Você mudou de comportamento… ou foi realmente transformado? // John Piper responde
24/07/2026
Você mudou de comportamento… ou foi realmente transformado? // John Piper responde
A Bíblia não chama os cristãos apenas para mudar hábitos, mas para viver uma transformação profunda.
Em Romanos 12, Paulo faz dois convites que caminham juntos:
✔️ Ser um sacrifício vivo.
✔️ Ter a mente renovada.
Isso significa morrer para a antiga forma de viver e aprender a pensar, desejar e amar como Cristo.
Original em: http://desiringgod.org/interviews/dying-to-live
Voz de Duda Baguera como John Piper
Versão em português: DBvoz Studios
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Fonte: Ministério Fiel
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[música] >> Todos queremos melhorar, queremos mudar e queremos crescer. Se você está em Cristo, você é uma nova criatura. Essa é uma mudança radical. Mas isso não apaga o fato de que todos os dias você se sente dividido, impulsionado para uma nova vida e puxado para uma vida passada. Essa agonia entre a pessoa antiga que você era e a nova pessoa que você está tentando ser é uma tensão que às vezes pode parecer insuportável, como estar morto e vivo ao mesmo tempo. Pastor John, em Romanos 12 a 15, Paulo oferece orientação prática para os cristãos que vivem em resposta à misericórdia de Deus. Ele começa exortando os crentes a oferecerem seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, o que parece um chamado bastante obscuro e radical. O que significa viver como um sacrifício vivo em nosso dia a dia? Como essa transformação se manifesta nos pensamentos, decisões e ações de um cristão, especialmente quando enfrentamos fortes pressões sociais para nos conformarmos a tudo, menos a Cristo? O fascinante é que ao juntarmos as duas perguntas, surge uma terceira que lança luz sobre as outras duas. E isso o que quer dizer? A primeira pergunta é: O que significa viver como um sacrifício vivo? Parece paradoxal, sacrifício vivo. A segunda pergunta é: Como o mandamento de renovar a mente se concretiza na vida cristã? Agora, a terceira pergunta que estou fazendo é: Qual é a relação entre esses dois imperativos em Romanos 12:1 e Romanos 12:2? Por um lado, tornar-se um sacrifício vivo, por outro, sejam transformados pela renovação da sua mente, Romanos 12:1 e 2. Como o apóstolo Paulo vê a relação entre viver como mortos, sacrifícios vivos e viver como pessoas transformadas? Essa é a minha pergunta. Vou ler o texto para vocês, só para garantir que todos nós tenhamos esse texto em mente. Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:1 e 2. Primeiro, o que significa ser sacrifícios vivos? É claramente um paradoxo. Vivos significa estar vivo. Sacrifícios significa estar morto no altar, imolado como um cordeiro. O que isso significa? Paulo disse em Romanos 6:6: "Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído e não sirvamos o pecado como escravos". Então, ele, Paulo, transformou essa morte, essa crucificação de nossa velha natureza, experimentada na conversão, em um imperativo contínuo em Romanos 6:11, razão pela qual se conecta também com o capítulo 12. Assim também em vós, considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Romanos 6:11. Portanto, você morreu. Considere-se morto para o pecado, mas vivo para Deus em Cristo Jesus. Se você se considera morto para o pecado, então existe um você que está morto e existe um você que se considera morto. Esse é o paradoxo ao qual o apóstolo Paulo se refere em Romanos 12: "Apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo". Você está vivo para Deus e morto no altar do sacrifício. Um sacrifício vivo. O paralelo mais próximo seria Romanos 6:13, que diz: "Não ofereçais cada um dos membros do seu corpo", aí você tem a palavra ofereçais, como em Romanos 12:1, e membros do corpo. "Não ofereçais cada um dos membros do seu corpo ao pecado como instrumentos de iniquidade, mas oferecei-vos a Deus". Que é exatamente o que Paulo diz em Romanos 12. "Como ressurretos dentre os mortos e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça". Ser um sacrifício vivo é experimentar a morte do seu eu controlado pelo desejo do pecado e experimentar uma vida controlada pelo desejo de Deus e da sua justiça. Morto para o velho homem que amava e era controlado pelo pecado e vivo para o novo homem que ama a Deus e a sua justiça. Esta é a sua adoração espiritual, porque é isso que adoração significa, ou seja, o desejo supremo de desfrutar de Deus e dos seus caminhos acima de qualquer outra coisa. Em seguida vem o segundo imperativo em Romanos 12:2. "Transformai-vos pela renovação da sua mente". Então, em Romanos 1:26 e Romanos 1:28, Paulo havia se referido aos incrédulos como tendo uma disposição mental reprovável que anseia por prazeres pecaminosos, como comportamento homossexual. Esse era o contexto em Romanos 1 e agora nossas mentes devem ser renovadas, o que inclui uma nova maneira de avaliar o que é certo e o que é desejável. Portanto, você pode ver como a transformação de Romanos 12:1 está intimamente relacionada ao sacrifício vivo de Romanos 12:2. Ambos se referem a uma espécie de morte para os velhos desejos, as antigas avaliações do bem e mal, certo e errado, belo e feio, desejável e indesejável. Agora, quando pergunto sobre a relação entre esses dois imperativos, não é surpreendente encontrá-los conectados em Colossenses capítulo 3. É por isso que foi tão esclarecedor para mim fazer essa terceira pergunta. Porque assim que eu a fiz, lembrei-me de textos em Colossenses e Efésios que fazem o que estou fazendo. Eles unem os dois. Em Colossenses 3, por exemplo, você encontra tanto a morte do meu velho eu quanto a renovação do meu novo eu. Vou ler para você Colossenses 3. Porque morrestes e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo em Deus. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena. E sejamos um sacrifício vivo. Prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e avareza, que é idolatria. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem morto com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz. Colossenses 3 de 3 a 10. Existe uma ligação entre a morte, sacrifício vivo e a renovação. Colossenses 3:10 diz que se refaz para o pleno conhecimento segundo a imagem daquele que o criou. Ora, isso soa como se Paulo estivesse limitando a renovação da mente simplesmente ao que a mente conhece, mas tenho enfatizado e sugerido desde o início que ela inclui a maneira como a mente avalia e como desejamos ou nos sentimos por causa dessa avaliação. Isso fica mais claro quando observamos a mesma sequência de pensamento em Efésios 4, onde Paulo novamente relaciona a morte do velho eu e a renovação do novo eu, assim como lemos em Romanos 12. Agora vamos para Efésios 4:22 que diz: "Vos despojeis do velho homem, isto é, do vosso eu morto, que se corrompe segundo as concupiscências do engano". Essa é a chave. "E vos renoveis". Em vez de dizer "Transformai-vos pela renovação da vossa mente", como em Romanos 12, ele diz: "Vos renoveis no espírito do vosso entendimento". Isso é mais interessante, tão provocativo. "E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus em justiça e retidão procedente da verdade". Em resumo, esses dois mandamentos em Romanos capítulo 12 acabam sendo praticamente idênticos em nossa experiência. O sacrifício vivo de Romanos 12:1 enfatiza o velho eu que precisa morrer, enquanto a transformação em renovação de Romanos 12:2 enfatiza o que substitui o velho eu que morre. O que eu tenho enfatizado é que ambos envolvem a nova maneira como a mente avalia e deseja. O espírito da mente não é apenas algo que pensa. Ele tem um espírito. Ele tem uma maneira de avaliar e desejar. A nova mente transformada avalia de forma diferente, valoriza as coisas de forma diferente, prefere de forma diferente. E é daí que vem seu poder e liberdade. Acho que tudo isso contribui muito para responder a última pergunta da nossa ouvinte: "Como a transformação de um cristão confronta as fortes pressões sociais para se conformar a qualquer coisa menos a Cristo. A resposta é que confrontamos essas pressões com uma mente renovada que avalia as coisas de forma diferente. Deseja de forma diferente. De modo que as pressões do mundo não tem o mesmo poder irresistível que tinham antes. Experimentamos tanto poder quanto liberdade porque não apenas fazemos o que é certo, mas amamos fazer o que é certo. Fomos renovados no espírito da nossa mente. Eu e você somos sacrifícios vivos.