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A fé vem pelo ouvir

Você mudou de comportamento… ou foi realmente transformado? // John Piper responde

Você mudou de comportamento… ou foi realmente transformado? // John Piper responde

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A Bíblia não chama os cristãos apenas para mudar hábitos, mas para viver uma transformação profunda.
Em Romanos 12, Paulo faz dois convites que caminham juntos:
✔️ Ser um sacrifício vivo.
✔️ Ter a mente renovada.
Isso significa morrer para a antiga forma de viver e aprender a pensar, desejar e amar como Cristo.

Original em:  http://desiringgod.org/interviews/dying-to-live

Voz de Duda Baguera como John Piper
Versão em português: DBvoz Studios

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[música]
>> Todos queremos melhorar, queremos mudar
e queremos crescer. Se você está em
Cristo, você é uma nova criatura.
Essa é uma mudança radical.
Mas isso não apaga o fato de que todos
os dias você se sente dividido,
impulsionado para uma nova vida e puxado
para uma vida passada. Essa agonia entre
a pessoa antiga que você era e a nova
pessoa que você está tentando ser é uma
tensão que às vezes pode parecer
insuportável, como estar morto e vivo ao
mesmo tempo.
Pastor John, em Romanos 12 a 15, Paulo
oferece orientação prática para os
cristãos que vivem em resposta à
misericórdia de Deus.
Ele começa exortando os crentes a
oferecerem seus corpos como sacrifício
vivo, santo e agradável a Deus, o que
parece um chamado bastante obscuro e
radical. O que significa viver como um
sacrifício vivo em nosso dia a dia? Como
essa transformação se manifesta nos
pensamentos, decisões e ações de um
cristão, especialmente quando
enfrentamos fortes pressões sociais para
nos conformarmos a tudo, menos a Cristo?
O fascinante é que ao juntarmos as duas
perguntas, surge uma terceira que lança
luz sobre as outras duas.
E isso o que quer dizer?
A primeira pergunta é: O que significa
viver como um sacrifício vivo? Parece
paradoxal, sacrifício vivo.
A segunda pergunta é:
Como o mandamento de renovar a mente se
concretiza na vida cristã?
Agora, a terceira pergunta que estou
fazendo é:
Qual é a relação entre esses dois
imperativos em Romanos 12:1 e Romanos
12:2?
Por um lado, tornar-se um sacrifício
vivo, por outro, sejam transformados
pela renovação da sua mente, Romanos
12:1 e 2.
Como o apóstolo Paulo vê a relação entre
viver como mortos, sacrifícios vivos e
viver como pessoas transformadas? Essa é
a minha pergunta.
Vou ler o texto para vocês, só para
garantir que todos nós tenhamos esse
texto em mente.
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas
misericórdias de Deus, que apresenteis o
vosso corpo por sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus,
que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis com este século,
mas transformai-vos pela renovação da
vossa mente,
para que experimenteis qual seja boa,
agradável e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12:1 e 2.
Primeiro, o que significa ser
sacrifícios vivos?
É claramente um paradoxo. Vivos
significa estar vivo. Sacrifícios
significa estar morto no altar, imolado
como um cordeiro. O que isso significa?
Paulo disse em Romanos 6:6: "Sabendo
isto, que foi crucificado com ele o
nosso velho homem, para que o corpo do
pecado seja destruído e não sirvamos o
pecado como escravos". Então,
ele, Paulo, transformou essa morte, essa
crucificação de nossa velha natureza,
experimentada na conversão, em um
imperativo contínuo em Romanos 6:11,
razão pela qual se conecta também com o
capítulo 12.
Assim também em vós, considerai-vos
mortos para o pecado, mas vivos para
Deus em Cristo Jesus. Romanos 6:11.
Portanto,
você morreu.
Considere-se morto para o pecado, mas
vivo para Deus em Cristo Jesus.
Se você se considera morto para o
pecado,
então existe um você que está morto e
existe um você que se considera morto.
Esse é o paradoxo ao qual o apóstolo
Paulo se refere em Romanos 12:
"Apresenteis o vosso corpo por
sacrifício vivo".
Você está vivo para Deus e morto no
altar do sacrifício.
Um sacrifício vivo.
O paralelo mais próximo seria Romanos
6:13, que diz: "Não ofereçais cada um
dos membros do seu corpo", aí você tem a
palavra ofereçais, como em Romanos 12:1,
e membros do corpo.
"Não ofereçais
cada um dos membros do seu corpo ao
pecado como instrumentos de iniquidade,
mas oferecei-vos a Deus".
Que é exatamente o que Paulo diz em
Romanos 12.
"Como ressurretos dentre os mortos e os
vossos membros a Deus como instrumentos
de justiça".
Ser um sacrifício vivo
é experimentar a morte do seu eu
controlado pelo desejo do pecado
e experimentar uma vida controlada pelo
desejo de Deus e da sua justiça.
Morto para o velho homem que amava e era
controlado pelo pecado
e vivo para o novo homem
que ama a Deus e a sua justiça. Esta é a
sua adoração espiritual, porque é isso
que adoração significa, ou seja, o
desejo supremo de desfrutar de Deus e
dos seus caminhos acima de qualquer
outra coisa.
Em seguida vem o segundo imperativo em
Romanos 12:2.
"Transformai-vos pela renovação da sua
mente".
Então, em Romanos 1:26 e Romanos 1:28,
Paulo havia se referido aos incrédulos
como tendo uma disposição mental
reprovável
que anseia por prazeres pecaminosos,
como comportamento homossexual.
Esse era o contexto em Romanos 1 e agora
nossas mentes devem ser renovadas, o que
inclui uma nova maneira de avaliar o que
é certo e o que é desejável. Portanto,
você pode ver como a transformação de
Romanos 12:1 está intimamente
relacionada ao sacrifício vivo de
Romanos 12:2.
Ambos se referem a uma espécie de morte
para os velhos desejos, as antigas
avaliações do bem e mal, certo e errado,
belo e feio, desejável e indesejável.
Agora,
quando pergunto sobre a relação entre
esses dois imperativos,
não é surpreendente encontrá-los
conectados em Colossenses capítulo 3.
É por isso que foi tão esclarecedor para
mim fazer essa terceira pergunta.
Porque assim que eu a fiz,
lembrei-me de textos em Colossenses e
Efésios que fazem o que estou fazendo.
Eles unem os dois.
Em Colossenses 3, por exemplo, você
encontra tanto a morte do meu velho eu
quanto a renovação do meu novo eu.
Vou ler para você Colossenses 3.
Porque morrestes e a vossa vida está
oculta juntamente com Cristo em Deus.
Fazei, pois, morrer a vossa natureza
terrena.
E sejamos um sacrifício vivo.
Prostituição, impureza, paixão lasciva,
desejo maligno e avareza, que é
idolatria.
Não mintais uns aos outros, uma vez que
vos despistes do velho homem morto
com os seus feitos e vos revestistes do
novo homem que se refaz. Colossenses 3
de 3 a 10.
Existe uma ligação entre a morte,
sacrifício vivo e a renovação.
Colossenses 3:10 diz que se refaz para o
pleno conhecimento segundo a imagem
daquele que o criou. Ora,
isso soa como se Paulo estivesse
limitando a renovação da mente
simplesmente ao que a mente conhece, mas
tenho enfatizado e sugerido desde o
início
que ela inclui a maneira como a mente
avalia e como desejamos ou nos sentimos
por causa dessa avaliação.
Isso fica mais claro quando observamos a
mesma sequência de pensamento em Efésios
4, onde Paulo novamente relaciona a
morte do velho eu e a renovação do novo
eu, assim como lemos em Romanos 12.
Agora vamos para Efésios 4:22 que diz:
"Vos despojeis do velho homem, isto é,
do vosso eu morto, que se corrompe
segundo as concupiscências do engano".
Essa é a chave.
"E vos renoveis".
Em vez de dizer "Transformai-vos pela
renovação da vossa mente", como em
Romanos 12, ele diz:
"Vos renoveis no espírito do vosso
entendimento". Isso é mais interessante,
tão provocativo.
"E vos revistais do novo homem, criado
segundo Deus em justiça e retidão
procedente da verdade".
Em resumo,
esses dois mandamentos em Romanos
capítulo 12 acabam sendo praticamente
idênticos em nossa experiência.
O sacrifício vivo de Romanos 12:1
enfatiza o velho eu que precisa morrer,
enquanto a transformação em renovação de
Romanos 12:2 enfatiza o que substitui o
velho eu que morre.
O que eu tenho enfatizado é que ambos
envolvem a nova maneira como a mente
avalia e deseja.
O espírito da mente não é apenas algo
que pensa.
Ele tem um espírito. Ele tem uma maneira
de avaliar e desejar.
A nova mente transformada avalia de
forma diferente,
valoriza as coisas de forma diferente,
prefere de forma diferente.
E é daí que vem seu poder e liberdade.
Acho que tudo isso contribui muito para
responder a última pergunta da nossa
ouvinte:
"Como a transformação de um cristão
confronta as fortes pressões sociais
para se conformar a qualquer coisa menos
a Cristo.
A resposta é que confrontamos essas
pressões
com uma mente renovada que avalia as
coisas de forma diferente.
Deseja de forma diferente.
De modo que as pressões do mundo não tem
o mesmo poder irresistível que tinham
antes.
Experimentamos tanto poder quanto
liberdade porque não apenas fazemos o
que é certo,
mas amamos fazer o que é certo.
Fomos renovados no espírito da nossa
mente.
Eu e você
somos sacrifícios vivos.

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