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POR QUE A BÍBLIA CATÓLICA TEM MAIS LIVROS QUE A BÍBLIA EVANGÉLICA? – PEDRO DULCI

POR QUE A BÍBLIA CATÓLICA TEM MAIS LIVROS QUE A BÍBLIA EVANGÉLICA? – PEDRO DULCI

POR QUE A BÍBLIA CATÓLICA TEM MAIS LIVROS QUE A BÍBLIA EVANGÉLICA? – PEDRO DULCI

A bíblia católica e a bíblia evangélica possui muitas diferenças, tanto em leitura quanto em composição. Essa diferença está ligada ao processo histórico de formação do cânon e ao papel atribuído à Igreja nesse processo — muitas vezes resumido na ideia de que foi a Igreja que “definiu” ou “reconheceu” a Bíblia. Neste video, Pedro Dulci explica como se deu a formação do cânon bíblico e por que existem diferenças entre a Bíblia católica e a evangélica.

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Legendas automáticas:

Mas era trazer essa pergunta para o
canon, que foi o que você citou, né?
Lembrando, a ideia de canon é a regra
ali, são os livros que são ah
reconhecidos como palavra do Senhor. Na
igreja eh protestante nós temos 66. Na
Igreja Católica são 77,
agora fiquei em São livros a mais, né?
74 a
>> é são 73. 73 foi a conta. Foi horrível
agora. Não julgue a nossa teologia pela
minha matemática. Mas isso aí, Saor, eh,
edita isso aí pra gente não parecer
ignorante na matemática.
>> É verdade. Verdade. Mas é isso. Quem é
bom de de exatas tem dificuldade nas
humanas e o contrário também acontece.
>> Mas ok, são sete livros a mais e quatro
acréscimos, se eu não me engano, eh, que
temos em Daniel e Ester, né?
>> Mas
>> OK. E aí nós olhando para isso, o porquê
o por que isso acontece, né? Você já
trouxe a ideia aí da tradução e tal, mas
especificamente esses livros, né? O que
que a gente pode ver assim em termos
gerais desses livros a mais? Onde é que
eles ficam, né? Eu citei que existe
números a mais, mas onde é que eles
estão na escritura? Enfim.
>> Muito bom. Eu acho que isso é uma boa
uma boa porta de entrada pra gente
explicar até uma disciplina que é muito
bom. E o Gregon também tem um livro
excelente sobre isso, que eu chamei de
história do dogma, né, que é a eh
diferente da história da igreja,
história da filosofia, história do
pensamento cristão, a história do dogma,
ela conta como que as doutr, qual que é
a história de formação das doutrinas,
porque de fato uma coisa é a palavra de
Deus revelada para nós, registrada por
homens eh divinamente inspirados, isso é
a Bíblia, a revelação.
Por outro lado, a nossa formulação da
trindade, da dupla natureza de Cristo e
inclusive do próprio canon, é uma
formulação doutrinária.
E e por isso que tem variação, por isso
que a gente tem 66 livros e eles têm 73.
Agora, como é que isso se dá? Então já
fica a dica que o Gregon tem um outro
livro muito bom sobre isso. A igreja
tinha sempre teve nos seus concílios,
nas suas nas suas reuniões conciliares
com os líderes da igreja, sempre teve os
seus critérios para decidir
canonicidade. Também não dá para falar
sobre isso aqui, é um assunto muito bom,
muito interessante, mas eh sobre a a o
recon no Antigo Testamento, o
reconhecimento disso da tradição
judaica. no Novo Testamento, eh, se veio
de um apóstolo ou de alguém muito
próximo de um apóstolo, se tinha
concordância interna, que a gente chama
de concordância canônica, ou seja,
dentro do próprio canon.
Só que uma coisa são os protestantes
fazerem isso numa numa postura passiva
diante da revelação. Ou seja, eu
reconheço os livros do canon. A a
escritura me diz aquilo que é canônico e
o que não é canônico. A própria
escritura dá conta disso. E a igreja
reconhece. O grande ponto de distinção
que o Gregson chama atenção aqui é que
existe o magistério da igreja. Isso é um
é um é um concepção muito forte
em que eles não reconhecem o canon, eles
criam canon, eles eles
>> eles for
>> definem
>> canon,
>> eles definem o canon. Exatamente.
>> Uhum. E isso volta aquele conglomerado
que a gente falou de escritura e
autoridade para dizer que a escritura
passa a existir
junto e dependente da autoridade do
magistério. Os evangélicos não acreditam
nisso. Os evangélicos, é claro, a gente
discute muita coisa.
Eh, teólogos da igreja evangélica e da
igreja protestante muito específicos,
eles podem discordar aqui e ali, tem a
velha eh e anedótica história de Lutero
com a carta de Thago, que deu muito
>> Mas claro, era a opinião, é a opinião de
de uma pessoa. É muito importante quando
a gente estuda história do dogma,
concílios e catecismos, justamente para
mostrar, olha, a despeito do Lutero, que
nós somos signatários e devedores de
muita coisa, a própria Bíblia não mostra
contradição tão grande assim, tão
evidente como ele via entre os escritos
do apóstolo Paulo e de Tiago. Então,
>> aliás, não há contradição, né? A ideia
de um paradoxo ali que quando a gente
estuda a fundo, a gente vê como se
harmonizam, né?
>> Harmonizam. Então, a gente tem uma
postura passiva diante disso, deixar a
Bíblia criar as as os nossos princípios
interpretativos, a nossa recepção do seu
ensino, mesmo que para nós seja uma
aparente contradição, na verdade uma
complementaridade linda. Na Igreja
Católica não tem isso.
>> Na Igreja Católica a gente tem um
magistério que é responsável por dizer
aquilo que está dentro e está fora, que
define aquilo que é Bíblia. E nesse
sentido é correto dizer que a a igreja
cria a escritura e não o contrário.

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