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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: CIÊNCIA SOCIAL É CIÊNCIA! TEM QUE TER METODOLOGIA ADEQUADA À TEORIA

🔴AULIVE: CIÊNCIA SOCIAL É CIÊNCIA! TEM QUE TER METODOLOGIA ADEQUADA À TEORIA

🔴AULIVE: CIÊNCIA SOCIAL É CIÊNCIA! TEM QUE TER METODOLOGIA ADEQUADA À TEORIA

pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

[música]
Bom dia, tudo bem?
>> Como é que vocês estão?
Chegamos aqui.
Ai, que dia bom. Tudo em paz com vocês?
Como é que vocês estão aí? Ah, o som tá
bom? Tá muito alto? Tá baixinho,
tá agradável?
Comecemos.
Ai, ai, ai. Pera aí. Preciso de café.
A essa hora da madrugada a vida não tá
fácil,
não mesmo, mas já estamos aqui. Bom dia,
meu povo. Bom dia, querido Rubens.
Traga o seu cafezinho também. Bom dia.
Bom dia. Bom dia. Bom dia. Descrito
Borduna. Vamos,
vamos campear o chat até começar. Então,
faça um acampamento.
Prepara-te aí com a sua barraquinha
cobertores
e bora.
Que querido. Fazer o watch. Fazer o quê?
Que ia ser fazer o watch? Ele disse 2
minutos. Sim, tivemos um atraso de 2
minutos.
Pontualidade não tá sendo forte, não é?
Bom dia, querido fazer. Como é que você
tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Um
excelente dia para nós. [roncando] O som
tá bom? Tá aprasível aos vossos ouvidos?
Espero que sim. E diz que fazer o ótimo.
Rubens Borduna. Ele mistrou o Rubens com
Borduna. Bom dia, Gustavo. Como é que
você tá? Tudo bem? Espero desejo que um
excelente café para você.
Ah,
excelente.
Bom dia. Bom dia. Bom dia. E diz que do
bordurão fazer para fazer o ótimo. Bom
dia para nós. Para nós. Para nós. Para
nós. Vamos lá. Vamos lá que hoje tem
papo bom. E se você tá chegando aqui
pela primeira vez no nosso canalzinho,
seja muito bem-vindo, muito bem-vinda,
muito bem-vinda. Aqui a primeira igreja
barista do YouTube. Sim, aqui apreciamos
consideravelmente o café e somos
bastante inclusivos com outras pessoas
que não apreciam o café. Você também é
bem-vindo. Caso você não tome café, não
tem problema algum. do modo considere
ser membro, membra, membre, membrezinha
aqui do nosso canalzinho, que é um canal
pequeno, como vocês podem perceber, mas
que se mantém de maneira fiel e
resistente graças à pessoas que se
tornam membros, membros e membres aí nos
ajudam aí a pagar o Streamyard e quem
sabe também uma conta de luz, conta de
interneta, não é? Mas Streamyard, como
vocês podem ver, a gente não tá
conseguindo pagar. Opa, tá aqui. Então,
em breve, quem sabe a gente volta a
conseguir pagar esse bagulho. Mas se
tornem membro, membra, membre ou se
tiver sobrando uma merreca aí, manda o
Pix para este que está passando aqui
debaixo da tela. Inclusive este e-mail
que você está passando aqui debaixo da
tela, você pode depois se tornar membro,
membro, membresia aqui do nosso canal,
mandar pra gente o seu nickname [música]
aqui do YouTube,
assim como o seu número de celular para
entrar no nosso grupo do WhatsApp
exclusivo para você e para todas as
outras pessoas que também fazem parte da
Igreja Barista. Um grupo do WhatsApp
muito bacana, saudável, uma comunidade
muito gentil e educada que faz debates
cordiais. Então você tá convidado também
para colar por lá, além de curtir esse
vídeo, comentar para engajar, espalhar a
palavra por aí. Se você faz parte da
nossa membezia, tem acesso a conteúdos
exclusivos para você e para todas as
outras pessoas que também são parte da
membia, como o nosso curso de
evangélicos e política no Brasil, Marx e
Religião, como fazer o seu projeto de
pesquisa, filosofia latino-americana e
mais um monte de outra coisa. Tem
bastante curso além da nossa rádio
critic e coisas mais eh como vídeos
discutindo temas específicos que são bem
bacanas. Tem tem hora para caramba aí
para vocês brincarem de maratonar
e não são poucas coisas e nem com pouco
conteúdo e nem pouca complexidade, então
dá para ficar bastante tempo por aqui.
Beleza, meu povo, acho que consegui
fazer o convitinho.
Convidem mais pessoas para estar aqui
assistindo conosco. Discrito Borduna.
Campear é gíria de gamer. É, eu não sou
gamer, esse é um problema. Aquele safado
que fica paradinho aguardando os
desavisados. Bem odiado. Aliás. Ah, isso
no futebol nós chamamos de banheira, né?
Aquele maluco que fica lá na frente
fingindo quer nada com nada, segurando o
atacante, piriri pororó. Se for na
vársia não tem impedimento, né? Se for,
olha isso, na vária tem, mas se for um
joguinho aí amistoso de churrasco, não
tem impedimento, ele fica lá na
banheira. Nossa, que cara agradável. A
bola de repente pinga lá ele p o guarda
dele ou perde e deixa todos com raiva.
Eis a vida,
não é? Deixa eu compartilhar o link aqui
que eu esqueci de mandar para nosso povo
hoje de manhã, tá? Minha vida tá bem
ativa esses dias. É aula para lá, aula
para cá, curso para lá, curso para cá,
trabalho no CLT. Ih, Jesus Cristo. Que é
bom, né? Porque paga as contas, mas é
ruim do lado que eu tô completamente
perdido. Mas a gente vai sobreviver.
Deixa eu mandar aqui pro nosso pueblo.
Uhum.
Acho que foi.
É, foi.
Diz querido fazer o watch. Bom dia,
Bruno. Ao vivo. Bom dia, querido fazer o
watch. Ao vivo, ao vivo, ao vivo.
Diz, querido Thaago. Bom dia a todos
baristas e não baristas da América
Latina. Bom dia, querido Thago. A todas
as pessoas aí adeptas ao barismo e
aquelas que também não são, mas estão
aqui por nós, estão aqui com a gente,
seguem o papo. Bom dia, querido Kevin.
Como é que você tá? Tudo bem? Espero
desejo que sim. Um excelente dia para
nós.
Era tava precisando de café. Ontem meu
dia terminou tarde.
Muita coisa para fazer, aula para dar. É
aquela aulinha que a gente ser convidado
para participar e você pensa: "Pô, vai
ler uma horinha e meia ali e tal". Não,
mas a gente gosta do que a gente faz, a
gente se empolga, a gente curte, o clima
tá gostoso, tá agradável, vai quase 3
horas de papo. Então é isa, né?
Bom dia, querido Gabriel que nos diz
buenas, buenas, buenos dias, querido
Gabrielas.
Buenos días, Gabriel, compa Gabriel
deseo que todo con
[risadas]
Ah, meu povo, hoje nós vamos aqui um
behind the scenes,
por trás das câmeras teórico. Nós vamos
fazer um bastidores teórico,
porque eu vou apresentar para vocês
em primeira mão uma teoria social saída
do forno ou saindo do forno e isso lendo
um textinho bacana. Então, cá estamos,
cá estamos, cá estamos. Deixa eu abrir o
meu textinho
e preparar o behind the scenes e talvez
hoje tenha tenha que fazer desenhos
também. Então
isso foi uma coisa que eu planejei mais
ou menos. Não foi tão bem organizado meu
planejamento, mas talvez eu faça
desenhos com vocês para poder ficar mais
claro.
Aí texto aberto.
Pera aí. Tá travando para vocês
minha interna? Meu computador não tá lá
essas coisas. Acho que não, né? Acho que
deu. Ai, ai, ai, ai. Deixa eu pegar um
trem aqui antes de qualquer coisa.
Tava aqui no clima penteca de áudio
musical no fundo. O som tá bom para
vocês ou tá ruim? Tá muito pesado, tá
muito alto. Só para eu me organizar
aqui, porque daqui a pouco começo a me
empolgar, vai ficar alto demais.
[roncando]
Tá bom.
>> [música]
>> O som tá bom. O som tá bom. Então, se o
som tá bom, tá tudo ótimo. Quando em som
tá bom, me lembra que eu preciso trazer
mais músicas para cá que eu esqueci de
trazer. Temos musiquinhas
excelentes
a nossa, exclusivas, inclusive para mim
Brezia atualmente, né?
Músicas educativas
e músicas críticas. Então, vamos lá.
separar aqui. Pronto.
Minha cola. Hoje eu quero dar um um
behind theos legal aqui por trás das
câmeras totalmente excelente. Bom,
seguinte, ontem saiu na revista Zelota,
revista qual eu faço parte enquanto
editor ou na verdade nem não sei se é
editor ou parte do conselho editorial
ali da
Zelotas. Aí o nosso artigo que na
verdade é o quinto conteúdo em texto
sobre essa temática. E aí eu queria
compartilhar com vocês, tá bom? Ver,
cadê? Cadê que o título do artigo é
fascismo como religião e eleições em
2026? No caso, fascismo como religião é
uma brincadeira que faço com a expressão
de Walter Benjamin, capitalismo como
religião. E é obviamente que não estamos
falando necessariamente de religião. O
que nos interessa é outra coisa. Senão,
senão, senão, senão, senão, senim,
senão, senão, sen
entender um fenômeno específico da
realidade brasileira, que é o
bolsonarismo. Mas aí o o termo eu fui
mantendo, fui utilizando e parece que
ele tem tido sentido. E eu uso isso aí
desde 2018, né? Meu primeiro artigo,
fascismo como religião, foi em 2018.
Fascismo como religião e eleições de
2018. Depois tem o fascismo como
religião e eleições de 2022. E agora em
2026 o inimigo agora é outro, né? Então
[risadas]
são muitos volumes, muitas versões, mas
foi uma um aprimoramento de intuições
que eu tive que foram hipóteses, se
tornaram hipóteses e essas hipóteses
passam a ser testadas e agora ela tá
mais robusta, o que auxilia também a
compreender um certo uma certa
metodologia que eu tô utilizando. E eu
queria hoje, na verdade, discutir a
metodologia com vocês, que é uma teoria
social adequada, porque o tema do nosso
papo aqui é teoria social, né? O tema da
nossa live é exatamente teoria social, é
a gente entender ciência social enquanto
ciência e como ciência. Fico cada vez
mais triste, mais triste em saber que as
pessoas não estão levando a sério a
ciência social enquanto ciência.
Vira opologia, vira achismo, vira
preferências por correntes ideológicas e
não ciência. Tem que fazer ciência que
somos defensores da ciência. Totalmente
defensores da ciência.
Dulson. Tá bom. Descrito, Kevin.
Discrito Gustavo. Parte do Conselho
Editorial. Cuidado para não rachar igual
no trampo do CLT. [risadas] Não, não. E
não corre esse risco. Totalmente zero
risco. Nossa, nenhum risco. É tudo
voluntário. A gente é tudo maluco. Faz
por conta. Ninguém recebe nada para
fazer o que a gente faz. Diz que do
Guilherme. Bom. Dia honoráveis baristas,
bom dia querido Guilherme. Tudo bem com
você? Espero desejo que sim. Faça como o
Guilherme seja minha bresia aqui do
nosso canalzinho. Diz que Kevin, o
inimigo agora é outro, mas com o mesmo
sobrenome. Ex. Então, mais ou menos. Sim
e não. Quem sabe talvez. Muito boa
referência,
mas não é bem isso. O inimigo talvez
realmente seja outro. [risadas]
Diz Guilherme, agora mais ciência e mais
social. Exato.
[risadas]
Precisamos de mais ciência e mais
social, né? É triste demais, cara. O
pior é que nesse trocadilho dá para
brincar com bastante coisa, né? Porque a
ciência produzida na a ciência social
produzida no ambiente universitário e
acadêmico, dadas as regras, estruturas
que ele tem, se torna uma ciência
individual, social, né? Que se faz uma
pesquisa, é, cada pesquisador por si,
né? São poucas pesquisas articuladas
entre pesquisadores, com coletivos, com
estrutura bem desenvolvida, né? Fica
cada um fazendo seu trabalho em
acadêmico lá e tal. É uma coisa que eu
tenho muito problema com a universidade
que a gente tem. Nossa universidade ela
é muito liberal, muito liberal. A
pesquisa ela é baseada em indivíduos
notáveis, né? Triste demais.
Diz querido Gustavo, ciências sociais em
conta ciência, positivismo. É, tem gente
que vai chamar disso. Eu vou chamar de
bom senso, né?
Cara, ciên social, meu amigo. Ah, não,
mas tem não sei o quê. Inclusive, eu
vou, ainda não estou preparado para
isso. Preciso, deixa eu ajeitar minha
câmera aqui que eu tô incomodado com
ela. Deixa eu me ajeitar também. Ainda
não tenho elementos suficientes para
fazer o que eu vou falar aqui, que eu
nesse pequeno comentário provocativo que
eu vou fazer.
Mas digo o seguinte,
acho que vou entrar pro jogo de ofender
gratuitamente a antropologia e tentar
desmontá-la enquanto parte das ciências
sociais.
Eu tô tentado
a entrar na empreitada
de começar a destituir o caráter
científico dessa área aí, porque eu tô
ficando cada vez mais irritado com o que
se produz em antropologia. Todo dia mais
irritado.
Diz que fazer o ótimo. Ciências sociais
tem dois problemas. Um é ciência, dois é
social. [risadas]
É dois pequenos problemas, né?
Um é ciência e o outro é social. É, mas
vai funcionar. Diz que do Guilherme,
manifesto contra ciências antisociais.
Cara, isso seria um excelente nome para
um trocadilho divertido.
Porque, cara, mas vocês já pensaram a a
o tipo de produção
científica que a gente tem,
acadêmica, ela te isola, né? Você vira
um notável. É muito mais fácil, acho que
em ciências abre aspas duras, né,
empíricas, eh, das chamadas exatas, a
gente ter um tipo de trabalho mais
coletivo e coordenado do que nas
ciências sociais. Ciências sociais, a
gente se acostumou cada um fazer seu
livrinho, né? Triste. Nossa, eu acho
muito triste. Tudo bem, tudo bem. Diz
que Gabriel, apoio apoia provavelmente a
destituição das da antropologia, né? Não
tenho ainda estofo para, mas tô tentado
buscar uma briga em glória aí.
O G tem material para bater em
antropologia. Aí, rapaz, se a gente
juntar aqui, a gente faz um megazor de
antiantropológico assim.
Diz, querido Gabriel, fora Grabber.
Fora agora minha dúvida é se fora
Grabber é fora, tipo, cai fora Grabber
ou fora Grabber é que a gente tá
excetuando o Grabber.
Inclusive o Grabber tem um aí eu terei
que concordar que ele tem um excelente
texto ante coisas piores, tipoario.
Guilherme, você tá dizendo que é mais
comum virar um guru nas ciências sociais
do que nas duras? Sim.
Você não fica vendo aí tirando quem se
autodenomina engenheiro ou nasceu com o
nome de engenheiro no RG, tal qual
engenheiro Léo, né?
Tirando recifado,
é difícil você ver o pessoal desse o
engenheiro bioquímico que vira o grande
ícone da Não, que o pessoal fica ouvindo
lá de de Não tem não tem. É mais fácil
ele virar Uber, né, do que virar guru.
Então não parece que é isso. Parece que
é isso. É difícil virar guru nas redes
sociais você fazendo ciências duras.
[risadas]
Nas sociais é mais fácil.
Mais fácil. Faz sentido, hein? Temos aí
um trabalho a ser feito. É mais fácil
você virar.
Diz querido Guilherme, se for um
engenheiro social, a ilha é chinês, né?
A China tem engenheiros sociais
excelentes que trabalham aos milhares,
milhões, na verdade, e a gente nem
conhece. Eles ficam lá fazendo
planejamento social o dia inteiro.
Então,
e a gente não sabe nome de nenhum deles
por fatores, inclusive porque trabalha
em coletivo. Faz diferença.
Você ver, né? O que não trabalha em
coletivo, que dá aula no
na escola se autogravando lá, é maluco.
Vocês sabem de que eu tô falando, né?
Aquele conspiracionista maluco lá que
tem gente que leva sério. Diz que
Gabriel, fora de tirar até hoje, eu fico
triste com que despertar de tudo é o
sapiens de esquerda. [risadas]
É, mas é melhor do que o sapiens. É um
antiar excelente. Aí aí tem um papel
social importante que o pessoal parar de
cair naquela bobagem do Harari, né? Meu
pai amado. Ele é e ele escreve tão de
maneira tão encantadora, né? É gostoso
de ler os livros do Harari, mas é uma
porcaria.
Bom de ler, ruim de texto, ruim de
conteúdo, ruim de ciência. A vida tem
dessas coisas. A vida tem dessas coisas
que é uma delícia que, aliás, é uma
prática, mas além da gente acabar com a
prática do da pesquisa solitária, né?
Algo que a gente teria que acabar, mais
uma coisa pra gente acabar hoje aqui,
tá? as pautas para acabar com a
universidade. Outra outra pauta
importante pra gente acabar, a gente
parar de fazer, achar que o texto que
você produziu na sua pesquisa de
doutorado é o que você tem que publicar
como livro, né? Não, uma coisa é o
trabalho científico, outra eu trabalho
de divulgação. O teu texto que você vai
publicar não pode ser o mesmo mesmo da
pesquisa do doutorado, tem que ser um
texto de divulgação.
Mas isso assim ou do mestrado, né? fala,
não faça com arrependimento de ter
publicado o meu do mestrado cru tal qual
ele tava, né? Não, ele tem que ser um
texto, virar um texto de divulgação.
Você tem que divulgar, é outra coisa. Lá
na gringa eles fazem isso. Harari tem
uma pesquisa e aí ele divulga o livrinho
lá, porque ele pesquisou, ele divulga,
assim como outros autores fazem isso,
né? E aí o texto de divulgação é muito
mais agradável, palatável, ele é menos
preocupado com excesso de rigor, piriri,
pororó, de 300 bilhões de de citações,
estruturas gramaticais complexas para
poder ajudar a divulgar a ideia. A gente
deveria adotar isso também. Sou a favor.
Sou a favor. Sou o defensor dessa ideia.
Acabar com a pesquisa solitária e
diferenciar o texto de divulgação do
texto de pesquisa. Inclusive, vou me
apoiar aqui com com recurso de de
argumento de autoridade. Já dizia Marx,
uma coisa é o método de investigação e
outra é o método de
exposição. Então fica aí a dica. Desido,
fazer o que você está elogiando do Ze?
Várias coisas eu elogio. Eu elogio
pragmatismo. Pragmatismo é uma coisa
importante de se considerar.
Eh, eu elogio a capacidade de se
contentar com qualquer porcaria, né?
Assim, eles assistem duas pessoas eh
arremessando bolas de três e ficam
felizes no basquete, [roncando]
no campeonato aleatório. Não tem nada de
legal nisso, mas eles ficam satisfeitos
com isso. E também elogio essa ideia da
divulgação diferente da da pesquisa.
Eles são coisas interessantes.
Diria, Gustavo. Pior que o monólogo
baseado em Harari da Vera Host é muito
bom, cara. Nunca vi, ó. Deveria ver.
Caramba, tem um monólogo baseado no
Harari. Esse homem tá transcendendo
fronteiras mesmo.
Diz que Gustavo, se tiver nova turnê e
vocês puderem ir, vão. Iremos, iremos,
teremos que ir. Agora temos um dever,
né? Temos uma missão.
Ai ai. Mas deixa eu abrir o meu
textinho. Cara, o texto ficou bem legal,
modestia a parte. Como disse nosso
querido Gustavo, que cá comentou, para
quem já segue o canalzinho, o conteúdo
não tem nenhuma grande novidade, porque
a gente já trabalha ele há muito tempo,
né? A gente já apresentou aqui as ideias
centrais várias vezes, mas hoje é o
behind the scenes, né? é o vamos
estruturar aqui uma conversa sobre
método, sobre metodologia para escrever
esse conteúdo. Então, a gente vai lendo
e comentando
o que foi pensado para chegar aí,
caminhos tomados para chegar aí, né?
Então, deixa eu pegar aqui ciência
social, minha gente. Aulinha de ciência
social, fundamental, hein? Aulinha de
ciência social. Um negócio importante.
O texto, deixa eu já pegar aqui para
quem não tiver no chat
e não viu, você pode salvar o link aí e
ver depois, tá? Aí, ó. Testinho da
revista Zelota.
Revista Zelota,
na qual eu pude contribuir aí com esse
textinho. E o textinho que segue aí um
papo que a gente já tem há um tempo, né?
Então, fascismo como região e eleições
em 2026.
revistas revista Zelota muito bem
editorada e organizada. Eu gosto
particularmente de como o nosso
trabalhinho é feito. E veja aqui, né,
logo no início já tem aqui a a como é
que é que fala? O
a linha fina. Explicando bem. Pesquisas
de intenção de voto em 2026 demonstram
fragmentação do apoio evangélico a
Flávio Bolsonaro. O que significa que no
núcleo evangélico até então muito forte
o apoio aos Bolsonaros. Nós temos uma
fragmentação agora, o apoio ao seu
herdeiro
biológico, mas não carismático, né? Como
já dizia Max Weber, carisma não se
transfere. Ou você tem ou você não tem.
E o nosso querido lá tem o carisma de
uma um piso de taco que range, né? Então
não vai ser bom. Mas manutenção de
hegemonia conservadora nas denominações,
apesar da fragmentação, portanto, apesar
da fragmentação, portanto, isso não
significa que a esquerda está crescendo
entre evangélicos. Só significa que a
fragmentação na representação, Eita, tá
tudo bem aí, criança?
Ah, representação
política, né? Na representação eh
no executivo foi fragmentada, não o
apoio conservador das denominações.
Conservadorismo segue hegemonizado. Ah,
Bruno, mas isso é uma obviidade. O óbvio
também precisa ser explicado, minha
gente, explicado. Que aí vem um ponto
importante da ciência social, né? Que
que a ciência social deve fazer? Ela tem
que descrever fenômenos. Não, não. Ela
precisa encontrar as causas, as relações
causais. Ou ainda, como diria Barbudo
Marcos, os nexos causais entre as
diferentes determinações que fundamentam
um determinado problema, objeto,
fenômeno da realidade social, nexos
causais. Se a ciência social praticada
não apresenta nexos causais, não cria um
quadro dentro de uma totalidade
explicando o processo, ela só descreve.
Ela não é ciência social, ela é
descrição.
Desculpa, por isso que eu tenho raiva de
boa parte da produção antropológica
realizada.
Ela é meramente descritiva.
E aí, meus amigos, boa sorte. Escreve
romance,
descreve personagem, escreve qualquer
outra coisa. Escrito Gustavo, o nome da
peça é sapiens original. baseado em
sapiens. Você é fazer uma peça sapiens.
Vou procurar quando se tiver nova
torneia, teremos que buscar.
Bom dia, querido Juan Gabriel que diz:
"Bom dia, Bruno Don Dreams. It's over,
rapaz".
Ah, tá. Referência musical. Agora
entendi.
[risadas]
Ai, querido Juan Gabriel, você está
inovando, você tá quebrando barreiras,
superando fronteiras e obstáculos. Bom
dia, meu querido. Espero que você esteja
bem. Dizquido do Borduna. Mas é aquela
dancinha supimpa de uma lombriga que o
Flávio faz, não significa nada, não. Não
é só um boneco de posto não inflado
totalmente, né? Desinflado. E fica aqui
meio bomba. É um boneco de posto meia
bomba. E aquilo ali diz que do Cléber.
Bom dia. Bom dia, Cléber Lauer. Tudo bem
com você? Espero e desejo que sim. Hoje
nós estamos falando aí sobre ciência
social adequada ou minimamente adequada.
Agora [risadas]
retomando aqui o querido Juan Gabriel,
ele, você me lembrou, cara, semana
passada eu tava no quilombo e aí chegou
um camarada lá que é um dos estudantes
e a gente se encontrou antes da aula e a
gente trocando ideia, tal, ele olhou
para mim, ele me viu, ele falou: "Fiquei
a semana inteira com negó na cabeça."
Falei: "O quê?" E ele olhou para mim e
falou: "Bruno, he".
[risadas]
Ele ficou cantando isso. He down.
[risadas]
Ai, meu Deus do céu. Aí ele depois me
deu um que era era
eh
hei tal, hei tal,
hei tal, hei tal. E toda hora ficava
fazendo isso. Bruno, he
vida, né? A vida de que do Guilherme,
esse problema da descrição me lembra o
problema do jornalismo declaratório.
Jornalismo só dá voz, abre aspas de
graça, fecha aspas e não ajuda ninguém a
entender a melhor realidade, eh,
melhora, melhorar a realidade social.
Ex. Entender melhor a realidade social.
Perdão, meu cérebro tá um pouco
acelerado, minha lindinha.
Exatamente isso. Exatamente isso,
querido Guilherme. Inclusive, é o meu
problema com a aparente produção
teórica, aparente produção teórica do
Juliano Spyer sobre evangélicos, né? Que
inclusive te agradeço por ter mandado
aquela a a a reportagem da Folha, né,
que é aquela reportagem camarada, né,
porque quem fez foi a Baloci lá, como é
que é o nome dela? Ana
Valuci é nome difícil que é da Folha
também. Eles são amigos e trabalham
juntos. Então um escreve artigo pro
outro, né? Ela escreveu um artigo sobre
o novo livro do Juliano Spire para
divulgar ele. E obrigado por me mandar
isso, porque aquilo ali é o exemplo de
um tipo de trabalho que é meramente
descritivo,
não tem ciência alguma alguma e tem um
total de zero contribuição para discutir
o tema, a questão religiosa no Brasil.
zero, especialmente sobre evangélicos,
zero zero, zero zero.
É uma porcaria. E cada novo trabalho que
ele lança fica pior, porque fica mais
óbvio isso, né? Qual que qual que é o o
conceito? Qual é a inovação, qual é o a
explicação causal? Qual é a contribuição
científica
do trabalho do cara? Nenhuma. É zero. É
zero. Deixa eu ver se já tá aberto paraa
gente poder ler o artigo. Se tiver, eu
vou até mostrar para vocês.
Hum. Eu não sei se tá aberto já, porque
se tiver eu vou ficar muito feliz.
Ah, não tá.
Aí a gente não pode ler, né?
Ai, eu odeio quem fica botando esses
payall aí, desgraça.
Mas é, cara, é horrível. É horrível. É.
E aí ele ele só ele descreve coisas
coisas óbvias e aí ele computa um espaço
por outros fatores que eu vou tentar não
ser processado, mas é uma produção ruim
do ponto de vista científico, é uma
porcaria, não contribui para nada, não
inova em nada, não traz nada. Ele
descreve uma experiência que ele teve e
a partir dessa descrição ele descreve
mais descrições descriçosas e é
horrível. É horrível. Aí o que
aparentemente ele tá chamando como novos
conceitos ou apontamentos é uma tristeza
da tristeza da nada.
Eh, você vê, né? Ele trouxe lá como um
dos conceitos. É que eu não vou poder
abrir aqui porque tem esse hi paywall,
porcaria de pay, mas o ele trouxe um um
conceito, né? Milagre sociológico.
Olha que que que que que olha que coisa
explica milagre sociológico
para explicar o fato de que no ambiente
da igreja evangélica as pessoas
empobrecidas
tem aulas de leitura a partir da Bíblia
ali nas escolas bíblicas dominicais.
Então, olha, um milagre sociológico que
para mim é simplesmente um cara de
classe média descobrindo que o pobre
sobrevive e se vira, né? Basicamente
isso. Nossa, que incrível. As pessoas
pobres aqui, empobrecidas, lascadas,
elas são capazes de ler e de se virar. E
ó, ah, mano,
olha que incrível, incrível. É. E ele
vira pros amigos que são jornalistas
também da Folha e fazem o famoso
>> Tá tudo bem.
O E eles viram pro pros amigos são
jornalistas tanto e um explica pro
outro. Olha que incrível os pobres
sobrevivendo. Olha que incrível no meio
dessa pobreza, dessa bagaceira, essas
pessoas incapazes, se tornando capazes,
coisas assim, sabe? É ridículo, cara.
Desculpa, mas aí com um jeito bonitinho,
né? Que parece que ele tá fazendo um
grande elogio, mas é uma descrição de
fenômenos. E descrição não é ciência,
não é ciência. Diz que do Juan Gabriel,
coloca a música pro pessoal entender o
final. Só o refrão. Não vou poder,
perdão, [risadas]
mas agora o pessoal ter uma missão, né?
Tem que buscar. Disquo Guilherme, não
sabia disso, mas só reforço o que a
gente falou. As fronteiras entre
jornalismo e publicidade estão mais
superficiais que nunca. Perfeitamente. E
aí a descrição que ele faz naturaliza
conservadorismo. Então, os evangélicos
são conservadores por natureza, né? Sim.
Eh, naturaliza e aí foca os aparentes
benefícios da igreja sem considerar o
como esses benefícios trazidos pela
igreja se alimentam dos malefícios das
estruturas sociais, porque vira
meramente descritivo. Então, você não
tem prognóstico, você não tem um um bom
diagnóstico no sentido explicativo das
coisas, você tem descrição. Ah, mano,
para mim não dá. Diz que Gabriel, calma
lá. contribui sim para criar o
estereótipo da dona Maria evangélica
metafórica. É isso, isso, isso é real.
Você pode criar o o Pera aí,
você pode criar o a dona Maria
metafórica. Isso é perfeitamente
possível. Perfeitamente possível.
Diz o querido Thiago: "Usa sem o
paywall". Mas eu não tenho como usar sem
pay. Eu não sei usar o sem pay. Sou uma
pessoa incapaz de fazer isso. Diz
querido Guilherme, a gente até esquece
que existe ciência ou deveria existir
por trás do jornalismo também. Exato.
Excelente. Diz, querido fazer watch
remove pay. Vocês são muito hackers. Eu
sou incapaz.
Milagre antisocial. Exatamente. Milagre
social. Milagre social.
Diz que do Gabriel, mas eu acho que esse
é um problema em todos os cursos
profissionais liberais, Guilherme. Ah,
com certeza. descrição aparece como
foram. Muito bem-vindo novamente
trazendo seu membro, querido Guilherme
Magalhães. Muito bem-vindo de volta
aqui. Tá na é como é que é? É barista
uma vez, é barista pro resto da vida.
Tamos junto. [risadas]
Mas é isso, cara. O o pessoal traz traz
esse tipo de explicação que na verdade
não é explicação, conceito que não é
conceito, descrição que não é para não é
descrição e sem nenhuma explicação
causal, nenhum
nenhuma, não encontra nenhuma relação
que compreenda porque esse fenômeno se
dá de tal maneira. É uma porcaria, com
todo respeito.
Ai que triste. Diz que do fazer watch
Guilherme mostrou o membro. É, ele é
novo membro.
Novo membro
é uma coisa complicada. Significa que
você tinha um velho membro. Eu agora
novo mesmo. Mas a vida, né? Ah, o Spire
para mim, eu até hoje não entendo. As
pessoas levam a sério, quer dizer, não
posso ser processado.
Não posso dizer o que eu acho no sentido
do porque que aquilo tem relevância
social aparente. Mas vamos lá. Oo texto,
né?
A proposta desse artigo é dar
continuidade a uma discussão iniciada em
2018, ou seja, já faz um tempinho que a
gente tá trampando com isso aí, com o
lançamento da candidatura de Jair
Messias Bolsonaro. A hipótese inicial
desse debate foi trabalhada,
primeiramente no artigo fascismo como
religião e eleições em 2018, então
publicada pela revista Analéctica, que é
uma revista argentino-amexicana.
4 anos mais tarde foi publicado pela
revista Zeloto o artigo Fascismo como
Religião e eleições em 2022, né?
Seguimos aí as nossas hipóteses de
trabalho de pesquisa levantada
anteriormente. Ela foi ampliada e
aperfeiçoada na análise do fenômeno
chamado, abre aspas, voto evangélico
antes do pleito. Então, esse fascismo
como religião e eleições em 2022 é um
artigo que depois vocês podem dar uma
futucada que a gente escreveu antes das
eleições, né, fazendo já uma análise do
que tava acontecendo em prognósticos do
que aconteceria durante as eleições,
focando o chamado voto evangélico, entre
aspas.
E depois a gente, no mesmo ano, após a
vitória de Luís Inácio Lula da Silva faz
o L, os prognósticos foram eh feitos,
foram avaliados criticamente num outro
artigo, né, que é no Vale de Lágrimas
entre a política e a religião, também
publicado pela Zelota. Depois que passou
as eleições, a gente teve um um uma
revisão, né, do nosso texto, do nosso
conteúdo, em que a gente foi dar uma
olhada no que a gente tinha escrito pós
eleições e confirmar aquilo que a gente
já tinha comentado. Então, também é um
passo importante para você aperfeiçoar
sua metodologia.
Nesse sentido, a argumentação não parte
de uma opinião fortuita, uma análise de
conjuntura imediatista ou fragmentada,
senão que expressa um movimento contínuo
de observação de um fenômeno a médio
prazo, com fio condutor coerente e que
busca manter certo rigor teórico e
metodológico.
Metodologia importa.
Metodologia.
Preciso dessa, desse dessa musiquinha
assim, metodologia.
Toda vez que a gente fala sobre
metodologia, porque ela importa.
Metodologia importa.
Levem a sério, métodos. Os métodos
importam, vidas também. Desse modo, para
apresentar um prognóstico inicial dos
evangélicos nas eleições de 2026 ou do
chamado, abre aspas, voto evangélico e
sua relação com o movimento que
cotidianamente foi denominado, abrepas
bolsonarismo, é necessário primeiro
fazer um apanhado de do conteúdo
discutido nos artigos anteriores de modo
sintético e articulado, assim como uma
apresentação da metodologia
que utilizamos em nossa análise. Em
seguida, apresentarei cenários possíveis
do eleitorado evangélico decorrentes dos
apontamentos, né, que a gente fizer. Por
fim, farei uma reflexão crítica sobre a
desarticulação entre, e essa é a nossa
resultado final da discussão,
desarticulação entre a hegemonia
conservadora vigente nas igrejas
evangélicas e sua representação
política. Há uma desarticulação entre
esses dois âmbitos
e isso nos interessa. É isso que nos
interessa. Mas tudo isso para dizer, ó,
a gente não tá fazendo aqui um um papo
fortuito, né? Uma opologia
desvairada. Aqui não é opologia
desvairada. a gente tá tentando
organizar minimamente um rigor,
metodologia revista, hipóteses revistas
durante a médio prazo, pra gente poder
discutir um determinado fenômeno, no
caso, voto evangélico, entre aspas, né?
E a gente discute inclusive essa ideia
de voto evangélico, porque na verdade é
fazer o filtro de como o comportamento
do das pessoas que são eleitoras e se
autodenominam evangélicas, como ele se
dá, né? E aí a gente percebe que chamar
de voto evangélico no como um bloco é
problemático. Mas o fato de eu dizer nem
todo evangélico, que é uma coisa que
acontece, né? O pessoal fala assim: "Ah,
você não pode falar de voto evangélico,
voto de cajado, não sei o quê, porque
nem todo evangélico vota igual". Ah,
parabéns, né? Nem todo corintiano vota
igual. Nem todo católico vota igual. Nem
todo homem vota igual. Nem toda mulher
vota igual. Nem toda pessoa.
Parabéns.
Se é verdade para você quebrar o
estereótipo, né? Dizer que nem todo
mundo faz igual. OK. Se por um lado isso
é verdade. Por outro isso não explica.
Porque 70% dos evangélicos continuam
votando na direita, extrema, direita,
desde 2014. Você
tem 70% desse grupo votando no mesmo
lado. Faz,
já perdi a conta de quantos anos? 12
anos. Faz 12 anos. É 12 anos que os
caras vota do mesmo jeito, apoia o mesmo
mesmo lado espectro político. 30% não
significa que tem um padrão. Se você
dizer nem todo evangélico não te explica
nada, ele só funciona para quebrar
estereótipos, né? fala: "Ah, não dá para
dizer que é um voto igual, porque tem
tem nuances. Odeio a palavra nuance,
odeio profundamente. [roncando] Tem tem
outra tem camadas rodeza, tem tem
complexidades." É verdade, verdade, como
qualquer grupo social. Mas isso, dizer
isso para quebrar o estereótipo não me
explica porque 70% aí continua fechado,
né? num bloco.
Eu preciso explicar isso, gente. Precisa
meu E preciso entender as causas desse
processo. Ciência, metodologia
não é importante. Diz que Guilherme, o
Gustavo tava tendo essa impressão lendo
tal tecnofeudalismo. Se ele tiver aí
ainda pode falar melhor. Eita nós. Qual
das impressões será? Metod metodologia.
Eu quero uma para viver. Exatamente.
Pronto, precisamos de uma também.
[risadas] De que Borduna? Parabéns.
Quero uma medalha. É tipo isso, daquele
jeito. É tipo isso. Legal, pô. Que bom
que você falou isso. Mas agora, né? Meu
meu Deus do céu. Diz querido Gustavo.
Bruno oficialmente inimigo do bolo
recheado e da massa folhada. Não, não,
não, não sou contra isso. Não sou contra
isso. Eu sou contra quem
reduz o fato de você dizer que algo tem
camadas. que algo tem complexidades,
que isso resolve seu problema, não
resolve seu problema. Você dizer que um
bolo recheado não é como um bolo não
recheado
é uma mera descrição,
um mero apontamento. Olha, o bolo
recheado não é igual um bolo não
recheado.
Obrigado pela informação.
[risadas] É basicamente isso.
Inimigo do pudim desconstruído e da
cebola. Pudim desconstruído é um pudim
que deu errado, né? Assim, né, gente?
Não tem segredo. O pudim ele não tem
segredo, ele é uniforme, né? Se você
desconstruir ele, na verdade é um pudim
mal feito, mas tudo bem. Alguém um dia
errou o pudim e deu isso. Diz que fazer
watch deveria ser a lei. Se você eh se
você fala que tem camadas, deveria se
aprofundar. Justo. Falou tem camadas.
Agora você vai ter que me apontar todas
elas. [risadas]
Tem tem nuances. Então você vai ter que
me dizer todas.
Nossa, descreva detalhadamente.
[risadas]
É lei agora.
Sujeito a paulada.
Vamos lá. O fascismo como religião. O
que que a gente tá chamando disso, né? É
importante ler esse parágrafo aqui. Em
2021 foi publicado o livro Fascismo como
Religião. Quer dizer, entre os dois
artigos, né, de 18 e 22, teve o livrinho
em 21, que reunia outros artigos
pela editora Padiu. Inclusive hoje à
noite tem curso do último capítulo desse
livro com o pessoal do CEBI, Minas
Gerais. E este que vos fala vai dar a
aulinha de hoje. Tamo junto.
Nele a expressão fascismo como religião
fazia alusão à expressão de Walter
Benjamin sobre o capitalismo como
religião, delimitando como fascismo a
função ideológica de legitimação e
justificação dos sacrifícios de vidas
humanas para a manutenção da reprodução
social em um movimento de políticas de
eh um movimento político de massas
reacionário. Então aqui é, na verdade, é
o que a gente tá chamando de fascismo. E
por que a gente tá brincando com essa
ideia de fascismo como religião. O
bolsonarismo nesse sentido, né, no
sentido de ser um movimento de
legitimação e justificação do sacrifício
de vidas humanas para manutenção da
ordem em um movimento de massas era
fascista. E por sua vez encontrava nas
instituições religiosas, agora vem um
primeiro ponto, uma mediação para a
coordenação de grupos mobilizados.
O bolsonarismo, enquanto movimento
fascista encontrou
nas instituições religiosas um meio, uma
mediação para a coordenação de grupos
mobilizados. Os grupos já estavam
mobilizados.
E aí para sua
atingir os seus objetivos, essas
instituições tornam um meio
para você já adquirir
as estruturas necessárias para manter o
seu movimento mobilizado, né? E formação
de consenso de legitimação ideológica
dos sacrifícios exigidos, né? Então, a
as instituições religiosas desempenharam
esse papel, que é isso que nos
interessa, né? E aqui vem um primeiro
ponto metodológico. Tomar as
instituições religiosas como mediações
necessárias para organização e
manutenção da vida de comunidades no
interior de uma determinada sociedade. É
assim que a gente entende o que é uma
igreja, o que é uma instituição
religiosa. Que que é uma igreja? Que que
é uma instituição religiosa?
é uma mediação, é um meio, desempenho,
um papel de meio de uma comunidade, um
coletivo que se organiza para realizar
os seus projetos. Só que você não tem
como realizar projetos sem
institucionalizar, sem organizar. Você
precisa de um meio, uma ferramenta que
torne possível a realização desse
projeto. A ferramenta é a instituição
igreja. E aí a a comunidade, esse
coletivo vivo que vai tentar realizar os
seus projetos, institucionaliza e
organiza esse instrumento para torná-lo
possível dentro de uma sociedade
específica.
Então, é uma instituição que se adequa à
reprodução social, ao modo como uma
sociedade se organiza
e ela se adequa não para ficar só
conformada, mas para também poder
participar do jogo. As comunidades
querem viver, querem produzir,
reproduzir suas vidas em diferentes de
diferentes maneiras. Se utilizam das
instituições para permanecer em vida,
para persistir dentro de uma sociedade
específica.
instituições enquanto meios para
realização de projetos, mas dentro de
uma sociedade. Essa sociedade, ela não
tá fixa, nenhuma sociedade é fixa. As
sociedades, elas se organizam produzindo
e reproduzindo as condições para
manter-se na história.
Então, eu tenho que considerar essa
reprodução social, uma sociedade que
então se reproduz. Deixa eu até sair
aqui da tela o texto. Eu tenho uma
sociedade, uma totalidade social. Tô
colocar ela no plano aqui e agora eu vou
colocar ela de cima. E agora ela precisa
se reproduzir, precisa girar, criar as
condições para consumir no dia seguinte
e voltar a funcionar. dentro dessa
sociedade aqui, olhada no plano que a
gente vai colocar aqui e fazer rodar, eu
tenho diferentes instituições que vão
desempenhando seus papéis para atender
as necessidades de diferentes
comunidades e ao mesmo tempo não se
perder dentro dessa reprodução social.
Então elas têm que se adequar a essa
reprodução social. Pronto. Essa dinâmica
é uma dinâmica fundamental para discutir
qualquer estrutura institucional. No
nosso caso aqui a gente tá olhando as
igrejas, mas poderia ser qualquer outra.
Então já é um primeiro passo
metodológico importante, né? Então tem
aqui instituição como mediação,
instituição como mediação de uma
comunidade viva que cria as condições
para realizar seus projetos. Só que ela
não cria no nada, ela cria dentro de uma
totalidade social. Essa totalidade
social, ela precisa se reproduzir.
Então, ela tem a reprodução social como
motor desse processo. E a instituição tá
aqui no meio, vivendo as tensões da
comunidade que quer realizar seus
projetos e dessa reprodução social que
exige certos limites para que essa
instituição seja funcional, porque se
ela começar a funcionar em desacordo com
a reprodução social, ela entra em
conflito e aí ela provavelmente vai ser
suprimida ou pressionada por essa
reprodução social. Então, ela tem que se
adequar a essa dinâmica. Pronto,
reprodução social, totalidade. E dentro
dessa totalidade que se reproduz várias
mediações que são meios, instituições
para que a comunidades humanas, grupos
humanos diferentes dentro dessa dentro
dessa sociedade possam permanecer e
realizar os seus projetos.
Pô, isso aqui é a base de um de uma
análise das instituições e das relações
sociais que eu adoto e que eu tenho
trabalhado.
Por que é importante fazer isso? Para
você explicar causas,
não só fazer descrições.
Explique as causas, traga os motivos
desse trem,
saca?
Tudo bem? Então veja nessa frasezinha
que a gente leu, né? Tomar as
instituições religiosas como mediações
necessárias para a organização eh da
vida humana, de comunidades humanas, pô,
isso aqui altera completamente como você
vê uma igrejinha, ela não é mais só a
igrejinha da garagem. Agora, você vê o
papel institucional enquanto mediação
que ela desempenha, só que ela não
desempenha no nada, ela desempenha
dentro de uma sociedade específica. essa
sociedade se reproduz, tem a reprodução
social como motor. A instituição,
portanto, tem que se adequar a esta
reprodução se ela quiser permanecer. E
aí você tem várias contradições que vão
surgir. A comunidade querendo realizar
seus projetos, a instituição enquanto
mediação que torna isso possível, mas
não é uma instituição isolada do resto
da vida e da humanidade, não. Ela tá
inserida numa forma social específica.
Então, ela tem que se adequar à
reprodução social dessa forma.
Pronto. E aí a gente vai ter essas
dinâmicas que é o entender assim,
entender assim é o que me auxilia, por
exemplo, a discutir o porqu teologia da
libertação enfraqueceu,
né, que e o por os evangélicos,
especialmente pentecostais, cresceram.
Uma
tava era uma religião, uma
religiosidade, um movimento religioso
que surge no interior do país,
especialmente na luta de camponeses
contra a modernização capitalista.
E a outra surge nas periferias das
cidades se adequando ao processo de
modernização capitalista. As condições
sociais desta forma social e suas
transformações no modo de produção
potencializam uma e enfraquecem as
condições da outra.
Pô, isso aí te dá explicação.
Dizer a teologia da libertação
enfraqueceu os evangélicos.
Parabéns, isso é uma descrição. Aí você
vai ouvir muitas vezes, e isso é muito
comum em quem estuda a religião, falar
assim: "A teologia da libertação
escolheu os pobres, mas os pobres
escolheram o pentecostalismo." Aí você
fala: "Não,
[risadas]
não, porque aí aí não existe agência
social, não existem condições
históricas, não existe processo
histórico." As pessoas estavam dormindo
num dia, acordaram no outro e falaram:
"Acho que eu vou deixar de ser católico,
vou virar crente".
E aí eles escão, pô. Entendeu? E aí não
tem transformação de geração, não tem
passagem do tempo, não tem condição
histórica, não tem eh transformação na
na demografia do país, não tem nada
disso. É uma questão de preferência. O
cara tava dormindo católico, acordou no
dia seguinte, resolveu ser evangélico.
Hum.
E nem precisa ser marxista, tá? Para
fazer isso. É só pegar Weber, se você
quiser. Você não quer ser marxista, não
tem problema. Pega Webber.
Prefácio da ética protestante, espírito
do capitalismo. Acho que o tema é
construção do problema, apresentando
problema, algo assim.
E aí, tópico um, religião e
estratificação social.
[risadas] E aí vai falar: "Olha, tem
gente que diz que a doutrina católica é
mais afeita a a
resiliência, a resignação e não querer
ter coisas. E a doutrina protestante é
mais materialista. Aí ele isso não
explica nada e isso também não ajuda a
entender nada. Seria a mesma coisa de
você falar: "Ah, num dia o cara acredita
nisso, o outro acredita no outro e
resolveu mudar as coisas". Não, a Vber
vai buscar o quê? A explicação na
estratificação social [risadas]
e aí vai começar a buscar outro tipo de
explicação com agências mais
interessantes. Mas tudo bem,
metodologia, estudo, pesquisa, explicar
os fenômenos. Você simplesmente se
habituar a descrever fenômeno não te
ajuda em nada. frase ai
gente tem que pensar, gente. A gente, eu
sei que é cansativo, eu sei que é chato,
eu sei que isso não rende view no
YouTube, eu sei que isso não dá
dinheiro, mas pô velho, te ajuda teu
cérebro rodando sem ficar lisinho, sabe?
Você
melhor.
Diz querido fazer watch. É isso, é
lógico que é isso.
Diz querido Guilherme, justifique sua
resposta. É B, tem que exigir a
justificação de resposta. Bom dia,
querido Guinho do O canal doguinho. O
canal doguinho. Como é que você tá,
Guinho? Tudo bem? Tô aqui na audiência,
professor, no off, mas tô aqui, né? Tamo
junto, tamos junto. Estamos junto.
Obrigado pelo carinho. Diz que fazer o
calma. Exatamente. Calma lá. Vai
devagar. Diz que do Guilherme, esse tipo
de explicação me lembra o Pedro Dória.
Exatamente. [risadas]
O o Pedro Dor ele vai pelo caminho do
meio, né? Que é o Ai, meu Deus, o
caminho que não explica nada. É o óculos
que ele põe, né? É o óculos que você põe
que Ai, que ódio.
Diz querido Rubens. Bruno, eu quando
você diz abre aspas reprodução social,
você tá falando de reprodução social
capitalista ou só
a vida indo e vindo mesmo no geral? Tipo
a reprodução do status qu? Muito boa
pergunta, querido Rubens. E para
respondê-la, vou abrir uma imagem. Pera
aí.
Quando nós falamos sobre reprodução
social, deixa eu abrir aqui.
Ah,
deixa eu abrir um outro artigo meu aqui
também publicado na Zelota, mas que ele
tá com um gráficozinho que eu utilizei.
Cadê o meu artigo?
Não quero aqui o outro trem aqui.
Aqui vou pegar aqui para vocês.
Ah. Hum.
Cadê o meu desenho aqui? Perdão aí pela
qualidade estética, tá? É que eu não sei
fazer coisas de maneira mais bonitinha.
Não, não, não. Pera aí, deixa eu remover
isso aqui.
Ah,
Bruno, quando você diz reprodução
social, a que você se refere?
me refiro a isso aqui.
Veja, se você pegar os Rundris de Marx,
ah, ele fala sobre a produção em geral,
né? Fala sobre a produção em geral, em
termos gerais,
e seria o válido para qualquer produção,
né? Seja ela capitalista ou não. E qual
seria essa produção em geral? seria o
seguinte,
toda a sociedade para se manter, ela tem
um produto total,
aquilo que é produzido por essa
sociedade, que precisa ser consumido. E
aí a gente pode até chamar de consumo
produtivo ou reprodutivo,
que ao ser consumido garante as
condições para você tá vivo no dia
seguinte. Isso é a produção em geral.
Marx fala isso nosrits, né?
Eh, e aí ele fala de um sujeito que
produz aquilo que é necessário para sua
reprodução, paraa sua permanência. E
isso como produção em geral, o mais
abstrato possível é para qualquer
sujeito, seja ele um sujeito social,
individual, sei lá o que lá, você tem
que produzir o necessário para quando
for consumido de maneira produtiva ou
reprodutiva, as condições do dia
seguinte estejam garantidas para você
poder permanecer em vida. Então, o
produto que ao ser consumido, produto
social, ao ser consumido de maneira
produtiva ou reprodutiva, garante as
condições do dia seguinte. No caso aqui,
esse produto e esse consumo, ele se dá
mediante a força de trabalho que utiliza
os meios necessários para produzir o
produto total. Então, a força de
trabalho aplicada aos meios de produção
fazem o produto social, que é consumido
de maneira produtiva ou reprodutiva,
garantindo as condições novamente da
força de trabalho, dos meios de produção
para produzir o produto total, para ser
consumido, produtivo e assim
sucessivamente.
Se você não tem essas condições, a
sociedade não se mantém. Então, é isso
aqui que a gente tá chamando de
reprodução social. Mas veja o quadrinho
que tem aqui fora. No capitalismo, o
produto total, ele é realizado a forma
social de mercadorias.
O consumo produtivo ou reprodutivo, ele
se dá mediante o pagamento dos custos de
produção e salário suficiente para
manutenção da força produtiva dos
trabalhadores.
O trabalho, a força de trabalho é
trabalho assalariado
e os meios de produção ainda tem aquele
processo, ele é mediante a o a
propriedade privada dos meios de
produção que passa a coordenar a divisão
social do trabalho e entra no ciclo
novamente. Mas veja que é um ciclo
específico.
>> Eu vi já já fazer já cuidar isso aqui
dentro de um ciclo específico da
reprodução social. Então até a
reprodução social em geral e no
capitalismo ela se dá sobre uma forma
específica.
>> Tem um monte de gente
>> elas não aparecem aqui nesse momento.
Eh, então é nesse sentido que a gente tá
falando sobre reprodução social. Tudo
bem? Então, quando eu falar que a gente
tem que se adequar a uma reprodução
social, é dentro dessa dinâmica aqui
específica. E aí o produto, o produto
total, digas de passagem, quando a gente
fala sobre produto, a gente pensa eh
produto eh pão,
luz, água, insumos,
eh coisas, sei lá, tangíveis, mas não é
só o que é tangível. escola, hospital,
ordenamento jurídico, eh estrutura
familiar,
tudo isso tem que tá organizadinho, né?
Você tem que garantir essas condições.
Todo o processo social, tudo que é
produzido que você precisa para que a
sociedade se mantenha, a ordenamento
jurídico, a polícia, o hospital, a
escola, a família, a universidade, tudo
isso tá dentro dessa dinâmica, porque a
média e longo prazo ainda tem a
reprodução de força de trabalho, essa
coisa toda. E as igrejas entram nessa
dinâmica também. Elas são instituições
como mediações para comunidades humanas
dentro de uma sociedade para se manter
em vida e que entra nessa dinâmica da
produção e reprodução social.
E elas, portanto, têm que se adequar,
elas têm que se adequar essa dinâmica,
tudo bem? Elas não tão fora dela, então
elas também vão participar aqui de um de
uma nova brincadeira.
No caso das igrejas que a gente está
tomando em específico, elas são um tipo
de instituição que funciona como
mediação para manutenção da vida de
determinadas comunidades em uma
sociedade, sociedade específica que
precisa se reproduzir.
E ao se reproduzir, ela pressiona todas
as mediações a terem um tipo de conduta.
E essas mediações que foram feitas para
atender as necessidades de comunidades
humanas dentro da reprodução social, tem
que agora cumprir com esse papel dessa
comunidade e ao mesmo tempo se adequar à
reprodução social como um todo.
Pô, aqui ó, teoria social em Laven.
Diz que Rubens entra na questão da
legitimação do que a gente estava
comentando na live passada. Eu não
lembro que a gente tava comentando na
live passada,
mas talvez.
Eu vou ter que lembrar já.
Diz querido Rubens. Beleza. É a
reprodução social para que a gente se
mantenha vivo. Exato. E para que a
sociedade persista.
Mas esse manter vivo é bem dinâmico,
muda de acordo com o tempo. Organização
social. Exato. O manter vivo, as
condições para est vivo, não, elas são
as mesmas, né? Aparentemente para você
tá vivo, as condições são as mesmas.
Agora, a manutenção da sociedade na qual
nós estamos inseridos e vivendo,
ela muda, de modo que, inclusive, ela
pode atentar contra as condições de
vida, que aí vem o pulo do gato da
teoriazinha que me interessa. Vou até
aqui ver se eu consigo desenhar. Eu vou
até mudar aqui, ó.
Deixa eu abrir aqui o a famosa famoso
aplicativo
de explicação da realidade se eu ainda
tenho ele. Eu acho que eu não tenho mais
ele. Que triste. Eu não vou conseguir
usar.
Hum. Deixa eu ver se eu consigo usar
aqui.
Ué, travou o computador.
Ah.
Hum. Tchum. Deixa eu abrir aqui.
>> Ah, aqui.
Vamos lá. Deixa eu abrir aqui um
aplicativo muito importante, famoso.
>> Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera
aí. Tá aqui.
Ah. Ah, bom dia, CRITor. Como é que você
tá? Tudo bem? Espero, desejo que bem.
Seja muito bem-vindo aqui. Bom dia,
Bruno. Bom dia, baristas e não baristas.
Mais uma vez vindo do passado. Já já
chegou a tempo teleológico do time stamp
atual ao vivo. Tô ansioso para essa
live. Espero que ela seja útil e
contribua adequadamente.
Ah, que massa. Que bom que você tá aqui
com a gente mais uma vez, ó. Deixa eu
pegar aqui.
Hã, tá travando muito meu minha imagem
para vocês? Espero que não.
Deixa eu abrir aqui.
Ué, por que que não tá funcionando isso
aqui?
OK.
Ah,
aqui agora vai.
Ih, travou. Que triste.
Tá certo. É isso que eu quero. OK. Aí
foi.
Ih, foi nada.
Ah, agora vai. Pronto. Pera aí que tava
errado aqui.
Deixa eu atualizar esse trem aqui.
Desquido do bordura, não esqueçam like.
Eu sempre esqueço de pedir isso. Mas
vamos lá, vamos lá. Vamos lá que a gente
vai brincar aqui de um jeito bacana. Ó,
deixa eu abrir esse aplicativo incrível,
incrível
que é o pain, né? Vamos lá. Vamos lá. Um
aplicativo maravilhoso que é o pente.
Então, porque vê se ele ajuda a gente.
Vamos lá, ó. Que acontece? Que acontece?
Metodologia. Metodologia.
Vamos lá. Pá, que que a gente começa? Um
determinado problema
social. Não, não vou chamar de social
porque social quebra gente histórico.
Nós temos aqui um Oh, caraca.
Ih, como acredito esse trem?
Hum. Vamos botar aqui, recolocar aqui.
Nós temos um problema
histórico específico.
Esse problema histórico, no nosso caso
aqui, foi os evangélicos, por exemplo,
né? Tá. Que que a gente vai fazer? Eu
não fiz ainda, mas a gente para entender
esse problema histórico, eu tenho que
fazer uma uma
reconstituição
histórica.
Por exemplo, v
quem são os evangélicos, quem é essa
instituição, de onde ela veio, etc, etc,
etc. Beleza? Esse é o passo um e passo
dois. Nesse passo um e nesse passo dois,
cadê o meu pentezinho aqui? Pá, a gente
vai fazer o seguinte, um determinado
problema histórico surge, ele tá aqui,
vamos passar para um processo de
reconstituição histórica. Deixa eu
pintar de vermelho agora.
E essa reconstituição histórica, ela vai
fazer o seguinte, ela vai inserir
uma determinada instituição, no nosso
caso aqui, a igrejinha
linda igrejinha.
Minha igrejinha tá muito fofa.
Incrível minha igrejinha. A igrejinha.
Hum. Tô agora com um problema com a
minha igrejinha. Ela tá parecendo uma
lápide. Pronto, agora fica menos lápid e
mais igreja. E uma partinha aqui
bonitinha. Pronto. Eh, que bonito. Ou
uma igrejinha que a gente vai colocar
ela aqui. Ela não tá isolada, ela é uma
mediação entre uma comunidade de fiéis
aqui, ó, as pessoas que estão aqui
felizes,
alegres e contentes.
comunidade
que utiliza esta igrejinha
como uma mediação para realizar
determinados projetos.
Só que esta igrejinha, ela não está
isolada, ela não é uma instituição
única, ela tá inserida numa determinada
organização social, uma determinada
sociedade específica
que precisa se reproduzir.
Esta igrejinha, ela desempenha um papel
dentro da reprodução social. Então,
quando eu fizer a reconstituição
histórica dessa igrejinha, dessa
religião, dessa denominação, eu não vou
fazer dela isolada, eu vou fazer desta
e religião, instituição, desta mediação
para a comunidade que se organiza para
produzir e reproduzir a vida. Eu vou
utilizar esse processo
dentro da reprodução desta forma social
específica de tudo que tá acontecendo
aqui dentro, inclusive vai se
reproduzindo e entrando em movimento,
engulindo esta igrejinha para o futuro.
Pronto, cá estamos seguindo nesse
processo maravilhoso de passagem do
tempo em que a reprodução vai
acontecendo, esta instituição no meio
dela vai sofrendo o processo depois de
uma reconstituição histórica. Aqui é um
problema histórico, reconstituição
histórica que entra, na verdade agora,
se a gente for querer denominar legal,
como uma, tá? Deixa eu colocar aqui o
papel da economia
política,
ou seja, essa instituição entendida
dentro da economia política ou se nós
quisermos o papel desempenhado dentro
dentro da opa,
coordenação
da divisão
social do trabalho.
Pronto. É isso que a gente tá colocando,
colocando ela dentro de uma sociedade,
botando para funcionar. Aí você pode
pensar: "Não, mas a igreja ela não tá
dentro da coordenação da divisão social
do trabalho, porque afinal abre aspas
ela não produz nada.
Ela não não, ela produz.
Nesta igreja, ela produz determinados
bens sociais necessários para a produção
e reprodução da vida de uma determinada
comunidade que quer realizar seus
projetos em torno de crenças e valores,
seja lá quais os motivos pelos quais
eles estão fazendo isso. Quando acontece
isso, ela se institucionaliza e se
organiza, de modo que você vai ter
lideranças dirigentes
e os fiéis.
Essas lideranças dirigentes e os fiéis
vai criar um processo de burocratização
e profissionalização.
De modo que agora as lideranças são
profissionais também,
elas também desempenham funções, elas
vão entrar dentro de um mercado
produtivo, né? Agora, numa sociedade
como a nossa, por exemplo, uma sociedade
capitalista, brasileira, etc, etc, etc.,
desempenhando papel ali com com editora,
com escola, com música, indústria
cultural e vai entrar nessa dinâmica,
né? Então agora vou entender ela de
outra maneira. E aí, vendo esse
processo, burocratização, eu vou
perceber que dentro da igreja também há
classes sociais.
classes sociais,
de modo que tem divisão de classe nesse
trem. Tem divisão de classe nesse trem.
A liderança,
qual classe social pertencem as
lideranças? A quais classes sociais
pertencem eh os liderados? É da mesma, é
de diferente? Como se dá essa relação?
Quais as profissões mais comuns entre X,
entre Y? Tem diferença da igreja que tá
no centro da cidade paraa igreja que tá
na periferia.
Pronto. Começa a analisar essas
estruturas dentro dessa instituição que
tá dentro de uma reprodução de um de uma
sociedade específica em sua reprodução.
Massa, né? Pois é. Teoria social até
onde nós chegamos nesse momento.
Que desenho horrível, né? [risadas]
É, o pente tem dessas coisas. Que
desenho tenebroso.
Mas é isso. Mas pronto, pelo menos fica
um pouco mais gráfico, apesar de tosco,
fica gráfico.
Tinha esqueito fazer o ótimo momento
Felipe Bonnie. Ah, era, ele usa o
quadrinho dele lá. Pode crer. Esqu do
Rubens. A igreja é uma fonte de network
também. Perfeitamente. Irmão compra de
irmão. Irmão busca network. Em emprego
por irmão. Muito adolescente arruma
primeiro emprego por indicação de alguém
na igreja. Perfeitamente. Apoio, rede
comunitária, laços sociais, desempenho,
papel fundamental.
É, diz que o Rubens é o desenho não vai
ter como elogiar não. Não, não, nem tem
como. Nem tem como. Acabei de fazer de
improviso isso aqui. [risadas]
Não ia ter como tá certo.
Se fosse uma lousa ia ficar melhor. Eu
desenharia legal, ia ficar bonitinho.
Mas pra gente entender, né, tem
metodologia aqui de análise. Então, pra
gente poder começar a falar sobre o a
relação dos evangélicos
no voto, né, o papel que eles
desempenham nas eleições, ó, o processo
de análise necessário,
ó. Olha o que que a gente tá tá tá
desenrolando, né?
Organização institucional, papel
desempenhado dentro da reprodução
social. Dentro dessa instituição
específica, qual a história dela? Como
ela se desenvolveu no percurso da
história?
como ela é organizada em classes
sociais, estratificação social e as
diferenças internas, igrejas de centro,
igreja de periferia, igreja no interior,
igreja na capital. Pronto, eu tô
desenhando toda essa estrutura para
entender o comportamento e buscar os
nexos causais dessas múltiplas
determinações
que me digam por houve uma determinado
grupo que fez um bloco específico em que
hoje, assim como em 2014, assim como em
2018, assim como em 2022, eu tenho 70%
dessas pessoas votando na extrema
direita ou direita, extrema direita, não
importa.
Enquanto 30% não.
E para 2026, sabe o que vai acontecer? A
mesma coisa. A mesmíssima coisa. Mesmo
que você não tenha Bolsonaro mais no
jogo.
E é aí que me interessa. É isso que me
interessa, porque a galera vai ficando
fetixizada, né? vai ficando com obsessão
e tomando o objeto pela causa, tomando o
fenômeno pelo aquilo que o fundamenta. E
quando você faz isso, você erra a sua
análise. E agora a minha aba do texto
não quer abrir. Oh Jesus, eu ten que
abrir outra saco.
Jeová.
>> [roncando]
>> Deixa eu fechar esse trem aqui. Deixa eu
ver se consigo abrir esse aqui.
Ah, aí agora vai.
Hum. Hum. Diz que do Rubens
é o desenho. Eh, é o não tem comoar. É
Bon, corre aqui. É igual a maçonaria. É
igual qualquer organização social ou
organizações sociais aí de laços
fraternos e de solidariedade, como diria
Weber. Mas vamos lá, deixa eu voltar
aqui pro textinho. Tem bastante coisa
legal.
Então, tomar as instituições religiosas
como mediações necessárias para
organização e manutenção da vida de
comunidades no interior de uma
determinada sociedade
implica em compreender que elas precisam
desempenhar certas funções para estarem
adequadas ao todo social, assim como
para garantir condições de sua própria
permanência e ou expansão. o modo de
organização interna das igrejas,
portanto, mas aqui poderia ser outros
objetos, né, da da sociedade. Aqui a
gente tá pensando uma teoria social
geral
como ciência social. Precisa se adaptar
e aprender a influenciar o meio social
no qual estão inseridos. Do contrário,
tendem a enfraquecer, ter pouca
efetividade ou mesmo serem combatidas
nas pressões da reprodução social
cotidiana de uma determinada sociedade e
seu modo de produção, né? as mediações,
sejam elas quais forem, tê que ter algum
impacto na realidade social para poder
se manter. Então, meus amigos, veja que
não é pouca coisa, a gente tá tendo um
papo sério aqui. E aqui eu tô fazendo,
entre aspas, um behind the scenes, né,
um por trás das câmeras, um bastidores
para mostrar o processo de o caminho da
teoria social tomado para fazer a
análise, porque o que importa aqui é a
metodologia.
É isso que nos interessa, a metodologia.
o processo de estudos, o processo que o
caminho que você toma para analisar um
determinado fenômeno social. É isso que
nos interessa aqui. No caso, os
evangélicos, o problema tomado como
ponto de partida ali é o o papel
desempenhado pelos evangélicos nas
eleições, né? Então, e aqui, vamos lá.
Eu vou aqui, a gente fez uma análise da
igreja e as classes sociais, que isso
aqui a gente já discutiu um bilhão de
vezes no nosso canalzinho, mas eu
recomendo que vocês deem uma lida lá,
porque a gente vai contar um pouco da
história do desenvolvimento das igrejas
na na modernização capitalista
brasileira, focando a estratificação de
classes dentro das igrejas, né? Então
isso é bem importante, bem importante.
Eu vou lá l só ler um trechinho aqui,
porque apesar das igrejas estarem aqui
desde o
começo do século XX, o que nos interessa
é perceber que as lideranças precisam de
certos bens sociais que são eram ou são
em certo sentido monopólio das chamadas
classes médias. Deixa que eu pego, minha
linda, pega o copinho ali que eu ponho
para você.
Não, não, assim não, senhor.
Aqui, Luna.
Ela vai te machucar,
Luna. Assim, não. É o gatinho tadinho
dele. Ali era fica brava.
Bom,
que boa lá criança em em férias
escolares.
Eh, então era um monopólio de uma classe
média branca, geralmente e normalmente,
mas que vai deixando de ser no processo
de modernização capitalista aqui no
Brasil, né? Então, desde a alfabetização
adequada, educação formal, disciplina,
organização do trabalho administrativo,
intelectual, capacidade de planejamento,
eh, e gestão financeira, né? Tudo isso
tá envolvido nesse processo. Então, até
ali o final do século XX, tudo isso aí
era monopólio de classe média branca
dentro das classes trabalhadoras, o que
vira um privilégio de classe, inclusive,
como diria o nosso querido Gessé Souza,
né?
Mas, porém, contudo, em ritmo lento
durante o século XX e mais
aceleradamente ao término desse período,
ou seja, a gente tá vendo aqui história
e classe social,
início do século XX, emergiram as
denominadas novas classes médias, entre
aspas. Tem muitos nomes que se dão para
isso, mas vamos utilizar esse nesse
momento. Impulsionadas, primeiramente,
entre os anos 20 e 80 pela
industrialização deflagrada no Brasil,
com urbanização intensiva e não
planejada, somada a migrações em massa.
E a partir dos anos 90, aí sim, pelo
acesso e facilitação a facilitação de
crédito, aumento real no salário mínimo,
universalização de serviços públicos.
Opa, ih, pulou o trem aqui.
Universalização de serviços públicos e
pela implementação de programas sociais
de renda básica e de reparações
históricas. Tudo isso aqui constitui,
né, são condições para surgir as tais
novas classes médias e que daí também
vão compor as
já coloco para você, tá bom?
que vai compor as eh o pessoal que são
os fiéis e algumas das lideranças, mas
tudo isso em disputa pelos bens sociais
escassos, ou seja, a gente vai olhar a
estratificação das classes sociais
dentro das igrejas, quem são as
lideranças, quem é a membresia, como que
a gente vai poder se organizar nesse
processo para poder entender o que que
tá acontecendo, os conflitos que se
estabelecem e a hegemonia ideológica que
também é constituída aqui. Então tá, se
a gente vê nesse ponto um aqui que a
gente já falou várias vezes aqui no
nosso negocinho,
ã, a modernização capitalista do Brasil,
piriri pororó, como a gente contando, o
chamado voto evangélico. Vamos lá, essa
parte que nos interessa aqui também.
Então, tudo que que a gente tá fazendo,
que eu comentei antes, é constituindo
essa metodologia específica que dá na
seguinte análise, né? É muito comum
encontrar a expressão voto evangélico ou
voto de cajado. A ideia em geral diz
respeito a um voto automático decidido
pela indicação do pastor ou pela
determinação de lideranças religiosas
sobre votos dos fiéis, compreendidos
como meros receptáculos ou agentes
inertes que reproduzem o que lhes é
determinado. Esse tipo de interpretação,
além de reducionista, desconsidera os
elementos fundamentais das relações
sociais da organização interna das
igrejas. sua história de desenvolvimento
e em especial da agência dos sujeitos,
ou seja, as pessoas não são receptáculos
meramente
das pessoas religiosas que tomam suas
decisões e tm sentido, razão,
disposições, motivações para tomar uma
ou outra posição diante de um
determinado problema, no caso diante das
eleições, né? Então a gente não vai tor
transformar as pessoas em meros imbecis,
apesar da burrice ser um dado relevante
da realidade social.
Por outro lado, né? Então isso de um
lado chapal o chamado voto evangélico.
Por outro lado, é muito comum ver do
ponto de vista crítico de quem percebe
essas limitações, né, de você criar esse
esse essa ideia de o voto de cajado, né?
O chefe manda, todo mundo obedece. A
indicação de que não é bem assim e de
que, abre aspas, o movimento evangélico
é mais complexo que isso, o que está
correto, mas ainda insuficiente. Um
caso, a constatação de que há
resistências, divergências e conflitos
no interior das igrejas percebe esses
aspectos supervalorizando questões
comunitárias, interpessoais e
subjetivas, desconsiderando, por sua
vez, os aspectos históricos, a
composição de classes nas igrejas e o
papel institucional de mediação
desempenhado por essas no interior da
reprodução social, né? Então, se o cara
diz, olha, nem todo evangélico é assim,
tem outros que não são. Parabéns. Nossa,
qualquer grupo social é assim, né? Tem
suas diferenças. Desse modo, essa
crítica nega corretamente a existência
de um voto evangélico essencial ou mesmo
a voto de cajado como manipulação dos
fiéis. Mas aí falta ciência social. não
explica porque a tendência conservadora
se mantém e é reproduzida no interior
das igrejas e expressa nas eleições com
o apoio em média de 70% desse eleitorado
à extrema direita desde 2018 e a direita
desde 2014. Então assim, não tem o que
fazer.
Ah, beleza. Aí a gente vai indicar
outros artigos, dizer o papel que
acontece aí na construção de um tipo de
hegemonia. que não é está relacionado ao
chamado voto de cajado. O que acontece?
Essas instituições que são mediações
historicamente desenvolvidas, elas
formam pessoas. Nós somos formados por
instituições. Elas mediam as nossas
relações literalmente. É o que o humano
tá comentando agora de que você vai
encontrar, um humens estava comentando
que você encontra emprego lá, o Gabriel
brincou que é igual maçonaria, né? O que
determina o seu voto são essas relações
comunitárias interpessoais. é o
reconhecimento que você tem dentro da
instituição, no meio de uma comunidade.
É nessa vivência que vai formando o seu
modo de interpretar o mundo, o seu
pertencimento ao grupo, os seus valores,
os seus critérios, né? Então isso vai
criando uma coisa que é um consenso. Um
consenso que não é a liderança que tá
decidindo, é esse processo de reprodução
de instituição enquanto mediação dentro
da reprodução social, na organização das
instituições para se manterem
funcionando, na estratificação das
classes sociais dentro das igrejas e
desta comunidade que é o fundamento da
igreja. O que faz um uma instituição se
manter são pessoas vivas, realmente
existentes, que querem realizar seus
projetos e que tomam as instituições
enquanto mediações.
Se você precisa de um espaço de
reconhecimento, de acesso a bens, de
garantia de disciplina para reprodução
social, de segurança pra família, então
não sei o que lá, a igreja pode ser um
funcionalmente um lugar muito adequado e
ela te forma enquanto pessoa. As
instituições nos formam, a escola te
forma, a família te forma, a faculdade
te forma, a o transporte público que
você pega te forma,
o medo que você tem de dois caras numa
moto te forma. Então todo esse processo
ele te forma enquanto pessoa nessas
relações institucionalmente
estabelecidas.
E a gente daí vai
se organizando e aprendendo a viver no
mundo a partir disso. Nos evangélicos, a
igreja desempenha o papel central e que,
portanto, cria a base para esse consenso
que se hegemoniza, historicamente
desenvolvido como conservador. E aí a
gente apresenta as causas históricas,
que eu não vou me aprofundar aqui,
porque a ideia é falar metodologia, né?
A ideia é metodologia,
ciência social. Ciência social. Mas é é
importante. Já já eu venho aqui. Eh, diz
querido William, como é que você tá,
William? O William, situação de Canadá,
você tá bem? Espero desejo que sim, meu
querido. Bom dia, pessoas. Fazia tempo
que não conseguia ver as lives por aqui.
Seja muito bem-vindo. Espero que você
curta o papo hoje. Hoje é papo teórico,
ciência social na veia.
Desculpem isso. Sobre essa questão do
voto, uma das questões que ancora o voto
contra a esquerda é a questão do aborto,
não é, Bruno? Sim. E não.
Sim e não.
Sim, porque é um tema sensacionalista e
que pega na galera,
não porque as pessoas continuam
praticando, inclusive dentro das
igrejas. E se a gente pegar, e é
interessante, depois eu não vou entrar
nisso agora, vale a pena depois dar uma
olhadinha, quando teve a pele do estupro
que tava para sair, veja qual foi a
posição das igrejas, dos fiéis, não das
lideranças, dos fiéis.
As lideranças defendendo o pele do
estupro e os fiéis indo contra. Um
conflito claro.
Ah, porque não tem não tem esse essa
ligação automática entre liderança
mandando e fiel obedecendo. Não tem, não
tem, não existe, não existe.
Só procurar qual foi a posição dos
evangélicos diante do pele do estupro.
as lideranças desses representantes que
aparecem defendendo e os fiéis indo
contra.
A mesma coisa acontece inclusive com a
escala 6,
meus amigos. E é e a isso me dá uma
raiva. O que mostra que o grande ponto
não é olhar para quem tá sentado com a
com bumbum na cadeira de pastor
presidente de alguma instituição de
falador que passa mal, tipo Malafa. Não,
o que importa são esses laços
comunitários de fiéis que na base
titiações
para realizar os seus projetos de vida e
manter-se em vida. E as instituições se
profissionalizam, burocratizam e se
adequam à reprodução social para
permanecerem existindo, de modo que você
tem cada vez mais um distanciamento
entre a base comunitária e as
instituições realizando seu poder. E os
conflitos surgem daí.
Mas o consenso hegemonizado se dá pela
dinâmica histórica em que as
instituições vão formando esses fiéis
baseado em seus seus valores e crenças e
etc. E esses são os meios, os mecanismos
que tem para conformação deste grupo,
que daí apresenta uma série de
contradições interessantes pra gente
olhar, tá bom? É, cara, é bom observar
assim, ti vai, eu vou pular aqui para um
trecho do texto importante. Faz sentido?
Tá sacando? Espero que sim. Diz que do
rock. Pequenas igrejas, grandes
negócios. É pequenas nem são tão grandes
assim os negócios, mas coitada dela. Mas
você tem razão em certo ponto. Bom dia,
querido. Rock
dis que fazer o ótimo. Materialismo é
bom demais. Você é louco. É lógico que
é. Vixe, meu amigo, materialismo é vida.
Bom dia, querida Lis, como é que você
tá? Tudo bem? Ela disse: "Olá a todos".
Bom dia. Bom dia. Bom dia. Materialismo
é bom demais. E análise, né? sociedade.
Ai gente, e aí vem o Spire lá. E
bom, tudo bem. Aqui a gente deixa eu
colocar aqui que a gente vai, eu
recomendo que leia esse textinho, tá? O
artigo tá bem legal. A gente fala sobre
desvio de classe, que entre os
evangélicos a gente tem uma um desvio
claro, claro, de classe, né?
E a gente vai pular aqui pra parte
interessante do tema
eh eleições de 2026, né? Então, fazendo
esse processo todo, o que que a gente
vai percebendo? A gente percebe que é um
processo de fetixização específico das
instituições religiosas que alteram a
nossa própria percepção da realidade.
Mas já a gente vai ver. Mas eleições de
2026, né? Vamos pro final do texto. Eu
recomendo que leia o texto por uma
questão de metodologia, entendeu? O que
a gente tá fazendo?
As pesquisas de intenção de voto para
2026 realizadas neste ano ainda são
escassas, mas a partir delas já é
possível visualizar o cenário geral em
torno das candidaturas. De acordo com a
publicação do Instituto Datafol em 2
junho de 2026, ou seja, recente, as
intenções de voto eh garantem certa
vantagem ao pré-candidato e atual
presidente da República, Luís Inácio
Lula da Silva, do PT.
Eita Jesus. Com 41% das intenções de
voto. Então no quadro geral quando você
olha a população do eleitorado,
>> já já
mais.
>> Vê se tá nessa gaveta aqui. Vê se tá
nela. Dá uma olhadinha com cuidado. Pera
aí. Um minutinho, minha gente. Um
minutinho.
Eu acho que tá
confi
Tá ligado?
Ah, não.
Uma outra outro carro.
Vai pro time. Já já foi tudo bem. 5
minutinhos rapidinho.
>> Beleza.
>> Rapidinho. Já já vou. Quer jogar comigo
que você tiver um tempo
>> mais tarde. Fechou. É nós. Uh. Voltando
aqui,
pronto.
Eh, então no quadro geral da do
eleitorado como um todo, né, sem fazer o
filtro religioso, por exemplo, 41% das
intenções de voto para Lula, 10 pontos à
frente de Flávio Bolsonaro, que obteve
31% das declarações de voto, né? Então,
Lula leva de boa no quadro geral.
Demais candidaturas pontuaram de modo
disperso e com baixas intenções, com
maior prevalência nas para candidatura
de direita. O mesmo cenário,
considerando o eleitorado como um todo,
se repetiu nas demais pesquisas com
vantagem considerável para Lula no
primeiro turno, seja na Genial Cast CEST
de junho de 2026, Atlas Intel e
Bloomberg, sei lá qual que é essa aí,
anexus pactual, etc. Todo mundo indicava
Lula no cenário geral ganhando e Flávio
tomando coça.
Mas veja, veja o que acontece. Se
filtrada pelo critério religioso de
eleitores autodeclarados evangélicos, o
cenário se inverte,
que é o que a gente já tá indicando há
um tempão.
O maior apoio passa a ser para
candidatos de direita, em especial
Flávio Bolsonaro. Contudo, apesar de a
disputa ainda girar entre as figuras de
Luís Inácio Lula da Silva e o
pré-candidato herdeiro do bolsonarismo,
Flávio Bolsonaro, as intenções de voto
no segmento evangélico não apresentam um
marco de apoio massivo de 70% do
eleitorado ao candidato, que é o que
tava acontecendo com o com o o
condenado, né? O condenado sa o bolsa de
cocô condenado tava acontecendo que esse
70% tava massivamente nele. Com Flávio
já não tá acontecendo.
Que se apresenta como representante abre
aspas puro, fecha aspas do movimento
bolsonarista. Há uma maior fragmentação,
mas que não pende para um aumento de
apoio à esquerda. Então, dentre os
evangélicos, há uma maior fragmentação.
A direita continua ganhando
massivamente, mas sem esse apoio em
torno desta representação específica,
por exemplo, no caso do Flávio. Tudo
bem? Então, tá. Descrever isso é uma,
isso é no momento é uma mera descrição,
não tem explicação, mas vira a
explicação quando a gente considera a
metodologia que a gente tá utilizando e
a análise das causas para que isso
aconteça.
As causas para que isso aconteça, que é
o que nos interessa,
saca? Eh, não adianta só eu dizer:
"Olha, os evangélicos fazem isso, OK?"
Mas por que eles fazem isso? É isso que
é isso que o texto tenta demonstrar com
uma metodologia adequada, porque os
evangélicos votam majoritariamente à
direita. É isso que nos interessa. Quais
são as condições que fazem com que esse
consenso permaneça. E não é por causa do
Bolsonaro, não é por causa do
bolsonarismo, não é porque o pessoal foi
cooptado. Eu odeio essa expressão.
[risadas]
Cooptaram os crentes. Sim, sim. Foi por
inércia. Eles estavam andando e de
repente a me pegaram aqui, me puxaram
para cá. Não, [risadas]
pelo amor de Deus, tem que olhar dentro
da realidade social. Ah, o cara tá
andando lá e pronto. Oh, meu Deus do
céu, é triste demais. Triste demais.
Eh, deixa eu voltar aqui o trem. Pum,
pulou para cá. Pá. Isso reflete,
portanto, que o consenso conservador
hegemonizado se mantém, mas a
sustentação da representação política e
eleitoral desse fenômeno está
fragilizada. ou mesmo em dispersão. O
que é importante da gente indicar que
isso se dá aonde? na diferenciação
da estruturação de classes sociais, na
dissociação entre representação política
e a base comunitária que cria consenso e
hegemoniza o processo que tem as
instituições enquanto mediações para
realizar os seus projetos e isso altera
consideravelmente. Você coloca muito
mais subjetividade no sentido positivo
do termo e não no sentido místico do
termo no processo histórico.
A pesquisa realizada pelo Instituto Data
Folha sobre intenções de voto mostra
que, se liga, 52% do grupo evangélico
apoia ou se declara como sendo de
direita, centro direita, assim como 18%
se apresenta como sendo centro, que
também é conhecido como direita, né?
Então aqui tá o 70% de apoio.
[risadas]
Aqui tá o 70% de apoio. E esse 70% ele é
conservador, ele é de direita
por um processo histórico e dado das
dinâmicas de luta de classe dentro das
igrejas, inclusive. Pô, gente, tem que
observar isso. Apenas 30% dos
entrevistados se apresentam como de
esquerda ou centroesquerda, que é o que
acontece desde 2014.
Contudo, com respeito à representação
política no cargo presidencial, essas
posições se refletem nos dois principais
candidatos ao cargo de presidente. Da
seguinte maneira, presta atenção o que
acontece no Datafolha quando você faz o
filtro religioso. Ou seja, aqui não é o
dado geral do do eleitorado, é o
eleitorado evangélico. Se no geral 41%
estava com Lula e 31% com Flávio, ó o
que acontece aqui. Flávio Bolsonaro com
50% das intenções de voto em março de
2023 2026 e 49%
em abril, ao passo que Lula apareceu com
23% de intenções de voto na primeira
pesquisa e 25 na segunda.
Veja a diferença.
No quadro geral, o Lula tá 10 pontos na
frente. Quando você faz o filtro
religioso, o Flávio tá 20 na frente.
Então, este grupo específico, ele
desempenha um papel de desvio de classe.
Porque quando a gente olha as
estratificações sociais, você percebe
que dentro dos evangélicos há uma massa
que seria potencialmente, no quadro
geral eleitora de esquerda, mas que
dentro desse grupo desvia o interesse da
classe. E eu tenho que explicar o porqu
há esse desvio. E aí o nosso trabalho
metodológico, explicar porque tem desvio
de classe, por que isso acontece, qual é
a ideologia que você hegemoniza, como se
hegemoniza nesse consenso.
Pô, velho, eu não posso naturalizar. O
problema dos trabalhos dessa da boa
parte da galera que faz análise sobre
isso é que naturaliza conservadorismo. O
evangélico ele é assim porque ele
acredita em e dá escolha a sua doutrina
favorita para explicar a posição
evangélica. E não é pela crença da
doutrina favorita, tem processo
histórico.
Senão não tinha 30% que desvia dentro do
grupo. Não tinha 30% de esquerda. Se
fosse uma questão de doutrina, todo
mundo acredita na mesma coisa. Todo
mundo tem a mesma base. Ah, por que que
tem 30% que desvia? Porque não é só
doutrina, não é só a crença A ou B.
Essa crença A ou B, ela joga um papel
dentro do processo histórico das outras
de classe da estratificação social. E é
isso que a gente tem que explicar.
Ciência social aplicada, efetiva, não
descrição de fenômeno,
não apresentação do óbvio.
Ai que raiva. Rubens diz: "A liderança
perde legitimação devido a esses
conflitos. se perde legitimação demais,
a outra liderança vai surgir mais
alinhada com a base ou e tem
perfeitamente ou para além da liderança,
a instituição perde o seu sua função.
Weber percebe isso no processo de
secularização na Europa.
Weber tem uma análise muito sofisticada
nesse sentido e ele ele percebe que o
prestígio da religião ele vai morrendo,
né? Ele vai desfalecendo,
tal do desencantamento do mundo. E quem
vai ocupando esse lugar de explicação do
mundo com esse prestígio e tal, não sei
o quê, é a ciência. Ele não quer dizer
que a ciência é religiosa, ele quer
dizer no papel que essa instituição vai
ocupando na realidade social
à medida que a outra vai perdendo seu
prestígio, sua legitimação.
Ah, importante, pô. E estudar sociologia
é bom.
Tá dando para pegar assim. Bom demais.
Que bom. Que bom. E é um tema que eu
gosto. Me pega. Desliz. Bem é que a
esquerda toda podia convergir pro Lula e
fechar essa história no primeiro turno.
É, seria interessante, mais fácil, né? A
gente resolve mais as coisas mais
rápido. Mas a vida el
cheia de camadas e nuances.
[risadas]
Ai
diz, querido Carlos Emanuel. Carlos
é Carlos Emanuel. Mas eu já tava lendo
Carlos sem Manuel, o que eu fiquei
preocupado com o Manuel. O que que será
que aconteceu com o Manuel? Cara,
imagina o Carlos sem o Manoel. Era uma
dupla e não é mais. Diz: "Bom dia,
Bruno". Bom dia, Carlos. Sou comunista.
Bem-vindo ao time. E adventista, pô. Sou
da Zelota. Tamo junto. Ontem eu descobri
que você é autor da revista. Ah, tamo
junto. É isso aí. Fiquei muito feliz.
Ah, que bom, mano. Tamos junto. Estamos
junto. Espero que o conteúdo contribua.
Diz que o Guilherme. A galera acredita
em lavagem cerebral? Sim, é mais fácil,
né? Aí eu não preciso explicar nada, a
gente só fica tratando o mundo como se
fosse o bem e o mal numa grande luta
final. Os tontos e os inteligentes. É
mais fácil. Aí diz Gustavo Pes: "Se
fosse só pegar rua a galera que vem de
jornal, aí já tinha candidato eleito". É
exato. Que isso? Diz que do William,
repete comigo. Não é natural, é um
processo histórico. Exato. Não é
natural, é um processo histórico.
Tem [roncando] ciência social necessária
para entender isso aí. Por isso que eu
tenho raiva do trabalho do Juliano
Spire, que é meramente descrição de
fenômenos e que naturaliza
conservadorismo. Ah, eu vou falar isso
várias vezes porque esse último negócio
aí dele me deixou com a raiva. [risadas]
Ai, que raiva.
Essas bobagens, meu Deus.
Deixa eu ver se eu acho aqui.
Último trechinho, né?
Tã.
Ah, aqui importante, coisas importantes,
né? Vamos lá.
Prognósticozinho. Então, tendência
conservadora e possíveis cenários. A
instabilidade no apoio de um grande
bloco a uma única candidatura se deve às
crises políticas e morais relacionadas à
figura de Jair Bolsonaro, né? Porque ele
deu muita mancada, perdeu apoio de
pessoas em seu entorno, [risadas]
a lista é grande, e do próprio
pré-candidato escolhido como herdeiro da
liderança carismática, que é uma
brincadeira, porque como já disse Weber,
mais uma vez, carisma não se herda e não
se transfere, né? Você não tem como
transferir carisma. Flávio Bolsonaro.
Ademais, também deve ser considerado
conflito interno à lideranças do
bolsonarismo, seja no Partido Liberal,
que é a legenda oficial do candidato
selecionado como figura central para a
disputa do cargo de presidente, seja no
interior da própria família Bolsonaro,
né? família presidencial,
ex-família presidencial, em especial na
relação conflituosa entre Flávio, filho
de Jair, e Michele, esposa do
ex-presidente, atualmente preso por
tentativa de golpe. É gostoso falar
isso. Contudo, como já indicado, isso
não abala a manutenção do
conservadorismo hegemonizado e sua busca
por representação política, mediada
pelas pela instituição religiosa e pela
atuação de lideranças na gestão
profissionalizada das igrejas.
Nesse sentido, o apoio explícito ou
concentrado em uma única liderança
parece ser improvável. Quer dizer, não
vai ter aí um apoio em massa a um ou
outro líder e pronto, acabou. Ele vai
cada vez mais fragmentar e dispersar. A
busca por representações mais próximas
locais ou regionais alinhadas ao
interesse das instituições religiosas
será fortalecida, focando não no apoio
direto a uma candidatura ou outra para o
cargo de executivo, mas em candidaturas
para o legislativo, que por sua vez
podem ganhar peso político para
fortalecer seus nomes em futuras
eleições majoritárias.
Nesse sentido, se por um lado não há uma
representação presidenciável forte e com
tanta legitimidade
no nicho evangélico, há um potencial de
apelo aos pequenos poderes de
pretendentes a cadeiras legislativas e
lideranças locais. Ou seja, há uma
dispersão que não fortalece a esquerda
de maneira nenhuma.
>> Tá bom?
tá aqui,
ão que potencializa a emergência de
novas candidaturas alinhadas a tal.
Então, não fortalece a esquerda, mas
fortalece o consenso conservador que já
tá colocado e reproduzido nas igrejas,
na base mesmo.
Por que a base é importante? Porque as
pessoas, na base de fiéis são pessoas
empobrecidas que precisam de meios para
manter-se em vida. E a igreja garante
esses meios. ela garante um papel
fundamental nessa reprodução. Aí que tá.
Então, para manter-se em vida, a
instituição religiosa se torna um meio
para essa base conseguir encontrar
emprego, disciplina, oportunidades,
condições de reprodução da vida da
família e pronto, vai se organizando na
base. Pras lideranças religiosas vão se
profissionalizando e a igreja se torna
um meio profissional de ganhar a vida
porque ela se adequa à reprodução social
capitalista. Então, o salário do pastor,
os privilégios do pastor, que vai
colocar as filhas tudo na na como é que
fala, para fazer faculdade, para virar
administrador na igreja, vai preparar o
próximo pastorzinho que vai virar
liderança de novo e que vai então agora
ter um uma hereditariedade constante,
aproveitando esses privilégios de classe
que a igreja garante. Então, para as
lideranças se torna esse espaço de você
ascender socialmente, para as bases, o
espaço para você manter-se em vida. E
essa combinação cria esse bloco que vai
se hegemonizando e vai se organizando. E
aí todas as mediações que a igreja
desempenha como instituição vão fazendo
com que ideologicamente os interesses de
lideranças convinjam com interesse da
base, os interesses da base se encontrem
com a liderança e dentro do processo
histórico que a gente viu de formação da
Igreja Evangélica, o consenso
hegemonicamente conservador se mantém e
se reproduz.
Não é porque o pastor disse,
as pessoas também querem viver e
sobreviver, meu Jesus Cristo.
Certo?
Pô, velho, isso é muito bom, mano. Eu eu
gosto desse tipo de papo, né, que a
gente tem que entender como efetivamente
as pessoas estão vivendo, reproduzindo e
desenvolvendo suas vidas. Isso é
fundamental.
fundamental, né?
Eh, e aí, bom, indo pros finalmente
aqui,
a principal disputa eleitoral, então,
tende a ocorrer no interior do próprio
campo conservador, né? Quem vai pegar
esses espolhos? Diferentemente de 2022,
quando Bolsonaro funcionou como elemento
unificador, o cenário atual é
caracterizado pela competição entre
diferentes candidaturas que buscam
representar um movimento que encontre os
evangélicos sua base mais fiel. Porque é
o que a gente viu, se no cenário geral
Lula leva de boa e Flávio enfraquece
consideravelmente, no cenário
evangélico, a base fiel ao bolsonarismo
tá ali. A fragmentação
eh observada nas pesquisas, portanto,
não, Melindinha, tá bom?
>> Eh, deve ser interpretada sob o marco da
disputa pela legitimidade de sua
representação.
É isso que o pessoal vai tentar fazer
sob esse quadro de instabilidade na
representação eleitoral. Por outro lado,
fatores econômicos podem recuperar maior
peso na disputa eleitoral, podem, sem
eliminar a relevância da identidade
religiosa.
Ao menos é isso que o desvio de padrão
notado pela pesquisa Atlas Intel
Bloomberg indica, assim como indicadores
de rejeição do ao governo Lula, que
recentemente tiveram uma queda
significativa entre o segmento
evangélico, o que não se converte em
apoio à candidatura do atual presidente,
tal como apresentado na pesquisa da
Genal Quest, que marcou a queda da
desaprovação do governo Lula em 60 de
65% em abril para 58 em julho e uma
melhora na aprovação de 28% a 37% nos
mesmos períodos, mas isso não se
converte em apoio eleitoral. É doideira,
né? Mas eis a vida.
E aí, pra gente fechar, balanço e
análise. A novidade do processo político
em curso não consiste na reconfiguração
do alinhamento ideológico do eleitorado
evangélico. Ou seja, não foi pra
esquerda, né? Não foi. E nem na
emergência de uma nova figura
representativa com legitimidade e apoio
massivo. Você não tem uma nova figura
carismática. ocupando o lugar do
bolsonarismo.
O fenômeno relevante e que deve ser
considerado. Não, não, não faz isso não,
porque não tá legal esse negócio aí. Tá
bom, pode brincar, mas não, não põe na
boca, não. Fechou?
Eh, o fenômeno relevante que deve ser
considerado é a crescente dissociação, e
aqui que é o fenômeno que nos interessa,
dissociação entre uma hegemonia social
relativamente consolidada, que é o
conservadorismo evangélico,
em uma parcela da população, e as formas
políticas encarregadas de representá-la.
Esse é o elemento que nos interessa, a
dissociação entre uma hegemonia social
conservadora que está estabelecida entre
os evangélicos e uma representação
política capaz de representá-la. Não,
não, não, não, não faz assim, não. Faz
assim, não, faz não, assim não, assim
não,
>> porque isso aqui tá sujo, posso limpar
depois.
>> Não, não. Tá bom. É que agora
precisa de de passar o preciso lavar ali
com a bucha.
Tá bom, depois eu faço isso, tá? De boa.
>> E você vai colocar onde isso aí? No
freezer. Tá bom. Aí pode aí. Beleza.
Então tá tranquilo. Experiências de
laboratório em casa. Laboratório
doméstico. Dissociação entre uma
hegemonia social relativamente
consolidada e uma parcelada da população
e as formas políticas encarregadas de
representá-la. É isso que nos interessa.
É isso que nos interessa. Já já volto
aqui. Pera aí.
Nós temos uma base de uma hegemonia
conservadora que está consensuada há
muito tempo, há muito tempo, e forma
essa base evangélica
que agora não tem uma representação
política capaz de expressá-la
adequadamente, tá em crise nesse
sentido, recente, dado o que aconteceu
com o bolsonarismo. Mas isso não faz com
que esse grupo deixe de ser conservador,
que essa hegemonia, esse consenso seja
superado, não se converte em voto à
esquerda. conversão do dos valores ou do
das posições tomadas, não, porque
historicamente e na estratificação de
classes que a gente viu, acontece o
contrário. A tendência é manter-se e
manter-se por um tempo, mas agora não
tenho vazão de representação.
Eu não coloquei isso no artigo, então eu
vou colocar aqui como uma intuição, não
é nem hipótese, intuição para depois
verificar se pode virar hipótese.
O ponto é,
considerando isso, é possível que dentro
deste grupo religioso, em um processo
muito acelerado, a gente viva o
desencantamento que a esquerda viveu ao
não se ver representada.
Aí sim, oportunidade bonita e brilhante
pro tal tentativa de enraizamento da
esquerda nesse grupo. Oportunidade
de uma tentar reconverter essa essa
hegemonia estabelecida, pelo menos no
espaço da representação,
não necessariamente no espaço desse
consenso de base, mas isso eu não
coloquei no texto porque aqui é mera
intuição, tá bom? Então,
primeiro nós, depois eles.
Entre 2018 e 2022, Jair Messias
Bolsonaro foi alçado como figura
representativa dessa hegemonia, né?
Hegemonia já consolidada. Por isso que
eu odeio a ideia de que o os evangélicos
foram cooptados. Ai, tadinhos. Não, não,
gente. Eu enquanto evangélico falo,
ninguém foi cooptado de jossa nenhuma.
Ess esse conservadorismo, ele foi
historicamente estabelecido.
A partir do apoio institucional e sobre
os marcos históricos que históricos que
constituíram o movimento evangélico, foi
possível transformar disposições sociais
produzidas historicamente pelas
instituições religiosas em uma
representação eleitoral relativamente
unificada. Sua perda de centralidade não
elimina essas disposições, mas desfaz
temporariamente sua principal forma de
condensação temporariamente.
Nesse sentido, a questão central das
eleições de 2026 no análise dos
evangélicos, não é identificar quem
herdará eleitoralmente Bolsonar
Bolsonaro. Não é quem vai ser o
herdeiro, não. Não é isso que interessa.
Sabe por quê? Porque não é isso
determinante, mas compreender como uma
hegemonia social conservadora
relativamente estável pode reorganizar
suas formas de representação política
após o enfraquecimento de sua principal
liderança carismática. O grande feito é
como essa galera vai se reorganizar,
como esse consenso social estabelecido,
esse consenso hegemonizado se
reorganiza, dado que a representação
política desfaleceu, desapareceu.
Como que ele vai responder a isso? A
aposta que a gente vai fazer aqui é que
fortalece pequenos poderes e
tendencialmente a gente vai ter um
recrudescimento na na nas eleições
dos evangélicos nas casas legislativas,
né, no poder legislativo. A gente vai
ter aí então reforço de conservadorismo
do conservadorismo nesses abráos
pequenos poderes.
Mas isso aqui é a nossa aposta enquanto
tentativa de de diagnóstico, né? Mas o
grande elemento não é quem erda
Bolsonaro, não é quem quem erda a
representação, é como a hegemonia social
se readequa nesse novo cenário em que
você não tem alguém que condensa, que
aglutina essas essa representação. É
aqui que interessa. É aqui, esse é o
elemento bacana. Como que vai responder
essa hegemonia que já está estabelecida?
Não pode negar ela. Ah, nem todo o
evangélio. OK, mas a hegemonia está
estabelecida.
Desse modo, as igrejas não são
percebidas como simples apoiadoras de
candidatos específicos, mas como
instituições que funcionam como
mediações, como a gente já tratou aqui
na nossa metodologia, no interior da
reprodução social e que precisam ser
capazes de preservar a continuidade. Zé
assim vai cair a TV, mano.
Eita, perigoso, hein? Solta, solta,
solta, solta isso
aí. Excelente. Ó, ó. Tira o esse cabinho
da ponta para não ter isso. Depois a
gente põe.
Tira. Beleza.
Você entendeu o que eu falei?
>> [roncando]
[risadas]
>> mas como instituições que funcionam como
mediações no interior da reprodução
social e que precisam ser capazes de
preservar a continuidade de
representações políticas que viabilizem
seus projetos, atuações e impactos na
reprodução da vida das pessoas em
relação às outras instituições,
especialmente no âmbito do Estado, né?
Então, o que interessa não é que a
igreja apoia a candidato A ou B, mas
como mediação paraa vida da comunidade,
como ela se readequa num cenário em que
não tem um representante específico no
estado, como você se reposiciona? É isso
que é o interessante enquanto
instituição e as massas de fiéis, né? E
aí, para finalizar, a principal chave
interpretativa para compreender o
comportamento do eleitorado evangélico
nas eleições presidenciais de 2026,
portanto, reside na análise da tensão
entre estabilidade da hegemonia e
instabilidade da representação política,
tal qual Gramish discute hegemonia.
Ah, meus amigos, aqui é para fechar o
caixão e para recuperar o Isso é viável,
só é possível fazer esse tipo de análise
desenvolvendo aquele processo de teoria
social que a gente estava constituindo
para uma ciência social adequada para
determinados fenômenos. Aqui no caso a
gente tá discutindo as os evangélicos e
as eleições, mas poderiam ser outras
instituições, né, tentando uma teoria
geral que aí vai ser reajustada de
acordo com cada uma das condições e cada
um dos objetos específicos. Eu já o fiz.
Eita, que que é isso? Pega, pega teu
copinho lá para pegar. Pega um outro
copinho ali para pôr água para você, por
favor.
>> De quê?
>> Um copinho para pôr água para você.
Beleza. Pega ali, pega ali.
Nossa, tá exausta pelo jeito. Tô
terminando aqui. Fechou.
Carlos
sem Manuel.
O neopentecostalismo na América Latina
não é projeto da CIA. Não, não [risadas]
tem vídeo. Um dia eu vou poder, agora
não vou poder discutir isso, mas eu vou
trazer isso em outro momento novamente.
Ontem me perguntaram isso de novo em
outro ambiente. Eu falei: "Gente, que
que que o pessoal dos algoritmos tá
fazendo hoje em dia?" Então, ficou
assustando as pessoas. Me parece que os
são o atual besto do apocalipse mesmo.
Ah, isso eu concordo, mas aí por outros
motivos.
diz que do William, você descrevendo
exatamente a dinâmica da minha antiga a
entre parênteses mega igreja como se
conhecesse de perto porque é ciência
social aplicada. [risadas]
Ciência social aplicada faz isso. A
gente fala: "Meu Deus, parece que ele tá
descrevendo o que aconteceu em todo
lugar".
>> Não, tem que ser outro. Pega aquele,
pega a tua xícara.
Hum. Pode ser qualquer xícara ali
embaixo eu pego para você.
Tem várias xícarazinha ali. Eh, agora
pergunta, xícarazinha ou xícarinha? Vai
saber, cara, porque ciência social, né?
A gente tá analisando as instituições, o
papel do desenvolvido, como ela se
estabelece, como hegemonia. E é isso que
acontece. É isso que acontece.
É importante, importante ver esses
processos como ele se dá, tal qual ele
se dá e ciência social aplicada,
adequada para este tipo de fenômeno.
Não, essa água não, eu ia pegar para
você,
>> mas essa água
>> eu sei, mas que que você botou ali
dentro?
>> Mas fechou. Já já eu pego para você. Era
pr só pegar um copinho ali. Não,
cuidado, cuidado. Isso. Excelente.
Diz querido Guilherme. Essa é a vantagem
da ciência. a gente conseguir entender
as coisas, mesmo que não esteja lá
presencialmente. É exatamente isso. Se
você consegue entender uma metodologia
adequada que compreende o padrão e
explica os nexos causais,
ciência,
[risadas]
ciência, né? Os nexos caus, como que as
coisas se dão de tal ou qual modo?
Ciência. E trem difícil, mas a galera tá
abandonando ciência, esqueceram a
ciência. Esquece.
>> Dá pegar nosso próprio sorvete,
>> pô. Dá, dá um trabalho, mas dá.
>> Pode hoje.
>> Hum.
>> Dar um calor.
>> Tá bom. Faça um sorvete de palito pra
gente
>> que posso te ajudar.
>> Pode. Mas aí eu preciso terminar aqui.
Daqui a pouquinho a gente faz, tá? À
tarde a gente faz.
>> Beleza.
>> Sim. Mas tarde não vai hora. Agora tá.
>> Tá bom. A gente vai desenrolar isso
hoje. Pode deixar.
É isso. Ciência é uma coisa incrível,
né? Pois do nosso game pode ser
>> do seu vou poder agora, mas daqui a
pouquinho
>> eu já ajeito para você meu game eu posso
>> isso. Claro.
[limpando a garganta]
Eh, que que eu tava falando? Ciência.
Ciência é uma coisa incrível, né? Que
incrível. Ciência. Ai, gente, que
saudade do pessoal defendendo ciência.
Que saudade da esquerda que defende
ciência, né? Mas não ciência pela
ciência. Ah, porque ciência pur ciência
para resolver problema, para fazer
análise adequada da realidade, para não
ser só não só descrever fenômeno.
E então é isso, preciso encerrar aqui,
acudir a criança em seu pedido e também
trabalhar, que eu tô quase atrasado.
Beleza?
É isso, meu povo. Papeamos hoje, hein?
Papeamos hoje ciência pura e simples, só
que não, mas tentando aí contribuir de
alguma maneira com um pouquinho de como
é que a gente discute determinados
temas, sem obviamente cair na mera
descrição, no mero apontamento, nem nos
lugares comuns. Espero que tenha
contribuído.
[risadas]
Xo Guilherme, bons sorvetes. Sorvete,
Baris. É, vou fazer um sorvetinho aqui.
Massa. Vai ficar um sorvetinho de frutas
bom pra criança de palito. Dhe doo
Ederson P. Olá Ederson, como é que você
tá? E é Mr. White science. Pior que eu
tô reassistindo o Breaking Bad, velho.
[risadas]
Tô num limbo de séries aqui. Fui
reassistir Breaking Bad. Ô trem bom, né,
mano? Nossa, velho, que coisa boa aquilo
ali.
Série maravilhosa.
Sence faz alguma coisa aí.
É isso de inscrito fazer watch. Valeu,
Brunov. Valeu, minha gente. Não esqueçam
de curtir esse vídeo. Sempre esqueço de
pedir essas coisas, comentar para
engajar.
Comentáriozinho ajuda. Tem aquele trem
de highpack que eu não sei para que que
serve, mas dizem que é bom. E enviar
pras pessoas. Envie pras pessoas. Ah, é
um tipo de vídeo de entretenimento do
YouTube, com certeza não, mas é
necessário. Mas é isso, minha gente.
Quarta-feira. Quarta-feira, praticamente
fim de semana.
Cá estamos.
Opa, e falhou. Quarta-feira,
praticamente fim de semana. Cá [música]
estamos tentando sobreviver a um inverno
quente, a um verão frio. Eu já não sei o
que que tá acontecendo. E disso que ele
tá colocando hoje, hoje a música do dia
é don't Dream It's Over. Isso. Depois
vocês ouvem lá e entendam porque Juan
Gabriel me disse: "Bruno, don't dream".
E aí vocês vão se divertir com o
trocadilho musical com referência
totalmente excelente. Fiquem bem,
desfrutem do Campeonato Brasileiro, o
jogo aí entre Cuiabá e Chapecoense na
Arena Cond e a gente poder curtir
pós-copa do Mundo esse tipo de clássico
na nossa [música] série A. Beleza?
Fiquem bem, Deus abençoe e nós
tentaremos [música] seguir por aqui,
contribuindo com divulgação científica e
crítica aos humanos que não querem levar
a sério a ciência. Seguimos por aqui
trazendo a boa nova. Trazendo [música] a
boa nova todo dia útil até a vitória
final.
Seguimos trazendo boa nova todo [música]
dia útil
>> até a vitória final.
Fiquem bem. Deus abençoe. Valeu [música]
demais. É nós. Estamos junto.
Hidratem-se, bebam água, protejamos
dos fenômenos climáticos causados pelo
capitalismo. É, nós estamos junto.
[música] Valeu.
Falou.

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