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A fé vem pelo ouvir

TUDO É CULPA DO EVANGÉLICO AGORA?

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Por que culpam os evangélicos pelo desempenho da seleção brasileira? Entenda a origem dessa polêmica e o impacto na torcida.

O debate sobre o mau desempenho da seleção brasileira ganhou contornos inesperados com acusações direcionadas aos jogadores evangélicos. Analisamos como essa teoria saiu das redes sociais para o centro das discussões sobre a crise da seleção brasileira, separando o que é rumor do que é fato concreto sobre o comportamento dos atletas em campo.

Este vídeo é indicado para quem acompanha o futebol nacional e quer entender os bastidores das críticas que cercam o time. A análise explora se existe fundamento real ou se a culpa atribuída aos evangélicos e futebol é apenas um reflexo da frustração dos torcedores com os resultados recentes da equipe.

Inscreva-se para análises semanais sobre os bastidores do futebol brasileiro e comente abaixo: você acha que religião deveria ser um tema discutido no esporte?

Legendas automáticas:

Eu achava que isso era piada, uma
maldição qualquer de internet, e aí eu
descobri que é uma coisa séria. As
pessoas estão culpando os evangélicos
pelo fiasco na Copa do Mundo da nossa
seleção. Aí você diz: "Meu irmão, ah
não, ah Iago, Teólogos do Twitter é isso
aí mesmo, né? É o programa de reagir às
loucuras". Eu achei que era isso, eu
achei que era uma coisinha que eu iria
comentar e um Teólogos do Twitter, uma
uma uma pequena manifestação ali dentro
de um vídeo maior. E aí eu descubro que
tem notícia do The Times dizendo isso.
Tá aqui no The Times, eu tive que gastar
meu dinheiro para ler a notícia. Se nós
oramos como um gringo, então nós jogamos
como um gringo? Brasileiros apontados
veem a mão de Deus em sua saída da Copa
do Mundo culpando os jogadores
protestantes e a importação dos do
cristianismo nascido de novo, né? O Born
Again Christianity é um termo que é
usado para para um uma corrente, né?
Evangélica do protestantismo, vindo dos
Estados Unidos. Cara, isso é notícia no
thetimes.com.
E aí tão comentando isso na mídia
internacional, tem podcast internacional
fazendo programas inteiros sobre isso. A
galera tá levando a sério, tá tratando
como uma uma coisa mesmo. Tem meu amigo
Edson Castro, o seu melhor amigo da
internet, chamei ele de de amigo, mas
não não tenho nem o zap dele, a gente só
troca mensagens de vez em quando no
Twitter. Eu sei lá que ele se ele se
apresenta como meu melhor amigo da
internet, então eu aceito que ele é meu
melhor amigo da internet, certo? Ele fez
um vídeo comentando, não é? Esse tipo de
coisa. E eu disse: "Meu irmão, essa
parada saiu do âmbito religioso, já não
é mais só a galera endoidando, tem
podcast internacional". Bora ver se é
isso mesmo. Eu confesso que eu vi
algumas coisinhas antes, não muita
coisa, para poder continuar aqui com o o
espírito do Teólogos do Twitter, que é o
programa que a gente reage a tudo aquilo
que tá viralizando sobre Deus na
internet e o compromisso é que seja
mesmo a minha primeira reação. Sempre
que eu já tiver visto alguma coisa
antes, eu aviso para você que eu vi
antes, porque a graça desse programa é
ser o o react, o o que acontece, a
primeira reação, a primeira leitura, a
primeiro a primeira assistida àquilo que
está acontecendo. Se você caiu aqui de
paraquedas, sou pastor Iago Martins, sou
pastor batista aqui no Ceará há mais de
10 anos, sou doutorando em teologia, sou
teólogo aí por formação e esse canal
aqui é o dois dedos de teologia. Se você
gosta de aprender teologia de forma
simplificada e fácil, se inscreve no
canal e aciona as notificações para
ficar sabendo sempre que houver vídeo
novo. Bom, eu vou abrir aqui na em ordem
aleatória o que tá acontecendo, mas vou
primeiro ver o primeiro vídeo que eu vi
aqui, tá? Vou reagir a um vídeo de
quatro minutos, é um vídeo longo, não
reagiria a vídeos desse tamanho aqui no
canal. Mas como o programa inteiro vai
ser só sobre isso, vamos ver esse vídeo
aqui inteiro para ver se a gente
entende. O vídeo começa dizendo assim,
ó: "O neopentecostalismo é o culpado?"
Vamos ver aqui o que que essa moça tem
para nos dizer sobre os protestantes
serem culpados pela saída, não é, pelo
pelo pela derrocada do futebol
brasileiro. É que a galera bota a culpa
em nós em tudo, né? Agora tudo é culpa
nossa, né? O pessoal joga mal, a culpa é
nossa, não é? Vamos ver.
>> Depois que justificaram [música]
os erros com a vontade de Deus, ninguém
nunca mais foi culpado de nada.
>> É, isso é verdade. Se você meter vontade
de Deus em tudo, aí, meu irmão, acabou.
Mas sempre será? E e apelar para a
vontade de Deus sempre vai ser uma forma
de te tirar, não é, da responsabilidade
das suas culpas? Tá, para fazer isso. Dá
para você dizer que, ah, foi Deus que
quis, foi a vontade de Deus, como uma
forma de se eximir das suas próprias
responsabilidades. Tiago vai condenar
esse tipo de postura. Na sua epístola,
Tiago, capítulo um, vai dizer para a
gente não jogar em Deus a
responsabilidade pelos nossos pecados. A
gente pega o que a gente quer. Mas dá
para eu dizer que algo aconteceu pela
vontade de Deus e ainda assim eu ser
responsável por aquilo? Sim. É muito
difícil você ser de fora do ambiente
religioso entender isso. E olha que eu
tô comentando aqui já uma
introduçãozinha aqui do do da fala da
moça. O cristianismo entende que existe
um paradoxo complexo entre vontade de
Deus e responsabilidade humana em que a
teologia é incapaz de responder como é
que esse paradoxo se expressa. De modo
que eu posso tentar uma vaga de emprego,
não ser aprovado naquela vaga de
emprego, entender que eu não fui
aprovado porque eu não me qualifiquei o
bastante, ainda assim dizer que foi a
vontade de Deus que eu não conseguisse
aquela vaga. Isso tira a minha culpa de
não ter me qualificado? Não. Mas isso me
dá algum consolo por não ter sido
aprovado? Sim. Como é que uma coisa não
leva diretamente à outra? Como é que
algo pode ser vontade de Deus e eu
encontrar consolo na vontade de Deus,
isso não excluía a minha
responsabilidade, não removia a minha
responsabilidade moral em algo que eu
deveria ter feito. Esse é o ponto que a
teologia não alcança. A gente chama isso
de mistério. É o tipo de coisa que a
gente não sabe explicar, mas que a gente
entende a partir da escritura que é
verdade, de forma profunda, de forma
clara. Eu posso ser 100% responsável e
Deus continuar sendo 100% soberano, de
modo que eu posso encontrar
responsabilidade e ainda assim descansar
na força da graça e da soberania de
Deus. A gente tem dois vídeos nesse
canal, se você quiser se aprofundar aqui
no incrível iceberg dos dois dedos de
teologia, a gente tem um vídeo chamado
"A Teologia do Mistério", que é quando
Deus te manda calar a boca, que é um
vídeo que eu expresso toda a teologia
das coisas que não dá para entender,
certo? A gente tem coisas que não dá
para entender, eu faço uma teologia em
cima disso, está lá. E tem um vídeo
inteiro sobre essa relação misteriosa
entre a soberania de Deus e a
responsabilidade do homem. Tem um vídeo
de teologia profunda, certo? Que a gente
trata com muito cuidado e olha para
todos os textos bíblicos que falam
dessas duas coisas aparecendo juntas. De
o homem ser responsável e Deus ser
soberano do mesmo jeito, de modo que o
homem não perde a sua responsabilidade
moral, mas Deus continua plenamente
soberano sobre o que acontece. Se você
quiser se aprofundar nesses assuntos,
tem dois vídeos aí para você. Mas o que
eu já estou estabelecendo já tudo isso
para dizer, sabe aquele memezinho "Não
porque nem sempre"? Quando perguntam
para o Loser Manos, não é? Porque é que
eles, como é que eles se sentem, sempre
se eles ficam chateados e sempre pedindo
para eles cantarem Ana Júlia, e eles
respondem "Não, porque nem sempre", não
é? Porque nem sempre pedem para para
isso.
>> Vocês são sempre lembrados por Ana
Júlia, né?
>> Nem sempre.
>> E se incomoda vocês serem sempre
lembrados assim por Ana Júlia?
>> Não, porque nem sempre.
>> Porque sempre quando tem Ana Júlia tem
referência Loser Manos, Ana Júlia.
>> Hã?
>> Sempre tem essa relação Ana Júlia, Loser
Manos.
>> É uma música nossa, né? Por isso tem a
relação.
>> Então assim, inventaram a vontade de
Deus, então ninguém mais, não porque nem
sempre, tá? Não porque nem sempre. Você
pode continuar crendo plenamente na
soberania de Deus sem usar isso para
diminuir a sua responsabilidade. Já vou
começar estabelecendo isso, que é para
servir de paradigma para o que vem para
o que vem daqui para frente.
>> A discussão sobre a influência e a
dominação do neopentecostalismo tomou
conta do Twitter nos últimos dias. O
motivo? Jogadores da seleção fazendo
textões e textões falando da vontade de
Deus. Antes de mais nada, eu não estou
aqui excluindo ou diminuindo a culpa de
um trabalho mal executado por parte dos
jogadores e da comissão técnica. Ok? Ok.
>> O que ela tá dizendo que começou essa
discussão, esse debate aí sobre essa
percepção do do evangelicalismo por
causa desses textões sobre a vontade de
Deus. Minha pergunta é: esses textões
estão tirando a responsabilidade
daqueles indivíduos? Estão dizendo: "Não
foi eu, não foi falta minha, não foi eu
que falhei, foi Deus, então eu não tenho
responsabilidade nenhuma". Eles estão
dizendo necessariamente isso? Eu entendo
que se você não é acostumado com a
linguagem religiosa, você vai achar que
atribuir algo à vontade de Deus é
necessariamente tirar a sua
responsabilidade. Não é essa linguagem
dentro do evangeli- do evangelicalismo,
tá? Não é. A vontade de Deus acaba sendo
evocada como um um um um chamariz de
descanso, né? Poxa, eu não consegui, eu
não consegui. Eu tentei, me esforcei,
mas falhei. Eu falhei, eu errei. Vou ter
que aprender com isso. Não sei porque
que a vontade de Deus foi essa, mas vou
me esforçar mais, aprender mais, lutar
mais. Uma coisa é quando passa, né?
Depois que passa o momento, não é, do
esforço, da batalha, da luta, do do
jogo, né, da competição, aí eu encontro
tenho que encontrar descanso, eh
aprender com aquilo, encontrar descanso.
Agora esses homens estavam antes, não é,
na hora do jogo dizendo: "Não, tanto
faz", não é? Ou então na nos
treinamentos: "Não, não vou me esforçar
muito porque Deus está no controle". Eu
acho muito improvável, certo? Ela levar
a os textos desses indivíduos para muito
além do que as coisas realmente são. Mas
de novo, isso é o problema de pessoas
que não têm relação com a linguagem e
com a cosmovisão protestante tentando
avaliar esse tipo de discurso. Não que
esses jogadores necessariamente sejam
grandes teólogos, não é o que eu quero
não é o que eu tô querendo dizer. Apesar
do Alisson ser grande em teologia, tá?
Alisson fez cursos, mas cursos de
teologia aí, é um cara que lê livros
bons de teologia, tem um tem uma um cara
que eu admiro muito. Mas a maioria
deles, né, tem conhecimento de teologia,
de cristianismo um pouco, né, raso. Mas
essa é uma percepção muito comum, assim,
é uma coisa que se aprende muito
tranquilamente dentro das comunidades
protestantes. Você assume as suas
responsabilidades, mas você encontra
descanso, né, na soberania divina. Como
eu já eu já estou me repetindo já.
>> Zevi, isso aqui não é sobre os jogadores
de futebol, é sobre a sociedade. Ou
melhor, de indivíduos que fazem parte
dessa sociedade, mas que acreditam
fielmente que não precisam dela.
>> Pessoas que fazem parte da sociedade,
indivíduos que fazem parte da sociedade,
mas acreditam não precisar da sociedade.
Quem são esses indivíduos? Intimamente
são os os
protestantes até aqui, não é, os
pentecostais? Vamos ver.
>> O neopentecostalismo é um movimento que
surgiu dentro do cristianismo evangélico
nos Estados Unidos e aqui no Brasil
começou a ganhar força a partir dos anos
80, muito sob influência dos Estados
Unidos, inclusive.
>> Sim, porque os Estados Unidos é, de
longe, a maior influência cultural do
mundo, né? Os Estados Unidos é a maior
influência cultural do mundo hoje. Eles
exportaram tudo para vários lugares do
mundo, inclusive religião, não é? Os
padrões religiosos americanos viraram
padrão para muitos ambientes ah no mundo
inteiro. Foram muitos americanos que
viraram missionários no Brasil, então
eles tiveram influência religiosa muito
grande, para o bem e para o mal,
trouxeram também o mal, não é? Trouxeram
muito neopentecostalismo para cá.
>> Ele tem traços do pentecostal clássico,
mas ele promove uma indústria cultural
evangélica. As igrejas viram tenda dos
milagres, onde todo e qualquer problema
pode ser resolvido por um poder
sobrenatural de um líder ou de uma
campanha ou de uma dominação bem
específica.
>> Sim, eu só questionaria essa questão da
influência cultural, não é, do império
cultural, da tal, porque todo grupo
possui um tipo de influência pública. A
partir do momento que você tem mais de
uma pessoa vivendo um tipo de cosmovisão
e de filosofia, haverá influência
pública e esforço público. Sejam grupos
políticos, sejam grupos ideológicos,
sejam grupos econômicos, sejam grupos ah
trabalhistas, sejam grupos
profissionais, psicólogos, envolvidos
envolvidos em saúde, em qualquer coisa.
Absolutamente qualquer grupo reunido
[música] vai possuir uma filosofia de
engajamento público. Os religiosos não
são diferentes, eles vão ter uma
filosofia de engajamento público e não
existe apenas o neopentecostalismo com
uma filosofia de engajamento público.
Você pode ir para movimentos reformados,
para movimentos mais clássicos, desde os
teonomistas, que são os mais radicais,
desde outros grupos de influência
cultural a diferentes, seja os
pietistas, né? Você vai ter grupos mais
avivados, né? Até neopentecostais que
acreditam em um tipo de apartamento
total da sociedade. Então, tratar os
neopentecostais como tendo como muitas
de suas características centrais esse
tipo de dominação cultural é desconhecer
os neopentecostais. Existem
neopentecostais que são pietistas
totalmente pietistas e anabatistas, ah,
eles eles acreditam em um tipo de
apartamento da cultura extremo, de modo
que muitos não votam, acham que é pecado
votar. Você vai ter igreja aqui na minha
cidade de pastores pentecostais e
neopentecostais que acreditam que votar
é pecado. Existe um tipo de apartamento
muito grande da sociedade em alguns
desses [música] grupos. Os quakers, por
exemplo, eram são grupos americanos que
são profundamente ah, pentecostalizados
e que acreditam em um apartamento total
da vida política muitas vezes,
dependendo aí da da das correntes. Fora
que existem grupos neopentecostais com
outras filosofias de engajamento social.
Então, de novo, existe aqui muitas
imprecisões na leitura dos movimentos
evangélicos, tá?
>> Um traço bem perigoso e bem moderno do
neopentecostal são as churches, né? As
igrejas de parede preta, onde todo mundo
é amiguinho. Ah, e a igreja cool, a
gente faz super encontros, canta e tem
toda uma estética envolvida.
>> Então, aqui já também já é uma uma
crítica sem nenhum cabimento. Um ela vai
dizer que uma das coisas mais perigosas
são as igrejas churches de hoje em dia,
então. Por quê? Entendeu? O que o que é
que gera esse perigo a mais nas
churches? Porque o pessoal é cool e
amiguinho e faz evento e tal, é essa as
a cultura que se chama das igrejas
churches, né? Que são geralmente as
igrejas mais emergentes. A gente chamava
de movimento emergente há um tempo
atrás. Essas igrejas emergentes, que
geralmente é o o fenômeno das igrejas
churches, é o termo mais técnico que
você pode usar para falar. Talvez a
melhor crítica que a gente tem em
português à cultura da igreja emergente
é um livro chamado "Eu não quero um
pastor bacana e outros motivos para não
fazer parte da igreja emergente". Pois
assim, eu acho que é um livro muito
cristão esse livro, muito bom esse livro
no geral. O título dele em inglês é "Why
we are not emergents", né? Por que é nós
não somos emergentes? O título em
português é maravilhoso: Porque eu não
quero um pastor bacana. É muito bom,
muito inteligente e lida justamente com
esse fenômeno. Mas, de novo, por quê?
[música] Por que que especificamente
esse movimento é pior? Por que que as
igrejas churches são piores, que as
igrejas emergentes são piores que o
neopentecostalismo mais tradicional, uma
Mundial do Poder de Deus, uma Universal
do Poder de Deus? Qual é? Ela não
consegue explicar isso para a gente ou
só faz, né, uma coisa meio um terrorismo
psicológico aqui sobre esses movimentos,
né? Mas falta profundidade.
>> Além disso, né, o pentecostalismo ele
incentiva as pessoas a criarem
habilidades empreendedoras. Então,
oratória, liderança, persuasão.
>> E aí, de novo, isso é as comunidades não
pentecostais necessariamente habilidades
empreendedoras? Eu não acho. De novo, a
a religião como uma comunidade traz
sempre um tipo de elemento de
socialização muito poderoso. Então, você
pensa, muitos dos grandes cantores pops
dos Estados Unidos começaram a cantar na
igreja. Quem que imagina que outro
ambiente geralmente você vai ter esse
ambiente de socialização tão profundo em
que você tem as pessoas para lerem
música desde cedo, as pessoas se
desenvolvem em comunidade desde cedo,
você tem campanha, gincana, esportes,
você tem, sabe,
as igrejas geram uma comunidade com o
desenvolvimento de variadas habilidades
muito, muito cedo. Eu lembro que os os
moleques da minha escola que melhor se
expressavam em público eram os
religiosos, porque desde criança estavam
lá no estudo bíblico, eram convidados a
orar em voz alta no na rodinha, a
compartilhar algo do devocional. As
crianças no meu tempo de moleque também,
quando eu nem era, eu não era cristão.
Eu lembro claramente que os que melhor
liam eram os os religiosos, porque desde
come, desde criança os pais liam para
elas algo da Bíblia. Então, existe um
celeiro de talentos que se expressa
muito fortemente nas comunidades
religiosas. Porque se você não faz parte
da comunidade religiosa, você perde
certas habilidades e talentos que são
desenvolvidos muito cedo, porque você
vive uma vida muito mais atomizada,
muito mais fora de um ambiente de
comunidade. Esses ambientes de
comunidade que os religiosos promovem
geram uma série de talentos. Por quê?
Porque é um projeto de poder.
>> [risadas]
>> Claro que não, é simplesmente porque
isso faz parte das características
comuns de qualquer comunidade. Essas
características comuns da comunidade vão
se expressar também em dons e talentos
que vão ser usados dentro da comunidade
religiosa, às vezes até fora. Muitos
desses cantores pops não são mais, não
são mais religiosos, entendeu? E tão aí
cantando muito bem para entreter na
cultura contemporânea.
>> Alguns pontos principais do
neopentecostalismo são: a batalha
espiritual, existe o bem e existe o
demônio, o demônio horroroso que é o
demônio da A liderança centralizada.
>> Eu tenho uma voz,
uma voz profética. O que que é uma voz
profética? A voz profética ela
questiona.
A voz profética ela anuncia os perigos
que estão por vir.
>> Então, até aqui tá tudo certo. Eu só
acho que o exemplo que ela dá do
Malafaia é errado. O que é uma voz
profética aqui no contexto do que o
Malafaia tá falando? É é é é a ideia de
que os profetas tinham a característica
de denúncia. Os profetas denunciavam, os
profetas criticavam, os profetas tocavam
na ferida. Malafaia tá justificando a
sua postura aguerrida o ministério
profético do Antigo Testamento. Isso
significa que ele tá defendendo que ele
é uma uma uma liderança centralizadora?
Não. Esse trecho não tem nada a ver.
Silas Malafaia é uma liderança
centralizadora? É.
Ele é. Mas o trecho que ela escolheu
para ilustrar isso não fala nada sobre
liderança centralizadora. De novo, é uma
falta de conhecimento da linguagem comum
dos círculos evangélicos. E sempre me me
espanta pessoas que não conhecem a
linguagem comum dos círculos evangélicos
tentando denunciar alguma coisa dos
círculos evangélicos.
>> E uma das características mais danosas,
a teologia da prosperidade, que
basicamente Deus tá super a fim de
prover você na sua vida financeira, na
sua carreira. Ele vai te dar uma casa,
um carro, uma taça. É desejo de Deus,
Deus tá super preocupado com a sua conta
bancária.
>> E aí ele vai ela vai aplicar a teologia
da prosperidade a ideia de ganhar uma
taça, não é? Dá para chegar até aí? Dá.
Dá para você caminhar nesse sentido de
que esses homens acreditam na vitória a
qualquer custo, não é? De que Deus vai
dar para eles a vitória, é possível
levar por esse caminho. Mas deixa eu
dizer, eu conheço muitas pessoas do
mundo dos esportes, muitas. O Fé em
Forma, né, por exemplo, é um programa
que eu tenho aqui no no canal em que eu
discuto essa relação entre cristianismo
e esportes e tal. Conheço muitos atletas
que são até de igrejas neo
neopentecostais. Nada, repito, nada é
mais poderoso, fora conhecimento
teológico, fora o poder do Espírito
Santo, eu não tô eu não tô falando das
questões da Bíblia e do discipulado em
si, mas no na na vida comum, nenhuma
experiência da vida comum é mais
poderosa para acabar com qualquer
triunfalismo do que os esportes. Porque
esses caras sabem que, cara, esporte é
uma parada que hoje você ganha, amanhã
você perde. Hoje você tá no topo, amanhã
você não tá mais. Hoje você é o melhor,
amanhã você não é mais. Ah, porque o
esporte ele ele gera muito essa relação
de perda. Você perde muito, você erra
muito, você falha muito até conseguir
chegar, né, na na vitória. E ninguém vai
tá no hype para sempre, ninguém vai
ganhar sempre, ninguém vai ganhar todas.
Então, até mesmo os nossos atletas que
que estão mais próximos de uma cultura
neopentecostal, existe uma dissonância
cognitiva na cabeça de muitos deles que
faz eles não aplicarem isso de forma tão
aguerrida à cultura dos esportes, porque
não tem como, é impossível você
acreditar que necessariamente
Deus vai te dar essa taça porque você
teve fé. E mesmo tendo essa fé, eles
acreditam piamente que essa fé vai se
expressar através do esforço do treino,
porque isso é isso é o que a cultura de
esportes acaba trazendo. Digo mais, se
você é da cultura dos esportes e precisa
ir cuidar da sua saúde, do seu ganho de
massa magra, do seu perda de gordura,
Growth Supplements é sua melhor amiga
nisso, tá? Se você usar o cupom Jesus lá
na Growth, você apoia a produção de
conteúdo aqui nesse canal e você ainda
tem um desconto aí no seu whey protein,
no seu pré-treino, na sua creatina, na
sua roupa de treino. A Growth continua
tendo os melhores custo-benefício em
termos de suplementação no mercado
brasileiro. Uma empresa confiável, tem
ganhado muitos prêmios, vende para você,
consumidor final, a preço de logista.
Então, corre, a Growth Supplements é a
única marca da maromba que investe na
produção de conteúdo teológico aqui no
YouTube. Use o cupom Jesus para você
contar para o pessoal da Growth para
você mesmo que você cuida da sua saúde
para glória do Deus vivo. Corre na
Growth Suplementos e aproveita. Tem o
link na descrição e no comentário
fixado. Vamos continuar aqui o que é que
ela tá dizendo.
>> Resumindo, é tudo sobre meritocracia
individualista.
>> E aí agora eu fiquei maluco.
>> Aí essa é a parada do vídeo.
>> Que quando eu tava assistindo o vídeo do
meu querido amigo Edson Castro reagindo
a essa moça, eu parei aqui. Eu parei
aqui. Eu disse: "Meu irmão, eu eu não
vou continuar. Eu preciso reagir a isso
aqui em vídeo". Como esta senhora não
percebe a discrepância entre tudo é
vontade de Deus, então não tenho
responsabilidade nem culpa, agora a
teologia da prosperidade está me
prometendo uma taça, mas é tudo sobre
individualismo e responsabilidade
individual e individual e meritocracia.
Opa, qual é o problema então? O problema
é excesso de responsabilização
individual e aí o problema é
meritocracia ou o problema é a falta de
responsabilização individual porque tudo
é vontade de Deus? Então assim, até na
crítica aos movimentos evangélicos, na
crítica absurda que é aplicar isso ao
futebol, a própria crítica possui uma
falácia performática muito profunda. Há
uma há uma falácia na própria estrutura
do argumento que tá sendo utilizado
porque é contraditório. Qual é o
problema? É o individualismo? É a
meritocracia? Ou é desresponsabilização?
Não pode ser as duas coisas ao mesmo
tempo, meu Deus do céu. Pode ser ao
mesmo tempo um problema de
desresponsabilização e de excesso de de
cultura do mérito, entendeu? Ou eu tô
ficando maluco? Tô maluco, Alice? Eu tô
maluco? Eu tô maluco, Gabriel Tuller? Eu
tô eu tô maluco? Eu posso estar, mas não
por isso. Não por isso. Vamos ver.
>> Isso entra em tantos cenários perigosos
conhecidos pela gente, como por exemplo,
garantias promovidas pelo Estado,
direitos básicos? Não.
Você não precisa de tudo. Deus vai
prover. É só você andar na linha, fazer
certinho, dar por onde, dar seu dinheiro
que Deus vai prover. Você não precisa de
direitos, você precisa conquistar os
seus direitos.
>> E de novo, aqui é a aqui, olha, eu não
sei não, cara. É é muito absurdo, é um
desconhecimento muito grande das
comunidades evangélicas. Você Você que
as comunidades evangélicas, as
comunidades neopentecostais são
comunidades de um mundo libertário? Você
acha que nessas comunidades todo mundo é
é narco capitalista? Você acha que o
papa dos neopentecostais é o Paulo
Cogos? É é isso? Todo mundo é eleitor do
novo? É esse esse é o fato? Todo mundo é
eleitor do novo? Tá todo mundo votando
no novo? É isso agora? Meu irmão, as
comunidades evangélicas possuem as mais
variadas correntes de pensamento
econômico dentro delas. Assim como a
média dos brasileiros, a média dos
evangélicos adora um serviço público
gratuito e de qualidade, meu patrão. A
maioria quer educação pública, saúde
pública, porque a maioria dos
evangélicos são pobres, não possuem um
acesso direto a produtos privados, a
serviços privados. A maioria dos
evangélicos é dependente do estado, para
o bem ou para o mal. Eu não tô entrando
no juízo de valor sobre isso não. A
maioria dos evangélicos depende de
serviços públicos. Você vai me dizer
então que dentro das comunidades
evangélicas, dentro das comunidades
pobres, a maioria das pessoas tá numa
cultura de empreendedorismo e
meritocracia. E eles não querem o
neopentecostalismo fala contra o estado
e que na verdade, cara, isso é um
desconhecimento muito profundo das
comunidades evangélicas. Porque isso não
é o fato. Não é isso que existe. Tem que
me provar que a maioria dos evangélicos
é libertário, que a maioria dos
evangélicos, entendeu?
>> [risadas]
>> Quantos libertários tem no Brasil, meu
Deus do céu? É uma minoria, é uma
minoria. Isso é coisa de maluco.
>> Como fazer isso? Você tem que ser seu
líder, você tem que ser o empreendedor
de si mesmo. Inclusive esse tweet é
muito bom. Tudo de ruim no Brasil pode
ser rastreado até o neopentecostalismo,
do futebol à política brasileira, o fato
de que todas as roupas nas lojas são
feitas com tecido vagabundo ou que a
gente não consegue comprar um bolo de
pote no Instagram sem ser assediado por
papo coach.
>> Aí eu vou repetir, mas o que diabos uma
coisa tem a ver com a outra? Como é que
o neopentecostalismo justifica o tecido
vagabundo das roupas dos shoppings?
Explique aí. Como é que o
neopentecostalismo, entendeu? É aquela
parada de um
é jogar a culpa de tudo, sabe? A culpa é
minha, eu jogo em quem eu quiser. A o
problema de tudo no mundo é dos
neopentecostais. Meu irmão, aí de novo,
o problema não é econômico, problema não
é social, problema não é urbano,
problema não é não é histórico, o
problema é religioso. Tecidos estão
piores por causa da religião, entendeu?
Ah, me poupe, tá? Me poupe. Eh, isso aí
você precisa elaborar isso aqui. Quer
elaborar, elabore para mim, explique
como. Ninguém explica como. Aí embaixo
aqui, que a pessoa tá retuitando, né?
Games comunistas expropriados. Não
preciso elaborar. Claro, como diz o
nosso querido Daniel Furlan, acredito
que o nosso personagem lá do Choque de
Cultura.
>> Quando você é jovem, tudo faz sentido,
porque você é burro.
>> Então assim, é claro, se você muitas
vezes não precisa elaborar, porque você
é burro. Você não tem como elaborar,
entendeu? Não dá para elaborar uma
burrice dessa. Esse é o grande problema.
>> Gente, isso é tão verdade. Antropólogo
brasileiro Juliano Spyer, eu espero que
eu esteja pronunciando certo, já disse
que os anos 2020 seriam a década
evangélica. Sim, se cada um tivesse
expressando a sua fé, crendo, não sei o
quê na sua vida pessoal, tudo bem. Mas a
gente sabe que não é assim. País laico.
Aqui não. A Constituição diz que é
proibido.
>> Eita, pera aí, pera aí. Então ela tá me
tá repetindo lá a fala da procuradora,
não é? Você tem direito de ser religioso
calado na sua casa, entendeu? É a mesma
a mesma liberdade religiosa da Arábia
Saudita. Você pode ser crente calado na
sua, sem expressar para ninguém. Você
Deixa eu usar um exemplo aqui, ó. Deixa
eu dar um exemplo. Imagina se eu
dissesse assim, ó: "Você pode ser gay,
cara. Tem problema nenhum, desde que
ninguém saiba, desde que ninguém veja,
desde que seja escondido. Se a gente
pegar você com no meio da rua,
a gente mata. Mas se você for gay na sua
vida privada, tudo bem". Você chama isso
de liberdade? Você acha que isso é um
país livre, certo? Eu acho que não é
não. Tá bom? Então por que com
evangélicos não, pô? Você pode ser
evangélico na sua casa, tá tudo bem.
Liberdade religiosa. Seja evangélico,
desde que você não tenha nenhuma
expressão pública da sua fé. Vai chamar
isso de liberdade religiosa? Não chamo
não, tá? Mas você diz: "Nós não temos
estado laico". Nós temos estado laico
muito bem estabelecido no Brasil. O que
que tira o estado laico do Brasil? A
existência de religiosos na política,
isso não quebra o estado laico de forma
nenhuma.
>> do estado promover ou prejudicar alguma
religião em específico. Mas a gente sabe
que no Congresso não só a maioria é
cristã e evangélica na sua vida pessoal,
>> Aí de novo, olha o nível de
desconhecimento profundo de questões
fundamentais do direito brasileiro e
internacional. Você podia ter 100% de
pastor no Senado e no Congresso. Isso
vai contra o Estado laico? Não. Por quê?
Porque eles não foram alçados ao papel
de líderes civis por serem líderes
religiosos. Eles entraram na esfera
pública e receberam voto da população. O
que é que faria o Estado deixar de ser
laico? Se por algum motivo o papel deles
dentro do ambiente religioso lhes
levasse automaticamente ao papel civil.
Aí o Estado não seria laico. Onde é que
isso acontece? No no mundo árabe. No
mundo árabe você tem uma liderança
religiosa que se torna, por ser
liderança religiosa, liderança civil.
Isso acontece no Brasil? Não. No Brasil
você é pastor e aí você vai chegar lá,
"Eu sou o pastor fulano, vote em mim".
Você tem que conseguir voto para poder
estar lá. Isso quebra o Estado laico? De
jeito nenhum. "Então 42% das cadeiras da
Câmara são é bancada evangélica". Isso
vai contra o Estado laico? Não. Só
significa que tem muito evangélico
votando em evangélico. Isso te incomoda?
Consiga
candidatos melhores. Se isso te
incomoda, paciência. É o mundo que você
vive, onde um monte de evangélico faz
parte da sociedade. Você quer tirar os
evangélicos da sociedade? Aí você é
fascista, entendeu? Aí você é um
ditador. Aí você é uma pessoa
antidemocrática, pura e simplesmente.
Algo que vai contra o Estado laico? De
maneira nenhuma. É só choro de quem não
gosta de evangélico na sociedade. É só
isso mesmo.
>> Como também nas decisões tomadas para
prejudicar a nossa vida, a vida do povo
brasileiro, a minha vida, a sua vida.
>> Aí eu pergunto, que decisões estão sendo
tomadas pela comunidade evangélica para
prejudicar a vida das pessoas? Me diga
decisões tomadas para prejudicar as
pessoas. Eu não sei que decisões são
essas. Não que eu estou aqui para
defender político, tá? Eu odeio todos
eles. Eles são todos nossos inimigos.
Mas as decisões são tomadas para
prejudicar? Geralmente são tomadas para
se darem bem, para levar nosso dinheiro,
não é? Mas para prejudicar direta e
infelizmente, acho que não.
>> Os candidatos são lançados e apoiados
por suas comunidades. Afinal de contas,
irmão vota em irmão.
>> Aí aqui é uma parada também que é maluca
para mim agora. E tem para votar em
quem, mulher? Para votar na tua
comunidade? Eu sou um cara que vai
votar. Eu vou votar em quem agrada a as
minhas perspectivas. Então eu sou um
cara de direita, vou votar num cara de
direita. Eu sou economicamente liberal,
vou votar num cara ser liberal. Eu sou
crente. Se o cara, vou votar num cara
que tenha valores mais parecidos com os
meus valores. Muitas vezes os crentes
vão ter, entendeu? Eu tinha que votar em
que galera, entendeu? Eu tinha que votar
em que galera? Eu tinha que votar em
quem pensa diferente de mim? Eu vou
votar em quem quer a destruição do
estado laico, que é o que, o estado
laico que protege a liberdade religiosa?
Eu tenho que votar em quem quer estado
ateu? Tenho que votar em quem tem
valores diferentes dos meus? Os crentes
tem que começar a votar em pessoas que
absolutamente cada vez mais ignoram e
odeiam e querem o fim das comunidades
religiosas. É isso. É de novo, cara. É é
odiar liberdade política. Essa mulher
não gosta de liberdade política. Ela é
contra a liberdade política. Tem que
votar em quem? Tem que votar em quem eu
gosto. Tem que votar na minha galera.
Você não pode votar na sua galera. Isso
de novo, é um papo democrático? Não é.
Isso é um discurso completamente
antidemocrático. Baseado em quê? Em
preconceito evangélico. Só isso.
>> Essa individualização disfarçada de uma
autossuficiência, de um
empreendedorismo, mostra cada vez mais
como nós estamos cada vez mais egoístas,
cada vez mais autocentrados e cada vez
menos preocupados a tomar
responsabilidade das nossas ações.
>> Aí de novo, mas como diabos uma cultura
de meritocracia, de individualismo te
deixa desresponsabilizado? De novo, ela
não consegue entender que ela tá usando
um um argumento contraditório
simultaneamente, meu irmão. Como é que
uma coisa leva a outra? Eu tô ficando
maluco, Gabriel Tour. Peguei meu bastão.
Peguei meu bastão. Eu fico brincando com
esse bastão, mas quando alguém faz um
corte
do tal do Twitter eu com o bastão, eu
pareço mais agressivo do que realmente
sou. Aí eu eu acho que vou aposentar o
bastão porque eu não gostei não da Eu
não gostei da estética de ser um homem
com um bastão, entendeu? Batendo na na
mesa.
Que eu pareço bravo, sem eu tá bravo
necessariamente. Mas é um bastão de
plástico, é de de espuminha, gente, ó,
espuminha. Tem, ó, eu brincava de de
coisa com meus filhos nos Estados Unidos
com isso aqui. Caiu aqui no chão.
>> Tá tá gerando memes em papel.
>> [grito]
>> Eu não tô louco!
>> Todos nós temos um Aburguete dentro de
nós, por que não?
>> Quando eu falo nós, não é que eu sou
neopentecostal não, tá?
>> Claramente, porque você não entende
nada, moço, de neopentecostalismo.
Claramente você não entende nada de
neo-pentecostalismo.
>> Vocês entenderam isso?
>> E mais uma vez, eu não estou aqui
falando que a derrota da seleção
brasileira, do péssimo desempenho, é
culpa do neo-pentecostalismo. Eu estaria
>> Obrigado. Apesar de você ter dado a
entender isso.
>> sendo muito injusta se eu tivesse
falando isso. Mas é de se cobrar
jogadores que já estão muito bem de vida
e obrigada que não querem tomar
responsabilidade por suas ações, colocar
tudo que aconteceu nas mãos de Deus. Ah,
e mais uma coisa, né? Essa
individualização, prova viva dela, é que
somente um jogador da nossa seleção
retornou ao país.
>> Mas o que é que tem a ver o cara voltar
ou não para o país depois da Copa? O que
é que tem a ver? Eu não entendi. A
responsabilização individual
relacionada, entendeu? Qual é a parada
de voltar para o Brasil? Tem que voltar
para o Brasil? A maioria desses
jogadores joga em times europeus, em
times, sabe? Moram na Europa, inclusive.
O que é que tem a ver eles voltarem para
o Brasil depois da Copa? Tem um contrato
que eles tem que voltar para o Brasil?
Tem que lamentar sete dias? Tem que
chorar sete dias de luto, entendeu? No
Brasil? Eu não entendi nada da parada.
>> Ah, mas eles estão de férias, eles não
moram aqui. Continua repetindo isso para
você mesmo. Uma hora você vai
>> Então, de novo, não tem argumento, né?
Não tem argumento. Ela levanta o
contra-argumento. Pô, mas os caras
terminaram a Copa. Eles vão fazer o quê?
Estavam se preparando, em tese, estavam
se preparando para a Copa, treinando,
estavam, sabe? Fazendo tudo direitinho.
Terminou a Copa, não tem jogo agora,
eles vão passear, vão descansar com a
família, vão, entendeu? Vão para casa,
vão viajar, entendeu? Qual é a parada?
Qual é o Qual é a questão
de desresponsabilização?
Eu não sei. Gente, é eu eu não sei não.
Eu devo estar ficando maluco. Só posso
estar louco também, igual eu estou Só
posso estar louco. Posso estar maluco.
Aí tem tanta coisa, tem tanta
reportagem, tanta coisa que eu botei
aqui no na IA do Google. Eu pedi para a
IA me explicar o que é que está
acontecendo. Aí, ela gerou para mim aqui
um resumo do Daily Times e do The Times.
A argumentação que está sendo usada
internacionalmente para falar sobre o
porquê é que ser protestante é pode
estar atrapalhando aqui nosso nosso
futebol. Aí diz assim, ó: "Após a
eliminação precoce do Brasil na Copa do
Mundo de 2026, surgiu nas redes sociais
uma teoria pouco convencional e viral
afirmando que a ascensão do
protestantismo evangélico entre os
jogadores brasileiros contribuiu para o
declínio da seleção nacional. Esse
debate cultural se concentra em vários
argumentos importantes que comparam o
domínio histórico da equipe e o cenário
atual. Primeiro, mudanças demográficas.
Durante as eras de maior domínio do
Brasil, como na conquista da Copa de 70,
o elenco era majoritariamente católico.
Ok? Só tinha católico no Brasil
basicamente. Atualmente, embora o país
permaneça predominantemente católico, a
seleção da Copa de 2026 apresentou uma
composição bastante desproporcional, na
qual cerca de 76% dos jogadores eram
cristãos evangélicos. Beleza, temos mais
evangélicos hoje na nossa seleção. São
evangélicos de verdade assim, são a
galera muito, muito evangélica? Não,
certo? Tem um monte de evangélico
nominal, pega um Neymar da vida, é
facinho 100% Jesus, tem mais que ele
fora do casamento que dentro do
casamento. Mas vamos lá, vamos lá aqui.
Padrões estatísticos. Defensores da
teoria apontam que a Copa do Mundo foi
historicamente vencida por nações de
maioria católica, enquanto países de
maioria protestante, com a única exceção
da Inglaterra, tem tido dificuldade para
conquistar o torneio. De novo, cara,
você confundir correlação com
causalidade é traço de QI baixo. Quando
você faz teste de QI, uma coisa que você
avalia para saber se você tem baixas
habilidades, ou seja, se você é burro, é
você não saber a diferença entre uma
correlação e causalidade. O que é que
explica essa causalidade? Países
católicos, você não tem nenhuma,
absolutamente nenhuma correlação de
causalidade. Eu vi inclusive um desses,
em um desses vídeos que pipocou para
mim, tem um monte, cara. Tem um canal
católico que eu não vou, eu não vou
achar, porque eles vão dizer o seguinte,
que o problema é porque, acho que foi
meu amigo Castrinho que falou isso no,
no vídeo dele, na, no react dele a, a
estudo, foi comentar que muitas pessoas
já começaram a acreditar, tá aqui ó.
>> Foi a parada esse individualismo. Cara,
isso é isso é coisa de isso é coisa de
louco.
Aí aí qual é a qual é a parada? Foi
perdemos o jogo coletivo por causa do
individualismo neopentecostal. Cara, de
novo, o quem foi que inventou que o
movimento pentecostal, protestante em
geral, é mais individualista do que o
catolicismo, entendeu? O senso de
comunidade das comunidades protestantes
às vezes é muito maior do que na maioria
das comunidades católicas. O modo como
se vive em torno da comunidade, dentro
de grupos protestantes, é muito maior do
que de comunidades católicas. A
frequência na igreja, a quantidade de de
eventos, a quantidade de tempo junto da
Cara, isso é isso é isso é muito
conhecido, assim. Eu não sei nem se eu
preciso provar isso. É é um dado muito
factível de que existe uma influência
eclesiástica muito maior nas comunidades
protestantes do que nas comunidades
católicas, normalmente. De onde é que
veio essa essa maluquice?
>> A eliminação
do Brasil para Noruega, segundo o jornal
britânico The Times,
abriu uma discussão inusitada. O avanço
do
evangélico,
dos evangélicos, teria ajudado a apagar
a identidade do futebol brasileiro.
Segundo a reportagem,
parte dos torcedores associa a era de
conquista a jogadores católicos,
boêmios, irreverentes, mulherengos,
enquanto a seleção atual seria marcada
por atletas evangélicos.
>> Aí eu vou dizer amigo o seguinte, você
estava você aqui Olha olha olha look to
my face aqui ó, por favor. Você acredita
que o problema do Neymar foi excesso de
Jesus? É isso? O Neymar tá lá fora de
forma, todo estrupiado, não é por causa
de balada, não é para ficar a madrugada,
não é porque passou a madrugada toda
jogando poker, é porque está lá dando
fold em em mão de poker no meio do
parabéns da filha, certo? Não é, não é,
o problema do Neymar não é balada e
mulher, o problema do Neymar é que ele
está fazendo muitas vigílias de oração,
é isso, você acredita? Realmente é isso?
Entendeu? Que
joga
a disciplina é um problema, é um defeito
para os jogadores?
>> [risadas]
>> Gente, é muito [roncando] ódio a
evangélico, entendeu? É muita tentativa
de culpabilizar os evangélicos por
qualquer coisa, gente, pelo amor de
Deus.
>> Disciplinados e voltados à fé
individual.
Jornal destaca "Meles".
Se rezamos como gringos, jogamos como os
gringos. Isso sugere que o cristianismo
importado dos Estados Unidos teria
substituído o joga bonito e o futebol
sem ousadia.
Texto do jornal inglês ainda relaciona a
crise da seleção à mudança religiosa do
país.
Menos católicos, mais evangélicos. Do
outro lado, a Noruega atribuiu a vitória
à organização
e ao trabalho duro.
>> Me poupe, me poupe.
>> Eu acho que aqui não tem muito a ver com
relação à
religiosidade,
mas sim com relação, talvez tenha sido
isso que ele tentou falar, eu li o
texto, né?
Talvez tenha sido sobre a
o marketing do evangelho.
O marketing de Neymar usar na cabeça
100% Jesus, fez o gol,
eh, levanta as mãos para o céu, quando
perde é porque Deus tinha escrito esse
caminho e
isso estaria uma
terceirização
de responsabilidade. Não sou eu que
estou fazendo, eu só estou cumprindo o
meu papel naquilo que foi escrito por
mãos maiores que as minhas.
>> É, o Neymar, o Neymar chegou lá brigando
com os noruegueses porque é crente, pô,
porque é muita fé, é fé demais. O Kaká,
o Kaká que era o maior pastor, o bicho
era neopentecostal, o Kaká, crentaço, o
problema dele era era porque, sei lá,
qual o problema? O cara foi bola de ouro
quantas vezes o Kaká? Kakázinho, ó, bola
de ouro 2007, foi eleito o melhor
jogador do mundo na FIFA no mesmo ano.
Mas vai dizer o quê? Que o problema do
Kaká era ser, né, era ser crente. Mas
ele era crente, e aí? E aí? Ah, meu
irmão, vocês estão de palhaçada, pô.
Vocês estão de palhaçada. Aí uma pessoa
deixou um comentário aqui no no vídeo do
do do Cast dizendo o seguinte, ó: "Pô,
Edson, acompanho o canal faz anos, blá
blá blá. A maioria não tá dizendo que o
futebol piorou porque os jogadores são
evangélicos. Essa versão é realmente
simplista. A discussão é mais sobre
mudança cultural". Aí que eu argumento
aqui do rapaz. O argumento é que o
futebol brasileiro sempre teve uma
identidade muito própria, ligada à
ginga, irreverência, improviso,
coletividade e até uma certa boemia. E
que com a mudança religiosa do país,
parte dessa cultura foi sendo
substituída por outra muito influenciada
pelo neopentecostalismo americano, com
foco em disciplina, testemunho pessoal,
prosperidade, relação de identidade com
Aí eu vou dizer, cara, você acha que
esses caras que são crentes do da
seleção, eles perderam a boemia? Irmão,
vamos vamos falar aqui, tá? Pra mim é
que o Neymar perdeu a boemia? Pô, e o o
Robinho perdeu a boemia? Ele é crente,
evangélico. O Daniel Alves tinha perdido
a a boemia? Maluco, a maioria desses
caras que se dizem evangélicos, a
maioria desses caras que se dizem
evangélicos não é evangélico de verdade,
meu irmão. É evangélico de boca. Vive a
mesma vida de boemia, de orgia, orgia,
literalmente, orgia. Tem cara que se diz
evangélico e tá preso por estupro,
entendeu? Pô, meu irmão, pra você me
dizer que se o problema é Ah, vocês tão
malucos, pô. Vocês tão doidos. É
absolutamente muito ódio a evangélico,
cara. É ódio a evangélico. Espera aí que
tem mais. O o que aí o é o Tá dentro lá
da do artigo do do Times. Vai dizer que
a gente perdeu o joga bonito. Ele vai
dizer que críticos culturais sugerem que
a ascensão da teologia neopentecostal
alterou a cultura tradicional do futebol
brasileiro. Observadores argumentam que
essa mudança trouxe um estilo de jogo
mais individualizado, técnico, menos
expressivo, fazendo com que a equipe
pudesse perder esse espírito alegre e
coletivo do futebol samba. Cara, isso é
uma bobagem. Tinha quase não tinha
evangélico. A gente Quando foi que a
gente ganhou o a última Copa do Mundo?
Foi quando? A gente ganhou o penta em
2002, né? 30 de junho de 2002. Você vai
me dizer que em todas as copas
seguintes, a gente perdeu porque tinha
crente demais? Porque de 2002 pra cá
teve uma ascensão evangélica? Teve. Mas
na Copa de 2006
tinha quantos crentes no na seleção? Pô,
nenhum. Kaká, Ronaldo
>> Ronaldo e Ronaldinho.
>> Ronaldinho, Ronaldo e não ganhamos, viu?
Não ganhamos. Adriano Imperador? Isso.
Adriano Imperador era era um
um devasso.
>> E eles quando eles dizem que era um dos
melhores times de seleção brasileira.
>> Pois é. E aí? E aí? Cara, isso aqui não
faz o menor sentido. Não esse argumento,
essa essa esse negócio não faz o menor
sentido, gente. De novo, é só ódio
evangélico. Isso aqui acho que virou
trending topic no Twitter e o pessoal tá
tá em cima. Aqui achei um aí tem um um
canal católico aqui falando. Tá só um
trechinho aqui do do vídeo dos católicos
aqui.
E o pessoal tá dizendo que o Brasil era
melhor no futebol quando era católico.
Aí o cara pergunta aqui.
Eles não são católicos mais?
>> Não, eles são evangélicos.
>> Cara, não, cara, agora eles são quase
todos evangélicos protestantes.
O que mudou?
Eles mandaram os meninos lá ah e mudou
todo mundo.
Mudou todos eles. 30 a 40%.
>> [risadas]
>> A esterilização do evangelismo
protestante deixou a bola deles flat
net, é tipo é murchou a bola deles,
arruinou o samba e obliterou o swag.
Swag é tipo o molejo.
É, vamos lá, você acredita que um
protestante pode fazer isso? Cara
jogando bola aqui.
Ó, isso aí é catolicismo lá. Os caras
tão tirando fazendo fazendo hora já, tão
me zoando já.
O Brasil era melhor quando os jogadores
eram mulherengos, bêbados e fora do e
fora de forma do que quando eles se
comportavam como católicos.
Aí eu tô te explicando dos católicos,
né? Olha, ser católico é o quê? É ser
mulherengo, cachaceiro. Ó, tem mais um
aqui, ó. Aí tem um testão aqui que
apareceu para mim. Esse testão diz o
seguinte, ó: "Essa teoria de que o
evangelismo estragou a seleção
brasileira tem um ponto que faz sentido.
O contexto sociocultural dessa religião
sempre tenta buscar a aniquilação da
personalidade do indivíduo e de sua
história pregressa". Aí de novo, caraca
meu irmão, mas é irresponsabilização ou
não? Vocês têm que descobrir o que é que
vocês estão criticando, pô. "Não é
apenas sobre encontrar uma nova vida em
Jesus Cristo, mas abandonar sua própria
personalidade e se adaptar aos dogmas
sociais e à coletividade religiosa. O
futebol brasileiro é a máxima potência
de nossa natureza antropofágica. Aí eu
vou dizer de novo, o problema é que eles
agora estão jogando individualmente ou
porque eles perderam a individualidade?
Isso está viralizando o mesmo argumento
indo para dois caminhos autoexcludentes
contra os evangélicos. O brasileiro se
apropriou do esporte inglês que chega
após a abolição da escravatura, o
reinventou adicionando o lúdico e a
expressão corpórea do samba e da
capoeira através da ascensão de negros e
pardos no esporte e clubes brasileiros.
Algo totalmente oposto à rigidez
greco-europeia nos primórdios do
futebol. Hoje não temos mais esse lúdico
nos jogadores brasileiros. O expoente
herdeiro disso foi foi Neymar. Hoje o
jogador de categoria de base é vendido
para um time europeu pré-moldado para
funcionar dentro da lógica cultural do
futebol do velho continente. Aí o
problema é é Aí você vai dizer que o
problema da galera ter ido para a Europa
e jogar e aprender a jogar futebol na
Europa é dos evangélicos, né? Foi a
gente que fez com que o o ambiente de
esportes e econômico do Brasil não não
valesse tanto a pena. E não for alto e
forte com determinadas características é
descartado prontamente para times
formadores. A lenda de que todo mundo
conhece alguém que joga muito, mas nunca
foi jogador, se intensifica cada vez
mais. Muitos ficaram surpresos com o
fato de que o Raí do futebol inglês não
joga com a mesma irreverência do Vasco.
Se os jogadores futuramente já tiveram
suas personalidades apagadas através da
religião, ficou muito fácil para os
europeus e o capital apagarem o estilo
de jogo do Cara, isso é um
>> Tô louco!
Eu não tô louco!
>> É muita desculpa para odiar crente, meu
irmão. Caraca, velho. Caraca. Acabou.
Acabou. Eu não vou continuar lendo isso
aqui não. Eu não Acabou. De novo. O que
é que a gente aprende com tudo isso?
Qualquer desgraça a culpa é sua. E agora
eu quero tra Eu vou fazer o seguinte,
vamos lá. Vou dizer uma parada do aqui.
Aí sabe o que que eu me lembro? Eu me
lembro do seguinte. O cristianismo
primitivo, primeiro século de fé cristã,
é um cristianismo que foi muito
perseguido. Cristãos foram assassinados,
mortos, torturados, colocados para serem
apedrejados e queimados vivos. Terrível,
terrível, terrível. A gente passou pelo
pelo diabo nos primeiros anos da fé
cristã. Sabe qual era um dos grandes
argumentos que era usado contra os
cristãos? É que por causa da fé cristã
os deuses estavam com raiva daquela
daquela cidade, daquela região. Então
toda a catástrofe que acontecia,
terremotos, incêndios, eles culpavam o
abandono da fé, no caso, a fé nos deuses
romanos. Então, quem é que tava
abandonando a fé nos deuses romanos?
Eram os cristãos. Então, quando tinha um
incêndio em Roma, quando tinha um um
terremoto, quando tinha uma catástrofe
natural, quando as colheitas não vinham
bem, o que é que tava acontecendo? Os
deuses estavam com raiva, os deuses
estavam punindo, os deuses estavam
abandonando. Por quê? Porque eles
acreditavam "essa seita aí desses
cristãos que tá trazendo desgraça sobre
nós".
Cristãos foram mortos, assassinados e
perseguidos porque eles porque eles eram
tratados como culpados
>> [música]
>> dos males do mundo. Sabe o que é que a
gente encontra aqui? Parece uma coisa
ridícula, parece uma bobagem. Por que é
que a gente tá perdendo a copa? Porque
[música]
porque os evangélicos, não é, são
culpados das desgraças do mundo. É uma
versão razoavelmente ridícula e lúdica,
uma postura muito próxima do que
acontecia no no período primitivo. Se a
gente não luta pra matar esse tipo de
discurso logo agora, o que é que mais
vão começar a dizer? Que a pobreza no
Brasil é culpa dos evangélicos? Que
falta de de de produção acadêmica, que é
evasão de cérebros, de pessoas indo pra
outros países é culpa dos evangélicos?
De que as eleições e sabe? Já culpam os
já culparam os evangélicos por
catástrofes políticas no Brasil. Agora
culpam os evangélicos por catástrofes no
futebol do Brasil. O que mais vão
colocar na nossa conta? Meio doido isso,
certo? Meio doido. Isso é só mais uma
das expressões do ódio cultural que
existe contra os evangélicos dentro, não
é, do Brasil e por que não dizer também
do mundo.
Sem mais o que dizer. Mas bom, espero
que fique alguma alguma instrução pra
você sobre o que a gente conversou aqui,
a partir do que a gente conversou aqui.
O vídeo de hoje, se você você quer
apoiar esse canal pra continuar tendo
vídeo todos os dias, não deixe de ir lá
na Growth Supplements usar o cupom
Jesus, vai ter o link na descrição. Se
você quer se aprofundar em algum dos
assuntos que a gente discutiu aqui, vai
lá nos nossos vídeos que a gente indicou
nesse vídeo, você pode se aprofundar.
Esses vídeos mais simples são caminhos
pra você ir pra vídeos mais profundos
também. Tem grande iceberg de
conhecimento aqui no 2 Dedos de
Teologia. Então, não deixe de se
inscrever no canal e assinar as
notificações pra ficar sabendo sempre
que houver vídeo novo. Um cheiro no seu
cangote
e até a próxima.
>> [música]

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