TUDO É CULPA DO EVANGÉLICO AGORA?
16/07/2026
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Por que culpam os evangélicos pelo desempenho da seleção brasileira? Entenda a origem dessa polêmica e o impacto na torcida.
O debate sobre o mau desempenho da seleção brasileira ganhou contornos inesperados com acusações direcionadas aos jogadores evangélicos. Analisamos como essa teoria saiu das redes sociais para o centro das discussões sobre a crise da seleção brasileira, separando o que é rumor do que é fato concreto sobre o comportamento dos atletas em campo.
Este vídeo é indicado para quem acompanha o futebol nacional e quer entender os bastidores das críticas que cercam o time. A análise explora se existe fundamento real ou se a culpa atribuída aos evangélicos e futebol é apenas um reflexo da frustração dos torcedores com os resultados recentes da equipe.
Inscreva-se para análises semanais sobre os bastidores do futebol brasileiro e comente abaixo: você acha que religião deveria ser um tema discutido no esporte?
Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Eu achava que isso era piada, uma maldição qualquer de internet, e aí eu descobri que é uma coisa séria. As pessoas estão culpando os evangélicos pelo fiasco na Copa do Mundo da nossa seleção. Aí você diz: "Meu irmão, ah não, ah Iago, Teólogos do Twitter é isso aí mesmo, né? É o programa de reagir às loucuras". Eu achei que era isso, eu achei que era uma coisinha que eu iria comentar e um Teólogos do Twitter, uma uma uma pequena manifestação ali dentro de um vídeo maior. E aí eu descubro que tem notícia do The Times dizendo isso. Tá aqui no The Times, eu tive que gastar meu dinheiro para ler a notícia. Se nós oramos como um gringo, então nós jogamos como um gringo? Brasileiros apontados veem a mão de Deus em sua saída da Copa do Mundo culpando os jogadores protestantes e a importação dos do cristianismo nascido de novo, né? O Born Again Christianity é um termo que é usado para para um uma corrente, né? Evangélica do protestantismo, vindo dos Estados Unidos. Cara, isso é notícia no thetimes.com. E aí tão comentando isso na mídia internacional, tem podcast internacional fazendo programas inteiros sobre isso. A galera tá levando a sério, tá tratando como uma uma coisa mesmo. Tem meu amigo Edson Castro, o seu melhor amigo da internet, chamei ele de de amigo, mas não não tenho nem o zap dele, a gente só troca mensagens de vez em quando no Twitter. Eu sei lá que ele se ele se apresenta como meu melhor amigo da internet, então eu aceito que ele é meu melhor amigo da internet, certo? Ele fez um vídeo comentando, não é? Esse tipo de coisa. E eu disse: "Meu irmão, essa parada saiu do âmbito religioso, já não é mais só a galera endoidando, tem podcast internacional". Bora ver se é isso mesmo. Eu confesso que eu vi algumas coisinhas antes, não muita coisa, para poder continuar aqui com o o espírito do Teólogos do Twitter, que é o programa que a gente reage a tudo aquilo que tá viralizando sobre Deus na internet e o compromisso é que seja mesmo a minha primeira reação. Sempre que eu já tiver visto alguma coisa antes, eu aviso para você que eu vi antes, porque a graça desse programa é ser o o react, o o que acontece, a primeira reação, a primeira leitura, a primeiro a primeira assistida àquilo que está acontecendo. Se você caiu aqui de paraquedas, sou pastor Iago Martins, sou pastor batista aqui no Ceará há mais de 10 anos, sou doutorando em teologia, sou teólogo aí por formação e esse canal aqui é o dois dedos de teologia. Se você gosta de aprender teologia de forma simplificada e fácil, se inscreve no canal e aciona as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Bom, eu vou abrir aqui na em ordem aleatória o que tá acontecendo, mas vou primeiro ver o primeiro vídeo que eu vi aqui, tá? Vou reagir a um vídeo de quatro minutos, é um vídeo longo, não reagiria a vídeos desse tamanho aqui no canal. Mas como o programa inteiro vai ser só sobre isso, vamos ver esse vídeo aqui inteiro para ver se a gente entende. O vídeo começa dizendo assim, ó: "O neopentecostalismo é o culpado?" Vamos ver aqui o que que essa moça tem para nos dizer sobre os protestantes serem culpados pela saída, não é, pelo pelo pela derrocada do futebol brasileiro. É que a galera bota a culpa em nós em tudo, né? Agora tudo é culpa nossa, né? O pessoal joga mal, a culpa é nossa, não é? Vamos ver. >> Depois que justificaram [música] os erros com a vontade de Deus, ninguém nunca mais foi culpado de nada. >> É, isso é verdade. Se você meter vontade de Deus em tudo, aí, meu irmão, acabou. Mas sempre será? E e apelar para a vontade de Deus sempre vai ser uma forma de te tirar, não é, da responsabilidade das suas culpas? Tá, para fazer isso. Dá para você dizer que, ah, foi Deus que quis, foi a vontade de Deus, como uma forma de se eximir das suas próprias responsabilidades. Tiago vai condenar esse tipo de postura. Na sua epístola, Tiago, capítulo um, vai dizer para a gente não jogar em Deus a responsabilidade pelos nossos pecados. A gente pega o que a gente quer. Mas dá para eu dizer que algo aconteceu pela vontade de Deus e ainda assim eu ser responsável por aquilo? Sim. É muito difícil você ser de fora do ambiente religioso entender isso. E olha que eu tô comentando aqui já uma introduçãozinha aqui do do da fala da moça. O cristianismo entende que existe um paradoxo complexo entre vontade de Deus e responsabilidade humana em que a teologia é incapaz de responder como é que esse paradoxo se expressa. De modo que eu posso tentar uma vaga de emprego, não ser aprovado naquela vaga de emprego, entender que eu não fui aprovado porque eu não me qualifiquei o bastante, ainda assim dizer que foi a vontade de Deus que eu não conseguisse aquela vaga. Isso tira a minha culpa de não ter me qualificado? Não. Mas isso me dá algum consolo por não ter sido aprovado? Sim. Como é que uma coisa não leva diretamente à outra? Como é que algo pode ser vontade de Deus e eu encontrar consolo na vontade de Deus, isso não excluía a minha responsabilidade, não removia a minha responsabilidade moral em algo que eu deveria ter feito. Esse é o ponto que a teologia não alcança. A gente chama isso de mistério. É o tipo de coisa que a gente não sabe explicar, mas que a gente entende a partir da escritura que é verdade, de forma profunda, de forma clara. Eu posso ser 100% responsável e Deus continuar sendo 100% soberano, de modo que eu posso encontrar responsabilidade e ainda assim descansar na força da graça e da soberania de Deus. A gente tem dois vídeos nesse canal, se você quiser se aprofundar aqui no incrível iceberg dos dois dedos de teologia, a gente tem um vídeo chamado "A Teologia do Mistério", que é quando Deus te manda calar a boca, que é um vídeo que eu expresso toda a teologia das coisas que não dá para entender, certo? A gente tem coisas que não dá para entender, eu faço uma teologia em cima disso, está lá. E tem um vídeo inteiro sobre essa relação misteriosa entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem. Tem um vídeo de teologia profunda, certo? Que a gente trata com muito cuidado e olha para todos os textos bíblicos que falam dessas duas coisas aparecendo juntas. De o homem ser responsável e Deus ser soberano do mesmo jeito, de modo que o homem não perde a sua responsabilidade moral, mas Deus continua plenamente soberano sobre o que acontece. Se você quiser se aprofundar nesses assuntos, tem dois vídeos aí para você. Mas o que eu já estou estabelecendo já tudo isso para dizer, sabe aquele memezinho "Não porque nem sempre"? Quando perguntam para o Loser Manos, não é? Porque é que eles, como é que eles se sentem, sempre se eles ficam chateados e sempre pedindo para eles cantarem Ana Júlia, e eles respondem "Não, porque nem sempre", não é? Porque nem sempre pedem para para isso. >> Vocês são sempre lembrados por Ana Júlia, né? >> Nem sempre. >> E se incomoda vocês serem sempre lembrados assim por Ana Júlia? >> Não, porque nem sempre. >> Porque sempre quando tem Ana Júlia tem referência Loser Manos, Ana Júlia. >> Hã? >> Sempre tem essa relação Ana Júlia, Loser Manos. >> É uma música nossa, né? Por isso tem a relação. >> Então assim, inventaram a vontade de Deus, então ninguém mais, não porque nem sempre, tá? Não porque nem sempre. Você pode continuar crendo plenamente na soberania de Deus sem usar isso para diminuir a sua responsabilidade. Já vou começar estabelecendo isso, que é para servir de paradigma para o que vem para o que vem daqui para frente. >> A discussão sobre a influência e a dominação do neopentecostalismo tomou conta do Twitter nos últimos dias. O motivo? Jogadores da seleção fazendo textões e textões falando da vontade de Deus. Antes de mais nada, eu não estou aqui excluindo ou diminuindo a culpa de um trabalho mal executado por parte dos jogadores e da comissão técnica. Ok? Ok. >> O que ela tá dizendo que começou essa discussão, esse debate aí sobre essa percepção do do evangelicalismo por causa desses textões sobre a vontade de Deus. Minha pergunta é: esses textões estão tirando a responsabilidade daqueles indivíduos? Estão dizendo: "Não foi eu, não foi falta minha, não foi eu que falhei, foi Deus, então eu não tenho responsabilidade nenhuma". Eles estão dizendo necessariamente isso? Eu entendo que se você não é acostumado com a linguagem religiosa, você vai achar que atribuir algo à vontade de Deus é necessariamente tirar a sua responsabilidade. Não é essa linguagem dentro do evangeli- do evangelicalismo, tá? Não é. A vontade de Deus acaba sendo evocada como um um um um chamariz de descanso, né? Poxa, eu não consegui, eu não consegui. Eu tentei, me esforcei, mas falhei. Eu falhei, eu errei. Vou ter que aprender com isso. Não sei porque que a vontade de Deus foi essa, mas vou me esforçar mais, aprender mais, lutar mais. Uma coisa é quando passa, né? Depois que passa o momento, não é, do esforço, da batalha, da luta, do do jogo, né, da competição, aí eu encontro tenho que encontrar descanso, eh aprender com aquilo, encontrar descanso. Agora esses homens estavam antes, não é, na hora do jogo dizendo: "Não, tanto faz", não é? Ou então na nos treinamentos: "Não, não vou me esforçar muito porque Deus está no controle". Eu acho muito improvável, certo? Ela levar a os textos desses indivíduos para muito além do que as coisas realmente são. Mas de novo, isso é o problema de pessoas que não têm relação com a linguagem e com a cosmovisão protestante tentando avaliar esse tipo de discurso. Não que esses jogadores necessariamente sejam grandes teólogos, não é o que eu quero não é o que eu tô querendo dizer. Apesar do Alisson ser grande em teologia, tá? Alisson fez cursos, mas cursos de teologia aí, é um cara que lê livros bons de teologia, tem um tem uma um cara que eu admiro muito. Mas a maioria deles, né, tem conhecimento de teologia, de cristianismo um pouco, né, raso. Mas essa é uma percepção muito comum, assim, é uma coisa que se aprende muito tranquilamente dentro das comunidades protestantes. Você assume as suas responsabilidades, mas você encontra descanso, né, na soberania divina. Como eu já eu já estou me repetindo já. >> Zevi, isso aqui não é sobre os jogadores de futebol, é sobre a sociedade. Ou melhor, de indivíduos que fazem parte dessa sociedade, mas que acreditam fielmente que não precisam dela. >> Pessoas que fazem parte da sociedade, indivíduos que fazem parte da sociedade, mas acreditam não precisar da sociedade. Quem são esses indivíduos? Intimamente são os os protestantes até aqui, não é, os pentecostais? Vamos ver. >> O neopentecostalismo é um movimento que surgiu dentro do cristianismo evangélico nos Estados Unidos e aqui no Brasil começou a ganhar força a partir dos anos 80, muito sob influência dos Estados Unidos, inclusive. >> Sim, porque os Estados Unidos é, de longe, a maior influência cultural do mundo, né? Os Estados Unidos é a maior influência cultural do mundo hoje. Eles exportaram tudo para vários lugares do mundo, inclusive religião, não é? Os padrões religiosos americanos viraram padrão para muitos ambientes ah no mundo inteiro. Foram muitos americanos que viraram missionários no Brasil, então eles tiveram influência religiosa muito grande, para o bem e para o mal, trouxeram também o mal, não é? Trouxeram muito neopentecostalismo para cá. >> Ele tem traços do pentecostal clássico, mas ele promove uma indústria cultural evangélica. As igrejas viram tenda dos milagres, onde todo e qualquer problema pode ser resolvido por um poder sobrenatural de um líder ou de uma campanha ou de uma dominação bem específica. >> Sim, eu só questionaria essa questão da influência cultural, não é, do império cultural, da tal, porque todo grupo possui um tipo de influência pública. A partir do momento que você tem mais de uma pessoa vivendo um tipo de cosmovisão e de filosofia, haverá influência pública e esforço público. Sejam grupos políticos, sejam grupos ideológicos, sejam grupos econômicos, sejam grupos ah trabalhistas, sejam grupos profissionais, psicólogos, envolvidos envolvidos em saúde, em qualquer coisa. Absolutamente qualquer grupo reunido [música] vai possuir uma filosofia de engajamento público. Os religiosos não são diferentes, eles vão ter uma filosofia de engajamento público e não existe apenas o neopentecostalismo com uma filosofia de engajamento público. Você pode ir para movimentos reformados, para movimentos mais clássicos, desde os teonomistas, que são os mais radicais, desde outros grupos de influência cultural a diferentes, seja os pietistas, né? Você vai ter grupos mais avivados, né? Até neopentecostais que acreditam em um tipo de apartamento total da sociedade. Então, tratar os neopentecostais como tendo como muitas de suas características centrais esse tipo de dominação cultural é desconhecer os neopentecostais. Existem neopentecostais que são pietistas totalmente pietistas e anabatistas, ah, eles eles acreditam em um tipo de apartamento da cultura extremo, de modo que muitos não votam, acham que é pecado votar. Você vai ter igreja aqui na minha cidade de pastores pentecostais e neopentecostais que acreditam que votar é pecado. Existe um tipo de apartamento muito grande da sociedade em alguns desses [música] grupos. Os quakers, por exemplo, eram são grupos americanos que são profundamente ah, pentecostalizados e que acreditam em um apartamento total da vida política muitas vezes, dependendo aí da da das correntes. Fora que existem grupos neopentecostais com outras filosofias de engajamento social. Então, de novo, existe aqui muitas imprecisões na leitura dos movimentos evangélicos, tá? >> Um traço bem perigoso e bem moderno do neopentecostal são as churches, né? As igrejas de parede preta, onde todo mundo é amiguinho. Ah, e a igreja cool, a gente faz super encontros, canta e tem toda uma estética envolvida. >> Então, aqui já também já é uma uma crítica sem nenhum cabimento. Um ela vai dizer que uma das coisas mais perigosas são as igrejas churches de hoje em dia, então. Por quê? Entendeu? O que o que é que gera esse perigo a mais nas churches? Porque o pessoal é cool e amiguinho e faz evento e tal, é essa as a cultura que se chama das igrejas churches, né? Que são geralmente as igrejas mais emergentes. A gente chamava de movimento emergente há um tempo atrás. Essas igrejas emergentes, que geralmente é o o fenômeno das igrejas churches, é o termo mais técnico que você pode usar para falar. Talvez a melhor crítica que a gente tem em português à cultura da igreja emergente é um livro chamado "Eu não quero um pastor bacana e outros motivos para não fazer parte da igreja emergente". Pois assim, eu acho que é um livro muito cristão esse livro, muito bom esse livro no geral. O título dele em inglês é "Why we are not emergents", né? Por que é nós não somos emergentes? O título em português é maravilhoso: Porque eu não quero um pastor bacana. É muito bom, muito inteligente e lida justamente com esse fenômeno. Mas, de novo, por quê? [música] Por que que especificamente esse movimento é pior? Por que que as igrejas churches são piores, que as igrejas emergentes são piores que o neopentecostalismo mais tradicional, uma Mundial do Poder de Deus, uma Universal do Poder de Deus? Qual é? Ela não consegue explicar isso para a gente ou só faz, né, uma coisa meio um terrorismo psicológico aqui sobre esses movimentos, né? Mas falta profundidade. >> Além disso, né, o pentecostalismo ele incentiva as pessoas a criarem habilidades empreendedoras. Então, oratória, liderança, persuasão. >> E aí, de novo, isso é as comunidades não pentecostais necessariamente habilidades empreendedoras? Eu não acho. De novo, a a religião como uma comunidade traz sempre um tipo de elemento de socialização muito poderoso. Então, você pensa, muitos dos grandes cantores pops dos Estados Unidos começaram a cantar na igreja. Quem que imagina que outro ambiente geralmente você vai ter esse ambiente de socialização tão profundo em que você tem as pessoas para lerem música desde cedo, as pessoas se desenvolvem em comunidade desde cedo, você tem campanha, gincana, esportes, você tem, sabe, as igrejas geram uma comunidade com o desenvolvimento de variadas habilidades muito, muito cedo. Eu lembro que os os moleques da minha escola que melhor se expressavam em público eram os religiosos, porque desde criança estavam lá no estudo bíblico, eram convidados a orar em voz alta no na rodinha, a compartilhar algo do devocional. As crianças no meu tempo de moleque também, quando eu nem era, eu não era cristão. Eu lembro claramente que os que melhor liam eram os os religiosos, porque desde come, desde criança os pais liam para elas algo da Bíblia. Então, existe um celeiro de talentos que se expressa muito fortemente nas comunidades religiosas. Porque se você não faz parte da comunidade religiosa, você perde certas habilidades e talentos que são desenvolvidos muito cedo, porque você vive uma vida muito mais atomizada, muito mais fora de um ambiente de comunidade. Esses ambientes de comunidade que os religiosos promovem geram uma série de talentos. Por quê? Porque é um projeto de poder. >> [risadas] >> Claro que não, é simplesmente porque isso faz parte das características comuns de qualquer comunidade. Essas características comuns da comunidade vão se expressar também em dons e talentos que vão ser usados dentro da comunidade religiosa, às vezes até fora. Muitos desses cantores pops não são mais, não são mais religiosos, entendeu? E tão aí cantando muito bem para entreter na cultura contemporânea. >> Alguns pontos principais do neopentecostalismo são: a batalha espiritual, existe o bem e existe o demônio, o demônio horroroso que é o demônio da A liderança centralizada. >> Eu tenho uma voz, uma voz profética. O que que é uma voz profética? A voz profética ela questiona. A voz profética ela anuncia os perigos que estão por vir. >> Então, até aqui tá tudo certo. Eu só acho que o exemplo que ela dá do Malafaia é errado. O que é uma voz profética aqui no contexto do que o Malafaia tá falando? É é é é a ideia de que os profetas tinham a característica de denúncia. Os profetas denunciavam, os profetas criticavam, os profetas tocavam na ferida. Malafaia tá justificando a sua postura aguerrida o ministério profético do Antigo Testamento. Isso significa que ele tá defendendo que ele é uma uma uma liderança centralizadora? Não. Esse trecho não tem nada a ver. Silas Malafaia é uma liderança centralizadora? É. Ele é. Mas o trecho que ela escolheu para ilustrar isso não fala nada sobre liderança centralizadora. De novo, é uma falta de conhecimento da linguagem comum dos círculos evangélicos. E sempre me me espanta pessoas que não conhecem a linguagem comum dos círculos evangélicos tentando denunciar alguma coisa dos círculos evangélicos. >> E uma das características mais danosas, a teologia da prosperidade, que basicamente Deus tá super a fim de prover você na sua vida financeira, na sua carreira. Ele vai te dar uma casa, um carro, uma taça. É desejo de Deus, Deus tá super preocupado com a sua conta bancária. >> E aí ele vai ela vai aplicar a teologia da prosperidade a ideia de ganhar uma taça, não é? Dá para chegar até aí? Dá. Dá para você caminhar nesse sentido de que esses homens acreditam na vitória a qualquer custo, não é? De que Deus vai dar para eles a vitória, é possível levar por esse caminho. Mas deixa eu dizer, eu conheço muitas pessoas do mundo dos esportes, muitas. O Fé em Forma, né, por exemplo, é um programa que eu tenho aqui no no canal em que eu discuto essa relação entre cristianismo e esportes e tal. Conheço muitos atletas que são até de igrejas neo neopentecostais. Nada, repito, nada é mais poderoso, fora conhecimento teológico, fora o poder do Espírito Santo, eu não tô eu não tô falando das questões da Bíblia e do discipulado em si, mas no na na vida comum, nenhuma experiência da vida comum é mais poderosa para acabar com qualquer triunfalismo do que os esportes. Porque esses caras sabem que, cara, esporte é uma parada que hoje você ganha, amanhã você perde. Hoje você tá no topo, amanhã você não tá mais. Hoje você é o melhor, amanhã você não é mais. Ah, porque o esporte ele ele gera muito essa relação de perda. Você perde muito, você erra muito, você falha muito até conseguir chegar, né, na na vitória. E ninguém vai tá no hype para sempre, ninguém vai ganhar sempre, ninguém vai ganhar todas. Então, até mesmo os nossos atletas que que estão mais próximos de uma cultura neopentecostal, existe uma dissonância cognitiva na cabeça de muitos deles que faz eles não aplicarem isso de forma tão aguerrida à cultura dos esportes, porque não tem como, é impossível você acreditar que necessariamente Deus vai te dar essa taça porque você teve fé. E mesmo tendo essa fé, eles acreditam piamente que essa fé vai se expressar através do esforço do treino, porque isso é isso é o que a cultura de esportes acaba trazendo. Digo mais, se você é da cultura dos esportes e precisa ir cuidar da sua saúde, do seu ganho de massa magra, do seu perda de gordura, Growth Supplements é sua melhor amiga nisso, tá? Se você usar o cupom Jesus lá na Growth, você apoia a produção de conteúdo aqui nesse canal e você ainda tem um desconto aí no seu whey protein, no seu pré-treino, na sua creatina, na sua roupa de treino. 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Como esta senhora não percebe a discrepância entre tudo é vontade de Deus, então não tenho responsabilidade nem culpa, agora a teologia da prosperidade está me prometendo uma taça, mas é tudo sobre individualismo e responsabilidade individual e individual e meritocracia. Opa, qual é o problema então? O problema é excesso de responsabilização individual e aí o problema é meritocracia ou o problema é a falta de responsabilização individual porque tudo é vontade de Deus? Então assim, até na crítica aos movimentos evangélicos, na crítica absurda que é aplicar isso ao futebol, a própria crítica possui uma falácia performática muito profunda. Há uma há uma falácia na própria estrutura do argumento que tá sendo utilizado porque é contraditório. Qual é o problema? É o individualismo? É a meritocracia? Ou é desresponsabilização? Não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, meu Deus do céu. Pode ser ao mesmo tempo um problema de desresponsabilização e de excesso de de cultura do mérito, entendeu? Ou eu tô ficando maluco? Tô maluco, Alice? Eu tô maluco? Eu tô maluco, Gabriel Tuller? Eu tô eu tô maluco? Eu posso estar, mas não por isso. Não por isso. Vamos ver. >> Isso entra em tantos cenários perigosos conhecidos pela gente, como por exemplo, garantias promovidas pelo Estado, direitos básicos? Não. Você não precisa de tudo. Deus vai prover. É só você andar na linha, fazer certinho, dar por onde, dar seu dinheiro que Deus vai prover. Você não precisa de direitos, você precisa conquistar os seus direitos. >> E de novo, aqui é a aqui, olha, eu não sei não, cara. É é muito absurdo, é um desconhecimento muito grande das comunidades evangélicas. Você Você que as comunidades evangélicas, as comunidades neopentecostais são comunidades de um mundo libertário? Você acha que nessas comunidades todo mundo é é narco capitalista? Você acha que o papa dos neopentecostais é o Paulo Cogos? É é isso? Todo mundo é eleitor do novo? É esse esse é o fato? Todo mundo é eleitor do novo? Tá todo mundo votando no novo? É isso agora? Meu irmão, as comunidades evangélicas possuem as mais variadas correntes de pensamento econômico dentro delas. Assim como a média dos brasileiros, a média dos evangélicos adora um serviço público gratuito e de qualidade, meu patrão. A maioria quer educação pública, saúde pública, porque a maioria dos evangélicos são pobres, não possuem um acesso direto a produtos privados, a serviços privados. A maioria dos evangélicos é dependente do estado, para o bem ou para o mal. Eu não tô entrando no juízo de valor sobre isso não. A maioria dos evangélicos depende de serviços públicos. Você vai me dizer então que dentro das comunidades evangélicas, dentro das comunidades pobres, a maioria das pessoas tá numa cultura de empreendedorismo e meritocracia. E eles não querem o neopentecostalismo fala contra o estado e que na verdade, cara, isso é um desconhecimento muito profundo das comunidades evangélicas. Porque isso não é o fato. Não é isso que existe. Tem que me provar que a maioria dos evangélicos é libertário, que a maioria dos evangélicos, entendeu? >> [risadas] >> Quantos libertários tem no Brasil, meu Deus do céu? É uma minoria, é uma minoria. Isso é coisa de maluco. >> Como fazer isso? Você tem que ser seu líder, você tem que ser o empreendedor de si mesmo. Inclusive esse tweet é muito bom. Tudo de ruim no Brasil pode ser rastreado até o neopentecostalismo, do futebol à política brasileira, o fato de que todas as roupas nas lojas são feitas com tecido vagabundo ou que a gente não consegue comprar um bolo de pote no Instagram sem ser assediado por papo coach. >> Aí eu vou repetir, mas o que diabos uma coisa tem a ver com a outra? Como é que o neopentecostalismo justifica o tecido vagabundo das roupas dos shoppings? Explique aí. Como é que o neopentecostalismo, entendeu? É aquela parada de um é jogar a culpa de tudo, sabe? A culpa é minha, eu jogo em quem eu quiser. A o problema de tudo no mundo é dos neopentecostais. Meu irmão, aí de novo, o problema não é econômico, problema não é social, problema não é urbano, problema não é não é histórico, o problema é religioso. Tecidos estão piores por causa da religião, entendeu? Ah, me poupe, tá? Me poupe. Eh, isso aí você precisa elaborar isso aqui. Quer elaborar, elabore para mim, explique como. Ninguém explica como. Aí embaixo aqui, que a pessoa tá retuitando, né? Games comunistas expropriados. Não preciso elaborar. Claro, como diz o nosso querido Daniel Furlan, acredito que o nosso personagem lá do Choque de Cultura. >> Quando você é jovem, tudo faz sentido, porque você é burro. >> Então assim, é claro, se você muitas vezes não precisa elaborar, porque você é burro. Você não tem como elaborar, entendeu? Não dá para elaborar uma burrice dessa. Esse é o grande problema. >> Gente, isso é tão verdade. Antropólogo brasileiro Juliano Spyer, eu espero que eu esteja pronunciando certo, já disse que os anos 2020 seriam a década evangélica. Sim, se cada um tivesse expressando a sua fé, crendo, não sei o quê na sua vida pessoal, tudo bem. Mas a gente sabe que não é assim. País laico. Aqui não. A Constituição diz que é proibido. >> Eita, pera aí, pera aí. Então ela tá me tá repetindo lá a fala da procuradora, não é? Você tem direito de ser religioso calado na sua casa, entendeu? É a mesma a mesma liberdade religiosa da Arábia Saudita. Você pode ser crente calado na sua, sem expressar para ninguém. Você Deixa eu usar um exemplo aqui, ó. Deixa eu dar um exemplo. Imagina se eu dissesse assim, ó: "Você pode ser gay, cara. Tem problema nenhum, desde que ninguém saiba, desde que ninguém veja, desde que seja escondido. Se a gente pegar você com no meio da rua, a gente mata. Mas se você for gay na sua vida privada, tudo bem". Você chama isso de liberdade? Você acha que isso é um país livre, certo? Eu acho que não é não. Tá bom? Então por que com evangélicos não, pô? Você pode ser evangélico na sua casa, tá tudo bem. Liberdade religiosa. Seja evangélico, desde que você não tenha nenhuma expressão pública da sua fé. Vai chamar isso de liberdade religiosa? Não chamo não, tá? Mas você diz: "Nós não temos estado laico". Nós temos estado laico muito bem estabelecido no Brasil. O que que tira o estado laico do Brasil? A existência de religiosos na política, isso não quebra o estado laico de forma nenhuma. >> do estado promover ou prejudicar alguma religião em específico. Mas a gente sabe que no Congresso não só a maioria é cristã e evangélica na sua vida pessoal, >> Aí de novo, olha o nível de desconhecimento profundo de questões fundamentais do direito brasileiro e internacional. Você podia ter 100% de pastor no Senado e no Congresso. Isso vai contra o Estado laico? Não. Por quê? Porque eles não foram alçados ao papel de líderes civis por serem líderes religiosos. Eles entraram na esfera pública e receberam voto da população. O que é que faria o Estado deixar de ser laico? Se por algum motivo o papel deles dentro do ambiente religioso lhes levasse automaticamente ao papel civil. Aí o Estado não seria laico. Onde é que isso acontece? No no mundo árabe. No mundo árabe você tem uma liderança religiosa que se torna, por ser liderança religiosa, liderança civil. Isso acontece no Brasil? Não. No Brasil você é pastor e aí você vai chegar lá, "Eu sou o pastor fulano, vote em mim". Você tem que conseguir voto para poder estar lá. Isso quebra o Estado laico? De jeito nenhum. "Então 42% das cadeiras da Câmara são é bancada evangélica". Isso vai contra o Estado laico? Não. Só significa que tem muito evangélico votando em evangélico. Isso te incomoda? Consiga candidatos melhores. Se isso te incomoda, paciência. É o mundo que você vive, onde um monte de evangélico faz parte da sociedade. Você quer tirar os evangélicos da sociedade? Aí você é fascista, entendeu? Aí você é um ditador. Aí você é uma pessoa antidemocrática, pura e simplesmente. Algo que vai contra o Estado laico? De maneira nenhuma. É só choro de quem não gosta de evangélico na sociedade. É só isso mesmo. >> Como também nas decisões tomadas para prejudicar a nossa vida, a vida do povo brasileiro, a minha vida, a sua vida. >> Aí eu pergunto, que decisões estão sendo tomadas pela comunidade evangélica para prejudicar a vida das pessoas? Me diga decisões tomadas para prejudicar as pessoas. Eu não sei que decisões são essas. Não que eu estou aqui para defender político, tá? Eu odeio todos eles. Eles são todos nossos inimigos. Mas as decisões são tomadas para prejudicar? Geralmente são tomadas para se darem bem, para levar nosso dinheiro, não é? Mas para prejudicar direta e infelizmente, acho que não. >> Os candidatos são lançados e apoiados por suas comunidades. Afinal de contas, irmão vota em irmão. >> Aí aqui é uma parada também que é maluca para mim agora. E tem para votar em quem, mulher? Para votar na tua comunidade? Eu sou um cara que vai votar. Eu vou votar em quem agrada a as minhas perspectivas. Então eu sou um cara de direita, vou votar num cara de direita. Eu sou economicamente liberal, vou votar num cara ser liberal. Eu sou crente. Se o cara, vou votar num cara que tenha valores mais parecidos com os meus valores. Muitas vezes os crentes vão ter, entendeu? Eu tinha que votar em que galera, entendeu? Eu tinha que votar em que galera? Eu tinha que votar em quem pensa diferente de mim? Eu vou votar em quem quer a destruição do estado laico, que é o que, o estado laico que protege a liberdade religiosa? Eu tenho que votar em quem quer estado ateu? Tenho que votar em quem tem valores diferentes dos meus? Os crentes tem que começar a votar em pessoas que absolutamente cada vez mais ignoram e odeiam e querem o fim das comunidades religiosas. É isso. É de novo, cara. É é odiar liberdade política. Essa mulher não gosta de liberdade política. Ela é contra a liberdade política. Tem que votar em quem? Tem que votar em quem eu gosto. Tem que votar na minha galera. Você não pode votar na sua galera. Isso de novo, é um papo democrático? Não é. Isso é um discurso completamente antidemocrático. Baseado em quê? Em preconceito evangélico. Só isso. >> Essa individualização disfarçada de uma autossuficiência, de um empreendedorismo, mostra cada vez mais como nós estamos cada vez mais egoístas, cada vez mais autocentrados e cada vez menos preocupados a tomar responsabilidade das nossas ações. >> Aí de novo, mas como diabos uma cultura de meritocracia, de individualismo te deixa desresponsabilizado? De novo, ela não consegue entender que ela tá usando um um argumento contraditório simultaneamente, meu irmão. Como é que uma coisa leva a outra? Eu tô ficando maluco, Gabriel Tour. Peguei meu bastão. Peguei meu bastão. Eu fico brincando com esse bastão, mas quando alguém faz um corte do tal do Twitter eu com o bastão, eu pareço mais agressivo do que realmente sou. Aí eu eu acho que vou aposentar o bastão porque eu não gostei não da Eu não gostei da estética de ser um homem com um bastão, entendeu? Batendo na na mesa. Que eu pareço bravo, sem eu tá bravo necessariamente. Mas é um bastão de plástico, é de de espuminha, gente, ó, espuminha. Tem, ó, eu brincava de de coisa com meus filhos nos Estados Unidos com isso aqui. Caiu aqui no chão. >> Tá tá gerando memes em papel. >> [grito] >> Eu não tô louco! >> Todos nós temos um Aburguete dentro de nós, por que não? >> Quando eu falo nós, não é que eu sou neopentecostal não, tá? >> Claramente, porque você não entende nada, moço, de neopentecostalismo. Claramente você não entende nada de neo-pentecostalismo. >> Vocês entenderam isso? >> E mais uma vez, eu não estou aqui falando que a derrota da seleção brasileira, do péssimo desempenho, é culpa do neo-pentecostalismo. Eu estaria >> Obrigado. Apesar de você ter dado a entender isso. >> sendo muito injusta se eu tivesse falando isso. Mas é de se cobrar jogadores que já estão muito bem de vida e obrigada que não querem tomar responsabilidade por suas ações, colocar tudo que aconteceu nas mãos de Deus. Ah, e mais uma coisa, né? Essa individualização, prova viva dela, é que somente um jogador da nossa seleção retornou ao país. >> Mas o que é que tem a ver o cara voltar ou não para o país depois da Copa? O que é que tem a ver? Eu não entendi. A responsabilização individual relacionada, entendeu? Qual é a parada de voltar para o Brasil? Tem que voltar para o Brasil? A maioria desses jogadores joga em times europeus, em times, sabe? Moram na Europa, inclusive. O que é que tem a ver eles voltarem para o Brasil depois da Copa? Tem um contrato que eles tem que voltar para o Brasil? Tem que lamentar sete dias? Tem que chorar sete dias de luto, entendeu? No Brasil? Eu não entendi nada da parada. >> Ah, mas eles estão de férias, eles não moram aqui. Continua repetindo isso para você mesmo. Uma hora você vai >> Então, de novo, não tem argumento, né? Não tem argumento. Ela levanta o contra-argumento. Pô, mas os caras terminaram a Copa. Eles vão fazer o quê? Estavam se preparando, em tese, estavam se preparando para a Copa, treinando, estavam, sabe? Fazendo tudo direitinho. Terminou a Copa, não tem jogo agora, eles vão passear, vão descansar com a família, vão, entendeu? Vão para casa, vão viajar, entendeu? Qual é a parada? Qual é o Qual é a questão de desresponsabilização? Eu não sei. Gente, é eu eu não sei não. Eu devo estar ficando maluco. Só posso estar louco também, igual eu estou Só posso estar louco. Posso estar maluco. Aí tem tanta coisa, tem tanta reportagem, tanta coisa que eu botei aqui no na IA do Google. Eu pedi para a IA me explicar o que é que está acontecendo. Aí, ela gerou para mim aqui um resumo do Daily Times e do The Times. A argumentação que está sendo usada internacionalmente para falar sobre o porquê é que ser protestante é pode estar atrapalhando aqui nosso nosso futebol. Aí diz assim, ó: "Após a eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026, surgiu nas redes sociais uma teoria pouco convencional e viral afirmando que a ascensão do protestantismo evangélico entre os jogadores brasileiros contribuiu para o declínio da seleção nacional. Esse debate cultural se concentra em vários argumentos importantes que comparam o domínio histórico da equipe e o cenário atual. Primeiro, mudanças demográficas. Durante as eras de maior domínio do Brasil, como na conquista da Copa de 70, o elenco era majoritariamente católico. Ok? Só tinha católico no Brasil basicamente. Atualmente, embora o país permaneça predominantemente católico, a seleção da Copa de 2026 apresentou uma composição bastante desproporcional, na qual cerca de 76% dos jogadores eram cristãos evangélicos. Beleza, temos mais evangélicos hoje na nossa seleção. São evangélicos de verdade assim, são a galera muito, muito evangélica? Não, certo? Tem um monte de evangélico nominal, pega um Neymar da vida, é facinho 100% Jesus, tem mais que ele fora do casamento que dentro do casamento. Mas vamos lá, vamos lá aqui. Padrões estatísticos. Defensores da teoria apontam que a Copa do Mundo foi historicamente vencida por nações de maioria católica, enquanto países de maioria protestante, com a única exceção da Inglaterra, tem tido dificuldade para conquistar o torneio. De novo, cara, você confundir correlação com causalidade é traço de QI baixo. Quando você faz teste de QI, uma coisa que você avalia para saber se você tem baixas habilidades, ou seja, se você é burro, é você não saber a diferença entre uma correlação e causalidade. O que é que explica essa causalidade? Países católicos, você não tem nenhuma, absolutamente nenhuma correlação de causalidade. Eu vi inclusive um desses, em um desses vídeos que pipocou para mim, tem um monte, cara. Tem um canal católico que eu não vou, eu não vou achar, porque eles vão dizer o seguinte, que o problema é porque, acho que foi meu amigo Castrinho que falou isso no, no vídeo dele, na, no react dele a, a estudo, foi comentar que muitas pessoas já começaram a acreditar, tá aqui ó. >> Foi a parada esse individualismo. Cara, isso é isso é coisa de isso é coisa de louco. Aí aí qual é a qual é a parada? Foi perdemos o jogo coletivo por causa do individualismo neopentecostal. Cara, de novo, o quem foi que inventou que o movimento pentecostal, protestante em geral, é mais individualista do que o catolicismo, entendeu? O senso de comunidade das comunidades protestantes às vezes é muito maior do que na maioria das comunidades católicas. O modo como se vive em torno da comunidade, dentro de grupos protestantes, é muito maior do que de comunidades católicas. A frequência na igreja, a quantidade de de eventos, a quantidade de tempo junto da Cara, isso é isso é isso é muito conhecido, assim. Eu não sei nem se eu preciso provar isso. É é um dado muito factível de que existe uma influência eclesiástica muito maior nas comunidades protestantes do que nas comunidades católicas, normalmente. De onde é que veio essa essa maluquice? >> A eliminação do Brasil para Noruega, segundo o jornal britânico The Times, abriu uma discussão inusitada. O avanço do evangélico, dos evangélicos, teria ajudado a apagar a identidade do futebol brasileiro. Segundo a reportagem, parte dos torcedores associa a era de conquista a jogadores católicos, boêmios, irreverentes, mulherengos, enquanto a seleção atual seria marcada por atletas evangélicos. >> Aí eu vou dizer amigo o seguinte, você estava você aqui Olha olha olha look to my face aqui ó, por favor. Você acredita que o problema do Neymar foi excesso de Jesus? É isso? O Neymar tá lá fora de forma, todo estrupiado, não é por causa de balada, não é para ficar a madrugada, não é porque passou a madrugada toda jogando poker, é porque está lá dando fold em em mão de poker no meio do parabéns da filha, certo? Não é, não é, o problema do Neymar não é balada e mulher, o problema do Neymar é que ele está fazendo muitas vigílias de oração, é isso, você acredita? Realmente é isso? Entendeu? Que joga a disciplina é um problema, é um defeito para os jogadores? >> [risadas] >> Gente, é muito [roncando] ódio a evangélico, entendeu? É muita tentativa de culpabilizar os evangélicos por qualquer coisa, gente, pelo amor de Deus. >> Disciplinados e voltados à fé individual. Jornal destaca "Meles". Se rezamos como gringos, jogamos como os gringos. Isso sugere que o cristianismo importado dos Estados Unidos teria substituído o joga bonito e o futebol sem ousadia. Texto do jornal inglês ainda relaciona a crise da seleção à mudança religiosa do país. Menos católicos, mais evangélicos. Do outro lado, a Noruega atribuiu a vitória à organização e ao trabalho duro. >> Me poupe, me poupe. >> Eu acho que aqui não tem muito a ver com relação à religiosidade, mas sim com relação, talvez tenha sido isso que ele tentou falar, eu li o texto, né? Talvez tenha sido sobre a o marketing do evangelho. O marketing de Neymar usar na cabeça 100% Jesus, fez o gol, eh, levanta as mãos para o céu, quando perde é porque Deus tinha escrito esse caminho e isso estaria uma terceirização de responsabilidade. Não sou eu que estou fazendo, eu só estou cumprindo o meu papel naquilo que foi escrito por mãos maiores que as minhas. >> É, o Neymar, o Neymar chegou lá brigando com os noruegueses porque é crente, pô, porque é muita fé, é fé demais. O Kaká, o Kaká que era o maior pastor, o bicho era neopentecostal, o Kaká, crentaço, o problema dele era era porque, sei lá, qual o problema? O cara foi bola de ouro quantas vezes o Kaká? Kakázinho, ó, bola de ouro 2007, foi eleito o melhor jogador do mundo na FIFA no mesmo ano. Mas vai dizer o quê? Que o problema do Kaká era ser, né, era ser crente. Mas ele era crente, e aí? E aí? Ah, meu irmão, vocês estão de palhaçada, pô. Vocês estão de palhaçada. Aí uma pessoa deixou um comentário aqui no no vídeo do do do Cast dizendo o seguinte, ó: "Pô, Edson, acompanho o canal faz anos, blá blá blá. A maioria não tá dizendo que o futebol piorou porque os jogadores são evangélicos. Essa versão é realmente simplista. A discussão é mais sobre mudança cultural". Aí que eu argumento aqui do rapaz. O argumento é que o futebol brasileiro sempre teve uma identidade muito própria, ligada à ginga, irreverência, improviso, coletividade e até uma certa boemia. E que com a mudança religiosa do país, parte dessa cultura foi sendo substituída por outra muito influenciada pelo neopentecostalismo americano, com foco em disciplina, testemunho pessoal, prosperidade, relação de identidade com Aí eu vou dizer, cara, você acha que esses caras que são crentes do da seleção, eles perderam a boemia? Irmão, vamos vamos falar aqui, tá? Pra mim é que o Neymar perdeu a boemia? Pô, e o o Robinho perdeu a boemia? Ele é crente, evangélico. O Daniel Alves tinha perdido a a boemia? Maluco, a maioria desses caras que se dizem evangélicos, a maioria desses caras que se dizem evangélicos não é evangélico de verdade, meu irmão. É evangélico de boca. Vive a mesma vida de boemia, de orgia, orgia, literalmente, orgia. Tem cara que se diz evangélico e tá preso por estupro, entendeu? Pô, meu irmão, pra você me dizer que se o problema é Ah, vocês tão malucos, pô. Vocês tão doidos. É absolutamente muito ódio a evangélico, cara. É ódio a evangélico. Espera aí que tem mais. O o que aí o é o Tá dentro lá da do artigo do do Times. Vai dizer que a gente perdeu o joga bonito. Ele vai dizer que críticos culturais sugerem que a ascensão da teologia neopentecostal alterou a cultura tradicional do futebol brasileiro. Observadores argumentam que essa mudança trouxe um estilo de jogo mais individualizado, técnico, menos expressivo, fazendo com que a equipe pudesse perder esse espírito alegre e coletivo do futebol samba. Cara, isso é uma bobagem. Tinha quase não tinha evangélico. A gente Quando foi que a gente ganhou o a última Copa do Mundo? Foi quando? A gente ganhou o penta em 2002, né? 30 de junho de 2002. Você vai me dizer que em todas as copas seguintes, a gente perdeu porque tinha crente demais? Porque de 2002 pra cá teve uma ascensão evangélica? Teve. Mas na Copa de 2006 tinha quantos crentes no na seleção? Pô, nenhum. Kaká, Ronaldo >> Ronaldo e Ronaldinho. >> Ronaldinho, Ronaldo e não ganhamos, viu? Não ganhamos. Adriano Imperador? Isso. Adriano Imperador era era um um devasso. >> E eles quando eles dizem que era um dos melhores times de seleção brasileira. >> Pois é. E aí? E aí? Cara, isso aqui não faz o menor sentido. Não esse argumento, essa essa esse negócio não faz o menor sentido, gente. De novo, é só ódio evangélico. Isso aqui acho que virou trending topic no Twitter e o pessoal tá tá em cima. Aqui achei um aí tem um um canal católico aqui falando. Tá só um trechinho aqui do do vídeo dos católicos aqui. E o pessoal tá dizendo que o Brasil era melhor no futebol quando era católico. Aí o cara pergunta aqui. Eles não são católicos mais? >> Não, eles são evangélicos. >> Cara, não, cara, agora eles são quase todos evangélicos protestantes. O que mudou? Eles mandaram os meninos lá ah e mudou todo mundo. Mudou todos eles. 30 a 40%. >> [risadas] >> A esterilização do evangelismo protestante deixou a bola deles flat net, é tipo é murchou a bola deles, arruinou o samba e obliterou o swag. Swag é tipo o molejo. É, vamos lá, você acredita que um protestante pode fazer isso? Cara jogando bola aqui. Ó, isso aí é catolicismo lá. Os caras tão tirando fazendo fazendo hora já, tão me zoando já. O Brasil era melhor quando os jogadores eram mulherengos, bêbados e fora do e fora de forma do que quando eles se comportavam como católicos. Aí eu tô te explicando dos católicos, né? Olha, ser católico é o quê? É ser mulherengo, cachaceiro. Ó, tem mais um aqui, ó. Aí tem um testão aqui que apareceu para mim. Esse testão diz o seguinte, ó: "Essa teoria de que o evangelismo estragou a seleção brasileira tem um ponto que faz sentido. O contexto sociocultural dessa religião sempre tenta buscar a aniquilação da personalidade do indivíduo e de sua história pregressa". Aí de novo, caraca meu irmão, mas é irresponsabilização ou não? Vocês têm que descobrir o que é que vocês estão criticando, pô. "Não é apenas sobre encontrar uma nova vida em Jesus Cristo, mas abandonar sua própria personalidade e se adaptar aos dogmas sociais e à coletividade religiosa. O futebol brasileiro é a máxima potência de nossa natureza antropofágica. Aí eu vou dizer de novo, o problema é que eles agora estão jogando individualmente ou porque eles perderam a individualidade? Isso está viralizando o mesmo argumento indo para dois caminhos autoexcludentes contra os evangélicos. O brasileiro se apropriou do esporte inglês que chega após a abolição da escravatura, o reinventou adicionando o lúdico e a expressão corpórea do samba e da capoeira através da ascensão de negros e pardos no esporte e clubes brasileiros. Algo totalmente oposto à rigidez greco-europeia nos primórdios do futebol. Hoje não temos mais esse lúdico nos jogadores brasileiros. O expoente herdeiro disso foi foi Neymar. Hoje o jogador de categoria de base é vendido para um time europeu pré-moldado para funcionar dentro da lógica cultural do futebol do velho continente. Aí o problema é é Aí você vai dizer que o problema da galera ter ido para a Europa e jogar e aprender a jogar futebol na Europa é dos evangélicos, né? Foi a gente que fez com que o o ambiente de esportes e econômico do Brasil não não valesse tanto a pena. E não for alto e forte com determinadas características é descartado prontamente para times formadores. A lenda de que todo mundo conhece alguém que joga muito, mas nunca foi jogador, se intensifica cada vez mais. Muitos ficaram surpresos com o fato de que o Raí do futebol inglês não joga com a mesma irreverência do Vasco. Se os jogadores futuramente já tiveram suas personalidades apagadas através da religião, ficou muito fácil para os europeus e o capital apagarem o estilo de jogo do Cara, isso é um >> Tô louco! Eu não tô louco! >> É muita desculpa para odiar crente, meu irmão. Caraca, velho. Caraca. Acabou. Acabou. Eu não vou continuar lendo isso aqui não. Eu não Acabou. De novo. O que é que a gente aprende com tudo isso? Qualquer desgraça a culpa é sua. E agora eu quero tra Eu vou fazer o seguinte, vamos lá. Vou dizer uma parada do aqui. Aí sabe o que que eu me lembro? Eu me lembro do seguinte. O cristianismo primitivo, primeiro século de fé cristã, é um cristianismo que foi muito perseguido. Cristãos foram assassinados, mortos, torturados, colocados para serem apedrejados e queimados vivos. Terrível, terrível, terrível. A gente passou pelo pelo diabo nos primeiros anos da fé cristã. Sabe qual era um dos grandes argumentos que era usado contra os cristãos? É que por causa da fé cristã os deuses estavam com raiva daquela daquela cidade, daquela região. Então toda a catástrofe que acontecia, terremotos, incêndios, eles culpavam o abandono da fé, no caso, a fé nos deuses romanos. Então, quem é que tava abandonando a fé nos deuses romanos? Eram os cristãos. Então, quando tinha um incêndio em Roma, quando tinha um um terremoto, quando tinha uma catástrofe natural, quando as colheitas não vinham bem, o que é que tava acontecendo? Os deuses estavam com raiva, os deuses estavam punindo, os deuses estavam abandonando. Por quê? Porque eles acreditavam "essa seita aí desses cristãos que tá trazendo desgraça sobre nós". Cristãos foram mortos, assassinados e perseguidos porque eles porque eles eram tratados como culpados >> [música] >> dos males do mundo. Sabe o que é que a gente encontra aqui? Parece uma coisa ridícula, parece uma bobagem. Por que é que a gente tá perdendo a copa? Porque [música] porque os evangélicos, não é, são culpados das desgraças do mundo. É uma versão razoavelmente ridícula e lúdica, uma postura muito próxima do que acontecia no no período primitivo. Se a gente não luta pra matar esse tipo de discurso logo agora, o que é que mais vão começar a dizer? Que a pobreza no Brasil é culpa dos evangélicos? Que falta de de de produção acadêmica, que é evasão de cérebros, de pessoas indo pra outros países é culpa dos evangélicos? De que as eleições e sabe? Já culpam os já culparam os evangélicos por catástrofes políticas no Brasil. Agora culpam os evangélicos por catástrofes no futebol do Brasil. O que mais vão colocar na nossa conta? Meio doido isso, certo? Meio doido. Isso é só mais uma das expressões do ódio cultural que existe contra os evangélicos dentro, não é, do Brasil e por que não dizer também do mundo. Sem mais o que dizer. Mas bom, espero que fique alguma alguma instrução pra você sobre o que a gente conversou aqui, a partir do que a gente conversou aqui. O vídeo de hoje, se você você quer apoiar esse canal pra continuar tendo vídeo todos os dias, não deixe de ir lá na Growth Supplements usar o cupom Jesus, vai ter o link na descrição. Se você quer se aprofundar em algum dos assuntos que a gente discutiu aqui, vai lá nos nossos vídeos que a gente indicou nesse vídeo, você pode se aprofundar. Esses vídeos mais simples são caminhos pra você ir pra vídeos mais profundos também. Tem grande iceberg de conhecimento aqui no 2 Dedos de Teologia. Então, não deixe de se inscrever no canal e assinar as notificações pra ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Um cheiro no seu cangote e até a próxima. >> [música]