh tudo que ela escreve sobre a Bíblia é uma revelação divina direta dela. Ela depende muitas vezes de uma tradição protestante, o que ela tá escrevendo é claramente uma pessoa protestante do início do do lá do século XIX, dentro do contexto dos Estados Unidos. E ela vai, ela vai basicamente replicar essa visão em vários assuntos, né? Então, não necessariamente tudo é uma mensagem de Deus, às vezes é uma pessoa só escrevendo e tal, uma uma escritora religiosa. Eh, e eu discordo totalmente que você precisa ler a Bíblia junto de dos escritos de Allen White. Não são um complemento à Bíblia, né? Eh, são um comentário na Bíblia, né? A Lucilene coloca aqui: "Eu creio no sono, mas tem gente que tem atividades da alma até no sono, ou por sonhos ou por interações com outras criaturas. Na morte, como sono em Cristo, a alma pode ter atividades se for em Cristo." É, Lucilene, eu eu acho que quando Cristo fala que a morte é um sono, eu acho que é um é uma a minha visão, né? Eh, eu acho que é um é uma metáfora e como toda metáfora ela não é 100%, ela é uma metáfora em qual sentido do sono. A gente não pode comparar todos os aspectos do sono com a morte. Eh, qual é o aspecto que Jesus tá fazendo a metáfora do sono, que eu acho que é a ideia de você tá eh em uma inatividade e depois voltar à atividade. Então, Jesus fala que a morte é um sono no sentido que a pessoa está lá inconsciente, mas ela vai voltar a estar aqui conosco novamente. Então, acho que é nesse sentido que a comparação com o sono. Eu não sei se dá pra gente fazer a comparação, ah, mas no sono tem o estado da consciência em que em que tem os sonhos e tal. Eu não eu não sei se a metáfora abrange esses aspectos. Entende o que eu quero dizer? Eu acho que ela mais no sentido do do retorno. Você dormiu e você vai acordar da mesma forma você morreu e um dia você vai ressuscitar, né? Eu acho que é nesse sentido. Eh, uma forma de vermos coloca aqui, eh, eu partir da ideia adventista porque seria um título de Jesus. E olha que eu sou assembleano, mas gosto muito dos adventistas, pois eles são muito estudados. Obrigado. Ah, legal, legal, bacana. Eh, bom, gente, acho que sobre adventismo é isso. Eu evito falar sobre adventismo aqui, porque existe uma ideia de, a gente tá falando aqui de conversão, por exemplo. Eu acho que se um assembleiano se torna adventista, ele não se converteu quando ele se tornou adventista, porque ele já é um cristão, ele já tem um relacionamento com Deus, não existe conversão, existe só uma mudança de um aspecto ali ou outro da sua religião. Então, a gente tem até um uma música, eu não sei se em outras igrejas as pessoas cantam também, quando a pessoa tá se batizando, a gente canta e ó que belosinos, cantam lá nos céus, pois se converteu um pecador Eu sempre achei bizarro isso, porque às vezes tinha alguém se batizando e o cara era, sei lá, batista, um excelente batista, melhor do que muito adventista, melhor do que eu em muitos aspectos. Nossa, que exemplo de pessoa. E se tornou um adventista é legal, faz parte da nossa igreja agora. Mas por que que eu tô cantando que se converteu um pecador, né? Tão pecador quanto qualquer outro que tá aqui convertido também, entendeu? Então, às vezes, eh, o que eu não gosto é que dentro do adventismo tem muito essa ideia de pregar para cristãos, entende? Então, eh, tem muito assim, olha que bom que a pessoa que era da congregação se tornou adventista. Ah, não necessariamente. Ela só mudou um ponto de vista. O que importa mesmo é o relacionamento que ela tem com Deus ou tinha ou vai ter agora. Eh, isso não tem a ver com virar adventista ou não, entende? Então, eu não festejo, digamos assim, eh, batismos de cristãos. Não sei se vocês entendem o que eu quero dizer. Então, a festa nos céus, quando alguém se converte do seu pecado, uma pessoa que só mudou de denominação religiosa, ela não tá se convertendo do seu pecado. Ela tá mudando o ponto de vista dela sobre uma coisa, mas o relacionamento de Deus com Deus continua ali, entende? Então, eh, por causa disso que eu não tenho interesse em converter pessoas para adventismo. Eu tenho interesse de primeiro chamar a atenção das pessoas paraa perspectiva bíblica das coisas, né? E, se possível convertê-las, as pessoas que não são convertidas, a um relacionamento com Deus, seja em qual for a religião aí que que ela entra, entendeu? Então, bom, mais ou menos isso que eu penso. Eh, talvez sou muito moderninho aí para muita, muita gente que é mais conservadora, é mais tradicional em relação a muitas coisas. O próprio adventismo fala muito de nós temos a verdade, nós devemos levar a verdade para as pessoas que é uma outra expressão que, hum, às vezes um muçulmano que nem acredita em Jesus, ele tem uma verdade que o adventista não tem, que é a noção da presença de Deus, por exemplo, a consciência da presença de Deus. sujeito se curva ali dentro da mesquita em oração de uma forma tipo muito mais reverente do que qualquer adventista em um culto. Então, e de qual verdade a gente tá falando? A verdade da noção da presença de Deus, da reverência diante da imensa santidade de Deus. O muçulmano tem essa verdade, o adventista não entende? Então, eh, a a a verdade sobre a reverência diante da revelação divina do texto bíblico, eu acho que os judeus têm isso, não todos judeus, né, que grande parte dos judeus nem religioso é, mas que muitos judeus tem muito mais do que adventistas, que é a minha própria religião. Então, de qual verdade a gente tá falando? Existem muitas verdades no relacionamento de Deus com o homem. Eu posso ter algumas, outras pessoas podem ter outras e eu quero aprender com elas e crescer, né? Eu não tô interessado em batizar pessoas na minha igreja, não, né? Eh, eu tô eu tô interessado em fazer as pessoas terem um relacionamento honesto com Deus, né? A Lucil colocou que os muçulmanos creem em Jesus como um profeta menor. Isso é verdade, Lucila, tô corrigindo, né? Eh, os muçulmanos nem acreditam em Jesus como filho de Deus, né? Como Deus encarnado que salva, né? O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, mas como um profeta do qual eles têm muito respeito, inclusive, né? Verdade. Aí o uma forma de ver diz: "Eu só não sou adventista por causa do sábado que não vejo como um dia santo como os adventistas". E também porque eu creio muito no pentecostalismo, não como os assembleanos que vem o pentecostalismo como carro chefe. É interessante, mas eu acho que é por aí. A gente vai aprendendo coisas um com os outros, né? Uns com os outros. Eu acho que não há problema em ter várias igrejas, porque cada um tem uma perspectiva diferente e às vezes você fica até mais fácil você ir numa congregação onde as pessoas pensam como você. você organiza o seu culto ali de uma forma que é mais conveniente para todo mundo. Então, não é uma questão para mim. Acho que o importante não é isso. Importante é todo mundo se respeitar, a gente conseguir trocar essas ideias, né, como a gente tá trocando aqui. Bom, então tá, gente, vamos lá. Vamos pro tema do da live hoje. Eh, porque como eu tava falando lá no comecinho, vocês tinham falado sobre esse tema. Eu ia falar na live passada, esqueci. E aí eu parei para dar uma lida sobre o assunto e acendeu várias coisas na minha cabeça. Falei: "Cara, isso é muito legal. Esse assunto é muito bom. Tô empolgado para falar com vocês sobre isso". Então, vamos lá para Lucas, capítulo 10. A gente vai falar sobre a ideia do amor na Bíblia, eh, alguns aspectos do amor. Alguns a gente já falou antes, a gente vai só aprofundar um pouco mais. Mas talvez uma pergunta que a gente queira responder aqui é como pode o amor ser um mandamento? Qual é o sentido de um amor ser um mandamento? Como você ordena alguém a amar alguém, né? Então, quando a Bíblia fala, "Ama a Deus sobre todas as coisas, ama o teu próximo como a ti mesmo, o que que ela realmente quer dizer com a palavra amor? O que que é essa ordem de amar? O que que isso significa?" Então, a gente vai pensar um pouco sobre isso. A gente vai levantar aqui principalmente três pensadores, que é o Abraão Joshua Rechel. Aqui no livro Deus em busca do homem, eh, a gente vai falar um pouco sobre o que o Ces Lewis fala sobre isso. Eh, em dois livros que eu acho que são eh Os Quatro Amores. Eu não sei se é essa tradução em português, eu peguei uma uma versão em inglês online e no cristianismo pur simples também. E sobre o que o Kidgard fala disso, né? em uma obra, eu não lembro aqui, agora a gente já vai ver, a gente vai ver o conceito de amor dentro desses três pensadores, o que seria o amor bíblico, né? E é claro que a gente vai dar uma comparada aí com alguns outros textos bíblicos que falam sobre amor pra gente entender melhor isso e tudo isso dentro da moldura aqui da parábola do bom samaritano aqui em Lucas capítulo 10. Então não é pouca coisa, né? Vamos lá então. Lucas capítulo 10 a partir do verso 25 a gente vai ver, né? Eis que um certo homem, intérprete da lei, se levantou com o objetivo de pôr Jesus à prova e lhe perguntou: "Mestre, que farei para hererdar a vida eterna?" Eh, eu acho interessante essa linguagem bíblica aqui, que basicamente a pergunta dele é: "Como eu faço para ir pro céu?" É o que a gente perguntaria hoje, né? Eh, que esse ir para o céu, esse o céu, não é uma expressão que é comum na Bíblia. Normalmente é ou o reino dos céus ou o reino de Deus, né? ou a vida eterna. Como eu faço para el dar a vida eterna? Então, se você tá preocupado com a sua salvação, presta atenção nisso daqui, né? E aí Jesus vai responder. Eu gosto muito dessa resposta de Jesus no verso 26. Lucas 10 verso 26. A resposta de Jesus para como eu faço para ir pro céu? O que Jesus diria se você perguntasse para Jesus como eu faço para ir pro céu? Eu acho que não, né? O, eu uso o OBS aqui, ele me deu uma notificação agora que ele tá desconectado, tentando reconectar, mas parece que tá tudo OK aqui. Não sei o que que é. Então, vá, voltando lá. Eh, Jesus quando é perguntado, ele vai responder de uma forma interessante. O, existe uma ideia, no judaísmo, isso é muito forte, que o sábio responde uma pergunta com outra pergunta, porque você não dá resposta para uma pessoa, você oferece pra pessoa uma maneira de pensar para ela chegar na resposta. Então, você responde a pergunta com outra pergunta pra pessoa chegar à resposta, né? Isso é muito comum na psicologia também, na psicologia clínica você faz mais perguntas do que resposta porque você não quer ali entregar uma coisa que a pessoa vai pega e virou verdade para ela. Não, ela tem que chegar naquilo também. Só é uma construção em conjunto. Jesus não responde essa pergunta com outra uma outra pergunta. Ele responde essa pergunta com duas perguntas. Então, o que faz para el dar a vida eterna? Jesus então lhe perguntou: "O que está escrito na lei?" É a primeira pergunta de Jesus. A segunda é: Como você a entende? Ou como lê? Como você lê? É muito boa essas duas perguntas de Jesus que estão se complementando. É primeiro o que tá escrito na lei ou em outras palavras, o que que tá escrito na Bíblia, na revelação de Deus. Só que isso não é o suficiente. O que está escrito em si não é o suficiente. Tão importante quanto, ou às vezes até mais importante do que isso é como você interpreta, como você lê, como você entende aquilo que tá escrito, como você interpreta aquilo que é a revelação divina. Porque a revelação é um livro, ele ele não é um ele não tá ali uma pessoa andando e falando. Então, como você interpreta aquele conjunto de palavras? Então, a resposta para como herdar a vida eterna é duas perguntas. Como você, o que que tá escrito? Qual é a revelação divina? O que que tá escrito na lei? O que que tá escrito na Bíblia? E como você lê isso? Como você entende isso? Isso é muito interessante porque tem muita gente que pega o mesmo livro. Então, tem um conjunto de pessoas que pega o mesmo livro, o mesmo conjunto de escrituras, a mesma revelação divina. E essas duas pessoas chegam a conclusões absurdamente diferentes e isso motiva elas a terem comportamentos absurdamente diferentes. Então não é suficiente você se perguntar o que tá escrito na Bíblia, como você lê, como você entende, é tão importante quanto a sua salvação depende disso, né? E eu gosto de pensar que a sua salvação depende da interpretação de um texto, né? Envolve uma atividade intelectual, embora obviamente não se restringja a isso, mas a tua a sua tua salvação envolve isso, a sua compreensão de um texto, né? Eh, é preocupante e é interessante ao mesmo tempo, né? E a resposta do intérprete da lei é isso é lá no verso 27. Isso. Ele respondeu: "Ame o Senhor, seu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com todas as suas forças e com todo o teu entendimento, e ame o seu próximo como você ama a si mesmo." Aí, verso 28, então Jesus lhe disse: "Você respondeu bem, faça isso e você viverá". Então, olha só que interessante o a resposta dele, a o as duas perguntas, na verdade foi só a citação de dois textos bíblicos. E o fato dele citar esses dois textos bíblicos em conexão já é a forma dele entender. E que Jesus fala: "Você entendeu correto". Essa é a forma correta de se entender o texto. E a os dois textos são dois mandamentos em relação ao amor. Ama a Deus sobre todas as coisas. Amarás, pois, o teu Deus de todo o teu coração, de toda alma, com todas as tuas forças. E aqui ele ainda acrescenta e com todo o seu entendimento. Eu não sei se essa, esse complemento do seu entendimento ele tá na na Septoaginta ou não, mas o Novo Testamento costuma citar aqui Deuteronômio capítulo 6 a partir do verso 4, né, que é esse ame ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, tal. O Novo Testamento costuma citar com esse complemento e com todo seu entendimento que não tá no texto lá do do Antigo Testamento, né? Eh, e coloca uma perspectiva, como a gente tá falando aqui, intelectual também, com seu entendimento. Você vai amar a Deus com a sua compreensão, com o seu intelecto, o seu entendimento, eh, todo o teu coração, toda a tua alma, todas suas forças e todo seu entendimento. Então, esse é o primeiro texto. Esse texto é importante por vários motivos. Eh, e um deles é dentro da tradição judaica, esse texto é um texto especial. O rabino Aquiva vai falar que eh eu não lembro agora se é Akiba ou Riléu ou os dois vão falar que esse texto é uma um resumo da lei. Se eu não me engano, é Rilel que vai falar pra pessoa perguntar: "Olha, fale para mim, resuma para mim a lei enquanto eu me equilibro numa perna só". Ou seja, fala aí rapidamente o que que é o mais importante da lei. E ele vai citar justamente aqui: "Amarás pois teu Deus todo coração, tudo homem, todas suas forças." E se eu não me engano, ele também falamos teu próximo como a ti mesmo. Ou seja, o resumo da lei são esses mandamentos do amor. Esse Deuteronômio 6, "Amarás o teu Deus", conhecido no judaísmo como Shemá. Eu acho que muitos de vocês devem conhecer isso, né? Eh, que a palavra chemá é esse primeiro eh essa primeira palavra, esse verbo lá eh ouve que aparece lá no verso 4, ouve, ó Israel, o Senhor é vosso Deus. O Senhor é um. Amarás, pois, o teu Deus de todo o teu coração, toda a tua alma, todo o teu entendimento. Essas palavras que hoje lhe ordeno estarão no teu coração. Tu as enculcarás aos teus filhos. Delas falarás a sentar em tua casa e andando pelo caminho e ao deitar-te, ao levantar-te. também as atarás como sinal na tua mão e como e como frontal entre os seus olhos e e as escreverás nos umbrais das tuas portas, né? Citei de cabeça aqui. Acho que é isso. Eu gosto desse texto. Texto é o texto base do judaísmo. O judaísmo, isso é o resumo. Deus é único, né? E o homem deve amar a Deus de todo teu coração e deve ensinar os seus filhos, né? Eh, essas palavras têm que estar escritas na casa dele e devem estar inscritas no corpo dele. Você vai atar essas palavras na mão e no e como frontal entre os seus olhos. Inclusive isso é uma prática literal judaica, né? você tem lá o os tefil que eh você tem esse texto de Deuteronômio escrito em uma em uma tira de couro que é enrolada no braço e dentro de uma caixinha que você eh coloca fixa na sua cabeça enquanto você faz as orações diárias. Inclusive repete esse texto, um texto que é repetido entre os judeus religiosos três vezes por dia. Ele ora esse texto que eu falei agora, Deuteronômio 6, do verso 4 até o verso 9. Então, lembrar de que Deus é o único Senhor e que ele deve amar a Deus, né? Eh, então essa é a base do, esse é um fundamento, eu acho, eu diria que é o primeiro fundamento bíblico, né? Resumidamente, que que é Deus? Ele é o único Senhor e a nossa obrigação com ele é amar ele de todo o nosso coração, de todas as nossas forças, de nosso entendimento e de toda a nossa alma, né? com tudo que a gente consegue, a gente ama Deus. Eh, é o primeiro mandamento. Aí a eh uma forma devemos até colocar aqui, parece que essa é uma ideia de Deus, fazer sem questionar, amar, pois o amor de Deus é incondicional. Sendo assim, é uma decisão que aí mais sacrificial do que buscar uma razão. Foi o que Jesus fez. Tem a ver muito com isso daí também. É, é, é uma ideia de de entrega mesmo, né? É uma ideia de entrega, muito mais do que do que direcionar um sentimento. É uma entrega. A gente já vai falar sobre isso, né? Eh, pensando aqui na complementação, inclusive esse segundo texto que tá lá em Levítico, Levítico 19, que é um texto conhecido como o Código da Santidade, porque o mote desse capítulo é eh vocês vão ser santos porque eu, vosso Deus, sou santo. Então, vocês vão imitar a minha santidade. Portanto, sigam essas leis. Aí tem um conjunto de leis lá, eh, algumas leis que fazem mais sentido ali pro antigo Israel, mas esse essa lei tá lá, inclusive, né? Eh, Levítico 19 verso 18, se eu não me engano. Ama o teu próximo como a ti mesmo. Inclusive, vamos abrir aqui porque tem uma uma questão interessante também nesse texto aqui. Eh, Levítico 19, o verso 18. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo, mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. Esse eu sou o Senhor é um refrão que aparece em diversos versos aqui. Eh, justamente que lembra, eu sou o Deus que você tem que imitar. E tem um princípio aqui que a gente chama de imitar o day. É uma expressão em latim que significa imitação de Deus. Então você vai fazer isso porque eu fiz, né? Você vai ser santo porque eu sou santo, né? Você vai descansar no sétimo dia porque o Senhor teu Deus descansou. Você vai eh eh Cristo vai falar, né? Você vai amar como eu amei, né? Eh, então, a a ideia de que você se torna íntimo de Deus a um ponto que você se inspira na bondade de Deus. A bondade de Deus, a forma de Deus agir te inspira a agir também. Deus te chama a a isso, a a imitar ele, né? Eh, Paulo vai usar esse princípio de forma dupla com vocês vão me imitar da forma como eu imito ele. Então, eh, vocês não estão me imitando, na verdade, vocês estão imitando a ele, né? Eh, então esse é um princípio que aparece desde lá do do de Gênesis até o Novo Testamento, né? Eh, a imitação de Deus. E é dentro desse contexto que a gente vai ter esse amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. Eu sou o Deus que ama. Então, você vai amar também. Eu amo o teu próximo, então você vai matar o o teu próximo. É mais ou menos essa ideia que tem por trás, né? Que que tem de interessante aqui nesse na forma como o texto tá aqui, né? A gente vai mais paraa frente lá, um pouco mais paraa frente no verso 34, essa mesma expressão vai aparecer aqui em relação ao que você, como você deve tratar o estrangeiro que tá na sua terra dentro do contexto lá do antigo Israel, né? Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco. Aáloás como a ti mesmo, pois estrangeiro fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus. Então, olha, tem um uma lógica aqui. Primeiro fala, você ama o teu próximo como a ti mesmo e depois ele vai falar: "Ó, você vai amar o estrangeiro, vai amar como você mesmo porque você também foi estrangeiro. Existe uma identificação entre você e o seu próximo." E aqui existe um um comentário que eu acho muito interessante. Deixa eu até abrir aqui. Eu eu não anotei no lugar certo que eu devia ter anotado, mas tá aqui. Aqui é um comentário de Herman Cohen e um Martin Bober sobre Levítico 19 verso 18 em conexão com o verso 34 que eles vão dizer que a forma hebraica desse verso aí vtar larra camorra amarás teu próximo como você. Literalmente essas são três palavras, né? E amarás teu próximo como você. Então, como você traduz isso? Amarás teu próximo como a ti mesmo. Existe uma questão no hebraico que o verbo ser no presente ele é ele é pressuposto. Então, por exemplo, quando eu falo que eu sou o honey, eu falo a ni honey. Então, eu não preciso falar a palavra sou. A palavra sou não aparece. Inclusive, quando Deus falar, eu sou o que sou é uma forma um pouco diferente, porque o sou nessa forma não é usada no hebraico. E o o falar que uma coisa é também não é não é usada. Você só fala eh sei lá o o o fala celular preto. Você não fala o celular é preto, entende? Então você consegue pressupor o verbo ser no presente, no nosso presente, no texto bíblico. Então amarás teu próximo como você. Você consegue pressupor aí um é na entre a segunda e a terceira palavra. Amarás teu próximo. É como você. Ou seja, você amarás o teu próximo. Ele é como você. Então, amarás o teu próximo como a ti mesmo e amarás teu próximo, ele é como você. São duas traduções possíveis do mesmo texto lá de Levítico 19. É possível você traduzir esse texto dessas duas formas, né? Eu nem ia comentar isso hoje, que tinha várias outras coisas para comentar também, mas eu não consigo não comentar isso que eu acho muito interessante. Isso muda a perspectiva do texto de em vez de você amar o seu próximo da forma como você se ama. Então ele não tá falando qual é a forma do amor, mas a justificativa. Você deve amar o seu próximo pelo motivo de ele ser igual a você, entende? Então você ama o seu próximo já partindo do pressuposto que ele é igual a você. E isso parece ser a lógica aqui no verso 34. Amáas como a ti mesmo. Amarás o estrangeiro como a ti mesmo, porque você foi estrangeiro na terra do Egito. Ou seja, amarás o estrangeiro. Ele é como você, porque você também foi estrangeiro na terra do Egito. Entende? Então são duas formas possíveis de interpretar o texto que eu acho interessantíssimas e se complementam e que fazem todo sentido aqui, né? Esse texto é o então junto lá de Deuteronômios Deuteronômio 6 verso 4 e verso 5, se eu não me engano aqui, né? O amarás a Deus sobre todas as coisas. O amarás o teu próximo como a ti mesmo. De Levítico 19 verso 18. é um outro texto do Antigo Testamento que é considerado importantíssimo. E esses dois são o resumo da Bíblia, são um resumo de tudo que se possa dizer sobre religião. Que que é religião? essa religião desse Deus da Bíblia, amar a Deus e amar o próximo. Resumidamente é isso. Em poucas palavras, isso é a religião. De acordo com Jesus, de acordo com diversos rabinos, eh de acordo com o Novo Testamento, eh esse é o resumo do que que é a Bíblia. Isso é interessante justamente porque o o mandamento que resume a Bíblia não é um mandamento em relação a a ações eh cerimoniais e tal, é um mandamento em relação ao amor. E aí vem a questão, como se ordena o amor? Deixa eu só ler esse comentário aqui que diz: "Fezilo que Deus queria independente do que era a vontade dele." Por quê? Porque eu quero agradar meu amor, aquele a quem amo, a quem não quero desagradar. E tá vendo? É interessante isso. Como diz Jesus, aonde tá o seu tesouro, aí também vai tá o seu coração. O que você ama é uma definição de você também. Você se identifica com aquilo que você ama. E é por isso que a idolatria se torna uma coisa séria na Bíblia. Você tá se identificando com uma coisa que você inventou, né? Com um pedaço de pau, um pedaço de pedra. Eh, então, né, é muito, é muito significativo isso da para onde tá indo o seu amor, né? O Daniel Algo Verde até colocar o próximo é quem Deus coloca na nossa frente precisando. A gente vai falar exatamente sobre isso daqui a pouquinho. Mas antes vamos falar sobre essas perspectivas do amor, sobre essa questão, como você ordena a amar? Eh, o Osé até pergunta aqui, temer igual a amar? Eu acho que não, apesar de estar relacionado. Eh, qual que é a ideia do amor aqui? Vamos ver da de três perspectivas, então, como a gente tá falando, o Hel, do Kirkard e do Ses Lewis. Como explicar a ideia de que eh como se ordena um o amor, que o um amor que é ordenado, ele não se torna menor do que um amor que é espontâneo? Mais ou menos essa pergunta. Acho que o CS Lewis que vai, na verdade, ele vai articular melhor nesse sentido, mas é basicamente essa mesma pergunta que os três estão falando aqui, né? Então eu tô aqui com esse livro Deus em busca do homem, que eu gosto muito do Rel. Eh, e ele vai falar na página 127, uma ideia interessante. Ele vai, ele vai estabelecer uma lógica, uma maneira de se pensar o texto bíblico. E a partir disso a gente consegue tirar essa conclusão acerca do conceito de amor, de mandamento do amor na Bíblia, né? Então, ele vai dizer o seguinte, né? eh um capítulo que se chama, inclusive uma ciência de ações. Eh, eu vou ler aqui um parágrafo que vai dizer o seguinte: se Deus fosse uma teoria, o estudo da teologia seria a maneira de o compreender, mas Deus está vivo e precisa de amor e de veneração. Por esse motivo, refletir sobre Deus está relacionado com a nossa veneração. Numa analogia de compreensão artística, louvamos a Deus antes de poder compreendê-lo. Temos de amar para conhecer. Jamais aprender, jamais aprenderemos a compreender a Deus, a não ser que aprendamos a louvar, a não ser que saibamos como amar. Eu acho muito interessante esse pensamento. Então, qual que é a ideia aqui que o Rexel tá colocando? Eh, o amor não se restringe a um a um afeto. O amor tá relacionado com o comportamento. Não dá para separar as duas coisas. Você aprende a amar amando. Você aprende a conhecer a Deus através da sua atitude para em relação a ele, da sua atitude de amor em relação a ele, né? Eu acho muito interessante essa frase aqui que ele fala, né? O nossa, eu tô muito ruim de ler de óculos. Tem que tirar o óculos para ler. Eh, temos de amar para conhecer. Você não conhece sem amar. E é interessante que há um rabino que tá escrevendo isso que ele não ele não não considera o Novo Testamento. Obviamente o o que vai vir na mente da gente é Primeira João 4:8. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. O conhecimento de Deus é o amor. Como se diz que isso daqui é um pensamento também que aparece em João frequentemente, como você diz que conhece a Deus pelo amor. Então você aprende a conhecer a Deus enquanto você ama Deus. O conhecimento não é uma atividade meramente intelectual. A gente até tava até falando, existe essa dimensão também no relacionamento com Deus, mas não é através dela que você realmente conhece a Deus, entende? Eh, o conhecimento vem através da prática do amor, né? Ele vai falar uma coisa, mas outra coisa interessante também um pouco mais paraa frente, mas a lógica que ele vai seguir é de um texto lá de Êxodo capítulo 24, quando Moisés apresenta a lei pros israelitas. E eles vão falar o seguinte, né? Eh, eu acho que até lembro em hebraico desse. É colher da ber eh Adonai na venishm. Tudo que disse o Senhor, nós faremos e entenderemos ou faremos e cumpriremos. Eh, mas e eu gosto dessa tradução, faremos e entenderemos, porque justamente não é que nós entenderemos e faremos. O fazer não é uma consequência da compreensão, mas a compreensão é uma consequência do fazer. Você põe em prática algo e na prática você entende, você conhece, entende? Então parece uma uma ideia muito bizarra, mas meio que você conhece alguém quando você se relaciona com ela. Não é antes que você vai conhecer, mas é depois. ao ao se relacionar com essa pessoa, você a conhece, por mais que você tenha informações sobre ela antes, né? E ele vai falar uma coisa bem interessante aqui a partir do eh em outro capítulo, na verdade lá na página 141 dessa minha versão aqui, eh que ele vai dizer o seguinte: "Acima de tudo, a Torá pede por amor: "Amarás o seu Deus, amarás o seu próximo". Toda observância é um treinamento da arte de amar. Esquecer que o amor é o propósito de todos os mits bot, de todos os mandamentos, é depreciar o seu significado. Engana-se os que pensam que o desempenho é a coisa principal. A coisa principal é o coração. O que fazemos e o que dizemos tem apenas um propósito, evocar a devoção do coração. Isso é essência e o propósito de todos os mandamentos, amar a Deus de todo coração. Eh, ou seja, o que ele tá falando que não é só esse mandamento que tem a ver com o amor a Deus, mas todos os mandamentos. Mas eu gosto dessa expressão que ele coloca aqui. Toda observância é um treinamento da arte de amar. você se treina a amar eh, enquanto você está pondo em prática a sua religiosidade. Então, eh, é na prática que você entende o significado que você põe em prática o significado do amor. Então ele faz uma inversão que é uma inversão que aparece muito no texto bíblico, que eh usando mal aqui a expressão penso logo existo, mas ela também vai influenciar toda uma tradução filosófica dentro do pensamento bíblico. É, eh, eu existo, logo penso. Em qual sentido, né? Quando essa fase frase foi proferida. Penso logo existo. Eh, deixa eu até abrir aqui. Eh, ah, eu acho que eu não vou encontrar agora aonde que tá, qual é o, ah, ah, tá aqui discurso do método, né? A frase do Decart. O, penso logo existo. Na verdade, é um exercício que o Decart faz sobre o a uma ideia que hoje parece comum, mas é ele que popularizou, que é o o questionamento absoluto de todas as coisas. Se você questionar todas as coisas, você vai acabar questionando a própria realidade. Você vai acabar questionando se as coisas realmente existem, né? Ou se elas são uma ilusão. Alguns vão falar: "É possível que você que nada exista se você for questionar tudo e que você seja só uma mente flutuando no espaço, imaginando tudo o que você conhece". Eh, e o Decart vai fazer essa essa provocação, né? A única coisa que pode que você pode ter certeza mesmo questionando é que você existe porque você pensa, então você existe. Então você pode ter certeza que você existe. Talvez você não seja o que você acha que você é um corpo físico aqui vendo essa realidade. Talvez você seja só uma mente flutuando num espaço. Ou talvez você não tá vendo esse vídeo agora, que é um exemplo que eu gosto. Você tá batendo a sua cabeça na parede de um hospital psiquiátrico, imaginando, delirando que você tá vendo agora esse vídeo. Essa realidade não existe. Então, toda realidade é questionável. eh, exceto a realidade de que você existe. Então, penso logo, existo. É a ideia do Decart aqui, nem entrar nisso também, mas acontece que existe toda uma tradição de um debate filosófico que chama o existencialismo versus o essencialismo. O que que seria esse debate? o debate de o que que o que vem antes, a essência de uma de uma pessoa, por exemplo, ou a existência dela ou como ela existe, a gente pode pressupor as características dela ou ela já passa a existir dentro de características que são pressupostas. Mais ou menos isso. Eu não sei se eu tô expressando da melhor forma possível, porque é claro que esse é um debate longo, complexo e que as pessoas pensaram muito sobre ele, mas basicamente a ideia é o existencialismo entende que a existência precede a essência e o essencialismo entende que a essência precede a existência. Eh, dentro dessa perspectiva, o texto bíblico ele é muito mais existencialista. Primeiro você existe e agora que você existe, que as coisas estão postas no mundo, aí você pode pressupor várias coisas, entendeu? Então, eh, não que o essencialismo também seja absolutamente descartável, porque vai por uma outra questão. O ser humano, quando ele passa a existir, ele tem diversas limitações, ele tem diversas coisas que fazem parte da essência que ele é, que já estão dadas antes dele vir a existir. Então, é um debate infinito, né? Eu inclusive não sou nem muito adepto de um nem do outro. Eu gosto de uma interpolação de que você alguns aspectos da existência precedem a essência. Alguns aspectos da essência precedem a existência. De qualquer forma, e é uma outra discussão para um outro momento, que também é uma discussão discussão longa, complexa, eh, que eu também precisaria ler várias coisas antes de trazer aqui para vocês. Mas dentro desse aspecto, especificamente, o que eu tô dizendo é que o pensamento bíblico ele é muito mais do prático pro teórico, é muito mais desse mundo, do fazer e depois do compreender. Então, tudo que o Deus, tudo que o Senhor nos disse, se nós faremos, então entenderemos. Você tá aqui fazendo e é na prática que a teoria vai se desenvolvendo. É na prática que a intelectualidade se desenvolve. É ao fazer que você compreende, é ao fazer que as coisas ganham sentido. O sentido não vem antes, o sentido vem depois da existência prática das coisas, né? Então o recho vai muito nesse pressuposto. Portanto, o o mandamento de amar faz sentido porque a prática do amor precede todas as outras características do amor. É praticando o amor que você vai entender, é que ele vai ganhar significado. Então, não se, a ideia é que o amor ele não se restringe a um afeto, a um sentimento que nasce aqui e depois ela se torna uma atitude. É, é fazendo a atitude que ela se torna um conceito na sua mente, que ela se torna um afeto, né? Eh, basicamente é essa a ideia do Rex. O Soren vai fazer uma outra discussão, o Soren Kirkard, né? Ele vai trazer essa essa essa pergunta também, né? Como pode o amor ser um mandamento? E o Kirkard vai basicamente dividir entre duas ideias de amor, que a gente vai chamar aqui do amor espontâneo e o amor dever. Ele vai dizer: "Somente quando o amor é um dever amar, somente então o amor está eternamente assegurado contra toda a mudança." Então, qual que é a ideia do Kirkard? O amor que é espontâneo, tanto quanto ele nasce de uma forma espontânea, ele também desaparece de forma espontânea. Ele ele não é ele não é uma coisa constante, ele não é uma coisa que se pode safiar, uma coisa sólida. Ele vai se mudando conforme o tempo e conforme inclusive a as qualidades, as características do objeto do amor, né? Você pode amar alguém e ela te decepcionar profundamente, você deixa de amar essa pessoa. Então esse amor tá condicionado a várias coisas. Então o que que te coloca? Existe um outro tipo de amor que é um amor dever. Você tem um compromisso de amar. E quando o amor é um compromisso, ele aí sim ele vai dizer que aí sim, inclusive ele é livre, porque ele não é dependente de circunstâncias, ele é constante, ele é para sempre, né? Ele vai, e por isso que tem essa frase aqui, né? E ele ainda vai dizer o seguinte, né? Eh, o amor espontâneo pode transformar-se em si mesmo, pode converter-se no seu contrário, no ódio. O amor espontâneo pode transformar-se em si mesmo por uma combustão espontânea, pode tornar-se ciúmes da maior felicidade, pode converter-se no maior tormento. É assim que o tu deves torna o amor livre, que o dever torna o amor livre numa bem-aventurada independência. Um amor assim permanece de pé e não cai conforme as variações do objeto amado. Permanece de pé ou cai segundo a lei da eternidade. E justamente por isso jamais cai. Ele vai dizer isso numa num livro chamado Works of Love, eh, que eu não conhecia, inclusive, eu não sei se tem uma tradução em português, mas parece que tem um capítulo que é justamente o nome dele é You Shall Love. E você, eh, portanto, amarás, né? E ele vai discutir sobre esse mandamento do amor. Basicamente a ideia dele é essa, a separação entre o amor dever e o amor espontâneo. Ele vai dizer: "O amor dever é superior, é muito melhor, né? E é livre". Enquanto o amor espontâneo tá aprisionado a condições, né? E ele, justamente por ele tá aprisionado a condições, ele muda o tempo todo. Ele pode se tornar inclusive em tormento, né? Então ele não é, ele não tem a mesma qualidade do amor de ver. O CS Lewis, ele assim, surpreendentemente, talvez nem tanto, mas ele vai seguir um um raciocínio muito parecido com o Hel que a gente comentou, né? Eh, que ele vai partir da mesma pergunta: "Como eu posso ser ordenado a amar?" E ele vai tem uma frase que é muito interessante, né? que eu acho que complementa bem o pensamento do Rex, é o que a gente tinha dito antes. Ele disse: "Não perca tempo perguntando se você ama o seu próximo. Aja como se você amasse." Assim que fazemos isso, descobrimos um dos grandes segredos, como quando você age como se amasse alguém, logo você passa a amá-lo. Ele coloca isso daqui no cristianismo puro e simples, né? Eh, o o Le inclusive ele também vai ser um complemento pro Kirkard, porque eh ele tem um outro trabalho falado chamado The Forloves, eh os quatro amores. Eu não sei se tem uma tradução em português, eu não conheço. Cristianos pur simples é bem conhecido. Esse eu não conheço. Ele vai falar justamente daqueles quatro tipos de amor que a gente tinha comentado na na outra live, que é Storge, Filé, Eros e Ágape. E ele vai falar que esses três primeiros amores, eles são amores naturais, né, que eles fazem parte do convívio humano. E ele vai dizer: "Esses amores não são autossuficientes. Só o amor ágape é autossuficiente." Então, meio que o o Libers, ele vai fazer um comentário sobre esses dois pensamentos. Primeiro, o de que é a prática de amar que leva ao amor. Então, ao pôr em prática que você ao cumprir o mandamento de amar, ele se torna real. E também a ideia de que existe um outro tipo de amor, que é o amor que tá relacionado às relações humanas. São é o amor humano, vamos chamar assim, né? que o eh que o Kirkard vai chamar de amor espontâneo e que o Leus vai chamar de o o amor natural. Esse amor humano, ele não tem a mesma qualidade do amor divino, porque o amor divino, que é o amor eh eh ágape, que é o amor mandamento, amor dever, é o amor amor compromisso, esse subsiste pela eternidade e ele não depende das condições, né? Basicamente vai ser essa a ideia desses pensadores em relação ao pensamento bíblico sobre o amor. E o que é muito interessante é que isso vai conversar bem com alguns outros textos bíblicos. Inclusive, como a gente estava falando, né, apesar do Reel ser um um rabino, conversa muito bem com a ideia de amor dentro dos escritos de eh de João, que é o conhecimento de Deus se dá no amor, na prática do amor, e com os textos de Tiago que são muito legais também, né? A gente vai ver aqui em Tiago, no capítulo 1, os versos 22 até o verso 27, ele vai dizer o seguinte: "E, eu já devia ter deixado esse texto aberto aqui, né? Mas eu vacilei. Então vamos abrir aqui em Thaago. O Thigo vai falar muito sobre a ideia de que parece que já na época dele já tava surgindo a ideia do cristianismo, que é o cristianismo teórico, é o cristianismo imaginário. Ah, não, porque a gente tem que amar muito na nossa mente. Ele tá falando: "Não, você tem que pôr isso em prática, né? É como as pessoas falam hoje, né? Lá no fundo ele é uma boa pessoa". E as pessoas falam: "Não, ele a pessoa não interessa o que que é lá no fundo, ele tem que ser uma pessoa bem na superfície mesmo. É aí que ele tem que ser uma boa pessoa, né?" E é meio que essa ideia de Thago aqui no capítulo 1, logo no capítulo 1, verso 22 em diante, ele vai dizer o seguinte: "Sede cumpridores das palavras e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos". Porque se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor cumpridor, é igual um homem que contempla o seu espelho, o seu rosto no espelho, o seu rosto natural. Porque se contempla a si mesmo e vai-se e logo se esquece de como era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esqueci disso, mas fazedor da obra, esse tal será bem-aventurado no seu feito. Se alguém entre vós cuidar de ser religioso e não refrair a sua língua, antes engana seu coração, a religião dele é van. E ele vai falar sobre os os problemas da língua, no que que a pessoa fala e tal. E ele não vai, você vê que a gente tá pegando aqui a lógica. Pedro não tá falando diretamente sobre o amor, mas ele tá falando sobre essa lógica que é na prática que as coisas ganham sentido, né? Aí um pouco mais para frente, no capítulo 2, a partir do verso 14, ele vai dizer: "Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E se o irmão ou irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento, mantimento cotidiano e alguns de vós lhe disser: "Vaiá em paz, esquentai-vos, fartai-vos e não lhe deres as coisas necessárias para o corpo, qual é o proveito que virá daí?" Assim também a fé, se não tiver obras, é morte em si. Mas dirá alguém: "Tu tens a fé, eu tenho as obras. Mostra-me a tua fé sem as obras, e eu vou te mostrar a minha fé pelas minhas obras". Você crê que há um só Deus? Faz is bem. também os os demônios creem e se estremecem, né? E eh e mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? A mesma lógica a gente aplica aqui ao amor, considerando o pensamento desses outros pensadores aqui. De que adianta você dizer que tem amor, mas você não praticar? O amor só existe na prática. No pensamento bíblico não existe um amor intelectual, não existe um amor sentimento, porque enquanto ele não se transforma em prática, isso não é um amor. O amor só existe quando ele é praticado, quando ele é posto no mundo real, né, através de ações. E aí que tá o com o pensamento aqui do Rel e e do Liv é que é em pror ele no mundo real, em prática, que ele vai existir em outros planos. Você aprende a amar pondo em prática o amor, né? Como o Lewis disse aqui que a gente leu, né? Eh, é aí que você descobre esse segredo. Quando você age como se amasse alguém, você acaba amando, porque é a prática que torna aquilo real para você e não o contrário. É o é o é o oposto, né? É interessante isso, né? Eh, o amor que a gente tava falando aqui, o amor natural, o amor humano, o amor espontâneo, a gente não tem nenhum, absolutamente nenhum controle em relação a ele, né? Eh, pensa em alguém que você ama, pensa sua esposa, pensa nos seus pais, um amigo que é muito querido. Se você tem filhos, pensa nos seus filhos. Já pensou que horror amanhã você acordar, olhar para aquela pessoa e esse amor simplesmente desapareceu? Você não tem controle sobre isso. Você não tem como fazer amar ou não o amor aparecer na sua cabeça, porque a nossa mente ela vai para vários lugares, né? Inclusive eu gosto de pensar na ideia da graça relacionado ao amor dado e não só ao amor recebido. Porque a gente sempre pensa na graça divina. é a graça de que Deus nos ama e ele dá esse amor pra gente de graça. Então, eh, o privilégio de ser amado é uma graça de Deus. A gente não merece esse privilégio. Mas o contrário também acontece o privilégio de amar alguém. Você não fez nada para amar alguém, para esse sentimento tão bom surgir em você. Você não tem controle sobre ele. Então, é uma graça de Deus também. Você já pensou em ser grato porque você ama alguém e não só porque você é amado por alguém? Porque se você vive a vida sem amar outra pessoa, essa vida também perde muito do seu significado. Então a vida não tem só significado em ser amado, mas em amar alguém. Para quem ama alguém sabe disso. Isso dá significado pra sua vida, né? Graças a Deus que você acorda de manhã, olha para aquela pessoa e o amor tá lá, sem você ter controle sobre ele, ele tá lá ainda, né? Eh, e e a ideia é que a prática faz com que ele permaneça lá, agindo com aquela pessoa como se você amasse. Faz com que esse amor se retroalimente, né? Deixa eu abrir aqui. Fechei até a aba da live aqui. Tá comentários aqui. Eh, o temer parece mais com reverência. O amor é obediência, conforme Jesus diz. A Lucilene aqui falando sobre o comentário do Oziel. É, o temor vai para um outro sentido, né? Inclusive na Bíblia o temor é complexo, porque a expressão temer, aquele que é temente a Deus, literalmente na linguagem bíblica é ter medo de Deus. Então, pra Bíblia que sempre quando Deus se apresenta pro homem fala: "Não temais", ao mesmo tempo, uma qualidade do homem religioso é aquele que é temente a Deus. É a mesma palavra na Bíblia, o mesmo verbo no hebraico, eh, irá, lo irá, não temais, né? Eh, então existe uma contradição aí porque parece que existem dois tipos de de medo. Existe o medo que faz você se afastar do seu objeto de temor, mas existe um outro medo que é o que te aproxima, o que te fascina. E é esse amor que a gente tem que ter a Deus, né? Então, não ter mais no sentido de fugir de Deus porque você tá com medo dele, mas ao mesmo tempo ter mais no sentido de você se fascinar. com algo que é imensamente superior a você, entende? Eh, a gente pode falar mais do outra ocasião. Eh, mas o o temor acho que tem outras características. Ele tem uma um relacionamento com o amor, mas não é a mesma coisa, né? O Daniel coloca aqui: "O mundo eh, o mundo escolhe quem merece amor. O reino de Deus escolhe quem precisa de amor." Excelente essa frase. A gente vai comentar sobre isso mais para frente. Excelente. Eh, eu gosto de enxergar o temor como a figura do camião carreta. Se você se mantém longe, porque qualquer ação dela ou sua milimetricamente descuidada será pior ao menor, eh, você barra eu. Temer mais do que respeitar. É, é mais ou menos isso que a gente que eu tava comentando aqui, né? Eu acho que é por aí. Eh, tem um livro sobre as quatro linguagens do amor. A linguagem do amor do Senhor é a obediência. Muito interessante que é justamente pôr em prática tem a ver com o que o Recheu tava falando, né? Todos os mandamentos, o cumprimento de todos os mandamentos estão relacionados com amor a Deus. Quando você vai cumprindo, obedecendo, você vai pondo em prática o amor em relação a Deus, né? Dion coloca aqui, mas este amor do Tanar, né, do do Antigo Testamento, da Bíblia hebraica, é diferente do amor grego e sua ideia de amor como conhecemos. Se sim, seria correto afirmar que está aí o problema para entender esse tema. Eh, a linguagem é uma questão mesmo, né? A gente tinha comentado na na semana passada, o problema é que a palavra no hebraico para amor é uma palavra muito abrangente, muito abrangente. O grego, ele vai ele vai e destrinchar, ele vai quebrar essa palavra em perspectivas diferentes. Então, encontro no hebraico, o aá, o amor se refere a um homem, olhar para uma mulher e ficar apaixonado. Isso é a Ravá, ou uma mãe cuidar do filho, a Ravá, ou um amigo que ama o outro. Davi amava Jonatas, a Ravá, é tudo a mesma palavra. Tem um inclusive um um componente erótico aí de da pessoa ver uma pessoa muito bela e se afeiçoar a ela, a ravar também. Eh, no grego você tem essa separação, inclusive tem a palavra eros, da onde vem a palavra erótico, que tem a ver com esse amor mais da atração entre homem e mulher. Tem a palavra filel, que é o amor, o amor de irmandade, que seria, teria mais a ver com esse amor de Davi e Jôatas. teria tem outros tipos de amor, né? Eh, mas esse ágape tá mais relacionado com esse aspecto do aravá que a gente tá falando, que é o amor ordenado em relação a Deus e ao próximo. Então, acho que dá para fazer uma ponte aí, embora a língua do Antigo e do Novo Testamento, o hebraico e o grego, possam possam casar ruídos aí nessa nessa comunicação aí, né? O Johnny. Eh, aí a Luciline coloca aqui, mas amar ao próximo não é obedecer ele, mas falar ou fazer ou dar. Isso é você vê que o amor, apesar do amor a Deus e o amor ao próximo estarem relacionados, eles não são a mesma coisa. O próximo você ama por uma questão de igualdade. Ele é igual a você e por essa identificação você o ama. O amor a Deus é meio que até o oposto. Você ama a Deus na identificação de uma diferença. Você olha Deus e você percebe uma diferença entre você e Deus. E é nessa percepção de diferença que o amor acontece, né? Então, até a prática não é a mesma. Embora Jesus junte essas duas coisas. falou: "Ó, quando você tava lá eh eh ajudando quem tava na prisão, foi visitar quem tava na prisão, você deu comida para quem tava com fome, você fez para mim isso." Então, é na prática do amor ao próximo que você também dá o sentido do amor a Deus. Então, apesar de serem perspectivas diferentes, elas estão relacionadas, elas não conseguem se se desligar, se diferenciar uma da outra, se tornarem coisas diferentes, né? Eh, o Johnny Coca aqui, tá parecendo uma parachada Raby Rogel. É. Eh, qual o livro do Sorin? Diz aqui o Oziel. É, eu tinha falado aqui, deixa eu ver se eu acho de novo. É um livro que discute isso, Works of Love, Obras do Amor, se eu não me engano. Eu não tenho certeza se tem uma tradução em português. Teria que dar uma pesquisada. Eu não vi, eu achei ele em inglês online aqui. Foi aí que eu que eu pesquisei essa essa questão. Mas ele vai tocar exatamente nessa questão do amor como mandamento, né? como resolver o amor como mandamento? Eh, bom, gente, basicamente isso. São essas ideias que a gente tem em relação ao amor. Só que aí a o texto lá de Lucas 10 não para aí. Tudo isso a gente tá especulando em relação à junção desses dois mandamentos. Só que isso é o começo, né, que Jesus fala correto? Faça isso e viverá. Você quer a salvação, ama Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo. É esse o caminho. E aí vem a pergunta sobre a pergunta, né? Eh, mais uma vez uma uma resposta respondida com uma pergunta, né? Eh, e ele vai dizer a seguinte, mas ele, verso 29, Lucas 10, verso 29, mas ele querendo justificar-se, deixa eu ler de novo, mas ele querendo justificar-se perguntou a Jesus: "Quem é o meu próximo?" Essa é uma discussão também interessante, porque lá em Levítico, que eu fechei, não devia ter fechado, mas lá em Levítico 19, quando a gente fala desses eh do amor que aparece duas vezes, tanto no verso eh 18 quanto no verso 34, parece ter uma uma diferença aqui, porque por um lado, lá no verso 18, quando ele diz: "Amar amarás o teu próximo como a ti mesmo", ele parece tá querendo se referir israelitas se relacionando com israelitas, pessoas do seu próprio povo, porque ele vai dizer o seguinte: "Não te vigarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo, mas amarás o teu próximo como a ti mesmo, eu sou o Senhor". E lá no verso 34, ele vai dizer: "Como natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco. Amalo como a ti mesmo, pois estrangeiro foste na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus". Então, esse amor recíproco, esse amor como a ti mesmo, ele tá relacionado ao próximo, mas também ao estrangeiro. Então, quem é o meu próximo? É só quem é da minha religião. É claro que normalmente vai vir automática automaticamente na nossa cabeça a resposta, não são todas as pessoas. A gente vai ver que é até mais do que isso. Quem é o meu próximo? Verso 29. E aí Jesus, a resposta de Jesus a partir do verso 30 é uma história que é a parábola do bom samaritano. Então a parábola do bom samaritano não é uma uma história que Jesus simplesmente, olha, tava pensando aqui numa história, vou contar para vocês e conta assim sem contexto. Não. A parábola do bom samaritano é uma resposta como argumento dentro uma dentro de uma discussão cuja pergunta é: Quem é o meu próximo? A parábola do bom samaritano tem o objetivo de responder essa pergunta. Então, não é só uma parábola jogada a esmo. Ela é um argumento para responder uma pergunta. Quem é o meu próximo? Não faz sentido a gente falar sobre a parábola do bom samaritano sem estiva dessa pergunta, sobre quem é o meu próximo, a quem eu devo amar? A quem eu tenho o compromisso de amar. Jesus prosseguiu dizendo no verso 30, um homem descia de Jerusalém para para Jericó, caiu na mão de alguns ladrões. Esses, depois de lhe tirar a roupa e lhe causar muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Então, olha só, eh, uma tem um detalhezinho que eu acho tão interessante, mas que às vezes é passado de lado aqui. Primeiro, eh, o, a história acontece no caminho de Jerusalém para Jericó, né? O que que, o que que tinha em Jerusalém, santuário, a gente vai falar de sacerdotes e levitas passando por esse caminho. Esses sacerdotes e levitas estão passando por esse caminho eh a serviço do santuário. Eles estão passando por esse caminho para servir no santuário, que era a função dos sacerdotes e levitas. Então, quando tá falando sacerdotes e levitas, passando do caminho de Jerusalém, de Jericó prazer de Jerusalém, você tá falando de pessoas indo servir no santuário, cumprir suas obrigações no santuário, obrigações prescritas lá no livro de Levítico, né, e outros outras partes da Torá, ou seja, pessoas cumprindo sua obrigação religiosa. Primeiro ponto. Segundo ponto, o estado que foi deixado esse homem. É importante um detalhe aqui. Ele é deixado no caminho a a expressão que é usada aqui nessa tradução que eu peguei, a Nova Almeida atualizada, é deixando o semiorto. Outras vão usar a expressão deixando como morto. A ideia é que você olhava essa pessoa caída no caminho e falava: "Ah, tem um cadáver aqui. Ele é uma, tem a aparência de uma pessoa morta". Essas duas coisas são muito importantes pra gente entender um alguns detalhes aqui da parábola do bom samaritano. Verso 31. Por casualidade, um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho e vendo aquele homem passou de largo. Normalmente, quando a gente lê isso, a gente fala: "Nossa, que pessoa ruim é esse sacerdote, né? que pessoa horrorosa, não ajudou a pessoa que tava ali. Tem um detalhe que a gente vai ver aqui que tá lá em Levítico, eh, o livro de Levítico lá no capítulo 21. Então, a gente tinha visto ali no capítulo 19, né? Vamos até o próximo como a ti mesmo. Dois capítulos paraa frente são leis em relação aos sacerdotes. É o seguinte, né? Eh, Levítico 21, a partir do verso 1, é uma lei que Deus tá dando de obrigação do sacerdote. Depois disse o Senhor a Moisés, Deus falando para Moisés, fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: "O sacerdote não se contaminará por causa de um morto entre o seu povo, salvo por seu parente mais chegado, por sua mãe ou por seu pai, ou por seu filho ou filha, ou por seu irmão, ou por sua irmã virgem, chegada a ele, eh, que ainda não tenha marido, por ela também não se contaminará." Ou seja, eh, mesmo quando é uma irmã, depois que ela casou, ele não pode entrar em contato com o corpo morto dessa pessoa. Ou seja, se tiver um velório, ele não participa desse velório. É claro que o velório não é exatamente igual ao nosso, onde a gente fica só na mesma sala olhando e tal, eh, dentro daquele contexto. Então assim, se um amigo muito chegado morre, os o levita, ele não participa da cerimônia fúnebre porque ele não pode ter contato com o morto. Nem se for a irmã dele que já casou e agora ela pertence àquela família do marido, nem assim ele participa dessa cerimônia f dessa cerimônia fúnebre. Ele não tem contato com mortes. É proibido, né? N tem uma discussão aqui. Por que que é proibido o sacerdote ter contato com uma pessoa morta? Aí vai ter pessoas que vão colocar isso aqui num plano simbólico, porque o sacerdote tá relacionado à vida, então ele não se contamina ritualmente com um cadáver de uma pessoa morta e tal, não pode sob nenhuma hipótese e tal. Eh, então essa é uma lei que Deus deu em relação ao sacerdote. Quando a gente olha pro em relação a essa lei e a gente volta lá pra parábola do bom samaritano, passa a fazer sentido o sacerdote que tá descendo por aquele caminho, que é uma pessoa que oficia no santuário, eh, ele vê uma pessoa morta, parecia que tava morto. ele não pode encostar naquela pessoa, ele passa pelo outro lado, ele tá cumprindo uma obrigação religiosa dele. Tá vendo o que que isso aqui traz uma perspectiva muito mais eh importante de que não é uma mera questão moral, não é uma mera questão de que ele era uma boa pessoa ou não. tem uma perspectiva religiosa que é uma pessoa que estava cumprindo a ordem de Deus em relação a ela paraas suas obrigações religiosas, entende? O o levita vai ser basicamente o mesmo caso, porque o levita, apesar de não ter uma ordem direta que ele não possa se contaminar como tem pro sacerdote, as pessoas que estavam contaminadas por pessoas mortas, que entravam em contatos com mortos, eles não podiam entrar no santuário. E a função do levita era oficiar dentro do santuário. Era não o mesmo ofício do sacerdote, né? não em relação à cerimônia do do santuário, mas o o levita era uma pessoa que cuidava dos dos objetos do santuário, né? Na época de Moisés, eles carregavam partes do as partes do santuário, né? As três famílias dos levitas carregavam as armações, a as a os eh a parte dos tecidos da tenda e os utensílios, né? Então essa função vai ser redesignada lá na época de Davi. Inclusive aí que os levitas começam a oficiar na nas cerimônias de música, eles começam a cantar no santuário, porque agora o santuário é fixo, você não precisa mais carregar as coisas. Mas de qualquer forma, a obrigação religiosa do levita estava relacionada ao santuário e ele estando contaminado por um morto, ele não pode entrar no santuário, né? Isso vai aparecer. Acho que a gente nem precisa ler lá o texto, mas essa ideia vai aparecer lá em Números 19, vai falar que um morto não, uma pessoa contaminada com o morto não pode entrar no santuário, né? Então ele também tá cumprindo a obrigação religiosa dele. Essas duas pessoas não eram pessoas ruins, eram só religiosos devotos, cumprindo o que Deus ordenou. E aí no verso 33, certo? samaritano que seguiu seu caminho, passou perto do homem e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, aproximando-se, fez curativos nos ferimentos dele, aplicando-lhe óleo e vinho. Depois, colocou aquele homem sobre seu próprio animal, levou para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, separou dois denários e entregou ao seu ao hospedeiro, dizendo: "Cuida deste homem e se você gastar algo a mais, eu farei o reembolso quando eu voltar." Esse é o terceiro, é o samaritano. A gente conhece como parábola do bom samaritano. A gente pensa em samaritano como uma pessoa boa por causa dessa tradição, por causa dessa parábola, por causa das histórias do bom samaritano. Mas o que Jesus tá fazendo aqui é quebrar um paradigma. Samaritano não é bom dentro do pensamento ali. O samaritano, primeiro, é um cara que tinha problemas doutrinários. dos samaritanos. Eh, vamos lá, uma história breve aqui do do que que é os samaritanos, né? Samaria era a capital do reino do norte quando teve a divisão entre os reinos lá depois de Salomão, né? O filho de Salomão faz lá uma besteira. Os do norte do sul de Israel são divididos. E a ordem de Deus que o santuário e a reunião do povo deveria acontecer em Jerusalém é quebrada no reino do norte. Porque no reino do norte, para não perder poder político, paraa sua população não ter que sair do seu território e ir pro reino do Sul, o rei estabelece o a capital do reino do norte, que era Samaria, como sendo um lugar de adoração, como sendo um um o templo onde se deve adorar. Por isso que a mulher samaritana vai falar com Jesus. Olha, eu tenho uma dúvida. Você é judeu, você é o Messias? Então me responde quem tá certo afinal, é é os os judeus ou os samaritanos? qual o lugar de adoração? E Jesus até responde: "Olha, se for pelo mérito da questão, os judeus estão certos. Deus ordenou adorar, adorar em Jerusalém." Aí ele vai falando, mas existe uma época e já chegou onde os verdadeiros adorarão, adoradores adorarão em espírito e verdade. Então, se for pelo mérito da questão é Jerusalém, mas isso já não é mais importante, né? Basicamente a resposta de Jesus. Mas o ponto é, os samaritanos tinham desobedecido a ordem divina, tinham mudado o lugar de adoração. E depois que o reino do norte é destruído lá pelos assírios e tal, eh eles têm uma mistura com vários outros povos pagãos. Então quando eles começam a retornar, eles eles voltam com hábitos de outros povos. Então assim, era uma religião esquisita para um cristão. A gente pode dizer mais ou menos que é como se ele tivesse aqui falando de um espírita, uma pessoa do candomblé, mistura hábitos pagãos e tal, pode até falar que adora Deus e que gosta de Jesus, mas esquisito, né, essa religião. Então, pensa nesse sentido, não como o samaritano, como sendo um bom religioso, como deveria ser o sacerdote e o levita, eh, mas como uma pessoa de uma religião estranha, misturada, que não obedece aquilo que Deus mandou. E Jesus conta essa história e no final da história, como um bom judeu, né, que a gente estava falando, como um bom mestre, não responde diretamente a pergunta, mas ele responde com outra pergunta. Ele conta uma história e responde com uma pergunta. E a e a resposta de Jesus é: qual desses três, o sacerdote, o levita e o samaritano, parece para vocês que eh parece ter sido Não, voltando à pergunta, né? Vou ler de novo. A pergunta de é: Qual desses três, o sacerdote, o levita e o samaritano, parece ter sido o próximo do homem que caiu na mão dos ladrões? Normalmente, quando a gente ouve a história do bom samaritano na perspectiva da pergunta quem é o meu próximo, a gente pensa no no samaritano, no lado do sacerdote levita, na pergunta feita para eles. Eles devem perguntar: "Quem é o meu próximo?" Jesus inverte a pergunta. A questão não é quem é o próximo do do do sacerdote, quem é o próximo do samaritano? A pergunta, quem é o próximo da pessoa que tava precisando de ajuda? A pergunta não é quem é o teu próximo, o teu como religioso. A pergunta é quem é quem é que vai cumprir a função de seu próximo, de quem tá lá fora precisando de ajuda, entende? Então, quem foi o próximo? De quem precisou de um próximo? Não é de quem é o seu próximo que você vai ajudar. Isso, isso nem é uma pergunta que faz sentido para Jesus. Ele não tá, ele não tá nem respondendo. Ele reformula a pergunta, não é quem é o meu próximo? A pergunta é quem é o próximo de quem tá precisando de um próximo? O imper o intérprete da lei respondeu: "O que usou de misericórdia para com ele?" Ele nem falou o samaritano é o cara que fez o que era certo. E Jesus, ótimo, vai e faz o mesmo. Isso é cumprir a vontade de Deus. Isso é o amor que a gente estava falando. Isso é na prática o amor. Quem amou aqui? E quando a gente fala quem amou, não interessa o que que o samaritano sentiu eh subjetivamente na cabeça dele em relação ao homem. O que interessa é o que que ele fez. O que ele fez é que dá sentido ao que ele pensou. É porque ele fez todas essas coisas com aquele homem, é que a gente entende que ele se compadeceu do homem. Se ele só se compadece, olha, coitado, onde já se viu, né, a situação e vai embora, não tem nada tem sentido. Não é um amor que que faz sentido. Então, o amor que brota só num pensamento e não se torna prática não é amor do dentro do pensamento bíblico. O no pensamento bíblico é a prática que torna ele um um um sentimento legítimo, entende? Então essa inversão de Jesus eu acho que é o mais importante da história, né? Eh, é de quem vai ser o próximo, de quem tá precisando de um próximo e não de quem é o teu próximo, né? Não é quem é próximo a você, mas você vai ser o próximo de quem? Você está cumprindo a função de próximo de alguém? Eh, essa essa é a coisa importante, né? Vai e faz o mesmo, né? Eh, quando a gente pensa aqui, então, nesses três personagens que viram o homem, a gente vê que primeiro, obedecer simplesmente as regras que Deus deu pode fazer com que a gente faça tudo menos a vontade de Deus. Entendem? Nesse caso específico, ao sacerdote e ao levita cumprirem a lei que Deus deu para Moisés, eles não estão fazendo a vontade de Deus. Nesse caso específico, nesse contexto específico, é descumprir a lei em relação a a a pureza cerimonial de tocar em o morto. Ao descumprir essa lei, você estaria cumprindo a vontade de Deus. Nem sempre a vontade de Deus é só cumprir um uma uma conjunto de regras que foram dadas na Bíblia. Há situações que só cumprir essas regras faz com que você se afaste da vontade de Deus. E a pessoa que não cumpre essas regras, ela tá fazendo a vontade de Deus no teu lugar. É o samaritano. Aí a pergunta é: se a gente não tá sendo o próximo das pessoas que precisam de um próximo, quem tá sendo? Gente que não acredita em Deus, gente que acredita em Deus de uma forma totalmente distorcida em relação ao que você acredita. Gente que tem uma vida totalmente desregrada em relação ao que que você acha que deveria ser uma vida certa em relação a Deus. Eles estão cumprindo a vontade de Deus e a gente não. Muitas vezes dentro dessa parábola do bom samaritano. Então, o que é interessante é que a parábola consegue explicar o que é o amor de uma forma muito mais intensa do que eh um tratado filosófico, né? Eh, o pensamento que a gente falou aqui do do Hel, do Kirkard e do Lewis, do CS Lewis, eh, eles ficam muito mais claros nessa historinhazinha que Jesus conta aqui, respondendo a pergunta de quem é o meu próximo para eu poder amar? Que eu para quem é que eu devo cumprir o meu dever de amar, né? Essa pergunta é errada. A pergunta é: quem é que tá precisando que você cumpra esse dever, né? Não, não é o quem é o meu próximo, é de quem você vai ser o próximo? Essa é a pergunta. E é isso, gente. Queria trazer para vocês hoje hoje esse esse pensamento aqui, essa reflexão, eh, pra gente nem perguntar, né? Quem é o meu próximo? Nem é isso. Vamos refazer a pergunta, né? Aí o Johnny coloca pela Torá até meu inimigo pode ser o meu próximo. É exato. Quando a gente vê ainda mais a perspectiva aqui do da parábola do bom samaritano. Pode ser, pode ser seu próximo. Eh, a pergunta é de quem você tá sendo próximo, né? O Gust Gust M. Gomes fala aqui que o microfone tá baixo. Tarde demais. Já terminamos. [risadas][suspirando] Eh, parece que os homens não entenderam bem o que Deus queria, não o que ele dizia, pois Jesus fez bem diferente. Vemos isso em Números 14. Pois Deus quer usar a justiça e Moisés a graça. Vulto de Jesus barra Deus, né? Eh, misericórdia e não sacrifícios a Luclene que coloca para complementar. Isso é exato. Eh, isso aqui não é uma oposição entre ah, o Deus do Antigo Testamento e o Deus do Novo Testamento. Não, porque no Antigo Testamento você já tem Deus falando, como colocou aqui a Lucilene, eu quero é misericórdia, não sacrifícios. É no Antigo Testamento que tá amarás o teu Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo, né? Como grandes mandamentos. Então, não é que o Deus do Antigo Testamento ele não gostava de amar. Aí Jesus veio ensinar, não. Jesus é a manifestação do Deus do Antigo Testamento, né? Ele veio pôr em prática. O que acontece é que essas pessoas distorceram a prática. Jesus distorceram o conceito e Jesus veio mostrando a prática. Ó, vocês esqueceram, não é isso que vocês estão falando. É isso aqui, ó. Deixa eu mostrar para vocês. É isso que foi dito, né? É isso que era para vocês fazerem. O samaritano amou, não teve preconceito, teve tempo, algum recurso, não perguntou nada ao necessitado, teve ação e compaixão. Diz aqui o Daniel Algo Verde. Isso, olha só que interessante, né? Quando a gente pensa ali no que o Cés Luiz tinha falado, é, eh, aja como se você amasse. E é nessa atitude que o amor se torna real, né? O o samaritano agiu como se ele amasse aquela pessoa. E é isso que faz com que seja uma ação de amor, né? É isso que faz com que, qual é a atitude desses desses aqui que foi uma atitude de amor? É a atitude do samaritano. Ele agiu como se ele amasse aquela pessoa. Eh, e e isso nos transforma, a atitude nos transforma, né? A gente tinha comentado na semana passada, alguém comentou, não lembro quem foi, eh, não sei se foi o Dion mesmo que falou, eh, que às vezes incomoda um pouco e que o cristianismo parece ficar tudo muito na teoria. Ah, não, a gente tem que ter o primeiro amor e depois isso vai virar uma prática e tal. E a gente tava falando como isso é uma coisa ruim mesmo. Às vezes fica tão na teoria que nunca vira uma prática de verdade. E a gente tá vendo que na verdade o pensamento bíblico não é esse. O pensamento bíblico é que o que dá legitimidade é a prática e não o sentimento interno. A gente aprende a cultivar o sentimento interno com a prática. É na prática que se dá o aprendizado. Não é um aprendizado teórico que leva à prática. Eh, é o agir como se você amasse, que você aprende a amar e não você deve aprender primeiro a amar para depois você agir como se você amasse, né? Eu acho que isso daí é o que a gente vai deixar aí para hoje, né? 10:22. Eu me estendi um pouco mais porque eu queria falar bem sobre esse assunto. Eu gostei de ter estudado isso daqui de novo. Eh, e é isso, gente. É isso aí. E semana que vem a gente semana que vem eu acho, né? Eu eu coloco aí no no canal se vai ter se vai ter live semana que vem ou não, tá bom? E aí a gente continua aí. Se alguém tiver alguma sugestão de algum tema queira falar também, lembra? É só fazer um comentário, não aqui dentro do chat do do da transmissão ao vivo, mas um comentário no vídeo mesmo. Depois que termina aqui, ele vira um vídeo lá dentro da aba ao vivo, né? E aí, se você comentar alguma coisa lá ou em qualquer outro vídeo, eu vejo todos os comentários e a gente vê se vocês quiserem sugerir alguma outra questão pra gente pensar aqui juntos semana que vem, é só deixar aí, tá bom? Então gente, uma boa noite para vocês, bom descanso aí. E só ler mais esse comentário aqui. Exemplo da Torá. Quando você encontrar um animal do seu inimigo, cuida dele. Isso, Joh. Isso. A ideia de amar o inimigo não é uma ideia que é inaugurada no Novo Testamento. Ela já aparece no Novo, no Antigo Testamento. No livro de Provérbios, inclusive fala que você deve amar o inimigo, né? assim amantoará as brasas sobre a sua cabeça. Então, eh, o Novo Testamento não tá vindo trazer uma outra coisa diferente, gente. Ele tá só tentando relembrar quais são as prioridades que a gente esquece e que a gente que a gente nunca esqueça isso, né? Aí do teu lado direito, eu achava que era uma janela e não uma parede. É, é uma janela sim. Tá fechada a persiana aqui, então tá bom. O Os Oel também falou aqui que o áudio tá de boa, né? Tá no celular sem fone, mas tudo bem, a gente vê. Para uns fica mais baixo, para outros fica mais alto. Eh, boa noite, até a próxima live aqui. O Carlos. Valeu, gente. Ah, boa noite aí. Espero que vocês tenham gostado aí. Eu gostei bastante. A gente tem falado bastante de amor aqui ultimamente, né? Não é à toa, né? é o é o princípio que que coloca dentro de uma hierarquia de princípios é o que tá no topo dentro do que que a que que a Bíblia quer que a gente faça, né? É isso. A gente quer que haja como se a gente amasse as pessoas usando aqui as palavras do CS Lewis. Então até a próxima live. Obrigado aí para quem ficou e na próxima a gente conversa. Johnny já até colocou Romanos na próxima. Romano 7. Podemos falar sobre Romano 7. Boa sugestão. Legal. Então, tá bom, gente. Valeu. Até mais, então, e a gente se vê.